Os Servos de José

Meditação do dia: 14/08/2021

“E José ordenou aos seus servos, os médicos, que embalsamassem a seu pai; e os médicos embalsamaram a Israel.” (Gn 50.2)

Os Servos de José – No dia de hoje, com esse texto poderíamos tomar vertentes as mais variadas, porque o tema permite e com boas pesquisas poderemos enriquecer e muito o nosso conhecimento sobre alguns dos mistérios bem guardados dos egípcios, em termos de medicina e preservação de corpos post mortem. Contudo, vou me ater a um lado simples da questão e que delineia melhor as nossas meditações com propósitos de edificação e alimentação espiritual. Me refiro a forma honrosa com que José e os egípcios trataram o patriarca em sua morte. Como também a graça de Deus, para nos presentear com ensinamentos da vida e para a vida, permitiu que um dos seus, ou dos nossos, porque pela fé todos nos tornamos filhos de Abraão e herdeiros das mesmas promessas. “Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa (Gl 3.28,29). Cada povo tem sua cultura própria e seus rituais para celebrar as diversas manifestações que ocorrem na vida e na morte. O povo de Deus estava em formação e estava inserido física e geograficamente no Egito por um tempo, ali, já havia uma cultura milenar e muito desenvolvida, e com José pertencia a nobreza da administração do império, foi como que natural que ele pudesse utilizar o seu prestígio para os procedimentos. Em termos bem singelos, acreditamos que na morte física o espírito (que é a pessoa verdadeira) deixa o seu corpo e deve voltar às suas origens, acompanhada da alma que é o princípio animado que anima ao corpo e trás as qualidades da personalidade da pessoa. O corpo, será sepultado, cremado, enfim, mas em suma se desintegrará, voltando ao pó de onde veio, até a ressurreição corporal para que a se preste contas das atividades da vida inteira. No caso brasileiro, além de sermos um povo muito jovem em termos de civilização, ainda somos excessivamente miscigenados culturalmente, de forma que é até difícil dizer qual a postura oficial sobre morte, rituais e cerimonias. Há grupos que dão muito valor, honra e reverencia a esse momento da pessoa, como também há grupos que não tem nenhuma postura ou dão qualquer importância ao tema.  Além dos muitos aspectos de sincretismo religioso que se confundem de lugar para lugar. Também há o lado médico científico, de como lidar com tudo isso. Mas um ponto para todos nós cristãos é pacífico, ensinado pelo próprio Senhor Jesus: “E que os mortos hão de ressuscitar também o mostrou Moisés junto da sarça, quando chama ao Senhor Deus de Abraão, e Deus de Isaque, e Deus de Jacó. Ora, Deus não é Deus de mortos, mas de vivos; porque para ele vivem todos” (Lc 20.37,38). José que foi servo e escravo no Egito, deu a volta por cima e tinha depois servos qualificados à sua disposição para um serviço tão exigente em termos de qualidade e utilidade. Em todo tempo Deus está abençoando o seu povo e providenciando o que há de melhor, de modo que este sempre será distinguido por onde passar.

Senhor, graças te damos por tua imensa bondade e misericórdia para com os teus filhos e servos, que andam em tua presença e testemunham a tua bondade entre os povos e fazem conhecidos os teus feitos e os teus caminhos. Somos gratos pelas lições que podemos aprender com a vida, o serviço e até mesmo na morte dos teus servos fiéis. Temos esperanças grandes em tuas promessas e que à seu tempo se hão de cumprir. Agradecemos em fé, no nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Hora Difícil

Meditação do dia: 13/08/2021

“Então José se lançou sobre o rosto de seu pai e chorou sobre ele, e o beijou.” (Gn 50.1)

A Hora Difícil – Ao findar o labor desta vida, quando a morte ao teu lado chegar! Que destino há de ter tua alma; qual será no futuro teu lar? A maioria dos cristãos conhecem essa letra e esse hino sacro. Mais dias, menos dias, todos temos que nos deparar com a cena da morte chegando para alguém perto de nós, até que um dia chegará para nós. Independente do que se creia, se deseja ou espere, essa adversária aparece e cumpre o seu papel. Até dizem que nesta vida só duas coisas são certas, a morte e os impostos. Não pretendo discutir ou ponderar aqui sobre a morte ou sobre o luto e seus muitos aspectos que fazem parte da experiencia humana desde os primórdios e em cada povo e cultura, lida-se com isso. O cristianismo tem uma visão muito positiva e construtiva da morte, exatamente por causa da obra da redenção em Cristo Jesus. Porque até então, não havia esperança e sem esperança a vida é uma tragédia anunciada por antecipação. A pessoa humana tem na sua constituição, elementos divinos e da eternidade e isso não se pode satisfazer com arranjos emocionais, intelectuais e filosóficos. Nas palavras do salmista, o ri Davi: “Assim como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus! (Sl 42.1). Há um anseio interior muito grande por vida espiritual e intimidade com o Criador, mesmo que a pessoa não queira confessar ou reconhecer isso; sempre fica aquelas indagações da origem, razão e tudo mais que mesmo sem ser estimulado ou provocado a pessoa quer saber ou quer perguntar e descobrir, entendendo que deve haver algo à mais do que isso que estou vendo e deve haver um propósito maior para a vida e a existência. O sábio ao escrever o livro de Eclesiastes, lembra da importância de se viver de forma produtiva e consciente porque ela é finita e depois ela continua noutro plano. “E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu” (Ec 12.7). José pode conviver com seu pai por bons dezessete anos e num momento muito especial eles puderam conversar, acertar detalhes de testamento e legado, reunir todos os filhos e certamente os netos e demais familiares para ouvir a sabedoria e receberem cada um a sua porção da bênção paternal, confirmando profeticamente o seu lugar na futura nação e também o seu papel de contribuição. Para José e para qualquer filho é um momento de muitas emoções mistas, onde a alegria de ver o final de uma jornada bem sucedida e uma vida próspera, que construiu muito e de forma consistente, um legado que vai entrar para a eternidade; por outro lado, a ausência e a separação definitiva deixa um vazio e um espaço que nenhuma outra pessoa pode preencher. Mas o conjunto da obra revela a bondade de Deus e a fidelidade dos seus propósitos. Agora era hora do velho patriarca descansar e na linguagem deles, congregar com os seus antepassados. Quando se sabe de onde veio, não tão difícil saber para onde se vai e isso torna o momento especial, porque não é um adeus definitivo, mas um até breve, porque cremos que em breve todos nos reuniremos como uma grande família de Deus, herdeiros da mesma fé e alcançados pela comum salvação em Cristo Jesus. Essa é uma bendita esperança que Paulo diz para utilizarmos para produzir consolo uns nos outros, até a volta do Senhor Jesus. “Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras (I Ts 4.13,18). 0

Pai celestial, muito obrigado pela vida e por tudo que ela nos apresenta em termos de possibilidades de te conhecer e crescer em graça e favor do Senhor, para a edificação da igreja, como Corpo de Cristo aqui na terra. Graças te rendemos pela vida dos santos do Senhor que andaram em fé e venceram, prevaleceram contra as grandes adversidades, mas estiveram sempre olhando para os céus e para o poder do Criador de todos as coisas. Hoje, somos nós, é a nossa vez de servir e testemunhar, e fazemos em alegria e esperança em todas as tuas promessas. Oramos agradecidos pelo conforto e consolo por cuidar de nós, na vida e na morte, e ter algo melhor nos aguardando. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Bênçãos Que se Excedem

Meditação do dia: 12/08/2021

“As bênçãos de teu pai excederão as bênçãos de meus pais, até à extremidade dos outeiros eternos; elas estarão sobre a cabeça de José, e sobre o alto da cabeça do que foi separado de seus irmãos.” (Gn 49.26)

Bênçãos Que se Excedem – Bênçãos nunca são demais, só não vale fazer delas o objetivo da vida ou do interesse de se buscar a Deus. Estamos lidando com uma experiencia de vida onde os relacionamentos com a família, com Deus e os propósitos da aliança divina com os patriarcas foram levados muito à sério, não como um peso ou fardo, mas como um encargo sagrado, um privilégio de ser chamado para fazer a diferença, não só nos seus dias, mas por toda a vida, passando como legado de geração para geração para os tempos eternos. Como já compartilhei outras vezes, nós, ocidentais lidamos muito com uma mentalidade imediatista, apressados, ansiosos por ver resultados e tudo precisa ser para os nossos dias. Isso nos leva a não valorizar legados e heranças que se constroem ou se deixa para muitas gerações posteriores, onde as novas vão construindo sobre as bases recebidas e solidificando novos patamares para as próximas possam desfrutar e também ampliar. Não é raro para nós as histórias de pessoas que receberam heranças que seus pais e avós construíram e conquistaram com muito trabalho e determinação e tão logo entraram na posse, foram dispersando e perdendo gradativamente até perderem tudo, ficarem literalmente sem nada. Também não é difícil conhecer relatos de outros tantos que nem se dão ao trabalho, porque estão de olho no que vão herdar, quando ainda isso está muito longe de acontecer, mas cobiçam e já anunciam suas intenções preguiçosas. Nós, os cristãos já nascemos de novo dentro de um contexto de alianças eternas, nos tornando filhos de Abraão pela fé em Cristo, também herdeiros de um reino inabalável e ainda podemos subir mais, herdeiros de Deus e co-herdeiros juntamente com Cristo. “E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados” (Rm 8.17). Sendo assim é razoável, espiritualmente falando, que adotemos uma mentalidade de “Reino” com mais consistência e perenidade; ou seja, trabalharmos por algo mais eterno, de mais longa duração e não apenas naquilo que começa e termina conosco mesmos aqui. Quando voltamos nossa atenção para a reunião entre Jacó e José, encontramos um pai orgulhoso, feliz, realizado e empolgado em dar ao filho bênçãos grandes, poderosas em Deus e até maiores do que as recebidas por ele mesmo de seus pais e convenhamos, não foi pouca coisa que ele recebera, acumuladas de Abraão para Isaque e passadas a ele. O homem mais sábio que já passou por aqui disse: “O filho sábio alegra a seu pai…” (Pv 10.1); Como não nos alegrarmos com um legado desses. Mas também como não trabalharmos para gerar filhos como esse e estarmos comprometidos em fazer melhor do foi feito antes de nós e agora podermos preparar as bases para o que virá à seguir.

Senhor, obrigado pelo legado que recebi de mais pais e pelo que construí com a bênção e o favor do Senhor e ainda estou trabalhando nos meus dias, para que as promessas eternas sejam percebidos pelos meus filhos, físicos e espirituais e recebam tudo o que lhes cabem como legado eterno. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Bênçãos e Mais Bênçãos

Meditação do dia: 11/08/2021

“Pelo Deus de teu pai, o qual te ajudará, e pelo Todo-Poderoso, o qual te abençoará com bênçãos dos altos céus, com bênçãos do abismo que está embaixo, com bênçãos dos seios e da madre.” (Gn 49.25)

Bênçãos e Mais Bênçãos – Bênção é coisa boa, por isso todo mundo quer ser abençoado, inclusive eu. As bênçãos tiveram a sua origem em Deus, que foi criando cada coisa no seu lugar e para o seu propósito, com suas capacidades e potencialidades e vendo tudo estava muito bom e assim os abençoou para que crescessem e se multiplicassem. Um dos sentidos e dos mais próximos daquilo que entendemos as bênçãos, é autorizar para prosperar. Quando estudamos sobre os projetos divinos para a família e as alianças geracionais, entendemos perfeitamente bem o papel e a importância de ser abençoado, como também o estrago e a ausência que faz na vida de alguém que não é abençoado; pior ainda quando se é amaldiçoado. Nos arraiais cristãos mais modernos, que na verdade não é nada novo, uma correria atrás de bênçãos em detrimento de não se preocuparem nem um pouco com crescimento espiritual. Até se ensina que não é preciso conhecer a Deus para receber suas bênçãos, só precisa exercitar a fé e pronto. Claro que isso é obra de pigmeus da graça, incautos e intencionalmente dispostos a tirarem proveito da fé ingênua de pessoas que não conhecendo sua posição e autoridade conferida na obra redenção, se tornam presas fáceis de oportunistas, como os apóstolos de Cristo preveniram, desde o primeiro século. “Estes são manchas em vossas festas de amor, banqueteando-se convosco, e apascentando-se a si mesmos sem temor; são nuvens sem água, levadas pelos ventos de uma para outra parte; são como árvores murchas, infrutíferas, duas vezes mortas, desarraigadas” (Jd 12). Quando Israel, anos mais tarde saiu do Egito em direção à Terra Prometida, eles receberam o testemunho de Deus em forma de leis, cerimonias, rituais e mandamentos para que vivem as suas vidas em conformidade com a Palavra de Deus, o que seria suficiente par lhes garantir as bênçãos sem medidas que a obediência pode trazer a uma pessoa. “E todas estas bênçãos virão sobre ti e te alcançarão, quando ouvires a voz do Senhor teu Deus” (Dt 28.2). Pessoalmente, amo essas declarações, porque elas colocam a minha vida numa perspectiva de que poderei administrar o que me vem â mão para fazer, sabendo que a bênção e a aprovação de Deus não está condicionada à lugares geográficos, condições mentais, emocionais ou físicas e muito menos depender de meus próprios esforços religiosos. Preciso conhecer a verdade, abraça-la e levar uma vida coerente – as bênçãos virão sobre mim, elas me seguirão; não preciso correr atrás delas, elas é que me perseguirão e me alcançarão. Olhando a vida e a experiencia de José, identificamos isso claramente. Ele trabalhou a vida todo e serviu com excelência sem visar qualquer recompensa humana ou mundana; agora quando seu pai, uma pessoa de estatura espiritual gigante vem abençoá-lo, faz citações que excedem a qualquer sonho ou desejo por receber bênçãos. Olha só: “Pelo Deus de teu pai, o qual te ajudará, e pelo Todo-Poderoso, o qual te abençoará com bênçãos dos altos céus, com bênçãos do abismo que está embaixo, com bênçãos dos seios e da madre.” O Deus de seu pai o ajudaria, o Todo-Poderoso o abençoaria com bênçãos dos altos céus, seja lá o alcance e abrangência que isso tiver, é muita coisa; bênçãos do abismo, que não tem nada a ver com trevas, inferno ou perdição, mas fisicamente são tesouros e recursos extraídos do solo e e profundidades; bênçãos dos seios e madre, são alusivos à fertilidade e multiplicação para pessoas e posses, farturas e riquezas. Isso é muito melhor que um cartão de crédito “black.” Davi entendia isso: “Nada me faltará!”

Pai, obrigado, porque não precisamos fazer nada mais do que aquilo que a tua Palavra recomenda como sendo bom e suficiente para a tua graça operar em favor dos teus filhos. Somos agradecidos pelas bênçãos que estás disponibilizando a cada dia para que tenhamos abundancia de bênçãos. Obrigado, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Arco e o Arqueiro

Meditação do dia: 10/08/2021

“O seu arco, porém, susteve-se no forte, e os braços de suas mãos foram fortalecidos pelas mãos do Valente de Jacó (de onde é o pastor e a pedra de Israel).” (Gn 49.24)

O Arco e o Arqueiro – Na mitologia grega, Ulisses rei de Ítaca, ausente de casa por vinte anos na guerra de Tróia, voltou secretamente à tempo de vencer o desafio que a rainha sendo forçada a se casar novamente, propusera que se casaria com aquele que conseguisse colocar a corda no arco que Ulisses havia deixado. Um camponês humilde conseguiu o feito, mas na verdade era Ulisses disfarçado. Na história bíblica, Ismael filho de Abraão se tornou um flecheiro poderoso. “E era Deus com o menino, que cresceu; e habitou no deserto, e foi flecheiro” (Gn 21.20). Outra citação muito preciosa é a descrição do salmista sobre a bênção da paternidade concedida por Deus ao homem que o teme e o serve. “Como flechas na mão de um homem poderoso, assim são os filhos da mocidade. Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava; não serão confundidos, mas falarão com os seus inimigos à porta (Sl 127.4,5). Jacó, ao pronunciar a sua bênção paterna e patriarcal sobre José, mencionou que seu filho fora vítima de ataques de maldade que lhe causaram amargura, dor e sofrimento; ele fora flechado por seus irmãos, que ainda lhe impuseram um exílio em escravidão sem chances de defesa, comunicação ou condições de buscar recursos no pai ou quem quer que fosse para ajuda. Mas na continuidade da bênção temos essa citação, que é um alento, um conforto e envolta em mistérios da fé que só mesmo com a ajuda do Espírito Santo para capturar a grandiosidade e profundidade do que foi dito. Assim como alguém lhe estava infringindo dores, José também tinha o seu arco. É certo que para ser um bom arqueiro e atingir seus alvos, além de muita prática, também é preciso braços fortes, não só para esticar e curvar o arco, como também para sustentar o tempo necessário e suficiente para atirar no momento e na condição certa. Definitivamente não é para os fracos, até literalmente. Mas a lição é interessante, porque os adversários de José eram muitos, enraivecidos e maldosos; ele era um, estava só, mas seus braços foram sustentados por alguém mais forte do que todos eles juntos. Fico encantado, extasiado mesmo com expressões poéticas, mas proféticas que revelam a grandeza, o poder e o caráter de Deus em favor daqueles que confiam nele. Aqui, nesses texto, elas foram ditas de forma a induzir a nossa mente para alguém cheio de bondade e cuidadoso como um pastor de ovelhas, mas valente o suficiente para guardar e proteger: “…e os braços de suas mãos foram fortalecidos pelas mãos do Valente de Jacó (de onde é o pastor e a pedra de Israel).” Nossa grande e verdadeira lição hoje é estar conscientes de que não é nossa luta, correria, batalha e esforços que nos conduzirá à vitória, mas Deus, o nosso Deus. Ele é quem luta por nós, vence por nós e nos convida a descansar nele e contemplar suas ações poderosas. Para quem vive de correria e de resultados, somos induzidos quase que automaticamente a nunca parar. Mas confiar e descansar no Senhor é uma ótima medida de fé. “Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre os gentios; serei exaltado sobre a terra” (Sl 46.10). Outra menção disso: “Nesta batalha não tereis que pelejar; postai-vos, ficai parados, e vede a salvação do Senhor para convosco, ó Judá e Jerusalém. Não temais, nem vos assusteis; amanhã saí-lhes ao encontro, porque o Senhor será convosco” (2 Cr 20.17).

Obrigado Pai, por sustentar os nossos braços na lutar de cada dia e nas grandes batalhas pela verdade e justiça. Somos gratos pela oportunidade de servir na tua causa e sabermos que as tuas estratégias são perfeitas e nos levarão ao triunfo. Somos confiantes no Poderoso de Israel, o Senhor dos Exércitos, que jamais perderá uma batalha. Para sempre seja louvado o teu santo e bendito nome, no poderoso nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Flechas, Amarguras e Ódio

Meditação do dia: 09/08/2021

“Os flecheiros lhe deram amargura, e o flecharam e odiaram.” (Gn 49.23)

Flechas, Amarguras e Ódio – Nas artes, como cinema, teatro, Tv e literatura, os enredos que mais agradam e prendem a atenção e audiência, quase sempre são os dramalhões recheados de maldades contra o mocinho(a) principal, que sofre horrores e passado por tudo, para no final dar a volta por cima e precisa terminar com um “e foram felizes para sempre…” Nunca tive muitas oportunidades de frequentar teatro e assistir peças, óperas alguns desses famosos espetáculos, mas me parece que é um dos poucos em que os finais são de fato dramáticos, tristes e até o casal 20 morre, como em Romeu e Julieta e outros do gênero. Se estiver errado, por favor me desculpem e não leve em conta a ignorância no tema. É sabido que o tolo não reconhece a sua inépcia, mas não custa tentar, isso já pode ser o início de uma atitude sábia. Mas tudo isso é para dizer que uma pessoa de Deus, de vida exemplar, autêntica dedicação às pessoas e ao fazer o bem, diríamos que não merecia passar por situações como essas que José passou; mas ele passou; suportou, superou, viu e venceu! No dia e na hora da sua bênção, seu pai profeticamente incluiu nos registros para o tempo e a eternidade que José fora alvo de flecheiros, que lhe proporcionaram amargura, o feriram e o odiaram. É interessante registrar aqui, a nossa profunda admiração e respeito por ele e pela sua história, porque se alguém nessa vida e nesse mundo cheio de maldade e incompreensão, soube viver e demonstrar o amor e a graça de Deus, mesmo numa época antes do Evangelho e da própria Lei de Deus, revelada e escrita. José personificou o modelo de vida que Cristo viveu e os exemplos que não são apenas para serem vistos, estudados e discutidos, mas experimentados e vividos. Todos, sem exceção que participaram e proporcionaram dor, sofrimento e amargura a José, foram depois abençoados por ele, preservadas as suas vidas pela bênção da generosidade dele, sem ressentimentos, sem retaliações. Seus irmãos, Potifar e provavelmente sua esposa, os colegas de prisão e etc. Não posso deixar de pensar nas palavras ditas por Jacó, sobre os flecheiros que lhe causaram amargura, o flecharam e o odiaram –  flechas são armas perigosas, letais e imensamente traiçoeiras, porque podem atingir seus alvos mesmo à distancia, produzindo muita dor e sofrimentos, pois a sua estrutura é feita para penetrar fácil e causar danos grandes e difícil de retirar, podendo produzir mais dano ainda e mesmo a morte; sem contar que ainda podem ser envenenadas ou incendiárias. Parando para pensar, e muito triste, porque um bom flecheiro, hábil e forte, dificilmente erra seu alvo e se ele está fazendo isso por ódio e com intenção de causar sofrimento, é terrível porque ele sabe como infringir mais ainda do que simplesmente acertar. Espiritualmente, Paulo recorre a essa ilustração para prevenir os cristãos a se precaverem dos ataques malignos, porque estamos numa batalha e o nosso adversário não gosta de fazer reféns, e seu caráter é mau e destrutivo, segundo Jesus, ele vem para roubar, matar e destruir (Jo 10.10). “Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno” (Ef 6.16). O nosso inimigo não faz trégua e nem deixará de atirar mortalmente em nós, ele joga sujo e pesado – então precisamos nos revestir das armas e armaduras providenciadas por Deus, para combatermos esse bom combate e neutralizarmos essas possibilidades de baixas, mortos e feridos.

Senhor, obrigado por nos ajudar em nossas dificuldades e proporcionar meios de livramento e socorro. Nos colocamos sob a cobertura do sangue de Jesus, o nosso redentor, que possui todo o poder e autoridade capaz de nos socorrer e ajudar. Oramos e adoramos, louvamos e intercedemos sob orientação do Espírito Santo, para sermos cheios da graça e alcançarmos socorro no tempo oportuno. Agradecemos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Um Ramo Frutífero

Meditação do dia: 08/08/2021

“José é um ramo frutífero, ramo frutífero junto à fonte; seus ramos correm sobre o muro.” (Gn 49.22)

Um Ramo Frutífero – Quando Jacó proferiu sua última bênção paternal aos seus filhos, ele profetizou sobre cada um deles, personalizando a sua bênção e também aquilo que para nós, serviria como uma espécie de “Testamento” a última vontade do testador para com os seus herdeiros. Ele aqui estava indo além do papel de pai, pois estava agindo como um patriarca, um progenitor de uma nação. Algumas pessoas  tem uma capacidade natural de viver pela fé, mirando o futuro e agindo como sendo aquilo uma realidade já, no momento. Para José, sua bênção foi iniciada dizendo que ele era um ramo frutífero, o que não só é uma menção elogiosa, de grande honra, mas também designava um caráter bem trabalhado e uma capacidade de produzir e abençoar a muitos outros. Vemos citação parecida com essa nas palavras de Jesus,  ao falar da comunhão dos seus seguidores com Deus e com ele em função do reino de Deus. “Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim. Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer (Jo 15.4,5).A produtividade vai muito além da capacidade pessoal, por mais talentosa e laboriosa que ela  seja. Vimos isso o tempo  todo na vida de José; desde que chegou ao Egito, mesmo sendo um escravo, ele era altamente produtivo e abençoador e fazia questão de deixar bem claro que Deus era com ele e o orientava em tudo que fazia. Ele sempre admitiu que o segredo de sua prosperidade era a bênção de Deus sobre ele. Ao meditar nos ensinamentos de sermos ramos de uma Videira Verdadeira, o que por si só já nos previne que há uma videira falsa, como também que o fato de sabermos que há um videira, um agricultor e os processos de produtividade, eles por si só não fazem a diferença para nós, se não estivermos conectados, disciplinados e acolhendo a sabedoria do trabalhar de Deus em nossas vidas. Em Jo 15.16 Jesus faz uma importante declaração: “Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda.” Fomos escolhidos pessoalmente por ele para IR e PRODUZIR frutos que PERMANEÇAM. Chamado para ir fala de mobilização, seguir em frente, dizer não à estagnação e ao comodismo. O chamado é para produzir – isso fala de resultados, quantidade e qualidades dentro de períodos e estações próprias. Ninguém planta e cuida de uma videira só para ter sombra e flores. Fechando a trilogia, esses frutos precisam permanecer. É inadmissível para um ministério fazer e desmanchar, refazer e cair de novo; fundar uma igreja e afundar duas, ganhar uma alma pra Cristo e escandalizar duas e afastar mais gente do que atrai. NO dia lá no “escritório do chefe” ele confere o quanto investiu e o quanto de resultados chegaram lá – imagina se pergunta: “O que aconteceu? Cadê os frutos?” José foi elogiado pelo pai, como sendo um ramo frutífero. Ele nunca buscou ou trabalhou para ser visto, elogiado ou reconhecido, ele servia como missão de vida.

Deus, obrigado por ser o nosso grande agricultou e temos em Jesus uma videira verdadeira, onde estamos firmados e queremos ser disciplinados, produtivos e abençoadores, para tua glória e honra. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Um Pedaço da Terra à Mais

Meditação do dia: 07/08/2021

“E eu tenho dado a ti um pedaço da terra a mais do que a teus irmãos, que tomei com a minha espada e com o meu arco, da mão dos amorreus.” (Gn 48.22)

Um Pedaço da Terra à Mais – Aqui está outro daqueles textos bíblicos maravilhosos, intrigantes e que nos faz tão bem pensar no seu sentido e na aplicação dele em nossas vidas. A Bíblia, a nossa Bíblia é um livro, uma coleção de livros, de origem oriental, escrita por orientais para um público eminentemente oriental, que pensa com cabeça de oriental – diferentemente de nós ocidentais, muito jovens em termo de civilização se comparando aos orientais, que data desde a origem do homem e da própria civilização humana. Eles tem histórias para contar e tem passado firme, sobre tradições fortes e que são perpetuadas de geração em geração e que eles se orgulham de manterem as coisas assim. Nós, no caso, brasileiros, estamos com quinhentos e vinte e um anos e nossas bases são tão sólidas quanto um prego fincado na areia ou mingau no espeto. A frase é boa e conhecida. “No Brasil, até o passado é incerto.” Alguns a atribuem ao ex-ministro Pedro Malan, outros ao ex-presidente do Banco Central Gustavo Loyola. Vários a repetiam. Ela se consolidou como uma frase antológica sobre o Brasil. Agora até a autoria da frase é incerta! Mas a ideía não é criticar ou zombar do que viemos a ser, em comparação a outras civilizações bem mais consolidadas. O que admiro e me encanta no texto da meditação de hoje, é o fato de Jacó declarar a seu filho José que lhe doava um pedaço à mais de terra do que aos demais irmãos, e que esse pedaço específico de terra, ele teve que lutar por ele, fisicamente, tomá-lo dos amorreus. Não haveria nada demais na história, porque naquele tempo eles precisavam se valer da força bélica para se protegerem e até mesmo conquistar e depois manter o território conquistado. Abraão se viu numa batalha, com seus servos e amigos aliados, contra reis poderosos, para resgatar seu sobrinho Ló e os bens que foram saqueados. Jacó, na volta de Harã para Canaã, teve que enfrentar um anjo em luta corporal e ele prevaleceu, o que lhe garantiu o novo nome de Israel, por lutar como um “Príncipe de Deus.” Também não temos a explicação de o porque esse conflito surgiu e ele teve que atacar e defender com espada e arco um território. Posso pensar em alguma parte de terras boas que eles habitavam ou mantinham como posse para pastagens e outras atividades e algum amorreu “sem terra” resolveu se meter com a possibilidade de tomar à força e se deu mau. Mas o que me leva a pensar de outra forma, é a razão de Jacó, que não mais voltaria para Canaã, senão para ser sepultado e todos os seus descendentes não ou alguma parte deles não voltarem para ficar na posse daquela terra ou de qualquer outra, e ainda assim, ele separar aquela porção para José e declarar isso em testamento. Quando José iria para Canaã? Dando um spoiler, sabemos que ele recomendou aos seus irmãos e descendentes que levassem seus restos mortais para Canaã, quando eles fossem. E disse José a seus irmãos: Eu morro; mas Deus certamente vos visitará, e vos fará subir desta terra à terra que jurou a Abraão, a Isaque e a Jacó. E José fez jurar os filhos de Israel, dizendo: Certamente vos visitará Deus, e fareis transportar os meus ossos daqui (Gn 50.24,25). Jacó deu na certeza da fé na fidelidade de Deus em cumprir a sua Palavra e José recebeu na fé das promessas de que Israel sairia dali do Egito para SUA TERRA PROMETIDA. Viver pela fé, morrer na fé, acreditando por saber que as promessas de Deus vão muito além de nós e de nossos dias aqui na terra. Isso nos leva a exortação de Paulo aos Coríntios: Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens (1 Co 15.19).

Pai, graças te rendemos por sua bondade e misericórdia demonstrado a nós os teus filhos. Somos gratos porque em nossa finitude, tendemos a trazer todas as coisas para o mesmo nível de mentalidade que lidamos. Mas somos cidadãos de um reino muito melhor, muito maior e acima de todas as nossas melhores expectativas. Queremos crescer e levar as marcas da eternidade em tudo que fazemos e acreditamos. Em nome de Jesus, amém

Pr Jason

Tres Fronteiras

Meditação do dia: 06/08/2021

“Depois disse Israel a José: Eis que eu morro, mas Deus será convosco, e vos fará tornar à terra de vossos pais.” (Gn 48.20)

Três Fronteiras – A geografia permite certos limites que embora possam ocorrer semelhantes em muitos lugares, mas alguns ganham contornos de fama ou se tornam conhecidos por aquele aspecto. No caso de três limites de divisas territoriais, isso acontece com muita naturalidade. Na América do Sul, composta de treze países, sendo o Brasil muito grande e dimensão continental, fazemos fronteira com outros dez, as únicas exceções são Chile e Equador; então encontrar pontos onde há três fronteiras não é nenhuma raridade, mas a que leva mesmo a fama é a chamada “Triplice Fronteira” entre Brasil, Paraguai e Argentina, ali em Foz do Iguaçu; por sinal um belíssimo lugar turístico, que vale a pena conhecer ou revisitar; recomendo. Mas aqui bem perto da minha região no interior de São Paulo, temos outro ponto, conhecido como “Tres Fronteiras,” que até nomeia um município, mas chegando à margem do Rio Grande, temos Mato Grosso do Sul à esquerda e Minas Gerais à direita; também um lindo lugar para turismo, especialmente de pesca. Estão todos convidados em nome de Rubinéia, Santa fé do Sul, Ilha Solteira e todos os paulistas da região que são muito acolhedores. Mas voltando a nossa atenção para algo que de fato nos interessa muito, pois alimenta a nossa alma e espírito, pois é a meditação intencional na Palavra de Deus. Na conversa entre Jacó e José, com a devida licença e permissão de intrometer-nos, pois é conversa de gente grande mesmo, e temos todos os devidos respeitos por também se tratar de um momento de muita intimidade familiar onde um pai está tendo uma conversa muito construtiva com seu filho. Ali, o nosso patriarca após abençoar os netos, agora recebidos como seus filhos para compor as doze tribos de Israel, ele fala a José e de forma muito simples, direta e sintetizada ele cita três fronteiras muito importantes na vida deles e que por extensão em à ver com todos nós; ou podemos aprender com elas. A primeira fronteira, que todos se aproximarão e com raríssimas exceções não a cruzarão – é a morte física – a passagem desta vida para a outra dimensão. Em cada cultura e povo há um modo peculiar de expressar e entender essa experiencia, que encontramos desde a extrema tristeza e pesar com choros e lamentos por muitos dias, até o de alegria, com festas e celebrações em grande estilo, como também os comedidos. Jacó estava consciente de que sua hora era chegada e ele estava pronto e aguardando para embarcar na sua última estação, para segundo a sua fé, encontrar-se e descansar junto com seus ancestrais, especialmente Abraão e Isaque, participantes da mesma aliança com Deus que os movera em fé durante todo o curso de suas vidas. Todos, vivemos com o propósito e a intenção de estar prontos para quando esse dia e hora chegar, e chegará. A segunda fronteira é a da contínua presença de Deus conosco – Saber disso é uma coisa, mas viver com base nisso é outra bem diferente. Crer na existência e manifestação de Deus como um ser onipresente, leva qualquer um a admitir que se está na presença divina o tempo todo e que o inverso também é verdade, Deus está conosco o tempo todo. Mas não é disso que trata a comunhão e o relacionamento de família que Deus espera que tenhamos com Ele. Jacó afirmou que assim como sabia que ia morrer, também sabia que Deus seria com seus filhos e sua família. No relacionamento com Deus os seus filhos são beneficiados porque um dos lados é Todo-Poderoso e o outro lado falho, débil e necessitado. Mas prestem bem atenção ao que estou escrevendo, por isso se torna documento: Nos beneficiamos – não tiramos proveito – não aproveitamos de quem Deus é. Não servimos a Deus “em troca de.” A terceira fronteira citada por Jacó a José foi que Deus os fariam tornar à sua terra. “Deus vos fará tornar” – Eles foram voluntariamente, à convite para o Egito, mas não voltariam quando e como quisessem ou quando precisassem voltar. Alguma força trabalharia para retê-los e subjuga-los e se possível acabar com a raça deles. Mas Deus faria as coisas acontecerem, como sabemos que fez. Tem coisas acontecendo hoje, nesse dia e nesse tempo, que não entendemos ou sabemos onde isso vai parar, mas a verdade é que Deus ainda está no controle de tudo e todas as coisas cooperam para o bem daqueles que o amam (Rm 8.28). Deus tem cuidado de nós, especialmente pelo cuidado que ele tem para com a sua Palavra. “Depois disse Israel a José: Eis que eu morro, mas Deus será convosco, e vos fará tornar à terra de vossos pais” (Is 55.11).

Senhor, obrigado pelo dia de hoje e pela experiencia de servir nesse tempo e nesse lugar que tens preparado para mim. Obrigado por cada um dos teus filhos que estão servindo em outros lugares, porque é ali a seara que determinaste para eles. Graças te rendemos e bendizemos o teu santo nome, pela presença e graça maravilhosa que nos permite coisas novas e grandes todos os dias. Obrigado por utilizar meios e circunstancias para construir uma história e contar com a nossa participação. Queremos conhecer a tua vontade e andar nela, por já sabemos que ela é boa, agradável e perfeita para cada um de nós; oramos agradecidos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Efraim Adiante de Manassés

Meditação do dia: 05/08/2021

“Assim os abençoou naquele dia, dizendo: Em ti abençoará Israel, dizendo: Deus te faça como a Efraim e como a Manassés. E pôs a Efraim diante de Manassés.” (Gn 48.20)

Efraim Adiante de Manassés – Formalmente os pais não admitem preferencia por um filho em detrimento de outro(s), mas é possível sim, e a história mostra isso, tanto em casos velados, quanto noutros completamente escancarados. Na Bíblia temos casos como Isaque apreciar mais a Esaú pelos gostos em comum de caça e vida no campo enquanto Rebeca gostava mais de Jacó por seu mais pacato e caseiro, talvez um bom companheiro para ela nos afazeres domésticos e culinários. Depois vemos o repeteco com Jacó entrando num casamento com duas irmãs que começaram a rivalizarem-se, com o acréscimo de que ele amava muito a Raquel e como dizemos lá em Goiás, casou-se “na marra” com a Lia, numa trapaça das grandes do tio-sogro. Então vieram os filhos e depois de muito tempo finalmente Raquel lhe deu José, esse nosso querido José do Egito, que se tornou órfão muito cedo quando do nascimento de Benjamim. Juntando tudo isso num caldeirão passional, veio a preferencia paterna e a superproteção que terminou em ciúmes e perseguição pelos outros irmãos. Não querendo ser engenheiros de obras prontas, valendo-se do que já sabemos, mas aqui, com nossos botões: Não dá vontade de concordar com Jacó do começo ao fim? Como não amar e se apegar a alguém como José e no final das contas, não foi justamente ele o salvador da pátria? Os onze filhos de Jacó, com todos os recursos, não poderiam salvar nem a si mesmos e nem o clã todo, mas José fez o serviço por todos eles, salvando a todos e a toda a família. Nem vamos levar em conta, que essa foi apenas uma das milhares de famílias inteiras que ele salvou da morte e extinção pela fome, no Egito e redondezas. Mas também não seremos parciais validar escolhas meramente humanas, onde os pais, embora boas pessoas e com boas intenções agem de forma racional ou emocional demais e produzem riscos que em muitos casos poderiam ser melhor administrados. Ao abençoar os rapazes de José, o velho patriarca não agiu por emoções ou por vontade própria, mas profeticamente, sob orientação do Espírito de Deus e dentro do contexto das bênçãos da aliança com Abraão, Isaque e ele mesmo Israel, abençoou  os dois meninos, mas o fez de forma personalizada e seguindo um critério de proporcionalidade daquilo que viriam a ser no futuro, como parte da grande nação que formariam. A bênção de Efraim, ainda que era o mais novo, não foi maior ou melhor, menosprezou ou diminuiu a bênção ou a pessoa de Manassés. Isso é muito importante, porque podemos receber uma grande bênção de Deus que satisfaz plenamente e muito além do que esperávamos, mas cultivarmos uma ingratidão ou ressentimento ao perceber que alguém próximo de nós foi agraciado com “outra bênção” que considero melhor que a minha ou era “isso” que eu queria. O lembrete do escritor aos Hebreus sobre a atitude de Esaú, nunca deve ser esquecida: “E ninguém seja devasso, ou profano, como Esaú, que por uma refeição vendeu o seu direito de primogenitura. Porque bem sabeis que, querendo ele ainda depois herdar a bênção, foi rejeitado, porque não achou lugar de arrependimento, ainda que com lágrimas o buscou (Hb 12.16,17). Isso deve nos levar a entender que Deus entende de competências, porque é Ele quem as distribui; Nas parábolas muitas vezes Jesus ensinou que Deus distribui os dons e os ministérios conforme seus próprios critérios e ele sabe o quanto cada um de nós podemos desenvolver e fazer com excelência. Alegre-se com a grandeza dos demais irmãos e seja fiel e eficiente com o que te foi confiado, isso sim, é sinal de grandeza e vale para mim também.

Senhor obrigado pelos dons e bênçãos distribuídas como ferramentas e instrumentos de trabalharmos para o teu Reino e Glória. Queremos ser invadidos e cheios plenamente de graça, fervor e alegria onde o contentamento se transforma e adoração verdadeira. Obrigado por podermos cooperar uns com os outros através da diversidade de dons e habilidades, isso faz a grandeza do Reino e nos dá possibilidade de fazermos mais e melhor para tua glória. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason