Tudo o Que Tens

Meditação do dia: 25/05/2021

“E ali te sustentarei, porque ainda haverá cinco anos de fome, para que não pereças de pobreza, tu e tua casa, e tudo o que tens.” (Gn 45.11)

Tudo o que Tens – “A casa de um homem é o seu castelo.” Tudo o que alguém possui é evidentemente todo o seu tesouro. O tesouro de cada um depende do que sua escala de valores nomeia como precioso. Na minha cabeça e no meu coração hoje, gostaria de conseguir tirar lições boas e edificantes dessa citação. Estou direcionando minha atenção para a satisfação pessoal, não necessariamente a abundancia do que se possui. Jesus disse que “ter” não deve ser a métrica da vida. “E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui” (Lc 12.15). O dilema ter e não dar valor ou não ter muito mais valorizar o que se tem, está presente na vida e na mentalidade do seu humano desde muito cedo. O livro de provérbios faz uma citação interessante: “Há alguns que se fazem de ricos, e não têm coisa nenhuma, e outros que se fazem de pobres e têm muitas riquezas” (Pv 13.7). Quando a fonte de satisfação pessoal está em Deus, significa que o sistema de valores da pessoa é bíblico e suas prioridades são designadas por aquilo que sua fé e sua mordomia lhe aponta. Essa pessoa tem em Deus a sua fonte de recursos e entende que tudo o que ela tem, na verdade pertence a Deus, que lhe confiou a administração desses bens e valores. Sua fidelidade é seu maior capital. Nessa opção de fé, Deus sendo o dono e Senhor das posses, faz com que a pessoa não se estresse e nem se desgaste pelo aumento ou diminuição desses bens; ele entende que Deus é responsável por cuidar de tudo. Quando não se consegue praticar esse tipo de mordomia administrativa, a pessoa se vê e se torna responsável por adquirir, guardar, proteger e administrar o que possui. Isso a expõe a um fator de estresse muito grande, porque tudo conspira contra, e quanto mais se tem, mais precisa ter e esse ciclo vicioso consume muita energia. Cabe ao servo de Deus descansar na capacidade de seu Senhor suprir-lhe tudo o que necessita, pois ele está à serviço de Deus. É responsabilidade do Senhor, prover o necessário para que seus servos executem as ordens recebidas. Deus é fiel em cumprir a sua parte, disso estamos muito seguros. Também, quando não se está no controle das coisas, isso permite que Deus possa agir e operar maravilhas à partir daquilo que temos em mãos. Pensemos nas muitas coisas simples que servos de Deus tinham em mãos e que foram disponibilizadas para que Deus fizesse coisas grandiosas: Moisés tinha uma vara; as viúvos nos tempos de Elias e Eliseu, tinham um pouco de farinha e azeite; aquele garoto nos dias de Jesus tinha poucos pães e peixes e com eles o Mestre alimentou milhares de pessoas. Todas essas pessoas abriram mão do pouco que tinham e colocaram à disposição de Deus. O que eu tenho em mãos? O que você tem em mãos, que possa disponibilizar? Duas verdades muitos sábias e transformadoras: A primeira, se você quer que aconteça coisas diferentes em sua vida, então faça algo diferente. A segunda, tudo o que você precisa para mudar sua vida (incluindo finanças) já está com você. Deus fará a bênção através de algo já presente na sua vida. Medite nessas coisas e ore sobre suas próximas ações em fé.

Senhor obrigado pelo dia de hoje e os desafios para sermos mais do que vencedores, em tudo que nos vier à mão para realizarmos. Somos gratos por sermos mordomos dos bens e valores a nós confiados, para a realização de teus propósitos bons, santos e justos. Te louvamos com muita gratidão, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Para Que Não Pereças

Meditação do dia: 24/05/2021

“E ali te sustentarei, porque ainda haverá cinco anos de fome, para que não pereças de pobreza, tu e tua casa, e tudo o que tens.” (Gn 45.11)

Para Que Não Pereças – Nossa mente faz associações muito rápidas com aquilo que ela tem armazenado em seus arquivos. As informações mais acessadas ou mais recentes estão prontinhas para conexão. As que não são de uso tão frequente, estão ali, à mão, mas é preciso procurar. Aquelas de pouquíssimas consultas, precisamos revirar os arquivos e muitas lembrar de outras coisas que nos levam a conseguir a conexão. Lembrando de uma coisa, lembramos de outra e assim vai. Uma das promessas do Senhor Jesus para quando ele voltasse ao Pai, após seu ministério terrestre, é que ele enviaria o Espírito Santo que nos ajudaria entre outras coisas, a lembrar o que ele nos ensinou e certamente outras verdades que aprendemos na sua Palavra. “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito” (Jo 14.26). Ao fazer afirmações como essas acima, estou contando com a conexão quase que imediata que praticamente todos, ao verem o título da meditação de hoje, já se ligou em Jo 3.16. Acertei? “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Obviamente falamos de duas coisas diferentes, mas em qualquer sentido, “perecer” não é boa coisa ou desejável. No texto de João, pelo contexto imediato, se trata de eternidade, ganha-se a vida eterna ou perece (eternamente). O contexto de José, falando para os irmãos que ainda haveria cinco anos de fome e escassez, com risco de muitas vidas perecerem, ele estava aludindo a vida física, biológica; morrer de fome, de inanição ou de doenças causadas pela falta de recursos e etc. Podemos também ver uma ilação plausível nas duas verdades, porque alguém prestes ou em risco de perecer de fome, com toda certeza será afetado na sua sanidade mental, emocional e porque não, em sua espiritualidade? O que torna alguém mais resiliente do que outros numa mesma situação ou condição? Entre as muitas prováveis causas, está a base de fé e o nível de sua comunhão espiritual. Chamamos isso de vida devocional. Quando mais perto de Deus, mais longe do naufrágio nas crises. Quanto melhor o nível de intimidade e desenvolvimento na alimentação espiritual, melhores as chances de se resistir nas adversidades. Eu, Jason, nunca passei fome, já passei da hora de comer por uma razão ou outra e é muito dolorido e quando a fome aperta, o organismo trabalha para prover sua sobrevivência e a lei da sobrevivência é forte. Quando a vida está em risco, a coisa fica feia e pode acontecer das pessoas descerem para um nível animalesco de barbárie completa. Até o diabo sabe que pela sobrevivência pessoas se dispõe a pactos estranhos, ele apostava nisso contra Jó: “Então Satanás respondeu ao Senhor, e disse: Pele por pele, e tudo quanto o homem tem dará pela sua vida. Porém estende a tua mão, e toca-lhe nos ossos, e na carne, e verás se não blasfema contra ti na tua face!” (Jó 2.4,5). Ao ler ou tomar conhecimento de relatos de acontecimentos de períodos de guerras, cercos e extremas calamidades, qualquer um pode perceber a seriedade do que estou afirmando aqui. Jesus, após a entrevista com aquela mulher samaritana, junto ao posso, respondeu a uma indagação dos discípulos e mostrou seu sistema de prioridades; se valia para ele, pode ser bom e ideal para todos nós, em todos os tempos. “E entretanto os seus discípulos lhe rogaram, dizendo: Rabi, come. Ele, porém, lhes disse: Uma comida tenho para comer, que vós não conheceis. Então os discípulos diziam uns aos outros: Trouxe-lhe, porventura, alguém algo de comer? Jesus disse-lhes: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra” (Jo 4.31-34). Noutra passagem, quando se discutia a importância das duas vidas e suas comidas, o Mestre foi firme: “Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; porque a este o Pai, Deus, o selou” (Jo 6.27). Hoje, estou nos desafiando a uma busca mais firme e consistente sobre a verdade que alimenta nossa verdadeira vida em detrimento dos cuidados com a vida física e natural. Não podemos colocar a nossa integridade eterna em risco, preocupados apenas com uma vida terrena, passageira e fugaz. José sabia, que sua tribo precisava primeiro sobreviver, para então alcançar todos os demais propósitos, que lhes estavam destinados. Essa era a sua parte no legado e a sua missão de vida. Qual é sua e minha parte no legado de vida? Estamos trabalhando para o cumprimento das razões pelas quais nascemos e existimos? Pensemos nisso!

Deus eterno e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, também nosso Pai! Te agradecemos pela vida e pelo propósito que tens para conosco; queremos servir com alegria e eficiência para as demais etapas do teu plano eterno aconteça e milhares de vidas entrem em tuas moradas eternas, porque alguém se importou com elas. Obrigado pelo dia de hoje e os desafios que ele nos trará, somos abençoados e queremos ser abençoadores. Em nome de Jesus, oramos agradecidos. Amém!

Pr Jason

Te Sustentarei

Meditação do dia: 23/05/2021

“E ali te sustentarei, porque ainda haverá cinco anos de fome, para que não pereças de pobreza, tu e tua casa, e tudo o que tens.” (Gn 45.11)

Te Sustentarei – Sempre que vejo um ancião ou anciã, mesmo sem conhecer a pessoa ou sua história, eu gosto de pensar positivamente, dizendo a mim mesmo, que aquela deve ser uma pessoa que honrou muito a seus pais. Isso é bíblico, profético e é o primeiro mandamento com promessa. “Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa; Para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra” (Ef 6.1-3). José amava muito o seu pai e seu irmão mais novo e era muito amado por eles; mas as estradas da vida o levaram deles por muitos anos, mas José não perdeu suas origens, suas raízes e nem sua fé. O discipulado que recebera nos anos em campanhia paterna e familiar o acompanharam e fizeram dele a pessoa especial que conhecemos e admiramos tanto. Quem hoje, ao ler e meditar na Palavra de Deus à luz da história de José, não lembra o bordão da Escolinha do Professor Raimundo e não suspira e diz: “Eu queria ter um filho assim!” A nossa fé se fundamenta totalmente em modelos familiares onde a boa ordem de famílias sustenta e alavanca as nossas gerações, para o progresso, o crescimento e devido retorno em honrar bem os pais. “Ouve teu pai, que te gerou, e não desprezes tua mãe, quando vier a envelhecer” (Pv 23.22). “Diante das cãs te levantarás, e honrarás a face do ancião; e temerás o teu Deus. Eu sou o Senhor” (Lv 19.32). José não estava levando seu pai e irmãos para dividirem as despesas e facilitarem a sua vida. Ele não estava de olho na sua parte da herança ou em qualquer posse material, ainda que legítima. A promessa contida na aliança celebrada por Deus com seus antepassados, estava produzindo em suas vidas todas as bênçãos prometidas e a construção de uma nação soberana, sacerdotal e comprometida em fazer Deus conhecido em todas as nações e a sua bênção se estender a todas as famílias da terra. Estamos no século vinte e um, depois de Cristo que é praticamente o meio do caminho de onde essas alianças foram feitas. O povo de Deus, como nação descendente biológica de Abraão, resiste firme e não há como negar que ela é líder na maioria dos quesitos de povo bem sucedido. Somos herdeiros da fé e das promessas. Não precisamos ser nacionalistas ou judaizantes nas práticas e rituais de culto, mas ali estão nossas raízes e um dia todos nós serviremos juntos sob o comando de Jesus, o Leão de Judá, a Raíz de Davi e aquele que se assenta no trono para sempre.

Obrigado, pai amado por nos possibilitar uma militância na fé de Abraão e a certeza de que as tuas Palavras se hão de cumprir no devido tempo. Jesus é o tudo de que precisamos e nele foram criadas todas as coisas e nele tudo subsiste; então a ele seja a glória, a honra e o louvor para todo sempre, amém.

Pr Jason

Ovelhas, Vacas e o Que Tens

Meditação do dia: 22/05/2021

“E habitarás na terra de Gósen, e estarás perto de mim, tu e os teus filhos, e os filhos dos teus filhos, e as tuas ovelhas, e as tuas vacas, e tudo o que tens.” (Gn 45.10)

Ovelhas, Vacas e o Que Tens – Escambo – já ouviu essa palavra? Como decorrência das necessidades individuais, surgiu as trocas, um sistema de troca direta, que durou por vários séculos, dando origem so surgimento de vocábulos como “Salário,” o pagamento feito através de certa quantidade de sal; “pecúnia,” do latim PECUS,  que significa rebanho (gado), ou peculium, relativo ao gado miúdo (ovelha ou cabrito). As primeiras moedas, tais como conhecemos hoje, peças que representavam valores, geralmente em metal, surgiram na Lídia (atual Turquia), no século VII a.C. As características que desejava ressaltar eram transportadas para as peças através da pancada de um objeto pesado (martelo) em cunhos primitivos. Esse foi o surgimento da cunhagem a martelo, na qual os signos monetários eram valorizados também pela nobreza dos metais empregados, tais como o ouro e a prata. (Acredito que pode haver diferenças nos relatos históricos sobre a história do dinheiro, mas por horas ficamos com isso). Quando José ordenou a vinda de Jacó e toda a tribo para o Egito, ele fez questão de exigir que trouxessem tudo, sem deixar nada ou sem se desfazer de qualquer bem ou posse. Sabemos pelos relatos bíblicos que Abraão foi um homem muito rico e próspero, com uma fazenda e propriedades de grandes proporções. Ele deu presentes aos filhos Ismael e os demais que tivera, quando se casou após a morte de Sara. Mas Isaque foi o herdeiro de tudo e também temos registros que este prosperou grandemente e mesmo em períodos difíceis, foi divinamente abençoado com acréscimo de patrimônio, servos e rebanhos. “E semeou Isaque naquela mesma terra, e colheu naquele mesmo ano cem medidas, porque o Senhor o abençoava. E engrandeceu-se o homem, e ia enriquecendo-se, até que se tornou mui poderoso. E tinha possessão de ovelhas, e possessão de vacas, e muita gente de serviço, de maneira que os filisteus o invejavam” (Gn 26.12-14). Ele teve dois filhos, Esaú e Jacó, que comprou a primogenitura do irmão e ficou com o direito de ter o dobro da porção da herança dos bens do pai. Ele saiu de casa solteiro, só com a mala e a cuia e foi morar com o tio materno, que fez de tudo para trapaceá-lo, só não teve êxito porque Jacó tinha uma aliança com Deus que o protegeu e prosperou. Quando voltou de Harã, tinha sua própria fortuna em gado, bens e servos e gente de serviço. Evidentemente que quando recebeu sua parte da herança, deve ter se tornado o “o rei do gado,” do oriente. José foi para o Egito e fez seu próprio pé de meia nas terras do Faraó e sozinho se mostrou capaz de sustentar toda a tribo, com comida e víveres para os rebanhos e pessoas. No bom sentido, era um projeto faraônico! “As ovelhas, vacas e tudo o que tens,” era o meio de sustento de Jacó e sua família. Era a bênção de prosperidade que Deus havia lhe dado, e que ele administrava com muita responsabilidade. Uma pessoa pode nascer rica e herdeira de muitos bens e propriedades, mas certamente não nasce preguiçosa, isso é traço de caráter e sinal evidente da velha vida, sem Deus, sem Jesus e sem salvação. Trabalhar não pode ser uma obrigação que a boca e as necessidades impõem; mas a realização do potencial, capacidades e exercício de boa mordomia. Citei aqui hoje, Abraão, Isaque, Jacó e José, todos trabalharam muito e construíram riquezas e fortunas, mesmo tendo heranças e direitos a receber. Acredito e ensino que há três formas naturais se primárias de Deus nos abençoar e suprir nossas necessidades. Primeiro – através do nosso próprio trabalho; segundo – através de doações, presentes recebidos e terceiro – milagrosamente, de forma sobrenatural. Sempre nessa ordem, invariavelmente. Um lembrete, para quem não produz muito e fica de olho em direito de heranças: “A herança obtida antes da hora acaba não sendo bênção no final” (Pv 20.21 NVT).

Senhor, agradecemos o privilégio de sermos agraciados com a bênção de ter a ti como nossa maior herança e nossa fonte de satisfação plena. Obrigado por suprir em Cristo, todas as nossas necessidades, muito além do nosso merecimento ou capacidade de fazermos. Graças te rendemos, por sabermos que a vida de uma pessoa não consiste na abundancia do que ela possui; pois pode ser rica em coisas e sem nenhuma riqueza de valor eterno. Agradecemos por suprir o pão nosso de cada dia e permitir que possamos ser solidários que outros menos afortunados e assim fazermos bom uso dos bens e das oportunidades que se nos apresentam. Muito obrigado, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Pais & Filhos

Meditação do dia: 21/05/2021

“E habitarás na terra de Gósen, e estarás perto de mim, tu e os teus filhos, e os filhos dos teus filhos, e as tuas ovelhas, e as tuas vacas, e tudo o que tens.” (Gn 45.10)

Pais & Filhos – Uma das coisas mais fortes na raça humana é sem dúvida, a família. Todas as culturas em todas as épocas e lugares, tem uma estrutura fundamentada em famílias; podem variar os modelos, as lideranças, pois umas são patriarcais outras são matriarcais; vivendo em tribos, grandes grupos ou concentrações ou isolados, mas isso é presente em todas elas. Valores fundamentais são cultivados, assimilados e compartilhados e aquilo que é extremamente precioso para uns, não tem o mesmo peso em outros, mas é o modelo mais próximo do que conhecemos como células de um organismo vivo. Simples, replicável, resistente e praticamente indestrutível. Por mais esforços que já se envidaram contra, ela está aí firme e forte, com a bênção de Deus. Particularmente, sou profundo admirador dos modelos e exemplos bem sucedidos que encontramos estabelecidos na Bíblia e na história em geral. Abraão, que é o nosso pai na fé e da fé, foi um desses exemplares ímpares, que merece todo esforço em estudar, aprender, compreender e replicar. Mas hoje quero tão somente refrescar a nossa memória, uma opinião de Deus sobre seu amigo, que de fato revela o peso do caráter daquele patriarca. “Porque eu o tenho conhecido, e sei que ele há de ordenar a seus filhos e à sua casa depois dele, para que guardem o caminho do Senhor, para agir com justiça e juízo; para que o Senhor faça vir sobre Abraão o que acerca dele tem falado” (Gn 18.19). Deus afirma que o tinha conhecido e sabia que  ele haveria de ordenar seus filhos e sua casa – depois dele – Temos visto tanto, pessoas boas, de fé e batalhadoras construir famílias boas e dar o seu melhor, mas aquilo raramente passa da próxima geração. “Pais trabalhadores, filhos burgueses e netos degenerados!” (Essa frase a ouvi do compositor e cantor Tom Zé). Mas Com Abraão foi diferente; ele fez o dever de casa direitinho, pois Isaque seguiu suas pisadas e Jacó seguiu o Deus de Abraão Isaque até dizer que também era o seu Deus. No nosso texto de hoje, José está fazendo a sua parte na Aliança de bênçãos, reiterando a perpetuação de tudo o que seria necessário para que as promessas se cumprissem. Ele queria seu pai por perto, seus pais e os filhos dele com seus próprios filhos. O mantra dos nossos dias é “quando uns se livrarão dos outros.” Tanto os pais quantos os filhos, parecem que já vem com prazo de validade vencendo! “Para que temas ao Senhor teu Deus, e guardes todos os seus estatutos e mandamentos, que eu te ordeno, tu, e teu filho, e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida, e que teus dias sejam prolongados. E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te” (Dt 6.2,6,7). Essas prescrições estão presentes em todas as Escrituras. São princípios de vida, veredas antigas, palavras da salvação. Eu até gostaria de sintetizar os textos do Salmo 78 sobre essa temática, mas vale a pena uma leitura mais extensa e por si só, já´serve de uma reflexão para um dia de sabedoria: “Os quais temos ouvido e sabido, e nossos pais no-los têm contado. Não os encobriremos aos seus filhos, mostrando à geração futura os louvores do Senhor, assim como a sua força e as maravilhas que fez. Porque ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e pôs uma lei em Israel, a qual deu aos nossos pais para que a fizessem conhecer a seus filhos; Para que a geração vindoura a soubesse, os filhos que nascessem, os quais se levantassem e a contassem a seus filhos; Para que pusessem em Deus a sua esperança, e se não esquecessem das obras de Deus, mas guardassem os seus mandamentos” (Sl 78.3-7). Tu e teus filhos e os filhos de teus filhos…. que promessa! Que esperança! Que realização!!!

Senhor, obrigado por viver o suficiente para ver o cumprimento de tua Palavra na minha vida e na de tantos irmãos na fé, que foram fiéis e piedosos o suficiente para esperar em ti e confiar à seu tempo, todas as tuas promessas se realizam. Graças por tua bondade e generosidade, para com cada um de teus filhos, obrigado, engrandecido seja o teu santo nome! Por Jesus, em Jesus e com Jesus, desde agora e para sempre, amém!

Pr Jason

A Terra de Gósen

Meditação do dia: 19/05/2021

“E habitarás na terra de Gósen, e estarás perto de mim, tu e os teus filhos, e os filhos dos teus filhos, e as tuas ovelhas, e as tuas vacas, e tudo o que tens.” (Gn 45.10)

A Terra de Gósen – A fé e a terra, tem estreitas ligações. Qualquer que seja a abrangência do significado ou aplicação dessa palavra, a terra é muito importante. Nosso planeta tem esse nome, pode até ser por ter parte coberta por águas e a outra seca, assim chamada de terra. Aplicamos em muita diversidade, desde o pó, até nações ou regiões extensas. Utilizamos como pátria, para designar onde nascemos, moramos, vivemos ou adotamos como nosso lar. Poeticamente as pessoas são descritas como muito apegadas à sua terra e é cantada em versos e prosas em todos os cantos desse mundo. Quem vive longe de suas origens fala com saudades e das lembranças que trazem no coração e as memórias que conecta a uma vasta ligação emocional. Amamos os sotaques e peculiaridades de nossa terra. Muitos aceitam viver toda a sua vida fora, mas planejam e deixam como última vontade, ser levado de volta para o descanso eterno na mesma terra onde nasceu. A Bíblia diz que na terra está a nossa origem e também o nosso fim; “No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás” (Gn 3.19). Então estamos de fato muito ligados às nossas origens. Outra versão desse sentimento de pertencimento é a luta humana por ter um lugar para chamar de seu. Todos querem ter onde fincar raízes e mesmo quem escolhe um estilo nômade de vida, ainda quer ser respeitado por sua origem e sua terra natal. Os leitores da Bíblia, sabem que há uma intensa atividade que liga alguém a algum lugar e por esse sagrado pedaço, as civilizações nasceram, floresceram, lutaram, sobreviveram, mataram e morreram. Quando citei fé e terra como componentes importantes na nossa prática, posso leva-los pela linha de pensamento, que não é só minha ou de algum grupo, mas acima de tudo, algo que nos conecta a Deus, as alianças e promessas eternas. Adão recebeu o encargo de cuidar da terra, cultivá-la e povoá-la. Ganhou um lugar lindo, de onde foi expulso pelo seu pecado. Caim, saiu de casa e foi para outras terras. A civilização cresceu, se corrompeu e encheu a terra de maldade. Anjos abandonaram seus lugares e vieram viver na terra e se tornaram os famosos de sua época;  alguns até lhes atribuem a origem dos gigantes aqui existentes. Noé em obediência se salvou e começo o trabalho de repovoar a terra. Logo apareceram os que resistiam à ordem divina de espalhar e surgiu a Torre de Babel e a confusão das línguas. Abraão, onde recomeça nossa saga espiritual, foi chamado para sair da sua terra e ir para outra que Deus lhe mostraria e lhe daria a ele e à sua descendência; de quem estamos falando nessas meditações sobre José. Para não prolongar tanto, tem a conquista da Terra Prometida, tem a promessa de um novo céu e uma nova terra; tem um milênio sob o governo de Cristo aqui na terra e tem a eternidade toda pela frente. No texto de hoje, José, agora em condições de liderar sua família para a sobrevivência no tempo oportuno, se revela aos irmãos e eles não tem como não seguir suas ordens e instruções, porque o “Zezinho” agora é o “Cara!” Se não atender, ele manda prender e jogar a chave fora e eles sabem que já preencheram suas cotas de meninos maus e agora é a vez de José e seus sonhos se realizarem em família. Ele quer que seu pai e toda a família, com tudo que possuem, venham viver no Egito sob sua proteção, com a devida bênção do Faraó e assim já até designaram a Terra de Gósen, uma estreita faixa de terra fértil no leste do delta do Nilo. Os hebreus se fixaram ali, cresceram e embora tudo aquilo fosse Egito, aquela porção que abrigava o povo de Deus, se tornou uma terra protegida e podemos ver que nas pragas enviadas contra o Faraó, o Egito e seus deuses por ocasião do êxodo israelita, essa faixa de terra era protegida e não era afetada como o restante do país e seus moradores. A lição: Um lugar para chamar de nosso, dado por Deus, ainda que não seja permanente. Esse lugar, situação, condição ou privilégio precisa ser assim entendido. É um para experiencias de trabalho, aprendizado, sofrimentos, milagres e provisões divinas até o tempo determinado. Um dia a libertação vem e a ordem para partir acontece. Não saia antes, mas também não fique depois do que foi determinado por Deus. Nunca saia do centro da vontade divina para sua vida ou no cumprimento de uma missão. Somos chamados a nos consagrar à Deus – onde, como, quando e com quem – é problema do Senhor que chama! A terra de Gósen é nossa até Deus disser que não é mais.

Senhor eterno, obrigado por nos chamar para servir ao Senhor em alguma causa, em algum lugar, por determinado tempo. Tudo isso faz parte do teu cuidado para conosco e quando for necessário, novas portas se abrem e novas oportunidades aparecem. Podemos confiar na tua capacidade de guiar e governar nossas vidas. Te louvamos por sermos os teus filhos, sermos aceitos, amados e escolhidos para esse tempo e esse lugar no teu serviço. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Não Te Demores

Meditação do dia: 18/05/2021

“Apressai-vos, e subi a meu pai, e dizei-lhe: Assim tem dito o teu filho José: Deus me tem posto por senhor em toda a terra do Egito; desce a mim, e não te demores;” (Gn 45.9)

Não Te Demores – O que vem à sua mente quando alguém te diz: “Não te demores!” Vamos aplicar os devidos descontos cabíveis em cada situação e contexto, pois o conceito de não demorar, é por demais abrangente. Numa prova de olimpíada, na corrida de cem metros livres, demorar ou não demorar é questão fração de segundos. Para alguém na sala de espera por atendimento médico, estando com fortes dores, demorar ou não pode ser uma questão de vida ou morte. Em se tratando de uma viagem, não levando em conta, pequenos detalhes, a distancia é de 425 km e pode ser coberto em 6:50 horas. Mas estamos falando dos nossos dias. Guararapes, onde moro, fica a exatos 550 km da Capital paulista, com rodovias duplicadas podemos fazer esse percurso dentro desse tempo também. Se for via aérea, é em torno de 1:30 de voo. Alguém de nós aqui, dizendo para um paulistano, não demorar em chegar aqui, ou vice-versa, podemos estar falando de um intervalo de três à dez horas. Mas quando olhamos literalmente para José, pedindo a seus irmãos para irem bem depressa à Canaã e retornarem trazendo o pai e todos os familiares, servidores e propriedades, estariam lidando com questão de meses, o mínimo de dois. Precisamos compreender a importância desses fatores, para que possamos agir com sensatez até na interpretação simples de textos, para não incorrermos em inverdades. Jesus, por exemplo falou e ensinou sobre a brevidade dos tempos até à sua volta, para completar o seu projeto de redenção. “E disse-me: Estas palavras são fiéis e verdadeiras; e o Senhor, o Deus dos santos profetas, enviou o seu anjo, para mostrar aos seus servos as coisas que em breve hão de acontecer. Eis que presto venho: Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro (Ap 22.6,7). Nem precisamos discutir a veracidade do ensino e de como entendemos tudo isso dentro do nosso fator tempo, que compreender o que seja pouco tempo. A igreja tem um ministério para ser efetivamente completado para a volta do Senhor. A conversão de muitas vidas é um fator que vem em parceria com a pregação do Evangelho, a operação sobrenatural de Deus através do Espírito Santo. Não te demores também pode ser visto como diligencia na prática da obediência no servir. Medita estas coisas e nelas sê diligente, para que o teu progresso a todos seja manifesto (1 Tm 4.15).  Ao torcermos pelo sucesso de José, e vê-lo recomendar rapidez aos irmãos para que ele pudesse reencontrar o pai, sabendo isso que isso no tempo deles, por mais rápido que o fizessem, ainda teriam que exercitar a paciência e a persistência até tudo acabar. Vivemos no tempo do instantâneo, da rapidez do tempo real, onde já lidamos com precisão abaixo de segundos; ainda assim estamos condicionados aos tempos e estações e esses ciclos nos levam a cultivar os valores necessárias para que cada coisa tenha seu ciclo completo. Assim, a sua vida, a minha vida deve servir aos propósitos para que se construa coisas boas, grandes e duráveis, além do tempo e da eternidade.

Senhor, obrigado pelo dia de hoje e pelas expectativas de que coisas boas irão acontecer, porque os teus planos são bons, completos e perfeitos. Estamos disponíveis para servir e agradá-lo, queremos construir em parceria contigo, um reino de justiça e paz, para que todos os homens possam ver a tua graça e experimentar o que tens deixado disponível a todos nós, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Sobe e desce

Meditação do dia: 17/05/2021

“Apressai-vos, e subi a meu pai, e dizei-lhe: Assim tem dito o teu filho José: Deus me tem posto por senhor em toda a terra do Egito; desce a mim, e não te demores;” (Gn 45.9)

Sobe e Desce – Literalmente José queria que seus irmãos retornassem à Terra de Canaã, e voltassem com seu pai e toda a família. Ele agora ocupava uma importante posição no governo do império egípcio e coordenava o projeto de abastecimento de alimentos para a população durante a grave crise que trouxera fome em todas aquelas terras. Quando completassem os anos de fome, que seriam sete anos, faltava, portanto, cinco anos, ele deveria ser encarregado de um projeto maior de reconstrução do país, pois a população ficara em extrema situação de pobreza, sobrevivendo às expensas do governo de Faraó. Ao subirem, eles seriam portadores de uma mensagem de boas novas para Jacó, em todos os sentidos. Eles estariam levando provisões, haviam aberto as portas para continuarem a comercializar os produtos de que necessitavam, mas levariam a novidade surpreendente de que José estava vivo e era o governador do Egito. Essa notícia, é claro viria acompanhada de explicações que agora eles não teriam como esconder, pois José os confrontara e Benjamim, que até então sabia a mesma versão passada a seu pai. Quando chegassem no Egito, certamente o pai iria se informar com José sobre a verdade oculta por todos esses anos. Essa subida e essa descida, prometia revirar as vidas desses rapazes e leva-los a acertar as coisas. Posso pensar nas muitas oportunidades que a vida me deu de subir e descer, descer e subir. Pode ser que haja situações em que não temos erros graves encobertos ou situações a corrigir, mas uma oportunidade volta a bater em nossa porta, como que dizendo: “Faça bem feito dessa vez! Ou, faça melhor!” Assuntos de família também ficam pendentes por muitos anos e cria-se uma “rebeldia muda” onde ninguém fala nada, não se toca no assunto, mas o problema existe, incomoda e perdura até que alguém toma a iniciativa de mudar a situação. Crises, são oportunidades também. Enquanto ela força uma tomada de decisão de um lado, do outro, ela abre espaço para a criatividade e novas idéias. Tenho falado muito pouco sobre a atual situação da pandemia do Corona Vírus; não porque não seja relevante, ou esteja insensível ao tema, mas porque procuro orientar uma linha de pensamento mais focada no crescimento e desenvolvimento da minha fé e da nossa comunhão com Deus; afinal já circula informações demais pelos meios de comunicação. Há muitos ruídos em meios aos sinais verdadeiros e discernir o agir de Deus e os seus projetos para sua igreja nessa época da história. Como disse outras vezes, esse é o nosso tempo, essa é a nossa vez, e a nossa oportunidade de sermos sal da terra e luz do mundo. Em todas as etapas da história da igreja na terra, ela nunca deixou de cumprir o seu papel e Deus a sustentou poderosamente nos tempos difíceis; não será diferente conosco e com nosso tempo. Vamos focar no melhor de Deus para nós, mas também no melhor do que podemos oferecer e apresentar como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus. Sobe ou desce, o amor e a graça de Deus permanece.

Obrigado Pai de amor! Por tudo o que tens feito e irás fazer, apresentamos nossa gratidão e nossa reconsagração de vidas. Graças te damos por nos permitir sermos participantes do teu trabalho nessa época da história e contribuirmos para que o teu reino seja de fato, conhecido em toda a terra. Em nome de Jesus, oramos agradecidos, amém.

Pr Jason

O Grande Regente

 Meditação do dia: 16/05/2021

“Assim não fostes vós que me enviastes para cá, senão Deus, que me tem posto por pai de Faraó, e por senhor de toda a sua casa, e como regente em toda a terra do Egito.” (Gn 45.8)

O Grande Regente – Nos tempos de seu ministério terrestre ele ensinou muitas coisas aos seus discípulos que eram abrangentes além daqueles ouvintes e além daqueles tempos. Ele citava histórias e utilizava de figuras de linguagem de fácil compreensão, para que seus ensinos permanecessem vivos na mente e nos corações das pessoas. Um mestre como Jesus, ensina para aprendizado e prática dos assistentes. Ele não precisava de nome, fama, aclamação ou elogios de suas aptidões. Ele discipulava para produzir vida e as verdades se perpetuassem de geração em geração. Um dos evangelistas ao descrever os propósitos do Mestre, através das parábolas disse o seguinte: “E disse-lhes Jesus: Entendestes todas estas coisas? Disseram-lhe eles: Sim, Senhor. E ele disse-lhes: Por isso, todo o escriba instruído acerca do reino dos céus é semelhante a um pai de família, que tira do seu tesouro coisas novas e velhas (Mt 13.51,52). Os princípios da aprendizagem estão presentes entre nós desde que há pessoas na terra. As lições se sucedem, as aplicações são necessárias e ganham contornos que as emolduram como uma obra de arte, tornando-as ainda mais apreciáveis e encantadoras. Quem de nos não parou mais de uma vez sobre as histórias que Jesus fazia uso para mostrar a importância da diligencia, da boa mordomia e da responsabilidade equitativa ás recompensas? “Quem é fiel no mínimo, também é fiel no muito; quem é injusto no mínimo, também é injusto no muito. Pois, se nas riquezas injustas não fostes fiéis, quem vos confiará as verdadeiras? E, se no alheio não fostes fiéis, quem vos dará o que é vosso? Nenhum servo pode servir dois senhores; porque, ou há de odiar um e amar o outro, ou se há de chegar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom” (Lc 16;10-13). Olhando esse texto e comparando ao da meditação de hoje, sobre José, percebemos que uma e outra coisa são exatamente as mesmas verdades enquadradas cada uma no seu contexto e podemos aprender muito sobrepondo uma na outra, à luz do entendimento e a luz do Espírito Santo no nosso próprio tempo. Fiel no pouco – quem é fiel é fiel e ponto final; não tem à ver com contexto, oportunidade ou ser mais fácil. José foi fiel quando era apenas um escravo de serviço caseiros de Potifar e por isso se tornou senhor daquela casa, com plenos poderes. Chegou ao poder sendo fiel e agora lhe foi confiado criar riquezas e suprimentos para todo o império e foi fiel também. José nunca servir a dois senhores – Deus, o Altíssimo sempre foi o seu Senhor, quer na casa de Potifar, na prisão na casa do capitão da Guarda ou na casa de Faraó. Ele tinha acesso ao poder e às riquezas, mas o coração dele já era ocupado pela dedicação ao reino de Deus, na sua época ainda embrionário nas promessas de se tornarem uma nação. Os bens, os poderes que a posição social, o trabalho e o esforço pessoal tem produzido a cada um de nós são na verdade bênçãos de Deus para o serviço e não para a vanglória, a usurpação e a opressão sobre outros companheiros de caminhada. José que começou não controlando nem a sua própria vida, chegou ainda muito jovem a ser o regente de toda a terra do Egito e ainda assim, sabia que Faraó estava acima dele no trono e o respeitava e o honrava. Quando se sabe o seu legítimo posto, servir é uma honra! A honra está no servir! Fazendo um comparativo no campo espiritual, o nosso corpo é um excelente servo e muito útil, mas um péssimo senhor! Ele não existe para ser senhor, governar e comandar. Um pastor paulista disse numa ministração, que “a carne não melhora!” Paulo disse isso em outras palavras e mais fortes: “E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos em Espírito, andemos também em Espírito” (Gl 5.24,25).

Pai amado, graças te rendemos, por teu infinito amor e graça para com os teus filhos. Voluntariamente entregamos nossas vidas, consagramos ao teu louvor e ao teu serviço, para edificar e promover o crescimento do Corpo de Cristo, que é a igreja; queremos continuar aprendendo e nos conformando dia a dia com a imagem de Cristo sendo formada em nós e nos restaurando à tua semelhança. Obrigado pelo privilégio de servir na tua causa. Abençoamos as pessoas que tem servido ao nosso lado e assim abençoado as nossas vidas e facilitado a nossa parte na tarefa. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Senhor da Casa

Meditação do dia: 15/05/2021

“Assim não fostes vós que me enviastes para cá, senão Deus, que me tem posto por pai de Faraó, e por senhor de toda a sua casa, e como regente em toda a terra do Egito.” (Gn 45.8)

O Senhor da Casa – O Senhor Jesus viveu aqui na terra numa época e num contexto onde servos e escravos faziam parte do cotidiano da sociedade. Os reis também eram déspotas e ambiciosos como em outras épocas; homens se apoderavam de bens e pessoas. Nos seus dias, sua terra natal estava sob o governo do Império Romano, que ficou conhecido por governar com braço de ferro. Os reis locais, eram tutelados do imperador, que tinha uma longa lista hierárquica para manter o controle. Nada isso interferiu nos planos divinos para a Redenção, ao contrário, serviram aos propósitos estabelecidos nas Escrituras e suas estruturas prepararam e sustentaram o que era necessário para a chegada do Messias. César, era venerado como Deus e tinha culto e sacerdotes na difusão de tudo isso. Em Atos 19 naquela confusão em Éfeso provocada pelo sindicado dos ourives, esse pessoal apareceu para evitar que Paulo se envolvesse desnecessariamente. Também asiarcas, que eram amigos de Paulo, mandaram rogar-lhe que não se arriscasse indo ao teatro (At 19.31). Estou citando isso porque não podemos utilizar certos argumentos por não realizarmos aquilo que é esperado de nós no nosso tempo e em nossa geração. Há uma enorme transferência de responsabilidades nas últimas gerações, que entendem que alguém tem que fazer por eles e para eles e se não for o estado, tem que ser alguém, menos ela própria, com isso a vida se torna uma caçada aos culpados pelos insucessos pessoais e geracionais. Essa cultura não é bíblica e nem espiritual. Moisés nos seus dias, no mesmo Egito de José, em situação totalmente oposta para os hebreus, é descrito como alguém que fiel e que fez o que deveria fazer e era esperado dele. “E, na verdade, Moisés foi fiel em toda a sua casa, como servo, para testemunho das coisas que se haviam de anunciar; Mas Cristo, como Filho, sobre a sua própria casa; a qual casa somos nós, se tão somente conservarmos firme a confiança e a glória da esperança até ao fim (Hb 3.5,6). José era servo e funcionou como “senhor da casa de Faraó.” Moisés, fora criado como príncipe, filho da filha de Faraó, mas ficou como servo. Se José foi poderosamente abençoado por Deus para levar hebreus para o Egito e protege-los da extinção – Moisés foi poderosamente abençoado por Deus para livrar os hebreus do Egito e conduzi-los de volta à Canaã. Papeis invertidos, mas ambos precisavam fazer seus papéis no seu devido tempo. Na Nova Aliança, alguns aspectos sobre povo de Deus, herança, promessas, casa de Deus e culto, tomam significados muito mais interessantes do que as figuras da Velha Aliança. “Mas, se tardar, para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade. E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Deus se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória” (1 Tm 3.15,16). Somos o povo de Deus nesta época e nessa geração; somos os responsáveis pela divulgação do Evangelho de Cristo, fazendo discípulos de todas as nações até à volta do nosso Senhor. Temos o desafio próprio do nosso tempo e modo de vida, mas isso em nada impedirá o mover de Deus e o cumprimento de seus propósitos. Façamos o que nos vier à mão, com muito zelo e amor.

Senhor, te exaltamos por ser Deus e Senhor de todas as coisas e  exerces um governo perfeito, santo e justo sobre nós e sobre tudo. Queremos nos disponibilizar para que o teu poder se manifeste através de nós como igreja para que o Evangelho da graça de Deus seja conhecido e recebido em todas as partes do mundo. Essa é a nossa hora, a nossa vez e a nossa oportunidade. Agradecemos por isso, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason