O Copo de Prata

Meditação do dia: 22/03/2021

E o meu copo, o copo de prata, porás na boca do saco do mais novo, com o dinheiro do seu trigo. E fez conforme a palavra que José tinha dito.(Gn 44.2)

O Copo de Prata – Gostamos de olimpíadas, quase toda pessoa que gosta de esportes, aprecia os jogos olímpicos pela intensidade das competições e a rapidez com que se define os vencedores. Todos os atletas correndo atrás do ouro olímpico, preferencialmente, mas caso ele não venha, a medalha de prata já é muito bem vinda; enquanto a medalha de bronze em certas modalidades parece mais um prémio de consolação para os perdedores. Essa é uma maneira de se ver, mas levando em consideração o quanto cada um daqueles milhares de atletas se esforçam e se dedicam para chegar ao seleto grupo que alcançou o índice necessário para competir, só estar lá já é ser um vencedor. Por outro lado, alguns carregam um peso enorme de responsabilidade por representar altos investimentos e representar possibilidades reais de atingir o máximo de desempenho, sendo inaceitável não pontuar. Para alguns não conseguir uma medalha não é uma opção, enquanto outros são francos atiradores, não tendo nada a perder, mas estão ali para beliscar qualquer oportunidade que lhe ocorra até por um pequeno detalhe desfavorável dos favoritos. Então, ouro, prata e bronze, passam a ter uma representatividade muito grande. Na linguagem comercial e financeira de mercado, esses metais fazem parte das chamadas “Commodities,” e tem valore regulados levando em conta sua preciosidade, quantidade, utilidade e a facilidade ou não de mineração. O ouro é altamente reciclável e pode ser reaproveitado quase infinitamente. A prata existe em menor quantidade nas reservas minerais e de aplicações em muitas áreas, incluindo a farmacêutica, medicina e tem a tendência a ficar cada vez mais escassa no mundo, o que fará dela uma verdadeira preciosidade nos próximos anos. Na época do rei Salomão, que ostentava riquezas incalculáveis e explorava riquezas minerais em outras partes do mundo, a prata chegou a praticamente não ter valor algum no seu reino. Também todas as taças do rei Salomão eram de ouro, e todos os vasos da casa do bosque do Líbano, de ouro puro; a prata reputava-se por nada nos dias de Salomão. Também o rei fez que houvesse prata em Jerusalém como pedras, e cedros em tanta abundância como as figueiras bravas que há pelas campinas” (2 Cr 9.20,27). Mas voltando a nossa atenção para o final daquele almoço especial na casa do governador do Egito, com seus onze convidados especiais, ali, José pediu e especificou ao seu servo que colocasse o seu copo, O COPO DE PRATA, junto com o trigo no saco que pertencia a Benjamim. Usando minha criatividade imaginativa, é muito provável que durante a refeição e os inúmeros brindes, aquele bendito copo fora exibido e ostentado deliberadamente por José e mais diretamente com Benjamim, e quem sabe até deixado ele propositalmente em alguns momentos perto do irmão, para que assim pudesse criar um álibi perfeito, para uma futura ação que ele maquinava. Claro, sabemos que Benjamim não agiu de forma desonesta ou descuidada, apropriando-se de qualquer propriedade do anfitrião; também sabemos que José era honesto e generoso e que não estava criando uma situação que perderia o controle e ao invés de resolver um problema, criasse outros e assim poria seus irmãos em risco perante a justiça egípcia e o enredo tivesse outro tipo de final. Então, para todos efeitos, pensamos que todo aquele barulho provocado por José pelo copo que desapareceu, era apenas retórica, discurso inflamado, mas com um objetivo específico de gerar reação impactante em todos eles, porque o problema agora recairia sobre Benjamim, o filho recomendado pro Jacó, para que voltasse são e salvo. José mexeu intencionalmente no tesouro deles e isso todos sabemos o que acontece com qualquer pessoa em qualquer época: Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” (Mt 6.21).

Deus de amor e graça, podemos te agradecer pelo maior tesouro que compartilhastes conosco nesse mundo e nessa vida, que tem a possibilidade de transformar nossas vidas e destinos por toda a eternidade. Somos o teu tesouro particular, e comprados por um alto preço, a vida do teu único filho, sacrificado por nós lá na cruz do Calvário. Deste um tesouro para ter todos os tesouros que criaste e se perderam. A ti, seja a honra, a gloria, o poder e as riquezas, de eternidade em eternidade, para todo o sempre, amém.

Pr Jason

O Meu Copo

Meditação do dia: 21/03/2021

E o meu copo, o copo de prata, porás na boca do saco do mais novo, com o dinheiro do seu trigo. E fez conforme a palavra que José tinha dito.(Gn 44.2)

O Meu Copo – A industrialização em larga escala possibilitou o acesso de muita gente ao mercado de consumo. Produtos que só eram feitos artesanalmente além da demora para se produzir uma única peça, ainda tinha um alto custo, o que só se tornava viável para uns poucos privilegiados. Agora todos podem ter acesso porque tudo o é produzido aos milhares. Nos tempos de José e dos patriarcas, certamente estavam ainda no tempo onde havia diferença nos objetivos e utensílios de uso pessoal dos reis, nobres e plebeus. Certamente não estamos afirmando que Faraó, José e outros dignitários tinham um único copo, prato e similares; mas certamente o copo de um Faraó, não era exatamente encontrado na feira ou naqueles mercados na praça da cidade. Quando José interpretou o sonho do copeiro que estava preso com ele, na descrição ele reitera mais de uma vez a expressão “o copo de Faraó.” E o copo de Faraó estava na minha mão, e eu tomava as uvas, e as espremia no copo de Faraó, e dava o copo na mão de Faraó” (Gn 40.11). vamos admitir para efeito apenas de assimilação cultural, que eles tinham um copo preferencial, ou que gostavam mais, assim como muitos de nós também temos objetos que por alguma razão gostamos mais e assim podemos até nos tornar conhecidos por aquilo. No caso de José, deveria ser uma taça especial, confeccionada de prata e provavelmente utilizada em banquetes e ocasiões especiais, onde aquilo também representava o status social que o diferenciava de outras pessoas nobres. Literalmente, acredito que poderia ser um objeto personalizado, que fora utilizado por ele durante o almoço com os irmãos e feitos vários brindes e permitissem que eles observassem o objeto de perto, para o que num futuro próximo, José criasse uma encenação e com aquele copo, ficasse impossível a negação de um crime. Mas podemos pensar em mais do que um objeto cenográfico de que José lançou mão para atrair a atenção dos irmãos e fazê-los voltar. Meu copo, pode nos remeter a atitudes das quais utilizamos em nossa experiencia, que tem a finalidade de nos diferenciar dos demais e ostentar nossa posição. Poderíamos dizer que é a sacralização de algo profano, banal. Para quem está com sede, que diferença faz o tipo de copo em que lhe é servido a água? Para quem está faminto, faz diferença a cor do prato ou o material de que é feito? Estou convidando vocês a pensarem comigo e juntos corrigirmos atitudes, onde a ação está ficando em segundo plano por ser valorizado o meio, quem ou como está sendo feito. Situações em que o efeito ou créditos para quem faz a ação é infinitamente maior e mais compensador do que se produziu em quem foi beneficiado. O meu copo, pode ser aquilo que Jesus ensinou sobre o modo do cristão ser útil, ser importante sem ser importante em si. Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita; Para que a tua esmola seja dada em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, ele mesmo te recompensará publicamente” (Mt 6.3.4). O mestre repetiu o mesmo princípio para a oração e para o jejum (Mt 6.5,16). Não parece ser uma boa idéia um cristão ser conhecido mais por uma posse pessoal do que por ações e atitudes que expressem sua relação com Deus, de onde derivam suas beneficencias e caridades. O meu copo pode e deve ser comum, igual aos demais, porém o conteúdo deve fazer a diferença sempre.

Graças te rendemos, Senhor, o Todo-Poderoso, pelo privilégio de sermos servos do Criador de todas as coisas, estando aqui comissionados para abençoar outras pessoas que precisam de uma ação bondosa que ela receba e entenda como sendo a expressão do amor de Deus para com sua vida. Nosso Evangelho não pode ser expresso apenas em palavras e rituais, mas em atitudes de amor e compaixão que tornam vivas e verdadeiras a graça e a bondade do nosso Senhor Jesus. Pedimos essa graça para administrarmos bem as nossas relações com o próximo e isso venha a refletir o teu amor em nossos corações. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Boa Medida

Meditação do dia: 20/03/2021

E deu ordem ao que estava sobre a sua casa, dizendo: Enche de mantimento os sacos destes homens, quanto puderem levar, e põe o dinheiro de cada um na boca do seu saco.(Gn 44.1)

Boa Medida – Desde os primórdios da sociedade humana se faz uso de pesos e medidas, em praticamente tudo. Estamos cercados de unidades de pesos e medidas por todos os lados no nosso dia a dia. A água que consumimos, a energia elétrica, o gás, o combustível, alimentos, remédios, roupas e calcados; é medidas pra todos os gostos. Você já pensou em como alguém padronizou isso e agora é amplamente aceito sem questionamentos? Vamos falar do mais simples, o quilograma: Atualmente, essa unidade de medida é definida por um objeto: um quilograma é a massa de um cilindro de 4 centímetros de platina e irídio fabricado em Londres que é guardado pelo Escritório Internacional de Pesos e Medidas (BIPM) em um cofre na França desde 1889. Mas esse quilo original perdeu 50 microgramas em 100 anos. Isso ocorre porque os objetos podem facilmente perder átomos ou absorver moléculas do ar, então usar um para definir uma unidade SI é complicado. Como todas as balanças do mundo são graduadas de acordo com esse quilo original, quando calculam o peso, acabam gerando dados incorretos. Mesmo imperceptíveis na vida cotidiana, essas diferenças mínimas são importantes em cálculos científicos que exigem extrema precisão. A partir de 2019, 1 kg deixou de ser o que era. O novo sistema, que entrou em vigor em maio de 2019, permitirá que os pesquisadores realizem várias experiências para relacionar as unidades de medida com as constantes. Mesmo sendo algo tão material e digamos “mundano,” não deixa de ser interessante e importante para todos, incluindo pessoas de vida piedosa e envolve aspectos da vida de fé e boas práticas. Nas leis civis e códigos de ética das relações sociais e comerciais entre o povo de Deus, em todos os tempos, isso era legislado e dava-se grande valor. Não cometereis injustiça no juízo, nem na vara, nem no peso, nem na medida. Balanças justas, pesos justos, efa justo, e justo him tereis. Eu sou o Senhor vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito” (Lv 19.35,36). Assim que saíram do Egito, na organização da nação e suas leis civis, cerimoniais e comerciais, os pesos e medidas foram regulamentados e sua observância estava ligado ao fundo histórico de ser um povo escolhido para representar a Deus diante das nações. O peso e a balança justos são do Senhor; obra sua são os pesos da bolsa” (Pv 16.11). Quando os irmãos de José vieram comprar mantimentos no Egito, certamente eles usavam certas medidas para secos e grãos, e o governador fazia questão de que fossem medidas generosas que realmente valessem o preço pago pelas mercadorias além de expressar a generosidade e justiça da parte do fornecedor. Na Nova Aliança, além do conceito judaico de fazer as coisas evidenciando piedade e temor a Deus, Jesus acrescentou a individualidade de cada um e o correspondente de reciprocidade, isto é, faça para os outros exatamente aquilo que espera que seja feito com você. Também ficou conhecido como a regra áurea, ou regra de ouro da conduta dos seguidores de Jesus. Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; soltai, e soltar-vos-ão. Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo” (Lc 6.37,38). A profundidade com que Jesus colocou as coisas, eleva uma simples ação comercial ou um favor pra um patamar de verdadeira espiritualidade que revela muito mais do que há no interior da pessoa do que propriamente da mercadoria ou serviço negociado entre as partes. Esse conceito é mais do que um conceito moral, ético ou filosófico de como fazer as coisas certas, é na verdade um princípio espiritual, tão importante que regula até as relações com Deus. Ao ensinar os discípulos a orarem, no que chamamos de “O Pai Nosso,” ele aparece também na questão do perdão: E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores” (Mt 6.12). Pedimos que Deus faça por nós utilizando a mesma medida que utilizamos para com o nosso próximo. É justo e uma boa medida, concorda comigo? E concorda com Deus também?

Senhor, graças te damos por ser perfeito, justo e santo em tudo que fazes. Somos teus filhos através da fé em Cristo e somos gratos pelo privilégio dessa filiação e de todos os benefícios advindos dessa redenção. Entendemos que a mensagem do Evangelho e transformadora e produz novas criaturas em Cristo Jesus, com cidadania celestial e uma opção de vida por valores mais elevados e nobres do que aqueles do mundo em que vivemos. Viver no teu reino e viver os princípios e aspectos que revelam a tua perfeita vontade, que já sabemos é boa, agradável e perfeita para conosco. Te louvamos pela oportunidade de desenvolvermos relações positivas e construtivas com o nosso próximo, baseadas no temor do Senhor e na evidencia da nova vida que temos em Cristo. No nome dele a quem oramos e agradecemos. Amém!

Pr Jason

Mais do Mesmo

Meditação do dia: 19/03/2021

E deu ordem ao que estava sobre a sua casa, dizendo: Enche de mantimento os sacos destes homens, quanto puderem levar, e põe o dinheiro de cada um na boca do seu saco.(Gn 44.1)

Mais do Mesmo – Rotinas são boas, são ruins ou são neutras? Independente do tipo de rotinas, elas existem, fazem parte da vida e das atividades de todos nós e as vezes gostamos e outras não, até isso é rotineiro; pode até se tornar atividade mecânica, feita automaticamente. Outras rotinas não são nem um pouco repetitivas, ou se repetem com muitas variações, cito como exemplos, um motorista de transporte coletivo que faz a mesma linha nos mesmos horários todos os dias; é uma rotina, mas alteram-se os passageiros, o próprio fluxo do transito e sempre tem algum detalhe novo. Um pregador cristão, que exerce seu ofício nos mesmos dias e horários da semana, com praticamente o mesmo público, mas ele é criativo e a cada dia precisa de um novo sermão, uma nova mensagem e assim a sua rotina é diferente uma da outra. Profissionais de saúde mental e social, recomendam que pessoas que lidam com vida rotineira e cujo trabalho é sempre o mesmo e nunca tem fim de etapas, precisam desenvolver atividades à parte, até como hobby (Passatempo), mas que tenham conclusão, como pintura, escultura, artesanato até mesmo esportes ou atividades manuais, porque tais atividades produzem satisfação na conclusão. Nada inconcluso gera satisfação e toda pessoa precisa se sentir realizado com seu trabalho, para que sua vida não fique sem sentido de realização. Na meditação de hoje, estou mais inclinado a entrar no campo da ética do trabalho, uma vez que já vimos na viagem anterior que José ordenou que abastecessem os sacos com alimentos para os seus irmãos e devolvessem o dinheiro de cada um. Nesse sentido, o texto de hoje é mais do mesmo, daí a sugestão do título. Mas ao observar os detalhes, podemos discutir e refletir sobre outros valores e o que pode ser utilizado na vida cristã, profissional e de serviço nos nossos dias, que aparece aqui. Falamos de ética, porque o governador deu uma ordem a alguém, no caso o mordomo mais graduado de sua casa, para fazer uma operação, semelhante à anterior, enchendo os sacos de provisões e devolvendo o dinheiro de cada um; já pensamos na possibilidade de que o próprio José pagava por essas provisões, porque esse mordomo mesmo afirmou isso na chegada dos rapazes. Mas a dica de hoje é quando o chefe, líder ou superior dá uma ordem que aparentemente não deveria ser executada por trazer elementos de vício ou erros e assim quem executa fica com um problema de consciência. Nos faz lembrar os dilemas dos atendentes que recebem ordem para dizer que alguém “não está.” A pessoa está para cumprir funções e atender ordens e pedidos dos superiores, mas quando isso envolve escolhas morais e éticas que ferem seus princípios e valores, aí surgem os conflitos. Provavelmente não vamos resolver esse dilema milenar, com um texto de menos de uma página, e não é essa a intenção aqui. Conhecemos o contexto e sabemos que José não é desonesto, nem viola princípios de sua fé ou incentiva as pessoas a fazerem coisas erradas; já vimos que ele mais de uma vez pagou preços altos por fazer o que era certo, embora teria vantagens se optasse por obedecer ou aceitar o jeito mais fácil proposto. O governador não induzia o seu mordomo a violar leis ou conduta e não estava armando uma cilada para incriminar os rapazes, embora fosse “um teatro,” ele queria produzir reações verdadeiras e legítimas nos irmãos para certificar-se de que eles estavam de fato mudados em suas vidas e condutas. Diria eu, que o mordomo envolvido na ação aqui, sabia do caráter e das intenções do seu senhor, e assim estava cooperando para um bem maior, sem dilema de consciência. Na carta aos Romanos, Paulo recomenda fazermos o melhor para o bem de todos, sempre: Sigamos, pois, as coisas que servem para a paz e para a edificação de uns para com os outros” (Rm 14.19). e fecha o capitulo dizendo que tudo que não é por fé é pecado; pecado é tudo o que não queremos em nossa vida.

Pai amado, graças te damos por nos dar a oportunidade de servir e abençoar pessoas e não podemos comprometer essas oportunidades com práticas reprováveis ou condutas não coerentes com o teu amor e graça. A verdade deve permear todas as nossas ações e o nosso testemunho deve refletir o teu caráter santo e justo. Somos gratos por ter a Cristo como modelo e o Espírito Santo como aquele que nos guia em toda a verdade, para em tudo Deus seja honrado e glorificado. Pedimos forças e sabedoria para enfrentar os dilemas do dia a dia, sem contudo, comprometer nossa fé e comunhão contigo. Agradecemos a ajuda em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Um Dia de Alegria

Meditação do dia: 18/03/2021

E apresentou-lhes as porções que estavam diante dele; porém a porção de Benjamim era cinco vezes maior do que as porções deles todos. E eles beberam, e se regalaram com ele.(Gn 43.34)

Um Dia de Alegria – Trégua de Natal (em inglês, Christmas truce; em alemão, Weihnachtsfrieden) é o termo usado para descrever o armistício informal ocorrido ao longo da Frente Ocidental no Natal de 1914, Durante a I Guerra Mundial uma situação inesperada ocorreu durante o natal de 1914. Entre as trincheiras onde estavam combatendo soldados ingleses e alemães, localizadas na região de Ypres, na Bélgica, ocorreu uma trégua não oficial decretada pelos próprios soldados. Soldados alemães decoraram suas trincheiras com motivos natalinos, entoaram cantigas alemãs utilizadas para celebrar a data e passaram a comemorar com os soldados ingleses. Durante seis dias houve um cessar-fogo. José e seus irmãos deveriam estarem vivendo dias muito tensos e sob pressão muito grande, embora formalmente quase ninguém sabia o que  de fato estava acontecendo. O governador se propôs a uma experiencia com seus irmãos mas manteve sob sigilo o que fazia e mui provavelmente nem os seus servos e assessores mais próximos tinham conhecimento dos fatos. Do outro lado, os irmãos se declararam publicamente que eram irmãos, filhos de um mesmo pai, ancião da terra de Canaã e que ainda tinham mais um irmão, o mais novo que ficara com o pai, em casa. Também informaram que um outro irmão era desaparecido e provavelmente morto. Para todos os efeitos, José montava o seu quebra-cabeças e os irmãos tentavam se desvencilharem de alguma confusão e apenas comprarem seus mantimentos e seguirem com suas vidas. Isso afetou a família de todos eles e enquanto não se definissem, parece que todos se viam envolvidos numa trama muito desgastante emocionalmente. Quando eles retornaram de Canaã, trazendo consigo o irmão mais novo, José ordenou que se preparasse um almoço para todos eles em sua residência e ele próprio participaria com eles. Foi um momento de confraternização e muito alegria naquele banquete. Ninguém reconheceu José, ninguém se deu conta de que estavam em família e aquela alegria artificial poderia ser melhor aproveitada. José dera algumas pistas, mas eles estavam tão focados nos seus dilemas que tão somente acharam misterioso demais aquele governador saber por intuição como coloca-los sentados à mesa por ordem correta de nascimento e também privilegiar a Benjamim com porções maiores que a de todos os demais. Isso me remete aos discípulos de Jesus no caminho para Emaús. Estavam tão focados em suas tristezas pela perca do Mestre que caminharam quase quinze quilômetros ao lado dele, sem o reconhecer, mesmo ele fazendo citações e mais citações sobre sua vida e ministério. “E disseram um para o outro: Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras? (Lc 24.32). Aquela trégua entre os irmãos para um almoço, com muita alegria e onde todos se regalaram, ainda encobria verdades importantes de suas vidas. Nada contra uma boa celebração em família e amigos, mas a vida tem prioridades que vai além de tréguas e celebrações. Exatamente por isso, precisamos de discernimento espiritual e atenção aos detalhes daquilo que circula ao nosso redor. Há oportunidades que não podem ser perdidas ou desperdiçadas.

Senhor, obrigado por estabelecer tempos de paz e de descanso para nossas almas que se cansam com as lidas do dia a dia e os desgastes próprios dos relacionamentos. Dependemos da ação poderosa da Espírito Santo para sermos úteis e abençoadores para todos onde fomos colocados. Nesses dias difíceis que atravessamos, precisamos de tua sabedoria e graça para vivermos com equilíbrio e sensibilidade aos que acontece e como igreja podemos ser respostas. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

As Porções De Cada Um

Meditação do dia: 17/03/2021

E apresentou-lhes as porções que estavam diante dele; porém a porção de Benjamim era cinco vezes maior do que as porções deles todos. E eles beberam, e se regalaram com ele.(Gn 43.34)

As Porções De Cada Um – Um tema muito recorrente nas Sagradas Escrituras é a comida; desde o Jardim do Éden até nas descrições da eternidade por vir são citadas comidas, banquetes, mesa posta e outros termos que transmitem essa mesma idéia. Desde o simples pão até as comidas sofisticadas dos reis e nobres tem espaço nos registros sagrados. As grandes celebrações em família, as conquistas de reis e exércitos sempre eram finalizadas com grandes banquetes. Nos dias da rainha Ester, o rei fez uma festa com banquetes que parece bater todos os recordes de longevidade e ostentação. No terceiro ano do seu reinado, fez um banquete a todos os seus príncipes e seus servos, estando assim perante ele o poder da Pérsia e Média e os nobres e príncipes das províncias, Para mostrar as riquezas da glória do seu reino, e o esplendor da sua excelente grandeza, por muitos dias, a saber: cento e oitenta dias (Et 1.3,4). Seis meses de festa é muita festa até para os meus padrões. Só que não ficou nisso, ao final desse período ele fez um banquete de sete dias para todos os moradores da cidade real de Susã. José fez um almoço, que atualmente chamaríamos de “um churrasquinho” só para a família e amigos, para recepciona-los e dar as boas-vindas, especialmente a Benjamim. Ele manteve o suspense, se, deixar de continuar a surpreender. Nas entrelinhas, vemos que a comida estava diante dele e ele ia designando a porção para cada um conforme os seus lugares na mesa. Mas o que chamou mesmo a atenção foi o exagero na porção de Benjamim, cinco vezes maior do que as demais. Ou o Beijinha era muito bom de garfo ou José queria presenteá-lo de maneira a despertar a observação dos irmãos. O certo é que todos eles se esbaldaram e se fartaram muito bem. Não é todo dia que eram convidados por um governador generoso para comerem. Quero fazer uma aplicação, que me faz lembrar a condição nossa na vida normal e na presença de Deus como provedor. Os irmãos de José naturalmente não eram pobres e acostumados com escassez e privações. Para os padrões da época eram ricos, abastados e homens de posse. Era assim que se viam e era assim que levavam suas vidas, tendo condições de se manterem e cuidarem de suas necessidades. Quando, porém, chegaram diante do governador do Egito, por um lado a diferença de riquezas e poder eram muito grandes, e embora não fosse do conhecimento deles, José queria cuidar deles amorosamente, gratuitamente e definitivamente. Eles ficaram assustados com a devolução de seu dinheiro e alimentaram dúvidas sobre as intenções do homem forte Egito. Quando voltaram à sua presença estavam cheios de argumentos e meios de se manterem independentes e livres; até trouxeram presentes especiais para agradar a José, mas com a intenção de não o servirem e voltarem às suas vidas habituais. Não é parecido com nossas experiencias da aproximação de Deus com salvação, perdão, livramento e bênçãos? Mas nossas respostas é sermos gratos, pagarmos nossa conta e voltar ao normal. Insistimos em cuidar nós mesmos de nossas vidas, como se fôssemos tão competentes. Até no banquete e na fartura de bênçãos e cuidados, ainda estamos procurando a primeira porta de saída para escapar. Querer ser rico e ter abundancia é um desejo de muitos, mas saber viver como ricos e com suprimentos abundantes é uma arte a ser aprendida e não há lugar e pessoa melhor em quem se espelhar do que Jesus. “Porque já sabeis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre; para que pela sua pobreza enriquecêsseis” (2 Co 8.9). Jesus era e é rico, ele não quebrou, entrou em falência, se tornou insolvente, pediu concordata ou recuperação judicial. Ele se fez pobre por amor a mim e a você! Todos os recursos dele estão intactos e disponíveis pela graça. Esse é o detalhe, aprender a viver pela graça! É um tema para suas pesquisas e meditações  particulares, que te será muito enriquecedor, para dizer o mínimo.

Senhor Deus de toda a graça, que em Cristo disponibilizou tudo o que era necessário e suficiente para nossa redenção e bênçãos. Queremos viver a cada dia com a porção a nós destinada por tua graça. Ao vivermos em tua presença, já temos a garantia do pão nosso de cada dia e das provisões abundantes da generosidade real, que nunca findarão. Queremos aprender contigo sobre a administração dos recursos e de como viver em fé e descansados na tua capacidade de fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós (Ef 3.20). Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Maravilhados

Meditação do dia: 16/03/2021

E assentaram-se diante dele, o primogênito segundo a sua primogenitura, e o menor segundo a sua menoridade; do que os homens se maravilhavam entre si.(Gn 43.33)

Maravilhados – Há muitas coisas que nos deixam maravilhados. Aquilo que para uns é inexplicável, para outros é absolutamente natural e pode ser até entediante. Quanto mais crescemos e nos sofisticamos, menos espaço vai ficando para as maravilhas, já que agora temos uma boa explicação para tudo, mesmo sem saber de fato os fundamentos daquilo. Alguns tempos atrás o Mister “M” apareceu no programa do Fantástico e acabou com a festa dos truques de mágica exibidos no mundo todo, revelando os bastidores. Nem por isso, as pessoas deixaram de se impressionar com os feitos bem elaborados, embora fica sempre a certeza de que é apenas uma ilusão, mas há uma explicação muito razoável. Aqui, na meditação de hoje, olhamos para o mesmo quadro por ângulos diferentes e assim temos as razões e as explicações, mas eles lá, naquela época, ao vivo, não tinham todos esses detalhes que temos. José impressionou seus irmãos no almoço oferecido, ao determinar onde cada um se sentaria, para ele não tinha nada de misterioso, ele era irmão deles e sabia a ordem de nascimento de cada um, simples assim. Eles ficaram maravilhados, afinal como um governador do Egito, que só os tinham visto uma única vez e o diálogo não fora tão intimista e familiar e agora ele colocara cada um assentado por ordem de nascimento? Certamente mais tarde, ainda naquele dia depois do desenrolar dos fatos e tudo esclarecido, algum deles poderia dizer: Estava muito suspeito o governador acertar a ordem de nascimento de todos sem nos conhecer, tinha algo de familiar ali, mas como iríamos perceber? Lá no interior do Brasil, o ditado é: “Depois da onça morta, todo mundo põe o pé na cabeça dela!” No mundo dos negócios, se diz: “Engenheiro de obra pronta.” Espiritualmente, uma proposta para nossa edificação é guiar-nos pela maturidade da fé, sem perder a essência e a pureza de vida que deve nos acompanhar por todo tempo. Paulo nos exorta: Irmãos, não sejais meninos no entendimento, mas sede meninos na malícia, e adultos no entendimento (1 Co 14.20). Simplificando a mensagem é: Cresçam mas não percam a simplicidade, aquela capacidade de ficar maravilhado com as coisas simples e puras. Não permitir que a dureza e aspereza da vida, nos conduza a um estado de esterilidade e uma visão opaca, sem graça de tudo, até das maravilhas de Deus. É incrível, mas é possível se acostumar mentalmente com as verdades e manifestações sobrenaturais de Deus na vida cotidiana, que se começa a ter uma atitude de apatia e racionalidade com verdades espirituais, de tal forma que a fé pode se tornar apenas um apêndice nas atividades da pessoa. Pode-se ficar tão insensível que o maravilhoso se torna matematicamente calculável e racionalmente aceitável. Nada mais é impressionante. Quando a vida de fé chega num estágio desse, com certeza ela está em declínio e estagnação, mas há uma explicação bem plausível, até quando não tem mais retorno. A igreja dos últimos dias na terra, corre o risco de ser morna, nem fria e nem quente; mas tudo muito articuladamente funcional e ativo. Cuidado! Gostaria de lembrar as palavras de hino das antigas, que nos servirá de palavras de oração para hoje.

Ao Deus de amor e de imensa bondade Com voz de júbilo, vinde aclamai!

Com coração transbordante de graças Seu grande amor, todos, vinde louvai

No céu na terra, que maravilhas Vai operando o poder do Senhor!

Mas Seu amor aos homens perdidos Das maravilhas é sempre a maior

Pr Jason

Do Maior Ao Menor

Meditação do dia: 15/03/2021

E assentaram-se diante dele, o primogênito segundo a sua primogenitura, e o menor segundo a sua menoridade; do que os homens se maravilhavam entre si.(Gn 43.33)

Do Maior Ao Menor – José ainda estava em sua fase de testes e experimentos para levar seus irmãos a um encontro com eles mesmos e se confrontarem com a verdade que se recusavam a aceitar, como sendo a ordem das coisas do jeito de Deus. É perceptível que mudam-se os tempos, as épocas e até as culturas e gerações, mas algumas coisas estão na verdade dentro das pessoas e isso faz com que tudo seja exatamente igual novamente. Uma consciência de chamado ou vocação, não significa engajamento pleno e dedicação total para aquela causa. Gosto de olhar o quadro e ver pelo ângulo natural, como as coisas estão acontecendo, mas também olhar pelo prisma da fé, onde também as coisas acontecem, embora os atores nem sempre estejam conscientes do papel que desempenham. Jacó, na primeira noite fora de casa, teve uma experiencia poderosa com Deus e selou uma aliança eterna, apenas reiterando as alianças anteriores celebradas com Abraão e Isaque. Todos os anos de trabalho e lutas para ter sua família e construir seu legado, não o afastou em nada da centralidade da promessa. Seus herdeiros não tiveram problemas com a fé ou a aliança em si, mas tiveram conflitos consigo mesmos e se dividiram em relação a uma futura liderança, que eles não sabiam quem deles seria, mas não queriam que fosse José. Um time ganha junto e perde junto, por mais excelente que seja, se estiver dividido, vai facilitar a derrota para um adversário que nunca teria chances de vitória; nesse caso, eles perdem para si mesmos. Naquele almoço, José fez questão de interferir em detalhes que alguém poderia dizer que não alteraria em nada os resultados, e até se não o fizesse, demonstraria deixar ainda mais à vontade os seus convidados. Mas havia uma intenção nas ações de José e que dificilmente os convidados deixaram de perceber que alguém ali, sabia mais sobre eles do que poderiam imaginar. Foi simplesmente ele designar o local para cada um se sentar à mesa. Onze assentos e ele escalou por ordem de idade sem falha alguma, o que deixou eles maravilhados. Não sou nem um pouco adepto daquela corrente que afirma que Deus escreve certo por linhas tortas; me parece que as linhas são tortas, por causa das escolhas e interferências humanas, quase sempre violando a vontade conhecida de Deus. Ele é a Rocha, cuja obra é perfeita, porque todos os seus caminhos justos são; Deus é a verdade, e não há nele injustiça; justo e reto é (Dt 32.4). Meu amigo, pastor Zezinho, (José Rego do Nascimento Jr.)  diz que, como Pedro, temos o hábito de sair cortando orelhas pelo caminho e Jesus tem que vir atrás consertando. Por outro lado, tudo que eles estavam tentando evitar, e para isso agiram na força humana, na verdade fez que entrassem pelo caminho da promessa como originalmente Deus e Abraão haviam conversado. Então disse a Abrão: Saibas, de certo, que peregrina será a tua descendência em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos, Mas também eu julgarei a nação, à qual ela tem de servir, e depois sairá com grande riqueza (Gn 15.13,14). Deus precisava preparar algumas coisas se no devido tempo ajustaria contas com os egípcios e posteriormente com os cananeus. Quando olhamos para o quadro vocacional e o trabalho da igreja a ser feito, sabemos que só o sobrenatural maravilhoso divino pode fazer aquilo que nossos melhores esforços não podem fazer, mas também não podemos deixar de fazer porque fomos ordenados a servir.

Senhor, obrigado por esse dia e as experiencias que o tornarão o dia que o Senhor fez para nos alegrarmos nele. Reconhecemos que conheces todas as coisas e sabes o que melhor para cada um de nós em cada etapa da vida e do serviço a que fomos designados. Buscamos sabedoria e graça para sermos fiéis em completar a nossa parte da tarefa, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Abominação Para Os Egípcios

Meditação do dia: 14/03/2021

E serviram-lhe à parte, e a eles também à parte, e aos egípcios, que comiam com ele, à parte; porque os egípcios não podem comer pão com os hebreus, porquanto é abominação para os egípcios.(Gn 43.32)

Abominação Para Os Egípcios – Cada terra tem seu uso e cada roca tem seu fuso. Quando criança ouvia isso dos mais velhos da minha convivência e não entendia absolutamente nada. Claro, tanto as palavras quanto o sentido do provérbio estavam muito acima da minha compreensão naquela idade. Mas havia também o dito popular caipira que dizia que “em terra de sapos, de cócoras com eles!” Esse era mais simples, porque eu conhecia sapos e a explicação era mais de contextualização e o primeiro era mais para apenas compreensão e observação. Meus pensamentos e o meu coração me convidaram a agir em função do sentido das palavras abominação e egípcios, no final do texto. Abominação significa ato ou efeito de abominar; repulsa, aversão, execração, coisa abominável, execrável, repulsiva. Simplificando em bom português, é coisa nojenta! Não vamos nos ater aos aspectos de xenofobia, discriminação, racismo e tudo isso em voga hoje em dia; quero me ater aos fatos, era constatação e ponto pacífico entre aquele povo e naquele tempo que um egípcio dividir a mesa de refeição com um hebreu era algo nojento, repulsivo e portanto deveria ser evitado e todos faziam isso e todos aceitavam que fosse assim mesmo. Como estamos meditando e procurando aplicações que nos sirvam de edificação e alimento espiritual na Palavra de Deus, vamos ao uso das figuras de linguagem, uma vez que literalmente isso é impraticável e nem mesmo culturalmente existe mais. Egípcios no sentido metafórico, ficou como fatores de opressão e escravização com foco mais agudo para quem serve a um Deus diferente ao deles. Eles eram os nativos, donos do território, dos recursos e do poder dominante; altamente sofisticados, inovadores e tecnológicos. Todos esses elementos positivos e úteis eram incrustrados numa cultura idólatra, ligadas aos mundos espirituais dominados por entidades dominantes como deuses e muito misticismo. Um mundo de trevas e sombras. Agora podemos inserir José, Israel como povo de Deus e a Igreja no seu devido tempo e assim você e eu estamos do lado de dentro também. Pensemos no que são “os egípcios” no sentido espiritual hoje e perguntemos: O que é abominação para os egípcios no nosso contexto? Cito um fato, até certo ponto desconhecido ou pouco levado em conta no meio cristão; o judaísmo, o cristianismo e o islamismo são três matrizes de mesma origem – Abraão. À seu modo todos eles tem a missão de influenciar todas as nações da terra e cada um tem seus nomes e métodos para cumprir sua tarefa. Os três alimentam uma fé num MESSIAS redentor e que derrotará os infiéis e assumirá um governo de paz e prosperidade para seus seguidores fiéis. Já sabemos que o judaísmo e islamismo ainda aguardam o seus Messias; o cristianismo aguarda a segunda manifestação de Cristo e nossa escatologia afirma o que ele fará nessas etapas aguardadas pela igreja. Isso inclui a manifestação de um Anticristo, diametralmente oposto à Cristo. Você já levou em conta, que o nosso Cristo tem tudo para ser o Anticristo do Islã e que o Messias do Islã é exatamente a cara do nosso Anticristo? O que é abominação para um é sagrado para o outro, como no antigo Egito. O que é abominação para nossa fé cultura espiritual? Entre outras coisas, podemos citar: 1. Fraude nos negóciosBalança enganosa é abominação para o SENHOR, mas o peso justo é o seu prazer (Pv 11.1). 2. Conduta iníqua em sociedadeEstas seis coisas o Senhor odeia, e a sétima a sua alma abomina: Olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, O coração que maquina pensamentos perversos, pés que se apressam a correr para o mal, A testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos (Pv 6.16-19). 3. Cerimonias religiosas misturadas com pecados graves – Quando vindes para comparecer perante mim, quem requereu isto de vossas mãos, que viésseis a pisar os meus átrios? Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e as luas novas, e os sábados, e a convocação das assembléias; não posso suportar iniqüidade, nem mesmo a reunião solene. As vossas luas novas, e as vossas solenidades, a minha alma as odeia; já me são pesadas; já estou cansado de as sofrer(Is 1.12-14). Claro que tem muito mais peças para acrescentar, mas vamos ficar com essas por hoje. O que é abominação para quem vive ao seu redor em relação à sua fé e testemunho? E o contrário, o que é abominação para você no modo de vida de quem te rodeia? Aprovamos algumas delas? Não  rejeitamos algumas?

Senhor, não podemos servir a dois senhores simultaneamente, foi o que Jesus ensinou e ele tem toda razão. Deus e o mundo não podem coexistir em harmonia em nossa fé e no nosso coração. O Senhor nos amou à ponto de enviar seu filho para morrer para nos livrar desse sistema pecaminoso e assim, não podemos aceitar conviver com aquilo que a tua Palavra condena e ordena que nos separemos delas. Obrigado pela obra poderosa do Espírito Santo em santificar para ti um povo especial, zeloso e de boas práticas. Consagramos nossas vidas e as mantemos no teu altar, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Cada Um No Seu Quadrado

Meditação do dia: 13/03/2021

E serviram-lhe à parte, e a eles também à parte, e aos egípcios, que comiam com ele, à parte; porque os egípcios não podem comer pão com os hebreus, porquanto é abominação para os egípcios.(Gn 43.32)

Cada Um No Seu Quadrado – Aprendi que o grande valor de se estudar e aprender história é para que os mesmos erros não sejam cometidos novamente. Aprender com a história e fazer melhor ou no mínimo, não repetir os erros. Simultaneamente, a história nos mostra que a humanidade não aprende com seus erros; se evitam uns, incorrem-se em outros, quando não aparecem com roupagem nova e belamente adornados, mas é só aparência, por dentro ainda são os mesmos e velhos problemas. A boa hermenêutica, que é a ciência da interpretação de textos, nos ensina que para uma verdadeira interpretação é preciso ver os fatos e entender aquilo com a mesma mentalidade de quem escreveu ou presenciou tais fatos. Atualmente estamos num momento crítico em nossa cultura global, por mais direitos, mais poder e alguns movimentos à ferro e fogo querem reescrever a história nos seus termos em suas mentalidades do século vinte e um. Isso não vaia dar certo. Alguns querem até rever posturas bíblicas, porque na atualidade isso é política ou socialmente inapropriados. Mas estamos aqui para buscar alimento para nossas almas, extraída da bendita Palavra de Deus, que é atemporal e sempre esteve e estará acima de nossas vaidades culturais passageiras. Então não escrever sobre racismo, discriminação ou xenofobia, sem falar em escravidão; tudo isso está nesse mesmo versículo. Em todo tempo, o povo de Deus e com o advento da igreja, sempre sofreram com posições arbitrárias e de algum tipo de discriminação ou limitação; nem por isso deixou de ser o sal da terra e a luz do mundo. As Palavras de Salomão, são mais atuais do que nunca: O que é, já foi; e o que há de ser, também já foi; e Deus pede conta do que passou (Ec 3.15). Nossa fé se fundamenta num Deus Todo-Poderoso, que não faz acepção de pessoas e não leva em conta um em detrimento de outro. É soberano, supremo e perfeito e santo em tudo que faz e isso nos basta. Gostaríamos de que todos os homens o conhecessem e o servissem, mas também sabemos que a fé não é de todos, pontos para Deus que criou com liberdade de escolhas e respeita essas escolhas até mesmo quando elas lhe são contrárias; mas ele trabalha com os fatores de responsabilidade, isto é, cada pessoa é livre para fazer suas escolhas, mas não é livre para escolher as consequências de suas escolhas. Assim, há um preço ou uma responsabilidade ao se exercer direitos e privilégios. E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas; Mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo (At 10.34,35). Dê uma bisbilhotada naquele almoço pela janela do nosso tempo na história: José era o governador, segunda autoridade do império Egípcio, mas não podia comer com os egípcios; os irmãos foram servidos à parte, claro que eram plebeus e não podiam comer na mesa com o governador. Nada disso impedia os propósitos de Deus e nem ele interferia nessas nuances da sociabilidade humana, com castas, títulos, privilégios ou discriminações. Nem havia protestos e manifestações de ruas, e ainda bem, nem redes sociais para seguidores desocupados.

Pai, as palavras de Jó são perfeitas para nós ainda hoje: “Bem sei que tudo podes e nenhum dos teus feitos podem ser impedidos.” Que bom que seja assim! Obrigado por construir um reino onde haverá paz, justiça e verdade acessível a todos e por todos. Queremos compreender como viver nossa história no nosso tempo, mas sendo relevantes e estando acima da mediocridade do consenso geral. Amamos os teus pensamentos e os teus caminhos que são muito elevados acima dos nossos. Obrigado por Jesus viver entre nós e viver pelos princípios do Reino e não ceder nem capitular diante da fraqueza humana. Por ele, hoje podemos ter um novo nome e uma nova história. Amém e amém.

Pr Jason