Filho da Minha Dor

Meditação do dia: 10/03/2020

E aconteceu que, saindo-se-lhe a alma (porque morreu), chamou-lhe Benoni; mas seu pai chamou-lhe Benjamim.(Gn 35.18)

Filho da Minha Dor – É certo que cristãos que vivem em lugares onde há perseguição por causa da fé, entendem melhor a questão do sofrimento, do que nós, que só sabemos por teoria. Pessoas que nunca experimentaram a fome, não sabe o que é sentir fome! Vi um vídeo de depoimento do DJ Alok, que numa missão humanitária na África encontrou uma senhora idosa, cega, que amarrava um pano na região do estômago para ajudar a aguentar a dor da fome. Eu não sei o que isso! Pessoas que nunca sofreram castigos físicos de tortura, não entendem muito bem o que é dor provocada. Os homens provavelmente nunca irão entender de fato, a dor que as mulheres atribuem passar no trabalho de parto. À bem da verdade, nunca encontrei uma dor que seja agradável, que escolheria essa em detrimento daquela; mas há algumas que realmente incomodam. Raquel estava entre a vida e a morte, quando finalmente o filho nasceu, e ela mesmo naquele estado de dor, batizou-o com um nome que a levaria a lembrar de como foi dolorida a experiência do seu nascimento. Os antigos, costumavam nomear seus filhos à partir de um evento, circunstancia ou fato marcante na vida dos pais ou da família, para que aquilo servisse de memorial para sempre. Estas foram as últimas palavras de Raquel, mesmo com todas as tentativas de ajuda, sua alma se foi. Quando algo assim acontece, é como se um pedaço da pessoa ficasse ainda, mas também leva consigo um pedaço dos que ficam. Pensando em família, sentimos a dor de Jacó e sua atitude contemplativa de lembrar que a promessa de seu regresso, dizia que tudo daria certo e ele voltaria em paz para casa. Claro, que já tem muito mente ativa com um monte de perguntas e por quês?!! Os registros sagrados não nos informam se Jacó ficou fazendo esses questionamentos a Deus. Ele amava Raquel e isso é muito claro para todos nós; mas parece que a maturidade dele, ajudou-o a tomar as decisões certas que precisavam serem tomadas. Era triste a perda de Raquel, mas ali estava José e Benjamim precisando de um pai presente, amoroso, cuidadoso e pronto a dar o suporte que eles precisariam sem a presença da mãe. Lamento muito, quando vejo pessoas desesperadas, esquecendo os ensinos de sua fé, revoltados com Deus, amargurados pela perda de um ente querido, e se esquecendo dos que ficaram e precisam de apoio e conforto. A família continua, o projeto de Deus continua, e as pessoas que ficaram são importantes e devem merecer consideração e respeito. O ensino de Paulo é muito sugestivo: Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança (1 Ts 4.13). Me desculpem, mas a atitude de um cristão diante da dor e da perda de familiares e amigos, precisa ser diferente daquelas atitudes de quem não conhece a Palavra e as promessas de Deus! É uma questão de testemunho, de bom exemplo! Nossa fé deve fazer diferença!

Senhor, em ti é que buscamos conforto e consolo nos momentos difíceis e nas horas de trevas e dores. O salmista afirmou que ainda que andemos pelo vale da sombra da morte, não temeremos, por tu estás conosco. É uma verdade profunda, para ser vivida nos momentos de verdadeira dificuldade. Reconhecemos que precisamos de ajuda do Espírito Santo para vivermos o que cremos e sermos fortes e pacientes em Deus, porque ele jamais nos abandonará e nem permitirá provações maiores que a nossa capacidade de suportar. Senhor, oramos por aqueles que estão em sofrimentos e passando por perdas que são irreparáveis, mas ainda assim, sempre serás o sustento deles. Permita que os olhos de seus entendimentos vejam a grandeza e o poder de tuas mãos para ampará-los e sustentar, mesmo quando acham que não aguentam mais. Eles podem todas as coisas em Cristo que os fortalece. Oramos agradecidos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Este Filho Terás

Meditação do dia: 09/03/2020

E aconteceu que, tendo ela trabalho em seu parto, lhe disse a parteira: Não temas, porque também este filho terás.(Gn 35.17)

Este Filho Terás – Estamos meditando na Palavra de Deus, tomando por base a vida de pessoas da Bíblia que viveram grandes experiências durante suas vidas e nos servem de exemplo e até de modelo. Nosso propósito não é um estudo teológico ou doutrinário, mas valer-nos devocionalmente das verdades experimentadas por eles e tirar lições para nossos dias e podermos crescer espiritualmente e nos edificar. Então, mesmo estudando acompanhando uma pessoa por vez, não é um estudo sistematizado de biografias dessas pessoas; e como já afirmamos outras vezes, queremos muito, mas muito mesmo não cometer erros de doutrina ou de interpretação e nem ferir ou ofender as correntes e escolas de pensamentos dos amados. Queremos andar juntos, nos alimentarmos e crescer em comunhão e companheirismo. Aviso dado, voltemos à Raquel, que se encontra num momento delicado devido as complicações no parto de seu filho, e que está lhe custando muito. Quando estudamos a Palavra de Deus e vamos lançar mão de simbolismo e alegorias para aplicar os ensinamentos, um nascimento, trás o significado de um começo, o começo de algo novo, início de um projeto, de uma missão, de um ideal ou de uma oportunidade que está surgindo. A gravidez é o tempo gestacional, onde o filho é formado, e enquanto ele cumpre seu tempo para nascer, aqui fora a mãe, os familiares se envolvem nos preparativos para o dia da sua chegada e os envolvimentos que seguirão dali em diante. Então, a gestação é o período de expectativas e nos tempos antigos, era muito difícil saber se viria menino ou menina, que que eles não dispunham de instrumentos e equipamentos de imagens capazes de antecipar como temos hoje. Isso fazia crescer as expectativas. Assim foi com Raquel, que só tivera um filho, José e a notícia da segunda gravidez foi muito bem recebida e ainda que parte desse tempo estivesse ocupado com os preparativos para a grande viagem para a Terra Prometida, também ocupava a atenção de quem sabe esse novo filho já nascer na própria terra natal do pai. Mas o sonho e as expectativas de Raquel encontraram problemas, além daquilo que seria considerado normal; mas em meio a toda aquela aflição e apreensão, a parteira disse a ela que ela conseguiria ter aquele filho, e que ela pudesse ter bom ânimo. Carregar aquele filho por todo o período gestacional, e aguardar com fé e esperança o momento feliz de ve-lo vindo ao mundo, era realizador para ela e para Jacó e para todos. Ela sofria muito, os recursos disponíveis estavam ali, e tudo dizia que aquele momento passaria e ela seguiria a sua vida com seus filhos. Minha lição é que encarar o sofrimento é preciso, com fé e esperança de que as coisa irão ficar melhor. Se não ficar, não deve ser porque não fizemos nossa parte bem feita, não tomamos os cuidados necessários e não deixamos tudo nas mãos de Deus. Projetos nascem e cumprem seus propósitos. O importante é fazermos com que a nossa vida, nossa existência e nosso ministério cumpra o esperado e o determinado. Não desista, pela possibilidade de algo não acontecer, ou para evitar que algo aconteça. Nossas vidas estão nas mãos de Deus e sob seus cuidados e nada acontece sem que Ele permita. Sabemos que Raquel não viu o pequeno Benjamim crescer, nem mesmo José, mas essa contribuição dela, foi essencial para o projeto da nação e eles geraram resultados dos quais nos orgulhamos muito. E o Reino de Deus agradece a ela.

Senhor, obrigado pelas oportunidades de aprendermos lições preciosas no sofrimento e o efeito purificador que ele exerce sobre nosso caráter. Graças pelas imensas riquezas que descobrimos e cultivamos por valorizar o que temos e o que pessoas sofreram para nos deixar um legado de justiça e verdade. Obrigado pelos projetos que concebemos e gestamos e muitos deles consomem muito da nossa energia e capacidade, mas eles são transformadores e abençoam milhares de pessoas. A vida de Jesus é o melhor exemplo disso. E no nome dele nos te louvamos e agradecemos. Amém.

Pr Jason

Trabalho de Parto e no Parto

Meditação do dia: 08/03/2020

E partiram de Betel; e havia ainda um pequeno espaço de terra para chegar a Efrata, e deu à luz Raquel, e ela teve trabalho em seu parto.(Gn 35.16)

Trabalho de Parto e no Parto – A vida não é como gostaríamos que fosse; ela não é como queremos que seja; ela não é como deveria ser; a vida é como ela é! Pensar na chegada de um filho na vida de um casal ou de uma família, é sempre pensar em alegria, pensar em futuro, em coisas boas. Nunca isto está associado à morte. Mas ela acontece! A história está cheia desses casos; pessoas famosas, ilustres, nobres, plebeus, anônimos e não importantes. Por alguma razão, isso acontece e temos que lidar com os fatos e adaptar os planos e seguir em frente. Já passei por isso em família; meu irmão mais velho, na gestação do primeiro filho, os médicos só puderam salvar o bebê, que minha mãe criou e hoje já é um homem casado com uma filha. Já vi acontecer na igreja, com pessoas próximas da gente! Voces também tem suas histórias e suas experiências. A história de Jacó e Raquel começa com eles se encontrando pertinho da cidade dela, na periferia, perto do poça, quando ele estava à caminho da casa do tio. A história de Jacó e Raquel termina com eles quase chegando em Efrata, que é Belém. Ela entrou em trabalho de parto e teve trabalho no parto. Ela estava se realizando na vida, como esposa, pois teria o segundo filho, depois de anos de luta e busca por conseguir superar sua limitação de esterilidade. Ela estava se realizando como mãe, pois tinha um garotinho e agora, viria o seu irmãozinho e ela teria companhia e a quem dedicar seu tempo e amor materno. Ela se realizaria como serva de Deus, tendo prevalecido com fé e vendo suas orações se materializando. Ela estaria se realizando como peregrina, porque a viagem dos sonhos de sua vida estava chegando ao final; seria a realização espiritual que Jacó lhe falara tantas vezes; ele estava voltando para casa, para sua família e sua terra, que Deus lhe prometera a ele a seus filhos e ela era agora parte disso; só faltava um pouquinho para chegar. Um modo interessante de ver a vida e vive-la bem, e viver um momento de cada vez, na sua integralidade, com paixão, compromisso e determinação. Nenhum de nós nasce com etiqueta de prazo de validade, e como não sabemos o a hora, o modo de tudo terminar, precisamos viver o melhor de Deus todos os dias. Raquel para mim, fica como um exemplo de como podemos estar bem próximo do nosso maior projeto de vida se iniciar, e não vir a se iniciar. Mas ela fez sua parte e se foi, mas como fez bem feito, está firme até hoje e seu testemunho é eficiente. Eu escolho acreditar na sabedoria de Deus e escolho confiar que ele sabe o que faz e porque faz! Não me sinto inseguro, temeroso ou desiludido porque em algum momento tudo vai acabar, ou ser interrompido. Até me divirto otimista: Um dia isso vai acontecer, mas em todos os outros dias, isso não vai acontecer. Então, vou viver e me realizar todos os dias.

Senhor, queremos orar e abençoar os amados irmãos de fé, que passam por um momento difícil pela perda de alguém muito querido, muito especial e que foi recolhido ao lar celestial e ficou um enorme espaço vazio nos corações. Mas oramos para que eles não se concentrem na dor e na perda, mas em ti, que és o autor e sustentador de toda a vida e os teus planos são bons, perfeitos e certos. Que o coração deles acolham o teu amor e a tua sábia decisão. O Espírito Santo irá produzir consolo e vida nova, e vai guiá-los por novos horizontes que tens preparado para eles. Algo novo estará começando e precisamos estar prontos e o Senhor estará conosco sempre, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Inclinaram-se Diante de Esaú

Meditação do dia: 07/03/2020

E chegou também Lia com seus filhos, e inclinaram-se; e depois chegou José e Raquel e inclinaram-se. (Gn 33.7)

Inclinaram-se Diante de Esaú – Tudo o que pensamos e pregamos sobre Esaú é verdade, porque está na Bíblia, mas temos que admitir que temos uma preferencia por Jacó e consequentemente, aprovarmos tudo de Jacó e rejeitar tudo de Esaú. Mas como toda moeda tem dois lados, as pessoas também; com Esaú da mesma forma. Estou pegando um gancho no episódio do encontro deles, para refletir sobre atitudes que podemos melhorar, ou ao menos dar as pessoas a oportunidade de se expressarem. A mais comum para nós é separar tudo e todos em dois lados: De Deus X do Capeta. Imagina-se que tudo que não é do nosso lado, ou do nosso jeito, é do mal e não tem qualquer chance. Mas nossa própria fé nos faz entender que o nosso Deus foi quem criou TODAS as coisas, todas as pessoas, todos os povos, todas as línguas e Ele é Senhor de tudo e de todos em todo tempo, para sempre, amém! Para Jacó, não havia tais distinções, tão somente ele estava correndo atrás de herdar a aliança de bênçãos e ser a origem das muitas nações que Deus havia prometido a Abraão e Isaque e agora, também a ele. Esaú, era seu irmão, e tido como mais velho. Agora que ambos haviam amadurecidos, crescera o respeito um pelo outro. Esaú ainda permanecia zangado e desejoso de vingança, mas Jacó já havia se arrependido e orava buscando uma reconciliação e nessa viagem isso precisava ser confirmado. Não tenhamos dúvidas de que Jacó, contara a suas esposas e filhos as histórias deles, incluindo a que dera razão para que ele tivesse que sair de casa e ir para Harã. Eles então sabiam, que o pai estava aberto ao diálogo e que tinha a promessa de Deus de que tudo daria certo e terminaria em paz, na casa de Isaque seu pai. Havia sim, uma enorme expectativa por parte dos meninos e das esposas Lia e Raquel, de conhecer o irmão peludo, o tio brutamontes e bom caçador e que também tinha muitos filhos e assim seria bom conhecerem muitos sobrinhos e muitos primos. Se olharmos a história com zelo sem entendimento, estaremos sujeitos a encarar os fatos de que a linhagem de filhos de Deus, de justos, se curvaram diante da linhagem de ímpios e profanos. Mas nem em todas as aplicações essa ilustração pode ser efetivamente aceita. Imaginemos um pai de família, que tem cinco filhos, já todos adultos, morando alguns fora, longe e com suas próprias famílias e que se reúnem depois de muitos anos, para uma celebração na casa do pai. A vida se encarregou de leva-los por caminhos diferentes, até mesmo na fé que professam, mas para o pai, são apenas filhos, todos seus filhos, com gostos, preferencias e hábitos diferentes, mas filhos. Essa é uma forma da gente ver as diversas pessoas diferentes de nós por aspectos que não conhecemos, não entendemos e até não gostamos, mas Deus as ama e tem planos para elas. Esaú era tudo aquilo e muito mais, mas era o irmão de Jacó, era o tio dos meninos, o cunhado das esposas de Jacó. o que eles fizeram ao se inclinarem diante dele, era uma questão de respeito e honra, muito valorizado na cultura do Oriente antigo e ainda hoje também. Esaú a essa altura era um chefe de tribo e sendo assim um senhor poderoso e de respeito. Entendemos que o respeito à pessoa e à sua identidade, facilita o testemunho da fé. Sabemos quem somos e o valor que Deus atribui a nós, por causa da obra da redenção. Mas diferentemente do mundo sem Deus, para expressar o nosso valor, não é preciso diminuir o de ninguém! Outras pessoas terem a honra que lhes é devida, não nos desmerece. A boa lição é a ensinada por Jesus: Mas Jesus, chamando-os a si, disse-lhes: Sabeis que os que julgam ser príncipes dos gentios, deles se assenhoreiam, e os seus grandes usam de autoridade sobre eles; Mas entre vós não será assim; antes, qualquer que entre vós quiser ser grande, será vosso serviçal; E qualquer que dentre vós quiser ser o primeiro, será servo de todos (Mc 10.42-44). Sejamos grandes, do jeito de Deus!

Senhor Deus e Pai, nós expressamos a nossa gratidão e o nosso reconhecimento por todas as oportunidades dadas a nós por tua graça. Queremos muito agradar e ter boas relações com todos, para edificar os irmãos e revelar o teu amor àqueles que não te conhecem bem. Precisamos de sabedoria para discernir a importância dos laços de amizade, fraternidade e como isso pode produzir vida espiritual e glória para o teu santo nome. Oramos por atitudes de servos, nos curvarmos em devoção a ti e respeito e consideração às pessoas que são alvos do teu amor. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Por Último, Raquel e José

Meditação do dia: 06/03/2020

E pôs as servas e seus filhos na frente, e a Lia e seus filhos atrás; porém a Raquel e José os derradeiros.(Gn 33.2)

Por Último, Raquel e José – A ordem dos fatores não alteram o produto, foi o que nos ensinaram nos princípios elementares da matemática. Em termos de dualidade otimista/pessimista, tem aqueles que sempre veem o copo meio cheio e os que só o veem meio vazio. Também temos o bloco dos reclamões que nunca estão satisfeitos e querem explicações para tudo e qualquer coisa; qualquer que seja o que for designado a eles é tido como suspeito de não ser a melhor escolha. Quem não ouvir que “não dá para agradar todo mundo!” Pelo lado bom e construtivo, me recordo de uma citação de uma pessoa muito ilustre e culta, que também amava a Bíblia e a tinha em grande estima e um dia confidenciou que nunca estava satisfeito com o lugar em que coloca a Bíblia na sua enorme biblioteca; ele argumentava: Gosto de coloca-la na mais alta prateleira, porque ela sem dúvida é sobre todas as demais obras aqui guardadas. Por outro lado, me agrada coloca-la bem no centro das estantes, porque ela é de fato a centralidade de todo o conhecimento e irradia sua luz aos demais volumes. Por outro lado, ela ficar na mais baixa das prateleiras, me faz sentido também, afinal, ela é o alicerce de todo o saber e acervo que possuo. Que dilema! Estou olhando para as ordens que Jacó deu para alinhar sua família para o encontro com Esaú, seu irmão. Como estamos meditando sobre Raquel, então ela é a peça que nos interessa nos arranjos daquela situação. Podemos começar perguntando: Por que as servas e seus filhos primeiro; Lia e seus filhos em seguida e por último, Raquel e José? Esta sequencia se baseava no amor devotado à família? Na ordem de prioridades? Nas condições físicas e capacidades de lidar com uma possível situação agressiva, por parte de Esaú? Por que Raquel por último? Da minha parte vou facilitar para que vocês tenham seus próprios juízos. É claro que a visão feminina pode diferir da masculina em como avaliar a cena. Particularmente, fico com a idéia de Raquel e seu filho José ficaram no fim da fila, por proteção a ela na condição de gravidez em que se encontrava e José ser o caçula de todos os filhos até então, deveria ser apenas um garotinho. Por outro lado, fazendo uso do pensando do autor e da época, com uma mentalidade oriental, é muito provável que ninguém ali, levava isso para o lado pessoal como o fazemos hoje e reivindicamos direitos e privilégios que nem sempre se justificam. Eles tinha uma consciência e uma noção muito precisa do papel social de cada pessoa na sociedade e no próprio núcleo familiar. A idéia de direitos iguais, crianças, mulheres e ídolos na fila preferencial são arranjos bem recentes. Jesus, anos mais tarde até ensinou, sugerindo sabedoria ao participar de eventos sociais e se expor publicamente. Quando por alguém fores convidado às bodas, não te assentes no primeiro lugar; não aconteça que esteja convidado outro mais digno do que tu; E, vindo o que te convidou a ti e a ele, te diga: Dá o lugar a este; e então, com vergonha, tenhas de tomar o derradeiro lugar. Mas, quando fores convidado, vai, e assenta-te no derradeiro lugar, para que, quando vier o que te convidou, te diga: Amigo, sobe mais para cima. Então terás honra diante dos que estiverem contigo à mesa (Lc 14.8-10). A minha lição do dia é que as vezes uma posição na frente ou atrás, acima ou abaixo, necessariamente não significa nada e não tem a menor importância se sabemos quem somos, e o nosso lugar de fato. Não buscamos ostentação, visibilidade e nem os aplausos das massas; queremos colaborar, ajudar e facilitar as coisas a acontecerem da melhor maneira. Somos chamados para ser bênçãos e criar soluções, não problemas. Também quem vai nos honrar é Deus e isso está mais ligado à humildade do que a capacidades ou merecimentos. As pessoas podem não estar nos desmerecendo e de onde estivermos poderemos fazer o nosso papel.

Senhor, precisamos de humildade para nos colocarmos no nosso lugar e não buscar aprovação dos homens e ser notados como significativos, como os demais querem fazer. Queremos ser bênçãos e construir pontes que ligam e unem as pessoas e permitam o amor e a bondade do Senhor alcançar o máximo de vidas possível. Podendo sermos úteis, está ótimo e se isso glorifica o teu nome, então estamos satisfeitos. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Costume das Mulheres

Meditação do dia: 05/03/2020

E ela disse a seu pai: Não se acenda a ira aos olhos de meu senhor, que não posso levantar-me diante da tua face; porquanto tenho o costume das mulheres. E ele procurou, mas não achou os ídolos. (Gn 31.35)

O Costume das Mulheres – Não são raras as vezes e nem a variedade de meios que as pessoas criam ou aproveitam para valerem-se de condições favoráveis para se livrar de obrigações ou conseguirem privilégios. A criatividade do ser humano nesse sentido é caso para estudo científico. A história consagrou o Cavalo de Tróia, como um ápice da engenhosidade humana para atingir um propósito de forma tão disfarçado que nem os piores inimigos imaginariam tal possibilidade. A bem da verdade, essa criatividade pode estar a serviço do bem e da verdade, não apenas para tirar proveito e provocar destruição. Raquel fez uso da sua condição de gravidez, para sentar-se sobre a bagagem, num momento propício para camuflar seu ato escuso de furtar os ídolos do Pai. Escavações arqueológicas em Nuzi, na Mesopotamia, na região onde Labão vivia, revelou que naquele tempo, a posse confirmada por parte de um genro dos ídolos de seu sogro, eram provas legalmente aceitas de que ele era o herdeiro legal dos bens do sogro. Por seu um costume tão comum e enraizado na cultura local, o escritor nem se deu ao trabalho de explicar sobe tal registro. Daí, se deduz o por quê de toda a fúria e o desejo de encontrar tais ídolos por parte de Labão. Valendo-se da condição de filha mais nova, grávida, com enjoos e tal, ela não ficou na tenda, para “pegar um ar” lá fora e aquela albarda do camelo era um lugar muito confortável e apropriado para uma mulher naquelas condições e ela foi muito carinhosa e jeitosa com o pai que estava estressado com a viagem e com o sumiço dos seus objetos que poderia valer como uma procuração para que Jacó, se apropriasse de tudo o que lhe restara. Outros clássicos semelhantes, nas Escrituras. Samuel quando foi ungir a Davi, para evitar mal estar com o rei Saul, ele organizou um evento de sacrifício com autoridades locais e assim sua ida a Belém, ficou em segundo plano e Saul não se desgastou com ele. Porém disse Samuel: Como irei eu? pois, ouvindo-o Saul, me matará. Então disse o Senhor: Toma uma bezerra das vacas em tuas mãos, e dize: Vim para sacrificar ao Senhor. E convidarás a Jessé ao sacrifício; e eu te farei saber o que hás de fazer, e ungir-me-ás a quem eu te disser (I Sm 16.2,3). Rute, quando chegou a Belém e fez o que a Noemi lhe instruiu para que o parente remidor tomasse conhecimento dela e agisse, também saiu de fininho depois do encontro com Boaz. Ficou-se, pois, deitada a seus pés até pela manhã, e levantou-se antes que pudesse um conhecer o outro, porquanto ele disse: Não se saiba que alguma mulher veio à eira. Disse mais: Dá-me a capa que tens sobre ti, e segura-a. E ela a segurou; e ele mediu seis medidas de cevada, e lhas pôs em cima; então foi para a cidade (Rt 3.14,15). O profeta Jeremias, temendo por sua vida quando estava detido e o rei foi lhe consultar, fez um acordo de como proceder quando os fanáticos viessem tirar satisfação. Então disse Zedequias a Jeremias: Ninguém saiba estas palavras, e não morrerás. E quando os príncipes, ouvindo que falei contigo, vierem a ti, e te disserem: Declara-nos agora o que disseste ao rei e o que ele te disse, não no-lo encubras, e não te mataremos; Então lhes dirás: Eu lancei a minha súplica diante do rei, que não me fizesse tornar à casa de Jônatas, para morrer ali (Jr 38.24-26).

Pai, obrigado pelo dia de hoje e a oportunidade de fazermos o em e andar na luz como o Senhor está na luz. Valorizamos a comunhão e a verdade e agradecemos pela capacidade de fazer o bem e o certo nas nossas atividades e na condução de nossas relações sociais e familiares. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Assentada Sobre o Pecado

Meditação do dia: 04/03/2020

Mas tinha tomado Raquel os ídolos e os tinha posto na albarda de um camelo, e assentara-se sobre eles; e apalpou Labão toda a tenda, e não os achou. (Gn 31.34)

Assentada Sobre o Pecado – O Clima de tensão estava quase à níveis insuportáveis naquela tarde. À começar pela visita indesejada de Labão que acabara de chegar, vindo em alcance e perseguição de Jacó e sua família, que saíra furtivamente aproveitando ausência do patriarca do clã. Depois pela intempestiva maneira de tratar a todos, além de tê-los como fugitivos, ainda ladrões de seus ídolos. Para completar a dose, se pôs a vasculhar acintosamente as tendas de um por um, começando pela de Jacó, Lia, depois das duas servas e por último a tenda de Raquel. A idéia é que ele fora revirando tudo, abrindo, jogando de qualquer jeito os pertences, de forma que Jacó estava com os nervos à flor da pele. Enquanto tudo isso acontecia, a promotora da confusão estava assistindo tudo de camarote e confiada num trunfo pessoal para não ser pega com as provas do crime. Como ninguém sabia, e provavelmente os tais ídolos estavam embalados ou guardados em alguma sacola ou algo semelhante, fora de quaisquer suspeitas na sela de montaria de um camelo. Pode parecer até infame, mas me vem à memoria, aquele texto de Apocalipse: E levou-me em espírito a um deserto, e vi uma mulher assentada sobre uma besta de cor de escarlata, que estava cheia de nomes de blasfêmia, e tinha sete cabeças e dez chifres(Ap 17.3). Sei, que aqui se trata da igreja falsa, comprometida com o pecado e a corrupção dos reinos da terra. Mas fico apenas com a comparação da nossa personagem, que deveria promover a justiça e a verdade, sendo a genitora de duas tribos do povo da promessa; mesmo já estando de saída da velha vida, caminhando para a nova vida que lhe avizinhava, mas se envolve com velhas práticas e hábitos reprováveis, colocando em risco o testemunho e a fé de todos. A minha lição de hoje é que pessoas boas podem tomar atitudes e decisões erradas e ruins na sua caminhada, mesmo estando sendo abençoadas e em condições favoráveis. Amamos as pessoas e desfrutamos da amizade e comunhão delas, mas precisamos saber que em muitas situações teremos que tomar posição sozinhos, se quisermos manter o foco e o compromisso com Deus. O erro dos outros não deve nos desanimar e nem passar uma mensagem de que tudo é falso e todos são ruins e não se pode confiar em ninguém. Decepções também fazem parte do processo de aprendizagem e crescimento. Repetindo algo que escrevo sempre: fazemos o certo, porque é certo; não porque é mais fácil, mais lucrativo ou favorável. Raquel continuará maravilhosa e tendo o nosso respeito e admiração, mas pisou na bola!

Pai, obrigado por não ocultar os erros e os pecados das pessoas boas e a quem nos serve de espelhos e modelos. Aprendemos com a verdade completa. E sabemos que a verdade liberta. Os pecados dos outros próximos de nós, deve despertar em nós o senso de vigilância e temor do Senhor. Quem está de pé, deve vigiar e perseverar olhando para as tuas promessas e se firmar na graça do Pai. Livrai-nos do mal, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Que Jacó Não Sabia

Meditação do dia: 03/03/2020

Com quem achares os teus deuses, esse não viva; reconhece diante de nossos irmãos o que é teu do que está comigo, e toma-o para ti. Pois Jacó não sabia que Raquel os tinha furtado.(Gn 31.32)

O Que Jacó Não Sabia – Segredos nas relações familiares são muito perigosos por causa da relação de confiança que se deposita na certeza de que são transparentes e honestos uns com os outros. Quando algo não corresponde a essa verdade pressuposta, as coisas podem tomar rumos muito perigosos. Quem gosta de filmes como entretenimento e já assistiu “Sr. e Sra. Smith” com Angelina Jolie e Brad Pitt, sabe muito bem no que os segredos entre um casal pode levar. Ali é ficção e efeitos especiais. Na vida real os perigos também são reais. Jacó ficou espantado com a acusação que o sogro lhe atribuiu, de roubar-lhe os ídolos. Para ele, roubar não fazia parte de sua natureza e nem práticas de vida; ele cultivara uma construtiva relação de serviço e honestidade acima de qualquer suspeita por todos os anos de convivência; se alguém pudesse ter queixas de desonestidades, estará mais para Jacó contra Labão. Apostando na integridade de caráter de Lia e Raquel, e convicto da fé delas em servir ao Deus único e verdadeiro que ele lhes apresentara e servira, como também a aversão que ele nutria contra representatividade divina por meio de ídolos, ele não imaginaria nunca que isso pudesse acontecer. Um verdade que ficou firmada para todas as gerações dali em diante, é o tremendo poder das palavras. Ele proferiu uma sentença de morte contra quem estivesse de posse de tais objetos roubados. Me veio à mente uma saída para não se valer de tamanha sentença, pois nas suas palavras ele afirma: Com quem achares os teus deuses, esse não viva…” A turma do “deixa disso” diria logo de cara, que a sentença só valeria se Labão encontrasse os tais deuses com alguém. Como ele não encontrou, então a sentença de morte estava invalidada. Mas parece que não é assim que a roda gira. Como dizem o pessoal do mercado financeiro para explicar as inexplicáveis volatividades dos mercado: “Ausencia de evidencia, não é evidencia de ausência.” Porque Labão não encontrou, não significa que eles não existiam e estavam em poder de alguém. Por um crime ou pecado não ter sido encontrado ou descoberto, não significa que ele não de fato não existira. Quem se esconde atrás desses argumentos, se inocentando porque ainda não foi descoberto, está brincando com o pecado e com a santidade de Deus. Ainda que Jacó estivesse pensando em um fragrante, com um julgamento justo e uma execução de sentença capital, logicamente ele não contava com um comportamento infiel de qualquer membro de sua família ou pessoa a seu serviço ou sob sua responsabilidade. Nossa querida irmã Raquel, agora estava se preocupando em não ser descoberta pelo pai que vasculharia tudo e também pelo marido que estava se comprometendo por ela. A lição mais simples que podemos aprender aqui é que o pecado é pecado e por mais bem escondido e secreto, ele é destrutivo e pernicioso. Pessoas serão prejudicadas e a obra de Deus sofrerá os prejuízos, porque no plano espiritual nada disso é desconhecido. Deus sabe, o diabo sabe, os demônios sabem e o Espírito Santo que atua guiando à toda verdade fica restringido para atuar. Não vale a pena! Para quem é da luz, viver nas trevas ou sob seu sistema nunca é uma opção.

Senhor, fomos chamados para andar na luz e reconhecemos que o pecado estraga as relações entre as pessoas e também para contigo. Queremos aprender com o exemplo da experiência de Raquel e aplicar em nossas vidas o princípio da transparência e da honestidade nas nossas relações familiares, sociais e no Corpo de Cristo, que é a Igreja. Precisamos estar reconciliados e andando na luz para que o pecado e o mal não alcancem vantagem sobre nós e atrapalhe os teus propósitos para com nossas vidas; pedimos isso em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Raquel Furtou Ídolos

Meditação do dia: 02/03/2020

E havendo Labão ido a tosquiar as suas ovelhas, furtou Raquel os ídolos que seu pai tinha.(Gn 31.19)

Raquel Furtou Ídolos – Fazer coisas ruins nunca é bom! Praticar atos errados em nome de um pseudo bem maior, crendo que os resultados justificarão os meios utilizados para se chegar lá, compensarão, é um engano. Um bem, em certas circunstancias pode se tornar mal, mas o mal em circunstancia alguma se tornará bem. Isso se parece com aquela ilustração de se amassar uma rosa, ela sempre deixará suas mãos perfumadas; mas amassar uma “Maria-fedida” (um inseto/planta), também deixará suas marcas. Os ancestrais dos hebreus, vieram da Caldéia (Região do Iraque atual), e alguns deles se instalaram em Harã e Abrão seguiu para Canaã seguindo as instruções de Deus para que deixasse sua terra e seus familiares. Alguma razão importante Deus tinha para pedir tal coisa do seu servo, pois seus propósitos estava em formar uma nação fundada sobre as bases de uma fé monoteísta sólida e atuante. Agora podemos ver resquícios do comportamento cultivados por eles, mesmo depois de anos de convivência com Jacó, e sendo ele homem de Deus e influente testemunha da fé e da aliança com o Todo-Poderoso. O que levou Raquel a fazer tal coisa? Furtar já não é bom; furtar os pais, fica mais baixo o nível do ato e furtar ídolos caseiros já é uma outra história. Por outro lado, façamos um exercício de tentar entender a mente de Raquel, para chegarmos a um possível entendimento; entendendo que não iremos concordar com ela, nem com o ato em si, quaisquer que sejam as razões. Ela estava partindo para Canaã, em caráter definitivo, pois este sempre foi o projeto de sua vida ao se casar com Jacó, que chegou em Harã, mas com passaporte carimbado para o regresso, mais dias, menos dias, eles iriam, e ela sabia disso. Sabemos que toda mudança causa incômodos, inseguranças e até medos; assim não seria estranho isso estar acontecendo com ela; Segundo alguns historiadores, os ídolos familiares fazia parte de um certo tipo de herança a serem passada para os filhos, para legitimar os bens familiares e a continuidade de tais cultos. Assim, Raquel pretendia manter os laços com o seu passado e suas raízes, além de adquirir ainda que furtivamente uma espécie de bênção paternal para sua vida em Canaã, pois também estavam saindo escondidos, fugidos por temor de que Labão os impedissem. Ídolos do lar, seria o equivalente na cultura brasileira, de pequenas estátuas de santos e ídolos religiosos, para veneração em casa, com seus devidos altares e os rituais domésticos a tais entidades. Além de furtar os ídolos do pai, ela também o fez às escondidas de seu marido e demais familiares da caravana; mui provavelmente ela já sabia que não teria a aprovação mesmo que fosse com permissão do pai. Sei que falar de ídolos entre os evangélicos é um tanto quanto esquisito, pois na sua maioria eles acreditam que isso é prática pagã, de quem realmente não tem uma experiência de novo nascimento e por isso atribuem tal prática somente a outras religiões não evangélicas. Contudo, porém, todavia, não é assim que as Escrituras distingue a prática de tais cultos. Tudo o que é amado, venerado, guardado e ocupa lugar no coração, lugar esse devido unicamente a Deus Pai, Filho e Espirito Santo, é idolatria. Sendo assim, pode se constituir um panteão de ídolos por colocar, marido, esposa, filhos, namorados (a), estrelas da TV e Cinema; astros do esporte, além das coisas inanimadas como dinheiro, trabalho, profissão, títulos, objetos de coleção, prestígio, fama, poder e uma infinidade de coisas que vem sempre acompanhado da frase: “Isso é a minha vida!” Uma ilação que se pode fazer no caso de Raquel e aplicar aos tempos modernos, é que essa prática em muitos casos, vem “da casa dos pais.” Em tantos textos bíblicos que combatem práticas idólatras, eu me contento com apenas uma: Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. Amém (I Jo 5.211). Leio esse versículo sempre com a imagem de uma placa de transito numa rodovia, “Curva Perigosa;” Não existiria essa advertência, se não houvesse de fato uma curva com alto grau de perigo. Então porque João diria para os cristãos se guardassem dos ídolos?

Senhor Deus e Pai, somente tu és digno de toda adoração, louvor, honra e glória. É para ti o nosso culto e o desejo dos nossos corações, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Raquel & Lia

Meditação do dia: 01/03/2020

Então responderam Raquel e Lia e disseram-lhe: Há ainda para nós parte ou herança na casa de nosso pai? (Gn 31.14)

Raquel & Lia – Depois de seguirmos acompanhando disputas fraternas entre Jacó e Esaú e depois entre Lia e Raquel, percebemos um prenuncio de maturidade e as duas juntas, alinhadas e concordes em um assunto que importava para toda a família. Ainda hoje, nos tempos pós-modernos, quando já existe legislação estabelecida para quase tudo e mecanismos de dirimir dúvidas e resolver casos novos, ainda assim quando se trata de famílias e seus conflitos, sempre é mais dramático e é um campo que exige muito cuidado. Jacó fora leal ao seu sogro e foi muito produtivo no seu trabalho, primeiro trabalhando muitos anos para pagar os dotes de Lia e Raquel; por fim, fizeram um acordo salarial, que Labão nunca honrava integralmente à medida que via que o genro não só era trabalhador, mas abençoado e que o favor divino estava com ele. Para alguém invejoso, trapaceiro, dói mais o sucesso dos outros do que o seu próprio fracasso. Mas mesmo com estas investidas, Jacó prevalecia e isso era notório para as filhas de Labão, que também viam ali o cuidado de Deus para com elas, pois a riqueza e os bens que o pai vinha tendo diminuído, estava sendo gradativamente acrescentado ao quinhão delas, como esposas e mães dos filhos de Jacó. Elas foram unânimes e aliadas a favor de Jacó. Elas viam a bênção de Deus, como prometido na aliança sobre a vida do marido e sabiam que seus filhos eram os herdeiros tanto do patrimônio como das bênçãos da aliança com o Deus de Abraão, Isaque e Jacó. A família estava unida, focada num mesmo objetivo e entendendo que era também a hora de marchar para longe dali. Posso ver a beleza do andar pela fé, que essa experiência dava aquelas duas mulheres que tiveram uma vida atribulada e cheia de disputas e rivalidades, mas que amadureceram e agora caminhavam juntos, para o objetivo que realmente importava. Raquel e Lia, eram nativas ali de Harã, como seus pais e ancestrais e naturalmente seguiriam o curso natural das suas vidas. Mas a fé entrou nas vidas, numa experiência maior e mais próxima do Deus verdadeiro no dia em que Jacó apareceu na casa dos seus pais, procurando asilo. Ao entrarem na vida de Jacó, entraram também para uma aliança eterna, que mui provavelmente elas não imaginavam a dimensão que isso teria. Tal como nós, em relação à salvação e a herança em Cristo que somos participantes e um futuro que nos aguarda; sabemos que é maravilhoso, mas não sabemos tudo. Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam (1 Co 2.9). Elas agora abriam mão de tudo aquilo para caminharem para uma nova pátria, uma nova família e à partir dali, construírem uma vida baseada numa promessa, que elas apropriaram por causa da vida e do testemunho de Jacó. Abrir mão do somos, para sermos aquilo para o qual estamos destinados pela fé! Abrir mão do natural, conhecido, previsível para seguir o sobrenatural, que será conhecido passo a passo e a cada novo horizonte da jornada. Elas fizeram uma boa escolha, pela fé, e estavam determinadas a vencer!

Senhor, abençoa-nos com a maturidade, quando deixamos as intrigas e disputas individuais para focar na herança maior. Somos o corpo de Cristo e juntos temos muito a construir e aprender juntos. Obrigado pelas lições que a vida natural oferece para servir de base para construirmos a nossa jornada de fé e vitória em tudo que tens planejado para nós. Sabemos com certeza, que a nossa pátria não é aqui, que somos cidadãos de uma pátria melhor e mais firme, para a qual estamos à caminho. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason