Débora, a Ama de Rebeca

Meditação do dia: 27/03/2020

 

“E morreu Débora, a ama de Rebeca, e foi sepultada ao pé de Betel, debaixo do carvalho cujo nome chamou Alom-Bacute.” (Gn 35.8)

Débora, a Ama de Rebeca – Vamos meditar hoje, pensando na vida e na história de uma outra mulher maravilhosa, mas totalmente anônima e sem nem sequer um registro de seus feitos, a não ser quando ela arrumou as malas as pressas para seguir viagem com a “Sinhá Moça,” Rebeca, e ela ali nem é coadjuvante, pois o papel principal é de Eliézer e Rebeca o de coadjuvante, ela é a moça da moça mais romântica do Oriente Antigo. Então despediram a Rebeca, sua irmã, e sua ama, e o servo de Abraão, e seus homens. E Rebeca se levantou com as suas moças, e subiram sobre os camelos, e seguiram o homem; e tomou aquele servo a Rebeca, e partiu” (Gn 24.49,61). A história mostra que as famílias abastadas, senhores, nobres e reis, tinham escravos de confiança, amas, que participavam intensamente da vida deles e alguns até mesmo exerciam influencias; como eram servos, escravos, alguns eram até dados de presente de casamento, como vimos Labão dar Bila e Zilpa para Lia e Raquel. Agora, provavelmente alguns além dos três leitores mais assíduos destas meditações, ficam se perguntando, por que o pastor Jason fica escarafunchando para achar essas pessoas escondidas e que nas leituras que fazemos da Bíblia, nem notamos que elas existem? É Justamente por isso! Acredito que toda pessoa, indistintamente de quem seja ou onde vive, tem uma história e ela teve ou exerceu importância para alguém e isso a torna importante. Por que uma serva, criada de uma sinhazinha teve menção nas Escrituras e quando ela morreu, foi registrado? Lembro de que Jesus disse de uma certa mulher, importunada pelos mais famosos, visíveis e protagonistas de plantão: Em verdade vos digo que, em todas as partes do mundo onde este evangelho for pregado, também o que ela fez será contado para sua memória (Mc 14.9). Essa foi a mulher que quebrou o vaso de alabastro para ungir Jesus; todo mundo foi contra, meteram a boca, discriminaram, reprovaram-na, mas Jesus a honrou e deu a ela o que não deu a muitos – afirmou que onde o Evangelho for pregado, vão falar dela, para memória. Hoje em dia tem gente pegando carona na história dela, cantando em verso e prosa, que também quer quebrar o vaso de alabastro, quer se lambuzar do perfume, quer dar o mesmo para Jesus, e um punha do de conversa mole. Ela foi autentica, fez do coração, deu tudo, não pensou nela, nem no preço nem no que iam pensar dela. Hoje, nada se cria, tudo se copia! Pois bem, é assim também que vejo Débora, que seguiu a noiva, para o destino da noiva, perseguindo o sonho e o romance da noiva para estar à disposição e servir no que precisasse. Nunca mais foi citada, quem sabe poderia até ter pintado um clima de romance entre ela e Eliézer na jornada e chegado lá o “sinhozinho e a sinhazinha” ter dado a permissão para se casarem… (Isso é mera exercício de ficção minha, não vá encher a cabeça de minhoca, é minha a heresia romântica aqui, direitos autorais requeridos). Então e posso imaginar, que ela, Débora, viu Jacó nascer, crescer, apartou muita briga entre ele e Esaú; deve ter chorado muito ao ver o seu menino partir para a terra dela; é possível que ela até tenha dado dicas e informações de coisas e pessoas, lugares que ele poderia ir e lembrar dela e de casa. É muito provável que ela foi a companhia nas horas de chora de Rebeca pelo filho ausente e sem muitas informações; as duas devem ter sido parceiras de oração e clamor pelo retorno dele em segurança; é provável que ela tenha vibrado ao ficar sabendo que Jacó estava quase chegando em casa depois de tantos anos; que ele havia se casado com duas sobrinhas de sua senhora, filhas de Labão, que na infância e juventude deve ter dado muito trabalho para ela. Aquele misto de alegria e tristeza, ao ficar sabendo que não conheceria Raquel, que falecera no caminho, ali pertinho de casa, mas a satisfação de saber que Jacó chegaria e que ele tinha doze filhos e uma filha, doze!!! E ela iria querer abraçar um por um e voltar a acariciar o rosto de Jacó, que era agora um senhor, respeitável senhor, com um novo nome, Israel e que ele não era mais o trapaceiro e pregador de peças dos tempos de menino e rapaz. Aquele travesso, era um homem de Deus e estava de volta em casa, talvez a tempo de abraça-la ainda em viva, pois só estava esperando isso para terminar a sua missão. Se nada disso for verdade, for uma mera especulação minha, mesmo assim, eu tenho profundo respeito por ela, porque foi peça importante para a formação da nação escolhida e mesmo que o serviço dela era de serva, apenas uma ama, acredito que era uma ama amada, e assim será lembrada no tempo e na eternidade. (para registro pessoal: foi a primeira vez que escrevi um texto em lágrimas, chorei o tempo todo e dedico a ela essas emoções e alegria de registrar como alguém notável e valiosa, por que o foi).

Senhor, com essa meditação escrita em forma de quase ficção, eu desejo honrar e homenagear a Débora, a ama de Rebeca e também a todas as pessoas anônimas, que serviram ao Senhor e aos servos de Deus, consumindo suas vidas inteiras, sem nunca terem sabido o que era liberdade, mas nunca souberam que servir a pessoas tementes a Deus era escravidão e privação. Outros nossos, atuais que privaram-se de privilégios e oportunidades para cuidarem de outras pessoas, coisas do reino, da família e só mesmo a eternidade e o trono de Deus para fazer justiça e dar a cada um deles a merecida honra e recompensa. Queremos aprender o valor do servir e a importância de servir no lugar certo, na causa certa. Fortaleça-os e permita que renovem suas forças a cada dia; somos teus servos e será com esse tipo de pessoas que aprenderemos o nosso lugar e a nossa posição de servos. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Lia & Raquel – In Memoriam

Meditação do dia: 26/03/2020

 E todo o povo que estava na porta, e os anciãos, disseram: Somos testemunhas; o Senhor faça a esta mulher, que entra na tua casa, como a Raquel e como a Lia, que ambas edificaram a casa de Israel; e porta-te valorosamente em Efrata, e faze-te nome afamado em Belém.” (Rt 4.11)

Lia & Raquel – In Memoriam – Fechamos por horas as reflexões sobre a vida e a história de Lia, a esposa de Jacó e novamente o fazemos com uma parceria entre ela e a irmã, Raquel. Desde o começo eu já imagina passar por este texto do Livro de Rute, onde em uma frase elas mencionadas, e o modo e contexto em que isso foi feito enriquece muito o nosso aprendizado. Como dizem, nada na Bíblia é dito de uma vez e nem de uma vez por todas; porque as verdades bíblicas são sementes, que foram e vão sendo espalhadas por onde os semeadores e dispersores de sementes passam. Queremos conectar essa citação de pessoas numa reunião pública, festiva, celebrando a boa atitude de Boaz, uma figura que muito bem tipifica Cristo, pois ele é ali apresentado como o Parente Remidor, que transformou a situação de Noemi e diretamente a de Rute. Uma referencia que vem ao meu coração é a citação do salmista, Porque nunca será abalado; o justo estará em memória eterna (Sl 112.6). Lia e Raquel, em tese só queriam ser mulheres normais, como todas as moças dos seus dias, casarem, terem filhos, vê-los crescerem, verem os netos e ser felizes. Mas como creram nas promessas de Deus, se dispuseram a cooperar e lutaram pelo direito de serem esposas e mães e deixarem um legado através dos seus filhos, de fatos eles se tornaram uma grande nação e muitos anos depois, séculos e séculos de distancia entre elas e os dias de Rute, os seus nomes eram lembrados com orgulho e respeito a tal ponto de serem inseridos nas bênçãos do povo a alguém que iria se casar ao dizerem que a esposa dele fosse como Lia e Raquel, que juntas edificaram a casa de Israel. Isso é um memorial que vale a pena ser lembrado. Elas ficaram em memória eterna, todas as gerações de israelitas ao longo dos séculos até hoje, se orgulham delas. Todos nós cristãos, herdeiros das bênçãos de Deus e das promessas feitas à Abraão e seus descendentes, assim pela fé, também somos filhos de Lia e Raquel e o exemplo delas é nosso legado. Não pensamos muito em coisas que fazemos no momento e decisões que tomamos, mas algumas delas perpetuam para o tempo e a eternidade; hoje não pensamos em entrar para a história, mas pensamos em fazer a história. Estamos aqui para um propósito muito especial, e não podemos nos olvidar disso. Outra citação bíblica que desejo citar aqui, é a de Provérbios 31.30 Enganosa é a beleza e vã a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa sim será louvada. Tudo o que é enganoso e tudo o que é vã se passarão e ficarão no esquecimento, mas as virtudes permanecerão. Lia era temente a Deus e ainda que em seus dias na terra ela não foi louvada, reconhecida, elogiada, mas ao contrário, foi pressionada, atribulada, resistida e maltratada, ele permaneceu de pé e o que ela construiu ficou para sempre. Que a sua e a minha riqueza e recompensa sejam tão eternas quanto no que investimos nossas vidas e recursos.

Senhor Deus e Pai, obrigado pelos teus planos de longa duração, que atravessam muitas das nossas gerações devido a nosso limitação de vida física. O que estamos construindo e fazendo acontecer é que importa e é o que deve prevalecer. Queremos e podemos olhar a nossa existência como uma corrida de revezamento, pois cada um tem o seu percurso e ali passamos para o próximo, o que de fato importa é quando a prova toda termina e podemos celebrar cada um e todos os percursos, pois a vitória aconteceu. Em Cristo, somos mais do que vencedores. Ele venceu o percurso mais difícil para vencermos também e diante do trono naquele dia, poderemos todos celebrar definitivamente e para sempre. Amém.

Pr Jason

A Sepultura de Lia

Meditação do dia: 25/03/2020

 Ali sepultaram a Abraão e a Sara sua mulher; ali sepultaram a Isaque e a Rebeca sua mulher; e ali eu sepultei a Lia. (Gn 49.31)

A Sepultura de Lia – Salomão no seu livro de sabedoria ensina que Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, porque naquela está o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração (Ec 7.2). Pensar sobre a morte é mórbido, a menos que se esteja fazendo exercícios de reflexões sobre valores e decisões que se devem calcular antes de tomar, porque algumas ações, depois de feitas, são irreversíveis. Mas algumas pessoas praticam como forte de arte disciplinar, visitar sepulturas e ponderar sobre a vida daquelas pessoas e os feitos delas. Nada contra, mas não é minha praia. Prefiro deixar os mortos com os mortos, sossegados na deles, e continuar com a minha vida. Mas hoje, não quero falar de morte, nem de tristezas, mas observar na declaração de Israel para José, ao lhe recomendar que o sepultasse em Macpela, na Terra de Canaã, por ser a sepultura “oficial” dos patriarcas. Abraão comprou aquela propriedade com essa finalidade quando da morte de Sara e posteriormente Isaque e Ismael o sepultaram ali também. Veio a vez de Isaque sepultar Rebeca e Israel e Esaú sepultarem o pai; agora Israel afirma que lá ele sepultou Lia. Então Lia morreu ainda na terra de Canaã, antes deles irem para o Egito, onde Israel viveu por dezessete anos. Ele era viúvo, viveu muitos anos após as esposas, já que Raquel, falecera no nascimento de Benjamim, e agora ele revela que algum tempo antes deles imigrarem para o Egito, Lia também falecera. Interessante, que ela surgiu quase que anônima na história, e se não fosse a comparação com a beleza da irmã Raquel, provavelmente pouco se diria dela, e se não houvesse o estranho costume de casar a mais velha primeiro que a mais nova lá em Harã, e assim ela se viu casada com Jacó, também, quem sabe, tudo o que seria registrado era que Labão tinha duas filhas. Tão simples e tão anônima ela veio e se foi. Só muito anos mais tarde temos o registro de que ela fora sepultada primeiro que o marido como todas as matriarcas ancestrais, Sara e Rebeca, sua tia. A minha lição dessa observação, é que mesmo que não haja alardes, trombetas, tapetes vermelhos anunciando e proclamando a vida e os feitos de uma pessoa, ainda assim ela é importante pelo que ela faz, pelo que ela fez, pelo que ela construiu e não pelo que fizeram com ela ou por ela. Cada um de nós somos responsáveis por nossas vidas, a vida foi entregue a mim, para vive-la, desfrutá-la, administrá-la, experimentá-la e devolvê-la quando requerida pela Criador. Não se deve transferir as responsabilidades, quer pelas alegrias, quer pelas tristezas, pelos pecados ou pelas virtudes, pois cada um dará conta de si mesmo diante de Deus. Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal (2 Co 5.10). Citações como: “Fulano é minha vida!” ou “Sicrano é mina perdição!” ou ainda, “Beltrano acabou com a minha vida!” e outras semelhantes, são na verdade, transferências de responsabilidades pessoais para terceiros. Cada um precisa ser ator principal de sua vida e existência. Cada um precisa assumir o comando das ações; sempre há uma escolha. Lia era a feia, a preterida, mas ela viveu, lutou em oração e foi esposa e mãe e matriarca de gerações de herdeiros das bênçãos da aliança com Deus. Ela foi sepultada no lugar de direito, de honra tal qual Sara e Rebeca. Não importa se ela era a menor das três, ela descansou de sua lida, como uma vencedora e reconhecidamente uma mãe para a nação de Israel. A eternidade revelará mais coisas dela e de muitos ilustres desconhecidos e anônimos, que são reconhecidos por Deus, embora nunca o foram pelos homens; mas quem se importa com isso, lá onde eles estão?

Senhor Deus e Pai, obrigado pela lição de vida e serviço de Lia, a tua serva. Obrigado pela vida e serviço de muitos que ninguém nem soube seus nomes e nunca fora citados, apreciados ou mesmo respeitados no seu tempo. Mas servimos um justo Juiz, que no devido tempo trará à luz todas as coisas, e a justiça se fará. Como filhos, servos e adoradores, a tua glória e a tua honra, sendo tributadas a ti somente é o que de fato nos interessa e de fato importa. Receba o nosso tributo de louvor pelos teus grandes feitos e pela bondade e misericórdia manifesta à nós, pecadores, arrependidos e convertidos, mas ainda assim, pecadores redimidos. A Jesus, toda honra e glória, a ele o nosso melhor, agora e sempre, amém.

Pr Jason

Diná – A Filha de Lia

Meditação do dia: 24/03/2020

E saiu Diná, filha de Lia, que esta dera a Jacó, para ver as filhas da terra.(Gn 34.1)

 Diná -A Filha de Lia – Lições muito preciosas podem ser extraídas desse capítulo de Gênesis; ele é triste, tem cenas lamentáveis, descreve coisas que são as piores que o ser humano pode fazer ao seu próximo e a si mesmo. Aqui também tem lições para a família, para os ministros, para líderes e autoridades em posição de governo e também mostra aquilo que muitos acham que é moderno, atual e contemporâneo, que são as atividades juvenis, suas imprudências e o que acontece nos “rolês” da vida. Entre mortos e feridos, que aliás são muitos, ainda se pode ver a graça de Deus estendida à aqueles que fazem parte das promessas. Nem tudo está perdido e nem se deve desistir porque algo deu errado. Um bom tema, ou título para este capítulo seria: “O que fazer quando tudo dá errado?” Na meditação de hoje, vou fazer uma ponte, ligando o devocional a duas pessoas simultâneas, Lia e Diná, mãe e filha. Diná, claro mereceria um texto só para ela, e quem sabe, ela o ganhe, mas por hora, vamos fazer um baião de dois. Imagine, Abraão, Isaque e o próprio Jacó tiveram predominantemente meninos, o que era muito importante para a linhagem da promessa; mas no pacote de Jacó veio uma menina, e não tenho dúvida que foi motivo de alegria e aquilo fazia muito bem para quem parecia que sempre viverá num quartel, rodeado só de marmanjos. Ela fora criada como a filha de um próspero fazendeiro, entre muitos irmãos e tinha todos os mimos e regalias que lhe permitia por ser filha única. Era uma adolescente, uma jovenzinha; deveria ser o orgulho e uma esperança para a mãe. Mas como dizem, a curiosidade matou o gato, e aqui estragou muita coisa. Vou resumir, porque o que nos interessa e como podemos aprender com a vida e a experiência das pessoas da Bíblia. Ao chegar na cidade de Siquém, já em Canaã, Diná saiu para alguma recepção, ou ver o movimento da cidade, como eram as garotas dali e quem sabe fazer amizades, afinal, acabava de chegar e se estabelecer; o pai havia comprado uma propriedade na periferia da cidade. Mas ela foi atraída para uma cilada romântica e isso acabou em violência sexual e sequestro, por parte do galã do pedaço, o jovem filho do líder local, o mais honrado deles, imagina a escória, como seria. Resumo da ópera: o pai entrou em choque quando soube o que aconteceu a sua filha, querem imaginar o que aconteceu à mãe? Fiquem à vontade, mas foi desesperador. Numa reunião de conselho de família, decidiram o que fazer e foi feito em certa medida; pois dois dos irmãos delas resolveram lavar a honra da irmã com sangue, saques e destruição de vidas e propriedades. Como se explica, que uma adolescente, num prazo, digamos de uma semana, conhece alguém, é violentada, sequestrada, liberta, pedida em casamento por um príncipe perdidamente apaixonado, disposto a pagar qualquer valor e fazer qualquer coisa para ficar com ela, se casa, vai para a casa do marido, os irmãos vão lá, promovem uma invasão domiciliar, o marido dela é morto com toda a sua família, fica viúva e levada de volta para casa. Um pai líder de fé e culto, um dos irmãos violentos seria o futuro ministro de louvor da nação… que tipo de terapia vocês recomendam para a Diná? Para a Lia? Aquela visita inocente ao “Siquém Shopping” não terminou nada bem. Mas a vida continua e é assim também para muitas mães e muitas filhas nas grandes cidades, nas pequenas cidades e até nos povoados. Ainda há a possibilidade desses abusos serem cometidos por pessoas da intimidade e confiança da vítima ou família. Temos visto líderes espirituais e religiosos metidos em sórdidas atitudes de abuso e violência moral, física e sexual contra crianças, jovens e pessoas indefesas e de boa fé. Acredito poucos podem entender a dor e a vergonha e os saldos que essas vidas precisam levar em suas jornadas depois disso. Mas a igreja e as pessoas de bem precisam se levantar e defender, proteger, denunciar e tomar medidas e não se omitir, pois saber fazer o bem e não fazer é pecado. Tão ruim quanto fazer o mal ao próximo, é ser conivente, omisso ou irresponsável. Para as vítimas, recentes ou de longa distancia, as que sofreram repetição e aquelas que se passou uma única vez, me solidarizo, sinto muito, peço perdão como sacerdote, como cidadão e te digo, que o amor e a graça de Deus não te desampararam, não te deixam e não aceite uma culpa falsa ou imposta pelas pessoas que deveriam ter de ajudado ou assistido. Creia na graça de Deus, acredite no poder redentor do sangue de Jesus, que te pode limpar e purificar de espírito, alma e corpo e os braços do Pai sempre estarão abertos para você. Troque o fardo de dor, vergonha e amargura, por um fardo leve e um jugo suave de Jesus. “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve (Mt 11.28-30).

Pai amado, a minha oração hoje será uma intercessão de compaixão por todas as vítimas de violência e abuso, de forma que suas vidas foram modificadas pela sofrimento causado. Oro pela justiça divina, pelo juízo justo do Senhor em prol dessas almas e vidas mutiladas pelo pecado e maldade de pessoas egoístas e impuras. Algumas dessas que abandonaram a sua missão de ajudar e proteger. Peço por cura da alma, dos traumas emocionais e físicos e os prejuízos espirituais que isso causou. Há poder no nome de Jesus para libertar e quebrar as cadeias e restaurar a alegria da salvação, e promover gozo e regozijo novamente. Oro, clamo por misericórdia, verdadeira salvação, perdão e graça. Que hoje seja um dia de transformação promovida pela ação da Palavra de Deus, penetrando e dividindo alma e espírito, juntas e medulas, pensamentos e intenções do coração, porque ela é uma espada afiada que corta e penetra mais que uma espada de dois fios. Imponho minhas mãos e abençoou com cura e restauração de Deus, no poder do nome que é sobre todo nome, do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo e livra e salva todo aquele que clama pelo seu nome e confia de todo o coração. Assim cremos e pedimos com gratidão, amém.

Pr Jason

Riqueza: De Onde Vem e Para Onde Vai

Meditação do dia: 23/03/2020

Porque toda a riqueza, que Deus tirou de nosso pai, é nossa e de nossos filhos; agora, pois, faze tudo o que Deus te mandou.(Gn 31.16)

 

Riqueza: De Onde Vem e Para Onde Vai – O propósito principal das nossas meditações, é a edificação pessoal, através do devocional como estilo de vida; Meditação na Palavra de Deus é um dos aspectos importantes de um bom momento à sós com Deus. Juntamente com a oração, a leitura, a intercessão, o louvor, a adoração e até se pode acrescentar outras disciplinas espirituais. Costumo dizer, que juntar duas ou mais coisas boas, a tendência é ficar melhor ainda. Veja bem, só o ato em si de separar um tempinho para o momento devocional, já é o exercício de disciplina; pois os afazeres e as inquietações da vida, insistem conosco o tempo todo, que há coisas mais sérias, mais urgentes e inevitáveis a serem feitas primeiro. Não é verdade! “Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça e TODAS AS DEMAIS COISAS, vos serão acrescentadas.” (Mt 6.33). Foi o que Jesus disse! Ele entende isso de todos os lados possíveis: do lado divino, de quem é adorado e recebe orações e louvores, pois é Deus e estava na eternidade até se encarnar e vir estar entre nós em forma humana. Como homem, ele cultivava momentos devocionais à sós com Deus, levantava mais cedo, saía para ficar sozinho, jejuava, orava, louvava etc. Como mestre, ele era um Rabi, ainda que não com credencial da religião oficial, mas todos, até sacerdotes e escribas o reconheciam e sabemos que ele tinha autoridade no que fazia e ensinava. Ok. Feita a introdução e dadas as explicações que ninguém pedira, mas os três leitores mais assíduos que me acompanham acham que é bom esclarecer isso de vez em quando. Não tomo partido ou lado em questões doutrinárias e teológicas, embora claro, tenho minhas convicções e sou membro de uma Convenção e uma Ordem de Ministros, que primam pela boa saúde doutrinária, batisticamente falando. Mas aqui, é devocional, alimentar e apoio à prática devocional da Palavra de Deus. O texto de hoje, levaria a uma dessas boas razões para discutir sobre riquezas, materialismo, teologia disso ou daquilo, transferência de riquezas, boa mordomia e um caminhão de possibilidades; nesse caso, aproveita a dica e aprofunde na que melhor te servir. Entre a teologia da prosperidade e a teologia da miséria, escolho a teologia do equilíbrio bíblico – nem tanto ao mar e nem tanto à terra. Riquezas e bens são coisas, e coisas são para serem adquiridas, utilizadas, servidas, repassadas e transferidas e deve-se possuí-las, mas se deve ser possuído por elas. Riquezas e bens cumprem funções muito importantes e nobres, como podem destruir e corromper, mas em ambos os casos, o X da questão está no coração e no caráter das pessoas e não nos bens em si. Hoje, 23/0/03/20 o ouro está cotado a R$ 255,66) duzentos e cinquenta e cinco reais e sessenta e seis reais o grama; uma barra de um quilo, equivale a R$ 255.660,00. Essa barra vale isso em grana; pode servir para peso de papel sobre a mesa; pode servir para escorar a porta para o vento não bater; serve para enfeitar uma estante, serve para atirar num animal que está querendo atacar… em si, é só um peso de um quilo. Agora, o que ele vai provocar no coração de diferentes pessoas, tem à ver com escolhas morais, espirituais e valores de vida. Para Lia, os pais trabalham para cuidar dos filhos e dar-lhes os cuidados necessários, poder transferir alguma coisa para eles, sendo possível faz bem, mas tem coisas mais valiosas do que dinheiro, riquezas e bens. Há pessoas que são tão pobres, que a única coisa que eles tem na vida é dinheiro e eles já descobriram que isso não é tudo, aliás, alguns até se prontificam a dar tudo que possuem, por um pouquinho do que outros tem. Devemos ensinar e treinar nossos filhos sobre o valor das coisas e não sobre o preço. Devemos prepara-los para viver uma vida de fé, serviço, culto e temor de Deus, e não apenas para conseguir um emprego e arrastarem-se pela vida em função de salário e comida. Para os filhos e adoradores fiéis, Deus supre, sempre, com fartura, precisão e sem dores e preocupações: Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão de dores, pois assim dá ele aos seus amados o sono. Bem-aventurado aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos. Pois comerás do trabalho das tuas mãos; feliz serás, e te irá bem (Sl 127.1,2; 128.1,2). Lia estava consciente de que apenas estava acontecendo um ato da justiça divina, pois aquilo que lhes fora de direito, e que o pai tirara, agora estava de volta como patrimônio para os filhos, que eram por direito e por aliança, os beneficiários das bênçãos materiais que acompanhavam a vida de Jacó, pela sucessão das bênçãos de Abraão na aliança com Deus. Ame as pessoas e utilize as coisas! É proibido fazer o contrário, nossa religião não permite!

Pai, somos filhos e herdeiros e co-herdeiros com Cristo das insondáveis riquezas da glória e do conhecimento de Deus. Todas essas coisas estão disponibilizadas e acessíveis para os trabalhadores do Reino e para os que confiam no Senhor e nas provisões divinas. Nada nos faltará, porque o Senhor é o nosso Pastor. Podemos todas as coisas, em Cristo que nos fortalece. Graças te rendemos e louvamos o teu santo nome, todos os dias, em todos os tempos e faremos isso de geração em geração, pelos séculos dos séculos, porque teu é o reino, o poder e a glória em Cristo Jesus. É nesse nome poderoso que oramos, amém.

Pr Jason

O Que Há Em Comum

Meditação do dia: 22/03/2020

Então responderam Raquel e Lia e disseram-lhe: Há ainda para nós parte ou herança na casa de nosso pai?(Gn 31.14)

 

O Que Há Em Comum – Pactos e alianças são celebradas entre duas ou mais partes, formando uma unidade forte e coesa, para que todos os lados se beneficiem, mas especialmente se liguem por elementos comuns. Alguém aí se lembra do tempo de escola primária, estudando matemática, com aqueles conjuntos de união e intersecção? É por aí! O elemento família, é comum e universal a todos. Mesmo variando de cultura para cultura, sobre os aspectos, os motivos e as formas de iniciar e finalizar, mas famílias tem em todo lugar. Os elos de ligação familiares são muito fortes, até pela questão de sangue; tendo o mesmo sangue, na hora do frigir dos ovos, como dizem os mineiros, prevalece a família e aí é todos contra todos, mas na minha família ninguém mexe. Lia e Raquel estavam mais amadurecidas como pessoas, e como mulheres, os filhos e as responsabilidades com o futuro dentro da aliança de bênção, eram fatores que amenizavam as desavenças e promovia a união entre elas, especialmente porque os filhos estavam ligados a isso; e quando se trata de filhos, as mães se derretem ou viram leoas acuadas e se tornam muito determinadas. Elas viram que o pai trabalhava mais pelos interesses próprios, mesmo com prejuízo da família e agora parece que ele adotara uma postura mais agressiva, aliado com os filhos, eram todos contra Jacó e sua turma; tidos como adversários e alguém que estava se apropriando dos bens e recursos deles e que certamente a qualquer momento levantaria acampamento e levaria as esposas e os filhos e bens; assim eles ficariam sem nada, se não tomassem alguma medida. As duas afinaram o discurso para fortalecer a posição do marido e enfrentarem juntas o adversário em comum – o pai. Elas estavam olhando para a herança espiritual dos filhos, na promessa de Deus a Jacó e agora era a hora de partir. Isso foi uma atitude de fé e coragem. Deixar tudo que conheciam, que lhes inspirava segurança e conforto e partir para uma terra, da qual fariam parte pela fé nas palavras de Deus, transmitida pelo marido Jacó. Quero lembrar aqui, para todos nós, cristãos importância do papel verdadeiro e legítimo do marido, como sacerdote e líder de sua casa. Líder do fé e do culto a Deus, mesmo que ele estivesse em terra estrangeira, sua fé e sua devoção permaneceram intactas e fortalecida dia a dia e transmitida e agora assimilada pelas esposas e pelos filhos. Há um paralelo na história de Jacó, porque como no início de todas as coisas, Deus, o criador afirmou: Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne (Gn 2.24). Jacó deixou pai e mãe e foi para outra terra e lá encontrou Lia e Raquel e constituiu família e mesmo sendo filho de fazendeiro rico, herdeiro de muitas coisas, deixou tudo e começou do zero e fez fortuna. Não é a fortuna que nos interessa; mas a liderança, a capacidade de lutar por aquilo que se crê. A pessoa pode nascer rica, mas não nasce preguiçosa. Trabalhar do ponto de vista da fé cristã, é um exercício da mordomia e da capacidade criativa e produtiva do ser humana, e daí se levanta o sustento e as provisões. Não se pode encarar o trabalho como resultado do pecado e uma espécie de maldição, pois não é. Trabalho é expressão dos dons e habilidades que todos precisam desenvolver e utilizar para seu próprio bem, de sua família e da sua comunidade, onde todos devem contribuir e participar. Jesus trabalhou e trabalha, Deus trabalha, o Espírito Santo trabalha, a igreja trabalha e um reino está sendo construído e firmado e isso não acontece sem trabalho.

Senhor, obrigado pelos dons e habilidades que nos foram dados como dádivas e através deles, se expressa a tua grandeza e capacidade de suprir e abençoar. Somos servos e mordomos de um Deus criativo, trabalhador e generoso, que efetuou uma grande obra para a redenção de toda a humanidade e tudo isso foi minuciosamente planejado e muitas etapas levadas a efeito até chegar o momento do Calvário. Te louvamos por tudo isso e agradecemos no nome poderoso de Jesus, amém.

Pr Jason

As Lutas e Vitórias da Oração

Meditação do dia: 21/03/2020

E ouviu Deus a Lia, e concebeu, e deu à luz um quinto filho. E Lia concebeu outra vez, e deu a Jacó um sexto filho.(Gn 30.17,19)

As Lutas e Vitórias da Oração – Você acredita que paredes de quartos de hospital podem ter ouvido orações e confissões muito mais sinceras e verdadeiras do que paredes de templos? Uma das premissas básicas da fé cristã é que servimos a um Deus Todo-Poderoso, Onisciente, Onipotente e Onipresente. Ele pode tudo, sabe tudo e está presente em todo lugar, não enchendo, pois ele não é físico para ocupar espaços, mas sua divina presença, seu poder e sua glória não deixam dúvidas de que Ele realmente é isso e muito mais do isso. Não cabe ao finito definir o infinito. Mas não precisamos mensurar e enquadrar Deus em quaisquer de nossos sistemas de medidas, para dizer que entendemos, porque não entendemos mesmo, Ele está muito acima da nossa vã compreensão. Mas isso também não impede de todos nós e qualquer um poder experimentar sua graça, bondade, favor e seu poder. Ainda que os religiosos de plantão, os profissionais da fé, tentem enquadrar Deus em fórmulas teológicas, ainda estamos arranhando a superfície de tudo e de toda a grandeza de Deus. Então não tente entender e nem explicar, creia, ame, experimente, ore e receba as respostas das suas orações e se derrame em louvor e gratidão a Ele no seu íntimo. Falando de fé, foi isso que Paulo nos ensinou: Porque a Escritura diz: Todo aquele que nele crer não será confundido. Porquanto não há diferença entre judeu e grego; porque um mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam. Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo (Rm 10.11-13). Lia, uma mulher da antiguidade bíblica, casou-se Jacó e aprendeu sobre o Deus verdadeiro e as promessas da redenção. Soube que seu marido seria por promessa e aliança com Deus, o progenitor de muitos filhos que formariam uma nação muito grande e dali nasceriam reis e também dali, viria o Messias, o Salvador da raça humana. Ela acreditou! Ela creu! Não me pergunte como e nem até que ponto, e muito menos se ela era da mesma igreja que eu ou você, se era pentecostal, renovada, carismática, mística ou conservadora. Eu leio na Palavra de Deus que ela tinha muita tribulação e orava, orava e falava com Deus e ela era atendida e suas preces surtiam efeito. Se ela encarou a missão da vida dela como gerar filhos, e quanto mais melhor, porque de um deles virá a resposta de todas as orações e o destino de todas as mulheres atribuladas, e todas as piedosas e todas as preces dos corações das mães teriam acolhida, ela creu e creu muito e lutou e lutou muito! Ela resistiu ao desprezo social por não ser tão bonita quanto a irmã; lutou ser vendia por dias de trabalho pelo pai, comprada como mercadoria de segunda categoria pelo marido, pois, já que não posso ter Raquel agora, vai você mesma! Lutou contra a irmã e suas regalias de esposa amada e preferida; lutou contra sua esterilidade e todas as desvantagens que a vida se lhe apresentou, mas ninguém de nós, jamais leu que ela ficava chorando as pitangas e resmungando pelos cantos, amarga, mal amada e venenosa. O que vemos é uma descrição: E ouviu Deus a Lia… Lia, orava e falava com Deus, era com Ele que ela se derramava e ali ela batalhava e com esperança de que prevaleceria, levava suas lágrimas, suas lutas e suas orações até aos portais do inferno, empurrando-os e voltando com as respostas. Ela se levantava como que dizia: “Aqui tem uma mulher de aliança, de promessa, de vitórias e o Deus Todo Poderoso vai me sustentar e me fazer prevalecer.” Ela me faz lembrar uma futura descendente dela, também atribulada, com concorrência desleal dentro de casa, e até o pastor dela duvidou de sua integridade e achou que ela estava bebendo escondido e chamou ela na disciplina; mas ela se levantou no poder da fé e o mesmo pastor que não teve discernimento, teve autoridade espiritual para abençoar e profetizar para ela a promessa da vitória. Estou me referindo a Ana, a mãe de Samuel. Ela, pois, com amargura de alma, orou ao Senhor, e chorou abundantemente. E sucedeu que, perseverando ela em orar perante o Senhor, Eli observou a sua boca. Porquanto Ana no seu coração falava; só se moviam os seus lábios, porém não se ouvia a sua voz; pelo que Eli a teve por embriagada. E disse-lhe Eli: Até quando estarás tu embriagada? Aparta de ti o teu vinho. Porém Ana respondeu: Não, senhor meu, eu sou uma mulher atribulada de espírito; nem vinho nem bebida forte tenho bebido; porém tenho derramado a minha alma perante o SENHOR. Não tenhas, pois, a tua serva por filha de Belial; porque da multidão dos meus cuidados e do meu desgosto tenho falado até agora. Então respondeu Eli: Vai em paz; e o Deus de Israel te conceda a petição que lhe fizeste. E disse ela: Ache a tua serva graça aos teus olhos. Assim a mulher foi o seu caminho, e comeu, e o seu semblante já não era triste (I Sm 1.10,12-18). Ana já se levantou de pose da bênção e assim foi. Lia, orava, orava e orava, como, onde, quais eram as palavras e quais eram as posturas eu não sei, mas Deus sabia e sabe e isso que importa. Ninguém precisa saber que eu e você oramos, nem porque oramos, eles precisam é das nossas orações. Desde que Deus nos receba em sua sala do trono, tudo o mais é supérfluo, é dispensável e até sem importância. Ore, oremos, a receita de Jesus, vai pelo mesmo caminho: Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente(Mt 6.6).

Pai, obrigado por nos receber na sala do trono, e nunca estás ocupado demais para não receber um filho e nem os teus ouvidos se cansam do clamor e das orações dos santos e justos que te buscam com causas verdadeiras e legítimas. Obrigado pelo exemplo que Lia nos deixou; ela falava com a pessoa certa, com quem de fato podia ajudar e resolver e ela não ficou confundida. Os frutos das orações dela hoje e eternamente estão firmes e fortes e agora todos podem tem esperança, porque um dos descendes dela vive e vive para sempre; o chamamos de Leão de Judá, O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo; o nosso Senhor, o Único, Aquele que Era, que É e que há de vir, a ele, toda a honra, a glória e o louvor dos nossos lábios e dos nossos corações, em seu nome para sempre, amém.

Pr Jason

Tempos Difíceis, Pessoas Extraordinárias

Meditação do dia: 20/03/2020

Não fique pensando que você é sábio; tema o SENHOR e não faça nada que seja errado. Pois isso será como um bom remédio para curar as suas feridas e aliviar os seus sofrimentos.(Pv 3.7,8)

Tempos Difíceis, Pessoas Extraordinárias – Amados e queridos irmãos e leitores destas Meditações diárias, que tem sido uma riqueza e um grande prazer escrever e compartilhar ao longo desses últimos anos e esperamos em Deus fazê-lo por muito tempo ainda, segundo a permissão do nosso Deus. Hoje, em caráter especial, vou fugir propositalmente do tema, que é seguir a vida de uma pessoa das Sagradas Escrituras e meditar sobre suas experiências e aquilo que podemos aprender e aplicar em nossas jornadas na atualidade, e estamos seguindo a vida de Lia, a esposa de Jacó. Mas hoje, devido ao momento histórico que estamos vivendo no Brasil e no mundo sobre a pandemia do Corona Vírus, coloquei no meu coração escrever algo, não sobre o tema em si, mas escrever e endereçar aos irmãos e leitores uma reflexão de fé e ânimo no Senhor, enquanto enfrentamos juntos essa situação. Estava fora de casa, viajando com a Tania, minha esposa, desde o dia 12/03, inicialmente para Águas de Lindóia, onde participamos do Congresso Anual de Igrejas em Células, e já no dia 15/03, seguimos para uma série de visitas e ministrações em nossas igrejas da CBN na Região do Vale do Paraíba; foram momentos maravilhosos de comunhão e amizade, muita confraternização e alegria de reforçar os laços de fraternidade que já existiam e conhecer novos irmãos e amigos, “tutti bona gente!” Em meio a isso apareceu o agravamento da situação que exigiu das autoridades em todos os níveis da esfera da administração pública, tomar medidas sérias, urgentes, necessárias e importantes, para o bem de todos. Assim, foi que com a solidariedade e compreensão de todos, cancelamos o final da agenda e retornamos à Guararapes, ontem mesmo, chegando em casa, às 20:25 horas. Deixando aqui expresso a nossa gratidão e reconhecimento a todos os irmãos e igrejas que facilitaram isso, para que pudéssemos estar em casa, na igreja local e juntos com fé, enfrentarmos esses momentos com fé, louvor e gratidão. Amados, as vezes comparo o convívio entre igrejas e irmãos de diferentes matizes denominacionais, como estar em uma casa grande com muitos cômodos e muita gente circulando ali. Somos muitos, diversos, podemos olhar por janelas que vislumbram horizontes diferentes e com aspectos diferentes, mas todos, todos, estamos na mesma casa, do mesmo Senhor. Somos irmãos e estamos em cômodos diferentes, mas na mesma casa. Num momento difícil como este, o que nos une é muito, infinitamente mais importante do que o que nos separa ou nos distingue. Podemos servir e cultuar ao Senhor, de forma um tanto diferente da usual, que é ir aos templos, juntar muita gente, quanto mais melhor, levar os enfermos para receber oração, unção e imposição de mãos, celebrar a unidade com fortes abraços e ósculo santo e etc e tal. Agora, o tempo, o momento exige medidas restritivas de contato social, mas isso não precisa ser levado para o lado de quebra de comunhão e laços de amor; o governos e as autoridades não estão sendo inimigos da igreja, do Evangelho ou desrespeitando a fé de ninguém. Elas estão se esforçando e muito para proporcionar o melhor e conduzir o processo com responsabilidade, afinal elas foram eleitas pela população para zelar e fazer um bom trabalho e isso está de acordo com a Palavra de Deus. Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as que existem foram ordenadas por Deus. Por isso quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação. (Rm 13.1,2); Então apelo ao bom senso e amor fraterno que cooperem com as autoridades, com os pastores e com isso sairemos mais fortes. Os templos fecham, mas a igreja não, porque a igrejas somos nós, e é uma oportunidade de servimos a comunidade ao nosso redor; além do cuidado que sempre oferecemos aos domésticos da fé, também agora é a vez de alargarmos a nossa visão social e filantrópica e servir indistintamente no amor de Cristo, sem esperar nada em troca. Vejam se na vizinhança próxima, tem pessoas com dificuldades de locomoção, de mobilidade, falta de pessoas para ajuda-los nas compras básicas, ir à farmácia ou médico, alguma atividade doméstica que é vital e eles estão com dificuldades. Qualquer coisa que ajudar, já é importante. Para finalizar, tem horas que a gente brinca dizendo que não fazemos tal coisa porque a nossa religião não permite, mas tem uma coisa muito legal que ela permite e estimula fazermos: E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens,
Sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor, servis
(Cl 3.23,24).

Senhor, agradecemos as bênçãos recebidas e as provisões para as nossas necessidades, que sempre chegaram com abundancia e generosidade das tuas mãos. Lembramos aqui, não só um país inteiro, grande e populoso como o Brasil, mas praticamente todos as nações e todos os povos da terra estão passando por momentos difíceis e alguns com poucos condições de lidarem com a situação e dependem da bondade e cooperação de outras nações e povos. Pedimos graça e misericórdias para todos e abençoamos especialmente as milhares de vidas da área da saúde e segurança, que estão na linha de frente, mesmo com riscos de suas próprias vidas, mas estão se doando em favor do próximo. Estendemos nossas mãos como corpo de Cristo, abençoamos com o poder redentor do sacrifício de Cristo, que levou na cruz as nossas dores e enfermidades e pelas suas pisaduras, fomos sarados. Permita que a tua graça assista a todos e ninguém desista e nem percam a fé em ti, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Tempos Difíceis, Pessoas Extraordinárias

Meditação do dia: 20/03/2020

Não fique pensando que você é sábio; tema o SENHOR e não faça nada que seja errado. Pois isso será como um bom remédio para curar as suas feridas e aliviar os seus sofrimentos.(Pv 3.7,8)

Tempos Difíceis, Pessoas Extraordinárias – Amados e queridos irmãos e leitores destas Meditações diárias, que tem sido uma riqueza e um grande prazer escrever e compartilhar ao longo desses últimos anos e esperamos em Deus fazê-lo por muito tempo ainda, segundo a permissão do nosso Deus. Hoje, em caráter especial, vou fugir propositalmente do tema, que é seguir a vida de uma pessoa das Sagradas Escrituras e meditar sobre suas experiências e aquilo que podemos aprender e aplicar em nossas jornadas na atualidade, e estamos seguindo a vida de Lia, a esposa de Jacó. Mas hoje, devido ao momento histórico que estamos vivendo no Brasil e no mundo sobre a pandemia do Corona Vírus, coloquei no meu coração escrever algo, não sobre o tema em si, mas escrever e endereçar aos irmãos e leitores uma reflexão de fé e ânimo no Senhor, enquanto enfrentamos juntos essa situação. Estava fora de casa, viajando com a Tania, minha esposa, desde o dia 12/03, inicialmente para Águas de Lindóia, onde participamos do Congresso Anual de Igrejas em Células, e já no dia 15/03, seguimos para uma série de visitas e ministrações em nossas igrejas da CBN na Região do Vale do Paraíba; foram momentos maravilhosos de comunhão e amizade, muita confraternização e alegria de reforçar os laços de fraternidade que já existiam e conhecer novos irmãos e amigos, “tutti bona gente!” Em meio a isso apareceu o agravamento da situação que exigiu das autoridades em todos os níveis da esfera da administração pública, tomar medidas sérias, urgentes, necessárias e importantes, para o bem de todos. Assim, foi que com a solidariedade e compreensão de todos, cancelamos o final da agenda e retornamos à Guararapes, ontem mesmo, chegando em casa, às 20:25 horas. Deixando aqui expresso a nossa gratidão e reconhecimento a todos os irmãos e igrejas que facilitaram isso, para que pudéssemos estar em casa, na igreja local e juntos com fé, enfrentarmos esses momentos com fé, louvor e gratidão. Amados, as vezes comparo o convívio entre igrejas e irmãos de diferentes matizes denominacionais, como estar em uma casa grande com muitos cômodos e muita gente circulando ali. Somos muitos, diversos, podemos olhar por janelas que vislumbram horizontes diferentes e com aspectos diferentes, mas todos, todos, estamos na mesma casa, do mesmo Senhor. Somos irmãos e estamos em cômodos diferentes, mas na mesma casa. Num momento difícil como este, o que nos une é muito, infinitamente mais importante do que o que nos separa ou nos distingue. Podemos servir e cultuar ao Senhor, de forma um tanto diferente da usual, que é ir aos templos, juntar muita gente, quanto mais melhor, levar os enfermos para receber oração, unção e imposição de mãos, celebrar a unidade com fortes abraços e ósculo santo e etc e tal. Agora, o tempo, o momento exige medidas restritivas de contato social, mas isso não precisa ser levado para o lado de quebra de comunhão e laços de amor; o governos e as autoridades não estão sendo inimigos da igreja, do Evangelho ou desrespeitando a fé de ninguém. Elas estão se esforçando e muito para proporcionar o melhor e conduzir o processo com responsabilidade, afinal elas foram eleitas pela população para zelar e fazer um bom trabalho e isso está de acordo com a Palavra de Deus. Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as que existem foram ordenadas por Deus. Por isso quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação. (Rm 13.1,2); Então apelo ao bom senso e amor fraterno que cooperem com as autoridades, com os pastores e com isso sairemos mais fortes. Os templos fecham, mas a igreja não, porque a igrejas somos nós, e é uma oportunidade de servimos a comunidade ao nosso redor; além do cuidado que sempre oferecemos aos domésticos da fé, também agora é a vez de alargarmos a nossa visão social e filantrópica e servir indistintamente no amor de Cristo, sem esperar nada em troca. Vejam se na vizinhança próxima, tem pessoas com dificuldades de locomoção, de mobilidade, falta de pessoas para ajuda-los nas compras básicas, ir à farmácia ou médico, alguma atividade doméstica que é vital e eles estão com dificuldades. Qualquer coisa que ajudar, já é importante. Para finalizar, tem horas que a gente brinca dizendo que não fazemos tal coisa porque a nossa religião não permite, mas tem uma coisa muito legal que ela permite e estimula fazermos: E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens,
Sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor, servis
(Cl 3.23,24).

Senhor, agradecemos as bênçãos recebidas e as provisões para as nossas necessidades, que sempre chegaram com abundancia e generosidade das tuas mãos. Lembramos aqui, não só um país inteiro, grande e populoso como o Brasil, mas praticamente todos as nações e todos os povos da terra estão passando por momentos difíceis e alguns com poucos condições de lidarem com a situação e dependem da bondade e cooperação de outras nações e povos. Pedimos graça e misericórdias para todos e abençoamos especialmente as milhares de vidas da área da saúde e segurança, que estão na linha de frente, mesmo com riscos de suas próprias vidas, mas estão se doando em favor do próximo. Estendemos nossas mãos como corpo de Cristo, abençoamos com o poder redentor do sacrifício de Cristo, que levou na cruz as nossas dores e enfermidades e pelas suas pisaduras, fomos sarados. Permita que a tua graça assista a todos e ninguém desista e nem percam a fé em ti, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Assim Morreu Raquel

Meditação do dia: 11/03/2020

Assim morreu Raquel, e foi sepultada no caminho de Efrata; que é Belém.(Gn 35.19)

Assim Morreu Raquel – Não é o fim da história da vida de Raquel. Como disse um dos nossos ex-presidentes da República, Raquel também deixou esta vida para entrar para a história. Nós, aqui não estamos estudando uma biografia, então tudo o que teríamos de aprender com ela, também não para por aqui. Mas queremos muito pegar o que nos é legado da vida dessa mulher, em certo sentido se diz tão pouco, mas que tem uma importância tão grande; talvez porque o que Raquel foi, estava muito acima do que os seus próprios feitos ou registros que deixaram dela. Uma mulher que apareceu por seu trabalho, se firmou por seu amor e marcou por sua luta para ser quem ela aprendera que fora criada e assim alcançou o status de matriarca da nação de Israel, mesmo tendo apenas dois filhos e morrendo muito jovem. Fica para nós o exemplo consagrado na história, de que a vida vale pela intensidade com que se vive e pelos propósitos estabelecidos e alcançados. A vida de Raquel tinha propósito e ela soube batalhar para que a sua parte da herança se confirmasse; não herança a ser recebida, mas a ser deixada, suas marcas e impressões. Raquel sonhava com a Terra Prometida, viu em Jacó a sua chance de alcança-la e lutou por isso. Precisava ter filhos para herdar a terra e vir a ser mãe de uma nação, sendo estéril, ela não se conformou e não se diminuiu diante da irmã que gerava um filho atrás do outro e a provocava. Acreditou e buscou seu milagre e quando o primeiro chegou ela já estava acreditando que Deus lhe acrescentaria outro. O nascimento do seu primeiro filho, marcou o início da jornada de volta para onde ela nunca tinha ido, mas que pela fé já era sua terra também. Se pôs a caminho numa jornada longa e cansativa estando gestante de seu segundo filho, mas foi com alegria e muita boa vontade, para estar definitivamente na posse daquilo que só a fé lhe poderia dar. A jornada de Raquel e sua família, saindo de Harã, terra de suas raízes, onde deixou tudo definitivamente, para ir andando pela fé, enfrentando os mais variados obstáculos, à começar pelo seu próprio pai e irmãos. Viu seu marido ficar de sentinela e lutar a noite toda com um anjo, para chegar de manhã em casa, manquejando mas com uma nova identidade. Viu a bênçãos do milagre da reconciliação do marido com o cunhado, que tinha fama de mau, mas que teve o coração aplacado pelo poder de Deus. Raquel viu sua sobrinho se envolver numa enrascada, que terminou em tragédia e perigo para todos. Raquel viu seu marido pedindo e confiscando todos os ídolos e deuses falsos  entre eles, porque de agora em diante, todos serviriam um Deus único, o Todo Poderoso, e que o nível de consagração de agora em diante deveria ser maior. Ela viu chegar a hora do nascimento de seu novo filho, e nessa momento as coisas se complicaram, as dores foram atrozes e todos os meios e tentativas de ajuda que lhe foram prestados pareciam que não iriam surtir efeitos e ela só teve tempo de chamar o seu bebê de Benoni, “filho da minha dor.” Foi, assim, no meio do caminho, fora de casa, pertinho de chegar no final da jornada, mas para ela a jornada terminou primeiro do que para os outros. Foi assim que morreu Raquel. Ela terminou sua carreira, deixou suas marcas e seu legado; um dia aqueles meninos se tornariam uma nação, teriam reis e o primeiro deles foi filho de Raquel, filho de Benjamim. Um dia o Messias, a esperança de todas as nações, nasceria e seria num estábulo, ali, bem pertinho de onde ela ficou. Um dia a Igreja apareceria para realizar a grande obra da redenção, entre os apóstolos, os grandes líderes do futuro, haveria de vir um, a maior de todos, que se chamaria Paulo, filho de Benjamim, filho de Raquel. As dores de Raquel abençoaram e abençoam muitas vidas até hoje e trazem consolação e esperança. Quando se vive para Deus, se torna semente, que não morre, apenas é plantada e os frutos seguirão no devido tempo. Você acha que Raquel morreu? Morreu cedo demais? Morreu fora de hora? Morreu fora de tempo? Você acha?!!!!

Senhor, só nos resta pedir sabedoria e discernimento para viver plenamente a vida que nos dás. Em tudo e em todo tempo, o Senhor permanece no controle e no governo de todas as coisas. Nossa vida tem sentido e propósito exatamente por estar nas tuas mãos e a serviço de um projeto feito e dirigido por ti. Que sejas glorificado sempre em minha vida e na de todos os que confiam em ti e se consagram a servir e permitir serem instrumentos de abençoar e influenciar em todo tempo. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason