Somos Irmãos

Meditação do dia 06/03/2018

E disse Abrão a Ló: Ora, não haja contenda entre mim e ti, e entre os meus pastores e os teus pastores, porque somos irmãos.” (Gn 13.8)

Somos irmãos – Há poucos dias atrás veiculou nos telejornais e na mídia em geral o caso de dois grandes amigos de muitos anos, no Havaí, Alan Robinson e Walter, que verificou-se serem de fatos irmãos. Esse fato, me remete à conversa do tio Abrão com o sobrinho Ló, em meio a dificuldades de relacionamentos entre seus servos e empregados. Abrão apontou isso como uma boa razão para não haver litígio entre eles. Irmãos, são família e isso tem laços muito fortes, se é que alguém entende o significado isso e acima de tudo respeita o fato. Provérbios aponta que “Em todo o tempo ama o amigo e para a hora da angústia nasce o irmão”  (Pv 17.17). Além dos laços de sangue, os laços espirituais que unem os filhos de Deus tornam esses relacionamentos praticamente inquebráveis. O projeto de relações humanas do Reino de Deus, se baseia na unidade do Corpo de Cristo, que sacrificou-se para quebrar de vez toda e qualquer animosidade e separação entre Deus e os homens e entre homens e homens. A redenção faz por nós o que nenhum outro tipo de compromisso é possível. “Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, e pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades” (Ef 2.14-16). O irmão André, da Missão Portas Abertas, mundialmente conhecido pelo ministério de levar Bíblias e apoio aos irmãos e igreja perseguida na “cortina de ferro” nos tempos do comunismo severo no leste europeu; ele narra um episódio de chegar a desses países e não falar nada do idioma e conseguiu um contato cristão e a priori se falaram através de suas Bíblias, abrindo em versículos específicos e assim estabelecendo uma linha de pensamento; em determinado ponto o amigo lhe perguntou via Bíblia o que ele fazia ali, então ele abriu a sua Bíblia em Gn 37.16 “…E ele disse: Procuro meus irmãos…” E o resto você encontra no livro “O Contrabandista de Deus.” Tomar ciência de que fazemos parte de algo maior do que nós mesmos e que temos uma família e que temos o mesmo Pai, o mesmo Redentor e somos guiados pelo mesmo Espírito Santo, é força suficiente para baixarmos as armas e levantarmos uma bandeira branca e propor a paz e a conciliação. O Deus a quem servimos, tem promessas e condições abundantes para todos e não é sorteio ou caça ao tesouro, porque se ele não poupou nem o seu próprio filho, como não nos dará também com ele todas as coisas, disse Paulo aos Romanos. Abrão foi conciliador e procurou a paz e propôs a solução, ainda que aparentemente Ló iria tirar vantagem da situação em benefício próprio. Para Abrão isso não tinha peso, pois a promessa era sua e seria o Deus que se revelara a ele que faria as coisas acontecerem. Quando dois cristãos, ou irmãos se desentendem e depois buscam a reconciliação, o ideal é que ambos caminhem em direção um do outro e nesse caso, se encontrariam no meio. Se isso não for possível, o mais maduro deve tomar a iniciativa, como fez Abrão e como ensinou Jesus.

 

Senhor, em poucas palavras, tenha misericórdia de nós e nos conceda força para buscar a paz e a reconciliação, pois somos irmãos. Em Cristo há provisão suficiente para todos e o Espirito Santo torna isso possível, em nome de Jesus. Amém.

 

Pr Jason

A Briga dos Pastores

Meditação do dia 05/03/2018

E disse Abrão a Ló: Ora, não haja contenda entre mim e ti, e entre os meus pastores e os teus pastores, porque somos irmãos.” (Gn 13.8)

A briga dos pastores – No livro “A Cabana” uma frase chamou minha atenção de um modo muito distinto, “correntes, ainda que de ouro, são sempre correntes!” aqui desejo destacar a idéia da contenda entre os pastores dos rebanhos de Abrão e de Ló. Não importam as razões, quem era o legítimo dono da promessa, quem estava andando à sombra de quem ou até mesmo a quem Deus fizera a promessa; briga é sempre briga, contenda é sempre contenda. Pastores contendendo e brigando, não importa se são literalmente trabalhadores com animais ou se cuidam de pessoas de igrejas, não cai bem e não deveria haver contenta entre pastores. As ovelhas e por extensão, os rebanhos precisam do cuidado daquelas pessoas que dedicam-se de corpo e alma àquele serviço e quando precisam sair de suas funções para agirem em outras áreas, podem comprometer o trabalho e a segurança do rebanho. Amos os grupos eram servos, ou escravos ou contratados por Abrão e Ló e à eles caberia resolver e dirimir questões administrativas e logísticas ou do que fosse necessário. Uma norma, ou princípio da mordomia de servo é que é responsabilidade do senhor, prover todas as necessidades dos seus servos. É responsabilidade dos servos confiar e obedecer as instruções do seu senhor. Sem isso, toda a cadeia de comando e serviço fica comprometido. Quem ordena um serviço, é responsável pela provisão dos meios e recursos. Quem serve a um senhor não depende dos seus recursos para executar o serviço do seu senhor. Pense nisso nos termos de nossos ministérios atuais: Deus nos mandou pregar o Evangelho por todo o mundo e fazer discípulos de todas as nações. Isso tem custo, exige treinamentos, envios, sustento, cuidados e provisões de diversos níveis. Deus é responsável por financiar sua obra e até sei, para ele não faltam recursos. A igreja precisa andar em obediência e realizar a tarefa que lhe foi confiada. A questão é que muitos querem ir para onde lhes interessa e não para onde o Senhor indicou. Muitos querem aparecer e serem vistos, famosos e para isso não podem estar no lugar que o Senhor mandou, mas no lugar que ele escolhe. Tem gente fazendo ministério da conveniência e da oportunidade e em muitos casos nada tem a ver com a verdadeira vocação divina. Eu sei, e muitos sabem, que a obra de Deus feita da maneira de Deus sempre contará com os recursos de Deus. Os pastores de Abrão e Ló estavam contendendo por coisas que eram da alçada deles e era uma situação onde os dois senhores deveriam resolver, como de fato, Abrão chamou e Ló e fez proposta de solução. Pastores de igrejas, contendendo e dando mal testemunho por assuntos que deveriam levar a Deus em oração e deixar que ele decida o que, quando e onde, estão fora do esquadro. Não fazemos ministério contendendo e disputando.

Senhor, entre com as tuas providencias nas questões que pertencem a tua soberania e que não nos compete promover soluções simplistas para situações complexas. Peço misericórdia para lidar com conflitos e atritos, e assistência da tua misericórdia, para continuar olhando e confiando no teu poder de governar todas as coisas, incluindo a minha vida, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Com Tenda Sim, Contenda Não!

Meditação do dia 04/03/2018

E houve contenda entre os pastores do gado de Abrão e os pastores do gado de Ló; e os cananeus e os perizeus habitavam então na terra. (Gn 13.6)

Com tenda sim, Contenda não! – Abrão e sua família e empregados e servos em geral moravam em tendas, porque eram nômades e suas vidas seguiam os passos do rebanho. Ter tendas, morar nelas, montar e desmontar tendas fazia parte da vida deles; eram povos com tendas, mas poderiam ser um povo de contendas. Se você gosta de acampar, fazer trilhas e aventuras dessa natureza, certamente você tem uma tenda (barraca). Muitas igrejas costumam promover acampamentos para jovens e adolescentes ao ar livre em lugares bonitos na natureza, próximo à rios, cachoeiras e lagos ou mesmo nas montanhas é muito divertido, radical e a galera gosta disso e faz bem; uma igreja assim tem muitas tendas e barracas que utilizam e poderia dizer que é uma igreja com tendas em abundancia, mas espero que tenha pouca “contenda.” Me perdoem os trocadilhos infames, mas não poderia perder uma deixa dessas, para meditar na importância de boas relações entre familiares, amigos, vizinhos e especialmente na igreja como comunidade de fé. A convivência trás intimidade, que trás conversas, que trás interpretações que nem sempre reflete o que foi dito ou o que foi ouvido. Já é por demais conhecido de todos nós, que comunicação não é o que se diz, mas o que se entende. Então ambos os lados precisam estar em sintonia, senão haverá ruídos. Ter opinião é muito bom e saudável e como vivemos num estado democrático de direito, todos tem direito não só de ter opinião, mas expressá-la livremente, desde que não prejudique ou viole o direito de outros. Saber expressar opiniões é um direito com responsabilidade, porque o meu direito vai até onde começa o direito de outro. Discordar é um direito também inalienável na nossa sociedade, mas é claro que precisamos discordar sem ser desagradável. Nós batistas. Temos a cultura de vida eclesiástica democrática participativa, onde os membros discutem e decidem as questões da igreja. Então, dentro do seu legítimo direito, todos podem propor, apoiar, discutir e votar matérias. Não é necessário ter unanimidade, mas apenas maioria qualificada conforme estatutos e regimentos. Ali discute-se idéias, propostas e elas são aceitas, apoiadas, rejeitadas, emendadas, ressalvas e adendos, vota-se e ganha-se uns perde-se outros e o lado vencedor passa ser a posição de todos, independente do que se pleiteava antes, incluindo discordantes e ausentes. Então, ali se trata de idéias e propostas, não de pessoas – idéias e propostas são aceitas ou rejeitadas, vencidas ou vencedoras, não pessoas, elas continuam sendo irmãos amados, dignas de respeito e consideração. Não é preciso contender, brigar, exacerbar, ofender, maltratar ou distratar. Igreja com tendas sim, contendas não! No dicionário, contender é: manter contenda sobre; brigar, discutir, altercar. entrar em disputa por; disputar, pleitear. O dicionário diz isso; o que a Bíblia diz? Mas não entres em questões loucas, genealogias e contendas, e nos debates acerca da lei; porque são coisas inúteis e vãs” (Tt 3.9). E rejeita as questões loucas, e sem instrução, sabendo que produzem contendas. E ao servo do Senhor não convém contender, mas sim, ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor (2 Tm 2.23,24). Não há nada de errado em defender verdades e opiniões, mas cuidado com isso vira mania de contender, aí já é outra coisa: “Se alguém ensina outra doutrina e não concorda com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo e com o ensino segundo a piedade, é enfatuado, nada entende, mas tem mania por questões e contendas de palavras, de que nascem inveja, provocação, difamações, suspeitas malignas, altercações sem fim, por homens cuja mente é pervertida e privados da verdade, supondo que a piedade é fonte de lucro” (1 Tm 6:3-5). Abrão e Ló e seus servos deviam morar em tendas, mas não deviam viver em contendas.

 

Senhor, obrigado por nos dar um Espírito Santo pacificador e cordado, bem educado e respeitador, sem deixar de ser ousados em Deus. Livra-nos de escorregarmos nos nossos direitos e enveredarmos pelas sendas do pecado e difamação e produzir destruição e tristezas, em vez de alegria e vida. Precisamos continuar olhando para Jesus. Amém.

 

Pr Jason

Tudo Que é Demais, Passa!

Meditação do dia 03/03/2018

E não tinha capacidade a terra para poderem habitar juntos; porque os seus bens eram muitos; de maneira que não podiam habitar juntos.” (Gn 13.6)

Tudo que é demais, passa! – De certa forma, esse adágio popular faz sentido para mim, pois estou sempre citando-o nas minhas conversas. Não sei de onde nós brasileiros desenvolvemos o exagero nas formas de expressar, que acabaram por fazer parte da cultura e nem entra mais nas figuras de linguagem, é exagero mesmo. Desde pequeno, ouvimos as mães expressarem: “Já te falei isso mais de mil vezes!!!” e as mais populares: “Todo mundo faz, todo mundo vai… todo mundo viu…todo mundo sabe…” De região para região aparecem as variedades dos exageros, mas de repente há exageros literais cometidos pelas pessoas que nem sempre acabam bem. Não quero dizer que há exagero na expressão do texto, mas me incomoda pensar que numa época em cercas para demarcar fazendas e pastagens não eram comuns, dois adultos, da mesma família, se veem com dificuldades de relacionamentos porque faltava espaço, a terra não comportava os rebanhos deles. Eram tão abençoados, prósperos que afetou a amizade e a convivência, exatamente por causa da abundancia que possuíam. Não deixa de ser um dos casos clássicos onde a falta de comunicação vai ruindo as relações pouco a pouco até não sobrar muito. Cada um imaginando o que o outro está pensando e por isso mesmo agindo e ao invés de aproximar e confirmar ou esclarecer os fatos, continuam aumentando as distancias entre ambos, até chegarem no ponto que para se comunicar é preciso gritar. Ouvi de alguém que falava para casais e famílias em igrejas, que quando um casal está gritando um com o outro é porque a distancia entre eles está grande. Parece a Ló e Abrão poderiam lidar com isso de forma mais relacional e assim poderiam cultivar as bênçãos de Deus e desfrutar de paz e prosperidade juntos, ainda que não geograficamente tão próximos. Quero pensar aqui também, nas situações que deparamos na vida de membros de nossas igrejas, que após terem suas vidas transformadas pelo Evangelho de Cristo, começam a desfrutar de muitas bênçãos e a prosperidade material acompanha a desenvolvimento espiritual. Mas nem sempre a consagração e a dedicação permanecem no mesmo rítimo com o passar dos tempos. À medida que o conforto e a segurança aparecem, o zelo e a frequência nos trabalhos da igreja e atividades devocionais diminuem. A casa fica grande e dá mais trabalho para cuidar e com isso menos tempo para ler a Palavra de Deus e participar das reuniões de oração que produziram aquelas bênçãos. O acúmulo de trabalho e as incontáveis jornadas duplas solapam a comunhão e o tempo junto de estar com a família e o cansaço limita as participações nos cultos e atividades da fé. Assim, quanto mais se prospera, mais prejuízo sobra para Deus, que abriu as portas e socorreu aquele aflito. Bênçãos demais acabam por fazer mal! A crise vira aliada da espiritualidade e quando maior o arroxo, mais fervor e dedicação…. Confesso, que tenho dificuldade de compreender bem esses caminhos.

 

Senhor, obrigado por suprir o necessário para cada um de todos nós teus filhos. As bênçãos devem estimular o crescimento e um testemunho ainda mais eficaz. Desejo aprender a fazer as coisas da tua maneira para que os resultados sejam também aqueles que trazem paz ao coração. Obrigado pelas bênçãos na minha vida. Em nome de Jesus, amém..

 

Pr Jason

 

O Sobrinho Que Todo Tio Merece

Meditação do dia 02/03/2018

E também Ló, que ia com Abrão, tinha rebanhos, gado e tendas.” (Gn 13.4)

O sobrinho que todo tio merece – Preciso pensar na vida, como ela realmente é e não como eu gostaria que fosse. Sendo assim, nem sempre as coisas acontecem como eu desejo ou sonho, mas isso também não impede de viver plenamente e com muita satisfação e produtividade. Quando Deus chama alguém, ele o faz com a pessoa e tudo que ela tem, incluindo nisso as capacidades, as virtudes, os ativos e os passivos, os prós e os contras. Ninguém é só sucesso, ou só virtudes sem nenhum defeito; ninguém está plenamente pronto e mesmo assim o Senhor investe em nós e as coisas acontecem. Temos que administrar o tempo, as oportunidades e as capacidades para maximizar ao melhor nível possível de eficiência e produtividade. Muitas pastores quando foram chamados já eram casados, com filhos, profissão em andamento e todas essas coisas eram conhecidas por Deus. Mas a pessoa ainda é responsável por cuidar das questões e servir na vocação recebida. Alguns quando foram chamados eram solteiros, estudantes, ou em início de carreira; de forma que todos tinham certos compromissos que já faziam parte de suas vidas e mesmo assim Deus chamou e mesmo assim a pessoa atendeu ou deve atender. Abrão teve no coração o propósito de sair de Ur dos caldeus e ir para uma terra distante servir a Deus a quem ele servia. Seu pai resolveu ir com ele e o pai já tinha sob sua responsabilidade o neto Ló, que ficara órfão muito jovem. Quando em Hará, pela metade do caminho, o pai de Abrão faleceu e agora ele se pôs a caminho em obediência ao seu chamado e por alguma razão, Ló foi com ele. Não temos os detalhes, mas Ló a essa altura já era adulto e proprietário de bens e com pessoas a seu serviço; não era até certo ponto uma responsabilidade pessoa do tio. Como não sei todos os fatos, não vou emitir uma sentença que comprometa a credibilidade da minha fé. Mas a idéia da verdadeira mordomia cristã nos ensina que nunca, jamais devemos assumir responsabilidades que não são nossas. Nunca devemos atrair para nós mesmos aquilo que não seja necessário. Todos sabemos que Abrão era generoso e cordial e estava assimilando bem os traços de caráter de uma pessoa que anda com Deus e leva à sério esse relacionamento. Esse sobrinho “à tira colo” dependurado em Abrão, começou a evidenciar-se como um peso que não justificava. Podemos chamar isso de apadrinhamento, que tem quase a mesma significação de ser um avalista, um fiador. Mais cedo ou mais tarde teremos que arcar com custos e desgastes que irão afetar a nossa própria situação. Ele passou anos andando na sombra do tio para cima e para baixo, sem tomar iniciativas de cuidar de si próprio. Todos precisamos de apoio, solidariedade, de parceiros de prestação de contas e referencia de vida; Mas temos que ser responsáveis pela nossa vida e ministério e tudo mais. Não descolar para não assumir responsabilidades ou correr riscos, indica que não está havendo crescimento, a relação está sendo de dependência ou de controle e isso nunca acaba bem. Viver ao lado e em parceria é bom e edificante, mas na sombra de alguém, deve ser por pouco tempo, pois o que é uma proteção, se transforma em inibidor ou limitador na sua vida.

 

Senhor, graças de dou pelas pessoas que foram mentores na minha vida e na minha jornada, como também te louvo pelas vidas que servi de mentor e orientador. Obrigado pela confiança depositada em meu ministério para ajudar e orientar outros filhos e servos do Senhor, que depois assumiram suas vidas e seus ministérios e estão fazendo coisas boas e grandes no teu reino. Pai, obrigado, porque aprendemos e ensinamos, recebemos e doamos, mas o Senhor continuará sendo sempre a melhor referencia para tudo e em tudo. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

O Altar de Outrora

Meditação do dia 01/03/2018

Até ao lugar do altar que outrora ali tinha feito; e Abrão invocou ali o nome do Senhor.” (Gn 13.4)

Altar de Outrora – “Quem não sabe para onde vai, não sabe se chegou!” Não era o caso de Abrão, que sabia muito bem de onde viera e qual era o seu lugar dentro da promessa de Deus para sua vida. Mas como todos os humanos, Abrão saiu a peregrinar em terras alheias em busca de melhora de vida e cuidar daquilo que lhe pertence; mesmo tendo promessas e garantias divinas de apoio, proteção, cuidado e bênção em todo tempo. Fazer experiências faz parte do processo de aprendizado e enquanto uns aprendem fazendo, outros aprendem vendo as experiências alheias e evitando as partes perigosas e sujeitas à fracasso; também há os que aprendem pela obediência às instruções recebidas e agem sob as influencias da capacidade de quem deu as regras poder cumpri-las. As lições aprendidas no Egito e na jornada de volta à terra prometida, deveriam ser confirmadas no coração daquele ancião adorador e apto para aprender com Deus, que se tornara muito real para ele. Quando Abrão chegou, não foi apenas um modo de dizer, mas ele chegou de fato e de direito no lugar de onde provavelmente teria sido melhor não ter saído. Por outro lado, não se deve desprezar o grande aprendizado e o crescimento que lhe aconteceu por ter tomado tais decisões e experimentado a diferença entre a bondade divina e a bondade humana, na pessoa de faraó, que lhe favoreceu enquanto lhe era vantajoso. Nunca devemos esquecer um daqueles versículos que determinam o centro da Bíblia: É melhor confiar no Senhor do que confiar no homem. É melhor confiar no Senhor do que confiar nos príncipes” (Sl 118.8,9).  O Altar de outrora não é um altar antigo, velho, em ruínas, abandonado, mas se trata de uma condição de voltar a uma condição antes conquistada e alcançada pela fé na comunhão com Deus. Ainda que andemos muito e progridamos bem, essas marcas sempre existirão e poderemos voltar a elas e retomar a caminhada, partindo dali novamente. Não se trata de recuo, de voltar à trás em retrocesso, mas de recomeçar uma nova etapa à partir de uma base vencedora, que já havíamos conquistado. Nos anos 90, o Conjunto Rebanhão fez muito sucesso com uma música que dizia: “Quero voltar ao início de tudo, encontrar-me contigo, Senhor, quero rever meus conceitos e valores…” (https://www.youtube.com/watch?v=IPxDFOJROZQ). Nós, como adoradores revisitamos nossas bases, revendo os conceitos que porventura desvirtuou-se em alguma circunstancia. Para isso, precisa-se uma boa dose de humildade, submissão e vontade de acertar, sabendo que no andar com Deus, ele sempre terá razão e nós sempre estaremos em condições de expor-nos ao erro. Andar com Deus é um desafio de vida que vale muito à pena. É desafiador, mas glorioso.

 

Pai, obrigado por termos em Cristo uma referencia de como fazer uma jornada bem sucedida. Pedimos uma atitude de humildade, arrependimento e desejo de estar sempre com os olhos fitos em ti. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

As Jornadas de Abrão

Meditação do dia 28/02/2018

E fez as suas jornadas do sul até Betel, até ao lugar onde a princípio estivera a sua tenda, entre Betel e Ai.” (Gn 13.3)

As Jornadas de Abrão – Quando pensamos em jornadas, pensamos em viagens, caminhada e sempre tem uma idéia de paciência e lentidão para ir vencendo os vários obstáculos que aparecem no percurso; uns são previsíveis e outros inesperados e sempre se tem que lidar com o improviso e contar com a solidariedade de outros caminhantes, para se juntar forças e assim todos chegarem na próxima estação de parada e descanso e onde também se cuida dos feridos e refaz-se as estratégias dos próximos passos. Numa jornada, há tempo de sobra para se pensar e avaliar a vida e até pensar no futuro. É bem assim que me ponho a imaginar a jornada de Abrão, saindo do Egito e voltando para onde já estivera antes e durante esse trajeto todo, andando no passo do gado e dos animais, houve muito tempo para refletir. Certamente houve momentos de longo e profundo silencio solitário, ainda que em meio a muita gente e muita lida com animais inquietos enquanto em transito. Abrão e Sarai tinham assuntos pendentes para conversar sobre a decisão que ambos concordaram em fazer e no fim deu errado e Deus teve que intervir para evitar algo pior. Certamente eles possuíam escravos e empregados de confiança que de certa forma se viram também envolvidos naqueles episódios, e ainda que mantivessem a discrição, era inevitável o constrangimento e as satisfações que mereciam receber. Abrão estava voltando para um lugar conhecido, um lugar onde ele se sentiria um tanto mais à vontade e que lhe oferecia condições de reiniciar tudo novamente. As pessoas tem formas diferentes de lidar com a volta para um lugar anteriormente sede de suas atividades. Quando se trata de um volta por cima, em melhores condições do que quando saiu, cria-se euforia e prazer em exibir as conquistas. Quando não se saiu bem e está juntando os cacos, fica mais difícil. Em ambas as situações o ego está em evidencia, quer para se gloriar ou para se envergonhar e se deprimir. É inevitável? Sim e não! Ninguém fracassa propositalmente e também dentro dos planos de cada pessoa, nem sempre voltar é uma alternativa; para uns a vida é para frente, vencendo ou perdendo, segue-se em frente e essas pessoas não se prendem ao passado e nem ao que lá ficou. Outros só se movem por extrema necessidade e mesmo indo em frente, é como se andassem de marcha ré, estão olhando para trás o tempo todo e alguns nunca se desvinculam de suas raízes. Abrão tinha um estilo de vida mais propenso a ser nômade, viver vagando de pastagem em pastagem e acompanhando o gado e os ciclos apropriados. Levantar a tenda, não era algo enfadonho e desgastante. Eu, sou mais sedentário; gosto de ter raízes, plantar e ver os resultados; mas mudanças me incomodam, embora eu saiba que elas são as únicas coisas permanentes da vida. Ainda estou sendo trabalhado em como lidar com fracassos e perdas e Deus tem feito um bom trabalho. Voltar para casa, quer literal, quer figuradamente, me faz pensar muito. Após cada ministração dominical, conferencia ou outra atividade é sempre uma jornada de avaliação. Que bom, que há jornadas constantes na vida.

 

Pai santo, o Senhor estava andando com Abrão naquelas jornadas e o coração dele não te era desconhecido, como o meu e o nosso hoje. Voltar, pode ser doloroso, mas pode ser o melhor caminho para o crescimento, ou a melhor opção para se escolher um novo caminho. Obrigado por andar conosco e graças de damos pelo teu Espírito Santo que nos guia nessas jornadas. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

A Riqueza de Abrão

Meditação do dia 27/02/2018

E era Abrão muito rico em gado, em prata e em ouro. (Gn 13.1)

A Riqueza de Abrão – O conceito de riqueza da pessoa estabelece para ela um padrão de vida e de comportamento. Riqueza é uma palavra que pode ter um significado diferente para cada pessoa e não só o significado literal da palavra, mas o valor atribuído ao conceito riqueza. Valores monetários como moedas, bens, ativos e derivativos em abundancia designam a riqueza de alguém. Para outras pessoas, isso não tem tanto valor assim, sendo apenas instrumentos de realizarem outros propósitos, que são significativamente mais valiosos para eles. Pensemos em alguém amente de artes, como pinturas, esculturas etc. Eles pagam o que para os outros é uma fortuna, por um único objeto, uma peça de poucos centímetros e levam isso e o guardam com extrema segurança e cuidado. Para eles, aquele capital empregado vale cada centavo. Para outros, quadro é quadro, mais bonito, menos bonito, comprado na feira, feito por um amigo, o valor está no sentimento pela pessoa que o deu o fez, mas não vai desembolsar qualquer valor em espécie para ter um deles. O conceito cristão de riqueza está diretamente ligado à boa mordomia, aquela ciência da administração dos bens dos outros. Reconhecemos que tudo que temos e somos pertence a Deus e a boa utilização dessa riqueza e desses bens, tem à ver com a glória tributada a ele e o bem que pode ser construído na vida de outras pessoas que se encaixam no conceito de reino de Deus. O mordomo reconhece que nada daquilo é dele e nem mesmo foi ele que adquiriu ou angariou tudo aquilo; mesmo que foi fruto de seu esforço e dedicação, a verdade é que isso tudo estava à serviço do seu Senhor e não em benefício próprio. Quanto mais conseguimos aumentar a riqueza do nosso amo, melhor para nós e mais honra para ele. Sei que é meio complicado as pessoas assimilarem isso devido ao apego material, resquício da velha vida ou do desejo de apropriação dos bens do Senhor, mas o dono legítimo da riqueza e dos bens, tem o direito sem contestação alguma de usar e gastar seus bens como ele bem entender; isso é uma prerrogativa do senhorio. Jesus contou uma parábola onde esse princípio foi citado: Toma o que é teu, e retira-te; eu quero dar a este derradeiro tanto como a ti. Ou não me é lícito fazer o que quiser do que é meu? Ou é mau o teu olho porque eu sou bom? (Mt 20.14,15). O contexto disso foi que o proprietário contratou trabalhadores em três horários do dia, então alguns serviram no dia todo, outros apenas meio dia e outros por poucas horas. O sindicado dos avarentos e maus mordomos entendem que o correto e pagar a jornada inteira para uns e fracionado para os demais e certamente é justo e todos aceitariam isso. Mas o proprietário, entendeu que aqueles pais de família precisam do valor inteiro para suprir suas necessidades, mas só conseguiram trabalho por poucas horas, então generosamente resolveu pagar-lhes a jornada completa, por pura graça e bondade. Eles ficaram agradecidos, o que deveria ser a atitude de todos, mas os que trabalharam o dia todo, mesmo tendo acertado previamente o valor que efetivamente receberam, queriam receber sobre o seu valor o fracionado de cada grupo de colegas de trabalho. A bondade do patrão revelou a maldade dos seus corações. Abrão era rico materialmente em todos os sentidos e isso nunca tomou lugar na sua vida que concorresse com a fé ou com o culto a Deus, isso é que faz a diferença! Podemos ter coisas, mas coisas não podem ter a gente! Usamos coisas e amamos pessoas e não pode ser o contrário: Usar pessoas e amar coisas!

 

Obrigado Pai, por ser dono e Senhor de tudo e nada disso jamais afetou o teu caráter ou modo de lidar conosco. Desprendimento é exemplo dado a nós, em oferecer seu filho, para resgatar pecadores e transformá-los em filhos e aperfeiçoá-los para serem à semelhança do Senhor Jesus. Conhecer a ti, é uma riqueza que não pode ser desprezada e muito menos desperdiçada. Obrigado, por se revelar a nós em amor. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Subiu Abrão do Egito

Meditação do dia 26/02/2018

Subiu, pois, Abrão do Egito para o lado do sul, ele e sua mulher, e tudo o que tinha, e com ele Ló. (Gn 12.20)

Subiu Abrão do Egito – Certas verdades não mudam, são eternas e de geração em geração elas significam a mesma coisa e ensinam os mesmos princípios. O Egito na Bíblia é símbolo, figura, ilustração do mundo, da velha vida sem Deus e da escravidão ao pecado. Sendo assim, o Egito não é um bom lugar para se estar e precisamos sair dele o quanto antes. Abrão descera para lá por razões pessoais, uma estratégia de preservar seu patrimônio baseado na pecuária. Por ser um lugar de bons vales férteis e bem irrigados, Abrão viu ali um lugar convidativo. Mesmo com a amizade conseguida com faraó, via relacionamento com Sarai, as coisas não saíram tão bem e ele teve que voltar para a terra que Deus lhe dera. Temos um ditado popular que afirma que a grama do vizinho é sempre mais verde. Isso ilustra o sentimento de ingratidão ou insatisfação que o ser humano carrega dentro de si e nunca está satisfeito com o que tem e com suas conquistas; sempre tem algo melhor que lhe chama a atenção, e o que conseguimos com o favor de Deus, logo deixa de servir. Mas fico feliz em ler as palavras iniciais do capítulo que sugere Abrão estava em baixo e subiu do Egito, e subiu exatamente para onde Deus o queria e voltou a peregrinar nos mesmos locais onde já estivera antes, onde havia erguido altar e adorado a Deus. Sair do Egito é conversão, é mudança de vida e de propósitos. Foi o que aconteceu com ele, que retomou a vida de fé e de adoração a Deus, como fazia antes. As riquezas e as glórias do Egito são ilusórias e transitórias para alguém que tem promessas maiores da parte de Deus. Anos mais tarde, na jornada do Êxodo, esse princípio foi ratificado e escrito na lei dos israelitas: “…pois o Senhor vos tem dito: Nunca mais voltareis por este caminho(Dt 17.16). Nossa jornada é para cima, para o crescimento, para as alturas de Deus e não para as baixas do mundo e do pecado. O desafio nosso para hoje é nos convertermos e voltarmos as verdades da Palavra de Deus, abraçando as promessas e voltando à vida de culto e adoração, para a qual fomos chamados e já estivemos nessa condição e já havíamos firmados nossas tendas e erguidos nossos altares ao Deus verdadeiro. Deus é fiel e poderoso o suficiente para te guardar e proteger o que ele mesmo te deu. Suba!

 

Pai, obrigado por ter nos tirado do Egito e nos dado uma terra de promessa se fontes de sustento suficientes para nós e tudo que nos destes. Cremos que és poderoso para nos guardar do mal e prosperar os nossos passos enquanto cuidamos da fé e da adoração ao teu santo nome. Que hoje seja um bom dia para subirmos um pouco mais. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Porta da Rua, Serventia da Casa

Meditação do dia 25/02/2018

E Faraó deu ordens aos seus homens a respeito dele; e acompanharam-no, a ele, e a sua mulher, e a tudo o que tinha. (Gn 12.20)

Porta da rua, serventia da casa – Essa frase título é uma expressão antiga brasileira, que significava no contexto da época, uma maneira educada de botar alguém para fora de casa, ou pedir que retirasse de forma cortês. O mesmo cunhado rico e generoso que supostamente Abrão conseguira, agora se virou contra ele, com justa razão por sentir-se ludibriado e usado por Abrão para atingir fins pessoais. Como já dissemos antes, nessa história, a única coisa que realmente ali não existia, era gente santa e com boas motivações. Abrão de um lado e faraó do outro e ambos buscando dos seus próprios modos, maneiras de se darem bem independente de quem iria se dar mal. As boas vindas foram canceladas e o visto de trabalho e permanência no país foi revogado e Abrão ganhou de cortesia do faraó uma escolta até os limites da fronteira, para certificar-se de que ele realmente estava fora e não voltaria novamente. Hoje, nos conhecemos a história toda e sabemos o quanto esse amado irmão Abrão amadureceu e cresceu na fé, se tornando o “pai da fé” para todos e um grande amigo de Deus. Se observamos até então a vida e a conduta de Abrão, percebemos que não havia traços de desonestidade e mau caráter por parte de sua pessoa; mas o dá para ver nas entrelinhas é que ele estava começando a andar com Deus e aprendendo e sendo moldado e o que transparece aqui, é traços de um homem, agindo como homem, com métodos dos homens para resolver as questões da vida. Provavelmente se pode afirmar que ele agiu como qualquer pessoa agiria, dadas as circunstancias. Anos mais tarde vemos ele em situações muito mais delicadas do que esta e agindo de forma extremamente diferente, permitindo que valores de uma vida transformada dominasse suas ações e negócios. No começo da caminha de fé, a mentalidade ainda é de que se pode agir de determinadas maneiras, afinal todo mundo faz assim e as coisas sempre foram feitas assim. Mas Deus nos chamou para sermos diferentes e fazermos a diferença. Somos servos e mordomos do Senhor de todas as coisas e entender isso, faz toda a diferença. Para a maioria dos cristãos, ser servo, ter Deus como Senhor são apenas frases bonitas da nossa religião e deixa a gente bem com os irmãos. Mas o conceito e a doutrina é verdadeira e é literal na vida – realmente somos servos de Deus, escolhemos ser isso, entregamos a ele o direito legal, jurídico, espiritual e material, transferindo todos os direitos pessoais de controle, governo, posse e direitos a Deus. Agora tudo pertence a ele e nas sua generosidade, ele permite que utilizemos esses mesmos bens e direitos a seu serviço, como seus representantes, não somos donos e muito menos temos direitos sobre isso. Quando um cristão entende e respeita isso, não se escuta mais expressões como: “meu dinheiro, meu carro, minha casa, minha vida, meu serviço, meu, meu minha….” Tudo é dele. Não existe nenhum prejuízo ou desvantagem nisso. Tudo pertence a Deus e ele cuida de tudo no tempo certo, da forma certa e pronto. Abrão pisou na bola dessa vez! Mas eu também já fiz isso e você também e mesmo assim não fomos abandonados e nem o Senhor desistiu de nós. Olha o que aconteceu com Abrão? Então olha quanto trabalho Deus ainda em para fazer em nós! Nosso caráter precisa ser tratado e nos tornarmos confiáveis diante de Deus e dos homens e não sermos seduzidos pelas riquezas e bajulações do rei do Egito.

 

Pai, obrigado pela paciência e pelo incentivo para continuarmos para a próxima lição e aprendermos com os erros, mas ficar presos a eles. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason