Atitudes Precipitadas

Meditação do dia 20/09/2015

Jz 11.31Aquilo que, saindo da porta de minha casa, me vier ao encontro, voltando eu dos filhos de Amom em paz, isso será do Senhor, e o oferecerei em holocausto.”

Atitudes precipitadas – Passar por situação aflitiva não é incomum para a maioria de nós. Agir com moderação e cuidado é muito importante, quando estamos sobre estresse ou pressionados emocionalmente. Se valer de uma obrigação difícil ou dispendiosa, é uma saída muito utilizada quando o desespero invade a vida e a família. O meio mais comum, entre nós é o voto, ou propósito. Muitos se valem de fazer um voto em busca de uma graça de Deus. Não é errado, ou pecado fazer votos ou propósitos; mas é preciso aliar a fé ao conhecimento verdadeiro da Palavra de Deus, para evitar se comprometer com algo que contraria a própria fé. Esse voto atrevido de Jefté, é um tema muito complicado e discutido sobre sua validade, mesmo entre os muitos letrados, ficam dúvidas e até há uma variedade de interpretações, algumas nelas meramente para ajustar a teologia bíblica, com a atitude humana de Jefté.  O contexto histórico mostra um homem nascido fora do casamento do pai, crescido com rejeição até que ser definitivamente expulso de casa pelos meio irmãos e deserdado dos direitos familiares; banido para uma terra estranha, onde se aliou com pessoas de vida duvidosa e de maus hábitos. Tudo indica que afastado da fé e herança cultural e espiritual de sua nação, ele acabou misturando tudo e passou a viver um sincretismo religioso judaico-pagão. Me vem a memória o ensino do Apóstolo São Paulo aos cristãos da cidade de Corinto na Grécia  antiga: “Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes” (I Co 14.33). Más companhias, influenciam as ações e a convivência leva a pessoa a se “acostumar” com coisas que antes ela reprovaria. Foi o que aconteceu a esse líder corajoso, valente, destemido e desejoso de ser aceito e aprovado pela família e conhecidos na localidade onde ele nascera e crescera. Valeu-se da fé, mas contrariando a o conhecimento da vontade de Deus, precipitou-se em fazer um voto irrefletido, que não só lhe causaria dor e angústia, como tirou-lhe a oportunidade de criar uma geração abençoada e frutífera, como parte das promessas de Deus a seu povo. Ele votou, ou prometeu a Deus, caso tivesse vitória na batalha, que ao retornar para casa Aquilo” que sair primeiro de casa para recebe-lo, seria oferecido em holocausto. AQUILO? Qualquer pessoa sabe que todos os dias quando retorna para casa, quem ou o que lhe vem ao encontro. Ele tinha esposa e uma filha única – se tivesse animal de estimação, não era qualquer animal que se podia oferecer a Deus em sacrifício, gente muito menos! Então o que ele esperava que lhe viesse ao encontro? Eu não sei! A Bíblia não diz sobre o que seria ou poderia ser! Será que ele teria uma ovelha, cabrito, bezerro, uma ave que era criado como estimação e vinha ao seu encontro quando chegava em casa? O fato é que ele apostou em “algo” veio “alguém” – sua filha! Ele era homem de palavra, era um líder, havia empenhado sua palavra, era um voto sagrado, e agora? Isso tornaria aceitável diante de Deus? Entre dois valores: Cumprir o voto e obedecer o mandamento “não matarás – qual teria mais peso? Deus não gosta de gente que promete e não cumpre, mas ele não aceita homicídio premeditado! Pecar ou não pecar, eis a questão!

Pr Jason

Anúncios

Procura-se Um Homem

Meditação do dia 19/09/2015

Jz 10.18Então o povo e os príncipes de Gileade disseram uns aos outros: Quem será o homem que começará a pelejar contra os filhos de Amom? Ele será por cabeça de todos os moradores de Gileade.”

Procura-se um homem – No Éden havia um homem lá, mas Deus teve que procurá-lo porque ele estava fugindo e se escondendo tanto de seus próprios atos, quando das suas responsabilidades. Deus o procurava para restaurá-lo e dar seguimento aos propósitos já iniciados e que eram eternos. Claro, aquele homem não entendia e preferiu fugir. Na época do dilúvio, também Deus procurou um homem e achou Noé e as coisas deram certas, ele se salvou e trouxe consigo os desígnios de Deus. Deus procurou Abraão para estabelecer uma aliança eterna e criar uma nação, por meio de quem ele levaria sua mensagem a todos os povos via famílias. Procurou Moisés no palácio de Faraó; procurou Josué, Gideão, Saul, Davi, José, João Batista, Pedro, Paulo, Agostinho, Calvino, Lutero, Jason, você…. Sempre que algo precisa ser feito, Deus procura um homem, muitas dessas vezes, o Senhor pessoalmente se encarregou de buscar e encontrar uma pessoa; em tantas outras, as circunstancias levaram as pessoas perceberam a necessidade e procurarem as soluções. Sempre a um homem, uma pessoa envolvida na solução promovida por Deus. Ainda que alguns não entendam ou não levem tão à sério, mas verdades espirituais existem e são como leis da natureza, elas funcionam. Vejamos por exemplo uma citação no Salmo 115, que afirma: “Os céus são os céus do Senhor; mas a terra a deu aos filhos dos homens.” (Sl 115.16). Deus deu a terra aos humanos, a terra é nossa, então é nossa obrigação e função cuidar dela e sempre que é necessário uma intervenção divina, para cuidar de situações aqui, Deus o faz através de homens, Até a salvação, em Cristo Jesus, ele teve que se tornar homem, se encarnar e nascer como nasce todos os homens, para poder interferir na história dos homens. Você já tinha alguma noção por que na Bíblia tem longas listas de genealogias? Exatamente para provar origem e especialmente a de Jesus. Na texto de hoje, o pecado e o desprezo do povo pelo culto a Deus, com quem eles haviam entrado em aliança, levou-os novamente a opressão e escravidão, até o ponto deles não suportarem mais. Isso é repetido nem sei quantas vezes na história humana. As pessoas são criadas por Deus, sustentadas, abençoadas, e presenteadas com habilidades e capacidades e bens maravilhosos e logo se envaidecem e se tornam arrogantes e negam a existência, quando não a presença de Deus nas suas vidas e vão viver “livres” de Deus, mas escravizados aos seus pecados, vícios e tiranias de seus parceiros de ideologias, até….quando não aguentam mais e clamam a Deus por livramento. É quando se faz necessário um homem, uma pessoa com coragem e determinação de lutar e destruir jugos e correntes. O pecado escraviza e não existe escravidão boa! O mal engana e ilude até que a vítima esteja enredada. Já ouviu o provérbio popular dos antigos que dizia: “Vassoura nova, varre que é uma beleza!” No começo, tudo são flores, até a verdadeira face se revela. Quem será a pessoa, que se levantará para ser instrumento de bênção na sua vez? Quem aceita a vocação, normalmente pega a casa todo desarrumada e é por ali que começa o ministério! Como está as coisas ao seu redor? Quem sabe, é a sua vez!

Pr Jason

Quem Vai Reinar Sobre Nós?

Meditação do dia 18/09/2015

Jz 9.8Foram uma vez as árvores a ungir para si um rei, e disseram à oliveira: Reina tu sobre nós.”

Quem vai reinar sobre nós? – Reinar, palavra simples, pequena, mas poderosa! O dicionário define reinar como: Governar, proceder como rei, dominar, estar em voga, prevalecer, existir, durar certo tempo, grassar, estar em pleno domínio. O ser humano, por causa de seu instinto gregário, gostar e precisar de viver em comunidades, ele precisa liderar ou ser liderado. Então, surge a oportunidade de indivíduos mostrar seus dotes e talentos, e assim, por necessidade, obrigação ou oportunismo, surge a figura do líder. A função está presente em todo e qualquer seguimento da sociedade. Parece inevitável, é só formar ou juntar um grupo de pessoas, já querem eleger um líder, um representante e surge a delegação de poderes e lá vem as regras e esse filme todos nós já vimos….(e no final dele todos nós morremos!) O caráter do líder determina muito o rumo de sua liderança e a ausência de prestação de contas ou omissão de presença e participação da massa, dá oportunidade para a corrupção e desvio de conduta ou abre-se a porta para o autoritarismo. Nosso texto de hoje, trás uma parábola, dita pelo filho de Gideão, que fora um grande líder e se recusara a reinar ou liderar sobre o povo como rei e não queria que seus filhos também o fizesse; no vácuo do poder, surge um filho nascido fora do casamento e criado fora da cultura e da educação dos demais irmãos. Reivindicou o direito de reinar e cidadãos isolados de uma localidade lhe concedeu poderes e recursos; sua primeira medida de liderança, foi executar, assassinar todos os seus meios irmãos, exceto um escapara. Em três anos, ele destruiu a família de seus irmãos, a cidade que lhe acolhera e lhe dera poderes, perseguiu outras localidades e acabou se auto destruindo, morrendo de forma abominável. “Quer conhecer o Inácio, é só botar ele no palácio!” Na sua parábola, o jovem ilustrou as árvores escolhendo um rei e convidaram a Oliveira, a Figueira e a Videira – Todas elas já serviam à comunidade com seus frutos e entendiam que isso era muito importante, acima até de governar sobre as demais e assim o vazio do poder foi colocado à disposição do Espinheiro, que “já chegou, chegando,” tudo seria do jeito dele ou o fogo destruiria qualquer oposição. Uma teoria que nunca foi idealizada para ser teoria, transforma oportunidade do exercício do bom governo ou administração nas tragédias administrativas que temos visto: O Senhorio de Deus! O próprio Senhor Jesus citou: “E por que me chamais, Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?” (Lc 6.46) No Antigo Testamento, Deus faz uma reivindicação semelhante a essa: “O filho honra o pai, e o servo o seu senhor; se eu sou pai, onde está a minha honra? E, se eu sou senhor, onde está o meu temor? diz o SENHOR dos Exércitos a vós, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome. E vós dizeis: Em que nós temos desprezado o teu nome?” (Ml 1.6) Deus deve ocupar o primeiro lugar e uma pessoa, segundo o coração de Deus, em amor, temor e desejo de servir, lidera servindo. Líder de verdade é para servir e não para ser servido!

Pr Jason

Mimos e Afagos

Meditação do dia 17/09/2015

Jz 8.11Porém ele lhes disse: Que mais fiz eu agora do que vós? Não são porventura os rabiscos de Efraim melhores do que a vindima de Abiezer?

Mimos e Afagos – Liderar envolve resolver conflitos! Os conflitos brotam com tanta facilidade nas relações humanas, até mesmo onde o objetivo parece ser único. Administrar interesses e egos nem sempre é fácil, pois o orgulho e a vaidade pessoal caminha junto com os talentos e a capacidade. Líderes poderiam ser as pessoas que menos se chocassem; mas exatamente por serem líderes, terem personalidades fortes, coragem e capacidade de defenderem suas propostas é que leva aos grandes choques; o importante é saber mediar e conviver produtivamente juntos, formar unidade. Gideão lidava com homens guerreiros, combatentes, que viviam com os nervos à flor da pele! Além das preocupações regimentais do exército, eles eram também chefes de famílias, empreendedores, e as questões nacionais lhes pesavam aos ombros, mas também a vida pessoal e a sua segurança. Com tanta testosterona no ar, Gideão tinha que se virar nos trinta para não deixar nada sair do controle. Ele também conhecia aqueles homens e como falar aos seus corações e até mesmo como mexer com a sua vaidade, para deixa-los macios e cordatos. Nessa situação em particular que estamos vendo hoje, o que houve foi um levante, um motim, um princípio de rebelião interna, numa hora muito inapropriada. Quando convocou seu exército, era, trinta e dois mil homens (Jz 7.3); quando Josué anunciou que quem estivesse com medo, ou assumisse que era covarde demais para lutar ou tímido para encarar uma parada dura, poderiam voltar para casa imediatamente, vinte e dois mil se apresentaram. Que vergonha! Gente que se diz ser do Exército de Deus, para lutar pela causa da verdade e da justiça, conquistar, libertar, estabelecer o Reino de Deus e enfrentar as forças do mal no poder do Senhor, são na verdade fortíssimos candidatos a passar para o lado do adversário por causa de suas atitudes e vidas interiores. Não nos admiramos quando igrejas passam por momentos difíceis, a debandada é geral e cada um com suas justificativas esfarrapadas e zelosas de sua fé. Me desculpem a analogia, mas é como afundamento de navio, “os ratos são os primeiros a fugirem!” Dos dez mil restantes, vimos ontem que nove mil e setecentos eram “barrigas d’água” e foram também despedidos para casa. Gideão e seus trezentos homens enfrentam todo o combate com os recursos e estratégias fornecidas por Deus e desbarataram um exército numerosíssimo comandado por quatro príncipes midianitas. Essa massa que fora embora, “ajudaram” capturando e executando dois desses príncipes; Gideão ainda estava em perseguição aos outros dois; cansados, famintos, esgotados, mas na luta, quando aparece “uma comissão” exigindo explicações porque você, Gideão não nos convocou para lugar com você? E estavam bravos, ânimos acirrados e dispostos a entrar em choque com o Líder e seus trezentos. Gideão não tinha tempo e nem razões para dar conversa a eles e se livrou deles simplesmente fazendo um elogio, bajulando e enchendo a bola deles, o suficiente para eles se acalmarem e acharem que realmente estavam “por cima da carne seca.” Cuidado com quem vive à caça de elogios e bajulações! Pessoas que se acalmam quando ouve que o que elas fazem é mais importante do que tudo que todos os outros juntos fazem! Reconhecimento é bom, deve ser feito, honrar quem deve ser honrado sim! Mas cuidado com quem está disposto a brigar, bater boca e altercar e que fica “bonzinho” só com um afago!

Pr Jason

Processo Seletivo

Meditação do dia 16/09/2015

Jz 7.11E foi o número dos que lamberam, levando a mão à boca, trezentos homens; e todo o restante do povo se abaixou de joelhos a beber as águas.

Processo Seletivo – Desde o vestibular, ao exame psicotécnico, passando pelas temíveis entrevistas, constantemente as pessoas passam por processos onde são selecionados os melhores para ocuparem vagas concorridíssimas. Os atletas competem com outros de igual ou superior nível de aptidão, de forma que os treinos se tornam fundamentais, pois um detalhe mínimo define uma classificação, uma medalha, um índice ou a desclassificação e choro. Fração de segundos faz diferença! Um detalhe na preparação faz diferença. Na vida também a natureza se encarrega de fazer sua justiça e premiar quem continua e quem se extingue ou se desclassifica. Deus também tem seu processo seletivo para escolher os melhores para agirem em certas situações. Alguns trabalhos exigem a participação de pessoas que são diferentes e por isso são escolhidas. Um dos critérios básicos de Deus selecionar pessoas é pelo coração, pelas aptidões interiores, pois revela a pessoa real e seus valores, enquanto o exterior podem ser maqueado e se passar por algo que não é e humanamente é muito difícil perceber e discernir elementos chaves. Quando foi escolher um rei para a nação, o Senhor enviou o profeta Samuel à casa de Jessé para escolher entre seus filhos um rei e Samuel com toda a sua experiência, firmeza de caráter e intimidade com Deus ia cometer um erro crasso, se o próprio Senhor não o corrige à tempo. “E sucedeu que, entrando eles, viu a Eliabe, e disse: Certamente está perante o Senhor o seu ungido. Porém o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o Senhor não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração” (I Sm 16.6,7). Seus olhos podem te regar peças! As aparências enganam e muito! Você pode estar cultivando esperança de onde não virá e pode estar menosprezando a bênção por que não tem aparência e formosura! Você pode estar olhando na direção errada! Gideão estava com um exército numeroso e capaz de vencer aquela guerra e produzir bons resultados com a ajuda de Deus; mas eles iriam atribuir a vitória a eles mesmos, pelo seu número, pela suas habilidades e estratégias e até pelo comando bem sucedido de um líder competente; Mas eles não considerariam que o maior adversário naquela guerra não era físico (os midianistas), mas espiritual e invisível (demônios e espíritos malignos) que patrocinavam as ações daquelas hostes. Deus sabia, que a guerra era mais espiritual, que física e militar e que Gideão e a nação precisa ver e aprender a discernir, que ser povo de Deus é se tornar alvo de ataques e planos além da imaginação e da compreensão. Verdades sobrenaturais não se explicam e não se lida com armas e estratégias lógicas, mentais, humanas e na força física. Pois Deus fez uma seleção, para que separasse as pessoas que tinham um coração voltado para a tarefa que lhes era dada e levava isso tão à sério, a ponto de vigiar o tempo todo, consciente de suas responsabilidades. Digamos que após alguns exercícios e uma corridas ao calor do sol; a sede bateu forte, então Gideão os conduziu a um lugar de vastas águas e fresquinhas, serenas, tudo que eles precisavam. Deus disse a ele: “Olhe e aprenda! Observe o procedimento desses soldados numa experiência real de guerra e diante de uma possível armadilha do inimigo no momento oportuno como o de saciar a sede.” Muitos deles, largaram as armas, deitaram de barriga no chão e meteram a cara na água e sugavam goles e mais goles, como se fossem bois sedentos no riacho. Trezentos se abaixaram, joelhos no chão, armas em punho, olhar atento na água e no horizonte, pegando pequenas porções com a uma das mãos e levando à boca. Gideão entendeu a dica! Jesus usou uma expressão para mostrar a mesma coisa: “E Jesus lhe disse: ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus” (Lc 9: 62). Esses trezentos ficaram para a história! São lembrados de geração e geração! E os “barrigas d’água?!” Foram para casa, no mesmo dia, não lutaram, não venceram, se perderam na massa da maioria, dos comuns! Você precisa se preparar para o próximo nível e não para ficar onde já está!

Pr Jason

Malhando Trigo no Lagar

Meditação do dia 15/09/2015

Jz 6.11Então o anjo do Senhor veio, e assentou-se debaixo do carvalho que está em Ofra, que pertencia a Joás, abiezrita; e Gideão, seu filho, estava malhando o trigo no lagar, para o salvar dos midianitas.”

Malhando Trigo no Lagar – Estamos numa cena tipicamente agrícola interiorana, digamos, trabalho de raiz mesmo. Labor artesanal, estilo primitivo, rudimentar, mas feito por um homem jovem, criativo e prestes a ter sua vida mudada inteiramente pela vocação de Deus para servir e libertar uma nação; coisa grande mesmo! Para quem não é do ramo, deixe-me dizer algo sobre esse contexto e o que isso tem a ver com a sua vida e a nossa realidade nacional hoje. Em termos espirituais, há paralelos constantes entre a realidade física e material em que vivemos e lidamos e as realidades espirituais que muitas vezes estão retratas em histórias e acontecimentos na Bíblia e claro, fora dela. Onde há conflitos de poderes e governos, o bem e o mal, o certo e o errado, por trás de tudo isso tem realidades e podres espirituais se confrontando. Nesse contexto, do texto de hoje, por causa do desvio dos caminhos de Deus e a enveredamento por vias erradas o juízo veio em forma de cativeiro, opressão de povos vizinhos e a destruição da economia em todos os sentidos. Isso era humano, visível, palpável e mensurável; quem estava mexendo os pauzinhos por trás era uma horda de demónios e espíritos territoriais altamente destrutivos e arrasadores. Eles  minam e roubam destruindo as fontes de renda e riquezas, destroem a capacidade produtiva e até nos níveis básicos de sobrevivência; o que podem saquear eles saqueam, o que não está pronto ou em condições de uso eles destroem; lá, eles saqueavam os produtos das colheitas e arrasavam as plantações ainda em formação e até os campos em preparo ou com potencial de produção; assim, seguidamente anos a pós ano, não há economia que resista e a nação entre em crise e a vida se torna muito difícil. (Algum paralelo ou semelhança com o que estamos vivendo no Brasil?) Crise, se supera com criatividade! Não desistir de procurar soluções e acha-las de forma surpreendente. Gideão fez isso! Ainda que fosse um pequeno produtor, de um lugar não importante e ele nem era o destaque da família, mas ele decidiu, que essa colheita era dele, de sua família, do povo de Deus e midianita nenhum iria comer a herança e a bênção que Deus lhe dera. Tudo começa com uma decisão de não se conformar e não aceitar o dano, como normal e inevitável. Uma decisão pessoal, pode mudar a história toda! Lagar, é o lugar, a construção apropriada para pisar uvas e fazer vinho ou produtos à base de uvas e não era época de colher uvas, e sim de colher trigo, que era enfeixado e malhado (batido para soltar os grãos) no campo. Gideão foi criativo, cortou o trigo e levou para malhar no lagar, assim ninguém dos invasores perceberia e ele salvaria a sua colheita e efetivamente a salvou. Por essa atitude corajosa, criativa e estratégica, que ele foi escolhido por Deus para liderar a libertação e elogiado como “varão valoroso” o que até para ele era novidade. Amados, o nosso país está passando por momentos delicados, as instituições estão em descrédito, as autoridades perplexas e impotentes ante os desafios; a igreja como instituição está em crise, as pessoas e famílias estão em crise e confusas. Isso é um cenário apropriado para surgimento de duas coisas: Uma, levante de espertalhões e mercadores de soluções ilusórias, enganadores, se valendo da boa fé e desespero de muitos. Segundo, posicionamento de pessoas do bem, decididas a serem instrumentos da graça, da justiça, da fé e da verdade, sendo criativas e poderosas em Deus, combatendo a verdadeira causa (a espiritual), para mudar a realidade visível e material. Ainda existem “Varões valorosos” para nos juntarmos a eles e salvar a pátria (até literalmente). Deus sempre será com os bons! E como dizem: “Para o mal prevalecer, basta a omissão dos bons!”

Pr Jason

Celebrando as Vitórias

Meditação do dia 14/09/2015

Jz 5.4E cantou Débora e Baraque, filho de Abinoão, naquele mesmo dia, dizendo:”

Celebrando as vitórias – Que as lutas estão presentes em nossas vidas, ninguém tem dúvidas! Mas não temos somente lutas, também temos vitórias, e as vitórias precisam ser celebradas. Essa era um prática muito comum entre o povo de Deus em toda a narrativa bíblica. Assim entendemos que a alegria, a festa e a celebração faz parte da vida com Deus. Mesmo em termos de futuro, quando lemos apocalipse, que ainda está para acontecer, vemos que antes de cada grande acontecimento ou evento, há uma celebração grandiosa diante do trono de Deus. Milhares de milhares e gente de todas as raças, tribos, línguas e nações celebrando com muito júbilo diante do Todo Poderoso e do Cordeiro. A nação israelita, quando instituída tinha várias celebrações anuais, que eram obrigatórias, faziam parte do calendário litúrgico de sua fé. Hoje, reduzimos muito as celebrações e até mesmo datas que seriam de muita importância para nós, foram contaminadas pela mentalidade comercial e mercantil, assim, o Jesus do Natal, perdeu seu lugar para o “bom velhinho” – a Páscoa, que marca a morte do Cordeiro, foi trocada por um coelho francês e as empresas de chocolate faturam alto. Particularmente, acho incrível como a festa do dia das bruxas está ganhando mais espaço do que o Dia Nacional de Ação de Graças. Na verdade a celebração está dentro da gente, como a fé, a gratidão, o poder de Deus, a persistência e tudo mais, que diz respeito a nossa fé. Débora e Baraque, viviam numa terra arrasada, economia comprometida, opressão política e submissão forçada a um governo estrangeiro e cruel, o povo desmotivado e até disposto a sossegar mesmo diante de tantas evidencias ruins. Mas eles encontraram forças e se firmaram numa promessa de Deus e foram a luta, e só quem luta vence! Eles venceram e por isso mesmo celebraram, compondo e cantando cânticos que exaltavam a Deus que lhes dera a vitória, enaltecia a coragem e a disponibilidade daqueles que mesmo com risco de suas vidas, se voluntariaram para combater. Pessoalmente não sou festeiro, mas gosto de celebrações, especialmente aquelas celebrações memoriais, que marcam os grandes feitos de Deus em nosso favor. Uma cura, uma libertação, uma provisão, uma graça recebida, por nós ou por alguém próximo de nós. Descubra sua razão e motivação para celebrar sua fé e gratidão a Deus.

Pr Jason

Simplesmente Débora

Meditação do dia 13/09/2015

Jz 4.4E Débora, mulher profetisa, mulher de Lapidote, julgava a Israel naquele tempo.”

Simplesmente Débora – Significa “abelha”, “mulher trabalhadora e esforçada”. Origem no hebraico Debhoráh, que quer dizer “abelha”. Quero fazer hoje um tributo a tantas mulheres valorosas em Deus que tem feito diferença no reino. Sendo reconhecidas ou não, elogiadas ou não, nossas igrejas têm muitas “Déboras” que são pessoas de valor inestimável na obra de Deus. É uma raridade em qualquer igreja, os pastores e líderes não contarem com ao menos uma dessas valentes de Deus, que são mais que braços direitos nossos. Irmãs, obrigado pelo trabalho e dedicação de vocês! Eu sei, pois na lgreja local, temos várias dessas a quem estimo muito e elas não estão atrás de placas, títulos ou homenagens; estão servindo e só querem servir melhor! Que a bênção do todo poderoso, que foi com a nossa Débora original, naquele tempo difícil para o povo de Deus e ela se levantou como mãe e pôr ordem na casa até que a vitória fosse plena; que hoje também, em dias tão conturbados e difíceis, essa unção e bênção esteja sobre vocês e a liderança sábia e o juízo sensato adquirido aos pés do Senhor em oração e consagração, faça toda a diferença na família de Deus. Amém! Gosto de pensar em certos quadros bíblicos, que a prática desafia a nossa mentalidade que tende a fazer do novo e moderno algo bom e as coisas antigas em tempos de sofrimento e fazer daqueles personagens vítimas de um sistema cruel. Mas a Bíblia mostra que não é bem assim! Imaginemos, por exemplo, no tempo de Débora, hebreia, numa nação em formação, de liderança masculina centralizada e onde pensamos que o papel das mulheres de seu tempo era restrito à cuidar da casa e dos afazeres de mãe e esposa, sem relevância social ou espiritual. Ela aparece como JUÍZA – PROFETISA – e que toda a nação vinha a ela para atendimento e certamente ela era valorizada e respeitada. Não há demérito algum e nem o seu marido é tratado como sendo “fraco e mandado pela mulher;” Como também ela é descrita como sendo esposa de um senhor. Nenhum de seus ofícios e funções alterou sua pessoa, sua humildade ou sua autoridade. Seu “escritório” entre as palmeiras estava sempre lotado, mas ela tinha tempo para Deus e sua palavra. Quando Deus lhe deu uma missão, que seria liderada por alguém, ela não se sentiu intimidada e nem que aquilo rivalizaria com seu ministério; ele simplesmente mandou chamar a Baraque, (não o atual Barack dos States) e disse que ele deveria tomar as providencias de obedecer as instruções de Deus. Fizeram uma parceria em função de libertar a nação, mas ela disse a ele que a honra da vitória dessa vez não seria dele e nem dela, mas de uma outra mulher e lendo o texto à frente, nos deparamos com Jael, outra valente e astuta mulher que deixou seu nome da história; uma dona de casa que derrotou um general de exército. Irmãs, para fazer a obra de Deus, vocês só precisam estar disponíveis a Deus e se disporem a serem instrumentos de bênção e podem fazer isso, até mesmo dentro de suas casas, pois Deus trará a cada uma a direção e a graça suficiente para agirem. Tudo o que vocês adquiriram em termos de valores, treinamentos, experiências, conhecimentos e habilidades, é tudo que será preciso para agirem no poder de Deus. Déboras, não desanimem, não desistam, a vitória vem!

Pr Jason

A Escolha de à quem servir

Meditação do dia 12/09/2015

Jz 3.7E os filhos de Israel fizeram o que era mau aos olhos do Senhor, e se esqueceram do Senhor seu Deus; e serviram aos baalins e a Astarote.”

A escolha de à quem servir – A fé bíblica admite que o homem foi criado por Deus à sua imagem e semelhança. Admite-se também que essa criação tem como propósito a comunhão e o companheirismo entre a criatura e seu criador; Daí, o plano de redenção estar sob a responsabilidade da igreja que tem como missão, a reconciliação entre criatura e criador. Trabalha-se, com o conceito de que o homem foi criado livre, responsável por suas escolhas e com vista a uma futura prestação de contas. Entendemos que a liberdade humana é um atributo que precisa ser entendido e desenvolvido, para o seu pleno gozo; em certo sentido o homem é livre para escolher uma parceria e claro, preferencialmente com Deus, que é a sua fonte de origem. A quem devemos servir? Adorar e servir é característica da natureza humana em relação a Deus. O conceito que conhecemos de culto e serviço a Deus expandido mundo à fora, não é único, haja visto que a história e a experiência mostra que mesmo em culturas sem contatos anteriores com conceitos cristãos ou que entendemos por “civilização” eles possuem conceitos de fé, culto, deus, espíritos bons e maus, redenção, purificação espiritual, vida pós-morte, prestação de contas ou juízo etc. Isso, independe de cultura e contados entre civilizações. Então eu volt à pergunta: A quem servir? Espiritualmente, você, eu e cada um ao nosso redor, está conectado em algum grau com o divino, sagrado ou espiritual. Escolhemos servir a Deus, o Deus da Bíblia, o criador, o Senhor, que propôs um projeto de salvação e redenção para a humanidade; ou escolhemos não servi-lo; alguns escolhem simplesmente não se comprometerem com “nada” mas no fundo, todos estamos comprometidos com alguma coisa. O Senhor Jesus Cristo, nos seus dias aqui na terra, usou o seguinte conceito: “Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro” (Mt 6.24). Segundo o Mestre, “ninguém” – pode servir a dois senhores ao mesmo tempo, porque invariavelmente irá se dedicar mais a um que ao outro ou até desprezar em detrimento do outro; então, servirá a um ou a outro, mas servirá a alguém. O texto mostra que assim que os hebreus deixaram ou esqueceram o seu Deus, automaticamente já estavam servindo aos deuses canaanitas. Essa é a realidade! Quando não estamos consagrando-nos a Deus e ao seu serviço, certamente estamos engajados e comprometidos com “algum serviço” que se torna um ritual de culto. Jesus citou um dos principais concorrentes da adoração a Deus – O dinheiro – em determinada versão bíblica até vem o termo “Mamon” ou o deus do materialismo. Quando alguém abre mão de seu tempo de servir a Deus através de um ministério, ele abre mão disso em função de outro fator que toma o seu tempo e atenção e devoção; que pode ser lazer, trabalho, família, estudo, carreira, e uma infinidade de coisas…. em si, elas não necessariamente são más ou erradas, e têm o seu lugar e valor, mas insistem em tomar o lugar que não lhes é devido, o lugar de Deus! Aí, é que mora o perigo!

Pr Jason

Onde Foi que Erramos?

Meditação do dia 11/09/2015

Jz 2.10E foi também congregada toda aquela geração a seus pais, e outra geração após ela se levantou, que não conhecia ao Senhor, nem tampouco a obra que ele fizera a Israel.”

Onde foi que erramos? Essa deve ser uma das perguntas mais repetidas após constatar uma tragédia. Os pais a usam muito ao ver os descaminhos dos filhos ou netos; educadores a utilizam ao verem suas teorias ruírem miseravelmente; governos também fazem uso da perguntam quando assombrados pelos transtornos eleitorais; técnicos no esporte e estrategistas quando são pegos de surpresa e assim, cada um, a sua maneira lamenta o fracasso. Em termos espirituais e eclesiásticos, isso tem sido tema de estudo, congresso e debates, já que muitos esforços e recursos são empregados e poucos resultados são obtidos. Líderes que pregam ardorosamente o que consideram a cura para todos os males, de repente também estão vendo que suas prédicas são belas teorias, que não surtem tais efeitos anunciados. As duas notas tristes no texto acima, são: não conhecia ao Senhor e nem tampouco a obra que ele fizera a Israel – Uma nova geração se levantou, mas sem essas duas verdades, que estivera presente nas gerações anteriores. Dependendo do modo ou sistema de fazer o seu ministério, ou a sistemática adotada por igreja local ou denominação, cada leitor já está pensando no “onde” foi que falharam. Olhando para dentro da realidade de cada um de nós, no círculo onde convivemos, também já detectamos o que houve e até o que fazer para isso não se repetir. Mas o interessante, é que isso voltou a se repetir. Parece ser cíclico! Sou pastor de uma igreja Batista da CBN, portanto nos nossos valores estão fé, renovação espiritual, atualidade dos dons, fogo, etc e tal…. Na igreja local, acreditamos muito no valor do discipulado, e o temos como carro-chefe de nossos trabalhos. Estou no pastorado local à vinte e quatro anos e dez dias, então deu tempo para consolidar coisas e firmar valores! Mas também estou na fila e à alguns tempos, estamos avaliando e reavaliando e fizemos também a bendita pergunta: “Onde foi que erramos?” Aqui, diríamos que os hebreus erraram ao não produzir uma discipulado eficiente, onde uma geração que foram bem trabalhada, por Moisés e seus líderes, seguidos por Josué e sua turma, que concentraram suas energias e forças em conquistar e consolidar propriedades e heranças e relegaram a um segundo plano, o ensino maciço da Palavra de Deus e o estilo de vida do reino de Deus. Eles foram um bando de esfarrapados, sem teto, sem terra e sem mais algumas coisas, mas tinham Deus no centro de suas vidas e a Palavra sendo ensinada e os princípios praticados fervorosamente e oravam buscando alcançar as promessas – então, entram na terra, conquistam cidades, terras, riquezas, se estabelecem, começam a ser empreendedores, ter sucesso vislumbrar um futuro – mas esqueceram o Deus que lhes fizera as promessas e as cumpriram, deixaram os ensinos que os tornaram uma nação com propósitos e se perderam em pouco tempo. Tinham tudo, menos o que era importante, então perceberam que não tinham nada! Essa semana foi congregado ao Senhor o Pastor Enéias Tognini; à poucos dias atrás, foi o Pastor Rosivaldo de Araújo, também o Pastor Lucimar de Almeida… e uma nova geração se levanta… qual o meu papel e a minha responsabilidade de agora em diante, junto com os meus colegas líderes? Reflitamos, meditemos…

Pr Jason