Cinquenta Justos

Meditação do dia 11/05/2018

Se porventura houver cinqüenta justos na cidade, destruirás também, e não pouparás o lugar por causa dos cinqüenta justos que estão dentro dela?  (Gn 18.24)

Cinquenta Justos – Nosso modo de pensar e a cultura mental adotada acaba por influenciar nossas vidas de forma tão significativa que podemos incorrer em erros grosseiros diante de Deus, na mais pura ignorância e ingenuidade de que estamos certos. Quando acompanhamos a história bíblia, digo, lendo a Bíblia, iniciando em Gêneis seguindo livro após livro, de certa forma acompanhamos o desenvolvimento da civilização e naqueles hiatos de tempo, alguma coisa acontece sem percebermos e quando nos damos conta estamos nas cenas seguintes, com um quadro bem diferente e isso gera linhas de pensamentos estranhos à nossa fé. Me refiro, por exemplo, ao fato de que inicialmente, Deus criou tudo e todos e ele é soberano e interage com tudo naturalmente. Vem o dilúvio e começa tudo, com oito pessoas e apenas tres reproduzem as gerações de pessoas que povoaram todo o mundo e são as raízes das nações e culturas atuais. Fecha essa cortina e abre-se novamente com Abrão sendo chamado por Deus em Ur dos caldeus; aqui a nossa mentalidade já é de que todo o mundo é povoado por idólatras pagãos politeístas e que Abrão foi um herói da resistência que conseguiu ouvir a Deus num mundo infestado de pecadores maus. A idéia básica na cabeça de todos é que crer em Deus, o Criador era coisa nova para Abrão e que fora disso só havia escuridão espiritual. No fundo, imaginamos que a verdade e a justiça existia apenas em Deus e ele estava se revelando para começar tudo do zero com Abrão e fazer isso se massificar com seus descendentes. É comum pensar ou agirmos como se TODAS as pessoas não fossem criadas por Deus, sustentadas e amadas e candidatas à redenção que viria por meio de um homem, uma família, uma nação, uma família e novamente um homem – o Cristo. Sabemos de fato que cidades como Sodoma e Gomorra, alvos aqui da ira de Deus e da intercessão de Abraão, realmente se destacaram em termos de pecados grosseiros, imoralidade sexual, homossexualismo, injustiça e violência a um nível tal que despertou a necessidade da intervenção divina com juízo tal qual sabemos pela história. Quando Abraão apela a Deus em nome da possibilidade de ter ali cinquenta pessoas justas, o que é que entendemos, como você lida com isso. Já ouvi de pregadores que Abraão estava pensando em Ló e sua esposa e duas filhas, quatro pessoas que conheciam a Deus e fora discipulado por ele e acrescia dois futuros genros que por certo seriam boas pessoas. Certamente eles geravam influencia positiva na vida de escravos, empregados e vizinhos, isso daria no mínimo uma congregação de cinquenta pessoas. Pode ser isso, ou pode ser de outra forma que não seja estritamente pela ótica da ética e moral judaico cristã como é no mundo atual. É preciso ver que todas as pessoas são criadas por Deus, independe da situação cultural, religiosa de cada um, ainda são criaturas de Deus. Consigo pensar numa daquelas famílias antigas com muitos filhos e eles crescem e adotam profissões, fé, costumes e hábitos os mais variados e quando se faz a reunião da família, para os patriarcas, são filhos e ainda que se tenha que respeitar as diferenças e administrar atritos, ali são filhos. O pai ama e quer o melhor para todos e paz entre eles.

Pai, obrigado por teres um conceito correto de justiça e retidão que vai além do nosso entendimento e o teu amor sobrepõe a tudo isso. A grande verdade do evangelho é que amaste o mundo de tal maneira que o teu filho veio e foi nos dado para que todo o que nele creia não pereça, mas tenha a vida eterna. Obrigado, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

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Que Tipo de Pergunta é Essa?

Meditação do dia 10/05/2018

E chegou-se Abraão, dizendo: Destruirás também o justo com o ímpio?  (Gn 18.22)

Que tipo de pergunta é essa? – Muita gente gostaria de ter coragem para perguntar coisas assim para Deus, mas não tem coragem. É bastante comum as pessoas falarem muito, perguntarem muito, questionar, argumentar e debater suas idéias, mas nunca no foro apropriado. Falam com todo mundo, menos com quem realmente pode responder e tirar as dúvidas. Nas igrejas isso é por demais  comum; os membros falam, argumentam, mas entre eles e no clubinho; na hora de chegar na reunião, no líder ou na autoridade competente, se murcham, s omitem e no jargão popular, “amarelam mesmo!” Quando se trata de algo tão ousado, como fez Abraão, a primeira boa verdade que se percebe é que há um nível de amizade e responsabilidade entre ele e Deus, que a conversa é como se fosse dois humanos, no caso Abraão e um outro fazendeiro, até mesmo o seu sobrinho Ló ou seu mordomo Eliézer. A uma considerável distancia entre ser franco e honesto com ética e respeito e ser arrogante e inconsequente. É claro que Deus já sabe o que está no nosso coração antes mesmo de falarmos ou formularmos uma expressão. Não havendo ainda palavra alguma na minha língua, eis que logo, ó Senhor, tudo conheces (Sl 139.4). Então não verbalizar, mas nutrir no coração e na mente uma desconfiança do caráter e das intenções de Deus, não é prudente e reverente. Na limitação humana não é possível ver um quadro todo e muito menos alternativas que fogem do trivial. Assim, Abraão percebendo o que iria acontecer com aquelas cidades ímpias, fez uma pergunta, creio eu não no sentido de defender “os direitos humanos,” mas em ver como Deus procederia para saber quem era quem e como fazer aquele omelete sem quebrar os ovos. Como identificar pessoas que não mereceriam serem destruídas juntamente com milhares de outras totalmente perversas e desobedientes? Entendendo que a maioria eram de injustos, será que Deus juntaria tudo num cesto só e botaria fogo? Por outro lado, era uma maneira razoável de iniciar uma conversa com fins de intercessão pelas pessoas que ele conhecia e que gostaria de ver fora daquelas possibilidades de juízo destruidor. Podemos imaginar que a pergunta de Abraão, poderia ter respondido por Deus com uma outra pergunta: De que justos você está falando? Há algum ali?  É possível que no íntimo, Abraão estava tentando estabelecer parâmetros para saber que margem ele teria de segurança para negociar. Ele estava querendo saber qual era a vontade de Deus e quais as chances dele poder fazer alguma coisa em favor de seu sobrinho e família. Sempre acreditei que Deus gosta de pessoas corajosas, que tem “sangue nas veias” e não faz rodeios e é capaz de lutar por aquilo que entende ser justo e direito. No filme Rambo III, aquele personagem afegão, diz ao Rambo que parece que Deus gosta de malucos, pois fez tantos!!! Gosto dessa idéia para corajosos, valentes, destemidos; aquele tipo de pessoa que fica na brecha (Ez 22.30) e não deixa passar nada, ou daquele tipo valente de Davi, lutando pelo pequeno campo de lentilhas (2 Sm 23.11,12). Voce tem coragem de perguntar para Deus, o que está no seu coração?

Senhor, obrigado por compartilhar o lado paterno e meigo do teu coração com os teus filhos. Obrigado por não se zangar e ao contrário, responder e instruir os teus filhos com amor e ternura, nos encaminhando para a maturidade e confiança plena no teu caráter santo e justo. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

O Homem de Pé Diante da Face do Senhor

Meditação do dia 09/05/2018

Então viraram aqueles homens os rostos dali, e foram-se para Sodoma; mas Abraão ficou ainda em pé diante da face do Senhor.  (Gn 18.22)

O homem de pé diante da face do Senhor – Há uma razão maior por trás da vivermos na presença de Deus. Toda a experiência humana de se relacionar com Deus tem propósitos redentivos envolvidos. Primeiro Deus trabalha em nós e depois ele trabalha através de nós. O que fazemos deve ser o reflexo ou o resultado do que vivemos e experimentamos em Deus. Se isso não acontecer, corremos o risco de exercer um tipo de ministério meramente teórico e vazio. No relacionamento familiar, os filhos observam e copiam as ações dos pais e reproduzem as experiências vividas. Daí, alguém sabiamente disse que “os filhos insistem em imitar os pais, por mais que estes tentem lhes ensinar boas maneiras.” O melhor lugar para se trabalhar, em se tratando de serviços para Deus, é ao lado dele; onde Deus está agindo é bem mais interessante e produtivo para trabalharmos. Cultivar hábitos devocionais e uma vida piedosa, constante, perseverante, permanente, visa nos deixar afinados com a perfeita vontade de Deus. Aquilo que está no coração dele, também faz sentido ao nosso. Ninguém deveria fazer devocional, ler a Bíblia, ir as celebrações da igreja para cumprir uma obrigação ou ficar em paz com sua consciência. Qualquer coisa nesse sentido, anula a graça de Deus para sua experiência e faz daquilo um compromisso religioso, que acaba sendo desempenhado mecanicamente. Abraão recebeu ao Senhor em sua tenda e ficou feliz em compartilhar uma refeição, depois foi abençoado com a notícia de o tempo para o nascimento do seu herdeiro já estava correndo. Quando os mensageiros divinos saíram para cumprirem outras missões, Abraão ficou ainda de pé diante do Senhor. Mesmo que ali estive o Cristo pré encarnado, Deus ainda era onipresente e a comunhão não estava limitado a uma presença ou uma voz ou manifestação. O coração de Abraão estava em sintonia com o coração de Deus sobre Sodoma e Gomorra. Não é raro pessoas pensarem e agirem como se o único interesse de Deus na terra fosse pelos cristãos, evangélicos e especialmente pelas pessoas da denominação deles. A mente e a mentalidade trabalha para rejeitar a idéia de que Deus se importa com todas as pessoas e com a situação do pecado destruindo vidas e propósitos eternos dele, bem diante dos olhos dos embaixadores do Reino dos Céus. A razão de desfrutar da presença gloriosa de comunhão e amizade com o Deus, é servir depois aos propósitos dele e o campo de trabalho está logo ali à vista. Ao redor de todos nós, há pecado e pecadores, gente amado por Deus em rota de colisão com a destruição eterna e os olhos dos membros do Corpo de Cristo estão do outro lado do planeta, em outros países, outras culturas e outras línguas, tudo muito distante, caro e inacessível para eles. Nada contra missões transculturais, ao contrário, uns precisam ir e devem ser treinados, enviados, sustentados e apoiados em todos os sentidos; mas a maioria deve se concentrar no seu campo de trabalho, bem pertinho, ao seu alcance. É possível alguém chorar pelos viciados da Cracolandia na capital paulista, mas não suportar o sobrinho, ou vizinho viciado; nunca se importou com a casa de recuperação na sua cidade que passa por dificuldade de serviços voluntários, oração e ajuda material. Pode-se ficar chateado pelo problema do descaso com a saúde pública e as condições dos pacientes do SUS, Brasil afora, mas não visita os doentes do hospital da sua cidade, ou irmãos da sua igreja, que poderiam ser confortados. Ficar de pé diante de Deus e ver o mesmo que Deus vê pode ser transformador, mas também pode ser aterrador. Me faz lembrar Moisés querendo orar quando era ora de agir e Deus chamou sua atenção: Então disse o Senhor a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem. E tu, levanta a tua vara, e estende a tua mão sobre o mar, e fende-o, para que os filhos de Israel passem pelo meio do mar em seco (Ex 14.15,16). Tudo no seu devido tempo.
Senhor, diante de ti todo joelho se dobrará e toda língua confessará que és Senhor, para glória de Deus Pai. Curvar-se diante de ti é uma honra para qualquer um de teus remidos, em adoração, reconhecimento e submissão; mas também queremos submeter-nos ao teu senhorio e estar de pé e perceber o que se passa ao nosso redor e está sob nossa possibilidade e influencia. A visão dos campos brancos para a ceifa é bem mais perto de Deus do que queremos supor e acreditar. No poder do teu Espírito Santo poderemos nos por de pé e olhar na mesma direção que olhas. Oramos em fé no teu poderoso nome e para a glória de Deus Pai, amém.

 

Pr Jason

Apostando no Homem Certo

Meditação do dia 08/05/2018

Porque eu o tenho conhecido, e sei que ele há de ordenar a seus filhos e à sua casa depois dele, para que guardem o caminho do Senhor, para agir com justiça e juízo; para que o Senhor faça vir sobre Abraão o que acerca dele tem falado.  (Gn 18.19)

Apostando no homem certo – Na Bíblia há textos que são pistas maravilhosas que servem de guia para nossa jornada. São verdadeiras joias, que merecem apreciação e admiração; por mais que a gente reflita e medite, ainda não esgotamos os seus recursos. Esse versículo texto da meditação de hoje é um desses para mim. Não dá para passar batido! Toda a Bíblia é palavra de Deus, certamente, inspirada, verdade viva e ativa, mas o que torna esse caso aqui mais emblemático para minha pessoa é o testemunho do Senhor sobre uma pessoa em quem ele está apostando suas fichas. O fato de Deus saber tudo de todos e sem reservas não é nada novo e nem é o caso de chamar nossa atenção; mas sim, Deus ver em uma pessoa, os requisitos necessários para cumprir uma missão tão abrangente que transcende qualquer cálculo humano. Considero de uma profundidade sem fim a riqueza das afirmações do Senhor: 1. Porque eu o tenho conhecido,” – Deus dizer que tem conhecido essa pessoa e não se trata de ter informações, mas fruto da observação e acompanhamento e ver o conteúdo, a essência de Abraão e torna-lo confiável aos olhos de Deus para envolver-se num projeto tão grande. 2. “e sei que ele há de ordenar a seus filhos e à sua casa depois dele,” Deus sabia que Abrão seria fiel e cuidadoso em ordenar a seus filhos e sua casa no seu tempo e depois disso. Ordenar é mais do que dar ordens, mas colocar os filhos e a casa em ordem. Isso me faz lembrar o rei Ezequias, muitos anos mais tarde que recebeu uma palavra profética da parte de Deus: “Naqueles dias adoeceu Ezequias mortalmente; e o profeta Isaías, filho de Amós, veio a ele e lhe disse: Assim diz o SENHOR: Põe em ordem a tua casa, porque morrerás, e não viverás.” (2 Rs 20.1). O homem já estava à beira da morte, com o pé na cova e sua casa estava desordenada e para não perder tudo, Deus dá lhe uma palavra final. É triste que pessoas só se preocupe com o certo, o verdadeiro, o eterno quando vê sua vida chegando ao fim, diante de um diagnóstico inevitável. Como mordomos de Deus isso é lastimável. O rei Belsazar não teve tempo para acertar as coisas (Dn 5.25-30). 3. “para que guardem o caminho do Senhor,”  – Caminhos do Senhor, são os modos de proceder, as veredas antigas, que servem de parâmetros para todos; isso não apenas para ser sabido, conhecido num seminário de final de semana, lido em livros ou ouvido em pregações – é coisa para se guardar no coração e na vida. Caminhos existem para serem utilizados e é por eles que se caminha. Os homens gostam de atalhos, meios mais fáceis ou ainda que não mais fáceis, mas do seu jeito, sob seu comando. O fim é desastroso. Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte. (Pv 14.12). 4. “para agir com justiça e juízo;” Deus afirma que Abraão teria condições de levar seus filhos a agirem com justiça e juízo. Por mais falhas e pecados e erros que a gente consiga apontar sobre os filhos de Israel, na Bíblia e na história, a verdade maior é que a maior influencia global de todos os tempos e durável em termos de ética, moral e cultural é a judaico-cristão. Deus tinha razão. Todos os princípios de lei, ordem, juízo, justiça e equidade, está fundamentado nos conceitos revelados por Deus à Israel e para sempre e sempre será assim, geração após geração, culminando em Cristo, e a Eternidade com Cristo, tal qual conhecemos cremos e pregamos. 5. “para que o Senhor faça vir sobre Abraão o que acerca dele tem falado.” Tudo o que foi prometido pessoalmente a Abrão aconteceu, está acontecendo e irá acontecer, para o tempo e a eternidade. Isso foi e é possível, porque ele preencheu as condições necessárias e moldou um sistema de transmissão tão eficiente que nada impediu e nem impedirá, com todos os ataques e armas que o inimigo tem à seu dispor. O mundo procura melhores métodos, melhores sistemas, melhores máquinas, mas Deus procura homens melhores, acessíveis, ensináveis e moldáveis pela ação do Espírito Santo.

 

Senhor, eis nos aqui, sempre há um remanescente fiel com o qual o Senhor possa contar. Por misericórdia e graça, queremos ser os homens com os quais contarás nessa época da história. Em cada geração o Senhor teve os teus valentes e essa é a minha hora, a nossa hora, a nossa vez. Em nome de Jesus, eis nos aqui!! Amém.

 

Pr Jason

Falando Consigo Mesmo

Meditação do dia 07/05/2018

E disse o Senhor: Ocultarei eu a Abraão o que faço, Visto que Abraão certamente virá a ser uma grande e poderosa nação, e nele serão benditas todas as nações da terra?”  (Gn 18.17,18)

Falando consigo mesmo – Falar consigo mesmo é sem dúvida muito mais comum do que gostaríamos de admitir; volta e meia estamos “falando com nossos botões,” e as vezes até dialogamos conosco mesmo, pergunto e respondendo e há casos em que não gostamos do rumo que a conversa toma. Alguém aí se pegou, se reprovando e até dando uns cascudos em si mesmo? Que loucura!!! Mas também tem as vezes que é engraçado e nos divertimos muito e até chamamos à atenção de outros que estão por perto e nos observa. Olha, não estamos falando de dupla personalidade. Nessa ocasião da visita de Deus à Abraão, aparece essa cena, descrita na cena final da visita, quando o Senhor e os outros dois auxiliares se dirigiam para os lados de Sodoma, Abraão os acompanhou na saída e então surgiu essa preciosidade, que retrata perfeitamente a identificação de Deus com a realidade humana, até em detalhes como conversar consigo mesmo. Há duas verdades importantes que desejo considerar aqui. A primeira delas é que Deus tem prazer em se revelar e também revelar aos seus servos determinadas coisas. Ao profeta Amós ele disse: Certamente o Senhor DEUS não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas” (Am 3.7). Assim entendemos que antes de uma ação de intervenção divina por aqui, ele antecipa os fatos aos seus servos, os profetas. Então, a questão não é se Deus fala, mas se estamos disponíveis para ouvir e quando ouvimos, somos capazes de discernir a revelação? Jesus antecipou que Jerusalém seria cercada e destruída e que o templo seria arruinado e não ficaria pedra sobre pedra; o que aconteceu no ano 70 D.C. Agostinho previu a destruição do império romano e a queda de Roma, e registrou no livro “A Cidade de Deus” e tudo aconteceu em 476 D.C. quando os bárbaros invadiram e saquearam Roma. Já me perguntei várias vezes, sobre Hiroshima, Hagasaki, etc. Sei que recentemente havia palavras proféticas sobre o Brasil e mais especificamente o Rio de Janeiro. Mas o meu coração também fica ligado na minha cidade, pois de todos os lugares do Brasil, o mais acessível a mim e sobre o qual me foi dado responsabilidade e autoridade de intercessão, é Guararapes. A Voce, deve ser a sua cidade, entendo que vale aquele princípio: “Se alguém não tem cuidado de sua casa, como cuidará da igreja de Deus?” Se não respondo pela minha cidade, meu bairro, como vou querer ganhar o mundo? A segunda verdade é que Deus valoriza o potencial que há em cada um de nós. A razão alegada para revelar o que faria, era que Abraão viria a ser uma grande e poderosa nação. Deus vê o que há em nós, que não vimos ainda e percebemos e nos direciona para trabalhar e realizar aquilo. Nosso futuro é sempre opaco do lado humano, mas Deus vê do outro lado do véu e age conforme o quando inteiro e não apenas com o presente. Daí a importância da fé e de aceitar os desafios de fazer coisas novas e diferentes. Não corra disso, corra para isso!

Pai, obrigado por ter uma visão de longo alcance e nos permitir participar contigo de coisas grandes e maiores do que o nosso atual conhecimento. Sou grato por saber que todas as coisas estão nas tuas mãos e tens perfeito controle de tudo. Obrigado pela permissão e bênção de participar com o Senhor de planos eternos. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Pergunta Difícil

Meditação do dia 06/05/2018

Haveria coisa alguma difícil ao Senhor? Ao tempo determinado tornarei a ti por este tempo da vida, e Sara terá um filho.”  (Gn 18.11,12)

Pergunta difícil – Fazer perguntas é uma arte. Fazer as perguntas certas pode fazer toda a diferença. No processo de desenvolvimento do ser humano, as crianças passam por uma fase em que fazem muitas perguntas. Elas querem saber o que é, como chama, para que serve, se pode comer, porque esta ali ou aqui, quem é, quem foi e tem momento que deixa os adultos alucinados! Já escrevi anteriormente e creio que por mais de uma vez, que Deus sendo onisciente, naturalmente sabe todas as coisas, então não haveria necessidade dele fazer perguntas a nós humanos, mas faz; por que? Juntando as peças, normalmente quando Deus faz uma pergunta, ele não espera uma resposta, mas uma atitude. O propósito da indagação não é receber uma informação ou aprender um conteúdo, disso ele não tem necessidade. Através da pergunta, ele provoca uma reação na pessoa, que precisa culminar numa decisão, numa atitude. Na situação do contexto de hoje, o Senhor está fazendo uma visita ao seu amigo Abraão, e foi bem recebido e lhe foi servido uma refeição. Depois foram então tratar dos negócios. Esses assuntos já vinham sendo desenvolvidos e o casal estava vivendo a muitos anos, na expectativa de ver a promessa se cumprindo. Deus já havia se revelado a ele como EL SHADDAI, o Todo Poderoso, o Mais que Suficiente, um galardoador que lhe falara sobre recompensá-lo regiamente. Abraão já vinha adorando e servindo-o como o Possuidor dos céus e da terra. Resumindo: Em termos de conhecer e saber sobre Deus, não havia mais espaço para dúvidas ou perguntas no coração de Abraão. Mas, quando o Senhor fala que chegou a hora de materializar a promessa, pois daqui a um tempo eu volto a ti visitar e Sara já terá tido um bebê; ela caiu na risada, achando impossível, difícil, sem chances pois sempre fora estéril e agora com o agravo da velhice e as condições reprodutivas de uma mulher já haviam cessado para ela. Sara acreditava em Deus e nas suas promessas, mas contava apenas com seus recursos pessoais e isso inviabilizaria qualquer projeto de maternidade. É aqui, bem aqui que o Senhor lhes adverte que nunca dependeu deles ou de suas condições para cumprir sua palavra. Deus não lhes prometera algo, contanto que eles por si mesmos teriam recursos para produzirem os resultados de sua promessa. Deus não chama ninguém para servi-lo contando com os recursos dessa pessoa ou com suas habilidades. Ele não precisa de nada! Nadica de nada! Ele nos chama para participar por que nos ama e quer nos dar sentido, valor e importância. Deus que que nos realizemos em servir em parceria com ele. O que acontece, é por sua graça e poder; a manifestação do seu amor e generosidade. Foi assim que Deus perguntou: Haveria coisa alguma difícil ao Senhor?” Dificuldade, impossibilidade, limitação são palavras que não existem na natureza divina. A pergunta era para provocar em Abraão e Sara uma reflexão rápida e certeira – A quem conhecemos e servimos, existe impossibilidade de realizar qualquer coisa? É o momento de descolar o humano do divino e pela fé elevar-se e pensar e agir como acredita-se. Nunca é tarde para Deus! Nunca é longe demais, profundo demais, pois para Ele todas as coisas são possíveis.

 

Pai, obrigado por sua graça e misericórdia. Graças pelas perguntas sábias que nos levam a reflexão e conclusão de que tu podes todas as coisas e que as limitações estão apenas do nosso lado e mesmo assim, elas não limitam a ti. O amor do Senhor cobriu todas as diferenças e na cruz, Jesus nivelou a todos com o seu sacrifício. Agora somos filhos e herdeiros. Glória e honra sejam somente a ti, em todo tempo e para sempre. Amém.

 

Pr Jason

Recursos Humanos X Recursos Divinos

Meditação do dia 05/05/2018

E eram Abraão e Sara já velhos, e adiantados em idade; já a Sara havia cessado o costume das mulheres. Assim, pois, riu-se Sara consigo, dizendo: Terei ainda deleite depois de haver envelhecido, sendo também o meu senhor já velho?”  (Gn 18.11,12)

Recursos humanos X Recursos divinos – Essa meditação poderia ser um mero repeteco da escrita no dia 23/04 à menos de um mês. Até o título poderia ser bem sugestivo e inovador: “Tá rindo de quê II.” Lá foi Abraão que riu e agora foi Sara, a diferença é que ela levou uma bronca. Eu um admirador entusiasta da autoridade do Senhor e do modo como ele lida com as situações e as pessoas. Aqui, Sara estava escutando ali por perto, na porta e ao ouvir ela refletiu sobre a promessa e sobre as condições dela e do marido. As condições emocionais e físicas eram totalmente desfavoráveis e aquilo, claro lhe pareceu engraçado. Estou procurando ver a situação pela ótica de Sara, não se trata de uma crítica a fé ou incredulidade dela; isso porque depois de esperar uma vida inteira, já que provavelmente ela se casara pouco depois da adolescência não demorou muito para descobrir e confirmar sua condição de esterilidade. Eram pessoas de fé e seu marido se tornou um amigo chegado do Deus Altíssimo, o possuidor dos céus e da terra. Na cabeça dela, e na sua cultura, uma pessoa abençoada tinha filhos e alguém fiel à Deus receberia um milagre em resposta à sua fé. Assim, o casal viveu na expectativa de que a promessa divina de terem um filho aconteceria e Deus confirmou isso várias vezes. Os anos passaram e foram muitos, as ciclos férteis e os sinais corporais de atividade reprodutiva já haviam cessado; portanto, o modo “natural” da promessa se cumprir para eles não era mais o natural para todos. Ela riu, da ótica de uma mulher, era engraçado. Mas Deus não achou, porque aquilo despertava nela e nele o perigo da dúvida e o caráter de Deus não admite dúvida! Mas, (estou rindo também, só por dentro), Deus, sendo onisciente, lida com a situação  da forma mais próxima dos humanos entenderem – ao invés de dar chamá-la e repreender a sua atitude, ele PERGUNTA para Abraão: “…Por que se riu Sara, dizendo: Na verdade darei eu à luz ainda, havendo já envelhecido? Quantos teólogos de meia tigela já não questionaram o que teria acontecido se Adão não tivesse aceitado comer a “maçã” e deixado Eva se virar sozinha com sua desobediência? Adão era o marido, o cabeça, o responsável e foi com ele que Deus havia tratado e a ele passado a autoridade administrativa de tudo. Ele era responsável. Abraão era o marido, o sacerdote, o signatário da aliança e Sara não seria mãe solteira e nem ele pai solteiro. Ele respondia a Deus por sua casa. A democracia, os direitos humanos, o estado democrático de direito, o STF ou quem você quiser imaginar, não tira ou isenta as responsabilidades familiares diante de Deus. Nossa cultura, nossas conveniências, acordos, contratos e desculpas não mudam a verdade que sustenta o reino de Deus. Se a esposa vacila, Deus chama o marido no escritório e fecha o tempo com ele. Aos hebreus era bíblico e espiritual, o marido ou pai, ter autoridade até para anular um voto sagrado da esposa ou filha solteira, e elas ficariam livres da obrigação. E você, tá rindo de quê também?

 

Senhor, obrigado por ter recursos ilimitados e nós nem fazemos idéia do que isso significa de fato, mas é muito bom saber que quem cuida de nós, sabe o que faz e não será frustrado em suas intenções. Obrigado pela responsabilidade de ser o representante teu diante de nossas esposas e filhos e que validas as nossas decisões feitas em fé e verdade. Agradeço, em nome de Jesus.

 

Pr Jason

Até o Próximo Ano

Meditação do dia 04/05/2018

E disse: Certamente tornarei a ti por este tempo da vida; e eis que Sara tua mulher terá um filho. E Sara escutava à porta da tenda, que estava atrás dele.”  (Gn 18.10)

Até o próximo ano – Uma das vantagens de ser “Todo Poderoso” é que se pode tudo, inclusive prever o futuro e faze-lo acontecer. Nós, os mortais e nada poderosos, quando muito aprendemos a ler os sinais dos tempos e assim fazer estimativas nas quais “se” tudo correr bem, será assim e assim. Recentemente li algo escrito por alguém do mundo das finanças e ele afirmava: “É muito difícil fazer previsão, especialmente do futuro.” Certamente concordo com ele. Mas o Senhor Deus Todo Poderoso, o Altíssimo, o Possuidor dos Céus e da Terra, o Criador de todas as coisas, é Senhor do tempo e não só pode fazer previsão, como pode garantir tudo que prometer ou afirmar que irá acontecer no futuro, nosso futuro, pois ele não está limitado a isso, ele vive o eterno presente. Não me façam perguntas difíceis, por favor; mas o próprio modo como ele se apresentou anos mais tarde, pós Abraão, para Moisés, ele incluiu sua essência, caráter e pessoa tudo num só nome: E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós (Êx 3.14). Abraão recebeu essas visitas e as acolheu com alegria, serviu-lhes um banquete e as deixou bem à vontade e ao final recebeu a informação de que as promessas que ele havia recebido anteriormente estavam de pé, firmes e que agora até mesmo para os parâmetros humanos, estavam bem próximas. Nas medidas de tempo humanas, no próximo ano, tempo suficiente para uma gestação humana, Sara terá um filho seu, ou, vocês terão o filho que tanto desejaram e lhes fora prometida. Particularmente me chama a atenção, a contagem de tempo, porque do lado de cá, o futuro para nós é sempre opaco, não conseguimos ver nada do outro lado dessa cortina chamado presente. Quando usamos a expressão que uma pessoa não consegue enxergar um palmo à frente do nariz, soa até como exagero; mas em si tratando de tempo, não sabemos e não temos como saber um segundo à frente do tempo presente. Estamos conscientes de tudo ao nosso redor e segundo a segundo, eles vão passando e virando história e sabemos tudo de história, mas nada de futuro. Que bom que é assim. Digo que acho interessante, por dentro de um ano, ou mesmo nove meses, muita coisa pode acontecer e não temos o controle sobre isso facilmente pode ser que não vivamos para ver isso se realizar. Mas quando Deus fala, fica diferente, porque com todas as variantes, surgem algumas certezas, como no caso deles, haveria uma gravidez, uma gestação, um nascimento e uma criança crescendo e se tornando homem, se casando e gerando filhos também. Adiantando as coisas, Isaque nasceu dali a um ano, casou-se aos quarenta anos e seus filhos gêmeos nasceram aos sessenta anos. Quando Abraão veio a falecer, seus netos tinha entre quatorze e quinze anos de idade. Voce pode imaginar a alegria do velhinho, vendo seus netos correndo, brincando, caçando, Jacó aprendendo a cozinhar coma mãe e para o avô ele tinha os dotes culinários da avó! Esaú era caçador, homem do mato, com traços do pai e vovozão coruja dizia: “Esse é o meu garoto!” Nem todas as pessoas alcançam maturidade espiritual e intimidade com Deus para receberem permissão de vislumbrar o futuro. Uma instabilidade emocional pode fazer um estrago enorme nos fatos. Sejamos fiéis ao que nossa maturidade e comunhão nos permite, isso já é uma bênção!

 

Senhor, obrigado por hoje, pelo favor de sem merecer mas ser abençoado e saber que minha vida está em boas mãos. Posso estar descansado de que nas tuas mãos, está tudo bem, só por hoje, a tua graça me basta e me é suficientes, em nome de Jesus. Amém.

 

Pr Jason

O Que Acontece na Cozinha

Meditação do dia 03/05/2018

E Abraão apressou-se em ir ter com Sara à tenda, e disse-lhe: Amassa depressa três medidas de flor de farinha, e faze bolos.”  (Gn 18.6)

O que acontece na cozinha – Receber visitas é uma experiência maravilhosa e pode se tornar uma arte. Algumas pessoas não só recebe bem suas visitas, como faz daquela experiência uma lição de vida e serviço. Pode-se impactar muito uma visita pela maneira como é recebida e tratada; conquistando a simpatia, o respeito e a admiração dela e dependendo de quem se trata, pode ser recompensador ou o suficiente para mudar a vida, de um ou de outro. Mas, pensando de forma mais prática, quando se recepciona alguém em nossa casa, a idéia é mobilizar a família e cada um envolver-se para oferecer o que de melhor se tem. Abraão também compartilhava desse conceito, pois ao receber três ilustres visitantes, que prontamente foi reconhecido por ele como emissários divinos, apressou-se a demostrar sua alegria e prestatividade. Nas vidas corridas do dia de hoje, e com o alto impacto do mercado de trabalho, os especialistas estão aí para avaliar tudo e todos e emitir perfis adequados e corretos das pessoas. Assim, estão dizendo e ensinando que o homem é ser de resultados e a mulher é de processos. Sendo assim, entendemos que uma parceria entre marido e mulher facilita muito o trabalho e os resultados esperados. Abraão era o patrão, o homem da grana e quem dava as ordens e gerenciava os acontecimentos, desempenhando um papel de líder da sua tribo. Ele deu as boas vindas, deixou as visitas à vontade e partiu para as definições necessárias. É assim que ele precisou das habilidades da esposa Sara, que sem dúvida alguma era boa de cozinha e mais ainda, tinha capacidade de produzir em tempo hábil uma refeição para servir em tempo, pois quem tem fome, tem pressa. Outras pessoas e empregados e servos também foram mobilizados, mas desejo me ater a quem realmente faz diferença em se tratando de reino de Deus. Abraão e Sara, Jason e Tania, você e seu cônjuge. Há eventos e situações que podemos tratar comercialmente, encomendar e comprar pronto, mas há situações em que somos nós que temos que realizar. Algumas coisas tem que ter a nossa marca, e não pode ser terceirizado ou tratado comercialmente. Abrão estava recebendo Deus em sua casa, emissários do Deus Altíssimo, que certamente vieram com uma missão específica para aquela família. A visita de Deus era para Abraão e sua casa. Quando Abraão pediu apressadamente à Sara que o ajudasse, fazendo bolos e outras comidas, ele estava envolvendo sua esposa no serviço e isto é cooperação. Cada um pode e deve cooperar com o que lhe é possível. Provavelmente ele não era habilidoso na cozinha, mas ela sim; e a finalidade última era oferecer uma hospitalidade de qualidade. Na maioria das culturas mundo à fora, a cozinha sempre exerceu um papel muito significativo nas famílias e na sociedade. Uns mais outros menos, mas a uma como que aura de sagrado no que se faz na cozinha; provavelmente é o ambiente da casa que mais contribui para a paz e a harmonia das pessoas. A cozinha tem um ar de pacificação; na cozinha acontece as conversas mais íntimas, mais informais e ali acontecem muitas das boas notícias e a busca de soluções. Também é o lugar que só os mais íntimos tem permissão de estar e frequentar. Relacionamentos formais acontecem na sala, escritório, na varanda, mas a cozinha é especial. Então é um bom lugar de se preparar para oferecer algo a Deus.

Pai, obrigado pela sua amizade e provisão para nossas vidas. Muito daquilo que o Senhor nos abençoa, chega na nossa cozinha e é ali que podemos ver e entender o cuidado generoso do Senhor. Queremos entender melhor como te servir e fazermos uso de todos os espaços da nossa casa e da nossa vida. Queremos muito que sejas bem acolhido em nosso lar e sente-se conosco à mesa e de preferencia, na mesa da cozinha, que significa muito para nós em termos de intimidade. Oramos em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Anjos Comem?

Meditação do dia 02/05/2018

E trarei um bocado de pão, para que esforceis o vosso coração; depois passareis adiante, porquanto por isso chegastes até vosso servo. E disseram: Assim faze como disseste.”  (Gn 18.5)

Anjos comem? – Desde já, quero antecipar que esse título, com essa pergunta, é uma mera questão de marketing; só estou querendo chamar sua atenção e curiosidade. Estou fazendo com as mídias, que lançam uma manchete chamativa e assim cativar o leitor. Mas o que não estou fazendo é trapacear. Vamos meditar sério e colher resultados da experiência dos personagens e enriquecer nossa vida devocional. Comer é uma atividade muito boa; quem não gosta de uma boa mesa? Além da necessidade de se alimentar, aliamos a isso o prazer de cozinhar e preparar as refeições e em muitos casos, se torna uma arte maravilhosa tato aos olhos, como aos demais sentidos. Não é à toa que os profissionais dessa arte, são estrelas e celebridades e alguns se tornam ícones por combinar ingredientes inusitados e exóticos, ou mesmo fazer do trivial, algo grandioso. Pelo que podemos perceber, esse bom gosto humano, certamente tem sua origem no seu criador, pois ninguém tem tanto bom gosto e sabe combinar e harmonizar coisas como o Altíssimo. Para quem gosta de viajar na imaginação, dá até para se pensar no que está sendo preparado para aquele grandioso banquete de recepção no céu! É a consagração do maior projeto do universo, com o maior custo e os bens mais preciosos e valiosos reunidos no mesmo lugar, pela primeira. A redenção e os redimidos, sendo recebidos no maior salão de festas e recebidos por ninguém mais do que o Criador, na qualidade de Pai e a festa pode ser também atribuída à recepção da noiva do seu amado filho. Se alguém já pensou numa festa chic e cheia de finesse, ainda não viu nada e a própria Bíblia afirma que ninguém viu, ouviu ou imaginou – Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam(1 Co 2.9). Podemos ler nas entrelinhas no Novo Testamento que o Senhor Jesus era bom de garfo e gostava mesmo de comer e fazer refeições com amigos, no caso de Zaqueu, ele até se convidou para um jantar. Até depois de ressurreto, na praia, ele fez um churrasquinho de peixe para os amigos que vieram de uma noite de trabalho em alto mar e sem sucesso na pescaria. A idéia do banquete e da ceia na casa do Pai, foi dele também. Afinal, ele era e é humano e um bom prato é bem irresistível. Podemos lembrar que Deus providenciou um suprimento abundante de Maná para os hebreus no êxodo e isso diariamente por quarenta anos. Elias, Eliseu que foram grandes profetas, estiveram ligados a milagres e provisões de alimento de forma sobrenatural. Mas o que desejo destacar hoje, é o do profeta Elias, após o episódio do Monte Carmelo, lá com os profetas de Baal. Quando ele fugia de Jezabel e estava no deserto, fatigado, desanimado em crise e deprimido, deitou à sombra de uma árvore e foi acordado por um anjo, que havia preparado comida para ele. E deitou-se, e dormiu debaixo do zimbro; e eis que então um anjo o tocou, e lhe disse: Levanta-te, come. E olhou, e eis que à sua cabeceira estava um pão cozido sobre as brasas, e uma botija de água; e comeu, e bebeu, e tornou a deitar-se. E o anjo do Senhor tornou segunda vez, e o tocou, e disse: Levanta-te e come, porque te será muito longo o caminho. Levantou-se, pois, e comeu e bebeu; e com a força daquela comida caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus (I1 Rs 19.5-8). Pão quentinho assado ali na brasa e água fresca. Para quem estava fraco e cansado, é comer e dar sono!!! Após a segunda refeição, ele ficou abastecido e teve forças para viajar pro quarenta dias e noites sem precisar se reabastecer. A maior quilometragem por litro da história!!! Que tipo de pão era esse? que água era essa? Que padeiro era esse? Certamente não era água batizada e não eram grãos transgênicos!!! Mas é de meditar muito e apreciar a capacidade criativa e poderosa do Senhor. No Salmo 78 fala do trigo do céu e do pão dos anjos. Isso deve fazer algum sentido para nós. E chovera sobre eles o maná para comerem, e lhes dera do trigo do céu. O homem comeu o pão dos anjos; ele lhes mandou comida a fartar (Sl 78.24,25). Então, não vejo problema em Abraão preparar um bom almoço para os três visitantes, e sabendo que mesmo que pré encarnado, um deles era Jesus, faz bastante sentido. Anjos também gostam de coisas boas!

 

Senhor Deus das grandes provisões, obrigado pelo pão nosso de cada dia e pela fartura que temos em nossas mesas. Sentimos por muitos dos nossos irmãos ao redor do mundo que estão vivendo situações de escassez e privações de alimentos e necessidades básicas, mas eles tem clamado e esperado dias melhores e concordamos com eles e oramos a ti para que a justiça seja feita e distribuída as fontes de recursos que tens providenciado, mas o egoísmo e o pecado humano tem desviado esses recursos para fins bélicos e pecaminosos. Sara, ó Senhor a terra dos teus filhos que tem clamado e esperado na tua divina providencia. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason