A Hora da Oração

Meditação do dia 21/12/2018

 “E Isaque saíra a orar no campo, à tarde; e levantou os seus olhos, e olhou, e eis que os camelos vinham.”  (Gn 24.63)

 A hora da Oração – Em texto escrito diariamente com a pretensão de incentivar a prática devocional cristã, através da meditação na Palavra de Deus, a oração e outras disciplinas espirituais que fazem tão bem a alma e ao espírito, chegar num texto como o de hoje, é muito bom e deveras agradável. Muito se fala sobre a oração, mas é bem menos praticada do que se propaga, e aqueles que desfrutam de fato dos seus sublimes resultados se reduz ainda mais. Não precisamos ser saudosistas dos bons tempos, quando a igreja orava… ainda pode ser praticada em igual intensidade e qualidade. Desde a profundidade do mar, como esteve Jonas nos tempos bíblicos, ou os atuais mergulhadores e profissionais da área nos dias atuais, até os cosmonautas no espaço nas missões espaciais, todos, de qualquer lugar pode elevar a Deus uma oração, sem restrição alguma e nenhum dos casos, vai estar mais distante ou fora de área para não ser atendido. Celas de prisões e quartos de hospitais já ouviram orações muito mais sinceras e verdadeiras do que muitos templos; capelas funerárias também já ouviram confissões bem mais honestas do que confessionários e gabinetes pastorais. A questão que estou levantando aqui não se trata de onde, quando, mas COMO está o coração e as intenções do coração é que fazem a grande diferença. Jesus combateu a prática religiosa enfadonha de orações longas, prolongadas, mais por ostentação do que por devoção e aplaudiu iniciativas de pessoas humildes que assumia sua postura de indignidade sem questionar, mas cuja fé era muito resiliente diante de Deus à ponto de prevalecer, como aquela mãe com a filha possessa; como Jairo intercedendo por sua filha, o centurião pedindo em favor do seu servo enfermo e o clássico do fariseu e o publicano no templo. Me lembro de Pedro afundando no Mar da Galiléia na tentativa de andar sobre as águas e fez uma das orações mais curtas e objetivas da história: Mas, sentindo o vento forte, teve medo; e, começando a ir para o fundo, clamou, dizendo: Senhor, salva-me! (Mt 14.30). Não é mesmo pelo muito falar que seremos ouvidos, foi o que Jesus falou. Mas voltemos a velha Palestina dos dias patriarcais e nos encontremos com Isaque no seu momento devocional, saindo ao campo para orar. Cada pessoa tem sua rotina de trabalho e afazeres, que compõem a rotina de vida e a comunhão com Deus, a prática devocional e a piedade precisam ser vivenciados dentro de tudo isso e não como um apêndice, totalmente à parte. O conceito de hora de trabalho e hora de trabalho, hora de oração é hora de oração, fé de um lado, vida e negócios do outro, é um erro crasso e humanista secular. Nossa fé permeia tudo o que somos e fazemos, ela é essência de nossa vida, é cultivada no coração, na vida. O modo como vivemos tem sua razão na fé e importância do relacionamento com Deus. Nossos negócios podem ser do mesmo ramo de outros, mas o nosso tem um diferencial; nossas fábricas produzem o mesmo produto da mesma matéria prima que outras, mas a nossa tem um componente extra; nossos relacionamentos com pessoas também o são. Isaque estava vivendo dias de grandes expectativas para um momento singular, que era conhecer sua esposa que estava à caminho; como ele não tinha whatsApp e Facebook, o jeito era ficar no “Aguenta coração!” Ele confiou uma tarefa significativa a uma pessoa de sua confiança e contava com essa qualidade e precisão; mas tudo tinha sido costurado em oração e bênção de seu pai e cuidadosamente deixado nas mãos do Altíssimo, aquele Possuidor dos céus e da terra. A fé e a razão de Isaque podiam até se debaterem, mas o testemunho no coração lhe mostrava: “Se eu amarrado sobre um altar, Deus providenciou um carneiro substituto e meu pai teve sensibilidade espiritual para ouvir a Deus – qual o problema para ele providenciar uma esposa, a pedido do meu Pai e seu amigo? Se minha mãe era linda, linda até a velhice, porque me preocupar, pois já sei o bom gosto de Deus nessa área?” Isaque saiu à tarde ao campo para orar; o seu momento pessoal de acalmar o coração e a mente e se manter próximo de Deus em qualquer que fosse a circunstancia. Qual o seu horário predileto e preferível para devocional? O meu é de manhã, sou mais produtivo. Faça isso se tornar um hábito prazeroso e diário!

 

Pai, obrigado por nos receber na sala do trono da graça, a todo momento que erguermos nossos corações e nos curvarmos diante de tua grandeza e santidade. Santo, santo é o Senhor e digno de todo louvor e adoração. Só o Senhor é Deus para nós, em cima nos céus, em baixo na terra, na igreja e em nossas vidas, por Cristo, em Cristo e para Cristo Jesus, amém!

 

Pr Jason

Por Onde Andamos?

Meditação do dia 20/12/2018

 “Ora, Isaque vinha de onde se vem do poço de Beer-Laai-Rói; porque habitava na terra do sul.”  (Gn 24.62)

 Por Onde Andamos? – Alguém já disse e escreveu, bem primeiro que eu, então é apenas uma citação que faço e repito: “As nossas escolhas, revelam o nosso caráter.” Para conhecer uma pessoa, necessariamente não será fazendo perguntas a ela ou sobre ela; é bem mais promissor o estudo e a observação. Sou um adepto convicto da liberdade humana de fazer escolhas; até entendo isso como sendo uma dádiva da criação de Deus, permitindo-nos ser livres e responsáveis pelos nossos atos e escolhas. Ainda que seja um exercício hoje, distante da realidade original, por causa do estrago que o pecado fez na vida humana, mas do lado de Deus os planos não mudaram, apenas pôs em execução o plano eterno de redenção em Cristo Jesus, que vai indo muito bem, obrigado. Somos responsáveis pelas decisões que fazemos e elas trazem consequências, boas e não boas. Por exemplo: Sou livre para colocar minha mão no fogo; MAS, não sou livre para escolher o resultado, se vai queimar ou não. Algumas escolhas produzem resultados imediatos, imediatíssimos e outras não; algumas escolhas poderão aparecer os resultados até em outra geração, depois de mim. Algumas escolhas não tem como voltar atrás e depois de feitas, são para sempre e ainda que mude o andamento do proceder, as consequências serão inevitáveis. Mas vamos pensar hoje em Isaque e suas escolhas, podemos ver no texto de hoje, que enquanto seu mordomo principal estava de viagem ao exterior em busca de uma Rebeca (aqui literalmente); ele tinha sua vida, suas obrigações de trabalho, um pai idoso para cuidar e sua vida devocional particular; sendo eu não tão esperto, fico pensando no que se passava na cabeça e no coração do moço, durante a ausência do enviado. Uma certa dose de expectativa seria absolutamente normal; também tinha os valores, gostos e certas coisas, que agora não estavam nas suas mãos decidir, estava nas mãos de Eliézer; mas era alguém de confiança e conhecendo Isaque desde antes de nascer, provavelmente ele saberia sobre as preferencias, e os gostos de Isaque, mas também não tinha uma margem larga de manobras aqui. Estou falando isso, porque nossa cabeça ocidental altamente suscetível aos ventos das tendências, não gostamos muito de alguém fazer uma viagem longe e voltar de lá com alguém com a qual já estaremos casados mesmo antes de nos ver. Ela topa a parada e vem num voo às cegas e o outro está aqui com a boca aberta esperando para ver se tirou a sorte grande ou caiu numa tremenda gelada, sem chance de devolução. (ai que maldade). Mas encontramos Isaque vindo das bandas de um lugar muito especial, “Beer-Laai-Rói,” aquele poço onde Deus se encontrou com Agar, e se revelou a ela no momento do grande desespero dela e ali ela conheceu pessoalmente “o Deus que me vê” e isso mudou a sua história. Era um lugar de oração, de revelação para quem tinha intenção de servir a Deus e buscar nele sua segurança e conforto, mesmo que tudo estivesse desmoronando à sua volta. Nos momentos de expectativas, ansiedades e insegurança, quem vai para lugares de oração e intimidade com Deus está revelando traços do seu caráter, de sua intimidade e fonte de refúgio. Quando as coisas estão ficando fora de controle, para onde vamos? Para onde vou? Para onde vais? Como diz a tradição cristã sobre a perseguição em Roma e Pedro estava pronto para fugir e salvar a sua pele e na saída da cidade encontrou com Jesus que ia entrando na cidade e Pedro então perguntou: Quo Vadis, Domini? (Há um filme cristão com esse título).

Senhor, obrigado pela graça de ser livres para escolher servir ao Senhor e dedicar nossa vida àquilo que de fato glorifica a ti e edifica o teu corpo, a igreja. Obrigado pela ajuda do Espírito Santo para andarmos em fé e fazer o melhor com as oportunidades que disponibilizas para cada um de nós; em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Tudo Quanto Tinha

Meditação do dia 19/12/2018

 “E Sara, a mulher do meu senhor, deu à luz um filho a meu senhor depois da sua velhice, e ele deu-lhe tudo quanto tem.”  (Gn 24.36)

 Tudo quanto tinha – Nas filosofias jasonianas, TUDO é muita coisa; NADA é de fato muito pouco; NUNCA e PARA SEMPRE, demandam muito tempo. O que estou tentando dizer, que as palavras são muito exatas e precisamos prestar atenção a isso quanto ao que lemos, escrevemos, ouvimos e falamos. Pais falam para seus filhos pequenos: “Sempre pode contar comigo; Nunca vou de deixar e quando os filhos estão chegando na puberdade, é o período que surgem as brigas de casais e o índice de separação e divórcio é mais alto. Ruim para os pais e arrasador para os filhos, pois geram uma insegurança e desconfiança sobre o peso das palavras e promessas de adultos e autoridades. Eles não esquecem aqueles “nunca, sempre,” etc. e em suas mentes, se forem filhos de cristãos, Deus também é Pai e meus pais me ensinavam a confiar nele e se não posso confiar na palavra deles, por que confiar no Deus deles? Pais são instrumentos para incutir nos filhos a noção de identidade e destino, tanto para o bem, representando Deus, como para mal, representando o capeta. O propósito disso tudo é destruir o projeto futuro de Deus para as próximas gerações. Já ouviu falar na expressão “matar no ninho?” É isso aqui, e o mal se especializou nisso! Cada criança abusada, violentada, desacreditada é um futuro homem que não irá querer se casar, ser pai, constituir família, ou ser irresponsável e abusador. Cada menina, será uma mulher amarga, revoltada com família, autoridade, concepção, e criação de filhos; presa fácil para movimentos radicais feministas, abortista com conflitos de sexualidade. Quem vocês pensam que tem interesse nisso. Eliézer falando com os pais de Rebeca, disse-lhes do parente deles, seu senhor, que se tornou muito rico, poderoso e teve um filho com Sara na velhice e o Pai lhe dera TUDO que possuía. Quem é materialista, avarento, já cresce o olho na fazendo agro pastoril do patriarca, o legítitmo e primeiro Rei do Gado, muito antes do nosso Moura Andrade aqui de Andradina, perto de casa aqui no interior de São Paulo. Tudo o que Abraão possuía era de muita coisa e em todos os sentidos. A bênção de Deus prometida a ele no ato da sua chamada, incluía bênçãos materiais, posses, fé, espiritualidade, descendência, promessas que não acabam mais. Conhecemos por acaso, alguém que tenha a riqueza de espiritualidade, amizade e comunhão com Deus, tal qual Abraão? Como mensurar o valor potencial de um filho como Isaque? Independente do que o pai via nele, ou os empregados ou nós mesmos, o que importa é o que Deus disse sobre ele; esse é o valor! Olhemos os resultados no tempo, desde lá até 2018 e o que cremos ser realidade pelo nosso futuro. O que me diz? Uma ficção cristã ensina que todas as promessas e bênçãos de Deus pedidas em oração, são atendidas e todas elas nos são entregues em pacotes que cabem numa das nossas mãos. Elas vem em forma de “sementes,” uma para cada. Então recebe-se de Deus e planta, cuida e colhe e replica o processo até ter abundancia, riqueza imensurável; ou ao não reconhecer, joga-se fora, abandona, come, deixa estragar, se perder e fica com a cara para cima pedindo e pedindo. Deus é chegado no agronegócio; os ensinos de Jesus revelam isso. Ouvi: Eis que saiu o semeador a semear” (Mc 4.3). E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará. E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra; Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, também vos dê pão para comer, e multiplique a vossa sementeira, e aumente os frutos da vossa justiça (2 Co 9.6,8,10). Como não sou bom em desenhar, sublinhei os detalhes e colori para destacar o que falei acima. Aquela conversa de Eliézer, me leva facilmente a outra verdade ensinada por Jesus: Vindo, porém, uma pobre viúva, deitou duas pequenas moedas, que valiam meio centavo. E, chamando os seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta pobre viúva deitou mais do que todos os que deitaram na arca do tesouro; Porque todos ali deitaram do que lhes sobejava, mas esta, da sua pobreza, deitou tudo o que tinha, todo o seu sustento” (Mc 12.42-44). Quem dá tudo é só quem não precisa e não sente falta de nada!

Senhor Deus e Pai, falar sobre riquezas contigo é muita banalidade da nossa parte. Falar contigo sobre generosidade, doação e desprendimento é muito desigual e a nossa experiência só pode ser levada em conta quando imitamos a ti em alguma coisa. TUDO, NADA, SEMPRE, JAMAIS, NUNCA, só são apropriadas a ti. Podes falar e garantir, pois teu é o reino e o poder e a glória e a honra para sempre e sempre, de eternidade em eternidade, pelos séculos dos séculos amém e amém; nem sabemos o que significa tudo isso, mas lhe cai bem, em nome de Jesus, amém!

Pr Jason

Orando ao Lado do Poço

Meditação do dia 18/12/2018

 “Seja, pois, que a donzela, a quem eu disser: Abaixa agora o teu cântaro para que eu beba; e ela disser: Bebe, e também darei de beber aos teus camelos; esta seja a quem designaste ao teu servo Isaque, e que eu conheça nisso que usaste de benevolência com meu senhor.”  (Gn 24.14)

 Orando ao lado do poço – Esse capítulo do livro de Gênesis tem muito a nos ensinar em diversos aspectos e esse, em que o servo de Abraão foi encarregado de providenciar uma esposa para Isaque, é delicioso e faz a gente pensar em oportunidades, privilégios e responsabilidades, que são intrinsecamente ligados e um não vem sem o outro. A todo privilégio, corresponde uma obrigação e o contrário também é verdade. Pensando na tipologia bíblica, aqui também esse servo chamado Eliézer, é um tipo do Espírito Santo, que foi encarregado pelo Pai de preparar e assessorar a noiva de Cristo até o dia do encontro tão aguardado. Mas hoje, vou abordar a experiência de oração, ou da oração do servo ao lado do poço, na periferia da cidade, onde moravam os parentes de seu senhor Abraão. Consciente da grande responsabilidade, ele orou ao Deus de Abraão que lhe prosperara o caminho, e agora, apenas a etapa de procurar um local estava concluída, mas a parte principal era localizar uma moça entre as incontáveis que deveria haver ali, e sua missão não apenas de levar uma moça nativa dali, mas especificamente, da linhagem de seu senhor. Isso complica muito. Ele fez uma oração colocando uma condição, que dependia da escolha de uma moça e que fosse nesse caso, a escolhida de Deus para Isaque, e não necessariamente escolha de Eliézer. Há uma chave de sabedoria que declara que devemos estar presentes no lugar onde a pessoa que Deus vai usar para nos abençoar nos veja. Como é impressionante ver que apenas ele terminara de orar, a moça, (e que moça!) veio subindo do poço com o vaso nos ombros e foi interceptada por um forasteiro viajado e cansado lhe pedido água para beber. Ela não só foi gentil e simpática em lhe permitir beber, como se ofereceu para dessedentar sua “frota” de camelos. Com água encanada, torneira e mangueira fica fácil! Imagina que cada um dos dez camelos da comitiva, tinha capacidade para até cem litros d’agua? Ainda que ela não completasse o tanque de cada um, mesmo assim foram muitas descidas e subidas com um vaso ficando cada vez mais pesado. Para encurtar o que todos já sabem, a moça bonita e trabalhadeira, era sobrinha neta de Abraão, nesse caso, prima de Isaque. O que que aquela mocinha tinha que ir buscar água, exatamente naquele dia e hora? Para Deus cuidar de Abraão e Isaque, também tinha que estar trabalhando em outra frente, invisível até então para todos eles. De fato, não sabemos tudo, e pior que isso, é quem não sabe que não sabe e age como se tivesse tudo sobre controle.

 

Obrigado Senhor, pela lição de que estás no controle de todas as coisas e que aquilo que consideramos muito difícil, é só deixar em tuas mãos, que tudo se encaminha. Obrigado pela ação do Espírito Santo que ajuda e não tem intenção alguma de ficar com a glória que ele faz questão de honrar a Cristo, e ao Pai, e por isso mesmo, Deus é o melhor exemplo de vida em comunidade. Amém.

 

Pr Jason

Retroceder, Nunca!

Meditação do dia 17/12/2018

 “E disse-lhe o servo: Se porventura não quiser seguir-me a mulher a esta terra, farei, pois, tornar o teu filho à terra donde saíste? E Abraão lhe disse: Guarda-te, que não faças lá tornar o meu filho.”  (Gn 24.5,6)

 Retroceder, Nunca – Pai Abraão tinha lá suas preocupações em relação ao filho Isaque, pois já era quase um quarentão; certamente um bom moço, trabalhador, obediente, o tipo de genro que toda mãe gostaria de ter; e naquele tempo, casamento também significava possibilidade de aumentar a riqueza da família e Isaque nesse sentido era um partidão, como filho único, herdeiro de fortuna grande suficiente para ser respeitado até pelos reis da região e trata-los com cortesia e fazer alianças. Não tenho dúvidas que alguns dos amigos de Abraão tenha proposto alguma aliança de paz e proteção mútua, selado com o casamento de alguma princesa com o solteirão mais cobiçado do Oriente Médio da época. Vendo sua idade avançando e que certas tentações deveriam ser evitadas, ele então resolveu agilizar o processo de encontrar uma esposa para o filho. Casar era preciso, mas casar com a pessoa certa era ainda mais importante, porque estava em vista as alianças celebradas e ratificadas entre Deus, Abraão e seu descendente, com promessas de grande explosão demográfica, para cumprir a demanda do propósito de Deus. Pai e filho e os mais chegados, como o mordomo Eliézer, sabiam do significado, importância e a reverencia que isso merecia e tinham disposição para serem fiéis em todo tempo. Mas um casamento com alguém alheio a essas alianças, minaria em pouco tempo o seu sentido, uma vez que os não cristãos ao nosso redor, como no caso deles lá, podem nos admirar, desejar ter a mesma firmeza de caráter e propósito e especialmente não sermos complacentes com o pecado e a impureza e desregramento sexual e matrimonial como é entre eles; assim, alguém de lá desse círculo, casar-se com alguém dos nossos é um grande achado, segurança e diferencial digno de orgulho; mas para o lado de cá, estará enfraquecendo as muralhas da proteção da aliança d fé, que protege a pessoa, a família e os filhos no futuro. É estatisticamente comprovado que filhos gerados dentro de uma aliança abençoada de um casamento legítimo, levado a efeito nos moldes de Deus, seguindo as prescrições de pureza e santidade, respeito e honra, tem sobre si um aro de proteção espiritual incomparavelmente forte e uma espécie de instinto de coesão quase inquebrável, que os filhos gerados fora de uma aliança, ou de forma infiel aos preceitos da Palavra de Deus. É uma baita mentira dos infernos, as afirmações da lassidão moral vigente no mundo e agora vastamente aceita na igreja, “que o amor é livre, se ambos são adultos e consentem, tudo é válido e o que importa mesmo é o amor.” Mesmo o contexto de I Corintios 13, estar se referindo aos dons espirituais no corpo de Cristo, quem ler ali, pode ver que as descrições e o caráter daquele tipo de amor, não tem comparação com o que se expõe por aí. Amor e paixão não são a mesma coisa; nem aqui e nem em marte! Romance e atração física também não são sinônimos. Para descrever a segurança de uma linhagem nascida sob aliança e outra fora da aliança de casamento, não tem nada comparável a figura citada por Craig Hill da proteção que oferecem, um castelo ou uma empilhamento de tijolos; numa situação de guerras e ataques ferozes, em qual dos dois você gostaria que seus filhos estivessem abrigados? Foi assim que Abraão fez seu servo jurar que faria da forma certa e mesmo em situações extremas, não era para Isaque se casar com moças locais e nem ser levado de volta para a terra das origens de Abraão. Isaque é tipo de Cristo, representante de Deus, Noivo e Senhor da igreja. Não é a igreja que é senhora de Cristo; Deus não fará concessões para a igreja, que se não for fiel à Cristo entrará nas bodas do mesmo modo. O que Abraão sabia, é que a outra ponta da aliança era sustentada por Deus e é esse lado que nunca quebra, nunca rompe, nunca falha! Quem propôs a aliança e os seus termos foi Deus; então se a moça não quiser vir, problema dela; a bênção está do lado de cá! Voltar atrás, nunca esteve nos planos. “E se não tiver outro jeito?” Existe isso com Deus, de algo não ter jeito? Se sua fé aceita uma tese dessas, me desculpe, mas ela está totalmente fora do esquadro!

 

Senhor, obrigado por tua fidelidade, que faz parte da tua essência e caráter. Não há ordens impossíveis de serem executadas e nem injustas ou mesmo que nos induza ao erro. Tu és santo, santo e santo, em tudo que fazes e nas tuas justas reivindicações. Oramos pelos relacionamentos familiares e os projetos de casamento entre os teus filhos que tem aliança contigo, para que perseverem e andem na luz e façam o que é certo, porque é certo e assim apropriem das bênçãos sem medidas que tens para os fiéis. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Uma Esposa Para Isaque

Meditação do dia 16/12/2018

 “Para que eu te faça jurar pelo Senhor Deus dos céus e Deus da terra, que não tomarás para meu filho mulher das filhas dos cananeus, no meio dos quais eu habito. Mas que irás à minha terra e à minha parentela, e dali tomarás mulher para meu filho Isaque.”  (Gn 24.3,4)

 Uma Esposa para Isaque – O tempo passa, os costumes mudam, as culturas evoluem, mas os princípios são eternos. Determinados valores podem ser encontrados em toda e qualquer cultura, desde as consideradas mais “civilizadas” até em povos remotos e de pouco contato com outras comunidades. A razão das similaridades é que são princípios eternos colocados por Deus no coração do homem e que superam às muitas tentativas de erradicar tais valores. São pilares, ou nas palavras bíblicas, são marcos antigos fincados por nossos pais, que jamais devem ser mudados. Um dessas veredas antigas, é o casamento. Há razões, propósitos suficientes para Deus ter implantado isso no coração da humanidade, pois isso aparece em todos os cantos, e onde há um agrupamento de pessoas, ali está presente, firme e forte. A turma da construção já preanunciou o seu falecimento e extinção muitas vezes e de muitas maneiras, mas ele permanece vigoroso e sem sinais de fraquejamento até em nossos dias. É tão importante, que aparece nos primeiros textos sagrados do Gênesis, e assim que surgiu o homem, surgiu a união de um homem e uma mulher, dando origem a uma nova família, que cresce por multiplicação como o fazem as células biológicas. O casamento une mais que dois corpos, dois espécimes humanos; ali são formados os grandes planos e alianças que solidificam famílias, tribos, povos e nações. Com a explosão demográfica, as escolhas se tornaram tão amplas, que até se banaliza, mas mesmo em meio a tanto caos e tanta demanda, os filhos de Deus ainda tem razões para fazerem diferente por inúmeras razões, mas não será essa a nossa linha de pensamento hoje. Como conseguir uma boa esposa(o)? A pergunta também poderia ser “ONDE” conseguir bons consortes? Há um adágio popular que afirma que “quem não sabe para onde vai, não sabe se chegou!” então um bom casamento não pode ser obra do acaso, pura sorte, uma aposta ou um pulo no escuro. Não para um cristão. A verdade de Deus que é inculcada na mente e coração e o sentido de propósito, a convicção firme de sua identidade e propósito, norteia essa pessoa para todos os seus caminhos da vida e o casamento é uma etapa importante, desejada, planejada e trabalhada em oração e preparo, muito antes mesmo de se conhecer a pessoa; porque faz parte dos projetos de vida. Abraão já estava velho e o futuro é opaco, até para um amigo de Deus como ele. Eliezer, o mordomo, era fiel e correto, mas o patriarca preferiu delinear melhor para que não houvesse dúvidas e incertezas e assim a possibilidade de comprometer a aliança e a bênção. Boas definições normalmente começam pelos aspectos negativos, isto é, aquilo que NÃO será feito; risca-se da lista o que já é sabido e está fora. Cananeia não. Filhas dos nossos vizinhos e conhecidos aqui não. Isso não é preconceito, discriminação? Fique à vontade, são não case Isaque com uma delas. Onde então: Na família, entre os nossos patrícios, origem de fé, tradição e valores. Se alguém quer formar uma família, a escolha certa é procurar entre pessoas de famílias, com valores de família. Alguém de fé e compromisso, deve ir à pessoas de fé e compromisso. Tem exceção? Toda regra tem exceção, mas exceção não é e não faz a regra; o certo é a regra e não a exceção. Não embarque numa canoa furada, chamada “namoro ou romance evangelístico;” Quem está sobre uma mesa, se der as mãos para alguém em baixo, a possiblidade de ser trazido para baixo com menos esforço é maior do que elevar a outra para o seu nível e o esforço é enormemente grande. Casamento, do princípio ao fim é assunto de família e se faz em família!

 

Pai amado, obrigado por estender a tua bondade até dentro de nossos lares, dando nos a possibilidade de criar e estruturar famílias abençoadas e abençoadoras. A sabedoria para fazer boas escolhas está na tua Palavra e assim a meditação e o temor do Senhor encaminharão a bons termos os que pedem a tua ajuda e reverenciam a tua santa vontade, entendendo que tudo que fazem afeta o teu reino e a glória ao teu nome, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Uma Ação Vale Mais Que Mil Palavras

Meditação do dia 15/12/2018

 “E disse: Por mim mesmo jurei, diz o Senhor: Porquanto fizeste esta ação, e não me negaste o teu filho, o teu único filho,”  (Gn 22.16)

 Uma Ação Vale Mais Que Mil Palavras – São pouquíssimos os textos sagrados que descrevem em palavras bem comuns uma manifestação de admiração da parte de Deus por algo que um humano fez. Convenhamos que o Criador é Onisciente e como tal sabe tudo e surpreende-lo, seria “surpreendente.” Notadamente, essas poucas, que consigo me lembrar de pronto agora enquanto escrevo, estão relacionadas a feitos de algumas pessoas, ações e atitudes, como se diz, fora da curva, muito além do trivial e já pasteurizado sistema de como se faz as coisas. Me lembro de Enoque, que andou com Deus, de tal forma que o Senhor o levou, em vida, para estar com ele, se tornando assim um tipo dos alvos que não provarão a morte por ocasião da volta de Cristo; aqueles que serão arrebatados, sendo transformados, recebendo corpos novos, glorificados para entrar na festa no céu. Salomão, quando assumiu o trono de Israel e sua experiência de adoração, o Senhor lhe deu um “cheque em branco” permitindo que pedisse o que quisesse, e ele usou muito bem a sua oportunidade pedindo sabedoria para governar o povo de Deus. Isso alegrou o coração de Deus e se admirou, porque ele também agiu fora do radar dos demais homens com semelhante oportunidade. Daí, ele ganhou o que pediu e os bônus generosos que vieram. Também me lembro de Jesus ao encontrar aquele centurião romano, que pediu a cura para o seu servo enfermo; Ali, Jesus disse que viu tamanha fé, como nem mesmo em Israel ele encontrara. Quando meditamos e pensamos devocionalmente sobre uma verdade registrada nas Escrituras, não nos apegamos ao viés doutrinário, sem contudo desprezá-lo; mas o intuito aqui não é determinar uma doutrina sobre a pessoa ou os atributos divinos; mas desfrutar dos resultados da comunhão e das lições que a sua divina presença nos dá. Já sabemos o suficiente que Deus é bom, seu caráter é perfeito, ele tem todas as qualidades e traços de caráter que conhecemos nas próprias Escrituras e podemos, se assim o desejarmos, estudar mais aprofundadamente estes ensinamentos em termos teológicos e de exegese. Deus estava observando o desenvolvimento da fé e do relacionamento de Abraão e sua capacidade de interagir com Deus pela fé, sem a necessidade de detalhes, pormenores e estar razoavelmente informado de tudo. Abrão estava progredindo em andar pela fé e quando chegou o momento de um grande teste, ele se submeteu, e passou com louvor. Posso entender que não se tratava de aprendizado íntimo e pessoal, mas também da sua capacidade de transmitir um legado de fé para seu filho. A cada dia que ele vivia, o tempo contava contra Abraão, e ele queria transmitir o máximo possível para Isaque, a tal ponto que com ou sua presença, as alianças e relacionamentos com Deus estivessem bem solidificados no coração do jovem. Esse é um grande ensinamento sobre discipulado eficiente; não é apenas transmitir informações, mas sobretudo experiências, porque contra fatos, não resta argumentos. Isaque passou por um batismo completo, estando afundado por completo física, emocional e espiritualmente em tudo o que aconteceu. Ele sentiu na pele, no coração e na alma as angústias da falibilidade humana, o medo da morte, o poder da pressão psicológica, a ansiedade de livrar-se para sobreviver e ouvir dos céus a intervenção divina, de um Deus que ele ouvira apenas pela experiência do pai, mas agora manifestara de forma salvadora, que não tinha como deixar dúvida que ele interfere no mundo dos humanos. Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” (Hb 11.6). Falar, fazer declarações até em público, vestir uma camiseta com dizeres, adesivar o carro, postar frases de efeito nas redes sociais, tudo isso é possível a qualquer um, em qualquer momento, menos na hora de agir.

 

Senhor Deus e Pai, justo és em todo o tempo e em tudo que fazes! Que as palavras dos nossos lábios e o meditar do nosso coração sejam agradáveis em tua presença, em todo tempo. Nosso desejo para hoje é continuar crescendo diante de ti, especialmente em ações que louvam e honram o teu santo nome. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

A Solução Estava Ali

Meditação do dia 14/12/2018

 “Então levantou Abraão os seus olhos e olhou; e eis um carneiro detrás dele, travado pelos seus chifres, num mato; e foi Abraão, e tomou o carneiro, e ofereceu-o em holocausto, em lugar de seu filho.”  (Gn 22.13)

 A Solução Estava Ali – Como dizem os pentecostais mais fervorosos: “Deus de mistérios!” Mas é de fato maravilhoso ver o resultado do agir de Deus em situações em que já pensamos de tudo, fizemos todos os cálculos, imaginamos todas as possíveis saídas e quando nada dá certo ficamos ali resignados, com a nossa própria incapacidade de fazer coisas mínimos. Então, o Senhor entra com as suas providencias, e sem nenhuma esforço, nada mirabolante, ele simplesmente abre portas onde nem havia paredes e age com uma naturalidade que sé mesmo glorificando de pé, pois ele merece todos os aplausos e louvores. Deus é Deus e não se discute mais! Deus sabe de fato, como trabalhar no coração humano para obter os melhores resultados. Isso também diz respeito à consistência das nossas estruturas. Fomos criados perfeitos, corretos, santos e inocentes e o pecado passou por cima de tudo como uma tsunami e arrasou com as vidas de tal forma, que ainda hoje, admiramos quem disse: “Conheça-te a ti mesmo.” Estou chegando nos sessenta anos e ainda me surpreendo comigo mesmo, tem dias que dá vontade de olhar no espelho e estender a mão e dizer: Muito prazer, sou o Jason. O pecado endureceu um lado, amoleceu demais outro, desbalanceou de outro, desestabilizou em outros aspectos e ficamos sujeitos às intempéries da vida, mudando ao sabor das estações. Só uma operação poderosa de Deus que a Bíblia chama de novo nascimento, para corrigir as bases e dar condições de serem restauradas as demais áreas da vida. Gosto da definição de novo nascimento como sendo UMA MUDANÇA COMPLETA, FEITA POR DEUS, NA VIDA TOTAL DO PECADOR. Então recomeça a reconstrução. Jesus foi carpinteiro de ofício e como tal ele conhece bem “o jeito da madeira” que somos; assim, aos mais maleáveis, ele pode fazer uso de ferramentas mais brandas; mas quando a madeira é dura, aí sim, ele capricha nos cortes e nas pancadas, mas ao final o entalhe sai perfeito. Isaque e o Pai não foram resistentes a Deus e à sua vontade e por isso foram tratados, sofreram é clara, as provas foram difíceis e o coração do velhinho bateu forte, mas firme na determinação de agradar ao seu Deus. Não quantas vezes já me perguntei: de onde saiu aquele bendito carneiro, que estando ali preso pelos chifres, não foi visto antes? Nem para dar um berro de alerta, já que percebera a presença de pessoas por perto? Por outro lado, eu me consolo com minha própria capacidade de visão e discernimento, pois quantas vezes o Senhor está querendo me mostrar um caminho melhor, uma solução menos sofrida e só depois de debater tanto e me cansar e que dou a devida atenção e ali está a solução, bem perto, ao alcance o tempo todo, mas minha atenção estava em outro foco. Olhando para esse carneiro ali tão perto, tão fácil de ser apanhado e ainda não percebido, me faz lembrar de Jesus andando pelas nossas ruas e estradas empoeiradas, pelas nossas vilas e aldeias, nas praias e montanhas, cercado de multidões a quem ele servia de todos os modos e passou até pelos palácios dos reis do pedaço, entre militares, religiosos, adoradores e sacerdotes e mesmo assim não foi percebido. Hoje mesmo, ele é visto mas não notado, e reconhecido mas não acolhido, querem suas bênçãos mas não seus ensinos; até nas igrejas e nos cultos falam dele, mas parece de fato alguém que viveu e morreu à mais de dois mil anos e hoje, só contamos a história. O substituto, meu e seu, nosso, está logo ali, ao alcance de uma oração.

 

Jesus, o que dizer? Perdoe-nos pois ainda não sabemos direito o que fazer. Temos uma forma de religião maravilhosa, mas a eficácia dela não funciona, porque o Senhor não é uma religião e nem um fundador de cultos e rituais. Tu és o Senhor, autor e consumador da nossa fé; com o teu sangue nos compraste para Deus e nos fez reinos e sacerdotes, para reinar para sempre. Ao que se assenta no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra e a glória para sempre, amém.

 

Pr Jason

Único Filho!

Meditação do dia 13/12/2018

 “Então disse: Não estendas a tua mão sobre o moço, e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a Deus, e não me negaste o teu filho, o teu único filho.”  (Gn 22.12)

 Único Filho! – Já ouvi da sabedoria popular, sobre ter filhos, a seguinte filosofia: “Quem tem dois filhos, tem um; e quem tem um, não tem nenhum!” a ideia por trás desse conceito é o fato de numa eventual tragédia e se perder um filho, quem tiver dois, ficaria apenas com um e quem só tem um, então ficaria sem nenhuma. Nos velhos tempos isso também valia para defender as proles grandes, que eram costumeiras nas famílias. Mas aqui, não se trata disso, mas da demonstração do amor de Deus como Pai de todos nós, representado muito bem por Abraão, que tendo um único filho da promessa, não negou Deus o seu único no teste de fé; mas quem sabia que se tratava de um teste? Só Deus, e que em sua sabedoria reservou isso para si mesmo e levou Abraão e Isaque aos seus limites extremos da capacidade de demonstrar amor, obediência, consagração e submissão pela fé. Quando eu digo que Deus não nos dá ordens absurdas e tudo o que ele pede de nós, ele mesmo já experimentou e por tanto sabe do que se trata; o plano de redenção foi concebido e posicionalmente executado, desde a eternidade; assim como um produto químico, considerado veneno, antes de ser lançado comercialmente, o antídoto já está pronto, para qualquer eventualidade acidental à exposição do veneno. Ao criar o homem com as faculdades e prerrogativas que nos foram dados, o projeto de redenção já estava pronto e contemplava a possibilidade do pecado entrar e de fato aconteceu. Assim, a história da experiencia de Abraão e Isaque, representa como num teatro, a cena da vida real de Deus e seu amor pela humanidade. João descreve isso, da melhor maneira possível no texto mais conhecido da Bíblia inteira: Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). Abraão não negou seu único filho quando lhe foi pedido, porque ele representava figuradamente a Deus Pai, que não negou de nos dar o seu filho unigênito. Isaque renunciou-se a si mesmo e submeteu-se a vontade de seu pai, porque prefigurava a Cristo, que em agonia no Jardim, renunciou a sua vontade para vivenciar a perfeita vontade de seu Pai, que o dava como Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Assim como Jesus, literalmente morreu e voltou à vida no terceiro dia, assim, Isaque morrera para Abraão lá em casa, quando Deus o pedira, e caminharam juntos por três dias até o Monte Moriá e no terceiro dia, Abraão o teve de volta, como que vindo dos mortos para a vida. Como pai da fé, patriarca do povo eleito, um legítimo representante da espécie humana, Abraão e Isaque, participaram da paixão, sofrimento, morte e ressurreição, o sacrifício completo e definitivo da nossa redenção. Tipologicamente os céus e a terra sendo reconciliados, por um representante humana, se deu em perfeitas condições de ser aceito diante de Deus em sacrifício vicário, podendo satisfazer plenamente a justiça divina em benefício de muitos.

 

Senhor, quão grande é o teu amor por nós. Obrigado por essa dedicação e entrega. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Salvo Por UM Trizz

Meditação do dia 12/12/2018

 “E estendeu Abraão a sua mão, e tomou o cutelo para imolar o seu filho;”  (Gn 22.10)

 Salvo por um trizz! – Jovens gostam de viver perigosamente e arriscar não é problema para eles. Também há muitos adultos que gostam de adrenalina e se deliciam nos esportes e algumas práticas extremamente radicais. Não podemos pensar o mesmo de Isaque, que se passa mais por um filhinho de papai rico e criado com todos os mimos e privilégios que eram possíveis nos seus dias. A criação e a educação do jovem estava sendo cuidadosamente preparada para que ele sempre tivesse as melhores condições de vida e saúde e viesse a ser um próspero fazendeiro e pai de muitos filhos, o que lhe garantiria a comprovação da bênção de Deus e a ratificação das promessas e alianças feitas com Abraão. Mas agora ele estava com amarrado sobre um altar e pronto a ser vitimado como uma oferta ao Deus Altíssimo. Os argumentos do seu pai foram não só convincentes, como por questão de obediência e submissão paternal, ele se dispôs a acreditar naquilo que seu pai cria. Abraão estava convicto e determinado a obedecer as instruções recebidas de Deus; não haveria nenhuma razão para postergações e também isso só aumentaria o seu sofrimento e também de Isaque. Aquilo que tinha que ser feito, precisava ser feito. Isso é diligencia! Nos tempos de seminário, com uma comunidade de americanos, pontuais, rígidos e rigorosos com essas questões, a gente brincava com as filosofias dos dois povos: os gringos do tio Sam, o que tem que ser feito hoje, será feito hoje. Os tupiniquins já pensam que aquilo que precisa ser feito hoje, pode ser deixado para amanhã, quem sabe depois não precise mais ser feito! Brincadeiras à parte, com Deus não existe isso e não é aceito violação de suas ordens; ele é Senhor e espera obediência irrestrita e imediata. Não é de se admirar que os dois (O Senhor e Abraão) se deram tão bem. Assim que recebia instruções ele já estava à caminho da obediência e pronto a agradar. Acredito que nossa cultura latina, que tem sangue quente e emoções em alta voltagem é bastante complacente com decisões que não sejam exatamente aquilo que pretendemos. Veja entre os cristãos, tantos pedidos de confirmações da parte de Deus, que alguns chegam bem perto do ridículo; com se o Senhor não tivesse muita certeza do que disse. Admiro a obediência imediata de Abraão, pois particularmente nessa situação, estando com o coração acelerado pela dramaticidade do momento, a importância do feito e com certeza a mente racional buzinando o tempo todo contra a verdade do coração e no micro espaço de tempo entre levantar o cutelo e desferir um golpe único e mortal, ele teve sensibilidade para ouvir a voz do Anjo do Senhor. Ficar quieto e calma, ajoelhado num lugar silencioso e tranquilo, onde até a respiração parece fazer muito barulho é uma condição bem ideal para ouvir a voz de Deus e receber instruções importantes. Mas nas condições em que estavam, um ancião após uma jornada de três dias de caminhada, uma subida até um local designado no monte Moriá, a arrumação e montagem do altar, a conversa com Isaque e o gran finale… Abraão sabe um pouquinho daquilo que o coração paterno de Deus passou para ver a redenção em funcionamento perfeito e alcançando vidas e mais vidas. Mas e o outro lada moeda, como estava o coração de Isaque, sendo ali colocado como vítima inocente e que significado teria aquilo tudo? Ver o rosto do pai, de baixo para cima, com a morte rondando aquele altar!!! Por mais sereno, obediente e convicto que Isaque estivesse, ainda assim ele era um garoto e como tal, a vida era preciosa demais para terminar daquele jeito. Não era confortável estar deitado sobre a lenha, não tinha como parar para se ajeitar, não tem como voltar atrás, ali era o fim mesmo. Me permitam viajar aqui e ver Abraão abaixando o cutelo, soltando o no chão e abraçando o filho, ambos aliviados e a primeira pergunta de Isaque seria: “O senhor sabia que ia ser assim?” Quantas lições para nossos corações! Os planos de Deus não podem ser frustrados, nem devemos tentar fazer isso!

 

Senhor, graças por mais um dia e uma oportunidade de estar no teu altar renovando a nossa consagração ao Senhor. Obrigado, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason