Os Dez Irmãos De José

Meditação do dia: 18/12/2020

Então desceram os dez irmãos de José, para comprarem trigo no Egito.(Gn 42.3)

Os Dez Irmãos de José – Ter dez irmãos já foi moleza no Brasil e em muitos lugares do mundo, mesmo em tempos mais recentes. Mas está ficando um modelo de família cada vez mais escasso de se ver, raríssimas exceções culturais em algumas partes do planeta. Cresci numa família de oito irmãos, proporcionalmente divididos em quatro rapazes, sendo eu o mais novo deles e depois quadro meninas. Já conheci famílias maiores que a minha e naqueles tempos não era de estranhar, mas ficaram nos bons e velhos tempos. Jacó também fora exceção, pois Abraão e Isaque não tiveram muitos filhos e ele foi o encarregado de transformar a família numa tribo ou clã, o passo anterior a uma nação. Mas hoje, quero me ater a um raciocínio mais próximo dos ideáis de tratamento de Deus nas nossas vidas e fazendo com que as pessoas tenham verdadeiros encontros com elas mesmas, para reavaliarem suas condutas e posturas e assim decidirem por uma vida de verdadeiro compromisso com a fé e os propósitos divinos. Essa nação, povo de Deus como descrito na Bíblia e na história, que acaba se confundindo para os leigos, quem é quem e por extensão todos os nomes parecem dizer a mesma coisa, mas não é. Israel é o o nome do “Patriarca” que foi mudado de Jacó, para Israel. Partindo daí, todos os seus descendentes são israelitas. Entre eles, doze filhos, oriundos de quatro mães, Lia, Raquel, Bila e Zilpa. Segundo as tradições culturais e familiares o filho mais velho cuidava da parte sacerdotal e espiritual da família e por isso teria menos tempo para dedicar a seus afazeres de trabalho da herança; então ele recebia uma porção dobrada em relação à seus irmãos e também exercia a liderança da família, do clã, tribo e até a nação. José e Benjamim eram filhos de Raquel a esposa amada e preferida de Israel e que veio a falecer muito nova, quando ainda estavam à caminho de volta para Canaã. Entre a gurizada, cresceram divididos em dez contra dois. Jacó tinha predileção por José e Benjamim, além do óbvio, de serem filhos de Raquel, também eram órfãos de mãe e os dois mais novos de todos. Com o tempo isso acirrou os ânimos entre todos e parte de tudo isso já conhecemos e estamos acompanhando o que sucedeu a José. Adiantando, um spoiler, na hora de confirmar as bênçãos e posições de liderança, os três primeiros filhos de Israel foram desclassificados por comportamentos de imoralidade e violência; passando a vez para Judá, o quarto filho. Pela maldade para com José e pela conduta irretocável e abençoadora da vida de José, na bênção, Israel separou a bênção da porção dobrada, da liderança tribal entre José e Judá. Judá recebeu a primogenitura da liderança e José, através de Manassés e Efraim a porção dupla da herança. Quando a nação veio a se dividir depois do reinado de Salomão, o reino do Sul, composto basicamente por Judá e Benjamim, ficou conhecido apenas como Judá e todo o restante, formou o reino do norte, conhecido como Israel. originalmente, judeu é todo descendente de Judá, e todos os demais são israelitas, embora Judá também seja israelita. No nosso texto de hoje, vemos essa divisão ainda forte, pois José estava no Egito e Benjamim ficara com o pai em Canaã e os dez outros, sempre juntos e misturados, seguiriam para encontrar o passado criado pro eles dez, à vinte anos atrás, mas agora chegara a hora de acertar as arestas e trabalhar por uma unidade verdadeira e retomarem o destino e as promessas feitas na aliança com Abraão, Isaque e Israel. Quem não faz bem feito da primeira vez, terá que fazer de novo e com um custo muito maior. Por isso não vale a pena seguir na vida deixando rastros e pedaços pelo caminho, pois um dia teremos que reconstruir e recomeçar de onde for necessário.

Pai, graças te damos por tuas infinitas misericórdias. Sabemos que o Senhor é bom e os teus planos são perfeitos e podemos participar contribuindo produtivamente para construir um reino que é eterno e portanto, muito maior do que nós e nossas vãs ilusões de grandezas. Agradecemos por tudo o que Jesus fez por nós e pelo propósito eterno selado lá na cruz, com o precioso sangue, como de um cordeiro imaculado, o sangue da nova aliança. Somos abençoados, livres e amados pelo Pai e acolhidos na família espiritual. Te louvamos e engrandecemos o teu santo nome, através de Jesus, amém.

Pr Jason

A Hora De Descer

Meditação do dia: 17/12/2020

Disse mais: Eis que tenho ouvido que há mantimentos no Egito; descei para lá, e comprai-nos dali, para que vivamos e não morramos.(Gn 42.1)

A Hora De Descer – Movimentos estratégicos às vezes produzem recuos, ou ações que parecem regressão ou abandono de posição já conquistada. Quando se pensa em figuras ilustrativas, descer apresenta conotações menos atrativas do que o contrário. Descer parece submissão, derrota, humilhação e ficar abaixo de um nível desejado. Todos querem crescer, subir, alcançar as alturas e quanto mais alto, mais visibilidade e prestígio. Estar por cima é bom! Mas lidamos com princípios de fé, que constantemente são elementos de contra-cultura. Se todos fazem assim, Deus nos instrui à fazer assado. Estamos na maior parte do tempo nadando contra a correnteza do fluxo que o sistema do mundo impõe. Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.
E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus
(Rm 12.1,2). Este texto é um clássico entre os cristãos. Escrito a um público que conhecera recentemente a graça de Deus através do Evangelho de Jesus Cristo, estavam agora recebendo instruções de culto e adoração a um Deus único, vivo e soberano; os rituais de sacrifício, conhecidos no mundo todo, estava tomando uma conotação inteiramente nova para essas pessoas que vieram de uma cultura politeísta, pagã. Olha os elementos novos a serem assimilados espiritualmente por eles: Superioridade do Espírito sobre o corpo físico, e domínio do espirito sobre o corpo. Oferecer sacrifícios vivos, sendo eles mesmos as oferendas. A fé cristã espiritual tem a sua própria racionalidade. Não amoldar-se com o mundo ao  redor. Transformar-se pela nova compreensão adquirida. Experimentar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Praticamente todos os povos adoravam deuses para aplacar-lhes a ira e alcançar algum favor ou ao menos não serem penalizados pelos seus caprichos. O imaginário antigo era repleto de lendas e mitos de homens valentes e semideuses que se revoltavam contra a tirania dos deuses cheios de vontades e caprichos e opressores. O Evangelho apresentava um Deus de amor e graça, que salva pela fé e sacrifica-se voluntariamente em prova de amor e tem uma perfeita vontade boa e agradável e totalmente experimentável. O próprio Senhor Jesus lidava com elementos de contra cultura: Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus. (Mc 10.42-45). Paulo aos escrever aos Coríntios, mostra que entre a igreja o padrão mais natural é o não natural e Deus faz isso por motivos muito especiais. Porque, vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres que são chamados. Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; Para que nenhuma carne se glorie perante ele (1 Co 1.26-29). Os irmãos de José, por serem mais velhos que ele, se achavam, se colocaram no direito de julgar, sentenciar e executar como carrascos. Passaram os anos sofrendo e vendo sofrimentos inconsoláveis ao redor por suas atitudes. Mas agora era a hora de descer, primeiro ao Egito, para então descer dentro deles mesmos e encontrar lá em baixo o que eles haviam escondido. Um dia todos temos que descer! Mesmo quem está destinado à grandeza e à grandes bênçãos. Quanto maior a influencia, maior a responsabilidade.

Senhor, nesse dia a nossa reflexão é sobre atitudes de dentro dos nossos corações, que precisam de humildade e reconhecimento do que verdadeiramente importa. As promessas e as bênçãos da aliança com o Senhor, não anula a condição de sermos humanos e sermos falhos e egoístas. O nosso chamado principal é para servir e servir a um rei grande e poderoso, Todo Poderoso, mas manso e humilde coração. Nosso desafio proposto então é imitá-lo no amor, na fé, no trato e na bondade. Queremos influenciar de verdade, mais com o exemplo do que com as palavras. Palavras puras e poderosas são as tuas e a elas nos submetemos, porque elas são as palavras da vida eterna. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Olhando Uns Para Os Outros

Meditação do dia: 16/12/2020

Vendo então Jacó que havia mantimento no Egito, disse a seus filhos: Por que estais olhando uns para os outros?(Gn 42.1)

Olhando Uns Para Os Outros – A primeira vista, o que Jacó disse a seus filhos, parece mostrar que a crise de abastecimento havia chegado à suas casas, mas os filhos não estavam tendo iniciativa alguma. Se ele já ouvira que havia mantimentos no Egito, eles também sabiam disso e a maior probabilidade é que algum deles é que trouxera essa informação para o conhecimento geral. Por outro lado, havia uma clima de mistério entre eles, de forma tão velada, que não gostariam nem mesmo que o pai desconfiasse de qualquer coisa. Um segredo de muitos anos atrás, que os unira por algo ruim e difícil para todos, mas que ninguém poderia se mover sozinho para resolver ou se livrar da culpa. Agora, por força da desconfiança mútua, todos eles eram obrigados por eles mesmos a confiarem uns nos outros mas desconfiando o tempo todo. Um vacilo e tudo iria por água abaixo. Olhar uns para os outros não era apenas uma questão de cuidado e proteção, mas também de proteger a si mesmos, de si mesmos. Quanto mais o tempo passava, mais grave e arriscado ficava o clima entre eles. Se foram capazes de aguentar as pontas sobre a maldade feita com José, o que eles não fariam com qualquer um dos outros que se movesse em direção oposta ao acordo de sigilo? Precisavam andar juntos, não pela união,  amor e cuidado fraternais, mas se protegerem e ao segredo deles. Estamos falando aqui, numa aplicação espiritual de pessoas boas, com promessas de Deus e dentro de uma aliança eterna, com credibilidade, mas que carregam dentro de si algum segredo, não por ser segredo, mas por um erro cometido e nunca tratado. Como cristãos não podemos categorizar a agonia e o sofrimento advindos desse segredo, como arrependimento. Porque o arrependimento é uma atitude positiva, que alia-se à fé e juntos geram a conversão ou mudança de direção. A carne, agindo contrário ao espírito, produz um sentimento negativo muito parecido com o arrependimento, apenas que não produz os mesmos bons resultados, que o remorso. Um sentimento de culpa e dor emocional, que escraviza e é altamente destrutivo. Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende; mas a tristeza do mundo opera a morte (2 Co 7.10). Arrependimento e remorso são coisas diferentes e produzem resultados diferentes. O Espírito Santo conduz a pessoa ao arrependimento e colocar a sua fé no sacrifício de Cristo que é redentor, e assim o sangue de Jesus pode purificar de toda injustiça e manter a pessoa na comunhão. O remorso é uma indução emocional fortemente apoiada pelo mal e encurrala a pessoa num beco sem saída de vergonha e condenação, para afastá-lo ainda mais da luz e do perdão. No arrependimento a pessoa olha para a bondade e compassividade divina disposta a acolhê-lo com perdão e restauração ainda que ela não mereça. No remorso, o lamaçal de areia movediça emocional, mostra que ela é ruim e que precisa fazer alguma coisa para compensar o mal e a dor provocado aos outros e ela merece ser sacrificada, para fazer algum bem pelo menos uma vez na vida. Para muitos casos, essa é a primeira porta para morte provocada, ainda que à longo prazo. Mesmo que o contexto seja outro, mas Jacó tinha razão, ficar ali parados olhando uns para os outros, não traria solução. As duas soluções vieram exatamente à partir do movimento deles. Peçamos ajuda ao Espírito Santo para guiar-nos ao caminho da reconciliação, arrependimento e redenção em Cristo Jesus.

Senhor, nós somos teus filhos e teus servos, e há uma provisão eterna colocada a nossa disposição pelo sacrifício de Cristo na cruz. Ela carregou sobre seus ombros o peso de todas as nossas culpas e pecados para nos aliviar e redimir definitivamente. Na cruz, Jesus não é nenhum modelo para nós, mas o nosso legítimo substituto! Aquele lugar era meu! Aquela morte seria para mim! Obrigado por me amar tanto por Dar o seu único filho e obrigado Senhor Jesus por dar sua vida em lugar da minha. Obrigado Espírito Santo por guiar o meu coração a crer e exercer fé no amor redentor de Deus. Fui comprado e liberto, sem merecimento algum. Reconheço e confesso isso, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Vinham De Todas As Terras

Meditação do dia: 14/12/2020

E de todas as terras vinham ao Egito, para comprar de José; porquanto a fome prevaleceu em todas as terras.(Gn 41.57)

Vinham De Todas As Terras – José deixou o Egito em condições de servir e abençoar todas as pessoas que viessem a eles para terem suprimentos. Tempos especiais pedem medidas especiais e para esses s tempos Deus tem preparado pessoas com aptidões, talentos e fé suficientes para superar as adversidades. A Bíblia, mais do que um código de normas, é um livro sobre pessoas de carne e osso, que viveram com as mesmas lutas, questionamentos, dúvidas, que voltaram atrás, caíram e se levantaram de novo. Por isso suas histórias são legados que herdamos e podemos apropriar da mesma fé e convicção embora estejamos separados por muitos anos de distância. Precisamos nos contextualizar sem ceder e trair nossos valores e nossa fé. O que José tinha a oferecer era muito mais do que estoques de alimentos para saciar aquelas pessoas, tanto egípcias, quando dos povos vizinhos que por quaisquer que sejam as razões não se preveniram como fez o Egito. José estava oferecendo esperança de vida. Enquanto igreja, estamos aqui num mundo desolado, numa sociedade doentia e confusa, para oferecer uma resposta, que é mais do que eles esperam, pois no estado de cegueira e na escuridão em que vivem, eles esperam apenas aquilo que satisfaz no momento presente, mesmo temendo um futuro incerto eles não sabem que há respostas. O Evangelho é a boa notícia, o Evangelho é Cristo, a boa nova do amor e do cuidado do Pai, suprindo tudo o que o homem precisa e com abundancia. As pessoas estão com fome de pão e Deus oferece o Pão da Vida, que alimenta para esta vida e dá sentido para o todo da pessoa. Deus sabe a necessidade delas e nossas, mas antes da iluminação espiritual elas não sabem o querem e nem se de fato precisam de alguma coisa, apenas convivem com um vazio interior e uma inquietação, tipo insatisfação permanente. O que temos em nossos estoques para distribuir a essa multidão? Nós temos, porque fomos colocados aqui para justamente para isso. Sempre que leio a multiplicação dos pães que Jesus realizou, me deparo com a questão de que os discípulos não sabiam o que fazer e nem por onde começar, mas Jesus disse que eles não deveriam despedir a multidão sem dar-lhes de comer. “Ele, porém, respondendo, lhes disse: Dai-lhes vós de comer. E eles disseram-lhe: Iremos nós, e compraremos duzentos dinheiros de pão para lhes darmos de comer? E ele disse-lhes: Quantos pães tendes? Ide ver. E, sabendo-o eles, disseram: Cinco pães e dois peixes” (Mc 6.37,38). O milagre veio à partir do que eles tinham para disponibilizar primeiro para Deus e nas mãos de Jesus aquilo era suficiente. José não tinha como fazer as terras férteis do Egito produzirem supersafras, mas Deus tinha como fazer isso e agora José só teria que administrar os estoques da suficiência das provisões de Deus para todos. Acredito que sempre há a bênção do Senhor sobre nossas vidas e nossa tarefa é cuidar bem disso para que não haja falta e ainda possamos servir e suprir aos que precisarem.

Pai, obrigado pelos dons de administração que tens colocado no coração de teus filhos para cuidarem bem de todas as riquezas e suprimentos que o Senhor mesmo providencia para que todos tenham a sua porção. Somos mordomos dos teus bens e tudo que nos foi confiado deve ser trabalhado com fidelidade para que no devido tempo, os resultados redundem em louvor e glória para o teu nome e assim as nações e os povos ao nosso redor venham a ti e recebam mais do que bênçãos materiais e suprimentos para a vida cotidiana, pois em Cristo há provisão abundante e para a vida eterna. Te agradecemos pelo privilégio de servirmos ao servir aqueles que esperam por teus amor e cuidado. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Havendo Fome Sobre a Terra

Meditação do dia: 12/12/2020

Havendo, pois, fome sobre toda a terra, abriu José tudo em que havia mantimento, e vendeu aos egípcios; porque a fome prevaleceu na terra do Egito.(Gn 41.56)

Havendo Fome Sobre a Terra – Fome é uma necessidade vital e básica do ser humano e só quem já passou uma extrema necessidade, quer por curto período, quem mais prolongado, sabe o quanto é sofrível e os efeitos que produz na pessoa. Aquilo que era uma informação que Deus comunicara através de sonho ao Faraó, para que ele tomasse providencias e iniciativas afim de superar os momentos difíceis, veio se confirmando e ao mesmo tempo que as iniciativas adotadas por sugestão de José, também surtiu efeitos positivos. Estou pensando e refletindo sobre como Deus comunica sua vontade e como ele trabalha para torna-la acessível às pessoas, sem fazer distinção eclesiástica ou religiosa. É comum pensar-se que Deus é exclusividade dos cristãos, preferencialmente dos evangélicos e aí tem ainda o bairrismo denominacional, para que tudo que não é “nosso ou do nosso jeito” não é certo ou bom. Alimentar isso é negar a capacidade divina como criador e sustentador de TODAS as coisas e seu senhorio sobre TUDO e TODOS. Ao criar os povos e nações, elas foram presenteadas com dons e características que as distinguem e dão identidade e propósito, de forma que a glória e a honra das nações sejam tributadas a quem de direito. E a cidade não necessita de sol nem de lua, para que nela resplandeçam, porque a glória de Deus a tem iluminado, e o Cordeiro é a sua lâmpada. E as nações dos salvos andarão à sua luz; e os reis da terra trarão para ela a sua glória e honra. E as suas portas não se fecharão de dia, porque ali não haverá noite. E a ela trarão a glória e honra das nações (Ap 21.23-26). Nossa linha de raciocínio é que Deus é soberano e governa sobre tudo e também que ele se comunica com quem quer que deseja, para que seus propósitos se estabeleçam. O profeta Amós transmitiu uma palavra oportuna: Certamente o Senhor DEUS não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas (Am 3.7). O tempo de dificuldade viria sobre aquelas terras e veio mesmo; a diferença estaria na acolhida dos líderes a mensagem recebida e agirem com precisão e fidelidade para que no devido tempo estivessem preparados. Sabemos que o Egito se preveniu seguindo um elaborado plano de confisco compulsório das colheitas para fazer estoques de alimentos. Agora era o momento de abrir as portas e distribuir. Escrevi uma meditação sobre a logística utilizada por José para descentralizar os armazéns e com isso, agilizara os processos de arrecadação e distribuição. Em todos os lugares habitados, havia suprimentos, de forma que não se desperdiçaria recursos procurando recursos; o famoso “tornar o molho mais caro que o peixe.” Prestem atenção nas mensagens contidas nas palavras do sábio rei Salomão, sobre situações como a que José enfrentou e que serve muito bem para nossa época : Ao que distribui mais se lhe acrescenta, e ao que retém mais do que é justo, é para a sua perda. A alma generosa prosperará e aquele que atende também será atendido. Ao que retém o trigo o povo amaldiçoa, mas bênção haverá sobre a cabeça do que o vende (Pv 11.24-26). José já era um homem abençoado e próspero por sua conduta e fé em Deus, mas agora começou a ser abençoado por todas as pessoas do pais inteiro e de estrangeiros que começaram a se abastecer das provisões que ele preparara. Como meus três leitores mais assíduos sabem, não sou adepto da famigerada pregação da prosperidade, mas detesto igualmente ou até mais a teologia da miséria. Os dons e as habilidades foram dadas para se fazer mais e melhor do que naturalmente poderia. Quando há fome, crises, demandas, precisa-se que homens bons e conscientes de sua identidade e propósito se levante e façam o que precisa ser feito. A bênção de um é a solução de outros. Tudo tem um tempo e um propósito, acredite!

Pai, obrigado por prover meios suficientes para os teus filhos e através deles muitas outras vidas serem alcançadas e assim a tua perfeita vontade é confirmada. Hoje queremos valorizar as revelações que podem salvar vidas e minorar os sofrimentos de povos e nações. Pedimos sabedoria para fazer o que precisa ser feito dentro do que é justo, puro e bom, porque sempre haverá pessoas em situação de risco e vulnerabilidades, mas haverá provisões suficientes, se bem administradas. Oramos com gratidão, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Fazendo O Que O Mestre Diz

Meditação do dia: 11/12/2020

E tendo toda a terra do Egito fome, clamou o povo a Faraó por pão; e Faraó disse a todos os egípcios: Ide a José; o que ele vos disser, fazei.(Gn 41.55)

Fazendo O Que O Mestre Diz – “Palavra de rei não volta atrás!” Essa é uma máxima moral, que incentiva a obediência na cadeia de comando e hierarquia, pois mesmo nos países que ainda tem realeza no comando, praticamente são governos figurativos, pois quem detém mesmo o poder é o parlamento em nome do povo. (Acredite se quiser). Lá nos tempos em que aconteceram os fatos que agora são objetos da nossa meditação, a palavra do Faraó era mais que a lei, afinal ele é que ditava as leis e ninguém se atreveria a não seguir as instruções dadas por ele. Quando os cidadãos vieram pedir provisões de alimento, ele simplesmente disse que deveriam procurar José e o que ele dissesse, era o que estaria valendo. Isso foi um exemplo muito bom sobre delegação de poder e autoridade da parte do rei e uma maravilhosa conduta de um súdito, que se tornara nobre e cumpria suas funções administrativas públicas como um ministério sagrado, um legítimo sacerdócio. Não havia nenhuma separação entre o secular e o sagrado na vida e no trabalho de José. Desde a sua nomeação para a função de administrar em nome de Faraó toda a operação de prover alimentos para que todos sobrevivessem aos sete anos de terrível fome naquelas terras, José trabalhara arduamente, para acumular provisões e agora era o momento de administrar o racionamento, para que não faltasse o necessário para todos. A essa altura, Faraó tinha plena certeza da capacidade de Jose cuidar fielmente e atender as demandas que seriam crescentes à cada dia. Confiabilidade é superior à habilidade e capacidade. A história está repleta de exemplos de pessoas altamente qualificadas, com habilidades excepcionais que falharam miseravelmente nas execuções de suas tarefas, por infidelidade e não confiabilidade. Costumo dizer que pessoas inteligentes e sábias, também cometem erros bárbaros. Como cristãos sabemos das três etapas da obra de Deus em relação à nossa pessoa: A primeira é a obra que Deus faz por nós, que é a salvação. Em seguida vem a obra que Deus faz em nós,  que é a santificação. Por último e não menos importante é a obra que Deus através de nós, que o serviço. Por nós, em nós e através de nós; nessa ordem e importância. Há uma forte pressão sobre o cristão para que ele ceda aos caprichos e tirania do urgente em detrimento do importante. O Mestre dos mestres ensinou a perspectiva correta no ensino que proferiu em resposta a euforia dos discípulos em vista dos bons resultados de seus trabalhos missionários. Mas, não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus (Lc 10.20). Ter o nome escrito no Livro da Vida, está  relacionado com a identidade da pessoa, o que ela É. Expulsar demônios, operar no sobrenatural e realizar tarefas, ainda que espiritual, está relacionado à habilidades, operosidade da pessoa, ou seja, o que ela FAZ. O que somos é superior ao que podemos fazer para Deus. Numa visita ao lar de Lázaro, Marta e Maria, Jesus novamente indicou a importância das prioridades, quando Marta valorizava fazer acima do ser, enquanto Maria valorizava o ser em detrimento do fazer. Jesus apoiou a iniciativa de Maria. E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; E Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada (Lc 10.41,42). É comprovado que mesmo entre líderes e ministros no mundo todo, existem mais “Martas” do que “Marias.” Falando em Maria, agora a mãe de Jesus, repetiu a fala de Faraó, quando houve uma necessidade numa festa de casamento, em que eram convidados. Sua mãe disse aos serventes: Fazei tudo quanto ele vos disser (Jo 2.5). Todos se deram bem pela obediência ao que ele fez; como as pessoas na época de José, seguindo as instruções de Faraó. Nosso desafio para hoje é sermos fiéis e operosos, proativos sem deixar de valorizar o que somos diante de Deus, para servirmos bem às pessoas a quem Deus deseja abençoar através de nossas vidas.

Pai, obrigado, porque a necessidade desse mundo era tão grande, que providenciaste a maior provisão, através da vida de Jesus Cristo. Ele é o Pão da Vida, a Agua da Vida; na verdade Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida, para através dele chegarmos ao Pai. Somos gratos pela obra que fizeste por nós e em nós, por isso em resposta ao teu amor, estamos disponíveis para que aconteça uma obra tua através de nós. Abençoamos o dia de trabalho e através dele vai a nossa adoração a ti, Deus Todo Poderoso. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Povo Clamou Por Pão

Meditação do dia: 09/12/2020

E tendo toda a terra do Egito fome, clamou o povo a Faraó por pão; e Faraó disse a todos os egípcios: Ide a José; o que ele vos disser, fazei.(Gn 41.55)

O Povo Clamou Por Pão – Certamente todos já ouvimos a expressão “Pão e Circo.” A política do Pão e circo (panem et circenses, no original em Latim) como ficou conhecida, era o modo com o qual os líderes romanos lidavam com a população em geral, para mantê-la fiel à ordem estabelecida e conquistar o seu apoio. Claro que na segunda metade do século XX, isso foi reestudado e contraditado. Minha idéia não é a politização ou qualquer viés político ideológico da questão. Gosto do pão e isso me basta, em termos de meditação e edificação espiritual. Podemos contemplar toda a criação e o governo de Deus como temos nas páginas sagradas, como um excelente administrador de recursos e de pessoas. O Criador sabe colocar as pessoas certas nos lugares certos, como também utilizar todo e qualquer recurso para o bem e a manutenção da vida. Desde que o mundo é mundo, ele possui uma diversidade e diversificação ímpar; mesmo os aspectos que se repetem, não são necessariamente iguais. O deserto do Atacama no Chile, não é igual ao Saara, na África, que não é como os do Oriente Médio, aqueles do Texas, Nevada, nos Estados Unidos ou os da Ásia. Os polos glaciais no norte e sul do globo não são idênticos. O que estou dizendo é que tudo e todos tem um propósito, tem suas riquezas, suas utilidades e necessidades. Mesmo com suas extremas e escassas condições, são necessários e valiosos para muitas atividades que o homem e a ciência vai descobrindo e lançando mão para uso proveitoso. Nada é ou acontece por acaso! Deus estava tratando com aquela geração e dando oportunidades para se auto preservarem através de um esforço conjunto de cidadãos e estado, ciências e cientistas, agricultores e comerciantes, para que todos no esforço aliado resultasse na superação de um tempo difícil que estava por vir e certamente veio. Quem melhor se preparou, sofreu menos e pode servir a quem tinha menor condição de fazer reservas para tempos longos como sete anos. Se nos colocarmos na pele daquelas pessoas comuns naquela situação, poderemos ver que não é tão simples. Façamos um exercício de raciocínio: Quanto é o custo mensal de suas despesas em família, para um estilo básico de sobrevivência? Multiplique isso por oitenta e quatro vezes (84). Isso é o que seria necessário ter de reserva para iniciar sete anos de fome. Eu não tenho isso hoje disponível, e não são muitos que tem essa condição. Foi por isso que logo de início já tinha gente clamando à Faraó por comida. Isso era um problema para José solucionar e claro, ele estava preparado. O que isso me faz lembrar? Quem é, pois, o servo fiel e prudente, que o seu senhor constituiu sobre a sua casa, para dar o sustento a seu tempo? Bem-aventurado aquele servo que o seu senhor, quando vier, achar servindo assim. Em verdade vos digo que o porá sobre todos os seus bens (Mt 24.45-47). Alguém aí tem alguma dúvida sobre a posição de José, na eternidade, atuando na área de administração de recursos? Quero ao menos participar de algum workshop com ele ministrando. A função dos líderes e administradores não é criticar os pobres ou porque são e ficaram pobres, mas resolver as questões que supram suas necessidades. O equilíbrio exige as contrapartes – para ter quem doa, é tem que ter que precise; para solucionar problemas, eles devem existir; para administrar, deve haver situações, circunstancias, pessoas e sistemas para serem administrados. A avareza revela a generosidade; a escassez mostra a abundancia; as trevas valorizam a luz; a morte torna preciosa a vida; o efêmero engrandece o eterno. Onde há demanda, se buscam soluções! Qual o lado você está servindo?

Pai, graças te damos e louvamos a tua sabedoria e infinita graça, na forma como  todas as coisas são e foram criadas. Somos a obra prima de tuas mãos e como humanidade com todas as nossas ambiguidades, sempre nos superamos e prevalecemos quando exigidos. A centelha divina que há em cada um é suficiente para produzirmos melhor do que pensamos ou pedimos e em Cristo, podemos todas as coisas, porque ele nos fortalece. Obrigado, por tudo, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Tendo Fome No Egito

Meditação do dia: 08/12/2020

E tendo toda a terra do Egito fome, clamou o povo a Faraó por pão; e Faraó disse a todos os egípcios: Ide a José; o que ele vos disser, fazei.(Gn 41.55)

Tendo Fome No Egito – Ontem escrevemos que havia pão em toda a terra do Egito e hoje, seguindo o versículo seguinte, escrevo que havia fome no Egito. Contraditório? Não! É assim mesmo que a roda gira e como as coisas acontecem na vida real. No Seminário Habitudes da UDF, numa das aulas, se introduz com a história de um padeiro que fazia os mais gostosos pães da região e a demanda era tamanha que ele, trabalhava tanto para atender as pessoas, que não lhe sobrava tempo para comer e foi diagnosticado com inanição grave. Alimentando os outros e ele mesmo passando fome. Nessa aula se trabalha com a idéia da importância dos líderes e pastores cuidarem bem de suas vidas devocionais e intimidade com Deus, se alimentando bem e assim poderem cuidarem das necessidades das demais pessoas. Aqui na Monte das Oliveiras, a vida devocional particular é incentivada, cobrada e levada à sério o tempo todo. Voces jamais encontrarão alguém com uma vida radiante, contagiante e produtiva espiritualmente, que não seja alguém de vida devocional constante, crescente e como prioridade de vida. Se há devoção na vida, haverá vida na devoção! As coisas lá no antigo Egito estavam indo bem, obrigado. Deus lhes antecipara os eventos futuros – Faraó foi ajudado a interpretar a revelação – José interpretou e sugeriu as medidas administrativas que tornariam viáveis – Tais medidas foram tomadas – Os sete anos de Fartura e abundantes colheitas vieram como previstos – a parte humana, administrativa e logística foi precisa e eficaz. Tudo como manda o figurino. Sem uma maturidade espiritual equilibrada, se pensaria que então não haveria crises e a bênção de Deus livraria todos porque, afinal tudo que Deus disse foi obedecido e seguido à risca. E foi! Mas a verdade é completa e que lhes fora revelado era que viria em seguida sete anos tão duros, de escassez tão severa que aquela fartura toda seria esquecida. Quando fazemos o dever de casa, não é para não sofrer danos, mas para ter condições de resistência até que as dificuldades passem. Quando Jesus contou a história dos dois construtores que edificaram casas, uma sobre a  rocha e outra sobre a areia, não significava que o que fez bem feito, evitaria as tempestades e o mal tempo. Ele e a sua edificação enfrentaria as mesmas intempéries que todos os demais; a diferença é que ele havia se preparado para resistir e passar pelas provações. Quando cultivamos uma vida de piedade, sinceridade e boa comunhão, não significa que as crises e provas não nos atingirá, muito pelo contrário; mas resistiremos na força do Senhor. Acredito, que além dos estoques reguladores do governo de Faraó, as pessoas também se preveniram de algum modo, abastecendo suas despensas, mas logo que começou os anos de fome, sem produção e sem abastecimento, muito em breve, os estoques se esvaziaram. Pense na cidade onde você mora, e imagine ela ficar bloqueada sem poder receber abastecimento de qualquer espécie, e sem acessos quer rodoviários, aéreos ou mesmo fluviais, dependendo do caso. Quantos dias você imagina que demora para o caos se estabelecer? Agora amplie isso para um país e além fronteiras, para as nações vizinhas e apenas ali tendo estoques disponíveis? Alimento no estoque, nos silos por si só não satisfaz a fome das pessoas. O mesmo vale para ter uma bíblia em casa, ter uma igreja na rua, bairro ou cidade, ter pregadores e sacerdotes… Isso é como alimento nos silos… precisam serem distribuídos e as refeições preparadas e cada um se alimentar. A vida espiritual é em muitos aspectos similar a vida natural. Se cuida!! Se alimente e ajude preparar refeições para os outros também.

Senhor, obrigado porque a tua parte está feita e bem feita! Os avisos foram dados e entregues em tempo e em condições de se produzirem ações de prevenção. Profetas do Senhor tem alertado a todos sobre os tempos difíceis que estão pela frente e muito próximo de onde estamos, mas só alertar não é o suficiente se as pessoas não se atentarem para os alertas. Eis que vêm dias, diz o Senhor DEUS, em que enviarei fome sobre a terra; não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do SENHOR. E irão errantes de um mar até outro mar, e do norte até ao oriente; correrão por toda a parte, buscando a palavra do Senhor, mas não a acharão”(Am 8.11,12). Agradecemos a tua graça disponível a nós em Cristo Jesus, no nome de quem oramos, amém.

Pr Jason

Manassés

Meditação do dia: 30/11/2020

E chamou José ao primogênito Manassés, porque disse: Deus me fez esquecer de todo o meu trabalho, e de toda a casa de meu pai.(Gn 41.50)

Manassés – “aquele que está entregue ao esquecimento” ou “o que está entregue ao perdão.” Nossas escolhas revelam nosso caráter, não tenho dúvidas disso. Em se tratando de caráter, o de José é irretocável na sua integridade de conduta e intenções. Ao pensar bem, refletindo sobre o que os textos sagrados dizem e o que também não dizem, enriquecemos nossas experiencias. Já ouviram falar numa tal de “síndrome do cachorro vira-lata?” As línguas pretas carregadas de peçonhas mortais, costumas atribuir ao povo brasileiro esse título, insinuando que via de regra o brasileiro valoriza mais as coisas estrangeiras do que as nacionais e tudo que não é brasileiro bom e dá status. É como se as pessoas dizem um complexo de inferioridade e subserviência, menosprezando e sentindo sempre inferior aos demais. Posso listar muitas razões que distingue os brasileiros de outros povos e algumas coisas dessas tem traços culturais fortes. Dois exemplos: Praticamente toda nação tem uma veste ou traje típico, que ostentam com orgulho em dias festivos e quando se apresentam fora de seus domínios. Qual é a veste típica dos brasileiros? Não temos. Só regionalmente aparecem uns poucos exemplos, mais ligados às atividades de trabalho, como do vaqueiro nordestino e gaúcho e “o caipira” para representar quem é do interior. Nossa nacionalidade – brasileiro, na época da origem do nome, era a categoria de pessoas que trabalhavam como cortadores de Pau Brasil. Se tornou o nominativo de nacionalidade, nenhum outro povo tem isso. Por outro lado, acredito muito nos planos e propósitos eternos de Deus que fez cada povo e deu-lhes o seu espaço e suas características peculiares. “E de um só sangue fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados, e os limites da sua habitação” (At 17.26). Estou dizendo, e afirmando que na minha opinião, nossa diversidade, miscigenação e peculiaridades que só se apresentam no Brasil e nos brasileiros é o que nos caracteriza e nos diferencia. Deus propositalmente nos fez assim e somos amados, aceitos, odiados e rejeitados por sermos quem somos. Isso não é maldição e nem ruim, é simplesmente distintivo. Jabuticaba é típico nosso; Pequi, uma fruta com sabor, odor único, não comparável a nada mais. Saudade é uma palavra que só existe no idioma português. Sou brasileiro com muito orgulho, sou de coração verde e amarelo duas vezes, pelo Brasil e por Goiás e não abro mão disso, por nenhum outro povo, pais ou cultura. José, nosso protagonista, viveu anos de opressão e sofrimento em terra estrangeira, ainda que fosse o maior império, o povo mais culto e desenvolvido de sua época, ainda assim para ele era melhor ser filho de fazendeiro em Canaã do que ser escravo de luxo no Egito. Quando foi liberto, ele entendeu acertadamente que esteve lá o tempo todo por vontade divina para aprendizado e serviço por uma causa maior que ele e maior que o próprio Egito. Mesmo com todas as portas abertas à fama, fortuna, prestígio, poder e autoridade quase sem limites, ele se manteve humilde e exemplar, disponível a Deus e às pessoas. Deliberadamente esqueceu da sua terra e de sua família pela sua missão de vida. Foi o que ele declarou ao dar nome ao seu primeiro filho. O passado ficou no passado e ele se dedicava a construir um presente e um futuro onde o favor de Deus alcançaria mais vidas. Se se ele sofresse de “complexo de vira lata,” talvez ele desse nome aos filhos homenageando, favorecendo ou bajulando alguém que lhe permitira subir na vida. Sua fé e sua convicção de que Deus estava no controle se manteve em alto nível. Como no quadro do programa do Raul Gil: Para José eu tiro meu chapéu, sempre!!

Senhor, obrigado por alimentar o nosso coração com uma fé e uma esperança que não desvanece nunca. Graças por tua bondade, por fazer com que haja compreensão dos teus planos e propósitos, de tal forma que a escolha de servir ao Senhor e ser fiéis em todo tempo, é muito edificante. Agradecemos a ajuda do o Espírito Santo que nos assiste e nos capacita a viver em alto nível para glória e honra do teu santo nome. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason