Pedido de Indenização

Meditação do dia: 12/02/2022

“Porque cada mulher pedirá à sua vizinha e à sua hóspeda jóias de prata, e jóias de ouro, e vestes, as quais poreis sobre vossos filhos e sobre vossas filhas; e despojareis os egípcios.” (Êx 3.22)

Pedido de Indenização – Estamos bem familiarizados com a expressão “pedido de indenização.” Algum tempo atrás isso era aplicado majoritariamente em questões trabalhistas, mas de um certo tempo para cá, houve uma grande demanda de judicialização de toda espécie de reclames cíveis e hoje se pede indenizações à torto e à direito, por motivos banis e frívolos, que está até perdendo a graça. Mas sempre que há danos, hã necessidade de reparos, e Deus previu isso, desde a promessa feita à seu amigo Abraão. “Então disse a Abrão: Saibas, de certo, que peregrina será a tua descendência em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos, mas também eu julgarei a nação, à qual ela tem de servir, e depois sairá com grande riqueza (Gn 15.13,14). Quando da promessa, Abraão já ficou sabendo que se tornaria uma grande nação, acolhida e depois escravizado por outra nação até se cumprir o tempo de quatrocentos anos e então sairiam dali com grande riqueza. Depois de anos de escravidão e sofrimento era certo que o povo estaria empobrecido, despojado de seus bens e se saíssem nessas condições para irem para sua terra, seria muito difícil reiniciarem suas vidas e se tornarem uma nação que fizesse jus a serem representantes de Deus como seu povo exclusivo. Os egípcios se apropriaram dos bens e serviços dos hebreus sem remunerá-los devidamente e certamente não tinham a intenção de ajuda-los em nada quando de sua saída, afinal, eles não queriam nem mesmo que eles saíssem livres. Mas Deus previra todos esses eventos e também planejara produzir uma transferência de riquezas dos egípcios para os hebreus, via doação. Toda a dramaticidade da resistência de Faraó em permitir a saída dos hebreus, produziu aquelas pragas e demonstrações de poder do Deus dos hebreus sobre o Egito e seus deuses. A sequencia de eventos sobrenaturais, produziu um testemunho do poder de Deus sobre a população egípcia, de modo que além de admiração e respeito para com o Deus deles, também foram acometidos de medo e pavor pelos sinais que viram e ainda testemunharam a destruição de muitas de suas fontes de rendas e sustento, como as lavouras, o gado, os recursos hídricos e as doenças horríveis que lhes sobrevieram. Ao final das pragas, com a morte dos primogênitos, eles estavam dispostos a fazer qualquer coisa que lhes trouxessem alívio e livramento; se a saída dos escravos produzisse isso, era um preço justo para eles. Nesse momento o povo fora instruído a valerem-se de seus contatos e amizades ou conhecimento com os egípcios e pedissem presentes como despedida e foi assim que isso produziu uma riqueza considerável para todos eles. A lição que fica para nós, é que em tempo algum Deus se ausenta do seu povo e não fica alheio aos acontecimentos; Deus não se apropria de nada de ninguém e não consente que isso seja feito; assim todo trabalho prestado deve receber a justa recompensa. Gosto de exemplificar isso com a passagem do Novo Testamento, onde Jesus tomou um barco emprestado para ministrar a palavra à multidão e em seguida pagou o empréstimo com muita generosidade. “E, entrando num dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da terra; e, assentando-se, ensinava do barco a multidão. E, quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao mar alto, e lançai as vossas redes para pescar. E, respondendo Simão, disse-lhe: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, sobre a tua palavra, lançarei a rede. E, fazendo assim, colheram uma grande quantidade de peixes, e rompia-se-lhes a rede” (Lc 5.3-6). Deus é generoso para com os que lhe são fiéis. Sempre!

Senhor, obrigado por tua fidelidade de estar atento a tudo que acontece ao teu povo. Podemos estar certos de que nada pode nos prejudicar se formos fiéis e obedientes à tua vontade. Trabalhamos para ti e não lhe falta recursos para recompensar os teus servos. Obrigado por todo o suprimento que temos recebido todos os dias de nossas vidas e serviço em favor do teu reino. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Não Sair Vazio

Meditação do dia: 11/02/2022

“E eu darei graça a este povo aos olhos dos egípcios; e acontecerá que, quando sairdes, não saireis vazios,” (Êx 3.21)

Não Sair Vazio – Estamos meditando em promessas de Deus comunicada ao Povo de Israel no cativeiro egípcio, transmitida a eles através de Moisés, que ouviu tais promessas diretamente de Deus no encontro que tiveram lá no deserto de Horebe. Promessas despertam em quem as recebe um sentimento de alegria e expectativas positivas, em qualquer tempo e em qualquer pessoa. Pensando no contexto em que eles estavam, tais promessas eram muito boas e levantaria o ânimo deles para enfrentar as adversidades que haveriam de vir. Sabemos que quem está em condição de sofrimento, toda quantidade de alívio já é melhor do nada. Qualquer favor ou bondade que viesse a tocar-lhes já seria um refrigério para suas almas cansadas de sofrimento, pobreza, restrições e falta de liberdade. A promessa principal era de libertação do cativeiro, voltarem para Canaã, a Terra Prometida onde os patriarcas haviam vivido por muitos anos e lhes dada como herança eterna. Pois bem, para tudo isso acontecer, uma série de outras promessas menores precisariam acontecer e se cumprirem, porque a vida deles, tal qual a nossa acontece em momentos, dias, meses e anos, etapas que se sucedem. Não há como se apropriar do todo, sem passar pelas partes. Também entre a condição atual e o cumprimento total da promessa, há um caminho a ser percorrido e há adversários, oposições, aprendizagens, adaptações e muitas lutas. A principal mudança importante deve acontecer dentro das pessoas, dentro de nós. os hebreus saírem do Egito e da escravidão, mas se o Egito e a escravidão não saírem de dentro deles, pouco será o proveito. Se formos alcançados com a mensagem do Evangelho de Cristo e sermos resgatados do pecado e do mundo, mas o pecado e o mundo não saírem de dentro de nós, estaremos com problemas grandes a vida toda. Mudar geograficamente de lugar não quer dizer necessariamente que houve mudança de fato. Costumo dizer à igreja que, se eu dormir muitas noites na garagem de casa, nem por isso me transformo num carro; assim como frequentar um templo e participar de atividades religiosas de uma igreja não transforma a vida de ninguém. O que Jesus disse foi: “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo (Jo3.6,7). Deus não quer que seu povo saia vazio, valia para os hebreus no antigo Egito, materialmente, falando de riquezas, bens e posses; e vale para nós na dispensação da graça na Nova Aliança, para sairmos do mundo e do pecado, deixando a velha vida e levando a graça de Deus e todas as promessas de recomeçar a vida no poder do Espírito Santo. Pode ser aceito também para o dia a dia de todos nós, como adoradores, que podemos entrar na presença graciosa do Senhor pela fé em Cristo, tanto no culto e devoção pessoal, quando nas atividades coletivas das celebrações do Corpo de Cristo. Ninguém precisa sair vazio, para encarar uma jornada de trabalho semanal, ou diário ou uma vida ministerial sem se abastecer da infinita graça de Deus. Deus é o Senhor e ele supre tudo que os seus servos precisam para fazer o trabalho que lhes foi ordenado. Deus não espera que façamos por nossa própria conta, por nossos próprios esforços. Ele sabe, que nossos recursos se esgotariam antes e não conseguiríamos. Abasteçamo-nos na imensa dispensa do Senhor onde nada nos faltará.

Graças te rendemos, oh! Senhor, por tua imensa bondade e grandeza, suficiente para suprir todas as nossas necessidades. Reconhecemos ao Senhor como a nossa fonte de suficiencia e poder para o trabalho que nos confiaste. Nos consagramos à tua vontade que é sempre boa, agradável e perfeita. Te louvamos e engrandecemos, no poderoso nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Encontrando Graça

Meditação do dia: 10/02/2022

“E eu darei graça a este povo aos olhos dos egípcios; e acontecerá que, quando sairdes, não saireis vazios,” (Êx 3.21)

Encontrando Graça – Curiosamente vemos uma ação interessante acontecendo nesse texto que separamos para meditar hoje. Naturalmente os egípcios desprezavam os hebreus, pela condição de escravos, mas também por outros fatores, como a crença obstinada deles num Deus invisível, sem representação material por meio de uma estátua ou objeto sagrado. Também alguns aspectos dos rituais de culto dos hebreus eram exatamente oposto à crença e à teologia egípcia; por isso mesmo eles tinham a idéia de que alguns dos seus rituais não poderiam ser praticados na presença dos egípcios, e assim seria seguro estarem a uma boa distancia no deserto. Entre as informações valiosas que Deus antecipou a Moisés também veio essa, de que o povo alcançaria graça diante dos egípcios de tal forma seriam favorecidos na sua saída. Precisamos ver isso como sendo um ato da graça de Deus produzindo influencia nas pessoas, sem interferir em suas vontades e atos de decisão. Como alguém que não tem qualquer apreço por outra pessoa ou povo, e até despreza e oprime, de repente fica bonzinho e resolve favorecer? Como dizem os nossos irmãos pentecostais: “Deus de mistério!” O que estou pensando aqui, é que só precisamos saber que isso faz parte das determinações da graça de Deus, para favorecer o seu povo ou alguém que esteja numa condição de necessidade de tal ato. Isso é muito mais comum nas Escrituras do que imagina a nossa vã capacidade de percepção. Vejamos alguns casos,  vou citar sem referencias, e depois darei algumas passagens que confirmam isso. Jacó ao fugir de Harã atraiu a fúria de Labão que o perseguiu, mas Deus o repreendeu uma noite antes de se encontrarem e ele foi proibido de fazer ou falar qualquer coisa contra Jacó. Também quando Esaú veio ao encontro de Jacó, armado até os dentes, com quatrocentos homens, de repente se tornou um irmão bonzinho e saudoso de Jacó que se abraçaram e choraram um no ombro do outro. Acho que ninguém entendeu nada. Ainda em família: José ao chegar na casa de Potifar – “José achou graça em seus olhos, e servia-o; e ele o pôs sobre a sua casa, e entregou na sua mão tudo o que tinha” (Gn 39.4). José na prisão – “O Senhor, porém, estava com José, e estendeu sobre ele a sua benignidade, e deu-lhe graça aos olhos do carcereiro-mor” (Gn 39.21). Também diante de Faraó, essa mesma graça se manifestou. A coroa na cabeça da rainha Ester se pode dizer que era “pedra cantada,” a moça era cheia de graça e agradava a todos onde quer que ia. Primeiro diante de Hegai, o responsável pelo harém “E a moça pareceu formosa aos seus olhos, e alcançou graça perante ele…” (Et 2.9). Todos quantos viam aquela moça se encantavam – “e alcançava Ester graça aos olhos de todos quantos a viam” (Et 2.15). Diante do Rei não foi diferente – “E o rei amou a Ester mais do que a todas as mulheres, e alcançou perante ele graça e benevolência mais do que todas as virgens; e pôs a coroa real na sua cabeça, e a fez rainha em lugar de Vasti” (Et 2.17). Poderíamos encher páginas e páginas de exemplos. Mas quero fechar o tema de hoje, deixando vocês e a mim mesmo com água na boca desejosos de explorar melhor esse tema e ver o quando Deus nos favorece. Finalizo com duas expressões da graça de Deus muito citada e pouco entendido, mas vale meditar mais. Uma é, “Porque a tua graça é melhor do que a vida; os meus lábios te louvam” (Sl 63.3 ARA). a outra é, “E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo” (2 Co 12.9). Deus nos abençoe e nos edifique mais e mais através de compreendermos melhor a atuação de sua graça maravilhosa.

Obrigado Pai, pela manifestação graciosa do teu amor e bondade para com cada um de todos nós, os teus filhos. Antes mesmos de sabermos, o Senhor já entrou com providencias para nos apresentar a tua grandeza e glória. Somos felizes por termos o teu cuidado e além de nossas capacidades, o teu favor nos beneficia diariamente de forma que podemos confiar e seguir em frente, disponíveis e alegres no serviço do Senhor. Somos agradecidos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Só Depois

Meditação do dia: 09/02/2022

“Porque eu estenderei a minha mão, e ferirei ao Egito com todas as minhas maravilhas que farei no meio dele; depois vos deixará ir.” (Êx 3.20)

Só Depois – Estava pensando aqui com os meus botões: Por que só depois? Minha indagação está relacionada aos eventos de minha vida e de tantas outras pessoas que “só depois” é que permitem as coisas acontecerem como deveriam ter acontecido desde antes. Claro está que não se pode tomar decisões baseado no ex-ante, ou seja, decidir já sabendo o que vai acontecer no futuro. Ninguém sabe o futuro, ele insiste em permanecer no futuro e é sempre incerto, opaco e imprevisível. Se eu soubesse que daria nisso… não teria feito assim, …não teria comprado… ou teria comprado… teria falado… teria amado… teria feito melhor…. pois é, teria!! Mas estamos aqui estamos meditando numa situação em que seriam duas partes se confrontando – uma falível, orgulhosa, arrogante, pretenciosa e dura e coração. Do outro lado, estaria Deus, o Criador de todas as coisas, aquele fez, guia e governa todas as coisas em santo amor. Determinado estava o Senhor em libertar o seu povo, com quem estava ligado por alianças eternas a mais de meio milênio; pactos feito com homens de coração temente, cheios de fé e reverencia, verdadeiros adoradores, que estiveram à serviço de Deus e seu reino, e se comprometeram solenemente em ser abençoadores de todas as famílias da terra, servindo a um Deus único, soberano e poderoso. Quais as chances de Faraó e o Egito lograrem êxito? Façam suas apostas! Aliás, cristãos não fazem apostas, é só uma força de expressão! Se fosse uma luta de boxe (que também não aprecio como esporte, acho muito humano, (socar uns aos outros com  regras e prêmios, é coisa de humano mesmo); se fosse, um combate, o Egito e Faraó foram valentes e obstinados, mas não aguentaram os doze rounds, caíram no décimo, caíram feio!!! Voltando ao nosso tema, Deus antecipou para Moisés, que Faraó seria renitente e só depois de muita pressão e braço forte sobre seu povo, sua terra, seus deuses e ele próprio é que capitularia. Na vida cristã, chamamos o equivalente a isso, a resistir ao Senhor ou a voz do seu Espírito em nossos corações. Pura perda de tempo e estresse, porque não se render ao Senhor é uma estupidez sem tamanho. “Então respondeu Jó ao SENHOR, dizendo: Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido (Jó 42.1,2). Jó foi outro de nós que resistiu bravamente, embora fosse muito mais piedoso do que a maioria de nós. Saulo, também aprendeu pelo caminho mais difícil, mas cedeu logo e foi bênção. “E ele disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões” (At 9.5). Para evitarmos os desgastes desnecessários e progredirmos em nossa caminhada com Deus e sendo muito produtivos em nossa jornada de comunhão, vamos seguir as dicas do escritor aos hebreus: “Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, Não endureçais os vossos corações, como na provocação” (Hb 3.15).

Obrigado Senhor, por ser o nosso Deus, sendo Todo Poderoso, como cremos que és, não há razões para resistirmos a ti ou à tua vontade. Buscamos antes, a sabedoria e o quebrantamento que pode nos fazer progredir e direção à maturidade e perfeição em Cristo Jesus. Muito obrigado pelo teu amor investido em nós e por transformar nossas vidas em elementos que te glorifiquem em todo tempo. No nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Deus de Maravilhas

Meditação do dia: 08/02/2022

“Porque eu estenderei a minha mão, e ferirei ao Egito com todas as minhas maravilhas que farei no meio dele; depois vos deixará ir.” (Êx 3.20)

Deus de Maravilhas – Deus nunca esteve ausente ou escondido de sua criação e muito menos de seu povo. Sua maravilhosa graça sempre esteve presente na vida das pessoas e coletivamente na vida das tribos e nações. As escolhas pessoais levaram o caos ao mundo e depois atribuem o mal como se fosse a ausência de Deus e ou de suas operações em favor do homem. Os conceitos bíblicos são tão justos quanto o próprio Deus e eles não se omitem sobre as reais intenções de Deus. Escrevendo aos romanos, o apóstolo Paulo fala sobre isso. “Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu (Rm 1.19-21). Observe as Palavras sublinhadas, tudo foi opção humana. A boa notícia que Deus compartilhou com Moisés foi que embora Faraó fosse renitente e endurecido de coração, ele não seria páreo para o poder de Deus. As mãos de Deus estariam estendidas para operar maravilhas e através destas, destravar o coração dos hebreus, que conheciam a Deus como o Deus de seus antepassados, mas eles mesmos não tinham grandes experiencias de adoração e comunhão. Já ouvi de alguém sabiamente dizer que o coração humano é como madeira e conforme o tipo de madeira será o tipo de ferramenta que será utilizada por Deus para lavrar e esculpir. Quanto mais resistente, também mais resistente será a ferramenta. Posso testemunhar alguma sobre isso, porque o goiano aqui é madeira dura, mas Deus é um artesão muito competente e tem feito um excelente trabalho. As maravilhas de Deus objetiva revelar sua grandeza e romper com as resistências propostas. Faraó queria se passar por Deus e aliado com outros tantos deuses, se armaram para resistir a Deus e aquilo que poderia ser uma operação de libertação social e humanitário, tornou-se uma batalha espiritual de grandes proporções. Saiu da alçada humana e Deus foi desmontando uma por uma as trincheiras do pecado e da ignorância. Não buscamos a Deus porque ele faz maravilhas, nós o buscamos porque ele é Deus, é nosso Pai e tem prazer em se relacionar conosco. Comunhão se baseia num relacionamento de amizade, admiração e como se trata da pessoa de Deus, precisa muita reverencia e temor, reconhecendo nossa limitação e a grandiosidade do Senhor. Estabeleçamos em nossos corações e mentes, que servimos a um Deus de maravilhas, mas nosso maior interesse está na sua pessoa, no seu caráter santo e justo, naquilo que Deus é; não naquilo que ele faz. Deus também considera que aquilo que somos é mais importante do que aquilo que podemos fazer, mesmo se referindo a ministério e trabalhos na igreja e no campo missionário.

Obrigado Deus de maravilhas, te amamos de todo o nosso coração, porque a tua Palavra tem se revelado a nós e nos mostrando quão grande o Senhor é, isso tem sido abençoador e edificante. Oramos por sabedoria, reverencia e graça para continuarmos a crendo na manifestação do poder maravilhoso e libertador revelado a nós. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Faraó resistirá

Meditação do dia: 07/02/2022

“Eu sei, porém, que o rei do Egito não vos deixará ir, nem ainda por uma mão forte.” (Êx 3.19)

Faraó Resistirá – Ventos contrários também levam o barco para frente, é preciso apenas saber manejar as velas. A vida seria muito mais simples se não houvesse resistências; mas quem disse que assim seria o melhor modo de crescer e aprender. Pensando em navegação, a turma dos mares diz que “mar calmo nunca fez bons marinheiros.” Deus conhece os corações dos homens e sabe que eles precisam de estímulos para agirem ou reagirem. Fazer algo que contraria a tendência natural não é hábito humano. O egoísmo o coloca de forma a pensar e agir como se fosse o centro do mundo e tudo mais orbita ao seu redor. Qualquer coisa que o contraria, não é bom e nem aceitável. Por diversas razões Faraó não estaria disposto a libertar os hebreus que além de propriedade sua, ainda era uma mão de obra de baixo custo e ostentar um povo inteiro como subjugado e escravizado, concedia-lhe ainda status de grandeza, poderio e domínio. Abrir mão de tudo isso gratuitamente, com certeza não estaria nos planos do rei; Deus sabia disso e com certeza Moisés também estava ciente disso, pois ele atuara do outro lado, como membro da família real egípcia. Podemos afirmar com convicção de nossa vida espiritual não tem sido fácil, serena e tranquila como poderíamos até desejar. Desde o momento de conversão a Cristo e a tomada de decisão de viver para Deus e trabalhar para que a sua glória seja conhecida e manifesta em toda a terra, toda pessoa se torna inimiga do sistema. Quem dizia que a pessoa nada valia e nem utilidade tinha, agora a tem na alça da mira o tempo todo e pronto para atirar. Todos que se aproximam de Deus, se tornam inimigos dos inimigos dele também. Deus respeita a pessoa e os seus direitos de escolha; mas o mundo e todo os eu sistema não tem nenhum respeito pelas vidas humanas; são descartáveis e jogadas às traças assim que deixam de interessar aos seus caprichos. Por isso que a pregação do Evangelho, o discipulado e a edificação espiritual é uma batalha diária por toda a vida. Viver a vida vitoriosa é um processo diário de vida e morte para tudo que se opõe a Deus. “E, libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça.
Falo como homem, pela fraqueza da vossa carne; pois que, assim como apresentastes os vossos membros para servirem à imundícia, e à maldade para maldade, assim apresentai agora os vossos membros para servirem à justiça para santificação”
(Rm 6.18,19). Deus sabe que o rei pecado não vai querer perder o controle sobre nossas vidas, tal qual Faraó não iria querer libertar facilmente aos hebreus. Seria necessário a manifestação do poder de Deus, só uma mão forte, mais forte do que a de Faraó, para demovê-lo da tentativa de manter aquele povo sob seu poder. Assim também, Deus investiu um grande poder para nos libertar e nos dar a possibilidade de nos mantermos seguros, livres e fora do alcance das garras do poder do pecado. Como os antigos hebreus, nós também precisamos reconhecer que só poder de Deus pode mudar nossa condição. Viva o que Deus conquistou para ti.

Senhor, obrigado por ganhar a minha vitória e me colocar numa condição privilegiada de viver como filho de Deus e herdeiro de todas as suas promessas. Em Cristo há provisão suficiente para todos. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Deus Sabe

Meditação do dia: 06/02/2022

“Eu sei, porém, que o rei do Egito não vos deixará ir, nem ainda por uma mão forte.” (Êx 3.19)

Deus Sabe – Há um trocadilho de palavras, que na verdade são ponderações filosóficas que podem ser explicadas, mas funciona mesmo como algo cômico, sobre o saber das pessoas. Há aqueles que sabem, há os que não sabem; há os que sabem que não sabem, há os que não sabem que sabem como também os que não sabem que não sabem. Confesso que já não sei em qual dos grupos estou, mas sei que nada sei.  Que bom que o Senhor nosso Deus sabe todas coisas e sabe perfeitamente bem. “Falou Daniel, dizendo: Seja bendito o nome de Deus de eternidade a eternidade, porque dele são a sabedoria e a força; e ele muda os tempos e as estações; ele remove os reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e conhecimento aos entendidos. Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz” (Dn 2.20-22). Deus não apenas sabe, como também dele é a sabedoria e a dá a quem entende e o busca por esse tipo de dádiva. Os sábios buscam sabedoria e a tem como preciosidade; por isso que dizem que os homens sábios vivem cheios de dúvidas, mas os ignorantes vivem cheios de certezas. Na conversa com Moisés, o Senhor lhe falou sobre os anciãos, sobre o próprio Moisés, sobre o povo e aqui no nosso texto de hoje, se refere a Faraó e sua condição do coração. Faraós, os reis do Egito, eram criados e doutrinados como sendo “deuses” e eram tratados como tais pelos sacerdotes, nobres e população em geral. É claro que depois de anos e gerações a mentalidade da pessoa estava condicionada a isso e até ela mesma passava a acreditar naquilo. Sendo assim, Deus já antecipou que isso produziria resistência à libertação. Humanamente ele teria a tendência de não liberar os escravos porque eram propriedades, tais quais gados, bens e etc. Também eram mão-de-obra quase sem custos para o governo e a população egípcia. Um ou alguns serem livres não acarretaria problemas, mas todos? Mas a grande verdade que produziria a resistência e a oposição do Faraó era o fato do pedido vir em nome de um Deus, que eles não conheciam, não veneravam e não tinham respeito algum, por se tratar de um Deus dos seus escravos e por não ser representado de qualquer forma visível e material. Tal Deus, desafiar o deus-rei egípcio e os deuses por eles cultuados, não seria bem visto. Deus o Senhor de Abraão, Isaque e Israel, já sabia disso e como a maneira eficaz de combater uma idéia é com outra idéia, teria que haver um confronto e alguns conflitos para que se provasse, especialmente para os egípcios, quem de fato era Deus em condições de prevalecer e superar. Isso também seria testemunho para os hebreus, que por muitos anos, gerações até, que não haviam experimentado verdadeiramente um relacionamento com o seu Deus; o conheciam de ouvir falar e do testemunho dos patriarcas, que quanto mais distante ficava no tempo, mais distante também ficava do coração deles. Esses embates iniciais e até produzir a efetiva libertação, serviria para alimentar um avivamento de fé e confiança neles, suficiente para saírem da condição de escravos para pessoas livres e com coragem para construir uma nação melhor e mais eficiente do que conheciam entre os povos. Pensando na vida cristã, é similar com a experiencia de conversão, que muda a vida da pessoa e a liberta da condição de escrava do pecado e dos demais problemas associados a ele, como vícios, maus hábitos, maus costumes, mentalidade atrofiada e comodismo em servir a vida todo vivendo abaixo de seu real potencial. Quando salvo, muda tudo isso, mas se não for bem trabalhando, a pessoa se apega e acomoda a contentar-se em apenas ser salvo e um dia ir para o céu. Acostuma-se com uma condição medíocre, mesmo sendo filho de Deus e herdeiro de tantas coisas boas e acessíveis. Escravos são condicionados a não ter que pensar e nem assumir responsabilidades, alguém faz isso por eles e dá-lhes as ordens já especificadas. Assim, muitos cristãos não querem crescer espiritualmente e desenvolverem, porque tem que assumir responsabilidades, tem que agir e ser cabeça e não cauda; tomar as rédeas de suas vidas e fazer a história acontecer. Escravos com mentalidade de homens livres é um perigo para seus senhores. Homens livres com mentalidade de escravos é um perigo para si mesmos. “Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão” (Gl 5.1).

Pai amado, obrigado pela nossa libertação em Cristo Jesus. Podemos construir uma nova vida com todo o potencial de vitória, grandeza e glória para a qual fomos comprados por um alto preço de redenção. Nesse dia, pedimos sabedoria para vivermos de modo saudável e como pessoa livres, vencedoras e cheias da graça de Deus. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Sacrifícios Que Agradam a Deus

Meditação do dia: 05/02/2022

“E ouvirão a tua voz; e irás, tu com os anciãos de Israel, ao rei do Egito, e dir-lhe-eis: O Senhor Deus dos hebreus nos encontrou. Agora, pois, deixa-nos ir caminho de três dias para o deserto, para que sacrifiquemos ao Senhor nosso Deus.” (Êx 3.18)

Sacrifícios Que Agradam a Deus – Meditando sobre a Palavra de Deus na conversa que ele teve com Moisés, chamando-o para o trabalho de libertar os hebreus que estavam escravizados no Egito. Nesse diálogo entre a criatura e o Criador, houve uma instrução do que dizer ao monarca egípcio e isso incluiria uma jornada de adoração a Deus no deserto. Eles iriam servir a Deus com ofertas e sacrifícios, e na meditação de ontem tratamos um pouco sobre tais sacrifícios e reservamos para hoje, andar um pouco mais no tema. Foi Deus tem ordenou que sacrificassem a ele em adoração. Então Deus receberia e aqueles atos de adoração o agradariam. Já vimos que algo que se faz para agradar a Deus, mesmo seguindo a receita de Deus, pode ser desvirtuado, contaminado pela imaginação humana e até mesmo feito sem a devida devoção e reverencia exigida. Estamos dizendo que tem o jeito certo e tem também o jeito errado, de servir a Deus. Podemos começar pela adoração de Abel e Caim, onde um agradou e o outro não. “E aconteceu ao cabo de dias que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor. E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura; e atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta. Mas para Caim e para a sua oferta não atentou. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o semblante” (Gn 4.3-5). Aceitação e rejeição teve à ver com a atitude dos adoradores. Seguindo a trilha de textos que falam sobre servir a Deus com sacrifícios, encontramos palavras absolutamente claras sobre o que de fato agradam a Deus. Vejamos algumas: “Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus” (Sl 51.17). Podemos ver que mesmo na Velha Aliança a centralidade do culto e das ofertas eram simbólicas em relação ao que de fato importa, que é a atitude interior dos adoradores. O profeta Samuel falou ao rei Saul uma das verdades centrais da fé do relacionamento com Deus. “Porém Samuel disse: Tem porventura o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros” (1 Sm 15.22). Obediencia é melhor que sacrifício! Como dizem os betanienses: “A obediência precede a revelação.” O Salmista profetizou: “Sacrifício e oferta não quiseste; os meus ouvidos abriste; holocausto e expiação pelo pecado não reclamaste. Então disse: Eis aqui venho; no rolo do livro de mim está escrito. Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração” (Sl 40.6-8). Fazer a vontade de Deus nem sempre se associa a fazer coisas para ele. Pretendo fechar essa meditação com dois outros textos que me são muito preciosos e norteiam a minha experiencia e acredito que pode ser bênção para vocês também. O primeiro deles é 2 Sm 24.24: “Porém o rei disse a Araúna: Não, mas por preço justo to comprarei, porque não oferecerei ao Senhor meu Deus holocaustos que não me custem nada. Assim Davi comprou a eira e os bois por cinqüenta siclos de prata.”  O Rei Davi não aceitou oferecer a Deus holocausto sem custo. O princípio espiritual por trás disso é que culto que não custa nada, também não vale nada! E para fechar: “E, chegando-vos para ele, pedra viva, reprovada, na verdade, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo” (1 Pe 2.4,5). Somos pedras vivas, casa espiritual edificada para oferecer sacrifícios espirituais (não físicos e materiais) que agradam a Deus. Só e tudo isso!

Amado Deus e pai de amor e bondade, agradecemos a oportunidade de aprender sobre o que de fato agrada ao Senhor e deve fazer parte dos nossos atos de cultos. Pedimos graça para compreendermos a grandeza e a profundidade de tudo isso e assim, servir de forma agradável e honrar ao Senhor com a nossa vida. Culto é ato contínuo o tempo todo e todo o tempo. Pedimos misericórdia e graça para permanecermos firmes no processo de crescimento e desenvolvimento da semelhança de Cristo em nós a cada dia. Oramos em nome dele, por ele e para ele, hoje e eternamente, amém.

Pr Jason

Sacrifícios Para Deus

Meditação do dia: 04/02/2022

“E ouvirão a tua voz; e irás, tu com os anciãos de Israel, ao rei do Egito, e dir-lhe-eis: O Senhor Deus dos hebreus nos encontrou. Agora, pois, deixa-nos ir caminho de três dias para o deserto, para que sacrifiquemos ao Senhor nosso Deus.” (Êx 3.18)

Sacrifícios Para Deus – O peso da palavra sacrifício, induz-nos a pensar em algo difícil, dolorido e de custo elevado. Buscando os sinônimos da palavra sacrifício, encontrei duas linhas de pensamento ou vertentes: 1. Suplício, martírio, dificuldade, sofrimento, custo, punição, penitência, aborrecimento, constrangimento.2. Dedicar, dar-se, devotar-se, votar-se. Fazer tudo por alguém: matar, consagrar-se, dedicar-se. Ter compromisso moral:  dever, aplicar-se. Aqui e no sentido do texto estamos tratando de culto a Deus; uma consagração cerimonial com investimento de valores essenciais como tempo, bens, propriedades e integridade de coração naquilo que se propõe fazer. O povo iria deixar seus afazeres cotidianos para dedicar-se a atividades de sua fé e relacionamento com Deus através da adoração, louvor, ofertas e sacrifícios oferecidos como ritual de adoração. Vamos simplificar aqui, para efeito de compreensão, tratando como atividades de culto a Deus. Todas as atividades de culto precisam serem referendadas pelo elemento fé. Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” (Hb 11.6). Sem essa constante, a atividade deixa de ser culto para ser apenas atividades mecânicas ritualísticas de uma religião vazia, que não agrada a Deus e não satisfaz os envolvidos. É mera formalidade. “Porque o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca, e com os seus lábios me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que foi instruído” (Is 29.13). Muitas das atividades do culto dos antigos hebreus, eram simbólicas, figuradas, que apontavam para um relacionamento mais íntimo com Deus, que se materializou com a vinda de Cristo e que ficou confirmado como a Nova Aliança. Lá eles ofereciam sacrifícios de cereais, animais imolados e queimados em altares, incensos e muitos outros modos de agradarem a Deus. Lembrando que todo culto é oferecido a Deus e aponta para a obra da redenção. O homem busca o perdão, a reconciliação, a comunhão e também o serviço a Deus. Embora fossem atividades de fé e simbólicas, as pessoas deveriam alcançar a compreensão do significado e ficar restrito a mera formalidade sem impacto no coração. O profeta Isaías foi muito contundente em nome de Deus: De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios, diz o Senhor? Já estou farto dos holocaustos de carneiros, e da gordura de animais cevados; nem me agrado de sangue de bezerros, nem de cordeiros, nem de bodes” (Is 1.11). Cultuar e servir a Deus com sacrifício é bem mais profundo do que fazer coisas religiosas.

Senhor, graças damos pela tua santidade e justiça demonstrada a nós através do sacrifício de Jesus lá na cruz. Somos agora novas criaturas e podemos nos aproximar do teu trono de graça e misericórdia, porque alguém pagou um alto preço para nos resgatar por completo e nos acolher em tua família. Nosso culto e serviço agora são respostas ao teu amor e sacrifício para nos ter em tua companhia em comunhão. Oramos agradecidos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Deserto

Meditação do dia: 03/02/2022

“E ouvirão a tua voz; e irás, tu com os anciãos de Israel, ao rei do Egito, e dir-lhe-eis: O Senhor Deus dos hebreus nos encontrou. Agora, pois, deixa-nos ir caminho de três dias para o deserto, para que sacrifiquemos ao Senhor nosso Deus.” (Êx 3.18)

O Deserto – Fui buscar uma definição técnica ou acadêmica para a palavra “deserto,” embora saibamos o que é, sempre podemos aprender mais ao aprofundar no sentido da palavra ou nos aspectos macros e micros e esses detalhes nos dão maior compreensão. Por isso mesmo não despreze um bom dicionário. “Deserto é uma área com baixa umidade e pouca ou nenhuma chuva. Principais características: O solo do deserto é pouco fértil e formado, principalmente, por areia e rochas. … Portanto, a amplitude térmica (diferença entre a temperatura mais baixa e a mais alta) nos desertos é muito elevada.” O nosso livro sagrado tem inúmeros registros sobre ações e acontecimentos no deserto, sendo a maior delas a experiencia do êxodo hebreu, que durou quarenta anos, num trajeto que poderia ser feito em questão de meses. Os grandes homens e líderes descritos na Bíblia tiveram experiencias no deserto: Abraão, Isaque, Jacó, Moisés, Josué, Elias, Davi, João Batista, Jesus, Paulo e muitos outros. Olhando a definição, podemos ver claramente que é uma metáfora perfeita para ensinar sobre a vida verdadeira de dependência de Deus e muito crescimento espiritual estilo “imersão” ou “intensivão.” Porque Deus levou e leva todos os seus filhos em treinamento a viver um período de deserto? Sendo um tanto ácido, Jason diria: “É porque o deserto acaba com a raça de qualquer um!” O deserto é muito democrático e pedagógico nas suas ações. Olhando a definição, vemos inicialmente que lá no deserto há baixa humidade ou nenhuma chuva. Esses recursos fazem parte da nossa comodidade e bem-estar. O solo do deserto é areia e pedras e pouquíssima fertilidade. Elementos abrasivos, desgastantes e pouco acolhedores. Temperatura vai aos extremos em menos de vinte e quatro horas, todos os dias. Então podemos pensar que aventurar-se no deserto sem provisões adequadas é extremamente arriscado. O deserto tem suas próprias regras e exige respeito. Quando Deus conduz alguém a uma experiencia de deserto, certamente essa pessoa será triturada, moída e esvaziada de seus recursos naturais e ele terá que depender muito da pessoa e presença de Deus. Quando mais se adentra ao deserto, mais necessário é a aproximação e intimidade com Deus. Uma lição muito valiosa para quem está ou irá para o deserto com Deus, é que o Senhor não quebrará as leis do deserto, mas proverá dentro delas e utilizará aquelas condições para revelar seu poder e atrair a nossa confiança na sua fidelidade. Estar num deserto de treinamento espiritual, ciente de que Deus está conduzindo o processo é básico e reconfortante. É preferível estar no deserto com Deus do que no paraíso com o inimigo. Havendo obediência e seguindo as instruções, a experiencia de adorar e servir a Deus no deserto é bênção pura, é milagre atrás de milagres e provisões sobrenaturais com aprendizagem de tempo integral. Ouvi esses dias uma frase num determinado filme que cabe bem aqui: “Nas experiencias de lutas e guerras a gente vence ou aprende!” todos, inclusive eu pensava que a gente “vence” ou é “derrotado.” Até nos consolamos dizendo que “perdemos uma batalha mas vamos vencer a guerra.” E pode acontecer que um dos lados faça 2 x 0; vence a batalha e depois a guerra, assim alguém perde a batalha e depois a guerra. Mas com Deus no deserto, vencemos e aprendemos. Deus quer que o seu povo tenha uma experiencia de três dias de caminho no deserto para servi-lo e adorá-lo. Ele providenciará tudo que precisarmos.

Pai, obrigado pelo convite para adentramos no deserto; com a tua presença, iremos sim, e aprenderemos mais com a tua graça e misericórdia. Ali será uma lugar de aprendizagem e crescimento e não de aniquilação. Não fomos salvos, libertos e cheios do Espírito Santo, para depois sermos consumidos no deserto. Somos daqueles que vencem, que perseveram e aprendem. Obrigado Espírito Santo por nos guiar a grandes experiencias com Deus e com o sobrenatural de Deus e sairmos mais fortes e capazes do que entramos. Agradecidos somos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason