Vida Amarga Pela Servidão

Meditação do dia: 04/10/2021

“Assim que lhes fizeram amargar a vida com dura servidão, em barro e em tijolos, e com todo o trabalho no campo; com todo o seu serviço, em que os obrigavam com dureza.” (Êx 1.14)

Vida Amarga Pela Servidão – Estamos introduzindo uma série de meditações sobre Moisés, o Libertador de Israel. Vamos procurar nos ver dentro do quadro total do contexto em que as coisas aconteceram. A regra básica é que para haver libertação, alguém ou alguma coisa precisa estar presa, sujeita contra a sua vontade e em condições tais que não consiga por si mesma sair de tal condição. Olhando a história antiga e dos tempos bíblicos, com um olhar e um coração piedoso, podemos de fato extrair muito aprendizado e enriquecer a nossa experiencia espiritual, porque Deus estava envolvido em todo tempo e no todo daquilo que seu povo estava passando. Chamo a sua atenção, como também a minha, para não tentarmos ligar os pontos sob a luz da história atual e de nossos atuais valores morais, humanos e até mesmo espirituais à luz da Nova Aliança e na dispensação da graça de Deus em Cristo. História precisa ser estudada e vista como história; são fatos passados, já acontecidos e num passado distante. O grande proveito do estudo é para aprendermos e não permitirmos que os mesmos erros sejam cometidos no presente ou no futuro. Uma rápida pincelada na história dos hebreus, nos ajudará a nos situarmos onde entendemos estar e de onde partiremos para a nossa próxima etapa de acompanhamento da vida e das ações de Moisés e seu povo. Abraão, iniciou uma clã familiar e viveu como peregrino circulando na terra de Canaã, que ele recebeu de Deus como promessa para ele, seus filhos e os filhos de seus filhos até se tornarem uma grande nação, como as estrelas do céu ou as areias da praia. “Então o levou fora, e disse: Olha agora para os céus, e conta as estrelas, se as podes contar. E disse-lhe: Assim será a tua descendência” (Gn 15.5). Esta mesma promessa foi repetida a seu filho Isaque, que também viveu livremente vagueando na Terra Prometida. “Peregrina nesta terra, e serei contigo, e te abençoarei; porque a ti e à tua descendência darei todas estas terras, e confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão teu pai;
E multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e darei à tua descendência todas estas terras; e por meio dela serão benditas todas as nações da terra”
(Gn 26.3,4). Jacó ou Israel, que veio a ser o patriarca que deu nome à nação, também recebeu a confirmação da promessa e da multiplicação de sua descendência. Na primeira noite após sua saída da casa de seus pais, à caminho de Harã, ele teve um sonho no qual Deus lhe apareceu e lhe falou:  “E eis que o Senhor estava em cima dela, e disse: Eu sou o Senhor Deus de Abraão teu pai, e o Deus de Isaque; esta terra, em que estás deitado, darei a ti e à tua descendência; E a tua descendência será como o pó da terra, e estender-se-á ao ocidente, e ao oriente, e ao norte, e ao sul, e em ti e na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 28.13,14). Os anos se passaram e quando estavam em número de setenta (70) pessoas, foram para o Egito, à convite de José, um dos doze filhos de Jacó e governador do Egito, sob as bênçãos do Faraó reinante. Por varias gerações eles viveram livres, protegidos e sob o governo de alguém. Esse tempo foi bom para o crescimento numérico, mas também produziu uma absorção de cultura e costumes estranhos à sua fé e ao culto ao Verdadeiro e único Deus, como cultivado pelos patriarcas e objeto de alianças sagradas e eternas. Estamos falando de acomodação, negligencia e afastamento das bases que sustentariam uma futura nação. Para mudar isso, seria necessário mudar os tempos e os reis e esse povo ter experiencias que lhes trouxessem de volta ao que já conheciam e proporcionar-lhes a experiencia de conhecer a importância de uma estrutura de estado e de governo. Sabendo o que um governo tirano e opressor é capaz de fazer, é possível aprender como construir um governo justo e com leis boas e práticas que levem em conta todos os aspectos de uma sociedade. Assim, como quanto mais densas as trevas, mais preciosa é a luz; também quando mais duro é o jugo e a opressão, mais preciosa é a liberdade. Somente quem sobre sob a culpa e a condenação, sabe o quanto é maravilhosa a salvação. No dizer do cotidiano, “quem não está perdido, não procura caminhos!” A vida amarga e dura sob o jugo da escravidão seria ideal para despertar neles a fome e a sede pelas promessas de serem herdeiros de uma terra onde manava leite e mel. Aqui, nessas condições seriam forjados os líderes e as condições para conhecerem o Deus a quem seus antepassados serviram com dedicação e fidelidade. Precisamos refletir sobre isso, porque somos as pessoas de um tempo de transição na história e já percebemos que perdemos conquistas que foram nossas e que nossos filhos e as futuras gerações enfrentarão condições mais adversas e mais terríveis do enfrentamos e que eles nem imaginam. Ore por discernimento e sabedoria para os tempos e as oportunidades das novas gerações.

Senhor, somos gratos pela vida e as condições que permitistes acontecer em nossas vidas e que nos trouxeram até a ti e a reconhecermos sua soberania, graça e bênçãos. Estamos num tempo de transição na história humana e embora haja tanto saber, progresso e riquezas, tudo isso está mal distribuído e sobra de um lado e falta de outro e como igreja, precisamos ser sal e luz e fazermos a diferença para o bem e a paz. Estamos conscientes dos tempos e da volta de Cristo para consumar a redenção efetuada na cruz. Pedimos sabedoria e discernimento para guiar os novos líderes e as novas gerações para não te perderem de vista. Oramos em fé, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Tempos Difíceis

Meditação do dia: 03/10/2021

“E os egípcios faziam servir os filhos de Israel com dureza;”(Êx 1.13)

Tempos Difíceis – “Tempos difíceis produzem homens fortes; homens fortes produzem tempos bons; tempos bons produzem homens fracos e homens fracos produzem tempos difíceis.” A experiencia de vida e de caminhar com Deus tem nos ajudado a comprovar que as provações e os tempos adversos existem com propósitos de forjar e moldar as pessoas que farão a diferença nos seus dias. Os marinheiros costumam dizer que “mar calmo nunca fez bons marinheiros!” Os antigos ferreiros, na sua lida com os metais, sabem que é preciso altas temperaturas, muita pressão e muitas batidas na bigorna para se produzir um instrumento de qualidade. Todas essas similaridades podem ser vistas na história do povo de Deus e na vida da igreja. Quando Deus precisa de alguém bem preparado, ele utiliza seu arsenal de opções para moldar aquela pessoa até estar em condições de servir e realizar tarefas que sem aquele preparo não seria possível. Os filhos de Israel que estavam habitando no Egito, depois de anos de paz e prosperidade, sob as bênçãos de José e do Faraó, vieram as coisas se modificando tão completamente, que em pouco tempo estavam em apertos e amarguras. Os tempos mudaram e as dificuldades surgiram. Deus estava preparando novas gerações para viverem as experiencias profetizadas à Abraão. “E pondo-se o sol, um profundo sono caiu sobre Abrão; e eis que grande espanto e grande escuridão caiu sobre ele. Então disse a Abrão: Saibas, de certo, que peregrina será a tua descendência em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos, mas também eu julgarei a nação, à qual ela tem de servir, e depois sairá com grande riqueza.” (Gn 15.12-14). Essa mesma didática ainda continua disponível para que os propósitos eternos tomem forma e a civilização humana tenha os contornos necessário para o seu desenvolvimento e atinja os objetivos propostos por Deus para que cada povo cumpra a sua missão. É Deus quem estabelece reis e reinos e também é ele que eleva e abate quando necessário. Por mais que o homem imagine que está no comando e no controle de todas as coisas, ele na verdade não está. O lugar mais seguro deste mundo é no centro da vontade de Deus e sábio é quem entende sua vida como dádiva dos céus e se coloca humilde e voluntariamente à disposição de Deus para o servir e glorificar. Entendamos os nossos tempos difíceis como etapas de preparação para algo maior e mais produtivo dentro de um propósito maravilhoso daquele Deus Criador e que nos escolheu para ser seus filhos. Busquemos a sabedoria necessária para viver plenamente o melhor de Deus.

Senhor, obrigado pelos nossos dias e os nossos desafios de vencermos a cada dia uma etapa de provas e dificuldades que nos foram propostos e nada disso está distante do teu olhar e do teu governo. Estamos confiantes de que o seus planos são grandes, claros e perfeitos para cada um de nós, em Cristo Jesus. É em nome dele que oramos por graça e sabedoria para uma vida de vitória. Amém.

Pr Jason

A Descendencia de Abraão

Meditação do dia: 02/10/2021

“Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa.” (Gl 3.28,29)

A Descendência de Abraão – “Estrangeiros?” Foi com essa pergunta-título, que no dia 16/09/21 eu iniciei uma “mini-série” de meditações na Palavra de Deus, numa tentativa de extrair porções edificantes e abençoadoras ao observar a vida de mulheres da Bíblia que entraram para a história do povo de Deus, por alguma realização abençoadora que ajudou a construir o que conhecemos como povo escolhido, ou nação de Israel, de onde viria o Messias, o Redentor prometido por Deus à humanidade, desde os primeiros tempos, lá no Éden ainda. Agora, estou fechando a série, com um texto que faça um papel de fechamento na ídeia proposta. Reconheço as minhas limitações e agradeço as manifestações de carinho e apreço que recebi, sabendo que é generosidade dos amados. Acredito também que alguém deve ter lembrado de alguma pessoa, que poderia ter sido mencionada, por sua vida e participação; isso é bem possível, mas pessoalmente, apenas uma que eu queria ter escrito, mas desisti e será posteriormente contemplada, seria muito justo por sua contribuição, se trata da princesa egípcia que criou Moisés. Mas hoje, imaginemos que abrimos um parêntese e agora o fechamos, mostrando que o plano de Deus para a humanidade é muito grande, maravilhoso, complexo e ainda assim, Deus o faz acontecer mexendo as peças no tabuleiro com extrema facilidade, já que ele pode todas as coisas e nenhum de seus planos pode ser frustrado, como disse Jó. Percebemos contribuições dos mais diversos povos e em tempos e circunstancias as mais adversas e o Senhor Deus na sua infinita sabedoria e criatividade, moveu homens e mulheres, reis e soberanos, nobres e plebeus e quando preciso moveu um império inteiro para que uma posição se confirmasse e sua Palavra não deixasse de se cumprir na íntegra. Amo a história da igreja, que está entrelaçada com a história antiga, geral e dos reinos e pessoas e não encontro um texto mais preciso e lindo para definir o senhorio de Deus sobre tudo isso, do que as palavras do Apóstolo São Paulo aos Gálatas: “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos (Gl 4.4,5). No ano certo, no mês certo, no dia, hora e local exatos, lá estavam José e Maria, na estrebaria nos arredores de Belém para o momento mais importante desde a criação do mundo. Deus se fazendo homem e habitando entre nós. “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14). no falar comum e popular dizemos que “o mundo dá muitas voltas!” Todas essas voltas foram para chegar exatamente nesse lugar e nesse instante histórico. Em Cristo Jesus e mais precisamente, na sua cruz, é o ponto de encontro e unificação de todas as coisas. Todas as diferenças, anomalias, restrições e fatores de segregação, podem e são abolidas pelo sacrifício de Cristo na cruz; se chega ali das mais variadas origens, mas tudo se nivela e dali em diante há um só Corpo, um só Povo e um Só Deus e uma só Fé e Cristo passa a ser tudo em todos, para glória de Deus. “Onde não há grego, nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas Cristo é tudo, e em todos” (Cl 3..11). Todas as contribuições dessas mulheres maravilhosas que meditamos nesses dias e de tantas outras, bem como de homens cujas origens naturalmente foram distantes da linhagem hebraica, mas que fizeram realizações que cooperaram muito para o sucesso do plano de Deus, a nossa gratidão e reconhecimento. Na Nova Aliança, já encontramos uma familiaridade maior com a miscigenação racial e a fé em Jesus facilitou essa compreensão. Podemos ser muito gratos pela vida de vidas como de Paulo, que sendo um israelita, da tribo de Benjamim, e cidadão romano por nascimento em Tarso, na Cilícia, hoje seria na Turquia, entendia que todos os predicados e privilégios, não se comparam com a nova vida em Cristo. “Ainda que também podia confiar na carne; se algum outro cuida que pode confiar na carne, ainda mais eu: Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fui fariseu; Segundo o zelo, perseguidor da igreja, segundo a justiça que há na lei, irrepreensível. Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo” (Fp 3.4-7). Alegre-se e viva com intensidade os propósitos de Deus para sua vida e para com sua família. Nosso papel ainda hoje é ser Igreja verdadeira, no poder do Espirito Santo e apresentarmos um testemunho que glorifique a Deus, abençoe a Igreja e promova a expansão do Evangelho como ele de fato é: Boas Novas de salvação para todo aquele que crê.

Pai amado, agradeço o privilégio de poder ter meditado e escrito ainda que em palavras simples, sobre a grandeza do teu poder e do teu agir na vida e na história de pessoas escolhidas por ti, ungidas e preparadas para um determinado momento e tarefa na história humana, para que os teus planos se confirmassem como de fato, hoje testemunhamos, que tudo aconteceu como previsto, profetizado e determinado por tua sabedoria. Elas creram e investiram suas vidas e esforços para nos beneficiar nos tempos futuros e aqui estamos, agradecidos, e nos oferecendo para fazermos a nossa parte, porque agora é a nossa vez, este é o nosso temo e a nossa oportunidade. Obrigado por podermos participar de tudo isso, para honra e glória de seu santo nome, através de Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.

Pr Jason

A Mulher de Pilatos

Meditação do dia: 01/10/2021

“E, estando ele assentado no tribunal, sua mulher mandou-lhe dizer: Não entres na questão desse justo, porque num sonho muito sofri por causa dele.” (Mt 27.19)

A Mulher de Pilatos – A vida vale pela intensidade e qualidade com que se é vivida, não pela extensão de longevidade. As histórias de pessoas fantásticas, as vezes são descritas num único trecho minúsculo de registro. Nesses últimos dias estamos meditando na Palavra de Deus ao mesmo tempo que estudamos a vida de mulheres que fizeram a diferença nos seus dias e entraram para o povo de Deus, mesmo sendo de origem ou nascimento não ligado a Israel ou o povo escolhido. Nossa convidada de hoje, é outra joia rara das Escrituras, com um único registro no Evangelho de Mateus, sem ter seu nome citado, mas com evidencias muito fortes e suficientes para ser admirada e aqui, fazermos uma justa homenagem, honrando-a, porque ela honrou ao nosso Senhor Jesus e numa hora muito difícil de sua vida. Segundo registros históricos e até mesmo de literatura apócrifa, como o Evangelho de Nicodemos, essa mulher, esposa do Governador romano da Judéia, era uma nobre da corte romana, filha do Imperador César Augusto. Se chamava Claudia Procla e era simpatizante ou até mesmo uma prosélita do judaísmo, ou seja alguém que se converteu ao culto e à fé judaica. Precisamos registrar aqui, que se tratava de uma mulher inteligente e ativa na participação das ações de governo de seu marido e certamente estava plenamente inteirada das ocorrências dos últimos dias e do julgamento que Pilatos teria que realizar. Ela deve ter presenciado ou participado das conversas oficiais entre seu marido, o governador e os líderes religiosos e sacerdotes judaicos, por isso sabia do que estava acontecendo e tentou apresentar um modo de seu marido não proferir um julgamento injusto contra uma pessoa boa e inocente, conforme era a vontade dos religiosos que estavam armando uma cilada e precisavam da mão de Pilatos,  para sacramentar seus planos. Ao dizer ao  marido para que “não se envolvesse na questão desse justo,” ela se revelou como a única pessoa que fez alguma coisa, para livrar Jesus; havia muita gente assistindo, muitos tristes com os fatos, outros tantos estavam neutros, alguns sendo manipulados pelas autoridades, alguns inconsoláveis e até perdendo a esperança e a fé, mas ninguém agiu, só ela falou em favor do Mestre. Estamos conscientes do plano de redenção e da necessidade da paixão e morte de Jesus na cruz para cumprir as Escrituras e efetivamente realizar o sacrifício que salvaria a toda a humanidade. Mas ali estava a esposa do governador, crendo numa promessa de um Deus único e verdadeiro e tentando evitar que em um ato oficial seu marido cometesse o erro fatal que marcaria seu governo, sua vida pessoal e até mesmo seu próprio destino eterno. Registramos também, que este é também provavelmente, o único registro bíblico de uma mulher recebendo uma revelação de Deus em sonhos. Abraão, Isaque, Jacó, José, Salomão, Daniel, José, marido de Maria e tantos outros  receberam palavras de Deus em sonhos, mas a mulher de Pilatos, trás esse registro, ela sonhou com Jesus e seu sofrimento redentor e ela entendera que se tratava de alguém que o marido deveria protege-lo, ou agir com justiça e não participar de conspiração injusta. A ação dela, mostra identificação com Cristo, o que infere-nos uma manifestação de fé verdadeira e reconhecer o papel destinado a Cristo. Ela pode não ter conseguido na íntegra o seu intento, mas influenciou Pilatos, que mesmo vendido por seu orgulho e ter se acovardado diante dos gritos da multidão, ainda assim tentou evasivamente comutar a pena e livrar a Jesus do pior. “E, respondendo o presidente, disse-lhes: Qual desses dois quereis vós que eu solte? E eles disseram: Barrabás. Disse-lhes Pilatos: Que farei então de Jesus, chamado Cristo? Disseram-lhe todos: Seja crucificado. O presidente, porém, disse: Mas que mal fez ele? E eles mais clamavam, dizendo: Seja crucificado. Então Pilatos, vendo que nada aproveitava, antes o tumulto crescia, tomando água, lavou as mãos diante da multidão, dizendo: Estou inocente do sangue deste justo. Considerai isso” (Mt 27.21-24). O Marido da irmã Claudia lavou as mãos, mas não lavou o coração. Esteve com o autor da vida diante de si no trono e deu-lhe um tratamento injusto e um dia as posições se inverterão e Pilatos estará diante de um trono e Jesus assentado e o julgamento será justo, muito justo, sem vingança ou revanche, mas será justo. Hoje, tal como naquele dia, todos nós, nos sentamos nos tronos de nossas vidas e julgamos e proferimos escolhas e sentenças. Um dia, todos, compareceremos diante de um grande trono e de um grande rei!!! Nossas decisões hoje farão toda a diferença naquele dia, pode acreditar.

Senhor Jesus, Rei dos reis e Senhor de senhores, comparecemos diante de ti com santo amor e reverencia porque o reconhecemos como nosso grande Deus e Salvador. Reconhecemos nossa condição de pecadores e necessitados de tua graça e bondade; sem as quais não seremos salvos e nem aceitos diante do Pai. Obrigado por dar sua vida por nós e entendemos o teu sofrimento e a tua morte, nossos pecados causaram o teu sofrimento, mas o teu amor é maior e cobre todos os nossos pecados. Obrigado. Te louvamos e agradecemos, ao Pai por realizar um projeto tão grande e tão complexo, mas sem deixar escapar nenhum detalhe. Agradecemos ao Espírito Santo por aplicar os benefícios da redenção em nossas vidas e nos selar como propriedades exclusivas de Deus até o dia o resgaste. Ao Deus único, Pai, Filho e Espírito Santo, a nossa fé e a nossa adoração. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Mulher Cananéia

Meditação do dia: 30/09/2021

“E eis que uma mulher cananéia, que saíra daquelas cercanias, clamou, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim, que minha filha está miseravelmente endemoninhada.” (Mt 15.22)

A Mulher Cananéia – Estamos aprendendo lições de vida com mulheres de origem estrangeiras, que de alguma forma, adentraram para o povo de Deus e tiveram seus feitos e suas vidas nos registros sagrados da Palavra de Deus. Nossa convidada de hoje é uma mãe, de quem pouco sabemos e esse pouco foi suficiente para impressionar Jesus e incomodar os discípulos que andavam com ele. Nos registros do Evangelho de Marcos, consta que O Senhor Jesus e seus discípulos foram para a região de Tiro e Sidon, que eram cidades fenícias; ela era de origem grega, siro-fenícia de nascimento. “E esta mulher era grega, siro-fenícia de nação, e rogava-lhe que expulsasse de sua filha o demônio” (Mc 7.26). O que uma mãe não faz, pelos filhos? Podemos deduzir que a possessão da filha daquela mulher não era algo recente, ou que acabara de acontecer; e a razão para tal, era que essa mulher vir ao encontro de Jesus, assim que soube de sua presença naquela região, Marcos fez questão de dizer que a intenção primária de Jesus, era não deixar saber que ele estava por ali, mas de alguma forma ela descobriu e procurou ajuda pra libertar a filha. O fato dela não ser israelita, não foi impedimento para a sua busca e ela tinha informações precisas de quem era Jesus e isso indica que suas lutas com a condição de sua filha, subjugada por espíritos malignos, a levara a encontrar respostas e soluções, mas já sabemos que não encontrou. O conhecimento demonstrado por ela mostra que já havia fé em seu coração, podemos ver isso por uma série de demonstrações: a) Ela foi em busca de Jesus especificamente; b) Ela o chamou de “Filho de Davi;” c) ela pediu misericórdia por si mesma; d) Ela reconheceu a condição miserável em que a filha se encontrava. Todos nós já ouvimos muitas pregações e ensinos sobre essa passagem e em muitas delas é enfatizado a provação dela, mesmo quando veio a Jesus. “Mas ele não lhe respondeu palavra. E os seus discípulos, chegando ao pé dele, rogaram-lhe, dizendo: Despede-a, que vem gritando atrás de nós. E ele, respondendo, disse: Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel (Mt 15.23,24). Ela não foi atendida de pronto pela Mestre; os discípulos não se mostraram hospitaleiros e acolhedores e quando Jesus tratou com ela o fez de forma a testar a qualidade de sua fé e a intensidade de sua busca. Essa é uma lição que aprecio, porque nem sempre estamos interessados o suficiente para abrir mão de nosso orgulho, vaidade ou imagem pessoal. Por natureza não gostamos de ser confrontados e muito menos ser afrontados. Ela suportou o impacto, absorveu o golpe e demonstrou humildade e coerência, por saber que estava tratando com alguém que tinha poder e autoridade espiritual para falar com ela, corrigi-la, mas também abençoar sua vida e libertar sua filha. “Então chegou ela, e adorou-o, dizendo: Senhor, socorre-me!” (Mt 15.25). Adoração combina muito bem com humildade e submissão. Ela não se sentiu insultada, mas desafiada a receber aquilo que para muitos seria natural receberem, mas eles não tinham verdadeiro interesse. “Ele, porém, respondendo, disse: Não é bom pegar no pão dos filhos e deitá-lo aos cachorrinhos. E ela disse: Sim, Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus senhores” (Mt 15.26,27). Temos o registro como Jesus ficou surpreso quando um Oficial romano, falou com ele sobre autoridade, de forma que Jesus não precisa ir à sua casa, porque ele não merecia, mas bastava uma palavra e o seu criado ficaria curado (Mt 8.8-10). Agora, uma outra pessoa não israelita, provoca admiração em Jesus, por demonstrar uma qualidade de fé muito rara, mas extremamente eficiente. “Então respondeu Jesus, e disse-lhe: Ó mulher, grande é a tua fé! Seja isso feito para contigo como tu desejas. E desde aquela hora a sua filha ficou sã” (Mt 15.28). Essas são razões muito fortes para me levar a admirar essa mulher e a sua luta por sua filha. Sou grato a Deus pela inspiração sagrada dos evangelistas que relataram esses testemunhos, porque pessoas vieram a Jesus e foram ajudadas e hoje Cristo está presente ainda no mundo através da igreja; a proclamação do Evangelho está sob nossa responsabilidade e não podemos falhar em anunciar com poder e autoridade.

Obrigado Senhor Jesus, pela sua graça e bondade para com as nossas vidas. Mesmo quando ainda não sabemos, o teu cuidado já se revela providencial para com cada uma das nossas necessidades. Graças te damos pelas vidas que dão um belo testemunho de suas vidas de fé e devoção ao Senhor e são capazes de superar as dificuldades e os obstáculos, mas perseveram e vencem. Oramos pelas irmãos que batalham pelos seus filhos para que possam ser salvos e libertos de todo o mal e acompanha-las na fé e no amor ao Senhor. Graças, por essas vidas, no teu poderoso nome nos oramos agradecidos, amém.

Pr Jason

A Mulher Samaritana

Meditação do dia: 29/09/2021

“Veio uma mulher de Samaria tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber.” (Jo 4.7)

A Mulher Samaritana – Nos propusemos a escrever uma pequena série de meditações na Palavra de Deus, tendo como base a vida e a experiencias de mulheres que se destacaram na história do povo de Deus. Elas edificaram famílias, mudaram situações e fizeram a diferença para que hoje tivéssemos todos esses testemunhos de vida e serviço. Vimos que desde mulheres simples, servas e escravas, até da nobreza palaciana, de muitas formas diferentes, elas se destacaram por suas lutas e com coragem e muita fé, abençoaram e abençoam até os dias de hoje e será assim para a eternidade. Temos algumas dessas preciosas irmãs nos registros do Novo Testamento e não seria justo, deixa-las de fora desta seleção. Essas já foram mais privilegiadas por viverem no tempo para a qual todas as outras lutaram e acreditaram que um dia chegaria. Começaremos por essa distinta personagem que é figura importantíssima nas revelações das grandes verdades da graça de Deus através do próprio Deus e nosso Senhor Jesus Cristo. Também não temos o seu nome, mas isso nunca fez diferença para a comunidade cristã ao longo de dois milênios. Os samaritanos, se tornaram rivais dos judeus e menosprezados, tratados com estrangeiros, desde a divisão do reino de Israel e com a consequente dispersão do reino do Norte, levados cativos e substituídos por populações estranhas à terra e ao culto ao verdadeiro Deus. “No ano nono de Oséias, o rei da Assíria tomou a Samaria, e levou Israel cativo para a Assíria; e fê-los habitar em Hala e em Habor junto ao rio de Gozã, e nas cidades dos medos, E o rei da Assíria trouxe gente de Babilônia, de Cuta, de Ava, de Hamate e Sefarvaim, e a fez habitar nas cidades de Samaria, em lugar dos filhos de Israel; e eles tomaram a Samaria em herança, e habitaram nas suas cidades (2 Rs 17.6,24). Essa mistura de povos, trouxe os cultos pagãos e produziu costumes muito reprováveis para a Terra Prometida. “Porém cada nação fez os seus deuses, e os puseram nas casas dos altos que os samaritanos fizeram, cada nação nas cidades, em que habitava. Assim temiam ao Senhor, mas também serviam a seus deuses, segundo o costume das nações dentre as quais tinham sido transportados. (2 Rs 17.29,33). No tempo da restauração quando voltaram do cativeiro  e começaram a reconstruir Jerusalém, como registrado nos livros de Esdras e Neemias, essa população não foi aceita para ajudar devido a condição de idolatria deles. “Então lhes respondi, e disse: O Deus dos céus é o que nos fará prosperar: e nós, seus servos, nos levantaremos e edificaremos; mas vós não tendes parte, nem justiça, nem memória em Jerusalém” (Ne 2.20). Essa animosidade persistia entre os povos judaicos e samaritanos até os dias do Novo Testamento. “Disse-lhe, pois, a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana? (porque os judeus não se comunicam com os samaritanos)” (Jo 4.9).  Agora entendo melhor o contexto da vida dessa mulher e do porquê da resistência dela no início do diálogo com Jesus, podemos então compreender a grandiosidade da graça e misericórdia de Deus para com todos os homens,  para os quais o seu amor se estende, cobrindo toda e qualquer diferença que o pecado causou. Como outras mulheres que estudamos nessa série, ela tinha um passado e um histórico de andar longe do caminho de Deus. Não podemos afirmar que ela era envolvida com imoralidades ou tinha uma vida desregrada, mas o fato é até para aqueles dias, o comportamento social e familiar dela, a expunha socialmente a uma vida de exclusão pelos inúmeros casamentos e descasamentos. É muito instrutivo pensarmos, que Jesus Cristo, sendo homem, judeu e respeitado como mestre, viesse a escolher justamente uma mulher, de origem samaritana e marginalizada pela sociedade, para fazer as maiores revelações sobre sua pessoa e ministério e porque não, também sobre Deus e o culto verdadeiro. Ela foi a primeira pessoa a quem Jesus disse que ele era o Messias, o Cristo esperado por todo o povo de Deus. “A mulher disse-lhe: Eu sei que o Messias (que se chama o Cristo) vem; quando ele vier, nos anunciará tudo. Jesus disse-lhe: Eu o sou, eu que falo contigo” (Jo 4.25,26). É ou não é, uma privilegiada de Deus e da história!? Como dizem as pessoas da imprensa, ela teve uma “exclusiva,” um verdadeiro furo de reportagem. Jesus havia atraído a atenção dela com um “quebra-gelo” lhe pedindo água e assim abriu a porta para o diálogo e diante da negativa dela de lhe dar água, por ele ser judeu, ele despertou o interesse dela ao lhe oferecer um tipo especial de água, que certamente lhe interessaria, não só por não ter mais sede, como também por precisar mais vir ao poço buscar água e se expondo aos olhares críticos e comentários maldosos dos  vizinhos e moradores da cidade. O ensino mais tremendo sobre Deus e a adoração verdadeira, também foi fruto dessa conversa de Jesus com essa mulher. Nenhuma revelação tão clara, incisiva e espiritual, até então se conhecia. “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4.23,24). Essa mulher samaritana foi impactada profundamente pelo Evangelho de Cristo e imediatamente ele testemunhou ousadamente para muita gente de sua cidade, o que produziu uma colheita abundante de vidas que creram na mensagem do Senhor Jesus. “Deixou, pois, a mulher o seu cântaro, e foi à cidade, e disse àqueles homens: Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Porventura não é este o Cristo? E muitos mais creram nele, por causa da sua palavra. E diziam à mulher: Já não é pelo teu dito que nós cremos; porque nós mesmos o temos ouvido, e sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo” (Jo 4.28,29,41,42). O poder do testemunho de uma pessoa com vida transformada, é a grande lição e aplicação para as nossas vidas, através dessa mulher samaritana. Ela está na história, está nos nossos corações como alguém que teve a oportunidade de conhecer a Jesus e não desperdiçou a chance. Como dizia aquele jargão comercial: “Essa mulher é gente que faz!”

Grande é o Senhor nosso Deus, Pai de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo, que em amor e graça veio a esse nosso mundo conturbado e carente para transformar vidas em instrumentos de alcançar tantas outras pessoas, que também estão perdidas e desorientadas como ovelhas que não tem pastor. Te louvamos, oh! Senhor, pelas vidas que o Evangelho tem alcançado e transformado; também agradecemos pelas pessoas que tem dado tudo de si para que muitas vidas sejam alcançadas. Oramos por mulheres, que nos nossos dias estão comprometidas com a causa de Deus e estão servindo em muitas áreas e abençoando vidas e fazendo a diferença, que sejam abençoadas e frutíferas em tua seara. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Mulher de Jó

Meditação do dia: 28/09/2021

“Então sua mulher lhe disse: Ainda reténs a tua sinceridade? Amaldiçoa a Deus, e morre.” (Jó 2.9)

A Mulher de Jó – Por não sabermos determinadas coisas isso não significa que elas não existem. Tudo que sabemos não é exatamente tudo que existe. É assim que a nossa meditação de hoje, vai em busca de uma mulher que não tem o seu nome mencionado, mas fez parte da história e foi esposa de um homem admirável e reconhecido em todo o mundo, como o homem mais paciente que já houve. Todos lhe atribuem o título de “O pai da paciência” e ele não atingiu esse nível, sem uma boa razão; foi com muito sofrimento e fé no Deus a quem ele servira em toda a sua vida. Eles foram contemporâneos de Abraão, em termos cronológicos, mas como essas meditações não obedecem lógicas em linhas temporais ou mesmo de assuntos, e por se tratar de uma pessoa que diríamos anônima, ela se encaixa bem por aqui mesmo. Essa irmã, me inspira e me ajuda a olhar certos aspectos na vida que não parecem visíveis a todos, mas cada família e cada pessoa tem os seus momentos difíceis, e como cada um de nós encaramos isso, pode fazer toda a diferença. A esposa de Jó era uma mulher bem sucedida na vida; bem casada, excelente condição financeira e patrimonial, já que eram os mais ricos daquela região do oriente; tinha uma família maravilhosa, com sete filhos e três filhas, que eram muito unidos e estavam sempre se confraternizando. Temos razões para dar créditos a essa mulher, porque precisamos ver as coisas também do ponto de vista dela, no seu devido contexto e não julga-la pelas poucas linhas dedicadas a ela no livro. Seria muito cômodo, taxa-la de desequilibrada, ou fraca de fé alguém que não demonstrou força no momento que o marido mais precisava. Se o próprio Jó, foi paciente com ela e a aceitou, por que seríamos nós, muitos anos depois, no tempo da graça em Cristo Jesus, a rejeitá-la? Uma família do povo de Deus está estruturada sobre as bases de um lar onde um marido e uma esposa servem de referencia para os filhos e através desse modelo, se molda uma sociedade em torno de valores importantes. As mães precisam da segurança que a família oferece para o bem-estar de todos e se algo interfere, isso vai afetar a harmonia interior e medidas serão tomadas especialmente pela mulher que fará o possível e até um pouco mais para proteger os seus. Eu e você sabemos o que a mulher de Jó não sabia, que havia uma guerra espiritual acontecendo e o Diabo estava procurando razões para desacreditar a fé e a firmeza da fé daquela família. A permissão divina foi dada e a sessão de provações teve início e foram tempos difíceis para eles. Devemos lembrar que Deus jamais permite alguma provação que seja maior que a nossa capacidade de vencer. “Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar” (1 Co 10.13). Algum de nós consegue se identificar com uma esposa e mãe, que num curto espaço de tempo de dias ou horas, vê desaparecer toda a sua riqueza? Rebanhos de gado, camelos, ovelhas, jumentos foram roubados, ou mortos por invasores e acidentes da natureza. Servos e empregados foram mortos em ataques de bandidos. Os dez filhos foram massacrados num desabamento inexplicável da casa onde estavam reunidos. O seu esposo contraiu uma doença infecciosa de um momento para outro e todo o seu corpo foi tomado de feridas e tumores, que não dava alívio e ele se viu obrigado a assentar-se em cinzas e raspar suas feridas com cacos de cerâmica. Diga-me, como uma mulher nessas circunstancias deveria reagir? Quando sabemos as razões de um sofrimento ou infortúnio, podemos nos condescender com nossa situação, ou assumir as responsabilidades e até mesmo implicar os responsáveis. Jó e sua esposa não tinham a menor noção do que se passava nas esferas espirituais e nas implicações sobre eles aqui no plano físico. Jó apelou para sua fé e confiança, de que a justiça divina não permitia dúvidas de sua parte quanto ao caráter de Deus, e em algum momento a verdade se estabeleceria. “Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra” (Jó19.25). A grande lição da vida e da experiencia da mulher de Jó para nossas vidas, é que ao passarmos por provações e dificuldades, podemos confiar em Deus e sabermos que em hipótese alguma ele nos desampara ou nos entrega à própria sorte. O inimigo de nossas almas, aposta que servimos a Deus em troca de favores e bênçãos e que assim que cessar as bênçãos também se esgota a nossa adoração e nosso temor de Deus. Não servimos a Deus porque ele nos dá coisas ou nos cerca de graças e bênçãos – servimos a Deus porque o conhecemos como o Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra; que criou todas as coisas e em santo amor, nos guia, governa em tudo. Louvamos a Deus por suas bênçãos, e o adoramos por ser quem ele é. Deus é Deus, para todo sempre eternamente, amém. Uma outra lição importante dessa família, é que no devido tempo, sob as condições ditadas por Deus, eles estavam disponíveis para abençoar e interceder pelos amigos, que nem foram tanto amigos assim, mas ao obedecerem a Deus, suas vidas foram restauradas e as bênçãos voltaram em maior medida do que possuíam antes. Fico fascinado, com o resultado do agir de Deus, pois eles eram adultos, a madurecidos, com filhos adultos quando a tragédia se abateu sobre eles, mas foram de tal forma renovados e revigorados, que ainda tiveram outros sete filhos e três filhas, e viram esses filhos crescerem, pois o  relato diz que eram as mulheres mais belas daquele lugar. “E assim abençoou o Senhor o último estado de Jó, mais do que o primeiro; pois teve catorze mil ovelhas, e seis mil camelos, e mil juntas de bois, e mil jumentas. Também teve sete filhos e três filhas. E chamou o nome da primeira Jemima, e o nome da segunda Quezia, e o nome da terceira Quéren-Hapuque. E em toda a terra não se acharam mulheres tão formosas como as filhas de Jó; e seu pai lhes deu herança entre seus irmãos. E depois disto viveu Jó cento e quarenta anos; e viu a seus filhos, e aos filhos de seus filhos, até à quarta geração. Então morreu Jó, velho e farto de dias” (Jó 42.12-17). Isso sim, é história com final feliz, destes podem dizer: “… e viveram felizes para sempre!”

Senhor, agradecemos pela vida e pela história dessa mulher, que nem sabemos o nome, mas podemos admirá-la e reconhece-las pelo seu papel na vida de Jó e no legado para a eternidade na vida do povo do Senhor. Precisamos de modelos e de seguirmos os bons exemplos de fé e devoção ao Senhor nosso Deus. Tu és digno de receber todo o louvor e toda a adoração dos teus filhos e servos, por que és fiel e justo em todos os teus caminhos e santo em todas as tuas obras. Oramos com gratidão em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Jael, a Mulher de Héber, o Queneu

Meditação do dia: 27/09/2021

“Porém Sísera fugiu a pé à tenda de Jael, mulher de Héber, queneu; porquanto havia paz entre Jabim, rei de Hazor, e a casa de Héber, queneu.” (Jz 4.17)

Jael, A Mulher de Héber, o Queneu – Estamos meditando na Palavra de Deus, seguindo personagens femininas notáveis, que fizeram algo em favor do povo de Deus e assim colocaram seus nomes na história. Nossa mulher maravilha de hoje é Jael, de uma tribo cananeia, nômade, que já existiam na terra de Canaá desde os tempos de Abraão. “Naquele mesmo dia fez o Senhor uma aliança com Abrão, dizendo: tua descendência tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates; E o queneu, e o quenezeu, e o cadmoneu (Gn 15.18,19). Jetro o sogro de Moisés era queneu, e algumas dessas famílias se tornaram amigas dos hebreus e viveu entre eles, havendo a possibilidade que Héber e sua família sejam descendentes de Jetro, e que vieram no êxodo para Canaã, onde peregrinavam. “E Héber, queneu, se tinha apartado dos queneus, dos filhos de Hobabe, sogro de Moisés; e tinha estendido as suas tendas até ao carvalho de Zaanaim, que está junto a Quedes” (Jz 4.11). Jael significa “Cabra Nubiana,” ou “Cabra montês,” nome muito comum entre os povos orientais, especialmente em Israel, com a designação “Yael.” Depois de vinte anos sob forte opressão do rei Jabin de Hazor, que possuía uma grande exército e novecentos carros de guerra de ferro, o que indica o auto poderio militar; os israelitas clamaram a Deus por socorro. Era no tempo dos Juízes, antes de Israel ter um rei. Nesse tempo era governado pela juíza Débora. Ela convocou em nome do Senhor a um homem da tribo de Naftali, por home Baraque; ele atendeu ao chamado mas só aceitava ir à guerra contra o rei Jabim se a profetisa e juíza Débora fosse com ele na batalha. Por Essa atitude, ela profetizou que ele venceria e libertaria Israel, mas a honra da batalha seria de uma mulher e não dele. “E disse ela: Certamente irei contigo, porém não será tua a honra da jornada que empreenderes; pois à mão de uma mulher o Senhor venderá a Sísera. E Débora se levantou, e partiu com Baraque para Quedes” (Jz 4.9). O exército de Jabim e o famoso comandante Sísera, foram atraídos para o vale de um reibeiro, que transbordou com as chuvas da noite anterior e dificultou para os carros e cavalos e assim eles foram exterminados pelo pequeno exército de israelitas. Sísera, fugiu à pé e buscou abrigo no acampamento de Héber, que tinha boas relações com o reino de Hazor e foi acolhido por Jael, que ofereceu a hospitalidade oriental, que garante proteção e segurança para o hóspede. Mas Sísera não contava com a amizade e boas relações entre os queneus e os israelitas, que de certa forma também sofriam com a dura opressão aos israelitas. Ele estava extremamente cansado e exausto e dormiu logo após saciar sua sede; ele pediu água e ela lhe deu leite, talvez para melhor alimentado pudesse dormir o seu último sono. Jael foi de mansinho e cravou uma estaca de armar tendas, com um martelo em sua fronte; de forma que ele morreu dormindo. Quando Baraque, o comandante israelita chegou no acampamento ela já o recebeu com a notícia de que o homem procurado por ele estava ali, na sua tenda já imobilizado. Como profetizado por Débora, Baraque venceu a batalha e livrou a Israel do jugo do rei Jabim, mas a honra da batalha foi de Jael, que se tornou heroína nacional e cantada em versos e prosas pelo seu feito. “E cantou Débora e Baraque, filho de Abinoão, naquele mesmo dia, dizendo: Louvai ao Senhor pela vingança de Israel, quando o povo se ofereceu voluntariamente. Bendita seja entre as mulheres, Jael, mulher de Héber, o queneu; bendita seja entre as mulheres nas tendas. Água pediu ele, leite lhe deu ela; em prato de nobres lhe ofereceu manteiga. À estaca estendeu a sua mão esquerda, e ao martelo dos trabalhadores a sua direita; e matou a Sísera, e rachou-lhe a cabeça, quando lhe pregou e atravessou as fontes. Entre os seus pés se encurvou, caiu, ficou estirado; entre os seus pés se encurvou, caiu; onde se encurvou, ali ficou abatido” (Jz 5.1,2,24-27). As aplicações das lições dessa narrativa: Começo por destacar que quando os homens fogem do seu chamado ou de assumir integralmente o seu papel, Deus levanta pessoas, mulheres corajosas, destemidas, ousadas no Senhor para produzir grandes mudanças. Nossos campos missionários são prova disso e a grandeza do trabalho feminino nas igrejas e no reino de Deus, são testemunhas dos feitos delas. Outra lição importante é que não existe lugar distante, pequeno, desconhecido ou fora do alcance da graça de Deus para fazer grandes feitos para Deus. Jael tinha uma vida nômade, vivendo em tendas e mudando de lugar para lugar, e agora ela estava longe dos demais membros de sua tribo, mas estava no lugar certo para realizar o trabalho de sua vida. Sua habilidade com os instrumentos de armar uma tenda indica que era laboriosa, e disposta ao trabalho pesado, mas também era gentil e hospitaleira, sabendo receber nobres e hospedar pessoas importantes. Ela também estava bem informada e se interessava pelo bem estar do povo de Deus, ainda que tivesse boas relações com quem estava no poder, ela escolheu ficar do lado da justiça e das promessas de Deus. Por isso e muito mais, Jael está entre as grandes pessoas que abençoaram o povo de Deus e construiu a sua história, mesmo sendo de origem não israelita.

Senhor, obrigado por acolher com amor a todas as pessoas e salvar perfeitamente aqueles que se achegam a ti, em Cristo Jesus. Somos gratos por estarmos construindo um reino e para servir ao Senhor, podemos e devemos servir as pessoas e fazer da nossa vida um oportunidade abençoadora. Em Cristo Jesus, a nossa origem deixa de ser um problema e passa a ser uma manifestação da tua multiforme graça e poder, pois somos acolhidos, aceitos e amados, formando uma única família, um único povo, um só corpo, com uma só fé. Por tudo isso, receba o nosso louvor e gratidão, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Rute, a Nora de Noemi

Meditação do dia: 26/09/2021

“Os quais tomaram para si mulheres moabitas; e era o nome de uma Orfa, e o da outra Rute; e ficaram ali quase dez anos.” (Rt 1.4)

Rute, A Nora de Noemi – Tempos difíceis produzem homens fortes; homens fortes produzem tempos bons; tempos bons produzem homens fracos; homens fracos produzem tempos difíceis! Está aí a explicação para muitas perguntas e dúvidas que as pessoas têm sobre os acontecimentos mundiais. Hoje em nossa meditação bíblica, estaremos desfrutando da companhia de uma mulher das mais fantásticas dos relatos bíblicos. Uma moabita, portando descendente de Ló, sobrinho de Abraão; mas ainda assim contado entre os povos estrangeiros em relação a Israel e que também durante o êxodo não facilitou as coisas para os peregrinos do deserto. À primeira vista e olhando por um prisma humano e material, poderia ser dito que Rute nascera para sofrer ou fracassar. Mas as atitudes dela foram determinantes para mudar o curso de sua historia e de muitas outras pessoas, inclusive a nós nos dias de hoje. Ela entra para a história, ao se casar com um dos filhos de Noemi, que viera com a família para Moabe, fugindo de uma época de crise e escassez na terra de Canaã. Eram descendentes da tribo de Judá e moradores da cidade de Belém. Num espaço de quase dez anos eles se instalaram, casaram-se com moças nativas e sofreram a morte de todos os três homens da família, o marido de Noemi e seus dois filhos. As três mulheres ficaram viúvas e naquelas circunstancias, desamparadas e precisavam recomeçarem suas vidas, Noemi pretendia voltar para sua terra natal e se abrigar com os familiares e recomendou que suas noras também voltassem para suas famílias e tentassem de alguma forma reconstruírem suas vidas. A outra nora, chamada Orfa, concordou e voltou para casa dos pais. Rute tomou uma atitude diferente e isso fez toda a diferença. Embora Noemi insistisse para que ela desistisse, ela proferiu uma das mais lindas citações sobre amar e ser fiel a quem lhe fez bem: “Disse, porém, Rute: Não me instes para que te abandone, e deixe de seguir-te; porque aonde quer que tu fores irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus; Onde quer que morreres morrerei eu, e ali serei sepultada. Faça-me assim o Senhor, e outro tanto, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti (Rt 1.16,17). O que estamos vendo é o resultado do discipulado que Noemi fez, transmitindo vida e fé no Deus verdadeiro, para que aquela jovem tivesse a determinação de deixar sua terra natal, seus familiares e suas crenças para se abrigar em uma terra até então estranha e numa condição difícil de recomeçar a vida. Rute é o testemunho do que uma vida comprometida com Deus pode fazer, mesmo em tempos difíceis e em condições hostis. Ao chegar em Belém, ela não esperou as soluções caírem do céu e mostrou seu uma pessoa de iniciativas e de muita disposição para vencer na vida. Ela se dispôs a ir trabalhar na roça, para buscar o sustento para si para sua sogra a quem ela se sentia na obrigação de ajudar e amparar. Havia uma lei de amparo e cuidado com os pobres que os israelitas observavam e Rute se valeu dela. “E, quando fizerdes a colheita da vossa terra, não acabarás de segar os cantos do teu campo, nem colherás as espigas caídas da tua sega; para o pobre e para o estrangeiro as deixarás. Eu sou o Senhor vosso Deus” (Lv 23.22). Não existe trabalho indigno, se é feito com amor e respeito, levando em consideração que somos responsáveis por levantar o nosso sustento e das pessoas sob nossa responsabilidade. Procurando espigas e “bitucas” como dizem os paulistas, Rute encontrou bem mais do que suprimentos de sobrevivência. Ela ganhou a bênção de uma cidade inteira, encontrou um marido rico e homem de Deus, entrou para a genealogia da família real de Israel, se tornou a nora de outra mulher fantástica, que foi Raabe e tem até um livra da Bíblia com o seu nome e está na linhagem humana de Jesus. Depois ainda dizem que trabalhar na roça não leva ninguém para frente! A história dessa mulher tem os melhores ingredientes para  um romance de primeira grandeza, com drama, sofrimento, dor, perdas, recomeço difícil e alcançar um lugar de destaque. Quero  fechar essa meditação de hoje, com aquilo que considero o reconhecimento das pessoas e autoridades daquela cidade, à Rute e seu esposo Boaz. “E todo o povo que estava na porta, e os anciãos, disseram: Somos testemunhas; o Senhor faça a esta mulher, que entra na tua casa, como a Raquel e como a Lia, que ambas edificaram a casa de Israel; e porta-te valorosamente em Efrata, e faze-te nome afamado em Belém. E seja a tua casa como a casa de Perez (que Tamar deu à luz a Judá), pela descendência que o Senhor te der desta moça” (Rt 4.11,12). Está nas nossas mãos tomar as decisões que farão de nossas vidas algo que faça a diferença para nós e para o reino de Deus. Como costumo dizer: As nossas escolhas revelam o nosso caráter.

Senhor, estamos agradecidos pela vida e as oportunidades de servir a ti ao servir as pessoas que estão próximas de nós. aprendemos com a vida de Rute, que ao se importar e desejar honrar as pessoas que cuidaram dela, foi também favorecida e agraciada com o teu cuidado e proteção. Hoje, vivemos na época da graça e da fé em Jesus Cristo e a nossa história vai sendo escrita e conduzida dia a dia sob os teus cuidados, assim podemos confiar que o teu melhor sempre estará disponível a cada um de nós. Agradeço por nos escolher para participarmos da construção de um Reino que é maior e mais duradouro do que nós mesmos e pela tua bondade podemos construir para a eternidade. Obrigado pelas pessoas que investem suas vidas nas nossas, com o testemunho de sua fé e seus dons, talentos e graça. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Raabe, Salva Por Um Fio

Meditação do dia: 25/09/2021

“E Josué, filho de Num, enviou secretamente, de Sitim, dois homens a espiar, dizendo: Ide reconhecer a terra e a Jericó. Foram, pois, e entraram na casa de uma mulher prostituta, cujo nome era Raabe, e dormiram ali.” (Js 2.1)

Raabe, Salva Por um Fio – por trás de cada rosto sempre tem uma história que precisa ser contada, precisa ser conhecida. Todas as pessoas que conhecemos não nasceram no dia em que as conhecemos e tudo o que sabemos delas, necessariamente não é tudo sobre elas. Servimos a um Deus grande, poderoso e que se relaciona amorosamente com suas criaturas e com sua criação. Deus é amor e em sua perfeição de caráter e natureza, as pessoas são importantes para ele e para os propósitos dele; sendo assim, ninguém é descartável, inútil ou sem valor. Entre as várias pessoas que temos estudado nesses últimos dias, temos aprendido muito com mulheres que por alguma razão entraram para a linhagem do povo escolhido e deixaram marcas muito relevantes e significativas na  construção da nação e por consequência, para o plano eterno da redenção em Cristo Jesus. Hoje é a vez de aprendermos com Raabe, uma mulher cananeia, moradora da cidade de Jericó, que seria a primeira cidade a ser conquistada pelos filhos de Israel. A história dela faz parte da narrativa de como Deus agiu poderosamente em favor do seu povo, mobilizando o seu exército de anjos para deitar por terra a fortaleza que era a cidade de Jericó. “E sucedeu que, estando Josué perto de Jericó, levantou os seus olhos e olhou; e eis que se pôs em pé diante dele um homem que tinha na mão uma espada nua; e chegou-se Josué a ele, e disse-lhe: És tu dos nossos, ou dos nossos inimigos? E disse ele: Não, mas venho agora como príncipe do exército do SENHOR. Então Josué se prostrou com o seu rosto em terra e o adorou, e disse-lhe: Que diz meu senhor ao seu servo? Então disse o príncipe do exército do Senhor a Josué: Descalça os sapatos de teus pés, porque o lugar em que estás é santo. E fez Josué assim” (Js 5.113-15). Um príncipe, um General de Exército nunca vem sozinho. A história de Raabe é uma das mais belas e completas ilustrações sobre a obra da Redenção; quando Deus alcança a pessoa pecadora, em sua condição de degradação e destituída de privilégios e oportunidades e a transforma completamente. Tudo que a pessoa precisa fazer é exercitar a sua fé no poder de Deus,  como fez Raabe. Ela tal qual a sua cidade e seu reino estavam condenados à destruição e eles tinham ciência disso; mas ela agiu em direção ao socorro e livramento, em vez de endurecer-se e procurar salvar a si mesma pelos seus próprios esforços. Os espias de Israel chegaram a sua casa, que talvez fosse uma hospedaria e para eles seria um bom lugar para obterem informações. Ela os acolheu e testemunhou sobre a condição do seu coração e de todos os moradores da cidade, que estavam apavorados com a iminente destruição. As notícias de como Deus tirara os hebreus do Egito e as maravilhas no deserto deram a eles a certeza de Canaã seria conquistada sem maiores resistências. A primeira e grande preocupação de Raabe foi com a salvação dela e de seus familiares. Ela foi ousada e intrépida em propor uma negociação que lhe assegurasse o favor dos israelitas mediante sua colaboração. Isso mostra que qualquer pessoa pode ser salva e alcançada pela graça de Deus, através de manifestar sua fé e buscar a Deus de todo o coração. Raabe foi intercessora em prol de sua família, porque não queria a bênção só para si; muito interessante esse aspecto, porque ela intercedeu por eles, mas ficou com a responsabilidade de trazê-los para a condição onde poderiam ser salvos. Não haveria salvação em nenhum outro lugar em Jericó, senão naquela casa marcada por um fio vermelho pendurado, assim como não há salvação fora da pessoa de Jesus. “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (At 4.12). A beleza da graça de Deus está em fazer por nós muito além daquilo que pensamos ou pedimos, exatamente porque o amor de Deus vai muito além da nossa compreensão e ele já está trabalhando em nossas vidas e além dela, muito antes de percebermos alguma coisa. Raabe foi salva da destruição de sua cidade e  também foi protegida e acolhida como alguém importante e que se pôs como aliada do povo de Deus. Na promessa da aliança do Senhor com Abração contemplava isso: “E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.3). Além de mudar de vida e passar a viver entre o povo de Israel, ela teve sua vida reconstruída e adentrou para o povo de Deus, se casando com alguém da tribo de Judá e quando ela aparece novamente no texto sagrada é de forma muito honrosa e privilegiada. Pela genealogia descrita em Mateus, ela casou-se com Salmon, foi a mãe de Boaz e sogra de Rute, avó de Obede, bisavó de Jessé, o pai de Davi e lá na ponta vem José, marido de Maria, os pais de Jesus. “E Salmom gerou, de Raabe, a Boaz; e Boaz gerou de Rute a Obede; e Obede gerou a Jessé; E Jessé gerou ao rei Davi; e o rei Davi gerou a Salomão da que foi mulher de Urias” (Mt 1.5,6). Milagres acontecem, porque eles são intervenções poderosas de Deus para abençoar pessoas e a vida e a história de Raabe nos revela que Deus salva e transforma; situações dadas como perdidas e sem solução, podem ser transformadas em lindas histórias de amor e fé. A graça de Deus sempre esteve, está e estará acessível a qualquer um que colocar sua fé em Jesus e em sua Palavra. Permitamos que Deus mude, construa e reconstrua nossas vidas e histórias. As vezes não é suficiente apenas virar a página, é preciso trocar o livro!

Senhor, agradecemos pela salvação que está disponível em Cristo Jesus, acessível a todos nós, porque ele é a porta, a verdade e a vida. O Senhor pode nos dar uma nova vida e escrever uma nova história à partir de onde estamos e quando colocamos nossa fé para funcionar, baseados na graça salvadora e transformadora que o sacrifício de Jesus Cristo na cruz nos dá. Graças,  graças te rendemos! Em nome e poder de Jesus, amém. Pr Jason