José Não Estava na Cova

Meditação do dia: 16/07/2020

 “Voltando, pois, Ruben à cova, eis que José não estava na cova; então rasgou as suas vestes.” (Gn 37.29)

José  Não Estava na Cova – Segredo que mais de uma pessoa saiba, definitivamente não é segredo! Quando instruções são feitas na base da confiança de que uma palavra faz entender toda a intenção, pode não se confirmar. Aqui estamos nós diante de uma pessoa, provavelmente com os olhos arregalados, o coração disparado e todo trêmulo, apavorado pela possibilidade de algo muito ruim ter acontecido com alguém sob seus cuidados. Estou falando de Ruben, ao voltar para conferir como José estava e encontrando a cova vazia, sem vestígios do garoto. A cova vazia para ele não era um bom sinal. Alguém com melhores intenções do que ele havia agido para maior proteção de José, ou na pior das possibilidades, o menino fora executado. Queremos olhar não apenas para o desespero desse irmão, mas com as lições que tudo isso produz para a vida cristã, no nosso dia a dia. Tanto para José como para Ruben e até mesmo para os demais irmãos eram momentos cruciais de uma crise que se desencadeava à partir de algo corriqueiro e até natural em família, que ciúmes entre irmãos pela preferencia percebida da atenção do pai em favor de um em detrimento dos demais. Todos podemos pensar e pensamos em um sem número de outras maneiras como eles poderiam ter lidado com a presença de José ali no campo, longe das vistas do pai e totalmente à mercê deles. Por outro lado, nós, servos de Deus, que caminhamos na luz da sua Palavra e batalhamos para crescer espiritualmente, aperfeiçoando nosso caráter, indo de passo em passo, corrigindo as imperfeições que aparecem, (e parecem que não acabam nunca); nos assustamos com uma mentalidade criminosa em nossos círculos! Nunca esperamos encontrar a cova vazia! No íntimo, acreditamos que todos são transparentes e mesmo quando agitados emocionalmente e com os ânimos mais exaltados, tudo não passa de palavras da boca para fora e que não se trata de ameaças literais. Medindo por mim, penso em muitas coisas que não me seria lícito fazer depois de cometer um atrocidade ou um mal, de forma intencional. É verdade, minha mente vai a mil: Como eu celebraria a próxima Ceia do Senhor, tendo feito isso? Como eu olharia nos olhos de tal pessoa? Como me sentiria alguém me elogiando por meu testemunho e no fundo eu que não sou mais isso? Amados, para mim, a cada movimento, a cova parece mais fundo e quem está nela sou eu. Se eu não quero ser flagrado cometendo o mal, a melhor maneira de evitar isso, é não praticar esse mal. Idealizar melhores meios de camuflar, de esconder as provas, criar álibis perfeitos, sabendo que alguém vê tudo, sabe tudo e pode tudo, não me deixa à vontade para caminhar em direção às práticas erradas. José não estava na cova, porque lá não era o lugar dele! Ele fora criado para a grandeza e a excelência. A cova apenas fora um estágio, um ponto de partida, que mostrava de onde ele partira e onde chegaria. Cova,, para servo de Deus é lugar transitório, que até serve de proteção, tempo de reflexão e ponto de partida para algo definitivamente ao sol. Levaria um tempo para José perceber o quanto Ruben foi importante naquele tempo de sua vida. Levaria um bom tempo para abençoar os irmãos por terem feito um bom negócio ao vende-lo; demonstrar gratidão por aquela caravana de mercadores, que bancaram sua viagem para o destino que Deus tinha para ele e não o destino que eles tencionavam lhe dar. Olho para minhas experiencias e vejo quantas vezes as portas se fecharam e me decepcionei para logo em seguida perceber que fora a melhor maneira de ver uma oportunidade melhor que Deus estava preparando para mim e que de outra maneira seria difícil encontrar. Nunca permita que o bom seja inimigo do melhor! Acredite, as maiores crises e tragédias já registras, também produziram as maiores transformações e oportunidades de aprendizado e produtividade no ser humano. Se não for para provisão, cova boa mesmo, é vazia!

Pai, obrigado pelas lições dos momentos difíceis da caminhada. Obrigado pelas pessoas que são instrumentos de tua graça, mesmo que as intenções deles sejam outras. O Senhor sempre tem o controle e o governo de todas as coisas. Buscamos discernimento e entendimento para aprendermos em todo tempo e com todas as oportunidades que colocas diante de nós. Oramos agradecidos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Levaram José ao Egito

Meditação do dia: 15/07/2020

 “Passando, pois, os mercadores midianitas, tiraram e alçaram a José da cova, e venderam José por vinte moedas de prata, aos ismaelitas, os quais levaram José ao Egito.” (Gn 37.28)

Levaram José  ao Egito – Essa história tem os seus componentes de ironia e aquelas chamadas “peças” que o destino costuma pregar pela vida à fora. Hoje mesmo lembrei-me de um depoimento que li sobre situações onde é como se Deus dissesse: Conte comigo! Um operador de máquinas numa cidade americana, estava no início de seu dia de trabalho, num local ao lado de uma grande avenida de muito movimento e o transito estava já engarrafado, quando uma ambulância com sinal de alerta de emergência ficou presa e vendo a angústia dos socorristas, usou sua carregadeira e cobriu com terra a vala do canteiro central e assim a ambulância mudou de pista e seguiu viagem. Ele trabalhou o resto do dia com aquela sensação de dever cumprido e ter feito algo relevante para ajudar alguém que de fato precisava. Ao chegar em casa à noite, em casa e abraçar o filho e a esposa, contou-lhes o que acontecera na sua manhã no trabalho; ela então lhe disse que ele fizera muito bem em ajudar, pois o paciente naquela ambulância era uma criança que se engasgara e por aquele gesto chegou à tempo de ser salva no hospital e mais, a criança, era o filho dele. Quando o nosso pior pesadelo pode se transformar em algo tão grande e importante que afirmamos que mesmo com todas as circunstancias, valeu a pena. Quando deu o título a essa meditação de “Levaram José ao Egito,” a idéia é essa mesmo, literal e figurada ao mesmo tempo; pois José não tinha a intenção de ir ao Egito; José não planejara ir ao Egito, não queria ir, muito pelo contrário. Sua viagem planejada era vir até onde estavam seus irmãos, saber como eles estava e os rebanhos e voltar para casa, levando notícias ao seu pai. José foi levado contra sua vontade, sequestrado e vendido como escravo e provavelmente com recomendação de não se desfazerem dele na região próxima, onde ele poderia voltar para casa e estragar tudo que eles planejaram para o devido sumiço dele. José foi levado ao Egito com a intenção (dos irmãos) de sofrer, até ser morto e jogado em qualquer vala, sem qualquer respeito e dignidade e sem que ninguém perguntasse nada, nunca mais. Mas ao contrário disso, e quem diria, ele estava indo para ser grande lá, ser a maior autoridade, apenas no trono ele seria menor que Faraó. Ainda bem que quem governava o Egito era Faraó e não Herodes, o Grande, porque o mandatário da terra das pirâmides soubesse de alguma profecia que um garoto hebreu, chegando em seu reino se tornaria quem se tornaria, ele caçaria a cabeça de José lá mesmo na mercado de escravos. De maneira informal e afetiva, praticamente todas as gerações que tiveram acesso a esta narrativa, o chamaram e chamam até hoje de “José do Egito.” Os próprios irmãos que fizeram toda essa barbaridade com ele para evitar que um dia viessem a se curvar diante dele, depois viajaram de Canaã até o Egito para ajoelharem diante dele e trata-lo com o maior respeito e mesmo depois que tudo se esclareceu, ele não voltou a ser “o Zezinho da túnica colorida;” olhando lá na frente, no primeiro encontro entre eles, sem que soubessem de fato com quem tratavam, temos: “Se prostraram rosto em terra, perante ele” (Gn 42.6). “Não, senhor meu; mas vieram os teus servos para comprar…” (42.10). “Nós, teus servos” (42.13). Para o pai, eles disseram: “O homem, o senhor da terra…” (42.30, 33). Isso tudo é só o começo do fim da história. Podemos concluir que eles levara José, mas o tempo todo quem conduzia tudo era Deus. É Deus. Será Deus! Acredite, o Altíssimo, como dizia Abraão, tem poder e é capaz de reverter situações muito difíceis. Pode ser que “a vida,” as “circunstancias,” a “crise,” o “ministério,” o “trabalho,” a “enfermidade,” “isso ou aquilo” te levou, te levaram para a condição ou situação atual ou algo que até já passou; mas você consegue ver a mão de Deus naquilo tudo? Você pode ver a graça do Pai de acompanhando o tempo todo? Se José não fora levado para o Egito, o que será que os irmãos não acabariam aprontando para ele? Se você e eu, não tivéssemos passados ou entrado naqueles processos dolorosos e humilhantes, o que poderia ter acontecido conosco? Escolho crer que Deus sempre conduziu minha vida e mesmo quando fiz bobagem nas escolhas e ações, ainda assim a poderosa mão do Pai, foi maravilhosa e cheia de graça. Vou continuar escolhendo acreditar assim! Fui levado, mas Deus me conduziu!

Obrigado Senhor, estar com nossa história inteira na palma da mão e atento à cada detalhe, de forma que nada acontece sem que saibas e permitas. Graças te dou pelos pedaços difíceis e trajetos complicados nos meus caminhos, mas como cantava Davi, ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estarás comigo; muito obrigado Pai, Senhor Jesus e Espírito santo, por toda a bondade e misericórdia dispensada a mim, aos meus e aos meus amados irmãos e amigos de caminhada de fé. Em nome de Jesus, amém!

Pr Jason

Qual o Valor e Quanto é o Preço

Meditação do dia: 14/07/2020

“Passando, pois, os mercadores midianitas, tiraram e alçaram a José da cova, e venderam José por vinte moedas de prata, aos ismaelitas, os quais levaram José ao Egito.” (Gn 37.28)

Qual o Valor e Quanto é o Preço “Não eduque seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz.  Assim, ele saberá o valor das coisas e não o seu preço.” Valor e preço sempre fizeram confusão na cabeça da maioria das pessoas; com isso muito coisa valiosa foi vendida ou comprada quase sem preço e muita coisa de preço elevado, de fato não vale muito! A Bíblia é um manual de sabedoria, tanto terrena, humana, quanto de sabedoria espiritual e essa pode ser acessada e adquirida pela fé, como dádiva de Deus. Olha que ela é extremamente valiosa, mas poucos querem pagar o preço para tê-la. Olha essa coleção de pensamentos sobre a sabedoria: Bem-aventurado o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento; Porque é melhor a sua mercadoria do que artigos de prata, e maior o seu lucro que o ouro mais fino. Mais preciosa é do que os rubis, e tudo o que mais possas desejar não se pode comparar a ela. Vida longa de dias está na sua mão direita; e na esquerda, riquezas e honra. Os seus caminhos são caminhos de delícias, e todas as suas veredas de paz. É árvore de vida para os que dela tomam, e são bem-aventurados todos os que a retêm (Pv 3.13-18). Os amados irmãos de José, perceberam que sujariam suas mãos matando o irmão, o que indica, que as medidas de Ruben não surtira o efeito total esperado, eles ainda queriam dar um fim nele e ao ver uma caravana de mercadores, Judá teve uma “brilhante” idéia; porque sujar as mãos à troco de nada? Podemos lucrar com o sumiço dele e ainda ficaremos isentos da culpa de sangue. Não reconhecendo o valor do irmão, apenas colocaram no seu pescoço uma etiqueta de preço: vinte moedas. Os mercadores viram o preço e consideraram o valor e claro, para eles era um bom negócio. Jesus contou uma história, na verdade uma parábola, citando o mesmo ensinamento com duas versões: Também o reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo, que um homem achou e escondeu; e, pelo gozo dele, vai, vende tudo quanto tem, e compra aquele campo. Outrossim o reino dos céus é semelhante ao homem, negociante, que busca boas pérolas; E, encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo quanto tinha, e comprou-a(Mt 13.44-46). Desejo destacar nas duas versões aqui, a capacidade de discernir e saber do que se tratava o bem desejado. As pessoas encontraram um tesouro e uma pérola cujo valor era muito superior ao que eles tinham como capital nos seus negócios e por isso, foram e venderam tudo o que tinham para adquirir aquele achado. Se desfazer de tudo o que se tem e foi adquirido ao longo da vida com muito trabalho e esforço, e em muitos casos, com o trabalho e a participação dos familiares e juntar tudo para investir em uma única peça. Jesus falava do Reino dos Céus. Quantos realmente sabem o valor do Reino dos Céus para suas vidas? Não é rara encontrar pessoas que confundem o Reino dos Céus com frequentar igrejas; ser religioso; cumprir rituais enfadonhos. Alguns acham verdadeira maluquice alguém deixar o trabalho profissional promissor e servir de tempo integral no ministério cristão; outros estão no ministério de tempo integral, mas com uma santa inveja dos trabalhadores seculares; não é raro também ministros do Evangelho que se sentem envergonhados ou constrangidos de serem assim identificados. Você acha que ao pagar um alto preço por nós, Deus achou caro? Jesus ao dar sua vida na cruz, achou um pouco inflacionado a exigência da redenção? Nossa consagração a Deus e à seu serviço, é pedir demais, da parte de Deus?

Pai, obrigado por nos amar tanto e saber avaliar o valor de cada pessoa e dar seu filho para ser o preço de resgate. Só mesmo nos vendo pelo teu ponto e vista, pela obra da redenção em Cristo Jesus é que podemos aceitar pela fé o que o Senhor fez. Sou grato por tudo isso, mesmo não entendendo tudo, posso aceitar pela fé e receber pela graça a minha porção dessa herança. Bendito seja o teu amor e à tua misericórdia! Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Não Havia Água na Cova

Meditação do dia: 13/07/2020

 “E tomaram-no, e lançaram-no na cova; porém a cova estava vazia, não havia água nela.” (Gn 37.24)

Não Havia Água na Cova – Estamos falando de recursos vitais que não podem faltar e caso isso ameace acontecer, precisa-se providenciar alternativas, mas sem água não se vive. Essa aplicação é simples e vale para a vida física e espiritual igualmente. Os humanos só podem habitar e se fixar onde haja um mínimo necessário de água. Consigo ligar-me a uma situação proposta por Deus sobre as escolhas que o seu povo fez; Israel como nação é uma ilustração completa do que representa ser o povo de Deus no sentido mais amplo do entendimento. O profeta Jeremias foi o autor da profecia: “Espantai-vos disto, ó céus, e horrorizai-vos! Ficai verdadeiramente desolados, diz o Senhor. Porque o meu povo fez duas maldades: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm águas” (Jr 2.12,’3). Quando dá destaque a uma causa ou expressão, isso deve chamar nossa atenção e de fato nos concentrar no que Ele está destacando. Aqui vemos uma exortação a ficarmos horrorizados, espantados, e não só nós, mas os céus, as criaturas e hostes celestiais, a ver o que está sendo feito. Deus é uma fonte transbordante de suficiência infinita e de qualidade inquestionável. Mas mesmo assim foi colocado de lado em função de buscarem recursos próprios, falíveis, esgotáveis e de qualidade muito inferior. Nos dias atuais, muitos povos e nações já estão sentindo na pele a importância e o valor de recursos hídricos. Singapura é uma cidade estado atual muito moderna, rica, desenvolvida e todos os atributos de bom lugar para se viver e especialmente no mundo dos negócios – mas não tem água – toda a água para consumo é comprada de fora. Nós brasileiros nem cogitamos o que significa isso, pois na maioria do nosso imenso território, qualquer um que cavar até no quintal de casa, vai chegar em lençol freático com produção suficiente para se abastecer. O Povo de Deus, preferiram cavar cisternas para si mesmos e suas cisternas era porosas, incapazes de reter água. Isso é a maneira humana de autossalvação; garantir a si mesmo e depender de si mesmo em questões espirituais. Isso nunca funciona, pois não temos capacidade gerar vida espiritual, suprimento e provisão. A sede e a fome de vingança e destruição dos filhos de Jacó, atentando contra a vida de José, não iria satisfazê-los porque a real necessidade deles não era o desaparecimento do irmão, mas o medo de serem obrigados a se submeter à sua possível ascensão ao poder sobre a tribo. A insatisfação deles não seria resolvida com o que eles planejavam. O pecado é atraente e desafia o pecador a cometer atrocidade ou fazer o mal, como mecanismo de se livrar de sentimentos ruins; depois ele descobre que agora está com dois problemas: O que ele já tinha e o novo, criado para resolver o primeiro. Normalmente o segundo é mais grave e devastador por ter sido concebido intencionalmente, dolosamente e egoisticamente. Jogar o irmão numa cova, não resolve nosso problema. Não supre nossas ansiedades e não abençoa ninguém ainda nem evita o futuro que tanto tememos. Na minha leitura diária de hoje, me deparei com o seguinte texto do profeta Zacarias: “Ainda quanto a ti, por causa do sangue da tua aliança, libertei os teus presos da cova em que não havia água” (Zc 9.11). Estar em aliança com Deus, selada a preço de sangue, nos protege até de nós mesmos e do que vier a querer nos aprisionar em cisternas ou covas em que não há água. Deus cuida de nós! Não troque um manancial abundante e transbordante por suas e minhas iniciativas furadas! Se o Senhor não nos salvar DA cova, certamente nos salvará na cova!

Senhor, obrigado! Tu és a minha fonte de tudo o que necessito e muito mais do que necessito, posso pedir ou pensar. Que a tua graça me acompanhe e aos meus irmãos e companheiros de jornada nessa vida. Oramos por suprimentos e sabedoria para nos mantermos firmes nas provas e a nossa confiança cada dia mais ousada em ti que jamais nos abandona e nem permites que sejamos apreendidos em condições que não possas nos alcançar e suprir. Receba nossa oração e adoração por tudo o que és e pelo que fazes a cada um de nós, todos os dias; em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Cova Estava Vazia

Meditação do dia: 121/07/2020

 “E tomaram-no, e lançaram-no na cova; porém a cova estava vazia, não havia água nela.” (Gn 37.24)

A Cova Estava Vazia – Era comum os povos que habitavam ou trabalhavam no deserto, cavarem poços e covas, para armazenarem água nos período de chuvas para servirem de reserva em períodos de escassez. Foi assim que José foi parar numa dessas covas. A preocupação dos seus algozes não era outra senão mantê-lo detido a decidirem o que de fato iram fazer com ele. Já estamos entendidos que deserto é lugar de provação e tem sido uma espécie de escola de Deus para treinar os seus filhos e servos para as grandes lições da vida. O propósito do deserto na vida da pessoa não é acabar com ela, extermina-la; mas forçar sua resistência e criar uma dependência divina tão forte e confiável de maneira que quando saírem do outro lado, a pessoa nunca mais será a mesma. Como cristãos, nosso deserto também é árido e de poucas referencias para se orientar, devemos então confiar na sabedoria e direção de Deus. Em tempos de escassez e dificuldades, o certo é não oferecer muita resistência e adequar-se às condições que o próprio deserto impõe. Os filhos de Israel no tempo do Êxodo, poderiam ter entrado e saído de seu deserto muito rapidamente, mas a inexperiência e os pecados forçaram as condições e assim permaneceram por quarenta anos. Mesmo onde há o juízo divino, há também a manifestação da sua graça; pois no deserto deles houve provisão de alimento de boa qualidade, que milagrosamente caia do céu todas as noites antes do amanhecer e todos podia colher sua porção de Maná. Havia água que jorrava da rocha que os seguia e assim tinham suprimento do líquido da vida o tempo todo. A nuvem nunca os abandonou de dia e nem a coluna de fogo à noite; seus pés não sofreram com o desgaste da viagem em terreno insólito; suas vestes e calçados foram preservados e todas as demais áreas da necessidade humana eles tiveram o cuidado e a proteção do Senhor dos Exércitos de Israel. Deserto então não é lugar de condenação ou maldição. A pretensa cova que poderia servir de tumba para José, estava vazia e assim servia mais de abrigo para ele, se livrando da hostilidade dos irmãos do que lugar de punição e morte. Nos tempos do Rei Josafá, eles foram instruídos a fazerem muitas covas em determinado vale, por instrução do profeta Eliseu, para receberem milagrosamente socorro do Senhor e vitória numa guerra que praticamente estava perdida antes de começar. “E disse: Assim diz o Senhor: Fazei neste vale muitas covas. Porque assim diz o Senhor: Não vereis vento, e não vereis chuva; todavia este vale se encherá de tanta água, que bebereis vós, o vosso gado e os vossos animais” (2 Rs 3.16,17). Daniel, bem sabemos, foi jogado numa cova e essa com leões famintos, para ser destroçado, mas Deus tinha planos diferentes e o fim foi glorioso. Se você está no deserto de suas provações, ainda aparecem as covas e os inimigos internos e externos estão lhe apertando, estando na cova a melhor visão que se pode ter é ´para cima, ainda que veja o sol o tempo todo, ou sua claridade seja menor, mas todas soluções e respostas, virão do alto. É para lá que devemos olhar e para lá que devemos direcionar nossas intenções e orações. Enquanto o socorro não aparece, procure aprender alguma coisa e acalme-se por dentro e se prepare para ouvir o seu coração e depois poderá ouvir o socorro providenciado. Deserto e covas são lugares onde o silencio é peculiaridade.

Obrigado Senhor, pelo aprendizado de cada dia e em cada situação que estivermos, sua graça estará conosco e isso é tudo o que nos importa. Obrigado, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

 

Executando Planos

Meditação do dia: 11/07/2020

 “E tomaram-no, e lançaram-no na cova; porém a cova estava vazia, não havia água nela.” (Gn 37.24)

Executando Planos – Sair do planejamento e partir para a execução é uma etapa importante, porque demonstra qual é a real motivação e intenção. Os irmãos de José não estavam blefando quando o viram ainda de longe e assim que o reconheceram já urdiram um plano de homicídio, interrompido de imediato por Ruben, que aceitava uma disciplina e correção no jovem, mas não matá-lo. Foi dele a sugestão de lança-lo nua cova. Fazer planos todos fazem e qualquer pode fazer, mas a dificuldade surge é na execução. Provérbios alerta que “Do homem são as preparações do coração, mas do SENHOR a resposta da língua. Todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas o Senhor pesa o espírito” (Pv 16.1,2). Ruben queria salvar a vida do irmão e fez planos para isso; mas os seus planos poderiam serem frustrados, como de fato foram; Deus tinha planos também para José e interferiu nos planos de Rubem, que já havia interferido nos planos dos outros irmãos. Suscitamos uma discussão sobre as ações humanas erradas ou pecaminosas que de uma forma ou outra, sofrem interferência divina e acabam se tornando bênçãos e lições espirituais de muita valia para o nosso aprendizado. Entendemos que o pecado é um mal terrível e adversário de nossas almas e que de forma algum se pode agradar a Deus com qualquer pratica de pecado. Acredito na imensa capacidade do Senhor Deus em fazer qualquer coisa, à partir de qualquer coisa em toda e qualquer situação; exceto aquilo que contrária sua própria natureza e essência de santidade e justiça. Penso, pessoalmente muito no que Paulo chamou de multiforme sabedoria de Deus – “Para que agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos céus, Segundo o eterno propósito que fez em Cristo Jesus nosso Senhor” (Ef 3.10,11). Admiramos pessoas inteligentes, sábias e cheias de conhecimentos, porque elas conseguem saídas extraordinárias, para praticamente todas as situações que se lhes apresentam. Deus é infinitamente acima de qualquer sábio, afinal é ele que dá sabedoria aos sábios e inteligência aos entendidos; sendo assim, qualquer quadro que os homens apresentem, Deus tem meios de fazer uma limonada desse limão ou construir um castelo das pedras atiradas e uma saborosa salada com os tomates e ovos desperdiçados nos nossos protestos. Deus não usa nem abusa dos pecados e maldades humanas, mas trabalha no seu próprio propósito eterno de redenção e nada e ninguém pode impedi-lo.  Não vou entrar em questões de ética ou juízo de valor teológico. Em suma: os homens fazem planos e tenta executá-los e Deus já está à nos luz na frente de qualquer engenhosidade nossa e assim, os planos dele sempre serão realizados e os nossos, só de vez em quando. Os irmãos de José ficaram frustrados em não poder mata-lo, Ruben ficou frustrado em não conseguir protege-lo de todo e devolver ao pai em segurança, mas só Deus teve êxito em todos os planos e é assim que o mundo gira. Em termos de ministério e ações humanas, não é errado e nem pecado fazer planos e projetos, sendo possível ter que refazer, modificar e até abandonar de vez; mas quem tem um plano, está em ação e pode corrigir e refazer; quem não planeja, pode ficar desnorteado, mas ele nem saberá que está à deriva.

Senhor, obrigado por agir de forma soberana, justa e santa em nossas vidas e com direito legítimo de interferir e alterar nossas intenções. Nossos planos podem ser brilhantes, mas pode não servir para ajuda efetiva. Acreditamos em tua multiforme sabedoria manifestada em todo tempo e agora através da igreja, torna-la conhecida em todos os mundos e assim prevalecer a verdade. Agradecemos pela ajuda e pelas lições que tantas vezes aprendemos mais com as derrotas e fracassos do que com o sucesso e as vitórias. Agradecemos em nome de Jesus. Amém.

Pr Jason

Tiraram de José a Túnica

Meditação do dia: 10/07/2020

 “E aconteceu que, chegando José a seus irmãos, tiraram de José a sua túnica, a túnica de várias cores, que trazia.” (Gn 37.23)

Tiraram de José a Túnica – Parece que desde os primórdios dos tempos as pessoas tem uma roupa preferida. As crianças que o digam, algumas escolhem uma peça e se deixar só tiram para lavar e será a próxima novamente a ser vestida, se torna uniforme. Adultos também tem lá suas preferencias, ofuscadas pelas conveniências sociais ou por razões que a própria razão desconhece. Talvez aquela peça de rouba tenha um caimento perfeito no corpo, ou a textura do tecido produza uma sensação agradável e ainda pela circunstancia ou quem a presenteou faça com que se torne preferencial. Os adolescentes tem hábitos tribais e gostam de ser diferentes, sendo exatamente iguais aos demais que também querem ser diferentes e as indumentárias revelam esses traços. José era um adolescente como qualquer outro de dezessete anos, se firmando na condição homem, já que naqueles tempos não havia adultecentes e os rapazes de tornam homens bem precoces e não tinham tanto tempo para frivolidades juvenis. Mas como José era o preferido do papai, ganhou de presente uma túnica diferente de todas as demais túnicas que havia na tribo; colorida e de mangas compridas, uma beleza que o destacava no meio de qualquer multidão ou onde quer que estivesse. Não se perderia tão fácil e se precisasse procura-lo, era só encontrar a túnica, que dentro dela estava José. A túnica era José e José era a túnica, se fundiram e o status de um identificava o outro. Não precisa dizer que isso produzia sentimentos nos irmãos, e não estamos falando de bons sentimentos. Não ficaria alarmado se muitos dos meus três ou quatro leitores preferenciais já não imaginou-se na pele de algum dos outros filhos de Jacó e já rasgou essa túnica mais de uma vez, ou deu sumiço nela; os mais piedosos, não chegariam a tanto, daria um jeito de lavá-la exageradamente com um desses detergentes fantásticos que deixa tudo branquinho. Se não pensaram, nem imaginaram isso, me desculpe por atiçar a imaginação desses santos de Deus do século vinte e um. Na verdade a maioria de nós, se vê muito mais na pele de José do que dos irmãos, especialmente por já conhecerem o final da historia. O Rei Salomão, escreveu um provérbio que diz: Aquele que cuida em fazer mal, mestre de maus intentos o chamarão (Pv 24.8). Quem planeja coisas más, uma de suas primeiras iniciativas e tirar aquilo que afirma a identidade e caracteriza a pessoa. Quando olham para nós, qual é a primeira coisa que percebem? Então isso é a primeira coisa que tentarão tirar de nós. Você tem um bom nome? Você tem muitos amigos e bons relacionamentos? Você é muito dedicado nas coisas de Deus e da igreja? Você tem grandes planos e projetos para seu futuro? Valoriza o certo e as boas práticas? Pois é, o ladrão vem para roubar matar e destruir, disse Jesus (Jo 10.10). Quando você se aproximar dos “seus irmãos” que já estão armando ciladas, eles vão descaracterizar você. Com a túnica, José poderia ser visto, reconhecido e localizado facilmente; sem ela, era apenas um como todos os outros. Chamo isso de “Síndrome de Dalila,” todas as investidas dela contra Sansão era para torna-lo igual aos demais homens e nessa condição ninguém podia com ele, nem ela. Preste atenção ao que Deus te deu como algo que te distingue de todos os demais, isso, pode parecer simples, mas é o que te torna especial e único. Em José, eles achavam que era a túnica, mas eu, você, e outros tantos sabemos que não era e não foi.

Pai, obrigado por nos criar únicos e exclusivos para tua glória e honra. Somos o que somos por um ato criativo e distinto de tua perfeita vontade. Até aquilo que podemos ter olhado até hoje como defeito, anormalidade ou diferente dos demais, pode ser o nosso selo de autenticidade e individualidade. Cristo nos ama e nos aceitou tal qual somos e investiu sua vida em nós, morrendo lá na cruz e assim nos comprando e resgatando de volta para Deus. O preço que foi pago por nós nos torna valiosos, preciosos e nos dá dignidade. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Boas Intenções Não Bastam

Meditação do dia: 09/07/2020

 “Também lhes disse Rúben: Não derrameis sangue; lançai-o nesta cova, que está no deserto, e não lanceis mãos nele; isto disse para livrá-lo das mãos deles e para torná-lo a seu pai.” (Gn 37.22)

Boas Intenções Não Bastam – Há um adágio popular no Brasil em que se afirma que de boas intenções o inferno está cheio. Boas intenções são boas, mas não podem ficar só nas intenções, precisam ser levadas a efeito para se tornarem ações, atitudes e isso sim, produz mudanças significativas. Jó aprendeu que não se pode frustrar os planos de Deus. “Então Jó respondeu ao Senhor: “Sei que podes fazer todas as coisas, e ninguém pode frustrar teus planos (Jó 42.1,2 – NVT). Outra verdade bíblica que merece reflexão constante diante das muitas tentativas de se fazer planos para evitar os propósitos divinos é descrita em Provérbios – “Não há sabedoria, entendimento, nem conselho humano capaz de resistir ao Senhor” (Pv 21.30). A Palavra de Deus contém muitos ensinamentos  que atestam essa verdade, e sei que cada um de vocês são capazes de identificar muitos outros textos que comprovam o que estou escrevendo. A imaginação humana não só é fértil, como abusada, irreverente e ousa arquitetar planos para evitar ou frustrar os planos de Deus. Nunca faltaram tentativas e nem tão pouca elas cessarão; o mal é bastante resiliente, mas já sabem que perderão sempre. Fizeram várias tentativas contra Jesus nos seus dias aqui na terra. Um dos casos foi os muitos elogios e depois a pergunta sobre pagar impostos à César. “Agora, diga-nos: É certo pagar impostos a César ou não? Devemos pagar ou não?”. Jesus percebeu a hipocrisia deles e disse: “Por que vocês tentam me apanhar numa armadilha? Mostrem-me uma moeda de prata, e eu lhes direi” (Mc 12.14,15 – NVT). Os irmãos de José, queriam se livrarem dele, para num futuro próximo, não viessem a se curvarem diante dele. Para isso, estavam dispostos a tudo, até mesmo fratricídio; mas Ruben, o mais velho deles não aceitou essa idéia e idealizou meios de livrar o irmão e trabalhou por isso e suas intenções eram boas, piedosas, justas e corretas, mas digamos, boas até a página três! É fato que Deus o abençoou com autoridade para evitar o pior contra a vida de José naquele momento; mas as boas intenções de
Rúbem, se levadas ao sucesso, estaria contrariando o propósito divino, que realmente queria levar José para outro nível de experiencia no seu treinamento. Quando José saiu de casa e se despediu do Pai e de Benjamim para ir ao encontro de seus irmãos em Siquém, obter informações e voltar para prestar relatório, ele começou uma viagem que seria bem maior que os seus planos originais; era também muito maior do que esperava Israel, que com toda certeza, se soubesse do perigo e do risco envolvido, jamais enviaria seu filho. A redenção sempre está em vista na história; Israel não sabia os riscos e o custo dessa jornada, para ele e para seu filho José. Deus, o Eterno, o Altíssimo, sabia dos riscos e do preço de enviar o seu filho ao encontro dos seus irmãos aqui na terra. “E se alguém lhe disser: Que feridas são estas nas tuas mãos? Dirá ele: São feridas com que fui ferido em casa dos meus amigos” (Zc 13.6). Nem sempre evitar o que imaginamos uma tragédia imperdoável, poderemos estar evitando ou adiando uma etapa do projeto perfeito de Deus. O quanto nós aprendemos com situações que foram inevitáveis na época e até mesmo que havia quem poderia ter nos ajudado a não passar por aquilo, mas acabou acontecendo o pior, que se tornou sendo o melhor! Deus, o Pai, tem boas intenções e capacidade de executá-las com perfeição. Nele, a gente pode confiar. “Porque eu sei os planos que tenho para vocês”, diz o Senhor. “São planos de bem, e não de mal, para lhes dar o futuro pelo qual anseiam (Jr 29.11 – NVT).

Pai amado, obrigado por começar um novo dia com a esperança de que estaremos no centro de tua perfeita vontade e que cooperaremos para que o teu melhor nos aconteça e aprendamos a lição de cada dia, incluindo a de hoje. Podemos ter boas idéias e intenções, mas se elas contrariarem a tua vontade e os teus planos, então serão más idéias e más intenções. Cremos no teu amor e na tua capacidade de cuidar de nós e da nossa história, do começo ao fim e nos darás um final feliz de verdade. Somos gratos pela história de Jesus com todos os pormenores, sofrimentos e injustiças que sofreu aqui na terra; mas ele realizou exatamente o projeto idealizando desde a eternidade e agora o Senhor pode ter uma grande família, com filhos, comprados, libertos e transformados pela obra da redenção executada na Cruz do Calvário. Reconhecemos e te honramos e o glorificamos por tudo isso, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Sem Ser Tocado

Meditação do dia: 08/07/2020

 “Também lhes disse Rúben: Não derrameis sangue; lançai-o nesta cova, que está no deserto, e não lanceis mãos nele; isto disse para livrá-lo das mãos deles e para torná-lo a seu pai.” (Gn 37.22)

Sem Ser Tocado – Existem coisas estranhas na vida, que até fazem parte do nosso cotidiano, se levadas ao pé da letra, não se sustentam, mas estão por aí. Por exemplo: Nos canteiros de grama tem uma placa para não pisar na grama; mas quem colocou a placa, pisou. Usamos a toalha após tomar banho e mesmo assim ela se suja. Claro, algumas são só gracejos, e ao olharmos para a ordem de Ruben, para que seus irmãos jogassem José numa cova, mas ao mesmo tempo não tocassem nele. Era para proteger o irmão, mas jogando-o numa cova? Para o irmão mais velho, era uma “jogada” para esperar acalmar os ânimos dos rapazes e então fechar um acordo de tirá-lo de lá e despachá-lo o quanto antes de volta para casa, evitando assim uma tragédia maior. Se pudermos olhar essa mesma cena com o foco nas ações de Deus e não das pessoas, veremos o cuidado protetor do Senhor para com José, através do irmão mais velho e que se apresentou emocionalmente mais equilibrado e responsável. Mas ainda mais profundo é vermos que a maneira de José ser despachado para o Egito com passagem só de ida e sem deixar vestígios rastreáveis para Israel, seria uma conspiração dos dez, ou pelo menos nove deles e Ruben se viu envolvido numa traição também, porque ele havia dado ordens explícitas e tinha outras intenções e agora seria obrigado a compactuar com os demais ou se tornar um traidor deles e deletar ao pai, que certamente iria empreender um resgate o mais rápido possível e eles ficariam mal na fita com o pai. Jesus contou uma parábola sobre um proprietário de uma vinha arrendada a uns trabalhadores que posteriormente se mostraram de má índole, não pagando o devido contrato e ainda maltratando os emissários do dono e por fim se propuseram a matar o filho do dono, que veio pessoalmente arrumar as coisas. “E, pegando dele, o mataram, e o lançaram fora da vinha. Que fará, pois, o senhor da vinha? Virá, e destruirá os lavradores, e dará a vinha a outros” (Mc 12.8,9). Jesus aplico esse ensinamento ao fato de sua rejeição pelos israelitas, como povo de Deus. Aqui, nos temos os filhos da promessa, também lutando contra outros filho da promessa; na verdade eles estavam trabalhando contra eles mesmos e as promessas que aguardavam e criam que Deus lhes daria. Assim como o Senhor estava cuidado da trama toda, com ou se a participação deles, as promessas seriam encaminhadas; mas o que precisamos aprender é que também estamos no meio de uma trama, que está sendo urdida diante dos olhos de Deus e nenhum acontecimento está alheio à sua atenção. Todas as ações produzem efeitos em nós e nos outros ao nosso redor. Ao fazermos bem feito o nosso trabalho no reino de Deus, abençoamos muitas pessoas e estamos sendo fiéis aquilo que nos foi confiado e exercendo nosso papel de sal e luz. As ações dos outros, são de responsabilidade deles e ainda que nos afeta, não será suficiente para tirar nossa aprovação diante de Deus e perdermos as bênçãos conquistadas pela nossa ação de obediência e fé. Não desista e nem desanime porque outros estão fazendo diferente do que deveriam; isso é assunto entre eles e o Senhor deles, no caso, nosso Senhor também. Ninguém vai te tocar se Deus não permitir e se tocar, ainda assim ele estará no controle e tornará a experiencia em algo edificante. Não murmure e reclame com as pessoas, e muito menos nas redes sociais (por favor), vá diante do Senhor, na sala do trono e derrame-se a quem de fato pode intervir e resolver. Mas também não vá lá para reclamar dos conservos, lá lugar de adoração, louvor, culto e serviço ao Rei!!!! Setor de reclamações é em outro lugar e ocasião.

Senhor Deus e Pai, graças te rendemos pela maneira maravilhosa como trabalhas em muitas frentes ao mesmo tempo e não permites que os teus planos se frustrem ou que os teus servos fiéis sejam molestados e quando o são, há razões maravilhosas nos ensinamentos possíveis. Obrigado por lançar mão dos planos e armações dos homens para promover os teus atos de justiça e elevar os teus aos postos mais altos. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Lançado na Cova

Meditação do dia: 07/07/2020

 “Também lhes disse Rúben: Não derrameis sangue; lançai-o nesta cova, que está no deserto, e não lanceis mãos nele; isto disse para livrá-lo das mãos deles e para torná-lo a seu pai.” (Gn 37.22)

Lançado na Cova – O que significa “ser lançado numa cova?” Podemos responder dizendo o que pensamos e entendemos ser a resposta mais adequada; mas também podemos responder, nos identificando como se nós mesmos estivéssemos sendo jogados na cova. Provavelmente, haverá mudanças no significado. O escritor sagrado, da Carta aos Hebreus, faz uma importante citação sobre irmãos em Cristo que se identificaram com ele e com outros em sofrimentos e provações. “Lembrai-vos, porém, dos dias passados, em que, depois de serdes iluminados, suportastes grande combate de aflições. Em parte fostes feitos espetáculo com vitupérios e tribulações, e em parte fostes participantes com os que assim foram tratados. Porque também vos compadecestes das minhas prisões, e com alegria permitistes o roubo dos vossos bens, sabendo que em vós mesmos tendes nos céus uma possessão melhor e permanente” (Hb 10.32-34). Não parece estranho, chamar pessoas para lembrar do tempo em que foram torturadas, exploradas, feitas espetáculos de zombarias? Somos incentivados a nem pensar nos sofrimentos da vida; mas o cristão enraizado, entende os propósitos de Deus e faz uma leitura isenta de emoções destrutivas em relação ao passado. O que somos hoje é a soma e o resultado de nossas escolhas e experiencias e é sobre esse aprendizado que construímos um presente sólido e um futuro promissor. Quem não tem história, não tem futuro também. Expressões de passagem do tempo no rosto, mãos calejadas, pele marcada pelo sol e cicatrizes, tudo isso são marcas de alguém vivido, experimentado e com história de vida. Pessoas cuja história e aparência parece pele de bumbum de bêbê, invictas, sem marcas, denunciam inexperiência e a chamada de Deus para nós é para termos vida e vida com abundancia; sem experiencias isso não faz sentido. A cova que José foi jogado a mando de Ruben, era também o lugar seguro para ele naquele momento. Nem sempre o ruim é realmente o pior que pode nos acontecer. Olhando o todo da vida de José, podemos perceber que a começar pela cova que seus  irmãos o colocaram e à partir daí todos os lugares pelos quais ele passou, nenhum deles passou por tal experiencia e nenhum deles sofreu o que ele sofreu, mas também nenhum deles aprendeu o que ele aprendeu e ninguém deles chegou aonde ele chegou e preparado como ele foi. Estar na cova não quer dizer é o fim, que está morto. Da cova, a única saída possível é para cima, e é preciso estar pronto para sair dali e fazer a diferença. Daniel esteve numa cova e viveu para contar, mas quem provocou a situação não teve a mesma sorte. Jeremias foi lançado num poço e ainda assim, realizou seu ministério profético. Entre os soldados com feitos notáveis do exército do Rei Davi, lemos a façanha de Benaia: “Também Benaia, filho de Joiada, filho de um homem valoroso de Cabzeel, grande em obras, este feriu dois fortes heróis de Moabe; e desceu ele, e feriu um leão no meio duma cova, no tempo da neve” (2 Sm 23.22). Veja, cova também é lugar para homens de coragem, que não escolhe adversário e muito menos se esconde atrás de desculpas do mau tempo. Permita-me ser ousado ou abusado, fique à vontade para escolher; mas cada um de nós, tem a cova que merece e fazemos dela o que nossa coragem e fé nos permite. Podemos chorar, resmungar, murmurar e maldizer até nos acabarmos lá em baixo; podemos também meditar, orar, nos preparar e sair de lá mais fortes e poderosos e encarar o que vier pela frente, porque já fomos o mais baixo possível e resistimos.

Senhor, obrigado porque parece que todo deserto ainda pode ter covas e mais desafios do que aparentemente percebemos. Mas a tua presença e tua paz no nosso coração pode ser as companhias mais promissoras em tempos de dificuldades e sofrimentos. Os teus planos e a tua bondade para conosco não podem ser terminados por uma cova que aparece no percurso; a última palavra ainda será a tua e nele nos podemos confiar. A tua Palavra nos assegura que a humildade precede a honra e então queremos aprender o caminho para cima, começando lá em baixo, ainda que seja uma cova. Que a tua sabedoria nos guie continuamente, pois a tua presença nunca se ausentará do coração que confia. Oramos com gratidão e esperança, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason