Homem Próspero

Meditação do dia: 26/07/2020

E o SENHOR estava com José, e foi homem próspero; e estava na casa de seu senhor egípcio.(Gn 39.2)

Homem Próspero – Um dos meus professores no seminário, que também nos deu aula de Homilética, pediu-nos encarecidamente para evitar três assuntos, que segundo ele são pregados demais e vividos de menos, então ele queria que nos abstivéssemos de entrar na fila desse baile. Eram: Amor, Fé e Missões. Até de certa forma lhe obedeci, mais sobre Amor, do que dos outros temas. Gosto da idéia de estimular a fé das pessoas e Missões eu procuro me envolver mais do que falar, mas vendo o tamanho dos campos brancos para a ceifa, percebe-se que há muito o que fazer e ainda é preciso falar e fazer mais. Mas nos últimos anos, o tema prosperidade, assumiu um papel tão forte entre os cristãos, que ficou complicado, pois quem não fala é porque tem medo ou tem pouca fé; e quem fala pode ser tachado de herege ou defensor da teologia da prosperidade. Entendo que tanto a direita quanto a esquerda estão ambas fora do centro. Mas procurei o meu trilho entre as migalhas de pão deixados pelos bons e os traços de ruína e destruição deixados pelos caricatos. Entre a “Teologia da Prosperidade” e a “Teologia da Miséria,” escolho deliberadamente o ponto de equilíbrio, que é a Palavra de Deus. Veja bem, estamos iniciando uma meditação sobre a vida de um jovem, no  texto e contexto, com dezessete anos, que chegou no Egito como mercadoria e vendido como escravo; comprado por um alto oficial, comandante da guarda pessoal do Faraó, podemos dizer que ele seria um cidadão próspero; mas a nossa Bíblia diz que o garoto que chegou ali na sua casa, “foi homem próspero…” Potifar, tinha os bens, a reputação, o prestígio e o nome entre os egípcios, mas José tinha a prosperidade que tornaria o próprio  Potifar e posteriormente o Faraó, precisarem dele para prosperarem. José, tinha o que nenhum dos dois poderosos tinham. Eu tenho e todos vocês, meus três ou quatro leitores tem, essa mesma prosperidade que José tinha. Normalmente as pessoas misturam riquezas com bens, ou coisas com riquezas, bajulação social, com prosperidade. Utilizam o mesmo padrão que o mundo sem Deus usa para declarar o que é ser rico ou próspero. Essa conta não bate, não fecha, por esse caminho. Não há dúvida que já Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno (I Jo 5.19); E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre (I Jo 2.17); e fechando o tema, Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus (Tg 4.4.). Escolher o padrão do mundo para servir de medida para prosperidade em Deus é um tiro no pé. Não agrada a Deus e não alcança a bênção e a verdade dita pelo sábio Salomão: A bênção do Senhor é que enriquece; e não traz consigo dores (Pv 10.22). Tenho perguntas, para te fazer, você que é um dos três ou quatro leitores mais assíduos dessas meditações: Qual é a sua definição pessoal de riqueza? O que é ser rico, para você? Quando você pensar “em ficar rico,” do que você está falando, qual é a imagem disso? Pois bem, baseado na sua resposta, você constrói a sua prosperidade. Assim a pessoa se satisfaz com a bênção e a prosperidade que lhe vem da bênção de Deus. José com dezessete anos já era um homem próspero e morreu ao cento e dez anos como um homem próspero. No meio desse intervalo todo, ele foi preso, escravizado, trabalhador reconhecido, prisioneiro modelo de bom comportamento, abençoador de corações aflitos e capaz de interpretar a vontade de Deus para pessoas que esqueciam dele rapidamente, capaz de perdoar sua senhora que lhe causou tantas dores e sofrimentos e mesmo quando deu a volta por cima e se deu bem, nada mudou! Nada mudou porque nada havia para mudar, ele já era aquilo fazia muito tempo. Independia de ter dinheiro, prestígio, poder e autoridade de vida e morte. Outro nome para isso é MATURIDADE ESPIRITUAL – ESTABILIDADE. Quem quer prosperidade!!!?

Senhor Deus e pai, o eterno, o mais que suficiente para quem assim o conhece e o experimenta na vida. Obrigado por ensinar que andar contigo significa concordar com o teu modo e padrão de vida e conduta. “como andarão dois juntos se não houver acordo entre eles?” Preciso de ajuda, Senhor, para compreender os teus caminhos e onde eles nos levam. Em Cristo, somos herdeiros de riquezas que nem imaginamos o que significa e isso nos aguarda, nas próximas etapas da jornada. Por isso, receba o nosso louvor e gratidão, e nosso coração aberto e cheio de louvor. Amém.

Pr Jason

Bem Acompanhado

Meditação do dia: 25/07/2020

E o SENHOR estava com José, e foi homem próspero; e estava na casa de seu senhor egípcio.(Gn 39.2)

Bem Acompanhado – Andando por desertos de areias soltas e formando dunas e mais dunas, montanhas imensas que mudam ao sabor dos ventos todos os dias; só é divertido para quem está vendo o filme, sentado no confortável sofá da sala com ar condicionado, ou imaginando as cenas ao ler as páginas de um livro. Para quem está lá, é escaldante, solitário, arriscado e suga toda e qualquer reserva de energia que porventura tenha no corpo. As insolações, a sede, a desidratação e as miragens de lagos de águas cristalinas e frias, com lindas palmeiras e muita sombra fresca, mas é tudo ilusão, alguém fez uma descrição paralela: Será também como o faminto que sonha, que está a comer, porém, acordando, sente-se vazio; ou como o sedento que sonha que está a beber, porém, acordando, eis que ainda desfalecido se acha, e a sua alma com sede; assim será toda a multidão das nações, que pelejarem contra o monte Sião (Is 29.8). depois de um monte de areia, sempre tem outros dois montes e ao chegar lá, são apenas mais dois e depois mais um e começa tudo de novo. Se desistir, fica prostrado e morre soterrado pelas areias, se persistir, acabará descobrindo que aquela próxima miragem não é miragem, mas é socorro de verdade e lugar de descanso e refrigério. Até aqui, seguindo a saga de José, vimos um garoto saindo de casa e se despedindo do pai para ir ao encontro dos irmãos e um sem número de novos morros, montes, dunas e apertos e mais apertos, incluindo sequestro, cova, venda como escravo, uma viagem sem volta e um novo mundo onde cada vez ele descobre que tem menos possibilidade de recobrar o controle. Uma viagem insólita! Mas eis, que agora, encontramos o primeiro raio de luz e sinal de verdadeiro refrigério: E o SENHOR estava com José…” Esse é o momento da experiencia na vida onde tudo começa a fazer sentido e começamos a recobrar a sanidade e a capacidade de reconhecer que alguma coisa agora faz sentido. O Senhor não foi ao Egito para encontrar com José! Ele não estava já o esperando lá e muito menos chegou logo depois da chegada de José. Deus estava com José o tempo todo e em todo o tempo. Tudo aquilo era Deus prosperando o seu pupilo. Preciosas lições e oportunidades de encontrar sabedoria no seu próprio interior. Já escrevi em outras meditações que sou muito barulhento espiritualmente falando, no sentido de inquieto, apressado, quero as bênçãos para ontem e depois de dez minutos de oração, meu eu já acho que Deus já deveria ter se revelado e até me elogiado! Não temos culturalmente quase nenhuma noção do significado de “Contemplação Silenciosa!” A gente tem perguntas demais, tantas que nem paramos de falar e falar.  Só a misericórdia do Senhor, para nos aguentar por uma vida inteira! O silencio é muito  sábio! Ensina com muita eloquência na quietude da alma e no descanso do espírito nos braços do pai. “SENHOR, o meu coração não se elevou nem os meus olhos se levantaram; não me exercito em grandes matérias, nem em coisas muito elevadas para mim.  Certamente que me tenho portado e sossegado como uma criança desmamada de sua mãe; a minha alma está como uma criança desmamada. Espere Israel no Senhor, desde agora e para sempre” (Sl 131). Você acredita que isso é o Salmo 131 inteiro? Depois de uma conclusão de comunhão e intimidade com Deus como essa, cabe orar o que mais? Um poema completo, uma oração fervorosa e tudo em três pequenos versos. Só e tudo isso. O Senhor estava com José, e o mesmo Senhor está com você hoje e comigo e conosco, ontem, hoje, e por todos os dias! São os caminhos da fé e da contemplação reverente!

 

Senhor, obrigado, por estar conosco hoje! Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Levado ao Egito

Meditação do dia: 24/07/2020

E José foi levado ao Egito, e Potifar, oficial de Faraó, capitão da guarda, homem egípcio, comprou-o da mão dos ismaelitas que o tinham levado lá.(Gn 39.1)

Levado ao Egito – A vantagem de  ser “Todo-Poderoso” é que se é “Todo-Poderoso” e quem tem poder, pode! Melhor ainda do que poder é saber o fazer uso do poder que se tem; e nesse sentido o Senhor Deus simplesmente é bom no que faz. Ele pode e sabe utilizar com justiça, sabedoria e misericórdia todos os seus atributos para o bem dos seus propósitos. Alguém disse sabiamente que “ninguém é mais centrado em Deus, do que Deus mesmo. Fazendo uso termo bíblico, Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome (Sl 23.3). O zelo, o cuidado e as ações de Deus estão em torno da santidade e do poder do seu nome. Cabe a nós, claro, conhecer o caráter que envolve o nome de Deus. Para entender os princípios de Deus, precisamos entender os seus mandamentos. Para entender os seus mandamentos, precisamos entender o seu caráter. Para entender o seu caráter, precisamos conhecê-lo pessoalmente. Isso resume tudo. Para atender os seus propósitos, que tem à ver com a redenção de toda a humanidade; tem à ver com a vinda do Messias e para isso precisava construir uma nação como havia conversado e aliançado com Abraão, Isaque e agora com Jacó; Deus estava movendo as pedras para que cada uma se encaixasse perfeitamente. Vendo a obra toda, faz todo sentido, mas se olharmos do ponto de vista dos indivíduos, Jacó, José, Potifar, Faraó, se torna uma verdadeira colcha de retalhos e misturar todas elas e fazer uma peça só, parece complicado para nós; mas não para Deus, que vai tecendo tudo em perfeita harmonia e com alguns gemidos aqui, uns choros ali, alguém achando que perdeu muito e outros que não tem a menor idéia de que estão participando de uma grande obra. Parece que até hoje as coisas ainda funcionam assim. Os irmãos de José queriam fazer maldades e fizeram construindo um caminho para que José pudesse chegar ao Egito em segurança, assim, já havia uma comitiva de mercadores que sabiam o caminho e tinham como leva-lo em segurança e pagando as passagens e garantido sustento e tudo mais. Para eles, era um bom negócio vender aquele jovem para algum senhor endinheirado e poderoso, que pudesse recompensar o investimento deles; para isso, Potifar já estava agendado para ir ao mercado e encontrar um bom negócio;  seria a melhor possibilidade de hospedar José e dar-lhe a oportunidade de apresentar-lhes os talentos de trabalho e boa administração, além da vida de íntima comunhão com um Deus único e desconhecido para eles. Resumindo: O caminho de Deus é perfeito; a palavra do Senhor é provada; é um escudo para todos os que nele confiam (Sl 18.30). Podemos não entender ou ver coerência em tudo ou nada, mas podemos confiar no Senhor, porque os seus caminhos são perfeitos. Sempre! As muitas idas e vindas que a vida dá e nos faz passar, podem ser vistas como aleatoriedades, ou podem ser as poderosas provisões de Deus cuidado de nossas vidas. Podemos, crer, podemos escolher acreditar que ele  está no trono e governa.

 

Obrigado, Senhor por teu previdente cuidado, amor e proteção. Nada vai fugir do teu olhar de bondade e misericórdia. Confiaremos em ti, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Vendido à Potifar

Meditação do dia: 23/07/2020

E os midianitas venderam-no no Egito a Potifar, oficial de Faraó, capitão da guarda.(Gn 37.36)

Vendido a Potifar – “Você precisa estar no lugar onde a pessoa que Deus vai usar para abençoar te veja.”  O contrário dessa premissa é que se você atrasar ou não comparecer, o anjo passa e você perde a bênção. Lá no antigo Egito, no mercado de escravos e outras mercadorias, tudo indicava ser um dia normal de comercio, vendas e trocas de produtos. Nesses recintos sempre tem aqueles que aparecem ali de vez em quando apenas para ver se há alguma novidade, um produto novo ou diferente, e quem sabe, uma boa oportunidade de fechar algum negócio. Também podemos acreditar que numa sociedade cheia de castas e classes de nobres com privilégios e direitos acima dos demais mortais, algumas dessas pessoas poderiam ter acesso a mercadorias de melhor qualidade ou lhes colocadas à disposição antes de chegar ao mercado comum acessível a todos plebeus. Sendo assim, aquele nobre oficial, comandante da guarda pessoal do Faraó, passou pelo mercado, até por mera curiosidade, ou comprar algum produto de qualidade, como aquelas famosas essências vindas das terras de Canaã. Além dessas preciosidades estava ali, à venda um jovem escravo com traços muitos especiais, porque além do cansaço e desconforto da viagem, ele era de muito boa saúde e aparência, provavelmente onde havia servido, não havia sido maltratado devido suas condições. Poderia ser uma ótima aquisição para serviços domésticos quem sabe o que mais poderia vir daquela aquisição. Assim, um adolescente foi comprado e levado para a casa do oficial de Faraó. Quem trouxe José desde Canaã foram os mercadores midianitas, mas na verdade eles estavam à serviço do Altíssimo, o Possuidor dos Céus e da Terra, como dizia o bisavô do garoto, que já estive no Egito à muitos anos atrás e teve sua esposa confiscada pelo então Faraó, pois receberá uma informação meio verdade-meio disfarçada, para evitar possíveis perturbações ou violência; mas ao final Abraão teve seu passaporte carimbado como “persona nom grata,” mas levou uma boa indenização do monarca e saiu cheio de riquezas e bens, até mesmo uma escrava egípcia chamada Agar. O Egito seria o melhor berço ou incubadora para formação de uma nação, que precisaria de boa base para ser uma bênção para todas as nações da terra e para todo o sempre; não era algo trivial; havia propósitos eternos envolvidos. Foi assim, que Deus colocou um infiltrado muito perto da casa de Faraó, para em momento oportuno e necessário, passa-lo para dentro do palácio para os ajustes finais de seu treinamento. Uma boa nação, precisa se espelhar num bom estadista e estes são forjados em situações extremas e com patrocínios e proteções de que de fato pode fazer isso; ninguém melhor do Faraó. Assim, cremos que os caminhos de Deus são mais altos do que os nossos caminhos e os seus pensamentos mais altos do que os nossos pensamentos, como afirma o profeta Isaías. (Is 55.8,9). Olhando com olhares de fé e confiança, sabemos que José foi levado no tempo certo, para o lugar certo, vendido para a pessoa certa para servir no melhor lugar que poderia existir para os propósitos de Deus a vida dele, de Israel e nossas vidas também. Mesmo quando não podemos entender nada, ainda assim podemos confiar naquele que tudo criou, tudo governa e tem todas as coisas sob seu perfeito e sábio controle. José estava num bom lugar. No centro da vontade de Deus, onde você e eu devemos sempre estar; aí ficará tudo bem.

Senhor, obrigado pelo privilégio de viver e andar pela fé. Ainda que não saibamos tudo e nem tenhamos todas as informações, ainda assim o Senhor é perfeitamente confiável e digno da nossa fé e esperança de coisas boas acontecerem. Te louvamos por todas as providencias tomadas para que os teus propósitos aconteçam da maneira que tens planejado e cuidado de todos os detalhes. Me alegro ao ler na tua Palavra que “Mas, quando chegou o tempo certo, Deus enviou seu Filho, nascido de uma mulher e sob a lei. Assim o fez para resgatar a nós que estávamos sob a lei, a fim de nos adotar como seus filhos. E, porque nós somos seus filhos, Deus enviou ao nosso coração o Espírito de seu Filho, e por meio dele clamamos: Aba, Pai!” Agradecemos de todo o nosso coração, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Até a Sepultura

Meditação do dia: 22/07/2020

E levantaram-se todos os seus filhos e todas as suas filhas, para o consolarem; recusou porém ser consolado, e disse: Porquanto com choro hei de descer ao meu filho até à sepultura. Assim o chorou seu pai. (Gn 37.35)

Até à Sepultura – A morte é um adversário implacável e muito duro de ser enfrentado. Mesmo nas culturas que adotaram posturas viris e guerreiras, onde se ensinavam desde criança que morrer em combate era glorioso e assim os meninos cresciam querendo aprender a arte do combate e da guerra para morrerem como heróis e deixarem seus nomes na história e as meninas cresciam param mães de guerreiros para morrerem em combate, exemplos dos antigos gregos e espartanos. Ainda que haja poetas que louvam em versos e prosas os feitos heroicos desses bravos, também havia os céticos e críticos que faziam oposição e para estes, o cadáver de um herói e de um covarde, é exatamente um cadáver! O Rei Salomão era um homem pacífico, o contrário de seu pai que fora um homem guerreiro, herói nacional quando ainda era um adolescente, por matar um gigante filisteu, provavelmente o dobro do seu tamanho. Salomão era homem de letras, sabedoria e conhecimentos em artes; ele disse: “Ora, para aquele que está entre os vivos há esperança (porque melhor é o cão vivo do que o leão morto)” (Ec 9.4). Vivos não se compara um leão com um cão, mas morto, o leão é inofensivo, menos ainda que um cão vivo. Mas há outras aplicações da importância do processo de morte, quando aplicado na vida espiritual, que pode ser  altamente edificante e que faz parte dos processos de produtividade espiritual com os quais Deus faz uso em nossas vidas. Alguns gregos queriam conhecer a Jesus e pediram uma entrevista, fizeram isso através de discípulos do Mestre; João descreve o evento: “Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto” (Jo 12.24). Ao plantar UMA semente, ele morre e germina uma planta que por sua vez ´produzira aos milhares de frutos e novas sementes, perpetuando o potencial infinitamente. Se ela não morrer para germinar, ela fica só e se extermina e encerra um ciclo de vida. Abraão tinha um filho único e o deu à morte e veio a ter dois netos, Esaú e Jacó; Isaque deu Jacó, que voltou com doze filhos, uma grande família. Agora era a vez de Jacó plantar um de seus filhos, e por incrível que parece, o mais querido, José, que morreu para o pai e para os irmãos, para voltar como o protetor de uma tribo com doze patriarcas, embrião de uma grande nação com doze tribos. Jacó sofreu a dor da morte legítima do filho, e os outros filhos estavam ali, lado a lado, querendo prestar solidariedade e conforto, mas eles não sabiam que estavam profeticamente gerando o sofrimento da morte que gera vida. Deus, tinha um único filho e o deu para morrer e foi profundamente doloroso, mas a morte de Cristo na cruz cumpriu o princípio ensinado por Jesus respondendo ao pedido dos gregos. Olha o registro bíblico do futuro, pelo sacrifício de Cristo na cruz: “E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue nos compraste para Deus de toda a tribo, e língua, e povo, e nação; E para o nosso Deus nos fizeste reis e sacerdotes; e reinaremos sobre a terra. E olhei, e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono, e dos animais, e dos anciãos; e era o número deles milhões de milhões, e milhares de milhares, Que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças” (Ap 5.9-12). Deus plantou “a semente da mulher” (Gn 3.15) e colheu e colhe e colherá os frutos da redenção em Cristo Jesus. Você reconhece a vida que nasce da morte? Jacó morreu junto com José e desceu a sepultura, mas foi dalí que nasceu Israel como nação!

Pai, graças te rendemos, por seu amor infinito e bondoso para com todos nós. Podemos aprender com o sofrimento, por podemos nos identificar contigo, pois tudo o que cabe a nós, o Senhor já experimentou antes e sabe que os resultados serão maravilhosos e abençoadores. Reconhecemos o sofrimento que Jacó passou com a perda de José, mas também vemos a alegria dele, ao ver a grande salvação que resultou de tudo aquilo e agora ele tinha de fato doze filhos, que se amavam e se respeitavam e poderiam trabalhar juntos pela aliança e as promessas. Hoje, somos herdeiros e participantes pela fé das mesmas promessas e temos uma nova aliança, celebrada e confirmada com a morte e a ressurreição de Jesus, que fora prefigurada tantas vezes na vida dos patriarcas. Obrigado por Jesus ser o fiador da Nova Aliança e nos tornar participantes dela pela fé. No nome dele agradecemos. Amém.

Ps: Agradeço a Deus pelos meus 61 anos completados hoje. Obrigados a todos vocês que tornam a minha vida significativa e útil.

Pr Jason

 

Processo de Identificação

Meditação do dia: 21/07/2020

E conheceu-a, e disse: É a túnica de meu filho; uma fera o comeu; certamente José foi despedaçado. (Gn 37.33)

Processo de Identificação – A evidencia de ausência não é ausência de evidencia. Jacó estava diante de uma série de evidencias que apontavam em uma direção; mas eram falsas todas as premissas, com exceção de que a túnica era verdadeira. Tudo indicava que José poderia ter sido atacado e despedaçado por uma fera nos campos por onde andou. Então José estaria morto. Israel começou a construir uma narrativa verdadeira para si, sobre uma base totalmente falsa, sustentada pela mentira e maldade dos filhos. Uma das coisas muito interessantes dessa história inteira, que sempre me chamou a atenção é o  silencio de Deus para com Jacó. Certamente reverencio a soberania do Senhor e o seu santo direito de agir para atingir os seus propósitos eternos. Até mesmo na história humana, temos o chamado “período inter bíblico” aqueles quatrocentos anos entre o Velho e o Novo Testamentos, também chamado de “Silencio Profético.” Nesse caso, embora Jacó fosse uma pessoa de muito bom relacionamento com Deus, um homem de oração e de estreita comunhão; ele não recebeu nenhuma dica, que seu filho estava bem, ou que alguma coisa naquela história não batia bem. Entendemos que o preparo que Deus pretendia aplicar em José, não poderia acontecer se seu pai pudesse interferir. Se Jacó tivesse qualquer sombra de informação do paradeiro de José, certamente ele empreenderia uma viagem de procura e resgate. O processo de amadurecimento pelo qual José estaria sujeito, era bem rigoroso e não poderia ter superproteção paterna. Enquanto José estava sendo trabalhando lá no Egito, aqui em Canaã, as coisas também iam sendo modeladas, para que no devido tempo ambas as partes pudessem se encontrar e estarem prontas para cooperarem entre si e formar uma unidade. Uma lição preciosa em nossa vida cristã, é quando oramos com fé e mesmo assim, a resposta demora ou há etapas que precisamos satisfazer para que tudo aconteça. Paciência é uma virtude que se forma no calor da batalha e perseverança. Tem que ter paciência para conseguir paciência!

Pai, graças te damos por tua bondade e misericórdia para conosco todos os dias. Em Cristo somos mais que vencedores e todos os dias contamos com a bondade e fidelidade do Pai. Buscamos sabedoria e discernimento para vivermos as tuas promessas e entendermos o tempo e o modo do teu agir. Agradecemos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Enviaram a Túnica ao Pai

Meditação do dia: 20/07/2020

E enviaram a túnica de várias cores, mandando levá-la a seu pai, e disseram: Temos achado esta túnica; conhece agora se esta será ou não a túnica de teu filho. (Gn 37.31)

Enviaram a Túnica ao Pai – Uma definição bem simples sobre iniquidade, é “aquela maldade íntima no coração.” É uma espécie de maquinação do mal dentro da pessoa, que fica arquitetando meios de fazer o mal para se livrar de alguma coisa, ou para implicar outras pessoas e até mesmo para lucrar ou ver o dano no seu semelhante. Para algumas pessoas a felicidade, alegria ou prosperidade dos outros fazem mais mal a ele do que suas próprias derrotas e sofrimentos. Pessoas inteligentes também fazem bobagens na vida, e o uso do conhecimento e da sabedoria podem ser pervertidos ou ajustados para praticar o mal. O que na verdade é antídoto contra a iniquidade e o mal numa pessoa é o temor de Deus. O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo a prudência (Pv 9.10). Os filhos de Israel, ficaram obcecados pelo desejo de fazer o mal ao irmão, que foram dando passos cada vez mais em direção a um abismo moral e espiritual que terminaria os tornando em mestres de maus intentos. Não bastasse tudo o que fizeram, ainda acrescentaram enviar a capa suja de sangue ao pai, com um recado sádico e um argumento de dissimulação muito cruel. Tudo indica que eles não foram pessoalmente ao pai e entregaram a cada suja, mas o fizeram por meio de um mensageiro, pedindo para que o pai verificasse a capa e se de fato seria a do seu filho! O abuso de pessoas ressentidas e amarguradas, transferem as responsabilidades e até no trato verbal revelam desrespeito e se colocam como ausentes da realidade. O que nos seria aceitável, seria dizer que encontraram essa capa suja de sangue e ela se parece muito com a capa de José, nosso irmão. Mas eles disseram, “do teu filho.” Isso me lembra o irmão do filho pródigo ao se dirigir a seu pai para choromingar suas tristezas: Vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou os teus bens com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado (Lc 15.30). O exercício de viver pela graça de Deus produz no coração do filho e servo de Deus o compromisso de se ver pelo ponto de vista  do Pai Celestial; Deus nos vê como somos, a  questão é como a perfeição de Deus lhe permite nos ver e como a nosso imperfeição nos impede de nos ver a nós mesmos como somos vistos  por Deus.  Salvos pela graça através da fé em Cristo, somos  visto EM CRISTO, assim o Pai nos vê perdoados, libertos, andando na luz de sua presença. Sem o exercício da fé, nos veremos sempre como caídos, pecadores sem consertos e assim, o que já nos é garantido pela redenção, fica de lado e focamos no físico e natural. Essa passagem dos filhos de Israel, ilustra a condição do homem que insiste em viver longe de Deus e não assumindo a sua postura errada. Transfere as responsabilidades para mensageiros, para não terem que olhar nos olhos do pai, e ver o sofrimento que seus erros produzem. Por mais severa que pudesse ser a disciplina que Israel aplicasse neles, ainda estaria razoável, porque ele não abriria mão de ver cumprido em sua casa as promessas da aliança com Deus. Cada filho seria uma tribo e  não poderia faltar nenhum. A imaturidade e o egoísmo deles os mantinham escravos de si mesmos. O salário do pecado sempre será a morte! Mas vida eterna sempre será um dom gratuito de Deus. Isso é verdade para todos os seres humanos, evangélicos ou não! Sem compreender bem o evangelho, não se pode pregar eficientemente esse mesmo Evangelho.

Pai, obrigado pela tua graça infinita e bondosa que nos afeta a todos, através da morte e ressurreição de Cristo, podemos todos ter acesso ao Pai. Precisamos da revelação do teu Espírito Santo, para compreendermos o efeito dos nossos pecados, mas  também o potencial da tua salvação, porque onde abundou o pecado, superabundou a graça. Em Cristo, somos agora aceitos, amados e acolhidos na tua família. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Tingiram a Túnica

Meditação do dia: 19/07/2020

 “Então tomaram a túnica de José, e mataram um cabrito, e tingiram a túnica no sangue.” (Gn 37.31)

Tingiram a Túnica – Para se encobrir um erro as vezes se tem mais trabalho do que se fizesse o certo da primeira vez. Para encobrir uma mentira é preciso várias outras mentiras, dissimulações e atitudes de engano para cobrir um espaço que só com uma pequena verdade tudo ficaria perfeitamente bem. Desde muito cedo na minha jornada de leitor das Sagradas Escrituras, havia um texto que me chamava a atenção, e provavelmente ele se encaixa nesse tema que agora estamos estudando. Se trata de uma profecia messiânica de Isaías: “Quem é este, que vem de Edom, de Bozra, com vestes tintas; este que é glorioso em sua vestidura, que marcha com a sua grande força? Eu, que falo em justiça, poderoso para salvar. Por que está vermelha a tua vestidura, e as tuas roupas como as daquele que pisa no lagar? Eu sozinho pisei no lagar, e dos povos ninguém houve comigo; e os pisei na minha ira, e os esmaguei no meu furor; e o seu sangue salpicou as minhas vestes, e manchei toda a minha vestidura” (Is 1-3). Não tinha dificuldade de entender a conexão com a obra da Redenção e o papel do Redentor, que é Jesus; me deixava curioso alguém com as vestes tingidas  de vermelho,  parecido com os pisadores de uvas nos lagares, que por mais cuidadosos que fossem não tinham como evitar se sujar com o suco produzido no seu trabalho e suas vestes ficavam manchadas. Na minha imaginação a túnica colorida de José, era vermelha e branca, mas parece que os rapazes preferiram alterar o tom para totalmente vermelho. Uma morte anunciada que nunca aconteceu, porque José na verdade fora vendido como escravo para a caravana de mercadores; um sangue derramado que de fato não era o de José, por um cabrito foi morto e seu sangue foi ardilosamente jogado na peça de roupa para que simular uma morte por ataque de feras. Um ataque que por sinal nunca aconteceu porque  as verdadeiras feras eram bem mais irracionais do que as que eles estavam culpando. Um desaparecimento oportunista que eles provocaram mas teriam que fingir que não sabiam, de nada e ficavam especulando como poderia ter acontecido, levando o pai a ficar cada vez mais distante das possibilidades reais. Um luto que nunca teve corpo presente e muito em sepultamento por que resto mortal algum fora encontrado, e nem tinha como ser, pois a morte não passara por aquelas bandas. Um choro e uma tristeza entre os irmãos que inconformados com a sorte do irmão mais novo que ficara em casa com o pai e o pequeno Benjamim, mas que na tentativa ser útil e ajudar o pai se perdera e perdera a vida e  todos “lamentavam muito.” O que temos aqui, são oportunidades de ver o quão enganoso é o coração humano e capaz de utilizar todos os dons e criatividades com que foram dotados para o bem e o progresso humano, sendo feitos de armas da maldade e destruição. Não estamos lidando com pagãos ignorantes, ou tribos distantes de contados com o mundo civilizado; mas de pessoas de bem, linhagens de homens santos de Deus e bem instruídos no culto e devoção a Criador de todas as coisas. Eles tinham conhecimento das alianças e da importância de suas vidas para  com  um propósito eterno e que faria deles abençoadores de todas as famílias da terra. Ainda assim, eram humanos, tinham paixões e emoções tão possíveis de desequilíbrio como as nossas nos dias atuais. A melhor salvaguarda contra o erro e o pecado é a atitude de conhecer a verdade e não se apartar dela. Qualquer distancia permitida da verdade, nos coloca em risco de errar grande no final. A túnica de José agora estava manchada, não por ele, mas pelos que desejam o seu mal e fazer todos acreditarem que ele fora apanhado e sofrido por andar pelo campo com uma veste tão chamativa, que facilitara o ataque de predadores. Eles, que já tinham suas vestes sujam pelo ódio, inveja, intolerância e dissimulação, queriam agora nivelar José com eles. A vida e os sonhos de José os incomodavam, mas agora a ausência e o modo da ausência produziria marcas, que o tempo não apagariam. Não é porque o pai não sabia a verdade, que a verdade não existia. Não é porque outros não sabem o que porventura fizemos ou arquitetamos, que a verdade não seja uma realidade oculta, mas que o tempo e os propósitos divinos se encarregarão de tratar no devido tempo.

Pai, obrigado, por ser a verdade que liberta, transforma e abençoa nossas vidas. Jesus fez uma obra bem feita e viveu entre homens maus e mesmo assim fez o certo e experimentou a bênção da tua aprovação. Agora somos nós que estamos militando nessa vida e com o compromisso de sermos sal e luz num mundo insosso e de trevas que odeiam a luz e os bons exemplos, mas é nesse campo que seremos úteis e poderemos ser agentes de transformação. Essa é nossa hora, a nossa vez e o nosso tempo de ser testemunhas da verdade. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Mataram Um Cabrito

Meditação do dia: 18/07/2020

 “Então tomaram a túnica de José, e mataram um cabrito, e tingiram a túnica no sangue.” (Gn 37.31)

Mataram Um Cabrito – “O que é irremediável, remediado está!” A doutrina da Redenção é o tema de toda a Bíblia. Seu personagem principal é Jesus, o Redentor. De forma simples, a substituição do pecador condenado por seus atos e pecados pelo Cordeiro de Deus, santo e inocente. Jesus morreu no lugar de cada um de todos nós. É assim que acontece o propósito eterno de Deus. Nas páginas sagradas, essa história é    representada muitas vezes por atos figurativos, através de muitos personagens. Não é o caso aqui, não se aplica nesse evento, mas os irmãos de José precisavam criar uma prova ou álibi, que lhes pudessem apresentar ao pai uma prova, ainda que forjada, mas que pudesse passar, e assim estariam cometendo o crime perfeito (na cabeça deles, é claro). Um cabrito morreu para que o seu sangue pudesse ser utilizado como substituição do sangue de José na túnica, que seria apresentada ao pai, como meio de identificar a peça encontrada e tinha todas as possibilidades de ser a Túnica de José, que eles encontraram ao acaso no campo. Certamente fizeram marcas de unhas e dentes de feras, como possíveis predadores que atacaram o garoto, assim o pai se convenceria de fato. Quantas vezes nos últimos anos eu já pensei ao ler essa cena: “Quanto falta fazia um exame de DNA naquela época para desmascarar esses pilantras?” José estava vivo, à caminho do Egito, mas para seu pai, ele de fato havia sido morto, numa missão que lhe fora dado. Uma vez que Israel era tão humano como você e eu, e amava seus filhos com uma predileção maior por José, o filho de Raquel; podemos imaginar como ficou a cabeça do bom velhinho, imaginando e refazendo os planos centenas de vezes, remoendo dentro de si, o quanto poderia ter sido feito e evitado esse tragédia. Poderia ter enviado alguém com ele; poderia não ter enviado; poderia ter esperado até a volta natural dos filhos daquela jornada com o gado… poderia, poderia, poderia!!!! Como seria se fosse comigo? Se fosse contigo? Viajo na imaginação, vendo a chegada de Jacó lá no céu e ao ser recebido por Deus, juntamente com Abraão e Isaque, ele pergunta para o Pai: Precisava tirar o meu filho amado de mim, daquela forma? Ao que Deus lhe responde: Agora você sabe o que um pai sente, como eu me sinto, pois fiz isso primeiro que você! Seu pai Abraão fez isso com seu pai Isaque; seu pai fez isso vendo você indo embora para Harã e agora foi a sua vez. Israel, nós fazemos a história!! Como toda história tem dois lados, se não foi fácil para José viver dali em diante até alcançar maturidade e compreensão dos propósitos eternos no qual ele estava servindo e preparando um plano melhor para sua nação futura; não deve também sido fácil para aqueles dez homens, viverem com eles mesmos vendo o que se passava no coração de seu pai e de Benjamim, que perdera o irmão que lhe servia de companhia. Eles se auto impuseram um regime de escravidão, sofrimento e dor, que os atormentava dia e noite e com o passar dos dias, quando o ódio e o ciúme não tinha mais peso em seus corações, mas era irreversível o que fizeram e nem eles mesmos poderiam apresentar uma verdade, sem justa causa para o pai. Essa é a saga do pecador; preferem viver com a culpa, a admitir que pecaram e confessarem a Deus que já sabe de tudo, mas espera uma atitude da parte que busca perdão e cura para suas feridas interiores; ficar calado, nem tocar no assunto, manter escondido e isolado até de si mesmo lá no fundo do coração, naquele quartinho escuro; e não deixar nada e ninguém se aproximar daquela porta é um fardo muito pesado para se carregar. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” (I Jo 19).

Pai amado, obrigado por Jesus ter se apresentado em meu lugar e morrido a minha morte, levado as minhas dores e enfermidades e sacrificar-se para purificar-me dos meus pecados e me permitir acesso livre ao teu amor e perdão para toda a eternidade. Agradeço, porque agora nenhuma condenação há para aqueles que estão em Cristo Jesus! A redenção em Cristo é uma realidade agora possível a mim e a todos os que crerem nos teus propósitos eternos. Sou grato! Obrigado Jesus! Obrigado Pai, Obrigado, Espírito Santo. A Deus todo louvor, honra e glória em todos os tempos, amém.

Pr Jason

Tomaram a Túnica de José

Meditação do dia: 17/07/2020

 “Então tomaram a túnica de José, e mataram um cabrito, e tingiram a túnica no sangue.” (Gn 37.31)

Tomaram a Túnica de José – Algumas coisas são exclusivas e por isso mesmo muito marcantes; em moda e vestuário então nem se fala. Há peças que é muito bonita, com excelente corte e acabamento impecável e caimento perfeito no corpo; Mas é tão exclusiva e notável, que quem não gosta de ser visto duas vezes com a mesma roupa, não deve usar, porque quem viu não esquece mais. Outras questões exige personalidade forte o suficiente para que a pessoa fique à vontade independente das críticas ou comentários dos palpiteiros de plantão. Como dizem por aí; “Quem não sabe brincar, não desça para o play!” Modas e futilidades à parte, estou pensando naqueles dez homens e rapazes com vinte pratas nas mãos, uma túnica colorida, agora sem dono, o irmãos mais velho decepcionado e inconformado com o que os demais fizeram e um crime para ser encoberto. Um segredo que deveria levarem para o resto de suas vidas. Penso eu, e acho que até o mais inocente entre eles também já havia raciocinado, sobre o que poderia acontecer com qualquer deles que quebrasse o silencio e deixasse escapar sobre o que fizeram com José. Se sumiram com José, sumirão também com quem abrir a boca; esse segredo valeria a vida e o direito de continuar vivendo para qualquer um que se atrevesse a violar essa confiança. Irmãos unidos pelo crime, a o mal de um era agora o mal de todos e correr risco não valeria a pena, pois todos sabiam do que todos eram capazes de fazer. Emocionalmente temos aqui uma tese para pensar e debater sobre a qualidade da vida emocional e espiritual desses candidatos a patriarcas e abençoadores de todas as famílias da terra. Sem julgamentos morais aqui entre nós; eles estavam longe de chegarem à perfeição, como pessoas ou como vocacionados, mas isso ao invés de nos levar a focar na maldade e imperfeição humana, deve nos conduzir a pensar e ver o tamanho, a largura, a altura e a profundidade do amor de Deus como descreve o Apóstolo Paulo, “Para que Cristo habite pela fé nos vossos corações; a fim de, estando arraigados e fundados em amor, Poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, E conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus” (Ef 3.17-19). Eu, Jason, não sou nem um pouquinho melhor e mais piedoso do que qualquer um daqueles dez filhos de Jacó. Meu passado não deixa mentir; mas a mesma graça infinita que operou neles, operou também em mim. Excetuando Jesus na minha vida, só a misericórdia! Não precisamos ser religiosos da boca pra fora dizendo: “Ah! Mas eu nunca matei, nunca roubei, nunca fiz mal a ninguém, nunca, nunca e nunca…! quero destacar uns pontos no ensino de Paulo, que está me abençoando e creio que te abençoará também. Primeiro: Cristo habite pela fé nos nossos corações – fé, pela fé, a importância da fé na salvação, na caminhada e nunca é pelo esforço, pela religiosidade, pela justiça própria. Segundo: Arraigados e fundados em amor – simplificando, enraizados em amor – na construção de uma vida vencedora precisa de amor do piso ao teto; qualquer outro fundamento ou sistema sustentação não aguentará o tranco da vida. Terceiro: Poder compreender perfeitamente, com todos os demais irmãos na fé, as medidas do amor de Cristo. A cruz é um fator nivelador para todos os peregrinos da caminho da fé. Quarto: Conhecer o amor de Cristo – conhecer as leis, os mandamentos, os castigos e as pragas e maldições espiritual não tão complicado, porque são literais e para quem tem medo e aposta no medo e no terror para subjugar os outros é simples. Mas conhecer o amor de Cristo, isso só por revelação do Espírito Santo e por experiencia de se deixar ser amado, é preciso ser humilde para aceitar o amor incondicional e gracioso, sem letrinhas miúdas e cláusulas ocultas. Quinto: só e tudo isso é para ser cheio de Deus, toda a plenitude de Deus. Aqueles rapazes estavam com a túnica de José, ela era de José, fora dado a ele pelo seu pai de presente e ela era colorida demais, chamativa demais para ser usada por qualquer outros dos filhos de Jacó. Ainda que algum deles cobiçasse e a desejasse, tendo vontade de ficar com ela, isso não era possível, agora e nem nunca, ela só servia e só poderia ser vestida por José e ninguém mais; era uma peça muito exclusiva. Tem coisas, chamadas, ministérios, dons e presentes que não serve para nós, não serve para ninguém senão aqueles a quem o Pai escolheu dar e deu. Não cobice, não deseje, não tente tomar e muito menos usar, todos vão ver e saber que não cai bem, já isso em outra pessoa e lá ficava bem, feito sob medida. Pense nisso! O seu, se Pai vai te dar ou já deu.

Pai, obrigado pela minha vida, minhas oportunidades e as bênçãos que reservaste para mim e graças por todas as maravilhas dadas aos meus irmãos. Os presentes deles me enche de alegria e satisfação por vê-los desfrutando e servindo com os talentos, as habilidades e privilégios. Todos somos agraciados com dádivas preciosas e podemos nos alegrar com as nossas e a dos demais. Obrigado pelos ministérios frutíferos de igrejas e pessoas, que são teus filhos e assim, meus irmãos. Te louvo pela vida de cada um deles e por tua bondade para comigo. Em nome de Jesus. Amém.

Pr Jason