Tornavam a Colocar a Pedra

Meditação do dia: 02/07/2019

 E ajuntavam ali todos os rebanhos, e removiam a pedra de sobre a boca do poço, e davam de beber às ovelhas; e tornavam a pôr a pedra sobre a boca do poço, no seu lugar.(Gn 29.3 )

Tornavam a Colocar a Pedra – Para os três leitores assíduos destas meditações do dia, não é novidade alguma que eu estudei em um seminário em regime de internado no início dos anos 80, lá em Altonia no oeste do Paraná. A instituição era administrada por missionários americanos, que aqui chegaram nos anos 60; então alguns já tinham vinte anos de Brasil e já se familiarizavam com os aspectos da nossa cultura e o mais internacionalmente conhecido é o famoso “jeitinho brasileiro,” para quem domina o inglês é o “enrolation!” Como seminaristas não são flor que se cheire, tinha muito com que nos divertir, culturalmente falando. Criamos a versão tupiniquim de uma máxima dos gringos; para eles, “não se deixar para amanhã o que se pode fazer hoje.” Para nós, era: “O que tem que ser feito hoje, deixe para amanhã, quem sabe não será preciso fazer!” (Só para constar, em termos de provas e trabalhos escolares, nunca funcionava com os professores). Essa saudosa lembrança, me ocorreu ao ler o texto da meditação e parar na parte em que os pastores avistados por Jacó, ao redor daquele poço no meio do campo, com suas ovelhas, depois de todo aquele trabalhão e espera até todos estarem reunidos para remover a pedra e dar água aos rebanhos, ainda tinham que recolocar a pedra na boca do poço. Todos os dias era aquele ritual de tira a pedra, põe a pedra, tira a pedra, põe a pedra… como eu, acredito que muita gente ao ler e meditar nessa passagem, já se viu pensando num guindaste para facilitar o trabalho, ou até mesmo trilhos para rolar mais facilmente, quem sabe roldanas ou qualquer apetrecho com melhor tecnologia do que a força bruta dos braços. Aqui podemos pensar ao invés de facilidades, em responsabilidades; pois, ali estava o único poço em cerca de quilômetros de distancia; cuidar pela segurança dele, para não ser destruído ou poluído e lembrando que anos mais tarde quando Israel recebeu a lei, havia citações desse tipo de cuidado.  Se alguém abrir uma cova, ou se alguém cavar uma cova, e não a cobrir, e nela cair um boi ou um jumento, o dono da cova o pagará; pagará em dinheiro ao seu dono, mas o animal morto será seu (Ex 21.33,34). Jesus também falou sobre a possibilidade de animais caírem em poços ou covas e isso demandaria mão de obra para salvar o animal, ainda que viesse a acontecer no dia de sábado (Mt 12.11; Lc 14.5). Então o trabalho daqueles pastores, embora repetitivo e nos parece enfadonho, precisa ser visto sob uma ótica de quem previne acidentes, quem cuida daquilo que lhe é precioso, e especialmente de onde vem a sua bênção. Em nossas vidas, à coisas que parecem simples, ou não tão agradáveis, mas é dali que parte do favor divino está fluindo sobre nós e será dali que daremos os passos para grandes realizações.

Pai, obrigado por termos fontes de onde vem a nossa provisão. Podemos estar agindo sem gratidão e reconhecimento. Obrigado por trabalhos simples, oportunidades pequenas e atividades não tão honrosas aos olhos dos outros, mas tem sido dali que as provisões tem chegado à mesa e será sendo fiel ali, que novas portas se abrirão e aquilo para o qual fomos destinados começará a acontecer. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Davam de Beber às Ovelhas

Meditação do dia: 01/07/2019

 E ajuntavam ali todos os rebanhos, e removiam a pedra de sobre a boca do poço, e davam de beber às ovelhas; e tornavam a pôr a pedra sobre a boca do poço, no seu lugar.(Gn 29.3 )

Davam de Beber às Ovelhas – Jacó estava vendo a sua lida ai repetida naqueles pastores oferecendo cuidados as ovelhas. essa metáfora entre pastores e ovelhas está por toda a Bíblia e passou até mesmo a fazer parte da linguagem sobre oferecer cuidados a quem mais precisa e ou não tem quem cuide delas. Até mesmo Deus fez uso dessas expressões, por ser uma linguagem conhecida de todos os humanos e por ser Ele o pastor por excelência. Como sua Palavra é comunicação com quem se aproxima dele e deseja receber instruções, ela está numa forma acessível e inteligível a todos. Assim, quando alguém é chamado ou vocacionado, isso o insere diretamente num contexto de pastor de ovelhas; isso se repete inúmeras vezes: Também elegeu a Davi seu servo, e o tirou dos apriscos das ovelhas; E o tirou do cuidado das que se acharam prenhes; para apascentar a Jacó, seu povo, e a Israel, sua herança. Assim os apascentou, segundo a integridade do seu coração, e os guiou pela perícia de suas mãos (Sl 78.70-72). Profeticamente isso também pode ser aplicado a Jesus, como “O” descendente de Davi. Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas(Jo 10.11). Isso nem se faz necessário comentar. Antes de sua partida, ao delegar as atribuições aos discípulos, Jesus disse a Pedro: Disse-lhe: Apascenta os meus cordeiros. … Disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas. Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Jesus disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas (Jo 21.15,16,17). Paulo doutrinando os anciãos de Éfeso, naquele encontro especial em Trôade, lhes disse: Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue(At 20.28). Na distribuição dos dons ministeriais, também não faltou o apascentamento: E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores (Ef 4.11). Pedro escrevendo aos líderes cristãos de seus dias, incentivou e cobrou deles uma postura pastoral autentica: Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória (I Pe 5.2-4). Para finalizar, dois textos que são muito especiais para mim, porque fazem parte do contexto em que Deus me chamou para o ministério pastoral e mais de trinta anos depois, ainda estão muito vivos em meu coração: E dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, os quais vos apascentarão com ciência e com inteligência (Jr. 3.15). Procura conhecer o estado das tuas ovelhas; põe o teu coração sobre os teus rebanhos (Pv 27.23). Esses textos tem me servido de bússola na caminhada ministerial por todos esses anos.

Obrigado, Senhor, meu Pastor!

Pr Jason

Removiam a Pedra

Meditação do dia: 30/06/2019

 E ajuntavam ali todos os rebanhos, e removiam a pedra de sobre a boca do poço, e davam de beber às ovelhas; e tornavam a pôr a pedra sobre a boca do poço, no seu lugar.(Gn 29.3 )

Removiam a Pedra – Ao meditar nesse episódio da beira do poço, e já escrevi antes, com outros personagens sobre experiências à beira do poço e elas são muito enriquecedoras. Aqui, Jacó, está apenas cooperando com uma situação que ainda não é sua e ele nem sabe que em breve aquilo fará parte de sua rotina de trabalho e convivência. Aqueles pastores, se reunião todos os dias no entorno daquele poço, com um só propósito: saciar a sede dos seus rebanhos. Isso não lhes parece algo muito rotineiro e enfadonho? Todos os dias, na mesma hora, no mesmo lugar, removendo a mesma pedra, tirando água, dando de beber aos rebanhos e depois colocando a pedra no mesmo lugar e saindo para fazer o mesmo que fizeram ontem, anteontem e nos dias anteriores e será assim também nos posteriores. Será falta de criatividade, falta de iniciativa ou o destino deles é fazer aquilo? Até parece a lenda de Sísifus. Nessa lenda grega, esse camarada rolava pedras sobre os viajantes no vale e os matava, por isso foi condenado a passar a eternidade rolando uma enorme pedra do vale para o alto de um monte; acontece que ao chegar lá em cima não havia um ponto plano e a pedra rolava para o outro lado, e lá vai ele de novo e de novo por toda a eternidade. Aqui Jacó observa que existe um ambiente de harmonia e companheirismo entre amigos, ou mesmo que tal não seja, eles cooperam para o bem de todos e repartem a carga igualmente todos os dias. Há tarefas na vida que são repetitivas e serão feitas sempre assim. Quando somos chamados para ocupar uma função no Reino de Deus, ficamos felizes e temos razão para isso; é um grande privilégio servir numa causa tão nobre e abrangente. Servimos em primeiro lugar ao supremo pastor, que entende tudo de ovelhas e pastores e conhece todos os perigos desde lobos, ursos, leões, maus pastores e até mercenários que infiltram para tirar vantagens. Com meditamos ontem, aquela pedra, que tinham que remover todos os dias, era um fardo, mas era uma bênção também. Ela tirava o acesso, mas promovia a unidade e através disso, o acesso era liberado. Digamos, que ela detestava o egoísmo e o individualismo. Ela não permitia que nenhum deles agisse sozinho. Ali todos se serviam, ou todos passavam necessidades. Jesus ordenou que os condolentes amigos de Lázaro fizessem algo além de chorar, que foi juntar esforços para remover uma grande pedra e assim ele daria de volta a vida ao seu amigo. Disse Jesus: Tirai a pedra. … Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus? (Jo 11.39.40). Nos dois casos, o que realmente importa só pode ser acessado após a remoção da pedra. A água que abençoaria e enriqueceria as vidas daquelas pessoas através dos seus rebanhos, fruto de seus trabalhos dependia deles removerem a enorme pedra. Com Lázaro, contra todas as expectativas, só Jesus podia dar vida nova e trazer alegria para aquele lar restaurando a convivência daqueles irmãos e amigos que sempre o hospedara e o recebera com seus discípulos. Tem obstáculos, ou tarefas que primeiro vem a nossa participação e depende de comunhão e apoio entre nós e outros parceiros e depois vem a operação poderosa de Deus. O importante e remover as pedras que darão aceso as bênçãos.

 

Senhor, obrigado pela providencia maravilhosa da cooperação entre os homens para realizarem coisas divinas. Obrigado por poder fazer tudo e qualquer coisa sozinho, mas escolhestes compartilhar conosco muitas atribuições. Somos assim coparticipantes de uma grande tarefa, muito maior do que nós mesmos e do que nossos esforços. Graças de damos pela assistência do Espírito Santo que promove a unidade no Corpo de Cristo e nos dá acesso aos tesouros da tua graça; em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Rebanhos Juntos

Meditação do dia: 29/06/2019

 E ajuntavam ali todos os rebanhos, e removiam a pedra de sobre a boca do poço, e davam de beber às ovelhas; e tornavam a pôr a pedra sobre a boca do poço, no seu lugar.(Gn 29.3 )

Rebanhos Juntos – O meu coração está inclinado a pensar em coisas boas ao ver as palavras, ainda que literalmente, o sentido delas são de junção, de união, de estar perto e pacificamente, com boas intenções. Aqueles rebanhos eram cuidado por aqueles pastores que Jacó encontrou. Os rebanhos adquirem o comportamento e as características de seus pastores. Elas o seguem, elas são cuidadas e acostumam-se com o tom da voz, o modo como ele conduz e como lida com as situações. Vários rebanhos deitados juntos, aguardando um momento em que a presença de todos os demais que provavelmente havia estado mais distantes, exatamente por procurar melhores condições de cuidado, e agora era o momento em que eles estariam reunidos para juntos fazerem um trabalho difícil e pesado, e com o qual não podiam contar com a ajuda das ovelhas, era serviço deles e para eles em benefício do rebanho de cada um e de todos. Naquela situação, o pensamento individual não tinha valor ou importância, pois ele não poderia executar essas ações por si mesmo. Ele precisaria de apoio e solidariedade. Essa é uma lição preciosa, quando precisamos realizar tarefas do reino de Deus, mas não podemos executar isso sozinho ou por nós mesmos; há companheiros de jornadas, que foram chamados também por Deus, para fazerem exatamente a mesma coisa que nós e exatamente na mesma região geográfica. Em geral o problema de um, pode ser também o problema de outros; assim a solução de um, será também a solução de outro e quem sabe, de todos. Quando pensamos em nós, precisamos ver o nosso irmão e companheiro, porque ele está bem perto de nós e tem sob seus cuidados um rebanho, que também não lhe pertence e o Senhor dele e meu e seu, é o mesmo. A grande pergunta aqui é “quando” os rebanhos vão estar juntos? A pergunta é muito boa e a resposta pode não ser tão simplista à ponto de dizermos que, já estão, ou em breve estarão, ou mesmo que assim que os pastores quiserem ou se disporem. Não necessariamente! Todos eles tinham em comum o poço de água, que todos compartilhavam. Mas o pasto e outros cuidados, como o aprisco e lugar de guarda permanente poderiam e certamente eram diferentes. Ao começar um novo dia, eles chamavam suas ovelhas e as levavam para lugares diferentes e então, distancias diferentes; alguns daqueles rebanhos tinham ovelhas feridas, filhotes tenros e todas as diversidades, geravam passos no próprio tempo de cada um. Cada pastor sabia seu compasso e suas possibilidades. Ao se reunirem, alguns chegariam mais cedo, outros eram intermediários e outros chegariam depois. Eles, entre eles sabiam e precisavam compreender a necessidade do amigo, para no devido tempo, todos se ajudarem. Não poderia haver lugar para impacientes, mas somente para parceiros e amigos, dispostos a acompanhar a rotina das ovelhas.

 

Pai, ninguém conhece melhor as pessoas e suas necessidades, do que o Senhor mesmo. Assim apresentamos os nossos corações e nosso desejo de cuidar bem daquilo que é teu e ao mesmo tempo sermos parceiros dos outros que também foram chamados por ti. Para fazer uma tarefa comum, com rebanhos diferentes. Obrigado, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Água Para o Rebanho

Meditação do dia: 28/06/2019

 “E olhando viu ali um poço no campo, e três rebanhos de ovelhas deitadas juntos dele; pois desse poço se dava de beber aos rebanhos; e havia uma grande pedra sobre a boca do poço.” (Gn 29.2 )

Água Para o Rebanho – Ao admirar a história de Jacó e todos os fatos e eventos que o acompanharam, forneceram as preciosas lições que hoje nos permite edificar-nos através de olhar para aquilo e aplicar em nossas vidas pessoas, em nossos ministérios, em nossas famílias, nas igrejas e no relacionamento com Deus em infinitas áreas. Hoje podemos olhar para a cena naquele campo, em volta daquele poço rodeado de rebanhos de ovelhas e ainda outros haveriam de chegar ali, como o do seu tio e futuro sogro, aos cuidados de Raquel, (que já dá margem para outras histórias que ainda vamos aproveitar). Rebanhos, nos remete à pastoreio, cuidados que nos traz para o campo ministerial; onde servimos como pastores e nunca deixamos de ser ovelhas. Não tem como pensar em pastoreio, sem pensar no Salmo 23, onde Jesus nos é apresentado como o bom e verdadeiro pastor de nossas almas, aquele que nos conduz à pastores verdejantes e águas tranquilas, andando conosco até mesmo em vales escuros e perigosos.  Gosto da ideia de pensar em Jacó, chegando ali, e vendo aqueles rebanhos sendo cuidados, aguardando o momento combinado para fazerem esforços conjuntos dos vários pastores, para o benefício dos vários rebanhos. Cooperação é sempre bom e construtivo. Uma tarefa que precisa ser feita e não havendo cooperação entre os vários trabalhadores, dificulta para todos. Há um poder ilimitado na exponencialidade. A força de um, é mais que dobrada por dois e assim sucessivamente. Isso nos permite aludir aos empreendimentos da igreja local, onde a mão de obra pode ser aumentada com a participação de mais pessoas. Não precisa deixar tudo para o pastor ou líder; você é muito útil e sua força pode ser somada a dos demais que já estão envolvidos e às vezes sobrecarregados. Pode ser olhado do ponto de vista da cooperação denominacional. No meu caso, pertenço à CBN/ORMIBAN, então eu sou a CBN, eu sou a Ormiban, minha participação e cooperação faz dela(s) serem o que são e estarem onde estão na atualidade. Aqueles pastores estavam aguardando a chegada de todos os demais para juntos realizarem aquela tarefa rotineira de cada dia de remover a pedra, dar água aos rebanhos, cobrir o poço e voltarem às demais atividades. Pelo que Jacó observou, eles tinham que fugir de uma rotina mais adequada ao pastoreio, em termos de horários úteis, devido as suas dificuldades com aquela pedra; vejam bem, pedra era para eles um problema, mas também uma solução e proteção. Era difícil de remover e não podia ser feito isoladamente, precisava de cooperação e para isso, amizade, companheirismo e solidariedade. Ela também protegia o poço de forma que eles podiam contar com aquela preciosa dádiva, que não era poluída e nem sofria danos com a possível queda e morte de algum animal. A mesma que coisa que parece ser nosso problema, pode ser também o fator de unidade e proteção. Como é visto por cada um de nós? O que na sua jornada parece um empecilho, mas na verdade pode ser uma bênção?

Senhor meu Deus, meu pastor, obrigado por abrir os meus olhos para que possa ver as coisas de uma forma mais construtiva e positiva. Situações ou pessoas podem ser instrumentos em tuas mãos para me disciplinar e guiar-me a caminhos melhores. Obrigado por instruir-me no caminho de um pastoreio melhor ao mesmo tempo, que como ovelha, posso ver e receber os teus cuidados. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

 

Um Poço e Tres Rebanhos

Meditação do dia 27/06/2019 

 “E olhou, e eis um poço no campo, e eis três rebanhos de ovelhas que estavam deitados junto a ele; porque daquele poço davam de beber aos rebanhos; e havia uma grande pedra sobre a boca do poço.” (Gn 29.2)

 Um Poço e Tres Rebanhos – Nada na Bíblia é dito de uma vez e nem de uma vez por todas. Ela é uma revelação completa da verdade e da vontade de Deus para os povos e nações, em todos os tempos. Ela trabalha com princípios, e como tal ela não fica obsoleta, vencida ou necessitando de reparos, emendas ou fica arcaica. Ela é a Palavra de Deus e tanto quanto ele é eterna. Nossa fé está fundamentada na certeza de que Deus é um ser inteligente e que se comunica com suas criaturas e manifesta a sua vontade de forma compreensível e aceitável. Não é verdade que ele criou todas as coisas e as esqueceu ou entregou ao seu próprio destino. Deus ama a sua criação e tem um plano muito bem definido para tudo e isso inclui até a minha vida e a sua; esse fato da criação divina, da soberania divina e do seu amor, isso tudo nos dá dignidade e valor. Não somos um bando de ovelhas sem pastor vagando pelos campos da vida à mercê dos perigos e predadores. Como diz no Salmo 100: “Sabei que o Senhor é Deus; foi ele que nos fez, e não nós a nós mesmos; somos povo seu e ovelhas do seu pasto” (Sl 100.3). De fato e de direito, somos o seu povo e rebanho do seu pasto ou do seu pastoreio como nos é ensinado no Salmo 23 e em João 10, onde Jesus se apresenta como o Bom Pastor, que dá a vida pelas suas ovelhas e ninguém é capaz de arrebatar uma de suas mãos. Jacó estava de viagem e em algum momento ele avista um povo no meio do campo e por perto estavam três rebanhos de ovelhas. Em primeira instancia, vejo a experiência dele como pastor de ovelhas na fazendo de Isaque seu pai, onde a cena lhe era familiar. Por alguma razão, ele detectou que eram rebanhos distintos, pode ser que estavam separados, guardando espaço entre um e outro. O fato é que ele percebeu isso. Nem sempre as pessoas percebem o que está claro bem diante de seus olhos. Alguém poderia descrever como um poço e algumas ou muitas ovelhas ali por perto. Saber com precisão indica que ele sabia muito sobre pastoreio, e podia divisar  coisas que só um pastor saberia. Deus nos deu habilidades, sabedoria e dons sobrenaturais para cuidar de nós mesmos e de outras pessoas ao nosso redor. Alguns de nós recebeu do Espirito Santo dons pastorais, isso é maravilhoso e de muita responsabilidade, porque sendo ele que distribui, ele escolhe a seu critério que deva receber esse ou aquele dom e habilidade. Deus nunca erra, não se engana e nem se atrapalha ao fazer qualquer coisa; sendo assim, posso ser grato pelos dons e habilidades que tenho, porque são presentes personalizados, feitos sob medida para mim e para o tempo e lugar em que me encontro. Vendo a vida e o ministério por esse ponto de vista, me alegro muito com um texto bíblico específico: Procura conhecer o estado das tuas ovelhas; põe o teu coração sobre os teus rebanhos, (Pv 27.23). Isso me acompanha e me guia desde que entendi o meu chamado pastoral. Qualquer que seja os seus dons e seu chamado, procure ver no meio do campo o poço e os rebanhos a quem Deus quer que você ministre!

 

Senhor, o campo é vasto, grande e poucos obreiros, mas é o Senhor mesmo que chama, capacita e executa o teu plano. Graças dou pela minha vocação pastoral e pelo tempo e lugar que pude servir e ainda sirvo. Que a tua vontade se cumpra na vida de cada um dos teus filhos que estão buscando a sua perfeita vontade no sentido de ministério. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Um Poço no Campo

Meditação do dia 26/06/2019 

 “E olhou, e eis um poço no campo, e eis três rebanhos de ovelhas que estavam deitados junto a ele; porque daquele poço davam de beber aos rebanhos; e havia uma grande pedra sobre a boca do poço.” (Gn 29.2)

 Um Poço no Campo – Avistar um poço quando se está viajando num lugar deserto é uma visão agradável e animadora. O povo de Deus e suas jornadas, quer literalmente falando como os patriarcas e toda a nação de Israel fizeram nos tempos bíblicos antigos, ou sentido figurado, com alusão a vida espiritual e nosso relacionamento com Deus, sempre irá nos conduzir a um poço de água, ou poços. Não são encontros fortuitos ou aleatórios, dando sorte, mas sempre representam o cuidado de Deus em suprir o básico e necessário para os seus filhos e refrigerar-lhes a alma. Todo cansado, precisa de água e descanso. Jesus é a água da vida, aquele que sacia a nossa sede de forma permanente e definitiva. Jesus é o nosso melhor refúgio e descanso, ele oferece para todos os cansados e sobrecarregados. “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas” (Mt 11.28,29). Na sua jornada, Jacó avistou um poço no meio do campo; isso por si só já era uma boa notícia, mas para quem anda com Deus, está em obediência e no caminho da sua vocação, aliançado com Deus e firme nas promessas, uma boa notícia nunca vem sozinho, pois Deus tem sempre mais para os que nele confiam. O poço no meio do campo, já sugere que haja uma civilização por perto; há pessoas que suprem ali as suas necessidades. Ali há uma fonte de bênçãos. Onde há um poço no meio de um campo, há pessoas e há produtividade, alguém ali faz, produz, realiza alguma coisa. Ali certamente tem oportunidade para quem chega. Tudo isso precisa de confirmação, e para isso é preciso aproximação, o que nos sugere sociabilidade, desejo de ver pessoas, encontrar pessoas e criar relacionamentos. Gostamos de estar com pessoas e quando estamos solitários a muito tempo, isso é ainda mais precioso e convidativo. Jacó estava chegando a um novo lugar, seria por ali que ele iria iniciar a sua vida. Ali terminaria uma etapa e começaria outras. Gostamos da verdade vendida pelos publicitários, de que a primeira impressão é a que fica! Deixar uma primeira impressão boa ao chegar é muito bom e se for correspondido, bem recebido e acolhido, então não tem preço. Isso pode nos ensinar sobre nossos relacionamentos com novas pessoas que encontramos quando viajamos e visitamos outras pessoas, familiares, igrejas ou quando participamos de algum evento dentro da comunidade cristã. Pode muito bem servir para receber bem as pessoas novas que se aproximam de nossa comunidade de fé. Os visitantes em nossos cultos e reuniões onde elas são e serão sempre bem vindas. Um poço no meio do campo é uma bênção!

 

Senhor, obrigado pelos cuidados pastorais oferecidos a todos nós, como povo teu e rebanho do teu pastoreio. Obrigado pelas pessoas e igrejas que são verdadeiros oásis de conforto e refrigério para muitas vidas cansadas, que estão procurando socorro e ao nos encontrar, encontrarão também o caminho para saciarem sua sede. Deus seja louvado por todos que calorosamente recebem os que se aproximam. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

A Caminho

Meditação do dia 25/06/2019 

“Então pôs-se Jacó a caminho e foi à terra do povo do oriente;” (Gn 28.22)

A Caminho – Para efeito de reflexão, os mínimos detalhes significam muito e dali podemos extrair lições preciosas para nossa edificação. Jacó acabara de experimentar sua primeira grande revelação de Deus em sua vida. Ele ficara em estado de graça e quase em êxtase no seu espírito. Fora uma experiencia transformadora e que lhe atrai u para mais perto de Deus. Foi o evento da vida, até então. Entendendo Betel como o grande evento inicial e transformado da vida, entendemos que ele tem seu momento de celebração, mas não é razão para ficar estático ali, esperando que tudo isso continue para todo sempre. Jacó estava num local inapropriado para morar ou permanecer e também ele tinha um destino certo. Saíra de casa com o propósito de chegar em Harã; e também temos que levar em conta que Harã não era um fim em si mesmo; aquele lugar seria o seu ponto de partida para a vida e ministério. Estava lá para trabalhar, encontrar uma esposa, gerar filhos e assim iniciar uma nação, essa era a promessa, a profecia e era isso que estava no seu coração. O motivo das boas experiências com Deus e o sobrenatural é preparar a pessoa para continuar, tomar o caminho já proposto e seguir o seu verdadeiro objetivo. Ninguém deveria viver sem um destino escolhido, traçado e determinado, em que a pessoa estivesse convicto de ali é que deveria gastar suas forças e energias. A vida tem que ter um sentido, um propósito e um destino. Somos peregrinos sim, mas em cada peregrinação individual deve haver uma missão menor, dentro de uma visão maior que completa a parcela de contribuição para a formação do reino de Deus. Para algumas pessoas, isso está dentro de sua vida cotidiana, ao ajudar e cooperar com seus dons e ministérios dentro contexto da sua igreja local. Se você tem um dom ou ministério evangelístico, você deve ganhar almas como ninguém mais! Se você tem um talento para consolidação e discipulado; você deve se empenhar e produzir discípulos que se reproduzem exponencialmente. Se você tem um dom apascentador, deve cuidar das pessoas, mesmo sem tem essa função oficializada ou como um cargo ministerial dentro do quadro de obreiros da igreja. A realização pessoal e ministerial de cada um no corpo de Cristo, não tem nada à ver com cargos e funções eclesiásticas. Os dons clamam dentro da pessoa para serem utilizados; a Seara continua grande como nos tempos que Jesus disse. É no ministério pessoal que cada um se realiza e da sentido de propósito para sua vida. Não espere ser ordenado, consagrado, separado, convidado e empossado. Tudo isso pode vir à acontecer em função de se estar servindo com qualidade e excelência. Se ponha a caminho. Deixe o evento poderoso que marcou sua vida e ande para a terra que no momento é o seu itinerário. Em termos de vocação, a primeira coisa a se pensar é que fomos chamados para nos consagrar primeiramente a Deus e à sua vontade, não a um cargo, uma posição ou privilégio! Betel foi maravilhoso, mas deve ficar para trás, você e eu devemos seguir em frente.

 

Ao Deus Todo-Poderoso, que encontra com seus filhos e servos, proporcionando transformações poderosas em suas vidas, a ti, Senhor, nos consagramos e entregamos o direito de sermos instrumentos em tuas mãos. Pode ser que a nossa herança seja neste lugar onde estamos, mas há treinamentos previstos e necessários em outros lugares e precisamos ver as coisas do teu ponto de vista. Oramos por sabedoria e discernimento espiritual, no nome poderoso de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Dízimo é Gratidão

Meditação do dia 24/06/2019 

 “E esta pedra que tenho posto por coluna será casa de Deus; e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo.” (Gn 28.22)

 Dizimo é Gratidão – Falar de dízimo não é um assunto atraente, principalmente vindo de um pastor; mas é um assunto tão bíblico como qualquer outro e faz parte das boas práticas da fé e das disciplinas espirituais que todos os servos de Deus devem cultivar em suas vidas. A primeira citação sobre o assunto foi feito no tempo de Abraão, quando do seu encontro com Melquizedeque, sacerdote de Deus e a quem o patriarca honrou lhe entregando um décimo de tudo o que recuperara em despojos quando foi à guerra para libertar seu sobrinho Ló. Evidencias históricas constam que dizimar já era uma prática antiga nos tempos de Abraão entre os povos e civilizações. Então não se pode atribuir a uma invenção da cabeça de Abraão empolgado por ter conseguido êxito no combate e libertação de reféns daquelas cidades-estados próximos de sua residência. Nem tampouco vale atribuir à Lei dada aos Israelitas. Isso é vereda antiga, acompanha a humanidade e a prática de cultuar a Deus. Com exceção da avareza, não há nenhuma outro justificativa para se negar esse tributo de fé que na verdade nem faz parte do culto, ele É CULTO! O dizimo praticado no cristianismo, tem esse DNA de Jacó e de Abraão; que o fizeram inicialmente (em termos de registro sacro) por gratidão e reconhecimento da presença provedora do Altíssimo. Alguém sabiamente disse que o dízimo é a muralha que o adorador edifica ao redor de si para evitar a avareza. Reconhecemos ao senhorio de Deus sobre tudo o que está em nossas mãos, pois o exercício da boa mordomia nos leva reconhecer que todo pertence a Deus e nós somos apenas e tão somente mordomos, administradores desses bens. Sabemos que todo mordomo precisa agir com responsabilidade e fidelidade, porque os bens são do seu senhor e compete a ele administrar e tornar aquilo produtivo. Quando a nação de Israel esteve longe de Deus e envolvida em desvios de conduta e práticas idólatras e sofrendo por seus pecados, a nação foi exortada pelo profeta Malaquias, para que retornassem para Deus e para as práticas de seus cultos, incluindo trazer “todos os dízimos” à casa do tesouro, para que houvesse mantimentos e provisões para os sacerdotes (M. 3.10). Nos tempos de Nosso Senhor Jesus, ele foi atacado e pressionado, julgado e criticado em todas as áreas, mas ninguém acusou Jesus de não ser um dizimista; pode acreditar, com aquele farisaísmo todo daquelas pessoas, elas não perdoariam e não o insultariam por ser um “mestre” que não cumpria a lei. Eu, não tenho problema com isso – Jesus era judeu, vindo de um lar piedoso e cumpridor da lei e sem dúvida alguma ele era dizimista. Mas não estou tentando de convencer disso; apoio a prática, como algo que só enriquece a pessoa que generosamente reconhece a Deus como dono e senhor de tudo e é aquele que lhe provê tudo e em todas as necessidades. Dizimar é uma forma de adorar e agradecer, sem se apropriar daquilo que pertence pro direito a Deus.

 

Senhor, graças damos por todas as provisões dispensadas para comigo e minha família e também para com a igreja local. Mesmo em tempo de crises e dificuldades, a mão do Senhor continua poderosa e generosa sobre nós. Tudo é teu e o reconhecemos como Senhor dos céus e da terra, o legitimo proprietário, e nos os mordomos e administradores, nosso dízimo sempre será um tributo de louvor e gratidão, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Meditação do dia 23/06/2019 

 “E eu em paz tornar à casa de meu pai, o Senhor me será por Deus”; (Gn 28.21)

 Quem me será por Deus? – Escolhas, muitas escolhas e é assim que o mundo gira. Não fazer escolha alguma, já é uma escolha. Deixar ou permitir que outros escolham por nós, também é uma escolha. Independente de quais das alternativas a pessoa tomar ou aceitar, ela será responsável por tais escolhas e colherá as consequências como resultado natural daquilo que admitiu como sua preferencia. Para nós, que nascemos num contexto de civilização, informalmente declarados “cristãos,” com pouca variação ou opção de fé para escolher, formou-se um mentalidade da ética e moral judaico-cristão, sem que as pessoas de fato tenham um compromisso com Deus e sua Palavra, e muito menos com sua vontade. Temos religião demais e espiritualidade de menos. Mas hoje, pegaremos um gancho no voto de Jacó, para meditarmos e chegarmos à algum lugar, que esperamos seja uma opção melhor. Para quem gosta de aventuras em trilhas, caminhadas como esporte ou hobby, sabe da importância de um mapa, supondo-se que tal pessoa saiba ler um mapa; sendo assim, não ter mapa nenhum é preferível do que ter um mapa errado. Espiritualmente também precisamos pensar na caminhada da vida, que todos fazem e toda pessoa chegará um dia a um posto de prestação de contas. Jacó, nascera num lar comprometido com Deus, o Altíssimo e seu pai nascera em cumprimento de uma promessa de uma aliança entre Deus e seu avô Abraão. A mãe de Jacó se casou com Isaque, seu pai, numa aventura recheada de intervenções divinas para que os termos da aliança entre Abraão e ele se cumprisse. O próprio Jacó, nascera como resposta de orações do pai e da mãe, e já fora predito que ele prevaleceria contra seu irmão e seria grande e produziria nações e reis. Estamos dizendo, que parece que tudo já estava resolvido e garantido na vida dele, mesmo antes de nascer; ou então que se ele não fizesse nada para mudar, as coisas já seriam boas e bem sucedidas. Mas é claro que não é assim, automático. Nesse encontro espiritual que teve com Deus, ele identificou perfeitamente bem o Deus de seus pais e com quem já tinha algum relacionamento, via sacerdócio paterno, mas agora ele estava estabelecendo o seu próprio relacionamento pessoal. Ele fez um voto em relação à sua segurança na jornada e o desejo de retornar um dia para cumprir seu papel na aliança, sendo o herdeiro legítimo da Terra de Canaã. Contudo ele incluía uma cláusula importante e personalizada no seu acordo com Deus, na qual Esse Deus de Abraão, Isaque, seria também, por vontade pessoal e escolha pessoal, o Deus a quem ele serviria. Ele estava deixando de andar na sombra da fé do pai e avô, para andar com as próprias pernas e levar adiante a aliança divina, não como um fardo ou obrigação recebida dos pais, mas algo que ele queria, assumia e empenhava-se pessoalmente. Anos mais tarde, exatamente já na posse desta terra, Josué, desafiou os descendentes de Jacó: “Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24.15). Porque você serve a Deus? Quem escolheu, você ou outras pessoas? Já nasceu nessa fé? Pense, ore, escolha!

 

Senhor, tu és o meu Deus, fiz essa decisão ainda na minha juventude-adolescencia e confirmo quantas vezes for necessário, que reafirmo a minha disposição de continuar nesse caminho, que Jesus, a verdade e a vida. Obrigado por me guiar em todos esses anos e me possibilitar crescer e te conhecer mais e melhor. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason