As Revelações e a Realidade

Meditação do dia 03/09/2018

 E disse: Agar, serva de Sarai, donde vens, e para onde vais? E ela disse: Venho fugida da face de Sarai minha senhora.”  (Gn 16.8)

 As revelações e a realidade – Serviço e espiritualidade será o foco da nossa meditação de hoje. Alguns veem uma separação entre as atividades da fé e os deveres do cotidiano; mas a mordomia cristã não considera dessa forma. Não há separação entre sagrado e secular – tudo é sagrado na vida do cristão. Nossa vida toda pertence a Deus por direito de criação, de preservação e de redenção e quando entregamos ela a Cristo, o fizemos na íntegra e o constituímos Senhor e Salvador de tudo. Portanto, somos o templo do Espírito Santo que habita em nós e isso nos torna santificados e isso influencia tudo que diz respeito à nossa vida. Diante de Deus o trabalho de um pastor ou missionário não é mais sagrado do que o do motorista ou do faxineiro. Nosso trabalho é nosso ministério e onde trabalhamos é nosso campo missionário. Parecem frases bonitas e motivacionais, mas não o são; elas precisam ser a expressão da vida prática de todos os filhos de Deus no dia a dia. Agar era uma serva de uma senhora “crente;” o relacionamento ficou comprometido e a serva fugiu e lá num poço à beira do caminho no deserto ela foi encontrada por um anjo de Deus. Você já recebeu a visita de um anjo? Eu não! Não sou melhor e nem pior que ela e você também. Nunca tive “grandes revelações” e nem por isso deixo de ser alguém amado por Deus e não me sinto inferiorizado aos que tiveram essas manifestações espirituais em suas experiência de vida. Por falta de maturidade espiritual e conhecimento da Palavra de Deus, pessoas acham que ter uma visão, revelação ou profetizar torna a pessoa mais espiritual ou especial e ela se torna intocável e acima dos demais. Não é verdade! Grande é Deus que se revela, que se manifesta; mas o elemento humano, continua sendo o mesmo. Deus, meus queridos separa muito bem a nossa identidade, do nosso comportamento; quem somos é mais importante do que o que fazemos e estar consciente de quem somos, torna mais plausível a atuação de Deus em nossas vidas e ministérios. Observe a conversa do anjo com Agar: Agar, serva de Sarai… Ele a chamou pelo nome, com respeito à sua pessoa e à sua dignidade. A identificou como serva de Sarai, isto era o ofício, a ocupação dela, a posição que ela tinha e sabia disso, porque ela também explicou que estava fugindo de sua senhora. Deus amava Agar e tinha planos para ela e não estava aprovando a atitude e as escolhas de nenhuma das duas. Todo servo precisa saber responder a essa pergunta do anjo: “de onde você e para onde você vai?” Toda pessoa precisa ter uma noção exata de sua origem, de onde você saiu, porque saiu porque é à partir disso que se estabelece para onde se vai. Vale para a vida e vale para o ministério. Como chegar a algum lugar se nem mesmo sabe de onde partiu? A revelação de Agar não fez famosa, não mudou exteriormente sua condição social, ela continuou serva de Sara. Mas ela agora tinha uma experiência pessoal com Deus e sabia que Deus estava com ela também e o Deus de Abraão e Sara, era também Deus de Agar e cuidaria dela porque ela era uma pessoa criada por ele. Mudou a vida dela por dentro, no íntimo e isso é o que vale. A mula de Balaão também viu anjo, teve revelação; os corvos que levaram alimento para Elias também receberam revelação de Deus e mas isso não significou nada para eles. Ter revelações sobrenaturais não é nada! Conhecer a Deus e seguir suas instruções sim! Foi o que aconteceu com Agar e o que deve acontecer comigo e contigo.

 

Deus grande e poderoso, que se revela das mais maravilhosas formas, para cumprir os teus próprios desígnios. A Palavra é a mais perfeita revelação à nós e Jesus é a Palavra encarnada. Te conhecer é a maior e melhor experiência que podemos ter e te agradecemos por nos permitir chegar a esse conhecimento. Obrigado Espirito Santo por revelar Deus às nossas vidas. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Serva Em Fuga

Meditação do dia 02/09/2018

 E afligiu-a Sarai, e ela fugiu de sua face. E o anjo do Senhor a achou junto a uma fonte de água no deserto, junto à fonte no caminho de Sur.”  (Gn 16.3)

 Serva em fuga – somos agradecidos ao Senhor nosso Deus pela sua proteção e cuidado que tem para com as nossas vidas. Todos que estão em dificuldade ou aflição, querem livramento e proteção mesmo que não aprenda nada daquilo; deixar de sofrer já é considerado uma bênção. É preciso considerar que estamos vivendo dentro de um contexto de servos de Deus e que os seus planos são maiores e melhores do que sabemos ou entendemos. Crer que nossa vida está sob os cuidados do amor de Deus, leva a crer que os eventos que sucederem, também estão sob esses mesmos cuidados e não trabalham contra nós, mas à favor de nós. Teoricamente, todos amam o ensino de Romanos 8.28 E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Digo teoricamente, porque na prática, as pessoas não gostam de pensar ou aceitar que lutas, provas, dificuldade, perseguições, prejuízos, danos e perdas, possam contribuir para alguma coisa boa na vida. MAS PODEM! Tanto podem que Deus faz uso dessas coisas com muita frequência para ensinar, e treinar os seus filhos. Até quando erramos, podemos aprender e tirar proveito. O pior erro na vida é aquele do qual nada se aprende. Sara e Agar se desentenderam e Abraão deu carta branca para a esposa resolver como melhor se parecesse e ela resolveu do seu jeito. Não se houve agressão física, só verbal, emocional ou ameaças; mas Agar se viu afligida e fugiu para escapar. Não fazendo outros tipos de juízos de valores e responsabilidades sociais, culturais e etc. Uma pessoa na condição de subalterna, sofrer processos de maus tratos é ruim, pois o que se espera é que quem está em posição de autoridade acima, proteja, seja justo e faça o que é certo. Mas sabemos que a vida não como gostaríamos que fosse e muito menos como queremos que seja. A vida é a vida como ela é; convivemos com isso, ou nos perdemos ainda mais. Agar fugiu e alguém a encontrou num poço, onde deve ter parado para descanso e saciar a sede. Um anjo do Senhor lhe apareceu. Porque Deus se envolveu numa operação dessas? Ela era apenas uma serva em fuga, escorraçada pela sua Senhora. Claro que não! Era uma pessoa, com valor e dignidade, estava grávida em situação de vulnerabilidade; o filho era de Abraão, amigo de Deus e estava nos propósitos divinos, ainda que fruto de uma barbeiragem de avaliação do casal de patriarcas. Nenhuma pessoa é sem importância diante de Deus. Se Agar não foi salva “DA” situação, ela o foi “NA” situação. O livramento pode não vir na hora e na forma que queremos ou esperamos, mas Deus providencia para tudo aconteça de forma que o melhor apareça e todos apendam com a crise.

 

Pai, obrigado, por saber o que fazer, quando fazer e como fazer. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Serva Com Atitudes Erradas

Meditação do dia 01/09/2018

 E ele possuiu a Agar, e ela concebeu; e vendo ela que concebera, foi sua senhora desprezada aos seus olhos.”  (Gn 16.3)

 Serva com atitudes erradas – Agar era uma serva! Eu sou um servo e você também é e temos um Senhor que cuida de nós, que determinou tarefas para fazermos em sua ausência e que irá receber prestação de contas quando voltar. Em qualquer posição ou condição de alguém estiver, uma atitude muito boa de se tomar e a humildade. Além de atitude ela é também uma virtude. Ser humilde é coisa boa. Essa virtude não deve ser confundida com pobreza física ou financeira; muito menos ser passivo e inerte sem reagir ou se defender. Uma pessoa sem iniciativa não é necessariamente humilde. Por outro lado, humidade faz parte dos mandamentos que o cristão está comprometido a cumprir no seu estilo de vida como filho de Deus. “Rogo-vos, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados,
Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor,
(Ef 4.1,2). Na condição de filhos de Deus, firmados na graça de Cristo, o andar do cristão precisa expressar a dignidade do nome que agora nos pertence. A atitude de Agar nos aponta como uma pessoa pode deixar sua condição e entrar por caminhos que trarão dificuldades. Ela aproveitou sua condição de mulher fértil para dar uma lição na sua senhora e com isso a menosprezava. Podemos inferir que o relacionamento delas não era muito amistoso e Sara fazia prevalecer sua condição de senhora. Agar se viu numa condição privilegiada, quase intocável, porque estando gestante de um filho de Abraão, por ordem de Sara, ela não seria expulsa, castigada fisicamente ou mesmo vendida. Na minha imaginação fértil, Agar irritava Sara em qualquer oportunidade; aquela rebeldia muda, silenciosa, irritante ou de mensagens indiretas. Agar demonstrava que Sara podia ser rica, linda, casada, cheia de posses e poderia praticamente comprar qualquer coisa, menos… o que ela tinha de sobra, então “a senhora vai ter que me engolir!” No livro de Provérbios, o rei Salomão, disse algo, que é muito pertinente: Por três coisas se alvoroça a terra; e por quatro que não pode suportar: Pelo servo, quando reina; e pelo tolo, quando vive na fartura; Pela mulher odiosa, quando é casada; e pela serva, quando fica herdeira da sua senhora (Pv 30.21-13). Três coisas que causam alvoroço na terra e outra que é insuportável, e Agar estava com essa atitude. Mas não vamos ficar assistindo de camarote e achando feia a maneira como Agar agia, quando não é rara, também agirmos pelos mesmos caminhos. Hoje, estamos meditando sobre atitudes de servos e todos somos servos; nenhuma pessoa cristã tem dificuldade de ser chamada de serva, o que ninguém aceita é ser tratado como serva. Para todos os lados que vamos, se somos apresentados como “homem de Deus, servo de Deus… ficamos envaidecidos, egos massageados… mas dá uma vassoura e um pano de chão para ver como as coisas mudam! Achar lindos os conceitos ensinados por Jesus, todos acham e até fazem uso deles como frases de efeito em seminários motivacionais e pregações para formação novos líderes… mas na prática, aí a história é outra e bem diferente! O que Jesus disse foi: O maior dentre vós será vosso servo (Mt 23.11). Então Jesus, chamando-os para junto de si, disse: Bem sabeis que pelos príncipes dos gentios são estes dominados, e que os grandes exercem autoridade sobre eles. Não será assim entre vós; mas todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande seja vosso serviçal; E, qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo (Mt 20.25-27). Entre vocês não será assim!!!

 

Senhor Deus e Pai, obrigado por essas lições de como nos manter como servos e com atitudes de servos, tementes, reverentes e esperando sempre no Senhor. Teus princípios são verdadeiros, puros e eternos, para nos garantir uma vida plena e abençoada. Em nome de Jesus, nosso Senhor, que foi servo e deu a vida em resgate de todos nós. Amém.

 

Pr Jason

A Difícil Condição de Agar

Meditação do dia 31/08/2018

 Assim tomou Sarai, mulher de Abrão, a Agar egípcia, sua serva, e deu-a por mulher a Abrão seu marido, ao fim de dez anos que Abrão habitara na terra de Canaã.”  (Gn 16.3)

 A Difícil Condição de Agar – Fatos históricos são acontecimentos reais, que se passaram em algum lugar, com alguma pessoa em alguma época do passado. Sabemos que o passado não muda e não podemos mais modifica-lo; apenas conviver e corrigir ou reparar o que se fez ou experimentou. Como já frisei em outros textos, nosso propósito é pensar e meditar devocionalmente nas Escrituras Sagradas para nossa edificação e consolação. Não procuramos firmar doutrinas ou dogmas e nem mesmo discuti-los teológica ou culturalmente. As boas regras da Hermeneutica nos ensina a ver os textos dentro dos devidos contextos e procurar entende-los à luz do que entenderia alguém contemporâneo dos protagonistas e da mentalidade daquele tempo. As aplicações sim, podem ser contextualizadas à nossa realidade atual. Partindo desses princípios vamos ver Agar como uma pessoa, como fazemos hoje num contexto de igreja e missões culturais ou transculturais. Para nós todo indivíduo tem valor e dignidade pelo fato de ser uma pessoa, criada à imagem e semelhança de Deus, com propósitos que transcendem a nossa simples compreensão. Cada pessoa foi criada por Deus para ser livre e com o direito de exercer sua vontade, pois para isso todos nascem com capacidades, habilidades e sonhos, pelos quais lutam e se empenham diligentemente para vê-los concretizados. Toda limitação a isso, e as trágicas condições a que muitos são submetidos e obrigados a sobreviver expressam os efeitos do pecado e do egoísmo humano. A condição de servo, por si não seria degradante e nem uma humilhação forçosa, se o caráter do senhor não fosse vil e contaminada pela visão de mundo sem a graça de Deus. O que estou falando é a constatação de que Deus é Senhor; Jesus Cristo é Senhor e Rei e todos nós somos seus filhos e seus servos e isso não nos humilha e nem nos degrada; ao contrário, nos dignifica e promove. Também a condição de servo de Deus e a submissão à Cristo, debaixo do seu senhorio é realizado voluntariamente, por iniciativa própria, quando entendemos quem ele é e o que fez por nós; então entregamos nossa vida e todos os direitos a ele. Nas palavras do apóstolo são Paulo, nós fomos constrangidos pelo amor demonstrado por ele. Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou (2 Co 5.14,15). Mas infelizmente há uma enorme diferença entre servir a Deus e servir aos homens, na condição de servos; sendo essa a condição de Agar, provavelmente uma jovem, com sonhos e planos que foram interrompidos pela escravidão no Egito, provavelmente na corte de Faraó e posteriormente dada de presente à Sara. Um servo, não tinha nenhum direito, nem mesmo sobre sua vida. Ele estava à mercê do seu senhor e dependia da sua boa vontade e generosidade para ter um mínimo de dignidade e ou pela sua utilidade serviçal, recebia certos direitos. Falando como cristão do século 21, acostumados a tratar com pessoas cheias de traumas e feridas interiores, por terem sofridos abusos e violações de seus direitos e dignidade como pessoa; minha empatia com Agar me faz pensar, se ela tinha por exemplo sonhos de casamento e família – amava alguém? O costume cultural de gerar filhos para a senhora era legal, mas e ela? Era uma escrava, mas era uma pessoa e nunca é agradável se ver numa situação onde sua voz não é ouvida. Estamos falando tanto nos dias atuais sobre dignidade e valor, por isso me pus a meditar nisso. Precisamos orar por pessoas que estão sem voz e dignidade, ainda que não se refira a violação sexual ou moral. Uma vida plena precisa de direitos plenos. Em muitas situações nós estamos na posição de senhores e outras na condição de servos e em ambos os casos precisamos refletir e ver a vontade de Deus para as pessoas ao nosso redor e especialmente as que estão sob nossa responsabilidade.

 

Senhor, é grande a nossa alegria de chama-lo de pai, de Senhor e rei. Para nós o Senhorio de Cristo é lindo e dignificante para nós e queremos estender essa bênção aos outros que são nossos semelhantes e carecem do favor dos outros para viverem suas vidas. Oramos por sabedoria e discernimento dos céus. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Uma Serva Egípcia

Meditação do dia 30/08/2018

 Ora Sarai, mulher de Abrão, não lhe dava filhos, e ele tinha uma serva egípcia, cujo nome era Agar.”  (Gn 16.1)

 Uma Serva Egípcia – Tenho uma admiração particular por essa mulher, que ocupa bem pouco espaço na história bíblica, mas cheia de significado. Sabemos também muito pouco sobre ela, os dados mais precisos é essa introdução onde descreve que era de nacionalidade egípcia e era uma escrava de Sarai. Pensando com os meus botões, me dou o direito de pensar pelo contexto próximo, de que ela veio a pertencer à Sarai, naquela passagem dela pela corte do faraó, quando ela e Abrão disseram aos egípcios que eles eram irmãos e por isso Sarai fora levada por faraó. Quando a verdade foi revelada, ele devolveu Sarai e tudo me faz crer, que Agar já estava à serviço e por isso, veio junto como presente ou indenização pelos danos morais e reparação para com Abrão e sua esposa. O status social de serva, não trás demérito algum para sua imagem e as Escrituras nunca deixou de privilegiar pessoas e valorizá-las, pelo fato de serem escravas, ao contrário, muitas pessoas na condição de servos e cativos tiveram papeis muito relevantes e foram instrumentos nas mãos e nos planos do Senhor para que coisas maiores pudessem acontecer. Essa verdade também é notória na Nova Aliança, onde espiritualmente não se leva em consideração as convenções e conveniências humanas. Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gl 3.28). Assim como Agar, pessoas foram e ainda são abençoadas por Deus devida a fé e a entrega de suas vidas a Deus e a consagração à sua obra. Em toda a história bíblica Abrão e se destaca por ter a seu serviço, dois servos que tem seus nomes em destaque. Aqui temos Agar e depois aparece Eliézer, de origem síria, nascido em Damasco, que era o mordomo de confiança e muito honrado pelo seu Senhor. Talvez ele mesmo nunca soube, mas numa conversa entre Deus e Abrão, esse, disse a Deus que caso não viesse a ter filhos, o seu servo Eliézer seria o seu herdeiro. Uma declaração dessa é de grande importância e revela o caráter e o prestígio que ele desfrutava com seu senhor. Desejo iniciar a falar sobre Agar, com o propósito de estimular aos amados dos irmãos e irmãs, que não precisam cultivar atitudes de menosprezo a si mesmos por sua condição social, mas saber que vocês e nós somos amados por Deus pelo que somos, pelo que ele pagou por nós e nosso valor e dignidade está ligado a Deus e não as condições sociais nas quais se encontram. O preço que Jesus pagou por mim e por você demonstra o apreço demonstrado a cada um de nós. Nada a não ser o pecado é capaz de interpor entre Deus e nós num relacionamento de comunhão. Paulo defendia a idéia de que na igreja as pessoas em condições de servos, deviam servir com diligencia e amor, porque serviam a Deus em primeira instancia e que os senhores deveriam agir com cuidado e amor, porque eles também tinham um Senhor nos céus. Então, fique firme, siga em frente e experimente o amor e a graça de Deus.

 

Senhor, tu és Senhor de tudo e de todos e nos acolhe como somos. Obrigado por nos acolher em fé, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

As Filhas de Sara

Meditação do dia 29/08/2018

 Como Sara obedecia a Abraão, chamando-lhe senhor; da qual vós sois filhas, fazendo o bem, e não temendo nenhum espanto.”  (I Pe 3.6)

 As Filhas de Sara – Nas palavras de Jesus, um pouco de fermento é capaz de levedar uma grande quantidade de massa. Ele sabia do que falava, pois acompanha a história dos homens desde o início. Um pouquinho de desobediência e aspiração por independência lá no Jardim do Éden, foi o suficiente para fermentar toda a massa humana, que faz de tudo para se livrar da influencia de Deus em suas vidas, tendo o pecado como grande aliado. A família, surgiu ali naquele jardim; a sociedade iniciou-se ali e os problemas sociais também. Ao serem expulsos do paraíso, eles levaram consigo a semente de tudo que veio a se tornar o que conhecemos hoje. Junto com a multiplicação de pessoas, exponencialmente também multiplicou todos os componentes que são inerentes ao convívio social. Nos nossos dias, mesmo no ambiente familiar cristão, a influencia do politicamente correto, do socialmente aceito, do culturalmente conveniente, soa até como palavrão os conceitos de relacionamentos do jeito de Deus. Palavras como submissão, obediência são inaceitáveis e recusadas como sendo antiquadas e inconvenientes. Mas, elas são palavras de Deus, veredas antigas, marcos que nunca deveriam ser mudadas. Foi o pecado e não Deus que condicionou a guerra dos sexos para saber quem é que manda ou quem pode mais chora menos. Gosto do conceito paulino para casamento, quando ele aconselha evitar-se o jugo desigual. A idéia literal de jugo é uma canga, uma peça colocada no pescoço de dois bois, que formam uma parelha, para juntos trabalharem com esforços conjugados aumentando o potencial e diminuindo o esforço individual. Se um dos elementos da parelha não se adequar ou não trabalhar em conjunto os dois sofrerão mais do que o necessário e correm o risco de se ferirem e a produtividade fica comprometida. Quem já assistiu ao filme Bem-Hur pode compreender isso na cena quando ele ajuda melhorar o desempenho daqueles cavalos de corrida de biga. Ele mostra qual deve ficar por dentro e porque e como tirar proveito do potencial de cada um. O casamento e a família, como idealizado originalmente por Deus foi formado e ainda deve ser, por uma dupla afinada entre si, onde cada um oferece o seu forte e é compensado no fraco, criando um equilíbrio e estabilidade incrível. Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só, como se aquentará? E, se alguém prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa (Ec 4.9-12). No lar cristão, à moda de Deus, submissão não tem nada a ver com escravidão, sujeição, imposição, dominação. O homem ser senhor de sua casa e de sua família nada se relaciona com ditadura, ser “manda-chuva, manda quem pode e obedece quem tem juízo.” O modelo de senhorio é o exercido por Cristo, o modelo de governo é o do Reino de Deus, onde Jesus é soberano absoluto, com um nome acima de todo nome, onde todo joelho se dobra e toda língua o confessa como Senhor; nem que ele seja injusto, inflexível, déspota. O modelo de submissão bíblica é da igreja a Cristo, como Paulo mostra aos efésios. “De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos. Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, (Ef 5.24,25). Nenhuma mulher tem problema de submeter-se a um marido que a ama como Cristo amou a igreja e o inverso também é válido: nenhum homem tem dificuldade de amar uma esposa que se submete com a igreja se submete a Cristo. É por isso que as filhas de Sara vivem sem espanto algum, mas confiantes, seguras e abençoadas.

 

Senhor, obrigado pela exatidão da tuas palavras e propósitos na vida dos filhos e filhas que se submetem aos teus princípios. Obrigado por moldar as famílias e faze-las boas representantes do teu Reino. Graças rendemos a ti pelas vidas de mulheres que em submissão à tua vontade ganham as almas de seus familiares para ti sem dizerem uma única palavra, mas vivendo a fé no poder do Espírito Santo. Confirma em nossos corações a disposição de viver os valores eternos e imutáveis das tuas veredas antigas. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Sara Recebeu Virtude

Meditação do dia 28/08/2018

 Pela fé também a mesma Sara recebeu a virtude de conceber, e deu à luz já fora da idade; porquanto teve por fiel aquele que lho tinha prometido.”  (Hb 11.11)

 Sara Recebeu Virtude – Os caminhos de Deus definitivamente não são como os caminhos humanos, já declarara isso o profeta Isaías, Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor (Is 55.8). Uma mulher com idade avançada e numa condição de impossibilidade natural de gerar um filho, reverter esse processo e vir a ser mãe aos noventa anos, mesmo para o tempo bíblico é algo fora do radar. Ninguém duvida do poder de Deus em fazer qualquer coisa, uma vez que acreditamos que ele é Todo Poderoso. Quem criou os céus, a terra, o mar e o universo com toda a sua complexidade e estabeleceu todas as suas leis e diretrizes, não teria limitações para realizar uma gravidez humanamente difícil. Toda a maravilha está na interferência nos processos naturais pelos quais a vida percorre, e produzir um resultado diferente invertendo as probabilidades. Digamos, a nível de exercício de razoabilidade, que procedêssemos uma investigação científica na pessoa de Sara, uma perícia médica, com nossos melhores geneticistas, especialistas em fertilidade humana e geriatras. Provavelmente após inúmeras baterias de exames diversificados, e fazendo uso dos ultramodernos meios científicos, o laudo final seria de que as chances de sucesso de uma gravidez natural, era praticamente nula. A condição dos tecidos, hormônios, óvulos e todo o conjunto envolvido, não ofereceriam condições mínimas de segurança para que ela viesse a engravidar, e caso isso ocorresse, as chances dessa criança ter um desenvolvimento saudável e em condições de chegar ao tempo de nascimento estaria seriamente comprometido. Isso, é correto, é científico, é natural, razoável e aceitável e a exceção viria da fé, que seria um desafio desaconselhável clinicamente. Acredito que se uma senhora da nossa igreja local de 89 anos viesse buscar aconselhamento comigo, porque estava pensando em ter um filho, que nunca tivera em toda a sua vida, eu teria dificuldade de ajudá-la; vocês não teriam? Graças a Deus que Sara não foi consultar especialistas e nem pastores e o único que ficara do lado dela, acreditava naquilo até mais que ela mesma. A virtude ou o poder de Deus agiu poderosamente na vida física, emocional e alinhou todas as condições com estado espiritual deles como casal. Acredito nisso piamente, porque ela teve uma gravidez normal, Isaque nasceu de parto natural em boa condições e desenvolveu-se plenamente e Sara viu o garoto completar 37 anos de vida. Somando-se a isso, o fato de que após ficar viúvo, Abraão ainda casou-se e gerou seis ou mais filhos. Sara precisou de virtude do Espírito Santo para ser mãe e recebeu o que precisava. O Deus de Abraão e Sara ainda é o mesmo ontem, hoje e o será para sempre. Tudo aquilo que é prometido por Deus, ou pedido por ele a qualquer de nós, tem 100% de chances de sucesso. Deus não dá ordens absurdas e nem impossíveis de serem obedecidas. Ele jamais pedirá algo que possa ser realizado; se for impossível pelas nossas limitações, ele intervém com poder e faz acontecer. O limitar de fé mais conhecido chama-se incredulidade; afastando ela do caminho, todas as coisas são possíveis ao que crê. E Jesus, olhando para eles, disse-lhes: Aos homens é isso impossível, mas a Deus tudo é possível (Mt 19.26).

 

A Ti, Senhor Deus do impossível, nosso culto e honra por ser quem és e não conhecer limites e obstáculos à manifestação do teu poder e do teu amor. Obrigado pelo exemplo de fé dos nossos patriarcas Abraão e Sara; hoje somos nações e aos milhares que adoram o Deus verdadeiro, o Altíssimo, o possuidor dos céus e da terra. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

A Palavra da Promessa

Meditação do dia 27/08/2018

 Porque a palavra da promessa é esta: Por este tempo virei, e Sara terá um filho.”  (Rm 9.9)

 A Palavra da Promessa – Estamos buscando edificação espiritual por meio de estudar a vida de Sara, a esposa de Abraão. Não estamos levantando uma biografia, nem fazendo um estudo bíblico teológico biográfico. Nos propomos a ver a sua história e as atitudes e decisões que ela tomou o como reagiu às situações em volta de si e de sua família. Hoje, vamos pensar na fidelidade de Deus ao lidar com as promessas feitas à pessoas com quem ele se relaciona e com elas constrói seus projetos. Adequando o modo de vida que temos hoje no Brasil, onde quase tudo é judicializado e temos que tomar todas as prevenções porque tudo o que se faz, diz, pensa ou participa pode ser levado a juízo legal à qualquer momento e aí vem as múltiplas interpretações jurídicas com um sem número de possibilidade e as infinitas estancias de se recorrer, simplesmente pelo bel prazer de alguém. Deus em sua infinita sabedoria, nos deu sua Palavra que não precisa ser reformada, reformatada, atualizada; nem tampouco fica velha, caduca ou perde o sentido e a validade. Deus é eterno e assim é sua Palavra! Deus é perfeito e assim e sua Palavra! Deus é imutável e inabalável; assim também é a sua Palavra. Deus disse, eu creio e isso me basta! Então, Deus prometera a Abraão que ele teria um filho, que seria o seu herdeiro e dali viria uma linhagem numerosa, abençoada e abençoadora, do qual sairia nações e reis e ainda o Messias, o redentor da humanidade. Com o passar dos dias e anos, Abraão e Sara se valeram de todos os meios e recursos para produzirem um herdeiro; isso foi crescendo em instancias e da idéia original de que filho é gerado pelo casal, e na impossibilidade de um dos cônjuges, a cultura, a tradição e os arranjos sociais tinham seus meios de fazer valer. Sara entrou nessa fase e sugeriu abrir mão por sua condição de estéril e “gerar” esse herdeiro via ventre de uma serva, mas o filho seria legalmente da família e descendente de Abraão. Até Abraão achou razoável o plano. O único que não embarcou nisso foi Deus. Ela havia feito a promessa à Abraão e Sara e ainda que o patriarca tivesse condições biológicas de gerar muitos descendentes, não era isso que a Palavra de Deus dissera e não importava a interpretação, a hermenêutica ou exegese que ele e Sara fizesse, Deus disse o que disse era isso que estava valendo; tanto é que todos os outros planos vieram a fracassar. Paulo, alguém que conhece muito de Deus e suas doutrinas, escreveu aos Romanos, mostrando a verdadeira interpretação. Era um filho da promessa e não um filho da carne; não é porque tem o DNA de Abraão que é “O” filho prometido por Deus. O que Deus disse era filho da promessa e a promessa era que Abraão seria pai de um filho gerado por Sara. Torcer a teologia para acomodar nossas preferencias é uma péssima administração da mordomia cristã. As imperfeições e impossibilidades humanas em nada afetam a capacidade e o poder de Deus zelar por sua Palavra e suas promessas. E disse-me o Senhor: Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para cumpri-la (Jr 1.12).

 

Pai amado, somos hoje filhos da promessa dada a Abraão e Sara e herdeiros com Cristo da fé da obra redentora, consumada na cruz lá no Calvário. Obrigado pela promessa da salvação e de ter o nome escrito no livro da vida. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

À Sara, Nossa Gratidão

Meditação do dia 26/08/2018

 

E morreu Sara em Quiriate-Arba, que é Hebrom, na terra de Canaã; e veio Abraão lamentar Sara e chorar por ela. E depois sepultou Abraão a Sara sua mulher na cova do campo de Macpela, em frente de Manre, que é Hebrom, na terra de Canaã.”  (Gn 23.2,19)

 

À Sara, Nossa Gratidão  – Não será uma meditação com tom mórbido e pesaroso. Procuro empreender a minha fé e minhas convicções em tudo que faço. Acredito na importância da vida, do nascimento, do desenvolvimento humano, da velhice e da morte. Os ciclos surgem, maturam e findam e cada um tem sua importância e lidar com isso é sinal de maturidade. Um dos objetivos da vida é adquirir sabedoria para ver e viver a vida do ponto de vista de Deus e aí também está incluso nascimento, vida e morte. Há uma boa razão por se nasce, há uma causa pela qual se vive e é preciso ter uma causa pela qual se morre; caso contrário não terá valido nada a passagem da pessoa aqui na terra. Em nossa cultura celebramos com muita alegria o nascimento de uma pessoa, comemoramos anualmente sua vida e desejamos felicidade, vida longa e próspera; implicitamente aí se diz que haverá um momento de despedida. Celebramos a partida das pessoas com choro e lamentação pela ausência dela conosco e pela saudade que ficará; mas agradecidos pela vida e história construída, o legado deixado e a esperança de rever tal ente querido em breve. Definitivamente a morte física para nós cristãos não é um fim, mas uma mudança de etapas e de ciclo, mas com a certeza e garantia que elas serão e estarão numa condição muito melhor ao lado do Senhor, a quem serviram e de quem agora receberão as boas vindas e o merecido descanso até a chegada da caravana com todos os demais. É assim que vejo a vida e a morte de Sara e dos demais personagens da Bíblia e conecto isso aos santos do presente, incluindo parentes, amigos e irmãos na fé, colegas pastores e obreiros valorosos no Senhor. Sara teve 127 anos de vida, nos quais conheceu a Deus de forma profunda e desenvolveu relacionamentos espirituais exemplares e serviu no mais amplo sentido dessa palavra. Foi esposa de um homem notável e juntos formaram o casal, que merecidamente merece ser o casal 20, por tudo que foram e construíram. Ela passou pelos mesmos dilemas que todas as mulheres e irmãs passam nos seus respectivos tempos e foi uma vencedora e deixou marcas que podem ser seguidas até hoje e até a eternidade. Ela foi mãe, foi patroa, teve conflitos de interesses, sofreu injustiças, passou sufoco, dependeu da fé e do livramento de Deus. Ela viu milagres acontecerem, ficou decepcionada, chateada, brava, rodou a baiana, deixou o marido em “saia justa” e fez se virar nos trinta para resolver conflitos. Foi anfitriã dedicada e hospitaleira, e aqui desejo citar o episódio da vida dela que as Escrituras não registram nada, mas aconteceu e só posso fazer uso da minha imaginação e criatividade para solidarizar com ela: Como vocês imaginam que foram para Sara, aqueles dias que seu marido Abraão fez aquela viagem com seu filho Isaque e uns servos, quando foram para a terra de Moriá? Como imaginam que ficou o coração daquela mãe? Ela soube de tudo antes? Só soube depois, quando chegaram? Qual foi a versão de Abraão e qual a versão de Isaque? Por que estou tocando nesse assunto? Porque acredito que em termos humanos, as histórias tem dois lados, mais de uma versão ou ponto de vista; e acredito que as mães passam por experiências que as palavras não explicam e não definem nada do que elas realmente passaram ou sofreram! É um tributo que presto a Sara, em nome de muitas mulheres que anonimamente tem construído famílias, igrejas, ministérios, nações e vencidos batalhas gigantescas e ninguém soube, sabe ou dimensiona o que se passou nos seus corações. Batistas nacionais se orgulham da irmã Rosalee Appleby, que merecidamente se reconhece como “pés franciscanos e alma avivada.” Nossos irmãos do Evangelho Quadrangular tem no seu DNA Aimée Semple Macpherson e poderia citar listas de pessoas notáveis das quais nos orgulhamos e nos alegramos. Deus seja louvado por essas vidas todas. Irmãs, dos dias atuais, meus respeitos e minhas orações por suas vidas e ministérios. O tempo se encarrega de revelar e honrar a cada uma, mas a maior e a melhor recompensa vocês receberão das mãos do Senhor de suas vidas!

 

Obrigado, Senhor por vidas dedicadas a ti e ao Reino. Ao Senhor nossa gratidão por essas irmãs, espiritualmente filhas de Sara. Como homem e parceiro na vida e na jornada ministerial, nossa gratidão por cada um delas e um pedido de graça reveladora ao seus corações cheios de amor e fé; em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

 

A Mulher de 127 Anos

Meditação do dia 25/08/2018

 E foi a vida de Sara cento e vinte e sete anos; estes foram os anos da vida de Sara.”  (Gn 23.1)

 A Mulher de 127 anos – Esse registro não se trata da longevidade de uma mulher. Naqueles dias isso era bem possível e ainda nos nossos dias encontramos pessoas de vida centenárias. A aproximadamente um ano atrás, minha avó paterna foi promovida ao lar eterno, na casa dos cento e doze anos. O que me desperta um instinto de apreciação e um misto de curiosidade sobre a vida de Sara, a esposa de Abraão, a matriarca da nação hebraica é o fato de até onde me recordo, é a única mulher em toda a Bíblia que tem sua idade mencionada. Será que é daí quem vem a cultura das mulheres não gostarem de revelar suas idades? Acho que não! Como nada nas Escrituras é sem propósito, isso se torna digno de nota. Como é nosso cultura cristã toda influenciada pela cultura bíblico-judaica, contamos como importante não apenas o espaço de anos, em termos de tempo vivido, mas a qualidade e principalmente a realização dessa tempo útil. Já que toda pessoa vem a esse mundo com um propósito à cumprir e depois comparecerá diante do Criador para prestação de contas, se torna uma grande responsabilidade viver bem e de forma produtiva. E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo (Hb 9.27). Sara construiu uma história notável ao lado de Abraão. O amigo de Deus, tinha nela uma parceira confiável e herdeira das mesmas promessas e juntos lutaram todo o tempo e se valeram de todos os recursos, até mesmo de tentativa e erro para tornarem a promessa divina uma realidade e virem a ser os progenitores de uma grande linhagem, que seria a porta de entrada da bênção para todas as nações da terra. O que eles conheciam por revelação e esperança, de verem o Messias se levantar estava dentro dos propósitos do chamado e treinamento que Deus lhes proporcionou. Vemos em Sara um modelo de mulher que andava com Deus e viveu dentro de seu contexto cultural, sem se esbarrar em controvérsias e em bandeiras sociais radicais. Ela era linda até à velhice; tinha personalidade forte e energia para tomar decisões firmes que até Abraão se via apertado com ela. Percebemos uma mulher de família, de casa, prendada e ao mesmo tempo de fino trato que frequentou até cortes reais, ainda que em situações de anomalias. Exerceu a maternidade e defendeu seus direitos de mãe como uma leoa quando pressentiu a sagacidade de Agar e proximidade de Ismael no coração de Abraão. Teve experiências de recepcionar Deus e seres angelicais em sua tenda e desfrutar de comunhão que nos deixa desejosos de também experimentar. Sara está não só na historia, mas também em nossos corações.

 

Senhor, desejo expressar a minha gratidão pela vida e pela história de Sara, uma Princesa que se tornou a Mãe de multidão de nações e dela veio Jesus, o nosso Senhor; graças pela disponibilidade dela viver e servir, aprendendo e crescendo. Ela fez a sua parte e cumpriu o seu papel para Israel viesse a existir e a redenção estivesse disponível a todos nós. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason