Dia de Despedida

Meditação do dia 25/05/2018

Então se levantou Abraão pela manhã de madrugada, e tomou pão e um odre de água e os deu a Agar, pondo-os sobre o seu ombro; também lhe deu o menino e despediu-a; e ela partiu, andando errante no deserto de Berseba.”  (Gn 21.14)

Dia de despedida – A vida não é feita só de banquetes dominicais, há também os intermináveis dias de trabalhos semanais. Dia de vestes elegantes e dias de avental e serviço. Abraão foi de um extremo ao outro em bem pouquíssimo tempo. Ontem estava celebrando o desmame do filho Isaque com um grande banquete  e muita festa e ainda na mesma noite teve que iniciar os planos e os preparativos para algo que ele jamais imaginou: ter que se despedir de Ismael; mesmo dada as circunstancias, era seu filho e era amado. Agar era serva, mas tinha o seu lugar e pertencia àquela família e tinha um importante papel na educação do seu filho, ao lado do patriarca. Todo esse castelo, ruiu em poucas horas, sob os protestos de Sara. Levantar de manhã nunca deve ter sido um problema para aquele centenário senhor, que tirava proveito das manhãs e alvoradas para desfrutar da companhia e comunhão com o Senhor seu Deus. Mas hoje seria diferente, bem diferente! Fazer os preparativos apressados, com uma provisão de um pão caseiro, um frasco com água para iniciar a jornada de suas vidas longe da casa e da proteção de Abraão. Não vou fazer um melodrama, arrastando as coisas para baixo e criando uma situação de depressão e morte. Era dolorido para os dois lados e um dos lados era bem mais forte que o outro. Agar e seu filho Ismael não tinham meios e a quem recorrer; provavelmente Ismael nem sabia de que se tratava essa viagem, ou no máximo ele ouvira a histeria de Sara e sua exigência de expulsão dele e de sua mãe, para não haver concorrência com Isaque. Hoje, não vou abordar isso do ponto de vista de Ismael ou Agar, pois estamos meditando e vendo as coisas do ponto de vista de Abraão, o personagem desses escritos, mas é provável que dediquemos algumas com a pessoa de Ismael, afinal é um personagem que cruzou o nosso caminho e influenciou decisões importantes da vida de Abraão. Nós, costumamos ir até o portão, até à rua para nos despedir de pessoas que vão embora, ou só mesmo viajar e algumas despedidas são marcantes. Na escuridão daquela madrugada, naquele acampamento silencioso, ver o filho ainda sonolento sumir na penumbra amparado pela mãe, levando quase nada, quando na verdade podia ter muito e mesmo assim, ter que tomar a decisão e a atitude que esvaziaria uma parte do seu coração, foi muito difícil, foi muito dolorido! Mas havia espaço também para a fé, pois ele recebera uma palavra de Deus sobre o menino. Ter que nos separar de algo que criamos e a ele nos agarramos, nem sempre é uma decisão fácil, mas necessária, para que a continuidade da promessa do Senhor nos leve a novos patamares. Pastores e obreiros que fundaram trabalhos e igrejas e viram aquilo prosperar e uma hora vem a ordem de separação. Planos concebidos e criados e tomando forma, quando a esperança brilha nos olhos e não é mais possível continuar. Sonhos que não poderão amadurecer. Oportunidades que terão que ser deixadas e esforços de muito tempo e dedicação que não se consumarão. São coisas que são mais frequentes do que imaginamos; mas a nossa convicção e nosso foco deve se manter no Senhor e na sua vontade, nos seus planos, não nos nossos. Se Deus pede, ou ordena que se abra mão de alguma coisa, certamente ele tem algo melhor e a nossa atenção e intenção tem que estar nisso. Quero terminar pensando naquelas palavras, ditas por Deus, profeticamente através do salmista: “A ti levanto os meus olhos, ó tu que habitas nos céus. Assim como os olhos dos servos atentam para as mãos dos seus senhores, e os olhos da serva para as mãos de sua senhora, assim os nossos olhos atentam para o SENHOR nosso Deus, até que tenha piedade de nós” (Sl 123.1,2). Abraão era senhor de Agar e Ismael, mas era servo do Senhor Deus, o Altíssimo e ele também estava atento às mãos do seu senhor. Voce e eu, eu e você de olho nas mãos do nosso Senhor!

Pai e Senhor Jesus, junto com a pessoa do Espírito Santo, quero dizer que a tua vontade é muito significativa para mim e para nós, teus servos. Queremos e podemos entender muito bem o significado da palavra SENHOR, quando a proferimos atribuindo a ti como nosso Deus e soberano sobre nossas vidas. Acreditamos que dispões de todos os direitos sobre nós, inclusive porque voluntariamente te entregamos nossas vidas e nossos cuidados nas tuas mãos para nos dirigisse. Senhor Deus meu e Rei meu, obrigado por direção tão sábia e justa. Mesmo doendo ou me contrariando ainda acredito que a tua vontade deve ser feita aqui na terra como é feita nos céus. Conceda-nos a graça para andarmos pela fé e assim nos concentrar no que esperas de nós. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Ouvir a Voz de Sara

Meditação do dia 24/05/2018

Porém Deus disse a Abraão: Não te pareça mal aos teus olhos acerca do moço e acerca da tua serva; em tudo o que Sara te diz, ouve a sua voz; porque em Isaque será chamada a tua descendência.”  (Gn 21.12)

Ouvir a voz de Sara – No direito, se fala muito no tal “direito ao contraditório,” posso não gostar muito, mas é jurídico, é legal e como toda lei precisa ser aplicada e exercida com moderação e bom senso, temos que as vezes engolir algumas situações onde sabemos que não há nada de contraditório e muito menos dúvida sobre os atos imputados a determinadas pessoas. Mas estou falando isso, por que acredito que Abraão depois de provavelmente passar uma noite em claro, sem pregar os olhos, por causa da exigência de sua esposa, que queria Ismael e Agar fora de seu caminho e longe da sua família. Para o patriarca, as coisas seriam de outra forma e tudo o que ele não via era nexo nas palavras de Sara. Expulsar um filho de casa, sem uma razão explícita e compreensível para um garoto de treze anos, não era uma tarefa fácil. Mas Abraão ouvir a voz de Deus, que por incrível que parece deu razão à Sara e aconselhou que ele deveria dar ouvidos àquelas reivindicações. Como não existe “SE” em doutrinas e ensinamentos bíblicos, Abraão não tinha como saber como seria no futuro se os meninos crescessem juntos e como se resolveria no futuro uma questão que deveria ter sido resolvida no passado. Abraão era uma pessoa de fé e obediência e foi assim que ele agiu, dando novamente passos de fé, mesmo que isso lhe cortasse o coração. Ainda que naquele momento ele olhasse apenas a paternidade humana e o prazer de ver seus filhos aos seu lado ele consentiu em ver as coisas do ponto de vista de Deus e considerar a herança espiritual e os termos da aliança como sendo mais importantes do que os seus sentimentos e assim, abriu mão de um filho. A fé também ajuda a pessoa a ver outros lados da questão que necessariamente não precisam de explicação da parte de Deus, já que ele é fiel e cuida de tudo o que nos diz respeito. Abraão já tinha uma palavra de promessa em relação à Ismael, que ele seria alguém importante e abençoado; portanto, de uma forma ou de outra ele e sua mãe sobreviveriam e superariam aquela provação e se estabeleceriam em algum lugar, com a ajuda e a graça de Deus. Eu sei que deu certo, porque temos a relação da genealogia dos descendentes de Ismael e ele aparece em cena por uma última vez justamente no sepultamento do patriarca, juntamente com seu irmão Isaque. Para mim, ele veio honrar a pessoa de seu pai e deixa para nós a marca de um grande homem, sem amarguras e ressentimentos. O que para muitos seriam uma tragédia, ele encarou como desafio e se fez forte, como se exige alguém que vive nos desertos. Provações não são fáceis, senão não seria provação. Quando envolve laços familiares e emocionais com riscos de injustiça ou mostrar preferencia de um em detrimento de outro, precisamos mesmos ouvir a voz de Deus e obedecer, mesmo que contradiga todo o nosso senso de lógica e correção. Precisamos confiar, pois os que confiam no Senhor nunca serão confundidos e muito menos envergonhados.

Senhor, dá nos a sabedoria para discernirmos a tua vontade daquilo que nós estabelecemos como sendo o padrão certo de ação. O Senhor conhece o futuro e para ti ele não é opaco, como é para nós; assim a tua direção é muito bem vinda a nós todos os dias. Quando os teus filhos precisam tomar decisões difíceis e dolorosas, fortaleça-nos para que façamos o melhor e o que produz glória ao teu santo nome. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Ismael Leva Cartão Vermelho

Meditação do dia 23/05/2018

E pareceu esta palavra muito má aos olhos de Abraão, por causa de seu filho.”  (Gn 21.11)

Ismael leva cartão vermelho – Lá na minha terra, costuma-se dizer que “tudo que é mal começado é mal terminado!” algumas atitudes tomadas provocam mudanças e responsabilidades ao longo da vida e elas sempre trarão consigo a lembrança e o gosto amargo do erro cometido. Por outro lado, quero pensar aqui, hoje sobre algo que me desafia o raciocínio e ao ver a situação de um ponto de vista diferente, posso me redimir de minhas próprias aplicações negativas sobre a vida de Ismael. Digo isso, porque a normalidade cristã, nos induz sempre a pensar nesse menino e depois no homem e nas nações que ele originou, como uma marca negativa e que aponta o erro de Abraão e Sara e que serve de espinho para Israel até os dias de hoje. Como nem tudo é o que parece ser, existe nessa história mais verdades saudáveis que a nossa vã cabeça pequena queira aceitar. Vou começar afirmando que creio com todas as minhas forças e escrevo isso com consciência tranquila, que nenhuma criança nascida neste mundo é um erro, um acidente e um desastre que nunca deveria ter acontecido. Deus é o autor da vida e cada pessoa é especial e valioso aos seus olhos e não pode ser diferente com Ismael. A promessa de um herdeiro feita à Abraão e Sara, era para eles como casal, chamados e aliançados com Deus. O fato deles terem procurado atalhos para viabilizar a vinda desse herdeiro é uma ato de responsabilidade pessoal e como tal as consequências vieram e não tem como fugir disso. Agar não estava em condição social de escolher e dizer se queria, aceitava ou não. Na condição de escrava, ela obedecia e pronto. Abraão entendeu que não adiantou fabricar resultados, pois o Senhor insistiu em lhe afirmar que estava disponível para abençoar Ismael por ser seu filho, mas a aliança e as promessas seriam com Isaque. “E quanto a Ismael, também te tenho ouvido; eis aqui o tenho abençoado, e fá-lo-ei frutificar, e fá-lo-ei multiplicar grandissimamente; doze príncipes gerará, e dele farei uma grande nação” (Gn 17.20). Aquele clima indigesto entre Sara e Agar, agravou-se com o nascimento de Isaque, que pôs fim as provocações da serva contra a sua senhora; quem sabe, para Abraão, ambos eram seus filhos e a companhia de Ismael por treze anos, criara laços forte em seu coração. Alguma brincadeira de adolescente de Ismael com Isaque no banquete, azedou de vez os ânimos e Sara exigiu a expulsão de casa de mãe e filho. Na minha imaginação, Abraão é um homem sereno, de temperamento brando e de diálogo; generoso e amante da diplomacia e mesmo assim, ele não conseguiu apaziguar a fúria da esposa e ele ficou entre a cruz e a espada, numa linguagem mais atual. Que noite deve ter sido aquela para ele, um pai tendo que retirar de casa uma criança com sua mãe, e enviá-los embora para um mundo inóspito e inseguro em todos os aspectos, com migalhas suficientes para sobreviver por bem pouco tempo. Ele tinha no coração a promessa de que aquele rapazinho sobreviveria e se tornaria um grande homem e lhe daria doze netos. Ele queria muito ver isso! Mas o momento agora era outro e isso faz parte daqueles momentos e daquelas decisões que homens de Deus tem que tomar e sem apoio de ninguém e sem como explicar a coerência entre o que se crê e o que se está fazendo. Decisões difíceis, exige muito da gente e a fé deve ser nosso escudo nesses momentos. Aparentemente pode contradizer tudo o que você pregou, ensinou e viveu ou gostaria de fazer. Tenhamos fé para grandes decisões, pois a vida continua e afundar em tristeza e depressão, ou chutar o balde e voltar atrás não é esperado de nenhuma pessoa de fé. Creia!

Senhor, posso dizer que nem sempre entenderei todas as coisas, mas posso acreditar que em tua sabedoria me guiarás por veredas direitas e caminhos planos, quando tudo diz o contrário. Hoje, certamente tem algum dos teus filhos com o coração partido e a alma em frangalhos por ter que tomar decisões que não gostaria, mas é o passo de fé e de obediência que precisa dar. Obrigado pela força e graça para ver a vida do teu ponto de vista e que o cuidado jamais será tirado dos teus amado. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Festa Para Isaque

Meditação do dia 22/05/2018

E cresceu o menino, e foi desmamado; então Abraão fez um grande banquete no dia em que Isaque foi desmamado.”  (Gn 21.8)

A festa para Isaque – A cultura hebraica, clara, tem seus fundamentos na pessoa de Abraão, o patriarca da nação. Ele aprendeu muito com Deus e assimilou os princípios que fizeram de sua família um núcleo abençoado e influenciador. Foi ele que lançou os fundamentos para as próximas gerações de adoradores do Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra. Com o passar dos tempos e das gerações, muito do que foi iniciado em um estágio pequeno, tornou-se características marcantes e firmes da cultura e dos costumes do povo de Deus. O advento da revelação das leis e mandamentos, por ocasião do Êxodo, incorporou muitos desses hábitos e práticas que impregnaram no povo de forma que ficou indissociável um do outro. Foram criados e desenvolvidos mecanismos de confirmar a bênção e a transmissão dela dentro do contexto de uma aliança que perpetuaria os propósitos divinos na vida pessoal, familiar e como nação. Era praticamente uma impossibilidade entre eles, alguém nascer, crescer e se tornar um adulto sem que passasse por estágios onde os fatores de bênçãos não acontecessem. A questão de identidade, destino e propósito era muito forte e enraizado em cada pessoa e em cada ação, seja individual ou coletiva. Já ensinamos aqui na Monte das Oliveiras e também faz parte de alguns materiais e ferramentas da Universidade da Família, que naquela cultura, hebraica antiga, firmara-se como se fosse uma agenda, em que sete ocasiões na vida de uma pessoa ela seria abençoada; seis dessas etapas, a bênção vinha da parte dos pais sobre os filhos e a sétima, invertia-se, eram os filhos que abençoavam os pais. O primeiro estágio era na CONCEPÇÃO – havia mecanismos, ferramentas, regras e costumes que induziam a que nenhuma criança fosse concebida fora de uma aliança e o círculo de proteção de bênção. Daí aquelas leis de comportamento sexuais serem tão rígidas e em alguns casos até com penas capitais. O segundo estágio era na VIDA UTERINA – era um tempo de concentração e cuidados para que a mãe tivesse toda sua atenção e cuidado voltado para gerar um filho saudável, abençoado e a comunidade em volta dela propiciava tudo o que fosse possível e facilitava a vida de mãe e filho. O terceiro estágio era no NASCIMENTO – Era cercado de expectativas e alegria para todos, ter um filho era ser uma pessoa abençoada, uma família abençoada e todos se alegravam porque era mais uma geração assumindo seu posto na herança da aliança e das promessas de Deus. O quarto estágio era a PRIMEIRA INFANCIA – um tempo de curtir a criança e infundir nela as marcas do povo de Deus e mostrar a ela a bênção da qual ela era herdeira e de que todos estavam ali para protege-la e ajudar no seu desenvolvimento. O quinto estágio era na PUBERDADE – quando se separava as fases da vida e ela assumia papeis de responsabilidades. Os meninos passavam pelo Bar Mitzvah, aquela cerimonia onde ele se tornava “filho da Lei” e espiritualmente agora era responsável por seus atos diante de Deus e cumprir os devidos rituais e obrigações. O sexto estágio era o CASAMENTO – onde uma nova célula daquela sociedade se formava sob as bênçãos dos pais e familiares de todas as gerações. O sétimo período de bênção era na VELHICE – quando os filhos honravam seus pais e os abençoavam, oferecendo cuidado, distinção e honra. Assim todos davam e recebiam as sete bênçãos no seu devido tempo. Aqui, vemos Abraão dando um grande banquete e celebrando uma mudança de fase de seu filho Isaque quando ele foi desmamado. Significava que as etapas da vida estavam se sucedendo naturalmente e as promessas do Senhor iriam marcar aquela vida e os pais e amigos estavam ali para celebrar isso. Nossa cultura ocidental perdeu praticamente todas as marcas que sustentam uma transição de fases de vida, e devido a isso, enfrentamos uma tremenda confusão de identidade, destino, pessoas que não sabem o que são, porque são e nem mesmo se há algum propósito para suas vidas. Famílias que são mais aglomerados de pessoas segundo certas conveniências sociais do que propósitos. Uniões surgidas e confirmadas de modos mundanos, pagãos e até profanos, validados por cerimonias e celebrações antagônicas aos preceitos de Deus; não é sem razão que estamos como estamos e caminhando para abismos sociais cada vez maiores. Precisamos reavaliar e repensar nossos valores, de onde eles estão vindos e para onde nos levarão.

Pai, obrigado por oferecer na tua Palavra modelos de como a vida deve ser e como ela pode produzir bênçãos e realização. Na família é onde começa todas as coisas e é ali que os teus princípios se firmam, se fortalecem e são transmitidos de geração em geração. Pedimos misericórdia e graça, para voltarmos aos caminhos eternos que trazem paz ao nosso coração. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

A Circuncisão de Isaque

Meditação do dia 21/05/2018

E Abraão circuncidou o seu filho Isaque, quando era da idade de oito dias, como Deus lhe tinha ordenado.”  (Gn 21.4)

A circuncisão de Isaque – Não vou nem discutir sobre a opinião de quem acha que seria dolorido demais fazer uma coisa dessas com um bebê de oito dias de nascido e que isso era desnecessário e até mesmo um ato de mutilação, tortura e absurdo em termos de fanatismo religioso. Sem contar os que diriam que Deus não estava envolvido nisso, e que para servi-lo e ser fiel não é preciso tudo isso. Quero crer que Abraão entendia o significado de uma aliança e o valor de uma palavra empenhada. Ele tinha entrado em aliança com o Senhor e o sinal ou símbolo estabelecido nessa aliança era a circuncisão de todos os do sexo masculino, à partir do próprio Abraão e na ocasião ele e Ismael foram circuncidados com todos os demais participantes do grupo dele. Agora, ele tinha seu próprio filho, um herdeiro em todos os sentidos, pois a aliança era também com seus descendentes e como tal, deveriam estar levando as marcas que eram a garantia da obediência aos termos da aliança. Para Abraão, era uma honra poder agora perpetuar na pessoa de Isaque a fé e os benefícios dela. Obediencia tem muito a mostrar, pela precisão, pela diligencia, pela alegria com que a pessoa se move para fazer aquilo que se espera ou lhe é pedido. Fazer o que Deus lhe havia pedido, dava prazer e como ele já agia pela fé, estava certo de que tudo se encaminharia. Na nova aliança viemos a entender que o valor da circuncisão não está na esfera material e física, mas sim na atitude do coração; enquanto eles demonstravam isso de forma visível, na carne mesmo, era para representar o que eles criam por dentro. Para nós, agora, nossas atitudes externas é que representam aquilo que é verdadeiramente valioso no nosso íntimo e onde só nós e Deus sabemos o verdadeiro significado. Paulo ensinou isso de forma muito clara: “Guardai-vos dos cães, guardai-vos dos maus obreiros, guardai-vos da circuncisão; Porque a circuncisão somos nós, que servimos a Deus em espírito, e nos gloriamos em Jesus Cristo, e não confiamos na carne” (Fp 3.2,3). Irmãos, temos hoje, na Nova Aliança, um entendimento muito espiritual e preciso das verdades bíblicas, que expressam a vontade de Deus, do que se podia ter na Velha Aliança; para um cristão hoje dizer pode se alegrar e até se gloriar em Cristo e que ao mesmo tempo não confia na carne, significa muito em termos de crescimento e maturidade na fé. Sinais, símbolos, figuras, tipos e formas cerimoniais que tinham uma expressão muito forte e séria na Antiga Aliança, tem uma conotação diferente e pautada na graça de Cristo, mas uma coisa não alivia ou anula as responsabilidades da fé e da fidelidade a Deus. Aquilo que já sabemos que é a vontade expressa do Senhor, temos que agir em fé e assim os resultados seguirão os passos da obediência. Sempre!

Obrigado, Pai, por determinar caminhos bons, verdadeiros e que estão dentro de nossas possibilidades de realização. Contamos com sua graça e amor para obedecer sempre pela fé. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Qual o Nome do seu Filho?

Meditação do dia 20/05/2018

E Abraão pôs no filho que lhe nascera, que Sara lhe dera, o nome de Isaque.”  (Gn 21.3)

Qual o nome do seu filho? – Sou pai de duas filhas, Grace e Hellen, hoje já adultas, a primeira tem esse nome devido aos fatores que cercaram nossas vidas por ocasião de sua chegada e entendemos que a graça de Deus foi razão mais do que suficiente para termos passado por tantas provações e dificuldades e permanecidos firmes e até saído melhores do que entramos e então, GRAÇA era a palavra e a expressão que mais significado tinha e assim era uma justa homenagem e uma forma de tornar aquilo definitivo e permanente. A Segunda, significa FORÇA, foi também uma maneira de agradecer a Deus pela força que nos dava e nos mantinha vencendo e prosperando em nossas vidas e ministérios; como também faria uma bela dupla com a irmã, trazendo equilíbrio, um pouco de Graça e um pouco de Força não faz mal a ninguém, pelo contrário. (já perceberam que alteramos a grafia por estética na escrita, mas a intenção do coração permanece). Na cultura hebraica antiga e em muitas outras culturas a forma mais usual de dar nomes aos filhos está diretamente ligada aos acontecimentos, quer da criança, quer da família e até eventos nacionais. Essas coisas estão dentro do que a Bíblia chama de Veredas Antigas de Deus, conforme Jr 16.6. O próprio Senhor, trocou nomes de vários personagens e deu nome a muitos outros, valendo-se desses princípios, podemos lembrar entre tantos, o próprio Abrão (Abraão), Sarai (Sara), Isaque, Jacó (Israel), Jesus, foi dado pelo anjo da anunciação, etc. Assim, dar nomes aos filhos está diretamente ligado a fé da pessoa e também ao seu relacionamento com Deus e ainda, o seu entendimento e comprometimento com tudo isso. Dar um nome apenas pela sonoridade bonita, ou porque quer homenagear o craque do time ou o artista da TV ou cinema não é demonstração de cultura de reino e valor à sua fé; está mais para valorizar seu lazer, suas fantasias e idolatria com personalidades, podendo até comprometer o futuro daquele presente de Deus, confiado e entregue aos seus cuidados. Quando receberam a informação e a promessa de terem um filho e os anos foram se passando e as condições se tornavam cada vez mais desfavorável, Abraão e Sara, chegaram a perder as expectativas de que isso viesse a se cumprir por vias naturais e tentaram ajudar a Deus e por fim, caíram na risada e o Senhor “como que entrou na deles” e disse: Então é assim? Pois agora, o filho vai nascer e o nome dele será Isaque (riso) para vocês deixarem de serem bestas e duvidarem de mim.” Por toda a vida, quando eles mencionavam o nome do filho, estariam relembrando a promessa, a fidelidade, e a cena da risada desconfiada. O Senhor tem, certamente um tremendo senso de humor e isso pode ser explicado pela repetição disso em tantas pessoas que ele criou que são verdadeiros artistas do humor e tornam a vida mais colorida, alegre e levam tudo numa boa. Sem deixar de ser sério, Deus é bem humorado e divertido, festivo e criativo. Ele transforma qualquer situação, em algo edificante, construtivo e abençoador, é só olharmos em nossa vida e experiências. Tá tudo ali!

Obrigado, Pai, por seu tão especial e amoroso com cada um de nós e nossas experiências, que nem sempre conseguimos acertar de primeira. Obrigado por Jesus ter vindo para mudar nossas vidas e destinos e pelo Espírito Santo que transforma vidas áridas e secas, em fontes transbordantes, cheias de vida e bons frutos. Obrigado, de coração, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Fechado Por Deus

Meditação do dia 19/05/2018

Porque o Senhor havia fechado totalmente todas as madres da casa de Abimeleque, por causa de Sara, mulher de Abraão.”  (Gn 20.18)

Fechado por Deus – Até onde Deus interfere no cotidiano das pessoas e das nações? Para começo de conversa, ele é Senhor de tudo e de todos e como acreditamos em teologia sistemática, a idéia cristã de Deus, ou se preferir a definição de Deus é: “Espírito pessoal perfeitamente bom, que em santo amor cria, sustenta e governa todas as coisas.” Sendo assim, ele pode interferir à vontade sem ter que pedir licença. Mas a idéia da meditação de hoje é mostrar até onde, se estende os propósitos divinos para com o seu povo e o que é necessário para dar pleno cumprimento desses planos. Existe sim, muito mais coisas nesta vida do que a nossa vã mentalidade supõe saber. Acordei hoje com o texto de Provérbios que fala de autoridade e como ela por mais importante e alta que seja, ainda está à disposição da mais alta instancia, que é Deus. Como ribeiros de águas assim é o coração do rei na mão do SENHOR, que o inclina a todo o seu querer” (Pv 21.1). O rei aqui, pode ser literalmente o monarca, líder de um povo, ou simbolicamente, alguém em posição de autoridade. Qualquer que seja, o coração dele ainda está nas mãos de Deus, e ele tem como conduzir suas ações e desejos para que cumpram sua vontade. No tempo certo, César, o imperador Romano, fez um decreto para o recenseamento que levou José e Maria para Belém, justamente quando e onde eles precisariam estar. O Senhor estava construindo na vida de Abraão e Sara uma estrutura espiritual, capaz de suportar o peso de uma grande nação, que dependeria da fé e do poder de Deus para prevalecer, e o rei de Gerar, ofereceu uma grande oportunidade de Pós-Graduação para eles. Abraão tinha que aprender a lidar com a fé, não apenas crença, ideologia ou cultura monoteísta. Deus o levou aos extremos de seus limites para que ele visse, ouvisse, aprendesse e reaprendesse, que para Deus realmente não há impossível e que suas promessas independem do potencial humano para se realizarem. O Criador e Possuidor dos Céus e da terra, como Abraão estava aprendendo, fez todas as coisas pela palavra do seu poder. Em seis dias criou tudo que conhecemos e ainda não conhecemos; do nada trouxe a existência todas as coisas; por que seria difícil para ele que criou todas as pessoas, trazer uma à existência. Não é pirraça ou capricho, mas é didática, Abraão e Sara foram levados a crer e esperar até passar toda e qualquer possibilidade humana de conceberem uma filho, para que eles experimentassem o poder criador e criativo do Senhor. Quando acabam os recursos humanos, aí sim, se abre a oportunidade para a manifestação do poder de Deus. Tudo na história do povo de Deus é sobrenatural, encantador, além da imaginação! Tudo na redenção é impossível de se realizar pelo méritos e feitos humanos. É divino do começo ao fim, de cabo a rabo! Desculpe a linguagem, nos termos bíblicos é “princípio e fim, Alfa e Ômega.” Não é nada diferente com o cristianismo bíblico, com a igreja como corpo de Cristo, com a vida pela fé, com tudo o que entendemos como serviço à Deus. Não fujo disso, sou incrivelmente resistente: Resisto a graça, resisto a fé, resisto ao amor, resisto, resisto, e quando mais aprendo sobre quebrantamento, mais sei que não vou tirar dez ainda. A maioria de nós somos vencidos pelo cansaço, aí entregamos os pontos. Misericórdia!!! Deus fechou as madres daquele povo, por causa de Sara, mas não só para tirá-la do cativeiro e devolver ao marido, mas ensinar e revelar seu poder. Já sabemos que quando Deus fecha, fecha mesmo, mas quando ele abre também as portas, ninguém segura! “E ao anjo da igreja que está em Filadélfia escreve: Isto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi; o que abre, e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre” (Ap 3.7).

Louvado seja o nome do Deus de Israel, o Deus da nossa salvação! Bendito seja o seu poder e a graça transformadora que nos alcança e nos faz herdeiros e co-herdeiros com Cristo. Pai, obrigado por manifestar o seu poder e vencer as nossas resistências da incredulidade e ignorância e assim se revelar como o Todo-Poderoso. Obrigado por nos dar uma fé poderoso em ti e contigo, tudo em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

A Oração de Abraão

Meditação do dia 18/05/2018

E orou Abraão a Deus, e sarou Deus a Abimeleque, e à sua mulher, e às suas servas, de maneira que tiveram filhos.”  (Gn 20.17)

A oração de Abraão – Deus nos ama pelo que somos, suas criaturas, seus filhos, seus servos. Deus separa perfeitamente bem nossa identidade do nosso comportamento, o que não é muito fácil para nós pais fazermos. O Senhor sempre repreende, corrige e pune o comportamento inadequado e pecaminoso e sempre também recompensa regiamente a nossa identidade. Essa ação divina está muito bem situada nas ações graciosas e justas dele se relacionar com as pessoas. Entender o caráter santo de Deus e também o poder de sua graça, eleva o nível de confiança e lubrifica o relacionamento, evitando atritos e desgastes entre nós e o Pai. Uma lição que vem ao meu coração em absoluta primeira mão nesta manhã, ao ler e pensar no texto, é que se necessita de pureza de coração, de fato e de direito, para afastar qualquer animosidade, ressentimento e reservas para a vida de oração seja de fato eficaz. Se trata daquela pureza inocente de que Jesus falou que há no coração das crianças e que deve se ver na vida dos adultos em relação as questões espirituais. E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus. (Mt 18.3). Logo à seguir eu revelo o que estou rodeando para mostrar, mas vai me dar razão; pois o nosso coração, com tudo o que ele significa, precisa estar alinhado, em perfeita sintonia com o coração de Deus, para que flua vida e poder para abençoar. Não é mágica, não é mística, não é ritual certo, com os movimentos devidamente sincronizados… nada disso. Gosto de ensinar fazendo perguntas, porque exige que se pense e veja mais possibilidades – então vou perguntar: Qual era a grande busca da vida de Abraão e Sara? Ter um filho! Agora que já estava marcado até o tempo para isso se materializar, olha as lutas tentando desviar a atenção e roubar a bênção! Um homem que passa noventa e nove anos esperando para gerar um filho e tendo promessa de Deus, agora que ele fica sabendo que será dentro do tempo da vida, (nove meses para a gestação), a esposa dele é levada embora por um rei para ser mais uma das suas muitas esposas. Meu pai, o seu Arnaldo, um baiano esperto, diria que “quando Deus dá a farinha, vem o Diabo e rouba o saco!” Deve ter passado muito coisa na cabeça de Abraão, e ele lutou consigo mesmo e batalhou em oração e Deus interveio e usou o princípio da semente, onde cada um produz segundo a sua espécie; o servo de Deus desejava ter filhos e o rei de Gerar estava impedido de ter filhos porque se meteu na promessa de Deus para Abraão. Como solucionar? O rei reparou seu erro, pediu desculpas, fez restituição integral e Abraão orou por ele e sua casa e eles foram curados da esterilidade e puderam gerar filhos, então o homem de Deus estava livre e liberto para ser pai, agora ele e Sara puderam gerar o filho que tanto desejavam. Ele tinha que estar pronto a ver outros sendo abençoados com aquilo mesmo que ele deseja e não tinha alcançado. Ele teve que agir pela fé! Gente é difícil, mas é o caminho da cura e da bênção. Ser fiel, zeloso, comprometido e o resultado não vem e outros menos comprometidos receberem primeiro do que a gente! (Como está escrito: Por pai de muitas nações te constituí) perante aquele no qual creu, a saber, Deus, o qual vivifica os mortos, e chama as coisas que não são como se já fossem” (Rm 4.17). Ele chamou a existência as coisas que ainda não existiam como se elas já fossem… (Um casal estéril fazendo campanha de oração para famílias que querem ter filhos!!!!?) Só Senhor é Deus! Aleluia!!

 

Obrigado Senhor! Obrigado Senhor, Em nome de Jesus, amém!

 

Pr Jason

Pensando errado

Meditação do dia 17/05/2018

Abraão respondeu: “Eu disse a mim mes­mo: Certamente ninguém teme a Deus neste lugar, e irão matar-me por causa da minha mulher.”  (Gn 20.1,2)

Pensando errado – Não deve ser sem razão que os ensinamentos bíblicos proíbem ao ser humano julgar o próximo. A possibilidade de errar é muito grande. A capacidade de fazer conclusões sem amparo de fatos e evidencias, baseados apenas em sensibilidade e percepção, sempre leva a juízos errôneos. Não julgueis segundo a aparência, e sim pela reta justiça (Jo 7.24). Abraão chegou numa terra nova, onde tinha familiaridade com as pessoas, costumes e nem muitas informações, pensou consigo mesmo e chegou a conclusões e simplesmente agiu como se as suas conclusões fossem fatos concretos. Fica a lição para nós de que mesmo andando dentro da vontade de Deus, e em direção à nosso real vocação, ainda somos humanos e ainda estamos sujeitos à falhas e erros. A melhor maneira de diminuir isso e até evita-los é aplicar os que conhecemos; Orar a Deus – consultar ao Senhor – Pedir orientação – agir com sabedoria. Abrão estava na terra da promessa, estava peregrinando para conhece-la em toda a sua extensão, tudo exatamente como fora instruído pelo Senhor. Mesmo assim, incorreu em erros como os que cometera no passado, quando ainda não era experiente em questões de andar com Deus e dar bom testemunho. Erros não estão associados somente a estar fora da vontade de Deus no contexto geral da vida. Sentir-se maduro e experiente o suficiente para já saber o que fazer, pode levar qualquer pessoa a incorrer em pecados e erros, que podem até comprometer o que até então fora construído. Quando lidamos com aconselhamento pastoral, nos atendimentos é muito comum, pessoas admitirem que “pensou” algo e “Concluiu que…” e já partiu para a ação, tomando decisões e fazendo coisas concretas, simplesmente baseadas em suposições pessoais, quando na verdade aquilo não era fato. Abraão falou consigo mesmo, que provavelmente as pessoas daquele lugar não eram tementes a Deus e consequentemente eram más e predispostas à violência e assim ele seria alvo delas; e se ele dissesse que sua esposa Sara, era apenas sua irmã, ele poderia evitar um possível conflito de interesses e assim salvar a sua pele. Quem garante que, só porque alguém não professa a mesma fé que a minha, ela seja má e ímpia e vai querer me prejudicar? Isso pode estar baseado na presunção de que somos os únicos que conhecemos a Deus e temos relacionamento com ele. Todos estão errados e podem nos perseguir e assim a melhor defesa é o ataque, e lá vamos nós, atirando para tudo que é lado. Assim como Deus se revelou a nós e usou de misericórdia, ele pode muito bem ter feito isso com outras pessoas também! A minha conclusão pode ser um grande engano e pessoas boas podem ser prejudicadas pela minha falsa conclusão.

 

Senhor, tenha misericórdia de nós, e permita que em nossa jornada por essa vida, deixemos marcas boas e construamos relacionamentos saudáveis por onde passarmos. Uma das razões de estarmos aqui, é justamente representar a ti e revelar a tua grandeza aos povos ao nosso redor. Queremos dar um bom testemunho, sempre. Oramos em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Mudanças Que Mudam as Pessoas

Meditação do dia 16/05/2018

E partiu Abraão dali para a terra do sul, e habitou entre Cades e Sur; e peregrinou em Gerar. E havendo Abraão dito de Sara, sua mulher: É minha irmã; enviou Abimeleque, rei de Gerar, e tomou a Sara.”  (Gn 20.1,2)

Mudanças que mudam as pessoas – Alguém poderia perguntar: “Mas de novo?” Abraão dizendo uma meia verdade para se proteger e preservar quem sabe o seu patrimônio, é quase inadmissível para nossa cabeça e coração. Mas quero dizer-lhe que de fato, aconteceu e que esse registro sagrado também é uma das grandes evidencias da veracidade e inspiração das Escrituras, como Palavra de Deus. Seria muito difícil a um judeu registrar seguidamente as falhas cometidas pelo patriarca da sua nação, caso ele tivesse a intenção de registrar apenas a história. A supervisão espiritual exercida pelo Espírito Santo sobre os autores humanos, levou-os a registrar a verdade verdadeira inspirada, para que cumprisse os propósitos didáticos divinos. Saiba, que o Senhor jamais irá acobertar os erros e pecados de quem quer que seja, piedoso ou impiedoso, próximo dele ou relapso na comunhão. Os anos de justiça e serviço prestado não serve de escudo ou muleta para nos amparar quando cometermos erros e injustiças. Pecado é pecado e o que Deus disse e pensa, permanece firme em todo tempo. Tu, pois, filho do homem, dize aos filhos do teu povo: A justiça do justo não o livrará no dia da sua transgressão; e, quanto à impiedade do ímpio, não cairá por ela, no dia em que se converter da sua impiedade; nem o justo poderá viver pela sua justiça no dia em que pecar (Ez 33.12). Eu também paro pensativo sobre esse episódio, e fico tentando ligar os pontos e tentar descobrir o fio da miada como diria os caipiras do interioorrr, e as minhas argumentações se firmam nos fatos das últimas experiências dos encontros com Deus e do grande crescimento espiritual que Abraão experimentou desde o episódio lá no Egito, descrito no capítulo 12 de Gênesis. Também pesa para mim, o fato de que embora a beleza de Sara fosse fantástica, ela já era uma senhora de 89 anos. Então posso também tentar vislumbrar uma realidade que não tem paralelo com nossos dias e padrões de beleza e etc. Fica na minha cabeça a pergunta em relação ao rei de Gerar, o porque ele desejou e levou para seu palácio uma mulher, com a idéia de toma-la como esposa, sendo ela uma anciã, até para aqueles dias? Não fora uma questão de rapto ou prisioneira de guerra, despojo etc. Ele ficou sabendo por fontes seguras que ela era irmã do forasteiro Abraão que acabara de chegar naquela região. Será que fazia parte do pacote de bênçãos para ela ter um filho, um rejuvenescimento tão vigoroso a esse ponto? Sabendo que para o Senhor não há impossíveis, fico um tanto mais tranquilo. O outro lado da moeda é minha observação sobre os lugares que frequentamos, que podem ser insalubres espiritualmente e pode comprometer nosso relacionamento com Deus. Abraão mudou-se para um lugar, onde peregrinou, que ao que tudo indica influenciou sua confiança e acabou por determinar sua conduta. Temendo um atentado contra sua vida e integridade, facilitou as coisas de forma socialmente conveniente ou a mais razoável possível. Quando pensamos em mudanças, estamos pensando em ações que nos transportam para novas condições e assim pode significar mudanças físicas e geográficas, como também, apenas mudanças interiores ou comportamentais. A experiência nos ensina que “toda mudança produz incômodo.” Precisamos lidar com isso, sempre e diariamente. Então vamos buscar orientação antes, durante e depois.

 

Obrigado, senhor, por nos ajudar nas mudanças do dia a dia e fazer o que é melhor e o certo. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason