Onde, É um Lugar

Meditação do dia 04/06/2018

E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi.”  (Gn 22.2)

Onde, é um lugar – Tenho notado que Deus sempre tem uma visão para os seus filhos e que essa visão é sempre correta, certa, mas não necessariamente completa. Tenho observado que outros pastores e observadores também compartilham dessa forma de pensar. Entre as razões está o fato é que o Senhor revela o suficiente para o momento, sem antecipar coisas que não precisamos saber ainda e mui provavelmente não estamos prontos. Um segundo ponto, é que sempre o Senhor valoriza o corpo e a comunhão de ideias. Por exemplo: Um pastor sempre terá a visão correta, mas nunca a visão completa, porque o Corpo local participa e confirma a verdade divina do que está sendo revelado. É função da congregação julgar as manifestações de dons especiais. Entre as ordens dadas para Abraão nesse texto base de nossa meditação, havia a indicação de para onde ir e fazer o ato principal, que seria oferecer Isaque como sacrifício. Onde, é um lugar e isso está diretamente ligado a muita verdade que Deus nos diz sobre vida e ministério. Era para Abraão oferecer um holocausto – isso era a essência da revelação. Mas tinha os fatos periféricos que são importantes em termos de obediência, pois não era apenas para ele oferecer um sacrifício, mas um sacrifício específico, com um tipo de vítima específica, num local específico e tudo isso para mensurar a obediência e a fé dele como servo e adorador. Imaginemos que alguém é chamado para servir como pastor – ele será pastor ONDE? Tanto pode ser local geográfico, uma cidade um estado um país, quando pode ser uma área de ministério. Será um pastor líder, presidente de uma igreja ou ministério, ou será um auxiliar que comporá um colegiado ministerial, atuando em área específica como: ministério com jovens, crianças, casais, empresários, família, evangelismo, missões, música e adoração. Administração etc. Quando tive convicção de que minha chamada era pastoral, passei a dedicar-me a aprender e estudar (ainda no seminário) tudo o que me ajudaria. E escolhi aceitar convites para iniciar no ministério onde poderia aprender com alguém bem sucedido no pastoreio antes de assumir meu próprio pastorado; e foi o que aconteceu. Quando entendi que já não era mais produtivo ser pastor auxiliar, comecei a buscar a Deus para me conduzir ao pastorado como líder principal. Deus me orientou primeiro para vir para São Paulo e depois ele me abriu a porta aqui em Guararapes, onde estou a mais de 26 anos. Pela graça, foi um casamento da congregação certa, no momento certo com o pastor certo para crescermos juntos. O resultado disso é Monte das Oliveiras e pastor Jason, com uma história quase inconfundível de um e de outro. Abraão teria que ir para a terra de Moriá e lá oferecer o seu sacrifício. Descubra especificamente o que é que Deus disse e onde fazer isso acontecer. Evite fazer a coisa certa no lugar errado, ou fazer a coisa errada no lugar certo ou no tempo certo ou errado. Gosto da história do homem que comprou uma calça nova e pediu para a esposa medir quatro dedos na barra, cortar e refazer a barra. Ela guardou a calça e esqueceu de fazer. Ele então pediu a sogra, dando a mesma instrução e ela também esqueceu de fazer. Um dia a esposa lembrou, foi lá e cortou e fez a barra e guardou a calça. A sogra lembrou e também foi lá e cortou e fez a barra. Quando ele foi vestir…. lá estava o desastre. As duas fizeram o que lhes fora pedido, mas faltou comunicação e assim a obediência não ajudou em nada, ao contrário, trouxe prejuízo. Onde é que você deve estar e ministrar, servir?

Senhor, obrigado por guiar por bons caminhos os teus filhos e lhes dar instruções claras e precisas para que a obediência possa produzir bons frutos e satisfação. Obrigado por revelar sua perfeita vontade e falar conosco através da sua palavra e do seu Espírito Santo. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Preço e o Custo

Meditação do dia 03/06/2018

E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi.”  (Gn 22.2)

O preço e o Custo – Andar com Deus e cultuá-lo é um desafio maravilhoso para nossas vidas. É o melhor projeto de vida que alguém pode desenvolver. O finito tendo comunhão e proximidade com o infinito. O falível e fraco em contato com o infalível e forte; o efêmero em aliança com o eterno e transcendental. Teria tudo para ser uma relação impossível, ou no mínimo muito difícil de conciliar, mas na verdade Deus fez e faz as transformações necessárias de modo que qualquer pessoa pode se aproximar e agradá-lo e conviver em plena comunhão, aceitação e acolhida. Nessa jornada, nosso aprendizado e compreensão dos valores que realmente fazem sentido produzem transformações nos nossos conceitos e práticas, de tal forma que deixa de haver conflitos de interesses de nossa parte e uma submissão humilde e obediente ao Senhor que soa agradável e aceitável como culto a quem merece tudo. Quando recebemos da parte de Deus, é tudo de primeira linha, é perfeito, completo, satisfatório, abundante e suficiente. Tiago afirma: Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação” (Tg 1.17). Todas as referencias das ações doadoras do Senhor, segue esse padrão. Deus só dá coisas boas, sempre. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). O que havia de melhor e mais sublime no céu, foi o que Deus nos deu na pessoa de Jesus. Posso entender e compreender o poder da graça, da gratuidade do favor de Deus, mas sabendo que há um preço e um custo por trás de tudo isso que recebi pela graça. A minha salvação, ao Pai custou o seu filho, a Jesus, custou sua vida, ao Espírito Santo custa-lhe estar aqui até o dia do resgate de tudo o que Jesus comprou com seu sangue. A contrapartida da parte humana é que devemos corresponder a esse amor e a esse padrão de qualidade do que oferecemos como gratidão e resposta ao seu amor. Nos preceitos da Lei dada a Moisés e ao povo hebreu, ficou estabelecido que o culto e ações de culto, incluía ofertar com qualidade e generosidade. “A festa dos pães ázimos guardarás; sete dias comerás pães ázimos, como te tenho ordenado, ao tempo apontado no mês de Abibe; porque nele saíste do Egito; e ninguém apareça de mãos vazias perante mim” (Ex 23.15). Quando o rei Davi foi oferecer um sacrifício recomendado pelo Senhor, para que uma praga cessasse de assolar a população, ele demonstrou um conhecimento profundo do significado do culto e serviço a Deus. “Porém o rei disse a Araúna: Não, mas por preço justo to comprarei, porque não oferecerei ao Senhor meu Deus holocaustos que não me custem nada. Assim Davi comprou a eira e os bois por cinqüenta siclos de prata” (2 Sm 24.24). Para o salmista, não se deve oferecer nada a Deus, que não tenha um custo justo. Culto e serviço que não nos custa nada, também não serve para nada! Quando é para Deus, não é aceitável pechincha, barganha, desconto, promoção… oferecer para Deus aquilo que não faz diferença nenhuma para nós, significa que isso não tem muito valor, é sobra, é resto, é descartável… para Deus só se oferece o melhor, o mais valioso, o mais amado, aquilo que tem genuíno valor e significado para o ofertante. Olha o que o que o Senhor disse para Abraão: “… Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas…” captaram a mensagem? Minha oração hoje, será a oração do apóstolo Paulo aos romanos 11.33-36.

Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Por que quem compreendeu a mente do Senhor? ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.

Pr Jason

Legalidade e Legitimidade

Meditação do dia 02/06/2018

E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi.”  (Gn 22.2)

Legalidade e Legitimidade – Um dos meus textos bíblicos favoritos, em termos de uso em momentos cruciais está nos Salmos: “Justo é o Senhor em todos os seus caminhos, e santo em todas as suas obras” (Sl 145.17). Sempre que uma situação me arrasta para tempos de dificuldade e obscurece a visão, em me agarro a este texto e como se fosse uma âncora e não me deixo ser levado pelas tempestades mentais ou emocionais, até que a calmaria volte a reinar e assim eu possa tomar decisões mais equilibradas e sensatas. Confessar e às vezes até em voz alta, que o Senhor é justo em todos os seus caminhos e santo e em todas as suas obras, produz um efeito mental e espiritual de confiança acalma o meu interior. Minha alma sabe que as ações de Deus são sempre justas, e assim nunca haverá uma situação que seja injusta comigo, posso até não entender, mas sei que Deus está certo e ou não estou no lugar ou na hora certa, mas ele tem razão. Uma vez que ele é santo em todas as suas obras, o que está acontecendo comigo não é e não será prejudicial e nem mau, porque ele é santo em tudo o que faz. Estou abordando isso inicialmente, para introduzir o ensino de que as ações humanas, se justificam pela condição humana, isto é, somos fracos, falhos e limitados e assim são as nossas ações e escolhas. Deus, por outro lado é quem ele é e quem a Palavra diz ser e nesse estado de absoluta perfeição, suas escolhas, ações e julgamentos são igualmente perfeitos, santos e justos, quer gostemos ou não, concordemos ou não; ele não precisa se justificar e nem tampouco o fará, sua soberania se dá esse status. Me refiro ao relacionamento dele com Abraão, é a referencia para o relacionamento com todos nós também; Abraão produziu um filho fora do centro da vontade do Senhor e agora isso traria consequências, mas sem afetar o projeto original que era de Deus, quem criou uma variável foi o homem e não Deus. Sempre que fazemos isso, ficamos na expectativa e na torcida para que o Senhor dê o seu selo de aprovação e bata o seu carimbo de legitimidade, o que nos deixaria de consciência aliviada e o senso de que no fundo, não foi tão ruim assim. Mas Deus não embarca nessa, nunca! Ele tem uma clara e distinta noção de certo e errado, justo e injusto, puro e impuro; Ele se compromete com tudo que está na sua Palavra e nem um pingo a mais. Deus aceitou Ismael? Sim. O rapaz foi abençoado? Sim! Recebeu cuidados e milagres? Sim! Afinal ele era uma pessoa e ainda mais, filho de um grande amigo. Mas isso mudaria os planos do Senhor? Não! Para efeito de aliança e projeto eterno, Abraão só tinha um filho, o filho da promessa, Isaque e era com ele que Deus tinha compromisso e aliança. Atos legítimos e legais tem a chancela do Senhor e atos ilegítimos, ilegais, carnais, inventados pela engenhosidade humana é responsabilidade humana. Deus jamais discriminou ou rejeitou Ismael, ele simplesmente seguiu seu plano com Isaque, com quem ele tinha vínculos por promessa e por alianças. É aquela velha situação entre FRUTOS do Espírito e OBRAS da carne. Isso nunca se inverterá e não adianta justificativas e manobras. “O que é nascido da carne é carne; o que é nascido do Espírito é espírito” (Jo 3.6); “O que semeia para sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna” (Gl 6.8).

Pai, graças damos por sua santidade e justiça. Reconhecemos que não há falha e nem segundas intenções em tudo que fazes e operas em nós e através de nós. Obrigado por permitir por pura graça, sermos participantes de tua santidade e também da tua obra. Obrigado pela vida de Jesus e por tudo que ela significa para nós. Pela salvação e benefícios de amor, graça e perdão. Obrigados por nos tornar herdeiros teus e co-herdeiros com Cristo, nosso Senhor. Em nome dele oramos agradecidos. Amém.

Pr Jason

Toma Agora o Teu Filho

Meditação do dia 1º/06/2018

E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi.”  (Gn 22.2)

Toma Agora o teu Filho – Deus jamais nos dá ordens impossíveis de serem cumpridas. Ele trabalha em nossa vida interior construindo estruturas capazes de suportar os projetos que virão em seguida. Ninguém de fato é surpreendido no sentido de ser pego despreparado para cumprir uma tarefa ou missão para o Senhor. Desde a sua chamada em Ur dos caldeus, o Senhor vinha preparando os caminhos, nivelando as depressões e aparando as elevações na vida de Abraão para que lhe fosse criado musculatura espiritual e moral para suportar o peso de ser o patriarca de uma nação com a as marcas de povo de Deus e de onde surgiria o Rei dos reis e o Senhor dos senhores. A grandiosidade de tudo o que viria pela frente teria suas bases na fé e nas convicções de Abraão. A cada prova, a cada teste e oposição que ele enfrentava e passava, ia se graduando para a grande tacada de sua vida. Foi uma prova difícil com toda certeza e não seria assim, se ele não fosse humano, como sou eu e como é você. Qualquer um de nós que somos pais, só de pensarmos em receber uma revelação em semelhantes termos, já nos angustiamos e nossa cabeça já começa a rodar; como vamos dizer para a esposa, a mãe do menino? Como vou explicar isso para a liderança da igreja, para a igreja? Como as pessoas da cidade vão receber isso? Nossos familiares, etc e etc. Antes de crescer para cima, para ser visto e notado, precisamos crescer para baixo, ou para dentro, interiormente, criando raízes, pois são elas que irão nos sustentar e garantir que poderemos enfrentar as tempestades da vida. Amados, somos salvos, somos filhos de Deus, somos amados por Deus e acolhidos por ele. Estou dizendo isso, para enfatizar, que tudo isso é garantia absoluta que Deus não quer nosso mal, não quer nossa derrota, não quer nosso sofrimento, não quer acabar com a nossa raça. O Senhor jamais, jamais fará qualquer coisa de mal contra os seus filhos. Isso é absolutamente oposto ao seu caráter e seus planos já revelados a nós. Não existe absurdos em Deus! Podemos confiar plenamente nele. Mesmo que eu não possa entender, compreender e não saiba a verdade toda ou nada, se eu posso ouvir a sua voz e a sua direção, então eu posso também obedecer pela fé. Somos capacitados por ele para servi-lo e mesmo que pareça muito difícil, muito grande, muito longe, pode ser feito, por causa da graça dele e seu poder atuante em cada um de nós. Como já sabemos que Deus não se atrasa, não se adianta e não deixa nada passar do tempo preciso, podemos agir em fé, em obediência sem reservas. Lembra da obediencia T.I.A. ? Totalmente, Imediatamente e Alegremente? Olha as palavras de Deus a Abraão: “Toma agora o teu filho…” Palavras claras, precisas, definidas, inconfundíveis, sem margem para dúvidas, sem dupla interpretação, sem qualquer possibilidade de não serem entendidas. O que Deus já falou ao seu coração que não claro e compreensível? “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem” (Jo 10.27).

Senhor, meu pastor, meu Deus! Louvado seja o teu santo nome e a tua santa vontade. Bendito para sempre e sempre seja o nome da tua glória!!! Não há ninguém igual ao Senhor; não ninguém parecido contigo, nem chegam perto da tua grandeza e majestade! Só tu és santo, santo santo, eternamente santo e digo de todo o nosso louvor e adoração. Que a tua vontade seja feita em minha vida, em nossas vidas, todos os dias, que a nossa fé nos leve para mais perto e mais próximo de ti, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Eis-me Aqui de Abraão

Meditação do dia 31/05/2018

E aconteceu depois destas coisas, que provou Deus a Abraão, e disse-lhe: Abraão! E ele disse: Eis-me aqui.”  (Gn 22.1)

O Eis-me aqui de Abraão – Eis-me aqui, tornou-se uma expressão de altíssimo significado na fé judaico cristã. Porque ela remete a submissão voluntária e à consagração. Alguém está respondendo ao chamado de alguém e se colocando à disposição para servir. Eis-me aqui, é muito mais abrangente do que outras formas de respostas possíveis à mesma indagação; por exemplo: “Oi – Olá – Já ouvi – Estou indo – Pode falar…” admiro muito a relação de comunhão e amizade desenvolvida por Abraão com o Senhor. Na minha imaginação, de todos os homens fantásticos que tem sua história descrita nas páginas das Sagradas Escrituras, o patriarca Abraão é um dos ou quem sabe o que mais se aproxima do conceito ideal de pai. Quando pensamos e até falamos nele, é natural e soa bem chama-lo carinhosamente de “pai Abraão” tal qual fez o personagem da história do rico e Lázaro, contado por Jesus. Ele encarna em si a força e a sabedoria esperada de um pai protetor e conselheiro, sendo um modelo muito bom para ser copiado. Pelo que observamos o trato dele com os filhos, com o sobrinho e até com o mordomo Eliézer, era de fato paternal e desejado. Esse título não soa tão bem em outros amados e talvez não seja apenas porque de fato ele foi o patriarca da nação e em torno dele desenvolveu-se toda uma cultura de conhecer, amar e servir a Deus, mas porque a ele foi reservado essa honra de ser o pai mais apropriado para todos nós. Quando um homem dessa grandeza, responde a Deus com prontidão e humildade de forma espontânea e imediata, está apontando o caminho para todos nós que somos seus herdeiros e aliançados para seguir suas pisadas e sermos o povo de Deus e ter o mesmo Deus para sempre e isso sendo cultivado de geração em geração. Outros “eis-me aqui” que aparecem nos relatos bíblicos são sempre bem notáveis por servirem de marcação de etapas da vida e dos ministérios que o Senhor distribui e depois espera uma resposta voluntariosa da parte dos seus filhos. O bisneto de Abraão, José, disse a mesma expressão ao seu pai na missão que lhe mudou a vida e marcou seu propósito de vida, identidade e destino. “Disse, pois, Israel a José: Não apascentam os teus irmãos junto de Siquém? Vem, e enviar-te-ei a eles. E ele respondeu: Eis-me aqui” (Gn 37.13). O jovem Samuel respondeu ao Senhor e foi a Eli imediatamente, até ter a completa revelação sobre do que se tratava. “O Senhor chamou a Samuel, e disse ele: Eis-me aqui. E correu a Eli, e disse: Eis-me aqui, porque tu me chamaste. Mas ele disse: Não te chamei eu, torna a deitar-te. E foi e se deitou” (I Sm 3.4,5). O profeta Isaías registra um outro exemplo e aqui dito diretamente ao Senhor Deus, no que se tornou o texto emblemático de chamado e vocação em todos os tempos. Quem nunca participou de um culto ou conferencia missionária e não passou por essa experiência de ser desafiado a engajar-se o serviço do Senhor? “Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim.” (Is 6.8). Agora sabemos o resultado da resposta de Abraão; também sabemos o que aconteceu a José e estamos familiarizados com Samuel e sua resposta e Isaías serve de modelo vocacional ainda hoje. Me pergunto: Qual das alternativas nos parece mais difícil? Ouvir a Deus perguntando, responder ao seu chamado?

Senhor, eis-me aqui diante do dilema humano de ouvir a tua voz e discernir a tua vontade, mas especialmente estar disposto a obedecer e agir prontamente. Falar de consagração é um tanto quanto mais fácil do que efetivamente consagrar-se; mas fomos chamados para ambas e precisamos atender. Obrigado, porque até o Senhor Jesus quando chamado não se omitiu, mas expôs-se a servir e dar sua vida por todos nós. Só temos que agradecer e o fazemos no nome dele, e nos dispomos a te servir. Eis-me aqui, Senhor, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Época de Provas Para Abraão

Meditação do dia 30/05/2018

E aconteceu depois destas coisas, que provou Deus a Abraão, e disse-lhe: Abraão! E ele disse: Eis-me aqui.”  (Gn 22.1)

Época de Provas Para Abraão – O terror para a vida dos estudantes é a época das provas, por que será? Eles entram para a escola para estudar e aprender e as provas são os meios de aferir os conteúdos ensinados, o que há de mal nisso? Fale isso para eles!!! E mesmo professores quando vão estudar e fazer outros cursos, agem da mesma forma! Para os cristãos também, quando fala para eles sobre as provas, eles já esconjuram e clamam utilizando todas as interjeições da cultura evangélica e bíblica, desde o “tá amarrado,” até “só o sangue do Cordeiro!” Deve haver muitas que desconheço por esse brasilzão sem porteira. Mas em termos de escrever meditações baseadas em personagens da Bíblia, fazer isso sobre Abraão é uma oportunidade enriquecedora e chegar a este capítulo e etapa da sua vida no caminhar com Deus, não tem preço! Se fosse um roteiro de filme, estaríamos entrando nos momentos de definição e maior suspense do enredo. Como já anuncia o nosso versículo, depois dessas coisas, o que significa, todas as experiências com a peregrinação pelas terras de Gerar, entre os filisteus e estar sendo provado de todos os lados e em muitos sentidos, vem agora o momento de ser provado de verdade, até agora tinha sido apenas treino, e como dizem os jogadores de futebol, treino é treino e jogo é jogo. Como encaramos as provações? Essa resposta facilita ou dificulta as coisas, pois o estado de espírito e a mentalidade que a pessoa cultiva faz toda a diferença no entrar e sair dos períodos difíceis da vida. SE tais provas são o agir de Deus em minha vida para me aprimorar e me tornar mais produtivo, elas devem ser mais do que bem vindas e acolhidas como tempo de oportunidades, como dizem os otimistas: “Enquanto uns choram, outros vendem lenços!” Os conceitos bíblicos são alinhados com etapas positivas e desafiadoras que precisam ser acolhidas e trabalhadas para se tirar os melhores benefícios. Tiago, por exemplo: “Meus irmãos, tende grande gozo quando cairdes em várias tentações; sabendo que a prova da vossa fé opera a paciência. Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma” (Tg 1.2-4). Tiago sugere fazer um culto de ação de graças ao descobrir que está passando por provações e tentações porque isso trará crescimento. Se precisar de uma forcinha, peça sabedoria a Deus. Pedir sabedoria para aprender e crescer ao invés de pedir livramento e saiu fugindo sem aprovação. Paulo, aos romanos: “E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, e a paciência a experiência, e a experiência a esperança. E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5.3-5). Nos gloriamos nas tribulações, porque sabemos… essa é a chave, sei porque e para que estou experimentando essas situações. Só não é legal, quando as lutas, provas, tentações, tribulações e perseguições são frutos de atitudes erradas e pecados cometidos por nós. Caso contrário, é levantar a cabeça e encarar a batalha de cada dia pois se não matar um leão por dia, amanhã terá que ser dois. Para não ir longe demais hoje, fecho com uma chave de ouro do manual de sobrevivência nos tempos de provações: “Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar” (1 Co 10.13). Deus sabe nossa capacidade de suportar e também já vem anexo, no mesmo pacote o escape para suportar. Só precisamos conhecer e utilizar bem esses meios e aguardar a hora de correr para o abraço.

Senhor, obrigado pelos tempos de crescimento e aperfeiçoamento que acontecem em nossas vidas para fortalecer nossa identidade e caráter; esses momentos nos aproximam mais de ti e dos teus recursos. Somos agradecidos pela presença e ajuda do Espírito Santo que nos fortalece e convence da verdade. Para os teus filhos que no dia de hoje estão sob pressão e provas, ministramos a sabedoria do alto para que decidam aprender e saírem melhores e mais fortes desse tempo. Em nome de Jesus, oramos em fé. Amém.

Pr Jason

Abraão Plantou um Bosque

Meditação do dia 29/05/2018

E plantou um bosque em Berseba, e invocou lá o nome do Senhor, Deus eterno.”  (Gn 21.33)

Abraão Plantou um Bosque – Dizemos que para uma pessoa realmente ter vivido e deixado uma marca sua pessoal ele precisa fazer três coisas: Gerar um filho, plantar uma árvore e escrever um livro. É perto que por trás das coisas há uma idéia de perpetuação e legado, bem como um investimento em algo que vá muito além da própria pessoa. A irmã Daphne Kirk, uma inglesa com um ministério muito atuante em reconexão de gerações, fala num de seus livros sobre uma conversa que teve com um homem que estava preocupado com sua plantação de determinada espécie de árvore, porque os coelhos poderiam comer os brotos novos e exterminar com a plantação. Ele informou que levaria cerca de 30 anos para colher. Ele estava plantando para o filho dele, como se pai fizera para ele e o avó fizera para o pai. Isso é trabalhar para um bem maior e além de si próprio, pois nós continuamos a existir através das nossas gerações. Pensar apenas no aqui e agora quebra o elo da corrente da bênção ser passada de geração em geração. Voltando para Abraão e o fato de ter plantado um bosque, e invocar a Deus ali, tem mais a ver com a adoração e atitude de fé em ver as promessas se cumprindo e saber que um dia seus descendentes desfrutariam daquilo que foi fruto do trabalho do patriarca, que fez intencionalmente para bênção e prazer das próximas gerações. Em épocas futuras, os israelitas, tiveram que agir rigorosamente contra certos tipos de cultos pagãos idólatras que se valiam de realizar suas práticas em bosques e assim, bosques dedicados a ídolos foram destruídos. “E aconteceu naquela mesma noite, que o Senhor lhe disse: Toma o boi que pertence a teu pai, a saber, o segundo boi de sete anos, e derruba o altar de Baal, que é de teu pai; e corta o bosque que está ao pé dele” (Jz 6.25). “Também tirou da casa do Senhor o ídolo do bosque levando-o para fora de Jerusalém até ao ribeiro de Cedrom, e o queimou junto ao ribeiro de Cedrom, e o desfez em pó, e lançou o seu pó sobre as sepulturas dos filhos do povo” (2 Rs 23.6). Ao escolher servir a Deus e andar nos seus caminhos, o glorificamos com todas as nossas ações e atitudes. Isso está representado naquilo que construímos, edificamos ou adotamos como permanentes para nossa família e sociedade. Valores são plantados pelos pais e cultivados e recomendado que se passe para as próximas gerações. No Brasil vemos muitas festividades, religiosas e seculares ou misturadas, que se repetem todos os anos, algumas delas centenárias e que os participantes sentem orgulho de estar passando à frente algo que receberam de seus antepassados. Algumas dessas coisas são abraçadas pela cultura e entra até no sistema educacional. O povo de Deus precisa ter memoriais que se perpetuem e sejam passados para as próximas gerações. É muito triste ver pessoas que se converteram, se casaram e tiveram filhos, que já na segunda geração estão fora dos caminhos do Senhor; a bênção nem passou de uma geração!!! Pensando como Abraão: O que você está plantando que só seus descendentes vão colher ou desfrutar?

Obrigado, Senhor por trabalhar com princípios que perduram muito além do nosso limitado tempo de vida. Permita que tenhamos uma consciência mais geracional e investirmos em realidades além do nosso próprio ciclo de vida terrena. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Fundo do Poço

Meditação do dia 28/05/2018

E disse: Tomarás estas sete cordeiras de minha mão, para que sejam em testemunho que eu cavei este poço.”  (Gn 21.30)

O fundo do poço – Quem não conhece ou não se lembra da expressão brasileira sobre alguém estar ou ter chagado ao fundo do poço? É sinônimo de fracasso total, ter se afundado tanto que pouco lhe resta em termos de esperança. Complementando a essa expressão, que se torna um condição de vida, há as variações dos mais otimistas quanto a situação. Uma delas diz que “a vantagem de se chegar ao fundo do poço, é que agora tem mais para onde descer,” então qualquer ação terá que ser para o cima. E uma segunda verdade sobre estar no fundo do poço é que ensina, que a medida mais sábia que alguém que está no fundo do poço pode tomar, é largar a pá. Claro, se continuar cavando, vai descer mais ainda. Mas no caso de Abraão, não se aplica estas idéias, pois estava ele lutando e tratando de propriedades físicas e literais, eram poços mesmos, cisternas, cacimbas ou nomes similares conforme as diversas regiões do Brasil. Para quem vivia num território de predominância desértica, e com atividades no ramo pastoril, é, Abraão era do agro negócio, fazendeiro forte; água era um bem extremamente precioso e disputado. No decorrer da leitura bíblica encontramos outros personagens em disputas e litígios por poços de água. Abraão havia cavado e encontrado água, o que era um tesouro, mas vieram os espertalhões nativos e forçaram a barra, alegando que o poço lhes pertencia por alguma razão e acabaram levando na marra. Abraão não quis enfrentar e partiu para cavar outros poços e novamente encontrou água e desta vez com a visita do rei local ele então reivindicou oficialmente o reconhecimento da parte do rei, o que lhe garantiria pacificamente os direitos de posse. Posso ver algumas lições que podemos ter proveito, uma vez que quando Abraão apresentou sua queixa ao rei ele obteve como resposta, que o rei não fora informado por ele da demanda e não tinha também como saber quem foram os autores. Posso aplicar aqui, a idéia de reclamarmos algo com Deus sobre algum resultado negativo de nossos esforços ou a apropriação indevida de alguém de algo que legitimamente estávamos considerando nosso. Mas na verdade não oramos e não falamos antes com
Deus sobre a questão e não pedimos proteção ou discernimento sobre isso. Vamos procurar respostas em alternativas humanas e naturais, deixando de lado quem realmente poderia ter agido em nosso favor desde o princípio. Uma segunda lição é que precisamos cavar nossos poços. Somos os verdadeiros donos da terra, herdeiros das promessas, mas isso não vai fazer a água jorrar na superfície da terra, ainda assim teremos que cavar e cavar fundo até encontrar o que precisamos. O lençol freático é uma bênção e um tesouro dado por Deus; mas ainda assim, vamos precisar de pás, picaretas e muito esforço para ter acesso a água. Eu e você sabemos e temos muitas e inúmeras promessas divinas para nós, nossa casa, nossa família, nosso ministério, nossa igreja e até nossa nação; mas saber disso apenas, não é suficiente. Temos que cavar. Temos que estudar, evangelizar, aplicar disciplina nos filhos, aprender a gerenciar as finanças, os relacionamentos e lidar com os adversários nativos que pretendem se apropriar daquilo que é nosso. Para alguns é preferível a briga e apropriar-se dos poços dos outros do que cavar o seu. Nós queremos ter tudo aquilo que é de
Deus para nós e com graça e sabedoria, cavaremos nossos poços. Aqui, no fundo do poço, tem é bênçãos e soluções. Então, vamos cavar!

Obrigado Pai, por disponibilizar o teu favor e o teu conhecimento a todos, mas é preciso trabalhar para encontrar as soluções e encontrar as respostas. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Ofício Profético

Meditação do dia 27/05/2018

Abraão, porém, repreendeu a Abimeleque por causa de um poço de água, que os servos de Abimeleque haviam tomado à força.”  (Gn 21.25)

O ofício profético “Honrai a todos. Amai a fraternidade. Temei a Deus. Honrai ao rei.” (I Pe 2.17). Embora como brasileiros e republicanos, gostamos muito da idéia de rei, desde claro, que ele não seja de verdade e explore a gente com aquele conceito de que o rei pode tudo. Temos o rei do futebol, da música popular, e entre todos até o rei da cocada preta, que é aquela figura que “está se achando” e quer ser mais do que todo mundo. Historicamente admiramos aquela pompa, o cerimonial e o respeito que lhe são atribuídos, e talvez muito disso baseado no que vemos na monarquia britânica moderna. Mas nem todo rei é assim tão poderoso ou tinha tanto domínio; no que vemos nas páginas da Bíblia, alguns denominados reis, nada mais eram do que um líder tribal, ou de uma cidade-estado, sem muita força e poder até mesmo para evitar ataques e saques de outros reis mais belicosos. Abraão vivia na terra de Canaã e havia diversos reis por ali e alguns interagiam com ele e eles o tinham em grande estima e respeito, de forma que vinham tratar pessoalmente com ele e fazer acordos e tratados de assuntos de interesses comuns. Todos, tinha conhecimento de que Abraão praticava uma fé diferente de todos eles e dos povos ao seu redor. Ele servia e adorava um Deus único, e que não tinha uma representação física, como estátua ou forma. Abraão lhe atribuía o conceito de Deus Altíssimo, o Todo-Poderoso, o Criador e o Possuidor dos céus e da terra. A aliança entre essa divindade e esse patriarca, de certa forma era reconhecida e respeitada e assim eles o tinham como um sacerdote ou profeta desse Deus poderoso. Alguma disso, é o que chamamos de ministério, ou serviço à Deus, sendo suas testemunhas no meio de um mundo perdido e em trevas. A autoridade espiritual é uma realidade, conferida por Deus legitimamente à igreja como Corpo de Cristo, que atua como uma embaixada do Reino de Deus aqui na terra. Os ministros de Deus, são autoridades espirituais, autoridade delegada é bom que se diga; isto é, este tipo de autoridade vem de outro poder maior e acima, ela não emana de nós mesmos ou da igreja em sim. Cristo é o Cabeça de um corpo místico, mas real e militante na terra, até que ele venha buscar essa igreja. “Que manifestou em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos, e pondo-o à sua direita nos céus, acima de todo o principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo o nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro; e sujeitou todas as coisas a seus pés, e sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos.” (Ef 1.20-23). Observe os grifos que fiz… Assim a igreja tem um papel ou ministério profético, que pode colocar em condições de confrontar outras autoridades e pessoas que estão em confronto com Deus e à sua vontade. “Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta” (Jr 1.5). As ações e intervenções divinas na história dos povos e nações está diretamente ligada ao interesse no cumprimento do plano eterno de redenção. A igreja deve servir e quanto necessário exercer o ofício de profeta e concitar as autoridades e os povos a mudaram seus rumos, para o bem deles e evitarem um juízo. A história e a vida espiritual mostram que Deus se revela mais tolerante com pessoas do que com povos e nações, como instituições. Isso está associado ao fato de pessoas, como indivíduos, podem prestar contas de seus atos, agora, aqui em vida ou na eternidade, eles não escaparão impunes. Instituições e coletividades como povos e nações, só tem uma existência, a terrena e assim não há juízo vindouro para eles, tudo acontece nesta existência. Assim, muitas nações e reinos foram varridos do mapa e nunca mais se levantarão por juízo divino. Isso confere com as verdades da redenção, como: “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se” (2 Pe 3.9).

Pai, renova em tua igreja nos dias de hoje a visão profética de autoridade para confrontar o pecado dos povos e nações, assim como fazem com as pessoas individualmente, convidando-as a se converterem a Cristo e serem perdoadas e salvas. Levanta homens e pessoas corajosas no poder do teu Espírito Santo, para ser ministros do reino em tempo oportuno. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Testemunho

Meditação do dia 26/05/2018

E aconteceu naquele mesmo tempo que Abimeleque, com Ficol, príncipe do seu exército, falou com Abraão, dizendo: Deus é contigo em tudo o que fazes;”  (Gn 21.22)

O Testemunho – Não fazemos as coisas para sermos elogiados, bajulados ou alcançar favores. Fazemos o que é certo, porque é certo, é isso que se espera de nós. Desempenhamos um papel influenciador muito importante, que replica o testemunho de Deus ante o mundo não convertido. Sem cristo e sem Deus, as pessoas vivem por seus próprios valores e isso está baseado naquilo que lhes são mais conveniente, fácil, lucrativo ou não demandam compromisso. Nas palavras do Evangelho de João, eles amam as trevas e não vem para a luz para suas obras não sejam reveladas. Somente quem ama a luz vem para a luz, porque suas obras são feitas em Deus. Assim sendo, o mundo sempre fará pressão contra o testemunho cristão e nossa fé e vida com Deus serão motivos de críticas e zombarias, exceto, quando precisarem de algo que só o povo de Deus tem. Precisamos saber que nunca lhes agradaremos e a convivência depende de boas atitudes de nossa parte. Eles não querem compromisso com Deus ou com a fé, porque preferem fazer de um modo mais conveniente para eles. A perspectiva das pessoas não salvas é viver o hoje e desfrutar dos prazeres e regalias que puderem alcançar e como tudo deles é sensorial, físico, material e efêmero, tal serão suas vidas e jamais chegarão ao prazer e satisfação verdadeiros. O cristão tem uma perspectiva mais abrangente, a começar pela vida eterna em Cristo Jesus. Ele se vê como mordomo dos bens que o seu Senhor lhe confiou e portanto deve uma boa administração e está consciente da prestação de contas e que tudo precisa ser feito com excelência, não pelo medo do juízo e condenação, mas por amor e resposta ao investimento redentor que Deus investiu em sua vida. Somos declarados pelo Senhor Jesus como “Sal da terra e Luz do mundo,” então estamos decididamente comprometidos em representar a Deus e ao seu reino, ou estilo de vida. Estamos praticando aqui, aquilo que viveremos em maior escala e definitivamente na eternidade, que para nós já é uma realidade. Por isso, é importante darmos um bom testemunho por onde passarmos. Abraão fez isso e foi reconhecido pelo rei local, que em visita acompanhado da elite de seu palácio, declarou abertamente reconhecer a presença de Deus e de sua bênção na vida de Abraão e de tudo o que ele fazia. Sendo alguém egoísta e supersticioso, para ele era vantajoso ter alguém desse nível como amigo e aliado, pois de alguma forma ele já devia saber da promessa de Deus para a posse de toda aquela terra para os descendentes de Abraão. Ele via ao longo dos anos, a ascensão dos hebreus e a possibilidade da extinção de sua dinastia, assim alguma coisa poderia ser remediada com uma aliança de paz e proteção mútua; hoje, ele era o rei e o seu povo estava no poder, mas o futuro previa os descendentes de Abraão no poder e se tornando grandes nações. Para esse rei, também ter uma pessoa abençoada e protegida por Deus de forma tão explicita, era-lhe vantajoso te-lo como amigo, assim angariaria também para si a bênção do Senhor. Os motivos deles, nunca serão os mais honrosos, mas os nossos não podem mudar ao sabor dos ventos. Nosso testemunho e nossa fé são inegociáveis e são uma bandeira sempre tremulante no alto do mastro para todos verem e respeitarem. Fazendo assim, estamos peregrinando bem, até o dia da posse definitiva daquela herança que é nossa.

Senhor, obrigado por sustentar a bênção sobre nossas vidas e permitir que vivamos de forma que honra e glorifica o teu nome. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason