Ministério de Libertação

Meditação do dia 21/03/2018

E tornou a trazer todos os seus bens, e tornou a trazer também a Ló, seu irmão, e os seus bens, e também as mulheres, e o povo.” (Gn 14.16)

Ministério de Libertação O que é mesmo “Ministério de Libertação?” ou, na verdade, o que é “ministério?” As palavras tem a tendência de irem se perdendo no decorrer do tempo e o seu significado vai se deteriorando ou alterando o sentido, que depois de algum tempo, muda-se completamente. Além desse desgaste natural ainda tem a questão do contexto de uso do termo. O governo federal tem muitos “ministérios” e ministros são instituídos e destituídos com tanta frequência que dificilmente um cidadão sabe citar os nomes dos respectivos ministros de suas pastas. As igrejas tem seus ministros e eles se dividem em muitas categorias e hierarquias, além daqueles que se auto-entitulam ministros. Ora, e “libertação?” Eita! Aqui tem pano para mangas, e mangas compridas se precisarem. Quando garoto aprendi na escola que houvera escravidão no Brasil, mas que eles foram libertados e havia até data da assinatura da Lei e era feriado nacional. Quando cresci, vi e vejo dizendo que não houve nada disso e nem há o que comemorar e ao contrário a data se tornou dia de protestos e reivindicações. Me falaram que o Brasil ficou livre (independente) de Portugal e deixou de ser colônia e também tinha dada para comemorar e depois me falaram o contrário. Parece que quanto mais cresço e aprendo menos sei e nem sei mais se sei alguma coisa; se alguém aí souber, me ajude, por favor. No âmbito de igrejas, também aprendi coisas desde novo convertido sobre libertação e isso é bastante extensivo na sua abrangencia. Descobri que palavras como libertação e exorcismo não são sinônimas, ao menos na prática de vida. Assim expulsar demônios, necessariamente não é libertar uma pessoa, mas apenas uma parte do processo. Como estamos aprendendo com a história e a experiência do nosso patriarca Abrão, e comparativamente tratamos de suas aventuras literalmente acontecidas, com um paralelo com as verdades espirituais que eram realidade lá, com ele e com toda a história do povo de Deus, incluindo a gente, no presente e a igreja militante em todos os tempos. Pessoas, almas e valores importantes ficaram cativas e sujeitas à destruição e exploração de inimigos. Abrão agiu como representante de Deus, e como tal, fazendo o papel de igreja, pela fé agindo no seu presente, nos representando no tempo na eternidade. Se alguém se importa com as almas perdidas e o valor que elas representam para o Criador e para o seu reino, esse alguém é o povo de Deus e como tal, precisa se armar, juntar os servos disponíveis e partir para o ataque, porque afinal, o a taque é a melhor defesa. Já sabemos que todos os bens são de Deus, pertencem a ele por direito de criação, de sustentação e almas por direito de redenção em Cristo Jesus. Ninguém é do Diabo, porque ele não criou nada e ninguém, não sustenta e ampara nada e ninguém; ele vem para roubar, matar e destruir. Jesus é quem salva, o único que salva, e o faz através da graça pela fé e a igreja é a agencia de fazer chegar essa graça e essa libertação esses cativos. Muitos deles nem sabem que estão ou são cativos e até se assustam quando se fala para eles de salvação e libertação. Alguns nunca conheceram outra vida, senão aquela em que sobrevivem e sem esperança, apenas aguardam o desfecho de destruição final, onde até se consolam pensando que o sofrimento vai se acabar. Abrão não foi contratado para libertar a Ló e aquelas pessoas, mas o amor de Deus é de tal maneira que não se pode ver vidas serem destruídas e ficar sossegado na sua tenda dizendo que é uma pena, que é consequência dos seus pecados e das suas escolhas. Abrão, foi e voltou, os bens e valores que levou como suporte para o combate, ele trouxe de volta. Também trouxe Ló e suas pessoas e seus bens. Salvou tudo e libertou tudo e todos. Você está entendendo como Abrão exerceu seu ministério de libertação? Precisamos entender porque estamos aqui, porque temos certas coisas, certas habilidades, certos recursos e olhar as pessoas das planícies verdejantes que correm risco. Acredito piamente que “o amor nunca falha!”

 

Senhor, mostra-nos qual é de verdade o nosso ministério e como exercê-lo para salvação e libertação de vidas. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

A Vantagem da Desvantagem

Meditação do dia 20/03/2018

E dividiu-se contra eles de noite, ele e os seus criados, e os feriu, e os perseguiu até Hobá, que fica à esquerda de Damasco. (Gn 14.15)

A vantagem da desvantagem – “Então foi Davi a Baal-Perazim; e feriu-os ali Davi, e disse: Rompeu o Senhor a meus inimigos diante de mim, como quem rompe águas. Por isso chamou o nome daquele lugar Baal-Perazim” (2 Sm 5.20). Muitas batalhas do povo de Deus, eram literais e físicas, contra inimigos verdadeiros de carne e osso e muita maldade, mas mesmo assim, por trás de tudo aquilo havia hostes espirituais do mal, que lutam por almas, pela eternidade e são na verdade pequenas batalhas estratégicas, que fazem parte de uma guerra maior e com propósitos muito altos. Há de se elogiar a coragem e o destemor de Abrão, um fazendeiro, não militar e sem treinamento e nem prática de guerras, se envolve num conflito para salvar o sobrinho, acompanhado de seus servos e alguns amigos confederados, seus vizinhos. O adversário deles, quatro reis belicosos, experientes em saques e ataques para conquistar e subjugar reis e reinos menores ou desprotegidos. Eles vieram em campanha armada para prender e saquear aquelas cidades-reinos e levar a pilhagem como recompensa; ali viria tesouros, bens materiais e pessoas que seriam escravos de serviço ou para serem negociados, gados e animais de toda espécie que entrariam para seus inventários de graça, aumentando suas riquezas e capacidade de maiores ataques e mais opressão. Essa era a vida deles, esse era o propósito de suas existências. Até o dia em que atravessaram o caminho de um servo de Deus, que entendia o coração de Deus e estava consciente do seu papel de abençoador de todas as famílias da terra. Onde começa o chamado ou a prática da vocação? Justamente quando somos confrontados com os valores que norteiam nossas vidas. Abrão não estava pronto em nenhum ponto de sua vida ainda; mas o inimigo não espera que estejamos prontos para declarar guerra. A prática é verdadeiramente o caminho mais curto para a perfeição! É fazendo que se aprende e é aprendendo que se cresce com as experiências e não com as teorias. Como vencer um inimigo muito maior, muito mais experiente, melhor equipado e já em vantagem na ação? Não deve ser sem razão que um dos nomes de Deus na Bíblia é SENHOR DOS EXÉRCITOS“Portanto diz o Senhor, o Senhor dos Exércitos, o Forte de Israel: Ah! tomarei satisfações dos meus adversários, e vingar-me-ei dos meus inimigos” (Is 1.24). Devemos nos aconselhar com o Senhor dos Exércitos antes de pensar em entrar em combate com qualquer tipo de adversário. Abrão buscou em Deus e recebeu as estratégias certas para com um contingente infinitamente menor prevalecer contra a arrogância dos números e do poder da carne. Particularmente amo olhar o texto e ver Abrão se preparando para a guerra, “junto com os seus criados;” isso é ensino sobre liderança espiritual – como diz lá em Goiás, “o dono do boi, pega no chifre!” O que está em disputa não saber quem destruiu mais, ou quem fez isso ou aquilo, pois o único propósito de uma guerra espiritual é libertar os cativos das garras do inimigo. A lutar é travada com os servos de casa; não contratamos mercenários e nem caçadores de recompensa. Abrão tinha 318 servos e empregados disponíveis e foi com esses que ele foi pelejar, e depender da força do Senhor e de sua sabedoria para ter sucesso. Isso pode ser replicado em igrejas e ministérios – querer produzir grandes resultados sem ter um contingente engajado, apenas contratados e estranhos à visão e ao propósito de Deus. Campanhas caríssimas, artificiais, emotivas e apelativas, onde os “criados locais” são apenas expectadores e sem participação ativa em nada. Os resultados são sempre artificiais e os cativos continuam cativos; quando não são apenas trasladados de local e tipo de cativeiro.
Senhor Deus dos Exércitos, precisamos prevalecer a cada dia contra adversários sempre maiores e ardilosos. A única diferença que temos é o Senhor mesmo; sem tua graça e sabedoria, não conseguimos libertar os cativos e salvar essas almas. Que outra utilidade prática poderemos ter, se não pudermos ajudar essas almas? Guia-nos as estratégias certas, com os valores certos, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

A a Campanha dos 318

Meditação do dia 19/03/2018

Ouvindo, pois, Abrão que o seu irmão estava preso, armou os seus criados, nascidos em sua casa, trezentos e dezoito, e os perseguiu até Dã. (Gn 14.14)

A Campanha dos 318 – Como reagimos ao infortúnio de alguém que conhecemos e entrou em dificuldade por fazer escolhas erradas? Estudando as origens do povo brasileiro, fiz algumas conclusões, na verdade nada científicas, mas que me servem e não acho que esteja fora da rota. Havia os nativos locais, hoje carinhosamente chamados de “Tupiniquins,” com seu etilo de vida consolidado e de uma hora para outra, viram suas praias sendo invadidas por grandes embarcações de “caras pálidas,” vindo do mundo antigo, com uma cultura mais forte e uma capacidade de imposição sem possibilidades reais de resistência aos nativos. Motivação: Explorar no sentido mais exato possível dessa palavra. Exploravam tudo e todos e o que não conseguiam nas negociações, levavam na bala, no engano, na trapaça, na sujeição forçada. Depois trouxeram os africanos, escravizados e sem qualquer identidade e direitos, nem mesmo de sobreviver; se adoecessem, poderiam morrer e serem descartados, porque seriam prejuízo no bolso. Vieram prisioneiros do velho continente, que não prestavam para a sociedade e para evitar oneração e cuidados no cumprimento das sentenças, eram comutadas em degredos e exílios para serem o que pudessem ser onde quer que aportassem. A idéia básica informal e extraoficial era de que quem tem alguma coisa de valor, esconda isso; quem sabe alguma coisa de valor, guarde só para si e não compartilha; quem descobrir alguma coisa, não conte e evite que descubram suas técnicas. Compartilhar é perigoso e não faça nada que não dê um retorno, é toma lá, dá cá. Confiar é perigoso e o mundo é dos espertos. A fé ia pelo mesmo caminho: Enquanto os reverendos tomavam café e chá com bolinhos com os senhores e senhoras na casa grande, pobres, pretos e índios ralavam no trabalho penoso e alguns estavam pendurados nos pelourinhos ou moribundos nas senzalas da vida. Eu me pergunto: Que mentalidade foi formada nesse povo miscigenado que formou o brasileiro? Qual a idéia sobre autoridade, direitos e fé nas instituições e em quem deveria ser guardiões? Minha teoria sobre os negros escravizados e maltratados nos canaviais que produziram uma enorme riqueza para muitos e para o pais, sob o sofrimento e a morte de centenas e milhares deles, acredito que naquelas noites de rodas de cantigas e lamentos, eles amaldiçoavam tudo e todos por gerações e gerações e daí vem a minha teoria da “maldição da santa cana.” Desde o início até hoje a indústria da cana e do álcool é um fracasso atrás do outro e o pais financia todos os calotes que os usineiros trapaceiros dão, fechando uma unidade aqui e abrindo outra ali e o preço não para de subir e nunca dá, nunca satisfaz e não tem solução. O Evangelho chegou e a fé foi difundida, mas a cultura do não compartilhar e esconder o leite para que ninguém aprenda a razão do sucesso ficou da mesma forma. Abrão, quando soube do infortúnio do sobrinho, correu logo para socorrer e mesmo que isso viesse a sacrificar a si, aos seus criados e comprometesse tudo o que havia conseguido. Abrão disse: É meu irmão! Os saqueadores, eram quatro reis e seus soldados e mercenários juntos; Abrão tinha trezentos e dezoito criados, servos, e os poucos amigos locais que fizeram. Mas ele prevaleceu. Com uma campanha de fé com seus 318, ele agiu no poder de Deus e trouxe de volta os cativos e os libertou. Não fez deles, seus servos, agregados, funcionários ou congregação sem direitos e sem esperança de autonomia. Cativeiro, prisão, viver sob obrigações impagáveis é obra do inimigo, das trevas, nada a ver com o amor e a graça de Deus. Abrão não venceu só porque lutou muito, investiu muito e tinha a melhor estratégia; ele venceu porque Deus foi com ele. Porque você acha que tem vencido? Porque você acha que seu ministério tem sido bem sucedido? É por sua causa? Por sua capacidade invejável de administrar e liderar? É pelos investimentos? É mesmo? E os outros que padecem dificuldades perto de você, isso é problema deles? Não tem nada que pode ser feito? Eu quero repensar muitas coisas e até para isso preciso de ajuda!

 

Senhor da Seara, obrigado por nos dar oportunidade de repensar e fazer parcerias que tenham significados para o reino e não somente para mim. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

As Notícias Correm

Meditação do dia 18/03/2018

Então veio um, que escapara, e o contou a Abrão, o hebreu; ele habitava junto dos carvalhais de Manre, o amorreu, irmão de Escol, e irmão de Aner; eles eram confederados de Abrão.” (Gn 14.13)

As notícias correm – Gosto de receber boas notícias e acho que não sou o único. Quando temos parentes ou amigos que moram distantes da gente, é muito bom quando alguém aparece e traz notícias deles e se forem boas notícias, melhor ainda. Com a nossa realidade de notícias em tempo real, de certa forma, até perdeu se a graça e a expectativa das notícias, como aqueles que aguardavam cartas e encomendas que vinham de navios do outro lado do oceano; ou mesmo correspondencias que os correios traziam e que com o passar dos anos foram ficando cada vez mais rápidas, e agora mais recentemente, mais demoradas e parece que o ciclo de vida delas estão com os dias contados. Agora é mais virtual, ao vivo e a cores; Mas boas notícias sempre serão boas notícias. Abrão foi surpreendido por um mensageiro que lhe apareceu à porta, e além de trazer uma mensagem, ele era também um sobrevivente, alguém que escapou de uma ataque militar com propósitos de saquear e pilhar riquezas alheias. Fazia pouco tempo que Ló havia se separado de seu tio, que mudara suas tendas de local, em atenção a uma mensagem de Deus. Como já disse antes, as nossas escolhas revelam o nosso caráter e as escolhas que nosso caráter nos proporciona, produzem resultados e pode ser que as pessoas gostem de suas escolhas, mas não queiram os seus resultados, mas uma coisa está diretamente ligada a outra; como se diz: “Quem pede chuva, tem que lidar com a lama!” Ló escolhera para onde iria se estabelecer e em pouco tempo, ele descobriu que aquelas campinas verdes e bem irrigadas, também atraiam a atenção de outras pessoas, com outros interesses e não demorou muito, para seu sonho pastoril, se transformar num pesadelo de cativeiro e espoliação. Abrão por outro lado, fora para o lado oposto e fez amizades com pessoas dispostas a formar alianças de proteção e ajuda mútua. Mesmo sendo o legítimo herdeiro daquelas terras, Abrão nunca lançou mão disso, para ameaçar ou provocar animosidade com os moradores da terra. Abrão, no fundo do seu coração tinha a convicção da missão de evangelizar boas novas às pessoas ao seu redor. Ele compreendeu que seu chamado era para abençoar todas as famílias da terra e isso seria feito de forma sistemática e de geração em geração – portanto, começava com ele e se estenderia pelos tempos por vir. Ele teria que fazer, para aprender e ensinar seus descendentes, para que o propósito de Deus se estabelecesse. Isso é uma causa da irrelevância de muitas igrejas locais onde estão estabelecidas; porque deixam o propósito de serem sal e luz e de abençoar as pessoas, elas agem como se detivessem a verdade como patrimônio pessoal e só distribui para quem concorda com elas. As pessoas que estão ao redor para serem evangelizadas e salvas pela graça de Deus, são vistas e tratadas como inimigas e ímpias, instrumentos do mal contra elas. Quando leem que Deus amou o mundo e deu seu filho, eles veem que Deus “nos ama e deu Jesus para nós” e o resto que se dane…. Como salgar sem estar entremeado? Como iluminar sem estar onde há escuridão? Como salvar pessoas se não estiver onde há perdidos? Abrão certamente esperaria saber que Ló se deu bem, comprara novas fazendas, aumentara seus rebanhos e muitas pessoas estavam cultuando o Deus único juntamente com ele e sua família. Mas não foi isso que ouviu. Ló está preso, foi levado cativo e seus bens foram saqueados e as pessoas escravizadas. Esse é o caminho da dissidência, dos rachas e das separações! Ainda que tenham nomes bonitos nas fachadas, por trás, as razões são as mesmas e os resultados vão sendo expostos dia a dia. “O caminho de Deus é perfeito; a palavra do Senhor é provada; é um escudo para todos os que nele confiam (Sl 18.30). Foque sua atenção nas palavras grifadas: A perfeição dos caminhos de Deus jamais nos levarão ao cativeiro; a autenticidade de sua palavra não induz ao erro e Ele mesmo é escudo para quem confia. Se algo está dando errado, é algo no processo está errado. Ló escolheu seus caminhos e Abrão seguiu a ordem de Deus.

 

Senhor Jesus, obrigado por permitir em tua revelação escrita, a importância da obediência pela fé na vontade do Pai. Obrigado pelo Espírito Santo que orienta aqueles que param para pedir ajuda e informação. Obrigado pelos cuidados e ensinos. Amém.

 

Pr Jason

Mudando as Tendas

Meditação do dia 17/03/2018

E Abrão mudou as suas tendas, e foi, e habitou nos carvalhais de Manre, que estão junto a Hebrom; e edificou ali um altar ao Senhor.” (Gn 13.18)

Mudando as tendas – Eu gosto de ação! Gosto de saber que sou guiado pelo Espírito Santo nas minhas decisões e tal qual guiar um carro, não dá para fazer com ele parado. Em movimento fica mais leve, é real e há experiências, como também riscos, mas se trata de realidade. É preferível riscos e até falhas com a vida em ação, do que a perfeição da fantasia de que se está fazendo alguma coisa. Como aquela máxima do futebol, que só erra pênalti quem bate! Só ganhamos almas para Cristo se pregarmos o Evangelho, só veremos curas e milagres se orarmos por pessoas e situações que exijam fé e milagres; só veremos pessoas crescendo espiritualmente se as discipularmos nos princípios da Palavra de Deus; veremos crescimento da igreja se nos movermos em direção a isso. As promessas de Deus estão todas ali na Palavra, e todas são verdadeiras e todas estão ao alcance e o Senhor tem a intenção de cumprir cada um delas. Do lado divino, “nada nos faltará,” mas tem a contraparte humana. Abrão é um perfeito exemplo de prontidão e diligencia em agir imediatamente a uma revelação divina. Sempre que o Senhor se revelava a ele e dava uma instrução, ele se punha em ação o quanto antes. Foi assim desde o início de sua caminhada, até mesmo na maior de suas provações, quando Deus lhe pediu o filho. Ainda sou um aprendiz e admito que demoro um pouco para reagir, mesmo quando já tenho alguns elementos, mas estou aprendendo. Abrão mudou suas tendas porque Deus havia lhe dito para explorar a terra que lhe caberia por herança. Como ele já era do ramo pastoril, tinha hábitos nômades e agora tinha uma ordem divina para peregrinar com propósitos, eram razões mais do que suficientes para se por em movimento. Amados, eu sou pastor de igreja local, alguns de vocês também o são, outros são membros, obreiros auxiliares e alguns atuam nos mais diversos setores da vida; quero lhes dizer que as promessas e os princípios da Palavra de Deus são aplicáveis a todos indistintamente e não há especiais e favoritos. Deus, o meu Deus, e seu Deus, quer que eu seja bem sucedido não só como pastor presidente de uma instituição eclesiástica; ele me vê como filho, tal qual vê a você! Sucesso do ponto de vista dele, tem a ver com o todo, a plenitude; como pessoa, como esposo, pai, filho, cidadão, pastor, pregador, discipulador, líder, servo, vizinho, amigo, companheiro de trabalho, empreendedor, e o que formos e sermos. Deus quer que exploremos toda a extensão de suas promessas para conosco. Nem tudo que está prometido, acontecerá comigo ou com minha geração, pois o projeto e maior que isso, é eterno. Nossos filhos, netos e as próximas gerações colherão os frutos e se beneficiarão dos nossos atos de obediência. Não importa se acreditamos que Jesus voltará esse mês ou esse ano, ou daqui a …. ele disse que seria surpresa, mas era para esperarmos trabalhando e diligentes em tudo. Ele é o Senhor, ele cuida dos detalhes. O chefe mandou se mexer! Estudar, pesquisar, aperfeiçoar e iniciar projetos novos não tem nada a ver com falta de fé no que cremos sobre finais dos tempos. Quando o Senhor descer, ele espera nos encontrar trabalhando… um olho no trabalho e o coração no céu….

 

Pai, obrigado pela graça de nos por em movimento produtivo. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Levantar e Percorrer Essa Terra

Meditação do dia 16/03/2018

Levanta-te, percorre essa terra, no seu comprimento e na sua largura; porque a ti a darei.” (Gn 13.17)

Levantar e percorrer essa terra – Em nossas meditações, fazemos uso das analogias, como meio de compreender melhor os princípios espirituais por trás das ações ordenadas por Deus ou mesmo as decisões que os personagens adotaram nas suas peregrinações. Estamos meditando com base em personagens bíblicos e estamos aprendendo com Abrão e suas experiências com Deus. Todos os paralelos são ricos em aprendizagem e ensinamentos. Uma verdade bastante significativa, é que há coisas em que somente se pode aprender, não tem como ensinar. A meditação nos auxilia nisso, pois não tenho como ensinar vocês a “andarem com Deus” pois eu mesmo estou andando e aprendendo passo a passo. O bom é andarmos juntos e ir trocando figurinhas. Após prometer e reiterar as promessas, Deus ordena que Abrão se levante e vá percorrer a terra de ponta à ponta, em todos os sentidos. Por que? Só saber que a terra era dele não seria suficiente? Saber que seus descendentes numerosos a teria e a povoaria, também não era bom o bastante? Pode ser! Mas por outro lado, todo ministério à Deus leva as pessoas à ação. Não era para ser uma apropriação passiva, já com direitos adquiridos. Todo direito não conhecido ou não reivindicado, é nulo. Abrão deveria mexer-se, sair de sua situação cômoda de homem próspero e abençoado, possuidor de uma terra prometida por Deus, seu amigo. Ele teria que agir como um conquistador, um desbravador e conhecer e estar plenamente ciente do potencial e das reais necessidades e possibilidades que a promessa lhe oferecia. Deus nos dá grandes promessas, mas elas são potenciais, são sementes ou mudas que devem ser semeadas, plantadas e cultivadas com esmero e dedicação. Exige-se preparo de solo, trabalho árduo e cuidado meticuloso até o tempo de colher os frutos. Se a promessa é de riquezas minerais, como ouro, prata, pedras preciosas, elas não vem garimpadas, lapidadas e beneficiadas, toda depurada, já em barras e lingotes. Vá trabalhar, vagabundo! Pegue sua pá, picareta, bateia e os demais instrumentos e vai fundo. Quer moleza? Então mastiga água! Foi prometido aos hebreus que sua terra lhes manaria leite e mel – mas você imagina que esse leite já vinha envazado em saquinhos ou caixinhas longa vida? Não. Eles teriam que criar o gado, ordenhar e isso dá muito trabalho e só quem já lidou com gado leiteiro sabe do que estou falando. O mel é uma delícia, mas ele não nasce em saquinhos e frascos de 500g. Apicultura é uma ciência, um trabalho meticuloso, com riscos e danos e ainda por cima as abelhas que produzem bom mel, geralmente ferroam e dói muito. Então o Senhor te prometeu um ministério frutífero e grande, abençoador e você tá imaginando uma sala com ar condicionado, suco gelado, sofá macio e caixa recheado de ofertas para gastar com voos e passeios e grandes conferencias? Multidões ensandecidas atendendo ao seu apelo para se converter e os crentes todos piedosos, arrependidos e tão esforçados para fazer as coisas, que você tem que pedir para eles darem um tempo e não exagerar nos esforços? Acorda, meu irmão! Qualquer visão de sucesso sem esforço e resultados desmedidos sem trabalho árduo sem suor e muitas lágrimas, essa visão vem dos quintos dos infernos. Deus é Deus e Jesus também é Deus e olha o que ele disse: “E Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” (Jo 5.17). Levante-se, vá percorrer a terra da sua promessa, de uma lado para o outro e do outro para o lado!

 

Pai, obrigado por nos chamar ao trabalho e à ação de forma construtiva; o desejo do teu coração e que haja ação, mas não ativismo desmedido, buscando merecimentos e reconhecimento humano. Somos salvos pela graça e chamados por tua misericórdia para fazermos parte de um projeto grandioso e realizador, mas servindo na qualidade de filhos-servos, cheios do Espírito Santo, para abençoar um mundo perdido e uma igreja militante, amada por ti. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Contar o Pó da Terra

Meditação do dia 15/03/2018

E farei a tua descendência como o pó da terra; de maneira que se alguém puder contar o pó da terra, também a tua descendência será contada.” (Gn 13.16)

Contar o pó da terra – Não faz muito tempo vi um documentário na TV sobre aquelas nuvens de poeira que se origina no deserto do Saara na África e atravessam os oceanos e por mais incrível que pareça, vem fertilizar o solo em terras americanas. Com o avanço das tecnologias e das ciências, cada vez mais precisas, pudemos aprender muita coisa boa e interessante sobre o nosso universo e especialmente aqui mesmo na terra. Os ciclos de ventos, tempestades, inundações, secas, incêndios florestais e uma infinidade de outros eventos que se tornaram cheios de significados e importância para a biodiversidade e até mesmo a manutenção da ordem das coisas. Deus, claro, já sabia disso e foi ele que fez e estabeleceu todos esses movimentos. Tais fenômenos, podem parecer ocasionais, mas é evidencia do cuidado do Criador para que seus filhos tivessem todas as provisões de que necessitam. Mesmo não sabendo tudo, podemos confiar no seu amor e em seu plano amoroso. Para alguém superficialmente ligado nas coisas, essa conversa do Senhor com Abrão, nada mais seria, do que expressões da forma humana de falar, com os devidos exageros para fixar conceitos. Mas não é bem assim. Deus é Deus e não precisa se explicar e nem tampouco brincar com palavras. Sendo quem ele é, e assim acreditamos, sabe perfeitamente bem o peso das palavras e a sua utilização devidamente precisa nos mínimos detalhes. Quando ele disse para Adão, que o havia feito do pó da terra e soprado em suas narinas o fôlego de vida, e que após o pecado, viria a morte e “tu és pó e ao pó tornarás…” (Gn 3.19). Não faz tanto tempo assim que a ciência comprovou que o corpo humano é totalmente composto de elementos naturais que compõem a terra. Os mais divertidos até fizeram os cálculos da quantidade de cada elemento de que se compõe uma pessoa. Agora no papo com Abrão, o Senhor faz uso da expressão pó da terra, mas agora com o sentido de enormidade em termos de quantidade e dificuldade para contar. A descendencia do patriarca, seria grandiosa e eterna, ficando assim impossível contar. Mesmo com as facilidades aritméticas, fica a palavra do Eterno, contra o desafio dos matemáticos; Deus disse que não dá para contar. Claro que lançamos mão da prerrogativa da fé para que possamos também entrar para a conta dos legítimos descendentes de Abrão. Física e geneticamente, os hebreus são um bom contingente, mas os herdeiros da fé de Abrão também são contados e então o censo se multiplica exponencialmente com a inclusão da linhagem da fé. “Portanto, é pela fé, para que seja segundo a graça, a fim de que a promessa seja firme a toda a posteridade, não somente à que é da lei, mas também à que é da fé que teve Abraão, o qual é pai de todos nós” (Rm 4.16). Estamos incluídos no bate papo do Senhor com Abrão e a promessa e tudo que ela contém é nossa também. Aí sim, é para glorificar de pé, igreja!!!

 

Obrigado, Senhor, pela participação nas promessas feitas à Abrão e seus descendentes, sendo Jesus, o mais ilustre de todos eles. Nele, encontramos a porta de acesso à graça e à salvação prometida antes de todos os tempos. Louvado seja, a tua Palavra. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Para Sempre é Muito Tempo

Meditação do dia 14/03/2018

Porque toda esta terra que vês, te hei de dar a ti, e à tua descendência, para sempre.” (Gn 13.15)

Para sempre é muito tempo – É muito comum ouvir as pessoas exagerarem na dose ao expressarem com termos como: “nunca mais – nenhum – ninguém – todo mundo – o mundo inteiro – tudo – nada – para sempre…” Alguns dessas expressões na minha humilde concepção, só Deus tem o direito e as condições de dizer e garantir o que diz. Aqui, por exemplo, nessa conversa com o patriarca, ele fez uma promessa para uma pessoa mortal, mas com potencial de descendentes em linhagem sucessória que traspassaria séculos e séculos amém… chegando até a eternidade. Então, para sempre aqui é muito tempo, e envolve muitas situações e circunstancias que somente alguém que detém poderes sobre o tempo e o espaço pode confirmar sua promessa. Mesmo em se tratando de descendentes genealógicos, necessitaria de alguns cuidados para preservação que um mero mortal não pode oferecer garantias. Houve, no futuro desse povo, situação em que eles correram riscos e possibilidade de aniquilamento. Quando no êxodo, Moisés teve que entrar com uma intercessão providencial para que o pecado do povo não retrocedesse o andamento do plano que já estava bem adiantado. “Agora, pois, rogo-te que a força do meu Senhor se engrandeça; como tens falado, dizendo: O Senhor é longânimo, e grande em misericórdia, que perdoa a iniqüidade e a transgressão, que o culpado não tem por inocente, e visita a iniqüidade dos pais sobre os filhos até a terceira e quarta geração. Perdoa, pois, a iniqüidade deste povo, segundo a grandeza da tua misericórdia; e como também perdoaste a este povo desde a terra do Egito até aqui. E disse o Senhor: Conforme à tua palavra lhe perdoei” (Nm 14.17-20). Sem entrarmos em questões de políticas internacionais e sem nos ater a ideologias e outras questões chamadas “politicamente corretas,” A Palestina, dos tempos de Abrão, dos tempos dos Juízes, dos tempos dos reis de Israel, da Diáspora, e desde 14 de Maio de 1948, é a Terra da Promessa feita por Deus a Abrão e a seus descendentes e aquele mapa atual, retalhado e diminuto, não diz a verdade sobre o que a Palavra de Deus afirma sobre a extensão territorial, que deve ir do Mar Mediterraneo, até o Rio Eufrates, que está no interior do Iraque atual, atropelando a Jordania e pedaços da Síria, Líbano e etc. Particularmente, quando olho o que a Bíblia diz e olho para o mapa desenhado pelas Nações Unidas e ou as conveniencias geopolíticas do Oriente Médio, eu sei que alguma coisa não bate, e se alguém está errado e alguém está certo, eu escolho ficar com a verdade da Palavra de Deus. Como essas coisas vão se arranjar para ficar como Deus prometeu, eu não sei os detalhes e nem as datas, mas acredito naquele que fez a promessa. Estamos vivendo no limiar das ações do anticristo que certamente vai querer mostrar serviço e prover paz em um lugar onde ninguém jamais conseguiu, e como nele opera o mistério da iniquidade e o espírito de engano, a tal ponto de fazer aliança com o povo de Israel, só nos resta aguardar – e quem viver, verá. Voltando à nossa realidade, assim como Deus zela até hoje e vai cumprir tudo o que falou à Abrão, ele também é fiel assim para comigo e contigo. Para sempre, pode ser muito tempo para mim e para você, mas não para o Senhor nosso Deus. Não desista e não duvide da sua capacidade e poder de realizar seus planos e propósitos.

 

Senhor, Abrão creu e viu nos seus dias o poderia ser visto e seus descendentes até hoje se firmam em tuas palavras e descansam na segurança de que tudo a seu tempo se cumprirá. Eis-nos aqui também, como partes da nova Aliança, também filhos de Abrão pela fé pela promessa e garantidos pelo sacrifício eterno de Jesus, filho de Abrão, filho de Davi, aquele que se assentará no trono para todo o sempre e sempre, amém.

 

Pr Jason

360 Graus

Meditação do dia 13/03/2018

E disse o Senhor a Abrão, depois que Ló se apartou dele: Levanta agora os teus olhos, e olha desde o lugar onde estás, para o lado do norte, e do sul, e do oriente, e do ocidente.” (Gn 13.14)

360 Graus – Crianças e adultos quando chegam à beira de um lago de águas calmas, gostam de procurar seixos, aquelas pedrinhas achatadas, para jogar de forma que ela vá quicando na superfície o maior número de vezes possíveis. Se faz até competição para ver quem consegue mais. Mesmo se ela afundar na primeira, ou se propositalmente jogar a pedra de forma que caia de cima para baixo, elas produzirão uma série de círculos concêntricos que vão se alargando até chegarem na margem; não havendo nenhum impedimento no percurso eles serão círculos perfeitos. Estou pensando nisso, ao ler o que o Senhor Deus disse à Abrão, para que ele olhasse à sua volta, guiando-se pelos pontos cardeiais, norte, sul, leste e oeste, como ele teria que girar em torno de si para fechar os pontos, sua visão seria de 360 graus e não quadrada. Estou pensando na posse da herança, em termos de extensão territorial, mas não posso deixar de pensar no poder de sua influencia ao seu redor. Trazendo para a nossa realidade diária, estamos todos rodeados de vidas, que influenciam e são influenciadas e neste contexto estamos nós, a nossa família e a nossa igreja e comunidade de fé. Todos geramos ondas de influencia, como aqueles círculos no lago, resultado do lançamento das pedras. Tudo o que somos e temos faz parte de um propósito maior e mais complexo e abençoador que o Criador traçou para nós. Fui criado à sua imagem e semelhança e você também, para estarmos aqui onde estamos, fazendo o que estamos fazendo, para que se atinja um resultado transformador em vidas ao nosso redor. Alguns de nós, são chamados por Deus, para servir em algo um pouco mais específico, como liderança, pastoreio, cuidados, socorros e etc. É preciso entender que essas pessoas com essas funções não são mais especiais e nem preferenciais aos olhos de Deus do que todos os demais filhos. Apenas cumprirão tarefas e ocupações específicas. Ser um pastor, missionário, obreiro, ministro de alguma função na igreja e no corpo de Cristo, é sem dúvida um privilégio, uma honra; mas que não confere imunidade ou licença para ser diferente e receber privilégios e tratamento diferenciado. Ainda somos servos de Cristo e estamos à serviço dele, servindo em algum lugar ou função, mas o rebanho ainda é propriedade dele e o modo de conduzir e cuidar dessas vidas, são por princípios e valores estabelecidos pelo Senhor e não por nós. Ensinando aos líderes da igreja de Éfeso, Paulo disse: “Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue” (At 20.28). O rebanho é de Deus e ele comprou com seu sangue, somos apenas supervisores dele à serviço do rebanho. Pedro reforça essa mesma ideia: “Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho” (I Pe 5.2,3). Wayne Cordeiro, Pastor em Honolulu, no Hawai, no seu livro JESUS PURO E SIMPLES fala da síndrome do cisco no olho de Mateus 7: “A maneira mais evidente de saber quando uma pessoa está pronta para liderar outras é quando ela é capaz de ser líder de si mesma.”  Deus queria que Abrão tivesse uma visão em 360 graus de sua herança, seu ministério e sua influencia. É muito provável que ela também queira isso de mim e de você; da igreja onde congrego e da sua também.

 

Senhor Deus eterno, podemos confiar em ti para termos uma visão grande e abrangente, inspirada por ti e na qual nos guiarás até completarmos a tarefa inteira. A obra é tua e os recursos também, nossa parte é entrar com fé e disposição de obedecer e realizar a tarefa que é minha parte do trabalho todo. Obrigado pela ajuda do Espírito Santo, para vermos da mesma perspectiva do Senhor, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Desde o Lugar de Onde Estás

Meditação do dia 12/03/2018

E disse o Senhor a Abrão, depois que Ló se apartou dele: Levanta agora os teus olhos, e olha desde o lugar onde estás, para o lado do norte, e do sul, e do oriente, e do ocidente.” (Gn 13.14)

Desde o lugar onde estás – Inquietação é um mal que perturba muito e muita gente. Dá uma tremenda vontade de se mexer, especialmente quando se pode ou precisa ficar estático e atento. Aceitamos até certo ponto a inquietação como sendo um traço da vida das crianças, que ainda não tem uma concepção amadurecida da vida ou das responsabilidades e como possuem uma reserva quase infinita de energia, elas então se movimentam muito. Mas quando se trata de adultos e ainda mais, de cristãos, pessoas comprometidas com a vontade e os propósitos divinos? Há um tipo de inquietação interior que nos move para tomar decisões boas e aceitar os desafios que se nos apresentam. Mas também há aquele tipo de inquietação, que reflete imaturidade ou impaciência, ou quem sabe, até incredulidade e tem a tendência de nos manter em movimento, ainda que de forma improdutiva, que leva a pessoa a “fazer por fazer” mesmo que não leve a nada ou lugar nenhum. Essa mania de se movimentar e mudar de lugar e de condição o tempo todo, produz mais danos do que resultados palpáveis e bons. Uma coisa maravilhosa que aconteceu em nossas vidas foi o novo nascimento, que nos permite reescrever a história, agora como filhos de Deus e dirigidos pelo Espírito Santo, firmados na Palavra de Deus. “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” (2 Co 5.17). Agora vamos entrar de fato na vida do ponto de vista de Deus, andar nos seus propósitos e crescer para realizar a sua vontade e ao mesmo tempo nos realizar como pessoas. Mas aí vem a questão de por onde começar? Olha o que Deus disse à Abrão: “…Levanta agora os teus olhos, e olha desde o lugar onde estás…” Antes de partir e se aventurar, é preciso levantar os olhos e olhar, olhar até ver o que Deus está mostrando. É comum alguém nos mostrar algo ou apontar e perguntar se estamos vendo, e por veze dizemos que não; então a pessoa vai nos direcionando e dando pistas, até vermos de fato o que foi apontado. Pode-se sair correndo abestadamente por ai sem ter uma visão clara e precisa e nem mesmo ter ouvido todas as instruções divinas e o fracasso nos encontra logo ali na esquina. Levantar os olhos e olhar desde o lugar onde se está – porque é aqui que estou, é aqui que começa minha chamada e é aqui que pessoas do Corpo de Cristo irão reconhecer minha vocação. É daqui que serei treinado e enviado. Deus vai me abençoar e abrir as portas à partir de onde estou. Todos somos chamados para nos dedicar a Deus. Locais, condições e meios está sob seus cuidados e deve ser ele a determinar todas as condicionais que se seguem à promessa. Para ser bênção lá, preciso ser bênção aqui, se não frutifico aqui, porque me mudando de lugar, acontecerá alguma transformação? Se aqui é pequeno demais, grande demais, difícil ou fácil, não tem importância alguma, mas é aqui a minha base de origem. Sou bastante criterioso, (ou cri cri mesmo) com ambulantes da fé, poderosos que fazem até chover, tem revelação até do inferno, vêem tudo, sabem tudo e podem tudo…. sou rápido e rasteiro: Qual sua igreja de origem? Onde congrega? Quem é o líder responsável por sua vida? A quem presta contas? Onde toma ceia? Se errar, quem te disciplina? Se não gostar das respostas, já dançou feio! Tudo e todos precisam de base e ponto de partida, só isso!

 

Senhor Jesus, obrigado porque temos todos os endereços do Senhor, sabemos de onde vieste, como vieste e por quanto tempo e quando fostes e as pistas de quando voltarás e o que farás depois. Como dissestes em João dez: quem não entra pela porta do aprisco é ladrão e salteador… temos uma nova vida e um propósito eterna pela frente, e isso nos alimenta a fé e a esperança e daí vem a nossa dignidade como servos. Obrigado, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason