Eu Vi Minha Mãe Chorar

Meditação do dia 21/10/2018

 “E foi assentar-se em frente, afastando-se à distância de um tiro de arco; porque dizia: Que eu não veja morrer o menino. E assentou-se em frente, e levantou a sua voz, e chorou.”  (Gn 21.15)

 Vi minha mãe chorar – Posso perfeitamente entender o que se passava na cabeça e no coração de Agar, pois sou pai; mas acho que as mães entendem isso ainda melhor do nós os pais. Já escrevi um texto sobre essa situação do ponto de vista de Agar e agora gostaria de contar isso do ponto de vista de Ismael. Ela o colocou debaixo do arbusto, o deixou o mais confortável dentro daquelas possibilidades e se afastou à distancia de um tiro de arco, sentou-se e desatou a chorar. O que Ismael viu e testemunhou naquele dia foi uma cena difícil e dolorido, porque ele estava sofrendo com sede, calor e cansaço; mas sua mãe estava passando pela mesma coisa e ainda estava desesperada e inconsolável, porque não via nenhuma saída, nem para ela e nem para o filho. Ismael, deitado ali, viu-a se afastando passo a passo, até quase ficar fora do alcance de sua visão. Nenhum filho entende o choro de um adulto; é profundamente comovedor e abala instantaneamente as frágeis estruturas emocionais infanto juvenis. Para crianças, ver outra criança chorar é natural, aceitável e pode ser até irritante, mas não provoca o mesmo que um choro de um adulto, especialmente se for o pai ou a mãe. Elas acham que os pais feitos de um material diferente e que eles conseguem resolver qualquer problema que elas tenham; então se o pai ou a mãe estiver chorando, algo muito sério deve estar acontecendo. Por outro lado, os “teens” possuem uma fé mais simples e menos complicada do que os adultos. Eles não medem as coisas pela lógica racional dos adultos. As vezes eles levam as coisas literalmente ao pé da letra e oram a Deus agindo com essa simplicidade inocente e o mais incrível é que isso funciona. Tu ordenaste força da boca das crianças e dos que mamam… (Sl 8.2). Jesus disse algo que por muito anos eu entendia como sério, mas não tanto quanto de fato ele quis dizer e fará acontecer no devido tempo de acerto de contas com os perversos e pervertidos. Numa disputa de poder e posição, os discípulos perguntaram quem seria o maior no reino dos céus; em resposta, Jesus tomou um menino, um garotinho e pôs no centro da roda entre eles e disse que ali estava a medida e o padrão do que é necessário para entrar no reino dos céus e depois afirmou: Mas, qualquer que escandalizar um destes pequeninos, que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do mar” (Mt 18.6). Jesus foi e sempre será contra a idéia de violência, morte e etc. mas aqui ele disse que um pervertido, pedófilo, desencaminhador de inocentes, seria melhor “se suicidar” amarrando uma pedra grande no pescoço e se atirar dum penhasco no mar bravio, do que encarar as consequências por ter violado uma criança, isso é extremamente forte. Aquele que veio buscar e salvar o que está perdido, diz que esse tipo de maldade será punido com tal seriedade e severidade, que deve levar à reflexão sobre essas consequências. Agar sabia orar, mas não orou! Ela não sabia que o filho sabia orar e não o chamou para orar juntos e um fortalecer ao outro. Acredito que Ismael não entendia porque a mãe estava se distanciando dele, como se fosse despedida; porque em sua mente e coração, era só orar ao Deus de seu pai Abraão, e foi o que ele fez. Quero destacar aqui, algo que pode parecer insensível da minha parte, mas não o é: Ainda que nossos pais, não possam mais fazer nada por nós, isso ainda não é o fim. Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti (Is 49.15). Humanamente falando, os pais e especialmente a mãe é o último reduto de segurança de um filho. É praticamente impossível atingir o filho, sem passar por ela primeiro. Mas espiritualmente, se isso vier a faltar, ou falhar, ainda o Senhor estará de plantão e tomará conta da situação. Quero me dirigir diretamente aos adultos que sofreram rejeição, abandono, maus tratos e toda e qualquer sorte nessa área, em qualquer etapa de sua existência, desde a concepção, até hoje: Se você está de pé, lendo essas linhas, é porque Deus cuidou de ti e te fez um vencedor! A opinião e o conceito que as pessoas tem sobre você, não quer dizer nada! Deus cuidou e cuidará de você e nem precisa ficar alimentando mágoa e dor. O que te aconteceu é real e nada vai mudar isso. Mas Deus, pode e quer mudar o que você sente sobre isso e o modo como você age e reage por causa disso. Se veio até aqui, libere perdão e abençoe todos os envolvidos, levante os braços como um campeão, que acaba de ser declarado vencedor; cerre os punhos e diga pra você mesmo: “Eu venci até aqui e vou vencer até o final!” Tire o peso do ódio, amargura, ressentimentos, desejos de vingança, dar o troco ou provar que…. você não precisa disso! Voce consegue fazer isso, só com a ajuda do Espírito Santo. Hoje é o dia não apenas de virar essa página da sua vida, mas de trocar o livro todo! Levante-se!

 

Espírito Santo de Deus, consolador amado, nos ajude a vencer e superar essas barreiras emocionais que se levantaram entre pais e filhos, famílias e outras situações. Ninguém jamais foi rejeitado por ti, e ninguém deixa de ser importante para ti. Oramos por restauração de relacionamentos e curas no interior dessas pessoas. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Sombra Sem Água Fresca

Meditação do dia 20/10/2018

 “E consumida a água do odre, lançou o menino debaixo de uma das árvores.”  (Gn 21.15)

 Sombra sem água fresca – Encontrar uma árvore ou arbusto em pleno deserto é sem dúvida uma bênção e até um sinal de que as coisas podem melhorar. Os recursos fornecidos por Abraão para a viagem de Agar e Ismael não eram suficientes para garantir-lhes a chegada em algum lugar com recursos. Era uma ajuda paliativa, que ajudaria por algum tempo, mas definitivamente não seria permanente. São os recursos humanos em comparação tamanho da necessidade real da nossa vida; ninguém tem o bastante para garantir nossa vida. Mesmo que Abraão tentasse dar todo o necessário, eles não teriam meios de carregar na viagem, afinal, saíram apenas com seus corpos. Quando alguém faz uma mudança planejada, ele prevê os detalhes, os trajetos, as paradas, as fontes de suprimento e ao chegar no destino já tem meios e condições de esperar o recomeço da vida ali. Quando se é expulso, jogado para fora, não existe planejamento e nem recursos imediatos. Os recursos findaram e bateu o desespero em
Agar que preferia não ver o triste fim que seu filho teria e pelo menos ela o colocou numa sombra, talvez tão pequena, que não daria para os dois. Quando ela se retirou, ela tinha uma idéia do que aconteceria, mas ela não contava que naquela sombra, largado para morrer, Ismael de fato morreu, morreu para tudo o que ele conhecera até então na vida e ali ele nasceu, ele se ergueu diante de Deus. Assumindo o seu lugar como homem e como adorador; ele orou como gente grande; ele clamou ao Deus único e verdadeiro e foi ouvido. A resposta foi imediata e a visitação do Senhor, já conhecido por Agar trouxe vida e conforto e reverteu as expectativas de Agar, para iniciar dali em diante a vida e experiência de Ismael. Na presença de Deus existe vida e bênção capaz de reverter qualquer plano de destruição e morte. Em tempo algum o Senhor havia abandonado eles. A vida deles havia sido assegurado pelo Senhor à Abraão; a própria Agar, anos antes havia recebido uma promessa e Deus tinha intenção de cumpri-la. Ismael era o único que ainda não andava com os próprios pés em termos de caminhar com Deus, mas isso estava mudando. Ali ficou o menino e saiu dalí um homem; isso é o poder criativo de uma crise. É vida que nasce da morte. Como o grão de trigo que Jesus falou: Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto. Quem ama a sua vida perdê-la-á, e quem neste mundo odeia a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna (Jo 12.24,25). Para ganhar uma é preciso abrir mão da outra e isso custa muito, isso dói, incomoda e é mas fácil se acomodar com o já conhecido do que se aventurar pelo desconhecido. A vida de Ismael até ali era uma ilusão fantasiosa; a paternidade que ele e a mãe tanto valorizava, não era garantia segura de proteção e cuidado; ele não era o herdeiro como sempre achara que era; toda aquela riqueza, conforto, companheirismo, proteção e segurança, não existia de fato e de direito e por algo que parecia tão inofensivo e ingênuo, tudo veio à baixo, seu castelo de sonhos desabou de vez. Agora, ali debaixo daquela árvore, ele se levantava como um homem autentico e tudo que ele tinha não era muito, mas era autentico, era legítimo. Ele só tinha a vida, a mãe, um odre para encher de novo, mas agora com água suprida por Deus. Provavelmente ele levava o seu arco de caça, que até então era um lazer, um esporte, mas agora seria sua fonte de suprimento e seria levado à seria, porque não seria mais um menino brincava de caçar com arco e flecha, mas um homem, um arqueiro que viveria da sua habilidade. Se aquele menino não tivesse sido deixado para morrer debaixo daquela árvore, não teria nascido um homem forte e valente, vencedor e que seria conhecido e respeitado. Me vem à mente uma outra cena de alguém encontrado por Deus debaixo de uma árvore e que saiu dali transformado. Jesus viu Natanael vir ter com ele, e disse dele: Eis aqui um verdadeiro israelita, em quem não há dolo. Disse-lhe Natanael: De onde me conheces tu? Jesus respondeu, e disse-lhe: Antes que Filipe te chamasse, te vi eu, estando tu debaixo da figueira. Natanael respondeu, e disse-lhe: Rabi, tu és o Filho de Deus; tu és o Rei de Israel (Jo 1.47-49). Debaixo da única árvore no deserto da vida, podemos encontrar o que sempre procuramos nas catedrais confortáveis, das experiências dos outros. Ali, pode ser um excelente lugar para morrer para a vida de escravo, de ilusão e levantar-se com livre e senhor de suas decisões para ser e fazer aquilo para o qual se foi criado.

Senhor, obrigado pela segurança de que a minha vida está nas tuas mãos e sobre os teus cuidados poderei atravessar o deserto que se me apresenta. É o Senhor quem cuida de mim e de nós; os recursos que os homens podem nos apresentar são poucos e acabam logo. Só o Senhor é permanente, eterno e fiel. Obrigado por ouvir as orações dos aflitos e largados para morrer. Contigo podemos recomeçar de onde nós mesmos não tínhamos como continuar. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Errante no Deserto

Meditação do dia 19/10/2018

 “Então se levantou Abraão pela manhã de madrugada, e tomou pão e um odre de água e os deu a Agar, pondo-os sobre o seu ombro; também lhe deu o menino e despediu-a; e ela partiu, andando errante no deserto de Berseba.”  (Gn 21.14)

 Errante no deserto – Ismael foi submetido a um curso intensivo capaz de transformar um menino filho de pai rico em um homem forte e guerreiro numa terra inóspita.  Depois daquela despedida no amanhecer do dia, a vida daquele menino, nunca mais foi a mesma. Não deve ter demorado muito para ele descobrir que alguma coisa mais séria estava começando a acontecer, pois não era comum alguém sair de casa de madrugada, apenas com um odre de água e um pão, e pegar o caminho do deserto e não poder dizer para onde estava indo e muito menos se chegaria em algum lugar. A mãe estava de fato muito abatida, chateada e de pouca conversa e não seria difícil ver lágrimas caindo-lhe do rosto. Aquele dia, tinha tudo para ser um dia de grande alegria e muita comemoração, afinal sua mãe ganhara a liberdade da escravidão e tornara-se livre, dona de seu próprio destino e com permissão para levar consigo seu filho. Mas não havia celebração pela liberdade, porque ela como que disfarçada de expulsão de casa e forçada a exilar-se em algum lugar incerto. Como vagar errante pelo deserto, com escassez de recursos, seria algo à comemorar? Ismael não tinha alternativas disponíveis e nem a quem recorrer; agora ele era o homem da família; caberia a ele proteger a mãe e levantar sustento. Estamos falando de provação muito grande, para alguém que não teve tempo de se preparar para aquele dia. Tenho a nítida impressão que muitas pessoas estão se identificando com a pessoa de Ismael e sua história; pessoas perderam suas fontes de proteção e segurança, como os pais, o lar, as referencias até então muito estável e impossíveis de serem removidas. O futuro é sempre muito opaco para todos os homens; basta um milésimo de segundo para tudo ser modificado à nossa volta. Não é sem razão que o profeta Isaias descreve a vida como algo passageiro, por demais imediata. Uma voz diz: Clama; e alguém disse: Que hei de clamar? Toda a carne é erva e toda a sua beleza como a flor do campo. Seca-se a erva, e cai a flor, soprando nela o Espírito do Senhor. Na verdade o povo é erva. Seca-se a erva, e cai a flor, porém a palavra de nosso Deus subsiste eternamente (Is 40.6-8). A instabilidade e fragilidade da vida se contrasta fortemente com a eternidade e estabilidade da Palavra de Deus. Se há algo em que se deve e pode confiar por sua garantia e durabilidade, é a Palavra do Senhor. Me vem à memória, o fatídico onde de setembro de dois mil e um. Qualquer pessoa, daria como muito confiável e até impossível que um edifício como aquelas torres gêmeas virem a ruir. Toda essa confiança e segurança não durou até o meio dia; foi questão de minutos. Quantas vidas foram afetadas e nunca mais voltaram a ser as mesmas? E nada pode ser feito, só aconteceu! Ismael viu tudo o que conhecia desaparecer de um dia para o outro e ele não podia fazer nada, absolutamente nada, a não ser seguir em frente, sem mais referencias de segurança. Mas agora, que a “casa caiu” ele teria que se apegar ao que tinha, ainda que fosse pouco e nunca testado, que era a sua fé e sua capacidade de oração ao Deus de seu pai Abraão; porque o até o pai Abraão, amigo de Deus, não estava mais na vida, como provedor, protetor. Quando se perde tudo, é o momento exata e melhor para encontrar a única resposta que satisfaz todas as questões. O vazio do coração é exatamente preenchível pela presença de Deus. De todas as coisas que Ismael aprendera e adquirira em todos os seus anos na casa de Abraão, a mais preciosa e a mais válida para sua vida agora, era a fé inabalável naquele Deus que seu pai confiava. Era a hora da experiência pessoal. Amados, você pode ser filho dos pais mais piedosos e cheios do Espírito Santo que se tenha notícias; você pode ser membro e até obreiro da melhor igreja e ser muito próximo do melhor pastor e tudo mais… mas um dia você precisará da sua experiência pessoal com Deus. O caminho do deserto é muito mais próximo de nós do que imaginamos. Não deixe acontecer sem ter se preparado! Já ouviu falar em “à sós com Deus?” eu chamo de “devocional;” além de prazerosos, edificantes, ainda servem como ensaios para os dias difíceis que as curvas da estrada da vida insiste em ocultar de nós, e só percebemos quando já estão próximos demais!!!

 

Senhor, obrigado porque a tua presença sempre vai conosco e nos dá descanso.

Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

O Dia Que Ismael Saiu de Casa

Meditação do dia 18/10/2018

 “Então se levantou Abraão pela manhã de madrugada, e tomou pão e um odre de água e os deu a Agar, pondo-os sobre o seu ombro; também lhe deu o menino e despediu-a; e ela partiu, andando errante no deserto de Berseba.”  (Gn 21.14)

 O Dia que Ismael saiu de casa – Podemos olhar uma história por diversos ângulos e em todos eles haverá oportunidade de aprender. Costumeiramente falamos que “toda moeda tem dois lados,” e estamos nos referindo ou querendo mostrar que existe sempre um outro lado que também precisa ser levado em consideração. Não estamos fazendo tratados de teologia ou firmando uma doutrina; estamos sim, estudando a Palavra de Deus, levando em consideração a vida e a história de personagens que viveram esses fatos e eles, foram exatamente como nós o somos hoje; pessoas humanas com necessidades, desejos, fraquezas, erros e acertos. Como eles, também buscamos conhecer a Deus e à sua vontade. O fato de estarmos militando atualmente, nos permite ver a vida com base nas experiências deles e como tal, evitar os erros, potencializar os acertos e deixar também a nossa marca em nossa geração e firmar boas bases para as próximas gerações possam se espelhar em nós e no legado que deixamos para eles. Assim, já vimos esse texto, do ponto de vista de Abraão, que teve levantar bem cedo, providenciar um pão e um odre de água e se despedir de Agar e de Ismael e vê-los desaparecer na escuridão da madrugada pela estrada que entraria para o deserto. Já vimos também isso, do ponto de vista de Agar, que provavelmente não dormira em toda aquela noite, apenas velava o filho e o levantou para pegar a estrada e ela devia lembrar muito bem, de ver pela última vez a Abraão como Senhor, com um pão e um odre de água na despedida. Mas Ismael também estava presente e era uma peça importante naquilo tudo. Poderia ser um garoto, e era; mas era uma pessoa e a história estava acontecendo ao seu redor e tendo ele como protagonista. Vou me dar o direito de exercitar a criatividade e embora seja uma peça de ficção que eu descreva, mas não deve ser muito distante da verdadeira realidade. Uma festa para ser boa, do ponto de vista de uma criança tem que haver animação, comida, brincadeiras e diversão. Para Ismael, a festa oferecida pelo pai em celebração ao fato de Isaque se desmamar era alegria e era para ser divertida e ainda sobrar restos dela para o dia seguinte. Mas alguma coisa saiu errado e tinha que ser exatamente com ele? Duas crianças brincando ou ele brincando com o irmãozinho, fez ou falou algo que mudou o clima da festa, despertou a fúria da senhora, deixou a mãe dele em pavorosa, porque certamente ela tentava remediar a crise, dando a entender que não havia maldade ou dolo na ação do filho e as tentativas de acalmar a senhora Sara, só piorava as coisas. O próprio pai das crianças, não via motivo para tanto exagero. Opiniões à parte, Ismael deve ter terminado aquele dia separado de tudo mundo, incomunicável e sem entender o mundo e a cabeça dos adultos. Você pai, mãe, jovem, pastor ou líder, consegue entrar na cabeça e no coração de Ismael? Você consegue se lembrar e se identificar com alguma situação em que fez algo errado e a repercussão foi tal que parecia que o mundo iria acabar? Os olhares de todos diziam mais que palavras! “Você estragou tudo! Olha só o que fez?!!!” Como deve ter sido aquela noite para Ismael? O fato é que ainda escuro, de madrugada, sua mãe o acordou e disse que agora temos que ir… ir para onde? Não sei, mas temos que ir, vá despedir de seu pai que está ali fora esperando. Isso parece um pesadelo do qual Ismael gostaria de acordar e ver tudo como antes; mas esse antes não existia mais, nunca mais; Para nunca mais! Era dia de mudança e ele nem imaginava o quantos significados e quantas possibilidades existem para a palavra “mudança.” Você sabe?

 

Pai, que bom que nada acontece sem que estejas no controle. Obrigado por me permitir acreditar que já estiveste nessa mesma situação de ver o filho ter que sair de casa e para uma jornada nada segura, num mundo nada hospitaleiro. O Senhor entende o coração de Abraão, de Sara, de Agar, de Ismael, o meu e dos meus irmãos que todos os dias temos que enfrentar escolhas e mudanças, que nem sempre foram frutos de nossas decisões e nem sempre estamos no controle da coisas, mas ainda assim, podemos contar com a sua graça e misericórdia. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

O Filho Desta Serva

Meditação do dia 17/10/2018

 “Mas também do filho desta serva farei uma nação, porquanto é tua descendência.”  (Gn 21.13)

 O Filho Desta Serva – Nos bons tempos crianças não interrompiam ou se entremetiam na conversa de adultos. Isso valia para qualquer idade; qualquer pessoa mais nova se submetia a hierarquia presente na conversa. Isso era chamado de “bons modos.” Ali estava presente o respeito e a consideração que a sabedoria e a maturidade dava as pessoas. Ainda que elas estivessem erradas ou equivocadas, isso seria assunto para ser tratado pelas pessoas com o mesmo grau de respeito e aceitação naquela sociedade. Não estou saudosista hoje, apenas quero introduzir essa meditação de hoje, com a lembrança de que estamos trabalhando com um texto bíblico, que em seu contexto original, tratava-se de uma reunião particular, um momento íntimo de comunhão de duas pessoas que merecem todo o nosso respeito, temor, consideração e admiração: Deus e Abraão. Quem se meteria numa conversa dessas?! Abraão saiu da festa, que não era mais festa e foi falar com Deus porque seu coração estava transtornado de dor, preocupação e temor de fazer algo que contrariasse a revelação que até agora vinha servindo de guia para sua jornada. De um lado estava seu casamento com a mulher amada e mãe do filho da promessa; de outro estava uma serva de confiança e com quem ele gerara um filho, agora um adolescente. Acrescenta-se à seu momento, a urgência de exercer sua autoridade como pai, como marido, como senhor, mas também como sacerdote de um Deus único e poderoso. Ele vinha discipulando seus filhos, servos e empregados e dando bom testemunho aos vizinhos e amigos idólatras nativos daquela terra. É importante aprendermos que mesmo em momentos muito difíceis e sob forte pressão emocional, ainda precisamos tomar decisões que confirmem nossa fé e nosso compromisso com Deus e seus planos. O que vão pensar? É uma pergunta retumbante que aparece constantemente diante de nós e tem como função nos pressionar pelo caminho mais viável, mas social ou politicamente correto. O que Deus pensa e diz sim, isso é relevante. Naquela conversa, Deus disse para seu servo que deveria seguir a ordem que Sara estava requerendo, por mais estranha e irracional que parecesse. Agar era serva de Abraão e tinha seu respeito e consideração; para Sara ela era apenas um patrimônio que no momento não valia muito e poderia se desfazer sem qualquer pesar ou sentimento de prejuízo. Para Deus, Agar era uma serva dele. Deus não faz acepção de pessoas, nunca. Ele respeitaria o direito cultural e a autoridade humana que Abraão tinha sobre a mulher e o filho, mas ela não ficaria desamparada. O salmista, anos mais tarde expressou assim: Ó Senhor, deveras sou teu servo; sou teu servo, filho da tua serva; soltaste as minhas ataduras (Sl 116.16). Maria ao receber a visita do anjo que lhe fez a feliz anunciação também registrou sua identidade como serva, disposta a servir na condição que fosse necessário. Disse então Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela” (Lc 1.38). Sara era rica, linda, senhora e serva de Deus; Agar era pobre, substituível, serva e serva de Deus. Na cruz está o poder nivelador de Deus, onde todos que passam por ali, saem do outro lado como filhos, amados, aceitos, acolhidos e agraciados com o dom da salvação e um novo nome, um novo propósito e um mesmo destino.

Senhor, obrigado, por não haver distinção entre servos e senhores, ricos e pobres, escravos e livres, pois em Cristo o que importa é ser uma nova criatura. Na cruz nos tornamos todos filhos pela graça através da fé e isso não vem de nós pois é um dom de Deus e não depende das obras para ninguém se gloriar. Louvado seja o teu santo nome e o teu propósito eterno. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Ismael, O Moço

Meditação do dia 15/10/2018

 “Porém Deus disse a Abraão: Não te pareça mal aos teus olhos acerca do moço e acerca da tua serva; em tudo o que Sara te diz, ouve a sua voz; porque em Isaque será chamada a tua descendência.”  (Gn 21.12)

 Ismael, o Moço – Nos velhos tempos aqui no Brasil, quando alguém levava o mesmo nome do pai, vinha acrescido do numeral “Primeiro, Segundo, Terceiro” (I,II,III) – Tivemos Imperadores como Pedro I, Pedro II; depois veio a época onde só acrescia “Filho” e até tivemos um presidente da República com o nome de “Café Filho” – na verdade, João Fernandes Campos Café Filho, um potiguar (1899-1970), que governou o Brasil em 1954-1955. Depois vieram os tempos do filho ser chamado de “junior” que é uma febre até hoje; o que temos de “juninho” por aí não é brincadeira! Nos tempos da Roma antiga, eles faziam uso para diferenciar o pai do filho, com o acréscimo de “o moço ou o velho.” Não que Ismael tivesse o mesmo nome que Abraão, mas achei muito legal e interessante o modo Deus se referiu a ele para o próprio pai. Abraão estava vivendo aquele turbilhão de emoções, e estava diante de uma escolha muito difícil e dolorosa envolvendo não só a separação física de seu filho, mas a esposa exigia a expulsão de mãe e filho. Ao buscar ao Senhor em oração, ele foi atendido e orientado por Deus que o confortou, e garantiu que o futuro de Ismael estava garantido por ele, exatamente por seu filho de Abraão. Posso pensar em muitas lições a serem aprendidas por mim e por nós, quando vamos buscar respostas em Deus. A despeito do que pensamos das coisas ao nosso redor, se fizemos certo ou errado, o fato é que Deus lida com fatos e não fica rebuscando passado errado de ninguém para lançar em rosto. Mesmo que as consequências sejam inevitáveis e nem precisa ser repetidas, mas a vida segue e é pra frente que se anda. Ismael não tinha culpa ou responsabilidade por sua existência e ninguém deve pensar assim, quaisquer que sejam as circunstancias que te trouxe a esse mundo. Se chegou até aqui, então agora há um propósito e um compromisso de realizá-lo. Pela ótica bíblica e cristã, ninguém nasce por acaso, por erro de planejamento ou acidente de percurso. Todos, fomos criados por Deus, nascido para um tempo e um propósito; a vida de qualquer um tem e faz sentido, é só procurar em Deus, que é a fonte certa de buscar informação. O coração de pai e mãe  sempre veem os filhos como pequenos, desprotegidos e eles precisam estar por perto. Abraão via isso em relação ao seu menino, mas Deus o chamou de MOÇO! Não menino, não adolescente, não um coitado, mas um moço? Um moço é alguém jovem, mas já com competência e capacidade de assumir responsabilidades e agir como homem. Para Deus, Ismael seria capaz de sobreviver, superar e prevalecer, cuidar de si e de sua mãe e se tornar um líder tribal e ancestral reverenciado de uma grande nação. Ainda hoje os pais erram muito infantilizando os seus filhos, tratando-os como bebês, não só chamando-os de “meu bebê,” mas se comportando como se eles o fossem de verdade. Alguns desses “bebês” já são engenheiros, médicos, missionários, pais de família e tem os do outro lado que se tornam párias da sociedade, pesos mortos e maus exemplos, e os pais sofrem com seus “filhotes” encarcerados nos presídios e Febens da vida, por esse Brasil à fora e até fora do país. Carinho e afetividade é maravilhoso e deve ser cultivado e incentivado, mas isso nada tem à ver com assumir as broncas e atos inconsequentes de adultecentes indisciplinados e improdutivos. Pergunta para Deus, o que ele acha do seu “bebê?” As promessas de Deus são boas e maravilhosas, e elas se cumprem em nossas vidas e na vida de nossos filhos, que precisam se tornarem adultos, cristãos maduros e produtivos, para passarem adiante a bênção do Senhor de geração em geração.

 Senhor, peço sabedoria e discernimento para ver e ajudar a igreja do Senhor a ver a vida do teu ponto de vista. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Ismael Era Filho de Abraão

Meditação do dia 15/10/2018

 “E pareceu esta palavra muito má aos olhos de Abraão, por causa de seu filho.”  (Gn 21.11)

 Ismael Era Filho de Abraão – Hoje daria para falar sobre instintos paternos de proteção aos seus filhos. Com raríssimas exceções, mexer com o filho de alguém é comprar briga barata. Os pais aceitam passar e sofrer muitas coisas, mas não mexam com seus filhos! As mães então, nem me digam! Mas essa crise que estamos estudando e meditando não é resultado de uma dessas situações? O barraco todo foi armado porque Sara sentiu as dores por seu filho Isaque e de alguma forma ela entendeu que ele, seu futuro e as promessas de Deus estavam sob ameaças, pela presença de Ismael. Pode até não ser, mas todo aquela pirraça e desprezo que Agar usou para provocar Sara, agora se manifestou na forma de revide; Sara veio à forra, com fúria desproporcional, já que uma era serva e a outra a senhora. Coitado dos meninos, nesse meio! Isaque era um garotinho e Ismael era o irmão maior com quem ele brincava e aprendia. Abraão era o paizão orgulhoso de dois filhos que ele curtia e treinava para que fossem o sucesso da sua linhagem e herdeiros das promessas. Abraão estava consciente de que ambos os filhos eram especiais e abençoados por Deus e que no seu tempo, cada um seguiria seu caminho e seriam povos grandes e influentes. Na cabeça de Abraão, as coisas eram muito simples; pois Deus havia confirmado sua bênção sobre Isaque, mas também havia feito promessas para Ismael, muito semelhantes às que fizera a ele e à Isaque. Assim, a promessa de vir a ser pai de muitas nações estava acontecendo diante de seus olhos; Abraão não via nenhuma diferença entre os filhos e estava conscientes que as alianças eram separadas, uma para cada um. Visões diferentes, era o que Sara via em relação as duas crianças; para ela um representava sua humilhação, sua derrota aos olhos de uma serva irritante e abusada. Sara e Agar, eram orgulhosas de seus filhos e para Agar não havia concorrência, mas oportunidade. O coração de Abraão aqui estava triturado, quebrado mesmo! Seria como ter que escolher entra a mão direita e a esquerda e decepar uma! Uma crise se instalou na família e o velho patriarca foi se aconselhar com Deus, que era um amigo e de íntima confiança. Parece que essa é uma das poucas situações em que se pode medir o caráter e a fé daquele homem; tendo que pesar entre o sentimento, a fé e a obediência. Seu apego emocional à Ismael era grande, porque de certa forma ele era a realização de seu sonho de paternidade. Com aquela idade, os laços de companheirismo eram muito fortes. Sua fé lhe apontava na direção de que os propósito divinos estavam fortemente ligados à Isaque, e sua ligação estava além da paternidade humana. Isaque era uma aliança em pessoa. Sua obediência a Deus não estava em jogo, mas a separação física, não justificava, naquela hora. O que Deus está querendo nos ensinar, que foge ao nosso campo de visão? Não teremos sempre todas as respostas e muito menos uma lógica racional. Abraão escolheu fazer o certo do ponto de vista de Deus, ainda que isso contrariasse o que seu coração pedia.

 

Senhor, obrigado pelas lições de escolhas difíceis que encontramos na tua Palavra. Homens que andaram contigo, fizeram boas escolhas e colheram os frutos da obediência e deixaram lições para nós. Obrigado por ter escolhido enviar Jesus a esse mundo e ve-lo dar sua vida em resgate da nossa. Os frutos são milhares de salvos, escritos no teu livro e aguardando a grande reunião dos filhos da redenção. Tu és digno de receber toda honra e toda glória, no nome precioso de Jesus. Amém.

 

Pr Jason

Ismael Estava de Fora

Meditação do dia 14/10/2018

 “E disse a Abraão: Ponha fora esta serva e o seu filho; porque o filho desta serva não herdará com Isaque, meu filho.  (Gn 21.10)

 Ismael Estava Fora – hoje vamos pensar sobre os meios estranhos e não naturais que acontecem nas nossas vidas e muitos deles são muito doloridos, mas o resultado final é a perfeita vontade de Deus sendo alinhada em nós. Não sei se vocês também percebem como eu, o quanto as crises interferem e também o quanto elas produzem oportunidades novas. A própria natureza faz uso de situações de crises para consertar problemas detectados e saná-los de maneira eficiente. Enchentes, causam grandes transtornos, mas elas fertilizam os vales inundados, tornando suas terras altamente produtivas e isso ocorre em ciclos bem ordenados. Incendios florestais arrasam tudo e deixam a paisagem  desoladora; mas ela recicla as plantas que devem prevalecer e elimina outras que não devem estar ali; também elas catalisam a germinação de determinadas sementes e ainda exterminam pragas e insetos nocivos, fazendo o equilíbrio se estabelecer. O mesmo poderia ser dito de raios que caem e causam estragos; tempestades de areia no deserto e fenômenos nos mares e etc. Entre os humanos, acontecem certos fenômenos sociais, culturais e espirituais que parecem movimentos aleatórios, provocados por algum evento localizado, mas de fato existe alguém controlando todas as coisas. Quando olho Gl 4.4,5 sempre me ponho a pensar no trabalhão que Deus teve para alinhar todos esses acontecimentos, para que na hora certa, no lugar certo, tudo estive pronto. Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos. Quantos, povos, impérios, governos, leis e coisas distintas foram feitas ao longo de milhares de anos, para que Maria e José estivessem no estábulo em Belém naquele dia, que hoje chamamos de natal. O Deus a quem servimos não é aproveitador de acasos e coincidências para fazer as coisas acontecerem. Ele conhece todas as coisas, tem autoridade e governo sobre tudo e todos e capacidade operacional para produzir as mudanças necessárias para seus propósitos sejam estabelecidos. Mesmo os mais poderosos dos homens que assim se proclamam, estão sob seu poder e são seus servos. Aqui estamos vendo uma festa infantil, celebrando o desmame de um garotinho, nascido sob promessa de Deus, filho de um casal amigo de Deus e herdeiro de alianças com propósitos eternos. Está tudo transcorrendo bem, até uma ação de brincadeira, ou fora de hora, de um adolescente, brincando com seu irmãozinho, desperta um acesso de fúria de uma mulher piedosa. Aquilo que era um riachozinho de calmaria e águas claras, fazendo aquele barulhinho gostoso entre as pedras, se transforma num perigoso rio caudaloso de águas escuras, engolindo tudo que tem pela frente e sem dar tempo de evitar uma inundação. Sara passou como uma avalanche, ou desmoronamento de montanha sobre riachos, vilarejos, bosques, pastor verdes e lavouras e canteiros de flores. Ela virou tudo e todos numa tacada só! Acredito que muitos que estavam presentes, servindo, ou participando da festa em clima de amizade e confraternização, nem souberam de fato o que acontecera, o ou que fez a “senhora” se levantar tão brava e assustadora, acabando com a festa e provavelmente deixando muita gente sem graça e sem entender nada. No outro dia de manhã, quando o sol nasceu, estavam faltando duas pessoas e só aos poucos, foi confirmando que Ismael e sua mãe não faziam mais parte da casa de Abraão, tinham ido embora, banidos, para sempre. Humanamente falando, não foi abrupto demais? Não foi rápido e sem chance de defesa? Mas ainda assim, Deus estava no controle e cuidando de todos, incluindo Ismael e sua mãe no deserto. Sem tempo para pensar, planejar ou negociar, veio o fim e veio o início de novas coisas. Aqui está a importância de viver com todo em dia, em ordem e é exatamente essa a ordem de Jesus para vivermos em relação à sua próxima vinda. Sem tempo para fazer malas, despedir de amigos e parentes, pagar as últimas faturas, receber créditos ou qualquer urgência/emergência: Jesus vem e ponto. Quem subiu, subiu, quem não subiu não sob mais. O resto já sabemos como será!!!

 

Senhor, obrigado por cuidar de nós e por precisar de tão pouco tempo para fazer grandes transformações. Acomodamos com muita facilidade e tu tens meios de produzir crises em fração de segundos e mudar tudo ao nosso redor. Como igreja estamos comprometidos com um projeto e falar não está nos teus planos, porém a igreja precisa ser mantida desperta, alerta e pronta. Somos o teu exército em missão de grande importância. Oramos por sabedoria e discernimento pelas nossas ações de fé, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Zombaria

Meditação do dia 13/10/2018

 “E viu Sara que o filho de Agar, a egípcia, o qual tinha dado a Abraão, zombava.”  (Gn 217.9)

 Zombaria – Podemos ver um texto como esse, e o seu desfecho como um exagero, eu diria, o superlativo do absurdo. Uma verdadeira tempestade em um copo d’agua! Os mais comedidos diriam que Sara exagerou na dose! Outros sem tanta classe, diriam que ela pirou mesmo, surtou, saiu da casinha. Nos nossos dias onde tudo precisa ser politicamente correto, nem se imagina tamanha reação, por mais grave ou ofensiva que fosse a “brincadeira” de Ismael, com o irmãozinho. Quero ficar sóbrio e manter-me equilibrado e aprender com os dois lados ou quantos lados houverem desse episódio. No final de tudo, aprendemos que o pior erro da vida é aquele do qual nada aprendemos. Eu aprendi muito com meus erros, talvez mais do que com meus acertos. Aprendi algumas coisas aqui com essa história de Ismael e as pessoas todas envolvidas na situação. Dando uma espiada pela câmera escondida no túnel do tempo e vendo ao vivo o que aconteceu e as cenas dos capítulos seguinte, vemos que Ismael pagou um preço alto pela sua imaturidade de pré-adolescente; Agar, sua mãe viveu ali o ultimo dia do resto da sua vida como serva de Sara e Abraão. No dia seguinte, sua história já iniciava diferente e era o primeiro dia do resto da sua vida, agora livre, mas o que realmente significava isso? Abraão teve que despedir Agar, uma serva, mas ela teria que levar Ismael, um filho que ele amava e estava discipulando. Isaque não entendia nada, mas porque o seu irmão estava indo embora para nunca mais voltar? E os outros relacionamentos de amizade e companheirismo de todos eles? A vida de todos mudou completamente, no meio de uma festa de celebração, por uma “zoeira” de um garoto, brincando com o irmão. Isso trouxe desfecho de peso eterno, envolvendo a fé, as promessas de Deus, e acima de tudo, o destino ali, à frente e pela eternidade. Isso parece refletir o chamado “efeito borboleta;” (fenômeno fictício que afirma que uma borboleta ao bater suas asas lá na china por exemplo, pode provocar um furacão no outro lado do mundo). Você pode perceber o poder de um ato pessoal, o que pode provocar na vida de muitas pessoas, até nações e pelo tempo e a eternidade? A gente hoje, falar ou não de Cristo para uma pessoa, até uma criança, que revolução no mundo todo isso pode produzir? Fazer um pecadinho, escondido, uma mentirinha branca, experimentar um… totalmente inocente!!! Uma palavra, um gesto, tem um potencial enorme, que nem pode ser medido, por sua capacidade de expandir e ir produzindo efeitos… depois é só perguntar: Onde foi que errei?

 

Senhor, obrigado pelo dom da sensatez. Pode parecer simples e inocente, mas um pequeno gesto ou uma simples palavra pode produzir resultado incalculáveis na vida humana, afetando o tempo e a eternidade. Misericórdia, Senhor! Em nome de Jesus, amém

 

Pr Jason

Naquele Mesmo Dia

Meditação do dia 12/10/2018

 “E Ismael, seu filho, era da idade de treze anos, quando lhe foi circuncidada a carne do seu prepúcio. Naquele mesmo dia foram circuncidados Abraão e Ismael seu filho, e todos os homens da sua casa, os nascidos em casa, e os comprados por dinheiro ao estrangeiro, foram circuncidados com ele”  (Gn 17.25-27)

 Naquele Mesmo Dia – Pode não parecer interessante, mas é de fato muito interessante o que fica implícito na narrativa que descreve a instituição da circuncisão como símbolo da aliança entre Deus e Abraão e sua descendência. Entre esses descendentes estava Ismael e todos os homens da casa de Abraão, incluindo empregados contratados e servos ou escravos, ninguém estava isento de participar. Mas o elemento que desejo destacar na meditação de hoje está associado ao evento dia, o momento em que aconteceu aquilo na vida de Abraão e de Ismael e um dia iria acontecer com Isaque e posteriormente com cada um que viesse a nascer naquela genealogia, até Jesus Cristo, lá em Belém, muitos anos depois e todos os judeus até o dia de hoje. No imaginário nosso, formado pelas lembranças da literatura ou de histórias contadas a nós, tudo começa do mesmo jeito e terminam também do mesmo jeito; há uma fórmula ou padrão no modelo de narrativas; começa assim: “Era uma vez, num lugar muito distante, havia…..” e para terminar: “E foram felizes para sempre….” Mas eu e você sabemos que na vida real, as coisas não são assim! Sabemos muito bem que o que muito distante para alguém, é bem ali para outros; meus colegas pastores da capital, que dista 550 km de Guararapes, as vezes me dizem: “Voce mora longe…” eu digo a eles: Não, você é que mora longe, Guararapes é pertinho para mim, como Sampa é para vocês!” Quando foi que oficialmente Abraão e Ismael selaram e confirmaram suas participações nas alianças com Deus? O que comprovava e legitimava? Esse Instante é que faz toda a diferença do mundo na vida de alguém. Paulo, o apóstolo, fez uso de um termo muito interessante numa de suas cartas: Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino (I Co 13.11). Preste atenção nos termos que destaquei: o quando ali é determinante na vida de Paulo e é na minha e na sua e de todos os cristãos.
Quando é que aconteceu… No dia que Deus fez a aliança, “naquele mesmo dia eles foram circuncidados.” Alguém tinha tantos anos, e alguém tinha tantos e todos os demais entraram também, naquele mesmo dia! Quando foi que você se converteu, quando foi que recebeu o batismo com o Espírito Santo; quando foi que recebeu o chamado de Deus; quando foi que obedeceu; quando foi que abandonou tais e tais práticas e assumiu sua identidade de cristão… Paulo disse que quando era menino – e quando foi que ele deixou de ser menino e assumiu postura de homem? Quando era menino, agia, falava, decidia e vivia como menino, com valores e responsabilidades de menino. Mas assim que se tornou homem… Quando foi isso? Quando foi que Ismael foi circuncidado? Com treze anos, no mesmo dia que o Pai e a comunidade! Há algo decidido, definitivo que marca e separa uma coisa da outra, um período do outro. Voce conhece esse fronteira? Sem isso, a vida da pessoa é uma mistura infeliz de infantilidade com maturidade e nem ela e nem os outros ao redor, sabe quando ela vai agir como um ou como outro. É impossível sucesso, progresso, prosperidade, desenvolvimento sem essas “crises” que rompem com um estágio e inicia o outro. Não é sem sentido, que encontramos pessoas acima dos trinta, quarenta e cinquenta anos de idade ainda pensando no que será quando crescer.

 

Senhor nosso, quando olhamos para ti, vemos o mais perfeito exemplo de como ser e fazer a vida acontecer. Cresceste perfeitamente em estatura, sabedoria e graça diante de Deus e dos homens. Ensina-nos, a romper com as fases que já venceram e deveriam ter ficado para trás e assim, experimentarmos o bom e o melhor que tens para nós todos os dias em todas as etapas do nosso crescimento. Sabemos que tens uma identidade e um destino muito bem distinto e definido para cada um e todos nós, para sermos exatamente aquilo para o qual fomos criados e salvos e chamados a servir. Desperta e desprenda a cada um de nós de tudo o que está prendendo e limitando a manifestação da tua graça. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason