Simeão e Levi Espalham Mal Cheiro

Meditação do dia: 08/04/2020

 “Então disse Jacó a Simeão e a Levi: Tendes-me turbado, fazendo-me cheirar mal entre os moradores desta terra, entre os cananeus e perizeus; tendo eu pouco povo em número, eles ajuntar-se-ão, e serei destruído, eu e minha casa.” (Gn 34.30)

Simeão e Levi, Espalham Mal Cheiro – “Você já descobriu o que é que a baiana tem?”  Foi assim que iniciei uma conversa por telefone, com uma colega de ministério, que havia acabado de se mudar para Salvador na Bahia; ele me respondeu com uma precisão cirúrgica: “Ela tem é que se converter!” A Bíblia nos ensina que um abismo chama outro abismo, é o que está descrito nos Salmos (Sl 42.7). Isso tem á ver com o que conhecemos com a Lei da Semeadura, isto é, tudo que se planta, se colhe. Uma versão disso foi citado por Jesus quando Pedro queria defende-la de ser preso, lançando mão do uso da espada, e o mestre lhe disse: Então Jesus disse-lhe: Embainha a tua espada; porque todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão (Mt 26.52). Jacó chamou a atenção dos seus filhos Simeão e Levi, que se juntaram para realizarem uma operação genocida, contra a população de Siquém. Precisamos ver isso do ponto de vista desse pai, que não poderia aprovar os feitos dos filhos, mas no momento já não tinha mais o que fazer. Ele também tinha sido vítima e estava experimentando uma período difícil e isso exigiria sabedoria e discernimento espiritual. Vamos considerar Israel, como um homem de Deus fazendo o seu ministério juntamente com a sua família. Eles chegam a um novo lugar onde pretendem divulgar e difundir o conhecimento de Deus, com uma mensagem de paz e logo nos primeiros dias, a filha adolescente dele é violentada e sequestrada e em resposta a isso, eles costuram um acordo de paz e convidam as pessoas a praticarem a sua fé e os submetem a uma ritual de confirmação; mas no terceiro dia saem as escondidas do pai e dos demais familiares e matam toda a população da cidade. Certamente aquelas pessoas tinham amigos, familiares e aliados em lugares próximos e a possibilidade de retaliação era grande. Pegando uma outra vertente, que de fato nos aproxima da experiência deles com Deus e do serviço que deveriam realizar dentro dos limites da Aliança de bênçãos, celebradas por gerações. Pensemos, como se fôssemos nós, eu e minha família; você e sua família: Estamos seguindo em direção ao lugar que Deus nos indicou e lá nos fixaremos; os últimos dias, foram de muitas lutas e provas, mas a bondade de Deus tem dado a proteção e até temos experimentado grandes coisas com Deus. Jacó prevaleceu contra Labão e contra até um anjo e agora se vê vítima de seus próprios filhos. Como explicar até para si mesmo o extermínio de uma população inteira? Qual a mensagem está sendo passada e que acaba por precede-los nos próximos lugares? O que se espera de todos os filhos de Deus é um bom testemunho, um bom exemplo de vida, para que o caráter de Deus se revele através de nós. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus (Mt 5.16). Paulo já foi mais próximo do que o próprio Jacó disse sobre seus filhos: E graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo, e por meio de nós manifesta em todo o lugar a fragrância do seu conhecimento. Porque para Deus somos o bom perfume de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem. Para estes certamente cheiro de morte para morte; mas para aqueles cheiro de vida para vida. E para estas coisas quem é idôneo? (2 Co 2.14-16). O bom testemunho abençoa os demais que amam a Deus e exerce um força pressionadora mostrando aos contrários que o amor e a bondade de Deus é oposta a tudo o que eles acreditam e praticam. Simeão e Levi, andando juntos e agindo juntos representam tudo de errado e contrário ao que acreditamos e estamos comissionados a fazer. Eles são nós, quando pisamos na bola! Isso não pode ser aceito como normal e fica tudo bem assim mesmo. Pecado é pecado e precisa ser repreendido, confessado e abandonando.

Pai, estamos gratos pela oportunidade de cooperarmos com a obra da expansão do Evangelho da graça de Cristo. Nossa experiência de andar contigo deve ser a base de todo o serviço. O que somos é muito mais importante para ti, do que tudo aquilo que podemos fazer. Nossas palavras podem comover, mas certamente o nosso testemunho é capaz de arrastar as pessoas para ti. Mais do que palavras, as pessoas esperam ver frutos e bons frutos em nossas vidas, no dia a dia, mesmo quando passamos por tribulações e momentos difíceis, para que eles saibam que há esperança em Cristo e que a tua graça é abundante e suficiente. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Simeão e Levi, os irmãos de Diná

Meditação do dia: 07/04/2020

 “E aconteceu que, ao terceiro dia, quando estavam com a mais violenta dor, os dois filhos de Jacó, Simeão e Levi, irmãos de Diná, tomaram cada um a sua espada, e entraram afoitamente na cidade, e mataram todos os homens.” (Gn 34.25)

Simeão e Levi, os irmãos de Diná – Desejo começar a meditar e escrever sobre o segundo filho de Jacó e Lia, mas a sua primeira apresentação de destaque desse rapaz foi numa operação sanguinária em conjunto com seu irmão Levi. O cartão de visitas que Simeão apresenta não é dos melhores. Estava lendo o contexto dessa história e o que levou a um desfecho tão ruim. Jacó ficou sabendo primeiro o que acontecera com sua filha e aguardou a volta dos filhos que estavam apascentando os rebanhos no campo, para coloca-los à parte dos fatos e decidirem em família o que fariam para responder ao apelo do rapaz que violentara a moça e o pai dele que veio apoiar seu filho. E vieram os filhos de Jacó do campo, ouvindo isso, e entristeceram-se os homens, e iraram-se muito, porquanto Siquém cometera uma insensatez em Israel, deitando-se com a filha de Jacó; o que não se devia fazer assim. (Gn 34.7). Eles se entristeceram e iraram-se muito. Uma carga altamente explosiva emocional se acumulou naqueles rapazes. Nunca se deve agir quando as emoções estão agitadas e fora de controle. Qualquer pessoa em estado de ira e tristeza, pode fazer coisas que num estado normal não faria. É o que nós brasileiros chamamos de “estar com o sangue quente.” A imaturidade contribui em muito para decisões precipitadas, mas se além disso, ainda há um nível de comprometimento emocional, isso potencializa o destempero. Outro detalhe na história que precisa ser levado em conta: Então responderam os filhos de Jacó a Siquém e a Hamor, seu pai, enganosamente, e falaram, porquanto havia violado a Diná, sua irmã (Gn 34.13). Responderam enganosamente – eles se reuniram e tramaram armar uma cilada vingativa sem chances de defesa para as suas vítimas. Aqui, pretendo fazer uma aplicação importante; Eles lançaram mão da fé e religiosidade deles para atrair e cometer crimes. O nome disso é SIMONIA – utilizar-se de valores espirituais em favor próprio, vender uma idéia religiosa ou cerimonia. Os laços de família tendem a carregar dentro das gerações hábitos, ações, virtudes e defeitos, que somente uma legítima experiência com Deus é capaz de romper. A redenção em Cristo é apropriada e suficiente para romper com tudo que liga a pessoa ao seu passado de pecado e culpa. Seguindo as tradições de trapaças dos patriarcas antes da conversão, eles conspiraram e levaram a efeito um plano macabro. Mais tarde eles fizeram isso com José, irmão deles. Irmãos e irmãs, cuidado com as emoções fora do controle. O fato de alguém ter errado contra nós, não justifica agirmos na carne e as vezes com força desproporcional. A idéia de não levar desaforo para casa, não combina com a nossa confissão de fé. Quero fechar com duas referencias bíblicas importantes para nos orientar. A primeira é: Melhor é o que tarda em irar-se do que o poderoso, e o que controla o seu ânimo do que aquele que toma uma cidade (Pv 16.32). a segunda é: Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo. Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão: Raca, será réu do sinédrio; e qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do inferno (Mt 5.21,22). Cuidemos das emoções fortes, cuidemos do descontrole emocional, cuidemos dos destemperos e ações precipitadas. Não dá para ser cheio dessas coisas e do Espírito Santo ao mesmo tempo.

Pai obrigado pelas lições de que podemos depender de ti e buscar conselhos e orientações na tua Palavra e com o Espírito Santo que habita em nós. Peço ajuda e forças para manter sob o controle do teu santo Espírito, as nossas vidas integralmente, espirito, alma e corpo. Também pedimos pureza nas nossas intenções de forma que não lancemos mão de instrumentos da nossa fé para destruir pessoas. Fomos chamados para transmitir vida e bênçãos para todos os que se encontram cansados e oprimidos. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Como Ruben e Simeão

Meditação do dia: 06/04/2020

 “Agora, pois, os teus dois filhos, que te nasceram na terra do Egito, antes que eu viesse a ti no Egito, são meus: Efraim e Manassés serão meus, como Rúben e Simeão;” (Gn 48.5)

Como Rúben e Simeão – Não acredito que Jacó se dispôs a castigar Ruben, por não ter sido um bom guardião de seu filho José. É até possível que o pai nunca soube dos detalhes do sumiço de José, e que Ruben foi o único que não quis que as coisas acontecessem daquela forma. Mas juntando a necessidade de confirmar a disciplina sobre Ruben por sua conduta, ele perdera a primogenitura que foi repassada a José, através de seus dois filhos Manassés e Efraim. A composição das doze tribos, ficou sendo de dez filhos e dois netos; para eles, dez irmãos e dois sobrinhos. Volto a insistir no fato de que Jacó, andando pelas veredas antigas de Deus, aplicava a disciplina no comportamento do filho, mas confirmava a sua identidade. A herança espiritual, a bênção para a vida bem sucedida deve ser transmitida pelos pais aos seus filhos confirmando suas identidades, diante de Deus e diante dos próprios filhos. Havendo necessidade de disciplina e correção por comportamentos inadequados, perversos e pecaminosos, essas medidas deverão ser tomadas, corrigindo o comportamento mas confirmando a identidade. A promessa divina à Abraão, confirmada a Isaque e reiterada com Jacó, era de uma aliança eterna e geracional, passando de pai para filho, de geração em geração, na linhagem de Abraão; sendo assim, os filhos de José, assumindo uma condição de igualdade com os demais patriarcas, não feria e não interferia em nada, absolutamente nada. Encontramos em toda a Escritura Sagrada, indícios de medidas disciplinares que foram exercidas por Deus, com pessoas, famílias, cidades, nações e reinos, inclusive com Israel. Davi era um homem segundo o coração de Deus, mas foi disciplinado por Deus quando errou feio. O Senhor também disse a ele, Davi, que o filho dele seria rei em seu lugar no trono de Israel, e que seria também como um filho, mas se viesse a errar, seria disciplinado, e foi. Paulo declara na Carta aos Romanos, que Israel como nação eleita vacilou e temporariamente foi disciplinada por Deus, dando oportunidade da Igreja aparecer e continuar a tarefa de transmitir o Evangelho da graça divina, mas que no devido tempo, eles seriam restaurados ao seu posto. Porque, se tu foste cortado do natural zambujeiro e, contra a natureza, enxertado na boa oliveira, quanto mais esses, que são naturais, serão enxertados na sua própria oliveira!
Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado.
(Rm 11.24,25). Nas cartas às sete igrejas da Ásia Menor em Apocalipse, o Senhor Jesus falou em disciplina severa, quando a igreja não cumpre o seu papel. Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres (Ap 2.4,5). Retirar o castiçal aqui, é a igreja deixar de ser igreja. Veja bem: Igreja tal qual conhecemos e lidamos no dia a dia, é um corpo espiritual, ligada à Cristo como cabeça e Senhor, mas também é uma instituição social, humana, regida por estatutos sociais e administração humana. Muitas delas deixaram à muito tempo de ser igreja de Cristo, e só está reunido ali nos templos um ajuntamento de pessoas, sem vida espiritual e sem liderança espiritual, fora dos propósitos divinos. É um mero clube social com bons hábitos e costumes; Nada mais (mas não conte para eles, pois eles nem desconfiam). Com pastores e obreiros é a mesma coisa: Perderam a autoridade ministerial pelos pecados e vidas desregradas, sem arrependimento e vivendo vidas duplas. Acontece que são profissionais treinados e capacitados em fazer palestras e pregações, algumas até sem conteúdo bíblico; são libertinos e pervertidos, mas seguidos por gente que quer exatamente isso. Ele finge que prega e pastoreia, eles fingem que ouvem e que são cuidados e ninguém mexe com ninguém e não se fala em pecado, arrependimento, conversão e mudança de vida. É só benção e arrecadação; toma lá dá cá e a verdade, é só um detalhe. Fecho aqui, com aos Hebreus: E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, E não desmaies quando por ele fores repreendido; Porque o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho. Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não corrija? Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois então bastardos, e não filhos. E, na verdade, toda a correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela. (Hb 12.5-8,11).

Pai, obrigado pela disciplina que submetes a todos os teus filhos. Entendemos a disciplina como um ato de amor e bondade, para o nosso próprio bem e crescimento. Reconhecemos que para sermos bem sucedidos diante de um mundo depravado, precisamos de disciplina e perseverança. Aceitamos a tua correção e queremos apender as lições de forma obediente e submissa. Obrigado por nos amar e cuidar de nossa produtividade e saúde espiritual. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Os Filhos de Rúben

Meditação do dia: 05/04/2020

 “E os filhos de Rúben: Enoque, Palu, Hezrom e Carmi.” (Gn 46.9)

Os Filhos de Rúben – Meditar na Palavra de Deus é um exercício que produz crescimento espiritual e esse tipo de crescimento precisa ser tanto vertical quanto horizontal. À medida que vamos em direção à Deus, para cima, também vamos em direção ao próximo e também as realidades na esfera humana e suas condições de vida. A verdadeira espiritualidade não é religiosa; não se atém unicamente ao sobrenatural e metafísico; espiritualidade madura e equilibrada produz relacionamentos saudáveis e construtivos. Um adorador com um nível de excelência na sua expressão de espiritualidade é um excelente cônjuge, um ótimo filho(a), grande amigo, excepcional nas relações de trabalho, quer como líder ou subalterno; qual pastor não quer ter membros em sua congregação verdadeiramente espirituais? Alunos espiritualmente comprometidos são destaques, todos os níveis da vida e dos relacionamentos serão beneficiados. Hoje, eu desejo levar para o lado da família, especialmente os filhos, que são um presentão de Deus para os pais e a razão de seus muitos esforços. Ontem vimos na meditação, o papai Rúben, em desespero de consciência, negociando com o seu pai, Jacó, a  liberação de Benjamim, seu irmão caçula, para voltarem ao Egito para comprar mais comida e liberar Simeão que ficara retido, até comprovação de que não eram espiões. Era na verdade uma prova que José, até então desconhecido por eles, os submeteram para testar e ver a condição de compromisso que agora, vinte e dois anos depois, como eles cuidavam uns dos outros. José poderia estar querendo saber se o seu sacrifício teria produzido alguma mudança na vida deles. O pior erro da vida, é aquele do qual nada se aprende! José queria ver se havia acontecido mudanças entre eles, e se agora cuidavam melhor uns dos outros. Mas voltemos àquela conversa lá em Canaã, entre os patriarcas e o pai deles, quando Rúben diz: Mata os meus dois filhos, se eu não tornar a trazê-lo para ti…” O que você pensaria se estivesse presente lá? O que os irmãos dele devem ter pensado? O que Jacó pensou? Sabe, nada disso nesse momento me interessa tanto quanto o que pensaram cinco outras pessoas, que não aprecem aqui: A esposa de Rúben, mãe dos seus filhos, e os quatro filhos. Já pensou nisso. Como será que eles se sentiram? Ele ofereceu dois filhos para serem mortos, se não trouxesse de volta seu irmão Simeão. A esposa dele poderia pensar: “sacrificar dois dos meus filhos, pela vida do meu cunhado?” Também ela poderia perguntar: “quais os dois, entre os quatro que temos?” E os meninos? “Quem de nós será morto? Tem algum de nós que não tem valor para o papai? Dois de nós somos descartáveis?” Minha imaginação corre solto, pois essa conversa sendo ouvida atrás das paredes ou das portas pelos muitos primos ali, dá para imaginar o boato circulando? Uma reunião da família Rubenita, convocada às pressas, para saber se aquela idéia era pra valer! Alguém diria que não fazia sentido: Rúben irã para o Egito com os demais irmãos, não conseguem liberação da justiça egípcia para Simeão, voltam sem ele e ainda dois filhos serão executados? Já perdemos José à muitos anos, agora Simeão não está aqui e se não conseguir sua libertação, será menos um filho de Jacó e menos dois netos? Tem que haver outra solução! Quantos filhos você tem? Qual ou quantos você estaria disposto a sacrificar por amor a uma outra pessoa? Acredite, como pastor já fiz essa pergunta muitas vezes aos membros da minha congregação; a resposta sempre foi a mesma: NENHUM. Por ninguém! Então lembremos que Deus só tinha um filho, e não o poupou para me salvar, a mim e a você! Aquele que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos dará com ele, e de graça, todas as coisas?” (Rm 8.32). Nossa reflexão além do amor de Deus por nós, também é voltada para a experiência da família de Rúben, quão importante são nossos filhos dentro dos planos de Deus. Ele não estava disposto a chorar a perda de outro irmão sob sua responsabilidade. Nem estava pensando direito e propondo um absurdo. Mas não tem pai e família sacrificando seus filhos, para salvar reputação? Salvar prestígio pessoal? Em troca de favor de pessoas que não estão nem aí por eles? Não tem gente sacrificando a família, esposo(a), filhos por imoralidade sexual? Pelo “direito de ser feliz?” Até por coisas muito mais banais, crianças e famílias são sacrificadas. Apedrejar Rúben não é difícil! O duro é ser ele! Pensem nas escolhas que você mesmo tem feito? Elas não estão sacrificam mais que dois filhos?

Senhor, tenha misericórdia de nós e do nosso estilo de vida, que expõe os nossos filhos a serem sacrificados em altares da comodidade, das facilidades e de um futuro seguro e bem sucedido que na verdade ninguém pode garantir que ele existirá! Como Rúben, em nome de ir para o Egito e comprar mais comida e ajudar um parente, nos dispomos a sacrificar nossa família. O Egito é o mundo e suas seduções e ir para lá em busca de conforto e abundancia nem sempre é uma opção dada por ti. Abra, ó Senhor os nossos olhos, os nossos entendimentos e dá nos um crescimento e uma espiritualidade verdadeira e madura, que glorifica a ti e abençoa o nosso próximo. Nossa família é nosso primeiro ministério, nossa primeira igreja, nossa primeira responsabilidade! Como justificaremos chegarmos ao céu e parte de nossa família ficou para trás, perdida, abandonada e sacrificada até em nome do ministério e de servir a ti. Tenha piedade e nos ajude a nos arrependermos e consertar isso, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Dois Por Um

Meditação do dia: 04/04/2020

 “Mas Rúben falou a seu pai, dizendo: Mata os meus dois filhos, se eu não tornar a trazê-lo para ti; entrega-o em minha mão, e tornarei a trazê-lo.” (Gn 42.37)

Dois Por Um – Olhar a vida de uma pessoa, quase que na sua intimidade como estamos fazendo com cada um dos personagens da Bíblia, é uma reflexão muito produtiva devocionalmente falando. Como digo sempre aos meus agora quatro leitores mais assíduos, nossa intenção e atenção está em aprender com as boas práticas e replicá-las nas nossas vidas; ver os erros, falhas e pecados cometidos e nos prevenir de cometer os mesmos e nos arrependermos se também já escorregamos naquele mesmo lugar. Não estudamos doutrinariamente aqui, não são tratados teológicos ou teses, embora primamos por não desviarmos das sãs doutrinas da Palavra de Deus. Como citamos anteriormente, as pessoas dos tempos bíblicos também tinham dilemas emocionais, psicológicos, traumas e recalques como em qualquer época da história; hoje com a popularização das ciências clínicas, parecem que só agora isso apareceu. Os filhos de Jáco guardavam dentro de si um segredo muito ruim e destrutivo para suas vidas e certamente a saúde emocional deles não era cem por cento. Olha o que aconteceu com Rúben num momento em que lhe pareceu surgir uma oportunidade de compensação, que aliviasse a culpa e a dor que sentia. Ele ofereceu a seu pai, o direito legítimo de matar seus dois filhos, caso ele não conseguisse trazer de volta a Simeão que havia ficado detido no Egito. Na cabeça dele, o pai aceitaria os dois filhos dele em troca de Simeão, que era o problema aparente agora. Mas no seu íntimo, ele estava dando na verdade um por José e outro por Simeão. O acúmulo de culpa leva as pessoas a aceitar sacrificar coisas importantes e de valor inestimável para elas, numa tentativa desesperada de se livrarem de suas culpas. Quando crianças, a gente fazia alguma arte e escondíamos e depois com a consciência dolorida, ficávamos procurando fazer alguma  coisa boa, útil para compensar e a sede era tanta que os pais desconfiavam logo de cara, que tinha alguma coisa por detrás daquela gentileza toda. Em outras situações, a criança procurava um meio de ser disciplinada, levar umas varadas, qualquer coisa serviria. Adultos com dor na consciência trazem ou mandam flores para a esposa, liberam-nas para comprarem aquilo que elas vinham pedindo a tempos. Pseudos cristãos, sem muito conhecimento doutrinário e bíblico, as vezes para aliviar a dor e a culpa de pecados e medo do juízo divino vão à igreja, dão generosas ofertas, outros se voluntariam como nunca e alguns até com sacrifícios enormes, tudo para acalmar e compensar. Mas deixe eu dizer a verdade: ISSO NÃO FUNCIONA! Não trás o perdão, não gera crédito e muito menos suborna Deus. Olha o que nos ensina Provérbios: O homem carregado do sangue de qualquer pessoa fugirá até à cova; ninguém o detenha (Pv 28.17). Não importa se ninguém sabe, ninguém viu, não puderam provar ou legalmente foi declaro livre… o espírito da pessoa sabe e está ali gravado e que diante de Deus não há contra-argumentos e a justiça será feita. Isso destrói a pessoa por dentro. Só a redenção em Cristo é capaz de cancelar isso. Em aconselhamento pastoral, ministrações de libertação e cura interior nunca encontrei um caso de prática de aborto criminoso, intencional e secreto em que a pessoa não sofra muito e tem sentimentos que ela não suporta e já encontrei isso até em pessoas que apenas participaram indiretamente de tais práticas, dando suporte, vendendo ou acobertando. A prática do aborto criminoso é enquadrado biblicamente como “derramar sangue inocente,” que fazem parte de um conjunto de seis coisas que Deus odeia: Estas seis coisas o Senhor odeia, e a sétima a sua alma abomina: Olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente,… (Pv 6.16,17). Jacó nem levou em consideração a proposta de Rúben. Como Deus não aceita remendos para a obra da redenção em Cristo.

Pai, obrigado pelo perdão disponível em Cristo Jesus, e o seu precioso sangue derramado, capaz de cobrir todos os custos da nossa redenção. Pedimos ajuda do Espírito Santo para um verdadeiro exercício de varredura espiritual dentro dos nossos corações, mentes e vontade. Podemos estar cientes dos nossos pecados e não termos vontade de arrepender e abandonar; mas queremos e precisamos andar na luz e abraçar a verdade que liberta. Se confessarmos os nossos pecados o Senhor é fiel e justo para nos perdoar e nos purificar de todo o pecado. Queremos, precisamos e aceitamos essa provisão que o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo providenciou para todos nós. nos arrependemos e pedimos ajuda, clamamos por salvação e libertação, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Culpa de Sangue

Meditação do dia: 03/04/2020

 “E Rúben respondeu-lhes, dizendo: Não vo-lo dizia eu: Não pequeis contra o menino; mas não ouvistes; e vedes aqui, o seu sangue também é requerido.” (Gn 42.22)

Culpa de Sangue – Entrementes … Sempre tive vontade de utilizar essa expressão, fica chic, não é mesmo? Nos faz lembrar filmes, séries onde acontecem intervalos de tempo na narrativa, o personagem cresce ou envelhece, etc… pois é assim que acontece com a narrativa da nossa meditação de hoje, agora são passados vinte e dois anos, desde que Rúben deixou José na cova e quando voltou para retirá-lo, já não estava mais lá e ele ficou desesperado da vida. Criaram uma narrativa mentirosa para o pai acreditar que o filho havia sedo despedaçado por algum animal selvagem e apresentaram a capa rasgada e manchada de sangue como evidencia. Que falta fazia um exame de DNA naquela evidencia para comprovar que não só não era de José e nem humano. O complicado de se forjar uma mentira, uma armação para encobrir um crime ou pecado, é que com o passar do tempo, a própria pessoa começa a acreditar que deu certo. À medida que os anos passam, maior é a acomodação mental e psicológica de que não será apanhado e logo a morte se encarregará de cobrir os últimos vestígios daquilo que foi praticado no passado. Eles, os filhos de Jacó, contavam com isso, pois venderam o irmão para mercadores de escravos que o venderiam no Egito e dificilmente ele viveria tantos anos nas condições sub humanas da escravidão daqueles tempos. Todos esses anos, se ele não fugiu e voltou para casa, não mandou notícias por meio de algum viajante, afinal seu pai era um homem influente e conhecido na terra de Canaã. Mas a verdade é que intimamente José vivia dentro deles e a consciência os aterrorizavam dia a dia. Um segredo que permanecia entre dez homens à vinte e dois anos, em se tratando de um irmão dado como morto, menos para aqueles dez homens. Voces podem imaginar, cada vez que Jacó, Benjamim ou outra pessoa da família citava José, o desespero que acontecia no interior desses irmãos. Eles conheciam a espiritualidade e comunhão de Jacó em relação à Deus; imagina se o Todo Poderoso revela para ele que o filho estava muito vivo e que os demais filhos, exceto Benjamim conspiraram numa grande farsa para encobrir um ato de maldade? José percebeu no primeiro encontro com eles agora, que havia alguma sensibilidade entre eles, algum segredo mantido às escondidas e como ele mesmo não sabia o outro lado da história, o que eles havia dito ao pai e à família sobre o que acontecera naquela visita; José resolveu investigar, fazendo uma pressão leve, mas progressiva até a verdade aparecer. Hoje eu entendo melhor e lido bem com o fato do sumiço de José por vinte e dois anos e Deus não ter contado nada a Jacó; e concordo com a declaração de Jó depois de toda a pressão que passou na sua saga: Então respondeu Jó ao SENHOR, dizendo: Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido (Jó 42.1,2). Esse tempo foi utilizado pelo Senhor para preparar José e sabemos que o trabalho foi bem feito. Em treze anos, ele foi transformado de um adolescente mimado, fofoqueiro, imaturo e falastrão num estadista a nível de assumir o governo e a administração do Egito, o maior império do mundo nos seus dias, não só assumiu, como fez uma senhora administração! Rúben, ali, sob a pressão de algum deles ter que ficar detido e terem que comprovar honestidade, ele cobrou dos irmãos: Não vo-lo dizia eu: Não pequeis contra o menino; mas não ouvistes; e vedes aqui, o seu sangue também é requerido.” Olha o castigo vindo à cavalo: eles tendo que voltar para casa e de novo dizer para o pai, que faltava outro irmão deles; qual seria a história dessa vez? Diriam a verdade verdadeira, ou inventaria algo para justificar a ausência de Simeão? Eles já viviam no fio da navalha, tendo que cuidar de cada palavra que diziam para não deixar escapar nada que levantasse suspeita. Pecado escondido é uma praga terrível; pior que ácido ou câncer! Confissão é melhor tarde do que nunca, porque a pessoa pode morrer e levar para o túmulo com ela o segredo, mas para onde ela seguirá, não há segredos e o que foi feito aqui, ainda conta e será cobrado. Lição de hoje: “O que encobre as suas transgressões NUNCA PROSPERARÁ, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia” (Pv 28.13). Você entende o significado das duas palavras que estão em maiúsculas e sublinhadas? Se alguém pensar: “Se eu confessar vou arruinar tudo!” Arruinado é como as coisas estão. Você irá é viver, se libertar, encontrar refrigério e desfrutar da graça transformadora que há em Jesus. Só há um que deseja que fique tudo como está e você como refém! É uma escolha que exige coragem!

Querido Espírito Santo, Jesus falou de ti com essas palavras: “Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei. E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo” (Jo 16.7,8). Precisamos da tua ajuda para mudarmos algum capítulo da nossa história, que ficou mal contada e o medo e o pecado assumiu o controle e fez escravos e reféns. Mas conhecemos a verdade e sabemos que ela liberta. Foi por isso que o nosso Senhor morreu e ressuscitou. Pai, reivindicamos aquelas armas espirituais poderosas em ti, para quebrar cadeias e destruir fortalezas, sofismas e todos os raciocínios que são contrárias à verdade em Cristo Jesus. Clamamos por salvação; por libertação plena; rejeitamos o engano, a mentira, a dissimulação e todo estilo de vida fora da verdade que tem mantido as pessoas como escravas do inferno, mesmo sendo filhas de Deus. Clamamos pelo poder que há no sangue de Jesus, o sangue da eterna aliança e no poder do seu nome, sobre nós invocado. Precisamos de cobertura e proteção, em nome de Jesus, amém!

Pr Jason

Onde Irei?

Meditação do dia: 02/04/2020

 “E voltou a seus irmãos e disse: O menino não está; e eu aonde irei?” (Gn 37.30)

Onde Irei? – É uma pergunta retórica? Uma daquelas que perguntamos por perguntar, ou sabemos a resposta, só queremos reafirmar! Podemos também pensar que era puro desespero. Quem não tem uma mente criminosa e se vê diante da possibilidade de ter cometido ou participado de um delito grave, simplesmente entra em desespero total e fica sem saber para onde vai, ainda que “onde” não seja lugar nenhum. O pai deles havia enviado o filho para saber notícias deles e do trabalho longe de casa; mais cedo ou mais tarde eles teriam que voltar e encontrar o pai, e agora tudo indicava que iriam mais cedo. Segredo que duas ou mais pessoas sabem, não é segredo! Eles eram nove pessoas e alguns eram muito jovens e imaturos, uma pressão psicológica e emocional poderia levar qualquer arranjo da parte deles a ruir e a verdade aparecer e assim, o segundo erro seria ainda pior do que o primeiro já cometido. Dar uma notícia para um pai, que um de seus filhos morreu é uma tarefa muito delicada e difícil circunstancialmente de se fazer; o caso aqui era muito além disso, porque havia culpa e dolo envolvido e os motivos eram totalmente banais e sem a mínima chance de defesa por parte da vítima. Podemos pensar e aplicar aqui uma posição espiritual do homem, representado aqui por Rúben, que precisa comparecer diante de Deus, representado aqui por Jacó e prestar contas de suas reponsabilidades e a pessoa sabe que além de não estar pronta, ainda reconhece sua condição insustentável perante a justiça. Já vimos e ouvimos essa mesma pergunta feita por Rúben: Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face?” (Sl 139.7). O maravilhoso dessa descrição desse salmo, sobre grandeza da onipresença divina e a sua relação com o ser humana, é que ela é assombrosamente linda e desejada pelo obediente e fiel que busca a comunhão e a intimidade através de uma vida de fé e adoração, caminhando em santidade e aproximação gradativa diante da face do Senhor, ansiando mais e mais por isso, porque quanto mais se conhece de Deus, mais se deseja conhecer. A comunhão e aproximação com Deus pode ser lindamente representada pela figura de uma roda raiada, como de uma bicicleta; quando mais os raios se aproximam do centro, mais se aproximam uns dos outros até se cruzarem muito próximo do centro. Por outro lado, a presença de Deus é assombrosamente assustadora, aterradora para o infiel e pecador contumaz, ou quem não leva a sério o seu relacionamento espiritual com Deus. Ele sabe, que não tem onde ir, onde se esconder e nem como escapar daquele que pode todas as coisas, sabe todas as coisas e está presente, sempre presente e pode agir quando bem quiser. Um dos meus professores nos tempos de seminário, ensinava que a ira de Deus é simplesmente a sua graça invertida. Quando o cristão pensa em comparecer diante do trono de Deus, ele sente aquela expectativa boa e aquele suspense em saber se agradou de verdade, se conseguiu ser fiel e responsável o suficiente, para agradar o Pai; estar na presença dele na eternidade já é por demais maravilhoso para qualquer um, e ao chegar lá e contemplá-lo, qualquer idéia de recompensa, parece não ter tanto peso assim, porque no dizer de Paulo: Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém (Rm 11.36). Quando o não salvo, ou negligente pensa na possibilidade de comparecer diante de Deus, a visão é completamente diferente. É algo tétrico, ameaçador e indesejável e quando mais poder ser postergado, parece melhor. E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles. E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras (Ap 21.11.12).  Nesse dia há os que estarão participando desse julgamento, servindo e auxiliando, por são salvos e há os estarão sendo julgados. Aqui cabe a pergunta de Rúben: “… e eu aonde irei?”

Pai, adoramos a ti em Espírito e em verdade, por causa daquilo que Cristo fez e conquistou para nós através do seu sacrifício lá na cruz. Fomos chamados para fazer parte da família de salvos, remidos, comprados por um alto preço e por isso mesmo somos responsáveis pelas vidas que nos são confiadas e prestaremos contas de tudo que nos foi entregue. Somos gratos pela oportunidade de servir e desejamos fazer com excelência para agradar e responder ao amor e generosidade demonstrada para conosco. O Senhor é o nosso pastor e vai nos guiar por veredas direitas por amor do teu nome. Pai, pedimos graça e misericórdia para vencermos à cada dia. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Rúben e a Cova Vazia

Meditação do dia: 1º/04/2020

 “Voltando, pois, Rúben à cova, eis que José não estava na cova; então rasgou as suas vestes.” (Gn 37.29)

Rúben e a Cova Vazia – Qual o maior susto que você já levou, em se tratando de alguma coisa sobre sua reponsabilidade e alguma coisa aconteceu? Toda pessoa responsável, em alguma situação passa por experiências que fogem ao seu controle e domínio. Por mais que haja explicações e justificativas, quem é responsável sente o peso e sabe que não poderia falhar ou fracassar, ainda mais se houver vidas em questão. Enquanto Rúben se ausentou para realizar alguma tarefa importante, seus irmãos assumiram uma posição dissimulada de desaparecer com José com uma desculpa esfarrapada de que não vamos matar, só fazê-lo desaparecer; passando a responsabilidade para as mãos de mercadores. Isso é a versão antiga da síndrome de Pilatos: “Lavo as mãos desse sangue inocente.” Como filhos de Deus, servos e adoradores, somos unidos pelos laços da fé em Cristo pela Redenção. Isso nos faz partes de um mesmo Corpo e assim somos co-responsáveis uns pelos outros. Não pode acontecer entre nós, como aconteceu com o lar de Adão e Eva, que alguém se negou a ser responsável pelo seu irmão. E disse o Senhor a Caim: Onde está Abel, teu irmão? E ele disse: Não sei; sou eu guardador do meu irmão? (Gn 4.9). sabemos pela reação de Rúben que ele não teria qualquer participação na armação contra José e ele nem mesmo sabia o que de fato acontecera para que o rapaz não estivesse ali na cova. Ele se desesperou pelo irmão. Ele de fato se importava e sentia o peso daquela vida sobre os seus ombros. Cada irmão que estava ali, estava sob sua responsabilidade e o pai iria requerer dele pela segurança e o bem estar dos filhos que estavam no trabalho juntamente com ele. Eu, procuro olhar aqui, o meu papel e o de todos nós, independente da função ou ministério que tenhamos na igreja local, o fato é que há vidas colocadas sob nossa responsabilidade e de fato, prestaremos contas delas ao Pai. Nenhum irmão é mais ou melhor do que o outro, mas temos níveis de responsabilidades confiadas de acordo com o grau de maturidade e responsabilidade dada por Deus. Se olharmos aqueles rapazes lá no campo apascentando os rebanhos da família, espiritualmente estamos olhando para nós mesmos, cuidando das ovelhas de do pastoreio de Deus. Somos do rebanho e também somos do pastoreio. Sou pastor, mas não deixei de ser ovelha. Aqueles rapazes eram a semente, o protótipo da igreja, do reino e de tudo o que entendemos por obra de Deus. Jesus disse algo ensinando sobre postura de liderança entre aqueles discípulos em treinamento que nunca podemos esquecer ou não levar em conta. Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi, porque um só é o vosso Mestre, a saber, o Cristo, e todos vós sois irmãos. E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus. Nem vos chameis mestres, porque um só é o vosso Mestre, que é o Cristo. O maior dentre vós será vosso servo (Mt 23.8.11). Deus e Jesus acima e nivela os demais, somos todos, filhos e irmãos, ocupamos funções diferentes, mas não temos graus de autoridade e nobreza diferentes, criando hierarquias. A postura de Rúben de se preocupar com o irmão é o que deve nos servir de inspiração e cuidados com os nossos queridos. José não estava mais no cova, era um lugar ruim, mas seguro naquela situação. Onde está aquele irmão, aquela irmã da igreja que não está aparecendo mais? Alguém sabe, alguém se importa, alguém vai atrás? Alguém se desespera se não encontrar? James Milton Black, um líder de jovens, sentiu falta de uma jovem que começara à pouco frequentar a reunião e naquela noite não respondeu a chamada. Ele ficou apreensivo e se perguntando: “E se ela nunca mais responder a chamada? E se ela não responder a chamada de Deus?” Com esse peso ele compôs o hino 108 do Cantor Cristão, que conhecemos por “Chamada Final.” https://youtu.be/36bKuGtrqQE

 Senhor, graças te rendemos e somos profundamente agradecidos pela obra de Cristo que nos torna possíveis sermos chamados teus filhos, e o somos; também nos tornamos membros do Corpo de Cristo e irmãos uns dos outros. Obrigado por compartilhar com os teus filhos o privilégio e a responsabilidade de sermos cuidadores uns dos outros, como se faz em família. Podemos com a tua graça fazer mais e melhor pela comunhão e cuidado uns dos outros. Nos abençoe nesse ministério, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason