A Herança de Simeão

Meditação do dia: 18/04/2020

 E Saiu a segunda sorte a Simeão, para a tribo dos filhos de Simeão, segundo as suas famílias; e foi a sua herança no meio da herança dos filhos de Judá.” (Js 19.1)

A Herança de Simeão – Ontem já passou, ficou para trás, aquilo que deveria ter sido feito ontem, ou foi feito ou não foi. E algumas coisas não poderão mais e outras ainda que com atraso poderão acontecer. Quanto pensamos em ontem, em figura, significa ficar no passado, ou viver hoje como se o passado não passou. As consequências disso não são boas, pois precisamos viver um dia de cada vez, ontem já foi e amanhã ainda virá, mas só amanhã, hoje é o dia e o momento de vivermos e fazer o que precisamos fazer. Sou muito fã daquele texto de Salmos que diz: Este é o dia que fez o Senhor; regozijemo-nos, e alegremo-nos nele (Sl 118.24). Quando lidamos com Deus e as coisas espirituais, já sabemos que Deus não em problemas com o que chamamos de tempo; passado, presente e futuro, para ele isso não tem influencia. Por isso as suas promessas sempre serão cumpridas. Também as bênçãos ou maldições proferidas pelos pais tem um grande efeito na vida das pessoas. Vimos na meditação de ontem, que Israel, ou Jacó, ao abençoar a Simeão, ele confirmou sua identidade como um filho abençoado e que seria uma das tribos da nação; mas aplicou uma disciplina, profetizando que ele seria espalhado e dividido entre toda a nação. Muito bem, os anos se passaram e eles se tornaram uma nação formada por doze tribos, (como se fossem os estados aqui no Brasil), e na hora de distribuir os territórios, aconteceu isso aí que estamos vendo no texto de Josué 19.1. A herança de Simeão ficou incluída dentro do território de Judá. Parece que a lógica não tem lógica, não é mesmo. No verso oito, afirma que isso porque o território de Judá era grande demais para o número de pessoas, então incluíram Simeão. O normal seria dizer que repartisse o território entre as duas tribos, assim cada um ficaria com a sua parte. Mas não é assim que a vida gira. Jacó na sua bênção disse que o repartiria e de fato, repartiu. Estou mostrando algo dito e escrito na Palavra de Deus, sobre a autoridade que os pais possuem para construir na vida dos filhos uma herança de bênção e realização de coisas grandes; ou podem amaldiçoar a identidade deles e até mesmo não amaldiçoar, mas também não abençoar e assim a pessoa não prospera nunca. Por outro lado, falando agora com os filhos, especialmente os adultos, muitos dos quais em tempos passados não conheciam a Jesus e nem as verdades da Palavra de Deus, como também seus pais não sabiam disso e embora tinham boas intenções, não fizeram o que agora vocês sabem que são o melhor de Deus e o que deveria ter sido feito. Muito bem; sendo você adulto e agora sabendo desses verdades, você pode mudar o quadro da sua vida e reverter as maldições ou ausências das bênçãos. Isso mesmo, agora, como dono do seu nariz e responsável por suas decisões, você tem a chave para mudar tudo. Como fazer isso? Simples! Entrega sua vida a Jesus, nasça de novo e viva em santidade e justiça. Exerça a autoridade espiritual sobre sua vida pessoal, entregando e consagrando todos os direitos e autoridade à Deus e ao mesmo tempo desfaça em oração as maldições proferidas sobre você e seus descendentes. Confesse aqueles pecados que deram origem à tais declarações e libere o perdão a si mesmo e acolha esse perdão e a purificação que há no sangue de Jesus. Também perdoe integralmente seus pais ou responsáveis que proferiram palavras negativas e destrutivas contra sua vida. Abençoe a vida delas, faça de coração, mesmo que suas emoções não concordem; você deve agir por fé e não por vista ou sentimento. Reafirme isso, quantas vezes for necessário para que sua mente e suas emoções confirmem a decisão do seu coração. Comece a viver e a agir como alguém abençoado, construtivo e vivendo uma nova realidade. Resista as falsas demonstrações de que nada mudou e nunca admita voltar àquele estilo e condição de vida. Um texto que uso bastante para esse tipo de confirmação é: Porque todas quantas promessas há de Deus, são nele sim, e por ele o Amém, para glória de Deus por nós. Mas o que nos confirma convosco em Cristo, e o que nos ungiu, é Deus, o qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações (2 Co 1.20-22).

 

Pai, obrigado pelas bênçãos que estão sobre nossas vidas por causa da obra completa da redenção efetuada por Jesus lá na cruz. Estamos, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não tornaremos a colocar-nos debaixo do jugo da servidão (Gl 5.1). Abençoamos aquilo que já está abençoado por ti e confirmado em Cristo. Rejeitamos aquilo que já foi redimido em Cristo e lavado no sangue do Cordeiro. Somos novas criaturas para vivermos uma nova vida conforme a tua vontade e promessa. Não aceitamos nada mais e nada menos do que é nossa herança em Cristo Jesus, o teu amado filho e nosso Senhor, nosso Sacerdote e nosso Redentor Forte. Em nome dele, amém.

 

Pr Jason

Simeão, Dividido e Espalhado

Meditação do dia: 17/04/2020

 Maldito seja o seu furor, pois era forte, e a sua ira, pois era dura; eu os dividirei em Jacó, e os espalharei em Israel.” (Gn 49.7)

Simeão, Dividido e Espalhado – A compreensão que adquirimos dos princípios espirituais acrescenta muito à nossa experiência e facilita a vivencia dos mesmos e assim aprendemos o caminho das pedras para o sucesso e a realização na vida. Por princípios espirituais, de forma bem simples e até simplista, me refiro ao modo como as coisas funcionam, o princípio que faz as coisas funcionarem. Por exemplo, há diferenças grandes entre praticar certas ações e ter aquilo como estilo de vida. Um é ocasional e pode ser até frequente, enquanto o outro é permanente, definitivo, fixo e constante. Digamos: Agir honestamente é uma ação – ser honesto é um estilo de vida e para isso é preciso ser dirigido pelo princípio da honestidade. Agir de forma fiel é uma ação – ser fiel é um estilo de vida e regulado pelo princípio da fidelidade. Na pessoa humana as ações podem acontecer e acontecem dissociadas do ser e do princípio; isso está basicamente ligado à conveniência, a comodidade e aos valores implicados. O cristão, nascido de novo, tem a oportunidade de reescrever sua história e reverter todas as decisões de sua vida, substituindo-as pelas novas verdades da nova vida em Cristo. Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo (2 Co 5.17). Quando estamos lidando com coisas novas, necessariamente não sabemos lidar com elas muito bem até uma plena adaptação; então precisamos desenvolver todas as nossas habilidades e possibilidades existentes nessa nova vida. Isso é possível e até recomendado biblicamente. Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor (Fp 2.12). Tenho escrito repetidas vezes nos devocionais sobre a importância dos pais separarem o comportamento e a identidade dos filhos na hora que precisam fazer uso da disciplina. É um exercício que necessita prática, pois precisamos disciplinar exatamente num momento que emocionalmente estamos agitados ou envolvidos. Ao fazerem algo errado, incorreto ou mesmo nos provocarem, precisamos saber que somos adultos, somos cristãos, andamos pela fé, andamos no Espírito e tudo o que fazemos é culto a Deus e um exercício da nossa mordomia. Devemos sempre ser movidos por aquilo que cremos e não pelo que sentimos, fazemos o que cremos e não o que sentimos; isso tem que ser aplicável ao corrigir os filhos. Não se pode perder a cabeça! Não se pode permitir ficar enfurecido, transtornado, sair da casinha mesmo. Agindo nessas condições é certo que faremos errado! Exageraremos na dose, para mais ou para menos. Olha o nosso texto base: Maldito seja o seu furor, pois era forte, e a sua ira, pois era dura; eu os dividirei em Jacó, e os espalharei em Israel.” Isso é um modelo correto! Jacó reprovou veementemente o comportamento do filho, até amaldiçoou o seu furor e a sua ira, mas não amaldiçoou o filho, a identidade, só o comportamento desregrado, pecaminoso. Aplicou a disciplina, ao abençoar o dividiu, espalhou-o no meio da nação e do território. Mas Simeão continuo sendo filho, sendo amado, sendo aceito, fazendo parte, participando de tudo e em tudo. Mas disciplinado. Voces sabem que na hora da raiva, a maioria das pessoas, praguejam sobre os filhos, xingam-nos de todos os nomes ruins; fazem declarações de maldições incluindo ancestrais e as próximas gerações (Você é igualzinho a seu avô/ó – seu pai/mãe – nunca será capaz de – sempre será…. vai terminar como…. tudo que põe a mão… onde pisa….) tão lembrando? Deus nos corrige o comportamento e mantém a bênção, as alianças, as promessas, a graça e a vocação. Os pregadores antigos sempre diziam: “Deus odeia o pecado mas ama o pecador!” Vamos mudar essa prática histórica e construir gerações abençoadas e sermos firmes na disciplina e na correção dos comportamentos, aplicando os recursos da Palavra de Deus. Fazer cursos e seminários sobre família, casais, criação de filhos, namoro, noivado, casamento, ajudam muito. Precisamos ter humildade e admitir que não sabemos tudo, ou muito e sempre podemos melhorar com o aprendizado; foi para isso que Deus deu mestres e dons de ensino para a igreja. Para equipar os santos. Não deixe de participar. Invista em você primeiro, depois nos outros. O exemplo é a melhor maneira de ensinar.

 

Pai, obrigado pelos muitos modos que tens de nos ensinar, corrigir, repreender e educar na justiça. Obrigado pelos dons e pelas pessoas dotadas de habilidades, unção e autoridade para equipar os teus filhos para uma vida de sucesso. Guia-nos pelas veredas direitas, veredas antigas e eternas dos princípios que não passam e não vencem, pois são teus princípios e tão eternos quanto a tua Palavra. Em nome de Jesus, oramos e agradecemos, amém.

 

Pr Jason

O Secreto Conselho de Simeão

Meditação do dia: 16/04/2020

 No seu secreto conselho não entre minha alma, com a sua congregação minha glória não se ajunte; porque no seu furor mataram homens, e na sua teima arrebataram bois.” (Gn 49.6)

O Secreto Conselho de Simeão – Família é tudo! Tudo de bom, tudo de confuso, tudo de problema, tudo de solução, tudo de certo e tudo de errado, tudo de fraco e tudo de forte. Família não se explica, não se define, só se experimenta e pronto. O bom de tudo isso é cada um tem a sua e cada uma delas tem seu próprio sabor e sua própria textura. Não aguentamos mas se mexer com ela a gente vira fera! Só nós podemos implicar; sapo de fora não entra! Mesmo assim, quem não tem uma família, lamenta muito e diz que daria tudo para ter uma. Vai entender! Mas não existe estrutura ou instituição mais resiliente e adequada para essa miscelania de coisas. Só uma família passa por todos esses testes e embates e sai do outro lado só com uns arranhões; entre mortos e feridos salvam-se praticamente todos. Podemos até dizer que é a instituição mais humana que existe! Tudo que há no ser humano, pode ser encontrado nessa célula. Estamos meditando esses dias sobre a pessoa de Simeão, um ilustre desconhecido que de repente tem tanto a nos ensinar sobre como ser e como não ser; mesmo não sendo ilustre ou importante é imprescindível. Sem Simeão, não seriam doze tribos, seriam onze; melhor sem ou melhor com? Deus preferiu melhor com! Jacó é aqui, nesse texto, um ancião de cento e quarenta e sete anos, quase um século e meio e está proferindo as bênçãos suas e as de Deus para os seus filhos. Importante que ele não confundiu as coisas, ou misturou nada. Disciplinou os comportamentos e afirmou e abençoou as identidades de todos os seus filhos e descendentes. Ao impor as mãos sobre Simeão ele falou dessas coisas terríveis que ele cometera na sua juventude, no auge da imaturidade, quando entendia que podia resolver todas as coisas no soco, na espada e na carne. Ele arquitetou um Conselho, um núcleo de irmãos para decidirem juntos as ações, que seu pai, disse jamais sua alma participaria de algo tão sinistro; nem ele que fez malvadezas com o pai e o irmão, não faria aquilo que eles deliberaram sob a presidência de Simeão. Ele agregava pessoas ao redor de si; tinha facilidade de fazer a cabeça das pessoas e usá-las para atingir seus fins e assim não sujava as mãos sozinho. Esse tipo de coisa, é muito maligno e como tal, esse mal e esse tipo de atitudes continuam existindo até hoje. Dentro das nossas igrejas e congregações sempre tem alguém com disposição e talento para juntar pessoas para o mal e a rebelião, enfraquecer a liderança, desviar o foco das ações, apagar o fogo do mover de Deus em nome de “tem um grupo que não concorda.” Anos mais tarde Salomão escreveu: Estas seis coisas o Senhor odeia, e a sétima a sua alma abomina: Olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, o coração que maquina pensamentos perversos, pés que se apressam a correr para o mal, a testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos (Pv 6.16-19). Simeão na sua imaturidade apresentou um comportamento irascível tão intenso que se mostrou implacável; saiu cortando cabeças e matando gente de todo tamanho, idade e condição, indiscriminadamente, por vingança de um ato ruim cometido contra sua irmã; força desproporcional. Matou e se apropriou dos bens e propriedades das vítimas e juntou aquilo ao seu patrimônio pessoal e familiar, como se fosse conquista de trabalho. Riquezas do crime! Bens adquiridos às custas de vidas alheias. Gente, um dia o boleto vem! O contexto não é esse, mas o princípio pode ser aplicado, Jesus disse que Toda a planta, que meu Pai celestial não plantou, será arrancada (Mt 15.13). No início do capitulo cinco, Tiago trás uma dura reprimenda aos cristãos ricos que oprimem e prejudicam os pobres e angariam mais riquezas com origem iníqua e injusta, manipulando as regras e tribunais. Estou falando sobre o que Simeão fez na sua mocidade. Ele teve oportunidade de viver muitos anos, se arrepender e acertar as coisas e construir sua parte na nação escolhida. Recebeu a bênção de seu pai e a bênção de Deus. Estou contando que os cristãos atuais e especialmente os que estão vivendo nesses moldes, ou construíram carreiras e subiram na vida seguindo a cartilha do Simeão jovem, se arrependam e se convertam para receberem a verdadeira bênção e a aprovação de Deus. Não coloque seu Status e prestígio pessoal acima a verdade eterna de Deus. Não vale a pena! Faça o que é certo. Faça as restituições necessárias e construa uma nova riqueza. Um dia tudo isso será testado e aquilatado e virá à luz. A obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo (I Co 3.13-15).

 

Senhor, tenha misericórdia de nós e permita que os teus filhos tenham tempo e oportunidade de se arrependerem e fazerem os devidos acertos  das atitudes que são reprovadas pela tua Palavra e assim encontrem a verdadeira riqueza e o verdadeiro propósito de suas vidas. Somos mordomos, servimos a um Senhor maravilhoso que nada nos permitirá faltar. Que nada que está sob nosso poder e responsabilidade seja de origem iníqua e tenha custado a vida de inocentes e justos sacrificados para produzir o que chamamos de “a bênção do Senhor sobre a minha vida.” Oramos em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Simeão e Sua Espada

Meditação do dia: 15/04/2020

 Simeão e Levi são irmãos; as suas espadas são instrumentos de violência.” (Gn 49.5)

Simeão e Sua Espada – Instrumentos certos nas mãos certas é lindo de se ver! Se tornam verdadeiramente obra de arte. Sempre que vou fazer a cama, ou estender, arrumar, de lugar para lugar o nome muda; eu fico lembrando das camareiras de hotéis fazendo o mesmo serviço; os lençóis se estendem com tamanha facilidade como se fosse mágica; eu, estico aqui, puxo dali, sobra de um lado, falta do outro; o que eles sabem que eu não sei? Prática! Já vi pessoas que limpam peixes nas peixarias, a faca parece que tem vida própria, de dez a quinze segundos por unidade! Levo um tempão e olha lá! Já viu os pizzaiolos? Padeiros? Borracheiros? Chapeiros? Quem nunca viu o trabalho numa granja, não sabe a resistência que ovos tem! Isso são exemplos de perícias profissionais ou até mesmo habilidades manuais que levam aquelas pessoas a se destacarem. Isso pode aparecer em muitas áreas da vida e se bem utilizadas são bênçãos para muitas pessoas. Mas essas mesmas habilidades podem ser manipuladas para o mal e a opressão ou o crime. Uma vez que estamos pensando nisso, cabe uma pergunta: Qual é a sua habilidade de destaque? Estou perguntando, em que você é bom de verdade? Simeão e Levi, ainda bem jovens começaram a mostrarem habilidades com espadas, o que naquele tempo era até uma necessidade. Os homens tinham funções múltiplas dentro de suas famílias, deveriam ser os provedores, sacerdotes, seguranças, guerreiros, treinadores e tinham que lidar com todas as etapas da provisão. No caso de Simeão, que vinha de uma linhagem de pastores, além de cuidar e proteger o rebanho, precisa de perícia em toda linha do ofício, desde cuidados básicos, até veterinária, comércio, abate, preparo, conservação e uma infinidade de aptidões que hoje estão distribuídas em várias profissões. Nos nossos dias todos fazem a mesma pergunta: Por que eu preciso aprender isso? O que vou ganhar com isso? Isso não é da minha área! Simeão fez uso da sua espada pela primeira vez, digamos pra valer, e foi um massacre! Um genocídio brutal. O pai, Jacó ficou horrorizado e arquivou aquilo para o devido tempo, quando daria a bênção paternal e o confirmaria dentro de sua herança na aliança com o Todo-Poderoso. Um dia, uma ação, que marcou o caráter e a personalidade de Simeão e Levi para o tempo e a eternidade. As espadas deles eram instrumentos de violência. Deixe-me compartilhar uma idéia pessoal, coisa de Jason mesmo, sobre armas. Fui criado no interior, na roça e no mato, numa época em que armas eram permitidas e muito utilizadas, para defesa, caça, proteção etc. Meu avô Henrique, do lado materno, era muito bom de tiro. Meu pai atirava e caçava razoavelmente bem. Me lembro de estar com cinco ou seis anos, e sermos atacados na roça por uma enorme cobra, que não desistia; fui correndo em casa, buscar uma espigarda e ele a abateu. Estou com sessenta anos e nunca atirei, nunca tive armas e não gosto; quem tem uma acabe tendo oportunidade de fazer uso e aí pode surgir uma tragédia.
Reconheço que em partes do Brasil a realidade difere de uma para outra. Mas sou pacifista, sou da paz e isso faz parte da minha pessoa e da minha fé. Gostaria de ver esse texto com o contexto do que aparece na Nova Aliança: Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus (Ef 6.17). seguindo as instruções do apóstolo São Paulo a seu discípulo Timóteo: Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade (2 Tm 2.15). Não podemos deixar de fora a citação das mais impactantes de Hebreus: Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração (Hb 4.12). Para nós que somos obreiros cristãos, ministros da Palavra de Deus, há uma grande responsabilidade no manuseio de um instrumento tão preciso, tão cortante e penetrante. Sempre me mantenho alerta sobre espadas, porque o uso incorreto ou inabilidade no uso pode causar danos no próprio usuário. Alguém com muita perícia, pode levar um inábil a se ferir com a própria espada. Não quero isso para minha vida e meu ministério. Não queira isso para sua vida! Não permita ferir algum com seus instrumentos de trabalho, eles precisam ser bênçãos e produzir vida, saúde e cura!

Senhor, a Palavra, a Tua Palavra é uma espada afiada, confiada a nós, como ministros da Nova Aliança, para edificar o Reino e salvar vidas, curar as nações e promover o crescimento do Corpo de Cristo. Conceda-nos a graça de sermos bênçãos e instrumentos de amor e compaixão das tuas mãos, com habilidade no manuseio da tua Palavra. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Os Filhos de Simeão

Meditação do dia: 14/04/2020

 E os filhos de Simeão: Jemuel, Jamim, Oade, Jaquim, Zoar e Saul, filho de uma mulher cananéia.” (Gn 46.10)

Os Filhos de Simeão – Servimos e adoramos ao Senhor Deus Todo Poderoso, o Criador de todas as coisas; o Possuidor dos Céus e da Terra, como gostava de dizer Abraão. Ele é um ser completo em si mesmo, existindo em trindade, o Pai, o Filho e o Espírito Santo. A comunidade perfeita da trindade permite o fluir do amor recíproco, do compartilhar e o doar. Tudo o que Deus nos proporciona, o faz em santo amor e isso é experimental entre eles. Não há teoria em Deus. Não o que conhecemos entre os humanos de “faça o que falo, mas não faça o que faço!” E todas as minhas coisas são tuas, e as tuas coisas são minhas; e neles sou glorificado. E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um. Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim, e que os tens amado a eles como me tens amado a mim (Jo 17.10,22,23). Deus sempre existiu, planejou e executou seus projetos em comunidade, porque assim é possível comunhão, doação e vida. Deus no relacionamento com a humanidade é um ser geracional e comunitário, por meio da família. A família é uma impressão da digital de Deus; tudo gira em família, começando com Adão e Eva e vieram os filhos e as famílias; elas se multiplicam como células vivas; não importa a época, a cultura, os costumes, as famílias estão presentes em todo lugar. É combatida, se fazem arranjos de todos os modos e maldosas armações, mas a família persiste. Foi a única instituição a passar pelo dilúvio e tem sobrevivido sobre todas as investidas do mal. Até Jesus tinha família, com pai, mãe e irmãos. A igreja é uma família ampliada, por isso é tão forte. Temos a Deus como Pai, fomos gerados à partir de uma semente incorruptível que é a Palavra de Deus; Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como primícias das suas criaturas (Tg 1.17). Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre (I Pe 1.23). Jesus é o primogênito entre todos os filhos de Deus. Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos (Rm 8.29). Verdadeiramente como salvos e adoradores somos constituídos numa família. Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus (Ef 2.19). Quero mostrar com esses argumentos, que a família importa, é propósito de Deus, mesmo que seus membros não sejam perfeitos. A família de Jacó, não era e não foi perfeita; eles brigavam, invejavam, mentiam, traíram uns aos outros; nada diferente da minha e da sua, pois volta e meia, pisamos na bola. Simeão, nosso irmão, fez coisas que depois não deve ter se orgulhado, mas ele tinha uma família que o amava e se importava. Ele tinha que ficar dias longe de casa cuidando dos rebanhos para levantar o sustento; ele viajou para buscar suprimentos para sua casa e de seu pai; ele ficou detido para averiguação e os irmãos voltaram com a notícia para o pai, mas também para a esposa e os filhos dele; eram sobrinhos, netos, primos, como em toda família. Eles participaram dos sofrimentos e das alegrias em todos os momentos. Eles eram herdeiros de promessas grandes e maravilhosas de Deus; como você e eu, como nossos familiares hoje. Sua família não é perfeita, não é mesmo? Mas ela é importante e é o que Deus confiou a você e a mim, então faz parte do nosso chamado e vocação e precisamos exercer uma boa mordomia. A família é a única coisa física que temos aqui na terra e poderemos tê-la conosco na eternidade. Ore por ela, lute por ela, interceda para que ela seja cheia da graça de Deus! Ore pelos dons, talentos, habilidades e oportunidades existente nelas, porque fazem parte dos dons redentivos, para cumprir a missão e a tarefa dela.

 

Senhor, obrigado por gostar tanto de famílias e investir tanto nelas. Ela é planejada pelo Senhor, então ela é forte e capaz de prevalecer em qualquer cenário. Permita que os teus filhos tenham uma verdadeira visão do valor e da importância dela nos teus planos. Isso permitirá que lutem mais e determinem a não desistirem frente aos ataques e investidas do inferno contra a família. O sangue de Jesus é suficiente e poderoso para nos dar a cobertura e a proteção de que precisamos e necessitamos. Salva-nos, Senhor, e fortaleça nossas famílias, em nome de Jesus. Amém.

 

Pr Jason

Simeão Está Livre

Meditação do dia: 13/04/2020

 E ele disse: Paz seja convosco, não temais; o vosso Deus, e o Deus de vosso pai, vos tem dado um tesouro nos vossos sacos; o vosso dinheiro me chegou a mim. E trouxe-lhes fora a Simeão.” (Gn 43.23)

Simeão Está Livre – Nossa visão e conhecimento do fator tempo é linear, isto é, percebemos a vida como se ela se desenvolvesse numa linha reta, sempre em frente, em velocidade constante, não acelera e não diminui, não retrocede. Até parece que ela passar como estivéssemos vendo da janela de um veículo em que não temos nenhum controle na direção. O que está acontecendo ao meu redor agora enquanto escrevo, às 10:31 horas, só posso descrever, pois vocês estão nesse exato momento em outro lugar e vendo a vida de vocês da perspectiva de vocês. Ainda que já possuímos meios de comunicação em tempo real, isso permite participação apenas parcial nos acontecimentos em outros locais, ainda estamos muito limitados. A teoria sobre a eternidade e como Deus lida com ela e conosco num universo regulado pelas limitações dimensionais e de tempo não deixa de ser extremamente interessante. Entendemos que Deus não está limitado nem por tempo, pois para Ele, passado, presente e futuro estão igualmente expostos; nossas três dimensões mais reconhecidas nos permite movimentos e segundo alguns, a quarta dimensão é a da fé, onde nos movemos no sobrenatural, numa esfera não física e praticamente ilimitada. E Jesus disse-lhe: Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê (Mc 9.23). Porque para Deus nada é impossível (Lc 1.37). Nada é impossível para Deus e tudo é possível para quem crer! Há um fator nivelador aqui. Vamos largar as teorias e voltar aos fatos. Israel estava em Canaã, apreensivo à dias, desde a chegado dos filhos da primeira viagem ao Egito, sem a companhia de Simeão e com a intimação para levar Benjamim e assim libertar o irmão que lá ficara. Os nove outros filhos, estavam com o coração na mão desde a hora que chegaram no Egito e foram tratados como espiões por José, a situação piorou quando ficaram todos detidos por três dias e por fim um alívio com a proposta de trazerem o caçula, mas sem direitos de contraproposta. Como você imagina o clima entre eles durante o percurso? Como eram as conjecturas de o por que estavam passando por aquilo? Vamos contar a verdade inteira para o papai ou só a nova verdade? São dois lados dos fatos. Mas e Simeão, lá na prisão, sem nenhuma explicação! Por que eu? Por que o homem poderoso do Egito me escolheu daquela forma? Por que me amarrou daquele jeito? Como foram aqueles dias de quarentena para ele? Alguns de nós, nesse momento de quarentena forçada pelo Covid19 estão com a cabeça cheia de perguntas e nenhuma delas é conclusiva. Dá para identificar com Simeão em alguma coisa. E José? Reencontrar os irmãos, não ser reconhecido por eles, poder experimentá-los para ver se haviam mudado nas atitudes; dar o troco (talvez) em Simeão e fazê-los trazer Benjamim, o irmãozinho que ele não via à muitos anos. Deveria ser uma miscelania de emoções e cuidados, pois agora ele estava no controle da situação (será?); imagina se Simeão surta na prisão e faz uma bobagem??? Se um deles pira no caminho ou mesmo os perigos das viagens naqueles caminhos! Se o pai endurece e não deixa eles voltarem com Benjamim!? Eu teria todas essas e muitas outras indagações. Mas tem o lado bom também. José os amava profundamente e estava consciente de seu papel e já havia entendido o por que das coisas. Era o amor sincero, mas revestido de disciplina e busca por encontrar o melhor nas pessoas. Como Deus faz conosco. Mesmo sabendo nosso histórico inteiro, com as motivações mais mesquinhas quando erramos, e com nossos arrependimentos meia-boca, ou incapacidade completa de ver o bem muito claro diante de nós; ainda assim ele continua nos amando e cuidado de nós, esperando a iniciativa certa, e quando ela acontece, ele vibra como se aquilo fosse novidade para Ele. Como pais, dando sopinha ou sorvete para os bebês e eles insistem em tomar a colher e comer por eles mesmos e a gente resignados permite, onde menos acertam é na boca, mas quando o fazem, os pais vibra e celebram como se eles tivessem ganhado medalha de ouro no tiro ao alvo. Simeão está solto, por todos fizeram o dever de casa e José tinha caráter e estava conseguindo mudanças significativas e o tempo da bênção estava se aproximando.

 

Senhor, mesmo que a gente não veja o quadro todo, Tu és fiel! Independente das nossas escolhas, permaneces fiel e justo. O plano de abençoar todas as famílias da terra estava indo muito bem, obrigado; porque quem fez a promessa era, é e sempre será poderoso para cumprir e zelar por sua Palavra. Jesus prometeu que voltaria para nos buscar, e muitos já desistiram de esperar e acreditar e estão até engendrando teorias para explicar coisas que não sabem. O Senhor é a nossa esperança, e sempre será! Enquanto o Espírito Santo estiver atuando na igreja, estamos comprometidos em servir e aguardar a tua promessa. Obrigado por tua fidelidade, ainda que não possamos explicar tudo, podemos crer em Ti que pode todas as coisas, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Desfilhado Ficarei

Meditação do dia: 12/04/2020

 E Deus Todo-Poderoso vos dê misericórdia diante do homem, para que deixe vir convosco vosso outro irmão, e Benjamim; e eu, se for desfilhado, desfilhado ficarei.” (Gn 43.14)

Desfilhado ficarei – Não tenho coragem de imputar a um homem como Israel qualquer atitude depreciativa; nem a ele e nem a nenhum outro personagem da história bíblica. Concordo com a Palavra de Deus que eles eram pessoas normais como qualquer de nós e sujeitos às mesmas tentações e provações que todos nós. Eram iguais a todos nós! Mas entre os iguais, há uns mais iguais que os demais. Não se pode comparar Israel com Jason; não da para comparar o José de lá com os Josés de cá! Temos que tirar o chapéu para eles; com muito menos iluminação sobre o conhecimento de Deus, com nenhuma revelação escrita e sem tantas referencias de fé como temos, à começar pelas Escrituras, a história da igreja, o testemunho presencial diário que temos em nossos dias. Então, meus respeitos! Olhando de fora, podemos ver e mediar as reações das pessoas quando passam por situações difíceis – à Abraão o Senhor pediu Isaque oferecido sobre um altar e o patriarca viajou três dias até Moriá e não vacilou, nem tentou ganhar tempo para ver se não precisava fazer aquilo que lhe parecia tão dolorido. Agora Deus lida com Jacó na área de filhos. Abraão só tinha um – Jacó tinha doze, bem, onze e foi sofrido, tanto quanto o foi para seu avô! Nenhum pai, nenhuma mãe está de fato preparado e pronto para entregar seus filhos. Vejo constantemente irmãos buscando algo em Deus e quando alcançam, dão testemunho público e se alegram, comemoram. Mas não estão prontos para perderem aquela bênção; eles acham que Deus tem a obrigação de dar, mas não pode tirar, substituir ou requisitar aquilo. Isso, tem a ver com a compreensão do Senhorio de Deus em suas vidas. Pode ser que eles entendam Deus como Senhor de suas vidas, mas não de suas coisas. “eu sou de Deus, mas essas coisas são minhas, só minhas!” A boa mordomia reconhece Deus como Criador, Dono e Senhor de TUDO. Essa compreensão facilita lidar com o sentimento de perda. Imagine, uma pessoa é contratada para motorista de alguém ou alguma empresa. Lhe é fornecido um veículo caro, luxuoso para o trabalho; de vez em quando ele pode até levar para casa no fim do dia. Não importa quanto tempo passe, ele precisa saber que o carro NÃO É dele! Está com ele para serviço. O dono pode requisitar, substituir por outro melhor, inferior, diferente etc. É isso que temos que compreender como mordomos de Deus e do reino de Deus. Jacó percebeu, que não estava em suas mãos garantir a vida e a presença dos filhos e familiares. Primeiro foi Raquel, depois José, agora Simeão e lá se vai
Benjamim. Se for desfilhado, desfilhado ficarei. Não vejo ele desistindo, se entregando à depressão e querendo morrer. Ele ficaria sem filhos, mas ficaria, as promessas de Deus ainda estavam em andamento e se cumpririam. Se cumpriram em Abraão com um único filho; se cumpriram em Isaque com dois; com ele também se cumpririam, por Deus era fiel o suficiente para fazer com um ou doze, oito ou quantos fossem necessários. Os olhos do adorador está em Deus e não nos seus recursos. Ficar desfilhado não é fácil e não é para qualquer um! Mas pode acontecer! Deus só tinha um e ficou sem ele, para vir a ter tantos quantos as estrelas do céu. Quais ou o que serão os filhos que Deus precisa tirar e ainda continuar sendo Deus em nossas vidas?

 

Senhor, hoje é um domingo de Páscoa, o dia em que nosso Senhor ressuscitou ao terceiro dia e garantiu a maior vitória de toda a história de todos os universos. Israel estava aflito em Canaã e Simeão estava aflito na prisão no Egito e o Senhor cuidava de tudo e de todos, para hoje Jesus triunfasse sobre a morte. Não temos o direito de apossar dos bens e direitos que pertencem ao Senhor, somos apenas servos, mordomos, não somos donos de nada. Tudo é teu e para tua glória. Glórias ao Cordeiro, que se assenta no trono. Em nome dele te adoramos e bendizemos em todo tempo. Amém.

 

Pr Jason

Simeão Não Está Aqui

Meditação do dia: 10/04/2020

 Então Jacó, seu pai, disse-lhes: Tendes-me desfilhado; José já não existe e Simeão não está aqui; agora levareis a Benjamim. Todas estas coisas vieram sobre mim.” (Gn 42.36)

Simeão Não Está Aqui – Os trevos da vida! Com atual capacidade da engenharia de construção rodoviária, os trevos vão se tornando cada vez mais coisas do interior e lugares de menos densidade de transito. Os cruzamentos em nível são evitados com grandes círculos, ou rótulas, contornos, conforme cada região, ou um queijão como dizem lá em Minas. Literalmente, são lugares onde se chega e há várias opções de caminhos a seguir. Metaforicamente, são situações da vida onde decisões precisam ser tomadas e há opções, mas nem sempre se sabe com certeza qual a melhor opção. Desde os tempos antigos isso é parte da vida humana. A Bíblia fala de um rei que viria atacar Israel e estava em dúvida por qual caminho e lançava mão de adivinhações para decidir, mas Deus já sabia antes dele é claro. Porque o rei de babilônia parará na encruzilhada, no cimo dos dois caminhos, para fazer adivinhações; aguçará as suas flechas, consultará as imagens, atentará para o fígado. À sua direita estará a adivinhação sobre Jerusalém (Ez 21.21,22a). Aquele Jacó, feliz, pai de doze filhos, herdeiro das promessas, estava passando por momentos difíceis e as provações não estavam sendo fáceis. As promessas de Deus para ele tinha à ver com os filhos e esses filhos estavam escapando de suas mãos, sem que ele pudesse fazer qualquer coisa. Ele estava atordoado, pois à muitos anos perdera José, sem nenhuma informação de seu paradeiro; agora Simeão estava detido no Egito para averiguação e a liberação dele dependia da ida de Benjamim. Perder um filho foi dolorido; a possibilidade de perder um segundo era terrível e poderia piorar mais se um terceiro não voltasse. Jacó conhecia os costumes nada justos do comportamentos dos reis e poderosos daquele tempo, quando a vida de uma pessoa tinha pouco valor para eles. Simeão não está aqui! Confesso, que ainda estou pensando na relação entre José e Simeão, que escrevi na meditação de ontem. É bem possível que naquela situação da venda de José, que seus irmãos conspiraram contra ele e o tiraram do poço, amarraram e venderam como escravo para os mercadores, além dessas ações, eles negaram aos apelos de José, que tentava evitar o negócio e eles, mentiam aos compradores negando a identidade de José, como irmão e devem tê-lo vendido barato pela qualidade em se tratando de um escravo jovem. Simeão deve ter sido quem amarrou José e fez de um modo bruto, estúpido no meio dos seus irmãos e o entregou para ser levado. Estou criando essa ficção com base na escolha que José fez de qual dos irmãos ficaria detido; ele deve ter amarrado as mãos de Simeão imitando o que lhe fora feito no passado, para mexer com a memória e as emoções de Simeão e dos irmãos ao verem diante de seus olhos o mesmo mal que fizeram a tantos anos e sem ninguém de testemunha, agora estar sendo reprisado ali, ao vivo diante deles… eles não tinham como não lembrarem aquela cena de um irmão inocente sendo amarrado sem chances de apelação e sem ninguém interceder por ele. Agora eles presenciaram isso e ao chegarem em casa verem o desespero no olhos e na fala do pai: “Simeão não está aqui, e ainda querem levar Benjamim?!!!” Mesmo a gente sabendo o enredo da história, ainda assim nos afligimos, porque Jacó não sabia o que nós sabemos, sobre José, sobre Simeão e sobre Benjamim. Nós também servimos a Deus, o mesmo Deus de Abraão, Isaque e Jacó e também somos disciplinados, somos trabalhados para que nosso caráter e nossos ministérios sejam mais produtivos. Tal como foi para aquele pai, o silencio de Deus é assustador para nós. Mas quem crê, de fato depende da fé e da bondade de Deus! Não é ser fatalista e dizer: “O que será, será!” É ser confiante, obediente, mesmo quando não há evidencias de que esse é o caminho a seguir. Serão passos de fé! No escuro, mas passos de fé! Confia, confiemos, Deus é bom o tempo todo! Podemos não saber, mas podemos confiar! Podemos não entender, mas podemos confiar! Podemos não saber explicar, mas podemos confiar! Sim, o justo viverá da fé. Mas o justo viverá pela fé; E, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele. Nós, porém, não somos daqueles que se retiram para a perdição, mas daqueles que crêem para a conservação da alma (Hb 10.38,39). Está faltando alguma coisa na sua vida? Falta Simeão? O que Simeão significa para você e para mim?

Pai amado, sei que não és injusto e nem procedes com dolo para provocar sofrimento desnecessário a quem quer que seja. Mas reconhecemos que alguns lições para serem aprendidas, elas precisam atingir pontos até então intocáveis em nossas vidas. Quantas oportunidades os filhos de Jacó tiveram de confessarem seus atos de maldade e nunca quiseram, escolheram o segredo. Agora estão sendo pressionados de tal forma que só há um lugar onde isso vai dar! O que tem em nós que não deve estar ali, para chegarmos a ser a grande nação. O pregador da cruz precisa ser um crucificado! Um reconciliador precisa ser homem de perdão e reconciliação. Pessoa de cura, precisa ser curado, por dentro também. A graça oferecida aos outros é oferecida a nós também. Simeão não está aqui, por que não está? O que podemos aprender? Que as palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração, sejam agradáveis diante de ti, ó Senhor! (Sl 19.14) Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Simeão Foi o Escolhido

Meditação do dia: 10/04/2020

 “E retirou-se deles e chorou. Depois tornou a eles, e falou-lhes, e tomou a Simeão dentre eles, e amarrou-o perante os seus olhos.” (Gn 42.24)

Simeão Foi o Escolhido – Hoje, pretendo ir direto ao ponto, afinal é assim que o mundo gira e as vezes quanto mais simples, mais sofisticado. Na verdade, faz um bom tempo que tenho vontade de escrever alguma coisa sobre esse texto e esse acontecimento na vida de José e de Simeão. Pode ser, e estou inteiramente aberto às críticas, especialmente dos meus três leitores mais assíduos e de uma nova leitora que quer entrar para esse seleto grupo; pois o conteúdo e argumentação principal é uma peça de ficção da minha cabeça, e sobre esse exercício posso acertar em cheio, como posso errar redondamente, mas como não existe um gabarito para conferir as respostas, só na eternidade para comprovarmos; ao chegarem no céu e se algum dia virem José e Simeão me chamando para uma conversa particular, então já sabem, “deu mal.” Ao longo de anos de leitura bíblica, e sempre prestando atenção em novos detalhes, fui colecionando  idéias sobre o relacionamento entre os filhos de Jacó e isso me levou a esse exercício. José era o filho preferido de Jacó, por seu filho de Raquel, a paixão de sua vida, que lhe dera apenas dois filhos, e ela veio a falecer no nascimento de Benjamim; então é até natural o apego emocional do pai pelos garotos. José ao tudo indica, tirou proveito disso, claro, mais protegido, melhores presentes, mais presença do pai na sua instrução e atenção. Segundo algumas tradições, pode ter sido melhor alfabetizado e teve estudo bem mais avançado que os demais, o que lhe valeu alguns privilégios mesmo na escravidão no Egito. O certo é que na adolescência, aquela idade que os ânimos ficam mais à flor da pele, e a imaturidade aliada aos privilégios, produziam uma rivalidade entre os irmãos. Os demais trabalhavam duro no campo com o rebanho e José ficava mais tranquilo; quando ia passar um tempo no campo com os irmãos, voltava e dedurava os mal feitos deles e é claro, eles levavam bronca do pai ou até disciplina; que é que gosta de dedo duro? Estas são as gerações de Jacó. Sendo José de dezessete anos, apascentava as ovelhas com seus irmãos; sendo ainda jovem, andava com os filhos de Bila, e com os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e José trazia más notícias deles a seu pai (Gn 37.2). Essa relação nada amistosa, provocada pela imaturidade de José, ainda o agravo do modo preferencial no tratamento de Jacó para com os filhos, privilegiando José. Vendo, pois, seus irmãos que seu pai o amava mais do que a todos eles, odiaram-no, e não podiam falar com ele pacificamente (Gn 35.4). Aqui, cabe a nós uma reflexão sobre como lidamos com nossos filhos. Uma das coisas mais desiguais dessa vida é os pais tratarem iguais todos os filhos. Cada um deles é uma pessoa e tem características diferentes e personalidades diferentes e isso tem que ser levado em conta. Confundimos muito a identidade com o comportamento dos filhos e assim os mais obedientes levam a preferencia dos pais e acirra os ânimos entre os irmãos. Voltando, além desses fatores, José começa a ter sonhos sobre o futuro deles e claro, ele na cabeça, se dando bem e liderando o governo da tribo e quem sabe até reinando sobre todos, pois o sol, a lua e as estrelas se dobravam diante dele, até o pai ficou preocupado. Teve José um sonho, que contou a seus irmãos; por isso o odiaram ainda mais (Gn 37.5). Quando a um quadro de ódio, revolta, pirraça e implicações entre irmãos, sendo eles muitos, algum deles certamente se sobressaía nas reações. Alguém deles liderava as provocações contra ele. Quando ele foi vê-los no campo á pedido do pai, houve aquela trama para mata-lo, sendo que Ruben foi contra e trabalhou para livrá-lo; a idéia de vende-lo aos mercadores foi de Judá, mas não especifica mais o papel e nem as ações que separaram e foram as últimas imagens e lembranças entre eles. Se eles tinham uma última imagem de José, aos prantos implorando, certamente a José tinha uma outra imagem daquilo e daquele dia. É aqui que queria chegar hoje no texto base: “E retirou-se deles e chorou. Depois tornou a eles, e falou-lhes, e tomou a Simeão dentre eles, e amarrou-o perante os seus olhos.” Por que José foi direto em Simeão e o amarrou entre todos os seus irmãos? Foi aleatório? Foi sorteio? Ele pegou o que tinha melhor estrutura emocional para suportar uma prisão sozinho? Ou Simeão era uma peça, tipo pedra no sapado de José e agora era a hora da forra? Não estou pensando em vingança, maldade intencional e premeditada; mas com toda a sua sabedoria e conhecimento sobre irmãos, ele tinha suas razões! Quem bate sempre esquece, mas quem apanha, não! Sabemos que José já tinha compreensão dos propósitos divinos e sabia que fora Deus e não os irmãos que o enviara para lá. Então não se tratava de mágoa ou revanche, mas de disciplina. Se fosse eu ou você, seria diferente? Simeão, Simeão, você plantou e agora tinha uns bons dias no xilindró para refletir sobre seu passado e como consertá-lo.

Senhor, obrigado pela sua bondade e misericórdia sobre todos nós. Em Cristo temos a oportunidade e refazer nossas vidas e consertar atos e atitudes mal resolvidas no passado contra nossos familiares e pessoas em geral. Coisas podem ter sido divertidas para nós, podem ter sido humilhantes e degradantes para elas. Produzimos feridas e marcas em suas almas e justificamos como “brincadeiras entre irmãos;” Senhor, convença-nos da verdade, porque para eles foi abuso de poder, de autoridade e até abuso moral e etc. Precisamos nos arrepender e confessar para alcançarmos graça e perdão do Senhor também. Como diz a tua Palavra no Salmo 139.23,24 – “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno.” Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Simeão e Levi, Lavando a Honra

Meditação do dia: 09/04/2020

 “E eles disseram: Devia ele tratar a nossa irmã como a uma prostituta?” (Gn 34.31)

Simeão e Levi, Lavando a Honra – Na era medieval e nos anos seguintes, as pessoas resolviam suas diferenças desafiando uns aos outros para duelos, que terminavam com a morte de um dos desafiantes ou até dos dois. Se faziam isso, com armas de fogo, espadas e outras armas letais. Por motivos muito fúteis, os valentões sedentos de sangue se passavam por ofendidos e era o suficiente para exigir um duelo, que era oficializado e tinha lá suas regras. Quem é chegado nos filmes de faroeste americanos, ali tem de montão. Essas práticas também aconteceram no Brasil de outros tempos, quando as classes sociais se degladiavam entre si para ascenderem ou sobreporem umas sobre as outras. Legítimos exercícios de estupidez excesso de testosterona. Fora isso haviam também os chamados crimes de honra, em que se matava em nome de limpar, lavar e resguardar a honra, pessoal ou familiar. Ao olhar o que Simeão e Levi fizeram e quando foram chamados à atenção pelo pai, eles justificaram o que fizeram, como uma forma de vingar a honra de Diná, que fora violentada e maltratada por um jovem daquela cidade. Não estamos lidando apenas com dois rapazes metidos a valentões, com capacidade de produzir justiça com as próprias mãos, aproveitando uma condição de incapacidade de defesa das vítimas. O que Jesus nos ensina é bem diferente disso. Jesus tem entre os seus títulos legítimos, o de “Príncipe da Paz” (Is 9.6). No Sermão do Monte o Senhor enfatizou muitas vezes a importância da pacificação, entrando até como uma das bem-aventuranças. Quando ele cita o mandamento “não matarás” (Mt 5.21) no contexto imediato ela fala que a melhor medida para não violar esse mandamento é não odiar, porque é igualmente nocivo e sujeito à julgamento divino. Quando ele fala sobre a vingança e seguir a regra antiga da “Lex Talione” olho por olho e dente por dente (Mt 5.38); ele volta a fazer uso de princípios espirituais muito mais elevados do que a letra rasa da lei – oferecer a outra face, aceitar o despojo da capa, camisa – caminhar a segunda milha – dar – emprestar. Logo em seguida ele ensina sobre amar o próximo e odiar o inimigo (5.43; novamente ele aplica os princípios do seu reino, onde amar os inimigos e orar pelos que nos perseguem e nos causam danos, é muito superior a simplesmente manter uma dualidade de reciprocidade, amar quem ama e odiar quem odeia. Os meninos de Jacó, não só fizeram uma coisa bárbara, e inconsequente, como ainda queriam justificar suas ações. Amados, uma coisa muito preciosa da vida humana e que enobrece o crescimento e a maturidade de uma pessoa, é quando ela aprende a assumir responsabilidades; assume os seus atos e não faz transferência daquilo que ela faz ou é responsável. Não jogar a culpa em outros, assumir seus atos e suas consequências, é sinal de maturidade e caráter consolidado; essa é uma pessoa confiável. Na vida cristã não pode ser diferente, cada um de nós assume suas falhas e pecados, confessa, pede e recebe perdão e é purificado no sangue de Jesus, conforme nos ensina I Jo 1.7 “Se porém, andarmos na luz, como ele na luz está, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu filho, nos purifica de todo pecado.” Não jogar a responsabilidade de seus fracassos para cima do Diabo, dos irmãos, do tempo, da situação ou circunstancia. Assuma! Não seja um Simeão e Levi, imaturo e cheio das desculpas.

Senhor obrigado pela provisão de perdão e purificação que há no sangue de Jesus e em seu sacrifício na cruz do Calvário. Somos humanos, somos falhos e erramos, mas somos responsáveis pelos nossos atos diante dos homens e o seremos diante de Ti. Conceda-nos graça e misericórdia para que o nosso caráter seja forjado à semelhança do teu e assim seremos cada vez mais parecidos com o Senhor Jesus. Em nome dele, oramos, amém.

Pr Jason