Voce Reconhece?

Meditação do dia: 11/05/2020

 “E tirando-a fora, ela mandou dizer a seu sogro: Do homem de quem são estas coisas eu concebi. E ela disse mais: Conhece, peço-te, de quem é este selo, e este cordão, e este cajado.” (Gn 38.24)

Você reconhece? – Li há algum tempo um livro de um autor muito bom, um pastor de igreja local nos Estados Unidos. Ele narra um período difícil que atravessou, chegando à beira do esgotamento físico e emocional; é claro que isso afeta muito a condição espiritual da pessoa e a sua produtividade no ministério. Com uma equipe ministerial boa, eficiente e zelosa ao seu lado, eles perceberam a situação e resolveram agir compulsoriamente para o bem dele. Reuniram a igreja e diretorias e deram-lhe um período de férias forçado; ele teria que sair e ir para um local aprazível e descansar, só isso e sem direito de não aceitar. Resignado ele reconheceu o seu estado e sua necessidade e aceitou passar unos dias numa cabana nas montanhas, e um obreiro muito próximo se encarregou de leva-lo e buscar no dia combinado. No percurso, o seu auxiliar colocou para ouvirem uma gravação de uma conferencia para pastores e líderes onde o pregador ensinava as medidas e passos bíblicos e práticos que pastores e obreiros deveriam seguir para não entrarem em colapso físico e emocional no ministério. O pastor gostou muito e elogiou o conferencista, afirmando que aquilo realmente era o correto. Foi quando o auxiliar perguntou se ele reconhecia a voz e o estilo do pregador – ele ficou surpreso ao saber que era ele mesmo a poucos anos atrás. Judá havia tomado decisões que o conduziram a afastar-se de sua verdadeira vocação e propósito de vida. As armadilhas do pecado são suaves e quase imperceptíveis no começo, sendo apenas um assentimento com determinadas condutas, que não são “tão runs” e podem aproximar a pessoa de um público que precisa ser alcançado e ajudado. O tempo e a lassidão moral vão distanciando o coração das margens de segurança até facilitar um tropeço e queda. Ministros do Evangelho, sacerdotes vocacionados e pessoas que receberam um dom ou uma oportunidade de servir a Deus ao servir as pessoas, testemunhando sobre o caminho a verdade e a vida abundante disponível em para todos precisam ser cuidadosos e vigilantes, para não se desviarem do caminho. Judá era um homem, um cidadão, um pastor de rebanhos, empreendedor e negociante, era um pai de família e representante de uma aliança eterna, passada de geração em geração. Mas ele se perdeu no meio do caminho e agiu como se fosse um cananeu tal qual o seu amigo adulamita. Criou seus filhos nesses moldes e essa influencia fez mal a eles e se perderam e morreram. Judá entregou sua identidade pessoal e ministerial em troca de satisfação passageira e quando tudo isso ficou desaparecido, ele se deu por resignado, aquilo não parecia ter mesmo tanta importância. Foi uma experiencia dura e vergonhosa diante de um tribunal, onde ele se apresentava como aparte que acusa alguém de lhe causar um grande prejuízo moral e espiritual, que valeria a pena de morte. Então lhe é expostos seu selo, cordo e cajado, acompanhado da pergunta desconcertante: Você reconhece isso? Ele não tinha como não reconhecer; não tinha como negar objetos tão personalizados e também reconhecer o que eles simbolizavam. Não se tratava de um anel, um cordão e um cajado de madeira, aquilo era ele! Aquilo era sua vida! Aquilo era sua vocação e responsabilidade! Aquilo nunca deveria nem poderia estar nas mãos ou sob guarda de nenhuma outra pessoa! Aquilo era responsabilidade pessoal intransferível. Reconhecer o que é, onde está e porque chegou até esse ponto é o início do caminho de volta. Adão não reconheceu seu papel e culpou Eva, que não se reconheceu e culpou a serpente! De lá para cá, é um festival de desculpas esfarrapadas! “Foi um momento de fraqueza!” “Estava sob muita pressão!” “Fui abandonado por…” Como os discípulos desiludidos após a morte do Mestre, mesmo sabendo da ressurreição, alguém desiste e abre a porta para os demais. Estavam juntos Simão Pedro, e Tomé, chamado Dídimo, e Natanael, que era de Caná da Galiléia, os filhos de Zebedeu, e outros dois dos seus discípulos. Disse-lhes Simão Pedro: Vou pescar. Dizem-lhe eles: Também nós vamos contigo. Foram, e subiram logo para o barco, e naquela noite nada apanharam (Jo 21.2,3). Você sabe para o que foi chamado? Reconhece sua identificação ministerial? Está em seu poder e sob seus cuidados os dons de Deus que te foram confiados? Não espere ir para o tribunal e ser forçado a reconhecer aquilo que lhe é tão pessoal. Seu íntimo e o à sós com Deus serve de tribunal, onde não tem como negar a verdade ali exposta. Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino, Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé (2 Tm 4.1,2,7).

 

Senhor Deus, nós nos reconhecemos em Jesus! Somos pecadores, mas arrependidos e prostrados diante daquele que pode salvar e guardar a cada um de nós. Os dons e a vocação pertencem ao Senhor e nos foram entregues para serem desenvolvidos e servir no Reino de Deus. Oramos por perseverança e resiliência nos momentos difíceis e das provações que parecem infindáveis, para que possamos encontrar abrigo em ti e assim renovar nossas forças para vencer. O senhor nos reconhece como filhos, nos ama e nos recebe, isso nos basta, nos conforta e restaura. Glórias sejam dadas a Jesus o nosso Senhor e pelo seu sacrifício obtemos a vitória. Amém.

 

Pr Jason

Quem é o Pai do Bebê?

Meditação do dia: 10/05/2020

 “E tirando-a fora, ela mandou dizer a seu sogro: Do homem de quem são estas coisas eu concebi. E ela disse mais: Conhece, peço-te, de quem é este selo, e este cordão, e este cajado.” (Gn 38.24)

Quem é o Pai do Bebê? – O padre estava insatisfeito e decepcionado com a comodismo e inercia de sua paróquia. Ela não reagia a nada e não se comprometia com as questões necessárias. Ele então resolver dar um choque nos fiéis (nos infiéis também), convocou para uma missa de corpo presente, o funeral da igreja e fazia questão que todos viessem prestar a última homenagem antes do sepultamento. Deu certo, o templo ficou lotado e as pessoas podiam passar em fila, ao lado do caixão exposto e ver pela última vez a igreja morta. A curiosidade arrastou a todos, pois quem seria o morto? Pelo espanto e cara de pavor que fazia cada um passava, era alguém de fato importante e isso aumentava ainda mais a expectativa dos fiéis. Quando chega a vez, ao olhar dentro do caixão, cada um se deparava com a sua imagem no espelho colocado no fundo da urna. Essa é a cara da igreja morta a ser sepultada. Poderia ser uma história de um pastor evangélico, pois também temos nossas cotas de pesos mortos. Chegou a hora de passar a história à limpo! É hora da verdade ser revelada. Judá quer ver seus direitos prevalecendo, porque afinal, ele é um homem de Deus e preza pelos bons costumes e não vai permitir que uma pessoa desqualifique sua família. Pelo menos era assim que ele demonstrava acreditar. Acusar a nora de adultério era fácil, pois as evidencias eram claras: ela era viúvo e comprometida em casamento com o filho dele; agora ela aparece grávida, então alguém fez coisa errada! Outro lado da história estava sendo montado gradativamente, e só aguardando o exato momento de fazer a revelação que desmontaria uma grande farsa. Não é de se menosprezar a possibilidade da informação da gravidez de Tamar ter sido vazada de propósito para chegar em Judá. Assim como ela havia previsto e antecipado os movimentos dele para pegá-lo, agora ela o fazia para desferir o golpe final; deixa-lo nocauteado. Pela prática dos tribunais, o crime dela era adultério e esse é um crime, uma prática que não se comete sozinho, existe um cúmplice, um parceiro na jogada. Por ele ter incorrido em tal prática, seria também julgado e condenado juntamente com ela; assim ela teria que apresentar ao tribunal a pessoa envolvida. No devido momento ela, expôs os penhores, não negando o adultério, a gravidez e nem justificando ou recorrendo das acusações e sentença. Tamar estava muito convicta do que estava fazendo e da força dos seus argumentos. Os objetos expostos para serem examinados e reconhecidos perante a corte, era uma questão de segundos, para Judá ter a grande e terrível experiencia de confrontar a si mesmo: “Quem é a pessoa que se envolveu e violou a santidade da minha família?” As provas diziam e apontavam para o dono do selo, do cordão e do cajado. Era ele mesmo! Judá endurecido pelos seus caminhos fora da vontade de Deus, seguindo o padrão dos povos que Deus advertira para não copiar, queria transferir as responsabilidades para outros. Culpar e condenar os outros pelo próprio fracasso. Esconder-se atrás do bom nome que tinha, que seu pai e seu avô tiveram, valer de ser alguém trabalhador, empreendedor e responsável. Essa prática não é nova, não é coisa da modernidade, nem resultado da liberação feminina ou do liberalismo dos dias em que se vive. Todos nós vemos e testemunhamos a destruição de famílias cujas pessoas são maravilhosas, trabalhadoras (até demais), de boas origens, bem sucedidas nas carreiras e com recursos abundantes; mas as relações se desgastaram, ausência, distancia, omissão e exposição do cônjuge aos riscos da solidão, insegurança, carência e no final da linha a infidelidade, (física, emocional e por fim sexual). Então a pessoa se levanta justificando, ser gente boa, sempre trabalhando, nunca fui infiel e nunca e nunca e sempre e sempre; mas a outra pessoa…. a família começa com duas pessoas diante do altar de Deus, empenhando a sua palavra e honra, cercado de sorrisos e testemunhas bem vestidas. Mais do que diante do sacerdote, a aliança celebrada diante de Deus é responsabilidade das duas pessoas faze-la valer. Se é “minha” família, então a responsabilidade também é “minha!” Jesus falou sobre o valente que guarda sua casa contra a invasão externa: Ninguém pode roubar os bens do valente, entrando-lhe em sua casa, se primeiro não maniatar o valente; e então roubará a sua casa (Mc 3.27). Entre as muitas aplicações dessa verdade, está o fato de que o bem de maior valor do universo todo são as pessoas criadas por Deus; elas vivem em sociedade organizadas em famílias; todos vem de uma família e o mal quer destruir e saquear o que há de valor. Para saquear a casa, ele tem que derrotar o valente da família e da casa e só então saqueia os bens. Quantas casas saqueadas, vilas inteiras, cidades e a pilhagem continua. Alguém tem que resistir e dizer: Aqui não! Sou o valente da minha casa, da minha família, dos meus filhos!

 

Pai santo, o mundo quer nos fazer acreditar que errado é que está certo! Nada faz mal e se existe “amor” então tá valendo! Em nome de Jesus, nos levantamos para sermos sal e luz num mundo confuso e perdido em suas próprias trevas; para nós, teus filhos andar na luz é a melhor salvaguarda contra o mal e o pecado. Abraçar a verdade eterna da tua Palavra e os ensinos que dão vida, podem nos conduzir às veredas antigas, onde há paz no coração. Rejeitamos as ofertas de prazer temporário em detrimento da perdição eterna. Clamamos a Espírito Santo para nos instigar ao arrependimento e a convicção de responsabilidade em Deus para restauração dos nossos caminhos diante de ti. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Tamar Está Grávida

Meditação do dia: 09/05/2020

 “E aconteceu que, quase três meses depois, deram aviso a Judá, dizendo: Tamar, tua nora, adulterou, e eis que está grávida do adultério. Então disse Judá: Tirai-a fora para que seja queimada.” (Gn 38.24)

Tamar Está Grávida – “O Macaco enrola o rabo, senta em cima e fala mal do rabo do outro!” A autoria dessa sabedoria popular certamente é desconhecida, mas passada adiante pela tradição oral; a mim, chegou pela Dona Alice, minha mãe, é claro. Era a forma dela ensinar utilizando os ditados populares dos sertanejos goianos. A moral da história se trata de alguém com defeitos, que ele tenta esconder, mas ao mesmo tempo ele alardeia os problemas alheios. A nossa Bíblia trabalha muito bem o ensino pelo exemplo, a transmissão pela prática aliada à repetição memorial. Foi assim que Deus implementou no seu povo uma capacidade muito grande de perpetuar ensinamentos espirituais através de festas, rituais e cerimonias simples, realizadas constantemente. Quem estuda as muitas festas celebradas pela cultura judaica, se impressiona com a riqueza de detalhes e profundidade de seus alcances, mas de forma didaticamente simples. Holocausto é de cada sábado, além do holocausto contínuo, e a sua libação. E nos princípios dos vossos meses oferecereis, em holocausto ao Senhor, dois novilhos e um carneiro, sete cordeiros de um ano, sem defeito; E as suas libações serão a metade de um him de vinho para um novilho, e a terça parte de um him para um carneiro, e a quarta parte de um him para um cordeiro; este é o holocausto da lua nova de cada mês, segundo os meses do ano (Nm 28.10,11,14). Festa com sacrifícios e banquetes oferecidos respectivamente todos os sábados e todas as luas novas – semanais e mensais. Essas repetições não permitiam esquecer o compromisso e ter que relembrar o significado. Gosto muito de um ensinamento do apóstolo São Paulo, sobre o discípulo de Jesus, ajudar as pessoas em suas dificuldades e até a superarem as tentações e pecados, sem que o ajudador se envolva na prática dos mesmos erros. Irmãos, se algum homem chegar a ser surpreendido nalguma ofensa, vós, que sois espirituais, encaminhai o tal com espírito de mansidão; olhando por ti mesmo, para que não sejas também tentado. Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo. Porque, se alguém cuida ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo (Gl 6.1-3). Judá me parece estar exatamente nesse ponto de sua jornada. Depois de se envolver em práticas nada saudáveis para um homem de Deus; não honrar a palavra empenhada a sua nora viúva, de que ela se casaria com o seu filho mais novo para suscitar descendência aos dois outros filhos, que haviam se casado com ela e morrido sem deixar descendência. Agora ele se levanta pronto a executar os rigores da lei (não leis de Deus, porque isso aconteceu antes do tempo da lei). As tradições antigas, punia o adultério com a pena de morte, e nesse caso, parece que a execução acontecia queimando a vítima. Ele foi à justiça exigindo seus direitos de homem honesto, cidadão exemplar e pai dedicado que lutava por preservar os bons costumes e o sagrado direito de perpetuar a linhagem da família. Mas o pecado alcança os pecadores! Tamar, de boba não tinha nem a cara e nem o andar; ela havia calculado friamente cada passo e ensaiado todos os discursos que seriam necessários para desmascarar um hipócrita de carteira, aliás, sem carteirinha, sem selo, sem cordão e sem cajado. A falsa sensação que o pecado dá às pessoas de que depois de certo tempo, não tem perigo, o flagrante já passou. Outro detalhe muito forte aqui nesse caso, que tende a perdurar pelos tempos à fora, é sobre o peso e as medidas para ambos os lados. A Palavra e a credibilidade de Judá, contra uma mocinha viúva, carente e vivendo novamente com os pais, daria uma larga vantagem para o meliante figurão. Por que o abuso e a violência domestica e ou infantil é tão complicada de se tratar? Porque é a palavra de um adulto, bom cidadão, trabalhador e respeitado por todos, contra a palavra e o testemunho de uma criança de ”imaginação criativa;” contra uma mulher ciumenta ou exagerada… Os males causados pela imoralidade no clero, seja qualquer o credo – um sacerdote, um líder respeitável e piedoso, contra uma vitima indefesa e normalmente tendo o testemunho de toda uma congregação contra a vítima, arcando com o ônus da difamação e retaliação ou rebeldia! Gente, aquele que tudo vê, que é onisciente e faz justiça, sabe a verdade e no devido tempo eles se enfrentarão face a face e lá não precisará de testemunhas e provas legalmente válidas. Ele conhece a motivação e a intenção dos corações. Antes de fazer o mal, pense bem! O Espírito Santo, que Deus, que é onisciente e onipresente, está em você, nunca longe e distante. Fechamos com Hb 4.13: E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar.

 

Pai, Tu nos sondas e nos conhece e de longe sabes o que se passa no nosso interior. Esconder os nossos pecados e atitudes ruins, ao invés de arrepender e confessar para receber perdão e graça, só nos afasta mais de ti e dá vantagens ao mal. Oramos por restauração das nossas vidas, pois foi por causa dos nossos pecados que Jesus veio ao mundo e deu sua vida em sacrifício para perdão e redenção. Pedimos graça e sabedoria, para evitarmos morrer no pecado, mas morrer para o pecado e viver para a justiça, revitalizados pelo poder do Espírito Santo. Buscamos graça restauração e ajuda tanto para as vítimas de abuso, quanto para os abusadores arrependidos e buscando restauração em ti. Acreditamos no poder da conversão e purificação que há no sangue de Jesus. Em nome dele é que oramos, amém.

 

Pr Jason

Errando de Maneira Certa

Meditação do dia: 08/05/2020

 “Então disse Judá: Deixa-a ficar com o penhor, para que porventura não caiamos em desprezo; eis que tenho enviado este cabrito; mas tu não a achaste.” (Gn 38.20)

Errando de Maneira Certa – Como fonte turvada, e manancial poluído, assim é o justo que cede diante do ímpio. (Pv 25.26). A consciência humana não é infalível, e pode ser treinada para silenciar-se diante de situações erradas. Aquela campainha que estrila dentro da pessoa quando detecta um erro, pode ser pressionada a adaptar-se com a mentalidade que lhe é imposta pela pessoa. Assim, se formam os mentirosos contumazes, os trapaceiros e vigaristas e elas terminam por se graduarem e pós graduarem em hipocrisia. Aprendem e se adaptam a viverem usando máscaras (metaforicamente falando). Há uma diferença entre uma pessoa estar em situação de erro e uma situação de hipocrisia. Errar faz parte da experiencia humana, e até aprende-se com os erros, nossos e dos outros. Reconhecer os próprios erros e corrigi-los é sinal de maturidade e desejo de andar na luz e caminhar no processo de desenvolvimento como pessoa. Quando confrontado, a pessoa em situação de erro admite e reage; mesmo que essa reação seja se auto justificar, transferir as responsabilidades, negar ou assumir de fato. A hipocrisia é diferente: a pessoa em questão comete o erro, sabe dos fatos e das responsabilidades e age como se nada estivesse acontecendo e se mantém numa condição de perfeição. Quando ele encontra alguém na mesma situação, ele não poupa nas críticas e se mostra como referencia de caráter e modelo a ser seguido. Se toram moralistas exagerados; pegam pesado com os que erram e oprimem os fracos e se cerca de cuidados para permanecer intocável. Quanto mais tempo passa sem ser desmascarado, mas ele se firma na convicção de que esse é o caminho certo a seguir. Judá, um homem de Deus, chamado para ser transmissor de bênção e sendo a linhagem de homens de bem e de vidas consagradas a Deus e à aliança de serem uma nação escolhida estava brincando com o pecado. Ao receber a informação de que a mulher não fora encontrada e não teve como reaver o seu penhor, ele respondeu como se fosse uma situação normal e sem peso moral nenhum. Agiu como se os objetos levados por ela não tivessem o valor e a importância que realmente tinham. Por mais inacreditável que parece, ela se comportou como sendo alguém de moral e atitudes ilibadas, descentes e exemplo para a sociedade. Fez isso ao dizer, que agiu corretamente como combinado para fazer o pagamento comprometido, mas já que ela desaparecera, isso era responsabilidade dela; ele não seria mal exemplo para ninguém e muito menos iria ficar mal falado por prometer pagar o serviço de uma prostituta e não pagou, deu calote. Homem de bem não dá calote, mesmo sendo errado, faz o que é certo, pois manter o nome limpo é importante (aff!!). O caminho da mulher adúltera é assim: ela come, depois limpa a sua boca e diz: Não fiz nada de mal! (Pv 30.20). Esse caminho é dos adúlteros, imorais, não dos servos de Deus. O caminho do justo é diferente, bem diferente! Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito (Pv 4.18).

 

Graças te rendemos, oh! Senhor nosso Deus. Agradecemos pela pureza da tua Palavra e a veracidade das tuas promessas. Queremos olhar para ti e contemplar a tua face e afirmar nisso a nossa origem e razão de andar em santidade, justiça e retidão diante de ti e dos homens. Permita que sejamos exemplos dos bons e imitadores daqueles estão cada dia mais próximos do Senhor. Santifica-nos na verdade, a tua Palavra é a verdade; essa verdade é poderosa para libertar e manter-nos longe das garras do mal. O temor do Senhor é o princípio da sabedoria e aquilo que nos faz evitar o pecado. Aperfeiçoe-nos em ti a cada dia, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Reaver o Penhor

Meditação do dia: 07/05/2020

 “E Judá enviou o cabrito por mão do seu amigo, o adulamita, para tomar o penhor da mão da mulher; porém não a achou.” (Gn 38.20)

Reaver o Penhor – Quando somos jovens e imaturos, entendemos que o mundo e a vida são precisos e matematicamente simples no seus giros. Até que começamos a perceber que há uma complexidade inerente e não somos nós que fazemos as regras, nem tampouco sabemos quem as fazem, somente acontecem. Fazer planos e contar com o sucesso antes dele acontecer se torna fantasia e ilusão. A realidade é outra, bem mais dura e implacável. Você consegue se lembrar dos seus sonhos e afirmações de como venceria na vida? Era muito fácil, estudar, crescer, se tornar um profissional em… e ganhar tanto e….. e nada! Mesmo quando acertamos mais da metade da equação, os resultados ainda insistem em não seguir nossos cálculos. Por que estou escrevendo isso? Porque assim também os homens tentam lidar com seus fracassos, erros e pecados. Depois de fazer uma ação errada, é simplesmente voltar atrás, apagar e começar de novo! É assim que muitos cristãos imaginam lidar com o imponderável da vida. Judá também pensava, ou pelo menos agiu como se fosse simples assim. Depois de se envolver com uma “prostituta cultural,” deixando sua identidade, sua distinção vocacional e sua marca ministerial, como garantia, agora é só mandar um cabrito e tá tudo certo. O que é um cabrito, para quem tem um rebanho muito grande? Não fará falta, não trará prejuízo, não afetará os resultados finais! É só pagar e pegar as garantias, é tão simples que até um amigo por fazer isso, enquanto ele cuidava daquilo que realmente é importante. Não se trata apenas de um cabrito! Não é o cabrito, não é o valor financeiro e muito menos quem está operando no lugar dele. Nunca é tão simples assim! O problema de Judá só estava começando e iria crescer e aflorar mais adiante. Para começar, o amigo adulamita não encontrou a mulher e mesmo indagando, ninguém sabia de nada e nem havia pista de haver tal tipo de pessoa com essas práticas por ali. O cenário mudou! Os peritos em investigações criminais dizem que “ficou uma ponta solta.” É claro que em dado momento ela irá aparecer e pode não causar nenhum dano, ou pode implicar em sérios prejuízos ou evidenciar males maiores e mais complexidades. O pecado nunca é simples e ficará por isso mesmo. Devemos fazer o certo porque é certo; nunca porque é mais cômodo, mais barato e mais oportuno. Somos peças de um grande quebra-cabeças vivo, que uma mexida provoca uma reação em cadeia e movimenta diversas outras peças. Toda pessoa, todos nós, estamos rodeados de relacionamentos e fazemos parte de um intrincado de relacionamentos onde todos oferecemos e recebemos uns dos outros. O que faço interessa e influencia os demais e eles também em relação à mim. Judá buscou satisfazer seus desejos e seus caprichos, não levando em conta sua ligação social e espiritual. Seu papel de patriarca e o potencial de suas ações e atitudes. Judá estava subestimando a sagacidade de Tamar; estava menosprezando sua herança espiritual; estava se comportado como os “homens o lugar.” Quase todo mundo faz assim! É cultural! É contextualização! É a nova moralidade! Não! Não e não! É a velha imoralidade, é pecado e tem consequências! Não nos deixemos seduzir pelos encantos do nosso raciocínio, já emocionalmente envolvido e a mente rejeitando os apelos da consciência conhecedora da verdade e das intenções legítimas que estão rondando o coração. Onde há placas de advertências, há perigos à vista. O que somos é mais importante do que aquilo que fazemos; mas o que fazemos pode contaminar e corromper o que somos! Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação. Portanto, quem despreza isto não despreza ao homem, mas sim a Deus, que nos deu também o seu Espírito Santo (I Ts 4.7,8).

 

Pai de amor e bondade, estamos diante de ti e do teu trono de graça para pedir ajuda e socorro em tempo oportuno. Precisamos nos manter puros e comprometidos com a santidade e a justiça. Pedimos por forças para resistir e mais ainda, para vencer as tentações que enfrentamos no dia a dia. Livrai-nos do mal, para que o nosso testemunho de vida abençoe e manifeste o teu caráter santo e justo e as vidas ao nosso redor sejam iluminadas e abençoadas através da nossa vida. Restaura aqueles que estão fracos e permita que eles se levantem, porque há redenção em Cristo para todos que se arrependam e buscam ajuda. Oramos em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

O Selo, o Cordão e o Cajado

Meditação do dia: 06/05/2020

 “Então ele disse: Que penhor é que te darei? E ela disse: O teu selo, e o teu cordão, e o cajado que está em tua mão. O que ele lhe deu, e possuiu-a, e ela concebeu dele.” (Gn 38.18)

O Selo, o Cordão e o Cajado – Judá representa para nós, o homem de família, o pai, o pastor ou alguém vocacionado por Deus. Ele está a caminho do seu trabalho e tem noção de seu valor e importância. Esses valores lhe foram passados geracionalmente e ele sabe que se tornará parte de uma grande nação. Para todos, o pecado é uma ameaça e não se pode brincar e facilitar. O mal tem muitas faces e vemos aqui, Judá lidando com alguém desconhecido, mas totalmente familiar, ele não sabe, mas o pecado bateu em sua porta e foi convidado a entrar. O preço que Tamar receberia nem foi exigido por ela, Judá ofereceu um preço, ela só quis a garantia. Qual a garantia? O selo, o Cordão e o Cajado. Existem várias opções de estudos e reflexões sobre esse tema e muitos deles muito bons e edificantes. Vou me ater aquilo que acredito ser coerente com as nossas meditações e com os valores que desenvolvemos ao longo dos anos, tanto na vida pessoal como familiar e ministerial. Os objetos pedidos por Tamar, são itens muito pessoais, por isso mesmo tinha tanto valor e lhe serviria para os seus propósitos. Naqueles tempos, ainda não havia assinatura eletrônica, digital e nem um sistema de deixar a digital do polegar como assinatura. As pessoas mais importantes, como a nobreza, os comerciantes e líderes tribais, usavam um anel selo. Parece um carimbo, que pressionado contra cera quente em um papel ou documento, imprimia uma marca pessoal. Hoje, seria o nosso “RG ou CPF.” Esses documentos devem ser apresentados, mas nunca deixados em garantia; a pessoa não deve andar por aí sem seus documentos de identificação. Para Tamar, era excelente, porque ele teria que voltar a ela para resgatá-los. O cordão, era de fato um cordão, que poderia ser uma joia ou um artesanato, mas com valor e preciosidade alta, que também identificava o possuidor e nele se pendurava o anel selo. Seria um porta-joia, que levaria a pessoa a ser identificada por ele em praticamente todo lugar. Alguns chamam isso de base, suporte, um item que ajuda na identificação pessoal e por todos verem aquela pessoa com aquele adereço o tempo todo, já conecta um ao outro. O terceiro item exigido por ela foi o cajado dele. Cajado é um instrumento de trabalho específico de uma categoria de trabalhador – o pastor de ovelhas. Cada pastor tem o seu cajado e em serviço é um acompanhante inseparável nas suas atividades. Não existe um pastor sem um cajado. Veja bem, o que Tamar fez com Judá? Limpou-o de quaisquer elementos que o identificasse como pessoa, como líder e como trabalhador. O que é uma pessoa sem identidade? Sem poder comprovar quem é e o que faz? Qual sua origem e seu destino? O pecado rouba o que a pessoa tem de mais precioso e os instrumentos que lhe dão autoridade e confirmam o seu destino. Sem isso a pessoa não é nada! Judá entregou tudo isso por um momento de satisfação carnal. Foi atraído e seduzido por sua luxúria e falta de disciplina. A história não deixa ninguém na ilusão, ao longo da caminhada, famílias foram destruídas por um cônjuge infiel e indisciplina, que seguindo seus instintos e apetites desenfreados, afundou-se na ruína e leva consigo todos os demais. Pastores e obreiros e que cedem aos caprichos das suas concupiscências destroem lares e igrejas, carreiras e ministérios. Todo tipo de pessoa que entra por essas sendas, deixam um rastro de dores e ruínas atrás de si. Mesmo aqueles que se julgam ilesos por nunca terem sido flagrados, comprovados os seus atos, ficando escudados em boatos e comentários maldosos… mas eles sabem e Tamar também sabe, porque ela levou seus preciosos documentos, sua identidade pessoal e ministerial. Sem arrependimento e correção, não haverá restauração. O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia (Pv 28.13).

 

Senhor, pedimos graça e sabedoria para lidar com tudo o que é sagrado, que nos foi confiado por ti. Nossa vida é sagrada, nossa família, nosso trabalho e nossa vocação ministerial também o é. O pecado quer sua satisfação e exige um preço que não se pode pagar. Oramos por proteção e livramento, porque os teus propósitos são muito firmes e a responsabilidade de ser teu filho, não pode ser trocada por nada. Dá-nos força para mantermos sob nosso domínio, aquilo que nos identifica, nos qualifica e permite servir ao Senhor e à vocação que colocaste dentro de nós. Oramos em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Judá, Você e Eu

Meditação do dia: 05/05/2020

 “Então ele disse: Que penhor é que te darei? E ela disse: O teu selo, e o teu cordão, e o cajado que está em tua mão. O que ele lhe deu, e possuiu-a, e ela concebeu dele.” (Gn 38.18)

Judá, Você e Eu – Conta-se uma história fictícia sobre viajantes de uma estrada que depararam com uma carcaça de um cão morto e já em avançado estado de decomposição. O mau cheiro era horrível e dava nojo de ver. Um sábio que passava por ali, contemplou aquilo e ao se retirar comentou: “Que lindos dentes aquele cão possuía!” A moral da história é sobre o que se pode perceber de bom, belo e proveitoso numa situação terrível. Olhando o capítulo trinta e oito de Gênesis, poderia ser dito que ele é uma intervenção na história de José, que estava sendo descrita. Uma boa pessoa, de bom caráter e comprometido com a promessa de Deus, que honrou isso mesmo passando pelas mais terríveis provações. Enquanto Judá, se apresenta como o oposto a tudo que se acredita ser modelo de família e bons costumes. Foi dele a idéia de vender José; logo em seguida se aparta da família e do convívio de comunhão e vai viver com amigos cananeus e se casa entre eles; seus filhos crescem sob uma influencia pagã e depravada, e acabam morrendo pelos atos de imoralidade. Judá promete e não cumpre sua palavra com a nora, que resolve fazer valer os seus direitos, enganando propositalmente o sogro, que se prostitui com a viúva de seus filhos e aqui se registra que ela calculou todos os movimentos, como num jogo de xadrez, pois engravidou na primeira tentativa e aguardou o momento adequado quando o sogro hipócrita resolve dar uma de moralista e cumpridor das leis e bons costumes e exige justiça contra ela pela quebra de sua viuvez comprometida com alguém que ele não estava disposto a cumprir o prometido. A história de Judá aqui descrita, poderia até ser comparada com da introdução que fiz, com o conto fétido e podre do cachorro à beira da estrada. Não pode ser comparada em hipótese alguma, por causa de uma observação sábia, como fez alguém no conto sobre os dentes do animal morto. Estou me referindo à graça de Deus sobre a vida do homem. Aqui aparece, só para quem quiser ver, como Deus é capaz de pegar uma vida a caminho da destruição pelo pecado, rebeldia e obstinação e transformar numa realidade de fé, bravura e modelo de redenção completa. Judá poderia ser a causa da destruição total da capacidade da família de Jacó ser a família da promessa, capaz de gerar uma nação escolhida e reveladora do amor e misericórdia divina. Os caminhos de Judá estavam levando a família a ser exatamente como os cananeus reprovados por Deus, fazendo as mesmas práticas e entrando pelo mesmo padrão que Deus disse a Abraão, Isaque e Jacó que se distanciassem. Deus não livrou Judá de pecar e afundar-se, mas o resgatou com um braço forte quando ele caiu em si e viu seus pecados e arrependeu-se e se converteu verdadeiramente, voltando ao convívio familiar, onde vamos encontra-lo juntamente com o pai e os irmãos lutando pela sobrevivência e no caminho da retidão novamente. O Judá que veremos dali em diante, é aquele que apropriou-se da graça e bondade de Deus e assumiu o seu lugar na liderança das doze tribos de Israel e homem honrado a quem Jacó pode confiar e se apoiar até os seus dias finais. A graça de Deus, faz-nos olhar para nossa própria história e ver que não somos tão diferentes de Judá, ao ceder à tentação e o pecado, comprometendo nosso nome, da nossa família e o testemunho de fé no reino de Deus, agindo como “cananeus espirituais.” Graça, tão maravilhosa graça, quem de nós, não precisa dela para reescrever nossas histórias? Aqueles que não se identificaram com Judá no estilo de vida pregressa e suja, pode se identificar com alguém cheio de justiça própria e apegado a falsa moralidade, porque “nunca fiz desse jeito!” O que Deus diz é: Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus (Rm 3.23). Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam; Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos (At 17.30,31). Arrependamos e prossigamos em andar com Deus no caminho da verdade e das promessas.

Senhor, nossa oração não poderia ser outra senão a de pedir graça e misericórdia, nos arrependendo do modo como escolhemos fazer a nossa vida acontecer. O pecado assedia até mesmo os piedosos e os atraem para serem como os demais moradores da terra, nossos vizinhos. Mas ainda somos chamados para sermos diferentes e testemunhar que o caminho de Deus é perfeito e requer santidade na prática, mas também nas intenções do coração. Cremos que o Senhor pode restaurar a vida de qualquer um que clamar por ajuda e perdão. Em Cristo há provisão redentora suficiente para todos nós. Ilumina, oh! Senhor o nosso entendimento e quebranta o nosso coração, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Um Penhor

Meditação do dia: 04/05/2020

 “E ele disse: Eu te enviarei um cabrito do rebanho. E ela disse: Dar-me-ás penhor até que o envies?” (Gn 38.17)

Um Penhor – Um penhor é uma garantia que é dada até o cumprimento de um acordo. Normalmente o objeto penhorado tem maior valor do que os termos do contrato, caso esse não venha a ser resgatado, a perda para quem deixou o penhor é maior do que o outro valor.  Estamos familiarizados com isso através das garantias que utilizamos nas operações bancárias para aquisição de bens. O banco normalmente exige e retém em seu poder um documento que lhe é transferido pelo tomador, cujo valor está estimado acima do que o banco está concedendo. Se alguém financia um veículo, por exemplo, o documento fica em poder do banco, e o valor liberado é menor que o valor total. Não havendo quitação, a agencia bancária simplesmente excuta a apreensão do bem.
Com imóveis é exatamente assim. Espiritualmente, temos um clássico bem penhorado. Quando acontece a redenção para uma vida humana, ela nasce de novo, se torna filha de Deus e herdeira dele juntamente com Cristo; é também feito por Cristo uma promessa de que ele voltará aqui para resgatar essa vida e leva-la para viver eternamente no seu reino e glória. Embora Deus não costuma falhar com suas promessas e nem tenha motivos para isso, ele empenhou sua Palavra e deixou um penhor garantido assim a sua promessa. Mas o que nos confirma convosco em Cristo, e o que nos ungiu, é Deus, o qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações (2 Co 1.21,22).  Veja bem e comparemos o valor de uma pessoa humana alcançada com a redenção em Cristo, com a pessoa do Espírito Santo, que é Deus; Digamos que Deus desista da idéia de resgatar a pessoa, a garantia que ele deixou é infinitamente mais valiosa. Assim, o penhor é uma operação muito firme, dado em confiança, de que de fato, a parte que oferece a garantia, voltara para finalizar seu compromisso. Estamos vendo em nossa meditação, que Judá, embora estive agindo fora da conduta esperada por uma pessoa comprometida com Deus, estava sendo honesto. Não deixa de ser uma ambiguidade ruim, pois alguém sendo imoral, se envolvendo em prostituição com alguém que ele nem sabe quem é, mas sendo honesto e dando garantias de honrar sua promessa. Tamar, que já tinha tudo planejado e seus planos estavam indo muito bem, já sabia o que precisava para garantir seus direitos. Ela sabia o que iria pedir a ele em garantia. A lição que fica para nós, é que quem está andando nessas situações, ela não sabe de praticamente nada sobre as pretensões do mal, mas o mal sabe muito bem do que precisa e quer da pessoa. As pessoas pecadoras, digamos assim, possuem uma mentalidade formada, fria e calculadamente maldosa e por isso se cerca de garantias. O ingênuo nem tem maldade e nem malícia suficiente para lidar com esse mundo. As pessoas de bem, de família e que cultivam relacionamentos saudáveis, estão habituados a agir na confiança e na simplicidade e isso facilita as investidas do mal, que facilmente as prendem e exploram; quando elas percebem, já estão arruinadas e destruídas. Provérbios oferece conselhos muito sábios contra a imoralidade, que precisam ser observados cuidadosamente. Hoje, sugiro a leitura de Pv 7. Extraí um trechinho para nós: Dize à sabedoria: Tu és minha irmã; e à prudência chama de tua parenta, para que elas te guardem da mulher alheia, da estranha que lisonjeia com as suas palavras. Porque a muitos feridos derrubou; e são muitíssimos os que por causa dela foram mortos. A sua casa é caminho do inferno que desce para as câmaras da morte (Pv 7.4,5,26,27). O sábio aconselha valer-se da ajuda da sabedoria e da prudência, em grau de familiaridade, para evitar a tentação e o laço do pecado. Homens e mulheres de Deus, comprometidos com os propósitos eternos do Reino de Deus, passam pelas mesmas provações e tentações morais e sexuais que nos nossos dias saturam de informações e facilidades, verdadeiramente atraentes. O mercado do pecado sexual é extremamente gigantesco, poderoso em propaganda e marketing, prometendo prazer e discrição sem consequências. Tem que ser ingênuo e desprovido de maldade no coração para ser facilmente fisgado. Lendo a descrição de Salomão, percebe-se que a pessoa ali, se apresenta, como devota, cumpridora de votos e compromissos de fé, e é gente de família e está disponível para facilitar as coisas. Esse é o caminho do inferno para aquela pobre alma. Vejo Judá como homem de Deus, alguém vocacionado, como eu, um pastor, alguém comprometido com um propósito eterno, grande e que demanda a minha consagração integral. Como eu, todos vocês, cada um a seu modo estamos todos em aliança com Deus e sua vontade. As “Tamares” da vida, estão procurando um momento de fraqueza, de descuido e vão utilizar contra nós as nossas próprias armas e instrumentos de trabalho e devoção a Deus, para atrair-nos e destruir-nos. Nós temos muito a perder com um vacilo. Elas não! Elas querem uma garantia, Cuidado!

Senhor Deus e Pai, clamamos por misericórdia e ajuda para os momentos difíceis; justamente quando fragilizados é que o inimigo intensifica seus ataques. Conceda que os teus servos se apeguem à sabedoria e a prudência, mantendo-se muito próximos de Ti em oração e vigilância. Podemos vencer, uma dia de cada vez e manter-nos em segurança juntos a ti, cheios da tua Palavra e do Espírito Santo. Valei-nos pela graça e bondade, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Qual é o Preço

Meditação do dia: 03/05/2020

 “E dirigiu-se a ela no caminho, e disse: Vem, peço-te, deixa-me possuir-te. Porquanto não sabia que era sua nora. E ela disse: Que darás, para que possuas a mim?” (Gn 38.16)

Qual é o Preço – Criados em uma cultura capitalista, sabemos que não existe “almoço grátis!” Tudo tem um preço e um valor; saber a diferença entre esses dois elementos é uma tarefa mais complexa do que se imagina. Vamos simplificar bem para que todos possam captar a mensagem. Preço é aquilo que se paga por um produto ou serviço. Está na etiqueta ali, é só olhar ou perguntar. Valor tem outros componentes embutidos que são agregados e nem sempre podem ser mensurados somente em observar. Quando adquirimos algo por um preço abaixo do que o seu valor, dizemos que foi barato ou um bom negócio; o mesmo pode ser dito quanto se vende algo acima do seu valor, para quem vendeu foi um bom negócio. Quando lidamos com relacionamentos pessoais, tem coisas que não custam nada e valem muito. Quanto custa um “bom dia” acompanhado de um sorriso fácil? Não custa nada! Mas quanto vale? Tratar alguém com respeito e dignidade, custa tão pouco e vale tanto, não é mesmo. As escolhas que fazemos todos os dias revelam muto do que valorizamos e também do tipo de recompensa ou retribuição que esperamos receber. Estamos nesses dias agora, meditando na Palavra de Deus, seguindo os passos do patriarca Judá, o quarto filho de Jacó. Por alguma razão ele saiu de casa e foi habitar em companhia de pessoas estranhas a sua fé e seus costumes. Ele tinha uma aliança com Deus que lhe fora passada como legado, pois Deus, o Altíssimo havia escolhido seus bisavô, Abraão e o separara não só geograficamente dos seus povos e família, mas também espiritualmente, através de uma escolha de adorar e servir o Deus verdadeiro que se lhe revelara e lhe dera promessas grandiosas, que incluíam uma descendência grande como as estrelas do céu e as areias do mar. Essa aliança foi passada para o avó de Judá, Isaque, que por sua vez transferiu o legado para Jacó, ou Israel. Judá era um dos doze filhos e que se tornaria um patriarca e formaria uma tribo que formaria a nação eleita, para representar a Deus e difundir o culto a um só Deus, que não se fazia representar por figuras ou símbolos materiais. Um culto simples, sem muitas liturgias e sacerdotes, mas com um relacionamento de amizade e intimidade pela fé. Um povo especial e diferente se faz com pessoas especiais e diferentes. Dentre as maravilhosas promessas futuras, estava a vinda de um Messias Prometido que mudaria definitivamente o destino de todos. Judá estava consciente de que através deles, Deus abençoaria todas as nações da terra; portanto, espera-se um nível maior de separação e zelo. No nosso texto base de hoje, Jacó dirigiu-se a uma prostituta cultual que estava na beira do caminho, por onde ele seguia para o seu trabalho, lhe fez uma proposta de ter relações com ela, “Porque não sabia que era na verdade a sua nora.” E se soubesse? O que mudaria? Ao receber a proposta do “cliente,” ela perguntou-lhe o que ele estava disposto a dar a ela pelo serviço. É preço ou valor, do que se trata aqui? Qual o custo financeiro e qual o prejuízo moral e espiritual? O que lhe seria acrescentado e o que lhe seria tirado? Quando o mundo e o pecado nos faz um proposta, mostrando que é uma legítima promoção, está muito barato, bem acessível, está se referindo a preço ou valor? O que é que o pecado e o mundo valoriza? O que para um homem de Deus é valioso demais e não tem preço? Porque por causa duma prostituta se chega a pedir um bocado de pão; e a adúltera anda à caça da alma preciosa (Pv 6.26). Uma recomendação, para aprender sobre as consequências da imoralidade, leia com muita atenção, os capítulos 5 e 6 de Provérbios. Não é um texto só para os homens, mas ali se trata de pessoas e seus comportamentos. O princípio é o mesmo, para homens e mulheres de Deus e as atrações sedutoras que cobram um valor maior que o preço.

Pai, somos os teus filhos, herdeiros de uma vida de santidade e justiça que Jesus conquistou para nós lá na cruz. Pedimos sabedoria e capacidade de evitar o mal e apegar-nos ao bem e aquilo que trás dignidade e valor para nossas vidas. Pedimos graça para ficarmos firmes nos ensinamentos da tua Palavra que são Espírito e Vida. Obrigado pela provisão redentora, capaz de restaurar os que caíram em ciladas ruins e se desviaram por caminhos que os levaram para longe de ti e facilitou a queda e a quebra da aliança celebrada diante de ti, deixando a família em condições difíceis e à mercê da destruição. Proteja-nos e ilumine os nossos corações no temor do Senhor, todos os dias; em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

As Aparencias Enganam

Meditação do dia: 02/05/2020

 E vendo-a Judá, teve-a por uma prostituta, porque ela tinha coberto o seu rosto. (Gn 38.15)

As Aparencias Enganam – Todos nós certamente já ouvimos falar que “nem tudo que reluz é ouro!” Em todas as Escrituras Sagradas há um empenho muito grande para preservar a família e através dela, os povos e nações. Não há inimigo maior e mais perverso no processo de destruição da família do que a imoralidade, contando com todas as instancias que ela pode oferecer. Não é de estranhar que historiadores detectaram entre os aspectos comuns em todos os impérios e civilizações que floresceram e entraram em declínio e algumas até à extinção, estão a desvalorização do casamento e da família, bem como imoralidade degenerada na sociedade. Sabemos que a moral judaico-cristã prima por uma vida de santidade e moral com padrões bastante elevadas, considerada até radical por muitos. Mas tudo é plenamente aceitável. Ara entender os princípios de Deus, precisamos entender os seus mandamentos. Para entender os seus mandamentos, precisamos entender o seu caráter. Para entender o seu caráter, precisamos conhece-lo pessoalmente. “Refrigera-me a alma. Guia-me pelas veredas da justiça por AMOR DO SEU NOME” (Sl 23.3). Abraão conheceu profundamente a Deus, tornando-se amigos; Isaque teve sua experiencia de conhecer a Deus e manteve-se fiel. Jacó acumulou experiencias desde o dia que saiu de casa e até no caminho de volta, em Peniel e Maanaim esteve crescendo na comunhão e intimidade com Deus. Seus filhos, ouviram todas essas histórias, mas as experiencias foram mais tardias e tiveram episódios de comportamento completamente fora da curva, como dizemos hoje. Judá era viúvo, ainda novo, vivendo longe de casa e do convívio com o pai, um homem de Deus e nesse tempo esteve exposto na convivência com seu amigo adulamita, e outros vários cananeus; assim se expôs a uma cultura e hábitos reprováveis na sua conduta e testemunho do Deus verdadeiro. Passou por situações vergonhosas com os dois filhos mais velhos, que morreram cedo demais por exibirem padrões de moralidade muito ruins e ofensivas a Deus e à aliança de bênçãos celebradas nas gerações anteriores e ratificadas em cada nova geração. O fato de Tamar, estar ardilosamente tramando uma encenação para fazer justiça à seu próprio modo, não justifica a atração que isso exerceu sobre Judá. O mau, o pecado, sempre serão maus e errados, em todo e qualquer contexto. O bem, pode se passar por mal, quando estiver num contexto errado ou ruim. Mas o mal sempre será mal. Ela estava certa e no direito de reivindicar da parte de Judá o cumprimento do acordo de casamento para preservar o costume do levirato e foi ele mesmo quem propusera isso. Ela até então agia corretamente, ficando na casa dos pais, com as vestes de viuvez e se guardando até o tempo adequado. Ela era uma mulher de família, agindo dentro da legalidade e do que lhe era esperado. Mas porque uma boa mulher de família, honesta e responsável resolve de uma hora para outra virar atriz pornô, não para satisfação carnal e sexual ou financeira e nem tão pouco para se envolver com clientes, mas única e exclusivamente para enganar e pegar exatamente o senhor Judá, seu sogro? O pior é que deu certo! Ela sabia que ele não resistiria! Será que era a primeira vez? Ou isso era mais do mesmo? Como fonte turva e manancial corruto, assim é o justo que cai diante do ímpio (Pv 25.26). O que Tamar fizesse com sua vida, poderia até ser problema dela; mas um homem de Deus; um homem de família e alguém vocacionado e comprometido, não pode cair fácil assim. Não pode cair, muito menos agindo como a sociedade ao seu redor a quem ele deveria ajudar a conhecer uma vida melhor e ser exemplo.

Senhor, nós reconhecemos que o pecado é grudento e perigoso em qualquer ocasião e que ninguém é bom e forte o bastante para não ser arrastado pelo mal. Apresentamos nossas vidas como sendo dádivas recebidas e devem ser mantidas em santidade e justiça, para que o mundo te conheça através das nossas vidas e testemunho. Não somos melhores do que ninguém e sem a tua graça, estaríamos tão perdidos quantos todos os demais. Obrigado, por nos amar e nos atrair em amor para um estilo de vida construtivo e abençoador. Ajude-nos em nossas fraquezas e limitações, com a ajuda do Espírito Santo, podemos andar em vitória, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason