Cargas & Obras

Meditação do dia: 23/04/2022

“Então disse-lhes o rei do Egito: Moisés e Arão, por que fazeis cessar o povo das suas obras? Ide às vossas cargas.” (Ex 5.3)

Cargas & Obras – Pelo título desse texto de meditação até parece que vamos tratar de negócios com transportadora e construção civil. Mas a idéia é outra, vamos pensar naquilo que Deus planeja para nós e aquilo que o mundo e o sistema também preparam e desejam nos manter ocupados. A chamada “tirania do urgente” é uma estratégia para manter alguém tão ocupado com coisas que não tem tanta importância que o leva a negligenciar aquilo que de fato é relevante. Também podemos chamar isso de ativismo! Viver tão ocupado, com cada espaço da agenda completamente cheio de tal forma que a pessoa passa a rodar no automático, ela nem mais tem o controle de suas ações, apenas age mecanicamente respondendo aos inúmeros chamados da agenda. As pessoas mais bem sucedidas, são senhoras do seu tempo, no sentido de que elas colocam em ação planos que realmente tem sentido e são importantes. Ouvi de alguém que interpelou um empresário de marcas de carros de alto luxo, porque eles não colocavam comerciais na TV de seus produtos e recebeu a seguinte resposta: O nosso público alvo, não assiste TV. Exagerando um pouco, ele quis dizer que “TV é coisa de pobre!” Quando Moisés e Arão fora falar com o Faraó sobre libertar os escravos hebreus, para irem servir ao Senhor no deserto, essa proposta fazia todo o sentido para eles, mas ali estava Faraó e o Egito, representando figuradamente o Diabo e o mundo ou vice-versa, tendo a própria idéia do que as pessoas deveriam fazer com a vida delas. Elas deveriam continuar escravas, fazendo os mesmos serviços, nas mesmas condições de vida que sempre fizeram, porque isso era a vida delas e deveriam estarem felizes e “ocupadas” com isso, e não em estar inventando moda de fazer festa ou ir cultuar em outros lugares. Para Deus, o Deus de Israel e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, a vida é mais do isso: “Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão. Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor (Gl 5.1,13). Observe as três frases sublinhadas: Foi que Cristo que nos libertou – nossa vocação é para a liberdade – e para servir uns aos outros por amor. No episódio em que Jesus enviou os discípulos em duplas para servir e evangelizar, ao voltarem estavam eufóricos com os resultados e o Mestre então disse-lhes: “Mas, não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus” (Lc 10.20). O que somos (ter o nome no livro da vida) é mais significativo e importante para Deus do que aquilo que fazemos (libertação, ministério etc.). É próprio do mundo e do Diabo, dizer-nos o que fazer com nossas vidas, dentro da ótica deles e nos manter ocupados fazendo coisas, construindo coisas. Deus quer que sejamos pessoas livres, consagradas e dedicadas a apoiar uns aos outros em amor para o bem de todos.

Te agradecemos Pai, por nos amar de forma tão intensa e incondicional, para o nosso próprio bem e crescimento espiritual. Sabemos pela tua Palavra que os teus planos são bons, perfeitos e agradáveis para nós e que te servir é gratificante e construímos um reino do qual somos herdeiros. A maior obra o Senhor Jesus fez no Calvário ao dar a sua vida por nós, e crermos nele e nos seus feitos é o mais significativo que podemos realizar. Te louvamos de todo o nosso coração, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Oferecer Sacrifícios

Pr Jason

Meditação do dia: 22/04/2022

“E eles disseram: O Deus dos hebreus nos encontrou; portanto deixa-nos agora ir caminho de três dias ao deserto, para que ofereçamos sacrifícios ao SENHOR nosso Deus, e ele não venha sobre nós com pestilência ou com espada.” (Ex 5.3)

Oferecer Sacrifícios – Estamos meditando sobre a vida e o ministério de Moisés no início de todo aquele processo de libertação do povo israelita do cativeiro no Egito. Deus queria tirar os filhos de Israel de uma condição de vida muito precária para irem para a terra que lhes fora prometida. Haveria muitas etapas até a posse definitiva e em todo esse trajeto haveria oportunidades para aprendizagem e fortalecimento do relacionamento entre eles, os filhos da promessa e o Senhor das promessas. Uma razão alegada na primeira abordagem juto ao Faraó seria um culto requerido por Deus. Culto é um serviço que prestamos a Deus. Os elementos exteriores do culto revelam os princípios que há por trás, ou na essência. A fé cristã prega a existência de um Deus único e verdadeiro, o Criador de todas as coisas e portanto, o único digno de ser adorado. Devido a grandeza de Deus e a pequenez humana, o serviço que se pode prestar a Deus é na verdade um desafio de agradá-lo através do reconhecimento de quem ele é e do que tem feito para nós. O que hoje conhecemos como Bíblia, a Palavra de Deus, ainda era passada através da tradição oral, de pai para filho e assim de geração em geração. Moisés, esse mesmo que estamos meditando, foi o primeiro a fazer os registros escritos, começando por relatar as suas experiencias no ministério de livrar a Israel do Egito e também as porções anteriores que lhe chegaram pela transmissão geracional. Servir a Deus para eles tinha o significado de prestar adoração através de orações e atitudes de reverencia, mas especialmente através de sacrifícios de animais, que eram imolados e queimados sobre altares. Isso era feito individualmente por qualquer pessoa adulta ou poderia ser em família e até mesmo grandes celebrações comunitárias na tribo ou nação. Nada muito diferente do que fazemos, apenas que os adoradores na Nova Aliança, após o sacrifício de Cristo, que foi o mais perfeito, completo e suficiente diante de Deus, não mais servimos a Deus ou o cultuamos por meios simbólicos com sacrifícios de animais. Agora nossas vidas são consagradas a ele e ao seu serviço, que fazemos através da fé. Compreendemos o valor do relacionamento com Deus e abraçamos a participação na construção do seu Reino, através de comunicar aos demais homens uma mensagem do amor de Deus por eles, o que chamamos de “pregar o Evangelho.” “Portanto, ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome” (Hb 13.15). sabemos que o sacrifício que agrada a Deus são as atitudes corretas do coração reconciliado com Ele e em boas relações com os demais homens. “Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus” (Sl 51.17). Os israelitas iriam sair do Egito para servir a Deus. Nós já saímos do nosso Egito e estamos no exercício de viver na terra das promessas divinas, e alcançamos isso pela fé e assim prosseguiremos numa jornada de aprendizagem e crescimento por toda a nossa vida.

Senhor, obrigado por aceitar o sacrifício perfeito e completo de Jesus lá na cruz e assim os nossos pecados foram perdoados e estamos libertos do cativeiro e do domínio do pecado para servimos ao Senhor com toda liberdade. Agradecemos a tua bondade para conosco, permitindo a tua graça atuar em nossas vidas de forma plena. Oramos agradecidos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Deixa-nos Ir

Meditação do dia: 21/04/2022

“E eles disseram: O Deus dos hebreus nos encontrou; portanto deixa-nos agora ir caminho de três dias ao deserto, para que ofereçamos sacrifícios ao SENHOR nosso Deus, e ele não venha sobre nós com pestilência ou com espada.” (Ex 5.3)

Deixa-nos Ir – “Manda quem pode, obedece quem tem juízo!” quem nunca ouviu essa afirmação ditatorial? O mundo sem Deus, sob o governo dos homens valoriza o poder pelo poder e cada um procura tirar o seu proveito da situação. Dominar e subjugar parece que está no DNA das pessoas. Numa tentativa de disputa de espaço e poder entre os discípulos, Jesus os corrigiu e reorientou-os sobre como as coisas funcionam no Reino de Deus, e seria bom eles se adaptarem o quanto antes e nós também. “Mas Jesus, chamando-os a si, disse-lhes: Sabeis que os que julgam ser príncipes dos gentios, deles se assenhoreiam, e os seus grandes usam de autoridade sobre eles; Mas entre vós não será assim; antes, qualquer que entre vós quiser ser grande, será vosso serviçal” (Mc 10.42.43). Não é significativo o fato de Deus através de Moisés e Arão pedirem a Faraó que deixasse o povo ir? Chega a ser intrigante, porque em nossa imaginação, quem pode não precisa pedir é só ordenar! Já notaram que nas Sagradas Escrituras, Deus se relaciona com o homem e o trata com muito respeito e consideração? Ao criar o nosso mundo, Deus o fez para nele colocar o homem e desfrutarem de uma boa relação de amizade e comunhão, fazendo uma grande parceria de serviços e construírem algo grande, eterno e altamente recompensador para ambas as partes. A delegação de poder e autoridade foi feita e desde então isso é mantido em alto nível da parte do Criador. Nosso espaço e respeitado por Deus, que jamais invade, interfere sem notificar o que fará. “Certamente o Senhor DEUS não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas” (Am 3.7). Deus sempre age pelo princípio de autoridade, isto é, ele respeita e leva em consideração a autoridade existente, e também exige que os seus servos também o façam, caso contrário o caos se instala e como dizemos nós: “Panela que muitos mexem, fica temperada demais ou sem tempero.” À título de informação e sugestão, seria bom quem não leu ainda, procurar ler o livro, AUTORIDADE ESPIRITUAL, escrito por Watchman Nee. Precisamos entender de uma vez por todas, que as autoridades existentes foram constituídas por Deus e é através delas que ele exerce sua soberania e governo. A rebelião e desobediência deliberada não é construtiva. Faraó recebeu a oportunidade de ceder à obediência sem precisar de força maior, pressão e castigos sobre ele e seu povo. Na conquista de Canaã, e nas guerras subsequentes os israelitas foram instruídos a oferecerem alternativas de rendição pacífica aos povos. “Quando te achegares a alguma cidade para combatê-la, apregoar-lhe-ás a paz. E será que, se te responder em paz, e te abrir as portas, todo o povo que se achar nela te será tributário e te servirá. Porém, se ela não fizer paz contigo, mas antes te fizer guerra, então a sitiarás” (Dt 20.10-12). Vemos isso com Caim, com a geração antediluviana, com Sodoma e Gomorra, os cananeus em geral e aqui com Faraó e também com os pecadores através do Evangelho pregado com oportunidade de se arrependerem e serem salvos. Isso merece mais reflexão de nossa parte.

Senhor, agradecemos a oportunidade dada a nós de nos arrependermos e nos convertermos dos nossos maus caminhos e poder deixar os nossos pecados e nos voltarmos para ti e ser assim aceitos, acolhidos em Cristo Jesus, perdoados e libertos de tudo o que nos escravizava e nos mantinha distantes de ti. Somos abençoados com a tua graça maravilhosa e pela oportunidade de sermos salvos em Cristo. Agradecemos de coração, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Encontro Com Deus

Meditação do dia: 20/04/2022

“E eles disseram: O Deus dos hebreus nos encontrou; portanto deixa-nos agora ir caminho de três dias ao deserto, para que ofereçamos sacrifícios ao SENHOR nosso Deus, e ele não venha sobre nós com pestilência ou com espada.” (Ex 5.3)

Encontro com Deus – Quando pensamos na palavra encontro, as principais idéias seriam de pessoas se encontrando em determinados lugares, como quando encontramos alguém conhecido no supermercado, no centro da cidade ou no templo da igreja numa reunião de culto. Também podemos pensar em alguém ou alguma coisa que se perdeu e foi encontrada. No Evangelho de Lucas há um capítulo dedicado a esse tema, onde Jesus falou sobre uma ovelha perdida, uma moeda e um filho que saiu de casa e se perdeu também. Aqui, nos parece que Moisés e os hebreus diriam a Faraó que o Deus Criador, que se revelara a Abraão, Isaque e Jacó, precisamente nesses dias havia se revelado a eles novamente agora com o propósito de resgatá-los para a liberdade. Eles não estavam perdidos, mas se encontravam distantes de sua terra prometida, também estiveram sob servidão por tantos anos que muitos até haviam desistido de acreditar nas promessas feitas no passado. Deus nos encontrou é uma verdade que pode ser aplicada em nossas vidas com acerto em quaisquer das opções que pensarmos. Fomos criados e como suas criaturas nos perdemos ou mesmo distanciamos dele e do seu propósito original e como tal, ele nos encontrou para nos trazer de volta. Espiritualmente nossos pecados nos afastaram do nosso Deus e do relacionamento saudável que poderíamos ter e manter; mas ainda assim ele nos encontrou com um plano redentor muito abrangente, perfeito e acessível. Falar para alguém que Deus nos encontrou é um testemunho oportuno, pois se trata de uma experiencia e todos precisam desse encontro. É uma oportunidade muito interessante, para mim, e para nós, como adoradores de Deus, perceber que a primeira mensagem que eles falariam ao opressor, era que Deus os havia encontrado. Acho significativo, porque a razão, ou a base de segurança para iniciar os diálogos era que eles não estavam por iniciativa própria querendo a libertação do cativeiro. Deus queria tirá-los do jugo egípcio para iniciar uma história nova, onde eles iniciariam uma nova etapa na construção do propósito maior de abençoar todas as famílias da terra. O encontro com Deus tem uma razão de ser, jamais seria um acaso ou um acidente de percurso.

Senhor, nos apresentamos com gratidão e louvor diante de ti, por todos os teus grandes feitos para conosco, como povo escolhido, Corpo de Cristo aqui na terra e com uma missão de testemunhar das grandezas do teu amor para com todos e não somente por um povo ou grupo. Agradecemos as revelações que já alcançamos através da Palavra escrita e também do Espírito Santo nos conduzindo em toda a verdade. Por tudo, te agradecemos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Faraó Não Conhecia a Deus

Meditação do dia: 19/04/2022

“Mas Faraó disse: Quem é o Senhor, cuja voz eu ouvirei, para deixar ir Israel? Não conheço o Senhor, nem tampouco deixarei ir Israel.” (Ex 5.2)

Faraó Não Conhecia a Deus – Conhecer e ter informações são coisas inteiramente diferentes. Saber que algo ou alguém existe e ter conhecimento de detalhes e pormenores da vida de uma pessoa, definitivamente não é conhece-la. Nos nossos dias há muita informação disponível e acessível a todos, sobre uma imensa gama de assuntos e temas e até mesmo sobre pessoas. As celebridades que estão em evidencia na mídia e nos holofotes da sociedade, tem suas vidas vasculhadas e expostas à ponto de alguns deles não terem mais uma vida privada. Espiritualmente também acontece isso. Temos tanta informação sobre Deus e as coisas espirituais, como sobre religião e práticas místicas que não é difícil se tornar um profundo “conhecedor” sobre isso. Frequentar templos e igrejas ou fazer outras práticas ligadas à religiosidade não significa que se está aproximando de Deus e conhecendo-o melhor. Tudo pode ser apenas conhecimento cognitivo, intelectual e material, sem nenhuma profundidade real. Faraó disse a Moisés que não conhecia a Deus para seguir alguma instrução ou ordem que viesse de sua parte. Além dele estar se fazendo de ignorante, sendo presunçoso e por demais arrogante, podemos entender que de fato ele não conhecia ao Senhor. Como já dissemos outros vezes, o fato de não conhecermos alguma coisa, isso não significa que ela não exista e que não possa operar além do nosso conhecimento. Por que alguém diz não conhecer a Deus, não faz com que Deus seja menor, ou não tenha poderes e não venha a operar até mesmo naquela pessoa. Servos e adoradores de Deus, já chegaram à conclusões que o Criador é infinitamente maior e mais poderoso do que eles até então sabiam. Esse tipo de conhecimento chega ao coração humano por meio de revelação divina, e não porque os esforços intelectuais e acadêmicos os levaram a esse tipo de conhecimento. Temos uma boa noção disso, com a pessoa de Jó, que foi alguém muito piedoso, temente a Deus e que se desviava do mal, e mesmo assim, percebeu que sua experiencia era até então muito rasa. “Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te vêem os meus olhos. Por isso me abomino e me arrependo no pó e na cinza (Jó 42.5,6). O profeta Jeremias transmitiu uma mensagem desafiadora para qualquer um que procure algo digno de gloriar-se: “Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas, Mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me entender e me conhecer, que eu sou o Senhor, que faço beneficência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor” (Jr 9.23,24). Jesus também disse que as pessoas precisam de ajuda par conhecer a Deus. “Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou” (Jo 1.18). Não se pode de fato, ouvir e dar ouvidos à voz de alguém que não conhecemos e não reverenciamos. O andar com Deus, começa por aqui. Conhecer a Deus é o maior e o melhor projeto de vida para qualquer pessoa.

Obrigado Pai, por se revelar a nós através de seu filho Jesus Cristo, o nosso Senhor. Aprendemos a amá-lo e a honrá-lo por termos recebido em nossos corações a revelação de tua pessoa, de forma que isso tem mudado as nossas vidas e agora somos teus filhos e herdeiros juntamente com Cristo. Muito obrigado, em nome dele oramos, amém.

Pr Jason

Quem É O Senhor?

Meditação do dia: 18/04/2022

“Mas Faraó disse: Quem é o Senhor, cuja voz eu ouvirei, para deixar ir Israel? Não conheço o Senhor, nem tampouco deixarei ir Israel.” (Ex 5.2)

Quem É O Senhor? – Uma boa pergunta! Se a intenção do interlocutor fosse verdadeira e tivesse o desejo e prazer de conhecer, seria ainda melhor. Mas Faraó não estava querendo saber e muito menos desconhecia, ele sabia que os hebreus adoravam um Deus único, sem representação material por meio de estátuas, pilares, figuras ou desenhos. Era o Deus invisível, aceito no coração sem prova material palpável. Verdadeiro exercício de fé. Faraó estava desafiando o Deus dos hebreus, para provocar a Moisés e Arão e também mostrar força, se colocando como Deus, como os egípcios o consideravam. Para ele, seria ou teria que ser uma conversa entre dois iguais, mas ainda assim o Deus de Israel não figura entre os muitos deuses que ele conhecia e temia, portanto ele não seria páreo para uma disputa. Certamente Faraó não foi a primeira pessoa a desafiar a Deus e nem será a última, porque assim como a fé é uma bênção para os adoradores do Deus Criador e sustentador de todas as coisas, assim também a incredulidade é parte natural na vida dos filhos das trevas. Nas palavras do apóstolo São Paulo: “Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus” (2 Co 4.4). Acima e além da própria condição ruim dos homens que vivem sem a fé em Deus, ainda há o patrocínio do império do mal, para manter suas mentes e corações em condições de trevas, na ignorância, dificultando ver e ouvir a verdade e facilitando a destruição de suas vidas. Uma verdade que aprendemos aqui nessa pergunta mal formulada por Faraó, é que o fato de não conhecermos alguma coisa, isso não significa que ela não exista. Porque ele não conhecia o Deus dos hebreus, não queria dizer que ele não existiria e nem seria poderoso o suficiente para exigir a libertação do seu povo. Outro grande erro do mal é desconhecer o valor que as pessoas possuem. O mundo valoriza o que é seu e nesse campo, apenas o que físico, material e ao alcance de seus sentidos. Para o mundo uma pessoa vale o que ela tem a oferecer ou quanto tem para ostentar. Para Deus e seu sistema de valor cada pessoa é única, feita com e para um propósito e está aqui nessa vida para desempenhar um papel exclusivo em benefício de muitos. O valor pessoal está na sua origem, que Deus mesmo e no amor que o seu Criador dedica a ela. Nossa identidade está firmada nesses pilares firmes. Sou que sou porque Deus me fez assim. Tenho o valor e a dignidade que Ele diz que tenho e ninguém mais está habilitado a me avaliar. Aquele que nos fez também pagou um preço por nossa redenção e se Ele pagou então valemos e isso nos torna ainda mais valiosos. Quem é o Senhor? Dependendo de quem faz pergunta ela é totalmente maravilhosa e para mim e você a resposta é simples, de coração e cheia de fé e louvor. Ninguém há como ele! “Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Por que quem compreendeu a mente do Senhor? ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém” (Rm 11.33-36).

Senhor, te adoramos de todo o nosso coração e te reconhecemos como o Deus único e verdadeiro. Criador e sustentador de todas as coisas. Somos teus filhos comprados em Cristo Jesus por um preço de sangue, que foi pago lá na cruz. Somos agradecidos pela vida, morte e ressurreição do Senhor Jesus que se ofereceu em sacrifício santo e eterno para nos comprar para Deus o Pai. Somos família de Deus, somos o Corpo de Cristo aqui na terra e isso nos faz felizes e realizados e temos agora um propósito a realizar e o faremos no poder do Espírito Santo. Oramos agradecidos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Uma Festa No Deserto

Meditação do dia: 17/04/2022

“E depois foram Moisés e Arão e disseram a Faraó: Assim diz o SENHOR Deus de Israel: Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto.” (Ex 5.1)

Uma Festa No Deserto – Uma celebração de fé e alegria para acontecer num lugar considerado inóspito. Parece algo contraditório, mas podemos acreditar que havia razões suficientes para tal mensagem ser entregue a Faraó. Uma festa é sempre alegre e para promover alegria. Um deserto é um lugar de poucos recursos e quem se aventura entrar nele precisa estar provido e certo do que está fazendo. Deus não sofre limitações e o vale fértil do Nilo ou as paisagens áridas do Neguebe não lhe faria diferença, pois ele é Senhor de tudo e de todos, assim ele teria como prover para os israelitas os meios necessários e suficientes para celebrar-lhe uma grande festa. Para as analogias cristãs, o deserto fala de um período de tempo de provações e aperfeiçoamentos necessários para a formação de uma pessoa. Os grandes homens de Deus sempre tiveram uma lição ou uma escola do deserto em suas vidas. O próprio Senhor Jesus passou por isso, ao retirar-se para um tempo de Jejum e consagração que durou quarenta dias. Ali, além das dificuldades próprias e naturais do lugar, ele foi tentado pelo Diabo e ele prevaleceu e saiu fortalecido e deixou um legado muito bom e de lições preciosas para todos os seus seguidores. Até hoje, nos alimentamos daquela fonte. Aprendemos sobre a comunhão com Deus, o ministério dos anjos, a centralidade do culto, como enfrentar as provações e resistir as táticas do mal. Desde o Éden, a experiecia bíblica demonstra que o inimigo que induzir os servos de Deus a se enveredarem pela concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e a soberba da vida; através de torcer e vituperar os desejos de SER – TER e SATISFAZER. Ao ordenar que se fizesse uma festa no deserto, isso levaria aquelas pessoas a confiarem na direção e capacidade de Deus de fazer o que é impossível aos homens. Nada diferente daquilo que está destinado a nós como servos e a tarefa que temos que realizar, é muito acima de nossas capacidades e condições, mas Deus estará conosco e proverá tudo que for necessário. Acredite! Deus sabe o que diz.

Senhor, nos rendemos à tua perfeita vontade porque sabemos que ela é boa, agradável e perfeita em todos os detalhes. Jamais o Senhor pediria de qualquer um dos teus filhos, algo impossível, então só nos resta confiarmos e andar pela fé. Agradecemos a oportunidade de crescimento que isso nos fornece. Oramos sem fé em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Deixa Ir O Meu Povo

Meditação do dia: 16/04/2022

“E depois foram Moisés e Arão e disseram a Faraó: Assim diz o SENHOR Deus de Israel: Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto.” (Ex 5.1)

Deixa Ir O Meu Povo – Deus tem um plano muito grande e muito especial para todos os povos. Não vamos nos exercitar em teorizar sobre o que seria ou que teria acontecido se algum dos elementos iniciais não tivesse acontecido. Não adiante mais chorar o leite derramado; no nosso caso, o fruto proibido ter sido colhido, comido gostosamente e depois torcer para tudo dar certo. Não tem como mudar os fatores e o resultado final permanecer o mesmo de antes. Por tudo isso é que a redenção entrou em curso e é o projeto mais ambicioso de todo o universo. Já que tinha que começar tudo de novo, partindo do que já estava em curso, o Senhor Deus, o Criador escolheu um homem para fazer dele uma família e dela, fazer uma nação; dessa nação escolher uma família e dela um homem e assim retomaria o curso original. Um homem, Abraão, uma família, Jacó e uma nação, Israel; uma família, Davi e um homem, Jesus! Aqui estamos nós, caminhando em fé, seguindo as pisadas do Mestre e perdoados na totalidade baseado no seu sacrifício, feito uma única vez, com validade total e eterna. Assim, a história que estamos começando a acompanhar, de Moisés trabalhando para libertar Israel é parte dos estágios iniciais da história toda. Nesse tempo, os filhos de Israel já eram numerosos a ponto de preocupar os egípcios, era um povo com uma identidade que os unia, mas não era uma nação, não tinha um território e viviam em terras estrangeiras em regime de escravidão. Eles alimentavam uma esperança de que as promessas dadas aos antepassados viessem a se realizarem, mas eles mesmos não tinham condições de se organizarem e fazerem aquilo acontecer e isso tornava a espera um fator de angústia e desespero. É assim que Moisés é chamado por Deus para liderar e dar uma formatação naquele povo, transformando aquela enorme massa de escravos esfarrapados e maltratados, numa nação livre, grande, conquistadora e com um papel de destaque no cenário mundial. Isso, aos olhos de Faraó e dos egípcios era improvável, e muito mais, era impossível transformar escravos em uma nação potente e estável. Como aprendemos com as analogias, Faraó e o Egito simbolizam o Diabo e mundo em suas posições de escravização e destruição. Eles jamais irão acreditar naquilo que é possível ao povo de Deus e jamais irão valorizar uma alma escravizada  e destruída pelo sistema deles. Mas para Deus, cada pessoa é única, especial do começo ao fim e tão preciosa que valeu o sacrifício de Jesus na cruz. Deus sabe e planejou pessoalmente para cada um dos seus filhos, um final feliz e uma realização extraordinária, inconcebível fora do ambiente de fé. Eu sou o que Deus planejou para mim e isso jamais seria realidade se eu continuasse escravo do pecado. Você é o que é por causa da graça de Deus que te alcançou e transformou sua história. Olhando ao nosso redor, vemos tantas vidas preciosas, talentosas e cheias de potenciais, mas estão subjugadas pelo pecado e o mundo as estão destruindo e depois descartando. Como igreja, somos voz de Deus para lhes dizer que são especiais e amadas e há uma mensagem de libertação bem simples e em vigor: “Deixa o meu povo ir!!!”

Senhor, te agradecemos pela salvação e libertação que alcançamos pela fé em Cristo Jesus e agora somos chamados para alcançar outros e proclamar-lhes que há algo de bom e precioso que eles podem experimentar. Deus os ama e deu seu filho para morrer e ressuscitar por eles e por nós. te agradecemos, Senhor, de todo o nosso coração. Consagramos nossas vidas e buscamos andar cheios do poder do Espírito Santo para sermos verdadeiras testemunhas em todo lugar. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Assim Diz O Senhor

Meditação do dia: 15/04/2022

“E depois foram Moisés e Arão e disseram a Faraó: Assim diz o SENHOR Deus de Israel: Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto.” (Ex 5.1)

Assim Diz O Senhor – Não temos dúvidas de que essa é uma das mais espirituais e consagradas expressões da Palavra de Deus. Não só é um marco profético, mas é a expressa responsabilidade do exercício humano em representar uma manifestação da graça de Deus para com os homens. Falar em nome de outra pessoa é algo de muita responsabilidade. Desde um simples recado, que até uma criança pode levar, até o serviço de uma embaixada oficial de uma nação em outra, é alguém falando em nome de outro. Os profetas são um destaque à parte nas Sagradas Escrituras, pois era um ofício de muita relevância e exigia uma sincera consagração a Deus e ao povo do Senhor. Como em todas as demais esferas da interferencia humana, ali também aparece a corrupção e o mal uso dos dons e da vocação divina. Falsas profetas são tão comuns desde os primórdios da civilização; charlatães de plantão foram encontrados em todos os cantos, valendo-se de um talento ou habilidade para auferir vantagens sobre a ingenuidade alheia. De Balaão até a Jezabel citada em Apocalipse, sempre houve esses elementos entre nós. Jeremias, o profeta, no tempo do cativeiro babilônico, enfrentou colegas falsos entregando mensagens falsas, adocicadas, mas destrutivas e de cunho emocional, sem autoridade legítima da parte de Deus. “Vai, e fala a Hananias, dizendo: Assim diz o Senhor: Jugos de madeira quebraste, mas em vez deles farás jugos de ferro. E disse o profeta Jeremias ao profeta Hananias: Ouve agora, Hananias: Não te enviou o Senhor, mas tu fizeste que este povo confiasse em mentiras” (Jr 28.13.15). Esse Hananias pregou isso no quinto mês e foi sentenciado na profecia de Jeremias a morrer naquele mesmo ano por suas falsidades e ele morreu dois meses depois no sétimo mês. Deus reforçou ao povo o que eles já haviam recebido e que era de fato palavras de Deus: “Edificai casas e habitai-as; e plantai jardins, e comei o seu fruto. Tomai mulheres e gerai filhos e filhas, e tomai mulheres para vossos filhos, e dai vossas filhas a maridos, para que tenham filhos e filhas; e multiplicai-vos ali, e não vos diminuais. E procurai a paz da cidade, para onde vos fiz transportar em cativeiro, e orai por ela ao Senhor; porque na sua paz vós tereis paz” (Jr 29.5-7). Certamente já estamos familiarizados com o exercício da disciplina de Deus sobre nós, tanto a nível pessoal, como coletivo (família, igreja, nação), onde o Senhor no seu legítimo direito de governo e senhorio exercita a disciplina e a correção sobre atitudes erradas, pecaminosas e nocivas aos seus planos e propósitos. Disciplina não é vingança e nem visa destruir e aniquilar, mas promover correção de  rotas e trazer ao arrependimento e o consequente retorno aos caminhos certos. “Porque o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho. Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não corrija? mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois então bastardos, e não filhos” (Hb 12.6-8). A vida cristã é um relacionamento, não uma religião, nós somos filhos de Deus em Cristo Jesus por nossa fé no seu sacrifício redentor e constituímos a igreja, o corpo de Cristo aqui na terra e temos uma missão à cumprir; por isso mesmo recebemos dons e talentos especiais e o uso adequado dessas ferramentas precisa de treinamento, fidelidade e boas práticas. Não podemos descartar os dons e as manifestações sobrenaturais pelo fato de haver pessoas fazendo mau uso deles e falsificando resultados. Precisamos aprimorar, incentivar e corrigir os erros e estimular as boas práticas. Se alguém nos alertar sobre notas falsas sendo passadas no comércio, nem por isso deixaremos de receber dinheiro; tomaremos mais cuidados, isso sim. Fechamos com a expressa recomendação paulina para Timóteo, que serve para todos nós especialmente nos tempos em que estamos vivendo: “Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino, que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas” (2 Tm 4.1-4).

Pai amado, obrigado por ser Deus verdadeiro, que amas a verdade no íntimo e que permaneces o mesmo de eternidade em eternidade. Somos teus filhos e estamos a serviço do Senhor e do teu reino, assim precisamos crer e servir com dons e habilidades que nos concedestes como igreja para fazer feitos sobrenaturais pela fé em Cristo e para sinais e maravilhas que levem as pessoas a crerem em ti e receberem a salvação pela fé através da obra de Cristo. Precisamos ser fiéis e verdadeiros no teu serviço e submissos à tua Palavra para crescermos e produzirmos frutos para glória do teu santo nome, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Depois

Meditação do dia: 14/04/2022

“E depois foram Moisés e Arão e disseram a Faraó: Assim diz o SENHOR Deus de Israel: Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto.” (Ex 5.1)

Depois – Essa palavra é um advérbio e significa basicamente “em um momento posterior; em seguida. na retaguarda, atrás, detrás.” Aqui no nosso texto da meditação de hoje, o sentido é “em um momento posterior; em seguida.” Ou seja, após aquela reunião de ouvir a Palavra de Deus e um tempo de adoração prostrados diante do Senhor, eles saíram para fazer alguma coisa importante. Minha atenção e o meu foco está nessa questão tão primordial, que vemos aqui e que também foi um marco muito importante no início da igreja cristã em Jerusalém, logo após o dia de pentecostes. Lendo e estudando aqueles textos iniciais de Atos, percebe-se que as ações dos apóstolos e da igreja eram sempre precedidos por momentos de comunhão e oração, especialmente muita adoração. Depois, começavam outra atividade. O povo de Deus deve ser reconhecido como um povo que adora a Deus de verdade, com muita intensidade e constância. Nossa agenda deve ter sempre espaço para um tempo de adoração e comunhão. Quando me refiro a adoração e comunhão, estou dizendo que adorar a Deus é muito importante e que isso pode ser feito de forma individual, no tempo à sós com Deus, ou devocional, quarto de escuta, tempo de qualidade ou qualquer outro nome que você utilize. A adoração também deve acontecer com a comunidade de fé, os irmãos e amigos de jornada. Pessoas que partilham os mesmos alvos e objetivos espirituais. Colegas de trabalho e ministério, antes e depois das nossas atividades, ter aqueles momentos onde nos aproximamos do trono da graça de Deus, para apresentar a gratidão de nossos corações e demonstrar gratidão por tudo que aconteceu até agora. Para Moisés e Arão, falar com Deus era muito mais importante e prioritário, depois falariam com Faraó. Depois de adorar a Deus, certamente estaremos prontos para falar com faraó, seja ele quem for. Falar com faraó primeiro nunca dará certo, porque ele não tem boa disposição para ajudar, nem coopera com os propósitos eternos de Deus e também ele não se importa com nada e ninguém, senão a ele mesmo. Adoremos a Deus primeiro, depois iremos para fazer o nosso trabalho, seja ele eclesiástico ou secular, sendo nosso trabalho, ele sempre será sagrado e produzirá dignidade e proporcionará valor.

Pai, obrigado por abrir as portas para os teus filhos falarem do teu amor e dos teus planos para libertar os cativos e dar-lhes uma vida digna e cheia de significado, levando essas pessoas a experimentarem a graça de Deus e o seu amor e perdão. Somos gratos por podermos adorar em espírito e em verdade e depois de satisfeita a nossa alma, podemos ir e falar com quem tem sido objeto do amor do Senhor, em Cristo Jesus, amém.

Pr Jason