Inclinação & Adoração

Meditação do dia: 13/04/2022

“E o povo creu; e quando ouviram que o Senhor visitava aos filhos de Israel, e que via a sua aflição, inclinaram-se, e adoraram.” (Ex 4.31)

Inclinação & Adoração – Linguagem corporal, quem nunca ouviu falar sobre isso? Existem profissionais da área do comportamento humano, que se especializam em estudar e observar a linguagem através da expressão corporal das pessoas. Há padrões que se repetem em indivíduos e sociedades, de forma que até mesmo são adotados como veículos de comunicação através de imagens impressas e que servem de indicação. Alguns gestos ou posturas são universais e em qualquer lugar que se faça, tem a mesma significação. A fé, a religião e o culto não ficam de fora dessa vasta gama de possibilidades. Aqui, no nosso texto de hoje, encontramos Moisés e Arão com os líderes do povo hebreu, numa das primeiras reuniões de planejamento para a libertação do povo. Após ouvirem que Deus estava de fato trabalhando em função de cumprir as promessas feitas aos patriarcas, e que tais promessas agora estavam mais perto do jamais estiveram de se cumprirem. Eles se inclinaram e adoraram a Deus. A verdadeira adoração é levado à efeito no espírito humano (coração), onde acontecem as manifestações da fé, do Espírito Santo, da Palavra de Deus e das percepções espirituais. Deus é Espírito e nos criou à sua imagem e semelhança, portanto somos um espírito, que possuímos uma alma, que nos individualiza, caracteriza e personifica como indivíduos e moramos num corpo físico-material, que é mortal e corruptível, mas sujeito aos efeitos da obra da redenção e no futuro será transformado e glorificado na semelhança do corpo glorioso que o Senhor Jesus tem hoje após a sua ressurreição. A adoração acontece nessa dimensão pessoal e individual, mas é expressa em forma de linguagem humana, pelas manifestações do corpo, refletindo aquilo que é fato dentro do coração. Inclinar é uma expressão de humildade, submissão e não reação hostil, significando total rendição da pessoa a Deus e ao culto oferecido a ele. Inclinar-se diante de alguém é expressar reconhecimento da outra como superior, merecedora de respeito, reverencia e submissão. Por isso que os reis e autoridades da antiguidade exigiam isso dos súditos, até mesmo sob pena de morte. Deus recebe isso do seu povo, como expressão de alegre submissão e reconhecimento do seu poder, autoridade e glória.

Obrigado pai, por entender nossas intenções de adoração e glorificação ao teu santo nome e nos submetermos a ti com prazer e alegria. Receba a nossa adoração, em espírito e em verdade, fruto de nossa conversão a ti e entendermos que só tu és Deus e o único que é digno de adoração. Fazemos isso em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Deus Vê A Aflição

Meditação do dia: 12/04/2022

“E o povo creu; e quando ouviram que o Senhor visitava aos filhos de Israel, e que via a sua aflição, inclinaram-se, e adoraram.” (Ex 4.31)

Deus Vê a Aflição – Quando alguém está numa situação de aflição e sofrimento, tudo o que ela quer é se livrar o quanto antes daquilo. Todo ser humano tem aversão à dor e ao sofrimento e faz o que for possível para escapar. Eu também sou assim e não acredito que você seja diferente! Mas a pergunta que não quer calar é se as pessoas, me incluindo e a você também, se percebemos nesse tempo, a ação de Deus e temos a percepção de que Ele está olhando, vendo, se importando? É fato que aquilo que cremos, influencia muito o que fazemos; sendo assim, quando acreditamos que Deus está agindo em determinada área, aceitamos com mais naturalidade os fatos e até somos piedosos e bem mais resilientes. Quando não conseguimos divisar a presença e a ação de Deus, tendemos a ficar ansiosos, ou agir por conta própria na tomada de decisão e assumimos os riscos pelas escolhas. Os israelitas estavam vivendo o que teoricamente eles diziam ser viver na fé das promessas divinas feitas aos patriarcas, mas na prática, a escravidão e o sofrimento haviam desviado a atenção deles para o momento imediato de dor. Observando os muitos milagres e ações poderosas de Deus em favor do seu povo, podemos ver sem muitas dificuldades, que nem sempre acontece da maneira que todos esperam ou da mesma forma em edições seguidas. Por vezes, o livramento acontece antes mesmo do mal ser praticado e os planos dos maus são frustrados. Outras ocasiões o livramento vem quando as coisas já estão em curso e de uma hora para outra tudo é revertido e o mal não prevalece. Também encontramos fatos onde não aconteceu um livramento ou reversão de uma situação. Não significa que Deus tenha falhado ou atrasado no seu agir e as coisas saíram do controle. Jamais! Ainda que não venhamos a ter o entendimento das razões porque Deus permitiu acontecer algo que causa dor e sofrimento, podemos acreditar na sua bondade, que administra tudo para um propósito maior e que produzirá resultados muito maiores e mais permanentes. Quando os hebreus ouviram a mensagem e viram os sinais, nasceu fé em seus corações e viram que Deus estava agindo sim, e que as promessas estavam tão firmes como sempre estiveram. Com a presença de Moisés e Arão ali diante deles e prontos para confrontarem o Faraó, eles se sentiram fortalecidos na fé. Se não puder ver, acredite, confesse, adore e siga firme, porque o caráter de Deus é muito firme e suas mãos são mui poderosas para não cumprir qualquer de suas promessas.

Obrigado, Senhor, por incutir fé em nossos corações através da tua Palavra proclamada e que vai produzindo resultados cada vez mais evidentes para todos os teus filhos e pelo testemunho deles, muitos outros podem crer e desfrutar das tuas promessas. Somos gratos por tua bondade e misericórdia, que em Cristo fez tudo o que era necessário para nossa salvação. Oramos em fé em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Quando Ouviram

Meditação do dia: 11/04/2022

“E o povo creu; e quando ouviram que o Senhor visitava aos filhos de Israel, e que via a sua aflição, inclinaram-se, e adoraram.” (Ex 4.31)

Quando Ouviram – Quando, nos remete a tempo! Em algum momento, alguém ou alguma coisa aconteceu, teve início ou fim. Quando tomamos conhecimento de algo, se torna um momento importante, mas necessariamente não significa que aquilo está iniciando, pode ser que à partir daquele momento, me tornei consciente daquilo. Por estarmos acompanhando a história e as narrativas das experiencias do povo de Deus, percebemos em tempo real (para nós), que nem sempre eles estavam conscientes do que estava acontecendo. Mas isso, nos leva a pensar na nossa própria história, porque ela está acontecendo agora, em tempo real, e certamente não estamos cientes de tudo que está acontecendo ao nosso redor, ou nas coisas que dizem respeito à nossa participação na construção do Reino de Deus. É fato que sabemos que somos do povo de Deus, que somos chamados à pregar e discipular pessoas, que estamos num tempo crítico da prática da fé e que as questões eclesiásticas no Brasil não está nada fácil. Boas igrejas têm sido cooptadas para movimentos nada saudáveis da fé; os grandes líderes não o são por sua piedade e serviço a Deus, mas são verdadeiros CEOs de conglomerados religiosos, que arrecadam milhares e milhares em dinheiro para finalidades… os pastores estão mais para entreter bodes do que pastorear ovelhas. As massas querem novidades, agitos, ações místicas e a verdade incomoda como nunca na história da igreja. Ouvir a voz e a direção de Deus nos nossos dias, torna a pessoa uma espécie de esquisito no meio da multidão. A linha que separa o mundo da igreja é cada vez mais tênue e aquela faixa distintiva que separa a luz das trevas, o certo do errado, o bom do mal, se tornou numa grande e larga faixa cinza, difícil mesmo de distinguir. Nada que não seja bíblico: “Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. Eis que eu vo-lo tenho predito (Mt 24.24,25).  Em meio a tudo isso, o povo ainda pode ouvir que Deus continua atuando com muito poder, para esse quando de nossos dias acontecer, precisamos de pregadores e pessoas dispostas a serem voz de Deus, mesmo lutando contra o sistema e remando contra a maré. Pessoas de Deus precisam tomar posição ao lado da verdade verdadeira, deixando de lado a verdade das conveniências, da comodidade e das facilidades. Quando você ouvir que Deus está operando, escute, preste atenção e se entregue ao que acredita ser o tempo de Deus agir, o tempo de você servir e a oportunidade da nossa geração.

Te louvamos Pai, por tua capacidade de agir de forma sobrenatural e esperar que os teus escolhidos se despertem e atendam ao chamado. Somos a igreja de Cristo, aquela que ele comprou com o seu precioso sangue, e que ele edifica e por mais combatida que ela for, ela prevalecerá, porque pertence ao Senhor. Graças, por tua bondade para conosco. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Povo Creu

Meditação do dia: 10/04/2022

“E o povo creu; e quando ouviram que o Senhor visitava aos filhos de Israel, e que via a sua aflição, inclinaram-se, e adoraram.” (Ex 4.31)

O Povo Creu – Para nós, adoradores, filhos de Deus e seguidores de Jesus Cristo, a coisa é bem simples: A fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus. “De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus” (Rm 10.17). O que aconteceu lá no velho Egito, naquela reunião, é o que conhecemos hoje, naturalmente como consequecia da Palavra de Deus ter sido pregada e as pessoas terem ouvido; isso gerou fé! Houve obediência da parte de Moisés e Arão, que a seu modo fizeram a vontade de Deus – Moisés esteve em contato direto com o Senhor, teve a visão, ouviu o chamado para uma consagração total de sua vida em prol da libertação do seu povo. Arão, à seu tempo, foi chamado de forma intuitiva, percebendo uma voz interior o chamando para encontrar a seu irmão no deserto e agiu em fé; foi e de fato o encontrou. Alegria para ambos, porque as promessas do Senhor Deus de seus antepassados estavam sendo levadas a efeito e eles agora se viam como chamados para algo bem maior do que eles mesmos. Aceito isso como uma espécie de modelo de ação-reação humana no campo da vocação. Primeiro vem a euforia alegre de ter alcançado uma experiencia inusitada ouvir a voz de Deus e entender que está sendo chamado para alguma coisa. Segue-se a isso o assentar das emoções e aparece o lado racional e muito humano, onde a mente racionaliza o conteúdo e chega a conclusão de “é muita areia para o meu caminhãozinho!” Quem sou eu? Vem todo aquele processo de negação e fuga! Chega a ser engraçado ou mesmo ridículo, um ser humano tentando racionalmente convencer a Deus de que ele está certo e Deus está errado…. desta vez o Senhor exagerou na dose!! Com tanta gente boa, qualificada, mais consagrada que eu, e o escolhido sou eu? Bom mesmo, é quando a pessoa consegue ver a si mesmo do ponto de vista de Deus, que tal qual aquele arbusto, quem sustentará a chama será Deus e não o homem. Quando se percebe que a obra de Deus, tem esse nome, justamente porque é obra de Deus. Quando a razão sede lugar a fé, porque a Palavra de Deus caiu em boa terra e já começa o processo de germinação. A fé vem por ouvir a Palavra de Deus. Eu preciso ouvir e para isso é necessário silenciar outras vozes, deixar os ruídos e os distorcidos sons embaralhados do mundo e concentrar só na Palavra de Deus. A igreja, como Corpo de Cristo precisa ouvir a voz de Deus, e assim alguém precisa ser o porta-voz, proclamar a mensagem pura, autentica e simples. A fé pé precedida pela ação de alguém pregar e alguém ouvir.

Pai, obrigado por nos chamar e que bom que pudemos ouvir e agora podemos pregar para que outros ouçam e creiam em ti e nas tuas promessas. Agradecemos por nos amar de maneira tão intensa e poderosa, que nossas vidas são transformadas. Somos teus filhos e estamos comprometidos com a verdade do teu reino. Oramos agradecidos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Arão Falou e Fez

Meditação do dia: 09/04/2022

“E Arão falou todas as palavras que o Senhor falara a Moisés e fez os sinais perante os olhos do povo”. (Ex 4.30)

Arão Falou e Fez – Quanto meditamos na Palavra de Deus, o fazemos com o propósito de aprender e em seguida colocar em prática aquilo que conseguimos. Conhecimento teórico, diante de Deus não tem muita importância. “E por que me chamais, Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?” (Lc 6.46). Também é um fato, que ao nos dar algum recurso, o Senhor tem em mente que seja prontamente colocado em ação, porque ele visa suprir uma necessidade. Não ganhamos ou alcançamos bênçãos de Deus só para sermos abençoados, mas para sermos úteis. A economia de Deus funciona de modo bem diferente dos padrões humanos e de mercado, como conhecemos. Entre os homens, oferta e demanda se regulam e a falta de um, ou o excesso, produz a influencia no valor e no preço. No mundo espiritual, o sistema de Deus é a generosidade, o “dar e receber.” É assim que aprendemos e crescemos na graça de dar para depois receber e suprir com base no amor. “Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo” (Lc 6.38). Quanto mais amor, mais doação, é assim que diz Jo 3.16. Moisés e Arão se reunião com os líderes e anciãos dos hebreus e lhes notificaram de tudo o que o Deus dos seus antepassados estava planejando para eles. Arão foi o porta-voz da mensagem e também exerceu perante eles o seu papel de auxiliar imediato de Moisés, falando e fazendo os sinais que Deus lhes havia dado, para que os credenciassem diante do povo a ser liberto, mas especialmente diante de Faraó, que precisaria ser convencido por sinais poderosos, de que não era apenas um desejo de Moisés e do povo, mas especialmente um propósito de Deus, do verdadeiro Deus. Uma lição que fica para nós, é que ao realizar os planos do Senhor, precisamos ser fiéis e fazer exatamente o que ele determinou, com os sinais que ele deu a fazer. Nada a mais e nada à menos! Antes mesmos de sentirmos a nossa necessidade de salvação e libertação, o Senhor já estava trabalhando nisso. Deus tem mais interesse em nossa salvação até do que nós mesmos, pois ele tem um perfeito conhecimento de quem somos, o quanto valemos e de outras verdades que permanecem ocultas no momento para nós. O pecado fez um estrago na vida humana, e até o valor pessoal foi deturpado e corrompido. O deus deste século e o seu sistema quer levar as pessoas a entenderem que elas não têm valor algum, nem para Deus, elas mesmas e a sociedade. Essa intuição autodestrutiva é formada dia a dia por um processo de massificação enganadora. O modelo de Deus através de Moisés e Arão é Palavras e Sinais. Feitos à maneira de Deus, diante do povo de Deus, para glória de Deus.

Obrigado Pai amado, por colocar à nossa disposição todos os sinais e milagres possíveis em Cristo Jesus para alcançar os corações perdidos e desiludidos com as falácias do mundo. Obrigado por nos amar de uma tal maneira, que enviou o que de melhor o Senhor tinha aí no céu e na eternidade. Te agradecemos de coração, por nos chamar para fazermos parte de tua família e colaborarmos com a construção do teu reino. Em nome de Jesus, oramos com gratidão, amém.

Pr Jason

A Primeira Grande Reunião de Líderes

Meditação do dia: 08/04/2022

“Então foram Moisés e Arão, e ajuntaram todos os anciãos dos filhos de Israel.” (Êx 4.29)

A Primeira Grande Reunião de Líderes – Nossas reflexões nos encaminham a pensar também como líderes do povo de Deus. Entre as muitas esferas de influencias, cada um de nós, como filhos de Deus exercitamos a mordomia da influência, onde cada um tem o seu espaço e a grande verdade é que não importa o tamanho, mas a fidelidade no exercício daquilo que Deus concede. Se estamos colocados numa posição para influenciar uma única pessoa, e o fazemos com fidelidade, diligencia e muito comprometimento, então somos bem-sucedidos. Mordecai, que criou Ester com muito carinho e quando se viu naquele momento crucial, foi profético e assertivo, ao dizer a ela, que haveria de ter uma boa razão para ela ter chegado aquela posição de rainha. Ele tinha razão! Ela fez o seu papel muito bem feito e o povo de Deus foi abençoado. Não se pode dizer de Ester que a beleza dela era a inteligência que ficou por fora. Ela era linda, proativa, determinada e ousada, sem falar que levava a espiritualidade muito à sério. Aqui, hoje estamos presenciando a primeira grande reunião de líderes do povo hebreu; com a chegada de Moisés e Arão, as cabeças pensantes dos demais influenciadores se reuniram para afinar o discurso e a mobilização do povo para iniciar um movimento por libertação total daquele cativeiro que já estava no tempo de acabar. Estamos vendo aqui a importância de se juntar forças para enfrentarmos um problema que é de todos nós. A tarefa de evangelizar o mundo e fazer discípulos de todas as nações, não pode ser feito por um só grupo ou movimento, precisamos apoiar e sermos apoiados. Os povos antigos valorizavam muito a liderança dos anciãos, por serem pessoas sábias, experimentadas, maduras o suficiente para oferecerem segurança e bom senso. Mesmo que hoje, se busque mais o valor de um bom currículo, como igreja e povo de Deus, estamos certos de que a vida é uma excelente escola e aqueles que atingem a maturidade, o fazem por serem diferenciados, perseverantes e resilientes. Moisés foi o grande líder e não encontramos ninguém como ele; o mesmo se pode dizer de Arão, além de irmão, foi escolhido por Deus e exerceu uma influencia muito saudável no povo hebreu nos seus dias. Mesmo eles, precisaram de outros líderes e auxiliares. Centralizar tudo sobre os ombros de um único líder ou sobre poucos não é sábio e essa sobrecarga minará as suas forças e forçará o ativismo e com ele vem o esgotamento, cansaço e a improdutividade. O poder é cooptador, mas ser cheio do Espírito Santo pode equilibrar.

Senhor, obrigado por prover líderes e auxiliares suficientes para que a tua obra seja feita de forma que a motivação seja mantida em alta e assim produzimos mais e com um menor fator de desgaste. Somos gratos por renovar as nossas forças no dia a dia e assim podemos compartilhar os fardos e as preocupações do ministério que tem nos pressionado. Agradecemos por tudo e por todos eles, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Atualizando

Meditação do dia: 07/04/2022

“E relatou Moisés a Arão todas as palavras do Senhor, com que o enviara, e todos os sinais que lhe mandara.” (Êx 4.28)

Atualizando – Qual seria uma boa agenda para um encontro entre dois irmãos que não se vêm pelo menos à quarenta anos e o encontro foi providenciado por Deus de forma nada convencional? Haveria muita conversa para se colocar em dia: sobre eles mesmos? seus trabalhos? suas famílias? já tinham filhos? os pais? Moisés e Arão teriam muito tempo para colocarem a prosa em dia e saber as novidades de cada um, já provavelmente quando se viram pela última vez eram solteiros, cheios de ideais e agora já eram homens amadurecidos, calejados pela vida e trabalho duro, ainda que Arão não soubesse, mas Moisés não vivia como príncipe cheio de regalias, desde que saíra do Egito. Arão já tinha quatro filhos; Moisés tinha dois filhos e na verdade teriam que se conhecerem, ganharem afinidades, pois seriam parceiros de trabalho na libertação dos hebreus naquele cativeiro terrível. É fato que nossas escolhas revelam nosso caráter e aqui podemos ver também, as prioridades que ambos tinham em seus corações. Atualizaram-se das verdades que marcariam suas vidas para sempre, pois fora para isso que Deus os chamaram e promoveu aquele encontro no Monte de Deus, no deserto. Moisés colocou seu irmão à parte de tudo o que Deus lhe revelara na conversa que tiveram lá na sarça que queimava e não se consumia. Os sinais que credenciariam ambos a representar a Deus diante dos filhos de Israel, mas também diante de Faraó e sua equipe de mágicos e sacerdotes dos muitos deuses ali existentes e que teriam que serem confrontados e desmascarados. Podemos meditar aqui e pensar numa situação que se depara também conosco na atualidade, como aconteceu em toda a existência da igreja como povo do Senhor e sua responsabilidade de testemunhar. Há um lado espiritual, místico, onde Deus se revela ao homem e isso é muito especial. Nenhum ser humano tem um encontro pessoal com Deus e sai do mesmo jeito que iniciou! As revelações divinas têm propósitos muito especiais e finalidades a serem alcançadas pela fé e com muita humildade. Quando oramos por um assunto, uma causa ou pedindo uma orientação específica e recebemos a resposta, aquilo produz uma alegria interior e acrescenta muito à nossa experiencia, mas não devemos ceder ao orgulho ou soberba de acharmos que somos especiais e ou superiores aos outros irmãos, porque Deus se revelou a nós. À exemplo daquela experiencia no Monte da Transfiguração, quando os discípulos Pedro, Tiago e João, participaram de um evento único em suas vidas, vendo a glória de Cristo de forma transcendental, numa conversa com Moisés e Elias e tudo mais. Logo em seguida, desceram do monte e lá em baixo encontraram os demais discípulos servindo a uma grande multidão de necessitados, doentes, possessos de espíritos imundos e sem contudo, conseguirem resolver todas as demandas. Fica a lição: Depois do monte da visão, vem o vale do serviço. Existe o banquete dominical, mas há também o avental do serviço semanal. Receber revelações e palavras especiais de Deus, visa nos preparar para o serviço em favor dos outros. Ninguém recebe poder de Deus para ter poder acima dos demais mortais, mas para servir aos necessitados, cativos e oprimidos que necessitam de libertação e salvação. Foi para isso que Deus nos chamou e é para isso que Ele se revela a nós através de sua Palavra e pela ação do Espírito Santo.

Senhor, te reconhecemos como Deus de amor e graça que em Cristo Jesus tem um plano e um propósito de salvar e libertar os homens do cativeiro do pecado. Todos precisamos de salvação e ajuda para recomeçar nossas vidas; somos gratos pela tua Palavra que é Espírito e Vida, sendo um instrumento poderoso para mudar nossas vidas. Graças damos pelo conhecimento revelado sem que haja merecimento de nossa parte, mas por obra e graça do Senhor nosso Deus. Oramos agradecidos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Companheiros de Jornada

Meditação do dia: 06/04/2022

“Disse o Senhor a Arão: Vai ao deserto, ao encontro de Moisés. E ele foi, e encontrou-o no monte de Deus, e beijou-o.” (Êx 4.27)

Companheiros de Jornada – Desde os primórdios da humanidade já se sabia que andar sozinho não era uma experiencia agradável. Parcerias, companheirismo e a divisão de tarefas são motivos mais do que suficientes para se firmar essa verdade. A família existe para suscitar complementos para a vida ser experimentada em plenitude. Nela encontramos todas as possibilidades de realização pessoal em todas as áreas possíveis. O homem e a mulher encontram a plena realização como pessoas, como cônjuges, como pais, líderes e exemplos.  Uma família funcional e equilibrada é bênção sem medidas; assim como o contrário também é verdade: uma família disfuncional é um desastre total e seus efeitos vão aparecer por várias gerações à frente. Moisés precisava de um bom parceiro, alguém que tivesse afinidade com os interesses do seu povo, desejo e fibra moral para lutar contra as muitas adversidades que se avizinhava; essa pessoa foi apontada por Deus e Arão tinha capacidade de ouvir a Deus e seguir instruções, à começar por ir ao deserto encontrar Moisés. Fazer a vontade de Deus é um exercício de fé e obediência, mas também é uma oportunidade de conhecer pessoas e andar juntos para a realização de objetivos maiores. Podemos imaginar dois irmãos que se criaram distantes, separados muito cedo e enquanto um viveu no palácio como filho da princesa, outro seguiu em casa dos pais, como escravos. Um, bem educado, treinado em artes e ciências, o outro cresceu servindo sob jugo pesado e sem perspectivas de melhora, até que viesse uma libertação grande, tipo milagre. Os pais poderiam ter alimentado bem as esperanças nas promessas de Deus, mas teriam que esperar o tempo de Deus para que seus filhos se revelassem como aptos a servirem como instrumentos de Deus. A verdade é que os dois se conheciam muito pouco, mesmo no tempo em que viviam no Egito. Agora, quarenta anos de exílio os separaram e nenhum dos dois tinha quaisquer notícias do outro e nem como saber em que condições estariam. Precisava ser uma obra de Deus! E era! Nada havia sido esquecido e Deus estava trabalhando em todas as frentes necessárias, ainda que eles não estivessem cientes disso. Deus ainda trabalha em favor do seu povo, que somos nós, mesmo que não estejamos vendo ou percebendo os detalhes, podemos confiar e esperar em fé. As pessoas certas para nos ajudar também serão levantadas por Ele e precisaremos ter discernimento para reconhecer e humildade para servir juntos.

Obrigado, Pai, pela oportunidade de servir de alguma forma e ao lado de pessoas boas e comprometidas com o teu reino. Não estamos sós e nem precisamos servir sozinhos, porque temos um Senhor justo e bom que é o dono da seara. Agradecemos a ajuda e a força para cada dia. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Fé e a Família

Meditação do dia: 05/04/2022

“Então Zípora tomou uma pedra aguda, e circuncidou o prepúcio de seu filho, e lançou-o a seus pés, e disse: Certamente me és um esposo sanguinário.” (Êx 4.25)

A fé e a Família –Homens e mulheres tem visões diferentes da vida. A constituição de cada um aponta para isso, e não há nada de errado nisso. São seres complementares, onde um completa, apoia e sustenta o outro para uma verdadeira parceria de sucesso. É, contudo necessário afinidade e para isso o tempo de convivência é muito importante. Quando se trata de casal, família, então se constrói uma verdadeira fortaleza, difícil de ser dominada, ou se torna um amontoado de pedras, que pouco ajuda em termos de proteção. Olhamos para o Jardim do Éden e percebemos que uma ordem de muita importância não foi seguida, o que causou a mudança de rumo de toda a humanidade. Não se trata de atribuir culpa a esse ou aquele, mas só haviam duas pessoas e ambas estavam instruídas quanto ao que fazer ou não fazer. Ainda que em tom de jocosidade, se queira atribui a responsabilidade em Eva, ou em Adão porque não observou as amizades e os relacionamentos que a mulher estava cultivando, o resultado daria no mesmo, porque ambos eram responsáveis. Se duas pessoas estiverem num barco, remando longe da margem e surgir um perigo e começarem a discutir e discordar sobre que direção remar, ou um desistir de remar e naufragarem, de quem é a responsabilidade? Mortos não tem culpa e nem responsabilidades, são apenas mortos. “E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás (Gn 2.16,17). Morreram mesmo! Abraão e Sara tinha dificuldades para terem filhos, tentaram fabricar resultados, mas alcançaram a promessa. Isaque e Rebeca tinham opiniões diferentes sobre os filhos e cada um preferia o outro filho e se viveram praticamente privados dos dois filhos grande parte de suas vidas. Jacó e suas amadas Lia e Raquel tiveram seus dramas familiares também. Um excelente exemplo veio de José e Maria, que encararam o mistério da concepção e encarnação de Cristo e a despeito dos costumes e cultura dos seus dias, José foi obediente a revelação divina e fez um bom trabalho. Aqui estamos vendo Moisés e Zípora tendo que acertar as pontas devido a ideia que ela tinha sobre a circuncisão dos filhos. Normalmente aspectos culturais de outros povos, não tem muito peso em terras estranhas, e quando a família é formada por diferentes culturas, isso acaba aparecendo. Para Moisés era uma questão de fé e compromisso eterno do seu povo. Para Zípora, aquilo parecia apenas um costume sangrento, que não fazia tanto sentido. Aqui, podemos aprender a importância dos valores da fé. Deus não dá ordens absurdas ou impossíveis de serem praticadas e muito menos requer coisas sem sentido como atos de adoração e obediência. Podemos não entender à princípio, mas precisamos acreditar na veracidade das intenções de Deus, assim a nossa fé não corre risco de solapar. Desconfiar do caráter de Deus é um risco muito grande que nenhum adorador pode desejar correr. Por isso somos desafiados a andar e viver pela fé.

Senhor, nos te adoramos como o Deus Todo-Poderoso, santo e justo em todos os teus caminhos. Agradecemos o amor demonstrado por nós e lá na cruz, em Jesus fizestes o mais importante para nos ter em comunhão e legitimamente em tua família. Pedimos por sabedoria e discernimento espiritual para compreendermos os mistérios da fé e servir de todo o coração sem reservas, em todo tempo. Obrigado, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Circuncisão

Meditação do dia: 04/04/2022

“Então Zípora tomou uma pedra aguda, e circuncidou o prepúcio de seu filho, e lançou-o a seus pés, e disse: Certamente me és um esposo sanguinário.” (Êx 4.25)

A Circuncisão – Embora seja apenas uma pequena intervenção cirúrgica, isso tem um grande valor e uma significação muito forte na vida espiritual do povo hebreu. Ela não foi uma invenção de Deus para Abraão e seus descendentes, já era uma prática entre muitos povos antigos, por diversas razões. Mas com Abraão ela ganhou status de pacto divino com um povo exclusivo de propriedade de Deus para torna-lo conhecido, amado e adorado em todas as nações. Tratando da cirurgia em si, naqueles tempos os instrumentos de corte mais precisos ainda eram artefatos de pedras afiadas, e na ausência da nossa amiga anestesia, o processo era de fato dolorido e a recuperação pós-cirúrgica requeria cuidados e muito descanso. “Esta é a minha aliança, que guardareis entre mim e vós, e a tua descendência depois de ti: Que todo o homem entre vós será circuncidado. E circuncidareis a carne do vosso prepúcio; e isto será por sinal da aliança entre mim e vós (Gn 17.10,11). O fato de Deus não ter dado maiores explicações sobre o procedimento, indica que Abraão sabia muito bem do que se tratava. Esse procedimento levanta perguntas e suscita questionamentos exatamente por não ser algo parte de nossa cultura e costumes e muito menos temos valores referenciais tão firmes e fortes como os antigos orientais. Mesmo sem entrar em doutrina ou pormenores, mas à título de informação edificante, acredita-se que por ser um sinal entre Deus e Abraão e suas descendências futuras eternamente, o local escolhido para a realização de tal procedimento era o mais significativo, pois para se pensar em gerações, é preciso primeiro pensar em geração de filhos e não há geração de filhos sem que esse órgão seja utilizado. O outro lado, o do sofrimento, está relacionado à sensibilidade da região afetada pelo procedimento. Os filhos eram submetidos a ele no oitavo dia de nascimento e isso seria levado à sério por todas as gerações dos filhos de Abraão. “O filho de oito dias, pois, será circuncidado, todo o homem nas vossas gerações; o nascido na casa, e o comprado por dinheiro a qualquer estrangeiro, que não for da tua descendência. Com efeito será circuncidado o nascido em tua casa, e o comprado por teu dinheiro; e estará a minha aliança na vossa carne por aliança perpétua” (Gn 17.12,13). Por comparar com as vacinas que nossos bebês tomam e deixam os pais em pânico quando as reações são mais fortes; podemos imaginar o que se passava nos corações das mães e pais de primeira viagem, ao submeter os filhos a esse procedimento. Por outro lado, a criança já cresceria sem trauma e não teria que enfrentar isso em outra época de seu crescimento. Também, pensando no lado espiritual, uma pessoa só se sujeitaria a tal procedimento se a sua fé em Deus e confiança na aliança, fosse forte, mais forte do que a dor e os incômodos cirúrgicos. Agora podemos entender um pouco sobre o que se passou no coração e na mente de Zípora. Andar com Deus demanda compromisso sério o suficiente para ter que abrir mão de confortos e comodidades. Jesus também passou por isso: “E, quando os oito dias foram cumpridos, para circuncidar o menino, foi-lhe dado o nome de Jesus, que pelo anjo lhe fora posto antes de ser concebido” (Lc 2.21). Na Nova Aliança, ela tem um significado diferente, uma vez que a igreja agora como povo de Deus é formado por povos de todas as nações, tribos, línguas e povos e selados na família de Deus pela unidade do Corpo de Cristo, através do Espírito Santo. “Porque a circuncisão somos nós, que servimos a Deus em espírito, e nos gloriamos em Jesus Cristo, e não confiamos na carne” (Fp 3.3). Aos Romanos Paulo ensinou muito retamente e de forma firme sobre a verdadeira circuncisão. “Porque não é judeu o que o é exteriormente, nem é circuncisão a que o é exteriormente na carne. Mas é judeu o que o é no interior, e circuncisão a que é do coração, no espírito, não na letra; cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus” (Rm 2.28,29). E aí? Temos um coração circuncidado?

Senhor, Deus de alianças e de bênçãos pra todas as gerações. Graças a esse amor tão grande e um plano tão perfeito, posso ser hoje participante do teu plano de salvação e fazer parte do povo do Senhor. Permita que o nosso coração alcance conhecimento e graça suficiente para te amarmos e obedecermos as tuas instruções, ainda que não entendamos, mas podemos confiar em ti. Oramos agradecidos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason