Quem Deus É

Meditação do dia: 25/12/2021

“Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó. E Moisés encobriu o seu rosto, porque temeu olhar para Deus.” (Êx 3.6)

Quem Deus É – Por mais que discorramos sobre quem Deus é, mais opções criamos e ainda assim continuamos com muito espaço de conhecimento para conquistar. Como dizem os teólogos: “Ao finito não cabe definir o infinito.” Nossa intenção aqui não é definir ou elucidar tamanho mistério, mas refletir sobre como Deus se revela a cada um de nós. Ele é paternal no melhor sentido dessa palavra, para os seus filhos e seus adoradores, existe uma base já estabelecida de experiencia, seja ela profunda ou não, mas ela de certa forma existe em cada pessoa, segundo os preceitos o Evangelho. “Sabem a verdade a respeito de Deus, pois ele a tornou evidente. Por meio de tudo que ele fez desde a criação do mundo, podem perceber claramente seus atributos invisíveis: seu poder eterno e sua natureza divina. Portanto, não têm desculpa alguma (Rm 1.19,20 NVT). Moisés conhecia Deus pelo testemunho dos relatos contados e passados de geração em geração. Ele sabia que fazia parte da herança e das alianças celebradas com Abraão, Isaque e Jacó. Estava disposto a servir como libertador e até fizera uma tentativa que se frustrou, à tempos atrás. Então chega o dia em que Deus se lhe revela de uma forma muito inusitada na chama de fogo numa sarça ali no deserto próximo ao Monte Horebe. A voz de Deus é inconfundível, mesmo para quem nunca a ouviu de forma audível, e não pergunte por que? Sei que faz parte da natureza e do caráter divino se dar a conhecer mesmo em sua imensa grandeza e poder, ele o faz dentro de medidas suportáveis para a capacidade humana; afinal, Deus não é invasor, não força uma situação e não invade o direito de ninguém de forma arbitrária e ilegal. Nosso verdadeiro ser, a pessoa real é o espírito, que tem a sua origem em Deus e assim, quando Deus se revela, o espirito da pessoa percebe primeiro que a mente ou as emoções dela mesma. Quando o Senhor, falou sobre não se aproximar, tirar as sandálias, foi perfeitamente aceitável porque Moisés acreditava em manifestações divinas e até por meio de anjos. Quando Deus se apresenta e lhe diz: “Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó…” Isso agora era diferente, especial e totalmente novo. Nada, nada mesmo substitui uma experiencia e Deus não é de muita teoria. “Antes, eu só te conhecia de ouvir falar; agora, eu te vi com meus próprios olhos. Retiro tudo que disse e me sento arrependido no pó e nas cinzas” (Jo 42.5,6). Posso juntar as peças aqui, ao acrescentar esse testemunho, de que o chamado de Deus para alguém fazer algo bem específico, é precedido por uma genuína experiencia de conhecer a Deus de uma forma muito intensa e pessoal. Na Nova aliança, ficou muito claro que todos são chamados para fazer parte da família de Deus, a igreja e como tal assumir um papel ativo de testemunhas da graça e salvação de Deus em Cristo Jesus. Também ficou claro, que o Senhor da igreja, chama, capacita e distribui dons e habilidades específicas para determinados indivíduos conforme a sua vontade para também alcançar fins específicos. Nós, devemos entender, aceitar e tomar o nosso devido lugar para o bem de todos e a construção saudável do reino. “Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer” (1 Co 12.11). A chamada, o ministério e as responsabilidades de Moisés eram dele e por isso teve as experiencias que teve. Eu tenho as minhas e você as suas. Valorizemos o que é nosso, porque Deus sabe o que faz!

Senhor, sou grato a ti, por nesse dia de natal, estar meditando e escrevendo sobre o teu caráter santo e justo em chamar e preparar a cada um para as funções que a tua sabedoria e o teu governo determinam como sendo o melhor para cada um de nós. te louvamos e agradecemos pelo muito que recebemos e especialmente pela vida de Cristo foi dada por nós, para nos possibilitar o caminho da comunhão e da fé salvadora. Agradecemos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Terra Santa

Meditação do dia: 24/12/2021

“E disse: Não te chegues para cá; tira os sapatos de teus pés; porque o lugar em que tu estás é terra santa.” (Êx 3.4)

  1. Terra Santa – Temos hoje a oportunidade de meditarmos numa expressão muito bíblica, profundamente enraizada na vida de todos os adoradores do Senhor Deus, o Criador de todas as coisas; o Deus de Abraão, Isaque e Israel. Nós o conhecemos como um Deus de alianças e especialmente como Pai. Nossas Sagradas Escrituras são a nossa fonte de ensinamentos e nosso guia em termos de espiritualidade. Elas encerram tudo o que precisamos em termos de revelação. Para nós, o Senhor a quem adoramos é transcendente, sem limites, quer quanto ao tempo, como ao espaço, ele está acima e além de todas essas conveniências. Ao se revelar, nunca o fez por meio de formas e aparências, o que demanda uma grande experiencia de fé, pois acreditar em algo totalmente intangível, imensurável e invisível, mas não imperceptível. Os povos antigos, foram se distanciando cada vez mais da origem e da presença do seu criador e novas comunidades e grupos humanos se formaram ignorando propositalmente a Deus e logo preencheram esse lugar de suas vidas com representações grotescas de divindades falsas que foram tantas quantas a imaginação deles e com o passar do tempo, isso parece que se tornou o “normal” e o comum em toda parte. O princípio que Isaías citou que valeria para Israel como nação, certamente sempre valeu para toda a humanidade: “E acontecerá naquele dia que os restantes de Israel, e os que tiverem escapado da casa de Jacó, nunca mais se estribarão sobre aquele que os feriu; antes estribar-se-ão verdadeiramente sobre o Senhor, o Santo de Israel” (Is 10.20). Deus criou tudo par sua glória e gostaria de ter todos em estreita amizade e comunhão, mas o pecado e seus efeitos no homem tornou a salvação uma preciosidade para poucos proporcionalmente em relação ao todo da criação. O meu pensamento hoje, está na expressão “TERRA SANTA,” citada por Deus à Moisés, mas não estava falando da Palestina, ou Terra de Canaã, como a Terra Prometida, aos patriarcas nos termos das alianças. Deus estava se referindo ao espaço físico ali onde Moisés estava. Santo é um termo que designa algo separado, consagrado, com uma destinação ou objetivo específico. Sendo assim, onde estiver a presença de Deus, é lugar santo, é terra santa; por extensão então, tudo pode ser considerado santo, porque Deus é onipresente; daí a idéia de santidade em toda a maneira de viver, segundo os ensinos apostólicos. “Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo (1 Pe 1.15,16). Veja bem, aquilo que a pessoa crer vai determinar para ela o que é sagrado, espiritual, santo e digno de reverencia e respeito. Quando Deus disse a Moisés: “… Não te chegues para cá; tira os sapatos de teus pés; porque o lugar em que tu estás é terra santa…” Moisés agiu imediatamente conforme acreditava: Parou, não se aproximou mais, tirou o calçado e se pôs a ouvir. O que é santo ou sagrado para mim? Para você? Por que alguém não demonstra respeito, não reverencia algo que para outros é sagrado? Qual a causa do sacrilégio? O dicionário apresenta duas definições dessa palavra: 1. Pecado grave contra a religião ou contra as coisas sagradas. 2. Profanação de lugares, objetos e pessoas que apresentam caráter sagrado. Prá fechar: O que é terra santa para você?

Senhor, estamos em tua presença, portanto estamos em terra santa e devemos toda a reverencia e todo respeito por tudo o que representas para nossa fé. O Senhor é santo, santo, santo e tens compartilhado o teu caráter santo com a nossa vida, pela nossa identificação com Cristo em seu sacrifício na cruz. Obrigado pela comunhão e companheirismo que a nova vida em Cristo nos permite. Amém.

Pr Jason

Descalço

Meditação do dia: 23/12/2021

“E disse: Não te chegues para cá; tira os sapatos de teus pés; porque o lugar em que tu estás é terra santa.” (Êx 3.4)

Descalço – Quando criança ouvi diversas vezes o adágio popular que dizia que “Cada terra tem seu uso como cada roca tem seu fuso.” Claro, não fazia muito sentido e só com a maturidade e a convivência com diversidades bem diferentes das minhas habituais é que fui percebendo costumes, hábitos e modos de se ver ou fazer as coisas, isso varia de povo para povo e de cultura para cultura, mesmo dentro de um mesmo país, como o nosso Brasil, com um regionalismo forte e tradições bem enraizadas no povo. Quando lemos as Sagradas Escrituras, encontramos a vida das pessoas daqueles tempos, tal qual ela era, com seus costumes, culturas e hábitos, que às vezes eles mesmos tinham que aprender e conviver. Podemos pensar por exemplo em Jacó, que ao chegar em Hará, para morar com o tio, ficou tremendamente decepcionado ao ser enganado por este na entrega de sua esposa, e Labão justificou como sendo um costume daquele local. “E aconteceu que pela manhã, viu que era Lia; pelo que disse a Labão: Por que me fizeste isso? Não te tenho servido por Raquel? Por que então me enganaste? E disse Labão: Não se faz assim no nosso lugar, que a menor se dê antes da primogênita” (Gn 29.25,26). Assim como em boa parte do mundo, o aperto de mãos serve tanto como cumprimento ou saudação, como também para confirmação de acordos ou compromissos comerciais – o aperto de mão sela o acordo e negar a apertar a mão do outro é rejeitar a proposta ou não se comprometer a honrar o que está sendo acordo. Apertar a mão e não honrar o compromisso é desonroso e considerado uma grave falta de caráter. Tirar os sapatos ou sandálias, também fazia parte de costumes antigos e em algumas situações estava ligado a realizações de contratos ou compromissos de responsabilidades. Entre os israelitas, a chamada lei do levirato, seguia acompanhado do hábito tirar sapato. “Porém, se o homem não quiser tomar sua cunhada, esta subirá à porta dos anciãos, e dirá: Meu cunhado recusa suscitar a seu irmão nome em Israel; não quer cumprir para comigo o dever de cunhado. Então os anciãos da sua cidade o chamarão, e com ele falarão; e, se ele persistir, e disser: Não quero tomá-la; Então sua cunhada se chegará a ele na presença dos anciãos, e lhe descalçará o sapato do pé, e lhe cuspirá no rosto, e protestará, e dirá: Assim se fará ao homem que não edificar a casa de seu irmão; E o seu nome se chamará em Israel: A casa do descalçado” (Dt 25.7-10). Poderia também ser utilizado em contratos de compra e vendo ou até renuncia de direitos, como podemos ver nos tempos dos Juízes, com o rapaz que iria se casar com Rute. “Havia, pois, já de muito tempo este costume em Israel, quanto a remissão e permuta, para confirmar todo o negócio; o homem descalçava o sapato e o dava ao seu próximo; e isto era por testemunho em Israel. Disse, pois, o remidor a Boaz: Toma-a para ti. E descalçou o sapato (Rt 4.7,8). No texto de nossa meditação de hoje, foi um ritual diferente, exigido pela santidade de Deus que tornara santo o lugar onde Moisés estava e ele precisava estar ciente disso e respeitar reverentemente o Deus a quem ele iria servir e se comprometer dali em diante. Não se pode deixar de ver que aqui também houve um compromisso entre as duas partes, pois foi para isso que Deus lhe aparecera e a consagração seria a resposta mais adequada. Gesto semelhante podemos ver também, com Josué, o sucessor de Moisés, antes de entrar na posse da terra e de confrontar Jericó. “Então disse o príncipe do exército do Senhor a Josué: Descalça os sapatos de teus pés, porque o lugar em que estás é santo. E fez Josué assim” (Js 5.15). Particularmente, gosto de pensar também no sentido de humildade e submissão, porque ao descalçar os pés, ficamos vulneráveis e sem condições de nos afastarmos muito. Então tem o sentido de rendição e permanecer ali para ser ministrado e aprender reverentemente diante de Deus. Isso não é canônico, mas faz sentido, se a atitude do coração for condizente na obediência.

Senhor, obrigado pela tua presença santa, que além de nos abençoar e nos privilegiar com uma vocação, ainda somos instados a te reverenciar humildemente, o que é justo e reto diante de ti. Obrigado por lições tão simples, mas profundas e que qualquer um pode entender. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Chamado e Resposta

Meditação do dia: 22/12/2021

“E vendo o Senhor que se virava para ver, bradou Deus a ele do meio da sarça, e disse: Moisés, Moisés. Respondeu ele: Eis-me aqui.” (Êx 3.4)

Chamado e Resposta – Já conheço a história inteira de Moisés e o seu chamado para servir ao povo de Deus, libertando-os do cativeiro no Egito. Acredito que os três leitores mais assíduos dessas meditações também a conhecem bem. Mas ao vivo e à cores, naquele dia lá no deserto, ao ouvir aquela voz lhe chamando pelo nome, do meio de uma sarça em chamas, Moisés sabia que era Deus que o chamava e sabia que deveria responder, como de fato respondeu; Ele poderia ter uma certa noção sobre o tema da conversa – a libertação do seu povo, mas de forma alguma ele tinha alguma noção de como seria a missão e quanto tempo levaria para cumpri-la. Como eu não tive e não tinha quando entendi o chamado de Deus para servir no ministério cristão. Deus não nos dá a visão completa de uma única vez e isso é por necessidade de exercitar a fé e o relacionamento com Deus e com as pessoas. Existem muitas variáveis na execução de uma mesma vocação e a cada ministério há uma demanda diferente. Podemos pensar por exemplo, quando Deus chamou a Noé e o ordenou a construir a arca. Esse chamado foi bem específico e consequentemente tinha começo, meio e fim; Noé iria trabalhar etapas sequenciais até a conclusão e entregar a obra para que então o Senhor complementasse a ordem com a etapa de ocupa-la e navegar sobre as águas até findar essa nova etapa e recomeçarem a vida em terra firme. Moisés, mais à frente, recebe a missão de construir um tabernáculo ao Senhor e essa tarefa também tinha começo, meio e fim, quando estivesse montado e pronto para ser inaugurado, como de fato foi. O que quero dizer com essa reflexão, é que a nossa consagração ao chamado do Senhor, deve estar fundamentada em termos a certeza de estarmos na presença dele, daí respondermos: “Eis-me aqui!” O que virá em seguida, já é uma outra etapa do relacionamento e precisaremos receber as devidas instruções e assim começar a dar os passos necessários para obedecer a Deus e cumprir a sua vontade. Já houve um tempo e não tão distante, que a igreja como Corpo de Cristo, não tinha uma clareza maior sobre a aplicação das vocações ministeriais e de como aproveitar os potenciais dos dons, habilidades e capacidades dos seus membros e realizar melhor e com mais precisão a sua missão aqui na terra. Há períodos em que só os ministros, os clérigos tinham oportunidades e as responsabilidades, e isso hoje, entende-se que contraria os ensinos apostólicos bíblicos, onde todos os santos de Deus são chamados à participar da construção do Reino de Deus. Gosto muito de pensar na comparação paulina do corpo humano e seus muitos membros com o Corpo místico de Cristo na terra, que é a igreja e suas muitas possibilidades através de cada parte cumprir a sua função. “Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também. Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito (1 Co 12.12,13). Você sabe para o que, Deus te chamou ou está chamando?

Senhor, eis-nos aqui, reconhecendo a tua santa presença, digna de toda a nossa adoração, louvor, honra e glória. Queremos manter a nossa consagração inicial e reiterar que desejamos te servir, onde, como e pelo tempo que lhe apraz estabelecer. Sabemos que a tua vontade é boa, agradável e perfeita e sempre será a melhor decisão, andar contigo e servir com amor e excelência, com a ajuda da graça e bondade do Senhor. Reconhecemos a importância a presença do Espírito Santo com sua sabedoria, poder e influencia para fazer do nosso serviço um verdadeiro culto de adoração ao Senhor nosso Deus. Oramos em fé, no nome poderoso de Jesus, amém.

Pr Jason

Do Meio da Sarça

Meditação do dia: 21/12/2021

“E vendo o Senhor que se virava para ver, bradou Deus a ele do meio da sarça, e disse: Moisés, Moisés. Respondeu ele: Eis-me aqui.” (Êx 3.4)

Do Meio da Sarça – Aquela visão que despertara a atenção de Moisés de repente deixou de ser alguma coisa de aparência normal ainda que rara; tornou-se especial e muito espiritual. Mais do que fogo, ali estava a presença de Deus, que agora conseguira a atenção daquele homem. Deus chamou Moisés pelo nome, de dentro das chamas. Aquilo deixou de ser um lugar, para tornar um lugar santo, um lugar de encontro entre o Criador e a criatura. Nossa vida é uma história e dependendo de como a contamos ela faz muito ou nem um sentido; ela se torna preciosa e abençoadora, ou apenas um fardo que vem sendo carregado penosamente pela pessoa. Nossas escolhas nos levam a lugares e a condições. O que somos hoje está em coerência com as escolhas que fizemos no passado e algumas delas não podem mais serem alteradas, outras poderão ser corrigidas ou reparadas, e tudo isso se faz com novas decisões. Moisés era um príncipe, colocado numa condição favorável para ser treinado para uma vida de serviço a Deus e ao seu povo. Ele decidiu alterar o curso de sua rotina e tudo indica que agiu antes da hora exata dos planos originais de Deus. Isso lhe custou muita coisa, mas também lhe trouxe de forma muito radical um aprendizado intensivo servindo como pastor de rebanhos de seu sogro em terra estranha. Nesse dia, ele escolheu, decidiu levar o rebanho a determinado lugar, e desta vez estava em sincronia perfeita com Deus, que o aguardava em Horebe, que ficou conhecido como o Monte de Deus. Aquela sarça pegando fogo e sem se consumir, chamou a sua atenção e ao conferir, encontrou a experiencia transformadora de sua vida e a razão para todas as perguntas que rondavam sua mente e coração por tantos anos. Será que quarenta anos são suficientes para apagar uma chama vocacional no coração de uma pessoa? Esse tempo, pode anular uma promessa divina, pela qual muitas gerações esperaram e viveram por ela? A Bíblia é um relato de uma história grande e composta com muitas outras histórias menores, mas de suma importância para a principal. A minha vida e a sua vida também estão contidas na história maior, que é a redenção em Cristo. Cada personagem tem sua participação e é como um fio na grande trama, sozinho é apenas um fio, mas no conjunto ele é perfeito, útil e importante. Qual o lugar ideal para se estar? Nessa experiencia de Moisés fica claro, que é perto de onde Deus está agindo. O que parecia ser um arbusto em chamas, se revela ser a presença graciosa de Deus, desejado um relacionamento mais aproximado com Moisés; pode ser comigo também e contigo. Uma vez que Deus se faz presente em todo lugar, só precisamos de discernimento e sensibilidade para percebê-lo, e pode ser onde nem imaginamos, mas muito perto de nossos corações.

Deus Pai, obrigado por escolher homens para servir e realizar os teus propósitos e construir uma grande história de amor e redenção. Agradecemos o que tens nos proporcionado através de Jesus e que o Espírito Santo vivifica e nos mantem em comunhão com a tua perfeita vontade. Oramos agradecidos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Quando Deus Vê

Meditação do dia: 20/12/2021

“E vendo o Senhor que se virava para ver, bradou Deus a ele do meio da sarça, e disse: Moisés, Moisés. Respondeu ele: Eis-me aqui.” (Êx 3.4)

Quando Deus Vê – Já sabemos que Deus é onisciente, portanto ele sabe todas as coisas e também estamos cientes de que não há nada encoberto aos seus olhos, ele tem conhecimento total de tudo. “SENHOR, tu me sondaste, e me conheces. Tu sabes o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento. Cercas o meu andar, e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos. Não havendo ainda palavra alguma na minha língua, eis que logo, ó Senhor, tudo conheces” (Sl 139.1-4). Para quem procura uma comunhão mais íntima com Deus e desenvolver relacionamentos saudáveis no crescimento espiritual, saber esses atributos maravilhosos de Deus só aumenta a fome e a sede por mais de Deus. Para quem não o conhece suficientemente bem e tem mais medo do que temor e reverencia, a idéia de um Deus grande e Todo-Poderoso, parece assustador, pois ela vai se sentir vigiada o tempo todo. As Sagradas Escrituras fazem uso abundante dessa forma de expressão, atribuindo a Deus características humanas, no caso aqui, “…E vendo o Senhor que se virava para ver…” literalmente isso passaria a idéia de que até momentos anteriores Deus não estava vendo o que Moisés fazia ou pretendia fazer; mas não é o caso, A presença do Senhor estava ali antes mesmo da chegada de Moisés ao local e ele estava ciente de que atrairia a atenção daquele pastor de ovelhas. A essência da verdade ensinada aqui no texto é que o Senhor estava aguardando a atenção intencional de Moisés. Como também isso é verdade com relação a nós em todas as nossas experiencias com ele. Certa ocasião, quando estava na reta final do último ano do seminário, sob forte pressão e decisões importantes a tomar, me vi tomado de angústia e ansiedade de forma tão intensa que aquilo estava me consumindo e drenando as minhas energias. Numa noite daquelas, durante o tempo devocional da noite, recusei-me a ir dormir após o toque de recolher e apagar as luzes, fiquei diante de Deus, empacado, teimoso e disposto a não ficar sem uma resposta; eu orava, chorava, silenciava (tudo isso em absoluto silencio porque os colegas de quarto já estavam dormindo); lá pelas duas horas da manhã, o meu coração ganhou paz, uma paz tão suave, mas profunda e feliz e foi exatamente aí, que discerni, que Deus havia falado ao meu coração e me dado a resposta antes das vinte e três horas. Eu ri da minha estupidez e agitação interior que me privara de ter uma bela noite de sono, descansando no Senhor. Moisés não estava angustiado ou buscando uma resposta; ele estava ocupado demais com suas responsabilidades e mesmo com um fenômeno extraordinário acontecendo perto, ele ainda não atentara para a grandiosidade daquilo. Deus, na sua infinita paciência e misericórdia aguardava uma iniciativa dele, até que ela acontecesse, e aconteceu! Agora que ele estava disposto a verificar de perto, chegara então a hora de saber com que e com quem ele lidava. A nossa pergunta de valor elevado hoje é: Quando foi que realmente resolvemos dar a devida atenção ao propósito divino para nossas vidas? Quando foi que Deus percebeu intenção em nós? Já ouvimos pregadores falando daquele diálogo de Jesus com Pedro após a ressurreição, quando o Mestre lhe perguntou por três vezes se Pedro o amava e a resposta variava até que de fato ele se concentrou no que Jesus realmente estava falando. “Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez: Amas-me? E disse-lhe: Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo. Jesus disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas” (Jo 21.17). Para Pedro foram três vezes… Para o Jason, será quantas vezes? Para você também, quantas vezes? Para o profeta Isaías, foi na primeira vez: “Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim” (Is 6.8).

Obrigado Pai, por seu amor e longanimidade para comigo. Louvado seja o teu santo e poderoso nome, que reflete o teu caráter de santidade e justiça, bondade e acolhimento para comigo e com os meus irmãos, companheiros de caminhada na fé. Queremos seguir as pisadas do Mestre e sermos fiéis e produtivos como bons mordomos de tudo o que tens confiado a nós. receba a nossa consagração e o desejo de discernir muito bem o teu tempo e o teu modo de agires. Oramos com gratidão, em nome de Jesus, o nosso Senhor, amém.

Pr Jason

Qualquer Arbusto Serve

Meditação do dia: 19/12/2021

“E Moisés disse: Agora me virarei para lá, e verei esta grande visão, porque a sarça não se queima.” (Êx 3.3)

Qualquer Arbusto Serve – A curiosidade humana é algo que pode lhe render bons frutos no seu trabalho e em praticamente todos os demais setores da vida. Aquele instinto investigativo de querer saber como as coisas acontecem, como funcionam e para que serve tem produzido muito desenvolvimento e progresso para a humanidade. Graças a esses curiosos e inventivos cérebros privilegiados muitas invenções surgiram e tantas outras foram aperfeiçoadas, criando utilidades que facilitam a vida e aumentam a produtividade. Moisés quis saber qual o segredo daquele arbusto não se consumir pelas chamas, e isso o levou a tomar uma iniciativa de ir e verificar de perto; foi aí que ele fez de fato a grande descoberta da sua vida até então. Como escrevemos anteriormente, mais importante do que ter uma visão ou revelação de Deus, é reagir a ela de forma construtiva. Deus estava atraindo a atenção dele, até que de fato ele se inquietasse com aquilo que até ali, lhe parecia um fenômeno natural e no máximo, estranho, um arbusto que queima, queima e não se acaba. As habilidades intuitivas dele lhe diziam que mais cedo ou mais tarde o fogo se apagaria, pois aquele arbusto não teria condições de alimentar a chama indefinidamente. Vou mexer aqui, com o que chamamos de vocação ministerial, ou chamado. Inicialmente é como uma atração no coração e na mente, que ocupa muito do tempo da pessoa e ela tenta racionalizar e ver como atender aquilo sem abrir mão do resto de sua vida, que inclui o trabalho, a família, a igreja local, os sonhos e os planos de carreira. Quando se trata de um chamado específico para dedicação integral, essas tentativas não prevalecerão e a insistência em fazer tudo junto e misturado vai se tornando em fatores de frustração e improdutividade até essa inquietação ser confrontada com uma avaliação séria e o coração aberto diante de Deus. Nos tempos de seminários se dizia que a pessoa chamada por Deus para o ministério, não presta para mais nada; ele faz ou ele faz! Moisés descobriu que aquele fogo na verdade era uma representação visível do Deus Todo Poderoso, que ele conhecia como o Deus de Abraão, Isaque e Israel. Não era a sarça, o arbusto que sustentava a chama, mas sim, Deus! Não havia nada de especial no arbusto, era arbusto mesmo! Então, se era Deus que sustentava a chama, consequentemente qualquer arbusto serviria. Até ele poderia servir para os propósitos divinos, porque não seria ele que sustentaria a vocação e aguentaria a pressão e o peso do ministério, mas Deus sustentaria, sustenta e sustentará. Você, eu e todos nós, por que achamos as vezes que somos alguma coisa, servimos para alguma coisa? Sem a presença de Deus, a chama do Espírito Santo ardendo dentro de nós, quanto tempo acham que resistiríamos? Por que tantos se esgotam, desfacem, desistem ou sucumbem diante da pressão da vida ministerial, familiar, no trabalho e nas sucessivas crises? Se é Deus que sustenta a chama, qualquer arbusto serve, até eu e você! Já fez essa descoberta? Se isso está sendo uma revelação nova para você, ela pode mudar ou impactar sua vida definitivamente, se você reagir construtivamente à nova visão ou revelação que está tendo agora. Não sou eu que sustento a chama, é Deus!!!!

Senhor, meu Deus e Pai; graças te dou, por ter me criado, sustentado e em algum dia me chamado para servir e realizar uma tarefa, que é sim, muito especial, por ser a tua tarefa, a tua obra. Reconheço que não há em mim nada de tão especial, senão a tua graça, a tua vocação e o teu poder operando através de mim, para algum fim proveitoso. Reconheço que não posso sustentar acesa a chama da minha vocação sem o teu poder atuando em mim. Nenhum de nós podemos, por isso pedimos graça e misericórdia pela nossa atitude de arrogância e orgulho, achando que somos nós que fazemos e acontecemos, mas não é, definitivamente nunca foi. Obrigado pelos rios de águas vivas que fluem do interior de todo aquele que crê segundo as Escrituras; pelo poder do Espírito que veio sobre nós no batismo com o Espírito Santo e nos revestiu de poder para sermos testemunhas em toda parte. Graças a Deus pelo seu dom inefável como disse Paulo. O Senhor é Deus de maravilhas e isso nos deixa maravilhados, abençoados e podemos renovar a nossa consagração a ti e ao teu chamado. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Conferindo a Visão

Meditação do dia: 18/12/2021

“E Moisés disse: Agora me virarei para lá, e verei esta grande visão, porque a sarça não se queima.” (Êx 3.3)

Conferindo a Visão – Admiro muito essa passagem e já é de muito tempo que leio e medito nela e ainda assim acredito que estou apenas arranhando a superfície de tudo o que ela pode me oferecer. A riqueza espiritual desse texto não é apenas pelo fato de ser a descrição de uma manifestação extraordinária de Deus a uma grande pessoa, com uma vocação especial e um ministério de primeira grandeza. Todo o contexto do acontecimento é de fato interessante, por se tratar de algo que não se encontra no cotidiano e muito menos com muitas pessoas. Foi um evento único para uma pessoa única e para revelar uma experiencia única. Mesmo se tratarmos o texto e a experiencia de Moisés pelo ponto de vista de uma metáfora ou de uma alegoria, ainda assim, é muito grande a lição a ser aprendida e dificilmente absorveremos tudo de uma vez. Moisés estava vendo algo sobrenatural, mas tratava o quadro por uma perspectiva natural, ou seja, ele achava que de alguma forma ou fenômeno, um fogo se acendera espontaneamente naquele arbusto. Isso é parecido com fatos que Deus está produzindo na experiencia de pessoas, mas elas insistem em aceitar tudo como algo natural ou acidental. No caso de Moisés ele percebeu que alguma coisa não permitia a naturalidade dos fatos, afinal, o tempo passava, a chama permanecia intensa, mas o arbusto não se queimava. Dentro do natural acontecia algo sobrenatural e foi isso que chamou a sua atenção. Ele se prontificou a verificar e entender. À princípio ele estava olhando, focado em outras ocupações, mas agora ele resolveu dar atenção àquilo. É uma decisão que tomamos. Podemos continuar com nossa rotina ou podemos parar e conferir o que de fato está acontecendo. Era uma visão muito grande para ser ignorada. O que torna uma visão grande? A sua origem, a sua mensagem ou propósito? Os resultados possíveis? Ou uma combinação de tudo isso? Fomos chamados por Deus para fazermos algo e a importância que atribuímos a isso, valoriza a nossa experiencia. Já de alguém que escreveu sobre esse texto, e ali o escritor assume a visão de Moisés numa comparação ou observação do próprio Moisés se vendo naquela sarça, imaginando que sua vida não era como ela, pois ele ardeu e se consumiu de uma só vez lá no Egito e sua vida acabara por ali mesmo. Claro, é uma interpretação desse autor. O Moisés príncipe, realmente ficara para trás à muito tempo; ali estava o Moisés homem, pastor de ovelhas, trabalhador e pai de família. Deus estava reconstruindo aquela vida de dentro para fora e agora ele começava a ver coisas por um outro ponto de vista. O sobrenatural começava a lhe chamar a atenção. Uma nova fase estava para se iniciar.

Pai agradecemos pelas novas oportunidades que aparecem para cada um de nós, mesmo quando não estávamos buscando isso, ou estamos focando nossa atenção em fatos apenas comuns do nosso dia a dia. Buscamos iluminação divina e sabedoria dos altos céus para fazermos a tua vontade no teu tempo e no teu modo. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Arde Mas Não Consome

Meditação do dia: 17/12/2021

“E apareceu-lhe o anjo do Senhor em uma chama de fogo do meio duma sarça; e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia.” (Êx 3.2)

Arde Mas Não Consome – É impressionante apenas imaginar como fora aquela aparição divina num arbusto em pleno deserto. O inusitado em meio à rotina diária para quebrar a sequencia de monotonia. Ainda que a vida no deserto apresente suas peculiaridades, algo naquele dia aconteceu que nada tinha de comum e corriqueiro. Moisés já estava habituado com a vida pastoril, o convívio com o deserto e suas incógnitas. Climas extremos a cada doze horas, paisagens que se mudam constantemente e ainda assim, tudo parece normal. Talvez uma chama de fogo queimando alguma coisa não fosse tão natural de se encontrar, mas fogo é fogo e havendo material para alimentá-lo ele se mantém; ou seja, há uma lógica nisso tudo. O que não era natural observado por Moisés foi que aquela chama se mantinha acesa e o arbusto também se mantinha intacto. Quando é que o natural se torna sobrenatural? Quando é que algo comum, deixa de o ser e se revela inédito ou interessante? Podemos depreender que isso também está ligado ao observador. Quando é que passamos a prestar atenção de fato? Quando é que algo nos desperta e nos convida a mudar o foco? É possível nos habituarmos com o sobrenatural de Deus e das verdades espirituais que elas não mais sejam fantásticas. Podemos nos acomodar com o inusitado e fazer daquilo uma rotina de nossas vidas. Me refiro a deixarmos de apreciar as grandezas de todas as riquezas espirituais tanto na Palavra de Deus, como no seu agir constante na nossa vida e da igreja. Deus sempre estivera presente na vida de Moisés cuidando dele e preparando-o para a grande missão. Naquele dia o encontro seria mais intimista e novos aspectos de Deus precisavam serem conhecidos, mas a princípio não despertou muito interesse em Moisés que continuava focado em sua tarefa ordinária. Mas sua atenção foi exigida, porque ele percebeu que alguma coisa diferente estava acontecendo ali, pois o fogo permanecia e a sarça não se consumia, então algo de especial haveria naquele arbusto. Comparando as coisas, tudo que é finito, mortal e ou simplesmente passageiro, se espera que naturalmente revele os sinais do desgaste e seu fim vai se mostrando. Mas ali, isso não estava acontecendo. Gostaria de pensar com vocês, sobre acontecimentos em nossas vidas diárias que se mostram diferentes e nós, simplesmente custamos a prestar atenção. Deus está chamando nossa atenção, mas ainda estamos focados em nós mesmos ou em nossas ocupações. Os discípulos no Caminho de Emaús, demoraram para perceber que o caminhante ao lado deles era Jesus. “E disseram um para o outro: Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras? (Lc 24.32). Já parou para pensar se tem algo inédito acontecendo por perto?

Senhor, obrigado por nos chamar a atenção para a direção em que o Senhor está atuando e deseja se revelar a nós. Estamos aqui, com o coração cheio de vontade de conhecer coisas novas e poderosas no Espírito Santo, e elas podem se mostrar pelos caminhos mais simples e comuns segundo a tua determinação e graça. Então, pedimos sabedoria para discernir o teu agir em nós e através de nós. agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Apareceu-lhe o Senhor

Meditação do dia: 16/12/2021

“E apareceu-lhe o anjo do Senhor em uma chama de fogo do meio duma sarça; e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia.” (Êx 3.2)

Apareceu-lhe o Senhor – Manifestações de Deus aos seres humanos são sempre misteriosas, maravilhosas e propositais. Não temos como determinar quando e onde isso acontecerá, mas é isso que torna elas tão interessantes. A iniciativa de revelar-se é sempre do Senhor, porque ele é quem tem uma mensagem, uma chamada ou uma posição definida sobre o que quer ou espera da parte da pessoa. Eles fazem parte do contexto da manifestação da graça divina estendida ao homem. Não merecemos, não podemos fazer nada para tê-las ou determina-las. Dependem então da fé, ativa e passiva, porque como receberemos uma revelação ou manifestação de Deus se não acreditamos que ele possa se revelar? Por outro lado, que podemos fazer para que elas aconteçam? Nada, absolutamente nada! Também ao estudarmos essas teofanias, precisamos levar em conta os tempos e as necessidades. Tal quem em investimento financeiro, “lucros passados não garantem rendimentos futuros.” Não é porque houve uma manifestação divina em tal circunstância, que ela se repetirá sempre que tudo estiver alinhado como da vez anterior. Somos conclamados nas páginas das Sagradas escrituras a buscar a Deus e até mesmo fazer isso com muito intenção e vontade, mas é buscar a Deus e não buscar suas manifestações ou revelações. “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto” (Is 55.6). “Então me invocareis, e ireis, e orareis a mim, e eu vos ouvirei. E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração” (Jr 29.12.13). “E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (2 Cr 7.14). Uma revelação da manifestação de Deus é suficiente para modificar para sempre a vida de uma pessoa, qualquer pessoa. Ao cultivar uma vida de fé e piedade a pessoa aprende os caminhos da humildade e da consagração total à vontade de Deus e caso Ele se manifeste de qualquer forma, sempre será uma experiencia maravilhosa e que produzirá bênção e aumentará a comunhão e a proximidade com aquela pessoa. Em sua economia Deus valoriza todas as oportunidades e faz com que todas as coisas tenham propósitos especiais. Nada acontece ao acaso e por acaso. Há uma intencionalidade da parte do Senhor e isso deve nos levar a buscar discernimento sobre a experiencia e o propósito dela. Moisés já tinha uma consciência de vocação para promover a libertação do seu povo do cativeiro egípcio, mas tentou fazer as coisas do seu jeito e com suas próprias estratégias e não deu certo! Nunca dá certo! Não se faz as coisas para Deus do nosso jeito, com a nossa força e para nossos próprios propósitos. Normalmente entre uma experiencia e outra é necessário acontecer um processo de quebrantamento o suficientemente forte ou grande para reduzir a confiança humana e se render ao poder divino. Isso pode ser demorado e doloroso¸ Moisés que o diga; e eu também.

Pai, agradecemos a tua bondade e misericórdia que está sempre estendida para nós, os teus filhos, que precisamos te conhecer mais e melhor até atingirmos a condição de completa rendição e quebrantamento, para sermos úteis ao ti aos teus planos. Agradecemos as tuas manifestações de graça e amor através da tua Palavra e do teu Espírito Santo. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason