O Monte de Deus

Meditação do dia: 15/12/2021

“E apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote em Midiã; e levou o rebanho atrás do deserto, e chegou ao monte de Deus, a Horebe.” (Êx 3.1)

O Monte de Deus – Meu amigo e colega de ministério, pastor Zezinho (José Rego do Nascimento Jr), diz que os cristãos estão constantemente no monte: Monte de problemas, Monte de lutas, Monte de comida, Monte de cobertor e alguns no Monte de oração mesmo. Ele não deixa de ter razão, mas de alguma forma a expressão ir ou subir ao monte, ganhou conotação de espiritualidade e em alguns casos até uma áurea mística, como se orar no monte produzisse melhores resultados do que em outros locais. Seguindo o raciocínio de quem responde as orações, que é Deus, isso não faz muita diferença não: “Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4.21,24). A questão não é ONDE mas COMO se adora a Deus que verdadeiramente importa. Seguindo nossa meditação nas experiências de Moisés, o seu trabalho com as ovelhas, levando-as ao deserto, também o levou ao monte de Deus, à Horebe. Isso é muito significativo, pois os caminhos de seu labor diário, feito com carinho e responsabilidade, cuidado bem daquilo que estava sob seus cuidados, o levou ao Monte de Deus, ou seja, um lugar onde Deus havia determinado um encontro particular para os dois. Deus está em todo lugar, em qualquer tempo e poderia ter falado com Moisés em qualquer outro local, pois em muitos momentos do seu dia a dia como pastor na solidão do deserto, à sós com os rebanhos, haveria boas possibilidades de comunhão com Deus. Mas foi Deus quem escolheu onde e como ter essa entrevista com ele. A minha pergunta, para mim mesmo e para todos nós, é onde os nossos caminhos estão nos levando? Para o monte de Deus ou para longe da comunhão e intimidade com o Pai. Precisamos nos lembrar que muitos dos nossos trabalhos e ocupações foram portas que Deus nos abriu e através delas tem provido nossas necessidades e abençoado nossas famílias e nos permitido prosperar e nos estabelecer; sendo assim, isso não pode se tornar um instrumento de nos afastar da comunhão com a igreja, com Deus e mesmo com as atividades de servir com os dons e talentos que nos foram dados. Um trabalho que faz mal à sua fé, à sua intimidade com Deus e o afasta daquilo que é primordial na sua vida, deve ser evitado, substituído ou até abandonado. Nosso trabalho também é culto ao nosso Deus e por mais importante que ele seja, não pode concorrer e nem se interpor; pode se tornar um princípio de idolatria. Sem contar que todas as pessoas chamadas por Deus para realizar uma missão no seu reino, estavam trabalhando e são sempre pessoas ocupadas. Pense nisso!

Obrigado Senhor, pelo nosso trabalho e pela oportunidade que ele nos dá de conhecer melhor as nossas potencialidades e assim servir com qualidade e excelência. Consagramos a ti todas as nossas atividades, porque elas devem glorificar o teu santo nome e servir às pessoas e construir valores que transformam situações. Somos gratos por tudo e por cada oportunidade que temos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Para Onde Levar o Rebanho

Meditação do dia: 14/12/2021

“E apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote em Midiã; e levou o rebanho atrás do deserto, e chegou ao monte de Deus, a Horebe.” (Êx 3.1)

Para Onde Levar o Rebanho – Aprendendo com a vida pastoril de diversos personagens da Bíblia, desde Abel, passando por Abraão e seus descendentes, até o Rei Davi e muitos outros depois, temos muitas lições preciosas que podemos aprender em nossa caminhada de fé. As pessoas precisam de cuidados e atenção tanto quanto um rebanho de ovelhas sob os cuidados de um pastor de ovelhas. Em textos sagrados o próprio Senhor Deus utiliza dessa figura para falar de seu relacionamento com os seres humanos. “Sabei que o Senhor é Deus; foi ele que nos fez, e não nós a nós mesmos; somos povo seu e ovelhas do seu pasto” (Sl 100.3). Um dos mais preciosos e profundos ensinamentos de Senhor Jesus foi sobre ele ser o bom pastor e nós sermos as suas ovelhas pela qual ele deu a sua vida, descrito no Evangelho de João, no capítulo dez. Ele também se apresentou como sendo o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29), numa alusão ao sacrifício expiatório simbolizado desde a instituição da Páscoa hebraica, quando da saída do Egito. Aqui, Moisés está apascentando o rebanho de seu sogro, já em fase final de aprendizagem e preparo para assumir outro rebanho, maior e mais complexo para conduzi-lo até a terra prometida. Os pastores daquela época, como no caso de Moisés, que habitava uma região desértica e com grande escassez de recursos de água e pastagens, se viam na obrigação de percorrerem grandes distancias, correndo enormes riscos em busca de melhores condições para cuidarem de seus rebanhos. Moisés atravessou um deserto para alcançar alguma pastagem e fontes de águas que oferecesse a segurança necessária para o rebanho. Assim foi que ele chegou até Horebe, um monte que se tornou um lugar sagrado para ele e para o povo que ele libertaria do Egito. Acredito que uma boa lição para nós aqui, se trata de ver como o nosso trabalho deve nos conduzir a experiencias e a lugares onde podemos crescer no nosso relacionamento com Deus. Os propósitos eternos de cunho espiritual quase sempre aparecem mesclados nas atividades naturais e do dia a dia; se a pessoa tiver sensibilidade e capacidade de discernir quando uma nova revelação está lhe aparecendo, ele pode decidir qual será o momento certo para permitir que a nova visão encha sua mente e coração e até mesmo, se ela deve tomar um lugar maior na vida e nas prioridades até então. Podemos perceber que nada é para sempre na vida terrena, e as etapas se sucedem; quando uma termina, precisamos estar abertos para receber a próxima e dedicar-lhe o nosso melhor. Depois de quarenta anos no palácio real no Egito, Moisés foi conduzido para uma nova etapa sem luxos, sem proteções e com grandes riscos e muita aprendizagem. Provavelmente ele inicialmente não via nenhuma ligação entre aquilo e a sua vocação, mas os caminhos o levaram a um novo encontro com sua chamada. Para servir a Deus de verdade é preciso pertencer a Deus de verdade e estar comprometido com os valores que Deus considera importantes. O trabalho de Moisés o levou a um encontro especial e novas oportunidades apareciam. Todo pastor de igreja precisa entender que o seu trabalho deve conduzir a ele mesmo e ao seu rebanho a algum lugar onde a presença de Deus fará diferença. Trabalho espiritual é prática e prático, não pode ser teórico e dissociado da vida.

Graças a Deus que nos chama e nos capacita a seu modo e no seu tempo, nos guiando para onde ele próprio e a sua graça irá nos proporcionar grandes experiencias e oportunidades de sermos abençoados e ajudar o rebanho a renovar a sua consagração e aproximar mais ainda de Deus, em Cristo Jesus, em nome de quem oramos agradecidos, amém.

Pr Jason

Moisés Apscentava

Meditação do dia: 13/12/2021

“E apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote em Midiã; e levou o rebanho atrás do deserto, e chegou ao monte de Deus, a Horebe.” (Êx 3.1)

Moisés Apascentava – Apascentar é um ofício que se aprende e certamente não dá para aprender só na teoria; ele exige relacionamento entre o pastor e o rebanho para gerar confiança e reciprocidade. É verdade que o modo brasileiro de pecuária em quase todas as espécies, é um tanto diferente dos sistemas do oriente e até mesmo da Europa. Aqui, lidamos com climas bem mais favoráveis e abundancia de pastagens e águas, o sistema de propriedades e fazendas cercadas e protegidas, permitem que apenas se solte os animais e os recolham posteriormente para o curral onde passam à noite e em muitos casos, nem isso é necessário. Então toda a nossa vivencia pastoral não pode ter comparação com aquela atividade descrita nos textos bíblicos do passado. Também pela dimensão continental do país, e grande parte da população ser urbana, uma grande maioria nem mesmo conhecem animais ou tem vivencia com tais práticas. Moisés também não tinha nenhuma experiencia nessa área, pois fora criado com a família real egípcia e esses trabalhos não fazem parte da rotina dos nobres. Foi ao chegar em Midiã, agora sem proteção, sem garantias e tendo que recomeçar sua vida, veio-lhe a oportunidade de servir com pastor para o rebanho de seu sogro. Posso imaginar que o aprendizado não foi fácil, mas ele aprendeu e certamente o aprendizado lhe seria muito útil na próxima etapa de sua vida e ministério. Não se iludam com a simplicidade generalizada das ovelhas; elas são essencialmente simples e dóceis, mas podem apresentar comportamentos difíceis e que exigirá muita dedicação e perícia do seu pastor. Assim também são as pessoas em necessidade. Em grupos, umas influenciam as outras e isso produz um comportamento de “manada” – assim que uma lidera uma aventura, o rebanho todo tem a tendência de seguir a líder. Outro detalhe muito relevante na história de Moisés é que ele apascentava um rebanho que não era seu, e nem tinha perspectiva de ter seu próprio rebanho; ele tinha convicção do seu chamado e não seria ali que firmaria raízes. Seu trabalho era um exercício de aprendizado. Deus o estava preparando para um futuro trabalho e aquela etapa era muito necessária. Fica-nos a indagação sobre a consciência que temos do nosso papel e do nosso lugar no projeto de Deus para essa época e se há novas etapas para as quais precisamos estar preparados. Uma chave de sabedoria ensina que precisamos estar preparados para o lugar para onde Deus pretende nos conduzir, pois onde estamos já está consolidado. Então o segrego parece ser, não desanimar e nem se desatualizar.

Obrigado Senhor pelo dia de hoje e pelos desafios que ele trará, para que possamos estar bem ligados aos teus planos e à tua vontade para conosco. Agradecemos o cuidado em nos capacitar para cada uma das etapas que teremos pela frente e assim, somos preparados para sempre sermos vencedores. Te agradecemos por investir em nossas vidas. Oramos com gratidão, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Condição Humana Diante de Deus

Meditação do dia: 12/12/2021

“E viu Deus os filhos de Israel, e atentou Deus para a sua condição.” (Êx 2.25)

A Condição Humana Diante de Deus – Eu sou daqueles que escolho ver o copo meio cheio e não meio vazio. Ou seja, sou mais otimista do que pessimista e também me disciplino para ser moderado nas minhas escolhas e práticas, sendo assim, ser realista levemente inclinado para o otimismo me faz muito bem. Como uma pessoa de fé acredito mesmo quando não tenho muitos elementos para validar. Até mesmo nas relações humanas, como pastor eu procuro dar uma oportunidade à mais, ainda que as vezes aconselhado a não fazê-lo. Acredito que uma pessoa é o que é até o dia em que resolve deixar de ser. “Tu, pois, filho do homem, dize aos filhos do teu povo: A justiça do justo não o livrará no dia da sua transgressão; e, quanto à impiedade do ímpio, não cairá por ela, no dia em que se converter da sua impiedade; nem o justo poderá viver pela sua justiça no dia em que pecar. (Ez 33.12). Escrevendo sob a condição humana diante de Deus, devemos levar em consideração que ela já foi melhor, privilegiada originalmente e se deteriorou por iniciativa do homem e que da parte de Deus ele manteve o vínculo de amor e redenção. Todo o potencial de desenvolvimento pessoal da humanidade lhe veio como semente; ele deveria semear e colher e com a capacidade de armazenar não precisaria reaprender tudo da estaca zero; isso faria um crescimento exponencial e o desenvolvimento seria excelente. O fator que foi alterado produziu um retardamento na compreensão e no julgamento das experiencias de forma que tanto coletiva quando individualmente, temos visto historicamente voltando a práticas e erros já cometidos por gerações anteriores. É aquela máxima das ciências exatas: fazendo a operação da mesma forma e esperando resultados diferentes. Se formos pensar em desenvolvimento e progresso nas ciências e tecnologias para gerar riquezas e utilidades facilitadoras, percebemos que desde que o mundo é mundo e o homem está aqui, todos os recursos necessários e suficientes para a raça, está aqui, foi criada e não se alterou até hoje, de forma que ainda estamos fazendo descobertas, novas utilidades para insumos já conhecidos e tudo sempre esteve aqui. Por exemplo: Energia elétrica acessível ao consumo humano foi com Nikola Tesla (1856-1943). Petróleo como combustível foi à partir do século XIX. Todas as descobertas e as invenções à partir daí, indica que os recursos são oriundos e para utilização para o bem e o progresso de todos. Nem o conhecimento humano e nem a fé e a devoção deveriam ficar em lados opostos ou andando por caminhos paralelos sem nunca se cruzarem, pois o ser humano é integral e assim deveria ser tratado. O progresso e o bem-estar de uns não precisa ser feito às custas do sacrifício e a exploração dos outros. Uma palavra agora muito feia e não mais bem vista e nem ouvida é PECADO. Esse sim, é um fator desestabilizador dos relacionamentos entre os humanos. O pecado é o egoísmo em ação e é altamente destrutivo. Quanto mais andamos para longe de Deus e da sua maneira de governar, mais nos aproximamos do nosso próprio abismo de destruição e corrupção. “Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só” (Rm 3.10-12). Precisamos nos converter e nos manter convertidos. Esse é o caminho da salvação.

Deus, como um pai amoroso o Senhor continua acreditando e investindo no homem como a obra prima da tua criação. Graças ao teu amor misericordioso podemos ter esperança e viver nessa fé de que há redenção abundante em Cristo Jesus para todos aqueles que crerem na mensagem da salvação, que é uma pessoa e não um código de ética e regras difíceis de serem cumpridas e guardadas. Os teus mandamentos não são pesados e nem impossíveis, justamente por causa do Espírito Santo que nos vivifica e torna relevante a fé em Cristo. Obrigado, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Deus de Alianças

Meditação do dia: 11/12/2021

E ouviu Deus o seu gemido, e lembrou-se Deus da sua aliança com Abraão, com Isaque, e com Jacó;(Êx 2.24)

Deus de Alianças – Alianças são pactos, não contratos! Contratos permitem distratos! Alianças são celebradas para durarem para sempre e não podem serem rompidas sem consequências graves para a parte infratora. Normalmente nos contratos se pressupõe garantias e obrigatoriedades de ambas as partes. Nas alianças o mais usual é haver símbolos e memoriais que mantenham sempre vivas os termos celebrados. A Bíblia se revela mais para alianças do que para contratos. Deus celebrou diversas alianças com pessoas e até com nações; alguns estudiosos que conveniaram catalogar as ações de Deus com a humanidade em termos de dispensações, numa totalização de sete, que é o número que simboliza a totalidade, completude; tudo o que é completo, pronto e finalizado, pode ser representado pelo número sete. Assim, incluíram também as alianças celebradas desde o início e agora vivemos nos tempos da Nova Aliança, celebrada por Cristo e na oficialização, ele a celebrou junto com a sua última ceia de páscoa na noite em que foi preso. Ali naquele jantar com seus discípulos ele instituiu a Ceia do Senhor como memorial da Nova Aliança, celebrada com base na sua morte expiatória na Cruz, com o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Naquela ocasião ele disse as seguintes palavras: “Enquanto comiam, tomou Jesus um pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo. A seguir, tomou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos discípulos, dizendo: Bebei dele todos; porque isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados” (Mt 26.26-28 ARA). Quando o nosso texto da meditação de hoje aponta que Deus ouviu o gemido e lembrou-se da aliança, é uma forma de linguagem humana, que descreve a condição difícil em que se encontravam os hebreus naquela escravidão no Egito. Deus sempre ouve, ouve tudo, pois sendo onisciente, não se espera que algo se lhe escape. Vamos dizer, que não ouvir para Deus é equivalente a “não dar ouvidos, não dar atenção” quando por exemplo as orações são egoístas e as petições são meros caprichos ou exercícios religiosos formais e não um diálogo de fé e comunhão. Assim, Deus não ouve e não responde. Lembrar-se também vem na mesma linha de interpretação, pois Deus não tem problemas de memória e possa esquecer alguma coisa. Em sua infinita sabedoria e administração, ele contemplara o tempo necessário para a maturação dos planos da formação da nação e sem uma pressão opressora da parte dos egípcios, seria muito apropriado que ele se acomodassem e se estabelecessem por ali mesmo, vivendo como súditos de Faraó e nem pensassem em assumir as responsabilidades de se tornarem uma nação. Como esteve próximo de acontecer na época do cativeiro babilônico. “No primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros que o número dos anos, de que falara o Senhor ao profeta Jeremias, em que haviam de cumprir-se as desolações de Jerusalém, era de setenta anos” (Dn 9.2). O despertar de Daniel para oração e jejum pela retorno de seu povo para a Terra Prometida, era como o relembrar de Deus da aliança com Abraão nos dias de Moisés. Era hora de agir e as coisas precisavam serem sacudidas para o povo se mexer. Em tempo algum nós, ou qualquer dos filhos é esquecido por Deus e ele jamais também deixa de lembrar dos termos da sua aliança celebrada conosco, garantida a redenção pelo sacrifício de Jesus. Não temos méritos, pois somos salvos pela graça através da fé em Jesus; mas os benefícios da aliança estão disponíveis a todos nós e podemos reivindica-los ousadamente em oração e fé.

Senhor, agradecemos de todo o nosso coração o alto investimento que fizestes em nossas vidas, resgatando-nos dos nossos próprios pecados que nos escravizavam e nos punham sob o jugo opressor do mundo, da carne e do Diabo; mas Jesus veio para desfazer tudo isso e rasgar o escrito de dívida que pesava contra nós. agora somos novas criaturas e nos alegramos nos teus feitos e queremos servir como forma de resposta de gratidão pelo teu amor. Oramos agradecidos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Clamor Que Chega a Deus

Meditação do dia: 10/12/2021

“E aconteceu, depois de muitos dias, que morrendo o rei do Egito, os filhos de Israel suspiraram por causa da servidão, e clamaram; e o seu clamor subiu a Deus por causa de sua servidão.” (Êx 2.23)

Clamor Que Chega a Deus – Estamos olhando a vida de Moisés e as múltiplas facetas que ladeiam a sua experiencia pessoal e familiar até chegar ao ponto de ser um homem útil ao projeto de Deus para a sua vida. Tal qual Moisés, eu e você também somos servos do mesmo Deus e Senhor; também acreditamos num propósito especial personalizado de Deus para nossas vidas. Aceitamos a vocação como um presente honroso da parte do Senhor e um privilégio poder servir onde e quando ele desejar, completando e complementando em parceria com outros tantos irmãos também igualmente chamados. Acreditamos numa obra de Deus nas vidas das pessoas e não nos vemos fora disso, muito pelo contrário, queremos valer-nos do testemunho disso para influenciar e abençoar os mais novos e recém chegados na esfera do serviço. Há três grandes obras de Deus na vida humana: A primeira é a obra que ele faz por nós, que é chamada de SALVAÇÃO. A segunda é a obra que ele faz em nós, que é chamada de SANTIFICAÇÃO; e a terceira que a obra que ele faz através de nós, que chamada de SERVIÇO. A ordem de acontecimento é essa mesma sequência, já que o passo inicial é a que torna a pessoa, filha de Deus, portanto herdeira e participante de sua natureza santa e começa a viver uma nova vida, com novos alvos, propósitos e destino. Na sequência, vem o trabalhar na condição da pessoa para que ela possa andar em estreita comunhão com Deus e poder representá-lo. Deus é santo e tudo que ele faz está impregnado dessa qualidade que lhe é essencial. Sabemos por exemplo que sem isso não há futuro. “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14). O serviço no Reino de Deus segue um padrão de qualidade e excelência e embora Deus possa usar e utilizar tudo e qualquer um, ele prefere a companhia dos seus filhos, que voluntariamente se consagram a cuidar das coisas que são deles mesmos, afinal o reino é dos filhos e para os filhos que herdam tudo isso. “E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados” (Rm 8.17). Não vamos aqui discutir uma teologia da oração no sentido de por que devemos orar, sobre o que orar e se realmente é necessário orar e pedir ou interceder, já que Deus conhece tudo, sabe tudo, vê tudo e pode tudo, sendo um pai amoroso e generoso. Acredito que a maioria dos nossos leitores já passaram dessa fase infantil e não estão mais na meninice espiritual, antes, estão procurando crescer e se alimentar com alimentos sólidos para pessoas amadurecidas e que pela prática tem exercitado suas habilidades de conhecimento e aprendido a aprender. Clamamos a Deus para expressar nossa necessidade e preocupação, seja conosco, seja com nossos irmãos ou os aspectos do trabalho sob nossa responsabilidade. “Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças” (Fp 4.6). O mundo e as condições ao nosso redor estão em petição de miséria e isso está cada vez mais perto de nós e quando não em nosso meio também. “Levanta-te, clama de noite no princípio das vigias; derrama o teu coração como águas diante da presença do Senhor; levanta a ele as tuas mãos, pela vida de teus filhinhos, que desfalecem de fome à entrada de todas as ruas” (Lm 2.19). O Senhor Jesus, disse que deveríamos orar e pedir a Deus mais colaboradores para servir na imensa seara com poucos trabalhadores. “Então, disse aos seus discípulos: A seara é realmente grande, mas poucos os ceifeiros. Rogai, pois, ao Senhor da seara, que mande ceifeiros para a sua seara (Mt 9.37,38). Ok, mas não apenas orar ou clamar é ter as orações e os clamores respondidos, atendidos; e para isso alguma atitude interior precisa estar presente na pessoa e é verdade. “Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a benignidade, e andes humildemente com o teu Deus?” (Mq 6.8). Nossos patriarcas de Renovação Espiritual no Brasil era animados e estimulados por uma voz poderosa que pregava nos púlpitos e nos microfones de emissoras de rádio proclamando: “Muita oração, muito poder; pouca oração, pouco poder; nenhuma oração, nenhum poder!”

Senhor, obrigado por ouvir as orações e o clamor do teu povo a cada dia e suprir em Cristo Jesus cada uma das suas necessidades. Vivemos dias difíceis e desafiadores, mas sabemos que maior é aquele que está conosco do que aquele que está no mundo. Estamos aqui para cumprir uma missão e um propósito e com a tua graça alcançaremos a vitória e testemunharemos da tua gloriosa salvação em Cristo. Obrigado, pelo privilégio de servir e participar do teu projeto de abençoar todas as nações com as boas novas da salvação. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Clamaram

Meditação do dia: 09/12/2021

“E aconteceu, depois de muitos dias, que morrendo o rei do Egito, os filhos de Israel suspiraram por causa da servidão, e clamaram; e o seu clamor subiu a Deus por causa de sua servidão.” (Êx 2.23)

Clamaram – Um significado simples e claro da palavra clamar é “dizer em alta voz; gritar, bradar, exclamar.” Entre todas as variáveis possíveis do ato de clamar, provavelmente todas aludem a um contexto de sofrimento ou condição insatisfatória à ponto de levar a uma medida forte e contundente, que é o clamor. Ninguém clama quando as coisas estão bem e tudo seguindo cursos favoráveis. No contexto da fé, o clamor está diretamente ligado a oração intensa diante de uma situação desesperadora e a necessidade do socorro se faz urgente. Para o povo de Deus, clamar faz parte da nossa fé, não por reclamação, mas por uma busca sincera e comprometida com o resultado que se espera que Deus produza em favor dos seus filhos. O clamor é até incentivado e o povo instado a clamar como forma de reconhecimento de seus pecados e erros e precisarem desesperadamente da ajuda de Deus. Temos muitos textos clássicos nesse sentido: Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes (Jr 33.3). Deus é onisciente, sabe tudo e nós nem mesmos somos cientes, quem dera, fôssemos conscientes; mas deixando os trocadilhos de lado, precisamos desejar muito adquirir conhecimento, que de certa forma está oculto, mas que pode ser revelado, caso haja interesse de nossa parte. Se queremos tanto, à ponto de clamar a Deus por respostas, elas virão certamente. Ana, a mãe do profeta Samuel é um excelente exemplo de resposta de oração, sua angústia e humilhação de alma a fez prostrar-se diante de Deus e se derramar em oração e lágrimas por uma solução, e a resposta veio. Ela, pois, com amargura de alma, orou ao Senhor, e chorou abundantemente (1 Sm 1.10). O salmista transcreve sua condição e fala sobre seu clamor. “Das profundezas clamo a ti, Senhor. Escuta, Senhor, a minha voz; estejam alertas os teus ouvidos às minhas súplicas” (Sl 130.1,2); “E invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás” (Sl 50.15). No caso dos hebreus escravizados no Egito, eles tomaram a iniciativa de reagirem, não com rebelião, guerrilhas, violências ou terrorismo. Eles reconheceram que eram povo de Deus, que tinham uma aliança de bênçãos e promessas de terem sua própria terra e serem uma grande nação e que seu destino era ser bênção para todas as famílias da terra. Se conscientizaram que Deus estava interessado em cumprir suas promessas, mas eles teriam que desejar e desejar muito. Assim, o suspirar pela dureza da escravidão os levou a oração e clamor verdadeiro. Quem está disposto a clamar em voz volta por uma situação ruim, é porque abriu mão de sua condição de manter aquilo na intimidade e torna público o seu desespero e disposição de lutar pela mudança. Escrevendo à Timóteo, pastor da igreja de Éfeso, o apóstolo Paulo exorta-o a utilizar as práticas de orações vencedoras. “Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens; Pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade; Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade” (1 Tm 2.1-4). Você tem motivos e razões para clamar a Deus?

Senhor, clamamos por ajuda e socorro em favor da vida da igreja de Cristo nesses dias  finais aqui na terra; reconhecemos que precisamos mais do que sobreviver, mas prevalecer sobre o mal e o pecado e darmos um bom testemunho para sermos de fato igreja de Cristo, sal e luz para esse mundo corrompido. Clamamos por revestimento de poder, para legitimamente utilizarmos a autoridade que nos foi conferido para atuarmos em nome do Reino de Deus e superarmos as forças do mal, salvando  vidas e transformando as condições ao nosso redor. Oramos e clamamos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Suspiro Pela Servidão

Meditação do dia: 08/12/2021

“E aconteceu, depois de muitos dias, que morrendo o rei do Egito, os filhos de Israel suspiraram por causa da servidão, e clamaram; e o seu clamor subiu a Deus por causa de sua servidão.” (Êx 2.23)

Suspiro Pela Servidão – Já ouviram falar sobre o elefante na sala? É uma metáfora para falar sobre problemas que incomodam muita gente mas que as pessoas diretamente afetadas não agem para solucionar. Alguém trouxe para casa um elefantinho muito bonitinho, engraçado e carente de cuidados; o colocaram dentro de casa e ali ele ficou e foi criado a ponto de não poder mais sair da sala porque não passava pelas portas. Como era manso e inofensivo como animal de estimação, ali ficou; mas incomodava e limitava as ações da família naquela sala. Não dava para comer, ver TV, conversar ou descansar ali, sem falar no mal cheiro e etc. Todos se sentiam incomodados, mas ninguém fazia nada. Um dia alguém perdeu a paciência e assumiu que hoje esse elefante sai da sala, mesmo que tenhamos que derrubar uma parede, e assim foi feito. Um dia alguém tem que se indignar e reagir contra a presença constante do mal, do erro ou das coisas que atrapalham e estão no lugar que não deve estar. Estamos falando de pecados na vida pessoal, na igreja, atitudes erradas como crimes e violência doméstica e familiar; abusos de toda e qualquer espécie; chantagens, maus tratos, injustiças e tudo o que você puder imaginar de ruim que se aloja e todos sabem que aquilo existe, está no lugar errado, ninguém aceita mas também não estão indignados o suficiente para dar um basta! Temos exemplos disso na história bíblica: O Sacerdote Eli tolerava o mal comportamento dos filhos: “Eram, porém, os filhos de Eli filhos de Belial; não conheciam ao Senhor. Era, pois, muito grande o pecado destes moços perante o Senhor, porquanto os homens desprezavam a oferta do Senhor. Era, porém, Eli já muito velho, e ouvia tudo quanto seus filhos faziam a todo o Israel, e de como se deitavam com as mulheres que em bandos se ajuntavam à porta da tenda da congregação. E disse-lhes: Por que fazeis tais coisas? Pois ouço de todo este povo os vossos malefícios. Não, filhos meus, porque não é boa esta fama que ouço; fazeis transgredir o povo do Senhor” (2.12,17,22-24). Na continuidade do texto, Deus adverte esse velho pai que honra os filhos mais que a Deus e não teve pulso para corrigir e disciplinar, a ponto de perder os filhos para a morte num mesmo dia. O Rei Davi também foi muito tolerante com os filhos, que produziram muitas ações ruins como imoralidade, assassinato e tentativas de golpes para destronar o próprio pai. Na nossa meditação de hoje, vemos que os hebreus lá no antigo Egito, foram sendo oprimidos e maltratados, até que não suportavam mais e suspiraram e tomaram a iniciativa de clamar a Deus por libertação. Eles não gostavam de serem escravizados, mas se acomodaram com a servidão e o sofrimento. Para nós fica a lição sobre até quando iremos suportar o pecado, o erro, a escravidão a uma condição ruim de vida, iremos tolerar vícios e abusos. Somos filhos de Deus e fomos chamados para viver uma condição de vitória e bênçãos em todos os aspectos de nossas vidas. Acomodar-nos com menos do que isso é um pecado contra a nossa inteligência e contra a soberania de Deus, o nosso Senhor. Jesus ensinou que não podemos servir a dois senhores (Mt 6.24), então se já somos servos de Deus, fomos comprados e libertos por Cristo, não podemos aceitar outro tipo de senhor dominar-nos e escravizar-nos. Aqui sim, precisamos ser reacionários e dizer: Chega!

Senhor, foi para a liberdade que fomos comprados e aceitos por ti; não podemos concordar com a escravidão a nada e a ninguém, porque fomos comprados por um bom preço e somos propriedades do Senhor. Permita que tenhamos uma atitude corajosa e honesta em relação à tudo que contraria os teus propósitos. Clamamos por ajuda, socorro e livramento da tua parte. Não aceitamos o pecado como normal ou aceitável, não toleraremos os vícios e as práticas nocivas ao nosso relacionamento de comunhão com o corpo de Cristo, oramos por coragem e determinação, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Morte do Rei do Egito

Meditação do dia: 07/12/2021

“E aconteceu, depois de muitos dias, que morrendo o rei do Egito, os filhos de Israel suspiraram por causa da servidão, e clamaram; e o seu clamor subiu a Deus por causa de sua servidão.” (Êx 2.23)

A Morte do Rei do Egito – Um dos grandes benefícios de se estudar a história é para que os erros do passado não voltem a se repetir. Mas parece que a despeito de todo o conhecimento e o acúmulo de experiencias e testemunhos não são suficientes para a humanidade não repetir ciclicamente os mesmos erros. Parece um mal endêmico em cada geração. Pessoas mais sábias e com condições de pesquisa e processar dados já constatou que embora o ser humano é capaz de acumular conhecimentos e o vem fazendo muito bem por toda a sua história. Podemos constatar isso pelas inúmeras bibliotecas, museus e muitos outros meios de deixarem legados para as próximas gerações construírem à partir de onde pararam e expandir exponencialmente o potencial humano. Mas a cada geração aparece um “gênio” afirmando que acaba de “descobrir o fogo e inventar a roda.” Agem com tamanha individualização, estabelecendo ou ao menos desejando firmar seu império, deixar sua marca como sendo inédito, exclusivo e único. Quem, como nós procura o conhecimento bíblico com finalidades devocionais, para adoração e crescimento íntimo para melhor servir a Deus através de servir ao próximo, estudamos e aprendemos e procuramos passar adiante um bom fundamento para que outras gerações construam à partir dali, já que todos o fazemos sobre um único fundamento que é Cristo. “Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele. Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo” (1 Co 3.10,11). Ao estudar o passado, o fazemos também com a ótica de comparar o que foi feito com o que fazemos para que possamos aperfeiçoar nosso aprendizado e contextualizar o princípio sem negar-lhe a autenticidade, porque princípios são perenes, eternos e imutáveis. Seguindo o princípio das alegorias, tipos e metáforas, aprendemos com o melhor que a vida proporcionou aos antepassados, que passaram por aqui antes de nós e foram vencedores e bem sucedidos. O Egito é literalmente uma nação antiga, berço de civilizações e se susteve por todas as eras e como tal, tem suas características positivas e negativas como qualquer outro povo e civilização. Foram o berço acolhedor do provo hebreu, que desceram de Canaã para lá e se tornaram um povo numeroso e atraindo para si o medo e a opressão dos reis egípcios, que os escravizaram e oprimiram por quatrocentos anos, sucedendo-se períodos de alívio e paz, com tempos difíceis e incertos. Espiritualmente, o Egito sempre foi o símbolo do estilo de vida sem Deus, onde o pecado e o mal imperam, oprimem, matam e destroem sem piedade. O rei do Egito morreu, como diz o texto, mas por si só, isso não põe fim ao mal e ao sofrimento porque o rei apenas representa o poder operante e isso não cessa com a morte daquela pessoa investida de poder; imediatamente outra é levantada e coroada para seguir tudo como sempre foi. Como cristãos  estamos aqui num papel de sal e luz e consequentemente, somos a minoria e nunca seremos apoiados pelos sistemas mundanos dominantes. Cumprimos funções muito importantes se somos oprimidos como se opuséssemos ao bem e o progresso humano. Desde que o mundo é mundo, os sistemas vem e vão, se sucedem, trocam de nome, modo de operar e ganham novas roupagens, mas não se iludam, morre um rei e levanta-se outro. Vida que segue! Trocou o rei do Egito mas o povo ainda estavam em escravidão e Moisés ainda teria muito trabalho para produzir a libertação. Essa é a lição da vida!

Senhor, só o Senhor vive eternamente e governas com sabedoria, justiça e verdade. Somos o teu povo e clamamos por ajuda para termos a nossa libertação do poder do inimigo, que não é apenas um homem, mas um poder maior está por detrás de todas as ações. Reconhecemos que maior é aquele que está em nós, do que aquele que está no mundo. Nossa vitória está em ti, o Senhor é a nossa vitória, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Muitos Dias Depois

Meditação do dia: 06/12/2021

“E aconteceu, depois de muitos dias, que morrendo o rei do Egito, os filhos de Israel suspiraram por causa da servidão, e clamaram; e o seu clamor subiu a Deus por causa de sua servidão.” (Êx 2.23)

Muitos Dias Depois – Pela maturidade cristã e tempo de convivência com a Bíblia e sua forma de narrar os fatos, todos sabemos que as histórias contadas e registradas posteriormente, levam em consideração os fatos relevantes e não necessariamente a cronologia de datas ou contagem de tempos. Quando o nosso texto de hoje fala de “depois de muitos dias,” aqui se refere a anos¸ se passaram muitos anos. Pelos contextos sabemos que Moisés ficou aproximadamente quarenta anos em Midiã, com Jetro ou Reuel aquele sacerdote e sogro, até quando recebeu a ordem de voltara para tirar os filhos de Israel do Egito. Esses muitos anos foram necessários para o amadurecimento do projeto de libertação, isso da parte dos hebreus, de Moisés e até com a troca de comando no império do Egito, com a morte do Faraó, que era o pai da princesa que criara Moisés. Não pretendo fazer uma descrição injusta ou maldosa com Moisés e sua decisão precipitada de tirar o seu povo do Egito. Mas a promessa de Deus dada a Abraão, afirmava que eles seriam escravizados duramente por quatrocentos anos e então seriam libertados por Deus. “Então disse a Abrão: Saibas, de certo, que peregrina será a tua descendência em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos, mas também eu julgarei a nação, à qual ela tem de servir, e depois sairá com grande riqueza (Gn 15.13,14). Não vou utilizar o expediente de preciosismo, mas o registro de quando saíram foi que estiveram servindo no Egito por quatrocentos e trinta anos. “O tempo que os filhos de Israel habitaram no Egito foi de quatrocentos e trinta anos. E aconteceu que, passados os quatrocentos e trinta anos, naquele mesmo dia, todos os exércitos do Senhor saíram da terra do Egito” (Ex 12.40,41). O que estou dizendo com esses anos de diferença, é que quando Moisés fez aquela tentativa de ajudar seus irmãos e deu tudo errado, pelos cálculos então estavam com trezentos e noventa anos, faltavam dez anos para a libertação, mas com a interferência humana para fabricar os resultados, adiou por mais trinta anos. Você pode imaginar trinta anos de servidão dura e opressora? Para quem está debaixo do jugo é muito tempo e muito sofrimento. Ao invés de adiantar dez anos, atrasou em trinta anos. Lembramos de Adão e Eva com suas folhas de figueira para cobrir a nudez; Abraão fabricando um Ismael, enquanto Deus tinha um Isaque programado. Saul dando a sua armadura para o jovem Davi enfrentar um gigante. Precisamos confiar no Senhor de todo o nosso coração, para não interferirmos com nossos arranjos que nem sempre dão certo. Deus é muito sábio para frustrar seus próprios planos.

Senhor, obrigado por saber como as coisas devem acontecer e ter um perfeito controle e governo de todas as coisas. Podemos confiar em teu caráter e andar em fé, crendo que estás no controle de todas as coisas. Pedimos sabedoria para viver a tua vontade em cada etapa e servir de bênçãos e estímulo aos que juntamente conosco estão servindo com bravura e fidelidade. Oramos agradecidos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason