Junto A Um Poço

Meditação do dia: 24/11/2021

“Ouvindo, pois, Faraó este caso, procurou matar a Moisés; mas Moisés fugiu de diante da face de Faraó, e habitou na terra de Midiã, e assentou-se junto a um poço.” (Êx 2.15)

Junto A Um Poço – Em nossas meditações diárias, procuramos aprender com as experiencias das pessoas que andaram por aqui bem antes de nós, e que tiveram experiencias de vida muito semelhantes as nossas e que também dependeram de Deus e de sua fé para superarem as adversidades e deixarem seus nomes na história. A história cabe todos, não rejeita ninguém, mas também é imparcial e justa, pois fatos são fatos e mesmo que trabalhem registrar distorções e favorecer esse em detrimento daquele, fica sempre as marcas do que realmente aconteceu. A fé judaico-cristã aceita pacificamente que um dia todos comparecerão diante de um juiz justo para prestar contas de tudo. Sendo assim, inferimos que há registros verdadeiros de tudo e de todos, que revelação as verdadeiras motivações e intenções que exteriormente nunca foram vistas. Aqui acolho a verdade paulina, que sempre olhamos só pelo lado do inédito e do bem à nosso favor, mas que pode ter também o efeito reverso: “Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam” (1 Co 2.9). Como dizemos: Surpresas acontecem. Estamos vendo Moisés, uma pessoa como nós, de carne e osso, com sentimentos, idéias e projetos, com riscos e tudo mais que é corrente entre os homens, tendo que lidar com adversidades maiores do que até então enfrentara. Estava sem a proteção do status familiar, sem guardas de segurança e enfrentou uma jornada solitária pelo deserto perigoso até chegar em um poço. Já vimos muitas histórias e muitas pessoas da Bíblia que estiveram à beira de um poço e aquilo fora marcante para elas e tiveram experiencias maravilhosas com Deus e com sua fé. Um poço, para determinadas pessoas, em lugares inóspitos, pode ser um grande achado, uma verdadeira preciosidade que pode inclusive salvar-lhe a vida. Um poço é um bom lugar para se descansar, refazer as forças e servir de ponto de partida para novas situações. Vamos acolher aqui a idéia de que após uma terrível travessia de um deserto e superar todos os perigos, incluindo os próprios medos e males interiores, chegar a um poço, pode ser reconfortador. É uma nova oportunidade, é um lugar de esperança e expectativas boas. Abraão foi um abridor de poços; Isaque também, além de desemtupir poços que os inimigos taparam; Jacó teve boas experiencias à beira de poços, Rebeca, Raquel, Agar, Davi, a mulher samaritana, o próprio Senhor Jesus. Para todos os casos citados, esses poços apareceram sempre em situações difíceis. Quem está passando e enfrentando momentos e situações difíceis pode persistir até encontrar o seu próprio poço. Lembre-se ali não é o fim, mas um ponto de repor energias e recomeçar a vida.

Senhor, obrigado por esses poços de reabastecimento e descanso para os caminhantes cansados e ameaçados. Reconhecemos a ti como a nossa fonte transbordante de alegria, suprimentos e paz interior. Queremos ser bênçãos e ajudar outros caminhantes que seguem em busca de te conhecer melhor e servir. Agradecemos a provisão, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Fugindo de Faraó

Meditação do dia: 23/11/2021

“Ouvindo, pois, Faraó este caso, procurou matar a Moisés; mas Moisés fugiu de diante da face de Faraó, e habitou na terra de Midiã, e assentou-se junto a um poço.” (Êx 2.15)

Fugindo de Faraó – Pensando nas razões pelas quais Moisés  fugiu da face de Faraó, sendo que a causa primária seria salvar a sua vida; depois viriam outras sem dúvida importantes, pois ele já estava ciente de que aquele povo hebreu precisava de um líder que os conduzisse à liberdade e ele poderia muito bem vir a ser essa pessoa. Quando usamos metáforas para ilustrar grandes verdades, elas assumem contornos as vezes muito radicais, como é o caso do quebrantamento pleno, que na melhor das figuras está a morte. De diversas formas e contextos as Sagradas Escrituras produzem muitos ensinamentos utilizando esse princípio, que uma morte pode produzir uma nova vida de melhor qualidade e utilidade para Deus. O Senhor Jesus fez uso de uma expressão bem forte: “Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á” (Mt 16.25). São as antíteses produtivas – perder para ganhar, pois tentar salvar leva a se perder. Em outro ensinamento, ele fez uma aplicação formidável também se valendo desses contraditórios da vida: “Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto. Quem ama a sua vida perdê-la-á, e quem neste mundo odeia a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna (Jo 12.24,25). Aqui a morte do grão faz surgir a potencialidade que havia embutida nele, mas que só se tornaria evidente através de sua morte; sem esta, aquele continuaria sendo apenas um grão de trigo, mas agora poderá se transformar em milhares. Esse foi o princípio que justificou para Deus dar seu único filho para morrer na cruz. Ele ressuscitou ao terceiro dia e despertou o potencial de produzir vida semelhante à sua e hoje, Deus, o Pai, tem filhos aos milhares de milhares que povoarão até o próprio céu. Na obra de santificação, que é uma etapa mui importante da redenção, a morte é primordial para gerar um ser salvo, liberto e santo, identificado com a obra de Cristo na cruz. “Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte? De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida. Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado. Porque aquele que está morto está justificado do pecado” (Rm 6.3,4,6,7). Me permitam uma licença poética-teológica: “A melhor maneira de se evitar a morte, é morrendo voluntariamente, porque quem está morto não morre mais.” Certamente Moisés precisava morrer para o Faraó, o Egito, a vida palaciana com todos os privilégios, para nascer para os hebreus e para o ministério de libertador, para o qual ele fora chamado. Ele precisava trocar do soberano, e Faraó não permitiria isso, senão pela morte de Moisés. Tudo aquilo que lhe acontecera desde o nascimento até a fuga, fora na verdade uma estrutura necessária na etapa treinamento e preparo. Agora viria uma nova graduação, começando pelo quebrantamento para aprender a humildade e a mansidão; a solidão do deserto para conhecer a solitude da comunhão no silencio do deserto. Quanto tempo leva para se entender que “Tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus e são chamados pelo seu propósito?” (Rm 8.28).

Senhor meu Deus e Pai, autor da vida e criador de todas as coisas. Receba a minha gratidão e o meu louvor por sua imensa bondade e misericórdia demonstrada para comigo e com todos os teus filhos. Obrigado por transformar a minha vida e me dar a oportunidade de ser útil em algum espaço na tua obra. Agradeço de coração, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Faraó Quer A Morte De Moisés

Meditação do dia: 22/11/2021

“Ouvindo, pois, Faraó este caso, procurou matar a Moisés; mas Moisés fugiu de diante da face de Faraó, e habitou na terra de Midiã, e assentou-se junto a um poço.” (Êx 2.15)

Faraó Quer A Morte de Moisés –Vida e morte são temas estudados, discutidos e escrutinados desde que o mundo é mundo e até ontem ainda não haviam esgotado ou resolvidos alguns dos principais dilemas. Renomados homens de mentes brilhantes tem trabalhado muito para descobrir a origem da vida e outros tantos em como dar um fim na morte. Por enquanto estamos nos campos das teses e antíteses. Para quem crer nas verdades bíblicas, de forma ortodoxa e fundamentalista, é bem mais simples aceitar os relatos bíblicos, cridos como divinamente inspirados e facultar as ciências o investigar e validar aquilo que já temos como certo e seguro. Preciso me posicionar aqui, para não deixar uma lacuna, ou dizer que estou em cima do muro. Acredito na Bíblia como Palavra de Deus, inspirada, infalível e inerrável, eterna, viva e poderosa hoje tanto quanto quando foi recebida e escrita. Acredito que não há nenhuma discrepância entre as verdades bíblicas e as ciências. Toda a sabedoria e conhecimento humano são no princípio uma dádiva da graça divina. “Porque o Senhor dá a sabedoria; da sua boca é que vem o conhecimento e o entendimento” (Pv 2;6). “…ele dá sabedoria aos sábios e conhecimento aos entendidos…” (Dn 2.21). Em nossa meditação e nos estudos da Palavra de Deus, Faraó representa o poder constituído, dominante, reinante no momento das ações em questão. Tanto figuradamente, quando na prática diária ao lidarmos com autoridades e poderes maiores e acima de nós. Esse “poder reinante” pode agir em função do bem, como também pode agir em função do mal. No caso em vista, esse poder encontrou uma brecha legal e sua reação foi imediata e agressiva – o Faraó queria a morte de Moisés. Esse não foi o primeiro e nem o único ou último caso de conflitos entre poderes governantes e líderes levantados por Deus. A história está repleta de muitos exemplos. Uma das maneiras de lidar com isso é a fuga temporária ou definitiva, dependendo de caso para caso, mas nem sempre é esse o caminho. No caso de Moisés, isso estava dentro do projeto de Deus para leva-lo a um outro nível de treinamento e preparo. Ainda que ele mesmo não soubesse e não fora avisado por Deus, aquilo estava indo na direção certa. “Por que estamos nós também a toda a hora em perigo?
Eu protesto que cada dia morro, gloriando-me em vós, irmãos, por Cristo Jesus nosso Senhor”
(1 Co 15.30,31). A vida tem significados maiores e mais profundos para quem anda com Deus e o serve, tendo-o como Senhor. Viver ou morrer toma outro significado, como Paulo afirmou sobre si e suas condições em determinados dias de sua vida. “Segundo a minha intensa expectação e esperança, de que em nada serei confundido; antes, com toda a confiança, Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte. Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho. Mas, se o viver na carne me der fruto da minha obra, não sei então o que deva escolher” (Fp 1.20-22).  Nossa vida de todas as formas, estão nas mãos de Deus e sem a sua vontade operar, não há nada que mude o curso do  projeto.

Senhor, agradecemos a vida e a recebemos como um presente e uma oportunidade de construir algo significativo com ela. Agradecemos os dons e os recursos disponibilizados para operarmos com eficiência e excelência para o louvor de tua glória. Estamos agradecidos por tudo, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Quando Faraó Sabe

Meditação do dia: 21/11/2021

“Ouvindo, pois, Faraó este caso, procurou matar a Moisés; mas Moisés fugiu de diante da face de Faraó, e habitou na terra de Midiã, e assentou-se junto a um poço.” (Êx 2.15)

Quando Faraó Sabe – Poder traz consigo as responsabilidades. Todo privilégio vem sempre acompanhado das devidas responsabilidades. Não poderia ser diferente, então estar consciente disso e escolher agir pelos caminhos corretos são decisões que as pessoas precisam que tomar. Ser um líder ou estar nessa posição tem os privilégios e as responsabilidades e eles são sempre proporcionais, aumentando um, aumenta-se também o outro. Faraó era o rei do Egito; na ocasião, o maior império daqueles tempos, sendo que estavam em um alto nível de desenvolvimento, servindo de referencias para praticamente todas as áreas do conhecimento humano. Eles um grande conhecimento médico e científico; estavam no auge da arquitetura e suas terras férteis eram cuidadas por tecnologias eficientes para alta produtividade. Os reis se sucediam e se rivalizavam em grandezas e ostentações para serem cada vez mais reconhecidos como deuses e senhores de tudo e de todos. Moisés fora criado e educado dentro desse contexto e agora buscava a sua verdadeira identidade. Nas simbologias bíblicas, o Egito sempre foi em comparação à vida espiritual, a representação do “mundo” ou da vida sem Deus no centro. O mundo parece lindo, certinho, atraente, funcional e adequado. Mas todo o seu sistema está programado para servir a si mesmo e buscar as grandezas que não podem ser levadas para a eternidade. O mundo não tem todas as respostas, mas procura oferecer conforto e confiança, mas sem poder oferecer garantias. O Egito tinha um rei que o governava e arrogava para si o direito pleno sobre a vida de todos e deveriam estar comprometidos em servir fielmente. Espiritualmente o mundo também tem um rei, um governo, que oferece o que não pode cumprir e seu governo é centrado no medo e na opressão. “Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus” (2 Co 4.4). podem estar certos, meus prezados leitores, o mundo nunca nos irá favorecer, senão por uma operação poderosa de Deus, como foi com a acolhida de José, para preparar o terreno para a pequena tribo de hebreus fosse acolhida e crescer dentro de um sistema que o protegeria. Também como Deus operou para que Moisés fosse adotado e criado dentro da corte para receber o tipo de treinamento que lhe permitiria depois organizar um grande grupo de ex-escravos, em uma nação poderosa, temente a Deus e capaz de fazer o seu destino. O mundo e seu sistema não gostam de liberdade e justiça, que não seja para seus próprios interesses. Quando Moisés começou a se movimentar para promover mudanças nas vidas, começaram também os seus problemas com o sistema prevalecente. O deus deste mundo reage ostensivamente quando percebe movimentos que irão produzir salvação e libertação de vidas que estão sob jugo pesado e sem esperanças e muitas delas até conformadas que a “vida é assim mesmo!” Até os escolhidos de Deus, são instados a se acomodar e não incomodar. Fazer a diferença incomoda e quando Faraó fica sabendo, ele não gosta e reage.

Senhor, obrigado por nos colocar numa condição privilegiada, onde podemos servir a ti e adorar em Espírito e em verdade. Podemos assumir o nosso lugar no teu projeto e pela graça misericordiosa, servir ao próximo, mostrando que há opções melhores e que são bem vindos e há  lugar para todos na família de Deus. Queremos estar alertas contra o conformismo e a escolha de não incomodar o mundo e muito menos o seu sistema. Precisamos de corações inflamados de amor e fé. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Negócio Foi Descoberto

Meditação do dia: 20/11/2021

“O qual disse: Quem te tem posto a ti por maioral e juiz sobre nós? Pensas matar-me, como mataste o egípcio? Então temeu Moisés, e disse: Certamente este negócio foi descoberto.” (Êx 2.14)

O Negócio Foi Descoberto – Temos um período da história da humanidade que nos  círculos acadêmicos ficou conhecido a “era das grandes descobertas, ou das grandes navegações.” É a designação dada ao período da história que decorreu entre o século XV e o início do século XVII, durante o qual, inicialmente, portugueses, depois espanhóis e, posteriormente, alguns países europeus exploraram intensivamente o globo terrestre em busca de novas rotas de comércio (Wikipédia). Não resta dúvida que o ser humano é curioso por origem, pois foi criado com inteligência e capacidade criativa e um mandado de crescer, conquistar e dominar sobre tudo; então isso  é um forte indício que a curiosidade e a sede por descobrir coisas novas e explorar mundos novos está embutido no nosso DNA desde o início. Pensando em atos morais e comportamentais, sabemos que a vida é cíclica e que os resultados do que fazemos aparecerão no devido tempo. Aprendemos e nos desenvolvemos muito como humanidade também pelo doloroso processo de aprendizagem por erros  e acertos; assim, como civilização, algumas gerações acabam pagando a conta dos erros de outras anteriores que fizeram escolhas erradas ou ruins. Também algumas gerações desfrutam de benefícios plantados por outras gerações. Há bem pouco tempo, acreditava-se que os recursos naturais do planeta eram inesgotáveis em proporção ao tamanho populacional e assim aconteceram corridas desenfreadas de crescimento populacional, industrial, exploração de recursos naturais e nenhum cuidado com manutenção ou uso racional e reciclável de lixos e resíduos e poluentes. Resultado: As novas gerações descobriram que a turma lá atrás estava errada nos seus cálculos e conclusões, deixando o planeta à beira da falência e estamos agora convivendo crises e mais crises de insuficiência e nos forçando a correr contra o tempo para reverter os erros do passado. Sorte nossa que haviam pessoas geniais e muito criativas que também deixaram legados extraordinários, que está nos ajudando a lidar com o presente e com esperanças de reverter o caos e já deixarmos um legado melhor para as próximas gerações. Bem, juntando a esses fatores uma pitada de verdade espiritual, sabemos que humanamente isso não acontecerá como eles estão pensando, mas Deus, o nosso Senhor, o Criador de todas as coisas, já incluiu tudo isso no seu plano de redenção; ele salva gente, restaura planetas e muda os tempos e as estações e no final de tudo isso há um arco-iris da misericórdia divina. Jesus falou disso: “E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o princípio de dores” (Mt 24.6-8). “E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E disse-me: Escreve; porque estas palavras são verdadeiras e fiéis (Ap 21.1,5). Nosso texto, sobre Moisés e suas experiencias iniciais no ministério de libertador dos hebreus, aponta para uma descoberta de Moisés sobre a descoberta dos seus erros no passado e a tentativa de manter “os negócios escondidos.” Sobre isso, sabemos que não dá certo e que no caminhar com Deus, fazer o certo porque é certo é prioritário. O Criador e Senhor a quem servimos sempre faz as coisas certas, do jeito certo para os propósitos certos e faz questão que seus filhos, servos e representantes também façam o mesmo. Cobrir erros com folhas de figueira como Adão e Eva; se disfarçar de pelos para se passar pelo irmão como fez Jacó; tingir a capa de sangue como os filhos de Jacó ou enterrar o cadáver na areia como fez Moisés e outros tantos exemplos bíblicos, já estamos “carecas” de saber que não dão certo. Olhemos o que o Senhor Jesus disse: “Mas nada há encoberto que não haja de ser descoberto; nem oculto, que não haja de ser sabido. Porquanto tudo o que em trevas dissestes, à luz será ouvido; e o que falastes ao ouvido no gabinete, sobre os telhados será apregoado (Lc 12.2,3). Nosso desafio não é esconder mais bem escondido, criarmos códigos mais difíceis de serem decodificados, senhas indecifráveis, mas cada vez mais, andarmos na luz e fazermos o que é esperado de quem anda com Deus e o serve. Fazer o certo, porque é certo.

Obrigado Senhor, por amar a verdade e ser a própria verdade. Ela liberta e abençoa com paz os nossos corações. Somos teus filhos e temos um compromisso com a verdade e a comunhão contigo. Graças te rendemos, pela oportunidade de parceria na realização da tua obra e na construção do teu reino, que iremos herdar por Cristo Jesus. Em nome de quem oramos, amém.

Pr Jason

Os Antecedentes

Meditação do dia: 18/11/2021

“O qual disse: Quem te tem posto a ti por maioral e juiz sobre nós? Pensas matar-me, como mataste o egípcio? Então temeu Moisés, e disse: Certamente este negócio foi descoberto.” (Êx 2.14)

Os Antecedentes – Quando garoto, trabalhei alguns dias em cartório, no que já foi chamado de “Office boy.” Dentre as lembranças das atividades ali, ficou retido na minha memória os muitos formulários de “Bons Antecedentes” que preenchíamos na velha máquina de escrever; então a pessoa assinava e se reconhecia a firma e dava-se o encaminhamento na papelada. Para quase tudo que alguém fosse fazer em órgãos públicos e até empregos, se exigiam atestados os mais variados; entre eles o de bons antecedentes, que atestava que a pessoa não tinha dívidas com a justiça ou pendencias legais que desabonassem a sua conduta. Burocrático mesmo e hoje até parece insano, era o atestado de vida e residência, outro documento muito exigido, onde na delegacia de polícia era preenchido um formulário e o delegado assinava, atestando que a pessoa estava viva e que morava no endereço citado. Essas coisas e jabuticaba só dão no Brasil. Mas virando a página, antecedentes, como a própria palavra já exprime, é tudo aquilo que aconteceu antes. Assim, todos temos antecedentes. Como sabemos que o passado não pode ser alterado, apenas podemos corrigir atos e efeitos daquilo que foi praticado. Na experiencia cristã, somos alcançados pela graça misericordiosa de Deus, através da fé em Jesus Cristo como Redentor perfeito. O efeito da obra redentora de Cristo na cruz é aplicada na vida de todo aquele que põe sua fé em Cristo; assim sendo, os atos cometidos que foram desagradáveis a Deus e agora foram confessados e admitidos, são perdoados e portanto são canceladas as sentenças proferidas. “E, quando vós estáveis mortos nos pecados, e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas, Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz (Cl 2.13,14). Mais à frente na mesma carta, o apóstolo Paulo recomenda que os cristãos façam do mesmo modo, nos relacionamentos com so demais irmãos. “Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também” (Cl 3.13). Precisamos cuidar bem de nossas ações no presente, porque amanhã elas constituirão nosso acervo de antecedentes. As pessoas não costumas serem tão generosas e compreensivas com o passado dos outros, tal qual Deus é. Então, poderá haver cobranças ou lembranças com propósito de desestabilizar a pessoa, ou desautorizar seu ministério no presente. Foi esse o caso com Moisés naquele dia, quando o hebreu que fora interpelado por maltratar e ferir um outro homem. Ele questionou a autoridade e a legalidade de Moisés devido ao seu antecedente intempestivo, quando para defender um patrício seu, ele matou um egípcio. Isso foi para sua ficha, e agora lhe foi lançado em rosto num momento muito inapropriado. É preciso deixar o passado no seu devido lugar, isto é, no passado mesmo; mas para tal, é necessário tratar todas as pendencias e só então prosseguir. Todos os pecados CONFESSADOS são perdoados e é recebido a purificação necessária. “Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado” (I Jo 1.7).

Graças te rendemos, oh! Senhor, por tua grande bondade e misericórdia para conosco em Cristo Jesus. Recebemos com muita alegria o perdão de nossos pecados já confessados e aceitamos a purificação e a plena restauração da comunhão com o Deus criador. Obrigado por prover meios de consertar o nosso passado, onde andamos contrário à tua perfeita vontade e ofendemos a tua santidade. Agora, com a nova vida em Cristo, desejamos te agradar e também contribuir para a edificação de todos no Corpo de Cristo, no nome de quem oramos, amém.

Pr Jason

Os Pensamentos

Meditação do dia: 17/11/2021

“O qual disse: Quem te tem posto a ti por maioral e juiz sobre nós? Pensas matar-me, como mataste o egípcio? Então temeu Moisés, e disse: Certamente este negócio foi descoberto.” (Êx 2.14)

Os Pensamentos – Uma das principais características dos pensamentos é que eles são particulares, privados. Meus pensamentos são meus! Seus pensamentos são seus! A teoria da democracia com liberdade de expressão reza que as pessoas tem o livre direito de pensar e expressar seus pensamentos. Na verdade, isso deveria ser como originalmente foi ordenado por Deus na criação. O ser humano é inteligente, competente, criativo e empreendedor, tal qual sua origem, que é o próprio Deus. Liberdade faz parte dos valores de Deus para sua criação e até hoje temos o direito de escolhas e a isso dão-se os mais variados nomes e valores. Na Nova Aliança, onde os benefícios da redenção ficaram franqueados pela fé em Cristo, as multiformes manifestações da graça de Deus se expressam como privilégios, que por si mesmas traz as responsabilidades. Assim, as Escrituras dão um importante destaque ao que a mente e os pensamentos ocupam na experiencia dos cristãos adoradores. Paulo, escrevendo aos romanos, fala sobre a renovação da mente: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Rm 12.1,2 ARA). A ênfase é disciplinar o corpo e renovar a mente. Pedro, em suas cartas universais também versou sobre o tema dos pensamentos e da mente: “Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios, e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo” (1 Pe 1.13). Cingir aqui tem o sentido de prender, manter sob controle, não deixar fugir ou escapar; assim como utilizamos um cinto para ajustar as vestes e manter firme no devido lugar. Pensando no texto da meditação de hoje, Moisés foi confrontado por um hebreu briguento a quem ele tentava ajudar e não permitir que ele ferisse mais o outro homem. Agressivo e com a cabeça quente ele enfrentou a Moises é na linguagem policial dos nossos dias, ele “enquadrou” Moisés direitinho. Ele argumentou se por acaso Moisés estava pensando em matar novamente e ele seria a sua próxima vítima! Permitam-me fazer um exercício de raciocínio e criar a cena: Moisés estava querendo ajudar – sua mente estava voltado para gerar confiança e boa vontade ao frequentar aquele reduto. Aquele homem entendia a ação como uma intromissão indevida e inoportuna de alguém que não tinha nada à ver com aquilo e com aquelas pessoas. Para prevalecer ele criou uma situação na mente de Moisés ao perguntar se de fato, Moisés tinha a intenção violenta de matar novamente, como fizera com o egípcio no dia anterior? Com poucas palavras ele bagunçou a mente e as emoções de Moisés, pois este não estava pensando em violência e muito menos tinha intenção de violentar ninguém; pelo contrário, pretendia ajudar. Nessas circunstancias, a mente humana age muito rápida parametrizando soluções aos milhares por segundos. Agora a cabeça de Moisés tinhas muitas indagações: Como ele sabe? Mais alguém sabe? Quem? Quantos? Como usarão essas informações? Como isso chegará ao Palácio? Como fico eu? Vocês se recordam da cena descrita por Mateus, quando confrontaram Jesus sobre uma mulher flagrada em adultério e queriam o exercício dos rigores da Lei (de Moisés, por acaso). Jesus fez uso de um modo prático de leva-los ao exercício dos pensamentos  na vida prática com aplicação imediata: “E, como insistissem, perguntando-lhe, endireitou-se, e disse-lhes: Aquele que de entre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela” (Jo 8.7). Todos começaram a pensar e tirar conclusões e entenderam que não estavam aptos a atirarem a primeira pedra. Vejam a importância da reflexão saudável em momentos de decisões importantes; aqui era um caso de vida e morte: Prevaleceu a vida. Depois de ler até aqui, em que você está pensando?

Senhor obrigado por cuidar de nossas vidas e nos permitir participar de grandes decisões que podem abençoar pessoas e famílias e construir o teu reino. Obrigado por nos permitir renovar nossa mente e promover saúde mental e emocional, nos habilitando a servir com qualidade. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Autoridade Espiritual

Meditação do dia: 16/11/2021

“O qual disse: Quem te tem posto a ti por maioral e juiz sobre nós? Pensas matar-me, como mataste o egípcio? Então temeu Moisés, e disse: Certamente este negócio foi descoberto.” (Êx 2.14)

Autoridade Espiritual – Quando pensamos em autoridade, entendemos que o princípio de tudo está em Deus. Ele criou todas as coisas e sob seu governo e influencia tudo funciona perfeitamente bem. O pecado e seus efeitos colaterais são os responsáveis por toda a injustiça, quebra de autoridade e confusão nesse mundo. O apóstolo São Paulo, ao escrever aos cristãos de Roma, falou sobre o tema. Olha que de leis e autoridades legais e ilegais os romanos entendiam muito bem. “Toda a alma esteja sujeita às potestades superiores; porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus” (Rm 13.1). O ensinamento começa dizendo toda alma deve estar submissa às autoridades. Isso é um princípio que rege universalmente todas as relações. Deus existe em trindade e há a mais perfeita harmonia entre as três pessoas. Os anjos celestiais se submetem a autoridade de Deus e entre os líderes das miríades; lá existe perfeita ordem e para tudo continuar funcionando assim, o princípio da autoridade precisa ser seguido e é. Mesmo no mundo das trevas, onde o princípio de governo é a imposição e subjugação forçadas pelo medo e terror, ainda assim existem classes e hostes e há comandos e hierarquias. O Senhor Jesus também ensinou sobre a implosão de qualquer reino e governo, se seus membros se dividirem contra si mesmos e deixarem de respeitar as autoridades superiores. “Jesus, porém, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: Todo o reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda a cidade, ou casa, dividida contra si mesma não subsistirá” (Mt 12.25). O interessante de tudo isso é que a maioria dos cristãos tem uma certa compreensão de tudo isso, mas não conseguem fazer a transição do princípio bíblico para suas vidas práticas diárias, na igreja, na família, no trabalho e nas demais esferas da vida. A consequência dessa ação de selecionar as conveniências de quais autoridades e em quais situações irão obedecer são vidas poucas produtivas e muita legalidade e espaço para ações do mal, do engano e falta de autoridade quando precisam. Quando não pode mover-se na esfera da autoridade, emprega-se a força ou o engano para governar ou exercer o papel que lhe é devido. Sempre vemos alguém berrar dizendo: Eu sou… (homem da casa – líder – pastor – policial – prefeito, o presidente …) é sinal de que está tendo que se impor pela força – os demais não estão percebendo sua autoridade e por isso ela precisa reafirmar e relembrar isso constantemente. Não é bom sinal. O hebreu que discutia e fora interpelado por Moisés, sendo um escravo e não tendo qualquer autoridade e nem direito de exigir quaisquer direitos, ainda assim se impôs sobre um príncipe, que detinha plenos poderes, mas achava-se despojado de autoridade moral no seu interior, porque abrira mão de sua condição ao cometer um erro e escondê-lo na areia no dia anterior. No mundo e na dimensão espiritual não valem muito essas métricas do mundo físico/material, como tempo, lugar, distancias etc. Ao ser questionado sobre quem lhe dera autoridade para se impor sobre eles naquela situação, Moisés se viu desprotegido, despreparado e ainda sujeito a ser desmascarado e entendeu que sua condição seria não muito melhor do que a daquelas pessoas. Veja bem, ele era um líder em todos os sentidos; era vocacionado para a liderança e seria o libertador daquele povo escravizado. Contudo ele não poderia fazer a obra de Deus com a força do braço e resolver as diferenças apagando confrontadores. Nós, como igreja do Senhor Jesus recebemos poder e autoridade, para operar em representação ao poder e a autoridade de Deus e seu reino. Esse poder e essa autoridade são delegações; não emanam de nós, não é nossa e não está em nós. “Quem vos ouve a vós, a mim me ouve; e quem vos rejeita a vós, a mim me rejeita; e quem a mim me rejeita, rejeita aquele que me enviou. Eis que vos dou poder para pisar serpentes e escorpiões, e toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum (Lc 10.16,19) Na sequencia Jesus fala para seus discípulos não focarem na manifestação de poder, mas sim, na identidade deles, como filhos de Deus e com os nomes escritos no livro da vida. Isso significa que aquilo que SOMOS é muito mais importante do que aquilo que podemos FAZER para Deus.

Senhor, obrigado por nos fazer teus filhos, amados, aceitos e acolhidos em amor por Cristo Jesus através do seu sacrifício na cruz. Reconhecemos nossa autoridade como sendo proveniente de ti e que todas as coisas funcionam bem sob os teus princípios. Graças por nos chamar para uma vida de fé e comunhão. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Respondendo Com Pergunta

Meditação do dia: 15/11/2021

“O qual disse: Quem te tem posto a ti por maioral e juiz sobre nós? Pensas matar-me, como mataste o egípcio? Então temeu Moisés, e disse: Certamente este negócio foi descoberto.” (Êx 2.14)

Respondendo Com Pergunta – Responder a um questionamento com outras perguntas pode ser um método bem eficiente de proporcionar uma experiencia de ensino e aprendizagem. Perguntas bem formuladas, no momento exato, podem ser altamente produtivas. Elas também podem ser um elemento surpresa para a parte inquiridora. É provável que ela esteja pronta para fazer perguntas e ouvir respostas, mas não esteja pronta para ouvir perguntas e nesse caso, o fator surpresa pode ser benéfico para o inquirido. O Senhor Jesus utilizou este artifício legitimamente em sua didática não só pra ensinar e gravar verdades, como para evitar intromissão indevida no seu campo de atuação. Um desses exemplos: “E lhe disseram: Com que autoridade fazes tu estas coisas? ou quem te deu tal autoridade para fazer estas coisas? Mas Jesus, respondendo, disse-lhes: Também eu vos perguntarei uma coisa, e respondei-me; e então vos direi com que autoridade faço estas coisas: O batismo de João era do céu ou dos homens? respondei-me” (Mc 11.28-30). Aqueles estavam cheios de orgulho e arrogância, se passando por autoridade com direito de interpelação se viram inertes diante de uma verdade que confrontava suas vidas medíocres e hipócritas. Ficaram divididos entre uma confissão piedosa falsa ou a manutenção do status e  boa moral aos olhos dos homens. Espiritualmente eles não estavam prontas para conviver com a verdade. Moisés foi surpreendido pela pergunta ousada e abusada do hebreu que agia de forma injusta e que feria o seu próximo. Ele até poderia saber que legitimamente o príncipe teria direitos e autoridades sobre eles e poderia reivindicar isso em seu favor; mas ele estava consciente de que Moisés havia cometido um delito e aquele ato ilegal, era suficiente para minar a sua autoridade moral, assim ele poderia naquele momento tirar vantagem do sentimento de desmoralização que Moisés sentiria ao ser confrontado e sem poder contradizer, teria que ceder. Estamos aqui diante de uma lição preciosa na experiencia cristã. Alguém chamado, vocacionado, com autoridade e conhecimento, pode jogar tudo pelos ares e ter que abrir mão ao perder a sua autoridade. Uma única brecha na armadura, um vacilo é suficiente para dar legalidade ao pecado e ao adversário de nossas almas. O pecado pode ter aparência frágil, inocente e sem poder de fazer um grande estrago; mas creia-me, ele é devastador. Sem poder utilizar a autoridade espiritual, o cristão é inoperante e o seu testemunho fica comprometido. Não se esconde atrás de uma suposta invisibilidade – ninguém viu o que fiz, ou ouviu o que falei ou qualquer outro argumento. O pecado fere, faz refém e utiliza como escudo qualquer um que lhe permita.

Senhor, obrigado pelo dia de hoje e pelos desafios que temos que enfrentar e resistir. Somos gratos pelas oportunidades de prevalecermos na batalha contra o mal e nessa guerra não podemos fazer concessões e permitir alguma vantagem ao adversário. Pedimos sabedoria e discernimento espiritual, para ficarmos firmes contra as astutas ciladas do mal e confiarmos que o Senhor nosso Deus, nos dará a vitória. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Por Que Feres A Teu Irmão?

Meditação do dia: 14/11/2021

“E tornou a sair no dia seguinte, e eis que dois homens hebreus contendiam; e disse ao injusto: Por que feres a teu próximo?” (Êx 2.12)

Por Que Feres A Teu Próximo? – Fazer boas perguntas é uma arte. Mesmo profissionais da área da comunicação, como jornalistas e repórteres que ganham o seu pão fazendo entrevistas ou escrevendo sobre temas de interesse ou quem sabe para despertar o interesse do público, nem sempre são bons em fazer perguntas. Por isso alguns se destacam e seus programas e colunas são supervalorizados, porque o público sabe que aquele profissional sabe como extrair conteúdos e sabe como colocar os termos de uma tal forma que as respostas terão que ser objetivas e sinceras. Por outro lado, encontramos gente fazendo perguntas a outras pessoas, mas nas perguntas elas mesmas já responderam ou pressuporam as respostas, deixando o entrevistado na difícil tarefa de apenas dizer: “sim, é isso mesmo!” ou “não.” No caso em que lidamos com aprendizado espiritual na Palavra de Deus, também precisamos fazer boas perguntas para conseguirmos as melhores respostas dos  textos e assim poder fazer as melhores aplicações em nossas vidas, aí sim, estaremos gerando alimentação e aprendizagem de verdade. Nos capítulos finais do livro de Jó, Deus o confronta e lhe faz uma série de perguntas, que o deixou nocauteado. Como conseguir aquelas respostas? Vou deixar um exemplo: “Agora cinge os teus lombos, como homem; e perguntar-te-ei, e tu me ensinarás. Onde estavas tu, quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligência. Quem lhe pôs as medidas, se é que o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel?” (Jó 38.3-5). Sugiro que leia essa entrevista inteira e tente gabaritar essas questões, se é que você é bom mesmo! Nos Salmos 15 e 24 o salmista faz a mesma pergunta e como elas são boas para direcionar a busca pela resposta, não necessariamente uma resposta intelectual e cognitiva, mas empírica e do coração. “SENHOR, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte? Quem subirá ao monte do Senhor, ou quem estará no seu lugar santo?” (Sl 15.1; 24.3). Na busca por sua identidade ministerial, Moisés saiu para o campo de trabalho que ele entendia ser a sua seara inicial e na tentativa de mediar um conflito de interesses entre dois hebreus que discutiam e pelo visto estavam indo às vias de fato, quando Moisés tentou uma medida de conciliação, pois ele percebeu que de alguma forma um deles estavam sendo injusto e deveras agressivo. O registro trata como ele “feria” o seu próximo. Então veio a pergunta: Por que feres a teu próximo?” Era uma pergunta legítima, direta e caberia uma resposta incisiva, prática e razoável. Agora, em nosso tempo, estamos experimentando modelos de relações sociais, familiares, de trabalho e comunitárias onde ferir é muito mal e onde os feridos são cheios dos direitos de reparos e respostas, mas os dilemas crescem exponencialmente sem controles e medidas de solução. A tendência do momento é procurar a justiça para indenizações e multas em vez de ajuda da saúde e solução de conflitos. A Pergunta de Moisés, não é uma boa pergunta para nós também nos fazermos, para nosso próprio aperfeiçoamento e edificação? Por que feres a teu próximo?” O que está nos levando a essas ações e atitudes? Por que estamos sendo feridos pelo nosso próximo?

Senhor, obrigado por cuidar de nós e não apenas das nossas feridas e dores. Não sabemos todas as respostas e em muitos casos, nem estamos buscando tais respostas ou não queremos encontra-las. Mas precisamos diagnosticar para encontrar as soluções. Precisamos sim, da tua graça poderosa através do Espírito Santo, que é quem mais entende de lidar com o coração e a vida íntima de cada um de nós. nesse dia de hoje, conceda sabedoria a cada de nós, para avaliarmos e tomarmos melhores decisões, em nome de Jesus, amém!

Pr Jason