Deus Dá Graça e Sabedoria

Meditação do dia: 14/09/2021

“E livrou-o de todas as suas tribulações, e lhe deu graça e sabedoria ante Faraó, rei do Egito, que o constituiu governador sobre o Egito e toda a sua casa.” (At 7.10)

Deus Dá Graça e Sabedoria – Nosso propósito nunca foi escrever temas doutrinários. Sempre fiz questão de reafirmar que o propósito principal dessas meditações é a busca por alimento saudável na Palavra de Deus, sem viés doutrinário. Primamos por teologia saudável, até porque é ingrediente primordial para uma vida devocional equilibrada e abençoadora. Mas o foco não está em defender teses de doutrinas e ensinamentos, mas buscar de forma contemplativa e reverente, absorver as delícias de um banquete proporcionado pelo Espírito Santo ao investirmos nosso tempo, atenção e intenção na prática da meditação bíblica. A graça de Deus é um tema muito gostoso de se estudar, quer como doutrina ou mesmo como devoção. Ela está presente no toda da vida cristã, à começar pela salvação. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie (Ef 2.8,9). Outras manifestações da graça de Deus expressa nas Escrituras que muito nos chama a atenção e uma delas foi uma revelação que o Apóstolo São Paulo teve, quando buscava a Deus por livramento de uma ação contra sua vida que muito o incomodava e então o próprio Senhor lhe falou: “E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo” (2 Co 12.9). Deus respondeu sua oração, não como ele queria, mas como precisava e foi assim que ele assimilou a vontade de Deus e passou a viver focado em ser um instrumento de poder nas mãos do Senhor, ao invés de livramento pessoal. Outra menção dessa graça maravilhosa é nos Salmos e ela me parece tão profunda, que não acredito que já a tenha entendido numa profundidade madura o suficiente, ainda preciso de graça sobre essa compreensão. Porque a tua graça é melhor do que a vida; os meus lábios te louvam. (Sl 63.3 ARA). Na versão Corrigida em português, Graça é traduzida por “benignidade.” No nosso texto de hoje, Estevão no seu discurso perante as autoridades religiosas, testemunha que a história do seu povo foi marcada pela operação poderosa de Deus, através de pessoas que se dispuseram a servi-lo, também servindo aos próximo e até às pessoas que lhe tentaram fazer mal. Deus deu graça e sabedoria a José! Não temos nenhuma sombra de dúvidas sobre isso. Um jovem simples e pacato sendo instrumento tão poderoso para provocar mudanças e quebrar paradigmas, com ações de muita sabedoria, fé e ousadia em falar e agir em nome do seu Deus único. Ainda quando iniciante ali no Egito, José fez escolhas de fazer a diferença e se apegar à sua fé, mesmo que tivesse que tomar posição sozinho, ele o fez. José esteve por muitos anos no Egito, mas o Egito nunca esteve dentro de José. Nada daquilo que era contra a sua fé, seus costumes e tradições, ele manteve separado e sem se contaminar. Lembrando que as nossas escolhas revelam o nosso caráter. José foi agraciado, e não havia como ser diferente.

Deus de toda a graça e bondade, agradecemos pelo seu amor demonstrado por nós através de Jesus Cristo, teu amado filho. Ele deixou a sua glória e a eternidade para vir ao nosso mundo e ao nosso sistema corrompido e marcado pelo egoísmo, mas ele nos amou de tal maneira que deu sua vida para nos ter de volta na família de Deus. Agradecemos, por agora podemos alcançar a salvação pela graça, sem nenhuma intervenção nossa na tentativa de pagar por aquilo que não temos recursos. Receba nossas vidas como ofertas de amor e gratidão na condição de filhos amados, adotados legitimamente, pela adoção do Espírito Santo. Para glória de Deus, através de Jesus, amém.

Pr Jason

Deus Presente na Vida

Meditação do dia: 13/09/2021

“E livrou-o de todas as suas tribulações, e lhe deu graça e sabedoria ante Faraó, rei do Egito, que o constituiu governador sobre o Egito e toda a sua casa.” (At 7.10)

Deus Presente na Vida – Minha intenção, se me permitem compartilhá-la sobre o fechamento dessa série sobre José, seria caminhar na mesma pegada de fé que guiou sua jornada terrena até entrar no descanso merecido com as devidas honras de seus familiares e da corte egípcia, enquanto durou aquela dinastia. Essas descrições que encontramos em Atos são fatos conhecidos, comprovados e aceitos pela comunidade israelita por muitos séculos; as histórias eram contadas e recontadas para serem lembradas, servissem de guias para as novas gerações. O advento da igreja de Cristo, nascendo dentro do judaísmo e das mesmas tradições de fé no Deus único e que cumprira suas promessas até a chegada do Messias, ainda que não reconhecido por todos eles. Aqui está um cristão, diácono da igreja em Jerusalém, diante das altas autoridades da nação e da fé deles, testemunhando e fazendo a aplicação das histórias do seu povo, no caminho da redenção através de Jesus Cristo, que para esses novos seguidores não havia nenhuma dúvida de quem Jesus era e como ele estava conectado a todas as promessas de Deus e dentro das alianças patriarcais. Estevão, tinha conhecimento e raiz profunda na cultura e na tradição de seu povo, como nas doutrinas e leis espirituais da Palavra de Deus. Meu destaque hoje é para as declarações feitas de que Deus “livrou a José de todas as suas tribulações” – É fato que Deus esteve com José o tempo todo e em todas as circunstancias que lhe ocorreram. É fato que Deus está conosco, hoje, agora no século 21 tão presente e tão cuidadoso quanto o foi com José. Quando olhamos detalhadamente para os fatos, e pudemos ainda que de forma simples e rasa, ler, meditar e pensar sobre quase todos os registros sobre José, mas como a Bíblia é viva e eficaz, com certeza não cobrimos tudo e voltando a meditar, aprenderemos muitas outras verdades que se apresentam novas a cada dia. As lutas, provas, tribulações e sofrimentos que se abateram sobre aquele jovem, foram de fato, instrumentos e ferramentas nas mãos poderosas de Deus para trabalhar o seu caráter, aperfeiçoar suas habilidades, torna-lo disciplinado e produtivo. Essas ainda são as razões porque você e eu passamos pelos mesmos processos da escola de Deus. E as Escrituras todas, concordam que são para o nosso bem. “Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados. Mas espero que entendereis que nós não somos reprovados” (2 Co 13.5,6). “Meus irmãos, tende grande gozo quando cairdes em várias tentações; sabendo que a prova da vossa fé opera a paciência. Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma” (Tg 1.2-4). Ninguém gosta, naturalmente de passar aperto, provação e tribulação. Eu não gosto disso, tanto quanto não gosto de tomar vacina, injeção, ir ao dentista ou fazer assepsia de ferimentos. Mas  todas essas coisas são boas nos seus resultados e o incômodo é menor que os males que elas previnem. Em João 15, ao falar sobre a videira verdadeira, que Jesus admitiu ser ele mesmo em quem todos nós devemos estar ligados, ele citou a importância da disciplina do agricultor, que no caso é Deus, para uma maior produtividade. “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto. Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado” (Jo 15.1-3). Aceitemos com humildade e singeleza as correções e disciplinas de nosso Pai celestial, para nosso crescimento e sua honra e glória.

Senhor, nos te adoramos em todo tempo e o queremos fazer com alegria e discernimento em sabedoria espiritual. Graças te damos por não desistir de nós e não nos deixar à própria sorte, sem disciplina e sem tratamentos. Reafirmamos a nossa condição de filhos e servos, aceitos, amados e acolhidos na tua família, para propósitos eternos e grandes, maravilhosos e que serão glória para o teu nome. Através de Jesus, aceita e recebe o nosso culto e a nossa adoração, partindo de corações agradecidos, em Cristo, por Cristo e para Cristo, eternamente, amém.

Pr Jason

Ruben & José

Meditação do dia: 11/09/2021

“Quanto aos filhos de Rúben, o primogênito de Israel (pois ele era o primogênito; mas porque profanara a cama de seu pai, deu-se a sua primogenitura aos filhos de José, filho de Israel; de modo que não foi contado, na genealogia da primogenitura,” (1 Cr 5.1)

Ruben & José – Que diferença faz? O tempo se encarrega de apagar tudo! Já ouvimos isso muitas vezes e por diversas razões, mas é quase unanimidade que é sobre fazer coisas erradas, não acertar ou consertar e tocar a vida para frente como se nada houvesse acontecido. Imaginamos que se tudo começasse no nascimento e tudo acabasse na morte física, quem sabe seria uma alternativa aceitável ou no mínimo racional. Mas nem as filosofias e religiões de origem não cristãs e até pagãs lutam com uma tal eternidade ou vida pós-morte, para melhor ou para pior em conformidade com as ações praticadas em vida. O cristianismo acredita piamente que começamos a vida na concepção e entramos pela eternidade à dentro, certos de que essa vida física e material aqui é uma passagem temporária, depois que o pecado entrou na história humana e a obra da redenção foi levada a efeito num propósito eterno através do sacrifício vicário de Cristo lá na cruz no Monte Calvário nos arredores de Jerusalém, no início da nossa “era cristã. Os antigos hebreus, ainda nos tempos dos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó (Israel), cultuavam a Deus, o criador o sacerdócio da fé era exercido pelo pai de família, que passava o legado ao filho mais velho, que era treinado para ser o líder e o sacerdote. Quando da distribuição da herança, ele recebia o dobro de bens e propriedades que os demais irmãos, justamente por se dedicar a cuidar da liderança e religiosidade dos demais e tendo assim menos tempo para cuidar dos negócios. Jacó teve doze filhos, o primogênito era Ruben, filho de Lia. Seria preparado para sua função, mas antes disso ele “aprontou” praticando imoralidade sexual, com uma concubina de seu pai, serva de Raquel e mãe de Dã e Naftali. Por essa atitude Ruben foi desclassificado e perdeu o direito de primogenitura e liderança. “Rúben, tu és meu primogênito, minha força e o princípio de meu vigor, o mais excelente em alteza e o mais excelente em poder. Impetuoso como a água, não serás o mais excelente, porquanto subiste ao leito de teu pai. Então o contaminaste; subiu à minha cama” (Gn 49.3,4). Por motivo de violência desmedida os dois próximos na linha de sucessão foram também alijados, “Simeão e Levi são irmãos; as suas espadas são instrumentos de violência. No seu secreto conselho não entre minha alma, com a sua congregação minha glória não se ajunte; porque no seu furor mataram homens, e na sua teima arrebataram bois. Maldito seja o seu furor, pois era forte, e a sua ira, pois era dura; eu os dividirei em Jacó, e os espalharei em Israel” (Gn 49.5-7). A liderança caiu para Judá, o quarto filho de Jacó e Lia. “Judá, a ti te louvarão os teus irmãos; a tua mão será sobre o pescoço de teus inimigos; os filhos de teu pai a ti se inclinarão. Judá é um leãozinho, da presa subiste, filho meu; encurva-se, e deita-se como um leão, e como um leão velho; quem o despertará? O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Siló; e a ele se congregarão os povos” (Gn 49.8-10). O direito da herança dupla Jacó passou para o primogênito dele com Raquel, a esposa amada, assim José através de Manassés e Efraim, recebeu o dobro dos demais. Judá ficou com a liderança administrativa conforme a sua bênção recebida do pai. “Pelo Deus de teu pai, o qual te ajudará, e pelo Todo-Poderoso, o qual te abençoará com bênçãos dos altos céus, com bênçãos do abismo que está embaixo, com bênçãos dos seios e da madre. As bênçãos de teu pai excederão as bênçãos de meus pais, até à extremidade dos outeiros eternos; elas estarão sobre a cabeça de José, e sobre o alto da cabeça do que foi separado de seus irmãos” (Gn 49.25,26). Pequenas ações intempestivas e irresponsáveis podem causar danos espirituais irreparáveis em gerações e gerações, como vimos. Não foram esquecidas e nem ficaram sem a devida correção por Jacó e certamente por Deus. Cuidado com o “não faz mal” – “não tem problema” – “todo mundo faz” – “estamos agora em outro tempo!” Fazemos o certo, porque é certo!

Senhor, obrigado por cuidar para que a tua Palavra e a tua vontade seja feita em todo tempo e para a eternidade. O pecado faz estragos e causa danos na vida que as pessoas não imaginam a responsabilidade de andar em santidade e justiça diante de ti. Agradecemos a obra da redenção em Cristo. Em nome de quem oramos, amém.

Pr Jason

Do Egito Para Siquém

Meditação do dia: 10/09/2021

“Também os ossos de José, que os filhos de Israel trouxeram do Egito, foram enterrados em Siquém, naquela parte do campo que Jacó comprara aos filhos de Hemor, pai de Siquém, por cem peças de prata, e que se tornara herança dos filhos de José.” (Js 24.32)

Do Egito Para Siquém – O Bom filho à casa torna, é o que afirma um adágio popular e que pode muito bem ser aplicado nesse caso a José. Ele era um garoto, adolescente quando deixou a casa de seu pai apenas para ir conferir como andavam os trabalhos dos irmãos no apascentamento dos rebanhos da família. Sua vida sofreu um revés e alterou completamente de trajetória. Foi levado ao Egito e lá permaneceu todo o restante de sua vida até seu falecimento aos cento e dez anos de idade. Só fez uma viagem de volta, praticamente na metade de sua vida, quando voltou para sepultar seu pai. Mais de quatrocentos anos depois de sua morte os filhos de Israel se tornaram um grande povo, mas em condições de muito sofrimento e escravidão, quando foram poderosamente libertados sob a liderança de Moisés. Assim, o pedido que José deixara para que seus restos mortais fossem transportados para Canaã, foi atendido. Hoje estamos prosseguindo para nos deparar com esses mesmos ossos de José sendo sepultados finalmente em solo da Terra Prometida, e dentro da herança pessoal que Jacó havia designado a ele. Quando José ainda era um menino muito pequeno, e ainda tinha a companhia de sua mãe que se encontrava grávida esperando o nascimento de Benjamim, na viagem de Harã para Canaã, logo que chegaram, Jacó, comprou sua primeira propriedade de um morador da terra. “E chegou Jacó salvo à Salém, cidade de Siquém, que está na terra de Canaã, quando vinha de Padã-Arã; e armou a sua tenda diante da cidade. E comprou uma parte do campo em que estendera a sua tenda, da mão dos filhos de Hamor, pai de Siquém, por cem peças de dinheiro (Gn 33.18,19). Essa propriedade foi dada por Jacó em Herança para José, por ocasião das bênçãos do patriarca aos seus doze filhos, antes de falecer lá no Egito. “E eu tenho dado a ti um pedaço da terra a mais do que a teus irmãos, que tomei com a minha espada e com o meu arco, da mão dos amorreus” (Gn 48.22). Quero fazer aqui uma aplicação que parece um argumento racional e lógico, mas na verdade estamos olhando para uma peça grandiosa da fidelidade de Deus e do zelo daquelas pessoas para com as promessas divinas e os valores de família, cultura e tradição; isso tudo são elementos fundamentais de uma fé perseverante. Jacó comprou uma propriedade, mas peregrinou por toda a terra de Canaã, como seus pais e depois teve que lutar pela sua propriedade adquirida, porque certamente os nativos cananeus invadiram e reivindicaram a posse, mas Jacó fez prevalecer seus direitos. Quando foi para o Egito, deixou tudo para trás e ao contemplar os filhos com seus legados, deu aquela propriedade para José, diante de seus irmãos e aqui, quase quinhentos anos depois, os descendentes de José, finalmente chegam à terra prometida e tomam posse de suas heranças e também daquela propriedade particular e ali sepultam os ossos de José. Estou escrevendo isso, com muita admiração, zelo e reverencia ao valor daqueles feitos. Em nossa cultura os legados não são levados tão à sério e mesmo os cristãos, vivem a desanimar e desistir de promessas de Deus e também se recusam a trabalhar espiritualmente para deixar um legado histórico, moral e espiritual para os filhos. Me desculpem, mas somos moldados para sermos imediatistas, supérfluos, consumistas. Quem de nós, sabe alguma coisa além dos nossos bisavós? Nossa história se dilui muito cedo. Precisamos aspirar coisas mais duradouras e longevas. “Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe deve acrescentar, e nada se lhe deve tirar; e isto faz Deus para que haja temor diante dele” Ec 3.14).

Obrigado Senhor, por mais um dia e mais uma oportunidade de servir e ser abençoador de vidas. Te agradeço pelo legado espiritual que Jesus nos outorgou mediante sua morte e ressurreição. Somos agora filhos de Deus e herdeiros juntamente com Cristo e todos os seus filhos são guiados pelo seu Espírito Santo. Peço que abras os olhos do meu entendimento para compreender a tua perfeita vontade revelada nas Escrituras e através do Corpo de Cristo, que á a Igreja, coluna e firmeza da verdade. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Moisés Levou os Ossos de José

Meditação do dia: 09/09/2021

“E Moisés levou consigo os ossos de José, porquanto havia este solenemente ajuramentado os filhos de Israel, dizendo: Certamente Deus vos visitará; fazei, pois, subir daqui os meus ossos convosco.” (Êx 13.19)

Moisés Levou os Ossos de José – O que é melhor que uma promessa? Provavelmente é uma promessa cumprida, realizada. Ler o enunciado desse texto, eleva a nossa alva a um nível de satisfação, só experimentado por quem anseia por intimidade com Deus e sua Palavra. Inicialmente, passa-nos a impressão que se trata de um evento arqueológico, pois alguém resgata ossos e os embala cuidadosamente para uma longa viagem. Mas depois percebemos que é um conjunto de resultados, que por gerações, muitas gerações foram cultivados e esperados ansiosamente, até que chegou o dia, o grande dia. Entre Moisés e José existe um lacuna temporal de quase quatrocentos anos, mas ainda assim, tudo foi trabalhado nos mínimos detalhes para que o patriarca de uma das doze tribos não ficasse fora de sua herança. Vou levantar aqui uma questão, para pensarmos e até mesmo buscarmos as respostas, porque elas não estão às claras nos textos bíblicos: Será que dos doze filhos de Israel, apenas José voltou para Canaã por ocasião do êxodo? Não seria muito curioso, ou até irônico, que o único que foi mandado de Canaã para o Egito, foi o único que voltou para Canaã? Claro que estou fazendo uma ilação, sem nenhuma evidencia, pois assim como José fez questão de registrar sua vontade póstuma, igualmente os demais também poderiam tê-lo feito e cada tribo se encarregaria de zelar e cuidar para que assim se fizesse. Podemos voltar a pensar de forma construtiva, sobre os propósitos de Deus e suas relações com a nossa existência, pois enquanto olhamos linearmente, sobre uma única linha do tempo, onde aparecemos em determinada data desaparecemos posteriormente; Deus cuida de nós e lida como se não houvesse apenas esse ponto de vista. “Ora, Deus não é Deus de mortos, mas de vivos; porque para ele vivem todos” (Lc 20.38). Podemos contemplar planos de Deus para conosco ainda antes de nosso nascimento e também posteriormente à nossa existência física. Ainda que na ótica humana, não saibamos, mas podemos construir para além de nós, uma vez que o princípio da eternidade está presente em nossas vidas como em tudo o que Deus faz. Quando a salvação acontece numa vida, ela recebe a vida eterna, que na verdade é uma obra de restauração completa de algo que foi perdido e agora mediante um preço redentor, foi tornado acessível novamente. “Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo” (Rm 5.17). por isso temos esperança e confiança em todas as promessas da Palavra de Deus.

Pai, obrigado por ter falado com Abraão, Isaque e Jacó e até hoje as tuas Palavras não a caíram por terra e nem ficaram vazias de significado. Todos que viveram na fé que elas se realizariam, viveram com esperança e contentamento. Somos agora as testemunhas de que tudo se cumpriu e que todas as demais que ainda restam, a seu tempo elas se farão valer. Obrigado por tua fidelidade. Somos agradecidos e vivemos nessa fé e esperança também, em Cristo, por Cristo e para Cristo, para sempre e sempre, amém.

Pr Jason

Um Novo Rei

Meditação do dia: 08/09/2021

“E levantou-se um novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José;” (Êx 1.6)

Um Novo Rei – Foi uma mudança bem radical, onde não apenas um novo rei assumiu o trono, mas também uma nova dinastia, que segundo os historiadores era de alguém nativo do Egito, e não mais dos Hicso, que eram semitas tal qual os hebreus. A história tem os seus caminhos e mesmo assim ainda não foge ao controle e ao governo de Deus. Abraão, em seus dias já sabia que seus descendentes seriam peregrinos e sofreriam em terras estranhas até voltarem para casa. “Então disse a Abrão: Saibas, de certo, que peregrina será a tua descendência em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos, Mas também eu julgarei a nação, à qual ela tem de servir, e depois sairá com grande riqueza (Gn 15.13,14). Essa alternância de poder entre os homens e seus reinos, por mais que eles pensem que estão fazendo suas próprias histórias, podemos perceber que na verdade estão seguindo um roteiro muito bem adaptado, onde eles como atores desempenham papeis muito convincentes com plena liberdade de escolhas. Como filhos de Deus e seus servos, que lhe prestam reverente adoração, reconhecemos que em sua infinita sabedoria e capacidade, ele permite que cada vida seja única e faça escolhas que abençoam a si próprio e aos que estão ao seu redor e ainda assim cumpra uma função e um propósito maior para que aquilo que foi planejado desde a eternidade, com vistas à redenção, aconteça. Nas nossas atividades do cotidiano, há pessoas em posição de autoridade sobre nós, bem como estamos também na mesma condição sobre outras vidas como na família, onde os pais se completam e se submetem uns aos outros e ambos são autoridades sobre os filhos, que são criados no temor de Deus e discipulados para cumprirem o papel de suas vidas. Nas relações sociais e de trabalho também aparecem hierarquias de lideranças e chefias e nesse sentido a autoridade maior sobre as pessoas, são figuradamente vistas como o rei, mas ainda assim ele também está nas mãos de Deus e pode ser trabalhado pelo agir de Deus para cumprir seus propósitos. “Como ribeiros de águas assim é o coração do rei na mão do SENHOR, que o inclina a todo o seu querer” (Pv 21.1). O tempo de paz e prosperidade no Egito dos tempos de José, foi providencial para que os filhos de Israel se desenvolvessem e aumentassem em número, a ponto de se tornar uma população considerável para uma nação. Eles se mantinham unidos em torno de uma promessa divina e passavam esse legado de pai para filho, geração após geração. A redenção da humanidade perdida é o maior e o mais complexo projeto de toda a eternidade e para isso as intervenções divinas na história humana, quer através de indivíduos, famílias, nações e reinos se fazem necessários e elas de fato acontecem e acontecerão ainda, agora através da igreja. Daniel escreveu sobre isso: “Falou Daniel, dizendo: Seja bendito o nome de Deus de eternidade a eternidade, porque dele são a sabedoria e a força; E ele muda os tempos e as estações; ele remove os reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e conhecimento aos entendidos. Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz” (Dn 2.20-22). Para o nosso crescimento e aperfeiçoamento é que muitas mudanças ocorrem ao nosso redor e de algum modo nos afetam. Nem todas as lutas e provas tem o propósito de nos derrotar ou destruir, mas nos exercitar na fé e nos manter despertos. Não se assuste com um novo rei que ascender ao trono; eles se levantam, cumprem seus propósitos e se vão, mas aquele que faz a vontade de Deus, permanece para sempre.

Obrigado, Pai celestial, por nos guiar em todos os nossos caminhos e sempre poderemos confiar que o melhor do Senhor irá nos acontecer. Estamos servindo dentro de um plano e de um propósito maior e mais eficiente que tens planejado para cada um de todos nós. também oramos agradecidos pelas pessoas em autoridade sobre nós e que pode nos ensinar e cooperar para nosso crescimento. Buscamos sabedoria para agirmos com justiça e equilíbrio para com as pessoas sob nossa autoridade e influencia, para que sejamos bênçãos na vida delas para que cumpram cabalmente e com alegria aquilo que tens para elas. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

José, Seus Irmãos e Aquela Geração

Meditação do dia: 07/09/2021

“Faleceu José, e todos os seus irmãos, e toda aquela geração.” (Êx 1.6)

José, Seus Irmãos e Aquela Geração – As gerações são bem mais do que uma sucessão de pessoas que descendem umas das outras. Também é mais do que um determinado espaço de tempo nos quais ciclos de vidas humanas se sucedem. É muito interessante estudar e pesquisar sobre as gerações, ver o crescimento, desenvolvimento, progresso, como também os fracassos, infortúnios e quedas de dinastias e famílias que se formam e se misturam. Para quem olha de forma simplória, tudo parece apenas um emaranhado de linhas que se cruzam e laços que se formam e se desfazem sucessivamente. Ao mesmo tempo que padrões acontecem, se formam e se transformam, algumas vertentes de fortalecem e se perpetuam enquanto outras se diluem e tendem a desaparecer. Existem meios e até plataformas apropriadas para se pesquisar a linhagem e as ancestralidades de famílias. Alguns descobrem suas origens na Europa, na Ásia, na África ou combinações. Pelo seu sobrenome, é possível chegar à família original e algumas eram grandes, famosas e tinham aqueles brasões de família e que eram ostentados nos escudos de armamentos bélicos e documentos ou propriedades. Nós brasileiros somos uma grande miscelânea, um grande caldeirão genético, pelos muitos laços e misturas de raças que deu origem ao povo tupiniquim. Excetuando-se os erros de grafia nos registros civis ou trocas de letras intencionais, encontramos nomes escritos com “S” ou “Z” que de certa forma marca a origem lusitana ou hispânica, quando de famílias europeias, como Souza e Sousa, Peres e Perez, Luiz e Luis, Hernandes e Hernandez etc. Do plano espiritual, que mais nos interessa, as gerações são parte efetiva do projeto eterno de Deus, e o instrumento mais viável para transmitir através da boa ordem de famílias, a verdade, a justiça, a santidade e as boas práticas, dentro de um contexto seguro seguindo as veredas antigas de Deus. A aliança celebrada por Deus entre ele e Abraão e sua descendência, foi marcado pelo sinal da circuncisão e não poderia ter algo mais emblemático e significativo para ilustrar e fazer lembrar geração após geração do esse pequeno corte, em lugar estratégico. Não existe como haver sucessão eterna sem que haja continuidade de gerações e para isso, é preciso famílias, é preciso casamentos saudáveis, filhos comprometidos e discipulados e com fé nas promessas de Deus de um tal nível de comprometimento que deve superar suas escolhas pessoais e econômicas ou vaidades egoísticas de não desejarem ter filhos e treiná-los para treinarem as novas gerações. Acreditamos que uma geração é responsável por outra geração e assim sucessivamente. Os rituais em forma de celebrações determinadas aos hebreus no êxodo e após, mostram que os pais teriam esse compromisso. “Portanto guardai isto por estatuto para vós, e para vossos filhos para sempre. E acontecerá que, quando entrardes na terra que o Senhor vos dará, como tem dito, guardareis este culto. E acontecerá que, quando vossos filhos vos disserem: Que culto é este?” (Êx 12.24-26). As promessas e as bênçãos de Deus não morreram com Jacó ou com José e seus irmãos. Eles as experimentaram, testemunharam e preparam os seus filhos e as novas gerações para continuarem caminhando naquela direção até que o todo da promessa se cumprisse. Precisamos disso ainda hoje com relação aos trabalhos do Reino de Deus. Isto é para pessoas, famílias e não para instituições e ministros que viram celebridades. O reino de Deus existe dentro de pessoas, indivíduos e é assim que ele é passado adiante.

Senhor, agradecemos a oportunidade de sermos um povo escolhido, amado e recebido em adoção através do Espírito Santo, pelas garantias do sacrifício redentor de Cristo na cruz. Ainda hoje, o Senhor salva pessoas, liberta e abençoa indivíduos e constrói histórias nas vidas que recebem o teu amor e a tua graça misericordiosa. Obrigado pelo privilégio e a bênção de fazermos parte de uma aliança de bênçãos que vale para o tempo e a eternidade, afiançada por Jesus e seu precioso sangue. Conceda-nos uma visão ampla e abençoadora para as pessoas que estão bem próximas de nós. Agradecemos a nossa participação nos teus planos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Embalsamaram José

Meditação do dia: 06/09/2021

“E morreu José da idade de cento e dez anos, e o embalsamaram e o puseram num caixão no Egito.” (Gn 50.26)

Embalsamaram José – Pela história antiga dos povos do Oriente, e mais especificamente os egípcios, os cuidados nos rituais fúnebres seguiam padrões que diferenciavam os nobres dos plebeus, a classe social a quem pertencera e o poder e riqueza que detinha em vida. No caso dos reis e faraós, a competição por grandeza e superar os anteriores ou rivais então, assumiam proporções assombrosas. Também se observa a crença deles sobre a vida pós-morte e a superstição de como viveriam e seriam recebidos do outro lado. Por isso haviam provisões de alimentos, riquezas e armas disponibilizadas junto ao corpo, que era cuidadosa e cientificamente preparado. José, que serviu durante o reinado de um faraó de origem Hicso. (São conhecidos pelo nome de hicsos um grupo misto semita-asiático que se estabeleceu no norte do Egito durante o século XVIII a.C. Por volta de 1630 a.C., tomaram o poder, e seus reis governaram o Egito como a décima quinta dinastia (c. 1630-1521 a.C.). Muitos historiadores aceitam que essa origem semita-asiático do faraó, facilitou em muito a aceitação e a boa convivência com José e até com sua família, convidada posteriormente para imigrar. Pela persona que se tornou no Egito, diante da corte e dos súditos de todos os níveis e classes sociais, José ao falecer mereceu todas as honras e glórias que eles prestariam a alguém daquele quilate. Mas ao que percebemos nas entrelinhas dos nossos textos sagrados, é que José optou por algo infinitamente mais simples e muito abaixo dos padrões da época e de sua condição social. Tudo por sua fé e a crença consagrada de que Deus dera a ele uma herança maior e melhor, e pela fé ele  tomara posse e se deixou preparado para a mudança, quando todos retornassem. Podemos concluir sem muitos alardes, de que se José fosse apegado a seus direitos e exigisse as benesses temporais e materiais ele com certeza, teria construído ainda em vida, ou fariam para ele um túmulo nos moldes dos que conhecemos pela história. José poderia ter a sua própria pirâmide, mausoléu, ou outra edificação que marcava território, poder e grandeza. Na verdade, as pessoas grandes, são grandes exatamente por suas posturas coerentes em todo tempo. Ele entrou no Egito acorrentado como escravo levado ao mercado e escolheu sair ensacado, um feixe de ossos, voltando para casa, para o tempo e a eternidade. As glórias do Egito e dessa vida, são passageiras, mas as promessas de Deus são eternas e gloriosas na melhor acepção da palavra. Ele é tratado por nós, a título de identificação, como José do Egito, mas sabemos que sempre foi José de Canaã, da  Terra Prometida. O Egito foi o seu lugar de serviço, ministério e cumprir um propósito, mas o seu coração e a sua fé sempre estiveram na promessa de Deus. Vida de peregrino, quem só está de passagem, por a sua verdadeira pátria está bem mais à frente. “Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra” (Hb 11.13).

Senhor, agradecemos pela historia da nossa vida, por ela acontecer no tempo e no lugar que foi determinado por ti e serve a propósitos até maiores do que a nossa capacidade de compreender. Mas somos gratos porque, mesmo quando não entendemos, podemos aceitar pela fé, que o nosso Deus está no controle de todas as coisas e tudo acabará bem e o reino será estabelecido. Graças pela bênção de termos pessoas com a capacidade de amar e servir como foi José e tantos outros; eles foram fiéis e produtivos nos seus tempos e lugares, agora é a minha vez, a nossa vez e buscamos discernimento e capacidade que venha do alto, para sermos tudo aquilo para o qual fomos criados, sustentados, chamados e equipados para ser e fazermos. Te louvamos e agradecemos, no precioso nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Morreu José

Meditação do dia: 04/09/2021

“E morreu José da idade de cento e dez anos, e o embalsamaram e o puseram num caixão no Egito.” (Gn 50.26)

Morreu José – Aqui poderíamos estar declarando um ponto final na história de uma pessoa e com ela iria todos os argumentos de que a vida é passageira e no final todos morrem e mais cedo ou mais tarde tudo acaba e quem até acaba tudo. Mas não é o nosso caso e nem a história de José. “… o justo estará em memória eterna” (Sl 112.6). Como escrevemos desde o início da saga de José, esse homem é um marco na história do povo de Deus em todos os tempos e como exemplo para qualquer pessoa que aspira andar com Deus em contextos de adversidades e oposições. A vida de José tem todos os ingredientes para abençoar a nós e as gerações que ainda virão, seguindo as mesmas pisadas da fé. Quando lidamos com provações e tentações na vida, podemos aprender com ele pois sofreu, perseverou e venceu provavelmente em mais espectros da diversidade da vida do que a maioria de nós. Todas as pessoas com um histórico de dor e sofrimentos, perdas e traições, ascensão e glórias, sucesso e responsabilidades, pode muito bem se identificar com esse modelo de vida. As pressões interiores que sofremos, (quem não?), as questões familiares de incompreensões, ciúmes e intrigas, que produzem animosidades e até quebra de relacionamentos. Quem teve dificuldades na vida profissional e se viu servindo sem receber justamente por seus préstimos; quem foi humilhado e não teve chances de se defender; quem viu pessoas se apropriarem de suas bênçãos e ser deixado para trás; que já serviu e foi esquecido; quem já foi assediado e traído, ficando por mau e desonesto ou perdeu a credibilidade sem ter como se defender, por era sua palavra contra a do outro e ele tinha muito prestígio e pouco caráter! Ao olhar a Palavra de Deus, medir nossa vida pelos padrões divinos, podemos ver que José era exatamente um ser humano como todos os demais e ainda assim, sua fé fazia a diferença e jamais ele se omitiu ou se esquivou de testemunhar do Deus a quem servia e empenhar a sua honra em falar em nome de Deus. Um dia, sua história mudou! Até aos trinta anos ele sofreu muito e não divisava nada de tão promissor, senão os seus próprios sonhos, que até então nem ele sabia o significado. A virada aconteceu quando ele foi chamado à presença do rei. Ele estava pronto! Podia sair da masmorra e prestar serviço de verdade na corte e não temeu o desafio, ainda que seria para servir e abençoar o povo que tanto o havia maltratado e feito sofrer. Ele servia a Deus antes de servir ao rei e às pessoas. Andar pela fé nos permite agir certo construindo algo que só se revelará por completo mais à frente. Outra lição muito preciosa que aplico aqui e me alegra muito é a atitude de José quando prospera, é honrado e ganha poder e autoridade. Ele ainda continuou sendo José, sendo acessível e abençoador. Na sua vida não houve espaço para amarguras, vinganças e revanches; ele não tinha tempo para dar o troco e fazer mal a quem lhe fizera mal e o prejudicara. Isso significa que a justiça e a bondade que ele desejava receber de quem estava em autoridade, ele praticou quando foi promovido – abuso de poder e uso indevido da sua posição privilegiada não teve espaço no seu coração. Lidar com o poder, a honra e a riqueza não é fácil a menos que o centro da vida dessa pessoa seja ocupada por valores imutáveis e ela tenha uma visão precisa de quem é, de onde veio e para onde vai – ela tem sentido de propósito e missão. O que chamamos de identidade e destino. José morreu aos cento e dez anos; mas não sumiu, não desapareceu, ele continuou influenciando, fazendo história e construindo legados. Trinta anos de vida dura e sofrimento para construir um alicerce para servir e abençoar por oitenta anos. Quem vê um lindo edifício de oitenta andares categoria AAA+ não imagina o tamanho e a capacidade da base que não pode ser vista casualmente. “Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus” (2 Co 5.1). Já ouvi dizer que grande pessoas são medidas da cabeça para cima! Será que faz sentido?

Senhor, obrigado pela minha vida e das pessoas que entraram em contato com ela em todos os tempos e me ajudaram a construir o que sou hoje e manter-me focado na planta original que desenhaste para mim. Oro por sabedoria e graça para que essa construção, na qual investistes tanto valor, sirva e cumpra o propósito para o qual fui alcançado e treinado. Oro pelas pessoas ao meu redor que recebem da minha influencia e que ela seja abençoadora e produtiva, para juntos façamos mais e melhor e a tua glória se revele de todas as maneiras para um bem maior. Obrigado pelo investimento, pela graça e pela redenção em Cristo Jesus, no nome de quem oramos para a tua glória, amém.

Pr Jason

Subir Desta Terra

Meditação do dia: 03/09/2021

“E disse José a seus irmãos: Eu morro; mas Deus certamente vos visitará, e vos fará subir desta terra à terra que jurou a Abraão, a Isaque e a Jacó.” (Gn 50.24)

Subir Desta Terra – Numa viagem de férias para aquela aconchegante costa sul da Bahia, mais precisamente para Alcobaça, um dos pontos mais antigos em termos de Brasil, fiquei pensando durante o trajeto, porque quando o percurso é longo, os recursos de entretenimento e distração para passar o tempo vão se esvaindo. Foram novecentos quilômetros até BH e quase outros até lá. Em dado momento, me vi pergunto retoricamente: Tudo isso de estrada, para chegar num único lugar e por quantas praias mais perto de casa já passamos? Em se comparando aquele destino final, todas as demais praias do sul baiano até as do norte de Santa Catarina estariam mais perto, partindo de Guararapes. Claro, tem os raciocínios lógicos, comportamentais, preferencias, oportunidades e sem dúvida, as escolhas. Assim sendo, todo lugar não é igual e não nos pertence ou nos apetece. Nem todos os homens são apátridas. Eu diria que a maioria de nós somos muito apegados ao nosso quinhão de terra, que pode ser nossa cidade, estado ou pais. Muitos escolhem viver em outras terras ou pátrias e alguns até fazem dali o seu lugar preferido. Outros tantos, forçados pela vida, sofrem, choram e sonham em um dia retornar ao que ele chama de lar; isso é tão forte nas pessoas que alguns até deixam como último desejo, que ele seja levado e sepultado na sua terra natal ou adotada, caso não consiga voltar em vida. Nos tempos antigos, como quando essas histórias dos patriarcas bíblicos estavam acontecendo, eram os primórdios da civilização humana que ainda se espalhavam procurando melhores condições e podendo colonizar e se perpetuarem num local específico. Os sírios, libaneses, egípcios, muitos povos africanos e do Oriente médio e Ásia, partes da Europa, estão desde esses tempos antigos nos seus lugares. Um pedaço de terra ali fora prometido por Deus a seu amigo Abraão e devido a isso até hoje se conhece como a “Terra Prometida.” “Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.1-3). José era bisneto de Abraão e era na sua geração o primeiro grande desdobramento quantitativo de pessoas herdeiros da promessa original. Abraão teve o filho Isaque, que teve Jacó, o pai de José e eram doze irmãos, que se tornaram setenta e cinco pessoas quando desceram de Canaã para irem habitar no Egito à convite do próprio José, que lá já estava. Destes todos, partindo de Abraão, só Isaque, Jacó e Benjamim, o filho mais novo de Jacó, nasceram na Terra Prometida; já todos os filhos dos onze patriarcas foram nascidos lá, excetuando então os filhos do próprio José, que nasceram no Egito. Todos eram criam, viviam e morriam convictos de coração e alma de que tinham uma pátria prometida por Deus e aquilo seria sua herança, e não abririam mão disso sob hipótese alguma. Foi assim, olhando para a frente, para a firmeza da Palavra de Deus, que eles se consolavam e construíam suas vidas. José reforçou a seus irmãos e parentes que Deus iria leva-los de volta à sua terra, como a mesma fidelidade com que tratara todos eles até ali, preservando-os em meio aos perigos e ameaças, sem conduto serem jamais vencidos. Nossa jornada hoje, na Nova Aliança, não mais física, geográfica e territorial, mas de outra natureza, mas tão real quanto o foi a deles. “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm 14.117). Olhemos o que o Senhor Jesus disse: “E, interrogado pelos fariseus sobre quando havia de vir o reino de Deus, respondeu-lhes, e disse: O reino de Deus não vem com aparência exterior. Nem dirão: Ei-lo aqui, ou: Ei-lo ali; porque eis que o reino de Deus está entre vós” (Lc 17.20,21). Paulo fez questão de enfatizar: “Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas” (Fp 3.20). Veja que dependemos de nossa fé tanto quanto eles para tomar posse da nossa herança quando chegar o tempo determinado. Até lá, vamos ficar firmes e apoiar uns aos outros, para que ninguém se perca ou se distraia com algo inferior ao que nos está prometido.

Obrigado, Senhor, por nos prometer e sustentar a tua promessa até que o tempo e o modo estejam alinhados com a tua perfeita vontade. Seremos firmes e resilientes até o dia glorioso em que tudo se transformará de fato naquilo que já tomamos como nosso, pela fé em Cristo. Agradecemos pela redenção no sangue de Jesus que nos garante provisão completa e suficiente para a salvação plena. Oramos com louvor e gratidão, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason