Um Grande Elogio

Meditação do dia: 08/11/2020

Depois disse Faraó a José: Pois que Deus te fez saber tudo isto, ninguém há tão entendido e sábio como tu.(Gn 41.39)

Um Grande Elogio – Saber lidar com elogios é uma verdadeira sabedoria. Ser elogiado por alguém considerado grande e admirada, como era Faraó e diante de todos os nobres e autoridades ele teceu elogios e atribuiu a José uma capacidade que ele considerava difícil de encontrar em outras pessoas. Nos nossos dias, se costuma dizer que isso é massagear o ego; fazê-lo receber uma dose de estímulo como recompensa por alguma conquista. No livro de Provérbios, há uma citação interessante: Como o crisol é para a prata, e o forno para o ouro, assim o homem é provado pelos louvores (Pv 27.21). Os dois metais mais preciosos são provados e purificados ao mais alto grau por um processo lento e gradativo de altas temperaturas. É muita pressão! O sábio disse que esse processo acontece com o homem por meio dos elogios e exposição ao sucesso. Tenho para mim, que o reconhecimento é bom, muito bom; mas o excesso de reconhecimento acaba por mexer com a essência da pessoa. Espiritualmente há meios providos por Deus e pelas disciplinas espirituais que tornam o processo bem eficiente para que a pessoa atinja uma postura de não mais ser afetada pelo bichinho do poder. José foi submetido a essa dieta desde muito cedo. Quando ele teve seus primeiros sonhos, ele passou a ser pressionado pelos irmãos e vigiado de perto pelo pai. Ele era persistente e os familiares eram dispostos a resistir e trabalhar para que isso não viesse a acontecer. José foi parar submundo das prisões do Egito e passou o final de sua adolescência, toda sua juventude e um bom pedaço da vida adulta se especializando em não ser ninguém. Não ser reconhecido, não ser visto e não ter crédito por nada que fizesse. José servia, só servia e por melhor que servisse, só se credenciava para servir mais. Enquanto o ego de José era triturado e moído naquelas masmorras, sua fé e sua intimidade com Deus cresciam e o fortalecia, de maneira que a alegria e a satisfação de SER ALGUÉM era tão forte que suprimia a necessidade de visibilidade e reconhecimento. José cresceu de dentro para fora, ou se preferir, de baixo para cima. Ele estava edificando os alicerces de sua futura vida pública. Quando ele emergisse daquelas sombras, estaria pronto para brilhar sem se orgulhar e sem buscar bajulações. Não é verdade que alicerces, são fundamentos inferiores, submersos, escondidos e que não aparecem, mas são eles que dão sustentação para toda a edificação que aparece? O tempo se encarrega de revelar as edificações com estruturas falhas e negligentes. Todos nós no serviço e nos exercícios ministeriais sonhamos em realizar um grande e maravilhoso trabalho. Mas quantos se ocupam dos fundamentos? Quantos se permitem passar tempos obscuros para se preparar? Quais são as suas bases? Quanto de pressão suportará e continuará produtivo? Também não exagere na profundidade. Profundeza demais pode estourar seus tímpanos. Esse é um lema dos mergulhadores.

Pai, graças podemos te render pela tua escola de treinamento para servir no teu reino. Aprendemos com Jesus, com o Espírito Santo e podemos observar os irmãos que já passaram por situações com as quais nos identificamos. Cada um no seu devido tempo e lugar, sempre teremos as pressões próprias da função e do alcance da nossa influencia. Mas a razão principal do nosso servir é produzir honra e glória ao teu santo nome. Oramos por sabedoria e capacidade de aprender e continuar aprendendo em todo tempo. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Foi Deus Que Fez

Meditação do dia: 07/11/2020

Depois disse Faraó a José: Pois que Deus te fez saber tudo isto, ninguém há tão entendido e sábio como tu.(Gn 41.39)

Foi Deus Que Fez – Nos rudimentos mais simples da comunicação aprendemos que há três elementos principais: Quem fala, com quem fala e de quem se fala. É o conhecido “Eu, Tu, Ele ou na versão plural, Nós, Vós e Eles. Faraó falava com José a respeito de Deus e na simplicidade dos termos ele reconhecia a graça de Deus em compartilhar com os humanos e mais diretamente a ele, o governador de todo o Egito. Pela sua incapacidade de entender a mensagem, o próprio Deus, que não era um dos deuses conhecidos do Egito, mas antes, o Deus a quem José servia, deu junto com a mensagem, alguém capaz de interpretá-la de forma que pudesse se tornar compreensível e praticável. Comunicação não é necessariamente o que se diz, mas o que se entende, sempre foi assim e continuará por todo o sempre. Quando escreveu aos Coríntios, para ensinar sobre a prática correta dos dons carismáticos, o Apóstolo Paulo citou a importância da comunicação. Porque, se a trombeta der sonido incerto, quem se preparará para a batalha? (I Co 14.8). Isso é uma premissa importante do relacionamento pessoal com Deus, pois se creio que Deus existe, que ele fala, então preciso acreditar que ele consegue se comunicar e não apenas emitir sons. Por que Deus enviaria uma mensagem importante e que ninguém pudesse discernir e interpretar? Jesus, nos seus dias ensina seletivamente quando pretendia que apenas parte da audiência entendesse de fato os seus ensinamentos. Ele, respondendo, disse-lhes: Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado; Porque àquele que tem, se dará, e terá em abundância; mas àquele que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado. Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem (Mt 13.11-13). Quero destacar aqui no ensino do Mestre: Primeiro, a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus… Há mistérios espirituais no reino dos céus e nós somos responsáveis por conhece-los. Em segundo lugar, àquele que tem, se dará, e terá em abundância… Exercício da responsabilidade, quem tem se credencia para receber mais e que não tem, corre o risco perder o pouco ou a oportunidade de ter. E por último, “…porque eles, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem.” Deus age, opera ou trabalha, como queiram, pelo princípio do exercício da responsabilidade pessoal. Ninguém é obrigado à nada, ele propõe os caminhos da vida e da bênçãos e as pessoas exercem o seu direito de escolher e a cada escolha corresponde uma consequência. Assim quando a pessoa escolhe confrontar e desafiar a sabedoria divina, para seguir seus próprios caminhos, ele perde a capacidade crítica de discernimento verdadeiro e fica apenas no plano sensorial. Eles conhecem e aprovam apenas aquilo que suas faculdades físicas e emocionais lhes permitem. Se não podem ver, ouvir, tocar e sentir ou comprovar racionalmente, não existem ou não aceitam. O uso da fé fica nulo. E sabemos que sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11.6). Qualquer pessoa pode ter iluminação espiritual e fazer uso desse conhecimento. Estamos vendo isso acontecer com Faraó, na sua interação com José, que de fato era servo de Deus e conhecia seu caráter e era adorador praticante. Deus falou com o rei e ele agiu para entender e quando entendeu tomou providencias para que a revelação de Deus fosse praticada como medida de estado, porque assim é que ela seria válida e salvaria vidas. Esse conhecimento não é salvador, mas daí abre-se as oportunidades para que o Evangelho seja comunicado com o propósito redentor. Nós encontramos isso por toda a Bíblia. De Faraó contemporâneo de Abraão, até César, Constantino e na história das nações. Fecho com o texto de Romanos: Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu (Rm 1.21). O texto mostra que existe ação e escolha nas decisões tomadas.

Pai, graças te rendemos por sabermos das tuas intenções para conosco. Estávamos chamando a nossa atenção por algum tempo, quando viemos a perceber e dar atenção a voz do Espírito Santo. Sou agradecido por me escolher para pertencer a ti e servir na tua causa. Obrigado por compartilhar conosco os mistérios do reino dos céus e assim podermos abençoar as pessoas a quem desejas comunicar a tua vontade. Como igreja, estamos disponíveis para te honrar e glorificar. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Acharíamos Um Homem Com Este?

Meditação do dia: 06/11/2020

E disse Faraó a seus servos: Acharíamos um homem como este em quem haja o espírito de Deus?(Gn 41.38)

Acharíamos Um Homem Como Este? – Estaríamos falando aqui sobre perfil? Sobre capacidades? Sobre Habilidades ou um conjunto de tudo isso? O mercado de trabalho nos nossos dias lida com demanda e oferta e onde tem um, tem o outro. Selecionar candidatos adequados, com o perfil exigido se tornou uma habilidade e até uma profissão com especialização. Há pessoas contratadas somente para contratar pessoas; há empresas e escritórios especializados nesse nicho de mercado. Também existem as necessidades de alto escalão, sendo para isso levado em conta com muito peso a escola de formação; aqui no Brasil, quem por exemplo fez Unicamp, U.F. São Carlos ou ITA, nas suas respectivas áreas estão bem recomendados. Para escalões ainda mais altos, se for finanças e economia, os Chicago’s Boys se saem bem; para gestão e administração, Harvard deixa qualquer um bem na fita e se for tecnologia, MIT de massassusetts é sempre uma boa pedida. Claro que há muitas outras boas ofertas em muitos lugares. No universo da Teologia e ministérios pastorais também há destaques e grifes. Muito bem! Faraó se ligou rapidamente que Deus lhe havia dado uma oportunidade de fazer a diferença e para obedecer a previsão divina, ele precisaria de alguém altamente qualificado e que pudesse gerenciar toda a complexidade daquela operação e com bem pouco tempo para se preparar. De onde viria tal pessoa? É evidente que na corte e no Egito antigo ´já havia escolas e eles eram avançados até para os nossos padrões atuais de conhecimento e tecnologia. Eram bons e famosos em medicina, engenharia, matemática, navegação, agricultura, engenharia bélica e outras tantas. Ali mesmo, na frente de Faraó, já deveria estar presentes diversos ministros e nobres com notáveis habilidades, que certamente se candidatariam a preencher uma vaga dessas assim que o rei especificasse os critérios que pretendia. Aqui entra o imponderável e o misterioso agir de Deus. Como comentou uma leitora dessas meditações, que Jesus sempre utilizava uma situação para resolver outra e para resolver o problema de José, Deus criou uma situação para Faraó. No final foram resolvidos ambos os problemas e todos ficaram felizes, porque um era a solução do outro. (Obrigado Luiza). Faraó deu a resposta fazendo uma pergunta retórica, aquela que fazemos só por fazer porque a resposta está obviamente implícita: Acharíamos um homem como este em quem haja o espírito de Deus?” Me imagino na sala de audiência ali perto, só observando a cena. Com a pergunta, Faraó também desarticulou qualquer falsa pretensão de alguém tentar se infiltrar na nova posição a ser criada, porque seria de altíssimo status, poder e prestígio. A percepção de Faraó foi muito aguçada, porque ninguém melhor para lidar com uma situação crítica, do que alguém que consegue prevê-la e apresentar soluções simples, práticas e mensuráveis. Além do mais, se Deus estava envolvido e os avisara e entre todos os sábios do império ninguém foi capaz de captar nada, somente José, por que não, ele ser a resposta divina? Algum cabeça raspada com turbante bordado de fios de outro em linho fino, poderia perguntar: Majestade, qual o currículo desse homem? Outro já levantaria o dedo e diria: Ele foi trazido aqui direto da prisão. Que buchicho!!!! Alguém aí já percebeu que em TODAS as situações críticas registradas nas Escrituras, em todas elas Deus sempre tinha um homem pronto, preparado e que não decepcionou? Sabe por que? Existe alguém que entenda mais de administração, gestão macro do que Deus? “Então respondeu Jó ao SENHOR, dizendo: Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido” (Jó 42.1,2). Quero citar duas referencias que confirmam o Modus Operandi do Senhor visto em toda a Bíblia. “Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; Para que nenhuma carne se glorie perante ele” (1 Co 1.27-29). “E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte” (2 Co 12.9,10). Deus sabe do quando estamos suscetíveis à vaidade e à vanglória! Atingir esse nível de compreensão que o apóstolo Paulo alcançou é maravilhoso. É também um desafio e um alvo para ser buscado por todos nós.

Pai amado, obrigado por nos dar o seu Espírito Santo para habitar em nós e nos guiar em todo o processo de crescimento e maturidade na lida com o sagrado e com o compromisso de abençoar onde estamos inseridos e fazer a diferença. Se Faraó podia ter discernimento espiritual suficiente para perceber a pessoa abençoada que estava à sua frente, certamente podemos ser bênçãos hoje e discernir a tua vontade para os nossos dias e ser sua voz de amor e compaixão. Como teus filhos. Pedimos aquela sabedoria lá do alto, pura, pacífica, tratável, cheia de misericórdia e bons frutos, para que façamos a diferença para a tua glória e honra. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Que Disse Faraó

Meditação do dia: 05/11/2020

E disse Faraó a seus servos: Acharíamos um homem como este em quem haja o espírito de Deus?(Gn 41.38)

O Que Disse Faraó – A primeira impressão é a que fica! Parece marketing de serviços gráficos ou de venda de impressoras; mas na verdade é uma sabedoria popular bem antiga, que procura definir a imagem de uma pessoa pelos seus primeiros atos, logo na apresentação. Não é uma ciência precisa, pois se trata de uma idéia comportamental que procura enquadrar as pessoas para produzirem um bom comportamento inicial. Todos já vimos exceções a isso, quando o primeiro contato é muito ruim e depois e revertido e também quando o cartão de visita é maravilhoso mais depois não se confirma. No caso do nosso texto de meditação de hoje, a impressão inicial que José deixou no Faraó e nas demais autoridades presentes, foi plenamente confirmada a posteriori. O rei ficou muito impressionado com a presença de espírito daquele jovem e aqui entramos nós com a observação e a comparação como padrão de atitude a ser tomada por cada um de nós, no exercício da nossa vida em relação às demais pessoas que nos cercam. O que era esperado de José pelo Faraó? Qual a expectativa dos sábios e nobres que não haviam conseguido ajudar o rei? Quem fez a indicação, no caso, o copeiro-mor, o que ele esperava? E o próprio José? Mas vamos aos fatos: O que foi na verdade que Faraó percebeu muito claramente, e que também foi evidente para todos os presentes ali? Que José era uma pessoa em que a presença do Espírito de Deus era claramente notada por qualquer um. Isso me remete a um dos meus textos  favoritos: O que ama a pureza de coração, e é amável de lábios, será amigo do rei (Pv 22.11). Temos muitas situações e pessoas na história bíblica que comprovam essa tese, de Salomão e já evidenciada por José diante de Faraó. O jovem Davi, antes de ser quem veio a ser, compareceu diante do rei de Israel e a descrição é muito parecida com essa no antigo Egito. Então respondeu um dos moços, e disse: Eis que tenho visto a um filho de Jessé, o belemita, que sabe tocar e é valente e vigoroso, e homem de guerra, e prudente em palavras, e de gentil presença; o Senhor é com ele. Assim Davi veio a Saul, e esteve perante ele, e o amou muito, e foi seu pajem de armas. Então Saul mandou dizer a Jessé: Deixa estar a Davi perante mim, pois achou graça em meus olhos(1 Sm 16.18,21,22). Os registros sobre a rainha Ester também descrevem uma pessoa cativante e que deixava uma ótima primeira impressão e o nível de espiritualidade e relacionamento com Deus veio se confirmar quando se fez necessário. “E a moça pareceu formosa aos seus olhos, e alcançou graça perante ele; por isso se apressou a dar-lhe os seus enfeites, e os seus quinhões, como também em lhe dar sete moças de respeito da casa do rei; e a fez passar com as suas moças ao melhor lugar da casa das mulheres. “Chegando, pois, a vez de Ester, filha de Abiail, tio de Mardoqueu (que a tomara por sua filha), para ir ao rei, coisa nenhuma pediu, senão o que disse Hegai, camareiro do rei, guarda das mulheres; e alcançava Ester graça aos olhos de todos quantos a viam. E o rei amou a Ester mais do que a todas as mulheres, e alcançou perante ele graça e benevolência mais do que todas as virgens; e pôs a coroa real na sua cabeça, e a fez rainha em lugar de Vasti” (Et 2.9,15,17). O que Ester era em casa, foi na apresentação no Palácio e um ano depois ao se apresentar ao rei. Ela não se deslumbrou com nada daquilo e a coroa lhe ficou muito bem. Poderíamos dizer isso de Daniel e seus amigos, e outros mais, que não se impressionaram com a majestade, o palácio, a oportunidade e nem os elogios. Todos eram pessoas focadas em Deus e no compromisso com sua missão de vida. Para não prolongar mais, a pergunta do dia: Qual é a primeira impressão que as pessoas tem de mim e de você quando somos solicitados a contribuir para uma solução?

Senhor, a nossa oração é por graça e o teu favor sobre nossas vidas. Certamente esses teus servos foram disciplinados, diligentes e humildes o suficiente para saberem o papel que precisavam desempenhar e ser bênção para encontrar soluções onde os demais não haviam conseguido. Se tens nos colocado em condições de sermos a resposta, então precisamos ser uma boa resposta e produzir consolo e conforto nos corações ansiosos e preocupados que nos procuram. Somos agradecidos por tudo que pode acontecer de bom, quando somos fiéis e disciplinados no trabalho de servir. Jesus sempre será o nosso melhor modelo e exemplo e o louvamos por isso. Amém.

Pr Jason

Uma Boa Palavra

Meditação do dia: 04/11/2020

E esta palavra foi boa aos olhos de Faraó, e aos olhos de todos os seus servos.(Gn 41.37)

A Boa Palavra – Nada como estar no lugar certo, na hora certa e com as pessoas certas. Para José deve ter sido um dia muito especial! Levantar pela manhã para encarar a rotina de todos os dias, fazer as mesmas atividades, ficar olhando para a porta de entrada esperando alguém vir com alguma novidade, que nunca chegava. Mas chegou e foi para fazer diferença permanente. Gosto de pensar nessa situação porque José estava pronto o tempo todo e quando a oportunidade surgisse ele estaria em condições de segurá-la. Mas também tem as variáveis que nunca dominamos, mas sabemos que elas existem. Se um colega de prisão lhe perguntasse: “E agora José? Vai pedir ao fará para rever seu caso e pedir clemencia para sair daqui?” Ele provavelmente diria que sim, e que estaria orando o tempo todo para alcançar o favor do homem forte do Egito e quem sabe voltar para casa, em Canaã. De uma hora para outra tudo virou! Quem diria? Era Faraó que agora alimentava esperança de ser ajudado e encontrara em José as respostas para todos as suas aflições. Ele não sabia o significado dos sonhos, muito menos que teria que agir rápido para evitar uma aniquilação. Provérbios diz: A ansiedade no coração deixa o homem abatido, mas uma boa palavra o alegra (Pv 121.125). Naquela manhã de apreensão para José e de angústia para Faraó, as duas coisas foram resolvidas com uma única ação de Deus através de uma boa palavra. Para o monarca, só saber o que significava o seu sonho já seria uma grande ajuda. Saber como aplicar as medidas que reverteriam a catástrofe anunciada, poderia até ser solucionado através dos seus ministros e sábios, que se poriam a fazer cálculos e traçar caminhos, mas sem convicções de que realmente estariam construindo soluções. José fez mais do que interpretar os sonhos, como também apresentou em questão de minutos todos os cálculos e soluções que viabilizaria o projeto todo. José foi unanimidade naquela manhã! Que bênção, ser mensageiro de boas notícias e fazer um bom trabalho. Nem Faraó e muito menos José tinham ainda consciência da grandeza e da extensão daquilo que estavam realizando naquela audiência. José só queria justiça e sair da prisão e Faraó só queria que alguém, qualquer um lhe deve a interpretação do seu sonho. Deus tinha expectativas maiores e mais abrangentes para os dois e através dos dois. O poder temporal do rei e a capacidade administrativa de José unidos poderiam desencadear muitas coisas boas e grandes. A obra de Deus é singular sempre. Nesse caso em particular, Faraó não perdeu poder ou prestígio e José recebeu mais do que ele esperava e sem  ocupar o espaço de ninguém, muito pelo contrário, ele pode elevar vários outros para tornar possível um grande projeto. Para um servo, a realização é servir num grande projeto e à alguém que reconheça  seu valor. Ambos se viram privilegiados de servir a Deus e realizar algo maior que eles próprios. Que sejamos instrumentos nas mãos de Deus e à serviço do Reino que é muito maior que todos nós juntos. Deus reconhece o seu valor e a tarefa que lhe conferiu é  importante, mesmo que aos olhos humanos não se apresente tão ilustre. Sirva, apenas sirva com fé e boa vontade.

Pai, obrigado pela oportunidade de servir e fazer alguma coisa que pode fazer a diferença na vida de alguém. Cada um de nós tem um papel a ser realizado e cada tarefa tem o seu valor e quando tudo estiver terminado, todos nos alegraremos juntos pelo que fizemos por obra e graça do Espírito Santo agindo através de cada um. Submetemos nossa capacidade ao teu comando, porque o Senhor conhece o projeto inteiro e sabe qual etapa está no momento certo de receber atenção. Agradecemos o privilégio de servir e nesse serviço encontramos valor e dignidade, realização e senso de pertencer a algo maior do que nós mesmos. Oramos com gratidão, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Perece Ou Não Perece?

Meditação do dia: 03/11/2020

Assim será o mantimento para provimento da terra, para os sete anos de fome, que haverá na terra do Egito; para que a terra não pereça de fome.(Gn 41.36)

Perece ou Não Perece? – Um ancião muito sábio tinha sempre bons conselhos e boas palavras para todos que lhe procuravam. Alguns garotos agindo no ímpeto da juventude resolveram comprovar a possibilidade do ancião não ser assim tão sábio e um desafio à altura provaria isso. Pegaram um pequeno pássaro e foram até o homem e lhe apresentaram uma questão: Escondendo o passarinho às costas, perguntaram se o pássaro estava vivo ou morto. A tese deles seria contradizê-lo em qualquer das respostas; se ele dissesse que estaria vivo, era só apertar o pescoço e o bichinho estaria morto; se ele dissesse que estaria morto, eles o apresentariam abrindo a mão e o permitiram deixariam voar e assim, qualquer alternativa de resposta estaria fadada ao fracasso. O homem sábio, apenas respondeu calmamente: “O passarinho estará como vocês quiserem!” Fim da questão, eles não contavam com uma terceira alternativa. Todos os dias nos deparamos com escolhas a serem feitas e decisões a serem tomadas e muitas delas não tem quase relevância nenhuma, enquanto outras produzirá efeitos de longo prazo ou de impactos grandes na vida de muitas pessoas. Foi assim que José agindo como embaixador da vontade de Deus, disse a Faraó sobre o que estava para vir a todas as pessoas e à toda a nação e povos vizinhos. A fome virá em breve e será capaz de devastar toda a terra em tal medida que muitos senão todos perecerão. Aqui vem a pergunta: Perecerá de fato ou não? Veja bem, enquanto muitos estariam questionando o amor e a justiça de Deus no cuidado com as pessoas, José estava alertando de que a crise era contornável e os meios para isso estavam expostos diante de todos, dependendo mais exclusivamente sobre a vontade de Faraó agir ou não. Lembremo-nos do que a sabedoria divina nos ensina: Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar (1 Co 10.13). No caso do Egito antigo, está ali o exercício da autoridade, que tem em suas mãos o peso da responsabilidade de governar com sabedoria para o seu povo e prosperidade de todos. A fome viria, as pessoas poderiam ser alertadas e cada um poderia escolher provisionar suprimentos para si e seus familiares; mas é evidente que isso seria possível apenas para uma minoria da população. O estado deveria agir e tomar as medidas, fazer e regular os estoques e tudo isso recairia sobre a atitude da maior autoridade, que era Faraó e foi com ele que Deus tratou. O ministério de José era interpretar a mensagem de Deus para o rei. A responsabilidade de agir em benefício de todos era dele e ele decidiria como seria o futuro. Uma decisão apenas e muitas pessoas seriam afetadas para o bem ou para o extermínio. Líderes tem que assumir suas responsabilidades e conviver com elas. Embaixadores representam e falam em nome do seu governo. A igreja e os ministros representam o governo de Deus; não controlam as coisas e não ditam como elas devem acontecer. Cada pessoa precisa agir conforme suas instruções e no nível em que atua, a espiritualidade está em ser obediente e não em ser religioso, místico ou exercer domínio sobre os outros. Ser espiritual e salvar vidas para José e Faraó seria estimular a produção de alimentos em abundancia e recolher em grandes quantidades e preservar suas condições. Através do profeta Jeremias, o Senhor instruiu a separar uma coisa da outra: Que esses falsos profetas relatem seus sonhos, mas que meus verdadeiros mensageiros proclamem fielmente todas as minhas palavras; há diferença entre palha e trigo! Acaso minha palavra não arde como fogo?”, diz o Senhor. “Não é como martelo que despedaça a rocha? (Jr 23.28,29 NVT). Ser espiritual para Neemias era reconstruir muros e reparar construções destruídas. Para Ester era jejuar primeiro e depois fazer dois banquetes seguidos. Para a viúva dos tempos do profeta Eliseu, ser espiritual seria pedir vasos emprestados pra envasar azeite. Em Caná da Galiléia para alguns ali, ser espiritual era encher vasos com água. Para Faraó, seria investir no Agro Negócio. Diante de Deus, o que é ser espiritual para você hoje ou na sua vida?

Pai, graças te rendemos, pelo modo cuidadoso que administra todas as coisas, incluindo minha vida e nossas vidas todas. Nem só de pão vive o homem, mas também de pão e obediência à tua vontade. Havia uma vontade clara do Senhor para Faraó praticar e para isso José deveria estar pronto a fazer a sua contribuição. Hoje somos o teu povo e a tua voz e tuas mãos para também abençoar muitas pessoas e salvar muitas vidas. Individualmente há uma parcela de responsabilidade para cada um de teus filhos. Obrigado por nos chamar à fazer parte de tudo isso. Precisamos da sabedoria do alto e da capacidade de fazer escolhas acertadas. A bênção virá da tua parte. Oramos em nome de Jesus, por ações que façam a diferença hoje e no tempo determinado. Amém!

Pr Jason

A Arte de Ajuntar

Meditação do dia: 02/11/2020

E ajuntem toda a comida destes bons anos, que vêm, e amontoem o trigo debaixo da mão de Faraó, para mantimento nas cidades, e o guardem.(Gn 41.35)

A Arte de Ajuntar – O que é o que é? Quanto mais você tira, mais ele aumenta? Quando éramos crianças e algumas até bem grandinhos já, gostávamos muito de brincar de pegadinhas, o mais conhecido como “o que é o que é?” Aquilo claro, estimulava o conhecimento e o raciocínio, despertando a curiosidade para solucionar questões. Era um modo lúdico de filosofar popularmente. Gosto muito de aprender e todos que compartilham desse gosto, sabe que para aprender não tem hora, nem lugar e muito menos oportunidades. O mundo é um grande laboratório e uma enorme sala de aula com mestres distribuindo experiencias para todos os lados, é só entrar e se deliciar. Como cristão, a Bíblia oferece um universo inteiro de conhecimentos de alta produtividade, porque ela versa sobre os mais complicados temas da existência humana e porque não, divina, espiritual e sobrenatural. O que para muitos é apenas um livro antigo sobre religião e preceitos morais ultrapassados, para outros é Palavra de Deus, viva e eficaz, eternamente nova e atual e não só atual, como é futurista e desvenda segredos que ainda estão por vir e aí, quem viver, verá. Já que o nosso tema hoje é a arte de ajuntar, então vamos agregar mais sabor à nossa receita. Jesus falou sobre essa arte e ele tem autoridade sobre isso. Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha (Lc 11.23). A dualidade eterna, se há os que ajuntam, há também os que espalham. E se pode ficar do lado de Deus ou opor-se ao seu projeto. Andando com fé e disposição de servir aos propósitos de Deus, entraremos uma vontade soberana de Deus, que ao construir seu projeto, oferece momentos de recolher, ajuntar e momentos de espalhar, distribuir e semear. Para a civilização pós-diluviana Deus ordenou espalhar-se e colonizar toda a terra, mas eles escolheram fazer o contrário e não se permitir dispersar; claro que deu errado. E abençoou Deus a Noé e a seus filhos, e disse-lhes: Frutificai e multiplicai-vos e enchei a terra, E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus, e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra. (Gn 9.1; 11.4). Após a ressurreição, o Senhor ordenou a Seus discípulos a espalharem as boas novas do Evangelho por todo o mundo fazendo discípulos de todas as nações. Com o advento do Espírito Santo e o consequente avivamento em Jerusalém no dia de Pentecostes, surgiu uma igreja poderosa, cheia de sinais, prodígios e maravilhas, com conversões e milagres aos milhares, que maravilha! Quem quer se afastar de um ambiente desses? Ninguém, é claro! Então, qual o instrumento mais eficiente para produzir mudanças, transformações e criar novas possibilidades? CRISES! O progresso é alimentado por crises. Deus só precisou dar um estímulo a um jovem chamado Saulo de Tarso e em pouco  tempo a igreja estava espalhada, fervorosa e dinâmica por toda parte, aí veio a vez de Saulo experimentar de seu próprio “veneno.” E crescia a palavra de Deus, e em Jerusalém se multiplicava muito o número dos discípulos, e grande parte dos sacerdotes obedecia à fé.
E Estêvão, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo
(At 6.7,8). Cristãos demais juntos é como luzes demais iluminando o mesmo espaço, ou sal demais num único ponto da comida. O passa aqui, certamente está faltando ali. Foi assim que estava acontecendo; mas isso não difícil para Deus solucionar. E também Saulo consentiu na morte dele. E fez-se naquele dia uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judéia e de Samaria, exceto os apóstolos. Mas os que andavam dispersos iam por toda a parte, anunciando a palavra. E, descendo Filipe à cidade de Samaria lhes pregava a Cristo (At 8.1,4,5). José estava ajuntando cereais lá no antigo Egito, para saciar a fome física e natural do povo e assim realizar os propósitos divinos de desenvolver o seu povo e prepara-lo para receber a revelação especial de Deus, o que hoje conhecemos como a Palavra de Deus escrita e posteriormente ela viesse a se revelar como Palavra Encarnada, na pessoa de Jesus Cristo. Assim, precisamos entender que ajudar cereais e tudo o que envolve isso, como tecnologias, logísticas e outras tantas, era tão espiritual quando fazer missões ou plantar igrejas como conhecemos na Nova Aliança. Para servir a Deus não há distinção entre secular e sagrado. Tudo é sagrado, porque tudo termina em alcançar pessoa e conduzir à redenção. Assim, não existe trabalho ou função que não seja importante e dignificante. O zelador do templo precisa ser tão cheio do Espírito Santo e obediente quando o ministro de louvor, o pregador e o pastor. A dona de casa, a mãe que educa os filhos nos caminhos da Palavra de Deus e o funcionário público e o empresário, todos precisam viver pela fé e acreditar que seu trabalho é um ministério à Deus em primeira instancia e depois às pessoas, que são objetos do amor de Deus e do sacrifício de Cristo. Vamos ajuntar e juntar esforços pela boa causa que nos foi confiada?

Senhor, graças te rendemos pelo privilégio de servir em tua causa. Há oportunidade  para todos e em todas as etapas da obra. Consagramos nossas vidas e queremos utilizar bem os recursos e talentos disponíveis a cada um de nós. Dá-nos compreensão plena da tua vontade e de como podemos servir melhor e com maior produtividade no teu reino. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Anos de Fartura

Meditação do dia: 1º/11/2020

Faça isso Faraó e ponha governadores sobre a terra, e tome a quinta parte da terra do Egito nos sete anos de fartura,(Gn 41.34)

Anos de Fartura – “Não há bem que sempre dure e nem mal que não se acabe!” Não posso identificar a autoria desse pensamento, mas, a mim ele chegou através da minha mãe, a dona Alice. Parece que os criadores, gostavam mais do uso para justificar ou dar esperanças nos tempos difíceis. Há nele uma sabedoria aproveitável. Nos tempos de abundancia e fartura, deve-se desfrutar mas lembrando que existe o amanhã. O tempo bom, e de paz deve ser também o momento apropriado para renovar s forças, criar soluções e se preparar para os tempos difíceis. Quem observa a natureza, percebe esse princípio nitidamente; as árvores se revelam em cada estação o que estão esperando para a próxima, assim elas perdem as folhas, adormecem e poupam energia para serem utilizadas na estação seguinte. Os animais se abastecem e ganham peso, trocam os pelos ou penas e fazem migrações, adaptam as dietas e assumem até novos hábitos. O ser humano, mais capacitado, inteligente e o único que acumula recursos e conhecimentos que podem ser transferidos para as próximas gerações sem iniciar tudo do zero, também se mostra como o menos previdente. Quem não se lembra da fábula da Cigarra e da Formiga? O que José sugeriu e fez na prática posteriormente, foi utilizar as habilidades e conhecimentos disponíveis para administrar situações previstas. Sabendo que haveria sete anos de muita fartura e posteriormente a mesma quantidade de anos de extrema escassez e fome na terra, fazer um plano de contingenciamento, onde equacionaria pesados impostos para armazenamento de víveres suficientes para posteriormente com  racionalidade distribuir em condições de ultrapassar um longo período sem produtividade e  com os agravantes que o acompanhariam, como desemprego, queda de receitas financeiras, migrações, aglomerações populacionais próximas às fontes de suprimentos e aumento de riscos e violências. Ao invés de José sugerir reforçar a segurança e o abastecimento da corte e da elite, ele trabalhou para armazenar alimentos em todo o pais e em quantidade que eliminaria os riscos mais previsíveis da crise. Construir celeiros e centros de distribuição é mais eficiente econômico do que fortalezas e prisões. A Bíblia registar várias situações e pessoas que foram previdentes e se valeram da sabedoria espiritual de Deus para contornarem seus momentos difíceis. Podemos começar lembrando as multiplicações de pães realizadas por Jesus. Elas surgiram à partir de uma crise de abastecimento. Muitas pessoas foram para um lugar ermo, distante e sem provisões e claro, ficaram impossibilitados de retornarem em segurança para suas casas e olha que muitos justificariam seus atos dizendo que foram atrás de Jesus, de conhecimento e crescimento espiritual. É verdade, mas eram pessoas de carne e osso e comer é necessidade vital. Jesus fez o milagre, e ordenou que não se desperdiçasse nada do que sobrou após a refeição. Não é porque foi milagre, de graça, com fartura, que a inteligência e a responsabilidade se tornariam obsoletas. E Jesus tomou os pães e, havendo dado graças, repartiu-os pelos discípulos, e os discípulos pelos que estavam assentados; e igualmente também dos peixes, quanto eles queriam. E, quando estavam saciados, disse aos seus discípulos: Recolhei os pedaços que sobejaram, para que nada se perca. Recolheram-nos, pois, e encheram doze alcofas de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobejaram aos que haviam comido (Jo 6.11-13). Elias, após sua grande atuação no Monte Carmelo contra os profetas idólatras, empreendeu uma longa viagem, para chegar o Monte de Deus, e desanimou no caminho e foi socorrido por Deus de forma sobrenatural. “E deitou-se, e dormiu debaixo do zimbro; e eis que então um anjo o tocou, e lhe disse: Levanta-te, come. E olhou, e eis que à sua cabeceira estava um pão cozido sobre as brasas, e uma botija de água; e comeu, e bebeu, e tornou a deitar-se. E o anjo do Senhor tornou segunda vez, e o tocou, e disse: Levanta-te e come, porque te será muito longo o caminho. Levantou-se, pois, e comeu e bebeu; e com a força daquela comida caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus (1 Rs 19.5-8). Já imaginou nos super ingredientes desse pão, que deu forças para Elias caminhar quarenta dias e noites? Enquanto ele dormia, Deus providenciava suprimentos suficientes para a jornada inteira. Sempre antes da crise, Deus revela e prepara recursos. A questão toda fica para quem não presta atenção nos avisos ou administra mal as bênçãos recebidas e depois vai para a fila dos desesperados. Antes         de criar o homem, Deus criou a terra e colocou disponível todos os recursos para todas as gerações. A fome, a escassez e a miséria é tudo responsabilidade da má gestão humana em todo e qualquer sentido e isso será um trunfo ou uma carta na manga que o anticristo utilizará para se tornar atrativo e confiável. Poderíamos dizer: Quem viver, verá! Mas é possível que possamos dizer: “Quem está vivo, poder ver!”

Pai obrigado pela bênção da sabedoria e da boa gestão de recursos que deste ao homem, mas o pecado e o egoísmo corrompem até os meios criados para administrar a generosidade e beneficência. Pedimos sabedoria para sermos instrumentos da redenção e da boa vontade do Senhor para todos os povos. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Quinta Parte

Meditação do dia: 31/10/2020

Faça isso Faraó e ponha governadores sobre a terra, e tome a quinta parte da terra do Egito nos sete anos de fartura,(Gn 41.34)

A Quinta Parte – Nessa vida apenas duas coisas são certas: A morte e os impostos. No Brasil Colônia, a derrama era um dispositivo fiscal aplicado no estado de Minas Gerais a partir de 1751 a fim de assegurar o piso de 100 [cem] arrobas anuais na arrecadação do quinto. O quinto era a retenção de 20% do ouro em pó ou folhetas ou pepitas que eram direcionadas diretamente à Coroa Portuguesa. O pagamento do “quinto” foi estabelecido pela Fazenda Real, correspondente a um quinto do total do ouro extraído. Fixou-se uma cota anual mínima para assegurar o quinto: 100 arrobas, 1 500 quilos de ouro. Se os tributos não atingissem essa quantia, a população teria que complementar a soma estipulada – era a “derrama.” Na verdade, ocorreu apenas uma Derrama promovida pelo governador de Minas Gerais Luís Diogo Lobo da Silva em 1763/1764.A partir de 1787-1788, a corrupção dos governantes da Capitania de Minas Gerais, aliada aos boatos de que a Derrama, agora, sem escapatória, iria ser implementada, fez desencadear as confabulações que desaguariam na Inconfidência Mineira, ferozmente reprimida pelo governo real de Maria I, mãe do futuro Dom João VI e avó de Dom Pedro I do Brasil (Pedro IV de Portugal). Imaginem, todo esse barulho para não pagar altos impostos de vinte por cento. O brasileiro era feliz e não sabia! Agora é na casa de 35,85%. Bons tempos diriam os que levam uma baita mordida do Leão todos os anos. Atualmente trabalha 153 dias só para pagar impostos, (5 meses do ano). Essa aula de história e de direito tributário não serão taxadas, vocês não pagarão nada por elas. Mas essa longa introdução me serve de ajuda para mostrar que tempos excepcionais, necessitam de medidas excepcionais, como José fez a sugestão ao Faraó. Ele entendia de cálculos e tributação, mais ainda, entendia de gente e posteriormente toda essa alta taxa tributária de um quinto, (20%) foi revertida em benefício da população egípcia e dos povos vizinhos também, mesmo que eles não tenham contribuído para acumular reservas. Jacó e sua família foram grandemente beneficiados pelas reformas administrativas implementadas por José. Falar em impostos, taxas, contribuições, dá arrepios, mas elas fazem parte da administração da sociedade humana. A existência do estado visa proporcionar aos cidadãos serviços de qualidade e proteção. O problema surge quando ocorre processos de injustiça, corrupção e privilégios de uns em detrimentos dos demais. O povo de Israel, ao ser organizado após o êxodo, tinha um sistema de governo e administração teocrático, com o culto a Jeová, como centro e o que conhecemos como Bíblia (Velho Testamento) para eles eram também, a Constituição, Código Civil, Penal, Tributário e Administrativo. Posso garantir que funciona. Olha só o relato: “E sucedeu que no ano de quatrocentos e oitenta, depois de saírem os filhos de Israel do Egito, no ano quarto do reinado de Salomão sobre Israel, no mês de Zive (este é o mês segundo), começou a edificar a casa do SENHOR. (1 Rs 6.1).  Nessas alturas Israel como nação, já era uma potencia mundial e que atraia a atenção de todos os reis e reinos que vinham em grandes comitivas para ver e conhecer os progressos daquele povo abençoado. O Brasil   está com 520 anos desde a descoberta. Deus tem um plano administrativo, que conhecemos como Mordomia Bíblica, ou mordomia cristã, que abençoa e prospera qualquer pessoa, família, ou grupo social que coloca em prática esses ensinamentos. Não confundir praticar mordomia com ser dizimista. Dizimo é uma árvore, mordomia é uma floresta. Gosto de ler as descrições do governo de Cristo na terra, num futuro próximo. “Eis que reinará um rei com justiça, e dominarão os príncipes segundo o juízo. E será aquele homem como um esconderijo contra o vento, e um refúgio contra a tempestade, como ribeiros de águas em lugares secos, e como a sombra de uma grande rocha em terra sedenta.” (Is 32.1,2). Pagar impostos honesta e corretamente faz parte da vida e da nossa experiencia de fé. É preciso cuidado, porque além de pecado, pode incorrer em crimes, pois estamos sob legislação e o cristão não foge disso. Paulo escreveu aos Romanos: “Por esta razão também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo sempre a isto mesmo. Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra” (Rm 13.6,7). Pedro escreveu universalmente: “Sujeitai-vos, pois, a toda a ordenação humana por amor do Senhor; quer ao rei, como superior; Quer aos governadores, como por ele enviados para castigo dos malfeitores, e para louvor dos que fazem o bem. Honrai a todos. Amai a fraternidade. Temei a Deus. Honrai ao rei” (1 Pe 2.13,14,17). E para fechar, Jesus ensinou: “E Jesus, respondendo, disse-lhes: Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus. E maravilharam-se dele” (Mc 12.17). Só o que mudou de lá para cá, é que César ficou tão desconfiado, que a parte dele já vem descontado na folha de pagamento ou o imposto na fonte.

Senhor, nós te adoramos como Deus, o servimos como Senhor e administramos nossas vidas como propriedades do Senhor e nós somos mordomos, encarregados de cuidar dos bens e riquezas do nosso Deus. Servir a ti, nos confere dignidade e respeito, nos sentimos realizados porque o tu és justo e reto em todos os teus caminhos e supres abundantemente todas as nossas necessidades e nos tratas como filhos, herdeiros de Deus e coherdeiros com Cristo. Temos a ajuda do Espírito Santo para sermos guiados a toda a verdade e nossa fidelidade será recompensada regiamente. Sabemos que não dás ordens absurdas ou impossíveis de serem cumpridas e junto com a ordem, vem os meios e recursos para que a missão seja executada. Obrigado pelo privilégio de ser chamado servo de Deus. O meu grande Deus e Senhor, meu Pastor e provedor. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Reforma Ministerial

Meditação do dia: 30/10/2020

Faça isso Faraó e ponha governadores sobre a terra, e tome a quinta parte da terra do Egito nos sete anos de fartura,(Gn 41.34)

Reforma Ministerial – Houve uma época num reino, quero dizer, num país chamado “Terra Brasilis” que  os ministros do governo federal eram tão longevos em suas pastas, que praticamente permaneciam por todo o governo daquele presidente e assim, qualquer pessoa sabia o nome e o ministério que ele ocupava; anos mais tarde, ainda diziam, que tal pessoa ocupou tal função no governo em tal tempo. Depois dessa época de vacas gordas, (entenda-se estabilidade), as trocas de ministros se tornaram tão frequentes, que nem esquentavam a cadeira, aquela legítima dança das cadeiras. Me lembrei disso, porque no texto da nossa meditação de hoje, José está com a bola toda! Em sua primeira audiência com o poderoso Faraó, ele assumiu o comando antes mesmo de ser empossado. Claro que estou levando a uma pitada de ironia, mas de leve. Vejamos: Faraó o convocou e contou-lhe o sonho e queria saber o que significava. José interpretou o sonho e já encaminhou uma sugestão do que fazer para o Faraó se beneficiar dos anos de fartura e abundancia, prevenindo-se para os próximos anos de extrema escassez e fome. José sugeriu a nomeação de um homem inteligente, sábio e de boa administração para dar as cartas e colocar a casa em ordem. Em seguida sugeriu uma reforma ministerial completa na gestão do país. Por um lado achei divertido, até me fazendo lembrar o enigma de Sansão proposto aos convidados de honra de seu casamento. Então lhes disse: Do comedor saiu comida, e do forte saiu doçura (Jz 14.14a). Quem costumava dar ordens, nomear, demitir, caçar mandato ou cabeças, era Faraó. De repente, aparece José na sala de audiências do Palácio e vai distribuindo dicas políticas e administrativas e Faraó estava tão impressionado e claro, amolecido pela graça de Deus, que nem percebia que tinha alguém dizendo a ele o que fazer e como fazer e ele estava gostando. Não só isso, mas Faraó lhe deu razão e o elogiou rasgadamente diante de toda a corte e seus nobres. Isso pode ser chamado de ousadia, intrepidez dado por Deus com autoridade suficiente para não ser contestado e ainda aceito e confirmado. Podemos lembrar uma citação de Jesus aos discípulos, embora o contexto seja outro, de ajuda do Espírito Santo para situações de perseguições e audiências por motivos da fé e da proclamação do Evangelho; mas a aplicação do ministério do Espírito Santo é perfeitamente cabível no caso de José e outros semelhantes. E, quando vos conduzirem às sinagogas, aos magistrados e potestades, não estejais solícitos de como ou do que haveis de responder, nem do que haveis de dizer. Porque na mesma hora vos ensinará o Espírito Santo o que vos convenha falar (Lc 12.11,12). Podemos ver isso acontecer com Neemias, diante do rei Artaxerxes, (Ne 2.1-6). A rainha Ester, quando o rei lhe concedeu o direito de fazer qualquer pedido (Et 5.3).

Há diversos casos semelhantes que encontramos nas Escrituras, pensando nas palavras ditas nos muitos seminários motivacionais e proferidas por coachings e seus gurus, que afirmam que “chegar no  topo é fácil, difícil mesmo é permanecer lá!” Se for pelo esforço e competência humana, essas palavras são mais do que verdadeiras. Quando porém, os que chegam no topo, foram colocados lá por Deus, para cumprirem um propósito todo especial, todos eles chegaram e permaneceram lá todo o tempo necessário para que a vontade divina se cumprisse. Todos os homens de Deus desse porte de grandeza foram graduados na escola de Deus, também chamada de Escola do Deserto, ou também de Escola do Fracasso. Nessa escola, o alfabeto não é A, B, C, D … lá é, O, B, D, C. Na Escola de Deus, é descendo que se sobe, os fracos é que são fortes, é humilhando que se é exaltado, grande é quem serve, para viver é preciso morrer. Lá, o rei é mando e humilde de coração e veio para servir e dar a sua vida em resgate por muitos. Deu para entender?

Senhor, obrigado pela sua infinita graça e fazer valer a sua estratégia de contra cultura. Se para o mundo e os homens há uma lógica, o Senhor contraria essa lógica e torna louca a sabedoria deles e faz das dois frágeis verdadeiras fortalezas e dá força ao cansado e vigor ao desfalecido e assim, os que confiam no Senhor são como os montes de Sião que não se abalam. Os reis da terra se prostrarão diante de Ti e com razão, o Senhor merece todo louvor, toda honra e toda glória. Adoramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason