Ajoelhai

Meditação do dia: 18/11/2020

E o fez subir no segundo carro que tinha, e clamavam diante dele: Ajoelhai. Assim o pôs sobre toda a terra do Egito.(Gn 41.43)

Ajoelhai – Há uma história, daquelas que pode nunca ter acontecido, mas para todos efeitos aconteceu, uma versão dela foi até transformada em canção, gravada por Luiz de Carvalho. A minha versão é caipira, da roça mesmo. Um pastor de uma igreja de zona rural, passava por um período difícil, fria, desanimada e sem crescimento e satisfação espiritual. O pastor, claro, estava angustiado, preocupado mas não sabia o que fazer. Ao visitar uma família no sítio, chegou quando a família estava despencando amendoim, para secá-lo ao sol e depois armazenar. Enquanto conversavam, percebeu que um menino pequeno estava trabalhando ajoelhado e aquilo lhe pareceu muito desconfortável e ofereceu-lhe um banquinho, mas o menino recusou e disse: “Pastor, de joelhos é melhor!” Após a visita ele foi cuidar de seus afazeres, mas a voz não saia de sua cabeça: “Pastor, de joelhos é melhor!” Finalmente entendeu a mensagem! Ajoelhar é uma atitude humana cheia de significados, além de revelar a capacidade de mobilidade e flexibilidade do corpo humano para realizar tarefas. Mas qualquer que seja a situação, uma coisa permanece inflexível: Ajoelhar sempre trará a pessoa para baixo; ela sempre ficará abaixo de sua postura normal e original. Outro fator interessante, é que ajoelhar diminui a capacidade de resistência e reação. Simbolicamente todos sabem que ajoelhar é sinal de humildade ou humilhação e aqui quero separar os conceitos ainda que só para efeito de ponderação. Ajoelhar como humildade, é atitude voluntária, deliberada e de reconhecimento da grandeza do outro, mas especialmente de nossa pequenez e disposição de servir e agradar. Ajoelhar como humilhação é sinal de submissão forçada, compulsória e que se dobra diante de alguém que conquista e subjuga. Por natureza, o homem não é muito chegado em se dobrar diante de ninguém e em atitude isso se estendeu até para o Criador. Em todas as sociedades e civilizações, o desejo de independência, tem levado vidas a se submeter as piores tiranias que acabam por destruir suas almas e sonhos. Voces se lembram do grito mais famoso da história do Brasil? Proferido pelo Imperador D. Pedro I, nas margens do Ipiranga, que hoje fica no centro da capital paulista – “Independência ou morte!” Aquilo, por ordem de Faraó, num cortejo público deve ter sido muito esquisito e estranho para José, que até então só se curvava e se submetia, sem escolhas! Agora ele só precisaria se curvar apenas para Faraó e talvez para a rainha e no mais todos seriam visto por ele num nível de submissão e obediência que nem em sonhos ou delírio ele imaginaria. Um reino inteiro se curvando diante dele! Será que o sol e a lua que ele vira na adolescência se curvando diante dele nos seus sonhos e fora interpretado como sendo seu pai e sua mãe, não poderiam ir além disso? Na história da rainha Ester, os fatos foram revertidos, quando o mal queria prevalecer contra o bem, nas pessoas de Hamã e Mardoqueu. Para o servo de Deus nada acrescentaria tais honrarias, mas para o perverso nobre, além de não ser honrado, teve que honrar e proclamar a pessoa que ele mais abominava e desprezava. Ele foi consumido por seu próprio sentimento de arrogância. Sabendo dessa condição interior da raça humana, Deus já previu uma situação de todo ser prestar honras e reconhecer Jesus, como aquele que se sacrificou por todos e ainda que alguns não se submetam voluntariamente por fé e adoração, o farão uma vez, ainda que seja a última coisa que façam. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai (Fp 2.9-11).

Senhor, eis nos aqui, diante de tua presença gloriosa, para confessar com os nossos lábios e em fé nos nossos corações, que nos prostramos e submetemos voluntariamente ao teu domínio, glória e honra. Reconhecemos que só o Senhor é Deus e que os teus atos de justiça são verdadeiros e justos. O teu reino é eterno e mais elevado do que os próprios céus e nada e ninguém é maior, melhor ou equiparado a ti. Só o Senhor e bom e misericordioso capaz de fazer juízo e justiça ao mesmo tempo sem inocentar o culpado e nem condenar o inocente. A ti seja a glória e a honra para sempre. Amém

Pr Jason

Um Passeio de Carro

Meditação do dia: 17/11/2020

E o fez subir no segundo carro que tinha, e clamavam diante dele: Ajoelhai. Assim o pôs sobre toda a terra do Egito.(Gn 41.43)

Um Passeio de Carro – Carros hoje são populares, tem aos montes e para todos os gostos e bolsos. Tornaram-se uma necessidade para a mobilidade urbana e um dos principais meios de locomoção humana. São tão úteis e acessíveis a sua aquisição que agora  já se constituem um problema para a própria mobilidade para a qual eles eram a solução. Que o diga os nossos amados que residem e trabalham nas grandes metrópoles, onde não se ganha mais tempo com os carros, agora se perde mais tempo e causam muitos transtornos. Por outro lado, as crises criam oportunidades e assim soluções vem sendo pensadas e adotadas e entre elas está em prática, não ter mais carro. Com os transportes por aplicativos e outras possibilidades, para muitas pessoas é mais viável e econômico não possuir, empatando assim um alto capital e seus custos adicionais. Enquanto uns choram, outros vendem lenços. Na época de José, os carros eram o que conhecemos como  carroças, charretes com tração animal; as bigas eram carros de duas rodas puxados por dois cavalos. Também foram largamente utilizados na antiguidade como carros de guerra, o que aumentava o poderio bélico de um exército. José, provavelmente não estava familiarizado com carros e nos últimos anos sua condição de vida não lhe permitia tais luxos. O que era ainda mais inédito naquilo tudo, é que não se tratava de qualquer carro, um novo modelo ou coisa parecida, ele foi convidado a subir no segundo carro oficial do Faraó, privilégio quase inalcançável para os mortais daqueles tempos. Isso é que entendemos por “obra da graça!” Ali não havia qualquer merecimento, razão ou necessidade do rei estender esse tipo de tratamento. Me permitam fazer uma aplicação, que mesmo fugindo do convencional, não contrária os conceitos dos tipos e figuras de simbologia bíblica da obra da redenção. Nesse fato presente, José é um tipo do pecador sem méritos e sem credenciais que lhe permita qualquer acesso aos favores de Deus. Ele era um prisioneiro, escravo, sem direitos e vivia pela clemencia do seu senhor e pela utilidade de seus serviços. Como todo pecador diante de Deus. Os egípcios, como povo, discriminavam os hebreus e os tinham como indignos de convivência e nem mesmo comiam juntos, E serviram-lhe à parte, e a eles também à parte, e aos egípcios, que comiam com ele, à parte; porque os egípcios não podem comer pão com os hebreus, porquanto é abominação para os egípcios (Gn 43.32). Ainda assim, Faraó lhe presenteou com roupas, joias, anel-selo e fez subir no seu carro, para uma carreata de demonstração de respeito e honra que lhe era atribuído da parte do rei e o seria também da parte de todos os cidadãos do reino. Aos Romanos nos é ensinado: Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai. O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados (Rm 8.15-17). Deus ainda fez mais por nós do que Faraó fez por José, pois fomos adotados, legitimados e nos tornamos herdeiros de Deus. Graça, imensurável graça. José não merecia! Eu não mereço e você também não merece! Mas Deus nos concede e receber e faz bom proveito é uma forma de honrar quem concede tamanha distinção!

Pai amado, somos plebeus espirituais e indignos de tua presença e bondade. Mas não são os nossos atos de bondade que atrai qualquer favor divino e a redenção dos nossos pecados; é a graça misericordiosa da tua parte. Pela graça somos salvos por meio da fé e isso não vem de nós, é uma dádiva de Deus (Ef 2.8,9). Apresentamos a nossa gratidão, louvor, honra e glória que a ti é devida, e o fazemos no nome de Jesus, o nosso mediador que nos representa diante de ti. Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que nos tem abençoado com toda sorte de bênçãos nos lugares celestiais em Cristo Jesus. Para sempre seja louvado a tua santidade, amém.

Pr Jason

Um Colar de Ouro

Meditação do dia: 16/11/2020

E tirou Faraó o anel da sua mão, e o pôs na mão de José, e o fez vestir de roupas de linho fino, e pôs um colar de ouro no seu pescoço.(Gn 41.42)

Um Colar de Ouro – Um antigo Hino do Cantor Cristão, inicia-se com a pergunta: “Qual o adorno desta vida? É o amor.” As joias e seus materiais sempre foram utilizados como estilo pessoal e ostentação de poder e autoridade. Os reis e os nobres ou até mesmo as pessoas ricas do mundo antigo se cobriam de joias, adornos, adereços e uma infinidade de coisas para demonstrar a sua grandeza pessoal ou de sua casa, família ou reino. Os mais opulentos, as vezes até concediam prêmios e recompensas em outro, valendo-se do peso da pessoa. Qual plebeu não gostaria de ganhar um premio valendo seu peso em ouro? Hoje, enquanto escrevo um grama do metal precioso, está cotado em R$ 333,62. O que equivale a trezentos e trinta e três mil e seiscentos e vinte reais o quilo. Eu peso 71 kg e é claro que vou fazer questão pelas gramas que excede. Hoje seria um homem de vinte e três milhões, seiscentos e oitenta e sete mil e uns bons trocados. É bom lembrar que para alcançar tais prêmios, muitas pessoas perdiam suas vidas e ainda deixavam suas famílias com mais problemas do já tinham, devido a cobiça e a ganancia. A sabedoria divina que segundo o Apóstolo Tiago é muto superior a tudo isso, é um tesouro mais acessível e disponível ao alcance de todos. Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia (Tg 3.17). Tudo isso vale desde que ela realmente seja um tesouro precioso para a pessoa. Salomão, nos seus dias, que esbanjou riquezas de todas as espécies e de fato entendia o valor de todas elas, escreveu conselhos muito apropriados que devemos levar em conta. A sabedoria é a coisa principal; adquire pois a sabedoria, emprega tudo o que possuis na aquisição de entendimento. Exalta-a, e ela te exaltará; e, abraçando-a tu, ela te honrará. Dará à tua cabeça um diadema de graça e uma coroa de glória te entregará (Pv 4.7-9). Para José, aquele dia era de fato memorável, ainda que as coisas pareciam andar rápido demais, pois nem tinha chegado a hora do almoço e ele já não era mais o mesmo, mudara de roupas duas vezes, ganhou um anel que o tornava distinto de qualquer outra autoridade no império e sua palavra agora tinha praticamente o mesmo peso da palavra do Faraó. Ganhou agora colares de outro, daqueles que faziam parte dos tesouros reais do Egito e só o Faraó e outros poucos nobres e privilegiados seriam vistos com tais adereços. Minha curiosidade é perguntar para vocês, meus três ou quatro leitores mais assíduos, o que tudo isso poderia causar de bom ou de estrago na personalidade de uma pessoa? Dá para imaginar o contexto? É lógico que era tudo muito bom, bênçãos e graças sem medidas. José estava acostumado, por forças maiores a dormir numa cela, uma cama talvez de pedra, ou numa esteira; comer uma comida sem capricho, regulada em quantidade e horário. Hoje, onde ele comeria? Faria o quê depois do almoço? E onde ele dormiria à noite? Como seria a primeira noite fora da prisão e da escravidão? Era muita coisa para adaptar-se, mas por dentro, muitas dessas coisas já estavam resolvidas. Tirar uma pessoa da escravidão não é tão difícil quanto tirar a escravidão de uma pessoa. Determinados presentes, colares, joias e anéis caem melhor em algumas pessoas que em outras. Eu diria que fica bem em pessoas vacinadas e imunizadas contra o vírus do poder. Então mandou Belsazar que vestissem a Daniel de púrpura, e que lhe pusessem uma cadeia de ouro ao pescoço, e proclamassem a respeito dele que havia de ser o terceiro no governo do seu reino (Dn 5.29). Quando aconteceu isso, Daniel já era experiente com palácios e poderes e aqueles trajes e títulos, poder e autoridade não mudaram em nada  sua vida e sua convicção de propósito. Há o ditado popular que “o hábito faz o monge;” Como ficamos nós, que acreditamos que Deus nos vê e conhece com ou sem o hábito? Deus conhecia José e Daniel sem aqueles adereços e eles já eram aprovados e aptos antes daquilo tudo chegar a eles. Diante de Deus, que diferença faz os nossos títulos, currículos, comendas, diplomas e graduações?


Pai, graças podemos te render em todos os nossos dias e em tudo que fazemos. Se todos os nossos títulos, honras e credencias não servirem para serem colocadas diante de ti, para te honrar e louvar, então realmente eles não servem para nada. Tudo o que temos veio de ti e assim, não temos muito de nós mesmos para te oferecer, mas podemos de todo o nosso coração e alma, voluntariamente declarar que tu és Senhor e Rei e que o teu governo é justo e verdadeiro e que por tua graça somos contemplados com a salvação em Cristo Jesus. Agradecemos de coração, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Trocando de Roupa

Meditação do dia: 15/11/2020

E tirou Faraó o anel da sua mão, e o pôs na mão de José, e o fez vestir de roupas de linho fino, e pôs um colar de ouro no seu pescoço.(Gn 41.42)

Trocando de Roupa – Com que roupa que eu vou? Essa deve ser uma das indagações que mais povoa o universo feminino. Cada ocasião justifica um novo look e quando mais agitada a vida social, maior é a demanda, é claro. Já li sobre alguém que tinha todos os ternos, iguais exatamente para evitar distrações e preocupações na escolha. Uma situação dessas, exige uma personalidade forte o suficiente para sobrepor-se aos ditames das conveniências sociais e ser respeitado sem se incomodar; como é o caso do uso de gravata branca, tem saber combinar e tem que ter personalidade forte para tal. José, o nosso bom moço, estava tendo um dia agitado e fora da sua rotina normal. Na verdade, o seu dia e a sua vida não teria nada mais de rotina ou de normal, pelo menos o antigo normal. Ele teve que vestir-se adequadamente para se apresentar ao Faraó, haja visto que na sua condição de prisioneiro e com as roupas apropriadas para o serviço na prisão, não eram digna da presença do rei. Assim, improvisaram roupas limpas que lhe conferiam ainda que provisoriamente uma aparência de dignidade para o evento daquela manhã. Desejo fazer uma aplicação aqui sobre esse detalhe; José possuía dignidade suficiente dentro dele para se apresentar, o sistema e as circunstancias lhe tiraram externamente esse valor, mas interiormente José se vestia muito bem. Como eram os homens, fazendo do seu jeito, então emprestaram roupas de alguém que lhe conferiam externamente uma condição de ser visto pelo rei e depois tudo seria desfeito e José voltaria para seus trapos de prisão. Como Deus constrói de dentro para fora e debaixo para cima, os homens não viam em José o mesmo que Deus via e eles não tinham planos para ele como Deus tinha e  também eles não conheciam José como Deus e não sabiam a respeito dele, o que de fato importava e tinha real valor. Isso ainda é válido para nossos dias e todas as pessoas. A sociedade confere valores a quem ele quer e como ela quer e também ela reprova valores que ele mesmo impõe. Os servos de Deus não podem se colocar sob essa ótica e serem mensurados por esse sistema padrão. Não, não pode! Não imitem o comportamento e os costumes deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma mudança em seu modo de pensar, a fim de que experimentem a boa, agradável e perfeita vontade de Deus para vocês (Rm 12.2). Depois que José foi recebido pelo Faraó, interpretou seu sonho, ganhou elogios dele, foi nomeado Primeiro Ministro e ganhou o anel selo – para todos que assistiam, já estava claro, que José não era mais o mesmo e nem podia mais ser visto e tratado como era antes. A escolta que o trouxe, não tinha mais serventia para escolta-lo de volta, pois ele não voltaria. Tudo isso, agora cercava-o de um todo novo. O próprio Faraó, providenciou novas roupas novas, agora de linho fino, de grife e não é que elas caíram muito bem no rapaz? O que Faraó fez como gentileza real, gesto de generosidade e conferir prestígio diante dos demais nobres e criar uma posição social e nobreza em José, aquilo só reafirmava o que José já era a muito tempo e agora criavam uma simetria perfeita e justa. Que bom que foi o rei que viu que José era nobre por dentro sem nenhum título e o melhor que ele poderia fazer era ajustar por fora para equilibrar. Quem fez isso com você e comigo, também foi o rei. Até então o mundo e as pessoas queriam que permanecêssemos na velha condição de antes. “Depois disso olhei, e diante de mim estava uma grande multidão que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé, diante do trono e do Cordeiro, com vestes brancas e segurando palmas” (Ap 7.9).

Senhor Deus e Pai, reconhecemos nesse dia a tua bondade e misericórdia em providenciar generosamente vestes de justiça e de louvor para todos nós. Por tua bondade fomos alcançados e transformados em filhos e adoradores com a oportunidade de comparecer diante do trono da graça e achar o teu favor em momento oportuno. Obrigado por tudo que tens feito para conosco, em nome de Jesus, amém!

Pr Jason

A Mão de José e o Anel de Faraó

Meditação do dia: 14/11/2020

E tirou Faraó o anel da sua mão, e o pôs na mão de José, e o fez vestir de roupas de linho fino, e pôs um colar de ouro no seu pescoço.(Gn 41.42)

A Mão de José e o Anel de Faraó – Todos nós gostamos de histórias, quando o enredo é atraente e cheio de mistérios então nos prende muito mais. Mesmo quem nunca leu, sabe sobre o enredo da história romântica das Mil e Uma Noites, onde uma história foi se sucedendo a outra, para prender a atenção do sultão e mudar um fim preanunciado ruim. A saga de José tem um enredo de notável capacidade de prender a atenção, porque ela tem todos os ingredientes de uma boa história. Um jovem, ainda adolescente, de família rica, nobre e com um futuro brilhante pela frente; com sonhos e promessas proféticas. Também era odiado e perseguido pelos irmãos que finalmente conseguiram se livrar dele e ainda esconder a maldade do pai. Sua trajetória mudou completamente ao ser levado para uma terra distante, vendido e escravizado teve que amargar as piores experiencias que ninguém merece passar. Como em todo conto bem engendrado, José tinha bom caráter e muita fé e sabia se comportar muito bem e assim angariava favores e achar graça diante das pessoas, mas isso não o levava a recuperar sua vida. Ele nunca perdeu a fé e não deixou de cultivar os bons valores e um de seus favores embora tardio, lhe valeu uma oportunidade dentro das suas habilidades. Foi assim que ele compareceu diante do rei, e não fez feio no desempenho do que lhe fora proposto. Nem as pessoas mais sábias, experientes e influentes haviam conseguido aqueles resultados. O rei que estava mal humorado, perturbado e disposto a tudo para decifrar seu misterioso sonho, soube reconhecer as qualidades daquele agora homem e lhe deu a oportunidade de sua vida. Ainda virá romance, casamento, fama e fortuna pela frente; reencontro familiar e oportunidade de acertar contas com os irmãos. Que história!!! Mas vamos voltar um pouco, para algo que muito nos interessa como adoradores do meu Deus que José e servimos na mesma causa, apenas em época e condições diferentes, mas não menos importante.  Escrevendo aos Romanos, um povo na sua época muito ligados à autoridade e hierarquia de comandos, com bons conhecimentos legais e jurídicos, o Apóstolo Paulo, doutrinando os cristãos, ensinou “velhas novidades, ou se preferirem novas coisas antigas.”Toda a alma esteja sujeita às potestades superiores; porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus (Rm 13.1). Os propósitos divinos, do Altíssimo para com José, precisavam da chancela do poderoso Faraó, rei do Egito. Os sonhos de José, eram o prenuncio de que ele seria um líder poderoso e que muitos, incluindo familiares se curvariam diante dele. Para realizar isso, Deus que lhe dera os sonhos, deu-lhe habilidade de entender e interpretar sonhos utilizando a fé e a comunhão espiritual, pois os sonhos para eles tinham origem em Deus que governava todas as coisas e quando era necessário, ele enviava mensagens a quem interessava por meio de sonhos. Essa era a chave para Faraó e José se cruzarem numa circunstancia onde a condição de um não interferisse no processo dos resultados do outro. Só Deus para nivelar Faraó e um escravo, que estava preso e servia com notável invisibilidade. O mais sábio dos homens que já passou por essa terra um dia escreveu o seguinte: É melhor ser um jovem pobre e sábio que um rei velho e tolo, que não aceita conselhos. Pode acontecer de o jovem sair da pobreza e ser bem-sucedido, e até tornar-se rei, mesmo que tenha estado na prisão (Ec 4;13,14 NVT). Lá no antigo Egito, havia um rei que não era velho e nem tolo, que aceitava bons conselhos e ele encontrou um jovem pobre e sábio que estava na prisão e tinha condições plenas de governar. Assim, as mãos de José, com o anel de Faraó era uma junção perfeita, diríamos na linguagem atual, que formariam uma dobradinha imbatível e que revolucionaria o mundo como até então era conhecido. Toda autoridade vem de Deus, embora em algumas circunstancias ou situações ela cai no colo de uma pessoa não confiável e de más intenções. Mas quem estabelece reis e remove reis é Deus! Para atingir seus propósitos, todos os homens servem aos propósitos do Senhor. Creia ele ou não, reconheça isso ou não. Nunca nos esqueçamos desse ensino, dito por Jesus a alguém que se achava importante: Por que você se nega a falar comigo? Perguntou Pilatos. Não sabe que tenho autoridade para soltá-lo ou crucificá-lo? Jesus disse: Você não teria autoridade alguma sobre mim se esta não lhe fosse dada de cima. Portanto, aquele que me entregou a você tem um pecado maior (Jo 19.10,11).  

Senhor, graças te rendemos por tuas maravilhosas obras para com todos os filhos dos homens. Tu reinas e governas sobre tudo e todos e nada lhe escapa do controle. És perfeito em tuas decisões e justo em todos os teus caminhos. Nenhum de teus planos pode ser frustrado. Saber disso, nos alegra e nos motiva a servir com todo o nosso coração, porque servir ao Senhor nos dignifica e nos dá realização e sentido de propósito. Tudo que fazemos tem motivo, razão e significado para a obra maior da redenção da humanidade. Assim reis e plebeus, grandes e pequenos, servos e senhores, todos servem a Ti e o devem fazer com alegria e regozijo. Obrigado pelo privilégio de participar de tudo isso. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Anel de Faraó

Meditação do dia: 13/11/2020

E tirou Faraó o anel da sua mão, e o pôs na mão de José, e o fez vestir de roupas de linho fino, e pôs um colar de ouro no seu pescoço.(Gn 41.42)

O Anel de Faraó – Parece que anéis são tão antigos quando o próprio ser humano. A vastidão dos significados e da importância de um anel, se perde em todas as culturas em todos os tempos. Os povos bíblicos oferecem inúmeras citações sobre essas joias que vão desde enfeites e adornos, até distinção de classes e níveis de autoridade e ou como na atualidade para classificar profissões e ofícios. Uma das utilizações mais vista e talvez até cobiçada é para o compromisso de casamento. Os anéis tomam o nome de alianças, porque são o símbolo da aliança que é o casamento, a união de duas pessoas e famílias diferentes, seguindo um propósito e com termos, responsabilidades, privilégios e obrigações. De cultura para cultura isso sofre algumas variações, como apenas um dos cônjuges usar o anel, ou ambos. O material e detalhes acrescenta algum charme ou valor mas o que vale mesmo é o orgulho de mostrá-lo. A NBA, liga norte americana de Basquetebol, oferece um anel à equipe vencedora da final do campeonato, jogadores, treinadores e diretores executivos levam o cobiçado prêmio. No Egito antigo, provavelmente o anel com o selo real do Faraó, deveria ser uma joia de extremo valor e simbolismo, mas não estava ao alcance das pessoas, exceto o Faraó, todos os demais eram comuns demais para desejar ter ou mesmo tocar nele. Aquilo representava tanto, que ao tirar de sua mão e colocar ainda que temporariamente nas mãos de alguém seria uma honra tão grande que provocaria respeito e reverencia à todos os demais. Podemos dar asas a nossa imaginação e imaginar a cena com o espanto e a admiração de todos os presentes ali, ao ver o poderoso homem soberano do Egito, profundamente admirado da pessoa de José e tecer-lhe os mais profundos e sinceros elogios e agora tirar o seu anel selo e pessoalmente coloca-lo em José. Nem eu acredito! Será que alguém ali, pelo menos não imaginou que o Faraó estava indo longe demais…? Até José deveria estar achando que aquilo estava indo rápido mesmo, pois ele esperava um bom desempenho para interpretar o sonho do rei e receber algum favor, talvez um pedido de clemencia e liberdade, ou direito de defesa já estarão de bom tamanho. Quando as portas que se abrem diante de nós é resultado da operação da graça de Deus, podemos esperar surpresas grandes e maravilhosas demais para serem descritas em palavras. No tempo da rainha Ester, o rei Assuero havia dado o seu anel a Hamã, que se tornara inimigo dos judeus e procurava sua extinção, até que a situação toda foi revertida no poder da oração, jejum, sabedoria e graça no trato com situações difíceis. O anel foi recobrado e dado á Mordoqueu. E tirou o rei o seu anel, que tinha tomado de Hamã, e o deu a Mardoqueu. E Ester encarregou Mardoqueu da casa de Hamã (Et 8.2). Esses anéis dos reis Medo-Persa, quase que tomaram vida própria e tinham tanto poder que até o rei ficava refém de s eu próprio anel, como é descrito aqui. Escrevei, pois, aos judeus, como parecer bem aos vossos olhos, em nome do rei, e selai-o com o anel do rei; porque o documento que se escreve em nome do rei, e que se sela com o anel do rei, não se pode revogar (Et 8.8). Daniel também foi jogado na cova dos leões porque o anel tinha mais poder que o rei. Ouvindo então o rei essas palavras, ficou muito penalizado, e a favor de Daniel propôs dentro do seu coração livrá-lo; e até ao pôr do sol trabalhou para salvá-lo. Então aqueles homens foram juntos ao rei, e disseram-lhe: Sabe, ó rei, que é lei dos medos e dos persas que nenhum edito ou decreto, que o rei estabeleça, se pode mudar. E foi trazida uma pedra e posta sobre a boca da cova; e o rei a selou com o seu anel e com o anel dos seus senhores, para que não se mudasse a sentença acerca de Daniel (Dn 6.14,15,17). Pode ser daqui uma das origens da expressão: “Palavra de rei não volta atrás.” Isso assumiu contornos diversos, com muitas faces, mas ainda persiste. De vez em quando autoridades de todos os escalões se vêm reféns de leis e ordens estabelecidas que os imobiliza, as vezes prevalecendo até contra o bem. Não poder prender pessoas nas vésperas das eleições no Brasil é um caso  típico disso. Criada quando do militarismo e para proteger contra arbitrariedades e permitir que cidadãos participassem de eleições sem risco de prisões injustificadas. Hoje ela só com a democracia consolidada, ela só protege transgressores. Você Já pensou na condição que Jesus propôs aos seus seguidores sobre o valor do empenho da palavra dada? Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna (Mt 5.37). Esse anel de Jesus é mais poderoso do que o de Faraó e o dos reis Medo-Persas. O homem vale quanto pesa sua palavra!

Pai, obrigado pela tua Palavra, que viva e eficaz, eterna, poderosa e fiel; para sempre ela permanece no céu e nada dela se passará ou caducará; ela não precisa de reforma ou emendas. A tua Palavra é tão eterna e poderosa quanto o Senhor. Ela é tão verdade hoje, quanto o foi no dia em que foi dita ou escrita; a tua Palavra dá vida eterna, santifica, liberta, consola, ensina, corrige e nos guia em toda a nossa jornada com o Senhor até o dia de estarmos contigo na glória. Jesus é a Palavra encarnada, o verbo que se fez carne e habitou entre nós. A ele, a glória, o poder e a honra para sempre, amém.

Pr Jason

Faraó e José

Meditação do dia: 12/11/2020

Disse mais Faraó a José: Vês aqui te tenho posto sobre toda a terra do Egito.(Gn 41.41)

Faraó e José – “Quer conhecer o Inácio? Coloque-o no palácio!” Esse adágio popular literalmente significa, se queres conhecer bem uma pessoa, dê-lhe poder ou autoridade. O poder exerce um fascínio sobre as pessoas, só contido ou controlado pelo caráter verdadeiramente bem tratado. Quando ainda era novo na fé e procurando aprender sobre os caminhos da liderança, me deparei com um artigo, de revista cristã, que me impactou bastante; hoje, posso não lembrar quase nada mais do conteúdo do tal artigo, mas o título dele até hoje me convida a refletir, e sempre que leio o seu texto base, volto aqueles impacto inicial. O titulo era: Quando Saul era Grande, baseado em 1 Sm 10.27 Mas os filhos de Belial disseram: É este o que nos há de livrar? E o desprezaram, e não lhe trouxeram presentes; porém ele se fez como surdo. Saul havia acabado de ser ungido como o primeiro rei de Israel, um jovem simples do interior, humilde e procurando jumentas perdidas de seu pai, encontrou um reino. Ao voltar para sua cidade, a turma da oposição fez uma passeata com direito à faixas e cartazes de desprezo e zombaria. Nada de presentes e reverencia ao rei. Saul se fez de surdo. Nesse tempo, verdadeiramente Saul era grande! Ele não tinha respostas e nem garantias para oferecer, então também não se justificou e nem retaliou, dizendo que quem tinha a coroa era ele e todos tinham que se curvar. Ele ficou na dele e foi trabalhar. Já ouviu dizer que “homens grandes se mede da cabeça para cima? O apóstolo São Paulo, ao escrever para Timóteo, o pastor da igreja de Éfeso, instruindo-o sobre a escolha e a ordenação de obreiros para o ministério da Palavra, incluiu a seguinte observação; Não neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo (1 Tm 3.6). Novo demais na fé, sem experiencia de vida e recebendo autoridade, é muito fácil a pessoa se empolgar e subir nas tamancas, oprimindo aos seus liderados e deixando de receber ajuda e aconselhamento de pessoas mais madura, porque ela se julga mais capacitada, haja visto ter galgado posição de liderança muito cedo e primeiro que os mais velhos. Isso é presa fácil para os conceitos do maligno entrar e fazer a festa. Um dos bons exemplos disso, é o caso do jovem Roboão, filho do rei Salomão, ele foi o quarto rei de Israel. O povo pediu alívio fiscal e tributário que lhes pesava muito, devido às grandes obras realizadas pelo rei Salomão. Ele buscou dois tipos de conselheiros e optou por uma saída triunfal que revelava quem de fato ele era. “E teve o rei Roboão conselho com os anciãos que estiveram na presença de Salomão, seu pai, quando este ainda vivia, dizendo: Como aconselhais vós que se responda a este povo? E eles lhe falaram, dizendo: Se hoje fores servo deste povo, e o servires, e respondendo-lhe, lhe falares boas palavras, todos os dias serão teus servos. (1 Rs 12.6,7). Os anciãos experientes, que conviveram com o homem mais sábio da história, aconselharam o rei a agir com prudência e bondade. Mas ele foi também ouvir a galera da faculdade, os colegas de baladas e festas, provavelmente filhos e netos dos anciãos sábios e eles lhe fizeram a cabeça, com uma idéia para mostrar “quem manda no pedaço!” E os jovens que haviam crescido com ele lhe falaram: Assim dirás a este povo que te falou: Teu pai fez pesadíssimo o nosso jugo, mas tu o alivia de sobre nós; assim lhe falarás: Meu dedo mínimo é mais grosso do que os lombos de meu pai. Assim que, se meu pai vos carregou de um jugo pesado, ainda eu aumentarei o vosso jugo; meu pai vos castigou com açoites, porém eu vos castigarei com escorpiões (1 Rs 12.10,11). Resultado, o reino foi divido e ele ficou com apenas duas das doze tribos de Israel. Faraó, disse para José, algo que podemos aprender sobre o que ele estava propondo; “…Vês aqui te tenho posto sobre toda a terra do Egito. Voce acaba de sair da prisão, é um escravo estrangeiro, mas mesmo assim estou colocando em suas mãos toda terra do Egito sob seu governo e com carta branca para agir… é muita honra, muito prestígio e muita responsabilidade. Irmãos, não se iludam, a toda categoria de privilégio e honra, corresponde uma igual e até maior responsabilidade. Não existe privilégio sem responsabilidade. A expressão bíblica para isso é: E, a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá (´Lc 12.48). Você quer ser cheio de poder, ter muita autoridade, ter um grande ministério, pregar para multidões, ser conhecido, ser, ser, fazer, fazer… pense também nas contrapartidas. Não estou dizendo isso, para você desanimar ou desistir de realizar coisas grandes, ao contrário, mas uma coisa tem à ver com a outra. Quanto maior o circulo da sua influencia, maior a sua responsabilidade. Tem que estar pronto, como José estava.

Senhor Deus e Pai, ninguém entende mais de poder e autoridade do o Senhor! Todas essas esferas são e foram criadas por ti, mesmo com todo o poder, toda a honra e a glória que tens e és digno de ter, continuas sendo maravilhoso, compassivo, grande em perdoar e acolhedor, sem fazer acepção de pessoas e nem se ostentar. Ao contrário, o Senhor ama os humildes e aborreces aos orgulhosos e arrogantes, resistindo-os veementemente. Jesus tem todo o poder e o nome acima de todo o nome e ainda assim é manso e humilde de coração e aceita ser nosso amigo, irmão que nos ama como ninguém mais é capaz de fazer. Louvado seja o teu santo nome, em todo tempo e em todas as gerações. Amém.

Pr Jason

O Estado e o Governo

Meditação do dia: 11/11/2020

Tu estarás sobre a minha casa, e por tua boca se governará todo o meu povo, somente no trono eu serei maior que tu.(Gn 41.40)

O Estado e o Governo – Não vamos dar pitacos sobre política e eleições, apenas vamos nos valer do ensino bíblico pra promover nossa edificação e alimentar nossa alma e espírito, numa comunhão com Deus e aperfeiçoar nossos conhecimentos, que são sempre úteis na vida. O saber não ocupa espaço e faz muito bem ter em abundancia. Pessoas as vezes se perdem nas nomenclaturas e entendem como sendo um e a mesma coisa quando se fala de Estado e Governo. Como vemos as duas situações no texto de hoje, então vou tecer um leve comentário, nada muito técnico, mas a intenção é esclarecer. Estado é permanente, já o governo é transitório, passageiro, com começo e fim. Mesmo quando é um sistema monárquico, com um soberano vitalício e hereditário; pois essa pessoa assume o governo em determinado dia e encerra com a morte, renúncia ou deposição. O mais conhecido nos nossos dias é o Reino Unido. O atual monarca e chefe de estado do Reino Unido é a rainha Elizabeth II, que subiu ao trono em 1952 e foi coroada em 1953. O chefe de governo é o Primeiro Ministro, que é eleito pelos cidadãos e governa em nome de sua Majestade, mas presta contas constitucionalmente ao Parlamento que também é eleito pelo voto do povo. No Brasil, que é uma República Federativa Constitucionalista e com regime de governo Presidencialista, o alto mandatário é chefe de Estado e de Governo, eleito por voto dos cidadãos para um mandado (governo) de quatro anos. Aqui o governo pode mudar a cada quatro anos, mas o estado é permanente. Quem está lá, deve saber bem as diferenças para que suas ações reflitam em boas ações para o estado e também para o seu governo. Estados e municípios também seguem esse regime. Países em que há regime Parlamentarista, normalmente há um Presidente (chefe de Estado) e um Primeiro Ministro (chefe de Governo). O Egito dos tempos de José era uma Monarquia hereditária, onde o poder passava de pai para filho e o governo era absoluto do Faraó. O que vemos aqui, foi esse Faraó, nomeando José como um chefe de governo em todo o Egito, com amplos poderes, prestando contas unicamente à ele próprio, o Faraó. Por isso, quando nos referimos a José, até usamos a expressão que ele foi Primeiro Ministro do Egito, na gestão desse Faraó. Como cristãos, somos bíblica e espiritualmente cidadãos de dois mundos ou dois reinos: O reino humano, o nosso sistema de governo dos homens aqui e também somos cidadãos do Reino dos Céus, ou Reino de Deus. Esse hoje é espiritual e circunscrito às nossas atividades de fé. Devemos obediência a ambos e somos estimulados a servir e procurar o bem estar nas duas esferas e nos mantermos submissos e cooperativos também. A cidadania terrestre é melhor qualificada pela compreensão do Reino de Deus e das razões pelas quais o nosso Soberano Deus nos quer aqui, até determinado tempo. Lembremos algumas passagens que nos serve de base para as práticas em nossas vidas. O Rei da Babilônia precisou de Ajuda para entender um sonho e Daniel foi o encarregado de interpretar. “Esta sentença é por decreto dos vigias, e esta ordem por mandado dos santos, a fim de que conheçam os viventes que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer, e até ao mais humilde dos homens constitui sobre ele” (Dn 4.17). Os homens costumam se embriagar com o poder e se elevam acima de suas reais condições e por vezes Deus interfere nesses processos. “Esta é a interpretação, ó rei; e este é o decreto do Altíssimo, que virá sobre o rei, meu senhor: Serás tirado dentre os homens, e a tua morada será com os animais do campo, e te farão comer erva como os bois, e serás molhado do orvalho do céu; e passar-se-ão sete tempos por cima de ti; até que conheças que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer (Dn 4.24,25). É só você prestar atenção nas frase sublinhadas para entender. Daniel já havia declarado em louvor a Deus, as seguintes palavras: “E ele muda os tempos e as estações; ele remove os reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e conhecimento aos entendidos” (Dn 2.21). Ao interpretar o sonho Daniel trouxe o seguinte esclarecimento: “Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre (Dn 2.44). Por que eu citei todas as referencias só no livro do profeta Daniel? Os livros da Bíblia cumprem funções e os proféticos fecham temas importantes. Daniel ensina sobre como vai terminar os reinos humanos na terra. Ezequiel ensina como será o final do Reino de Israel. Apocalipse, o único livro profético do Novo Testamento, ensina como será o final do trabalho da Igreja e consequentemente do plano eterno da Redenção. Pra fechar: “Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, Que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas (Fp 3;20,21).

Senhor, te adoramos com todo o nosso coração, porque o Senhor é Deus em cima nos céus, embaixo na terra e em nossas vidas. Não temos nenhum problema em admitir a tua soberania e nos submetermos ao teu governo. Tu és justo e santo em todas as tuas ações e por tua sabedoria, são e foram criadas todas as coisas. Somos cidadãos aqui na terra e ganhamos a cidadania do Reino dos Céus, onde Jesus, o Cordeiro de Deus, também é o Leão de Judá, que reinará para sempre e restaurará todas as coisas. Agradecemos a capacidade de aprendermos como viver e administrar bem as nossas responsabilidades e nossos governos podem ser bem sucedidos por andar sob a tua direção. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Autoridade da Casa

Meditação do dia: 10/11/2020

Tu estarás sobre a minha casa, e por tua boca se governará todo o meu povo, somente no trono eu serei maior que tu.(Gn 41.40)

A Autoridade da Casa – A meditação na Palavra de Deus nos abre um leque muito grande de possibilidades de crescimento. É uma jornada com novos ares a cada dia, pois o objeto da nossa contemplação, no caso a Palavra de Deus é nova todos os dias e seus princípios não se envelhecem, por isso são novos campos todos os dias. Sobre esse mesmo versículo, ontem, eu fiquei muito impactado com a ascendente carreira de José e o seu progresso espiritual a despeito de não ter nenhum dos elementos que elencamos como fatores decisivos para o crescimento espiritual. Por treze anos consecutivos ele não participou de um culto coletivo de adoração ao Altíssimo; ele nem havia recebido o treinamento necessário para oficiar alguns elementos de sua fé. Não tinha um texto sagrado em mãos e nem assistência de um ministro credenciado. Mesmo assim sua fé era cada dia mais vigorosa, seu testemunho mais contagiante e sua convicção e firmeza impressionava a todos, até o próprio Faraó. O discernimento e aptidões carismáticas eram evidentes e assertivos. José me deixou pensativo de ontem para cá, mais do que já vinha fazendo. Hoje, ao olhar no mesmo texto, vou direcionar minha atenção e minha intenção na capacidade de abraçar desafios e adaptar-se ao novo com extrema facilidade. Reconheço que as narrativas não pormenorizam todos os acontecimentos do dia a dia, mas podemos ler nas entrelinhas. Veja bem, ainda ali, de pé diante do Faraó, ele foi nomeado autoridade sobre toda a sua casa. Seria uma espécie de Ministro da Casa Civil como temos no governo brasileiro? Acho que não. Vai muito além, provavelmente aqui seria o que chamamos de “SUPER MINISTRO” com uma pasta que englobaria vários outros ministérios e José tinha plenos poderes de fato e de direito no país inteiro. Naquele tempo ninguém era bobo o suficiente para desafiar uma ordem dessas dada pelo próprio Faraó. O que me impressiona aqui é o fato de José ter pouquíssimo tempo para assimilar tudo que lhe foi posto nas mãos. Aprendi que toda energia sem controle é nociva e até destrutiva. Parece que José não teve problemas com deslumbramento, e agora que estava por cima seria a hora de caçar algumas cabeças e ensinar algumas lições para certas pessoas que lhe fizeram sofrer. O Sonho de Faraó, que o deixará perturbado até encontrar explicações, impactou José de tal forma que aquilo se transformou em missão de vida. Ele nem mais pensou em voltar para Canaã, ou pedir que fosse enviada uma embaixada até lá para saber notícias do pai e família, bem como lhe trazer respostas. Ele mergulhou de cabeça na tarefa. Salvar o Egito agora, seria salvar muito mais do que a sua reputação e agora ele sabia porque tudo pelo qual ele passara tinha propósitos muito mais elevados e suas questões pessoais não importavam tanto. Ele já agia como um estadista experiente, amadurecido e forjado sob fortes pressões. O carvão com a temperatura e a pressão certa, se torna diamante. José sobre a casa de Faraó, me leva a um texto onde duas outras pessoas são descritas por seus trabalhos no exercício semelhante ao de José. Na Epístola aos Hebreus, o autor descrente o seguinte: 1. Considerar a Jesus, devido nossa participação na vocação celestial; (3.1). 2. Moisés também foi responsável sobre a casa de Deus e ambos (Jesus e Moisés) foram muito fiéis, (3.2). 3. Jesus merece mais glória do que Moisés, como um construtor é mais importante que a casa que constrói, (3.3). 4. Toda Casa (tanto faz um prédio, como uma família, uma dinastia, soberania, reinado etc.) é feito por alguém, mas quem fez tudo e todas é Deus; (3.4).  5. Moisés foi fiel como servo e testemunho de algo e alguém maior que viria; (3.5). 6. Jesus foi fiel como Senhor sobre sua própria casa, que somos nós, firmes na fé e glória da esperança. (3.6). Por certo, Moisés foi fiel como servo na casa de Deus, e seu trabalho ilustrou verdades que seriam mais tarde reveladas. Mas Cristo, como Filho, é responsável por toda a casa de Deus; e nós somos a casa de Deus, se nos mantivermos corajosos e firmes em nossa esperança gloriosa (Hb 3.5,6). Nos planos e propósitos de Deus, sempre, de eternidade a eternidade, todas as coisas convergem sempre para PESSOAS. Deus ama pessoas, criou um mundo e um universo para pessoas, fez um jardim para pessoas, fez uma obra de redenção para pessoas e todas as coisas que vemos acontecer na história, desemboca em um único ponto: A Cruz! Porque ali tudo se consumou e foi essa a expressão utilizada por Jesus. Todos os caminhos não levam à Roma, levam ao Calvário!

Pai, a minha expressão de admiração por tua obra e graça é dizer: muito obrigado, por tão grande salvação. É profundo demais para ser compreendido mas é tão acessível porque se passa por uma porta e “A palavra está junto de ti, na tua boca e no teu coração; esta é a palavra da fé, que pregamos, A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. (Rm 10.8,9). Eu confesso a Jesus, como meu Rei, Senhor e Salvador, único e suficiente. Graças, Pai, por sermos a Casa de Deus e o administrador é o próprio Altíssimo, o Criador de todas as coisas. Receba o nosso louvor e a nossa adoração, hoje e sempre. Para glória, honra e louvor de Jesus Cristo. Amém.

Pr Jason

Autoridade Delegada

Meditação do dia: 09/11/2020

Tu estarás sobre a minha casa, e por tua boca se governará todo o meu povo, somente no trono eu serei maior que tu.(Gn 41.40)

Autoridade Delegada – Lá no sertão do meu querido Centro-oeste brasileiro onde fui criado, onde a cultura simples oferece comparações do dia a dia da vida simples para falar sobre os grandes temas. Tudo se ensina, se aprende com metáforas através de dizes populares. Um caipira lendo essa história na Bíblia iria dizer: “José achou o cavalo selado na porteira.” Os demais ouvintes diriam, “É verrrdade sim!!!” Traduzindo para o português: José encontrou uma grande e bela oportunidade de modo tão fácil que nem teve que se esforçar para tal. Ele  fora apressado pela escolta para se apressar para se apresentar diante do Faraó, que estava perturbado com um sonho que tivera e ninguém conseguira decifrar, mas um antigo colega de prisão dera um testemunho em favor da habilidade de José interpretar sonhos. Por isso Faraó o queria lá o mais rápido possível. O futuro não nos pertence, ele é imprevisível, imponderável e intocável. Mas o mais desafiador de tudo é que ele insiste em ficar no futuro. Quando o alcançamos, não é mais futuro, já e presente e imediatamente já se torna passado. José dormiu e acordou prisioneiro, servo do capitão da guarda, sem direitos pessoais e nem recebia favores, embora ninguém ali pudesse acusa-lo de qualquer delito. José era um ilustre desconhecido, não reconhecido. Abriu-se a porta para ele sair momentaneamente e voltar depois, afinal, a vida continua. O que ninguém sabia, nem José, nem Faraó, nem o copeiro, nem o capitão, que o dia aguardava surpresas das grandes para todos. Do momento que José começou a subir da prisão, ele não parou mais de subir, mesmo quando chegou ao topo, ele continuou a subir – em generosidade, em graça, em aptidão, em gestão e competência. Quero destacar aqui, uma verdade afirmada e eternizada por Jesus aos seus discípulos, mas que José já praticava. Se forem fiéis nas pequenas coisas, também o serão nas grandes. Mas, se forem desonestos nas pequenas coisas, também o serão nas maiores. E, se vocês não são confiáveis ao lidar com a riqueza injusta deste mundo, quem lhes confiará a verdadeira riqueza? E, se não são fiéis com os bens dos outros, por que alguém lhes confiaria o que é de vocês? (Lc 16.10-12 NVT). Fidelidade nas pequenas coisas. José entrou no Egito amarrado, pelo mercado de escravos, foi servir a Potifar e logo se destacou pela qualidade do serviço, honestidade e fidelidade até se tornar o mordomo principal e administrar toda a casa. Foi para a prisão e lá começou de novo e até cuidar de tudo e o capitão da guarda real não ter nenhuma preocupação com nada naquela instituição. Agora ele sobe da prisão para o palácio do Faraó, para prestar um serviço trivial, que no máximo lhe renderia pela generosidade real, uma refeição descente e quem ficar com aquela roupa limpa e que o tornava apresentável diante do soberano. Mas que virada de mesa!! Faraó gostou tanto dele e da sua postura que nem ligou para trâmites burocráticos das leis e das cortes de justiça e muito menos para os processos legais que deveriam acontecer. Não houve audiência, julgamento, habeas corpus, alforria e reintegração social. De escravo preso à Primeiro Ministro com autoridade absoluta, só o próprio Faraó estaria a cima dele, mas o consultaria antes de tomar decisão. Nenhuma pessoa ascenderia tanto em poder e autoridade política e administrativa em apenas 13 anos de carreira. Como alguém recebe tanto poder, prestígio e autoridade tão rápido e sem que isso suba na cabeça e ela não se corrompa? Sabendo sua identidade, seu propósito e seu valor.

Pai amado, a vida de José nos serve de espelho de como uma pessoa sozinha, sem sua família e sem líderes por perto e sem sacerdotes e rituais, consegue viver sua fé e crescer tanto em graça e sabedoria diante do Senhor e dos homens? Olho ao meu redor e me vejo cercado de boas pessoas, bons líderes e muitas reuniões, seminários e treinamentos; cultos e cerimonias e com a tua Palavra sendo exposta o tempo todo e ainda assim, José é um  show de lições que nos leva a tirar o chapéu e nos inclinar e reverenciar suas posturas. Mas obrigado pela fidelidade dele em tudo e assim somos confortados e desafiados a fazer o nosso trabalho para o qual fomos chamados e preparados por ti. Obrigado, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason