A Bênção Paternal

Meditação do dia 12/02/2019 

 E chegou-se, e beijou-o; então sentindo o cheiro das suas vestes, abençoou-o, e disse: Eis que o cheiro do meu filho é como o cheiro do campo, que o Senhor abençoou;”  (Gn 27.27)

 A Benção Paternal – A ideia principal da Palavra abençoar é “autorizar para prosperar.” Isso faz parte do que estudiosos das Escrituras chamam “Veredas Antigas” de Deus. São caminhos traçados e determinados por Deus desde os tempos antigos, que servem como marcos divisórios, onde se estabelecem a vontade de Deus para determinados caminhos humanos. Abençoar os filhos é uma vereda antiga. Além dos traços culturais de povos antigos, encontramos nas Escrituras essa prática como sendo rotineira e sucessiva na vida das pessoas e da sociedade. As pessoas tementes a Deus ansiavam por serem abençoadas e também abençoarem, criando um círculo virtuoso, que assegurava a todos os benefícios dessas práticas. Abraão, quando chamado por Deus, foi-lhe assegurado pelo senhor, que ele seria abençoado grandemente, bem como a sua futura geração e assim seria de geração em geração, dentro da aliança firmada entre ele e Deus e que se estenderia por seus descendentes. Nesses dias temos meditado sobre a vida de Isaque, que entendera que era chegado a hora de proferir sua bênção na vida de seu filho, transmitindo assim a sucessão bendita de Deus. Ele criou uma pequena cerimonia, onde desejava comer uma boa refeição de carne de caça que seu filho realizasse, e após ele proferiria a bênção, que também funcionaria como um testamento, onde era declarado legalmente os direitos proféticos de cada filho e sua bênção espiritual. Vimos que ele enfrentou alguns percalços porque vazou a informação de sua intenção e sua esposa Rebeca, interferiu em favor de Jacó, considerado o filho mais novo entre os gêmeos; assim Jacó entrou por meios nada recomendáveis, para enganar o pai, que já era impossibilitado no uso da visão e assim, com arranjos e disfarces, eles conseguiram que ele se passasse pelo irmão mais velho. Isaque no seu íntimo teve certa percepção de alguma coisa estava errado e mesmo tomando medidas para aferir, não foi suficiente e ele terminou por comer uma bela refeição de carne de seu próprio rebanho, e não de caça, e proferiu a bênção a um filho no lugar do outro. Existem muitas lições que podem ser aprendidas aqui e começo com umas perguntas: Vale a pena trapacear para conseguir vencer? Ou, os fins justificam os meios? Um cristão no intuito de agradar a Deus e conseguir uma bênção, vale tudo? Porque fora profetizado que Jacó suplantaria Esaú, não haveria outros meios de se chegar a bênção de primogênito? Certamente a ética é válida em todos os campos da vida e dos relacionamentos humanos. Quando se decide por um caminho reprovável por Deus em sua Palavra, não se pode contar com o seu favor naquele empreendimento. Algo certo, lícito, em algum momento ou circunstancia pode vir a se tornar mal ou errado e pecaminoso; mas algo errado em si mesmo, NUNCA se tornará certo. Isso é básico.

 

Senhor, obrigado pelas tuas bênçãos que são muitas e são boas, tal qual a tua vontade. O desejo do teu coração para com os teus filhos e que cresçam e façam o bem e o certo em todo tempo. Os alvos a serem seguidos e os modelos que nos servem de exemplo, são todos bons, perfeitos e corretos. Jesus é o melhor que tens para revelar a nós e isso nos basta. Jesus nos satisfaz, sempre. Amém.

 

Pr Jason

Confiança X Desconfiança

Meditação do dia 11/02/2019 

 E disse: És tu meu filho Esaú mesmo? E ele disse: Eu sou.”  (Gn 27.24)

 Confiança X Desconfiança – Estava observando os versos que compõem esse contexto e vejo neles uma série de tentativas de Isaque produzir provas de confiança. As afeições familiares tem um lugar muito especial no íntimo de cada um e em situações adversas elas podem ser instrumentos mais eficazes de sanar dúvidas. Dúvidas em si mesmas não são coisas boas, elas não podem ser deixadas para se autorresolverem. Dentro do ambiente de família, uma desconfiança é desastrosa e poderá produzir uma série de ações escudadas na suposição de “A” é verdade e “B” é falso. Podemos imaginar em nossos dias, dentro de uma família, alguém desconfia do comportamento de outro membro e irá procurar encontrar as possíveis causas e à medida que as evidencias ficam mais fortes, mais convictas a pessoa fica e por fim inicia-se as tomadas de decisões, que na verdade podem não se sustentarem. “Pastor Jason, o diálogo não é a melhor solução?” Sim! Evidentemente que sim! Mas estaríamos falando de relações que são ótimas, perfeitas, corretas e em ambiente de confiança e segurança. Todas as famílias tem isso? Não! Precisa ser construído. Isaque estava vivendo um dilema pessoal e familiar. No seu coração ele queria apenas abençoar seu filho primogênito e transmitir a herança espiritual, tal qual seu pai Abraão fez com ele e o instruíra a fazer, para que isso passasse de geração em geração. Era a primeira vez que ele ia fazer isso. Todos nós, fazemos muitas coisas pela primeira vez e algumas delas, só serão feitas uma única vez na vida e portanto não tem recall, tem que ser bem-feito. Ninguém é pai/mãe até que seu primeiro filho nasça; ninguém é sogro até um filho se case; ninguém é avô até que nasça o primeiro neto; ninguém sente luto até que… Agora sabemos que embora fosse um homem de Deus e em toda a sua vida, fora dirigido e grandemente abençoado por Deus; mas agora ele estava tomando decisões importantes e me pergunto: Isaque orou e consultou a Deus, antes da decisão de realizar essa cerimônia? Não dizer que não, como não posso dizer que fez à revelia, por iniciativa própria. Não posso dizer que não consultou a Deus no seu coração quanto suspeitou de trapaça! Eu sou pastor e já tomei decisões que se mostraram erradas, enganosas e ruins e não foram tomadas por rebeldia ou por intenção de errar; mas sempre, depois, descobrimos que havia  violações de princípios. Quando pensamos, ou falamos: porque Deus não interferiu? Por que não revelou algo? A minha resposta é sempre na direção de examinar o meu coração para saber se não estou procurando a solução mais fácil ou com menos esforços; também não estou transferindo a responsabilidade para Deus; afinal se acertar, é porque sou bom mesmo, se errar, estava seguindo as instruções de Deus e …. Eu sei que não dá para aprender só com tentativa de erros e acertos, a vida é muito curta para dar tempo de errar a ponto de aprender tudo que precisamos. A melhor estratégia, é aprender também com os erros dos outros e assim ganharmos tempos e acima de tudo, aprender a ouvir a voz do Espírito Santo no nosso coração. Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar (Jo 16.13,14). Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus esses são filhos de Deus (Rm 8.14). Temos tudo para sermos bem sucedidos!

Senhor, obrigado por ser um Deus confiável e que nos inspira fé. Não encontramos uma sequer falha no teu caráter e todas as tuas Palavras são fiéis e verdadeiras. As tuas promessas são confiáveis e fomos chamados para sermos também dignos de confiança e comunicarmos o teu amor revelado numa pessoa – em teu filho Jesus. Obrigado pela vida e presença do Espírito Santo para nos guiar em toda a verdade, todos os dias. Louvado seja o Senhor! Oramos com alegria e gratidão, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Irreconhecível

Meditação do dia 10/02/2019 

 E não o conheceu, porquanto as suas mãos estavam cabeludas, como as mãos de Esaú seu irmão; e abençoou-o.”  (Gn 27.23)

 Irreconhecível – Em nossos dias, estamos lidando com uma doença degenerativa, que vai minando a capacidade de memória das pessoas idosas, e estamos vendo as ciências e avançando bem e com bons resultados, desde medicação de controle, até terapias e técnicas de ajuda preventiva e até corretiva do mal ou doença de Alzheimer. Acidentes e algumas outras situações também podem afetar essas capacidades humanas, umas reversíveis e outras não. Mas a verdade é que é muito triste, uma pessoa ficar assim, pois ela perde suas referencias. Quando alguém esquece parte de sua história, ainda que seja pequena, ela perde sua identidade e sua capacidade de afirmação, pois falta partes que a desconecta da sua própria realidade. Mas no nosso texto de hoje, estamos lidando com um outro lado, que não tem à ver com doença ou acidentes que afetaram quaisquer das personagens. Isaque estava sem a visão, por razões naturais da idade e naqueles tempos não havia os recursos que cuidavam da saúde ocular e prevenia da perda de visão. Mas a questão aqui, está mais para a arte da dramaturgia, pois Jacó e sua mãe elaboraram um disfarce ou camuflagem, de tal maneira que ele pudesse se passar por seu irmão, sem que o pai percebesse as diferenças. Do ponto de vista dos resultados, pode se dizer que eles fizeram um trabalho, pois atingiram os objetivos. Mas os improvisos e a falta de experiência, os deixaram vulneráveis até mesmo para um homem de idade e sem a visão, pois ao desconfiar, ele partiu para as alternativas de conferir o tom da voz e depois uma série de possibilidades de através do tato e do olfato, confirmar ou refutar a identidade do filho. Abraçar o filho, acariciar suas mãos e beijar, eram formas de saber as diferenças claras entre eles. Mas Jacó passou, apertado mas passou. Agora vamos pensar nisso de maneira cristã e moral. Nesse caso, quanto mais bem feito, pior é! Porque se tratava de um engano, uma trapaça. Esse é um tipo de teste, que passando com louvor é totalmente reprovável. Além de se valer da boa fé do pai, ainda contar com a deficiência de alguém vulnerável, para proveito próprio. As ciências forenses e criminais alegam que o crime perfeito ainda não foi cometido; eles se baseiam na capacidade de se encontrar evidencias e se chegar à autoria. Mesmo os próprios peritos, hábeis em descobrir, sabendo como disfarçar pistas, em eventuais crimes cometidos, deixam sinais de que fora feito por alguém com conhecimento das ciências investigativas, o que acaba sendo pistas importantes, pois diminuem consideravelmente as possibilidades de autoria. Nós lidamos não apenas com pessoas, seus erros e acertos e prestação de contas; mas também lidamos com divina presença do Espírito de Deus em nossas vidas e ações. Deus habita em nós, somos o tempo do Espírito Santo; portanto, aquele que cremos ser onisciente, ainda está muito perto da cena e do momento do erro, pecado ou que quer que seja. Não tem como ser irreconhecível diante de Deus. Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também. Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar, até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá. Se disser: Decerto que as trevas me encobrirão; então a noite será luz à roda de mim. Nem ainda as trevas me encobrem de ti; mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa; (Sl 139.7-12).

A minha e a nossa oração hoje, são os dois versos finais do Salmo 139: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos.
E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno.”
(23,24) Em nome de Jesus, amém!

Pr Jason

Voz de Jacó e Mãos de Esaú

Meditação do dia 09/02/2019 

 Então se chegou Jacó a Isaque seu pai, que o apalpou, e disse: A voz é a voz de Jacó, porém as mãos são as mãos de Esaú.”  (Gn 27.22)

 Voz de Jacó e Mãos de Esaú – Juntos e misturados necessariamente se aproveita o melhor de cada um; pode ser que até peguemos o pior ou as fraquezas e não as forças e virtudes nesse conjunto de intersecçao. Quando medito na vida desses dois filhos de Isaque, pensando neles ao mesmo tempo, se vê a dualidade da vida muito presente. Um é quase exatamente o oposto um do outro. Eram gêmeos, mas não iguais, um era caseiro e o outro gostava do campo; um era o queridinho da mamãe e o outro o era do papai; um era comprometido com a fé e cultura da família, enquanto o outro era completamente desapegado a essas questões; um tinha tendência a independência e rebeldia enquanto o outro era obediente; um era mais violento e até disposto a matar por vingança enquanto o outro era pacífico e mais da diplomacia. Particularmente gosto de associar Jacó com o ministério pastoral cristão, e ver na sua vida aspecto que vejo replicado em chamada e vocação divina para pessoas se engajarem no ministério. Os jovens quando chamados por Deus, são imaturos, carnais e até com traços de caráter ainda por ser trabalhado e mesmo assim são chamados e Deus lhes confia responsabilidades de treinamento e serviço, enquanto vai lapidando as suas vidas. Em tom jocoso, costumo dizer que se Jesus fosse esperar até que os discípulos estivessem “prontos” ele estaria até hoje sentado numa pedra ou debaixo de uma oliveira já em Jerusalém. Pois bem, Isaque estava diante de um dilema, pois embora fosse uma pessoa espiritual e com capacidade de discernimento, estava incomodado no seu íntimo, pois desconfiava que seus filhos estavam dissimulando e tentando passar-se um pelo outro para receber a bênção paterna. Ele havia oferecido isso a Esaú, mas de alguma maneira, ele pressentia que Jacó havia entrado em cena, certamente com ajuda da mãe. Ele resolveu usar os sentidos físicos para debelar suas dúvidas, na tentativa sentir o cheiro e pelo tato reconhecer a diferença entre eles. Isso poderia ser até simples, pois Jacó era homem liso, de poucos pelos no corpo, enquanto Esaú era todo peludo. Mas ele não contava com a astúcia de Rebeca em disfarçar Jacó e passa-lo por Esaú. Imaginemos o pai confuso, pois a voz era de Jacó, por mais que ele tentasse imitar o irmão, o pai sabia o tom de cada um; mas as mãos eram peludas como a de Esaú! Pode-se imaginar um ministério ou serviço feito para Deus com a voz de Jacó e as mãos de Esaú? Fala de um e ação do outro. Prega-se bem e eloquente, mas as ações são carnais e mundanas! O que se prega não condiz com o que se vive! Maravilhoso no púlpito e um desastre na vida. “Faça o digo, mas não o que faço!” Voz harmoniosa e mãos violentas; discurso de obediência e submissão e atitudes rudes e malignas. Precisamos ser únicos e preferencialmente bons e íntegros no falar e no agir.

Senhor, nós te adoramos e procuramos servir com integridade e caráter perfeito, derivado da pessoa de Jesus. O desejo do meu coração nesse dia é corrigir minha vida e minhas ações para que sejam espirituais e abençoadoras, condizentes com as palavras da minha boca. Como orou Davi ao Senhor: Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, Senhor, Rocha minha e Redentor meu! (Sl 19.14).

Pr Jason

Oh! Dúvida Cruel

Meditação do dia 08/02/2019 

 E disse Isaque a Jacó: Chega-te agora, para que te apalpe, meu filho, se és meu filho Esaú mesmo, ou não.”  (Gn 27.21)

 Oh! Dúvida Cruel – Como remover dúvidas quando elas se referem à pessoas até então de confiança e parte dos relacionamentos íntimos? Como no caso de Isaque, que se viu na possibilidade de estar sendo vítima de trapaça do filho mais novo. Na sua impossibilidade de ver, teria que confiar no seu ouvido e no tato para certificar-se de que não havia má fé. Vez ou outra, o vírus da desconfiança se instala nos relacionamentos humanos e provocam crises e rompem vínculos importantes. Os pais sempre estão atentos no comportamento dos filhos, que ainda em formação, podem incorrer em manobras ilícitas para fugirem de responsabilidades ou não assumir erros, prevenindo-se de arcar com as consequências de seus atos e serem castigados. Desde os bilhetes da Escola que não chegam, até eles serem devolvidos com assinaturas falsificadas, as tarefas não feitas e até as desculpas mais esfarrapadas que as crianças inventam no nível escolar, se não forem tratadas e coibidas, podem tornarem-se parte dos hábitos e isso irá afetar o caráter e influenciará até mesmo no destino dela. Isso tem uma tendência progressiva de ir migrando para os demais círculos de relacionamentos e pode depois envolver a vida toda. Como na anedota do elefante na sala, isso precisa ser confrontado e tratado o quanto antes para que não reproduza o mal e o caminho da bênção de Deus seja contaminado para o futuro que poderia ser muito mais promissor. Os meninos de Isaque estavam numa corrida pelo controle do direito de herança da família; mais do que bens e riquezas, havia também a autoridade espiritual e as bênçãos da aliança com Deus, que seriam passadas de geração para geração. Um coração paterno deve ficar de fato muito dolorido, ao chegar um momento que deveria ser especial e aguardado com muito temor e reverencia pelos filhos e ao invés disso, se percebe um clima de disputa, com atitudes profanas de mesquinhez e atos de má conduta; Podemos olhar para essa história de Isaque e seus dois filhos e pensar que este deveria mesmo ser o curso normal das coisas, pois Esaú não inspirava confiança para exercer o sacerdócio familiar e já estava comprometendo a linhagem ao se casar com moças da terra de Canaã. Jacó, por sua vez, era ambicioso e estava disposto a tudo para herdar a bênção. Herdar a bênção pela bênção em si, não significa maturidade e espiritualidade. Alguém estar disposto a fazer o que Deus e sua Palavra condena, em nome de cuidar da obra de Deus e preservar de tudo aquilo cair nas mãos de alguém que não merece; de fato, não faz sentido. Quando se fala que Deus escreve certo por linhas tortas, não inclui a idéia de que Ele aceita fazer o mal ou o errado, desde que o fim último seja alcançado. A formação dos filhos, é responsabilidade dos pais. Estou meditando, escrevendo e compartilhando com pessoas cristãs e essa deve ser a nossa postura praticada e esperada.

Senhor, obrigado por nos dar o privilégio de sermos pais e assim participar do processo de sucessão do reino de Deus. Ser pai é uma missão na vida e uma oportunidade de depender de ti e nos espelhar em tua sabedoria e confiar na tua graça para conseguirmos bons resultados, que irão honrar o teu santo nome e completar a parte que nos toca, em relação ao teu reino. Neste dia, oramos por sabedoria para conhecermos e reconhecer em nossos filhos os dons e talentos que lhe foram conferidos para estarem equipados para suas jornadas. Obrigado, por podermos lidera-los no treinamento e nas ações para uma vida bem sucedida, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Muito Conveniente

Meditação do dia 07/02/2019 

 Então disse Isaque a seu filho: Como é isto, que tão cedo a achaste, filho meu? E ele disse: Porque o Senhor teu Deus a mandou ao meu encontro.”  (Gn 27.20)

 Muito Conveniente – Os filhos até tentam, mas que os pais sabem quando estão armando, isso eles sabem. Confesso que consegui me safar umas poucas vezes dos bem montados sistemas de vigilância dos meus pais; mas para burlar alguma regra, tinha que ser bem feto, por os detectores de mentiras da dona Alice eram muito calibrados. Ela sentia cheiro de mutreta de longe e aí tinha que se explicar. Sem falar que por prevenção, era proibido achar coisas, como brinquedo, dinheiro etc. achou, deixa lá onde encontrou, deve ter dono. Não era fácil não! No mundo do mercado financeiro, ausência de evidencia não pode ser confundido com evidencia de ausência; na vida cristã e familiar, precisamos prestar atenção aos sinais de fumaça da comunicação, pois pequenos gestos podem se revelar grandes dificuldades ou até catástrofes pela frente. Isaque estava armando abençoar seu primogênito, que na verdade havia vendido esse direito para Jacó e pelas evidencias, não estava intencionado em cumprir o acordo firmado. Não acredito que Isaque não sabia disso; ele pode até não ter levado à sério, tratando a situação como “coisas de crianças;” no mínimo, aquilo requeria uma conversa séria entre o patriarca e os dois postulantes. Ali estava em cheque não só uma tradição familiar e cultural, mas a transmissão da aliança entre Deus e Abraão, que se estenderia para as próximas gerações até se formar uma grande nação. Os meninos de Isaque eram por demais competitivos e o considerado mais jovem, digamos, era meio trapaceiro nas regras e o pai também sabia disso, ou não? O queridinho do papai, que gostava de caçar e da vida no campo, não era muito chegado nas questões de culto e fé; ele era mais para profano e quem sabe, já era o predecessor dos secularistas do futuro. Existem bons líderes e ministros de vasto e bom conhecimento bíblico sobre famílias e conceitos bíblicos para se formar boas famílias, que defendem que a paternidade é um ministério de grande monta, e que assim como Deus equipou a mulher para a maternidade e todos os recursos necessários para elas parecerem “mulheres maravilhas” multitarefas e com reservas de energias que dá inveja; assim também Deus equipou o homem para a paternidade, com tudo o que isso significa. Nesse corrente de ensino, acredita-se que os pais “sabem e tem como saber” a vontade de Deus para a vida dos seus filhos e podem assumir isso. Quando chega a hora de definir as coisas, em oração e fé, os pais precisam ser a voz de Deus para os filhos, ajudando-os a definirem questões importantes, incluído até a carreira profissional. É claro que eles vão fazer escolhas e tomar decisões e podem acertar e podem cometer erros e fazer opções por razões diversas; mas que os pais conhecem os filhos e sabem o que se passa e os seus potenciais, ah! Isso sabem. Isaque entendia de caça e achou que Esaú tinha sido muito rápido em caçar e já estar com a comida pronta em tão pouco tempo, mas aceitou a versão espiritualizada do filho trapaceiro. Veja desde quanto tempo, pessoas lançam mão de desculpas espiritualizadas, milagrosas, abençoadas demais para justificar atitudes erradas. Salomão tinha razão, realmente não existe nada novo debaixo do sol.

Senhor Deus e Pai, obrigado pela maneira como escreves a nossa história e cria oportunidades para fazermos as coisas da maneira certa e assim honrar ao que cremos e valorizar as oportunidades que recebemos. Como pais, precisamos da tua sabedoria e do discernimento para direcionarmos os nossos filhos para os alvos que tu mesmo colocaste na vida deles. Oramos em fé em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Tem Pai Que é Cego

Meditação do dia 06/02/2019 

 E foi ele a seu pai, e disse: Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui; quem és tu, meu filho?”  (Gn 27.18)

 Tem Pai Que é Cego – Estou lançando mão de uma expressão oriunda do humorismo brasileiro de alguns anos atrás. Vamos refletir sobre as relações familiares cristãs e as medidas necessárias para se construir uma família de fato cristã. Os termos hoje em dia estão ficando cada vez mais complicados tanto quanto as próprias relações. Olhando para o caso específico de Isaque e sua casa, encontramos farto material para estudo e meditação. Não estamos interessados em discutir as relações; muito menos quero meter o bedelho na vida e família alheia. Proponho ter uma vida bíblica, e para isso preciso conhecer a Bíblia e aplicar bem os conceitos para chegar aos resultados que ela aponta como sendo bons e saudáveis para todos nós. Literalmente, Isaque estava lidando numa situação, onde ele pensava estar tratando apenas entre ele e o filho primogênito, Esaú; era questão simples e fácil. Mas além das vistas, lhe faltava também outros predicados que ao longo dos anos veio crescendo e assumindo proporções enormes dentro de casa e ele não via, não sabia ou queria não saber. Não se tratava de crianças, os meninos agora já tinham mais de quarenta anos de idade; Esaú já estava casado e com mais uma esposa e as noras não eram cordiais e do agrado de todos. Já ouviu falar do “elefante na sala de estar?” Ele incomoda todo mundo, e ocupa muito espaço, tem que se esquivar e fazer manobras arriscadas no entorno dele para não ser pisoteado ou açoitado pelo rabo ou orelha; a tromba está fuçando em tudo ao alcance… um caos, mas ninguém faz nada. Isso vai perdurar até alguém se incomodar TANTO, à ponto de fazer alguma coisa e botar o paquiderme para fora, custe o que custar. A anedota, ilustra os problemas, pecados e coisas erradas que incomodam toda a família, igreja e comunidade e todos ficam mudos, inertes e ninguém nem toca no assunto. Até quando? Até alguém se ver tão incomodado e reivindicar para si a responsabilidade e agir. Isaque e Esaú de um lado, Jacó e Rebeca do outro! Todos agindo e ninguém sabendo. Rebeca ainda convencia a Jacó, que a trapaça era por uma boa causa, nobreza, espiritual e para fazer a vontade de Deus prevalecer. Grande parte dos pecados e desgraças tolerados nos meios cristãos tem uma aura de “coisa boa” ou razão que justifica tais condutas. Adão e Eva usaram esse artificio, Abraão e Isaque também, ao dizerem sobre suas “irmãs;” Arão ao justificar a confecção do bezerro de ouro; Acã, Saul, Davi, eu e você e a lista vai longe. Isso é antigo!!!! Jacó anuncia-se ao pai, e ele pergunta: “… E ele disse: Eis-me aqui; quem és tu, meu filho?”  Ele não via nada mesmo! E nós?

Senhor, estenda a tua misericórdia sobre nós e permita que aceitemos as nossas responsabilidades e as instruções que o teu Santo Espírito revela. Estamos num projeto muito especial e os resultados farão a diferença no devido tempo. Abra os nossos olhos e nossos corações, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Imprevisivelmente Previsível

Meditação do dia 05/02/2019 

 E faze-me um guisado saboroso, como eu gosto, e traze-mo, para que eu coma; para que minha alma te abençoe, antes que morra.”  (Gn 27.4)

 Previsivelmente Imprevisível – Qualquer pessoa que ler um texto semelhante a esse, digamos num comunicado, num bilhete ou carta, vai com certeza dizer que o autor está às portas da morte; no mínimo, ele terá poucos dias de vida, já estando desenganado por médicos e etc. Normalmente diante de uma situação assim, nós perguntamos: O que está acontecendo essa pessoa? Qual é o seu real estado de saúde? Ele teve alguma premonição? Teve uma revelação divina? (Já que se trata de alguém temente e desfruta de boa intimidade com Deus). Não sei, e não parece ter nada escrito em algum contexto que justifique isso. Ele poderia estar num dia ruim? Estaria depressivo? Tudo isso e mais algumas coisas é tremendamente possível. Mas o certo é que se a idéia dele era que seus dias de fato estavam no fim, ele não acertou na previsão. Ele sobreviveu por mais de oitenta anos. Mas a nossa idéia aqui, não é criticar a conduta de Isaque e muito menos procurar razões que justifique isso. Estou mais interessado na falibilidade humana. O homem é falível, definitivamente! Sou falho, meus ancestrais eram falhos e todas as pessoas que conheço e as milhares de outras com quem tenho convivido, são também, sem exceção alguma, pessoas falíveis. Você há de concordar comigo. O futuro é sempre opaco para todos nós. À menos que tenhamos uma permissão especial de Deus para vermos além do físico e material e adentrarmos no transcendental, ninguém sabe nada sobre o amanhã. Não é à toa que temos tantos charlatões espalhados no mundo; incluindo aqui, os religiosos de plantão que inúmeras vezes tem falado sobre a volta de Jesus, o fim do mundo, o alinhamento dos planetas, a besta, o anticristo e os que até mesmo predizem o campeão da copa do mundo e a alta da bolsa de valores e o preço do dólar. Também temos que lidar com os imprevisíveis da vida, como coisas que não acreditamos que exista ou possa acontecer, mas quando acontece, ficamos boquiabertos sem respostas. Como alguém que não acredita em alguma coisa, lida com aquilo quando se apresenta diante dele? Tenho dois exemplos bíblicos de situações similares ao descrito acima que dá um nó na cabeça daquelas pessoas. O primeiro caso é entre os discípulos de Jesus, que certamente, sendo adultos e homens de fé, não criam em fantasmas e assombrações, mas lá no Mar da Galileia, eles ventilaram isso como uma possibilidade aceitável: E os discípulos, vendo-o andando sobre o mar, assustaram-se, dizendo: É um fantasma. E gritaram com medo (Mt 14.26). Eles não criam em fantasmas mas também não tinham uma resposta para algo como alguém andando sobre as águas de madrugada. Outro caso típico foi o de Saulo de Tarso, que tinha plena certeza que Jesus era um impostor e que estava morto, bem morto e enterrado, apesar da possibilidade dos seus discípulos terem roubado o corpo, o fato era que ele seria defunto velho, até que… E, indo no caminho, aconteceu que, chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu. E, caindo em terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? E ele disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues (At 9.3-5). Saulo esperava ouvir uma voz do céu dizer-lhe que era Jeová, o Senhor dos Exercitos, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, mas “EU SOU JESUS A QUEM VOCE PERSEGUE!” Isso não estaria nunca nos seus planos. Mas e agora? Então quando olho para o texto e vejo Isaque se despedindo, querendo fazer uma última refeição do seu gosto… como pode isso acontecer com uma pessoa de Deus? Amados, como respondemos a avalanche de notícias de pastores se suicidando? Já temos as respostas? Não, não temos. Mas eu sei que pastores são homens de carne e osso como os demais; sei que eles tem necessidades, anseios, desejos, emoções, sofrem pressões, amam, apaixonam, erram, comem, sentem fome, fadigas, depressões, compulsões, tudo igual a todos os mortais e digo isso, porque sou pastor, e sei o que se passa comigo e ouço o que se passa com amigos e colegas. Mesmo enquanto não sabemos a resposta definitiva e como reverter a situação, podemos ser compreensivos e amorosos, no mínimo um pouco mais pacientes e disponíveis.

Pai, amado, engrandecido seja o Senhor, autor da vida e Senhor de tudo e de todos. Somos gratos pelo teu amor incondicional para conosco, por sermos quem somos e ainda assim, amados por ti. O justo vive pela fé e não pelos sentimentos; então podemos até estar errados sobre um sentimento ou previsão de algo, mas seremos aceitos em tua presença para sermos ajudados em tempo oportuno. Conceda-nos uma graça especial hoje, aos pastores e obreiros, que estão em momentos difíceis e enfrentando fortes investidas do mal. Oramos para que o poder da vida de Jesus se manifeste nos seus corações e os atraia para a cobertura do sangue redentor, disponível a todos nós. Perdoa os pecados de ignorância quando achamos que sabemos tudo e temos todas as respostas e isso só nos afasta de ti e das soluções providenciadas por tua graça. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Arte da Caça

Meditação do dia 04/02/2019 

 Agora, pois, toma as tuas armas, a tua aljava e o teu arco, e sai ao campo, e apanha para mim alguma caça.”  (Gn 27.3)

 A Arte da Caça – Lendo esse texto e vendo literalmente o prazer que Isaque tinha por uma caça, e transferiu isso para Esaú, e provavelmente, quando ainda tinha condições de visão boa, deveriam caçar juntos. Todos temos memórias afetivas e de vez em quanto nos bate aquela saudade de experimentar alguma coisa gostosa que nos remeta aos bons tempos, lugares e sabores que foram marcantes em outras fases da vida. Então deve ter sido isso uma das razões que levou o patriarca a pedir ao filho que providenciasse uma caça ao seu gosto e fizesse um jantar para ele. Lembranças à parte, desejo lidar com a parte devocional do texto, que figuradamente nos chama a atenção para verdades importantes das atividades cristãs em nossa jornada. Ele fala do uso de armas e aqui eram para caça e nesse caso, eram ofensivas ou de ataque, que figuradamente nos remete aquelas armas citadas por Paulo em Efésios, com as quais somos armados para participar de um combate espiritual. No caso das armaduras da fé, apenas a espada tem dupla função, como arma de defesa e ataque, todas as demais peças da armadura são defensivas. Outra figura que aparece aqui, e também nos lembra verdades espirituais importantes, e que ele diz ao filho para sair ao campo. Campo nos trás idéias de áreas de trabalho, lavoura, seara; de certa forma todos nós estamos envolvidos num trabalho para Deus e chamamos isso de “nosso campo.” Outra verdade, que até compõe uma quadro mais completo, é a própria caça. Uma das idéias é a de suprimento alimentar disponível ao homem, mas que não vem de graça e não vem pronto, enlatado, congelado, fatiado ou pre-cozido. A pessoa precisa ir atrás, desenvolver habilidades de caçador e ninguém se torna experiente e bem sucedido na primeira caçada, ou primeira tentativa. A persistência  e perseverança,  impulsionadas pela necessidade premente de comida: se não conseguir, vai morrer de fome; isso obriga a pessoa a desenvolver e habilitar-se até à perfeição. Também isso nos remete ao trabalho de evangelização, missões e comunicação da fé. É preciso aprender os hábitos e costumes para conseguir atrair e conseguir a atenção dos pecadores não convertidos. Não é verdade que todo pecador é igual; esses “pecadores” são almas, são gente, são pessoas e pessoas não são iguais, não tem as mesmas motivações e não são atraídas pelo mesmo tipo de proposta. Um bom caçador experiente, sabe que cada caça tem seu habitat, seus hábitos alimentares, locais apropriados e para tais, há estratégias adequadas. Assim como para pescar, cada peixe tem um hábito, gosta de um tipo isca, tem um horário preferido e etc. O homem de Deus, que ganha almas é sábio e procura inteirar-se das reais necessidades das vidas perdidas e que nem sabem que estão em condições de risco; mas ele também tem a Palavra apropriada e a capacidade de ser criativo e assim ganhar o coração da pessoa. Gosto daquele texto de Provérbios que fala sobre o preguiçoso e a sua caça: “O preguiçoso deixa de assar a sua caça, mas ser diligente é o precioso bem do homem (Pv 12.27). Na época de Salomão, não havia geladeiras ou freezers para conservar comidas, especialmente carnes. Então se alguém conseguisse uma caça maior que a sua necessidade diária, teria que trabalhar bastante para aproveitar tudo que ela lhe oferecia. Mas o preguiçoso certamente não se daria a esse trabalho e claro, deixava preciosos alimentos e recursos se perderem. Espiritualmente, fala de levar pessoas a Jesus e não ter disposição de discípula-las, consolidá-las na fé e assim, são abandonadas e muitas se perdem.

Senhor, obrigado por dar sabedoria aos teus servos, para que possam fazer uso de todos os recursos que o Senhor mesmo disponibiliza, para que a igreja seja eficiente e produtiva no seu trabalho e as almas que alcançarmos sejam bem cuidadas e possam ser pastoreadas com amor, visando o crescimento e a integração na vida do Corpo de Cristo. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Dia de Morrer

Meditação do dia 03/02/2019 

 E ele disse: Eis que já agora estou velho, e não sei o dia da minha morte;”  (Gn 27.2)

 O Dia de Morrer – Isaque estava velho e segundo ele estaria perto do dia de sua morte. Verdade? Ele não sabia o dia. Você sabe? Eu sei? Alguém sabe? Agora depois da história registrada de já se passaram muitos séculos, eu sei que ele errou feio na sua previsão. Mas concordo que ele acertou em tomar as providencias que tomou e com isso acirrou a rivalidade entre os filhos e influenciou o futuro deles. A quantidade de anos que ele ainda viveria  depois desses fatos é praticamente uma vida longeva nos nossos dias. Dá para se fazer muita coisa em oitenta e cinco anos. Mas o bom da vida é exatamente isso, Deus não ter nos dado a capacidade de saber por antecipação o dia da morte. Umas poucas exceções a isso, acontece e normalmente é com pessoas maduras espiritualmente e já com a vida resolvida, de tal forma que não altera muito os resultados. A maioria de nós não lidamos bem com informações importantes e privilegiadas, como essa, sobre o dia de morrer. Há um caso clássico, na Inglaterra de um senhor que recebeu do laboratório um resultado errado ou trocado, diagnosticando-o com apenas uns poucos meses de vida, Ele claro, se desfez de tudo e realizou os sonhos de viajar e curtir tudo o que gostaria de fazer antes de partir e assim também não deixaria nada para trás financeiramente falando. Mas só então, se descobriu que ele  era muito saudável e com amplas possibilidades de ter uma vida longa pela frente. Claro, ele entrou na justiça pelos danos causados pelo equívoco. Queen Latifa, protagonizou um filme com tema semelhante. Nossa meditação hoje, vai então girar em torno da realidade de cada um de nós, sobre o assusto. O que mudaria em nossas vidas se recebêssemos uma notícia certa de quanto tempo de vida ainda teríamos e claro, se resumindo em pouco tempo? Quais coisas que fazemos hoje e que imediatamente seria desvinculado de nossas novas práticas? Que coisas não fazemos hoje e que seriam imediatamente incorporadas em nossa rotina? Quais valores mudariam de posição em nossas escalas? Quanta coisa boa existe e para as quais “não temos tempo?” Isaque se viu no desejo de comer um belo jantar de carne de caça, caçado por seu próprio filho, para uma cerimonia exclusiva entre os dois, coisa de “pai e filho,” deixando de lado a esposa e o outro filho. Isso revela uma escala de valor e importância, não acha? O amor a vida ou o desapego a ela, conduz a atitudes diversas. Nossa fé e os ensinos de Cristo, nos coloca na condição de não amar coisa alguma, incluindo pessoas, acima dele. Se alguém vier a mim, e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo (Lc 14.26). A sabedoria deve guiar-nos a viver de forma que agrada ao Senhor e sejamos úteis aos seus planos e propósitos, fazendo isso com excelência durante toda a nossa existência e não somente nos dias finais. Então, a questão não é quanto é o dia, mas como viveremos até chegar o dia.

Senhor, obrigado por hoje e pela oportunidade de louvar e glorificar a tua santidade. Esse é de fato o dia que o Senhor fez, para nos alegrarmos nele e regozijar nas bênçãos e dádivas que o integram, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason