Quando é a Velhice?

Meditação do dia 02/02/2019 

 E aconteceu que, como Isaque envelheceu, e os seus olhos se escureceram, de maneira que não podia ver, chamou a Esaú, seu filho mais velho, e disse-lhe: Meu filho. E ele lhe disse: Eis-me aqui.”  (Gn 27.1)

 Quando é a velhice? – Isaque estava com cem anos e já pensava que estava velho e que a morte poderia estar por perto. Ele começou a tomar atitudes de colocar a casa em ordem e delegar os papeis de cada um na família, assim, não precisaria haver disputas ou alguém tentar impor alguma coisa sobre o outro. Mas era mesmo  o tempo de fazer isso? Cronologicamente Isaque viveu muitos anos depois disso, quase o dobro. A questão que desejo trazer para nós nos dias de hoje, é a consciência de quando nos tornamos velhos e precisamos adiantar certas decisões para que a família não fique sobrecarregada depois e as vezes sem saber o que fazer. Ninguém deve viver pensando no dia da morte, isso não seria viver; mas também não é prudente viver como se isso nunca fosse acontecer com a gente. Numa certa idade, quando ainda jovens, agimos como se fôssemos indestrutíveis, imortais e nos expomos a muitos riscos absolutamente desnecessários. Nessas ações e pelo mesmo caminho, perdemos muitos amigos e conhecidos, que se foram em acidentes estúpidos e por excesso de confiança. Alguns, dos hoje sexagenários, trabalharam tanto e em serviços pesados e perigosos, onde eles se orgulhavam de suas forças e capacidades hercúleas e hoje sofrem as consequências do pouco ou nenhum cuidado ou proteção que dispensaram na época. Quando escrevi sobre gerações e ministrei muito sobre isso na Monte das Oliveiras e produzimos duas revistas em formato de devocionais sobre o tema e até mesmo nessas meditações do dia, cheguei a citar sobre quando é que deixamos de ser crianças e nos tornamos adultos. Até mesmo usei a citação de Paulo: “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino (I Co 13.11). O  texto mostra que houve um momento em que ele deixou de ser menino e começou a agir como adulto. Hoje, a pergunta é quando é que nos tornamos velhos? Gosto mais da expressão “maduro,” porque tem muito à ver com atitudes e ações de pessoas que mudaram de etapa na vida. Haverá sempre aqueles que nunca cresceram e agem de forma infantil e imatura em todo tempo; outros que nunca foram infantis e outros que vão adiante de seu tempo e etc. Estou pensando na sabedoria, na saciedade das conquistas e na capacidade de priorizar exatamente o que de fato importa. Uma boa pergunta para se refletir aqui é: “O quanto é o bastante?”

Obrigado, Pai amado, por não sabermos quando será o ultimo dia e assim precisarmos da sabedoria dos céus e das virtudes da fé para viver com qualidade e ser bênção em todo tempo. Estamos aqui para realizar uma missão e influenciar muitas pessoas e abençoar o máximo possível, deixando um legado forte e marcante para muitas gerações. Quero sabedoria para experimentar a minha cota de cada dia, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

As Noras de Isaque

Meditação do dia 1º/02/2019 

 E estas foram para Isaque e Rebeca uma amargura de espírito.”  (Gn 26.35)

 As Noras de Isaque – Parece que todos os pais querem ver os filhos crescerem e se tornarem bem sucedidos, incluindo o casamento. Certamente, nós, que amamos os planos e propósitos do Senhor, queremos viver dentro dos planos geracionais, através dos quais passaremos à diante uma herança e um legado espiritual através dos nossos filhos, e então o casamento está em vista; assim esperamos ter noras e genros. Precisamos construir na vida dos filhos essa herança e esse interesse em agradar a Deus e verem a família e sua continuação sucessiva, como algo bom e que faz parte do pacote das bênçãos do Senhor para nós e para eles. Vivendo dentro de um contexto de sociedade plural e urbana, com todos tendo aceso aos recursos de educação, lazer, informação e tudo mais, sabemos que nossos filhos tanto influenciarão, como também serão influenciados pelo que está à sua volta. Os conceitos da Palavra de Deus precisam ser implantados neles desde pequenos e regados com oração e disciplina para que cresçam em graça e fé, tal qual crescem cultura e fisicamente. Permitam-me dizer, que faz parte do nosso trabalho preparar os filhos para a vida e ao chegarem a fase adulta, terem a capacidade de tomarem decisões, preferencialmente, boas decisões. Não podemos decidir por eles e nem interferir manipulando as coisas para saírem do jeito que entendemos ser o melhor. A vida cristã, do começo ao fim deve ser vivida pela fé; e crer que fizemos um bom trabalho neles e que eles são capazes e competentes e ainda podem contar com a graça e a orientação de Deus e nosso apoio. Mas eles podem tomar decisões erradas? Claro! Voce fez tudo certinho sempre? Acertou todas da primeira vez? Se foi, parabéns! Porque eu não! Acredito que tudo que fiz e decidi, acertando ou errando, corrigindo à tempo ou não, me trouxeram até aqui, onde estou hoje e sendo o que sou hoje. Muita coisa boa da minha vida e do meu amadurecimento, surgiram de erros e até pecados cometidos e dali, ter tomado outras decisões. “O pior erro da vida é aquele do qual nada aprendemos.” Assim, nossos filhos, mesmo sendo inteligentes, bem criados, tendo bons exemplos e toda uma estrutura de base, ainda estão sujeitos a cometer erros e tomar decisões ruins. Ter expectativas elevadas demais sobre pessoas, podem ser fatores de grandes frustrações. Como pastores e líderes cristãos da era moderna e pós moderna, diríamos que em relação a pessoa de Esaú, já estava escrito nas estrelas e até fora profetizado, que o mais novo seria mais bem sucedido do que o mais velho. Também há quem argumente, que em toda a vida e estágios, Esaú já demonstrava pouco interesse pelo sagrado e pelos valores espirituais e legados das promessas de seus pais. A Escolha de foi de Esaú, mas o sofrimento foi de Isaque e Rebeca. A descrição é que foram amargura de alma para os pais dele. Homens de Deus e famílias piedosas, comprometidas com o reino, também estão sujeitas a situações constrangedoras e difíceis. Caçar culpados não é um bom negócio e julgar os pais pelas escolhas dos filhos também não é razoável especialmente para um cristão. Mesmo que algumas decisões se não se possam retornar mais, ainda assim, é preciso respeitar e deixar sob os cuidados do Senhor em oração. Aqui surge as primeiras manifestações do que conhecemos como “casamento misto.” O que a pessoa acredita, não é suficiente para evitar a prática daquilo que sua fé condena. Começa um processo de arrazoar as verdades de Deus, contextualizando sob os interesses pessoais, acima dos propósitos e verdades eternas. Aqui, fazem da exceção, a regra; o meio justificando os fins e em alguns casos até mesmo torcendo a teologia para adaptar-se às conveniências carnais. Quem conhece a história sabe, o quanto essa linhagem mista causou danos ao reino de Deus e aos eleitos, desde esse simples casamento, até na conquista da Terra Prometida, nos Reinos de Israel e Judá, no cativeiro (quem se esquece de da história de Ester, e o terrível Hamã), até chegarmos aos Herodes e suas vidas prá lá de complicadas. Eu já lhes escrevi, que praticamente todas as coisas que conhecemos, tem sua origem em Gênesis. Vamos aprender alguma coisa e corrigir o possível para que a história nos sirva de lição.

Senhor, obrigado por construir também a nossa história e de nossos filhos, que são a herança bendita que nos deste. Queremos muito acertar nas nossas escolhas, para levar nossos descendentes a terem boas raízes e cumprirem em seus dias, todos os propósitos que tens para eles. Conceda-nos a sabedoria necessária para guia-los no temor do Senhor e no caminho da verdadeira vida. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Memoriais

Meditação do dia 31/01/2019 

 E chamou-o Seba; por isso é o nome daquela cidade Berseba até o dia de hoje.”  (Gn 26.33)

 Memoriais – Rotineiramente estamos falando que tudo nessa vida passa e tem caráter efêmero. Nada dura para sempre. Mas por outro lado estamos vendo o tempo todo um esforço enorme para perpetuar coisas, preservar coisas para as próximas gerações; muito se fala em legado e durabilidade. Voce já parou para pensar, ou meditar, no quanto a nossa fé cristã lida com coisas eternas, duráveis ou que tem natureza de longevidade? Nosso Deus é transcendental ao tempo e à eternidade. O Reino de Deus vai durar para sempre. O trono de Davi é para todas as gerações. A igreja, nem as portas do inferno prevalecem contra ela; será arrebatada e pela eternidade à fora continuará exercendo funções, ainda que com outros nomes. A vida que ganhamos no novo nascimento é eterna, a Palavra que nos serve de guia, é eterna; céus e terra jamais hão de passar… então embora vivamos num mundo físico com uma ambiguidade muito grande, porque tem fragilidade em altas escalas e reformável e eterno de outro lado. Como o homem tem a capacidade de gerar conhecimento e acumulá-lo, preservando assim para muito tempo pela frente; ficamos em contato com muitas riquezas herdadas de gerações anteriores e devemos produzir as nossas e preservá-las e transmitir para nossa posteridade. Historicamente, temos obras e feitos antigos que até hoje servem de referencia e investigação da engenhosidade daqueles que as fizeram. Algumas são obras coletivas de uma sociedade, outras feitas à mando de reis e poderosos e algumas são individuais; das quais muitas delas não se tinha a pretensão de serem eternizadas ou mesmo ficarem firmes e permanentes por milhares de anos. Hoje, estamos vendo um desses casos, pois Isaque cavou um poço, apenas para tirar água e cuidar das pessoas e dos rebanhos e por ter acontecido no exato dia em que ele celebrara um acordo ou juramento com o rei de Gerar, deu àquele poço o nome de Berseba, “Poço ou lugar do Juramento,” e a cidade que nasceu ali, herdou o nome do poço e até hoje ela está lá em Israel e com o nome dado por Isaque. Isso é chamado de “Memoriais,” algo feito para marcar, lembrar e ou celebrar um acontecimento importante na vida da pessoa, família, comunidade. A Ceia do Senhor é um memorial, lembra? “…fazei isso em memória de mim….” Festa de aniversário é um memorial; aquelas festas judaicas eram memoriais instituídas para perpetuar determinados fatos, como a páscoa, a festa dos tabernáculos, festa de pentecostes. Ester criou a festa de Purin, que está de pé até hoje. Podemos e devemos ter nossos próprios memoriais, para ensinar e incutir nos filhos e familiares determinados princípios ou conquistas. Pense na sua vida e na sua história e veja seus memoriais a serem firmados.

Pai, graças de rendemos, porque tu és o nosso Deus e de eternidade à eternidade, permaneces o mesmo. A tua fidelidade é grande para conosco e as tuas misericórdias não tem fim. Celebramos a tua grandeza e te damos graças por todas as oportunidades que temos de meditar nas tuas grandezas. Pedimos corações sábios e ensináveis, para crescermos diante de ti em tudo que glorifica o teu santo nome. Oramos, no nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Naquele Mesmo Dia

Meditação do dia 30/01/2019 

 E aconteceu, naquele mesmo dia, que vieram os servos de Isaque, e anunciaram-lhe acerca do negócio do poço, que tinham cavado; e disseram-lhe: Temos achado água.”  (Gn 26.32)

 Naquele mesmo dia – Sou profundo admirador das verdades das Escrituras Sagradas e da forma como elas são disponibilizadas entre os fatos do cotidiano das pessoas. Verdades eternas, espalhadas como pérolas esparsas onde é tão óbvio, mas ao mesmo tempo, difícil de perceber se não for um garimpador de olhos atentos e perspicaz. Onde parece que só há cascalhos e pedras comuns, podem ser encontrados verdadeiros tesouros, que alimentam o espírito e a alma do adorador. Em Deuteronomio 28, as bênçãos e as maldições são catalogadas e fica o registro de que as “bênçãos vão atrás e perseguem” aqueles que são tementes e obedientes a Deus. “E todas estas bênçãos virão sobre ti e te alcançarão, quando ouvires a voz do Senhor teu Deus (Dt 28.2). Quando chegamos na Nova Aliança, com os ensinamentos de Jesus, ele ainda eleva o nível de espiritualidade dentro da simplicidade da fé que pode ser alcançada por qualquer pessoa; mas também tem aquelas porções que se reserva aos mais dedicados e sedentos de captarem as preciosidades nos pequenos detalhes. Naquelas parábolas, ele deixa algumas evidencias de se pode conseguir mais do que aparentemente se percebe. Particularmente, gosto do modo como ele expõe isso numa simples comparação: E ele disse-lhes: Por isso, todo o escriba instruído acerca do reino dos céus é semelhante a um pai de família, que tira do seu tesouro coisas novas e velhas (Mt 13.52). Escriba instruído no Reino dos Céus… isso é uma motivação para o crescimento. Bem, falando de Isaque, após ele agir com generosidade com quem não merecia e se propor a agir como pacificador e assim abençoando a quem até então só procurara o seu mal, naquele mesmo dia – o favor do Senhor se manifestou a ele em forma de boas notícias, sobre a perfuração bem sucedida de um novo poço. Pode parecer algo inteiramente comum e sem nada de extraordinário e muito menos espiritual; mas para ele e seus servos, era uma grande notícia e uma forma de alívio e sustentação da vida e de prosperidade no trabalho. Deus não tardou em revelar seu cuidado, mesmo num lugar desértico e difícil. Para nós, fica a lição de confiar que nosso amparo e proteção e e nossa fonte de satisfação é Deus e não nossos esforços ou recursos naturais e humanos. Agir de forma certa e coerente sempre será recompensado.

Obrigado, Pai, pela maneira tão natural de extrair o sobrenatural e prover para os seus filhos mesmo onde aparentemente não há fontes. Graças, porque a razão da nossa confiança é a verdade da tua Palavra e nele nós temos esperança e não seremos envergonhados diante dos adversários. Em Cristo há fontes inesgotáveis de recursos para aqueles que nele confiam. Podemos ser gentis e generosos por não haverá de faltar bem nenhuma aos teus filhos. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Um Propósito Maior

Meditação do dia 29/01/2019 

 Então lhes fez um banquete, e comeram e beberam;”  (Gn 26.30)

 Um Propósito Maior – “Crentes não bebem, mas comem, e como comem!” Acho que isso não é particularidade dos cristãos paulistas, onde vivo e trabalho a muitos anos e tenho amigos e colegas verdadeiramente bons de garfo (faca, colher e etc). Mas, convenhamos, comer é de fato muito prazeroso! Primeiro comemos com os olhos, depois com o olfato, mas o paladar diz muito mesmo. Daí alguém dizer que “melhor do que comer é só mesmo repetir!” (Não sei quem fui que disse!!!). Mas virando o disco, agora para a parte mais séria, existe no comer, o aspecto espiritual da comunhão, do compartilhar. Excetuando um exagero de egoísmo, bom mesmo é comer acompanhado de pessoas de quem gostamos e apreciamos a companhia; onde haja afinidades e valores em comum. Ter uma mesa farta, linda e maravilhosa e não ter ou não poder compartilhar (excluo aqui o face, youtube, etc e tal) isso, é uma tristeza! Não dá para conciliar uma boa comida e estar irado, ressentido, magoado e rancoroso; essas emoções e atitudes inibe o prazer e a alegria da degustação. Daí Salomão argumentar: Melhor é a comida de hortaliça, onde há amor, do que o boi cevado, e com ele o ódio (Pv 15.17).  Salada verde em paz é mais gostosa do que picanha de novilho precoce, mas com aborrecimentos. Os antigos provocadores de problemas para Isaque veio lhe fazer uma visita e pedir condições de paz, e deram um testemunho de reconhecer nele uma pessoa abençoada por Deus, de caráter pacífico e bondoso. Ainda que eles fizeram suas próprias defesas e se auto-entitularam de bonzinhos e pacíficos, para Isaque, isso não alteraria a sua maneira de ser e de levar a vida. Aceitou o pedido e celebrou com um banquete, digno de melhores amigos. Como costumo dizer: fazermos o certo, porque é certo. Agimos com integridade e pureza de coração, por nossos corações são puros, pelo sangue de Jesus e pela disposição de imitarmos a Deus e seguir as instruções da vida eterna. Não pagamos mal com mal e não somos de revanchismo, dar o troco, impor condições. Gosto para mim e incentivo os cristãos a observarem aquelas condições praticadas por Cristo para conosco: Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também(Cl 3.13). Como foi que Cristo me perdoou?: Totalmente, gratuitamente, incondicionalmente. Só isso, e é só assim que devemos perdoar também. Tudo muito simples.

 

Senhor, obrigado por oferecer-nos um banquete, com mesa farta e comunhão permanente, na pessoa de Jesus Cristo. Mesmo depois de tudo o que fizemos e de tudo o somos. Agora podemos até ser embaixadores do ter Reino e propor condições de paz aos demais homens e trazê-los a reconciliação contigo. Obrigado, por tua amizade e confiança e também o investimento feito em nós. Em nome de Jesus, reconhecemos e recebemos com alegria. Amém.

 

Pr Jason

Os Conflitos da Vida

Meditação do dia 28/01/2019 

E disse-lhes Isaque: Por que viestes a mim, pois que vós me odiais e me repelistes de vós?”  (Gn 26.27)

 O conflitos da vida “Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens” (Rm 12.18). Com esse pensamento, eu posso entender um pouco do que se passava na cabeça e no coração de Isaque. Depois de tantas perseguições e injustiças contra sua pessoa e seu patrimônio, praticados pelos moradores da terra e mesmo ele mudando de lugar e começando de novo, eles apareciam com novas reivindicações e se apossavam à força das terras e das águas dos poços cavados por Isaque e seus servos. Ele sempre agira pacificamente e se cedia sem contestar, indo embora e esperando em Deus que lhe fizesse justiça. Juntando-se ainda o fato de que ele fora convidado gentilmente pelo rei de gerar a se retirar, por seu mais poderoso do que eles. Agora que ele encontrara um bom lugar e se fixara, aparece na sua porta uma comitiva real, e nesta circunstancia que encontramos nosso patriarca, aborrecido ao recepcionar com uma pergunta indignada, ao invés de uma calorosa saudação, que em outras situações um rei mereceria. Resolver conflitos exige habilidade e disposição de negociação e muita diplomacia; por isso nem todos são pacificadores naturais. Na experiência de Isaque, sempre que aquelas pessoas apareciam, alguma encrenca estava sendo armada. Não eram pessoas fáceis de lidar e nem sempre tinham boas intenções e amabilidade. Isso se parece com alguma coisa na sua experiência prática? Isso te leva a pensar em situações semelhantes, que soube agir, ou que agiu instintivamente e os resultados não foram os melhores? São os chamados “relacionamentos quebrados,” que vão acontecendo ao longo da jornada; podem ser com familiares, parentes, amigos, colegas de trabalho ou dos relacionamentos ministeriais, dentro da igreja local ou da denominação. É importante confrontar mas sem perder a ternura ou cometer um novo erro ao invés de corrigir os anteriores. Como nossas vidas estão sob os cuidados do Senhor, e temos orado e apresentado nossas causas esperando ajuda e sabedoria, torna-se necessário, não agir por impulso ou emocionalmente agitado, pois ainda não temos a capacidade de ler os corações, como Deus e assim, a pessoa pode já estar sendo trabalhada pelo Espírito Santo, para mudanças significativas, e até estar vindo para propor acertos e se desculpar e sem a sabedoria do alto, podemos dificultar o processo no qual Deus estava preparando para resolução. Lembrando também, que somos agentes da paz e do amor, como representantes de um Deus misericordioso e perdoador. Somos embaixadores de um reino diferente dos demais entre os homens. Fazemos o certo porque é certo, não por ser mais fácil, lucrativo ou menos desgastante. Somos da fé, sempre!

 

Senhor, graças te damos pelo amor do Senhor derramado em nossos corações através do Espírito Santo. Estamos aqui para realizar uma missão, representando ao Senhor e ao teu reino. Precisamos ser perdoadores e seguir o teu exemplo. Pedimos ajuda e graça transformadora para fazer isso, hoje. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Peregrinos, Pero no Mucho

Meditação do dia 27/01/2019 

Então edificou ali um altar, e invocou o nome do Senhor, e armou ali a sua tenda; e os servos de Isaque cavaram ali um poço.”  (Gn 26.25)

 Peregrinos, Pero no Mucho – O cristianismo tem um legado de peregrinos. Como somos herdeiros do judaísmo, que inicia-se com Abraão e sua chamada para sair de sua terra e ir peregrinar numa que lhe fora prometida por Deus e lá peregrinou de um lado para outro e do outro para mais outros, passando assim a sua vida como um nômade, devido a sua vida pastoril, lidando com o gado, mas também para conhecer a terra que ganhara por herança eterna e para ter experiências de crescimento espiritual. Esse mesmo legado foi passado para Isaque, que também passou para Israel e seus doze filhos, até que fixaram no Egito que lhes serviu de berço para a formação do povo que veio a ser a grande nação prometida inicialmente. Fora isso, peregrinaram por quarenta anos no deserto até entrarem na posse da terra. Depois de fixados, eles tinham o tabernáculo como o centro da adoração para todos da nação, ainda que o território fosse vasto; isso conferia a necessidade de fazer peregrinações para adoração e cumprirem alguns rituais de fé. Nos tempos do reino já consolidado, o rei Salomão erigiu o grande tempo em Jerusalém, que conferiu à cidade do grande rei, agora o aspecto de Cidade Santa, que prevalece até hoje. Todos peregrinavam à Jerusalém para as grandes festas e celebrações; os mais piedosos e em condições financeiras iam anualmente; mas havia o costume de que a pessoa deveria ir pelo menos uma vez na vida. Na Nova Aliança, entendemos que todas essas coisas são sombras e figuras das realidades espirituais, e que essa vida como um todo é uma grande peregrinação e uma preparação para a verdadeira vida, que nos está guardada em Cristo. “Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas” (Fp 3.20,21). Essas verdades e realidades, podem ser vistas nos aspectos da vida de Isaque: Então edificou ali um altar, e invocou o nome do Senhor, e armou ali a sua tenda; e os servos de Isaque cavaram ali um poço”  (Gn 26.25). Alguns dessas descrições indicam que ele era e manteria a condição de nômade e peregrino, mas outros mostram fixação de residência, como cavar um poço, que demandaria trabalho e indicava que ficaria ali por algum tempo. Olhando as indicações que Jesus nos deu nos Evangelhos, percebemos que só estamos de passagem por aqui; mas também ele nos instrui para que trabalhemos firmes e convictos de que não sabemos quando acontecerá a nossa partida e até lá estamos conclamados a agir como se nada fosse mudar, ao mesmo tempo que façamos as leituras corretas dos tempos e das estações que prenunciam a volta do rei para nos buscar. Somos mordomos de um reino, isso demanda ações de curto, médio e longo prazo; fazemos tudo como se fôssemos embora hoje à noite ou amanhã cedo; mas também envidamos esforços evangelísticos e missionários, que demandam mais tempo. Quanto vale uma alma, então como igreja, trabalharemos até o anoitecer, ou na linguagem esportiva, iremos até a prorrogação e os pênaltis, por amor as almas.

 

Senhor, obrigado por nos assistir com o teu Santo Espírito, para uma vida de fé e desafios. Somos os teus filhos, comprados por precioso sangue e consagrados a servir a ti e ao teu reino. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Edificar o Altar

Meditação do dia 26/01/2019 

Então edificou ali um altar, e invocou o nome do Senhor, e armou ali a sua tenda; e os servos de Isaque cavaram ali um poço.”  (Gn 26.25)

 Edificar  o Altar – Altar tem tudo à ver com o centro da nossa vida espiritual. Pois altar e adoração estão intrinsicamente ligados. Quem edifica um altar, o faz com o propósito de adorar ou no mínimo demarcar seu território de fé e apontar a direção em que está o seu culto. Os israelitas peregrinos do êxodo, assim que tomaram posse da Terra Prometida e concluíram a fase de conquista de territórios, ficando parte deles também aquém dos Jordão. Eles presumiram que no futuro poderia haver algum problema de relacionamento entre as tribos e a turma do outro lado alegar que o Jordão seria o limite da Terra Prometida por Deus e assim, além de causar um cisma, poderia desestimular a adoração a Jeová e aparta-los de Deus. Para evitar isso, construíram um altar, uma réplica do altar do tabernáculo, para servir de testemunho. Isso quase provocou uma guerra civil, até que tudo ficou esclarecido. “Mas para que, entre nós e vós, e entre as nossas gerações depois de nós, nos seja em testemunho, para podermos fazer o serviço do Senhor diante dele com os nossos holocaustos, e com os nossos sacrifícios, e com as nossas ofertas pacíficas; para que vossos filhos não digam amanhã a nossos filhos: Não tendes parte no Senhor” (Js 22.27). Veja bem, que ainda que a intenção do coração seja pura e correta, as pessoas podem ter uma interpretação diferente apenas pelas aparências e isso produzir problemas e dificuldades. Isso nos diz que tanto as nossas ações como as nossas motivações precisam ser transparentes e a boa comunicação pode fazer bondades. Já faz muitos anos que li um artigo numa revista cristã, cujo título era: “As nossas escolhas revelam o nosso caráter.” Essa verdade, persegue-me por todos esses anos e minha corrente ideológica de vida me diz que nossas escolhas são muito importantes, são na verdade determinantes nos resultados que produzem. Propositais ou não, ingênuas, forçadas, por irresponsabilidade, por brincadeiras, por atitude de fé, por orgulho, pirraça, obediência ou qualquer que seja a motivação que leva uma pessoa a tomar uma decisão, fazer uma escolha, isso se refletirá no seu futuro. Pequenas escolhas podem produzir grandes resultados. É o caso aqui do nosso texto de hoje; na primeira noite, no novo lugar de habitação, Deus se revelou a Isaque e falou com ele e confirmou as promessas da aliança de bênção; e ele EDIFICOU ALI UM ALTAR. Foi uma decisão de vida, de estilo de vida e que diz quem era Isaque, o que ele cria e que importância a isso tinha na vida dele. O primeiro visitante que viesse saudá-lo e conhece-lo, já veria de cara, que tipo de morador ele era. Que bom, a fé ser o cartão de visitas. Acontece muito, de pessoas se mudarem de localidade e lhe indicarmos uma igreja para congregar e depois de meses, fazemos contato e descobrimos que “ainda não tive tempo; aqui é tudo muito esquisito; não me identifiquei com nenhuma…” A adoração tem que ocupar o primeiro e o melhor lugar de nossas vidas, onde quer que seja e que venhamos a estar.

 

Pai, obrigado por ser o nosso principal e maior tesouro. Que o nosso coração esteja inteiramente consagrado a ti e ao teu serviço. Que onde estivermos, nosso testemunho de vida e de fé, faça a diferença para sejas conhecido, amado e adorado. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

A Importancia das Raízes

Meditação do dia 25/01/2019 

E apareceu-lhe o Senhor naquela mesma noite, e disse: Eu sou o Deus de Abraão teu pai; não temas, porque eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua descendência por amor de Abraão meu servo.”  (Gn 26.24)

 A Importancia das Raízes – Nos anos 80, o grupo Musical Vida Abudante, muito ligado à tribo dos betanienses, gravou uma música com o título “As Raízes” também nome do álbum, e continha a seguinte citação: As raízes… Cuide bem das coisas principais, Arraigado sempre firme na Palavra do Senhor Nada vai te abalar. As raízes…” Uma analogia entre árvores e vida humana é algo até trivial, fácil de entender o sentido que se pretenda dar. Nesse caso, o personagem da música, “o Tio Sampaio” falava do apego à verdade da Palavra de Deus na vida pessoal diária e comprometida, que serviria como “as raízes” para sustentar a árvore diante das tempestades e adversidades da vida. Sem raízes, ela tomba fácil, tal qual um cristão sem solidez na meditação e prática da Palavra de Deus; é mais do que leitura, estudo e memorização, trata-se de alimentar-se da fonte, degustando as porções a cada dia, nem de mais e nem de menos, mas alimentação saudável e balanceada. Mas ao deparar com o verso de Gênesis, na vida de Isaque e essa experiência com Deus, eu peguei outra vertente da idéia de raiz e até poderia ter optado por genealogia, geração, ancestral ou coisa assim, mas gostei da primeira e vou ficar com ela. Deus se revela a ele e reitera as promessas que ele já sabia desde pequeno e que seu pai recebera e passara isso como lição de casa talvez até antes dele entender até mesmo o sentido das palavras. Mas eram promessas, dentro do contexto de alianças e isso é muito firme, e muito forte, ainda mais que as garantias são todas dadas por Deus; assim, ficava pouco espaço para manobras evasivas e esses montões de desculpas que se costuma dar porque não se é fiel aos compromissos feitos com a fé e com o próprio Deus, ainda que a vida eterna ou a morte eterna esteja em questão. O Senhor disse que o abençoaria e multiplicaria sua descendência, tudo por amor de Abraão meu servo;” ou seja, Isaque era o abençoado, o beneficiário, mas tudo se fundamentava na raiz de onde tudo começou. Abraão foi fiel, testado, provado e aprovado e então celebrado a aliança eterna, com validade e ratificações para perpetuar, mas a razão para todos dali em diante receberem tais favores, incluído eu e você, é Abraão. Ninguém, senão Adão, começou sozinho ou é o primeiro de qualquer coisa nesse mundo. Tudo o que somos e fazemos faz parte de um contexto de gerações, anteriores a nós e pretendemos que também o seja posterior, até a volta de Jesus e daí em diante, só a eternidade para dizer como será. Somos herdeiros, somos a continuidade e a perpetuação de pessoas que viveram antes de nós e sem conhecer a história inteira é vaidade predispor-se a achar que “fiz tudo sozinho, começou comigo, sou pioneiro…” Espiritualmente, em Cristo temos uma nova história, por fomos nascidos de novo, sem conexão com sangue, vontade do homem ou da carne, mas prevalece a vontade de Deus. Assim, meu sucesso raramente é fruto só dos meus esforços e etc. Nossos pais espirituais, intercessores, e anônimos que nunca soubemos, pagaram e pagam um preço para que a graça de Deus mantenha sobre nossas vidas. Também somos filhos de Abraão e dali também sobra bênção para nós. Amém? Raízes boas, arvores boas e tudo se torna prenuncio de bons frutos. Pense nisso!

 

Pai, obrigado porque Jesus veio como “Raiz de Davi” e nele e por ele e para ele são todas as coisas, inclusive nossas vidas e o pouco de serviço e culto que podemos oferecer a ti de forma verdadeiramente agradável. Obrigado pelas nossas raízes espirituais e pela bênção de termos pessoas tão generosas colocadas por ti para investir em nós e nos habilitar para o teu serviço. Nossa gratidão, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Deus e Nossa Agenda

Meditação do dia 24/01/2019 

E apareceu-lhe o Senhor naquela mesma noite, e disse: Eu sou o Deus de Abraão teu pai; não temas, porque eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua descendência por amor de Abraão meu servo.”  (Gn 26.24)

 Deus e nossa agenda – A salvação é um ato único de fé, um passo só! A vida cristã é um processo! Isso leva tempo, não vou dizer que leva muito tempo, mas ao menos leva todo o tempo que temos; começamos e vamos crescendo em sabedoria e graça e à medida que nosso caráter vai sendo trabalhando e moldado, vamos ganhando novas percepções e na prática diária vamos conhecendo o caráter daquele que é o Todo-Poderoso e nos tornando cada vez mais parecido com Cristo Jesus. Do início ao fim (ou a eternidade) a vida cristã é um exercício de fé, muito pouco de teoria e tudo de prática. Tanto é que iniciamos a vida com cristã com uma experiência, a da salvação em Cristo. O que temos visto nessas meditações, baseando-nos na vida de pessoas da fé, que viveram no passado, é que elas estavam aprendendo a andar com Deus e suas atitudes e ações eram um constante aprendizado, de forma que coisas que eles faziam literalmente, se tornaram lições e princípios espirituais para nosso aprendizado. Jesus lançou mão desses recursos para discipular seus seguidores e depois deu-lhes uma comissão para espalhar a sua mensagem pelo mundo todo, graças a isso, você e eu estamos aqui, peregrinando em fé e aprendendo com quem já andou antes de nós por esses mesmos caminhos. Isaque, fez uma jornada recheada de perigos, problemas e intrigas de opositores, mas ele permanecia firme naquilo que Deus lhe instruía passo a passo. Assim que ele chegou a Berseba, com sua caravana, e não devia ser pouca coisa, pois era rico e poderoso, com muitos animais, muita gente de serviço e uma mudança desse porte, assim que se chega em um ponto onde se pretende estabelecer por um tempo, os primeiros dias é só para arrumação e etc. mas aconteceu que naquela mesma noite o Senhor apareceu e se revelou a ele. Eu acredito sim, que vivemos na presença do Senhor, pois isso é um ato de fé e obediência ao que Jesus nos disse que estaria conosco todos os dias; mas na antiga aliança, não era exatamente assim, e ainda estamos falando de uma manifestação especial, onde Deus se revelava a eles. Embora não estivesse talvez na agenda de Isaque, mas estava na do Senhor; isso é que é lindo no andar com Deus, ele é Senhor e detém as prerrogativas de revelar-se assim que entende ser necessário e está ligado a manifestação da sua graça, pois não há merecimento de nossa parte. Precisamos estar abertos e disponíveis a receber a visitação de Deus, da forma e no momento que ele aprouver se revelar. Nossas tarefas e nossa agenda, não pode ser um impedimento para um momento de comunhão e revelação divina. Me preocupo sim, com minha vida agitada e cheia de compromissos que eu mesmo me imponho ou a igreja ou a denominação e as satisfações que preciso prestar, e sei que os demais colegas também sofrem disso, mas o nosso Senhor precisa ter espaço e acesso favorável para se revelar a nós e nos ajudar. Sem isso, nos tornamos meros profissionais religiosos com resultados pífios e frustrantes, pois só Deus tem vida abundante para distribuir. Sermões e estudos elaborados, aconselhamentos clinicamente perfeitos não substituem a graça e a manifestação da graça da vida que há em Cristo no poder do Espírito Santo. Naquela mesma noite Deus apareceu a Isaque. Nesse mesmo dia, eu quero ser visitado pelo poder de Deus! Nesse mesmo dia, ou noite, você e eu precisamos encontrar aquele que nos chamou para servir.

Senhor, eis-me aqui, eis-nos aqui. Revela-te a nós segundo a tua bondade e misericórdia. Que nossa agenda esteja inteiramente disponível a ti. Todos os dias, o dia todo. Para glória e honra do nosso Senhor Jesus Cristo. Em nome de quem oramos, amém.

Pr Jason