Muito Prazer, Sou Ismael

Meditação do dia 02/10/2018

 

 “E ele possuiu a Agar, e ela concebeu; e vendo ela que concebera, foi sua senhora desprezada aos seus olhos.”  (Gn 16.4)

 

Muito Prazer, sou Ismael – A cultura hebraica antiga, passou a nós, cristãos muito dos seus valores e ética sobre a vida tal qual ela é vista por eles. Ainda que a ciência médica, as filosofias, ideologias e outras ciências discutam o valor da vida e desde quando uma pessoa é uma pessoa de fato; para nós, com base firme nas Escrituras, isso é verdade desde a concepção. Um óvulo fecundado é um ser vivo, um ser humano e portanto, uma pessoa. Deus também considera assim, pois em muitos casos ele faz promessas e alianças incluindo “PESSOAS” que nem sequer foram concebidas e alguns casos, ele até antecipa o nome dela. O princípio da fé nos ensina que Por pai de muitas nações te constituí) perante aquele no qual creu, a saber, Deus, o qual vivifica os mortos, e chama as coisas que não são como se já fossem (Rm 4.17). Estou afirmando que biblicamente nenhuma pessoa é um acidente de percurso; ninguém nasce ou vem à existir sem um propósito. O homem foi criado com a capacidade de reproduzir segundo a sua espécie e nesse sentido o ele é um coautor com Deus no processo de criação. Ele foi abençoado com a fertilidade e a capacidade de gerar vida, que vai muito além da preservação da espécie. Entre as razões de existir do ser humano estão o ato de adoração ao Criador e também a participação nos propósitos eternos divinos em relação à redenção da humanidade. Isso dá dignidade e valor a cada pessoa. Nosso personagem de hoje, pode nos ajudar muito a entender e lidar com aspectos da vida que em nossos dias tem produzido muito trabalho nos ministérios de cura interior, restauração, libertação e valor pessoal. Impactados pela Evangelho de Cristo, muitas pessoas tem rendido a ele suas vidas e compreendido o valor da salvação, exatamente por reconhecerem a condição de vida em que estavam vivendo ou sobrevivendo sob o jugo do pecado. Muitos vieram de vidas e famílias desestruturas de gerações anteriores, lares problemáticos e famílias doentes social e espiritualmente. Muitos membros de nossas igrejas nasceram de relações pecaminosas, gravidez indesejada ou não planejada e ou até frutos de violência e abusos e até escravidão. Muitas pessoas nascidas em condições similares a essas não foram bem acolhidas, amadas ou bem recebidas nesse mundo. Alguns foram amaldiçoados desde que se teve notícias da concepção; outros sofreram tentativas de extermínio e violência por abortos e outras práticas. Outros tantos foram escondidos e camuflados e só vieram ao conhecimento público no nascimento ou muito perto disso, porque seriam motivos de mais violências contra a mãe e a si mesmos ou desprezados e rejeitados. Há ainda aqueles que antes virem à luz já estavam sentenciados a serem entregues à estranhos, ou vendidos como mercadoria ou até serem destinados ao descarte clandestino e abandono para morrerem. A vida de Ismael foi como a de muitos dessas pessoas, pois o que poderia ser uma grande notícia e motivo de festa e celebração, tornou-se motivo de divisão e contenda entre as pessoas; alguém sendo desprezado, insultado e a gravidez sendo usado como moeda ou artigo de valor para propósitos egoístas. O fato de Ismael não poder legitimamente ser o herdeiro da promessa de Deus à Abraão, não constituía uma razão para se tornar uma maldição ou objeto de perseguição e maus tratos, à mãe com poucas possibilidades de defesa e a ele sem nenhuma chance de proteger-se. A vida é sagrada em todas as sus instancias e pessoas são o objeto do amor de Deus, preciosas, valiosas o suficiente para Deus enviar seu filho para morrer por elas. Se você se identifica com algo que eu escrevi acima, você está de parabéns só por estar vivo e em condições de saber disso. Mas as boas notícias para vocês não param por aí. Deus ama você e por algo muito além e acima de nossa capacidade de compreensão, ele te sustentou e guardou, porque tem um plano e um propósito sob medida para você.

 

Senhor, nós acreditamos no teu amor e no teu eterno propósito de sujeitar a si todas as coisas e transformar aquilo que aparentemente é um desastre total, em algo glorioso e muito especial. Oramos abençoando a identidade e o destino dos teus filhos que sofreram abusos e violências para chegarem a existir e por um propósito e graça estão vivos e em condições de conhecerem a tua Palavra e o teu plano de salvação. Agora, podem começar a viver aquilo para o qual deveriam ter sido amados e bem-vindos desde o início de suas vidas. Ministramos perdão e restauração em seus corações marcados por feridas e violências; mas que agora em Cristo são acolhidos e bem vindos à família de Deus, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Servos, Até Quando?

Meditação do dia 01/10/2018

 “Ora, esta Agar é Sinai, um monte da Arábia, que corresponde à Jerusalém que agora existe, pois é escrava com seus filhos.”  (Gl 4.25)

 Servos, até quando? – Quando iniciei escrever sobre a pessoa de Agar, disse que não tinha muitas informações sobre sua origem, exceto o que o próprio texto dizia, que era de origem egípcia e era serva de Sara. Por minha conta e risco, sugeri que ela poderia ter vindo a pertencer à família de Abraão, quando do episódio de Sara ter sido levada para o palácio de Faraó e então, provavelmente ela lhe fora dada como dama de companhia. As razões sociais, culturais e econômicas que produziam a condição da escravidão das pessoas eram as mais variadas e praticamente em todas as culturas antigas essas práticas existiam, inclusive em Israel, entre o provo de Deus. Nos dias de Jesus aqui na terra, estudiosos alegam uma possível estatística de quase metade da população existe no mundo da época ser composta de escravos ou em condição de servidão. Jesus nasceu, cresceu, viveu e cumpriu seu ministério terreno numa sociedade com servos e senhores e ele até lançou mão dessas condições para ilustrar muitos dos seus ensinos. Novamente, por minha conta e risco: por essa condição de servidão, ser tão enraizada na vida e sociedade humana; ela serve muito bem para mostrar o efeito da condição humana sob a escravidão do pecado; fato esse universalizado e sem exceção em todo tempo e lugar. E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Responderam-lhe: Somos descendência de Abraão, e nunca servimos a ninguém; como dizes tu: Sereis livres? Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado. Ora o servo não fica para sempre em casa; o Filho fica para sempre. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres (Jo 8.32-26). Uma das condições para a pessoa se tornar serva ou escrava é ela mesma se apresentar e se colocar nesse condição diante de alguém que se tornar seu senhor e assim ela perde o seus direitos e liberdades, por uma escolha ou condição auto imposta. Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça? Mas graças a Deus que, tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues. E, libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça (Rm 6.16-18). Assim como uma pessoa poderia se tornar escrava de alguém por se colocar nessa condição, também espiritualmente a pessoa pode se tornar escrava por se colocar em submissão a um poder que controle sua vida e sua vontade. O pecado, em suas diversas formas de se apresentar, cativa a vontade da pessoa, subjuga-a à tal ponto que se torna muito difícil se livrar depois. Se faz necessário um poder maior intervir e produzir a libertação. Isso é o que faz o Evangelho de Cristo. Só poder de Cristo pode quebrar o poder de um tirano e resgatar a vítima, que em tese, já até se acostumou e se acomodou naquela condição. Por isso que o Evangelho significa “uma boa nova.” Escravidão é um ato legal, ou seja, existe preceitos legais que sustentam essa condição e só uma lei maior é capaz de revogar a anterior. Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito. Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte (Rm 8.1,2). Jesus disse que o servo não fica para sempre na casa, só os filhos; esse era o entendimento do Apóstolo São Paulo também; por isso ele disse que Agar era o símbolo perfeita do povo de Deus que estava vivendo em estado de servidão; mas consciente que servo não fica para sempre na casa; ele é liberto ou a morte o liberta. Agar foi liberta, e mandada embora em dois atos distintos mais anexos. O povo de Deus será liberto porque o filho de Deus veio para trazer redenção. “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” Isso não é só parar a salvação, mas também para a vida cristã. A verdade é que nos liberta e nos mantém libertos. Só saber a verdade não liberta, é preciso vive-la, experimentá-la e fazê-la valer legitimamente.

 

Pai, damos graças por termos sido alcançados com uma tão grande salvação, que nos livra dos nossos pecados e dos seus efeitos nocivos. Não somos mais escravos do pecado ou do diabo, porque o filho nos libertou e assim somos verdadeiramente livres. Te louvamos por tudo isso e celebramos a nossa libertação do pecado. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Duas Alianças

Meditação do dia 30/09/2018

 “O que se entende por alegoria; porque estas são as duas alianças; uma, do monte Sinai, gerando filhos para a servidão, que é Agar.”  (Gn 21.19)

 Duas Alianças – A Bíblia é um livro oriental, escrito por orientais para um público eminentemente oriental. Portanto o contexto de mentalidade nela impresso é culturalmente oriental. O Espírito Santo inspirou os escritores sagrados garantindo uma autoridade divina nos seus escritos; por isso ela não contém erros e nem contradições, ainda foram mais quarenta autores ao longo de mil e seiscentos anos de intervalo. Somos ocidentais e como tais temos mentalidade ocidental. Para compreender outro estilo de mentalidade, nos educamos e aprendemos tecnicamente a fazer isso. Os escritores originais, não escreveram propositalmente seus textos pensando que aquilo em grande parte se tornaria literatura de alcance mundial. Deus sabia, claro. Estou argumentando isso, por quando nos deparamos com um autor do Novo Testamento interpretando e fazendo aplicações das Escrituras Sagradas deles, para os dias deles, as vezes nos perguntamos, de onde esse amado tirou essa idéia? Quando leio aos Hebreus vejo isso muito claro. Aqui escrevendo aos Gálatas, Paulo faz isso. Ele interpreta e faz uma aplicação alegórica entre as alianças da Lei (Moisés) e da Graça (Cristo), lançando mão da história do nascimento dos dois filhos de Abraão; sendo que um deles, Ismael nasceu por uma obra da carne, uma escolha dele e de Sara para ajeitar as coisas que eles ainda não compreendiam. O outro foi Isaque, nascido sob promessa e através dele viria a linhagem da aliança e tudo o que a isso diz respeito. Aqui, Paulo estava ensinando os cristãos da região da Galácia sobre a liberdade em Cristo, proporcionado pela redenção no sangue de Jesus. É então que ele ilustra com as duas alianças, onde Agar é apresentada como aquela aliança da lei, cheia de regras e regulamentos e que ao não conseguir cumprir cabalmente, as pessoas se tornam escravos da lei, por causa dos seus pecados e não por causa da lei de Deus, que é sempre boa e perfeita. Ele fala da situação de Jerusalém em seus dias, que estava sob o domínio dos romanos e a população, embora filhos de Abraão e herdeiros das promessas, contudo estava em escravidão. Mas ele aponta para uma Jerusalém que é do céu, superior e melhor que a terrestre, que ainda se manifestará e é impossível de ser refém ou presa de quem que seja. Esses salvos, libertos, comprados pelo sangue de Jesus, são os filhos da Jerusalém livre e eterna.
Assim como Agar e Sara, ambas deram filhos à Abraão, a quem Deus tinha dado promessas e feito alianças, uma delas todavia seria expulsa de casa porque não era a gerava o filho da promessa. Por vezes eu me perguntei: de onde é que Paulo tirou essas conclusões? Ele parte integrante da herança genética hebraica e conhecia como ninguém as aplicações das Sagradas Escrituras e nenhum homem recebeu tamanha iluminação espiritual para conhecer as revelações da redenção como Paulo. Ele conheceu as doutrinas da Nova Aliança diretamente do Senhor Jesus por revelação pessoal, o que lhe confere autoridade apostólica. Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens. Porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo. Mas, quando aprouve a Deus, que desde o ventre de minha mãe me separou, e me chamou pela sua graça, revelar seu Filho em mim, para que o pregasse entre os gentios, não consultei a carne nem o sangue, nem tornei a Jerusalém, a ter com os que já antes de mim eram apóstolos, mas parti para a Arábia, e voltei outra vez a Damasco. (Gl 1.11,12,15-17). Acho maravilhoso o ensino de Paulo sobre a liberdade que alcançamos em Cristo, que ele descreve no capítulo três da carta aos Gálatas e vendo agora pelo ângulo das alianças e da aplicação que ele faz da vida de Agar torna o ensino ainda mais precioso e compreensível. Boa leitura desse ensinamento.

 

Senhor Jesus, obrigado por tão grande salvação. Graças te rendemos pela libertação plena que a redenção nos possibilita e o acesso as promessas de Deus. Somos agradecidos por ser o fiador dessa aliança e ser o nosso Redentor forte. Amém.

 

Pr Jason

Pós Bênção

Meditação do dia 29/09/2018

 “E abriu-lhe Deus os olhos, e viu um poço de água; e foi encher o odre de água, e deu de beber ao menino.”  (Gn 21.19)

 Pós Bênção – Uma das boas razões porque meditamos nas Escrituras Sagradas é para aprendermos com os ensinos e eles podem vir pelas experiências das pessoas que passaram antes de nós por aqui. A Bíblia definitivamente não é um código penal ou uma Manuel de regras e regulamentos, embora tenha tudo isso no seu texto. As pessoas e fazemos parte delas, somos dados a arrazoar os fatos para facilitar para o nosso lado. Assim se vai de um extremo ao outro; alega-se uma profundidade muito grande das Escrituras que a torna impraticável ou dá lhe uma conotação tão rasa, que não influencia e não precisa ser levado à serio. Até entre os praticantes comprometidos com o Reino de Deus, isso aparece em maior ou menor proporção. É só olhar para as igrejas e comunidades cristãs ao nosso redor e aos líderes e pastores; vão de extrema direita no liberalismo até a extrema esquerda do legalismo e xiitismo. Tanto à direita quanto à esquerda, ambos estão fora do centro! Há uma intensa busca pela “bênção” como finalidade última e daí se desenvolveu até um mercado negro de milagres, curas, prosperidade, com campanhas, propósitos, votos e obrigações e tudo isso gera um círculo vicioso de correr atrás da bênção, até contrariando as verdades bíblicas. Deus fez e faz promessas na sua Palavra e todas elas serão cumpridas e acontecerão no tempo devido e para os propósitos certos. Quando Israel já estava próximo de entrar na Terra Prometida, ao receber as leis e ordenanças, o Senhor fez questão de que Moisés registrasse uma reprimenda para que não se esquecessem das verdades essenciais e das promessas e propósitos de Deus para eles como pessoas, povos e nação: Guarda-te que não te esqueças do Senhor teu Deus, deixando de guardar os seus mandamentos, e os seus juízos, e os seus estatutos que hoje te ordeno; para não suceder que, havendo tu comido e fores farto, e havendo edificado boas casas, e habitando-as, e se tiverem aumentado os teus gados e os teus rebanhos, e se acrescentar a prata e o ouro, e se multiplicar tudo quanto tens, se eleve o teu coração e te esqueças do Senhor teu Deus, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão (Dt 8.11-14). O que estou querendo dizer é que as bênçãos e os favores divinos em nossas vidas atendem a um propósito maior e não devemos parar ali, após receber a dita bênção. Ninguém deve buscar o poder de Deus, simplesmente para ter o poder; ninguém deve buscar os dons só para ter os dons; ninguém deve buscar a cura ou o milagre só por ele em sim; quando isso acontecer, ele deve conduzir a pessoa a um novo desafio de vida, uma nova jornada de serviço e adoração. Existe vida após a bênção! Na experiência de Agar, ela teve uma visão de Deus, ela tirou água do poço, ela deu de beber daquela água ao seu filho Ismael. Agora que estavam confortados, aliviados, abastecidos e renovados na sua experiência com Deus, eles se levantaram e seguiram viagem até chegar a um destino e ali cumprirem a sua vocação. Ainda estava longe de tudo estar pronto. Teriam que se estabelecer, levantar sustento, Ismael se casar, gerar filhos e suceder-se gerações até serem uma nação e aí sim, começariam a viver a promessa de Deus. Isso pode levar tempo, as vezes nem é para os nossos dias; mas temos que fazer a nossa parte bem feita para que as próximas se sucedam. Isso vale para pessoas, famílias, ministérios e igrejas, porque uma geração passa seu legado para outra até a volta do Senhor Jesus. A palavra que mais se encaixa para nós e serviria para Agar naquele tempo é a do profeta Miquéias: Levantai-vos, e ide-vos, porque este não é lugar de descanso; por causa da imundícia que traz destruição, sim, destruição enorme (Mq 2.10). Para Agar e Ismael, ali não era o lugar de morrer como ela pensou e agiu como se fosse. Ali, sequer era um lugar de permanecer. Ali era um lugar de renovar as forças, conhecer melhor ainda a Deus, porque de agora em diante não tinham mais o “pai Abraão” por perto. Onde você está hoje? Já se ajeitou na sombra e desistiu? Já tem uma boa explicação e muita razão porque parou? Pode ser que ainda tem muito caminho pela frente até que a promessa de Deus, do jeito de Deus se cumpra. Abraão, Isaque, Jacó, os doze patriarcas, Ismael, nenhum deles viu nos seus dias a promessa de uma nação; mas fizeram suas partes. Por que insistimos em querer plantar, colher e consumir tudo em nossos dias? Tá com muita pressa? Faça um miojo!

 

Senhor Deus de Abraão, Isaque e Jacó; Deus de gerações; é assim que te conhecemos e é assim que o Senhor lida conosco e com as tuas promessas. Fazemos parte de um contexto de vida e de bênção e nem tudo é para os nossos dias; mas nem por isso é menos importante ou não é então minha responsabilidade. Como orou o salmista: Guia-nos pelo caminho eterno! Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Da Visão ao Serviço

Meditação do dia 28/09/2018

 “E abriu-lhe Deus os olhos, e viu um poço de água; e foi encher o odre de água, e deu de beber ao menino.”  (Gn 21.19)

 Da visão ao serviço – Em se tratando de verdades espirituais, há muita diferença entre ter uma visão e exercitar o cumprimento de tal visão. Nem sempre ter uma visão significa sucesso na vida e os propósitos. Mas nem por isso podemos desistir ou negar a importância da visão. Estou me referindo a um processo de visualizar um futuro ideal e correr atrás. Acredito nos dons espirituais e na atualidade de suas manifestações; busco e incentivo a busca e o aperfeiçoamento dessas manifestações carismáticas, para o bem do Corpo de Cristo. Só não sou adepto de uso manipulativo de que algumas pessoas fazem dos dons legítimos para fins próprios ou mesmo distorcidos. O mal uso, vicia os incautos que se tornam presas fáceis dos predadores da fé. Ilustrativamente, a experiência dos discípulos de Jesus lá no Monte da Transfiguração, nos mostra que existe uma certa distancia entre o monte da visão e o vale do serviço. Enquanto eles, em minoria, estavam no “monte” com Jesus, vislumbrando verdades celestiais, nuvens resplandecentes, voz de Deus, personagens ilustres interagindo com o mestre e eles abobalhados, oferecendo até para armar acampamento e não mais saírem dali, de tão bom que era; lá em baixo a maioria deles (o resto da igreja), estava na luta de verdade, com multidões de famintos, sedentos, querendo ouvir o Evangelho, precisando de cura e restauração e pessoas fragilizadas, possessas de demônios, que eles nem tinham ainda aprendido como expulsar. As pessoas pressionavam querendo resultados e eles no maior sufoco e dando o melhor de si e ainda não era suficiente. Enquanto uns estão no monte tendo visões, outros estão trabalhando de verdade, comprometidos. Aqueles que voltaram do mundo cheios das visões, chegando aqui, não ajudaram em nada; foi Jesus mesmo que resolveu a parada. O mesmo Jesus glorioso do monte, foi também o Jesus poderoso no vale no meio dos necessitados. Aqui na experiência de Agar em vejo um modelo eficiente, divino, bíblico e utilizável em qualquer tempo e lugar. Da fragilidade e incapacidade humana, não vou nem falar e repetir, porque já conhecemos bem, até por experiências próprias. Primeiro – quem deu a visão foi Deus; ele tomou a iniciativa de abrir-lhe os olhos e mostrar o que ele desejou que ela visse. Segundo – Ela viu um poço; era o que ela precisava e desejava. Há uma diferença entre nossos desejos e nossas necessidades; Deus promete suprir todas as nossas necessidades. Terceiro – Ela agiu imediatamente indo encher o odre. Muitos tem a visão, mas não agem porque o poço está longe, estou cansado, o poço é fundo, não tenho balde, nem corda… (não daria para vir já com bomba automática, cano e torneira?). Quarto – ela deu de beber ao menino; uma razão de se ter visão de Deus é para servir aos necessitados em primeiro lugar. Ajudar o próximo depois que eu já estiver saciado e satisfeito, isso é qualquer coisa, menos ministério. Evidencia disso foi na multiplicação dos pães: E já o dia começava a declinar; então, chegando-se a ele os doze, disseram-lhe: Despede a multidão, para que, indo aos lugares e aldeias em redor, se agasalhem, e achem o que comer; porque aqui estamos em lugar deserto. Mas ele lhes disse: Dai-lhes vós de comer (Lc 9.12,13). Na igreja atual já tem visão de mais e gente tendo mais e mais visões, mas poucos estão transformando isso em ministério de vida e transformação. A visão de Deus prioriza o necessitado, com recursos dele mesmo e não nossos e de nossas engenhosidades. Toda visão de Deus induz imediatamente a uma ação em benefício dos outros para transformar uma realidade que contraria o que Deus promete.

 

Ao Deus que Vê, nosso louvor e gratidão e o pedido é por sabedoria e discernimento, para transformar nossa realidade à luz da tua Palavra, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Odre de Abraão X Poço de Deus

Meditação do dia 27/09/2018

 “E abriu-lhe Deus os olhos, e viu um poço de água; e foi encher o odre de água, e deu de beber ao menino.”  (Gn 21.19)

 Odre de Abraão X Poço de Deus – Não é nenhuma novidade para quem me conhece pessoalmente ou por essas meditações que sou apaixonado pela Bíblia, como literatura, como Palavra de Deus e procuro adquirir conhecimento transformador para minha vida. Acredito que o conhecimento que não gera transformação em nossas vidas, é uma mera informação. Sabemos que informações podem ser adquiridas em muitas fontes, e a cultura religiosa não fica de fora em fornecer bons conteúdos de informações sobre a Bíblia. Mas isso por si, não é agente transformador. É a verdade que liberta, que santifica e que prevalece. Um filósofo disse: “Só os loucos e as crianças falam a verdade; deve ser por isso que os loucos são aprisionados e as crianças são educadas.” A qual desses grupos eu pertenço? Certamente do primeiro, já que os cabelos brancos já invalidam a segunda opção. Vamos para a Palavra de Deus com uma fome e uma sede legítimas e com uma humildade que nos permita aprender de qualquer um e em qualquer tempo. Devemos ser importadores de conhecimento bíblico e não exportadores. Para algumas lições com a vida de Agar, especialmente nessa sua jornada rumo à liberdade, escrevi algumas meditações, já que o volume de escritos sagrados sobre ela é bem diminuto, mas muito enriquecedor.  Hoje vamos pensar nas questões de necessidades, provisões, suprimentos e cuidados que fazem parte da rotina de vida de qualquer pessoa e os servos de Deus não estão isentos e nem à parte de tudo isso. Quando Agar saiu de casa, na propriedade de Abraão, ela saiu na companhia do filho e levando em mãos alguns suprimentos necessários para uma jornada, mas insuficientes para toda a sua vida. A condição e a situação dela era diferente, por exemplo da situação de seu antigo senhor Abraão; lá ela vivera por muitos anos e eles tinha um estilo de vida nômade, peregrinando por toda a extensão daquela região. Mas eles viajam em comboio grande e familiar, com escravos, empregados, animais e bens; assim não eram jornadas longas e apressadas, pois iam no compasso dos pequeninos, do rebanho leiteiro que era frágil e faziam rotas que permitiam abastecimento regular. Havia proteção, cuidados pessoais e companhia e etc. Por muito tempo, nossa vida foi ou teve uma rotina, que se não era a melhor, a ideal, mas era o bastante para um nível de conforto e segurança e tínhamos fontes geradoras de apoio suprimentos. Alguém dava as cartas e nós simplesmente seguimos o comboio e cumpríamos nossas tarefas e isso era o bastante. Mas com a liberdade, vem também a responsabilidade. Alguém aí que era solteiro e vivia na sombra e água fresca e sem grandes preocupações, até que se casou e descobriu o preço do sal? Quem é agora que fecha e trancas as portas, apaga as luzes, vê se as crianças estão agasalhadas, se a despensa está abastecida? Ou quem foi morar longe dos pais por estudo ou trabalho e saiu celebrando a independência, até que descobriu que isso tem um custo. Agar saiu com um pão caseiro e uma vasilha com água, dada por Abraão, homem de Deus. Mas a água acabaria uma hora e acabou mesmo. O pão poderia até ser saboroso, grande e eles comeriam aos poucos, bem regrado para durar mais, mas mesmo assim acabaria e acabou. A jornada de Agar, não era apenas física, material e geográfica, mas também e acima de tudo espiritual, como a nossa. Mesmo sendo espiritual em direção a liberdade, a promessa, a bênção, ainda assim, precisamos caminhar, comer, beber, e todas as necessidades da vida humana. Abraão deu um odre d’agua, mas deu providenciou um poço, uma fonte. Você consegue perceber a diferença entre a capacidade de suprimento do homem em contraste com a de Deus? Abraão levantou de madrugada, deu um pão, um vasilha com água e um abraço e desejou boa sorte e que Deus te abençoe e te proteja; depois voltou para sua tenda, sua vida, triste ou feliz, mas voltou para suas ocupações. Deus acompanhou a Agar e Ismael, foi com eles, estava presente na hora difícil, viu seu choro e seu desespero e confortou-os, supriu o que precisava, renovou suas promessas e seguiu com eles até o fim daquela jornada e de todas as outras. Nossos pais, irmãos, pastores, líderes, patrões, funcionários, colaboradores, são todos humanos, todos tem suas ocupações e suas próprias jornadas e eles voltarão para elas. Deus continuará contigo e comigo desde o princípio e não nos deixará em todo e qualquer tempo; mesmo os tempos difíceis, de lágrimas e solidão. Quero fechar com dois textos. Use seu discernimento espiritual e tire suas lições.” É melhor confiar no Senhor do que confiar no homem. É melhor confiar no Senhor do que confiar nos príncipes(Sl 118.8,9). Se você não sabia, esses são os dois versículos que marcam o meio exato da Bíblia. Um deles é o eixo. O Senhor é quem te guarda; o Senhor é a tua sombra à tua direita. O sol não te molestará de dia nem a lua de noite. O Senhor te guardará de todo o mal; guardará a tua alma. O Senhor guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre (Sl 121.5-8).

 

Senhor Deus Altíssimo,, o Possuidor dos céus e da terra; obrigado por seu o nosso provedor, a nossa proteção e o nosso guia em toda a nossa jornada. Graças podemos te render e rendemos, porque quando findam os recursos e auxílios dos homens, os teus continuam e duram para sempre. Receba a nossa gratidão e o nosso louvor pela nossa liberdade e pelas responsabilidades que ela trás, mas contigo, somos sempre vencedores, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

 

Água de Beber

Meditação do dia 26/09/2018

 “E abriu-lhe Deus os olhos, e viu um poço de água; e foi encher o odre de água, e deu de beber ao menino.”  (Gn 21.19)

 Água de Beber – O que parecia um triste fim, tornou-se apenas uma etapa da jornada da vida de Agar e Ismael. Ambos estão aqui na condição de servos de Deus e socorridos numa hora de muita angústia. O que temos prometido na Palavra do Senhor. Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia (Sl 46.1). Como escrevo pensando em vida devocional, evidente que a idéia é que isso seja algo permanente e constante na vida de cada um de nós. Não fazemos devocional para cumprir um ritual religioso, como uma obrigação se paga; mas procuramos que seja um exercício da nossa liberdade em Cristo e do livre acesso à “sala do trono” como fala aos Hebreus. Esse tempo deve ser um momento prazeroso e de expectativas de coisas boas e agradáveis aos dois lados – gostamos de estar na presença do Senhor e que o Senhor se agrade de nosso presença e do estamos lhe oferecendo. Ao viver a presença de Jesus, através do Espírito Santo, crescemos em aspectos importantes da vida cristã. Humildade é um desses, pois somos orgulhosos e arrogantes de carteirinha; nem precisamos fazer um curso de como ser orgulhoso e altivo; já nascemos prontos, é inerente à nossa natureza caída. Temos muita dificuldade em receber, por exemplo; especialmente quando não merecemos. A nossa motivação é sempre fazer alguma coisa para merecer, ser retribuído ou compensado. Assim, embora a graça seja atraente, até irresistível como uma corrente teológica defende; na prática, resistimos ao amor de Deus e até das pessoas; lutamos para mostrar que estamos trabalhando, realizando e por isso, recebemos com merecimento. Apender que não merecemos nunca, nada, de tanto nenhum, para propósito algum é um bom começo. Entender que em sua infinita graça e bondade, Deus provê tudo e mais um pouco para nós e assim podemos ser gratos e cultuá-lo porque ele é Deus, o nosso Deus, o MEU Deus. Agar saiu de casa (casa de Abraão), provida de víveres básicos, mas eles acabaram logo, bem antes do fim da sua jornada. Os recursos humanos falham, sejam feitos e providenciados por nós mesmos, quer sejam doados pela generosidade de outros. É quando findam os esses recursos, é que entra a provisão sobrenatural do Senhor. Ele tem poder e capacidade de suprir sempre e sem crises; mas elas insistem em aparecer e aparecem porque nossa confiança ainda está nas obras e não na graça. Levamos nossa cesta de provisões e quando eles terminam, vem o desespero, a dúvida e angústia. Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. Refúgio é para quem está desabrigado, desamparado, desprotegido, exposto e vulnerável. Fortaleza é proteção para quem busca refúgio. Socorro é atender ou ser atendido numa emergência. Angústia é uma estado de alma, onde a aflição e o desespero se instala e produz sofrimento. Não há para nós lugar e condição mais seguro e estável do que na presença do Senhor. Não existe uma receita de como não passar por dificuldades, pois nossa condição humana nos expõe a isso e vivemos num mundo corrompido e cheio de mal; e ainda temos um adversário espiritual estrategista e ardiloso. Assim, ainda que vivamos em obediência, fidelidade, santidade e na presença do Senhor em oração e fé, ainda assim haverá provações e lutas. Mas sempre haverá vitória na graça de Deus. Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo (Jo 16.33). Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal (Jo 17.14,15). Tenha bom ânimo, Voce foi destinado para ser grande, não morto!

Obrigado, senhor por suprir quando nossos recursos esgotam. Eles nunca serão suficientes como os teus. Sacia-nos com as delícias da tua presença, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Enchendo o Odre

Meditação do dia 25/09/2018

 “E abriu-lhe Deus os olhos, e viu um poço de água; e foi encher o odre de água, e deu de beber ao menino.”  (Gn 21.19)

 Enchendo o Odre – Água é necessidade básica humana; sem ela a nossa capacidade de sobrevivência é nula. A simples insuficiência de água no organismo acarreta inicialmente distúrbios que afetam o pleno exercício das capacidades da pessoa e se prolongar a escassez, surgirão danos irreparáveis e sequelas difíceis e o mais grave de tudo é a morte de forma dolorosa e sofrida. Por isso as experiências de travessias em regiões desérticas ou com escassez de água potável precisam ser muito bem planejadas. Minhas incursões mais próximas disso foram apenas em dunas de areias brancas em Itaunas, em Conceição da Barra – ES e Jenipabu em Natal – RN, isso não conta, por estão mais para paraísos do que para qualquer outra coisa. Voltando a situação de Agar e Ismael, tudo que eles precisavam estava ali bem perto e com abundancia, para o momento e para abastecer para seguir viagem. Podemos imaginar a cena em que Agar ouve as Palavras de Deus e a instrução de mudar sua vida, sair da prostração e desânimo e erguer-se e levantar seu filho, não porque eles estavam sofrendo, mas porque Deus tinha promessas importantes para eles. Quando alguém está em situação de sofrimento e dor, tudo o que ela quer é se livrar e aliviar a dor o quanto for possível. Nesses casos, aceita-se até maquiar as causas, em benefício dos resultados imediatos. É a adoção daquela filosofia: Quem está perdido, não procura caminho!” Qualquer coisa é melhor que nada! Mas isso é uma falsa ajuda, pois alivio temporário está longe de fornecer solução permanente. Gostamos de imediatismo, mesmo que ilusório, mas Deus lida sempre com o permanente, definitivo e eterno. Agar muito bem poderia continuar seguindo no desespero emocional e atribuir a orientação divina e a visão da fonte d’água, como miragens; efeito da insolação e resultados lógicos da falta de água e cansaço. Nesses momentos de extrema dificuldade, o cérebro costuma pregar peças e a pessoa ver o que não existe por puro efeito ilusório da mente confusa. Mas com Deus há uma enorme diferença entre a nossa capacidade ou confusão e seu poder de suprir, sem ilusão e sem miragem. Fazer surgir águas e fontes no deserto e nas rochas e especialidade do Senhor. Isso é até utilizado pelos profetas, como resultados do mover do Espírito de Deus em avivamentos, bem como a manifestação do governo justo de Deus, quando restaura o seu povo, que se converte de fato dos maus caminhos. Os aflitos e necessitados buscam águas, e não há, e a sua língua se seca de sede; eu o Senhor os ouvirei, eu, o Deus de Israel não os desampararei. Abrirei rios em lugares altos, e fontes no meio dos vales; tornarei o deserto em lagos de águas, e a terra seca em mananciais de água. Plantarei no deserto o cedro, a acácia, e a murta, e a oliveira; porei no ermo juntamente a faia, o pinheiro e o álamo. Para que todos vejam, e saibam, e considerem, e juntamente entendam que a mão do Senhor fez isto, e o Santo de Israel o criou (Is 41.17-20). Quero fazer umas pequenas aplicações: As necessidades humanas são verdadeiras, como era a fadiga, o cansaço, a sede, o desânimo, o choro, a decepção e até a proximidade da morte. Isso é real e qualquer ser humano está sujeito a isso. Aceitar essas condições e limitações não nos torna fracos, mas sim humanos. Lidamos com isso, usando de cautela, precaução, sendo previdentes, respeitando a natureza (deserto, sol quente, frio, calor etc); Crente desavisado também morre. Não se cuidar é irresponsabilidade e exigir milagres depois, pode se tornar em decepção. Deus e capaz de suprir em qualquer lugar e situação, ele não conhece limites e nada é capaz de frustrar seus planos. Deus providencia e mostra solução, mas a pessoa precisa ter um odre para encher para se saciar e salvar o próximo, como fez Agar. Esperar a água já na boca e querer demais; sempre tem uma parte que compete a nós. Precisamos estar preparados para quando a provisão chegar podermos colher e desfrutar, senão podemos perder a bênção.

 

Obrigado, senhor, por mostrar a fonte e nos dará forças para chegar até ela, e assim sermos saciados com a tua graça e trabalhar os recursos para abençoe também aos outros que estão conosco na mesma caminhada e podem estar até mais desfalecidos que nós. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

De Olhos Abertos

Meditação do dia 24/09/2018

 “E abriu-lhe Deus os olhos, e viu um poço de água; e foi encher o odre de água, e deu de beber ao menino.”  (Gn 21.19)

 De Olhos Abertos – Agar estava chorando, desesperada, sentada no chão e olhando para o que não queria ver e não gostaria de ver. Só por isso já podemos dizer que ela estava com o foco errado. Onde ela concentrou seu olhar e sua atenção era onde estava o problema e não onde estava a solução. O problema ela já conhecia, já sabia sua dimensão e os danos que ele provocaria em sua vida pessoal e nos sonhos que ela alimentara no coração, sonhos esses, dados por Deus, concebidos em oração e angústia espiritual. Os meus problemas também eu conheço, eles me assustam e para muitos deles eu estou consciente de que não tenho as soluções e respostas. Acredito que vocês também. Então por que continuamos focados nos problemas? Porque somos humanos! Para andar acima disso, é preciso andar pela fé, porque aí são caminhos mais altos que os nossos, oriundos de pensamentos mais elevados que os nossos. Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos (Is 55.8,9). Deus abriu os olhos de Agar para ver o que até então ela não vira. Uma fonte de recursos que se exercido a fé no tempo certo, teria produzido alegria e contentamento. Como tantas vezes eu já pensei: O poço não estava ali antes! Pode ser. Mas o mesmo Senhor que fez esse poço surgir agora, já poderia também tê-lo deixado antes, porque para ele isso não faria nenhuma diferença. Agar era quem estava com os olhos fitos noutra direção e a cabeça voltada para as soluções que não resolveriam. As experiências dessas revelações são muito coerentes nas Escrituras. Somente quando a pessoa volta sua atenção para aquilo que Deus está fazendo ou atenta para a Palavra de Deus e escuta o que ele diz, é que se torna revelação de fato para ela e para nós. Moisés ficou olhando por um bom tempo para a sarça ardendo, até que tomou a iniciativa de ir ver de perto; foi então que Deus falou com ele e revelou todo o projeto da libertação do povo. Os magos do oriente seguiram a estrela até onde ela desapareceu e eles se viram na obrigação de consultar as Escrituras, que deu as pistas de onde seria e de novo a estrela apareceu. Fecho hoje, com um dos meus textos prediletos para orar a Palavra: Para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê em seu conhecimento o espírito de sabedoria e de revelação; tendo iluminados os olhos do vosso entendimento, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação, e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos (Ef 1.17,18).

 

Obrigado, Senhor, por abrir os meus olhos para contemplar as maravilhas da tua lei e as excelentes revelações do teu amor. Mantenha-nos focado na tua verdade e nos propósitos que nos foram dados, porque a tua Palavra é infalível. Abra, ó Senhor os nossos olhos, para vermos o que precisamos e não que queremos. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Levanta o Menino

Meditação do dia 23/09/2018

 “Ergue-te, levanta o menino e pega-lhe pela mão, porque dele farei uma grande nação.”  (Gn 21.18)

 Levanta o Menino – Não são poucos os meninos ou crianças na Bíblia que desempenharam papeis muito relevantes na história do povo de Deus. Os propósitos do Senhor são geracionais e passam portanto, de pai para filho e assim, as crianças, são herdeiras de um legado muito importante e quando crescem, geram filhos que por sua vez estão dentro de uma aliança de bênção e com um papel a cumprir. Não por acaso, temos muitos exemplos de crianças que ao nascerem já tinham um ministério designado e específico, incluindo até o seu nome dado por Deus, por antecipação, alguns no anúncio de sua concepção e outros até com muita antecedência, como foi o caso do rei Josias. Um homem de Deus profetizou para o rei Jeroboão de forma tão específica, com o nome e o que ele faria naquele altar em que o rei estava ofendendo a Deus com sua idolatria. Estamos falando de trezentos anos antes. E ele clamou contra o altar por ordem do Senhor, e disse: Altar, altar! Assim diz o Senhor: Eis que um filho nascerá à casa de Davi, cujo nome será Josias, o qual sacrificará sobre ti os sacerdotes dos altos que sobre ti queimam incenso, e ossos de homens se queimarão sobre ti (! Rs 13.2). Outras crianças que já nasceram com nome determinado por Deus foram Isaque, Ismael, Sansão, João Batista e Jesus; pode ser que algum me tenha fugido da memória no momento. Outros se destacaram quando ainda eram bem novos, e podemos lembrar de José, filho de Jacó, que foi separado de seus irmãos, aproximadamente na mesma idade que estava Ismael; Moisés, desde bebê já teve sua vida marcada pela expectativa de ser alguém que faria diferença para o seu povo, e fez. Mas não se pode esquecer a importancia de Miriã ao vigiar a cesta no rio e convencer a princesa a contratar a própria mãe para criar o menino para ela. Na história do profeta Eliseu, se destaca a cura do leproso general siro, Naamã, que foi influenciado por uma menina de Israel, à serviço em sua casa. E saíram tropas da Síria, da terra de Israel, e levaram presa uma menina que ficou ao serviço da mulher de Naamã. E disse esta à sua senhora: Antes o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria; ele o restauraria da sua lepra(2 Rs 5.2,3). Davi, era ainda um garoto quando entra na história e em termos de heroísmo, foi nessa fase de idade que ele derrubou o gigante Golias. No Novo Testamento, André encontrou um garoto com um lanche que foi multiplicado por Jesus para abençoar milhares de pessoas. O próprio Senhor Jesus, aos doze anos no templo falando com os sábios mestres judeus. Quando Pedro foi solto milagrosamente da prisão em Jerusalém nas primeiras perseguições, foi uma menina, chamado Rode, que o recebeu na porta da casa onde todos estavam reunidos. Um sobrinho de Paulo, ajudou desmontar uma armadilha para assassinar seu tio. Timóteo foi chamado para o ministério ainda bem garoto. Em Filipos uma grande obra aconteceu quando Paulo e Silas libertou uma jovem oprimida por espírito de adivinhação e assim nasceu a igreja dos Filipenses. Jesus amava as crianças e elas o cercavam e as pequeninas vinham no seu colo, o que indica identificação, porque crianças reconhecem carisma e se afastam de aparências ameaçadoras; elas são sinceras por natureza. Uma das mais pesadas expressões de juízo, citado por Jesus em seus ensinamentos, se refere a abuso infantil. Mas, qualquer que escandalizar um destes pequeninos, que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do mar. Vede, não desprezeis algum destes pequeninos, porque eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre vêem a face de meu Pai que está nos céus. Assim, também, não é vontade de vosso Pai, que está nos céus, que um destes pequeninos se perca” (Mt 18.6,10,14). Tudo isso mostra aquela atenção dada pelo Senhor a Agar, em relação a Ismael; ela precisa se erguer primeiro, para depois levantar o seu filho. Não podemos dar o que não temos e também como animar alguém e ajuda-lo a perseverar crendo quando nós mesmos estamos desanimados e descrentes, prostrados? As intenções de Deus continuavam as mesmas e tão firmes quanto antes, apenas Agar estava desistindo e permitindo que Ismael ficasse exposto à derrota e aceitasse aquilo como o fim de um sonho bonito, mas que durou pouco. Pais e cristãos vencedores impulsionam as novas gerações para vitórias maiores e mais significativas do que eles mesmos conseguiram. Isso faz parte do legado, pois preparamos o terreno, semeamos boas sementes e cuidamos delas, para que em seus dias eles tenham colheitas abundantes e também deixem suas marcas e seus legados. Não desista! Levante-se primeiro e depois levante seus herdeiros, biológicos ou espirituais, todo cristão gera filhos para cumprir os propósitos divinos.

 

Senhor, te rendemos graças pelas nossas experiências contigo e pela possibilidade de transmitirmos um legado bom e permanente à nossos filhos, biológicos e espirituais, através do testemunho de vida e do discipulado. Obrigado por escolher nossos filhos para serem a próxima geração de vencedores e que levarão o teu nome a todos as nações e fazê-lo conhecido e adorado. Agradecemos, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason