A curiosidade de Sara

Meditação do dia 14/08/2018

 E disse: Certamente tornarei a ti por este tempo da vida; e eis que Sara tua mulher terá um filho. E Sara escutava à porta da tenda, que estava atrás dele.”  (Gn 18.10)

 A Curiosidade de Sara – Esse título é por minha conta. Dizer que Sara estava curiosa para ouvir a conversa de Abraão com aqueles visitantes especiais é uma criatividade minha, mas não creio que estarei ofendendo o apreço e admiração que todos temos por ela. Mas convenhamos que se estivéssemos naquela mesma situação, certamente gostaríamos de nos manter informados, afinal não é todo dia que alguém recebe visitas angelicais ou celestiais em casa para um almoço e ainda se demoram numa conversa cordial e eles não tem o hábito de saírem por aí sem destino, sem lenço e sem documentos, passeando sem uma agenda de interesses do Reino de Deus. As visitações que temos descrito nas Sagradas Escrituras, são muito precisas e eles vem, fazem ou falam o que lhes foram determinado e já estão de partida. Sendo ela a herdeira da promessa do Senhor Deus com a responsabilidade de participação ativa na geração do filho que seria a continuidade das alianças e bênçãos, ela entendia que aquela não era uma visita só de cortesia, e claro, gostaria de saber em primeira mão, resguardando-se na ética e boas maneiras da sua época. Tem algo que gosto muito de pensar em quanto as promessas de Deus estão disponíveis para alguém e isso está dentro de um contexto humano, que me deixa intrigado e feliz. O fator tempo, que exerce uma influencia muito  grande nas pessoas, querendo ou não estamos conscientes de nossa fragilidade e mortalidade que interrompe planos e projetos. Nesse caso, me refiro ao fato de ninguém ter garantias de que o amanhã lhe pertença; não só o amanhã, mas o futuro, quer próximo ou remoto. Abraão e Sara por muitos anos viveram na expectativa de gerarem um filho e verem suas gerações tomarem forma. Agora ele avistando o centenário de vida e Sara embora dez anos mais nova, já era uma anciã. Como a promessa não havia se cumprido, ainda estava em tempo. Quando esses visitantes se apresentam e com as credenciais que tinham, avisam duas coisas que quebram essa barreira limitativa do tempo, fico muito feliz porque sai da normalidade. Abraão recebeu a informação que no próximo ano, receberia outra vista de Deus; ou seja, no mínimo, até o ano que vem está sendo garantido o direito de estar vivo e em condições de receber outra visita. Quem de nós já recebeu alguma promessa, de alguém que pode garantir que o ano que vem, nesse mesmo tempo acontecerá comigo alguma coisa? Isso é um certificado de garantia. A outra boa notícia é que até lá, Sara iria ter um filho. Agora era fato físico e material com data marcada. Toda e qualquer promessa de Deus é obra da sua graça e devemos ser agradecidos e vivenciar a experiência com muita alegria e gratidão. Hoje a grande promessa que muitos buscam ouvir, é que a volta do Senhor Jesus está próxima o suficiente, para que sejam apanhados ainda vivos; não sei se a alegria de participar da transformação e arrebatamento, ou se estão camuflando o medo de morrer. A grande garantia que precisamos, já temos, é a fidelidade de quem fez as promessas e especialmente as garantias que deu – o Espírito Santo conosco como penhor da sua herança. Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa; O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória (Ef 1.13,14).

 

Pai, como Sara, desejamos muito ouvir e participar da comunhão contigo e receber em primeira mão as boas novas de que estamos dentro dos teus planos e propósitos. Ainda que tenhamos as limitações próprias dos humanos, estamos confiados em alguém muito acima dessas fraquezas e impossibilidades. Somos gratos pela manifestação misericordiosa do teu amor. Em Cristo somos mais que vencedores e felizes de servir ao Todo Poderoso. Ele, seja a glória e a honra em todo tempo. Amém.

 

Pr Jason

Sara na Cozinha

Meditação do dia 12/08/2018

 E Abraão apressou-se em ir ter com Sara à tenda, e disse-lhe: Amassa depressa três medidas de flor de farinha, e faze bolos.”  (Gn 18.6)

 Sara na Cozinha – Lugar de mulher é na cozinha? Biblicamente falando, lugar de mulher é ao lado do marido, da família, da nação, do reino de Deus, em missões, na igreja e onde mais Deus enviar. As conveniências humanas e culturais limitaram ou delimitaram espaços para isso e para aquilo, para esse tipo de pessoas, para esse nível de idade e tantos outros limites que todo mundo ficou limitado. Não defendo e não fico debaixo de nenhuma bandeira, exceto uma: E Moisés edificou um altar, ao qual chamou: O SENHOR É MINHA BANDEIRA (Ex 17.15). Já escrevi antes, que o nosso trabalho é também o nosso ministério; o nosso lugar de trabalho é o nosso campo missionário. Todos os nossos dons naturais, habilidades e capacidades são dons de Deus a nós confiados para nos realizarmos como pessoas e levantar o nosso sustento e a fonte número um da nossa prosperidade. Todo trabalho é dignificante e deve ser feito com gratidão e prazer porque faz parte do nosso culto e da nossa mordomia responsável. Servir com nosso trabalho e habilidades é uma bênção. Amei esse texto e até escrevi uma meditação sobre esse mesmo versículo falando sobre Abraão e agora o faço sobre
Sara; porque tem aqui oportunidade de edificação legítima e espiritual. Por um lado, vemos uma situação de emergência e onde se faz necessário o improviso e acima de tudo a colaboração de todos para um bem maior. O casal da fé recebeu uma visita inesperada e precisava providenciar uma refeição digna e rápida e então senhores e servos, empregados e patrões se puseram a trabalhar em harmonia e o objetivo era suficiente para ninguém se impor ou importar com a “posição social.” Sara, a fina senhora, de rara beleza e esposa do homem de negócios e senhor de muitas pessoas de serviços, foi para a cozinha fazer bolos e pães, certamente ajudada por servos e servas; Abraão foi para o curral ajudar no abate e preparo de carnes para servir o quanto antes e ainda fazer o dever de casa como bom anfitrião. O texto Provérbios 31.10 à seguir, escrito pelo rei Salomão, que descreve uma mulher virtuosa, aponta uma senhora, esposa, mãe, amiga, empreendedora, criativa, benemérita e aplaudia por familiares, amigos e conhecidos. Ela ainda hoje, botaria muita gente boa no chinelo, em termos de liderança, capacidade e desenvoltura, sem tendência alguma de ser rotulada para qualquer dos extremos de desculpas esfarrapadas que encontramos por aí. Outro detalhe, muito importante, que infelizmente está incrustrado no mais íntimo da cultura brasileira e que é antibíblica e prejudicial para a bênção de Deus na vida das pessoas. Historica e ideologicamente, adotou-se a filosofia de que o trabalho é um castigo, uma espécie de maldição e que se deve evitar ou se livrar-se dele o quanto antes. Querem ficar ricos “para nunca mais trabalhar na vida!” preste atenção nas entrevistas da população nas portas das lotéricas quanto a mega sena está acumulada e veja os planos de onde em cada dez entrevistados. Não é à toa que o verso predileto dos brasileiros no hino nacional é: “deitado eternamente em berço esplendido, ao som do mar e à luz do céu profundo!” O trabalho veio antes do pecado e foi dado ao homem para desenvolver suas habilidades e capacidades e suprir honestamente suas necessidades e administrar o que Deus lhe confiou. Deus trabalha até hoje, Jesus também trabalha e o povo de Deus é estimulado a ser diligente, laborioso, inovador, progressista, criativo e inventivo. Irmãs e irmãos, o fato de terem muitos bens ou renda, não justifica a ociosidade e má gestão. Alguém nasce rico, mas não preguiçoso e pessoas podem crescer e atingir níveis inimagináveis pelo trabalho, estudo, diligencia e boa administração do que Deus lhe confia. Sara, botou a mão na massa, literal e figuradamente. As pessoas a quem Deus chama e confia grandes responsabilidades na totalidade são trabalhadoras, estão sempre ocupadas e sempre disponíveis a servir.

Pai, obrigado pela oportunidade de trabalhar e servir. Graças pelos dons e habilidades, para que a igreja seja edificada pelo ministério de cada um dos irmãos, servindo nos limites de suas vocações. A igreja do Senhor Jesus, não se apega a bandeiras, rótulos ou causas que denigrem a imagem e a semelhança do Senhor com a qual fomos criados. Reconhecemos que os teus planos e propósitos são perfeitos para todos e juntos faremos mais e melhor. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Isaque Filho de Sara

Meditação do dia 11/08/2018

 A minha aliança, porém, estabelecerei com Isaque, o qual Sara dará à luz neste tempo determinado, no ano seguinte.”  (Gn 17.21)

 Isaque filho Sara – Quando eu era garoto com menos de 15 anos, estava trabalhando na horta com meu irmão, preparando uma terra e deparamos com um pedaço de madeira ficando no chão e tentamos puxar e não conseguimos; então cavamos superficialmente e também não deu para arrancá-lo e cavamos fundo e parecia não abalar e então com um gracejo sugeri para meu irmão: “Será que isso não é o eixo da terra?” Me lembrei disso, ao pensar nas alianças divinas descritas na Palavra de Deus, pois quanto mais medito, mais estudo ou ouço ensinos e pesquisas sobre elas, mais profundas elas se tornam. Agora isso não engraçado, mas é construtivo e muito precioso saber que os termos de Deus no seu compromisso com o seu povo é verdadeiramente profundo. Quanto mais cavamos, mas firmes elas se tornam e mais fundamentos se apresentam. O caminho até o Calvário é muito bem sedimentado, tem bases inabaláveis e estão todas firmadas no caráter santo, justo e perfeito de Deus. Quando Deus falou com Abraão e Sara que estaria fechado uma aliança com eles, com garantias eternas, de geração em geração, os estabelecendo como seu povo e por toda a eternidade ele estaria ali cumprindo o acordo celebrado. Era para Abraão e Sara e ainda que inicialmente eles não entenderam bem e deram passos para produzirem carnalmente e com arranjos humanos, não obtiveram sucesso e foram levados aos extremos de suas possibilidades até todas elas estarem completamente esgotadas. É o princípio da vida que nasce da morte. Enquanto a velha criatura não morre, não dá espaço para a nova no poder do Espírito e em santidade e eternidade. Isso vale para o novo nascimento e também para a consagração em todos os aspectos do nosso relacionamento com o eterno. Deus faz uma promessa e já nos lançamos de corpo e alma e mais de corpo do alma, para fazer acontecer e nos deparamos com o fracasso, a desilusão e esterilidade, até cedermos e permitir que a graça divina faça a sua obra. Primeiro Deus trabalha em nós, para então trabalhar através de nós. Teoricamente sempre soubemos que o que SOMOS e infinitamente maior e mais importante para Deus do que o que FAZEMOS. Mas na prática… Aqui está o Senhor falando com o casal e já confirmando a aliança com Isaque, que na prática ainda não existia fisicamente, apenas na fé dos pais e nos planos de Deus. Entendo como uma afirmação muito forte de Deus, para eles ao afirmar: A minha aliança, porém, estabelecerei com Isaque, o qual Sara dará à luz neste tempo determinado, no ano seguinte. A aliança era com Isaque, o filho de Sara, que nasce o ano que vem. Gente, o propósito de Deus é muito firme! Não é do nosso jeito e nem do nosso modo e muito menos no nosso tempo. Quando findam os recursos e limites humanos, aparece a oportunidade da manifestação da graça e do poder daquele que tudo pode. Em Cristo, estamos dentro dessa aliança e particularmente há ações personalizadas de Deus com cada um de nós e nesse contexto, as coisas também vão acontecer do modo dele. Apenas cria e viva a experiência de se mover no sobrenatural.

 

Graças de dou, Senhor, por tua fidelidade e grandeza de propósitos. Tu és fiel e justo para fazer acontecer aquilo determinaste por tua graça. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Sarai não! Sara

Meditação do dia 10/08/2018

 Disse Deus mais a Abraão: A Sarai tua mulher não chamarás mais pelo nome de Sarai, mas Sara será o seu nome. Porque eu a hei de abençoar, e te darei dela um filho; e a abençoarei, e será mãe das nações; reis de povos sairão dela.”  (Gn 17.15,16)

 Sarai não! Sara – Amamos dizer e até em oração: “O Deus de Abraão…” mas ele também é o Deus de Sara, como fora de Abrão e Sarai. A história é a de um casal que escolheu andar com Deus e nessa caminhada, sucederam-se fases e em cada uma houve revelações aos seus corações e aos nossos. Espiritualmente são nossos pais e a herança deles é a nossa; a história deles antecede a nossa. O solo onde pisamos como vencedores em Cristo, já foi pisado por eles e daí vem a nossa admiração, respeito e reverencia para com nosso ancestral espiritual, que faremos bem em imitar e prosseguir no desenvolvimento de tudo que herdamos. O Deus da nossa fé é um Senhor geracional e por isso valoriza tanto a família, pois a única maneira certa de haver geração sucedendo geração é por meio de famílias. Para Deus e para os da fé, família é diferente de ajuntamento de pessoas com base em relacionamentos de conveniência. Marido e mulher, casais, pais e filhos de modo harmônico, piedoso e reverentes, sucedem-se em gerações abençoadas e abençoadoras. Algumas convicções errôneas adotadas socialmente com mentalidade mundana, em certas culturas e a nossa não fica de fora disso, por vezes reconhece o direito de apenas um dos cônjuges, como sendo aquele que tem direito a bênção, à herança espiritual, à autoridade e com isso enfraquecem os vínculos das veredas antigas de Deus, que são aqueles marcos que nunca devem ser mudados de lugar. Não removas os antigos limites que teus pais fizeram (Pv 22.28). Quando Deus chamou Abrão, também chamou Sarai; quando fez alianças e reiteradamente as confirmou, também a esposa foi inclusa; quando o Senhor mudou o nome dele para Abraão, para validar e demonstrar a grandeza de suas promessas, também mudou o nome dela para Sara, porque ela também seria abençoada, também seria protagonista da bênção e da herança e das alianças celebradas pelo Altíssimo, o Possuidor dos Céus e da Terra! A promessa de ter um filho não era só de Abraão, caso contrário, Ismael estaria dentro dos limites. Sara, também estava contida na promessa de gerar filhos e ser a mãe de nações e de reis. As mesmas promessa foram dadas aos dois e reconhecer isso é uma alegria. Quando na Nova Aliança, vem o reconhecimento de que em Cristo não há diferença e nem acepção de pessoas, Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa(Gl 3.28,28), é uma maravilhosa confirmação de que Deus faz todas as coisas justas, equilibradas e são os humanos que inventam suas condições que acabam baixando o nível do projeto original de Deus. Como Deus não muda, as bênçãos de Deus ainda são para toda a família, de todos que são chamados. É Deus quem muda as nossas histórias, nos dá um novo nome e reescreve o roteiro para que o futuro seja de vitórias e conquistas, para os irmãos e as irmãs. Creia nisso!

 

Senhor, Criador de todos nós, e aquele que pode mudar as nossas vidas e nossas histórias além das conveniências dos homens. Obrigado por construir sobre a base de famílias e de herdeiros que se sucedem sempre na bênção do Senhor. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Faça o que você quiser

Meditação do dia 09/08/2018

E disse Abrão a Sarai: Eis que tua serva está na tua mão; faze-lhe o que bom é aos teus olhos. E afligiu-a Sarai, e ela fugiu de sua face.”  (Gn 16.6)

Faça o que você quiser – Estamos diante de outra entre tantas situações que a idéia central da nossa meditação poderia ser Abraão e não Sarai. Mas vou manter a trilha porque desejo lidar com as questões familiares e decisórias que ocorrem diariamente nos lares de milhares de pessoas e igualmente nos lares cristãos. Ainda que hoje tenhamos uma mentalidade mais voltada para a parceria e a divisão de tarefas e responsabilidades, acontece que não é anormal vemos importantes decisões sendo deixadas sobre os ombros de um dos cônjuges, para decidir sozinho e valer por toda a família. Aquele conceito patriarcal da antiguidade que fazemos questão de dizer que “naqueles tempos” era o homem que mandava e desmandava e a esposa só dizia sim, sim e não tinha oportunidade e nem vez. Salomão discordava disso e disse que “não a nada novo debaixo do céu e tudo que é, também já foi e aquilo que há de vir, também foi em tempos passados.” (Ec 3.15 nas minhas palavras). Vimos que Sarai ficou chateada com o deboche da serva e veio reclamar com Abraão para que ele desse um jeito e botasse as coisas nos seus devidos lugares e ele ao que parece, disse: “Isso é coisa mulher e tem à ver com gravidez, enjoos, pirraça e tudo mais, resolva você mesma e o que fizer para mim tá bom, querida!” Ou seja, ele pulou fora e deixou a batata quente na mão da esposa. Agora quero dizer sobre uma linha de pensamento, que nos é familiar na Bíblia e na verdade é o que regulamenta o procedimento cristão em termos de conduta e testemunho cristão. Sarai agiu de forma legal e dentro dos limites permitidos naquele tempo e não estou dizendo que foi certo ou errado, espiritual ou carnal e nem tampouco temos procuração para tal. Mas contextualizando o acontecido lá atrás, com o que é esperado de nós hoje, como servos de Deus, consagrados à Cristo e comprometidos com um reino diferenciado das leis e culturas dos homens, vamos dizer que temos responsabilidade de agir de modo diferente do que Sarai agiu. Desde os dias de Jesus Cristo aqui na terra e seguindo os ensinamentos apostólicos, o padrão cristão, não oferece margem para uma irmã, afligir, torturar, maltratar uma empregada, servidora ou prestadora de serviço. Não estamos pensando em leis trabalhistas, aspectos jurídicos e coisas parecidas. O valor e a dignidade que Deus atribui às pessoas, faz com que no reino de Deus e estamos pensando na igreja, como Embaixada do Reino, tal comportamento é inaceitável. Vós, servos, obedecei a vossos senhores segundo a carne, com temor e tremor, na sinceridade de vosso coração, como a Cristo; Não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus; Servindo de boa vontade como ao Senhor, e não como aos homens. Sabendo que cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer, seja servo, seja livre. E vós, senhores, fazei o mesmo para com eles, deixando as ameaças, sabendo também que o Senhor deles e vosso está no céu, e que para com ele não há acepção de pessoas” (Ef 6.5-9). Lá podia e agora não? Não se trata de de lá e cá, antigo e moderno; Vivemos na era da graça e temos mais luz, mais conhecimento de Deus, da sua vontade, do seu caráter e ainda somos a própria morada de Deus em Espírito para nos guiar em toda a verdade. Não se julga e nem avalia ações e palavras dentro de um contexto humano com tão grande distancia cronológica e cultural. Uma irmã do século 21 não pode se medir com Sarai que viveu a mais de quatro mil anos e fazer uso de artifícios para sacramentar comportamento e especialmente atitudes ruins. Sarai, tanto quanto eu e você e qualquer um, prestará conta diante do Senhor pelos atos pessoais e Deus vai honrar e premiar o esforço de fé e piedade de quem faz o melhor para glória dele.

Senhor, desejamos aprender e copiar atos de bondade e de fé e evitar aquilo que à luz do Evangelho que conhecemos hoje, não agrada ao Senhor e nem dignifica as pessoas que foram criadas à tua imagem e são amadas, aceitas e acolhidas por ti. Jesus sim é um modelo perfeito e que pode ser imitado e copiado na íntegra. Em nome dele é que oramos pedindo sabedoria para  darmos um bom exemplo e um testemunho que guia pessoas para mais perto de ti, amém.

Pr Jason

Ninguém mete a Colher

Meditação do dia 08/08/2018

Então disse Sarai a Abrão: Meu agravo seja sobre ti; minha serva pus eu em teu regaço; vendo ela agora que concebeu, sou menosprezada aos seus olhos; o Senhor julgue entre mim e ti.”  (Gn 16.5)

Ninguém mete a colher – Algo até divertido e edificante é prestar atenção nos personagens bíblicos e ver suas crises e carências e chegarmos à conclusão de que desde que o mundo é mundo, os problemas só mudam de endereço e data, mas ainda são os mesmos. Não foi à toa que o sábio Salomão disse que não há nada novo debaixo do céu. Aqui em nossas lidas familiares, dizemos que em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher; e eis que estamos vendo Sarai e Abrão numa “DR” (discutir a relação) séria e a irmã quer que o marido dê um jeito de resolver um agu de caroço que os dois criaram. Quero que apreciem a meditação e façam bom proveito para crescerem e aprenderem a lidar com situações complexas que não aceitam soluções simplistas. Outra coisa que devemos prestar atenção é no fato de que ter família e ter discussões em família e questões para resolver, não desqualifica ninguém para servir a Deus e muito menos ser ministro e obreiro cristão. Nosso pai da fé e sua digníssima esposa, que são ícones para nós e modelos de fé e caminhar com Deus também sobreviveram aos dilemas e questões domésticas. Quando qualquer um de nós, como foram com os personagens bíblicos cometemos erros, deslizes e até caímos em situações embaraçosas, simplesmente comprova o que Deus criou e teimamos em não levar em conta: somos humanos, somos falhos e temos carências e mesmo assim Deus nos ama, nos chama e nos capacita a servir a ele e ao corpo de Cristo. Quem criou o casamento, a família e os relacionamentos foi o Senhor Deus, o amigo de Abraão, a quem ele chamava de Altíssimo, o possuidor dos céus e da terra. Acredito que eu e muita gente boa, gostaria que as linhas dessa história contivesse as respostas para a solução definitiva que Abrão teve e como ele e a esposa se saíram dessa enrascada; mas não sei se você já notou, mas parece que Deus não apareceu com uma solução pronta e certa e nem ao menos se apressou a interferir na situação em benefício de um ou de outro. Crescemos com as dificuldades e aprendemos muito ao lidar com a adversidade e especialmente quando somos parte do problemas e Deus entende que então devemos também ser parte da solução. Sarai foi criativa e engenhosa para contornar o problema da esterilidade pessoal e agora teria que ser criativa para resolver uma questão que parecia um efeito colateral inesperado para ela. Ser livre para tomar decisões é uma bênção, mas decisões trazem consequências e para estas não temos liberdade de escolha; temos que assumir as responsabilidades.

Senhor, sabemos do final dessa história e como Abrão e Sarai cumpriram seus papeis e com louvor; mas no momento as coisas eram mais sérias. Dá-nos sabedoria para vivermos bem como família e lidarmos com as questões que são passageiras, mas se não agirmos no tempo e na maneira certa, pode afetar o tempo e a eternidade nas nossas experiências. Obrigado pela ajuda através do Espírito Santo. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Sarai sentiu o Desprezo

Meditação do dia 07/08/2018

E ele possuiu a Agar, e ela concebeu; e vendo ela que concebera, foi sua senhora desprezada aos seus olhos.”  (Gn 16.4)

Sarai sentiu o desprezo – Usando os mesmos pesos e mesmas medidas, afirmo que não gosto de ser desprezado e concluo que as outras pessoas também não gostam. Então quando leio esse texto das Escrituras e vejo a situação de Sarai me ponho a refletir em quão desagradável é passar por uma situação em que não se tem armas suficientes para lutar e sair sem ser atingido. Precisamos fazer justiça, que Sarai procurou confusão com as próprias mãos, ao envolver Agar, uma escrava estrangeira numa situação de intimidade e de relevância espiritual tão grande. Mas como não temos como saber como as coisas vão se suceder no futuro até que esse futuro chegue, temos que então conviver com os resultados de nossas decisões. Imaginando que Agar fosse uma jovem, nova, inexperiente na vida, imatura e sem habilidades de ética e bons modos sociais, mas sabedora que a sua senhora, embora fosse uma mulher rica, poderosa, linda a ponto de ser cobiçada até for faraó o rei do Egito; mas com uma fragilidade muito grande – estéril! Agora, de certa forma, Sarai queria se valer da escrava para conceber por ela e quando isso se concretizou, a escrava se viu em uma enorme vantagem sobre ela. Sarai tinha tudo, mas não tinha nada, já que não podia conceber; Agar não tinha nada, nem mesmo direito sobre sua vida e sua intimidade pessoal, mas tinha tudo, por não só podia gerar filhos, como estava grávida. O que poderia unir as duas e fazerem delas as maiores amigas e compartilharem juntas em comum o que cada uma tinha de melhor; na verdade as afastou diametralmente uma da outra à tal ponto das relações se desintegrarem totalmente. Fico imaginando a serva esnobando a senhora, se negando a servir “porque estou grávida!!” ou se ostentando como dizemos, insinuando para a patroa que está “enjoada,” “com desejos…” exibindo a barriga, acariciando-a na frente da senhora, só para provocar e irritar…. “Ah! Estou sentido… desculpe senhora Sarai, me esqueci que a senhora não sabe o que isso, né?” Olha, anos mais tarde, o rei Salomão disse o seguinte: Por três coisas se alvoroça a terra; e por quatro que não pode suportar: Pelo servo, quando reina; e pelo tolo, quando vive na fartura; pela mulher odiosa, quando é casada; e pela serva, quando fica herdeira da sua senhora” (Pv 30.21-23). Salomão categorizou como uma coisa insuportável, acima de algo que transtorna o mundo – uma serva que se torna herdeira de sua senhora. Quero deixar aqui o meu registro de que não responsabilizo e nem inocento a serva de Sarai, e nem a própria Sarai. Cada um tem que responder e assumir suas cotas de responsabilidades e aprender a lidar com as consequências dos próprios atos. A Bíblia e os registros sagrados não imputam nada à Agar, e o consenso é que Abrão e Sarai se valeram de suas condições e impuseram uma situação em busca de uma solução que vieram a saber depois que só Deus faria, e no tempo e no modo dele. Fazer a corda quebrar do lado mais fraco, é muito fácil, mas nem sempre é a verdade verdadeira e nem é a solução ideal para alguém que se coloca como pessoa de Deus. Cuidado com abuso de poder, imposição autoritária disfarçada de espiritualidade. A verdade é sempre a melhor solução e é libertadora.

 

Pai amado, para nós hoje, queremos andar na verdade e sem desviar nem para a direita e nem para a esquerda e não desejamos oprimir e nem impor sobre outros as nossas vontades. Reconhecemos um só Senhor e um só Deus; todos os demais somos irmãos e estamos a teu serviço. Oramos por humildade e submissão à tua vontade. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Sarai e Agar

Meditação do dia 06/08/2018

 “Ora Sarai, mulher de Abrão, não lhe dava filhos, e ele tinha uma serva egípcia, cujo nome era Agar.”  (Gn 16.1)

Sarai e Agar – Já ouvi um provérbio popular, que dizia: “Quer conhecer o Inácio, ponha-o no palácio.” A verdade moral por trás dessa sabedoria é que uma pessoa muda de comportamento quando adquire uma posição de poder ou autoridade. Essas mudanças nem sempre são para o bem, pois o orgulho, a arrogância e a presunção de que é melhor ou mais capaz que as demais, pode levar à ruína. Entre as muitas propriedades de Abrão e Sarai, estavam pessoas de serviços, escravos; e uma dessas pessoas era uma egípcia, quem sabe, até dada de presente pelo faraó, na última estadia deles lá. Parece que a patroa teve uma brilhante idéia, mas a serva não tinha como se defender ou dizer não a tais planos e mas provavelmente ela poderia tirar algum proveito da situação. Pensando dentro do contexto da época, Agar teria que que se submeter a qualquer tipo de ordem que recebesse de seus senhores, ainda que isso atentasse contra sua vida ou integridade moral e física. Além de que as questões culturais sobre concubinato, e etc. tinha certos aspectos legais ou pelo menos aceitos e praticados. Sarai, entendeu que através da serva, ela poderia vir a ter um filho, já que a propriedade dela sobre Agar lhe daria direito de propriedade sobre os filhos dela. Caso o filho da serva fosse então com o seu Senhor (Abrão) seria apenas uma questão de legitimar a criança, já havia o consentimento de ambos. Aplicando espiritualmente isso era na verdade uma forma humana, racional de resolver uma questão espiritual na qual Deus e sua promessa estavam envolvidos e Abrão e Sarai, entraram em acordo entre si, mas não entre eles e Deus. Não é porque duas pessoas adultas, responsáveis e de livre e espontânea vontade decidem fazer algo que isso se torna certo, ou ganha o direito de legitimidade divina. As formas como os homens olham para as questões espirituais e fazem suas deduções, nem sempre são tão espirituais como suas intenções. Ali, o que aconteceu foi que o relacionamento entre as duas nunca mais foi o mesmo. Podemos aceitar que a serva se tornou prepotente e passou a menosprezar a sua senhora, que se sentiu no direito de agir energicamente para corrigir e resolver as diferenças. Como sabemos sobre o peso cultural sobre os ombros de uma mulher que não gerava filhos, e Sarai vendo a serva egípcia engravidando na primeira tentativa; só isso já valia um sentimento de menosprezo, quer a serva agisse assim ou não. A oração teria sido um recurso melhor antes de uma decisão tão importante, que precisa ser levado em conta ainda hoje, por irmãs, e irmãos que juntos decidem sobre suas vidas e se isso envolver outras pessoas também, maior ainda a responsabilidade.

 

Senhor, não permita que um grande e legítimo desejo, amparado por uma promessa, se transforme em tristeza e quebra de relacionamentos, por não te consultar em tempo. Guie-nos em todo tempo, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Qual o Preço da Bênção?

Meditação do dia 05/08/2018

 E fez bem a Abrão por amor dela; e ele teve ovelhas, vacas, jumentos, servos e servas, jumentas e camelos. Feriu, porém, o Senhor a Faraó e a sua casa, com grandes pragas, por causa de Sarai, mulher de Abrão.”  (Gn 12.16,17)

 Qual o preço da Bênção? – A procura imediata de quem está com dor ou aflição é buscar o alívio. Mas todas as decisões tem suas consequências e consequentemente suas responsabilidades. Ao meditarmos nas ações que aconteceram com nosso casal de patriarcas, isso nos leva à reflexões de como precisamos ser cautelosos e responsáveis em nossas relações sociais e com as questões da vida e ministério. Abrão queria segurança e boa acolhida numa terra estranha e expôs a sua esposa a uma situação crítica que poderia ter desfechos sérios. Contando com a provisão de Deus para dar livramento e proteção, ao final tudo deu certo e voltaram para casa sãos e salvos. Mas e as consequências para outras vidas que nem foram registradas aqui? Quando alguém busca meios para conseguir benefícios e vantagens, ainda que sejam “bênçãos e vitórias” é preciso considerar que existe outro lado da questão. Quem são as pessoas e ou grupos que sofreram e o que sofreram para que tenhamos chegado nesse ponto? A conversa oficial que Abrão contou para Faraó, era que Sarai era sua irmã e assim o monarca estava se envolvendo com uma mulher livre e por sua “generosidade real” as bênçãos faraônicas vieram para os currais, fazendas e os bolsos do “cunhado.” Mas aquilo que era bênção e fartura e presentes para Abrão, tinha um preço que alguém estava pagando, pois o faraó e sua casa foram feridos com grandes pragas. Eu não gosto de pragas, nem grandes e nem pequenas! Não vemos pragas como sendo algo desejável para qualquer pessoa e especialmente alguém que está acreditando em nós e na nossa palavra. Enquanto alguém contava a pilha de moedas e registrava o aumento das cabeças do seu rebanho, alguém estava refém numa casa estranha, amaldiçoada e cheia de pragas advindas por causa de uma atitude que tanto Abrão, quanto Sarai sabiam a razão. Aquelas próprias pessoas, tidas como cegas espiritualmente e que não conheciam e nem temiam a Deus, tiveram discernimento que todos aqueles males que os assolavam era devido a uma tomada de decisão errada e que envolvia questões espirituais sérias. Certamente Faraó, tinha o hábito de ter o que quisesse, quando quisesse e dentro das suas condições; mas ele viu que mesmo para se envolver com a mulher mais bonita e formosa que ele já vira, não valia pagar o preço de ter sua casa cheia de pragas e a mão de Deus pesando sobre ele e outras pessoas que nada tinha à ver com aquilo. Será que para Abrão conseguir algumas cabeças de gado, presentes e ser socialmente aceito, valia tudo, até sacrificar vidas e expor pessoas ao sofrimento? Qual é o custo daquilo que dizemos ser nossa bênção? No mundo dos negócios e empresarial existe uma máxima muito repetida: “Não existe almoço grátis!” Se alguém está dando de graça, desconto generoso, promoção, brinde etc. Alguém está pagando essa conta. Se alguém não está fazendo nada, alguém está trabalhando dobrado. Se alguém está lucrando demais, alguém está pagando muito ou perdendo nos negócios. Nos caminhos espirituais e ministeriais também vale a lei da semeadura: aquilo que semeamos, isso colhemos. Se não estamos colhendo é porque em algum lugar deixamos de semear. Se estamos colhendo abundantemente sem termos semeados, pode ter certeza que estamos na propriedade errada ou apropriando-nos daquilo que por direito não nos pertence. Qual o preço pago por Sarai, para que Abraão se abastasse? Pensando em família, alguém está sendo sacrificado em demasia para que outros só colham os louros? Os filhos estão sendo sacrificados pelo sucesso dos pais? Na igreja, quem paga o preço e quem recebe as honras? E nos outros âmbitos da vida? Vamos refletir, pode ser que nem tudo que parece bênção ou prosperidade ou crescimento, seja de fato digno de nossa admiração.

 

Senhor, que nossas escolhas sejam justificadas por um caráter parecido com o do Senhor Jesus. Que nossas bênçãos e prosperidade advenha de fontes lícitas, abençoadas e que tenham um rastro de boas para os outros também. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

 

Errata: Referencia meditação dia 03/08/18 = Gn 12.11

Sarai e o Ministério do Marido

Meditação do dia 04/08/2018

 E será que, quando os egípcios te virem, dirão: Esta é sua mulher. E matar-me-ão a mim, e a ti te guardarão em vida. Dize, peço-te, que és minha irmã, para que me vá bem por tua causa, e que viva a minha alma por amor de ti.”  (Gn 12.12,13)

 Sarai e o ministério do marido – Essa meditação bem que poderia ter sido escrita sobre a pessoa de Abraão, pois se trata de uma fala e de uma proposta dele, numa situação onde aparentemente ele é o protagonista. Mas também entendo ser de muita valia pensar no ministério auxiliar das esposas, mães, irmãs e das inúmeras mulheres valentes que estão no campo de trabalho da seara do Senhor, algumas em campos missionários pioneiros, ou tão rústicos e arriscados, que muitos varões não se atrevem. Sabemos que grande parte da obra missionária no mundo todo e em todos os tempos, sempre teve um forte impacto e relevância por causa da presença das mulheres. Temos que tirar o chapéu para elas e fazer reverencia a coragem, destemor e entrega sem reservas nas mãos de Deus. Até entre outros grupos de fé, elas se destacam. Então aqui vai a minha meditação e homenagem todas vocês, na bênção e no temor do Senhor. Digamos que Abrão e Sarai estariam inaugurando o passaporte deles agora como missionários do Deus Altíssimo. Eles receberam o chamado, foram confirmados, tiveram as primeiras lições preparativas e estavam agora tendo a primeira experiência no campo missionário no exterior; deixaram a palestina, a sua terra, que adotaram como suas por promessa e estavam indo para uma temporada de serviço e testemunho no Egito. Na Bíblia, sempre o Egito foi uma figura do que é o “mundo sem Deus” – da vida sem Cristo, regida pelo pecado (Faraó), e onde os prazeres e escravidão num ilusório mundo desenvolvido e socialmente conveniente. Lá tem beleza, poder, riqueza, oportunidade, atrativos e toda sorte de sedução para satisfazer todas as ambições desmedidas e onde tudo é permitido. Para um cristão após a salvação e as experiências de comunhão e adoração verdadeiras ter que voltar agora como representante de Deus e de sua fé, é sempre um choque e pode ser até assustador. Agora ver que aquilo que o atraía era na verdade forças malignas, espirituais e opressoras. Abrão sentiu o impacto já na chegada e no seu íntimo instalou-se uma insegurança e até temeu pela sua integridade física. Quando o medo ou uma forte pressão emocional se abate sobre alguém, ela procura refúgio em recursos racionais e humanos que lhe são razoáveis e permite uma lógica naquela situação. Adão culpou Eva, que culpou a serpente, que já tinha caído fora. Aqui Abrão refugiou-se emocionalmente em Sarai, que serviria para atenuar u possível atentado contra o casal de forasteiros, mas especialmente ele. Ela sendo bonita e graciosa, poderia servir de moeda de troca e assim salvariam a pele de ambos e depois a gente vê como ficam as coisas. Amados, não estou culpando Abrão e nem transferindo responsabilidade sobre ele; lembrem pressão sobre Pedro na noite da prisão de Jesus, quando ele tinha jurado ser fiel ainda que custasse sua vida? Mais do nunca precisamos nos ater a grande verdade espiritual: Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar (1 Co 10.13). também Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.(Ef 6.11,12) e acrescento ainda Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas (2 Co 10.3,4). O elo que estou fazendo aqui, entre o acontecido lá com Abrão e Sara no Egito e acontecimentos contemporâneos, é batalhas espirituais não podem ser vencidas com argumentos, estratégias e armações da inteligência humana. Arranjos trazem conforto e soluções paliativas para situações complexas e de peso espiritual de resultados eternos. As armas, devem ser espirituais, bem preparadas e poderosas em Deus e utilizadas com sabedoria espiritual, discernimento e poder do Espírito Santo. Muitos ministérios pastorais são bem sucedidos e o ungidão é bem visto e elogiado, mas na verdade, quem resolve as paradas internas, emocionais e são as esposas em casa, quando os chamam na responsabilidade, os aconselham e os trazem a sensatez e até os obrigam a se acalmar e só depois tomarem decisões para o bem do rebanho e da obra de Deus. É comum estarmos sem saber o que fazer, sem norte e as irmãos no silencio das orações e intercessões nos direcionarem e nos ajudarem a não sermos destruídos por inimigos e armadilhas. Os homens não muito práticos, técnicos e objetivos, mas as mulheres são equilíbrio e direção, as auxiliadoras idôneas, que no fundo salvam a nossa pele. É isso que veja aqui em Sarai, pagando um preço por amor ao marido e à missão de servir a Deus ali naquela situação. Deus abençoe vocês, de coração!

 

Senhor Deus e Pai, obrigado pelo ministério auxiliar dessas esposas e mulheres levantadas por ti, como guerreiras destemidas, cheias de fé e coragem para desafiar reis e gigantes pela causa que elas amam, mesmo sendo o chamado dos maridos, filhos ou colegas de ministério. Sarai representa todas elas e fica a lição de quão preciosa e a ajuda e a parceria de alguém sensata e pode ver as coisas do ponto de vista diferente, mas viável e abençoador. Obrigado pelo ministério das mulheres em nossas igrejas, missões e liderança em todos os níveis. Eu faço essa oração por elas, abençoando-as com toda sorte de bênçãos em nome de Jesus, como reconhecimento da graça do Senhor na vida delas para nos abençoarem como mães, esposas e irmãos na fé e na jornada da fé; em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason