Elogio do Marido

Meditação do dia 03/08/2018

 E aconteceu que, chegando ele para entrar no Egito, disse a Sarai, sua mulher: Ora, bem sei que és mulher formosa à vista;  (Gn 11.30)

 Elogio do marido – Entre as demandas femininas, pelo menos no que tange as mulheres casadas, elas esperam sempre uma palavra de elogio dos maridos; e em alguns casos, se ele não vem ou não vem conforme esperado, a terra treme! Por outro lado, quando os elogios aparecem espontâneos de mais, elas ficam espertas e já sabem que tem armação, ou alguma coisa vem por aí! Acho que isso também deve ter começado lá no Éden e passou pelo dilúvio e perdura até hoje, pois em Guararapes, pode se observar exemplares disso. Sarai foi com a família, passar uma temporada no Egito e logo ao chegar, ela foi abordada pelo maridão, com um baita elogio “…Ora, bem sei que és mulher formosa à vista…” Não se tratava apenas de uma constatação por parte de Abrão e uma tentativa de deixa-la confortável ou melhorar sua autoestima; subentendido estava um pedido de socorro, de alguém que tinha que lidar com uma situação nova e que lhe trouxe insegurança. Acredito que Sarai, de fato deveria ser bonita e não apenas bonita, mas extremamente bonita. Leio nas entrelinhas, que são poucas situações em que as Escrituras registram adjetivos de beleza física, de forma à qualificar a pessoa dentro de um contexto importante. Outros registros são das filhas de Jó (Jó 42.14,15); Rebeca, esposa de Isaque (Gn 24.16); Raquel, esposa de Jacó (Gn 29.17); Parece que mulher bonita era “mal de família” entre esses hebreus! Abisague, uma jovem sunamita, que serviu ao rei Davi (I Rs1.3,4); Tamar, filha de Davi, irmã de Absalão (2 Sm 13.1) e a mais famosa das famosas que foi a rainha Ester, que ganhou um concurso de Miss no império (Et 2.7,9). Pode ser que me haja escapado alguém, mas tudo bem. Quando tento exagerar em minha expectativa sobre a formosura de Sarai, é devidos outros registros que a colocam numa condição de despertar interesses, mesmo já próximo dos noventa anos de idade; então teria que ser algo bem acima da média, até para os padrões daquela época. Aquela descendente de Sarai, muitos anos pela frente, descrita pelo rei Salomão, em Provérbios, como “a mulher sábia” faz um registro de que “Enganosa é a beleza e vã a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa sim será louvada” (Pv 31.30); está apresentando um ponto de equilíbrio entre a beleza física e a graça na vida de uma mulher devotada e comprometida com os propósitos de Deus. Ao contemplarmos toda a vasta criação, percebemos que o Criador não economizou em beleza em todas as instancias e para todos estilos que procurarmos. Ele não só tem um bom gosto pela beleza, como sabe distribui-la harmoniosamente. Mais importante ainda é que até isso, está diretamente ligado aos eternos propósitos de abençoar e redimir a humanidade. Na sua economia, Deus colocou cada coisa e cada detalhe no lugar certo para cumprir um propósito especial. Saber que cada atributo nosso está ligado a uma porta e ou oportunidade de honrar e glorificar a Deus é importante para que a pessoa não se encha de orgulho e aproprie inadequadamente de um dom de Deus e o transforme em instrumento do pecado e à serviço do mal. As mulheres cristãs são abençoadas em tudo e até sua beleza física é um bem, um patrimônio confiado por Deus e sobre o qual terão que prestar contas. Cremos que nossos corpos são templos do Espírito Santo, moradas de Deus, comprados por altíssimo preço e que esses mesmos corpos serão ressuscitados e os que estiverem vivos serão transformados na volta do Senhor e que tudo isso exige responsabilidade no uso e na conservação, de forma que agrade primeiramente a Deus. “Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (I Co 6.19,20).

Senhor, Criador e sustentador de todas as nossas vidas. Fomos criados para o louvor da tua glória e ao fazer-nos à tua imagem e semelhança nos confere valor, dignidade, honra e glória como pessoas, e isso está muito além do físico e aparente. Fomos salvos, redimidos por completo, espírito, alma e corpo como instrumentos de glorificação ao Deus criador. O mundo e o pecado querem tirar proveito e desvirtuar aquilo que deve ser unicamente teu, permita que os teus filhos e filhas tenham discernimentos específicos e vivam plenamente para adoração e louvor do teu nome e entendam o que é fugir dos desejos carnais que combatem contra a alma. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Sarai Foi Estéril

Meditação do dia 02/08/2018

 E Sarai foi estéril, não tinha filhos.  (Gn 11.30)

 Sarai foi estéril – Convencionamos através do marketing que a primeira impressão é a que fica. A vida tem demonstrado às centenas e milhares de vezes, que essa idéia não é um fato empírico. Quantos enganos e danos já foram causados pela ação com base na primeira impressão. Quando pensamos em esterilidade a visão primária é mais negativa do que positiva. Os cristãos por terem uma cultura criacionista e enraizada no gênesis, onde tudo começou, não gostamos de esterilidade, porque contraria o propósito do Criador. O homem foi criado e abençoado para crescer e se multiplicar, gerando filhos e descendência grande e duradoura; e alguém estéril nesse meio, vai de encontro a corrente principal. Quero também aqui colocar que não podemos pensar numa posição de ver a vida de Sarai, com a ótica de uma mulher do século 21, num contexto social onde os valores estão longe das veredas antigas de Deus. O conceito de ter filhos hoje, é quase como uma atividade recreativa, na qual a pessoa dá atenção depois de todos os demais valores estabelecidos, como estudo, formação, profissão, estabilidade, renda alta, casa própria, etc e tal, então um filho é uma forma de complementar a felicidade e a realização pessoal com maternidade/paternidade. Ter muitos filhos era uma necessidade de primeiro grau, para tudo naquela sociedade. O mundo estava sendo colonizado, as famílias iniciavam seus projetos e dalí que viriam as tribos, os povos e as nações. A própria história de Abraão é uma história de uma nação futura, que precisa ser formada e fundamentada em determinadas bases. Uma mulher estéril naquela sociedade sofria muito, porque destoava dos sonhos de todas elas e como sabemos, a sociedade nunca é complacente com quem lhe contraria. Do ponto de vista espiritual, entendemos perfeitamente bem, que a linhagem santa, da qual viria o futuro redentor, sofreria ataques para interrupção e quando não pudesse, a corrupção e a degradação eram instrumentos válidos. Deus tinha planos grandes envolvendo Abrão e a oposição começou muito cedo. Amados, desde que o mundo é mundo, existe uma grande batalha travada nas regiões celestes entre a luz e as trevas, o bem e o mal, ou seja, Deus e suas hostes recebem embates dos principados e potestades das trevas na tentativa de impedir a obra da redenção, que restaura os planos originais do Criador. Na prática, sabemos que o ladrão vem para roubar, matar e destruir, conforme as palavras de Jesus em João dez. As armas dessa guerra podem ser ações diretas do próprio Diabo, as pessoas, que podem ser manipuladas e enganadas por ele e sua equipe, bem como a natureza em si. Assim como o Senhor nosso Deus, providencia tudo de que o homem necessita para viver nesse planeta, incluindo o próprio universo e suas leis que regulam todas as coisas ao nosso redor; assim também o mal, lança mão de tudo o que puder para reverter em mal e destruir os objetivos divinos. Mas nada e ninguém pode impedir os sonhos e os planos de Deus. A Bíblia está repleta de situações em que mulheres estéreis, viraram o jogo e tiveram filhos que fizeram a diferença nos seus dias. Se a história de Sarai aparece com a marca inicial de que ela era estéril, o final da sua vida e da história, é bem diferente, e ainda que ela teve um único filho, foi o suficiente para que os propósitos estabelecidos por Deus se cumprissem. Famílias, igrejas, ministérios que surgem ou tenham uma marca inicial que apontaria para o insucesso, podem ser revertidos pelo poder de Deus. Histórias são reescritas todos os dias, por vidas colocadas no altar e lá permanecem até serem plenamente consumidas e serem aceitas como cheiro suave diante da face de Deus. Não se deve aceitar uma marca, uma pecha, sem que tenhamos uma batalha diante de Deus. O que o Senhor diz é fato e é definitivo! Todas as outras situações podem ser revertidas. Porque para Deus nada é impossível (Lc 1.37).

 

Senhor, obrigado por chamar pessoas para cumprirem papeis relevantes nos teus planos e operar em suas vidas para que se estabeleça que tu és Deus acima de todas as coisas. Pessoas trazem marcas e cicatrizes de suas vidas, e uma nova história pode ser escrita quando se aproximam de ti. O Senhor é um Deus de promessas, de milagres e grandes feitos. Oramos por vidas que querem uma nova história, agora na bênção do Pai. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

O Nome dela era Sarai

Meditação do dia 01/08/2018

 E tomaram Abrão e Naor mulheres para si: o nome da mulher de Abrão era Sarai, e o nome da mulher de Naor era Milca, filha de Harã, pai de Milca e pai de Iscá.”  (Gn 11.29)

 O Nome dela era Sarai – Me sinto honrado pela graça do Senhor em escrever uma meditação com o propósito de edificar espiritualmente a vida de pessoas que amam a Palavra do Senhor e ali procuram alimento, conforto e consolo. Também ao meditarmos nas palavras sagradas, encontramos referencias dignas de exemplo para servir de parâmetros para nossa jornada de fé. Ao me propor o desafio de escrever sobre personagens da Bíblia, estou em busca de inspiração para o meu dia a dia e também compartilho isso com amados de diversos lugares que apreciam aprender com uma narrativa, que embora singela, sem rebuscamentos literários ou teológicos, busca um posto de vista criativo para ter como modelo. Todos os cristãos, admiram a pessoa de Sarai e sua história, ainda que ela seja uma grande coadjuvante na história de Abraão e como dizem os brasileiros: “Por  trás de todo grande homem, sempre tem uma grande mulher!” Verdade seja dita, ela foi nos seus dias, e ainda é de fato uma grande personalidade, para quem tiramos o chapéu e nos reverenciamos. Não costumo tentar ver os textos antigos, como se fossem atuais, pois historicamente isso não dá certo; mas contextualizar as experiências pode ser um recurso para entender as situações pelas quais ela viveu naqueles tempos distantes e mesmo sem ter nossas parafernalhas tecnológicas e engenhocas que “facilitam a vida da dona de casa,” ela viveu os seus dias, como sendo os seus dias e construiu uma história que inspira mulheres por gerações seguidas e pela eternidade. Já ouvi uma história, sem poder precisar a veracidade, mas como se trata de lições da vida, não oferece risco a integridade da pessoa ser ou não verdadeira. Mas diz, que em uma situação um repórter perguntou à Sra. Einstein se ela compreendia as complicadas teorias do seu marido; ao que ele respondeu que não, mas compreendia o marido. Sarai não seria diferente! O astro da companhia era o patriarca, os holofotes eram todos para ele, afinal era o homem amigo de Deus, o homem da fé e etc. Mas tal qual todos os maridos e homens importantes, eles tem seus momentos de privacidade, intimidade e é daí que vem os recursos e a força para que sejam e façam aquilo que lhes é esperado. Sarai (até onde sei e aceito ajuda e correção) é a única mulher descrita sua história na Bíblia que tem sua idade mencionada e não deve ser sem uma boa razão. Não sabemos com que idade se casou, mas quanto aparece uma referencia, ela estaria com sessenta e cinco anos, praticamente na a metade de sua vida terrena. Ela deixou sua terra e cidade natal para acompanhar a jornada da família, por uma herança prometida. Sarai seguia as pisadas do esposo e foi consorte em todas as promessas e alianças que Deus celebrou com eles. Tem capítulos que ela enfrentou situações difíceis, embaraçosas e até perigosas, confiando e obedecendo as idéias do marido e mesmo que ele tenha agido fora dos caminhos da fé, Deus corrigiu os fatos, mas isso não anula o que deve ter sido as experiências nas cortes de Faraó no Egito e de Abimeleque entre os filisteus. Ela era uma mulher forte, determinada e alinhada com o que Abraão disse; mas ainda assim, era uma pessoa como qualquer de nossas irmãs, precisou da graça e da sabedoria dos céus para transformar uma aflição em experiência da manifestação do poder transformador de Deus, agindo num cenário antagônico e resistente a fé. O que não está escrito ou registrado, pode ser deduzido e concluído de como ela se entregou à oração e a confiança que o Deus Todo Poderoso, seria mais do que suficiente para tirá-la sem segurança. Muitas das nossas irmãs sabem na pele, que quando Deus não nos livra de um problema, ainda assim, ele anda conosco durante o problema e nos salva no problema. Sarai, teve seus dias de princesa, ainda que momentos difíceis no palácio, mas ela soube se portar e sair da situação com a elegância e graciosidade de um verdadeira princesa.

Senhor, ao lembrar a nossa irmã Sarai nos seus dias, lembramos diante de ti as nossas amadas irmãs, que pela fé e determinação de fazerem a diferença, muitas delas estão expostas a riscos e perigos, entre lugares e ministérios que a obediência as tem levado. Oramos por elas e pedimos pela integridade e sabedoria dos céus em seus corações, e autoridade do teu Espírito Santo para prevalecerem contra tudo que contraria as tuas promessas. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Dízimos Pré-Pagos

Meditação do dia 31/07/2018

 E, por assim dizer, por meio de Abraão, até Levi, que recebe dízimos, pagou dízimos.”  (Hb 7.9)

 Dízimos Pré-Pagos – Fé e finanças sempre produziram pérolas nas discussões e alguns até arrastam a teologia para provar seus pontos de vistas. Certamente defender aquilo que se acredita é um direito legítimo de qualquer pessoa. A Bíblia indica os caminhos do arbítrio pessoal e o direito de crer e descrer, embora isso não venha a anular as verdades eternas. O fato de alguém não crer na existência de Deus, do céu, do inferno, da salvação ou condenação eterna, isso não anula a veracidade dos fatos; só acho que ele vai levar um baita susto quando chegar do outro lado. Os cristãos via de regra faz uso do termo “entregar os dízimos,” e não é muito usual “pagar os dízimos,” mas não problema neles e nem ferem os princípios. O entendimento dos povos antigos, mesmo antes de Abraão, era que se devia tributar honra e culto a Deus (ou deuses) e isso era feito com bens em espécies e muitos sacrifícios de animais e um dedicação  propriedades que se tornavam sagrados. Dessa idéia de pagar tributo, vem a idéia de pagar os dízimos. Muitos faziam tais práticas e Abraão ao tributar a Deus, entregando os dízimos à Melquisedeque não estava inventando uma prática ou ritual. Desde os tempos de Adão e Eva já se fazia isso e até foi numa dessas oferendas que surgiu a diferença entre Abel e Caim. Costumo dizer que o Deus da nosso teologia, pode ser bem diferente daquele que servimos e adoramos. Crê-se em verdades bíblicas teológicas ortodoxas maravilhosas, mas a prática do dia a dia mostra uma insegurança e desconfiança na capacidade desse Deus cuidar e prover o necessário, o que leva a pessoa a se tornar materialista e correr atrás dos lucros e inventar meios de aumentar as receitas e acumular bastante, afinal quem cuida dele é ele mesmo. Sou plenamente favorável ao trabalho e boa mordomia, administrando bem cada recurso disponibilizado em nossas vidas, como um bem pertencente a Deus, mas com permissão de uso para seus filhos. Os litígios para legitimar ou não a entrega de dízimos, está sem dúvida alicerçada na avareza e na ganancia; pois o egoísta, ao olhar a proporção de 90/10% e sendo que Deus é muito rico, poderoso e tem tudo, então para que dar mais essa parte, sendo que os cem por cento já lhe parecem pouco. Dizimar não tem a ver com quantia, lei, mandamento, evitar praga ou dar lugar o devorador! Dizimar é culto a Deus! É tributar louvores, gratidão, reconhecimento de quem sou quais as minhas possibilidades. diante de um Deus grande, soberano, generoso, doador que supre tudo em todo tempo, para aprazimento dos seus filhos e daqueles que nele confiam. É reconhecer que tudo pertence a Deus e que estamos lhe devolvendo uma pequena parcela em gratidão e louvor. Não estamos pagando nada, pois a nossa condição de adorador está baseado na graça, onde ele doou seu filho que deu sua vida para sermos salvos, perdoados, libertos e adotados legitimamente, nos tornando herdeiros de todas as coisas que o Pai criou. Como pagar tamanha dívida, caso Deus assim o exigisse? Dizimar tem tudo a ver com o amor a Deus, amor à obra de Deus, tanto a nível local como além através de missões e serviços de assistências que o Corpo de Cristo tem condições de servir. Servir a Deus, é servir as pessoas que são objetos do amor de Deus. Servir é diaconia e nesse caso, toda a igreja deve exercer sua diaconia, nas mais diversas formas. Vemos nas páginas sagradas, os sistemas criados por Deus para manutenção da vida e de tudo o que ele criou. A fauna, a flora, a biodiversidade, o próprio cosmos tem suas formas de abastecimento e reposição. Há meios legítimos para manutenção do estado, da sociedade organizada, da igreja e de missões. Toda obra de Deus feita da maneira de Deus, sempre terá o sustento de Deus. Na legislação dada aos hebreus, ficou sistematizado o cuidado e a proteção com garantias eternas para o sustento do trabalhador, que pessoa, quer animal, que instituição organizada, incluindo o culto a Deus e o sacerdócio. Havendo desvio de conduta, o certo é corrigir e reparar os erros e tomar medidas que inibam tais práticas. Anular uma verdade eterna porque houve uma exceção errônea ou má gestão de um servidor, não justifica. Abraão tributou à deus e foi próspero e não teve falta de nada; anos mais tarde, o tributar dízimos e ofertas a Deus foi regulamentado em Lei pelo próprio Deus, através de Moisés e não se trata de algo próprio só para os hebreus – aquilo regulamentava o culto a Deus e em Cristo somos os herdeiros espirituais das promessas e das bênçãos prometidas e cumpridas à Abraão. Dizimar é bíblico, é santo, é sagrado, é agradável é espiritual e abençoador. É uma forma de vencer as amarras do materialismo e avareza que o pecado impôs no coração humano. Eu diria, que dizimar é para os fracos; os fortes dão generosamente, boa medida, transbordante sacudida e da mesma forma recebem de Deus Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo (Lc 6.38). Quero fechar essa meditação, grifando no texto de Paulo aos Corintios, verdades claras e simples que nem precisa de interpretação para saber o caminho a seguir para ser próspero e generoso, abençoando e sendo abençoado. Preste atenção nas partes sublinhadas que destaco: E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará. Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria. E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra (2 Co 9.6-8). É suficiente ou faço um desejo animado?

 

Senhor, obrigado por seu que tu és e de fato mereces todo o nosso louvou e adoração, quer em palavras, atitudes, testemunhos, em tempo, bens, serviços, dinheiro e até a nossa vida. Tudo é teu e para tua glória. Rejeito terminantemente as idéias e conceitos da avareza e mesquinhez tanto para minha vida quanto para tua obra. O Senhor é o Deus grande, o Altíssimo, o possuidor dos céus e da terra e para ti, sempre daremos o melhor, com alegria e satisfação. Quando recebemos de ti, sempre vem o melhor, em abundancia e é justo tributarmos o nosso melhor como gratidão e reconhecimento do Deus a quem servimos. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Biológicos X Espírituais

Meditação do dia 30/07/2018

Que diremos, pois, ter alcançado Abraão, nosso pai segundo a carne?”  (Rm 4.1)

 Biológicos X Espirituais – As Sagradas Escrituras falam de comportamento moral humano usando as palavras “carne e espírito” como vemos na proposição do apóstolo São Paulo aos Gálatas. Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis (Gl 5.16,17). Certamente os amados irmãos já estão amadurecidos o suficiente para separar uma interpretação literal e não causar confusão doutrinária. Carne aqui trata-se da inclinação humana, um padrão de comportamento e escolhas que contrariam a vontade de Deus. O contrário disso é a escolha a nível de espírito, que prima pela obediência à revelação divina e a submissão aos seus ensinos e preceitos. Sem  novo nascimento, todos operam na carne somente,  uma vez que a parte espiritual permanece morta, inativa, separada de Deus e das coisas espirituais desde a desobediência do homem lá no Jardim do Éden. O conceito paulino é descrito nos versos iniciais do capitulo dois de sua carta aos Efésios. E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência; entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também (Ef 2.1-3). Não é exclusividade do Novo Testamento, uma vez que nas profecias do profeta Ezequiel, ao aludir aos tempos futuros (deles), por palavra do Senhor, veio promessas de mudanças profundas e significativas nas vidas transformadas, por um processo que só Deus poderia fazer. E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. e porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis (Ez 36.26,27). Aqui o profeta utiliza as palavras “coração de pedra” para significar um coração duro, não convertido, resistente à vontade de Deus. Ao mesmo tempo que faz uso da “coração de carne” com o sentido de maleável, sensível, tratável diante de Deus e certamente um coração convertido.  Nesse sentido da profecia de Ezequiel, podemos sim, ter um coração de carne e não devemos ter um coração de pedra. Na expressão aos Gálatas, carne é sinônimo de não convertido, não tratável por Deus e “espirito” tem o sentido de obediência e submissão; então devemos sim andar no Espírito e rejeitar andar na carne. Esse estilo de vida errado e pecaminoso, é facilmente manipulável pelas forças do pecado, que controlam a pessoa e a leva viver fora dos limites das promessas e da vontade de Deus. Um cristão, nascido de novo, busca ser cheio do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para evitar ser dominado e controlado pela carne e pelo pecado. Inicialmente na carreira cristã, por imaturidade, falta de conhecimento e inexperiência, todos andam na carne, mas é uma fase da vida cristã. À medida que se cresce e se desenvolve, isso tudo vai ficando para trás e prosseguimos crescendo e distanciando disso cada vez mais. Quando não acontece o crescimento espiritual, a pessoa não é discipulada, não se desenvolve, ou deliberadamente escolhe seus próprios caminhos e modos de vida, ela pode permanecer carnal por anos e anos. Nesse caso, ela permanece infantil, imatura e seus frutos e condutas denunciam isso. Paulo apontou isso na igreja de Corinto e o escritor aos Hebreus também citou esse fenômeno de atrofia espiritual. E eu, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a meninos em Cristo. Com leite vos criei, e não com carne, porque ainda não podíeis, nem tampouco ainda agora podeis, porque ainda sois carnais; pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois porventura carnais, e não andais segundo os homens? (I Co 3.1-3). O quadro descrito em Hebreus demonstra que esse estágio ou fase, não havia passado, mas se prolongado muito na vida daqueles cristãos. Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de Deus; e vos haveis feito tais que necessitais de leite, e não de sólido mantimento. Porque qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça, porque é menino. Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal. Por isso, deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até à perfeição, não lançando de novo o fundamento do arrependimento de obras mortas e de fé em Deus, e da doutrina dos batismos, e da imposição das mãos, e da ressurreição dos mortos, e do juízo eterno (Hb 5.12-14; 6.1,2). Os judeus eram e são descendentes biológicos de Abraão e como tal, são herdeiros de tudo o que legalmente lhes assiste. Mas Abraão tem também uma herança espiritual, tão legítima quando a biológica, e dela participa todos os que são espiritualmente nascidos de novo em Cristo, que é humanamente descendente de Abraão e espiritual ele é Senhor de Abraão, e nesse caso, Abraão é nosso irmão na fé.

 

Senhor Jesus, tu és a nossa herança e ela por si só, nos basta! Amém.

 

Pr Jason

Os Filhos Imitam os Pais

Meditação do dia 29/07/2018

Responderam, e disseram-lhe: Nosso pai é Abraão. Jesus disse-lhes: Se fôsseis filhos de Abraão, faríeis as obras de Abraão.”  (Jo 8.39)

 Os Filhos Imitam os Pais – Não precisamos ir muito longe ou empreender pesquisas profundas para certificar-nos de que os filhos tem uma tendência inerente de imitar os pais. Tá no Sangue! Diria os antigos. Nenhuma novidade, haja visto que ao criar todas as coisas, essa qualidade apareceu nas formas biológicas que se reproduzem à sua semelhança. E a terra produziu erva, erva dando semente conforme a sua espécie, e a árvore frutífera, cuja semente está nela conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom. E Deus criou as grandes baleias, e todo o réptil de alma vivente que as águas abundantemente produziram conforme as suas espécies; e toda a ave de asas conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom. E Deus os abençoou, dizendo: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei as águas nos mares; e as aves se multipliquem na terra (Gn 1.12,21,22). A capacidade de reproduzir segundo a sua espécie possibilita não só a multiplicação, mas também a perpetuação das características. Com as pessoas não é nada diferente. E até características não físicas/biológicas, mas comportamentais, podem ser notadas em gerações seguidas ou alternadas. O Senhor Jesus falou até de si mesmo como um imitador daquilo que viu o seu Pai fazer e que ele repetia aqui entre nós. Mas Jesus respondeu, e disse-lhes: Na verdade, na verdade vos digo que o Filho por si mesmo não pode fazer coisa alguma, se o não vir fazer o Pai; porque tudo quanto ele faz, o Filho o faz igualmente (Jo 5.19). Na altercação provocada pelos judeus e religiosos, Jesus disse que eles afirmavam serem descendentes de Abraão, mas o procedimento deles em nada parecia com os traços da vida e do caráter de Abraão. Eles defendiam uma filiação puramente genética, biológica e mesmo assim reivindicavam promessas e alianças espirituais para suas vidas. Jesus falava de um homem, Abraão, amigo pessoal, devota, comprometido com Deus e seu reino e que andou com Deus, não apenas no plano físico e material, mas teve estreita comunhão espiritual com o Criador. A parte visível desse relacionamento são as bênçãos e provisões materiais, como uma terra geográfica, uma nação de pessoas físicas, com raça, cultura e costumes e as muitas bênçãos materiais que acompanharam. E os efeitos espirituais da aliança? Muitos deles nem tinham noção disso. Como muitos cristão não tem a menor noção espiritual da obra de redenção em Cristo Jesus. Para imitarem a Abraão, eles precisariam conhecer não só o seu ancestral, mas o Deus Todo-Poderoso a quem ele serviu. Deveriam conhecer o poder e a força da aliança de bênçãos firmadas pelo Senhor com aquele homem. Estou falando de compreensão espiritual de verdades espirituais. O mesmo vale para nós nos dias de hoje; muito mais do que conhecer a história e a biografia de Jesus, seus atos, seus sofrimentos e suas glórias, tudo isso meramente do ponto de vista físico e material. Para isso não se precisa de uma igreja ou de um credo, é suficiente pesquisar numa biblioteca, pois há milhares e milhares de livros, tratados e teses sobre essa pessoa. Conhecer a Cristo é ter uma revelação das insondáveis riquezas da glória de Deus, através do Evangelho, inspirado pelo Espírito Santo de Deus. À Nicodemos, Jesus disse que O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito (Jo 3.6). Os judeus eram e são filhos biológicos de Abraão, e como tais conheciam apenas as coisas do plano físico e material do que lhes dizia herança. Os filhos espirituais, nascidos do Espírito, conhecem as verdades espirituais inerentes à herança espiritual dada por Deus no conjunto de promessas e alianças com o patriarca. Nós conhecemos a Jesus pela história, mas também o conhecemos por revelação espiritual desde que nascemos de novo; porque verdades espirituais só são assimiladas por uma natureza espiritual. Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus. Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus. As quais também falamos, não com palavras que a sabedoria humana ensina, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais. Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente (I Co 2.11-14). Não restam dúvidas, porque os interlocutores de Jesus não entendiam do que ele estava falando e nem podiam imitar as obras de Abraão. O justo viverá da Fé!!!!

 

Senhor, revela a tua glória aos teus filhos, não pela mente racional, mas pelo Espírito do Senhor, que habita em cada um daqueles já nasceram de novo, para que vejam verdades e realidades que lhe são acessíveis espiritualmente pela fé em Cristo, como está escrito em tua Palavra. Ilumina-nos, em nome de Jesus. Amém.

 

Pr Jason

Os Filhos de Abraão

Meditação do dia 28/07/2018

Assim como Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça.
Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão.
”  (Gl 3..6,7)

 Os Filhos de Abraão – Além dos filhos biológicos que Abraão teve, que não se restringiram a Isaque e Ismael, ele gerou filhos espirituais, herdeiros das mesmas promessas mediante o Evangelho da Redenção. O grande resultado de toda a sua caminhada com Deus e os desafios pelos quais passou, visava preparar-lhe para uma paternidade de alcance global e por gerações e gerações até a eternidade. A principal promessa que aparentemente observamos seria a da paternidade física, para gerar um filho biológico dentro da aliança. Abraão batalhou por isso por muitos anos e vencer as barreiras e aos cem anos viu a promessa se tornar real. Mas Isaque estava ali como uma semente, que geraria outros descendentes, que gerariam sucessivamente até se tornarem uma multidão de nações, inumerável como as estrelas do céu e as areias da praia. Tudo isso veio a se consolidar. Se tornaram uma família, uma tribo, uma nação numerosa e se estabeleceram na Terra prometida e de lá veio o Cristo, o Messias prometido. Mas ao olharmos a promessa apenas por esse prisma, estamos andando no raso ainda, pois os planos e os propósitos eternos do Senhor eram infinitamente maiores. Eles viverem a reviveram as alianças e quebraram também os pactos e foram disciplinados com severas punições de cativeiros, guerras, doenças e mortes, para que se voltassem a essência da fé e da aliança com Deus. Quando Cristo veio, ele era o Messias de Israel, mas era também o elo entre a velha e uma nova aliança a ser celebrada, de forma que não mais se quebrasse e de validade eterna. “E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados. Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta, que diz; Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, Que traduzido é: Deus conosco (Mt 1.21-23). Quando a Bíblia fala do povo de Deus, a primeira idéia são os israelitas, hebreus de nascimento; mas isto está diretamente ligado a um contingente mais de pessoas, alcançados pela promessa da fé à Abraão, que iria abençoar todas as famílias da terra. Não é apenas influencia benéfica, mas se tornar parte de um mesmo povo que representa Deus e seu reino. No que conhecemos como A ANUNCIAÇÃO, ficou patente para Maria e para todos nós que era mais do que um fato histórico e local e próprio aos judeus.  E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus. Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim (Lc 1.31-33). A grande família de Abraão, são os seus filhos espirituais, a igreja, o povo de Deus, que se conta aos milhares e milhares em toda a terra e em todas as épocas. Herdeiros da mesma promessa. Não esqueça: …Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão.

 

Pai, Jesus, Espírito Santo, sou filho, somos filhos e herdeiros das promessas e das alianças com Abraão, ter amigo e teu servo. Em nome de Jesus. Amém.

 

Pr Jason

O Coração de Abraão Era Fiel

Meditação do dia 27/07/2018

E achaste o seu coração fiel perante ti, e fizeste com ele a aliança, de que darias à sua descendência a terra dos cananeus, dos heteus, dos amorreus, dos perizeus, dos jebuseus e dos girgaseus; e confirmaste as tuas palavras, porquanto és justo.”  (Ne 9.8)

 O Coração de Abraão Era Fiel – O segredo está no coração! Para alcançar uma estatura espiritual do nível que Abraão alcançou, é inexorável a integridade e fidelidade do seu coração. Pai Abraão teve muitos filhos e muitos deles, famosos e que se tornaram referencias para todas as gerações em uma área de atuação. Judá, um dos doze bisnetos, foi separado para ser o patriarca da linhagem real, que culminaria em Cristo, o que reinará para sempre. Dessa linhagem veio Davi, o rei segundo o coração de Deus, ainda hoje, a referencia de rei para a nação. Salomão, filho do Rei Davi, foi e sempre será o homem mais sábio que a terra já produziu, e ele em sua sabedoria disse algo muito importante que faço questão de destacar aqui: Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.(Pv 4.23). Embora haja grande discussão sobre a validade do que disse o profeta Jeremias sobre a confiabilidade do coração humano, Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jr 17.9) em via de regras temos que concordar com ele que o coração tem suas razões que a própria razão desconhece. Volta e meio somos surpreendidos por atitudes do nosso próprio coração que nos assusta e revela que conhecer a si mesmo é um exercício para a vida inteira. Daí a importância de guardar o nosso coração que já está consagrado a Deus e anseia pela comunhão com o Senhor. Sabemos que tentação não é pecado, mas o que fazemos e como nos comportamos diante delas, determina a pureza e a integridade que almejamos manter constantemente. Quando fomos alcançados com o novo nascimento, na verdade Deus fez um transplante de vida em nós, trocando o nosso coração, por um totalmente maleável e sensível às verdades espirituais E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. E porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis (Ez 36.26,27). Para atingir a plena comunhão com Deus, um coração não regenerado, não permite e não se inclinará para verdades eternas. A transformação da pessoa, começa pelo coração que sofre a ação regeneradora do Espírito Santo, possibilitando a vida e os propósitos de Deus serem acolhidos. Claro que ainda tem a parte humana no processo de consagração e escolhas dos caminhos que irá trilhar. Amar verdadeiramente a luz e a verdade é resultado de um coração preparado para andar com Deus. Ora, o fim do mandamento é o amor de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida (I Tm 1.5). Deus cumpriu todas as alianças, promessas e palavras dadas e empenhadas à Abraão, porque Deus é justo. Abraão recebeu tudo que lhe fora prometido, porque o seu coração era fiel. O que vale para Abraão, vale para nós!

Graças te rendemos Senhor, o Deus Altíssimo que escolheu nos alcançar em Cristo Jesus com uma tão grande salvação. Nos rendermos a ti e viver inteiramente para o louvor da tua glória é parte da nossa caminhada de fé. queremos hoje dar novos passos em direção a te conhecer, amar e servir. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Abraão Foi Eleito

Meditação do dia 26/07/2018

Tu és o Senhor, o Deus, que elegeste a Abrão, e o tiraste de Ur dos caldeus, e lhe puseste por nome Abraão.”  (Ne 9.7)

 Abraão foi Eleito – Já adianto que não vou entrar em méritos doutrinários Aminianos e Calvinistas, sobre eleição, predestinação, salvo sempre salvo etc e tal. Isso vocês devem aprender com seus líderes e dentro do contexto de suas igrejas e denominações. O que me interessa e nos é comum é a salvação em Cristo através do seu sacrifício perfeito na Cruz do Calvário e nossa aceitação e apropriação pela fé. Assim, somos todos irmãos na fé e na graça da vida e colegas e parceiros na caminhada pela jornada rumo à eternidade. Então vamos apoiando e edificando uns aos outros, no dia a dia, exortando uns aos outros a permanecermos firmes e fortes e comprometidos com as verdades do reino. Vamos imaginar que todas essas matizes doutrinarias sejam como uma casa e todos estamos nela, apenas em recintos diferentes. Tal qual nosso querido patriarca, fomos também alcançados por Deus e eleitos para a salvação e chamados para andar com ele. Reconhecemos que o Pai Celeste estava ao nosso encalço a bem mais tempo do que imaginamos. Quando nos sentimos atraídos para ele ou para as verdades espirituais, ainda levou algum espaço de tempo até a decisão de entrega de nossas vidas a ele. Mas, depois, com a maturidade cristã e observando como Deus trabalha através do espírito Santo nos corações, chegamos a essa conclusão; Deus já estava agindo e chamando à nossa atenção bem antes de percebermos pela primeira vez. Estudando a vida de Abraão, percebemos isso, pois ele foi chamado lá em Ur dos Caldeus e começou a seguiu as instruções divinas, até finalmente entrarem em alianças e confirmarem a parceria: “Sou o seu Deus e você o meu povo.” A justiça de Abraão foi imputada pela fé ao dar passos de fé e obediência. Isso não é diferente de mim e de você. A graça do Senhor nos alcançou e respondemos a isso com fé e confirmamos com uma decisão final e definitiva de que queríamos andar com Deus e reconhecer-nos como pecadores e a ele como o Deus santo e salvador. Nas palavra de Paulo, o imenso amor de Deus, nos constrangeu a mudarmos de vida em resposta ao que ele fez em Cristo por nós. Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou (2 Co 5.14,15). Deus na sua sabedoria que não conhece limites de tempo e condições, nos elege em Cristo para um estilo de vida diferente e produtivo. Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: Graça e paz vos sejam multiplicadas” (I Pe 1.2). A soberania de Deus é tremenda!

 

Pai, obrigado por nos eleger, mesmo sem merecimento nosso, mas por obra e graça da tua generosidade. Em Cristo somos aceitos e amados. Amém!

 

Pr Jason

Fundamentos

Meditação do dia 25/07/2018

Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus.”  (Hb 11.10)

 Fundamentos – Para quem convive comigo mais de perto, não é nenhum segredo minha admiração e empolgação pela engenharia e arquitetura. São ciências e habilidades necessárias em vastas áreas da vida e das necessidades humanas. Gosto de construir coisas e gosto de ver edificação em todos os aspectos. O trabalho pastoral, mesmo sendo de grande peso espiritual, está diretamente ligado a restaurar, construir e trabalhar em vidas que serão edificadas para se tornarem templos da morada de Deus pelo Espírito Santo. Toda edificação precisa de projetos e de fundamentos, cada qual na proporção da grandeza e complexidade de seus propósitos. Jesus falou nesse sentido ao dar bases para o discipulado. Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia (Mt 7.24,26). Paulo também entrou no tema, falando de ministério e de servir a Deus com excelência. Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus.
Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele. Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo
(I Co 3.9-11). Podemos ligar os pontos entre a fé de Abraão e os ensinos cristãos neotestamentários; nosso bom velhinho, olhava para um futuro, vendo fatos espirituais com tamanha precisão e certeza como se fossem físicos ali na sua frente. Para muitos poderia ser miragem, fantasia, ilusão, utopia e outras coisas mais; mas na verdade ele agia com perfeita convicção interagindo com a dimensão espiritual, tal qual um arquiteto lida com uma planta ou maquete e dali ele consegue visualizar o projeto finalizado; hoje já temos a realidade virtual em três dimensões que até permite materializar o projeto. Uma cidade tão sólida e eterna como a que Abraão via, existe e é descrita com riqueza de detalhes nas profecias bíblicas e ratificada nas revelações do Apocalípse. Aos Filipenses, Paulo deu uma pincelada nisso, quando falou das expectativas de nossa fé e esperança. Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas” (Fp 3.20,21). O que Abraão contemplava, também foi contemplado por muitos servos de Deus e pela fé isso faz parte da nossa cultura espiritual, pois nossas esperanças estão em valores eternos não deste mundo, mas até mais reais do que os bens materiais que podemos ver, tocar e fazer uso. Nossa cidade, está nos céus de onde vem o nosso Senhor, que por sinal, é o mesmo Senhor de Abraão e a cidade é a que ele via pela fé. gostaria de salientar aqui, a enorme diferença entre fé e ilusão; fé é do espírito, revelada pelo Espírito Santo, está diretamente vinculada a Deus e ao seu poder. Toda a obra da redenção visa levar os homens de volta ao lugar de onde nunca deveriam ter saído, que é a comunhão intima e pessoal com o Altíssimo, o possuidor dos Céus e da Terra, como dizia Abraão. Apropriar das promessas pela fé, não é pensamento positivo, auto ajuda é um dom de Deus. É outro nível!!!

Pai, obrigado pelos fundamentos firmes estabelecido por ti, e que sustentam toda a tua criação e teus planos; por isso mesmo eles são eternos, perfeitos e realizáveis. Graças te rendemos porque Jesus deu vida a tudo que criaste e nos tornou participantes de tua natureza santa. As tuas promessas tem fundamentos, e elas não falharão, porque quem as sustenta é firme e poderoso. No Senhor, está a nossa confiança. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason