Chegaram ao Lugar Que Deus Dissera

Meditação do dia 14/06/2018

 E chegaram ao lugar que Deus lhe dissera, e edificou Abraão ali um altar e pôs em ordem a lenha, e amarrou a Isaque seu filho, e deitou-o sobre o altar em cima da lenha.  (Gn 22.9)

 Chegaram ao lugar que Deus dissera – Partir todo mundo parte; sair todo mundo sai; começar todo mundo começa. Importante mesmo é chegar e como se chega. Hoje inicia a copa do mundo de futebol e trinta e duas seleções representando todos os continentes partem em busca de uma única taça. Há as favoritas e há os azarões e tem aqueles que apenas competem e já se dão por felizes de ter chegado entre esses trinta e dois. Não sei quantos se especializaram em iniciar coisas e projetos mas nunca concluíram nenhum. Sempre há um fator que os impedem de continuar e chegar ao final proposto. Não vou nem tocar nos regimes e dietas que começam toda segunda feira; nem nas promessas de todo ano novo e que duram até o carnaval, quando vai muito longe. Mas não vamos nos apegar ao negativo, enquanto há tanta coisa boa e tantas oportunidades que podemos aprender com os melhores e os vencedores. Isso já foi registrado na vida de Abraão, bem no começo de sua vocação. E eu gosto de lembrar esse feito do patriarca em comparação a um grupo anterior e conferindo uma coisa com a outra, percebe-se a diferença dos projetos concebidos na presença e com a bênção do Senhor. E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus, e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra. Por isso se chamou o seu nome Babel, porquanto ali confundiu o Senhor a língua de toda a terra, e dali os espalhou o Senhor sobre a face de toda a terra” (Gn 11.4,9). Deus havia dado a ordem para se multiplicarem e encherem a terra, povoando-a por completo; mas aquelas pessoas resolveram fazer do próprio jeito e desobedecer a ordem divina. Foram confundidos e se espalharam; seus projetos não foram concluídos, porque estavam fundamentados na rebeldia e na busca de glória própria. Depois vemos o início do projeto de Abraão em obediência a vontade do Senhor seu Deus. E tomou Abrão a Sarai, sua mulher, e a Ló, filho de seu irmão, e todos os bens que haviam adquirido, e as almas que lhe acresceram em Harã; e saíram para irem à terra de Canaã; e chegaram à terra de Canaã” (Gn 12.5). Abraão saíra com destino a terra de Canaã e chegaram lá. Projetos concebidos diante de Deus, ou dados por Deus, tem começo, meio e fim. Um dos nomes de Deus revelados em Cristo é “Alfa e Ômega” Principio e fim. Jó por revelação do Espírito disse algo notável sobre isso: Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido” (Jó 42.2). É gratificante ver uma revelação tão profunda e piedosa em que Abraão ouviu a ordem para ir à terra de Moriá e num lugar determinado, oferecer o seu filho amado em holocausto a Deus. Depois dos três dias de caminhada, avistaram o lugar, os moços ficaram olhando a bagagem e pai e filho seguiram a jornada íntima entre eles e Deus e chegaram ao local que Deus lhe dissera. Que maravilha, chegar a um lugar e poder dizer que cheguei no lugar que Deus me disse; venci os obstáculos e aqui estou no lugar certo, o lugar da obediência, o lugar do sacrifício, mas também o lugar da vitória e da bênção. Quem ficar parado, não chega a lugar algum. O que Deus te disse que ainda não se completou, não chegou lá? Levante-se e obedeça pela fé e persevere, continue, lute, sofra, chore, mas chegue!

Pai, obrigado por mostrar onde queres que cheguemos e pela força que renova em nosso caminhar. Obrigado por andar conosco em todo tempo. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Caminhar Juntos

Meditação do dia 13/06/2018

 E disse Abraão: Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. Assim caminharam ambos juntos.  (Gn 22.8).

 Caminhar juntos – Caminhar juntos pressupõe-se unidade de propósito e acordo para alcançarem um objetivo. Essa é uma condição que Deus também considera importante até para a jornada da vida e tomada de decisões. O profeta Amós transferiu esse conceito que expressa a vontade do Senhor. Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?” (Am 3.3). Quando Abraão separou-se com Isaque dos outros moços que os acompanhava, ficou registrado que eles seguiram juntos e agora novamente após a conversa onde Isaque fez aquela pergunta difícil, eles caminharam  ambos juntos. O propósito de Abraão era viver para Deus, servindo-o e adorando em todo tempo e aprendendo o que precisava para transmitir aos seus descendentes, para que os termos da aliança fossem confirmados de geração em geração. Naquele tempo havia uma preocupação e uma responsabilidade de se ensinar e confirmar os ensinamentos até que eles se tornassem parte da vida das pessoas e famílias; porque eles não tinham muitos meios de preservação de informações e conhecimentos. O mais comum era a transmissão oral, através de contar e recontar as histórias, de modo que todos sabiam exatamente todos os pormenores da vida e saga dos ancestrais. Ao lermos as Escrituras, vemos isso sendo repetidas vezes, os personagens contanto novamente a história do seu povo, desde Abraão sendo chamado em Ur dos caldeus e passavam por toda a trajetória. Para nós, que não temos isso arraigado na nossa cultura e tradição, antes, nos apegamos à gravação e registros de dados, através de atas e documentos registrados em cartório. A maioria de nós, mal sabe alguma coisa relevante anterior à nossos avós. (Digo por experiência própria). Talvez apenas Abraão sabia que a vítima a ser ofertada em holocausto ao Senhor no Monte Moriá, seria Isaque e acredito que ele não falara nada, por uma questão de revelar apenas no momento necessário. Por outro lado, era um simbolismo que se realizava, pois sempre a vítima a ser oferecida, ia toda inocente para ser abatida em substituição ao pecador. Assim, Isaque estava caminhando para o seu calvário, totalmente inocente, para ser uma vítima oferecida sobre um altar, para agradar e cumprir a vontade do Senhor Deus de seu pai. Ali também foi um lugar de profunda experiência para ele, pois viu seu destino mudar da morte para vida e viu a capacidade divina de prover o necessário para aqueles que nele confiam e acima de tudo, que a fé do seu pai não era algo maluco da sua cabeça; mas de fato seu pai servia a um Deus vivo e verdadeiro, que se comunicava e expressava sua vontade e manifestava-se poderosamente. Esse tipo de experiência é necessário para todos nós adoradores do Deus único e soberano sobre todas as coisas. Por mais que pessoas boas e espirituais estejam próximas de nós e nos ajudem e nos sirvam de apoio, isso não substitui a necessidade de cada um ter sua própria experiência de comunhão e intimidade com Deus. Devemos aproveitar ao máximo a oportunidade de aprender e aprimorar nosso caminhar espiritual com essas colunas da fé que o Senhor permite estar ao nosso alcance, mas isso é para aprendizado e não para servir de muletas e fazer o nosso dever de casa. No dia das grandes angustias e provações, muitas dessas experiências teremos que encará-las à sós, e ninguém poderá andar a nossa jornada. Aí então é que vale o crescimento individual e a experiência pessoal. Andar com Deus é a mais fascinante experiência humana. Não desperdice sua oportunidade. Cresça e ande lado a lado com Deus.

Senhor, graças de tendemos e declaramos as tuas maravilhas. Obrigado por nos permitir andar contigo e servir e aprender diretamente de ti. Reconhecemos nossas limitações, mas também sabemos o quanto o Senhor é grande e bom e as tuas promessas são firmes e todas hão de se cumprir à seu tempo. Obrigado, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Deus Proverá Para Si

Meditação do dia 12/06/2018

 E disse Abraão: Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. Assim caminharam ambos juntos.  (Gn 22.8).

 Deus Proverá para si – Uma grande verdade que tem sido para mim um aprendizado de muito valor é o fato de que Deus não é servido por mãos humanas, pois ele é mais que suficiente para si mesmo. Deus se basta a si mesmo! Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas” (At 17.25). Ele é o Grande Eu Sou! Algumas verdades estão escritas e bem claras nas páginas da Bíblia, mas se tornar parte da nossa vida e do nosso aprendizado, só vem por revelação divina. Nem todo conhecimento intelectual que adquirimos, tem peso e valor verdadeiramente espiritual, até que o Espírito Santo traga a revelação da verdade ao nosso espírito. Aqui, por exemplo, Abraão ao responder a difícil pergunta de seu filho Isaque, ele demonstra um conhecimento muito aprimorado do que entendemos por servir a Deus. Ele disse a Isaque, que Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto…” Não era para Abraão e não era para Isaque; não se tratava de substituir o rapaz e não era para aliviar a tensão do coração de Abraão. O sacrifício era um ato de culto à Deus; culto, só se presta a Deus; só Deus pode ser adorado, cultuado. Tudo o que Deus precisa, ele providencia e não fica na dependência de ninguém, muito menos de pessoas humanas. Desde a eternidade, ele já havia providenciado o Cordeiro substitutivo para o sacrifício verdadeiro e único, com capacidade de satisfazer toda a justiça divina em provisão pelos pecados de toda a humanidade. O fato de eu não saber uma coisa não significa que ela não exista ou seja impossível. A ausência de evidencias não significa evidencia de ausência. Abraão falou palavras de fé! Palavras de fé são sementes que tem potencial de produzir tudo aquilo que é profetizado, declarado e aguardado por um coração consagrado. Abraão cria nas promessas de Deus, não por serem promessas, mas por serem de Deus. Ele sabia que o poder do Senhor a quem ele servia era capaz o suficiente para providencias saídas e possibilidades que ele não tinha a menor noção de como isso aconteceria, mas aconteceria. Fato é, que ele não questionou a Deus, não pediu explicações nem garantias. Ele simplesmente atendeu a ordem de Deus em forma de pedido que oferecesse o seu filho, seu único filho a quem ele amava num holocausto, isto é, totalmente queimado, sobre um altar. Tudo o que semeamos, nos colhemos e foi o que aconteceu com Abraão. Ele semeou seu filho, único, amado, e recebeu um filho, uma tribo e uma nação. Ele ofereceu um filho biológico e recebeu um espiritual. Embora os descendentes de Abraão se contem aos milhares, conforme a promessa, os filhos espirituais, que é a igreja, o verdadeiro povo de Deus, são incomparavelmente maior e composto de pessoas de todas as raças, tribos, línguas, povos e nações, comprados e remidos pelo Sangue do Cordeiro provido por Deus.

Graças te rendemos, óh Senhor, Deus Todo-Poderoso. A ti pertence a honra e a glória em todos os tempos, pois proveste o necessário e o suficiente para nossa salvação e adoção na tua família. Obrigado, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Perguntas Difíceis das Crianças

Meditação do dia 11/06/2018

 Então falou Isaque a Abraão seu pai, e disse: Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui, meu filho! E ele disse: Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?  (Gn 22.7).

 Perguntas difíceis das Crianças – No dia 13 de Junho de 1996, cinco meses antes de completar 28 anos de idade, a Tania, minha esposa recebeu um diagnóstico de câncer e segundo os exames seria bem agressivo. Após uma segunda opinião de outro especialista, a cirurgia era o tratamento indicado. Pessoas boas e amigas nos ajudaram e ela foi interna e ficou dez dias no Hospital Amaral Carvalho em Jaú, aqui em São Paulo. Voltei para casa no mesmo dia e fui ver minhas filhas que ficara na casa de uma família da igreja, a mais velha tinha 5 anos e a caçula tinha 2 anos e três meses. Passei lá indo já para uma reunião de grupos familiares e ela veio ao portão e me abaixei para falar olho no olho com ela e então ela me perguntou: “Pai, a mãe vai voltar?” Eu só consegui assentir com a cabeça! Meus olhos marejaram e minha garganta travou, mas eu não queria que ela me visse chorar (como agora). Nunca tive dúvida da cura e até o dia que recebemos o primeiro resultado, ela estava bem fragilizada emocionalmente e chorando e eu lhe dei um abraço e brinquei com ela: “Quer apostar uma coca cola como isso não vai dar em nada?” (Por falar nisso, ela nunca pagou essa coca). Mas naquele dia foi muito difícil para mim e até hoje, eu considero essa a pergunta mais difícil que já enfrentei na vida. Só para não ficar no ar, porque despertei a curiosidade e interesse de vocês no assunto; No décimo dia de internação, momentos antes da cirurgia, chegaram os últimos resultados dos muitos exames pré operatórios e o diagnóstico era de que ela não tinha nenhum sinal de câncer. E fiemos todos os acompanhamentos necessários até a liberação final. Lá se foram 22 anos, a mais já está casada a quase 4 anos e a caçula da pergunta difícil já é advogada. A Deus todo glória e nossa gratidão e também a toda a igreja e amigos e familiares que foram mais do que merecíamos e mais do que podemos agradecer e recompensar. A razão de ter escrito sobre isso, nem era inicialmente o fato em si ou testemunho, mas para falar das perguntas difíceis que as vezes os filhos e ou as crianças fazem, como foi o caso da pergunta de Isaque para Abraão. Devido ao que aconteceu comigo, eu posso me identificar com o pai Abraão; posso entender o nó na garganta e os olhos marejados e isso não tem à ver com falta de fé ou dúvidas sobre o poder maravilhoso do Senhor em operar a nosso favor; trata, sim, do lado humano e nossa estrutura emocional, intelectual e até física, porque uma pergunta desse nível, é capaz de desconjuntar qualquer mortal. Como eu cria na cura da minha esposa, eu sei que Abraão cria que o Senhor era poderoso até para ressuscitar o seu filho, algo que não parecia muito comum, ou ele nunca havia visto ou ouvido algum depoimento de que alguém já voltara da morte por um milagre de Deus. Mas sabia que o El Shaddai, o Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra, cumpriria sua promessa de abençoa-lo por meio de Isaque com muitos descendentes; como? Isso era apenas um detalhe e Abraão podia responder ao seu filho que queria saber onde estava o cordeiro para o sacrifício. Que bom que hoje nós sabemos não só onde está, mas também quem é o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo e nos substitui graciosamente, assumindo o nosso lugar. Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2 Co 5.14,15). Não fuja das perguntas difíceis, inclusive as que vem de Deus.

Senhor Jesus, querido Espírito Santo e Pai amado; obrigado pelo trabalho perfeito e brilhantes de nos acolher em Cristo Jesus, como o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo. Obrigado pelas curas e milagres, mais especialmente pela salvação e o direito de ser chamado teu filho, sendo assim co-herdeiro com Cristo. Pela fé podemos contemplar as maravilhas da graça e os recursos disponíveis para provisão da nossa redenção. Em nome de jesus, amém.

Pr Jason

A Lenha no Ombro

Meditação do dia 10/06/2018

“E tomou Abraão a lenha do holocausto, e pô-la sobre Isaque seu filho; e ele tomou o fogo e o cutelo na sua mão, e foram ambos juntos.”  (Gn 22.6).

 A lenha no ombro – Muita gente que lê essas meditações não tem a experiência da utilização de lenha para alguma coisa em casa. Então também nunca tiveram que conseguir e carregar nos ombros, madeira seca, e as vezes já rachada ou lascada até em casa. Estou falando por experiência própria, nos tempos em que vivi “na roça” no interior de Goiás e Mato Grosso, e não se podia perder uma oportunidade de levar lenha para casa e isso poderia fazer a diferença entre ter uma refeição ou não. Esse texto que conta a história de Abraão e a jornada para oferecer seu filho Isaque em sacrifício, trás essa parte de algo com que posso me identificar e não só eu, mas muitas pessoas e uma muito especial, que é o Senhor Jesus. Ver Isaque carregando a lenha que faria o fogo que o consumiria, é o mesmo que olhar o Senhor Jesus, levando o madeiro da sua cruz onde crucificado por mim e por você. “Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados” (I P 2.24). Além da colaboração com o pai no transporte dos itens, tinha também o simbolismo, do futuro sacrifício de Cristo no Calvário onde ele iria levar aquela cruz pesada desde o cenário do seu julgamento até o lugar da crucificação, no alto do Monte Calvário. Podemos ficar imaginando aqui a cena, mas certamente não chegaremos ao que se passou na cabeça e no coração do pai Abraão. Andar lado a lado, juntos para cumprir um ritual doloroso, mas necessário, não deve ser uma caminhada fácil e nem o sonho de qualquer pai e muito menos de qualquer filho. Isso nos fala do preço da redenção e do quanto isso significa para Deus, ver milhares e milhares, milhões e milhões de redimidos diante do trono, em perfeito louvor, graças a doação generosa de um Deus de amor e de seu filho, que deu sua própria vida para resgatar a cada de todos os salvos que se reunirão um dia na casa do Pai. Isaque carregou algo mais do que lenha, carregou uma responsabilidade, caminhou como um cordeiro mudo para o matadouro. Jesus também carregou mais do que o madeiro da cruz, levou sobre os ombros o pecado de toda uma humanidade perdida e aquele era o único caminho e o único meio de resolver.

 

Obrigado Pai, por nos possibilitar salvação e amor divino, imensurável, além da nossa compreensão, mas perfeitamente redentor. O Calvário é muito significativo para nós e a mensagem da cruz muda as nossas vidas. Obrigado, por estar nos esperando, e estamos também esperando o grande dia, o dia do Senhor. Oramos em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Vou e Volto

Meditação do dia 09/06/2018

“E disse Abraão a seus moços: Ficai-vos aqui com o jumento, e eu e o moço iremos até ali; e havendo adorado, tornaremos a vós.”  (Gn 22.5).

Vou e Volto – Quanto mais estudo sobre Abraão, mais eu gosto dele e das suas atitudes. É o tipo de pessoa que vale muito imitar e aprender. Abraão errou algumas vezes, mas o conjunto da obra realmente merece o “Oscar.” Não dá nem para brincar como naquele episódio em que Jesus disse aos acusadores da mulher flagrada em adultério; ali ele disse: “Quem não tiver pecado que atire a primeira pedra.” Quem não errou como  Abraão? A maioria de nós, bate o recorde dele antes dos setenta e cinco anos. Quando ele começou. Nesse texto de hoje, fico muito admirado por ver como ele reagia em situações de pressão e sob prova de sua fé e comunhão com Deus. Ele seguiu naquela jornada por três dias, lado a lado com Isaque e os dois moços que eram do ministério de apoio. Quando chegou ao local ele não fez drama ou foi buscar confirmação, continuou fazendo com diligencia como vinha fazendo por toda a sua vida. Aqui, eu entendo que ele expressou realmente o que tinha no coração ao dizer aos moços para ficarem ali, cuidando dos animais e das provisões, porque daqui para frente, é algo particular, íntimo entre eu, meu filho Isaque e o Senhor Deus Altíssimo. Mas interessante ainda é que ele adicionou uma condição em que ficaria comprometido com os moços, pois deixou para eles que estariam indo um pouco mais adiante para o sacrifício de adoração a Deus e em seguida, voltariam. Em nenhum momento ele pensou na hipótese de voltar sem o filho Isaque. “Sendo-lhe dito: Em Isaque será chamada a tua descendência, considerou que Deus era poderoso para até dentre os mortos o ressuscitar; e daí também em figura ele o recobrou (Hb 11.18.19). Agir pela fé de fato exige fé. Jogar com a sorte e depois de dizer que foi pela fé, não faz sentido. Admitir a casualidade e depois creditar o bem, como algo fruto de fé em operação é tirar proveito injustamente. Acho que aqui cabe aquilo que dizem a respeito do coração e pode ser atribuído à fé: “A fé tem suas razões que a própria razão desconhece.” Vamos andar com Deus, vamos andar pela fé e confiar que suas promessas são de fato, infalíveis.

 

Pai, obrigado por nos ensinar a confiar em ti, sabendo nós que as informações dadas são suficientes para nossa fé operar e desenvolver. As tuas promessas são firmes exatamente por são suas. A nossa chance de vitórias, são grandes porque são oportunidades dadas por ti. Hoje, vivemos na expectativa da volta de Jesus, pois ele disse que iria preparar lugar e voltaria para nos buscar; acreditamos nas duas promessas, que ele prepararia de fato lugares para nós e também voltará para nos buscar. Ora, vem, Senhor Jesus!

 

Pr Jason

No Terceiro Dia

Meditação do dia 08/06/2018

Ao terceiro dia levantou Abraão os seus olhos, e viu o lugar de longe.”  (Gn 22.4)

No terceiro dia – Abraão caminhando por três dias até avistar o lugar que Deus lhe dissera. São três dias ao lado do filho que estava ali, mas estava morto para aquele pai, que cumpria o doloroso dever de um luto anunciado. Na noite que Deus pediu para ele oferecer seu filho amado, ele se dispôs a obedecer, então ali Isaque foi oferecido e no coração de Abraão ele não vivia mais. Naquelas mesmas terras de Moriá, tempos futuros viram a cena real, prefigurada por Abraão e Isaque. O Pai celeste viu seu filho, abrir mão de sua vontade, para morrer e assim viver a vontade do seu Pai amado. Aquela disposição que faltou ao primeiro Adão lá no Paraíso, estava viva e muito presente na pessoa de Jesus, que ao ver a cruenta morte à sua frente, resignou-se a fazer a vontade de Deus e não à sua. E apartou-se deles cerca de um tiro de pedra; e, pondo-se de joelhos, orava, dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua. E apareceu-lhe um anjo do céu, que o fortalecia. E, posto em agonia, orava mais intensamente. E o seu suor tornou-se como grandes gotas de sangue, que corriam até ao chão” (Lc 22.41-44). As profecias que predisseram toda a sua vida e história, previram também que ele seria morto e ressuscitaria ao terceiro dia. Aconteceu e foi testemunhado e registrado para a verdade ser preservada. “Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras” (I Co 15.3,4). O pai celestial já vivenciara essa cena desde a eternidade e em figura submeteu seu amigo Abraão a essa prova. Mais uma vez fica comprovado que o Senhor nosso Deus jamais nos pede ou nos dá uma ordem impossível de ser cumprida ou obedecida; como também ele sabe o que está pedindo, porque ele mesmo já passou por isso. Antes de Abraão ele já havia dado o seu único filho, o seu amado filho para ser sacrificado. Jesus sabia o que se passava no coração de Abraão como um pai amoroso e com promessas grandes no coração; ele também sabia o que estava no coração de Isaque, um inocente indo para o sacrifício sem culpa e chances de escapar, porque amava o seu pai e confiava na direção firme dele. Por desesperador que pudesse parecer, Isaque confiava no seu pai e isso lhe dava serenidade para enfrentar os momentos de agonia. Lá no fundo, Isaque também percebeu que estivera morto por três dias. Abraão e Isaque avistaram ao fim da jornada muito mais do que uma montanha, um lugar. Eles viram de fato, um destino e um propósito. Quem de nós, ainda que pela fé, puder se identificar com Abraão e Isaque, irá crescer muito na sua intimidade com Deus e nossa fé alcançará um patamar diferenciado. Não se trata de uma fé “ostentação” mas uma fé humilde, simples, carente e dependente do provisão do Senhor. Abraão não caminhou sozinho, embora caminhou solitário. Ele tinha dois moços de confiança, tinha o filho, mas aquela jornada interior era para ele só e seu coração de pai, coração doador. Por isso ele se tornou uma figura simbólica do Pai, e se tornou de verdade o pai da nação, o pai da fé, o meu, o seu, o nosso Pai Abraão. Gerar um filho não é tão difícil, mas ser um pai, é outra história!

Pai, esse nome lhe cai bem e me dá orgulho de pronunciar, amar e respeitar reverentemente. Obrigado por seu generoso e doador, o melhor exemplo que podemos ter. Obrigado pela vida de Jesus sacrificada no Calvário, mas ressuscitado ao terceiro dia e vivo está para todo o sempre, de geração em geração, pelos séculos dos séculos, amém. Em nome dele, o nome sobre todo os nomes, oramos agradecidos, amém.

Pr Jason

Prontos Para a Viagem

Meditação do dia 07/06/2018

Então se levantou Abraão pela manhã de madrugada, e albardou o seu jumento, e tomou consigo dois de seus moços e Isaque seu filho; e cortou lenha para o holocausto, e levantou-se, e foi ao lugar que Deus lhe dissera.”  (Gn 22.3)

Prontos para a viagem – Gosto muito de viajar e certamente muitas pessoas também gostam. Então cavamos oportunidades de por o pé na estrada. Com as facilidades atuais, viajar não é mais uma aventura demorada, cansativa e dispendiosa. Com as boas estradas, aeroportos e linhas regulares, em pouco tempo chegamos a muitos destinos verdadeiramente distantes. Abraão era um homem de hábitos nômade, vivia mudando de lugar, seguindo os passos e as necessidades do rebanho, além de explorar e conhecer as terras da sua herança. Mas essa era uma viagem diferente e especial. Deus falou com ele à noite e pela manhã, de madrugada ele já estava de pé, fazendo os aprontos finais para sua jornada de fé e receber o selo de aprovação para ser o patriarca da nação povo de Deus e pai da fé. Olhando ao nosso redor num contexto de religiosidade, as três maiores correntes na população atual no mundo todo, os muçulmanos, os cristãos e o judaísmo, todos tem uma raiz única – Abraão. Ele nem era um profeta, um pregador, um sacerdote de algum culto ou seita. Abraão era um fazendeiro, que ouviu a voz do Senhor Deus e seguiu andando em fé e obediência, passo a passo. Acolheu as instruções e celebrou alianças com o Altíssimo e viveu plenamente a sua fé. provavelmente ele nunca imaginou estar fundando alguma religião ou culto. Ele tinha a preocupação de cultivar comunhão e amizade com Deus e colocar esses princípios e valores na vida de seus descendentes e foi com isso que se ocupou a vida toda. As coisas se misturaram tanto que é complicado dizer se ele era um fazendeiro que cultivava sua fé e relacionamento com Deus, ou se na verdade ele era um homem de fé, amigo de Deus, que tinha fazendas e propriedades como bênçãos resultantes da sua aliança com o Altíssimo. Albardar o seu jumento, preparar a lenha, levar dois moços e seu filho, era ao equivalente nosso de fazer as malas, colocar no carro e levar outros passageiros e manda-los colocar o cinto de segurança e estar pronto para viajar. Era uma viagem de três dias, no passo das pessoas ou montarias. Jumentos são resistentes e fortes para carregar cargas, mas nada velozes. Na caminhada da fé, nossa jornada tem preparativos e demandas próprias do que se pode ou não levar. Isso é paralelo com a próxima viagem que já temos agendada, quando Cristo vier para buscar a sua igreja. Por motivos de segurança e estratégia, ele não adiantou a data precisa, mas ordenou ficarmos em alerta, de prontidão aguardando a bendita hora. “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (I Ts 4.16,17). E aí, pronto para viajar?

Obrigado pelo convite para participar dessa viagem em direção ao nosso destino final e por pagar o preço de nossas passagens e preparar tudo o que está sendo feito aí nos céus para receber os filhos de Deus e celebrar a completa redenção. Obrigado, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Levantando de Madrugada

Meditação do dia 06/06/2018

Então se levantou Abraão pela manhã de madrugada, e albardou o seu jumento, e tomou consigo dois de seus moços e Isaque seu filho; e cortou lenha para o holocausto, e levantou-se, e foi ao lugar que Deus lhe dissera.”  (Gn 22.3)

Levantando de madrugada – Levantar bem cedo, de madrugada já foi um hábito muito saudável e praticado por grande parte da nossa população, especialmente os de origem rural, o que já foi maioria no Brasil. Mesmo sendo hoje de maioria populacional urbana, os mais velhos ainda cultivam o hábito de levantar bem cedo. Meu pai e minha avó pegavam no pé da gente dizendo: “Os passarinhos que não devem nada a ninguém, se levantam antes do sol sair.” Os novos tempos com jornadas de trabalho por turnos em muitos ramos de atividade, leva pessoas a cultivar isso por necessidade e algumas pessoas já até criaram hábitos noturnos e nas metrópoles existem alternativas de mercados e serviços rodando vinte e quatro horas ininterruptos, para atender a crescente demanda desse público de horários invertidos. Abraão, nesse dia, levantou pela manhã de madrugada, para um programa diferente – aquele não seria apenas o primeiro dia do resto da sua vida, mas a demarcação de um novo limiar em tudo para ele. Deus havia lhe pedido seu bem mais precioso e simbolicamente e pela fé e obediência, para ele, Isaque já estava morto, fisicamente só seria consumado quando chegassem ao lugar determinado. Alguém poderá dizer que Abraão não sabia nada do que estava por acontecer, e de fato faz sentido. Ninguém de nós sabe o que acontecerá no futuro, quer imediato, quer distante; o futuro é opaco para todos. Mas não podemos deixar de considerar que o “pai da fé” alimentava uma certeza íntima e tão forte, que esperança até parece suposição. “Pela fé ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado; sim, aquele que recebera as promessas ofereceu o seu unigênito. Sendo-lhe dito: Em Isaque será chamada a tua descendência, considerou que Deus era poderoso para até dentre os mortos o ressuscitar; E daí também em figura ele o recobrou” (Hb 11.17-19). Eu chamaria isso de fé positiva, construtiva e até mesmo fé criativa, pois a pessoa age com naturalidade e sem qualquer dúvida ou resignação, como se já soubesse o resultado final. É legitimamente agir pela fé. Ele não ficou matutando na sua mente se não seria arbitrário ou contraditório Deus lhe fazer uma promessa, custar a cumprir e depois de cumprida, pedir de volta. Para muitos cristãos atuais, iriam se autoquestionar se realmente era Deus que estava falando ou se eles estavam imaginando coisas. Os mais “espirituais” diriam que o Senhor não faria tal coisa, ou não significava “exatamente isso…” Mas a minha principal lição destra experiência de Abraão é a diligencia, a rapidez de sua ação em colocar em prática o que recebera ontem à noite. Abrão não ficou enrolando, dando corpo mole, para ver se as coisas mudariam. Abraão gostava muito da T.I.A. (Obedecer Totalmente, Imediatamente, Alegremente).

Senhor, justo juiz e Senhor de todos nós e de todas as coisas, obrigado pela oportunidade de receber instruções de servir e que podem ser feitas com alegria e diligencia. Que hoje seja um dia de crescimento e aprendizado, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Holocausto

Meditação do dia 05/06/2018

E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi.”  (Gn 22.2)

Holocausto – Era um sacrifício oferecido a Deus, onde a vítima, que poderia ser um boi, carneiro, cabrito ou pomba, era completamente queimado sobre o altar. O sangue era derramado no altar e a carcaça era queimada. A ideia é substitutiva, o animal imolado estava ali substituindo a pessoa ou quando era um sacrifício coletivo, valendo para toda a nação. O holocausto era uma forma receber perdão de Deus pelos pecados. Deus é justo, por isso o pecado precisa ser punido. O castigo pelo pecado é a morte e a separação eterna de Deus. Mas Deus nos ama e quer ter um relacionamento conosco. Por isso, Ele permitiu o sacrifício da morte de um substituto inocente e sem defeito, em lugar do pecador. O holocausto apenas tinha valor se a pessoa se arrependesse do pecado. O holocausto mostrava que a pessoa entendia as consequências do pecado mas queria mudar de vida. O fogo consumia completamente o holocausto, assim como o castigo de Deus consome o pecado. O sangue derramado do animal representava a morte da pessoa que tinha cometido pecado. O sacrifício de animais não podia apagar completamente o pecado. Sempre que a pessoa cometia outro pecado, precisava fazer novo holocausto. Mas quando Jesus morreu na cruz em nosso lugar, ele fez o sacrifício perfeito e definitivo, Na qual vontade temos sido santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez. E assim todo o sacerdote aparece cada dia, ministrando e oferecendo muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca podem tirar os pecados; Mas este, havendo oferecido para sempre um único sacrifício pelos pecados, está assentado à destra de Deus, Porque com uma só oblação aperfeiçoou para sempre os que são santificados” (Hb 10:10-12,14). Jesus substituiu todos os holocaustos. O holocausto apontava para Jesus, que iria levar todos os nossos pecados, derramando seu sangue na cruz. O sacrifício de Jesus faz o que os holocaustos não podiam fazer: ele muda nossos corações. Ainda que as implicações do pedido de Deus a Abraão estivesse focado na sua obediência que estava sendo testada; ele estava ambientado com tal prática, mas sempre com animais e nunca com pessoas, mas ele entendeu que o Deus a quem ele servia, tinha outros planos e mesmo que ele não pudesse ver o quadro todo, ele podia confiar, sabendo que o Todo-poderoso, podia tudo e não frustraria seus próprios planos. A idéia da aliança fora de Deus, a promessa de um filho herdeiro também foi ideia do Senhor e o cumprimento de tudo isso era sua perfeita vontade. Abraão, pela sua fé, apenas somou dois mais dois e pronto. Aconteça o que acontecer, Deus continuará fiel. Abraão entendeu o pedido e obedeceu prontamente, sabendo que nada que Deus lhe pedisse era demais e tudo que ele fizesse por sua fé e relacionamento com o Altíssimo ainda era de menos. Quando falta fé e convicção, sempre se quer salvar um pouquinho ou um pedacinho; quer-se economizar uma parte ou guardar uma parte como souvenir, uma lembrancinha. Mas o pedido era de um holocausto, então, por si só, já significava “totalmente queimado.” Fica a minha pergunta, para mim mesmo e também para vocês: O que na minha vida, não é totalmente queimado para Deus? O que de minhas consagrações é parcial, é meio a meio ou falta pouco para entrega total? Mas o que foi mesmo que o Senhor pediu?

Senhor, Deus Todo-Poderoso, o grande El Shaddai, Senhor de tudo e de todos. Obrigado por dar o que de melhor o Senhor tinha contigo aí na eternidade. Obrigado Senhor Jesus, por ter se oferecido completamente a Deus em substituição a mim e aos meus irmãos na fé. Reconhecemos que o teu sacrifício é completo, é perfeito e é suficiente diante do Pai para nossa completa libertação por esse preço pago. Por isso, ó trindade santa, és o Deus da nossa salvação. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason