Aliança Com Deus

Meditação do dia 15/04/2018

 “E porei a minha aliança entre mim e ti, e te multiplicarei grandissimamente.”  (Gn 17.2)

Aliança com Deus – Quando estudamos teologia e matérias afins, que são necessárias no ministério cristão, também estudamos as alianças divinas com a humanidade. Algumas delas são bem específicas com uma pessoa e restrita naquele contexto; outras são abrangentes e afetam a todos, em todo tempo. Como em muitos outros aspectos da vida, a cultura ocidental não assimilou muitos dos bons costumes e práticas dos povos antigos e com isso perdemos muito e em alguns casos a nossa cultura simplesmente ignorou ou perdeu completamente qualquer vestígio de traços culturais, com profundos laços de firmeza e responsabilidade social e cultural. Muitas dessas práticas, são bíblicas e muitas são milenares e até mesmo eternas, em se tratando de sociedade humana. As chamadas “Veredas Antigas” (Jr 6.16) que Deus estabeleceu, e que nunca, jamais deveriam ser esquecidas, postas de lado e muito menos desprezadas. Além de ocidentais, nós brasileiros somos o resultado de uma miscigenação muito grande, mas que em se tratando de verdades eternas e boas, perdemos todas e não ganhamos nada com a formação dos valores culturais como povo e nação. As igrejas cristãs, tem se esforçado e criado trabalhos e ministérios para ensinar e sustentar valores bíblicos como casamento, família, e sempre que fazemos uma cerimonia de casamento, temos que explicar tudo de novo sobre o que é “aliança,” que para nós o casamento é uma aliança e não um contrato, como reza a lei civil, que hoje é o que dá validade e segurança jurídica. Somos povos sem palavras, sem honra e o que dizemos (como povo) não tem peso algum de compromisso e responsabilidades. O governo e as instituições se cercam de todos os cuidados e burocracias para se garantir e mesmo assim não funciona. Exemplos: contratos e documentos, autenticações, validações, reconhecimento de firmas, carimbos, taxas antecipadas, alvarás, licenças, protocolos, dupla validação etc e etc. Nos tribunais: “Voce promete dizer a verdade, nada mais que a verdade? Sim! Isso com a mão sobre a Bíblia, com juramento oficial sob pena de crime… Qual é o resultado? Nossa constituição assegura o direito de não produzir provas contra si mesmo. Também existe a famosa e famigerada “presunção de inocência,” mesmo depois de julgado e condenado com provas fartas em duas instancias de tribunais. Alguém um dia me disse, quando o pressionei a dizer a verdade, que “um homem vale o que fala!” Ele queria afirmar sua honestidade e veracidade. Vim a confirmar tempos depois que essa frase era verdade; e ele realmente baseado nela, não valia nada. Deus não precisa de dar garantias, não precisa dar recibos ou mesmo prometer ou jurar. Ele fala e tá dito. Ele faz uma aliança e isso é suficiente para sempre. Todas as alianças divinas pactuadas com os homens, que foram quebradas (raro, uma que não foi) todas foram quebras da parte humana, nunca do lado divino. Por isso a redenção em Cristo Jesus é a maior e melhor aliança, denominada pelo próprio Senhor Jesus, como a “Nova Aliança,” foi celebrada e teve um elemento diferente das demais, além de um símbolo como todas as outras, um mediador, um garantidor que não falha. A ceia é o elemento símbolo de que alguém está e faz parte dessa nova aliança, e Jesus é o mediador e é no seu sacrifício e vida que ela se fundamenta. Assim não existe a menor possibilidade dela ser quebrada de qualquer dos lados ou das partes, porque do lado humano, Jesus é quem segura as pontas para nós. Abrão entendia e acolhia com singeleza a revelação divina de que os dois estavam em aliança e que isso lhe garantia certas vantagens e direitos, dos quais ele não mais precisa fazer acontecer, já estava na aliança. Viver pela fé, andar pela graça, ser guiado pelo Espírito Santo é andar nos valores da nova aliança. Conheça, desfrute e viva plenamente, já é seu, já e nosso.

 

Obrigado, pai, pelas alianças firmadas com Abrão e confirmadas com os patriarcas e ratificada definitivamente por Cristo na cruz. Louvado seja o teu santo nome e a autoridade que ele tem. Agradecidos somos a Jesus por afiançar a nossa aliança contigo e aguardarmos um futuro melhor e eterno pela redenção. Essa é a mensagem da cruz! Em nome de Jesus, oramos, amém.

 

Pr Jason

El Shaddai

Meditação do dia 14/04/2018

 “Sendo, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos, apareceu o SENHOR a Abrão, e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso, anda em minha presença e sê perfeito.”  (Gn 17.1)

EL SHADDAI – É o nome de Deus que o revela principalmente como o “fortalecedor e aquele que satisfaz o seu povo”. O primeiro nome, El ou Eloim, significa por si mesmo onipotencia. Shaddai é o nome característicamente usado pelo patriarca, antes da concessão da lei no Sinai. Sua mais frequente ocorencia é no livro de Jó, onde Shaddai aparece 31 das 48 vezes na Bíblia. Particularmente, sou admirador desse versículo a muitos anos; ele me serve de guia e referencia sobre o cuidado do Senhor para comigo, como o foi com todos os nossos amados dos tempos bíblicos e da história da igreja. Vejo como uma revelação muito poderosa da parte de Deus. Na nossa cronologia, há um intervalo de silencio ou não registros de ações e comunicação entre Deus e Abrão. Mas como dizem os peritos “ausência de evidencia, não é evidencia de ausência.” Certamente a comunhão e o crescimento de fé do patriarca foi muito intenso. No final do capítulo 16, quando nasceu Ismael, Abrão era um Senhor de 86 anos de idade. Se fosse num filme, teríamos iniciado o capítulo 17 com uma legenda rapidinha… ”Treze anos depois…” Então aparece a cena de um ancião quase centenário, observando um adolescente de 13 anos brincando por perto. Se treze anos atrás, Abrão e Sara estiveram em conflito sobre a possibilidade de terem sucesso em gerar um filho, e armaram aquela cena para chegar a um resultado e agora, ali está o ancião, olhando para o seu Ismael, certamente orgulhoso de ver as coisas já mais calmas e o menino se desenvolvendo bem, com uma forte inclinação para o uso do arco, habilidade muito útil e apreciada naqueles tempos. Numa cena assim é que o Senhor novamente se revela ao seu amigo e se apresenta com uma expressão nova o “El Shaddai” eu gosto muito de pensar em Deus como “o mais que suficiente;” para mim que sou bastante limitado, um tanto inseguro, isso me faz muito feliz e esperançoso, pois é quase como se pudesse estar na pele de Abrão, aos noventa e nove anos, vendo humanamente se esvaindo suas energias e as promessas de uma vida, parecem se resumir naquilo mesmo que ele pode fazer com seus recursos. Mas surge agora o Senhor, dizendo a ele que não tem nada a ver com sua potencialidade, energia, robustez e vigor másculo. É Deus em ti que faz a diferença! Vem também um convite-desafio: Ande em minha presença e sê perfeito! Era para Abrão se movimentar, viver de modo diferente ainda mais do que tinha sido até agora e aprimorar de vez o seu testemunho. Como Deus não conhece limites, tudo lhe é possível, ele estimula o ser humano a esticar um pouco mais os seus horizontes e melhorar sempre e permanentemente. Quanto mais nos aproximamos do Senhor, mais potencialidade descobrimos e percebemos que sempre há um novo horizonte após cada nova elevação que conseguimos galgar. Só quem fica parado, estático, estagnado, permanece com a mesma visão o tempo todo. Andar com Deus é sem dúvida alguma o projeto mais ambicioso, desafiador e surpreendente que uma pessoa pode ter. Hoje, fiquei sabendo que “tudo” que sabia ontem, não é tudo de fato; e pode crer, amanhã será um novo dia com uma nova revelação. Por isso mesmo, temos uma recomendação divina, para não preocuparmos nem com ontem e nem com amanhã, pois nenhum deles existe; um já foi e outro ainda não veio, tudo o que temos é hoje, agora, o presente e é exatamente onde Deus vive e atua; ele é o eterno presente. Andar com Deus é estar atualizado, sempre!

 

Senhor, El Shaddai de Abrão e de todos os teus filhos e servos. Tua revelação é também mais do que suficiente para nós. Te conhecer é o melhor projeto de vida que alguém possa desejar e te agradecemos por estarmos aqui hoje, para pensar em tua Palavra e nas tuas revelações. Quem somos nós? Quem é o Senhor? Mas que bom que está tudo bem, aquele que é mais do que suficiente cuida de tudo para nós, hoje e sempre. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Ismael

Meditação do dia 13/04/2018

E Agar deu à luz um filho a Abrão; e Abrão chamou o nome do seu filho que Agar tivera, Ismael.”  (Gn 16.15)

Ismael – O primeiro filho biológico de Abrão, Ismael significa “Deus ouve,” certamente Agar, sua mãe decidiu por esse nome após ser socorrida por Deus, que através de um anjo lhe confortou e anunciou-lhe promessas de bênçãos para o futuro dela e de seu filho. Para o lado cristão, esse homem, e sua história desde a concepção até sua separação final e definitiva da família paterna, tem muitos ensinamentos que levamos para nossa vida. Ismael se tornou um símbolo, ou a materialização da ação humana na tentativa de produzir resultados na obra de Deus. Ao interpretar os desígnios divinos com uma mente carnal, supondo-se fazer a vontade de Deus, a pessoa deixa de confiar na capacidade do Senhor de suprir e realizar sua vontade, através de seus próprios meios. Assim, o homem intervém e faz do seu jeito e o resultado é um Ismael. Deus havia prometido uma herança biológica para Abrão e Sara, mas eles acharam que já estavam ficando velhos e o tempo estava passando e quanto mais demorasse, menos chances eles teriam. Então tiveram a “brilhante” idéia de gerarem um filho pela conveniência humana. Todo o processo foi difícil, com problemas familiares, intrigas, pirraças, provocações, desprezo, desrespeito e opressão e algumas coisas mais, até que o menino nasceu e mesmo assim, as coisas não se ajeitaram bem. Ainda na adolescência, Agar e Ismael foram novamente e definitivamente banidos por Sara, mesmo com pesar de Abrão pelo filho. Quase todas as pessoas servem a Deus e buscam uma vida de obediência e serviço, em alguma etapa da jornada, passa pelo drama de gerar um Ismael. Seja por desobebiencia, seja por falta de fé, abuso de poder, negligencia aos princípios conhecidos, o fato é que geramos um Ismael e ele nos acompanha para o resto das nossas vidas. Não é uma maldição e nem uma desgraça, mas está ali para nos lembrar que existe outros meios  de vermos as promessas do Senhor se realizando, sem que tenhamos que intervir e fazer do nosso jeito. Talvez algum amado leitor está pensando, sobre o que seria de fato um Ismael que produzimos. Pode ser uma compra impulsiva, e logo em seguida Deus providencia o que ele queria ou da forma menos sacrificante. Pode ser uma decisão precipitada para produzir resultados e eles não acontecem e arcamos com responsabilidades desnecessária. Pode ser a contração de algo ou alguém da nossa preferencia em detrimento do que Deus iria estabelecer no tempo dele. Pode ser a entrada ou saída de algum lugar ou projeto, antes ou depois do tempo determinado por Deus. O Espírito Santo tem como revelar a cada um de nós onde está ou onde geramos um ou o nosso Ismael. Eu também lido com os meus, com turbante, camelo, espada e tudo mais que ele tem direito.

 

Pai amado, graças te rendemos por suas muitas misericórdias e não desistir de nós mesmo quando erramos feio. Ao invés de abraçarmos as tuas promessas e esperar o teu tempo e modo, fabricamos por conta própria os nossos resultados; Pedimos sabedoria, para não os produzirmos em série e nem provocar a destruição de pessoas e projetos dos quais há pessoas amadas por ti, envolvidas e trabalhando sério e buscando servir com fidelidade e podem sofrer por nossas atitudes precipitadas. Tem compaixão delas e de nós que estamos na liderança e temos a responsabilidade pelas decisões. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Questões Domésticas

Meditação do dia 12/04/2018

E disse Abrão a Sarai: Eis que tua serva está na tua mão; faze-lhe o que bom é aos teus olhos. E afligiu-a Sarai, e ela fugiu de sua face.”  (Gn 16.6)

Questões domésticas – Nas ministrações para casais, é muito comum rolar umas piadinhas sobre os acontecimentos entre marido e mulher, que além de fazer o povo rir e descontrair, serve também para ilustrar alguma verdade que deva ser cultivada. Uma delas, vou falar aqui, mas não é minha, claro! “No casamento, o homem precisa escolher entre estar certo e ser feliz, os dois, não dá!” Todos sabemos que o homem é mais razão e a mulher mais emoção e determinadas pelejas, ele pode ganhar a questão, mas perde a comunhão; então é preferível “perder” do que estar certo para o bem de todos. Aqui, no lar do lar do irmão Abrão e irmã Sara, não foi diferente. Ela armou uma arapuca e caiu na sua própria armadilha e não gostou nada dos resultados. Ela foi quem sugeriu ao marido unir-se maritalmente com a serva Agar, para que tivessem um filho. Não sabemos muito sobre essa serva, mas ela também nos ajuda a descobrir algumas coisas sobre a irmã Sara. Assim que ela ficou grávida, ela ficou “se achando” e provavelmente insinuando menosprezo para a senhora. Aqueles insultos, que chamamos de “espetadas, cutucadas:” Talvez coisas do tipo: “Sou escrava, mas estou grávida; a senhora tem dinheiro, mas não tem barriga!” Dá até para usar a imaginação e ver Sara passando por ela e Agar dar aquele “olhar 43” assim, meio de lado, acariciando a barriga!!!! Ou então, dizer que não podia fazer alguma tarefa pois a minha condição não permite. Quem sabe, até chegar para Sara e perguntar: Senhora, estou sentindo alguma coisa se mexendo no meu ventre, o que poderia ser? E em seguida responder sarcasticamente: Ah! Me esqueci, a senhora não sabe dessas coisas, nunca ficou grávida, né?” Bem, só de escrever essas peças de ficção imaginativa aqui, já estou com vontade de dar “chega-pra-la” nessa mocinha; imagina a irmã Sara!!! Pois é, ela surtou e partiu para resolver com Abrão e sobrou bronca para ele. Ele então, então… passou a bola para ela novamente. A serva é sua, a idéia foi sua e ela tá provocando a você. Resolva! Eu não gosto muito do que aconteceu, mas aconteceu e está registrado. Sara afligiu a moça, tornou a vidinha dela tão insuportável, que ela fugiu de casa. Afligir alguém a ponto de tornar a vida da pessoa uma aflição tal, que dá desespero. Ela não era uma pessoa livre, com direito de ir e vir onde e quando quisesse; era escrava, serviçal e considerado apenas um objeto, um patrimônio do senhor/senhora; sem nem mesmo direito a garantias de vida e proteção. Uma pessoa nessas condições sociais, grávida e olha que ela não saiu caçando gravidez, foi arbitrária à sua vontade – Sara ordenou a ela que engravidasse de Abrão e agora ela sofria e era torturada por estar nessa condição. Espiritualmente sabemos o conceito cristão e divino sobre a condição e o papel de servos e senhores. É claro que a conduta de Sara é reprovável. Patrão cristão não pode explorar e maltratar seus empregados e servidores, mal testemunho é sempre mal testemunho e isso não contribui para o reino de Deus ser visto e amado no mundo. Abrão estava experimentando um relacionamento com um Deus diferente do que os que eram conhecidos e adorado por aquelas pessoas e ele estava testemunhando aos seus servos e empregados sobre esse Deus de amor, supridor e abençoador … e aí vem uma questão doméstica e a solução dada pela irmã Sara vai na direção contrária. Mas Abrão deixou que Sara fizesse o que bem entendesse… Quando as nossas esposas compartilham problemas domésticos, com empregados, fornecedores, as crianças, vizinhos e ete. Vocês mandam elas fazer o bem entender, ou como cristãos, oram e pedem sabedoria e tomam juntos a decisão que resolva e ao mesmo tempo dá bom testemunho? Se precisarem, peçam ajuda aos universitários…

 

Senhor, obrigado por nos dar autoridade para administrar muitas coisas em nossas vidas e a família é uma delas. Precisamos de ajuda para tomar decisões que afetarão o nosso testemunho como teus filhos e servos e dará credibilidade ao evangelho que professamos. Nem sempre será fácil, mas podemos aprender e servir melhor aos teus propósitos, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Dando um Jeito

Meditação do dia 11/04/2018

E disse Sarai a Abrão: Eis que o Senhor me tem impedido de dar à luz; toma, pois, a minha serva; porventura terei filhos dela. E ouviu Abrão a voz de Sarai.”  (Gn 15.16)

Dando um jeito – Desejo deixar um esclarecimento já de início, para ficarmos mais alinhados no nosso propósito devocional de estudar as Escrituras. Não se pode julgar um texto antigo à luz da atualidade, historicamente para efeitos de estudo é um erro. Os contextos morais, culturais e familiares, vão se alterando no decorrer do tempo e a verdadeira interpretação exige que olhemos os fatos, como foram no tempo e no espaço ocorrido. Também há uma diferença relevante entre a visão de vida da cultura oriental com a ocidental e assim, podemos lidar com situações que à luz do contexto em que vivemos hoje as coisas não se encaixariam e seriam até absurdo imaginar. Aqui mesmo no Brasil estamos tendo conflitos sérios com literaturas, expressões do idioma, manifestações populares e artísticas, devido ao novo contexto de direitos humanos, discriminação social, racismo, preconceito e etc. O que à pouco tempo era dito em público sem nenhum problema, agora, vira processo, cadeia, demissão e tudo mais. O que Monteiro Lobado escreveu no Sítio do Pica Pau Amarelo e foi cultura e ensino para gerações em termos de literatura, hoje não pode ser dito mais pois é ofensivo. Nossa sociedade foi formada num cultura familiar monogâmica e indissolúvel, era o que rezava a constituição, sempre com a figura de pai, mãe e filhos; uma segunda esposa, concubina, amante ou outro termo, era pecha feia e com sérios prejuízos para o nome e a reputação, embora isso sempre acontecia, “meio que por baixo dos panos.” Mas legalmente não era permitido. Assim, quando um novo convertido lia na sua Bíblia um texto como esse, ficava com um nó na garganta e sem entender, como que um homem de Deus, o pai da fé, fez um desatino desses. Sara e Abrão estavam aprendendo a andar com Deus e ainda lidavam com escolhas difíceis e quando se viam encurralados por situações, tal qual nós mesmos hoje, agimos por conta própria e apelamos para artifícios humanos moral e socialmente aceitos, quando devíamos esperar em Deus a solução. Eles tinham a promessa, sabiam que seriam pais biológicos de um herdeiro que levaria o nome deles e a continuidade do projeto da promessa de se tornar uma grande nação. Passados dez anos, alguém pensou, será que não é nós mesmos que temos que fazer as coisas acontecerem? Em comum acordo os dois agiram. Valeram-se do peso cultural de que todos deveriam ter filhos e havendo esterilidade na esposa, havia a permissão de uma união extra ou o concubinato com finalidade de gerar herdeiros. Tudo legal, tudo moral, tudo cultural, mas nada espiritual. Mas não me sinto à vontade para criticar alguém da estatura de Abrão. Mas procuro aprender com a lição e com todo o contexto que isso produziu. Paulo disse algo muito sensato: Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma (I Co 6.12).

 

Pai, obrigado por ser generoso e compartilhar conosco as tuas promessas e permanecer fiel, mesmo quando falhamos. Obrigado pelo perdão e redenção que há em Cristo Jesus. Preciso de coragem moral para decidir por confiar em ti e permanecer firme nas promessas. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Entre Rios

Meditação do dia 10/04/2018

Naquele mesmo dia fez o Senhor uma aliança com Abrão, dizendo: à tua descendência tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates.”  (Gn 15.16)

Entre Rios – Posso não entender e conhecer tudo, mas posso confiar em Deus e em suas promessas. Também tem coisas que não tenho a menor idéia de como as coisas vão acontecer para que as promessas da Palavra de Deus se materializem, mas mesmo assim, não tenho dúvidas sobre a veracidade delas e muito menos sobre o caráter de quem fez a promessa. Quando olhamos um artista criando uma obra, ficamos impressionados como ele com um toque, cria ou modifica inteiramente o que está fazendo e no final fica perfeito. Ele tem tudo na mente ou na imaginação e como somos apenas espectadores, ficamos na torcida e por vezes até apostamos que vai dar errado ou dali pra frente não dá mais ou não tem como melhorar, e tem! Assim é assistir o agir de Deus na história, ele não apenas abre portas, como também cria portas e passagens onde não havia nem vestígios; ele tem o perfeito controle de todos os elementos e cenários e como não conhece impossíveis, ele não se cansa e nem se fatiga e muito menos se vê em becos sem saída. Só por curiosidade, localize num mapa mundi, ou consulte o Dr Google, ou pode ser até que no final de sua Bíblia tenha uma coleção de mapas do Oriente antigo, então à luz desse verso da nossa meditação de hoje, confira no mapa, o tamanho da extensão de território que abrange a promessa de Deus à Abrão. O território atual de Israel, deve ocupar menos de dez por cento do total que a promessa lhes outorga. É por isso, que estou dizendo que fico olhando os mapas dos países e territórios ali, olho os tratados da ONU e as guerrilhas vigentes na região e volto os meus olhos para a promessa na Bíblia e a conclusão é que alguma coisa não bate. Como foi dito a Josué já em fim de carreira: Era, porém, Josué já velho, entrado em dias; e disse-lhe o SENHOR: Já estás velho, entrado em dias; e ainda muitíssima terra ficou para possuir(Js 13.1). Do Rio Nilo em território egípcio, até o Rio Eufrates no território iraquiano em termos atuais, é assombroso o que deve acontecer nos próximos capítulos da história do povo de Deus. Quero também registrar aqui, que consigo de coração limpo e sereno, entender o amor de Deus e o sacrifício de Cristo por todos os povos e nações alojados naquelas terras. A salvação de Deus é para alcançar todas as tribos, línguas, povos e nações indistintamente. Apocalipse mostra a história bem mais à frente ainda do que estamos vivendo agora e lá, diante do trono, aparece milhares e milhares, de todas as raças, tribos povos e nações, redimidos, adorando e louvando aquele que se assenta no trono e ao Cordeiro, porque foram comprados com o seu sangue. (Ap 5.9-14). Amo a paz de Jerusalém e oro pelo povo de Deus, mas sei que Deus ama e salva palestinos, siros, libaneses, jordanianos, egípcios, iraquianos, curdos, medos e etc. Por amarmos um, não precisamos odiar os outros. Mas que será interessante ver o agir do Senhor nesse cenário, isso sim, vale muito a pena ver como se movimentam as peças no grande tabuleiro da história da humanidade.

 

Senhor, nenhuma das tuas promessas ficaram sem serem cumpridas, porque são tuas Palavras. Foi feito em aliança com o patriarca e ratificado com seus descendentes. Hoje, entramos também para a promessa em Cristo Jesus, o verdadeiro descendente de Abrão e tutor das promessas. Ele celebrou uma nova aliança conosco, na noite em que foi traído e preso, quando tomou o pão e o cálice e disse: “Isto é o meu corpo… isto é o meu sangue… da nova aliança, façam isso em memória de mim.” Senhor, estamos celebrando isso desde aquele tempo, acreditando e vivendo essas promessas até que o nosso Senhor venha novamente para buscar sua igreja. Maranata!

 

Pr Jason

Tudo no Seu Devido Tempo

Meditação do dia 09/04/2018

E a quarta geração tornará para cá; porque a medida da injustiça dos amorreus não está ainda cheia.”  (Gn 15.16)

Tudo no seu devido tempo – Gostamos de tudo no seu tempo mais hábil possível. A ansiedade e a precipitação aparecerem se algo parece demorar, na nossa concepção de tempo e realização. Deus está acima desse fatores e não é limitado pelo tempo e nem sofre seus efeitos e não entendemos nada disso, mas continuamos apressados. Esse sentimento de urgência priva a maioria das pessoas de desfrutarem melhor das possibilidades que lhes aparecem. O senso do urgente trabalha contra o que é importante e bom. A psicologia financeira revela que entre o pouco agora e o muito no futuro, leva os investidores a preferir o agora, eles se sentem seguros com o que materialmente podem ter em mãos. Daí, os pacientes e perseverantes se darem melhor na vida e nos negócios. Pessoas que enriquecem com o trabalho e administração eficientes tendem a permanecerem ricos e aumentarem seus bens; enquanto quem enriquece instantaneamente, como nos prémios de loterias e assemelhados, tendem a voltar ao estado anterior e não raro, ficarem mais pobres do que antes. Abrão estava crescendo no relacionamento com Deus e aprendendo o valor das coisas. Umas delas se realizam agora, outras em breve e muitas são para futuro distante, longe do alcance das nossas possibilidades momentâneas. Tudo o que precisamos fazer é trabalhar para construir as bases e as ligações para que quando o tempo apropriado chegar, essas conexões estejam preparadas. Abrão era um homem só; como possuir um território útil para acolher uma nação inteira? Na sua atualidade, muitos povos estavam espalhados ali, então seria insano pensar em apropriar-se de tudo em nome de “a promessa é minha!” Lembrando que a promessa era para ele e para os seus descendentes… então estava tudo dentro dos planos e do cronograma divino. Só daqui a quatro gerações é que vocês voltarão para cá, disse-lhe o Senhor. Isso é desanimador, animador, nem uma coisa e nem outra? Admito que sendo humano e falível, me sentiria muito confortável com uma promessa dessa. Eu sei que não tenho garantias ou uma previsão de quanto tempo vou viver, e nem como será o futuro de meus descendentes, e no caso de Abrão, nem descendente ele tinha até então – Mas Deus, que conhece o futuro, diz a ele que não só ele terá descendente, como serão muitos e que na quarta geração, a promessa se materializa. Uma garantia de futuro que poucos mortais ganham. Outra razão para a “demora” era que a medida de maldade ou o tempo certo de exercer juízo e justiça nos moradores nativos ainda não estava no tempo certo. Eles eram maus e ao que tudo indica, ficariam piores à ponto de receberem um juízo divino de extermínio. A verdade, é que esse tempo também é útil e necessário para que o evangelho seja proclamado e as pessoas tenham oportunidade de se arrependerem. O caráter de Deus é imutável e sempre foi assim e sempre será. Ele não tem prazer na morte e na destruição de vidas humanas, suas criaturas. O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se (2 Pe 3.9). Dize-lhes: Vivo eu, diz o Senhor DEUS, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho, e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois, por que razão morrereis, ó casa de Israel? (Ez 33.11). Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam; Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos (At 17.30,31). O Evangelho sempre foi boas novas de salvação pela graça através da fé. Mais do que encher os templos de pessoas, evitar que pereçam e encham o inferno, deve ser uma preocupação legítima da igreja de Cristo hoje.

 

Pai, obrigado pela graça salvadora e pela justiça verdadeira que será aplicada a todos indistintamente e assim, todos precisam ouvir as boas novas do teu amor e do que fizeste por eles em Cristo. Que a igreja tenha os olhos abertos para as almas que estão caminhando para a destruição eterna e muitas dessas pessoas, bem perto de nós. Misericórdia, Senhor!

 

Pr Jason

A Hora de Partir

Meditação do dia 08/04/2018

E tu irás a teus pais em paz; em boa velhice serás sepultado.”  (Gn 15.15)

A Hora de Partir – Um comandante de exércitos de povos árabes, em tempos antigos, quando fazia prisioneiros, costumava interrogar e quando de sua conveniência soltar algum deles, fazia-lhe uma proposta. Havia uma porta negra e ele apontava para o prisioneiro e propunha-lhe: “Você passa pela porta negra, ou prefere ser executado?” Um serviçal que o acompanhava por anos, certo dia lhe perguntou sobre o que encontraria quem passasse pela porta negra? Porque a maioria sempre optava pela execução. O Comandante disse, após a porta negra só havia a liberdade, a pessoa estaria livre para ir embora. Isso intrigou o serviçal. Por que então praticamente todos escolhem a execução? A resposta: O medo do desconhecido. Quando se trata de morte, há um véu misterioso que cerca o assunto e daí o monte de histórias macabras, aterrorizantes e a mistura de ignorância com superstição não é nada convidativa. Para o cristão, isso não é tão misterioso assim, ao menos não é assombroso e incerto, porque o conhecimento que a Palavra de Deus nos fornece, possibilita viver e morrer em paz e segurança. Depois dessa conversa entre Deus e Abrão, houve muito tempo, muitos anos até quando ele veio a falecer, realmente em boa velhice. São poucas as pessoas que recebem de Deus algum revelação ou informação sobre esse assunto. Não farei escola ou teologia aqui, mas minha impressão pessoal é que nem todos estão preparados para receber uma informação antecipada sobre um tema capaz de influenciar tanto a vida de uma pessoa. E voltando a minha frase predileta, nossas escolhas revelam o nosso caráter. De posse de uma revelação dessa, a estrutura interior da pessoa a levará a tomar decisões e isso pode ser altamente produtivo e abençoador, como pode se tornar tremendamente desesperador e destrutivo. A pessoa poderá querer fazer o melhor uso possível do tempo que lhe resta acertando coisas, fazendo o bem e deixando um legado muito grande, bom e útil. Como também ela pode se desesperar e entrar em pânico e ou rebeldia e desejar produzir o maior estrago possível. Uma terceira via é paralisar, travar e desistir de tudo e de todos, porque nada mais vai valer a pena mesmo… Ao que tudo indica, o Senhor reserva isso para filhos bem amadurecidos e seguros de sua identidade em Deus e que compreenderam bem a redenção e a graça de Deus, de forma que eles se alegram e sabem que terminarão sua jornada e “voltarão para casa!” Percebo que quando mais jovem, nem mesmo pensar nisso faz sentido; a galera jovem, vive como se eles fossem imortais, indestrutíveis e a morte só existisse para os mais velhos, bem velhos por sinal. Pessoalmente, foi por perto do cinquenta anos que caiu a ficha de que era mortal e que isso era realidade também para mim e definitivamente passei a considerar tal possibilidade. Fiquei mais cuidadoso com determinadas situações, comecei a aproveitar melhor o tempo e as oportunidades e trabalhar focado em valores que sejam permanentes de verdade. Ficou mais leve, mais gratificante e lido muito bem, ainda estou aprendendo, mas tem muita coisa boa ainda pela frente. E você, já está consciente ou considerando essa variável da vida? Na vida, não é só o destino final que conta, curtir a viagem também é uma experiência fantástica. Então, curta a paisagem, abra a janela, abra as cortinas e viva com prazer, sirva com alegria e quando chegar a hora, faça um bom desembarque e receba as boas vindas, porque estará em casa!

 

Senhor, obrigado pela vida, que é um dom preciso, único e maravilhoso. Saber que só passaremos por aqui uma vez e depois estaremos diante de ti e para sempre, para servir e começar outra etapa da vida e do relacionamento nos trás esperança e alegria de viver. Obrigado pela presença consoladora e confortadora do Espírito Santo em nós, teus filhos, até aquele dia e hora. Em fé, muito obrigado pelo trajeto até aqui. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Deus Julga as Nações

Meditação do dia 07/04/2018

Mas também eu julgarei a nação, à qual ela tem de servir, e depois sairá com grande riqueza.”  (Gn 15.14)

 

Deus julga as nações – O começo de tudo é bem no começo, lá em Gênesis. Ao longo da história e da Bíblia vemos o desenvolvimento das doutrinas, das culturas, e dos acontecimentos que por vezes achamos que é novo e moderno, nunca antes visto. Historicamente, Já havia muitas nações organizadas e consolidadas, antes de Israel. Deus não copiou nada e nem plagiou, mas foi ele mesmo que deu inteligência e conhecimento ao homem, que seguindo as migalhas de suas necessidades, vai se organizando e aprimorando mecanismos, e assim facilitando a vida e produzindo desenvolvimento humano e social. Assim, as cidades e as sociedades, surgiram à partir de necessidades e soluções. Tal qual em nossos dias vimos os surgimentos de novos empreendimentos e soluções que vão se adequando às novas tendências e assim também surge as expertises e os seguidores e até criadores de tendências. No fundo mesmo, fazemos as mesmas coisas que os antigos, apenas com novas tecnologias, ferramentas e recursos, mas o básico, ainda é original. Assim como Deus mantinha estreitas relações com Adão e Eva e os seus descendentes, ele continuou fazendo, e importando com o rumo que como sociedade as pessoas foram se organizando. Tal qual ele sentenciou Caim e outros transgressores no início, seus princípios foram mantidos e aplicados no decorrer dos tempos. Se o individuo é responsável dos seus atos, também um grupo social organizado também é. Nações e povos são responsabilizados por seus atos e não havendo arrependimento e conversão, o juízo acontece. É interessante, que um indivíduo, por ser criado à imagem e semelhança de Deus, tendo sua lei implantada em seu interior, quer ele venha a tomar postura moral, ética e religiosa distinta, como até a negação da existencia divina, ou sua negação no sentido de permitir que Deus interfira em sua vida, a verdade não muda e um dia, ele comparecerá diante do trono da justiça divina e prestará contas de tudo. Um grupo social organizado, como uma cidade, uma tribo, um estado, é na verdade um corpo coletivo auto responsável por suas escolhas e preferencias, mas não sobrevive ao tempo e a eternidade, assim a sua existência só existe aqui neste mundo. Por isso, o juízo sobre tal, acontece aqui, mais cedo ou mais tarde, mas por assim dizer, ninguém (cidade, tribo, estado, nação etc.) morre devendo a Deus. Muitas culturas e povos surgiram, floresceram e contribuíram significativamente muito para a sociedade humana; mas deixaram de ser bons e puros e enveredaram pelas sendas do pecado e sempre que advertidos por Deus, se recusaram a se arrependerem e a abandonarem seus pecados e então foram executados e muitos deles, foram extintos. Deus prometeu à Abrão que seus descendentes seriam maltratados e explorados por uma nação, que no devido tempo seria julgado. Nos dias de Abrão, até José e um pouco mais, o Egito foi tudo o que sabemos pela história e muitas das suas ruínas que hoje são momentos visitados pelos turistas do mundo todo, provam sua história e sua grandeza, mas ele nunca mais foi o mesmo e nem será. Babilônia, Assíria, Etiópia, gregos, romanos, bárbaros, mongóis, já bem perto de nós, ingleses, soviéticos, americanos…. A justiça vem e a verdade prevalece. Lembremos de 2 Cr 7. 14 “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome…..” Que Deus salve o Brasil!

 

Senhor Deus de todos os povos, raças, línguas, tribos e nações, o Senhor faz juízo e justiça e ninguém escapa das tuas mãos. As tuas promessas não caem por terra e nem ficam esquecidas para sempre. Só o Senhor e a tua Palavra são eternos e os mesmos em todos os tempos. Glória e honra sejam dados a ti, pelo nome soberano de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Existe Algo Entre o Começo e o Fim

Meditação do dia 06/04/2018

Então disse a Abrão: Saibas, de certo, que peregrina será a tua descendência em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos,”  (Gn 15.13)

Existe algo entre o começo e o fim – Certamente não estamos aqui para filosofar, mas também nada impede exercitar os miolos. Tudo o que foi escrito no passado em termos de Escrituras Sagradas, tem o propósito de trazer consolo e esperança, diz o Apóstolo Paulo: Porque tudo que dantes foi escrito para nosso ensino foi escrito, para que, pela paciência e consolação das Escrituras, tenhamos esperança” (Rm 15.4). Isso mesmo, as lições que nossos irmãos passaram, servem-nos de ensino e estímulo, pois para eles as coisas não aconteceram da noite para o dia, e nem de graça, no sentido de sem esforço, trabalho, conquista, erros e acertos. Estamos acompanhando a saga de Abrão e mesmo em pouco tempo, temos observado as idas e vindas, as conquistas, progresso e também situações de dificuldades em que a providencia divina teve que se manifestar para produzir resultados animadores. Abrão, era homem como eu e você, chefe de família, tal qual nós mesmos o somos hoje, enfrentava os dilemas da vida e era um adorador fervoroso do Senhor seu Deus, que agora também é seu e meu. A fé o levou a vitória, como fará comigo e contigo, com nossas famílias e igrejas enquanto estamos escrevendo as nossas histórias. Hoje, desejo frisar, que entre o começo e o fim, existe o meio e aí que estamos hoje, é aqui que estão acontecendo as coisas, boas, maravilhosas, difíceis, terríveis, e também é nesse espaço que o Senhor está andando conosco e nos moldando. Pela fé, chegaremos lá e esperamos que será uma linda história, que sirva para inspirar outros, não importa se será apenas uma pessoa, poucas, muitas ou milhares, não estamos aqui para dar ibop, mas sim, servir ao Senhor com fidelidade e completar a nossa carreira. Eu sei como foi o início e o final da vida e da história de Abraão e me é muito inspiradora; mas da minha própria vida, sei o começo e o até agora…. o fim, certamente não serei eu que escreverei sobre ele, mas sei que preciso trabalhar bem, para que seja coerente com o que acontece até agora. Meu passado não posso mudar, posso lidar com ele, aceitá-lo e corrigir no presente e para o futuro o que não está bom. O futuro ainda não existe, vai se descortinando passo a passo e posso deixa-lo acontecer ou trabalhar para construí-lo como acredito que possa ser e contando com a graça e a misericórdia do Senhor, poderá sair até melhor do que o desejo e esforço que me é possível. Entre a promessa de posse eterna da terra prometida, até sua efetiva apropriação e a construção de uma nação poderosa em Deus e detentora dos oráculos divinos e seio acolhedor do Messias e da raça humana restaurada pela redenção em Cristo, tem toda essa história antiga, presente e capítulos ainda por escrever, mas que olhando nas páginas sagradas, podemos ler o roteiro e até prever alguma coisa das cenas dos próximos capítulos. O que hoje conhecemos do povo de Deus, nação escolhida, vitoriosa, testemunha viva de milagres, atos sobrenaturais, profetas, reis e sacerdotes, apóstolos e mártires, liderança mundial, influencia poderosa e povo difícil de ser batido, tem também capítulos de dor, lágrimas, cativeiros, sujeição, opressão, sangue derramado, clamor e fé. Gosto muito daquele depoimento pessoal do pastor e escritor Kenneth Hagin, quando aos 17 anos moribundo com tuberculose no porão da casa da vó, com crises sucessivas que não davam esperança de mais nenhum dia de vida. O Pastor deles foi chamado para uma visita e ao ver o seu estado, começou a orar para consolo e conforto da avó que perderia o neto muito breve. Mas ele em agonia, não concordava com a oração do seu pastor e dentro de si ele dizia: “mas eu ainda não morri, mas eu ainda não morri!” e quando o pastor terminou a oração, ele não disse amém, porque ele estivera meditando nos últimos dias em Mc 11.24 – “Por isso vos digo que todas as coisas que pedirdes, orando, crede receber, e tê-las-eis.” Nem é preciso dizer que ele morreu a bem pouco tempo, com mais de oitenta anos e teve um vigoroso ministério para Deus e sei lá, se não fez, pelo menos deve ter participado do culto fúnebre do seu pastor, que foi primeiro do que ele para a glória. Entre o começo e o fim, existe o meio e é onde estamos atuando, e ele conta muito. Por isso, não desanime, não desista, não desespere e não deixe nada para trás sem resolver. Quem sabe, um dia receberemos na glória, um “Oscar” pelo conjunto da obra!

Senhor, obrigado por estar conosco hoje, porque para ti é sempre hoje, e a nossa história está cuidadosamente trabalhado por ti e nada escapa ao teu cuidado e amor. Posso não ver e nem saber o meu futuro, mas isso não faz diferença, porque o Senhor sabe, cuida e abençoa para nenhum dos teu planos sejam frustrados. Graças, porque até aqui me ajudou o Senhor e foi mais do que suficiente. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason