Ismael Viverá

Meditação do dia 25/04/2018

E quanto a Ismael, também te tenho ouvido; eis aqui o tenho abençoado, e fá-lo-ei frutificar, e fá-lo-ei multiplicar grandissimamente; doze príncipes gerará, e dele farei uma grande nação.”  (Gn 17.20)

Ismael viverá – Relembrando as nossas maneiras ilustrativas de interpretar as histórias bíblicas e aplica-las em nossas vidas e relações cristãs, temos que lidar com o Ismael que criamos em algum momento por decisões tomadas e que teremos que assumir as responsabilidades e conviver com isso para o resto da vida; não é um castigo e nem uma maldição, apenas uma lembrança constante de como não devemos fazer certas coisas. Literalmente, foi assim com Abraão e Sara, que em certa fase da vida, acreditaram que poderiam resolver um problema, que impedia a bênção de Deus acontecer em suas vidas, mas acabaram criando uma situação que interferiu nas suas relações pessoais e familiares e não mais tinham como se livrar dos resultados, pois uma criança veio ao mundo e isso é uma responsabilidade que não pode ser negligenciada. Sempre que eles olhavam para o garoto, vinha a lembrança do porque aquela pessoa estava ali; embora Abraão sempre amara o filho e Sara sempre teve conflitos e dificuldade de aceita-lo, agora era a realidade com a qual tinham de conviver e até proteger. Agora que o garoto já estava se tornando um homenzinho e o pai viu a mão de Deus agindo para cumprir da forma correta o que havia lhe prometido e ele por precipitação interferira no processo, lembra diante de Deus, que estava consciente de que tinham uma aliança e que ela estava destinada ao seu filho e filhos de seus filhos por concerto eterno, quer saber o que acontecerá com Ismael. Aqui entra a ação coerente de Deus em ser fiel à sua Palavra e também fazer juízo e justiça simultaneamente sem ferir sua santidade e nem a sua justiça. O fato de Deus abençoar Isaque e firmar os compromissos já assumidos, não seria razão para descartar Ismael. Deus pode consertar qualquer coisa que quebrarmos, é só levarmos a ele os pedaços. Mesmo os resultados de precipitações e erros, em si tratando de pessoas, elas são amadas e queridas e todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Sempre o pecado será odiado e punido, mas a bondade e a misericórdia sempre será estendida ao que clama. Para Deis amar um, ele não precisa odiar ou desprezar o outro. Se pessoas equilibradas e saudáveis não agem assim com seus filhos, quanto mais o Senhor que é perfeito em tudo. Pessoas são muito importantes no projeto de Deus, ainda que a história delas sejam um verdadeiro desastre desde a concepção, mas sempre haverá disposição divina para abençoar e retirar as marcas do pecado e do egoísmo de quem ocasionou tudo. Quantas pessoas em nossas igrejas e famílias ou conhecidos que tem um testemunho tremendo de como tinham tudo para dar errado ou nem existirem, mas foram preservados e sustentados e em meio ao sofrimento e as dores das rejeições, sobreviveram, foram alcançadas com a salvação e a transformação e são verdadeiras bênçãos e a prova viva do amor e da graça redentora de Deus. Querido, o novo nascimento muda sua vida, sua história e seu destino. Não precisa mais viver envergonhado, depressivo, rejeitado e humilhado como se você fosse de segunda categoria. Voce é amado do Deus Altíssimo e Jesus pagou suas dívidas e libertou para uma vida de sucesso, prosperidade e realização. Não como você veio, ou está, mas como será de agora em diante por toda a eternidade. Mude seu foco, mude a maneira de te ver e veja como o Senhor te vê, isso já será revolucionário no seu interior. Você é especial do começo ao fim. Levante-se e viva! Mesmo um Ismael viverá e será abençoado, frutífero e será grande. Se Ismael não podia herdar a bênção pela linha biológica, pode igualmente pela linha da fé, como qualquer outro, porque pela fé todos são filhos de Abraão, abençoados e herdeiros legítimos.

Pai, hoje é dia de adoção para aqueles que sempre se viram como rejeitados e excluídos. A aliança e a bênção chega a todos pela fé no mais poderoso descendente de Abraão, Jesus, o Leão de Judá, aquele que venceu e abrirá todas as portas para os redimidos pelo seu sangue. Aceitamos o perdão e a purificação do Sangue de Jesus e pedimos perdão por vivermos abaixo dos teus padrões por alimentarmos uma idéia de que não seríamos amados e aceitos, devido a erros e pecados de pessoas que estão fora de nosso alcance concertar. Liberamos perdão e graça para quem produziu sofrimento e dor, mas agora somos portadores da graça e da restauração da vida e da alegria que Cristo pode dar. No nome dele é que oramos alegres e felizes, amém.

 

Pr Jason

O Riso

Meditação do dia 23/04/2018

E disse Deus: Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque, e com ele estabelecerei a minha aliança, por aliança perpétua para a sua descendência depois dele.”  (Gn 17.17,18)

O Riso – Com todo o respeito, temor e reverencia que o Senhor merece, gosto de pensar nele como sendo uma pessoa que possui um tremendo senso de humor. Em todas as páginas das Escrituras isso é perceptível; também nos atos da criação e no trato com as pessoas e nações, é muito fácil notar que as emoções e as tiradas de humor tão comuns nas pessoas, também aparecem em Deus. Não é de admirar, somos sua imagem e semelhança e expressar-se através do humor é uma boa qualidade. Tanto Sara quanto Abraão riram da idéia de gerarem um filho na idade em que estavam, algo muito fora da curva da normalidade entre as pessoas. Ainda hoje, nos divertimos ou admiramos quando sabemos que alguém já mais amadurecido concebeu um filho. Nos temos de seminário, além de divertir com essas coisas, seminaristas tem sempre um versículo ou passagem bíblica, ou princípio doutrinário para escudar toda e qualquer situação, talvez até como mecanismo de exercitar o conhecimento e a aplicabilidade das Escrituras. Lá a gente cantava o verso de Sl 92.12,14 O justo florescerá como a palmeira … na velhice ainda darão frutos… Então já que eles estavam rindo não só da impossibilidade deles, mas também indiretamente da capacidade divina de contornar um obstáculo, o Senhor então como que dissesse: “Já que vocês estão rindo, então o nome do filho de vocês será Isaque, que significa riso, assim sempre que o chamarem pelo nome terão que lembrar disso!” Alguém mais maldoso do que eu, iria logo apelidar o bebê de “risadinha.” Ao mesmo tempo que chamar filho pelo nome lhes traria a memória a incredulidade, também traria a alegria de ver o poder de Deus agindo em favor deles. O próprio Isaque traria na sua identidade a marca da capacidade do Senhor em fazer acontecer o que for necessário para que seus propósitos se cumpram. Mas também Abraão recebeu outra confirmação maravilhosa de que a mesma aliança firmada com ele e prometida aos seus filhos e sua posteridade, Deus lhe afirmou que firmaria essa mesma aliança com Isaque e com a descendência dele. Estava assim selada e garantida uma etapa do aprendizado de Abraão no caminhar com Deus. Precisamos lembrar ou ser lembrados sempre que para Deus não há impossível no seu agir, ele não está sujeito a limitações em quaisquer sentidos. Agora que temos uma aliança, só precisamos viver nos termos de tudo que ela significa e desfrutar da segurança e prosperidade assegurada e garantida.

Pai, obrigado por seu o Deus de alianças e todas elas firmadas na base do sacrifício de Jesus. Por ele temos acesso a tudo o que está escrito na tua Palavra. Somos consolados e confortados nessa segurança. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Tá Rindo de Quê?

Meditação do dia 23/04/2018

 “Então caiu Abraão sobre o seu rosto, e riu-se, e disse no seu coração: A um homem de cem anos há de nascer um filho? E dará à luz Sara da idade de noventa anos? E disse Abraão a Deus: Quem dera que viva Ismael diante de teu rosto!”  (Gn 17.17,18)

Tá Rindo de Que? –Se não meio trágico, até que seria mesmo engraçado. Mas a atitude de Abraão me leva a refletir sobre as minhas próprias, pois por tantas vezes me surpreendo duvidando do que acredito e até acreditando naquilo que tenho dúvidas. É mesmo meio confuso, mas a gente dá passos, toma decisões sobre bases das quais não acreditamos ou, deixamos de agir conforme aquilo que a nossa fé afirma ser confiável. Isso é ser humana? Sim, certamente; mas não podemos nos orgulhar disso, depois de experimentar a graça divina e ver ao vivo e à cores a manifestação do seu poder e à sua fidelidade. Abraão e Sara passaram a vida toda tentando ter um filho, oraram e buscaram a Deus por isso, receberam uma palavra legítima prometendo e confirmando a promessa; agiram por conta própria e criaram um Ismael e depois viram que não era aquele o caminho pelo qual Deus realizaria os seus propósitos. Viveram resignados, mas confiantes que tudo iria dar certo. A confiança deles estava colocada numa fonte segura, que era Deus, o Altíssimo, mas ainda assim eles olhavam para si mesmos e viam que as chances eram mínimas a cada dia. Eu e você não temos desculpas, pois além de nossas próprias experiências pessoais, vemos o mover de Deus na sua igreja e na vida de irmãos e irmãs em Cristo bem perto de nós e ainda temos o testemunho das Escrituras; ainda assim, vacilamos de quando em vez. Nesse dia, quando Abraão está ali, recebendo mais uma revelação do Altíssimo, com o coração cheio de fé e de temor, convicto do privilégio de ser amigo de Deus e herdeiro de promessas infalíveis, e que uma cena como a que estava vivendo, não era normal na rotina dos homens na face da terra. Para ele, tudo estava como deveria ser, de uma forma ou de outra, as promessas seriam realizadas, mas ele já estava descartado por sua condição humana física e biológica em termos de reprodução, dele e de Sara. É nesse instante que Deus lhe diz que está promovendo uma bênção especial em suas vidas, de tal modo que Sara também será abençoada e terá um filho, dela mesmo, biológico, por meios naturais de concepção. Ele, lembrando da idade dela, prostrado em adoração, aproveitou a posição para cair na risada… se não de até hoje, porque agora? Novamente ele regrediu na sua forma de ver o agir de Deus e racionalmente entendeu que Ismael seria adaptado para realizar o projeto. Já tentou encaixar uma conveniência sua, para que os propósitos de Deus desse certo? Não funciona! É gambiarra brasileira das boas! Por outro lado, como é maravilhoso ver a paciência e a paternidade divina em lidar com a gente, que somos tão instáveis e volúveis. A bênção de sermos limitados seria boa demais se aliada com a fé e ação na providencia do Senhor. Mas somos limitados, estamos conscientes disso e agimos baseados nisso e queremos reduzir o agir de Deus para o mesmo nível. Deus não precisa e nem quer se exibir com seu poder e conhecimento; ele quer agir para nos dar um ambiente saudável de comunhão, onde um lado possui tudo e todos os recursos e ama compartilhar. O outro lado é limitado, carente e age como se tivesse o controle, ao invés de simplesmente sentar e curtir a viagem com o Senhor na direção de tudo.

Senhor, a tua graça nos basta, mas até isso, precisamos aprender a confiar que nada irá nos faltar, não porque somos responsáveis ou capazes, mas porque o teu amor e a tua capacidade excede em muito os nossos limites. Somos abençoados pela amizade e comunhão que Cristo alcançou para nós lá na cruz e nos receber na sala do trono sempre foi uma alegria para ti. Obrigado por nos amar, nos compreender e andar conosco mesmo assim como somos. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

De Sarai Para Sara

Meditação do dia 22/04/2018

 “Disse Deus mais a Abraão: A Sarai tua mulher não chamarás mais pelo nome de Sarai, mas Sara será o seu nome. Porque eu a hei de abençoar, e te darei dela um filho; e a abençoarei, e será mãe das nações; reis de povos sairão dela.”  (Gn 17.14)

De Sarai para Sara – Trabalho a algum tempo num contexto de restaurar nos meus dias e no que me toca como pastor de igreja local, a cultura da bênção de Deus para a família. Acredito na bênção geracional e na responsabilidade de uma geração cuidar da próxima geração e sendo os pais responsáveis pelos filhos. Não se trata de voltar a alguma prática judaizante, ou rituais do Antigo Testamento, como se desejasse para mim e minha geração algo que foi de um contexto bíblico do passado e estaria tentando ressuscitar. Não! Estou me firmando nas Veredas Antigas que Deus estabeleceu e recomendou para andarmos nelas. Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas; mas eles dizem: Não andaremos nele (Jr 6.16). Andar pelo bom caminho nos leva a encontrar descanso para as nossas almas. Isso é tudo e mais um pouco do que precisamos em nossos dias. Deus ao fazer aliança com Abraão, pensava em uma posteridade abençoada, onde estaria pavimentada uma estrada de santidade e compromisso capaz de permitir a chegada e a passagem do Messias, que resolveria em definitivo os problemas do pecado com a restauração da ordem e da verdade. Para tanto, essa aliança e suas bênçãos eram abrangentes, dentro do que conhecemos como “contexto de família.” Família é uma vereda antiga de Deus. Foi a primeira instituição criada no mundo e foi a única preservada no dilúvio. A idéia original divina é que nenhuma pessoa seja concebida, gerada, nascida e criada fora de uma família. Por isso, o começo das bênçãos foram para Abrão que se tornou Abraão e depois para Sarai que se tornou Sara. Uma bênção tão grande e abrangente que atingiu até a condição física e orgânica do casal. Foram revigorados o suficiente para uma mulher estéril a vida toda, ver a conceber aos 90 anos de idade. Era caso mesmo para rir! Acredito e trabalho para que as famílias cristãs ao meu redor recebam o impacto do poder transformador da Palavra de Deus, através das promessas e de nossa postura de andar nessas veredas antigas do Senhor. Para isso acontecer precisamos andar contra a idéia prevalecente da cultura dos nossos dias, que sendo maligna na sua essência, disfarçou-se e adentrou nas famílias cristãs que tem as mesmas filosofias e ideologias dos não cristãos. O casamento não é mais sagrado, necessário e caminho para a transmissão da bênção de Deus. A santidade conjugal não tem peso e os procedimentos impuros e imorais são já aceitos como “normais” já que intimidade é particularidade de cada um e aí vale tudo. Ter filhos não condição de aliança com Deus e transmitir os valores do reino e a bênção de geração em geração. Hoje, ter filhos é questão de status, boa condição financeira e a capacidade de tornar os filhos competitivos no mercado de trabalho. Os pais não tem preocupação de preparar os filhos para a vida, mas para arrumar um emprego. A verdade é uma coluna irremovível e não podemos fugir dela; nesse contexto de bênção familiar e geracional, os pais são responsáveis e cada um (pai e mãe) tem papeis diferentes e igualmente importantes e vitais para a perpetuação do propósito eterno de Deus. Os filhos tem seus papeis no aprendizado, assimilação e acolhimento dos valores transmitidos pelos pais e posteriormente retransmitir pela boa ordem de família e a geração de filhos. Todos temos que repensar muitos dos nossos conceitos.

Pai, obrigado por mudar a história de Abrão e Sarai e construir uma nova como Abraão e Sara e agora somos partes e herdeiros dessa segunda etapa. Hoje, somos nós que estamos vivos e é conosco que o Senhor trata hoje para abençoar e mudar o curso da historia começando com a nossa geração e seguindo para as próximas. Obrigado por nos guiar a uma vida de fé e compromisso com os teus propósitos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Incircunciso

Meditação do dia 21/04/2018

 “E o homem incircunciso, cuja carne do prepúcio não estiver circuncidada, aquela alma será extirpada do seu povo; quebrou a minha aliança.”  (Gn 17.14)

O incircunciso – Ao escolher seguir um caminho, escolhemos por convicção de que nos levará a um destino. Fomos criados para amar e servir a Deus, mas nem sempre entendemos até mesmo o sentido das palavras que utilizamos, para prejuízo nosso em muitos casos. Não tem muitos dias aprendi algo sobre as palavras e o seu real significado, entre umas e outras, refleti sobre “servir” a Deus. É tão simples, tão corriqueiro que não tem necessidade de definir, pois já sabemos (sabemos?); todos são servos de Deus, todos servimos a Deus, fui chamado para servir a Deus…. A eternidade vai nos revelar coisas que imagino, vamos colocar as duas mãos no rosto, abaixar a cabeça, como se olhasse para o chão e meneá-la negativamente, com cara de surpresa como quem diz: “não acredito que era isso ou assim?!!” Acredito que de todas as pessoas que já nasceu e viveu nesta terra, entre os mortais, provavelmente ninguém teve tanta revelação e discernimento sobre Deus, Jesus, a redenção, a igreja e temas espirituais do que o apóstolo São Paulo. Ele deixa vestígios de suas experiências e conhecimentos adquiridos por revelação em vários de seus escritos. Mas quero lembrar aqui, em particular o que ele disse aos gregos de Atenas, ao anunciar-lhes o evangelho. O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens; Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas” (At 17.24,25). Normalmente pensamos em idolatria dos não cristãos e nos nossos cultos e formas de culto. Eles estão errados, nós estamos certos, Deus aceita o nosso, mas não aceita o deles… Deus é Deus e não precisa de servos, para nada, coisa nenhuma, ele é auto suficiente, tal qual é auto-existente. Deus não sente solidão, depressão e precisa da nossa compaixão, ajuda e de alguma forma quebramos o galho dele. As pessoas torcem as palavras porque torcem os conceitos e princípios divinos, tanto sobre o seu amor e bondade, como sobre sua justiça e juízos. Ao falar com Abrão sobre a aliança e como entrar nela e como permanecer, ele instituiu a circuncisão e disse que todo do sexo masculino teria que ser circuncidado e quem não se submetesse é porque teria quebrado a aliança e estaria fora. Ponto. Incircunciso na Antiga Aliança, equivale a Não convertido na Nova Aliança. Tá fora. É bonzinho, mas tá fora! Não é beemmmm assim!!! Quem disse? A pessoa é livre para escolher? Sim! Mas não é livre para escolher as consequências de suas escolhas. As pessoas criam seus caminhos e meios para “servir a Deus” – mas Deus está comprometido com isso? Desde quando ele abre exceções? É bom sabermos que o que Deus disse, tá dito.

 

Pai, obrigado por usar as palavras certas e ser gracioso, generoso e fiel à tua Palavra. Estamos aqui, para ser fiel e isso nos leva a ser felizes, bem sucedidos e realizados. Contrariar teus conselhos e fazer nossas próprias medidas não é o caminho da vida. Obrigado por Jesus ser a expressa revelação da tua vontade, em nome dele é que oramos, agradecidos, amém.

 

Pr Jason

O Nascido e o Comprado

Meditação do dia 20/04/2018

 “O filho de oito dias, pois, será circuncidado, todo o homem nas vossas gerações; o nascido na casa, e o comprado por dinheiro a qualquer estrangeiro, que não for da tua descendência. Com efeito será circuncidado o nascido em tua casa, e o comprado por teu dinheiro; e estará a minha aliança na vossa carne por aliança perpétua.”  (Gn 17.12,13)

O Nascido e o Comprado – Quanto mais lemos as Escrituras, mais preciosas elas se nos tornam. Atentar para os detalhes e pormenores dos textos bíblicos para o cristão não é questão de minuciosidade ou preciosismo literário, ou pegar ao pé da letra; na verdade, isso faz parte do processo espiritual e mental de se digerir a Palavra de Deus, também chamado de MEDITAÇÃO BÍBLICA. Meditar no conceito cristão, não apenas ler e pensar, refletir, mas ler com atenção e com intenção de absorver dali o precioso alimento para o espírito. Tal qual na culinária, o ápice de uma receita necessariamente não é o ingrediente principal do prato, mas um detalhe pequeno que pode ser de um tempero, tempo, corte, etc. Os línguas de trapos não dizem “que o diabo mora nos detalhes?” A conversa entre Abraão e Deus era séria, coisa de gente grande, estavam tratando de assuntos que influencia o tempo e a eternidade; tinha à ver com vidas que iriam ser salvas ou perdidas. Mesmo que o projeto seja imenso, eterno e acima da compreensão humana, não significa que pequenos detalhes não sejam importantes e vitais para o sucesso do mesmo. Quero voltar a salientar aqui, o que venho escrevendo em varias meditações e o faço com uma preocupação da sua necessidade; que não podemos olhar a vida e as Escrituras com uma cabeça e uma mentalidade ocidental, secular e profana, com base no que politicamente se chama de estado democrático de direito, aplicando esses caminhos tortos humanos para Deus, sua palavra e seus propósitos. Somos formatados desde criança a ser cheio de direitos e privilégios e sem a necessidade de prestar contas a ninguém. Assim quando as pessoas se convertem (quando se convertem) e entram para a igreja, querem aplicar seus conceitos às verdades eternas; aceitam ser salvos, abençoados, prosperarem, “mas Deus não PODE me obrigar a fazer o que não gosto, afinal, onde estão os meus direitos?” Cada um quer servir a Deus nos seus próprios termos; Deus é que tem de se enquadrar nas conveniências das pessoas; e como “igrejas” que se prestam a isso, para agradar o cliente… dá no que dá! Deus disse a Abraão os termos da aliança e o sinal será esse, cada homem, todo homem, nascido em casa ou comprado (escravo, empregado) será circuncidado, perpetuamente se fará isso. Os filhos biológicos de Abraão já nasceriam dentro da Aliança e portanto sem opção de aceitar ou não a circuncisão. Quem viesse de fora, comprado, contratado e irá viver sob as benesses da aliança, estão participando da aliança, portanto precisam se enquadrar. O corpo de Cristo é uma unidade gerada pelo Espírito Santo que batiza cada um que nasce de novo ao receber a Cristo como Senhor e Salvador; portanto ao nascer de novo ele já nasce dentro da aliança da redenção e da unidade do corpo de Cristo, ele não tem como escolher ser ou ser parte do corpo de Cristo. Os filhos dos cristãos, nascem biologicamente dentro de uma aliança de bênção estabelecida já com os pais e devem ser ensinados e preparados para viver isso, porque são filhos de servos de Deus e propriedades exclusivas dele. Deixar as crianças crescerem soltas, e não treiná-las e prepara-las para assumir e desempenhar seu papel é ser irresponsáveis. Isso é papel dos pais, a perpetuidade da aliança com Deus passa de pai para filho, sempre. A igreja não é e não deve a responsável pela vida espiritual e o preparo das crianças; quem vai prestar contas disso são os pais e não os pastores e tias da ebd. Cada um tem seu papel e assim deve ser.

 

Senhor, obrigado por sermos filhos e servos. Obrigado por ter um papel no processo todo e precisamos de graça para realizar a nossa tarefa. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Circuncisão e Aliança

Meditação do dia 19/04/2018

 “Esta é a minha aliança, que guardareis entre mim e vós, e a tua descendência depois de ti: Que todo o homem entre vós será circuncidado. E circuncidareis a carne do vosso prepúcio; e isto será por sinal da aliança entre mim e vós.”  (Gn 17.7)

Circuncisão e Aliança – Desde que comecei a ler a Bíblia, ainda na minha adolescência, e até muitos anos depois, incluindo até tempo de ministério pastoral, mantinha uma curiosidade sobre essa tal circuncisão e não menos intrigante, porque uma cirurgia num local tão delicado. Mas sinto-me feliz e satisfeito com a descoberta de respostas e também do entendimento espiritual por trás de algo que Deus mandou fazer, sem dar maiores explicações (pelo menos escrito nas Escrituras), mas foi obedecido e sem questionamentos. Isso não está ligado a crença cega de Abraão ou dos povos hebreus dos tempos bíblicos, mas também muito intrinsicamente voltado à questões culturais, onde determinados conceitos já são suficientes por si mesmos e se vem da parte de Deus ou de alguém de muito respeito social, é suficiente. Posso lembrar aqui rapidamente, de Jacó ter lutado com o anjo em Peniel e levado uma joelhada no nervo da coxa (uma paulistinha, em SP e um doce de Leite em GO), e devido a isso os israelitas não comem determinada parte do quarto traseiro bovino (Gn 32.32). Ester, a rainha Judia, no tempo de cativeiro babilônico, decretou o dia e a festa de Purin para que fosse celebrada perpetuamente, e é até hoje uma festa anual judaica (Et 9.27,28). Para servir de sinal externo do pacto entre Deus e Abrão e entre Deus e os descendentes, foi imposta uma pequena cirurgia a todos os do sexo masculino, que teriam removida o excesso de pele da ponta do órgão sexual deles, que se tornaria um ritual obrigatório a ser praticado no oitavo dia de vida da criança. Como Abrão e Ismael já eram grandes, fizeram-no imediatamente. A minha questão era justamente essa, sobre o local e quem sabe até a dramaticidade que damos a isso. Mas sem muito cerimonialismo e sem exagerar na dose de misticismo, a compreensão verdadeira disso, está na mensagem passada a todas as gerações, que eles tinham uma aliança de bênção firmada entre eles, tendo começado com o patriarca Abraão e seguindo por linhagens intermináveis de geração em geração. É difícil esquecer uma coisa como essa, sendo que diariamente todo homem veria e vê na sua carne as marcas que lhe fazem lembrar que ele está numa aliança com Deus e que isso o conecta a uma nação inteira de homens com a mesma marca, algo que todos eles recebem cerimonialmente em suas vidas no mesmo dia 8 de suas existências e ainda mais, essa marca está no órgão do seu corpo que ele terá que fazer uso para produzir descendência para também levar a marca e assim sucessivamente. Segundo entendidos, no oitavo dia é quando o bebê está numa condição privilegiada em termos de força e consolidação de sua condição de sobreviver desde o nascimento. Por minha conta e risco, oito, é o número que simboliza um novo começo, reinício. A semana tem sete dias, no oitavo, está começando de novo, assim, todos os israelitas marcava sua trajetória como cidadão humano, hebreu e agora dentro de uma aliança eterna com o Deus eterno. Ao ver aquela marca, eles sabem tudo o que aquilo traz de implicação e responsabilidade. Lembrando que, Cristo, descendente de Abraão, passou por isso E, quando os oito dias foram cumpridos, para circuncidar o menino, foi-lhe dado o nome de Jesus, que pelo anjo lhe fora posto antes de ser concebido (Lc 2.21). Ele instituiu uma Nova Aliança, da qual agora pela fé fazemos parte e o símbolo de perpetuação agora é celebrar a Ceia do Senhor em Memoria dele até que ele volte. E a circuncisão no Novo Testamento? Porque não é judeu o que o é exteriormente, nem é circuncisão a que o é exteriormente na carne. Mas é judeu o que o é no interior, e circuncisão a que é do coração, no espírito, não na letra; cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus” (Rm 2.28,29). Também No qual também estais circuncidados com a circuncisão não feita por mão no despojo do corpo dos pecados da carne, pela circuncisão de Cristo” (Cl 2.11). Mas um texto mais revelador é sem dúvida alguma o de Fp 3.2,3 onde Paulo afirma: Guardai-vos dos cães, guardai-vos dos maus obreiros, guardai-vos da circuncisão; Porque a circuncisão somos nós, que servimos a Deus em espírito, e nos gloriamos em Jesus Cristo, e não confiamos na carne.

 

Senhor, obrigado por nos dar entendimento, amor e compreensão para experimentarmos os teus propósitos santos e eternos. Permita-nos crescer em entendimento e assim assimilar as verdades que humanamente parecem não fazer sentido, mas o Senhor sempre tem razão, sempre será verdadeiro e justo em todos os seus caminhos. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Aliança Perpétua

Meditação do dia 18/04/2018

 “E estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência depois de ti em suas gerações, por aliança perpétua, para te ser a ti por Deus, e à tua descendência depois de ti.”  (Gn 17.7)

Aliança perpétua – Alguém eterno, como Deus pode pensar e planejar coisas para longo prazo, longuíssimo prazo, ou seja, a eternidade. Na concepção divina, fomos criados para ter vida eterna e comunhão com ele. A eternidade é parte essencial da pessoa de Deus. No meio do Jardim do Éden havia uma árvore que produzia frutos comestíveis, que era denominada Árvore da vida, da qual ficou impedido de acesso após pecar e se tornar mortal. E havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden, e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida” (Gn 3.24). A morte física que se abateu sobre a humanidade, não é o fim e não aniquila a pessoa. Sabemos que nesse processo, a morte física interrompe a existência aqui na terra, nesse plano material, mas a pessoa verdadeira, que o espírito e juntamente com a alma, que além de animar o corpo, também é que dá a identidade pessoal a cada ser e ambos vão comparecer diante de Deus para prestação de contas dos atos durante a vida existência terrena. Na conversa que o Senhor Jesus teve com os líderes religiosos judeus de seu tempo, ele mencionou esse aspecto eterno – Ora, Deus não é Deus de mortos, mas de vivos; porque para ele vivem todos (Lc 20.38). Abraão a essa altura já estava craque em alianças e até se beneficiando delas e caminhando bem no seu relacionamento com o Senhor seu Deus, de forma que estavam ficando cada vez mais amigos. Agora ele recebe uma nova versão daquilo que já lhe era conhecido, ou seja, revelações maiores sobre a abrangência das alianças feitas por Deus com ele, visando a sua posteridade. Agora, ficou expresso para ele que a Aliança era bem exclusiva, com ele e inclusiva com sua descendência, mas não no sentido de apenas seriam beneficiários dela, mas haveria uma aliança com suas gerações por toda a eternidade, em termos jasônicos, é muito tempo. A perpetuação de alguma coisa, sugere filhos, herdeiros sucessivos, o que também implica que ambos os lados precisam assumir determinados compromissos, porque senão mais dias menos dias, uma sucessão de eventualidades pode colocar tudo em risco de deixar de existir. Imagina só, alguém aceitando a idéia de que ter muitos filhos não permite dar qualidade de vida a eles e assim, só tenha três filhos e com o tempo, perde um deles antes de gerar descendência; um dos outros dois se descobre estéril, e o outro adotou conceito de não ter filhos… lá se foi uma linhagem, numa só geração. Temos visto em nossos dias, famílias com no máximo dois filhos e a galera não querendo mais se casar e nem ter filhos e pais de filhos únicos, chorando uma tragédia de perder tudo o que tinham. Deus e Abraão tinham que desenvolver uma cultura e mecanismos que não permitissem a interrupção dos processos de natalidade e para cuidar disso, é muito viável um padrão de moral, ética e santidade sexual e comportamental, para não permitir desvios de condutas que infertilizasse ou conspurcasse a linhagem da aliança. Sei que muita gente boa, olha para questões sexuais bíblicas no Velho Testamento como sendo apenas um amontoado de “não podes” e rigidez exagerada, mas certamente eles separam uma coisa da outra, enquanto Deus vê tudo num só compartimento. Não há sagrado e secular, santo e profano, tudo é santo e tudo sagrada, destinado a uma perpetuidade de linhagens dignas de gerar um Messias e para nós, uma linhagem de remidos, chamados para a santidade e fugir de tudo o que o diabo quer vender barato em banca de liquidação de obras da carne em forma de impurezas e corrupções. Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da fornicação; Que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra; Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação. Portanto, quem despreza isto não despreza ao homem, mas sim a Deus, que nos deu também o seu Espírito Santo” (I Ts 4.3,4,7,8). Será que você e eu verdadeiramente entendemos o significado, a importância e as implicações de estar numa aliança com Deus e em termos de perpetuidade?

 

Senhor, abra os nossos olhos e permita-nos compreender não só com a razão, mas com o coração, no espírito o sentido de tudo o que tens reservado para nós e para os nossos em termos de eternidade. Jesus abriu as portas para nós gentios e agora estamos batizados num mesmo corpo e vivendo para experimentar a eternidade de forma produtiva e significativa. Só a mente humana e muito pouco para compreender e assimilar, por isso o Senhor nos deu o Espírito Santo para habitar em nós e nos guiar a toda a verdade. Obrigado, Pai, obrigado Senhor Jesus e obrigado querido Espírito Santo, guie-nos pelas sendas do calvário, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Só Mesmo El Shaddai

Meditação do dia 17/04/2018

 “E te farei frutificar grandissimamente, e de ti farei nações, e reis sairão de ti;”  (Gn 17.6)

Só mesmo El Shaddai – Já compartilhei outras vezes, sobre como vejo as palavras; elas são objetos muito precisos e quando utilizadas por Deus então, ficam mais exatas ainda e cheias de significados. Por isso precisamos prestar muita atenção nas verdades da Palavra de Deus, porque ela é viva e eficaz todos os dias. Jamais chegaremos ao definitivo em termos de lições e possibilidades de ensino e aprendizagem, pois ela é tal qual o seu autor, eterna, infinita e não se esgota nunca. Abraão, no alto de sua idade e na finitude humana, não dispunha de tanto vigor e recursos para realizar pessoalmente os sonhos da paternidade e geração de uma nação numerosa e todas as coisas que diziam respeito às promessas adquiridas na aliança com o Altíssimo. Mas, eis que se revela El Shaddai, como aquele que é mais do que suficiente, o supridor com recursos ilimitados e não somente renovas as promessas e ratifica a aliança, como faz uso de extensa possibilidade futura – te farei frutificar grandissimamente”. É aqui que entro com a idéia do poder das palavras; sendo Deus que fala, “frutificar” é suficiente para dizer muita coisa. Só nesta palavra tem recursos e aplicações que são ricos em significação e alguém ser abençoado por Deus em termos de frutificar, já deixa qualquer um feliz da vida. Mas Deus fez uso do superlativo “grandissimamente” – Não bastaria dizer “grande?” Por favor, não estou criticando Deus, ou menosprezando sua forma de expressar por palavras, afinal, ele faz isso muito bem, pois Jesus é a Palavra Encarnada. O meu intento é mostrar que ao lidar com o homem, que precisa de reforços e garantias ou formas que de fato expressem a dimensão de alguma coisa, Deus faz isso, pela necessidade humana e não divina em si. Aquele senhorzinho cansado da vida e com uma anciã estéril como esposa, recebem não só palavras, mas de fato, Deus se tornou a sua suficiência para ele se tornar tudo aquele que estava dito desde antes e o agora e o futuro, sem precisar de artimanhas e arranjos humanos. Ele, no ano seguinte se tornou pai biológico, a irmã Sara, gerou no seu ventre um filho, o que até para ela foi motivo de riso, porque de fato, aquilo tudo se tornou incomum e não usual. Quando Deus dispensa sua bênção, ele o faz nos seus termos e ainda que isso contrarie as conveniências humanas, não é oposição alguma para o Senhor. As promessas dele a seu favor, a meu favor, não estão pendentes porque dependem de lastros do governo, dos planos monetários, ou de situações conjunturais alinhadas. El Shaddai é mais do que suficiente por si só. Nenhuma fraqueza humana é páreo para barrar o poder do Senhor de agir e operar. Posso e podemos nunca entender como Deus não conhece limite, nada o impede de agir e nem há algo impossível para ele. Assim mesmo, sem saber e entender, podemos conviver, ter comunhão e desfrutar do seu cuidado, porque afinal, não depende de nós, mas só dele, unicamente dele.

 

Senhor, obrigado por ser algo que não entendemos, não conhecemos e mesmo assim podemos te reconhecer como mais do que suficiente e poderoso o bastante para cuidar de nós e de nossas necessidades. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

De Abrão Para Abraão

Meditação do dia 16/04/2018

 “Quanto a mim, eis a minha aliança contigo: serás o pai de muitas nações;
E não se chamará mais o teu nome Abrão, mas Abraão será o teu nome; porque por pai de muitas nações te tenho posto.”  
(Gn 17.4,5)

De Abrão para Abraão – Outro aspecto cultural muito importante da antiguidade que nós ocidentais não herdamos e não fizemos questão de copiar e preservar é a escolha de nomes dos nossos filhos. Para a cultura hebraica antiga, o nome está diretamente associado à identidade, ao destino e ao caráter da pessoa, sendo muitas vezes oriundo de uma palavra profética sobre a pessoa, a família e até sobre a nação. Muitos casos registrados nas Escrituras, a escolha do nome foi do próprio Deus e normalmente são nomes muito fortes, exatos e precisos. Ele escolheu nomes para Abraão, Sara, Isaque, Israel, Salomão, Josias, João Batista, Jesus e etc. Também não podemos esquecer que ele prometeu que todos ao chegarmos no céu, receberemos um novo nome, (será que nossos pais não escolheram bem, ou estragamos e ele refez com o novo nascimento e está reservando uma bela surpresa? Espero ver você lá para conferirmos). Sempre penso nessa situação aqui de Abrão para Abraão, como uma manifestação do muito bom humor de Deus ao tratar com a gente. Deus e Abrão vem andando juntos por décadas e sempre se revelando em maior profundidade e confirmando as promessas e Abrão como bom representante humano, sempre se vendo em situações humanamente impossíveis ou difíceis e até mesmo dando um jeitinho para acomodar as coisas à conveniência que satisfaz a razão em detrimento da fé e confiança. Agora, aos noventa e nove anos, já depois de dobrar o cabo da boa esperança e o vigor e força física de fato indo com a velhice; O Senhor prega-lhe essa peça. Me permita viajar na imaginação só para ilustrar a cena que crio para me divertir com os fatos – Abrão, o velhinho, marido da irmã Sarai, dez anos mais jovem que ele, mas a essa altura, era uma anciã e estéril, fora infértil a vida toda; mas eles sempre falavam e diziam a todos que seriam pais de muitos filhos e teriam uma descendência numerosa. Provavelmente os vizinhos, empregados e servos já estavam acostumados e não botavam mais fé nisso. Nesse belo dia, Abrão e Sarai comparecem ao “Cartório de Registro Civil” e dizem que querem trocar seus nomes, porque adotarão novos nomes que comprovam que serão de fato pais de muitos filhos e de descendência tão grande quanto as estrelas do céu. Agora, nos conhecerão pelos nomes de Abraão (Pai de muitas nações) e Sara (Mãe de nações). Dá ver a cara do oficial do cartório, boquiaberto imaginando que o velhinho pirou de vez, ficou tão obcecado a vida toda com a paternidade e agora quer confirmar em registro oficial a sua insanidade. Para dar esse passo de fé, a pessoa precisa estar morto para suas ambições e até mesmo sua reputação, pois se expor à possibilidade do ridículo, sem preocupação alguma ou é louco mesmo ou sabe que Deus está no controle e vai cuidar de tudo. Isso tem também a ver com o bom exercício da Mordomia Cristã: Servo, não tem reputação a zelar, a não ser a do seu senhor, o bom nome dele é suficiente para proteger o nosso. Já foi desafiado por Deus a fazer algo que te expunha? Como foi final da história? Falar de Abraão é fácil, o difícil é ser ele!!!

 

Deus de Abraão, meu Deus e Pai, obrigado por saber o que fazes e ter o perfeito controle de tudo. Nada é tão importante como agradar a ti em todas as coisas. Graças, senhor por todas as promessas e bênçãos em nossas vidas. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason