Olhando Uns Para Os Outros

Meditação do dia: 16/12/2020

“Vendo então Jacó que havia mantimento no Egito, disse a seus filhos: Por que estais olhando uns para os outros?” (Gn 42.1)

Olhando Uns Para Os Outros – A primeira vista, o que Jacó disse a seus filhos, parece mostrar que a crise de abastecimento havia chegado à suas casas, mas os filhos não estavam tendo iniciativa alguma. Se ele já ouvira que havia mantimentos no Egito, eles também sabiam disso e a maior probabilidade é que algum deles é que trouxera essa informação para o conhecimento geral. Por outro lado, havia uma clima de mistério entre eles, de forma tão velada, que não gostariam nem mesmo que o pai desconfiasse de qualquer coisa. Um segredo de muitos anos atrás, que os unira por algo ruim e difícil para todos, mas que ninguém poderia se mover sozinho para resolver ou se livrar da culpa. Agora, por força da desconfiança mútua, todos eles eram obrigados por eles mesmos a confiarem uns nos outros mas desconfiando o tempo todo. Um vacilo e tudo iria por água abaixo. Olhar uns para os outros não era apenas uma questão de cuidado e proteção, mas também de proteger a si mesmos, de si mesmos. Quanto mais o tempo passava, mais grave e arriscado ficava o clima entre eles. Se foram capazes de aguentar as pontas sobre a maldade feita com José, o que eles não fariam com qualquer um dos outros que se movesse em direção oposta ao acordo de sigilo? Precisavam andar juntos, não pela união,  amor e cuidado fraternais, mas se protegerem e ao segredo deles. Estamos falando aqui, numa aplicação espiritual de pessoas boas, com promessas de Deus e dentro de uma aliança eterna, com credibilidade, mas que carregam dentro de si algum segredo, não por ser segredo, mas por um erro cometido e nunca tratado. Como cristãos não podemos categorizar a agonia e o sofrimento advindos desse segredo, como arrependimento. Porque o arrependimento é uma atitude positiva, que alia-se à fé e juntos geram a conversão ou mudança de direção. A carne, agindo contrário ao espírito, produz um sentimento negativo muito parecido com o arrependimento, apenas que não produz os mesmos bons resultados, que o remorso. Um sentimento de culpa e dor emocional, que escraviza e é altamente destrutivo. “Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende; mas a tristeza do mundo opera a morte” (2 Co 7.10). Arrependimento e remorso são coisas diferentes e produzem resultados diferentes. O Espírito Santo conduz a pessoa ao arrependimento e colocar a sua fé no sacrifício de Cristo que é redentor, e assim o sangue de Jesus pode purificar de toda injustiça e manter a pessoa na comunhão. O remorso é uma indução emocional fortemente apoiada pelo mal e encurrala a pessoa num beco sem saída de vergonha e condenação, para afastá-lo ainda mais da luz e do perdão. No arrependimento a pessoa olha para a bondade e compassividade divina disposta a acolhê-lo com perdão e restauração ainda que ela não mereça. No remorso, o lamaçal de areia movediça emocional, mostra que ela é ruim e que precisa fazer alguma coisa para compensar o mal e a dor provocado aos outros e ela merece ser sacrificada, para fazer algum bem pelo menos uma vez na vida. Para muitos casos, essa é a primeira porta para morte provocada, ainda que à longo prazo. Mesmo que o contexto seja outro, mas Jacó tinha razão, ficar ali parados olhando uns para os outros, não traria solução. As duas soluções vieram exatamente à partir do movimento deles. Peçamos ajuda ao Espírito Santo para guiar-nos ao caminho da reconciliação, arrependimento e redenção em Cristo Jesus.

Senhor, nós somos teus filhos e teus servos, e há uma provisão eterna colocada a nossa disposição pelo sacrifício de Cristo na cruz. Ela carregou sobre seus ombros o peso de todas as nossas culpas e pecados para nos aliviar e redimir definitivamente. Na cruz, Jesus não é nenhum modelo para nós, mas o nosso legítimo substituto! Aquele lugar era meu! Aquela morte seria para mim! Obrigado por me amar tanto por Dar o seu único filho e obrigado Senhor Jesus por dar sua vida em lugar da minha. Obrigado Espírito Santo por guiar o meu coração a crer e exercer fé no amor redentor de Deus. Fui comprado e liberto, sem merecimento algum. Reconheço e confesso isso, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Vinham De Todas As Terras

Meditação do dia: 14/12/2020

“E de todas as terras vinham ao Egito, para comprar de José; porquanto a fome prevaleceu em todas as terras.” (Gn 41.57)

Vinham De Todas As Terras – José deixou o Egito em condições de servir e abençoar todas as pessoas que viessem a eles para terem suprimentos. Tempos especiais pedem medidas especiais e para esses s tempos Deus tem preparado pessoas com aptidões, talentos e fé suficientes para superar as adversidades. A Bíblia, mais do que um código de normas, é um livro sobre pessoas de carne e osso, que viveram com as mesmas lutas, questionamentos, dúvidas, que voltaram atrás, caíram e se levantaram de novo. Por isso suas histórias são legados que herdamos e podemos apropriar da mesma fé e convicção embora estejamos separados por muitos anos de distância. Precisamos nos contextualizar sem ceder e trair nossos valores e nossa fé. O que José tinha a oferecer era muito mais do que estoques de alimentos para saciar aquelas pessoas, tanto egípcias, quando dos povos vizinhos que por quaisquer que sejam as razões não se preveniram como fez o Egito. José estava oferecendo esperança de vida. Enquanto igreja, estamos aqui num mundo desolado, numa sociedade doentia e confusa, para oferecer uma resposta, que é mais do que eles esperam, pois no estado de cegueira e na escuridão em que vivem, eles esperam apenas aquilo que satisfaz no momento presente, mesmo temendo um futuro incerto eles não sabem que há respostas. O Evangelho é a boa notícia, o Evangelho é Cristo, a boa nova do amor e do cuidado do Pai, suprindo tudo o que o homem precisa e com abundancia. As pessoas estão com fome de pão e Deus oferece o Pão da Vida, que alimenta para esta vida e dá sentido para o todo da pessoa. Deus sabe a necessidade delas e nossas, mas antes da iluminação espiritual elas não sabem o querem e nem se de fato precisam de alguma coisa, apenas convivem com um vazio interior e uma inquietação, tipo insatisfação permanente. O que temos em nossos estoques para distribuir a essa multidão? Nós temos, porque fomos colocados aqui para justamente para isso. Sempre que leio a multiplicação dos pães que Jesus realizou, me deparo com a questão de que os discípulos não sabiam o que fazer e nem por onde começar, mas Jesus disse que eles não deveriam despedir a multidão sem dar-lhes de comer. “Ele, porém, respondendo, lhes disse: Dai-lhes vós de comer. E eles disseram-lhe: Iremos nós, e compraremos duzentos dinheiros de pão para lhes darmos de comer? E ele disse-lhes: Quantos pães tendes? Ide ver. E, sabendo-o eles, disseram: Cinco pães e dois peixes” (Mc 6.37,38). O milagre veio à partir do que eles tinham para disponibilizar primeiro para Deus e nas mãos de Jesus aquilo era suficiente. José não tinha como fazer as terras férteis do Egito produzirem supersafras, mas Deus tinha como fazer isso e agora José só teria que administrar os estoques da suficiência das provisões de Deus para todos. Acredito que sempre há a bênção do Senhor sobre nossas vidas e nossa tarefa é cuidar bem disso para que não haja falta e ainda possamos servir e suprir aos que precisarem.

Pai, obrigado pelos dons de administração que tens colocado no coração de teus filhos para cuidarem bem de todas as riquezas e suprimentos que o Senhor mesmo providencia para que todos tenham a sua porção. Somos mordomos dos teus bens e tudo que nos foi confiado deve ser trabalhado com fidelidade para que no devido tempo, os resultados redundem em louvor e glória para o teu nome e assim as nações e os povos ao nosso redor venham a ti e recebam mais do que bênçãos materiais e suprimentos para a vida cotidiana, pois em Cristo há provisão abundante e para a vida eterna. Te agradecemos pelo privilégio de servirmos ao servir aqueles que esperam por teus amor e cuidado. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Havendo Fome Sobre a Terra

Meditação do dia: 12/12/2020

“Havendo, pois, fome sobre toda a terra, abriu José tudo em que havia mantimento, e vendeu aos egípcios; porque a fome prevaleceu na terra do Egito.” (Gn 41.56)

Havendo Fome Sobre a Terra – Fome é uma necessidade vital e básica do ser humano e só quem já passou uma extrema necessidade, quer por curto período, quem mais prolongado, sabe o quanto é sofrível e os efeitos que produz na pessoa. Aquilo que era uma informação que Deus comunicara através de sonho ao Faraó, para que ele tomasse providencias e iniciativas afim de superar os momentos difíceis, veio se confirmando e ao mesmo tempo que as iniciativas adotadas por sugestão de José, também surtiu efeitos positivos. Estou pensando e refletindo sobre como Deus comunica sua vontade e como ele trabalha para torna-la acessível às pessoas, sem fazer distinção eclesiástica ou religiosa. É comum pensar-se que Deus é exclusividade dos cristãos, preferencialmente dos evangélicos e aí tem ainda o bairrismo denominacional, para que tudo que não é “nosso ou do nosso jeito” não é certo ou bom. Alimentar isso é negar a capacidade divina como criador e sustentador de TODAS as coisas e seu senhorio sobre TUDO e TODOS. Ao criar os povos e nações, elas foram presenteadas com dons e características que as distinguem e dão identidade e propósito, de forma que a glória e a honra das nações sejam tributadas a quem de direito. “E a cidade não necessita de sol nem de lua, para que nela resplandeçam, porque a glória de Deus a tem iluminado, e o Cordeiro é a sua lâmpada. E as nações dos salvos andarão à sua luz; e os reis da terra trarão para ela a sua glória e honra. E as suas portas não se fecharão de dia, porque ali não haverá noite. E a ela trarão a glória e honra das nações” (Ap 21.23-26). Nossa linha de raciocínio é que Deus é soberano e governa sobre tudo e também que ele se comunica com quem quer que deseja, para que seus propósitos se estabeleçam. O profeta Amós transmitiu uma palavra oportuna: “Certamente o Senhor DEUS não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas” (Am 3.7). O tempo de dificuldade viria sobre aquelas terras e veio mesmo; a diferença estaria na acolhida dos líderes a mensagem recebida e agirem com precisão e fidelidade para que no devido tempo estivessem preparados. Sabemos que o Egito se preveniu seguindo um elaborado plano de confisco compulsório das colheitas para fazer estoques de alimentos. Agora era o momento de abrir as portas e distribuir. Escrevi uma meditação sobre a logística utilizada por José para descentralizar os armazéns e com isso, agilizara os processos de arrecadação e distribuição. Em todos os lugares habitados, havia suprimentos, de forma que não se desperdiçaria recursos procurando recursos; o famoso “tornar o molho mais caro que o peixe.” Prestem atenção nas mensagens contidas nas palavras do sábio rei Salomão, sobre situações como a que José enfrentou e que serve muito bem para nossa época : “Ao que distribui mais se lhe acrescenta, e ao que retém mais do que é justo, é para a sua perda. A alma generosa prosperará e aquele que atende também será atendido. Ao que retém o trigo o povo amaldiçoa, mas bênção haverá sobre a cabeça do que o vende” (Pv 11.24-26). José já era um homem abençoado e próspero por sua conduta e fé em Deus, mas agora começou a ser abençoado por todas as pessoas do pais inteiro e de estrangeiros que começaram a se abastecer das provisões que ele preparara. Como meus três leitores mais assíduos sabem, não sou adepto da famigerada pregação da prosperidade, mas detesto igualmente ou até mais a teologia da miséria. Os dons e as habilidades foram dadas para se fazer mais e melhor do que naturalmente poderia. Quando há fome, crises, demandas, precisa-se que homens bons e conscientes de sua identidade e propósito se levante e façam o que precisa ser feito. A bênção de um é a solução de outros. Tudo tem um tempo e um propósito, acredite!

Pai, obrigado por prover meios suficientes para os teus filhos e através deles muitas outras vidas serem alcançadas e assim a tua perfeita vontade é confirmada. Hoje queremos valorizar as revelações que podem salvar vidas e minorar os sofrimentos de povos e nações. Pedimos sabedoria para fazer o que precisa ser feito dentro do que é justo, puro e bom, porque sempre haverá pessoas em situação de risco e vulnerabilidades, mas haverá provisões suficientes, se bem administradas. Oramos com gratidão, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Fazendo O Que O Mestre Diz

Meditação do dia: 11/12/2020

“E tendo toda a terra do Egito fome, clamou o povo a Faraó por pão; e Faraó disse a todos os egípcios: Ide a José; o que ele vos disser, fazei.” (Gn 41.55)

Fazendo O Que O Mestre Diz – “Palavra de rei não volta atrás!” Essa é uma máxima moral, que incentiva a obediência na cadeia de comando e hierarquia, pois mesmo nos países que ainda tem realeza no comando, praticamente são governos figurativos, pois quem detém mesmo o poder é o parlamento em nome do povo. (Acredite se quiser). Lá nos tempos em que aconteceram os fatos que agora são objetos da nossa meditação, a palavra do Faraó era mais que a lei, afinal ele é que ditava as leis e ninguém se atreveria a não seguir as instruções dadas por ele. Quando os cidadãos vieram pedir provisões de alimento, ele simplesmente disse que deveriam procurar José e o que ele dissesse, era o que estaria valendo. Isso foi um exemplo muito bom sobre delegação de poder e autoridade da parte do rei e uma maravilhosa conduta de um súdito, que se tornara nobre e cumpria suas funções administrativas públicas como um ministério sagrado, um legítimo sacerdócio. Não havia nenhuma separação entre o secular e o sagrado na vida e no trabalho de José. Desde a sua nomeação para a função de administrar em nome de Faraó toda a operação de prover alimentos para que todos sobrevivessem aos sete anos de terrível fome naquelas terras, José trabalhara arduamente, para acumular provisões e agora era o momento de administrar o racionamento, para que não faltasse o necessário para todos. A essa altura, Faraó tinha plena certeza da capacidade de Jose cuidar fielmente e atender as demandas que seriam crescentes à cada dia. Confiabilidade é superior à habilidade e capacidade. A história está repleta de exemplos de pessoas altamente qualificadas, com habilidades excepcionais que falharam miseravelmente nas execuções de suas tarefas, por infidelidade e não confiabilidade. Costumo dizer que pessoas inteligentes e sábias, também cometem erros bárbaros. Como cristãos sabemos das três etapas da obra de Deus em relação à nossa pessoa: A primeira é a obra que Deus faz por nós, que é a salvação. Em seguida vem a obra que Deus faz em nós,  que é a santificação. Por último e não menos importante é a obra que Deus através de nós, que o serviço. Por nós, em nós e através de nós; nessa ordem e importância. Há uma forte pressão sobre o cristão para que ele ceda aos caprichos e tirania do urgente em detrimento do importante. O Mestre dos mestres ensinou a perspectiva correta no ensino que proferiu em resposta a euforia dos discípulos em vista dos bons resultados de seus trabalhos missionários. “Mas, não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus” (Lc 10.20). Ter o nome escrito no Livro da Vida, está  relacionado com a identidade da pessoa, o que ela É. Expulsar demônios, operar no sobrenatural e realizar tarefas, ainda que espiritual, está relacionado à habilidades, operosidade da pessoa, ou seja, o que ela FAZ. O que somos é superior ao que podemos fazer para Deus. Numa visita ao lar de Lázaro, Marta e Maria, Jesus novamente indicou a importância das prioridades, quando Marta valorizava fazer acima do ser, enquanto Maria valorizava o ser em detrimento do fazer. Jesus apoiou a iniciativa de Maria. “E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; E Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada” (Lc 10.41,42). É comprovado que mesmo entre líderes e ministros no mundo todo, existem mais “Martas” do que “Marias.” Falando em Maria, agora a mãe de Jesus, repetiu a fala de Faraó, quando houve uma necessidade numa festa de casamento, em que eram convidados. “Sua mãe disse aos serventes: Fazei tudo quanto ele vos disser” (Jo 2.5). Todos se deram bem pela obediência ao que ele fez; como as pessoas na época de José, seguindo as instruções de Faraó. Nosso desafio para hoje é sermos fiéis e operosos, proativos sem deixar de valorizar o que somos diante de Deus, para servirmos bem às pessoas a quem Deus deseja abençoar através de nossas vidas.

Pai, obrigado, porque a necessidade desse mundo era tão grande, que providenciaste a maior provisão, através da vida de Jesus Cristo. Ele é o Pão da Vida, a Agua da Vida; na verdade Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida, para através dele chegarmos ao Pai. Somos gratos pela obra que fizeste por nós e em nós, por isso em resposta ao teu amor, estamos disponíveis para que aconteça uma obra tua através de nós. Abençoamos o dia de trabalho e através dele vai a nossa adoração a ti, Deus Todo Poderoso. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Povo Clamou Por Pão

Meditação do dia: 09/12/2020

“E tendo toda a terra do Egito fome, clamou o povo a Faraó por pão; e Faraó disse a todos os egípcios: Ide a José; o que ele vos disser, fazei.” (Gn 41.55)

O Povo Clamou Por Pão – Certamente todos já ouvimos a expressão “Pão e Circo.” A política do Pão e circo (panem et circenses, no original em Latim) como ficou conhecida, era o modo com o qual os líderes romanos lidavam com a população em geral, para mantê-la fiel à ordem estabelecida e conquistar o seu apoio. Claro que na segunda metade do século XX, isso foi reestudado e contraditado. Minha idéia não é a politização ou qualquer viés político ideológico da questão. Gosto do pão e isso me basta, em termos de meditação e edificação espiritual. Podemos contemplar toda a criação e o governo de Deus como temos nas páginas sagradas, como um excelente administrador de recursos e de pessoas. O Criador sabe colocar as pessoas certas nos lugares certos, como também utilizar todo e qualquer recurso para o bem e a manutenção da vida. Desde que o mundo é mundo, ele possui uma diversidade e diversificação ímpar; mesmo os aspectos que se repetem, não são necessariamente iguais. O deserto do Atacama no Chile, não é igual ao Saara, na África, que não é como os do Oriente Médio, aqueles do Texas, Nevada, nos Estados Unidos ou os da Ásia. Os polos glaciais no norte e sul do globo não são idênticos. O que estou dizendo é que tudo e todos tem um propósito, tem suas riquezas, suas utilidades e necessidades. Mesmo com suas extremas e escassas condições, são necessários e valiosos para muitas atividades que o homem e a ciência vai descobrindo e lançando mão para uso proveitoso. Nada é ou acontece por acaso! Deus estava tratando com aquela geração e dando oportunidades para se auto preservarem através de um esforço conjunto de cidadãos e estado, ciências e cientistas, agricultores e comerciantes, para que todos no esforço aliado resultasse na superação de um tempo difícil que estava por vir e certamente veio. Quem melhor se preparou, sofreu menos e pode servir a quem tinha menor condição de fazer reservas para tempos longos como sete anos. Se nos colocarmos na pele daquelas pessoas comuns naquela situação, poderemos ver que não é tão simples. Façamos um exercício de raciocínio: Quanto é o custo mensal de suas despesas em família, para um estilo básico de sobrevivência? Multiplique isso por oitenta e quatro vezes (84). Isso é o que seria necessário ter de reserva para iniciar sete anos de fome. Eu não tenho isso hoje disponível, e não são muitos que tem essa condição. Foi por isso que logo de início já tinha gente clamando à Faraó por comida. Isso era um problema para José solucionar e claro, ele estava preparado. O que isso me faz lembrar? “Quem é, pois, o servo fiel e prudente, que o seu senhor constituiu sobre a sua casa, para dar o sustento a seu tempo? Bem-aventurado aquele servo que o seu senhor, quando vier, achar servindo assim. Em verdade vos digo que o porá sobre todos os seus bens” (Mt 24.45-47). Alguém aí tem alguma dúvida sobre a posição de José, na eternidade, atuando na área de administração de recursos? Quero ao menos participar de algum workshop com ele ministrando. A função dos líderes e administradores não é criticar os pobres ou porque são e ficaram pobres, mas resolver as questões que supram suas necessidades. O equilíbrio exige as contrapartes – para ter quem doa, é tem que ter que precise; para solucionar problemas, eles devem existir; para administrar, deve haver situações, circunstancias, pessoas e sistemas para serem administrados. A avareza revela a generosidade; a escassez mostra a abundancia; as trevas valorizam a luz; a morte torna preciosa a vida; o efêmero engrandece o eterno. Onde há demanda, se buscam soluções! Qual o lado você está servindo?

Pai, graças te damos e louvamos a tua sabedoria e infinita graça, na forma como  todas as coisas são e foram criadas. Somos a obra prima de tuas mãos e como humanidade com todas as nossas ambiguidades, sempre nos superamos e prevalecemos quando exigidos. A centelha divina que há em cada um é suficiente para produzirmos melhor do que pensamos ou pedimos e em Cristo, podemos todas as coisas, porque ele nos fortalece. Obrigado, por tudo, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Tendo Fome No Egito

Meditação do dia: 08/12/2020

“E tendo toda a terra do Egito fome, clamou o povo a Faraó por pão; e Faraó disse a todos os egípcios: Ide a José; o que ele vos disser, fazei.” (Gn 41.55)

Tendo Fome No Egito – Ontem escrevemos que havia pão em toda a terra do Egito e hoje, seguindo o versículo seguinte, escrevo que havia fome no Egito. Contraditório? Não! É assim mesmo que a roda gira e como as coisas acontecem na vida real. No Seminário Habitudes da UDF, numa das aulas, se introduz com a história de um padeiro que fazia os mais gostosos pães da região e a demanda era tamanha que ele, trabalhava tanto para atender as pessoas, que não lhe sobrava tempo para comer e foi diagnosticado com inanição grave. Alimentando os outros e ele mesmo passando fome. Nessa aula se trabalha com a idéia da importância dos líderes e pastores cuidarem bem de suas vidas devocionais e intimidade com Deus, se alimentando bem e assim poderem cuidarem das necessidades das demais pessoas. Aqui na Monte das Oliveiras, a vida devocional particular é incentivada, cobrada e levada à sério o tempo todo. Voces jamais encontrarão alguém com uma vida radiante, contagiante e produtiva espiritualmente, que não seja alguém de vida devocional constante, crescente e como prioridade de vida. Se há devoção na vida, haverá vida na devoção! As coisas lá no antigo Egito estavam indo bem, obrigado. Deus lhes antecipara os eventos futuros – Faraó foi ajudado a interpretar a revelação – José interpretou e sugeriu as medidas administrativas que tornariam viáveis – Tais medidas foram tomadas – Os sete anos de Fartura e abundantes colheitas vieram como previstos – a parte humana, administrativa e logística foi precisa e eficaz. Tudo como manda o figurino. Sem uma maturidade espiritual equilibrada, se pensaria que então não haveria crises e a bênção de Deus livraria todos porque, afinal tudo que Deus disse foi obedecido e seguido à risca. E foi! Mas a verdade é completa e que lhes fora revelado era que viria em seguida sete anos tão duros, de escassez tão severa que aquela fartura toda seria esquecida. Quando fazemos o dever de casa, não é para não sofrer danos, mas para ter condições de resistência até que as dificuldades passem. Quando Jesus contou a história dos dois construtores que edificaram casas, uma sobre a  rocha e outra sobre a areia, não significava que o que fez bem feito, evitaria as tempestades e o mal tempo. Ele e a sua edificação enfrentaria as mesmas intempéries que todos os demais; a diferença é que ele havia se preparado para resistir e passar pelas provações. Quando cultivamos uma vida de piedade, sinceridade e boa comunhão, não significa que as crises e provas não nos atingirá, muito pelo contrário; mas resistiremos na força do Senhor. Acredito, que além dos estoques reguladores do governo de Faraó, as pessoas também se preveniram de algum modo, abastecendo suas despensas, mas logo que começou os anos de fome, sem produção e sem abastecimento, muito em breve, os estoques se esvaziaram. Pense na cidade onde você mora, e imagine ela ficar bloqueada sem poder receber abastecimento de qualquer espécie, e sem acessos quer rodoviários, aéreos ou mesmo fluviais, dependendo do caso. Quantos dias você imagina que demora para o caos se estabelecer? Agora amplie isso para um país e além fronteiras, para as nações vizinhas e apenas ali tendo estoques disponíveis? Alimento no estoque, nos silos por si só não satisfaz a fome das pessoas. O mesmo vale para ter uma bíblia em casa, ter uma igreja na rua, bairro ou cidade, ter pregadores e sacerdotes… Isso é como alimento nos silos… precisam serem distribuídos e as refeições preparadas e cada um se alimentar. A vida espiritual é em muitos aspectos similar a vida natural. Se cuida!! Se alimente e ajude preparar refeições para os outros também.

Senhor, obrigado porque a tua parte está feita e bem feita! Os avisos foram dados e entregues em tempo e em condições de se produzirem ações de prevenção. Profetas do Senhor tem alertado a todos sobre os tempos difíceis que estão pela frente e muito próximo de onde estamos, mas só alertar não é o suficiente se as pessoas não se atentarem para os alertas. “Eis que vêm dias, diz o Senhor DEUS, em que enviarei fome sobre a terra; não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do SENHOR. E irão errantes de um mar até outro mar, e do norte até ao oriente; correrão por toda a parte, buscando a palavra do Senhor, mas não a acharão”(Am 8.11,12). Agradecemos a tua graça disponível a nós em Cristo Jesus, no nome de quem oramos, amém.

Pr Jason

Manassés

Meditação do dia: 30/11/2020

“E chamou José ao primogênito Manassés, porque disse: Deus me fez esquecer de todo o meu trabalho, e de toda a casa de meu pai.” (Gn 41.50)

Manassés – “aquele que está entregue ao esquecimento” ou “o que está entregue ao perdão.” Nossas escolhas revelam nosso caráter, não tenho dúvidas disso. Em se tratando de caráter, o de José é irretocável na sua integridade de conduta e intenções. Ao pensar bem, refletindo sobre o que os textos sagrados dizem e o que também não dizem, enriquecemos nossas experiencias. Já ouviram falar numa tal de “síndrome do cachorro vira-lata?” As línguas pretas carregadas de peçonhas mortais, costumas atribuir ao povo brasileiro esse título, insinuando que via de regra o brasileiro valoriza mais as coisas estrangeiras do que as nacionais e tudo que não é brasileiro bom e dá status. É como se as pessoas dizem um complexo de inferioridade e subserviência, menosprezando e sentindo sempre inferior aos demais. Posso listar muitas razões que distingue os brasileiros de outros povos e algumas coisas dessas tem traços culturais fortes. Dois exemplos: Praticamente toda nação tem uma veste ou traje típico, que ostentam com orgulho em dias festivos e quando se apresentam fora de seus domínios. Qual é a veste típica dos brasileiros? Não temos. Só regionalmente aparecem uns poucos exemplos, mais ligados às atividades de trabalho, como do vaqueiro nordestino e gaúcho e “o caipira” para representar quem é do interior. Nossa nacionalidade – brasileiro, na época da origem do nome, era a categoria de pessoas que trabalhavam como cortadores de Pau Brasil. Se tornou o nominativo de nacionalidade, nenhum outro povo tem isso. Por outro lado, acredito muito nos planos e propósitos eternos de Deus que fez cada povo e deu-lhes o seu espaço e suas características peculiares. “E de um só sangue fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados, e os limites da sua habitação” (At 17.26). Estou dizendo, e afirmando que na minha opinião, nossa diversidade, miscigenação e peculiaridades que só se apresentam no Brasil e nos brasileiros é o que nos caracteriza e nos diferencia. Deus propositalmente nos fez assim e somos amados, aceitos, odiados e rejeitados por sermos quem somos. Isso não é maldição e nem ruim, é simplesmente distintivo. Jabuticaba é típico nosso; Pequi, uma fruta com sabor, odor único, não comparável a nada mais. Saudade é uma palavra que só existe no idioma português. Sou brasileiro com muito orgulho, sou de coração verde e amarelo duas vezes, pelo Brasil e por Goiás e não abro mão disso, por nenhum outro povo, pais ou cultura. José, nosso protagonista, viveu anos de opressão e sofrimento em terra estrangeira, ainda que fosse o maior império, o povo mais culto e desenvolvido de sua época, ainda assim para ele era melhor ser filho de fazendeiro em Canaã do que ser escravo de luxo no Egito. Quando foi liberto, ele entendeu acertadamente que esteve lá o tempo todo por vontade divina para aprendizado e serviço por uma causa maior que ele e maior que o próprio Egito. Mesmo com todas as portas abertas à fama, fortuna, prestígio, poder e autoridade quase sem limites, ele se manteve humilde e exemplar, disponível a Deus e às pessoas. Deliberadamente esqueceu da sua terra e de sua família pela sua missão de vida. Foi o que ele declarou ao dar nome ao seu primeiro filho. O passado ficou no passado e ele se dedicava a construir um presente e um futuro onde o favor de Deus alcançaria mais vidas. Se se ele sofresse de “complexo de vira lata,” talvez ele desse nome aos filhos homenageando, favorecendo ou bajulando alguém que lhe permitira subir na vida. Sua fé e sua convicção de que Deus estava no controle se manteve em alto nível. Como no quadro do programa do Raul Gil: Para José eu tiro meu chapéu, sempre!!

Senhor, obrigado por alimentar o nosso coração com uma fé e uma esperança que não desvanece nunca. Graças por tua bondade, por fazer com que haja compreensão dos teus planos e propósitos, de tal forma que a escolha de servir ao Senhor e ser fiéis em todo tempo, é muito edificante. Agradecemos a ajuda do o Espírito Santo que nos assiste e nos capacita a viver em alto nível para glória e honra do teu santo nome. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Os Dois Filhos de José

Meditação do dia: 29/11/2020

“E nasceram a José dois filhos (antes que viesse um ano de fome), que lhe deu Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Om.” (Gn 41.50)

Os Dois Filhos de José – Não é segredo para os três leitores dessa meditação, que um dos meus temas bíblicos favoritos é as gerações. As Escrituras Sagradas tratam como muito preciosos os temas de família. As culturas, os povos e as nações se adaptam a tantos aspectos e produzem variações em todos esses processos, mas uma coisa muito firme em todas, sem exceção é a família. Sociologicamente ela recebe influencias e até diferentes estruturações, mas toda sociedade tem famílias. Todos nós viemos de uma família e não resta dúvida da sua importância nos propósitos divinos, e a vida de fé e obediência sempre incluirá uma família. A aliança de Deus com Abraão, que tem tudo à ver com a obra completa da redenção, inicia-se com a promessa de uma família. Deus o retira de um ambiente comprometido com o paganismo e os cultos falos para estabelecer com ele uma nova estrutura de fé e culto. A grande promessa que Abraão recebera foi justamente de gerar filhos, que seriam tão numerosos como as estrelas do céu. José era a quarta geração da promessa e eles quando foram contados nesse tempo já eram setenta pessoas. José estava envolvido com um grande projeto de armazenar víveres para suprir uma época de grande escassez e tinha muito trabalho. Mesmo sem termos um registro, percebemos que ele mergulhou de cabeça nessa tarefa e nem teve tempo para pensar em voltar para Canaã e procurar por sua família. Depois de tantos anos de vida segregada e sem aparentes perspectivas de um futuro melhor, a bênção chegou na vida de José e isso incluiu uma família. Nasceram dois filhos ainda nos tempos de fartura e abundancia. Olhem só, que  palavras poderosas de Deus no Salmo 112. “Louvai ao SENHOR. Bem-aventurado o homem que teme ao SENHOR, que em seus mandamentos tem grande prazer.
A sua semente será poderosa na terra; a geração dos retos será abençoada.
Prosperidade e riquezas haverá na sua casa, e a sua justiça permanece para sempre
” (Sl 112.1-3). Posso ver nesses versos a importância das práticas da fé que tornará a pessoa candidata e eleita a prosperar. Tudo começa com o temer a Deus – não é ter medo, mas é reverencia, respeito. Em seguida ter grande prazer na Palavra de Deus; não é apenas ler ou ouvir, mas questão de prazer mesmo, gostar a ponto de investir na prática da Palavra de Deus. Em terceiro lugar, essa vida piedosa e de altos investimentos produz seus efeitos, que é uma semente poderosa na terra, uma geração de pessoas de retidão que é abençoada e terá suas casas cheias de riquezas e prosperidade. Isso forma um círculo virtuoso permanente de justiça perpetuando a bênção de Deus. Reconhecemos que todos que desejam trilhar essas veredas recebem muita oposição e pressão para se conformar com os padrões da mundo sem Deus. Como já escrevi em vezes anteriores, se queremos resultados diferentes, precisamos fazer coisas diferentes do que está sendo feito. As famílias ao nosso redor estão sendo destruídas, engolidas pelos pecados e pelas práticas contrárias as princípios divinos. A família cristã não pode se conformar e nivelar-se com eles para não se sentirem excluídos ou separados. A questão é que fazendo do mesmo modo deles, teremos os mesmos resultados que eles e isso não é bom e nem desejável. Quero fechar com a opinião do Apóstolo São Paulo: “Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo, cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas. Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, Que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas” (Fp 3.18-21). Quer ficar bem com o mundo ou com Deus? Quer resultados eternos e bons ou passageiros e frustrantes? Em que você está investindo?

Pai obrigado pelas tuas promessas. Obrigado pelos resultados que a tua Palavra promete e temos visto na vida dos servos que praticaram com verdade e integridade. Pedimos a bênção de sermos gerações abençoadoras e que produzem novas gerações mais justas ainda e que perpetuarão o favor do Senhor. Mais do que as bênçãos materiais e as prosperidades desta vida, queremos agradar ao Senhor e viver as tuas promessas. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Inumerável

Meditação do dia: 29/11/2020

“Assim ajuntou José muitíssimo trigo, como a areia do mar, até que cessou de contar; porquanto não havia numeração.” (Gn 41.49)

Inumerável – Nesses dias em que estamos meditando sobre as funções de José como encarregado de executar os planos que foram revelados à Faraó em sonhos, estamos admirados com as muitas bênçãos de Deus sobre a vida de José e de todas as pessoas ao seu redor. Desde que ele chegou no Egito, ele foi um fator de bênção para a vida de quem fazia contando com ele e a prosperidade vinha sobre aquelas pessoas e tudo que elas possuíam. Agora que ele receber autoridade sobre todo o império e sobre a casa de Faraó, as coisas boas começaram a fluir por ali também, em medidas ainda maiores. Conforme os princípios das leis espirituais, as colheitas são proporcionais ao que se semeia. “E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará” (2 Co 9.6). A lição elementar disso é que a bênção do Senhor virá, mas quem determina o tamanho dela será o recebedor proporcionalmente ao seu investimento. Quem semeia pouco, colhe pouco e quem semeia em abundancia receberá uma abundancia na colheita. Percebo que as pessoas pensei nesses detalhes tardiamente, porque só o fazem quando estão em crise, ou na hora de colher é que lembram da promessa divina, então eles querem que Deus aumente o prêmio, sendo que na hora de semear eles são legalistas, isto é, só fazem o estritamente estabelecido. A generosidade transforma a conduta dos que compreendem esse princípio. Os que entregam ou devolvem os dízimos ao Senhor, o fazem estritamente só o valor X. Ao ofertar, normalmente só o fazem quando convocados ou para suprir uma necessidade evidente e irremediável; assim eles plantam pouco e regrado, mas esperam bênçãos sem medidas, sacudidas, transbordante. A generosidade mostrada por Deus começa por dar o melhor, o mais precioso e com abundancia tal que não se pensa em complemento. Depois de tudo de bom que Deus concedeu a esse mundo, a “cereja do bolo” Foi a vida de seu Filho lá na cruz do Calvário. O próprio Senhor Jesus se refere a esse modelo de doação com as seguintes palavras: “Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos” (Jo 15.13). Paulo disse: “Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?” (Rm 8.32). No seu ensinamento aos Coríntios, sobre doação e generosidade, o Apóstolo São Paulo citou a verdade que José já praticara nos tempos antigos. “Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, também vos dê pão para comer, e multiplique a vossa sementeira, e aumente os frutos da vossa justiça” 2 Co 9.10). Traduzindo: Deus é quem nos dá as SEMENTES para semear – alguns semeiam menos  do que Deus lhe deu, outros comem as sementes e outros destroem e alguns são descuidados em algumas das etapas. Deus também é quem MULTIPLICA a nossa capacidade de semear – quem não presta atenção porque está recebendo mais sementes a cada vez e não discerne as intenções de Deus, continua fazendo as mesmas coisas, do mesmo jeito, com as mesmas quantias e esperando resultados diferentes! Isso é coisa de louco! Deus prometeu a Faraó nos sonhos que daria tempos de fartura e muita abundancia e depois viriam tempos difíceis de tal forma que seriam esquecidos toda a abundancia anterior. José disse a Faraó o que fazer e fizeram. Aumentaram a produtividade no tempo da bênção e foi a um tal nível que mesmo com todo o conhecimento matemático disponível, as bênçãos ficaram literalmente inumeráveis. Impossível de serem contadas, como as areias do mar. Deus abençoou, mas eles fizeram o dever de casa; plantaram mais, colheram mais e estocaram mais – ou seja, deu muito mais trabalho e exigiu mais disciplina e comprometimento. Meus contemporâneos querem muitas bênçãos, com pouco investimento, menos trabalho, nenhuma disciplina e sem esforços e comprometimento. Não vai acontecer, nem aqui, nem na China e muito menos nas suas vidas e igrejas. Você quer ver acontecer coisas diferentes na sua vida? Faça coisas diferentes do que tem feito! Aumente sua semeadura e no devido tempo verá maiores colheitas.

Senhor, obrigado pelas semeaduras em nossas vidas através da vida de Jesus. O Senhor tinha um único filho e queria ter uma grande família com muitos filhos e assim deu o seu filho para morrer por nós e agora o Senhor tem a grande família com muitos filhos salvos, redimidos, em tamanha grandeza que só mesmos comparando com as areias do mar ou as estrelas do céu. Em Apocalipse é referido como uma multidão de milhões de milhões e milhares de milhares diante do trono, todos comprados pelo sacrifício do Cordeiro de Deus. A Ele seja a glória, o louvor e a honra para todo o sempre, amém.

Pr Jason

Logística

Meditação do dia: 28/11/2020

“E ele ajuntou todo o mantimento dos sete anos, que houve na terra do Egito; e guardou o mantimento nas cidades, pondo nas mesmas o mantimento do campo que estava ao redor de cada cidade.” (Gn 41.48)

Logística – Uma das coisas que me mantém apaixonado pela leitura e estudo das Escrituras Sagradas é a complexidade simples que ela tem. Ela penetra em todos os nichos das atividades humanas e imprime um ritmo vanguardista sem precedentes. Quem é bom de Bíblia, é bom de conhecimentos gerais e se torna versado em diversidades no conhecimento e nunca ficará sem assunto em qualquer roda de conversas. Os cientistas mais brilhantes e as mentes pensantes que movem o desenvolvimento humano, bebem dessa fonte. A Palavra de Deus temas respostas, invariavelmente. Buscando ajuda técnica sobre logística, encontrei essa que me serve bem para o propósito de hoje: Logística é o processo de planejamento e execução do eficiente transporte e armazenamento de mercadorias – desde o ponto de origem até o ponto de consumo. O seu objetivo é atender aos requisitos do cliente de maneira oportuna e econômica. Logística é uma especialidade da administração. Agora dá para entendermos o que se passava na cabeça de José e o seu Modus Operandi. Em outros textos destas meditações, já reafirmei, e não só eu, mas muita gente boa já fazia isso primeiro que eu, de que o Livro de Gênesis, é o único que serviria para abrir a Bíblia, ele é de fato o Gênesis, a origem, o começo de tudo o que temos pela frente. Praticamente tudo que sabemos tem origem nesse primeiro livro bíblico. Salomão disse algo bem interessante, e as pessoas quase sempre leem aquilo como pura filosofia ou licença poética, mas é mais que isso: “O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol.
Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Já foi nos séculos passados, que foram antes de nós
” (Ec 1.9,10). A moderna ciência da administração especializada em logística é mais antiga do que andar para frente. José não inventou a roda! Ele já entrou criando o melhor sistema de aproveitamento de recursos, para coletar e armazenar produtos e de onde seria o melhor sistema de distribuição para atender necessidades de grandes demandas e em momentos de crise e desespero provocados pela fome e escassez de víveres. Planejar é antecipar o futuro! Enquanto a bênção da produtividade estava em níveis elevadíssimos em todo o território, José mantinha as pessoas motivadas e focadas em alta produtividade e zero desperdício. Abasteceu armazéns, depósitos e silos nos arredores de todas as cidades e povoados, sem desperdício de nada, incluindo tempo. Isso conheço como “governo descentralizado” onde as demandas são conhecidas e resolvidas na sua origem, sem intermediários e atravessadores. “Se” a função da administração governamental é atender as necessidades dos cidadãos, suas ações devem estar sediadas e baseadas onde estão os tais cidadãos. Isso permite respeitar as individualidades, as características dos diversos grupos e suprir com eficiência, rapidez e sensibilidade, através da própria administração descentralizada. Olha as nossas tragédias com a merenda escolar, com dietas tão diversas entre as regiões do país e até entre estados e cidades. Essa semana estava em evidencia o problema de testes de detecção do Corona Vírus, estocada e com validade expirando e a população sem os tais testes e alguém pagou, alguém recebeu, alguém guardou e ninguém sabe o que, porque, quando e até onde… Administrar bem, é mordomia correta! Mas antes de pensar em erros macros, a nível de estado e de governo, somos concitados a pensar em nossa gestão dentro de casa e da igreja. Desperdício de alimentos, remédios, produtos de todos os tipos. Gastos desnecessários e abusivos apenas para ostentar padrões enganosos. Faça um exame na sua despensa, geladeira e quartinho da bagunça e depois ore sobre o que descobriu. Já pensou no guarda-roupas, sapateiras, roupas de estações que nunca acontecem… as muitas prestações suaves que minam as finanças da família e os prazeres desmedidos e irresponsáveis. Somos todos mordomos e todos iremos prestar contas. Deus supre o suficiente, mas as más gestões mantém a pobreza e a miséria, ou pelo menos a desigualdade muito próximo de todos nós. Que tal pensarmos em algo bem moderno? Reengenharia das nossas vidas e de uma logística verdadeiramente espiritual? Topa orar sobre isso?

Pai, graças te damos porque o senhor Supre o necessário e o suficiente para todos os teus filhos. Jesus ao nos ensinar a orar, citou que o pão nosso de cada dia o Senhor nos daria e tem dado generosamente e com abundancia. Mas a má gestão e o egoísmo tem feito haver desperdício e perda de alimentos em alguns e falta e escassez em outros. O amor do Senhor tem sido exposto na tua Palavra que também se encarnou e se tornou um de nós, cheio de graça e de verdade. Hoje estamos sendo desafiados a pensar em tudo que está ao nosso redor e sob nossa responsabilidade na gestão e na administração de recursos que veio da tua bênção e favor. Pedimos sabedoria e discernimento, para fazermos o melhor com tudo que nos está disponível, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason