Sacrifícios voluntários

Meditação do dia 26/07/2016

Sl 54.6 “Eu te oferecerei voluntariamente sacrifícios; louvarei o teu nome, ó Senhor, porque é bom,”

Sacrifícios voluntários – Creio que seria bom pensar um pouco no que entendemos por cultuar a Deus com o oferecimento de ofertas e realização de cerimonias e rituais. Nós os evangélicos, especialmente os brasileiros, somos bastante informais, até por aspectos culturais. Nossos cultos são simples e despojados de rituais e cerimonialismo; até mesmo os paramentos com seus simbolismos, são substituídos por hábitos menos convencionais. O Senhor a quem servimos em nossa fé, é um Deus de ordem e descencia, que gosta de coisas bonitas, bem organizadas e precisas nas sus aplicações. Deus tem uma noção muito perfeita de economia e administração. Nada é sem propósito e nada se perde ou se desperdiça; há propósito para tudo em todo tempo e lugar. Desde as primeiras referencias sobre culto que temos na Bíblia, as pessoas construíam altares, uns fixos e permanentes e outros temporários, onde apresentavam ofertas a Deus. Poderia ser holocausto para remissão de pecados, quando um animal limpo e perfeito era sacrificado e totalmente queimado em substituição à vida do ofertante. Havia também as ofertas festivas, de gratidão e louvor, comemorativas e até mesmo festivais de grandes proporções em termos de participação. A Lei, da d a Israel, através de Moisés, regulamentou com precisão o culto e os rituais, o sacerdócio e suas funções, as vestes, os apetrechos e até gestos e formas de apresentarem-se diante de Deus. Na Nova Aliança, com a vinda de Cristo e seus ensinamentos, a tese da fé e do culto não alterou muito, mas a liturgia sim, porque Jesus Cristo consumou em si mesmo muitos daquelas práticas ritualísticas, que eram simbólicas e valiam até quando viesse o verdadeiro e se apresentasse em substituição definitiva, eterna e perfeita. O perdão dos pecados não é mais via holocausto de um animal, e sim através do sacrifício definitivo de Jesus na cruz; seu sangue derramado ali, tem validade eterna e purifica de vez a vida do arrependido e que põe sua fé nele. A salvação não é mais confirmada numa contínua prática religiosa de cumprir os rituais simbólicos. Pois Jesus resolveu isso definitivamente, sendo o salvador e a salvação para todo aquele que nele crê. “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida” (Jo 5.24). Os israelitas ofereciam seus dízimos e ofertas como reconhecimento do senhorio de Deus sobre todas as coisas; eles consideravam um tributo obrigatório de sua fé e gratidão pelas provisões constantes. Ainda faziam os rituais de culto, que incluíam holocausto, votos, cerimoniais de purificação, gratidão, consagrações, resgates e o provisionamentos sacerdotal para a tribo que respondia pelo cuidado espiritual do povo. Hoje, não havendo mais os rituais, o culto ficou empobrecido e o significado de ofertar sacrificialmente foi se modificando. Alguns espertalhões estão tirando proveito da ignorância e saqueando as pessoas, transformando tudo em cifras e números em nome de bênçãos de Deus ou de expansão da causa de Cristo e na verdade, grande parte disso vai para os bolsos dos líderes. Mas esse desvirtuamento, não anula os preceitos de culto e da fé. Cada um de nós, à luz das Escrituras precisamos reavaliar nossa comunhão e consagração de vida, para que a verdade sobre o que precisa ser feito, não caia por terra. Jesus foi muito preciso quando respondeu a questão entre o que é de Deus e o que é da vida cotidiana e social ou tributária. “E ele diz-lhes: De quem é esta efígie e esta inscrição? Dizem-lhe eles: De César. Então ele lhes disse: Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” (Mt 22.20,21). Para mim, as coisas são bem claras: Na moeda tinha a efígie e inscrição de Cesar, então o tributo devido a César deve ser entregue a César. Na Palavra de Deus está escrito e prescrito o que é tributo e culto a Deus e isso deve ser dado a Deus. Não há como fugir disso.

 

Ao Senhor pertence os céus e a terra e tudo o que neles se contém; somos estrangeiros e peregrinos nela, até chegarmos na nossa verdadeira pátria. Pai, o nosso culto deve ser tributo voluntário, de gratidão e reconhecimento de quão grande é o nosso Deus e como tens cuidado de nós de forma tão especial. Receba, ó Pai, a nossa oração de gratidão e consagração daquilo que somos por tua própria graça e misericórdia. Que nossos dízimos e ofertas sejam culto a Deus e não uma obrigação religiosa. Pedimos entendimento e visão espiritual sobre como manter a nossa vida como um toda no teu altar, como oferta e sacrifício agradável. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

A Visão de Deus

Meditação do dia 25/07/2016

Sl 53.2 “Deus olhou desde os céus para os filhos dos homens, para ver se havia algum que tivesse entendimento e buscasse a Deus.”

A visão de Deus – Ainda bem que nada surpreende ao Senhor nosso Deus! Por      que do ponto de vista humano, foi desanimador o que Deus viu. Espero que vocês que estão lendo isto, lembrem-se de não estou fazendo um tratado teológico sobre doutrinas da pessoa de pessoa de Deus e seus atributos; mas trabalhando de forma simples e devocional um texto, sem se ater muito aos pormenores da teologia. Porque a idéia de que “de repente Deus olhou e viu algo” passaria a uma interminável discussão, sobre sua onisciência; ou seja, Ele não vê tudo sempre? Sim, claro, Deus vê tudo, sabe tudo, pode tudo, sem dúvida alguma. O escritor sagrado, estava falando de algo eterno, que é o projeto de redenção, usando uma linguagem humana; já que os homens é que se perderam, o redentor teria que ser um representante da mesma raça; então seria plausível que Deus procurasse entre os próprios homens um que estivesse em condições de executar esta parte do seu plano. Mas o que Deus viu, foi um mundo corrompido pelo pecado e todos, sem exceção alguma, estavam em tal estado de degeneração, que nenhum estava apto para ser útil. Todos se extraviaram, se desviaram dos caminhos corretos e não podiam ajudar nem a si mesmos. Isso é um fato! Permita-me dizer que de lá para cá, a coisa não mudou muito e não melhorou em nada a condição humana em termos de disposição de buscar a Deus e viver em retidão. A expressão paulina para tal condição se resume no seguinte: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23). Esta condição não é boa e nem favorável, pois nos coloca em confronto direto com a santidade e a justiça divina, o que fatalmente conduziria a condenação, pois o pecado causa separação entre o Criador e a criatura. “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6.23). O ponto de vista de Deus revela a verdadeira condição humana de rebeldia e desobediência contumaz e nós, precisamos aceitar essa verdade, concordando com Ele; Deus está certo, o homem está errado. O pecado causou ruptura no relacionamento e somos nós os ofensores. A boa notícia porém, é que Deus mesmo tomou a iniciativa de buscar a reconciliação e prover os meios para tal, uma vez que da parte humana, isso seria impossível e nem mesmo disposição havia para reparar as relações quebradas. É o amor de Deus de busca a reaproximação e oferece os meios e os recursos. “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8). Jesus é a oferta de paz da parte do Pai, podendo Cristo ser um mediador perfeito, pois ele é 100% humano, sabendo todas as nossas fraquezas e necessidades e ao mesmo tempo ele também é 100% Deus, reconhecendo a justiça exigida e se colocando como mediador e fiador pelos seus irmãos. “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo” (I Tm 2.5,6). Graças a Deus, por seu grande amor e um plano perfeito e completo, que agora em Cristo a visão de Deus é diferente, por causa dos que se arrependeram e mudaram de vida, pela graça e bondade de Cristo, através do Evangelho.

 

Senhor, obrigado por nos amar tanto, de tal maneira que deste o teu único filho, e hoje somos milhares de milhares, remidos pelo sacrifício feito na cruz. Somos agradecidos pela filiação nos ofertada em Cristo, e também pela obra maravilhosa do Espírito Santo em nos convencer dos nossos pecados e da nossa vil condição diante de ti. Pai, eu concordo, o Senhor tem toda a razão, a nossa condição sem Jesus não é boa, não é segura e nem agradável a Ti. Cremos na obra ofertada de Cristo e nos arrependemos da nossa maneira errada de viver; Pedimos perdão e a reconciliação com o eterno. Perdoa-nos e lava-nos completamente das nossas transgressões. Implanta em nós uma nova vida, que Deus pode dará. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Oliveira Verde

Meditação do dia 24/07/2016

Sl 52.8 “Mas eu sou como a oliveira verde na casa de Deus; confio na misericórdia de Deus para sempre, eternamente.”

Oliveira verde – O Brasil tem esse nome devido a uma árvore, encontrada aqui pelos descobridores e por ela ser de uma cor vermelha bem intenso que lhes lembrava brasas, então deram-lhe o nome de “Pau brasil,” que veio a se tornar o nome da nossa nação. Muitos outros povos também tem sua história ligada a uma árvore ou tipo de madeira; como o Canadá, que ostenta a folha de Cedro em sua bandeira; O Líbano, que tem o próprio cedro como seu símbolo, também postado na bandeira. Israel tem a oliveira muito ligado à sua história, tal qual a videira. Algo dessa natureza, é um comparativo que tem um simbolismo muito forte, enraizado na história e na cultura, a tal ponto de poder ser utilizado na linguagem e literatura, que qualquer nativo compreenda a sua importância e o seu significado. Ao ler esse verso, hoje, me veio logo a pergunta: Se para o salmista ele se comparava a uma oliveira verde na casa de Deus; qual seria um símbolo que se aplicaria bem a mim e a minha experiencia de comunhão com Deus? A oliveira é uma árvore frutífera de grande valor na vida das pessoas daquelas terras; muitos tiravam o seu sustento e até sua riqueza daquela produção. Ela é a base para a cozinha, a medicina, a cosmética, o comércio, no culto e seus rituais, na geração de emprego e renda, pode se dizer que ela é vital para as pessoas e a nação. Então ser comparado a tal árvore, é muito bom, é elogioso. Jesus, utilizou a videira como aplicação a sua vida e ao seu ministério. “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer” (Jo 15.1,5). O apóstolo São Paulo, fez uma comparação entre o Israel do Antigo Testamento e a igreja, como povo de Deus no Novo Testamento, fazendo uso de um processo de enxerto de um galho de uma planta de frutos não tão bons, numa árvore de boa qualidade, para que viesse a produzir frutos como a da árvore principal. “E se alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo zambujeiro, foste enxertado em lugar deles, e feito participante da raiz e da seiva da oliveira, Não te glories contra os ramos; e, se contra eles te gloriares, não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti” (Rm 11.17,18). Mas na experiencia do salmista e na nossa, estão em pauta, o prazer de servir a Deus e ser útil a Deus e ao próximo. Fazer parte de uma comunidade de fé, é elemento essencial da própria fé. Nos associamos a um grupo, porque a nossa fé só pode ser bem expressa em comunidade, em atividades que geram comunhão e compartilhamento. O Evangelho é uma boa notícia a ser compartilhada, sobre o amor de Deus e os seus planos de salvação, comunhão, serviço e cooperação, em grupos, em família, em sociedade. Não tem como seguir o evangelho sozinho, isolado e solitário. Sendo assim, as qualidades de cada um de nós precisam evidenciar em benefício dos outros, é aí que entra a pergunta: Que tipo de árvore eu sou nessa cooperação e produtividade comunitária? Meus frutos são apreciáveis? Eles agregam valores? As pessoas se beneficiam deles? Eu quero descobrir isso, creio que me tornará mais produtivo e poderei investir em melhorias e assim abençoar mais vidas. Que árvore você acha que eu sou?

 

Pai celeste, que bom que podemos servir e abençoar pessoas na comunhão e no serviço ao Senhor. Tudo que criaste tem utilidade, embeleza e enriquece a nossa vida e a torna mais significativa. Que a minha vida venha a somar e assim abençoar aos irmãos que também tem sido bênçãos e dado sabor e cor a minha vida. Desejo que os dons e as habilidades que colocaste em mim, produza de forma abundante e supra o que o corpo de Cristo ao meu redor necessita. Graças pelo que tenho desfrutado através do ministério e das vidas maravilhosas que cercam-me e torna bem mais agradável a caminhada. Que sejamos produtivos, em frutos do Espírito do Senhor. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

O Caminho da Reconciliação

Meditação do dia 23/07/2016

Sl 51.12 “Torna a dar-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário.”

O caminho da reconciliação – Em termos de relacionamento com Deus, vida espiritual, a história da humanidade pode ser contada com três palavras: Geração – Degeneração – Regeneração. O conceito de Reino de Deus, tinha uma ótica própria para os israelitas, até mesmo no tempo de Jesus aqui na terra. Já a igreja, o cristianismo tem uma ótica diferente daquela antiga, um tanto mais abrangente, inclusiva, mas não menos seletiva. O conceito de céu, ou ir para o céu é muito mais atraente no cristianismo do que era no judaísmo e a idéia de perder a oportunidade de entrar no céu é apavorante para o cristão. Quando se trata de salvação, é uma preciosidade que sabemos ser alcançada pela fé em Cristo, por meio da graça de Deus, entendemos que a perseverança na fé e nos valores eternos é muito importante. O grande mistério da fé, sempre foi o ato de reconciliação entre Deus, o criador e as suas criaturas. Em algum lugar da história a humanidade se perdeu da trilha original e voltar ao caminho é a busca mais significativa da existência humana. Através das Escrituras, Deus revelou um plano, um projeto eterno, grande e abrangente o suficiente para trazer de volta cada alma e para tal Deus assumiu a condição de mediar a aproximação e prover os meios que sua justiça exigia para reparar os estragos causados pela atitude de rebelião da raça toda. Cristo é o único mediador entre Deus e os homens, por ser ele Deus e entender a demanda da justiça divina, e ao mesmo tempo ele é humano por opção de se esvaziar e assumir a condição humana de fraqueza, para ser um intercessor qualificado. “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo” (I Tm 2.5,6). Davi teve uma experiencia terrível de pecar contra Deus, violando sua consciência e produzindo uma sequencia de fatos ruins e de maus exemplos. Quando a alegria sumiu do coração, a paz interior foi substituída por conflitos e angústias e ele não conseguiu remendar com paliativos humanos e religiosos, não foi possível acalmar a consciência com razoabilidade política e argumentação… ele descobriu que a vida espiritual é mais importante do que ele imaginava e que a verdade de Deus é bem maior do que as verdades da engenhosidade humana. Esse salmo foi escrito nesse período de penitencia e busca do favor de Deus para uma reconciliação plena. Isso só foi possível, e ainda hoje segue o mesmo padrão, quando o arrependimento é verdadeiro e alcança o ser total da pessoa. Intelecto, emoções e vontade. Não basta saber que é pecador, não basta sentir vontade de mudar e acertar as coisas, como também não é suficiente tomar atitudes sem que os elementos anteriores não estejam engajados na conversão. É preciso intelectualmente, saber que o pecado é ruim, ofende a Deus e degrada a pessoa e que ele não deve ter guarida no coração e na vida; é preciso sentir nojo do pecado e das atitudes erradas, sentir falta da santidade e da retidão e desejar muito, ansiosamente se livrar dessas práticas; é preciso decidir mudar de atitude, largar o mal e intencionalmente abraçar a verdade e o bem. Como um todo dar razão a Deus e aceitar a sua disciplina e também a sua oferta de perdão e purificação, porque só o sangue de Jesus é capaz e suficiente para limpar e remover de fato os efeitos e fazer a restauração efetiva. “…Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29). “Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” (I Jo 1.7,9). Viver plenamente reconciliado é possível em Cristo Jesus, pela fé e obediencia a verdade revelada pelo Evangelho. A salvação é preciosa demais para ser subvalorizada e a comunhão com Deus é o maior privilégio que um ser humano pode ter e esperar na vida, nessa e na eternidade.

 

Pai de amor, graças te rendo pela vida de Jesus Cristo, derramada na cruz para possibilitar a minha reconciliação com o meu criador. Reconheço os meus pecados e também a graça do Senhor em providenciar uma tão grande salvação, capaz de cobrir e perdoar todos os meus pecados e me trazer de volta à comunhão com o Senhor. Lava-me no precioso sangue de Jesus, a divina provisão para nós pecadores, e torna o meu coração limpo, reto e íntegro diante de ti. Que a tua justiça se satisfaça com a oferta de Cristo, o mais perfeito sacrifício feito uma vez e com validade eterna. Eu creio, eu recebo e agradeço, no nome do meu Redentor forte. Amém!

 

Pr Jason

O Sacrifício que agrada a Deus

Meditação do dia 22/07/2016

Sl 50.14 “Oferece a Deus sacrifício de louvor, e paga ao Altíssimo os teus votos.”

O sacrifício que agrada a Deus – O culto é um serviço que prestamos a Deus. Só Deus pode ser cultuado, recebendo orações e adoração, segundo o conceito cristão de fé. Quando Jesus Cristo foi tentado pelo maligno naqueles dias de Jejum, no preparo para início de seu ministério terreno, uma das propostas foi que ele se prostrasse diante do Diabo e o adorasse, recebendo em troca o mundo todo, pelo qual ele viera para salvar. Mas Jesus recusou de pronto e disse que está escrito que só Deus pode ser adorado. O Diabo não é Deus, por isso estava cobrando para ser adorado, dava uma coisa para receber outra, isso é coisa própria de Diabo mesmo. Deus é adorado porque é Deus, e não porque nos dá coisas ou nos faz favores. Adoramos a Deus pelo que Ele é, somos-lhe gratos, por todas as bênçãos, favores, livramentos e nos quais Ele age em benefício de seus filhos; então, adoramos pelo que Deus é, e o louvamos e agradecemos pelo que ele faz. Tudo isso tem que estar sendo realizado em nível de fé, pois “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11.6). O povo de Deus da Antiga Aliança, servia a Deus desta mesma forma, ou seja, pela fé. É errado pensar que naquele tempo, tudo que a pessoa tinha que fazer para cultuar era apenas levar um animal, um bolo ou alguma oferta de cereais e entregar ao sacerdote e estava tudo resolvido. Era necessário um processo de identificação do adorador com a sua situação diante de Deus, era esperado o arrependimento e a contrição de coração. Quando se oferecia um sacrifício pelos pecados, a pessoa impunha as mãos sobre a cabeça do animal que seria imolado, confessando ali seus atos e pecados e quando o animal era então sacrificado, o pecador tinha que sentir aquele estremecimento e angústia de morte pela qual o animal substitutivo estava passando, o que o identificava e assim pela fé a culpa era transferida pra a vítima. O mesmo se faz necessário na nova Aliança, pois se o pecador não se identificar com Cristo em sua morte na cruz, nada acontece. A morte de Cristo na cruz como Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, não é apenas um fato histórico, com data e local no tempo e espaço. Os benefícios daquele sacrifício não é automático apenas porque Cristo já morreu. A validade é individual e disponível no momento em que o pecador crê e se apropria pela fé. Hoje, como adoradores e sacerdotes da Nova Aliança, também ministramos a Deus, não mais com sacrifícios de animais, mas apresentando sacrifícios vivos, numa expressão da vida nova recebida por Cristo e do novo tipo de sacerdócio e modelo de relacionamento que temos. “Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo” (I Pe 2.5). “Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome” (Hb 13.15).

Jesus disse que a boca, fala daquilo que o coração está cheio, então, o nosso coração estão pleno da graça e da bondade do Senhor, nossos lábios expressarão isso, de forma reverente e piedosa, reconhecendo tudo o que Deus é e tudo o que faz para conosco. Vale a pena fazer isso.

 

Senhor, não nada e ninguém como o Senhor, poderoso em feitos, grande em obras e perfeito em tudo que fazes. Tenho alegria no meu coração de declarar com os meus lábios aquilo que creio no meu coração, que o Senhor é o meu Deus em todo tempo e eternamente. Sou grato pelas bênçãos e favores que tenho recebido e sei que não mereço, mas a graça de Cristo me torna participante de tudo isso. Consagro a ti o que sou e o que tenho para ser disponível segundo o teu querer. Obrigado por ser o meu Deus, o que me salva das minhas angústias e livra-me constantemente das dores e me protege em lugar forte. Bendito seja Deus, que não me rejeita a oração, que me acolhe e sustenta. Digno és de receber a honra e a glória pois só tu és Deus, o meu Deus, como foste para Abraão, Isaque e Jacó e para os santos profetas e apóstolos que viveram e andaram nas mesmas pisadas da fé. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

O Preço da Redenção

Meditação do dia 21/07/2016

Sl 49.7 “Nenhum deles de modo algum pode remir a seu irmão, ou dar a Deus o resgate dele.”

O preço da redenção – Existem decisões na vida que não dão margem para dúvidas e uma dessas questões tem a ver com o destino eterno, final e definitivo da pessoa. Salvação – Perdição é algo muito sério para se deixar para depois ou deixar como está para ver como é que fica. Nesse caso, a Bíblia é radical, extremamente radical e a fé cristã ortodoxa é igualmente radical. Só há dois caminhos rumo à eternidade e só duas portas de acesso; um caminho é estreito e uma porta apertada e levam a salvação, à vida eterna ao lado de Deus, o céu, o paraíso, o que há de melhor prometido por Deus aos que seguem. O outro caminho é largo e a outra porta é espaçosa e conduzem à perdição, o inferno, o beleléu mesmo, definitivo. “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem” (Mt 7.13,14). O salmo 49 aborda esse tema com muita propriedade, pois ela enfatiza a postura de pessoas que pensam estar em boas condições espirituais baseado meramente na sua condição financeira e social. Confiam que seus bens, riquezas e valores materiais são suficientes para assegurar-lhes um lugar bom na outra vida, tal qual eles conseguem aqui na terra, através de impressionar para conseguir favores e lugares especiais. No Salmo está evidente que algumas pessoas estão tão seguras de que as mesmas condições materiais e sociais aqui prevalecem na eternidade, a tal ponto deles nem mesmo cogitarem a idéia de morte, interrupção da existência física aqui; alguns exageram tanto, ao ponto de dar às suas propriedades e terras o seu próprio nome, como se eles fossem eternos e não tivessem que prestar contas de nada. Uma pessoa é extremamente valiosa, por causa  da imagem e semelhança de Deus, o criador que está nela e é isso que lhe confere valor e dignidade. Não existe no mundo todo e seus tesouros, recursos suficientes para a compra de uma única vida, uma só alma. O preço da redenção de uma pessoa é altíssima e esgotaria os recursos de qualquer um que tentasse; se bem que nem daria para comprar a si mesmo. “Pois, que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma? Ou, que daria o homem pelo resgate da sua alma?” (Mc 36,37). O único meio de redimir, ou comprar uma vida para não perecer é através de outra vida, e é assim que Jesus se torna a única opção disponível ao nosso alcance, pois ele deu a sua própria vida em lugar da nossa e assim podemos ser salvos, redimidos e a maneira certa de receber essa graça é pela fé, isto, acreditar na oferta que Deus faz, oferecendo seu filho. Qualquer outra tentativa não será válida e mesmo que seja religiosamente perfeita e muito cara, ainda assim não será aceita. Deus, o dono tanto do sacrifício quando das nossas vidas, só aceita através dos meios que ele providenciou. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.8,9). Você precisa pensar sobre esse tema, pois não temos muitas garantias de quanto tempo nos resta e porquanto ainda estaremos aqui. A vida eterna, é uma decisão pessoal, que individualmente cada um de nós tem que decidir. Não escolher decidir, já é uma decisão de não escolher. O amor e a graça de Deus estão disponíveis a nós para salvação, e o tempo na verdade corre contra nós. Jesus já morreu e ressuscitou por voce e sua salvação. Cuide de sua alma, ela é preciosa demais para se perder.

 

Pai, todas as coisas maravilhosas que estão disponíveis a nós, nada delas se compara a experiencia de ser salvos por tua graça e ter o nome escrito no livro da vida. Somos pecadores e sem Jesus não tem nenhuma chance de melhoria, mas ele veio não apenas para abençoar, proteger e cuidar, ele veio para dar vida e vida com abundancia. Ele sacrificou-se por mim, porque foram os meus pecados que o levaram a cruz e a morte. Eu me arrependo e confesso as minhas cultas diante de ti; reconheço o teu amor e o sacrifício de Cristo como suficiente para perdoar os meus pecados e me comprar de volta para ti. Confesso a Jesus Cristo, como aquele que ressuscitou da morte para dar vida aos que nele creem. Eu creio, eu aceito, eu recebo e agradeço, porque não conseguiria por mim mesmo ou com ajuda de outros. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

O Meu Deus é Grande

Meditação do dia 20/07/2016

Sl 48.1 “Grande é o SENHOR e mui digno de louvor, na cidade do nosso Deus, no seu monte santo.”

O meu Deus é grande – Sei com plena convicção que ao chegar na eternidade, na presença de Deus, como costumamos dizer, vamos nos surpreender muito com a grandeza de Deus! Por que todos sabemos que Ele é grande, que maior do que a nossa capacidade de imaginar e calcular; mas isso ainda não mostra o que realmente é essa grandeza. Ficamos impactados com a grandeza do mar, com a grandiosidade de um navio de cruzeiros; as pessoas que já tiveram a oportunidade de ir a Dubai, falam entusiasticamente sobre o que viram lá; que já esteve no Grande Canyon americano, diz que é muito colossal, e as Cataratas do Iguaçu, do Niágara; e as muralhas da China e outras coisinhas mais… Mas a terra toda diante de outras peças da criação é minúscula. A capacidade divina de governar e administrar todo esse universo, quem conhecemos bem a nossa própria vizinhança orbital. Isso me fascina e me maravilha, e como já está escrito… “Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam” (I Co 2.9). Então não vou nem ficar queimando fosfato tentando imaginar, descrever ou calcular as “coisas…” Quanto mais o Deus faz essas coisas! O sentimento que entendo ser adequado é o da humildade; devemos nos curvar mesmo diante daquele que realmente é grande e põe grande nisso. Por outro lado, vem a meditação prática nessa grandeza que afirmamos reconhecer no Senhor. Falo, porque há uma enorme distancia entre o Deus da teologia, e o Deus que experimentamos na comunhão do dia-a-dia. Podemos crer num Deus que pode tudo…”menos resolver meu problema, abrir uma porta para mim ou ser capaz de cuidar e prover para mim, sem que eu tenha que fabricar  resultados!” Posso até ter o Salmo 23.1 lindamente numa paisagem com moldura exposto na sala, mas o coração está apertado, se esse mês, vamos conseguir sobreviver. E a experiencia não confere com a teologia, alguma está errada e com certeza não é a Bíblia e nem seus ensinamentos. Não sugiro que usemos a imaginação para concluirmos quão grande é Deus, sugiro, sim, usarmos a aproximação piedosa da oração, da comunhão e da confiança naquilo que a infalível Palavra de Deus, diz sobre Ele mesmo. Sou favorável a despojar-nos dos nossos pensamentos criteriosos e racionais e adotemos os pensamentos inspirados de Deus que produzem fé e confiança. “Grande é o SENHOR e mui digno de louvor, na cidade do nosso Deus, no seu monte santo.”

 

Pai, o Senhor é o tudo de que preciso hoje! Quando me aproximo de ti em oração, eu só preciso crer na tua graça infinita e bondosa que está disponível a mim e a cada de todos os teus filhos. Nosso entendimento não vai alcançar por enquanto a compreensão sobre a tua grandeza e majestade, então permita que na nossa simplicidade, mas com sinceridade e verdade, digamos de coração, que tu és o nosso grande Deus. Tal qual a criancinha não imagina ninguém maior ou mais forte que seu pai, nossa alma também pode descansar nessa simplicidade sobre o Senhor. Obrigado por dispensar amor e cuidado para comigo e os meus, de forma que a cada dia seja mais significativo andar com o Senhor. Em nome de Jesus. Amém!

 

Pr Jason

É Para Aplaudir de Pé!

Meditação do dia 19/07/2016

Sl 47.1 “Batei palmas, todos os povos; aclamai a Deus com voz de triunfo.”

É para aplaudir de pé – Algumas manifestações de emoções ou de expressões humanas, são universais. Uma delas é aplaudir – com exceção da ironia, todas as palmas são bem-vindas e elas expressam aprovação, contentamento, entusiasmo, alegria, euforia, boas expectativas e muitas outras coisas boas. Aqui recebemos um convite para aplaudir a Deus juntamente com todos os povos; isso é muita gente! E com certeza Deus mais do que merece ser aplaudido de pé e por muito tempo, longo tempo de aclamação, pois ele é quem ele é, e isso é mais do que suficiente. Todos os povos, em todos os cantos do mundo e em todas as época tem motivos de sobra para serem gratos a Deus, e isso deveria leva-los ao reconhecimento do louvor e adoração a Ele devido. Ninguém está nessa terra por acaso, ou por acidente de percurso; mas por obra e graça do Criador que planejou a vida e a existência de cada pessoa individualmente, mas também da expressões coletivas, como família, clã, tribo, povos e nações. Todas a gerações foram idealizadas com propósitos muitos especiais e cumprem funções e destinos importantes. Quando Davi nos chama para aclamar a Deus com voz de triunfo, me sinto privilegiado! Por que não aclamamos qualquer pessoa, ou não é rotineiro aclamar alguém; isso está dentro de um contexto de algum feito, que produza algum merecimento e então os beneficiados demonstram sua satisfação e agradecimento fazendo aclamações à quem de direito. Mas aqui, o convite é para aclamar o nosso Deus, com quem mantemos um estreito relacionamento de família, como adoradores, herdeiros, participantes de sua vida e natureza! Entre os motivos da nossa aclamação, podemos nomear a nossa criação, preservação, salvação, favores, graças, bênçãos e promessas fiéis e firmes que nem sabemos direito. Todos os dias, temos uma nova oportunidade de começar a vida, ser úteis, desenvolver-nos e abençoar outras vidas e ser abençoados por tantos irmãos, que fazem parte da nossa caminhada de fé. “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade” (Lm 3.22,23). Eu tenho muito motivos para dizer que Deus merece os meus aplausos, a minha aclamação, e sei que voces também concordam comigo, por isso devem pensar também nos seus motivos pelos quais voce ficaria, ficará e aplaudirá ao Senhor de pé e com as mãos bem levantadas, com muito entusiasmo; mas muito mesmo, mais do que quando seu time do coração faz gol ou vence uma partida importante; mais do quando o política da sua ideologia faz um bom discurso ou apresenta algo relevante; muito mais, bem mais….

 

Graças te rendemos, Senhor, a ti levantamos as nossas mãos e te aplaudimos, com corações cheios de alegria e gratidão. O Senhor é inigualável, incomparável e não há nada, semelhante a ti. O nosso louvor e a nossa adoração é para ti somente. Reconhecemos e declaramos que o Senhor é Deus, e o único digno de receber e que recebe a nossa adoração, o nosso louvor por tudo aquilo que eras, que és e que hás de ser, para sempre e eternamente. Receba, Pai, Filho e Espírito Santo as nossas palmas, o nosso aplauso de rendição e aclamação de tua grandeza, majestade e soberania. Tu és o tudo de que precisamos, em ti somos plenamente satisfeitos, a tua graça é suficiente para alimentar a nossa fé e a nossa devoção. Em Nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Um Rio Diferente

Meditação do dia 18/07/2016

Sl 46.4 “Há um rio cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo.”

Um rio diferente – Este é um dos Salmos em que todos gostamos de ler e meditar, porque ele mostra a grandeza de Deus e o seu Senhorio absoluto, intimando-nos a sossegar e deixar com ele as demandas da guerra que o inimigo trava contra a verdade e condição de descanso em Deus. Particularmente, esse verso me chama a atenção a muitos anos, sempre que passo por ele fico contemplando o potencial de toda a verdade nele contida e que minha mente limitada não absorve de uma só vez, e graças a Deus por isso. Os Salmos são poemas, cânticos e como tais tem uma linguagem própria e a licença poética se faz presente e precisamos leva-la em consideração; mas ao mesmo tempo, estamos lidando com a Palavra de Deus, e com um autor sagrado, homem cheio do Espírito de Deus e com inspiração canônica para produzir Escrituras Sagradas. Em muitos dos Salmos, temos doutrinas relevantes, temos profecias messiânicas e até escatológicas. Então precisamos manter os olhos bem abertos, pois há muito o que aprender, até de onde não parece nada profundo. Literalmente, Jerusalém, a capital do império do Rei Davi, não tinha e não tem um rio, no máximo, pequenos riachos; então ele não estava falando nesse plano. Embora essa cidade fosse considerada por eles como “Cidade Santa, Cidade de Deus,” não parece muito que seja esse o sentido da sua expressão, pois até mesmo o Santuário, ou o Tabernáculo  só veio a estar sediado em Jerusalém, muitos depois do início do reinado de Davi em Jerusalém. Como estou pensando devocionalmente, me permitam me expressar mais livremente das conveniências doutrinárias, com responsabilidade é claro; As correntes, ou o fluir desse rio, produz alegria na cidade de Deus; uma cidade é um conjunto de casas, edifícios, habitações e nesse caso, esse rio produz alegria nesse cidade, que é também o santuário das moradas do Altíssimo. Não tenho nenhuma dúvida de que eu, você, somos os santuários, as moradas de Deus, conforme o ensinamento bíblico da Nova Aliança. Se conforme Paulo dizia, somos edifícios espirituais, “Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus” (2 Co 5.1); Creio que estamos liberados para acolher que esse rio diferente, que produz alegria, se trata do mover do Espírito Santo em nosso interior. Permita-me dizer que não estamos longe da promessa que o próprio Senhor Jesus fez numa festa em Jerusalém: “E no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé, e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim, e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre. E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado” (Jo 7.37-39). Jesus já foi glorificado! Aleluia!

 

Querido Espírito Santo, precisamos muito da sua ajuda, da sua inspiração para compreendermos toda a grandeza das revelações contidas na Palavra de Deus. Reconhecemos a ti como um guia seguro e fiel, para nos conduzir à toda verdade e capacitar-nos com poder para sermos testemunhas do Senhor Jesus até os confins da terra. Consagramos nossas vidas, para sermos cheios de ti, em santidade e verdade; aceitamos que a alegria do Senhor é a nossa força. Abra os nossos olhos a nível espiritual para discernimento de verdades que ultrapassam a mera compreensão intelectual e os raciocínios humanos, pois temos a mente de Cristo e as coisas que ninguém jamais viu, ouviu ou imaginou no coração, estão reservados por Deus aos seus filhos e tais verdades já foram reveladas no nosso Espírito. Precisamos de ajuda, porque coisas espirituais, só podem ser discernidas espiritualmente. Obrigado pela ajuda e unção de alegria para esse dia. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Palavras Boas

Meditação do dia 17/07/2016

Sl 45.1 “O meu coração ferve com palavras boas, falo do que tenho feito no tocante ao Rei. A minha língua é a pena de um destro escritor.”

Palavras boas –Poeticamente esse salmo é lindíssimo. Quem aprecia a boa literatura, tem aqui um prato cheio, uma fonte de inspiração que induz o pensamento ao que há de melhor em relação ao Senhor Jesus, como Rei, Soberano e na sua relação com a igreja, tratada aqui como a rainha e até aparece detalhes do cerimonial de um casamento realmente real. Sugiro, que pare a leitura desse texto e abra a sua Bíblia nesse Salmo e o leia na íntegra, vagarosamente, depois volte para cá, e continue o seu devocional. Todos sabemos o efeito de palavras boas caindo no coração desejoso de boas notícias ou boas informações. Para uma alma sedenta de conhecer a Deus e o servir, poder ser alimentado pelas boas palavras da revelação de Deus é muito sublime. Quem tem experiencia de estar lendo as Escrituras, num momento particular e com o coração compenetrado no amor de Deus, quando de repente vem aquele súbito lampejo de revelação do Espírito, quando as letras da página parecem sobressaltar e os nossos olhos até se arregalam, a mente acelera e o coração pulsa forte, normalmente nossas primeiras expressões são de espanto e admiração: “Como eu nunca tinha visto isso antes?!!” Benditas Palavras que alegram e enchem a nossa alma de paz e de bênção. A grandeza da revelação de Deus através da sua Palavra, produz inspiração para a vida e para o serviço. Nós, pastores, pregadores e professores bíblicos sabemos muito bem, a diferença de preparar um bom sermão, uma boa mensagem, debaixo de oração e zelo, para transmitir ao povo e quando nessa preparação surge uma unção reveladora do Espírito Santo, descortinando novos horizontes no conhecimento bíblico. Os textos começam a surgir e se encaixar perfeitamente uns aos outros e a concatenação de idéias é tão primorosa, que temos absoluta certeza de que não estamos no controle de nada daquilo; o melhor a fazer e se permitir navegar naquelas correntezas da graça de Deus. O pensamento e as verdades vão fluindo tão naturalmente e os resultados disso, se apresentado na mesma unção e humildade, são impressionantes. Para mim, foi isso que o salmista diz  com expressão “A minha língua é a pena de um destro escritor.” Alguém sabe manusear bem as palavras, dando-lhe a colocação e a aplicação melhor e mais proveitosa e ninguém faz isso melhor do que o Espírito Santo. Queridos, isso não apenas para ministros e pregadores, todos os filhos e servos de Deus, sob o poder do Espírito Santo, revestidos de graça e cheios da Palavra de Deus, com corações ferventes de reverencia e temor, recebem essa graça para fazerem diferença, onde quer que seja o seu campo de atuação. Lutero dizia que “ordenhar uma vaca era tão sagrado quando celebrar uma missa.” Ele não estava sendo profano com o culto, mas mostrando o sagrado em tudo que fazemos. Acredito que uma dona de casa, com todos os seus afazeres e preocupações com as crianças, compras, comidas, administração do lar e tudo mais, necessita tanto do poder de Deus, quanto um pregador para apresentar o seu sermão dominical. Um administrador, gerente, chefe de equipe, precisa tanto da unção de Deus na sua jornada de trabalho, quando um professor de Escola Dominical ou líder de jovens da igreja. Quanto mais densa as trevas, mas forte precisa ser a nossa luz; quanto mais fria as atmosferas enfrentadas, mas calor e energia espiritual precisamos; Afinal, somos a igreja, o corpo de Cristo, com uma mensagem poderosa para entregar e com resultados eternos a serem colhidos. Sem o poder de Deus não conseguimos!

 

Senhor, queremos corações ferventes de temor e alegria no poder da tua Palavra, pois nossa tarefa é grande e os resultados são impossíveis pela força da carne e da sabedoria humana. Cada de um de teus filhos, na situação e local onde foi colocado por ti, tem uma possibilidade de sucesso e bons resultados por poderoso é aquele que nos chamou e nos sustenta. Abrimos o coração e a vida para serem plenamente cheios e revestidos de poder de Deus, unção do Espírito de Deus, conforme está na tua Palavra. Esperamos rios de águas vivas fluindo do interior de cada um que verdadeiramente crê em ti, segundo as Escrituras. Renova-nos, Senhor, e capacita-nos para uma vida plena e um testemunho transformador. Oramos, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason