O Que Abraão Viu?

Meditação do dia 21/07/2018

Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia, e viu-o, e alegrou-se.”  (Jo 8.56)

 O que Abraão viu? – Um dilema que os seres humanos vivem e não é tão fácil resolver está ligado a existência de fatos e coisas além do seu próprio conhecimento. Daí até alguns cunharem a expressão crítica e sarcástica de que “a ignorância é uma bênção.” Será que existem coisas além do que eu conheço? Ou, o que eu não conheço necessariamente não ou não é verdade ou não existe? O inédito, o novo e o desconhecido assusta e até assombra todo mundo. Só os malucos e desajuizados se aventuram pelo caminho do desconhecido. Isso para o cristão não poderia ser aceito, acolhido e nem apoiado. Para começo de conversa, cremos em Deus Altíssimo, Criador de TODAS as coisas, em quaisquer mundos, épocas e lugares; Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele (Cl 1.16,17). O que Jesus falou nesse texto é uma grande revelação para os humanos, que não conseguem ver muito além do físico e natural que está diante dos seus olhos físicos. Embora possamos operar naturalmente na dimensão espiritual, voando alto como as águias, mantemos os pés no chão e siscamos como galinhas em nosso mundinho. Lemos nos textos sagrados do Velho Testamento e vemos lá o Cristo pré-encarnado visitando Abraão, trocando idéias, dando instruções, fazendo pactos e alianças, livrando-o de situações difíceis e treinando-o para ser o Pai da Nação escolhida; e ao mesmo tempo ficamos admirados com a declaração de Jesus, que Abraão viu o seu dia e se alegrou. O que foi que Abraão viu? Entendo que a pergunta certa seria, o que é que eu não vejo, que ele viu? Não utilizamos frases de efeito como: “A fé permite ver o invisível, crer no incrível e fazer o impossível?” A realidade espiritual para quem é nascido de novo é tão real ou até mais do que a realidade aparente, material e visível. Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem. Porque por ela os antigos alcançaram testemunho. Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente. (Hb 11.1-3). Abrão viu o que eu posso ver pela mesma fé. Ele viu algo no seu futuro, a redenção, a glorificação e os propósitos eternos do Altíssimo. O que eu e você vemos pela fé, em parte está no nosso passado, como a obra do Calvário, o novo povo de Deus, o corpo de Cristo onipresente no mundo inteiro pela igreja; e algumas coisas ainda vemos pela fé num futuro cada vez mais próximo, como a volta de Cristo, a consumação de todas as coisas, a Nova Jerusalém, o milénio, o juízo do grande trono branco, a eternidade etc. Vemos, cremos, aceitamos, aguardamos tudo isso pela fé do mesmo modo que Abraão viu nos seus dias. Na dimensão do Espírito e da fé, não existe distancias, não existe fator tempo, no sentido de velho, novo etc. Os judeus não compreenderam quando Jesus falou, e muitos dos cristãos não entendem até hoje, mesmo depois que Jesus explicou. Realmente, sem fé é impossível agradar a Deus. Uma sugestão, ore sinceramente pedindo ao Senhor, que venha sobre você os resultados a oração de Paulo pelos cristãos, literalmente de Éfeso e espiritualmente de cada um de nós, filhos de Deus, registrado no primeiro capítulo de Efésios. Aqui encerro destacando apenas um trecho daquela oração que será também a minha no dia de hoje:

 

Não cesso de dar graças a Deus por vós, lembrando-me de vós nas minhas orações: Para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê em seu conhecimento o espírito de sabedoria e de revelação; Tendo iluminados os olhos do vosso entendimento, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação, e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos; (Ef 1.16-18)

 

Pr Jason

Plena Convicção

Meditação do dia 20/07/2018

E estando certíssimo de que o que ele tinha prometido também era poderoso para o fazer.”  (Rm 4.21)

 Plena convicção – Quando viajava desde garoto, gostava de prestação atenção nas placas de sinalização e assim fui aprendendo e quando tive que estudá-las para conseguir a habilitação não foi muito difícil. Mas após habilitado, uma que de fato me instruiu bastante e até hoje, é uma placa educativa que instrui: “Na dúvida, não ultrapasse.” O vacilo na indecisão de ultrapassar pode ser mais perigoso, mais letal do que propriamente a ultrapassagem perigosa. Esse mesmo princípio pode ser aplicada na vida espiritual e nas múltiplas decisões que o cristão tem que tomar. Algumas, dá para parar, pensar, orar, se aconselhar e até deixar para depois; outras decisões é agora ou nunca! Algumas decisões tem peso eterno, salvação ou condenação, pois após decidido não existe mais tempo hábil para mudar. Um santo do passado da igreja cristã, falando sobre a doutrina da trindade disse o seguinte: “Se tentar compreender pela razão, perderás a cabeça e se a negares, perderás a alma!” definitivamente a vida cristã e o caminhar com Deus não é um campo de férias ou um parque de recreação. O reino de Deus é sério, para pessoas sérias que querem levar um relacionamento sério com o Senhor Jesus. O escritor aos Hebreus, insiste numa verdade simples e clara: Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam (Hb 11.6). Não dá pra vacilar se acredita ou não, se confia ou não! Quem se propõe a aproximar-se de Deus, deve ter plena convicção de que ele existe e é recompensador de quem o busca. Abraão estava convicto de que independente de suas condições ou das de Sara, Deus era fiel e capaz de trazer à existência tudo o que tinha prometido. Ele não só estava convicto, mas estava certíssimo da atuação de Deus. Somos desafiados a viver com intensidade a nossa fé e não ficar com em dúvida, com os pés em duas canoas diferentes, inseguros, sem saber em qual de fato vamos embarcar, o final disso é um banho entre as duas. Ainda que não se atire em muitos projetos e não faças grandes investidas, mas decida ser confiante e convicto naquilo que se quer. Tiago, o irmão do Senhor Jesus, escreveu da seguinte forma: Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento, e lançada de uma para outra parte. Não pense tal homem que receberá do Senhor alguma coisa (Tg 1.6,7).  Duvidar é não receber. A confissão de dúvida, anula a confissão de fé.

 

Pai celeste, graças de rendemos por tua certeza em tudo que fizeste por nós, e pela graça de nos tornar participantes da obra de redenção em Cristo Jesus. A ele seja a glória, o poder e o louvor para todo o sempre. Amém.

 

Pr Jason

Fortes na fé

Meditação do dia 19/07/2018

E não duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus,”  (Rm 4.20)

Fortes na fé – Já ouviu falar em “antifrágil?” Se trata de um neologismo, adotado nas teses de investimento financeiro do mega investidor e profundo conhecedor dos caminhos do mercado financeiro Nassin Taleb. Em sua tese ele argumenta: “O que é frágil? Aquilo que se quebra facilmente a partir de um choque. E qual o antônimo de frágil? De imediato, se diria coisas como forte, resistente, resiliente, duro, rijo e etc. Acontece que isso não é bem preciso. Se frágil é aquilo que se prejudica com o choque, seu antônimo precisa sugerir algo que se beneficia com o choque e não apenas resiste a ele. O contrário de positivo não é neutro ou zero, é negativo. É daí que vem o neologismo antifrágil – aquilo que se beneficia a partir do choque, ou seja, fica melhor depois que leva uma pancada.” Acho muito apropriado ligar isso aos relatos de como Abraão entrou e como saiu depois das provas, dificuldades e choques que recebeu na sua caminhada com Deus. Também percebemos que isso não é raridade e muito menos exclusividade do patriarca. É um processo rotineiro de Deus trabalhar em nossas vidas e não apenas nos fortalecer, mas depurar, forjar e nos fazer mais que vencedores. Quando tudo podia dar errado, levar o amigo de Deus a uma crítica situação, ele não apenas sobreviveu, mas saiu mais vigoroso, e absorveu a energia dos impactos e a tornou reverteu em benefício de sua fé. O instrumento utilizado por ele foi a adoração, a glorificação, o louvor a Deus. Ele sabia que as circunstancias não deveria influenciar sua fé e seu culto ao Senhor, que sempre estará acima de todas essas questões humanas, terrenas e efêmeras. Paulo nos ensina: Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco (I Ts 5.18). Para dar graças em tudo e em todo tempo é necessário desenvolver uma vida de gratidão; vai além de palavras, é atitude, mentalidade, conceito de reino de Deus. Tiago vai pelo mesmo caminho: Meus irmãos, tende grande gozo quando cairdes em várias tentações; sabendo que a prova da vossa fé opera a paciência. Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma(Tg 1.2-4). Ao invés de chiar, reclamar, protestar, entrar em crise, surtar, sair da casinha, o irmão de Jesus sugere fazer um culto de ação de graças e convidar os irmãos para participar da nossa alegria porque estamos passando por fortes tentações e provações. Em vez de concentrar na dor do momento, somos estimulados a vibrar de alegria pelos resultados finais desse tempo difícil. Aconteça o que acontecer, sairemos muito melhores do entramos. Aos romanos lemos a mensagem de Paulo: E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, e a paciência a experiência, e a experiência a esperança. E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado (Rm 5.3-5). Podemos e devemos nos alegrar e até se gabar das lutas e provas que surgem na vida, não por masoquismo, gostar de ser torturados ou atitudes mórbidas e autoflagelação; mas por antever os maravilhosos resultados para nossa intimidade com Deus, crescimento espiritual e capacidade de servir, após as lutas. Observe o que se passa na vida de um atleta de auto rendimento em fase de treinamento para uma grande e importante competição? Quando ele sobe ao pódio, ele diz: “valeu tudo o que sofri, tudo o que abri mão, as dores e tudo mais, faria tudo de novo!” Então, as lutas, provas, tentações são nossos ativos antifrágeis, pois ao final não só resistiremos, como nos beneficiaremos delas. Quero fechar hoje, lançado mão de um versículo de Rm 8.28 como nossa oração antifrágil de hoje:

 

E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” Em nome de Jesus, amém!

 

Pr Jason

Dúvida Por Incredulidade

Meditação do dia 18/07/2018

E não duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus,”  (Rm 4.20)

 Dúvida por Incredulidade – Vamos começar definindo as palavras e conceitos: A dúvida é uma condição psicológica ou sentimento caracterizado pela ausência de certeza, convicção quanto a uma ideia, fato, ação, asserção ou decisão. (Wikipédia). Falta de certeza: incerteza, indecisão, hesitação, vacilação, insegurança, irresolução, oscilação, perplexidade, confusão, indeterminação, indefinição, imprecisão, ambiguidade, dubiedade, dubiez. Incredulidade: falta de fé religiosa; ateísmo. estado, atitude, tendência de quem não se deixa facilmente convencer; cepticismo. Já de  cara sabemos que nada disso pegava em Abraão. Não era o seu caso. Com todos os contornos de dificuldade, oposição e impossibilidades palpáveis e tangíveis, o nosso pai na fé não apresentou nenhum dos sintomas definidos nos termos acima. Fiquei pensando ao me deparar hoje com essas duas palavras (dúvida e incredulidade); mas elas não são nem a mesma coisa, nem do mesmo gênero e nem tampouco estão sendo utilizadas de modo intercambiável ou contraditórias. Abraão poderia muito bem, humanamente falando, ter certeza da promessa e não ter tanta fé em quem a fez; poderia também duvidar da promessa, mesmo tendo pela confiança no Senhor seu Deus. Eu sei que dúvida e incredulidade sempre andam juntas e formam um duplão. Abraão não teve dúvida e nem falta de fé. Ele tinha plena convicção! A questão vai mais longe do que imaginamos, pois a dúvida pode advir de diversos fatores, de ambos os lados do relacionamento, pois quem faz a promessa pode ser plenamente responsável e competente mas a outra ponta, não acredita por razões pessoais, fundamentadas ou não. Mas o que realmente vai dar consistência é o nível de conhecimento e o caráter dos envolvidos. Quanto mais conhecemos a Deus, mais podemos confiar nele e nas suas promessas; quanto mais o conhecemos, mais podemos confiar em sua palavra, pois as duas coisas são uma só. Deus é inseparável de sua Palavra. Larry Coy, no curso Conflitos da Vida, afirma: “Para entender os princípios de Deus, precisamos entender os seus mandamentos. Para entender os seus mandamentos, precisamos entender o seu caráter. Para entender o seu caráter, precisamos conhece-lo pessoalmente.” Abraão tirava dez em tudo isso, com louvor. Agora é a nossa vez!!

 

Graças te rendemos, Senhor, por estarmos aprendendo a te conhecer e à medida que crescemos nessa graça e nesse conhecimento a nossa vida vai sendo transformada de glória em glória na semelhança de Jesus Cristo, o nosso Senhor. Graças te rendemos pelas lições de fé que nos permite vencer e glorifica a ti, a quem pertence toda honra e glória em todos os tempos e em todas as gerações. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

 

ERRATA : As referencias certas

Meditação do dia 14/07/2018 – (Gn 25.9,10)

Meditação do dia 15/07/2018 – (Gn 25.11).

A Fé de Abraão

Meditação do dia 17/07/2018

E não enfraquecendo na fé, não atentou para o seu próprio corpo já amortecido, pois era já de quase cem anos, nem tampouco para o amortecimento do ventre de Sara.”  (Rm 4.19)

 A Fé de Abraão – Em um filme sobre a história do rei Davi, em conversa com uma pessoa que o admirava e perguntou-lhe sobre o leão que ele matara para defender as ovelhas da sua família, ele respondeu com humor, dizendo que cada vez que essa história era contada, o leão ficava cada vez maior. É uma tendência humana supervalorizar coisas, para mais ou para menos, chegando a um determinado ponto em que já não credibilidade, se de fato aquilo aconteceu. Hoje, vemos até religiosos falando sobre “os mitos da Bíblia,” e assim se forma a base de fé de segmentos da sociedade humana e cada vez mais sem fé e sem elementos para crer. Mas estamos estudando e meditando sobre a pessoa do patriarca Abraão, que é o pai da fé, de milhares e milhares de pessoas, desde os seus dias até os dias de hoje e pela eternidade à fora. Entre os que defendiam a fé dele, estão Jesus Cristo, humanamente seu descendente mais ilustre. Todas as pessoas que conhecemos e os que já passaram na história do povo de Deus em todos os tempos, que foram destacados por suas vidas de fé e devoção fervorosa, todos eles, reis, profetas, sacerdotes, pessoas comuns, eram de fato, pessoas iguais a mim e a vocês, com os mesmos traços humanos, de fraquezas, carências e necessidades. Tiago, até fala sobre um deles que é um ícone para nós: Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós e, orando, pediu que não chovesse e, por três anos e seis meses, não choveu sobre a terra. E orou outra vez, e o céu deu chuva, e a terra produziu o seu fruto. (Tg 5.17,18). O mesmo se pode dizer seguramente sobre Abraão. Era um homem, como todos os demais e tinha atividades próprias de um homem dos seus tempos. Ele nem era nos seus dias tido como religioso, profeta, sacerdote, fundador de alguma culto ou organização religiosa, nem fundou religião nenhuma. Ele era um fazendeiro, criador de gado, cabras, camelos etc. tinham funcionários, escravos e lidava com a vida pastoril e era nômade, vivendo em tendas mudando de lugar constantemente, levantava seu sustento do seu trabalho e o comercio dos produtos ao seu alcance. De fato, era um fazendeiro abençoado, dedicado a servir a Deus e obediente as revelações que teve de Deus, e estreitou tanto esses relacionamentos que foi chamado de amigo de Deus, pelo próprio Deus. Abraão cultivava sua fé! Esse é um detalhe que muitas pessoas não consideram em suas vidas. A fé é uma atividade e uma faculdade do espírito humano, sob influencia do Espírito Santo de Deus e de sua Palavra. Se não cultivarmos nossa fé, ela não cresce, não se desenvolve e a tendência é enfraquecer, diminui, adoecer e até morrer. Fomos criados por Deus com a condição e a capacidade de crer, tanto no nível intelectual (alma) quanto à nível espiritual (espirito). Muitos nem sabem que há diferença entre as atividades da alma e do espírito e ao misturar as coisas, a média fica muito baixa em se tratando de fé. A alma lida com o racional, o intelectual e o emocional, é humano, lógico e aqui está no campo apropriado da religião. A fé é uma atividade do espírito humano, lida com o espiritual ou (místico, sobrenatural). Não há necessidade de lógica, racionalidade, se bem que não é excluída, mas a fé tem sua própria lógica e sua própria dinâmica. A religião encaminha a pessoa para a autossuficiência, a independência e ao conhecimento e retenção de segredos. A fé renuncia a suficiência humana, exige a dependência positiva de Deus e adquirir pela fé um conhecimento de uma sabedoria espiritual superior e de acesso por revelação de Deus. A razão humana o induz ao egoísmo, enquanto a fé é altruísta e generosa. A razão diz que tudo tem começo meio e fim; a fé ensina que Deus é o Alfa e o Ômega, Principio e fim de todas as coisas. Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele” (Cl 1.16,17). Abraão não enfraqueceu na fé, mesmo diante das mais duras provas e dificuldades, porque nutria seu relacionamento com Deus e praticava exercícios espirituais importantes. Quer ser forte e firme em sua fé? Invista em conhecimento, treinamento e prática, diária, constante e perseverante.

 

Pai, obrigado por andar conosco, como andaste como Abraão o nosso pai na fé. Obrigado por revelar um novo e vivo caminho de acesso à sala do trono, onde encontramos ajuda e socorro em tempo oportuno. Em Cristo temos livre acesso e somos aceitos, amados, protegidos com amor. Em Nome de Jesus, apresentamos a nossa gratidão, amém.

 

Pr Jason

 

Esperança X Esperança

Meditação do dia 16/07/2018

O qual, em esperança, creu contra a esperança, tanto que ele tornou-se pai de muitas nações, conforme o que lhe fora dito: Assim será a tua descendência.”  (Rm 4.18)

 Esperança X Esperança – “Depois da onça morta, todo mundo coloca o pé em cima dela e tira a foto.” Esta é uma versão popular caipira para dizer que depois de tudo resolvido, todos sabem como resolver. Olhando agora, mais de quatro mil anos depois, é bastante simples falar da fé de Abraão e vencer os obstáculos que ele venceu. Tendo todos os precedentes, todos os contexto e milhares de testemunhos de como a fé funciona, pode-se até abusar da ousadia e dizer que aquilo foi “café pequeno” para Abraão. Admito que quanto mais estudo sobre ele, seus feitos e suas atitudes, mas admiro o pai Abraão. Eu tenho à minha disposição, dezenas de exemplares de Bíblias, completas, Velho e Novo Testamento; comentários, enciclopédias, livros, estudos e um net que me permite pesquisar outro tanto sobre ele, estudo, escrito, pregado e desenvolvido por pessoas que amam a Deus, respeitam o conhecimento e dotados de dons e habilidades para fazerem o que fazem; e mesmo assim, saindo da “Veia de escritor” para ser apenas um peregrino e parceiro de caminhada na jornada da fé, ainda me sinto arranhando a superfície em termos de fé, me comparando com Abraão. Como não admirá-lo? Em esperança crer contra a esperança – até para definir isso como frase em linguagem comum eu paro para pensar; já me deparei com situações difíceis para ser solucionado na base da fé e da oração e me reprovei em algumas delas, outras passei raspando na trave e quantas outras foi para a prorrogação?! Abraão desde cedo, sabia que estava casado com uma mulher estéril e eles batalharam em oração, eles eram amigos de Deus, amigos mesmos, de Deus visita-lo, trocar idéias, Sara rir do que Deus disse e ele lhe chamar à atenção! Eles tinham as promessas e tudo que validaria sua condição de fé, mas mesmo assim tudo dizia o contrário, o tempo, a experiência, a saúde, o vigor físico… nós dizemos que a esperança é sempre a última que morre, e os pessimistas aproveitam e provocam: é a última que morre, mas morre! Mesmo a esperança já sendo desesperança, Abraão ainda continuou crendo e adorando a Deus, como se tudo estivesse sob controle, e estava; não dele, mas de Deus. Este é o ponto onde eu tiro o chapéu para o velhinho!!! Aquilo que falamos em teoria e como frase de efeito motivacional como: “eu e Deus somos maioria!” Para Abraão era verdade verdadeira, pura e simples! Mesmo que você só ele e Deus e até Sara já houvesse renunciado a sua parte, ele ainda estava crendo. Não é crendo em qualquer coisa, por teimosia, mas crendo na Palavra do Altíssimo, o Criador dos céus e da Terra. E me pergunto e estendo a vocês também: Até onde vai a minha esperança? Até onde nos ficamos firmes naquilo que cremos porque a Bíblia diz que é assim que se faz?

Meu Pai, glória e honras sejam dadas a ti, somente a ti, princípio e fim de todas as coisas; o sustentador de todas as coisas. Minha fé e minha esperança estão em ti, porque só o Senhor pode fazer por mim aquilo que sei que não posso e não tenho outra fonte para recorrer. Obrigado pela fé que uma vez foi entregue aos santos! Graças, Eterno Deus trino e triuno. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Depois da Morte de Abraão

Meditação do dia 15/07/2018

“Depois da Morte de Abraão, Deus abençoou a Isaque, seu filho; Isaque habitava junto de Beer-Laai-Roi.”  (Gn 25.11).

Depois da morte de Abraão – Já te perguntaram sobre o acontece depois da morte? Muitos querem saber o que as Escrituras esclarecem sobre esse mistério; alguns tem mesmo uma atração por assuntos mórbidos; outros são apenas curiosos e ainda tem aqueles que apenas querem polemizar e ver o circo pegar fogo. Nesse meditação não vou lidar com o fator morte, mas pretendo abordar um outro lado da questão, que não deixa de ser muito importante, especialmente se estamos pensando em pessoas que cultivam uma fé cristã. Os valores dessa fé desempenham sim um papel de muita importância na vida das pessoas e alicerça tomadas de decisões, por que de uma forma ou de outra a morte afeta muitas pessoas e isso precisa ser levado em consideração. Olhando para Abraão como a figura de uma pessoa importante, influente e líder capaz, de muito bom relacionamento com Deus e com as pessoas, com um sacerdócio bem praticado; sua morte certamente impactaria muitas vidas ao seu redor. Quem vive e tem por perto de si uma pessoa de liderança forte, está sempre confiante que alguém sempre tomará as decisões e cuidará de tudo se algo der errado. Estou falando de dependência e pode até ser que se deixe de buscar maior espaço, porque a sombra daquela pessoa é muito abrangente. Mas acontece que essas pessoas também são mortais, e mortais morrem! O impacto da morte de um líder destacado, forçosamente abre espaço para novas lideranças e algumas outras pessoas assumirem de fato, o comando das ações de suas vidas. Não é raro, a gente perceber e até ouvir em situações fúnebres, alguém dizendo: “E agora! Quem fará… quem cuidará… nunca fizemos nada porque…” Acredito que o luto precisa ser vivenciado, experimentado e ter o seu tempo encerrado, para então prosseguir com a vida. Não tomar decisões importantes que envolvem grandes responsabilidades, até que as emoções já estejam equilibradas e o controle da vida e das situações já achem firmados para que então se inicie os próximos passos da jornada. O cristão tem alguém além de todos os demais que cuida dele e vai andar com ele e guia-lo em sua vida na totalidade. Abraão morreu, foi velado, foi sepultado segundo as tradições e os valores da sua cultura e ponto. Isaque levantou-se e foi dar seguimento à sua vida e o melhor de tudo ficou registrado no nosso verso base dessa meditação, “Depois da Morte de Abraão, Deus abençoou a Isaque”  Não nada de anormal, estranho ou novo nesse relato. A aliança entre Deus e Abraão era que após ele, seus descendentes continuariam na aliança e Deus os abençoaria e confirmaria os termos das alianças e isso seria feito de geração em geração. Isaque simplesmente herdou o que lhe era de direito e assumiu o seu lugar na linhagem da promessa. Sinto muito por ver pessoas se mantendo afastado da maturidade cristã e desconhecendo as verdades bíblicas sobre o papel da vida e do tempo de vida de cada servo de Deus e assim afundando em severas e profundas crises emocionais e depressivas pela morte de familiares e pessoas ligadas a elas. Isso é um erro! Primeiro porque a vida é individual e Deus tem pleno senhorio sobre nossas vidas. Segundo que Deus tem o tempo e o controle de suas ações e decisões e quando lhe apraz levar alguém, ele o faz, e não vai me consultar, não irá te consultar e rebelar contra isso é estupidez. Um terceiro fator a se considerar é que estamos aqui para servir a Deus e fazer a sua vontade todos os dias que ele nos der e dentro desse espaço de tempo, essa é a nossa missão. Isso não acaba, não diminui e não se transfere porque alguém muito querido foi levado pelo Senhor. Me desculpe, mesmo respeitando a sua dor, mas não é sábio declarar e passar a viver como se a sua vida tivesse acabado, depois aquela pessoa morreu. Não acabou, não acaba e você ainda tem outros familiares que te amam, que você ama e sua missão só termina quando Deus disser que termina. É errado valorizar mais a pessoa que já se foi do que as que ainda estão aqui! Perder o interesse e a responsabilidade pelos vivos, muitos, só por um que se foi! Levante-se, Deus vai continuar andando com a gente e dando graça e sabedoria para vivermos para sua glória. Depois de Abraão, veio Isaque, depois Israel e assim conosco – um sucede ao outro e Deus continua Deus e tão amoroso e cuidadoso como antes. Não faça confissão falsa, nem nessa, e nem na outra vida!

Senhor, te agradeço pela benção que seguira depois de mim, como veio de mim e sempre o Senhor esteve presente e sempre estará e cuidará de tudo, muito melhor do que eu mesmo poderia cuidar. Posso confiar e descansar em ti e ser grato por aqueles que já cumpriram a tua vontade e foram chamados. Jesus é a ressurreição e a vida para todos que nele creem; eu creio, isso é suficiente, isso me basta. Amém.

Pr Jason

Isaque e Ismael em Macpela

Meditação do dia 14/07/2018

 “E Isaque e Ismael, seus filhos, sepultaram-no na cova de Macpela, no campo de Efrom, filho de Zoar, heteu, que estava em frente de Manre, o campo que Abraão comprara aos filhos de Hete. Ali está sepultado Abraão e Sara, sua mulher.”  (Gn 25.8)

 Isaque e Ismael em Macpela – Como transformar uma situação triste em alegre e vitoriosa? Como se constrói à partir de ruínas? Tudo é possível, especialmente se a alma não for pequena. Quando mais jovem no meu período romântico da vida, dizia que Deus pode consertar qualquer coração partido, desde que se leve a ele os pedaços. Se fossemos nos situar física e temporariamente no percurso destas meditações, estaríamos num velório, no ato fúnebre do patriarca da nossa fé e certamente era algo muito triste, perder um líder de tal envergadura e em meio às lágrimas, um pensamento comum seria sobre quem seria o novo líder, quem faria isso ou aquilo e já de antemão sabíamos que ninguém faria igual a ele. Mas do mesmo modo que aceitamos a verdade que a vida nasce da morte, valendo para as sementes, para projetos, para sonhos e no campo espiritual também. No mundo dos negócios por muitos anos, se dizia que “ninguém é insubstituível” e isso tem lá suas vertentes, ainda mais que  os defensores dessa tese, tratava apenas de prestação de serviços das pessoas, sendo assim, outra pessoa pode ser treinado e assumir aquele lugar e a fila anda. Mas hoje, no mesmo campo se procura ver as coisas mais holisticamente, ou seja, ver o todo e não apenas uma parte, a parte que me interessa. Cada função é exercida por uma pessoa, a função é plenamente substituível até por uma máquina; mas a pessoa é única, não há duas iguais, não há repetição na grande coleção de Deus. Quem substituiu Pelé? A camisa dez já passou e vai passar por muitos, mas o rei é o rei! Quem substitui Mozart? Beethoven? Madre Teresa de Calcutá? Tem pessoas fazendo as funções deles, mas… Ao que tudo indica, Deus não planejou substituir as pessoas. Ali estava o corpo inerte de Abraão, mas ao lado estava outra cena digna de registro: Isaque e Ismael juntos para cumprir com honra e dignidade a formalidades e que aquele momento exigia para alguém com tamanho prestígio diante de Deus e dos homens. Falo disso, por que ao observar a vida desses rapazes, suas vidas representavam os grandes conflitos da vida produzidos pela vontade divina ou pelas escolhas equivocadas humanas. Acredito que entre eles sempre houve amizade e respeito e para Ismael, Isaque era apenas o irmãozinho mais novo com quem teve pouco tempo e oportunidade de conviver. As suas mães não compartilhavam da mesma visão sobre quem era quem e por isso um foi despachado de casa para se virar nos trinta enquanto o outro cresceu com todos os privilégios, conforto e segurança que a vida poderia oferecer a uma criança naquela época, além da presença constante de alguém como Abraão para instruir e aconselhar. Mas ali estavam dois irmãos juntos para sepultar o pai. Macpela era mais que uma caverna e mais que o lugar do descanso eterno de um pai, ali era um lugar de reunião, união cura e de deixar o passado no passado. Um exemplo, um bom exemplo para quem nunca sepultou suas mágoas e dores dos relacionamentos quebrados do passado, especialmente com familiares.

 

Obrigado Senhor, por unir vidas para servir com alegria e cumprir tarefas que são mais importantes do as nossas dores e diferenças com outras pessoas que estão caminhando na mesma direção. Reconciliação e perdão são disponibilizados aos teus filhos o tempo todo em Cristo Jesus. Em nome dele, oramos agradecidos. Amém.

 

Pr Jason

Quando Chega a Hora de Partir

Meditação do dia 13/07/2018

 “E Abraão expirou, morrendo em boa velhice, velho e farto de dias; e foi congregado ao seu povo;”  (Gn 25.8)

 Quando chega a hora de partir – Cada cultura tem seu modo de vivenciar a fim de uma vida terrena. Em termos rasos, pensamos como fomos formatados pela nossa cultura, convivência e como vimos as pessoas reagirem na convivência com esse importante momento quando se encerra a vida terrena. Tendemos a pensar que o nosso modo é o certo, ou que pequenas variações nas concepções são permitidas. Algum tempo atrás aprendi uma verdade que me ajudou muito e até modificou o meu modo de ver algumas situações registradas na Bíblia. Alguém ensinando disse: “temos que admitir que a Bíblia foi escrita por orientais, para pessoas orientais, dentro de um contexto oriental.” Dentro do contexto desse ensino, ele não nega a universalidade da Palavra de Deus e sua revelação, apropriada e adequada para todos os povos de todas as línguas e culturas. Aceitamos a inspiração divina das Sagradas Escrituras e isso faz dela uma palavra fiel e infalível, que verdadeiramente “jamais passará.” Todos os rituais, as cerimônias e costumes que vemos nos personagens, eram registros fiéis do que era corrente entre eles ali no Oriente Médio. Aqui diz que Abraão foi congregado ao seu povo; existe uma forte ligação entre as pessoas e suas gerações de forma que eles tem uma percepção que cada um serve aqui em vida e ao findar o seu tempo, ele vai se reunir com seus ancestrais e descansar, etc. Davi, findando os seus dias disse a Salomão: “E aproximaram-se os dias da morte de Davi; e deu ele ordem a Salomão, seu filho, dizendo: Eu vou pelo caminho de toda a terra; esforça-te, pois, e sê homem” (1 Rs 2.1,2). Como essa expressão seria vista por um brasileiro nos dias atuais? Outro Registro interessante sobre Davi: “Porque, na verdade, tendo Davi no seu tempo servido conforme a vontade de Deus, dormiu, foi posto junto de seus pais e viu a corrupção” (St 13.36). Sou ocidental e minha cabeça só funciona como ocidental e aprender a ver a vida e seus fenômenos com os olhos e o entendimento de outra cultura, com outros valores, precisa de esforço e especialmente estar aberto ao novo e diferente. A convivência com cristãos de mentalidade oriental, como os amados da comunidade nipônica, me ensinou muito e pude aprender a apreciar e a respeitar outras formas de se ver a morte, por exemplo. Mas, dentro do nosso texto em apreciação, vemos um homem de Deus chegando para cruzar a linha de chegada e terminar uma jornada de forma digna, linda e tão edificante e inspirativa como foi a sua vida. Não só pelo fato dele estar idoso e já realizado na vida, mas pela forma como viveu e como se preparou para essa etapa. É de fato triste, ver pessoas idosas inseguras e até temerosas com o que lhes aguarda pela frente. Alguns até mesmo amedrontados e nem aceitam falar no assunto, por que não se consideram preparados e certamente isso mostra que realmente não estão, não se prepararam e o inevitável ronda suas portas e cada novo dia é uma possibilidade. O cristão precisa estar consciente do que sua fé lhe oferece e de como estar pronto para encontrar com o Criador. Servir a Deus e andar em intimidade com ele na vida, certamente faz muito bem, quando se está chegando no final da missão. Eu gosto muito de pensar na opção de Paulo: “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho” (Fp 1.21). Isso é o reflexo de uma vida inteira consumida pela consagração e obediência ao Senhorio de Cristo.

 

Jesus, tu és a fonte da vida, tu és a vida e a distribui para todos os que creem em ti. Obrigado porque não o que temer, para quem foi temente e andou contigo o tempo todo. Abraão viu os seus dias porque andou lado a lado com o Possuidor dos Céus e da Terra, a quem ele carinhosamente chamava de “Altíssimo!” Obrigado pela vida e poder viver para ti, todos os dias. Amém.

 

Pr Jason

Os Dias de Abraão

Meditação do dia 12/07/2018

 “Estes, pois, são os dias dos anos da vida de Abraão, que viveu cento e setenta e cinco anos.”  (Gn 25.7)

 Os dias de Abraão – Os poetas costumam dizer que a vida não vale pelo número de anos, mas pela intensidade com que se vive. Como não sou poeta, peço licença para dizer que os dias de vida de uma pessoa, dedicada a Deus é muito importante, tanto pela quantidade, quando pela qualidade e pelos resultados que ela produz; sem contar ainda nos valores agregados pelos resultados indiretos. A história está repleta de pessoas que viveram poucos anos e fizeram muito, ou tiveram uma vida intensa, uns positivos e construtivos para todos e outros que só foi farra, festa, bebidas e prazeres e as marcas deixadas, só são comemoradas por adeptos das mesas práticas. Sem tirar méritos ou acrescer deméritos, numa lista entrariam Alexandre, o Grande; Júlio Cesar; e muitos outros. No Brasil tem muita gente que curte Cazuza e até Raul Seixas, Elis Regina,
Airton Senna e os Mamonas Assassinas. Cada um desses também deixou um legado, que assim fosse possível chamar. Mas vamos pensar na longevidade do patriarca Abraão, em que a primeira menção de sua idade, foi quando do chamado em Gn 12.4 “Assim partiu Abrão como o Senhor lhe tinha dito, e foi Ló com ele; e era Abrão da idade de setenta e cinco anos quando saiu de Harã.” Dos setenta e cinco até cento e setenta e cinco anos; cem anos de serviços prestados ao Reino de Deus. Fica difícil avaliar o conteúdo e a qualidade da vida desse homem, dentro de um período de cem anos. Muitos anos, muita qualidade, muita intensidade e experiências inigualáveis, que faz dele o amigo de Deus. Um século é muita coisa e ao mesmo tempo, em se tratando de história, não significa muito; mas quando estamos tratando de uma pessoa, que viveu num período da história da humanidade, em que podemos dizer que muitas coisas estavam começando a acontecer; ele não foi apenas um pioneiro, um desbravador ou conquistador de terras, ele foi isso e muito mais. Pelos princípios de Deus registrados em sua Palavra, toda construção necessita de uma boa base ou alicerce, pois é daí que se pode dedicar a edificar tudo que aquela base suportar. Jesus utilizou a idéia desse princípio ao ensinar sobre discipulado. Ali ele disse que as pessoas precisam fazer os cálculos para saber poderão dar continuidade e término em seus projetos de vida. Quem constrói uma torre, ou vai declarar guerra precisa saber suas condições antes de se lançar na empreitada. Deus planejou construir uma nação que fosse capaz de abençoar todas as demais e por todas as gerações pelos tempos e eternidade. Certamente isso precisava de uma super base e foi Abraão o escolhido para ser o início de tudo isso e ser capaz de ser pai de uma nação e de um povo, de onde poderia surgir um rei eterno, que jamais passará e seu reino não se abalará e nem mudará de dinastia. Entender a grandeza do projeto eterno de Deus, lança uma luz muito boa sobre a biografia de Abraão. Isso não serve de base para críticas aos eternos laços matrimonias modernos em que alguns duram menos que a festa do próprio casamento. Quem pensa em eternidade, precisa pensar em coisas duráveis e que aguentem provas e testes que resistam aos mais variados gêneros de planos malignos. Os dias de Abraão valeram cada dia, cada hora e cada escolha e decisão e hoje, ele pode estar naquela galeria dos heróis da fé, descrita em Hebreus 11. Muito mais do que aquela homenagem, somos gratos por tudo da vida desse nosso pai da fé.

 

Pai, obrigado pela vida do Pai Abraão! Ele soube andar com o Senhor e aprender contigo e fazer sua vida e existência valer muito. Obrigado, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason