Levantar a Voz e Chorar

Meditação do dia 20/09/2018

 “E foi assentar-se em frente, afastando-se à distância de um tiro de arco; porque dizia: Que eu não veja morrer o menino. E assentou-se em frente, e levantou a sua voz, e chorou.”  (Gn 21.16)

 Levantar a voz e chorar – Quem de nós nunca abriu o bocão e chorou copiosamente? Quantos de nós já não presenciamos pessoas entrar em desespero e chorar pra valer? Então, pelo menos em tese, podemos compreender o drama vivido por Agar. Foram momentos de profunda angústia e solidão, onde a cabeça faz milhares de cálculos por segundo e nenhum tem resultado que seja útil ou aceitável. Agar estava passando pelo pior pedaço de sua vida; parecia que eram muitas tragédias em muito pouco tempo e quando tudo indicava uma melhora, eis que lhe parecia que a morte estava à espreita sua e de seu filho. Meditar, contemplando a cena, ainda que só na imaginação, já é suficiente para produzir agonia emocional em nós. Ela não parecia ser muito experiente em andar pelo deserto, e agora era muito diferente de qualquer outra viagem no deserto. Está só na companhia do filho, pouca comida, sem água, sem segurança ou direção do que fazer… o desespero bateu forte e ela desistiu!!! Coloco o jovem, que também estava cansado, esgotado e desidratado, para que morresse ao menos num abrigo da sombra de um arbusto; ela distanciou-se por alguns metros e sentou-se de frente para o menino; o tipo clássico de querer ver exatamente o que não se quer ver. Nenhuma mãe gostaria de ver a morte de um filho adolescente, que até então vigoroso, cheio de vida e energia e agora jogado debaixo de uma moita para esperar a morte, por falta de recursos. Ela, impotente diante da cena, se conformava em ver o pior acontecer à uma pequena distancia. Olhando para a vida espiritual e a caminhada de fé que todo cristão faz; isso se explica por aqueles momentos onde todos os nortes desaparecem; não há mais escolhas entre o ruim e o pior; ou entre o mal e o menos mal; simplesmente não há mais movimento a se fazer. São situações extremas na vida. Podem ser literais, quando alguém se depara com um diagnóstico terminal de saúde; falência de um negócio no qual estava tudo e todo o esforço de uma ou várias vidas; quando um sonho é interceptado por um acidente trágico etc. Me refiro  quando se perde o chão! Mas tem a continuação da história, tanto a de Agar, quanto à nossa, porque tudo que sabemos, não tudo o que existe! Tudo que estamos experimentando não é exatamente o fim de tudo e nem é o máximo que pode existir. Deus ainda está no controle e ele continua vendo mais e melhor do que nós. Não à toa que somos chamados a andar pela fé, sem recuar, pois quem anda pela fé pode ver o invisível, crer no incrível e realizar o impossível! O fim só é o fim quando Deus diz ou determina que seja, até lá, até a morte pode ser superada e revertida. Aquele choro alto, desesperado, desiludido de Agar, significava para ela que tudo estava acabado; até as promessas do “Deus que me vê” e que se revelara anteriormente e a quem ela servira todos esses anos e foi fiel seguindo as instruções de se humilhar e suportar os caprichos da sua senhora, até que ele mudasse a sua história e fizesse do garoto um homem próspero e de descendência numerosa… tudo poderia ter sido uma grande ilusão, agora acabou. Era isso que significava aquela mulher sentado no chão, chorando copiosamente e em voz alta para ninguém ouvir, porque estava no deserto inóspito, quem iria ouvir? Deus ouviria, ouviu e ouve até hoje, mesmo que ninguém mais possa, ninguém mais se importe! Deus nunca foi, não é e nunca será igual todo mundo!! ELE É DEUS! Queridos, esse choro em voz alta, pode ser muito silencioso dentro da nossa solidão e isolamento a que nos acomodamos ou nos vemos aprisionado. É possível estar rodeado de gente e completamente sozinho! É possível estar com muita gente por perto, mas solitário ao extremo; ser e estar invisível e sem ter a quem recorrer!! Mas não sem Deus, e sem sua capacidade de alcançar qualquer um dentro de um quadro desses. Um grãozinho de fé, plantado no coração, pode fazer renascer a vida!

 

Pai de misericórdia e de consolação, que bom que o Senhor não desiste nunca e não está ausente quando clamamos em desespero, declarando que é o fim!!!! Só o Senhor pode dizer quando é o fim. Obrigado, por ser o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim! Obrigado pela milagre do recomeço, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Distancia de Um Tiro de Arco

Meditação do dia 19/09/2018

 “E foi assentar-se em frente, afastando-se à distância de um tiro de arco; porque dizia: Que eu não veja morrer o menino. E assentou-se em frente, e levantou a sua voz, e chorou.”  (Gn 21.16)

 Distancia de um tiro de arco – Conhecemos arco e flecha, primeiro pela história brasileira com raiz indígena e esse instrumento era básico na vida deles, tanto para caça e pesca, quando para guerra. Modernamente o arco e flecha é esporte olímpico, definitivo desde 1972 em Munique, quando as regras foram normatizadas pelas federações desse esporte. Para efeitos esportivos a distancia atual em competições varia em provas masculinas entre 90m -70m – 50m – 30m; nas provas femininas a variação é de 70m – 50m – e 30m. Acredito que o registro bíblico sobre a distancia em que Agar se afastou do filho, não seria superior a uma marca moderna de um tiro de arco; pois dificilmente os arcos típicos da época eram mais rudimentares que os atuais e a distancia possível de se atingir um alvo, não seria tão grande, digamos que uns 50m ou pouco mais. Para nossa meditação e edificação, o arco ou a flecha e muito menos a distancia possível não são os elementos mais relevantes. Prefiro me concentrar nas pessoas e nas ações e decisões tomadas ou em curso, porque é assim que nos identificamos e aprendemos. Faço uma pergunta: De que Agar estava se afastando? Ela estava se afastando fisicamente do seu filho, ou espiritualmente da sua promessa? Ismael corria mais risco de perder avida, do que a fé Agar perder a fé? Não vamos aqui nos posicionar com “bam bam bans” ou “invaciláveis,” pois não somos! Como já disse antes, admiro muito a pessoa de Agar e o faço também nos momentos de dificuldade e fraquezas dela, porque me identifico com fraquezas e momentos de vulnerabilidade humana. O que levou Agar a essa situação de desespero e fraquejar em sua fé, é o mesmo que acomete a mim e a vocês todos os dias. Somos uma ilha, cercada de circunstancias por todos os lados e grande parte delas são contrárias e lutam contra tudo o que acreditamos e são areias movediças para nossas crenças. Agar tinha uma palavra muito firme do Senhor Deus, a quem ela conhecia como o Deus que me vê; ela suportara e prevalecera contra todas as adversidades na casa de Abraão e sempre esteve olhando para um futuro promissor para seu filho. As provações iniciais na jornada dela eram de fato fortes e aterradoras e quando os recursos disponíveis acabaram, ela se viu desamparada e entendeu como o fim dos sonhos. Olhar para nossa própria fonte de recursos é frustrante, por eles acabam muito cedo. Deus não espera que as pessoas atinjam plenamente suas promessas, por meio de seus próprios esforços e meios. Somos incompetentes por natureza, sozinhos não vamos longe. Ninguém deve partir para sua grande jornada, sem a presença do Senhor passo a passo, desde o primeiro passo. E por incrível que pareça, somos especialistas em começar por conta própria e só lembrar de Deus quando aparecem as primeiras evidencias de que ele deveria ter sido convidado desde o início. É um mal jasoniano, com certeza! Mas também tenho encontrado muitos colegas de caminhada nas mesmas situações.

 

Senhor, meu Deus, preciso reconhecer que minha independência não me ajuda muito. Graças rendo ao Senhor, porque me tornas livre para servir e não para servir-me. Nesse dia quero convidar ao Senhor para me guiar na jornada do dia a dia. Obrigado por ter amigos e irmãos na caminhada, que são peregrinos também em busca de alcançarem uma promessa, e para isso precisam atravessar o deserto. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Sem Água

Meditação do dia 18/09/2018

 “E consumida a água do odre, lançou o menino debaixo de uma das árvores.”  (Gn 21.15)

 Sem Água “Moro num pais tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza…”A letra e poesia é da música de Jorge Bem Jor; com essas frases iniciais, todos nós brasileiros concordamos, e com as raras exceções de regiões do nordeste do pais, não era comum a falta d’água (até bem pouco tempo). Bem poucas pessoas de nossos relacionamentos poderá dizer que sabe, na própria pele, o sentido literal desse texto da bíblia e da experiência de Agar e seu filho. Por experiência própria, sei que uma pessoa caminhando em compasso de viagem, percorre entre quatro e cinco quilômetros por hora em terreno de excelentes condições (asfalto/terraplanada); então uma senhora com um adolescente, andando pelas trilhas de um deserto, não andariam muito em distancia, sob um clima desértico e sol escaldante. O suprimento de água logo se esgotou e não importa, se por falta de experiência de sobrevivência em situações críticas, ou pela quantidade insuficientes que lhes era permitido carregar. Quando a água acaba, acaba mesmo e num deserto, não encontra reposição com facilidade. Aqui, desejo fazer a primeira aplicação espiritual do dia: Agar (que representa você e eu) partiu para sua jornada, em direção ao desconhecido, mas com uma promessa de bênção e proteção de Deus, que lhe garantiria um futuro diferente do seu passado e das possibilidades que o futuro lhe poderia dar, na condição de vida de antes. Na sua partida ela levou suprimentos básicos de pão e água que Abraão lhe fornecera. Isso logo acabou! Acabou porque o homem não pode suprir tudo, em todo tempo e permanente. Só Deus pode fazer isso por nós! Só Deus é uma fonte inesgotável. Por mais que haja generosidade, bondade, planejamento e bons projetos e logísticas… os recursos humanos falham! Temos assistido os governos, as ongs, os programas e projetos com as mais sinceras e boas intenções tentando erradicar a fome, a miséria ou simplesmente a escassez de recursos no mundo e o placar continua o contrário. Quantos milhares de vidas o deserto já engoliu impiedosamente, ao ser desafiado ao longo da história humana. Mas existe uma exceção de grande escala que conhecemos, no registro sagrado do êxodo israelita nos tempos de Moisés. Quarenta longos anos no deserto, com uma massa humana de aproximadamente três milhões de pessoas, acrescido de animais, bens, posses e cargas; mas o registro do relatório final é assim: Todavia tu, pela multidão das tuas misericórdias, não os deixaste no deserto. A coluna de nuvem nunca se apartou deles de dia, para os guiar pelo caminho, nem a coluna de fogo de noite, para lhes iluminar; e isto pelo caminho por onde haviam de ir. E deste o teu bom espírito, para os ensinar; e o teu maná não retiraste da sua boca; e água lhes deste na sua sede. De tal modo os sustentaste quarenta anos no deserto; nada lhes faltou; as suas roupas não se envelheceram, e os seus pés não se incharam (Ne 9.19-21). As primeiras provas da nossa jornada são terríveis e desanimadoras. É uma tentativa de nos fazer voltar e admitir ou crer que é melhor viver como escravo do que morrer livre! Isso é tática suja e mentirosa do inferno. Deus não salva ninguém para depois deixar morrer no deserto. Mesmo pessoas boas e cheias de fé e confiantes nas promessas de Deus, com experiências fortes como era o caso de Agar, podem também desanimar, desesperar e desistir! Ao se firmar nas emoções, nas circunstancias e no que se está passando no momento, é fácil descrer, duvidar e perder de vista tudo aquilo que cria e pelo qual partiu para conquistar. Deus e sua Palavra são verdadeiros, nossas emoções não! Nossas circunstancias não! Nossa razão não! As pessoas ao nosso redor não! As vezes até o pastor,  profeta, não são confiáveis em seus juízos! Deus é e sempre será! Agar se viu assim, cansada, frustrada, desamparada e largou o filho na possível única sombra que encontrou, para que ali morresse (na opinião dela). Aqui era Agar; encontramos depois Elias, depois Jonas e no Novo Testamento Natanael, todos sentados numa sombra, debaixo de uma árvore, mas reclamando, murmurando contra Deus e suas promessas. O Deserto pode ser duro, implacável, impiedoso, ameaçador; mas Deus ainda é o Senhor e seu poder supera o do deserto e nossos medos e desânimos. O deserto não é o fim, mas um período, um tempo de transição para algo melhor, infinitamente melhor!

 

Senhor, obrigado pela tua presença com os peregrinos no deserto. Podemos atravessar com segurança, pela tua graça e suprimentos ilimitados, fora da capacidade humana. Os teus filhos não foram chamados para viver no deserto, mas para atravessá-lo, sob os teus cuidados. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Andando Errante no Deserto

Meditação do dia 17/09/2018

 “Então se levantou Abraão pela manhã de madrugada, e tomou pão e um odre de água e os deu a Agar, pondo-os sobre o seu ombro; também lhe deu o menino e despediu-a; e ela partiu, andando errante no deserto de Berseba.”  (Gn 21.14)

 Andando Errante no Deserto – Por definição deserto é um lugar de poucas condições favoráveis e muitas possibilidades de provação. No deserto a normalidade fica à favor do negativo. Mesmo para os experientes, o deserto é desafiador. A Bíblia trás muitos relatos de experiências de personagens que se defrontaram com o deserto em algum momento de suas vidas. Até hoje, ele simboliza um tempo de provação e dificuldades que precisa ser atravessado e que as experiências ali não podem ser evitadas sem que causem prejuízos ao crescimento e maturidade dos envolvidos. Uma das grandes aplicações da figura do deserto na vida cristã, é a do êxodo israelita. Começa com a condição de escravos no Egito, sob o jugo de Faraó – símbolos do mundo sem Deus e do pecado e do diabo, que escraviza e maltratam a pessoa; Aqui acontece a experiência de libertação através do braço forte de Deus. Em seguida vem a crise de novo identidade, com a travessia do Mar Vermelho, quando definitivamente se deixa o Egito para trás e vê Faraó e seus agentes de opressão mortos; agora de fato inicia-se a jornada para uma vida nova. Mas de cara, está o deserto! Ali foi o tempo da provação, da arrumação da casa, conhecer a Deus, aprender a obedecer, viver o sobrenatural da provisão sem perder a promessa de vista. Aprendemos que o tempo de deserto pode ser condicionado ao aprendizado; o que para eles poderia ter a duração de dois anos se tornou uma jornada de quarenta anos. Entrar no deserto pode ser uma experiência terrível, mas se Deus estiver conosco, ela será muito proveitosa e haverá muitos milagres, muitas provisões maravilhosas, livramentos e a graça de ter a nuvem de dia e o fogo à noite. Agar estava agora começando sua jornada pela primeira vez na vida como uma pessoa livre e com uma promessa de Deus para ela e o filho. No início ela não sabia para onde ir e nem tinha uma rota delineada; ela estava andando errante pelo deserto. Servos passam a vida toda obedecendo ordens e fazendo somente o que lhes é ordenado e com todos os limites estabelecidos. Quando se tornam livres, nem sempre sabem o que fazer com a liberdade, nem para onde ir. O efeito da servidão inibe a capacidade de ser senhor, ainda que de si mesmo. Sem um plano bem feito ou boa orientação, existe uma grande possibilidade de se voltar a um estilo de vida de escravidão, por ser mais fácil seguir ordens, do que decidir e assumir riscos. Em se tratando de vida cristã, isso não é diferente; a pressão de um todo novo é muito assustador. Mas uma coisa pode mudar isso e é um dos nossos próximos textos. Agar encontrou ajuda e apoio e isso salvou sua vida.

 

Senhor, obrigado pela experiência de salvação e libertação do poder e domínio do pecado. Em Cristo podemos começar um todo novo e os planos do Senhor para com cada de nós, são maravilhosos. Permita que tenhamos ânimo para encarar os primeiros desafios de andar contigo em novidade de vida. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Agar Foi Despedida

Meditação do dia 16/09/2018

 “Então se levantou Abraão pela manhã de madrugada, e tomou pão e um odre de água e os deu a Agar, pondo-os sobre o seu ombro; também lhe deu o menino e despediu-a; e ela partiu, andando errante no deserto de Berseba.”  (Gn 21.14)

 Agar foi despedida – Essa é uma palavra que expressa muita coisa. Qualquer desses sentidos mexe com as emoções das pessoas envolvidas e até mesmo daquelas que são afetadas indiretamente. Podemos pensar em despedida que antecede uma viagem, que retrata alegria ou preocupação e até tristeza, dependendo de contexto para contexto. Podemos pensar em despedida que antecede a morte, quando familiares ou pessoas presentes participam dos momentos finais da vida de uma pessoa, que pode deixar recomendações ou até um legado; outros promovem revelações de fatos e verdades que ficaram em suspense por uma vida inteira. Algumas dessas despedidas são alegres, esperançosas e dignas da vida que foi vivida e da que começará na interrupção dessa. Podemos pensar em despedida no sentido de demissão de um cargo, função ou emprego. No Brasil ela pode acontecer por justa causa ou não, dentro de nossa legislação trabalhista. Aqui, ela ganha contornos de drama e sintomas de dificuldades e acompanhada de tristezas e preocupações. Por outro lado, pode ser a oportunidade de se começar um novo projeto ou nova fase na vida profissional. Essa situação pode ser considerada uma crise, um fenômeno que produzirá alguma reação, podendo ser benéfica ou não; cada um terá que lidar com o preparo ou a falta dele para seguir de agora em diante. Hoje estamos pensando na despedida de Agar, a serva de Abraão e Sara; isso era uma situação de crise, de transformação nas relações de trabalho e serviço, mas também com as implicações espirituais que envolveriam o tempo presente e o futuro deles e porque não, a eternidade. Agar não apenas deixaria de ser uma serva à serviço de uma senhora rica, sua proprietária; mas também deixaria de ser serva, escrava e seria livre e senhora de sua vida e seu destino. Ela estava saindo, não por vontade própria, mas de forma compulsória, urgente e irrevogável. O que quer que ela fizesse ou sofresse dali em diante, seria de sua estrita responsabilidade. Parece duro demais, e é mesmo; mas pensando bem, é que todos nós temos que enfrentar e fomos criados para isso. Acreditamos, como cristãos, nos fatos bíblicos de que fomos criados por Deus com liberdade e capacidade de dirigir nossas vidas, fazer escolhas e ser responsáveis por elas. Numa visão macro, fomos criados para servir a Deus, e essa escolha tem e deve ser feita individualmente por cada pessoa, em sua condição de exercício de sua identidade e responsabilidade individual. Não fazer escolha nenhuma, já é uma escolha, a de ser manipulado pela idéia de independência e fazer apenas aquilo que lhe agrada, isso na verdade é o exercício do egoísmo e da não responsabilidade. Escolher servir e se submeter a Deus e seu estilo de vida é também a escolha de servir a alguém incompetente (como a si mesmo) ou a satanás, que é incompetente e enganador dissimulado, um manipulador viciado. De um lado da história está Abraão e a difícil decisão e como recompor-se emocional e espiritualmente depois dessa madrugada; do outro lado, Agar e Ismael, que recomeçariam ou começariam alguma coisa, mas no momento tudo o que podiam fazer era sair andando, nada agora fazia sentido, nem mesmo a pergunta: Para onde? Sair, só sair! Andar e confiar que num dos próximos passos, surgirá alguma indicação e até lá, é crer e seguir…. faz sentido para você? Não, nem para mim e muito menos para Agar e menos ainda para Ismael, era o andar pela fé, que começava agora!

 

Senhor, quando não sabemos nada, não vemos nada e não temos direção alguma; o senhor se torna tudo isso e muito mais para nós. Pela fé podemos andar na direção que se aproxima mais de ti. Obrigado, porque tu nos guiarás, em completa paz, rumo ao melhor, porque houve um romper de laços com o passado e com a condição de vida de antes. Agora é tudo novo, pode ser difícil, mas o Senhor estará conosco. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Agar Ganha o Menino

Meditação do dia 14/09/2018

 “Então se levantou Abraão pela manhã de madrugada, e tomou pão e um odre de água e os deu a Agar, pondo-os sobre o seu ombro; também lhe deu o menino e despediu-a; e ela partiu, andando errante no deserto de Berseba.”  (Gn 21.14)

 Agar ganha o menino – Quero muito aprender tudo o que me for possível com a experiência de Agar, que considero uma mulher fantástica na Bíblia. Quem ela era, como viveu, as experiências pelas quais passou, o seu relacionamento difícil com Sara, sua senhora, sua intimidade com o Deus de Abraão e a sua jornada nada fácil para encontrar a libertação e iniciar seu projeto de vida dado por Deus; tudo isso e tantas outras coisas possibilita um rico aprendizado. Ainda que espiritualmente falando eu muitos dos amados que leem essas meditações também fomos servos, escravos mesmos, em algumas situações das nossas vidas. Mudanças aconteceram e conhecemos um novo Senhor que mudou para sempre nossos padrões e condutas. Conhecemos a Deus do qual só tínhamos informações religiosas; aprendemos a humildade, o serviço  alcançamos promessas de uma vida melhor e plena, mas que alguns sacrifícios seriam necessários até alcançar tais promessas. Passamos por crises, as mais variadas e por vezes não víamos nenhuma saída ou chances de até mesmo sobreviver, mas o Deus que vê esteve ao nosso lado. Então, sou muito grato pela vida dessa serva de Abraão e serva de Deus. Segundo os preceitos culturais que regiam as questões de propriedades, incluindo pessoas na condição de servos, havia meios e motivos legais que permitiam a libertação dessas pessoas. Um senhor poderia por sua generosidade dar liberdade a quem ele entendesse, como um premio, gratidão ou direito adquirido do servo. Também poderia ser vendido a outro senhor, ou pagar o seu próprio preço e se tornar livre e nessa condição poderia ir embora ou ficar com empregado contratado ou até mesmo servindo voluntariamente por alguma razão de seu interesse. Mas algo que desejo destacar aqui, é um preceito que foi incorporado na lei de Moisés dada a Israel. Se comprares um servo hebreu, seis anos servirá; mas ao sétimo sairá livre, de graça. Se entrou só com o seu corpo, só com o seu corpo sairá; se ele era homem casado, sua mulher sairá com ele. Se seu senhor lhe houver dado uma mulher e ela lhe houver dado filhos ou filhas, a mulher e seus filhos serão de seu senhor, e ele sairá sozinho (Êx 21.2-4). O fato de Ismael ser filho de Abraão, por si só não o tornava livre, pois era filho de uma escrava. O projeto inicial de Abraão e Sara, era gerar esse filho através de Agar e ser legitimado legalmente deles. O menino era um servo para todos os efeitos, já que Sara se arrependeu do projeto e não o aceitou e após isso passou a rejeitar também a serva, justamente por causa da gravidez. Se ela, por exemplo desejasse mantê-lo como propriedade da família e cria-lo como escravo de serviço até para punir e torturar a mãe, ela legal e culturalmente poderia fazê-lo. (lembram da história brasileira da Escrava Isaura?). Os textos tem mostrado que Sara abriu mão da propriedade dos dois, mãe e filho e ela os queriam longe de sua família e de seu filho Isaque. Aqui, vemos Abraão ao despedir dela pela manhã, “deu lhe o menino;” Ele poderia, não foi o caso, despedir livremente apenas a mãe, ou separá-los de outros modos. Mas ele deu a liberdade aos dois, assim ela e o filho já partiram como pessoas livres, em plenas condições de se estabelecer em qualquer lugar sem correr o risco de se passar por escravos fugidos ou roubados. Humana e economicamente ela saiu sem nada, mas a liberdade dela e do filho para ela foi algo notável e muito valioso. Ela poderia ter que trabalhar por anos para conseguir isso para o filho. Para ela e o filho foi de graça, mas para Abraão custou muito e o valor era ainda maior do que o preço. Isso nos lembrar da nossa salvação – para nós, foi gratuita, mas a Deus custou seu filho e para Jesus, custou sua vida. Reconhecer isso torna essa dádiva realmente preciosa e motivo de louvor e gratidão.

 

Meu Redentor forte, eu te louvo e celebro a tua grandeza. Graças, pelo alto preço que foi pago por mim; não foi ouro, prata ou qualquer bem corruptível desse mundo, mas sim, o sangue precioso de Jesus, o Cordeiro de Deus. Obrigado, Pai, Obrigado, Senhor Jesus, Obrigado, querido Espírito Santo! Sou livre, estou livre e posso escrever uma nova história. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Sobre os Ombros

Meditação do dia 14/09/2018

 “Então se levantou Abraão pela manhã de madrugada, e tomou pão e um odre de água e os deu a Agar, pondo-os sobre o seu ombro; também lhe deu o menino e despediu-a; e ela partiu, andando errante no deserto de Berseba.”  (Gn 21.14)

 Sobre os ombros – Não precisa ser especialista em anatomia humana para saber que os ombros são essenciais para serviços, mais propriamente, carregar pesos. São apenas dois, mas possuem mil e uma utilidades. Desde ganhar o pão de cada dia, até nas práticas de cultos, os ombros desempenham papeis fundamentais. Essa palavra é usada na Bíblia tanto em sentido literal quanto em sentido figurado. Em ambos os casos, o ombro usualmente aparece como aquela parte do corpo humano onde algum peso é transportado. Isso é natural, porquanto é a única porção do corpo humano com uma área horizontal apreciável. A outra porção conveniente é o alto da cabeça. O pastor que encontrou a sua ovelha perdida (Luc. 15:5) é retratado a transportá-la nos ombros. Os primeiros sacerdotes de Israel foram instruídos a usar, entre outras peças de seu vestuário especial, uma estola sacerdotal sobre os ombros, na qual havia duas pedras gravadas com os nomes de seis tribos em cada uma. Uma pedra ficava sobre o ombro esquerdo e a outra sobre o ombro direito (Êx. 28:1-12). Isso significava que os sumos sacerdotes eram os responsáveis pela vida espiritual do povo de Israel. Certa vez, nos tempos de seminário, tivemos uma discussão em classe, por uso desse termo e naquela ocasião o professor, o pastor Rocha, disse que ali, aquela argumentação não seria produtiva, mas com a maturidade iríamos compreender melhor e teríamos mais luz para uma avaliação melhor. Não é que ele tinha razão? Claro, vou dar-lhes a chance de também entrarem no debate. O texto em apreço era de Isaías, sobre o ministério do futuro Messias: Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz (Is 9.6). Algumas versões trazem a expressão “o governo está sobre seus ombros;” a discussão foi gerada pela aplicação feita de que a igreja é o Corpo de Cristo e que ela é quem desenvolve parte do governo ou do trabalho de Cristo, em termos de levar a mensagem da redenção aos pecadores; bem como o exercício do governo e soberania de Cristo nesse mundo é realizado através da igreja. Então, o governo sobre os ombros, se refere a igreja, porque ela é o corpo, do qual os ombros fazem parte. Naquela situação lá em sala de aula, grande parte dos alunos entendia que a referencia a Cristo, dava exclusiva aplicação unicamente à sua pessoa, quer durante seu ministério terreno, quer no seu futuro reino. E agora? Fiquem à vontade; já estou fora da idade para esses debates. Voltando para aquela manhã de despedidas dolorosas, Abraão não apenas entregou a ela o pão e a água, mas ele pôs sobre os ombros dela. Pode ser um simples gesto de cavalheirismo, de gentileza, como posso entender o simbolismo da transferência de responsabilidade, já que ele não seria mais o prover dela e nem do filho de ambos, ele estava transferindo, passando essa responsabilidade que de agora em diante ela teria que carregar.

 

Pai, obrigado por ser o nosso cuidador e se importar com aquilo que pesa sobre nós. Graças damos por Jesus ter levado nosso fardo sobre si na cruz e substituído pelo dele que leve e suave. Também somos agradecidos por partilhar a responsabilidade do reino a ser estendido a todos os homens através da mensagem de salvação em Cristo Jesus. Por ele, para ele seja a glória e a honra para sempre, amém.

 

Pr Jason

Pão e Água

Meditação do dia 13/09/2018

 “Então se levantou Abraão pela manhã de madrugada, e tomou pão e um odre de água e os deu a Agar, pondo-os sobre o seu ombro; também lhe deu o menino e despediu-a; e ela partiu, andando errante no deserto de Berseba.”  (Gn 21.14)

 Pão e Água – Trabalhando com a idéia de quem vê sempre o copo meio cheio ou meio vazio, aqui também na experiência de Agar, podemos olhar por esses dois ângulos e tirar conclusões que nos satisfaçam. Para os otimistas, estes são dois dos elementos mais básicos e essenciais para a vida humana; sendo que eles saíram providos de pão e água, estariam com o necessário para empreenderem uma viagem e chegar a algum lugar onde poderiam buscar a reposição e mais recursos. Para os pessimistas, pão e água significa o mínimo que um condenado poderia receber de favor, para que não fosse morto por inanição. Desde os primórdios dos tempos, que prisioneiros eram tratados com pão e água, não só como castigo mas também por serem gêneros simples e de básico custo. Como estamos pensando um pouco com o coração e envolvendo pessoas piedosas, podemos entender que era uma situação de extrema complexidade que estava produzindo dor no coração do patriarca Abraão e não era menos fácil para Agar, por ter que sair do conforto que especialmente seu filho tinha e lhe era de direito. Abraão tinha outros servos a seu serviço e poderia ter dado ordens para levantarem bem cedo e prover de víveres, ainda que pão e água a sua serva Agar e o filho, que iriam partir de casa e ele não gostaria de ver isso acontecendo. Por outro lado, ele era o pai do garoto, e era o senhor da serva e ele pessoalmente não tinha nenhuma questão ou problema com eles, a não ser o relacionamento da serva com sua esposa Sara e a posição que ela exigira dele. Assim, ele assumiu seu papel de líder e de pai que tem que tomar uma difícil medida, complicada para explicar racionalmente para qualquer um, mas em especial ao próprio filho. Levantar de madrugada bem cedo não deve ter sido o maior dos problemas de Abraão naquele dia, pois com toda certeza, a noite foi longa, ou curta, o certo é que o sono não veio e pregar os olhos não fora possível mesmo. Assim sendo, quanto antes levantasse e começasse a agir, mais cedo as coisas se resolveriam. Despedida não é algo fácil, ainda mais quando se trata de uma em definitivo, que não foi planejada, não foi desejada e envolve pessoas do coração. Tomar um pão caseiro nas mãos, envolve-lo em alguma coisa, escolher um odre entre os demais, só que esse não volta mais e precisa caber o máximo e não pode ser tão pesado que prejudique o compasso da caminhada; todas essas atividades foram doloridas e penosas para aquele centenário senhor. Sair da tenda e a poucos passos na porta de outra tenda ver ali já despertos duas vidas que faziam parte de sua própria vida e dos seus sonhos, e olhar para eles, olho no olho e dizer qualquer coisa já seria um exercício doloroso demais. Quais seriam as palavras certas ou apropriadas? Me desculpem! Sinto muito! Não era isso que eu imaginava! Em meditar nisso, quero identificar-me com cada uma daquelas pessoas e não acredito que havia dolo e alguém estava se divertindo ou sentindo-se realizado ou mesmo aliviado. Talvez nem Sara que ainda estaria deitada, mas duvido que dormisse o sono dos justos, ao ver a aflição e a noite em claro do marido. Talvez Ismael tenha dormido bem, por ser um adolescente e a mãe lhe sugerira que dormisse bem para que pudesse enfrentar uma longa jornada logo ao amanhecer. A vida, meus amados, não é feito só de festas e fins de semana em família. A igreja, mesmo em sua expressão local é uma família ampliada e acontecem situações de separação e algumas delas doloridas e traumáticas. Sabedoria, discernimento e maturidade são muito necessários e úteis, pois estaremos lidando com o sagrado, o divino e com o que foi colocado sob nossa responsabilidade. Almas são preciosas e caras e pertencem ao Senhor delas e nosso. Somos servos cuidando de servos e temos um só Senhor. Nunca tire isso de vista! Não permita que os cuidados dessa vida e as dores provocadas pelas atividades do reino, nos afaste do centro da vontade do Senhor. Lembremos sempre: “Fazemos o certo, porque é certo!”

 

Pai, obrigado por não desamparar nenhum dos seus filhos. Obrigado por não cometeres nenhuma injustiça para com os teus; queremos olhar a nossa tarefa como a extensão das tuas mãos e do teu amor para com as pessoas e assim, não podemos cometer injustiça e mal a quem quer que seja, pois o teu nome está sobre nós, como ministros da tua palavra e cuidadores do teu rebanho. Oro por sabedoria e discernimento, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

A descendencia do Justo

Meditação do dia 12/09/2018

 “Mas também do filho desta serva farei uma nação, porquanto é tua descendência.”  (Gn 21.13)

 A descendência do Justo – Sou por convicção apaixonado pelo tema geracional e quando leio a minha Bíblia, os textos que falam de geração, descendência, sementes, posteridade e termos afins, me atraem a atenção e eles fazem um sentido todo especial na minha vida. Ao ver esse texto que separei para escrever acerca dele hoje, em mente e meu coração correram logo para outros textos onde as promessas de Deus são ainda mais elucidativas e abrangentes. Observei por exemplo o início do Salmo 112. Louvai ao SENHOR. Bem-aventurado o homem que teme ao SENHOR, que em seus mandamentos tem grande prazer. A sua semente será poderosa na terra; a geração dos retos será abençoada. Prosperidade e riquezas haverá na sua casa, e a sua justiça permanece para sempre. Aos justos nasce luz nas trevas; ele é piedoso, misericordioso e justo (Sl 112.1-4). Não é preciso viver cobiçando as bênçãos do Senhor derramadas sobre Abraão e seus descendentes; aquelas foram dadas num contexto da formação de uma aliança de bênçãos que seriam geracionais para toda a eternidade, porque elas seriam ratificadas em Cristo e assim se tornariam ainda mais abrangentes. Como pais o nosso papel é sermos justos, retos, tementes ao Senhor e ter prazer em servi-lo. Nesse contexto já está incluso criar nossos filhos no temor e nos sagrados caminhos da Palavra de Deus. Nossos filhos herdarão as promessas que nossa aliança lhes concede, por ser nossos herdeiros. Ao adotarem um estilo de vida cristão e andar pelos caminhos da justiça e da verdade, eles estarão acumulando sobre si mesmos os favores prometidos e já preparando um terreno fértil para a próxima geração e assim sucessivamente. A cada geração de justos levantadas na terra, adiantamos muito o trabalho da redenção através do Evangelho de Cristo. Não só plantamos novas e boas sementes nos corações daqueles que não conhecem a Deus, mas conservamos os bons frutos através de famílias abençoadas e comprometidas com a verdade de geração em geração. Outro texto muito rico também é o de Provérbios: O justo anda na sua sinceridade; bem-aventurados serão os seus filhos depois dele (Pv 20.7). Isso exige uma mentalidade renovada e conformada ao Reino de Deus. Para os participantes desse reino, a vida vai muito além das fronteiras físicas e temporais a que estamos submetidos aqui. Temos a vida eterna em Cristo e nossas atividades devem visar isso. Plantamos para a vida eterna e não somente aquilo que pode ser colhido e desfrutado por nós mesmos em nossos dias. O cristão entende que o projeto de Deus nos contempla, nos inclui como importantes, mas também ultrapassa esses limites. Fazemos coisas que só veremos seus efeitos quando estivermos lá na eternidade. Veja a compreensão de Paulo sobre isso: Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna. E não nos cansemos de fazer bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido (Gl 6.7-9). Ismael tinha a promessa e a confirmação de ser abençoado e prosperar como homem e como nação por ser um descendente de Abraão, mas também por ser filho de uma serva de Deus que o conheceu e se comprometeu com ele. O seu berço não será jamais um impedimento para o favor divino sobre sua vida. A redenção muda sua vida e seu destino. A obra de Deus supera e anula os feitos dos homens, ainda que sejam feitos errados e pecaminosos e por essas razões sociais e culturais a pessoa tenha carregado um peso de maldição e visto a si mesmo como um forte candidato a uma vida de frustração e derrota. A justiça dos pais atraem a benção para sua vida. Os pecados e erros de seus pais e familiares são anulados pelo novo nascimento, por causa do sangue de Jesus derramado na cruz. O seu arrependimento e entrega total a Deus, lhe habilita a um novo destino, uma nova vida. Voce pode iniciar agora uma nova linhagem de justiça e retidão. Sua próxima geração já será diferente e abençoada.

 

Pai, nesse dia eu desejo abençoar a vida das pessoas que tem lutado com sua história e suas raízes que não foram boas. Intercedo junto ao trono da graça por restauração e vida nova, incluindo um novo nome que o Senhor tem para elas, mas que ainda não se conscientizaram de quão especiais eles são e como a obra de Cristo já operou em benefício deles. Oramos por uma experiência de revelação espiritual nos seus corações para que possam experimentar o que já lhes é de direito em Cristo Jesus. Amém.

 

Pr Jason

Difícil, Mas Tem Que Ser Feito

Meditação do dia 11/09/2018

 “Porém Deus disse a Abraão: Não te pareça mal aos teus olhos acerca do moço e acerca da tua serva; em tudo o que Sara te diz, ouve a sua voz; porque em Isaque será chamada a tua descendência.”  (Gn 21.12)

 Difícil, mas tem que ser feito – Grandes líderes tem que tomar grandes decisões. O mundo corporativo e dos negócios ensina isso. Se era difícil para Abraão, imagina para Agar e Ismael. Se estivéssemos falando de uma decisão em que um pastor de igreja teve que tomar em relação a um obreiro de menor escalão, certamente as críticas seriam severas. Mas estou procurando ver isso como fatos históricos e como de fato eles aconteceram do ponto de vista humanitário, mas também do ponto de vista ministerial onde os propósitos divinos devem ser levados em conta. Ambos, Abraão e Agar haviam recebido palavras de Deus que os direcionavam para um futuro com a bênção dele e onde eles seriam bem sucedidos. Agar, desde aquele dia na beira do poço, alimentava no coração uma expectativa de que algo aconteceria e um rompimento seria inevitável entre ela e os seus senhores. Abraão também sabia que mais cedo ou mais tarde haveria uma separação. Como o futuro é sempre opaco e não conseguimos divisar nada nem mesmo nos próximos minutos, sempre alimentamos uma idéia de como as coisas poderão seguir se curso, mas não temos nenhuma garantia que de fato serão daquela forma e na maioria das vezes não é mesmo. Uma vantagem de andar pela fé, é que podemos tomar decisões orientados por Deus e sua Palavra, sem que aquilo apresente um quadro lógico e racional naquele momento. Isso também expõe a pessoa a críticas e juízos de outros que estão observando de perto; por isso é muito importante a certeza de estamos de fato fazendo o que está dentro da direção de Deus. O coração de Abraão ficou apertado e dolorido pela necessidade de fazer algo que prejudicaria o seu filho Ismael e Sara não estava disposta a negociar termos mais brandos. Agar, não tinha nenhuma voz em qualquer das decisões que viesse a acontecer. Mas não resta dúvida que ela e Ismael já estavam em oração e buscando direção de Deus, e qualquer que fosse o desfecho, ela sabia que os caminhos de Deus eram perfeitos e mesmo que no momento as lutas seriam grandes e passariam por provações e até escassez nas necessidades básicas, eles sobreviveriam e dariam a volta por cima e as promessas para eles iriam acontecer. Deus disse a Abraão que pudesse agir e não se sentisse mal, porque ele cuidaria de tudo e de fato as promessas se confirmariam com Isaque. Eu sei que pais tomam decisões difíceis; famílias tomam decisões difíceis e o ministério pastoral leva-nos a experiências que definitivamente não gostaríamos de ver acontecer, mas elas acontecem. Empresas e negócios precisam tomar decisões que mexem com o emocional de muitas pessoas e afetam mais do que aparentemente se percebe. Já ouviu falar no chamado “efeito borboleta?” guardado as devidas proporções e as exageradas proporções é tudo verdade. (Efeito borboleta é uma declaração científica, baseada nas distribuições estatísticas das probabilidades que afirma que se uma borboleta bate as asas na China, por exemplo, pode resultar num tufão do outro lado do mundo). Pequenas decisões, podem produzir grandes mudanças ao longo do processo. Agar e Ismael estavam prestes a sair da proteção onde sempre estiveram seguros, mas estavam muito próximos de iniciar o maior projeto de suas vidas e uma decisão levaria a outra. São rompimentos doloridos que produzem crescimento e grandes realizações. Já passei por isso; já participei de situações em que produzi isso na vida de pessoas e foram decisões difíceis, mas hoje todas elas valeram a pena terem acontecido. Crise, também é oportunidade.

 

Senhor, obrigado pela oportunidade de crescimento que propões aos teus filhos e isso gera crises e rompimentos laços de segurança e acomodação, mas que produzem maturidade e novas portas se abrem diante de nós. Graças te rendemos pelo cuidado para com cada um de nós. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason