Alicerces da Vida de Isaque

Meditação do dia 19/11/2018

 “Porque eu o tenho conhecido, e sei que ele há de ordenar a seus filhos e à sua casa depois dele, para que guardem o caminho do Senhor, para agir com justiça e juízo; para que o Senhor faça vir sobre Abraão o que acerca dele tem falado.  (Gn 18.19)

 Alicerces da vida de Isaque – Quando pensamos em alicerces, fundamentos, base ou coisas assim, nossa mente se volta imediatamente para o texto de Mateus, quando Jesus ensinou sobre aqueles dois fundamentos. Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia (Mt 7.24,26). Faz parte do contexto do Sermão do Monte, que consideramos como as bases ou os fundamentos do Reino de Deus, que Jesus veio implantar. Eu, particularmente considero o Sermão da Montanha, como a “Constituição do Reio dos Céus.” Esses são os princípios que funcionam aqui, na terra, funcionará no céu no tempo que os santos estarão lá e também pela eternidade porvir. Toda construção que se pretenda que seja permanente, precisa de fundamentos, e quanto melhor esse fundamento, mais estável e mais durável será o todo do projeto. Deus estava construindo um projeto, grande, durável e de grande utilidade, que ao longo dos tempos sofreria os maiores ataques possíveis do mundo e do mal. O projeto era que através de um homem (Abraão), se levantasse uma família (Jacó) e daí surgisse uma nação (Israel) porque daí seria tomado uma família (Davi) e dela, se levantaria um homem (Cristo) e com essa estrutura toda a obra de redenção da humanidade poderia se sustentar. Na conversa entre o Senhor e o casal patriarcal, ficou esse registro, no qual o Senhor tem a certeza e as garantias de que Abraão ira ordenar bem seus filhos nos caminhos do Senhor, para através disso se cumprir todas as promessas feitas a ele. A vida piedosa, servil, disponível em aprender eram os alicerces da vida de Isaque, o primeiro filho na linhagem da promessa. Abraão estava construindo uma base sólida para o futuro, não apenas seu e de um filho, mas esta olhando para a construção de um povo numeroso como as estrelas do céu. A fé não pode ser mercantilizada, avaliada e medida por centavos ou a peso de ouro e muito menos pensar nela como uma solução de curto prazo para mim e depois quem vier que se vire, pois estamos defendendo nosso quinhão. Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo (I Pe 1.7). É até fácil cair na tentação de amar tanto nossos filhos e família, que nos matamos para fazer um “pé de meia” para eles ficarem bem, depois da nossa partida. Mas a razão desse esforço e o centro dessa motivação não tem nada com a eternidade, com o propósito de Deus. Estamos meramente sendo egoístas e criando gente folgada para viver materialmente confortáveis e muito pouco comprometidos com o reino de Deus. Mas tudo que se está deixando, são bens materiais, casas, carros, escritórios e equipamentos, empresas e capital aplicado, finanças que serão rapidamente corroídas e ou desvalorizados. Estamos diametralmente opostos ao que Jesus recomendou: Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração (Mt 6.19-21). Quantos pais cristãos estão depositando bons fundamentos para seus filhos e próximas gerações?

Senhor Deus e Pai, obrigado por ensinar o verdadeiro sentido da palavra tesouro e herança. Estamos aqui numa missão de construção de uma sociedade e um reino superior ao que os homens tem construído. Nossos fundamentos não podem ser os mesmos, porque já sabemos que eles desmontam em poucas gerações. Como disse Pedro, “Só tu tens as Palavras da vida eterna!” Pai, é sobre esses fundamentos que queremos edificar, como Abraão fez e a construção dele está firme até hoje e permanecerá eternamente, por ele fez do teu jeito e seguindo as tuas instruções. Em nome de Jesus, buscamos sabedoria para essas decisões, amém.

Pr Jason

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Sara Terá Um Filho

Meditação do dia 18/11/2018

Haveria coisa alguma difícil ao Senhor? Ao tempo determinado tornarei a ti por este tempo da vida, e Sara terá um filho.”  (Gn 18.14)

 Será terá um filho – Não precisamos discutir a fidelidade de Deus! Estou me referindo a nosso relacionamento com ele na vida crista e em termos de vida devocional. Somos cristãos, somos salvos, acreditamos em suas promessas e vivemos com base em suas verdades eternas e isso para nós é ponto pacífico. Precisamos estudar na Palavra de Deus, mais profundamente sobre o tema para nossa edificação e aprimoramento, pois ela tem tudo o de que precisamos nesse sentido. Mas isso já é verdade consolidada e abençoadora para todos nós. A experiência de cada um de nós precisa ser passada á frente testemunhando o que cada filho de Deus tem experimentado para assim, servir de apoio, consolo e conforto uns aos outros. A experiência da vida de Abraão e Sara e todo o contexto da vida de Isaque, são enriquecedores para nós, como foi para eles. Sou pai e sei das expectativas que cercam esse momento na vida de uma família, porque já vi e testemunhei em muitos casais, mas nada se comparou quando chegou a minha vez. Queiram ou não as pessoas acreditar, mas não existem cursos e treinamentos preparatórios que resistam os fatos reais da experiência em si. As alegrias, as inseguranças, as expectativas, as perguntas e as variáveis que surgem de uma pessoa para outra e de uma gestação para outra. Agora coloque tudo isso na conta de Abraão e Sara que vinham buscando e alimentando isso desde a juventude e agora estavam próximos do centenário e agora que a promessa efetivamente estava acontecendo, para eles era tudo muito novo, era a vez deles e não me admira, Sara tentar ligar os pontos e dizer para si mesma que era muito difícil. O grau de intimidade que eles mantinham com Deus é evidenciado pelo tom da conversa – o anjo se dirigiu para ela subindo o tom, lendo o íntimo do seu coração revelando aquela ponta de dúvida. Foi uma sentença definitiva: Voce terá um filho, no tempo certo da vida, no ano que vem eu volto aqui e você estará segurando o seu bebê, e fim de papo! Você, Sara, está lidando com Deus e para Ele não existe a palavra difícil no dicionário dele. Os processos mentais humanos não são tão exatos no uso das palavras para expressarem o que de fato é real para as pessoas, misturamos tudo num processador que adiciona pitadas de emoções, razões, culturas, éticas, valores e experiências vividas e possibilidades futuras; nós chacoalhamos tudo e despejamos uma resposta. Não é raro alguém nos perguntar algo e antes de responder, lhe perguntamos: “o que você quer dizer com…” Com Deus não existe isso, ele é perfeito, sabe tudo, pode tudo, e tem todo poder e as chances dele errar simplesmente não existem. Isaque nem tinha nascido, aliás, nem estava sendo gerado biologicamente e já estava causando reações e aprendizado. Para quem anda pela fé, o futuro já existe e é tão real quanto o presente e o passado e tão seguro quanto, pois é Deus que tem o controle e ainda que nossa participação esteja na conta, a certeza se faz presente pela ação de Deus. É essa a verdade final do salmo 23: Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do Senhor por longos dias (Sl 23.6).

 

Graças Senhor, pela sua bondade em se revelar a nós como um Deus grande e fiel à tua Palavra e as tuas promessas. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Perguntas Intimistas

Meditação do dia 17/11/2018

 “Assim, pois, riu-se Sara consigo, dizendo: Terei ainda deleite depois de haver envelhecido, sendo também o meu senhor já velho?”  (Gn 18.12)

 Perguntas Intimistas – Conversar consigo mesmo deixou de ser estranho à muito tempo. Desde que o homem está por aqui, o comportamento revela coisas que parecem ser estranhas para uns e absolutamente normais para outros. “Quando estamos adaptados ao ambiente, tendemos a ignorá-lo.” (Richard H. Thaler). Ele deve saber do que está falando, afinal ganhou recentemente o Nobel de Economia, mesmo sendo um psicólogo. Alguém falando com suas plantas é estranho para alguém que só fala com seu cachorro e os dois são estranhos para um terceiro que vive falando sozinho. Como cristãos, então somos bem malucos, pois oramos em todo tempo, falamos, reagimos, gesticulamos, combatemos e um punhado de outras “bizarrices” que fazem valer nossa alcunha. Me parece que nada disso incomoda ao Senhor, talvez porque foi ele que nos fez e portanto conhece bem suas criaturas, ou porque ele é infinitamente sábio para lidar com a gente, sem levar em conta nossas manias ou peculiaridades próprias de sermos humanos. E muito gostoso orar a Deus e busca-lo em função de algum alvo muito importante em nossa vida, e especialmente quando aquilo também contribuirá significativamente com o reino de Deus e seus propósitos eternos. As promessas pessoas que recebemos nos tornam participantes de algo muito maior que nós mesmos e vemos como uma grande oportunidade de fazer a diferença. Abraão e Sara viviam isso, pois além de estarem andando com Deus e crescendo nesse relacionamento, eles também tinham o desejo pessoal e familiar de terem um filho. Isso era desafiador para suas realidades, pois Sara era estéril e só mesmo um evento sobrenatural poderia mudar isso; e eles receberam uma palavra de Deus nesse sentido; seriam pais de uma descendência numerosa e formaria nações e reis procederiam deles e não só isso, mas seriam povos escolhidos e separados para um missão toda especial em meio a todos os demais povos do mundo. O pacote completo era maravilhoso! Os anos passaram, as expectativas e possibilidades humanamente viáveis foram se esvaindo e as ações que tomaram para mudar a realidade não trouxe paz aos seus corações e Deus continuava insistindo com eles nas promessas como se nada estivesse sendo alterado. Para quem não pode conceber até aos vinte anos, nem aos trinta e lá se foram os quarenta, cinquenta, sessenta, setenta e oitenta anos… quais eram as chances agora? Sara estava resignada, exatamente como eu fico, você fica e nós ficamos ao olhar uma Palavra de Deus, o que ela diz e olharmos a realidade ao nosso redor exatamente oposto à qualquer possibilidade de se cumprir. Não faltam amigos, irmãos, pastores, profetas, visões e profecias nos dizendo como de fato são as coisas… tá todo mundo certo, menos a gente, e Deus então nem se fala… “as coisas hoje não são mais assim!!” Sara conhecia o poder de Deus, conhecia as promessas e a fidelidade de Deus e também conhecia seu corpo e sua realidade e era só isso que limitava tudo. Não temos problemas em acreditar que Deus pode tudo, sabe tudo, tem tudo a seu dispor! Esse não é o problema, nós somos a causa do por que isso não poder acontecer. Fé e razão, fé e sentimento, fé e evidencias!!! Quando o anjo disse que no ano que vem, nesse tempo, Sara já terá um filho, seu mesmo, gerado dela…. imediatamente ela utilizou todos os seus poderes e superpoderes e fez ultrassom, imagem em 3D, viabilidade uterina, hormonal, e tudo que se pode, fez e recebeu os resultados e balançou a cabeça negativamente… comigo não!!! Nessa idade? Sem chances!!! Ela deve até ter visto a si mesma nove meses à frente, noventa anos e grávida… ela riu consigo mesma! Quantas vezes será que o pequeno Isaque ouviu essa história? E sempre acrescida do detalhe: é por causa disso, que você se chama “Isaque.” Eu quero aprender algo sobre minhas limitações, de tal forma, que elas não limitem o poder e a graça de Deus operar em mim e através de mim. Eu já sei quem sou e conheço minhas limitações e incapacidades; mas preciso agir para que o poder de Deus, que também conheço e sei que é ilimitado e nem pode ser impedido de agir, por uma atitude minha, frágil, mas forte o suficiente para bloquear o fluir da graça divina!

Senhor, obrigado por me ajudar na expansão da minha dependência de ti e de tua graça. O fato de ser tão pequeno e limitado, não muda a verdade de quem tu és e muito menos de impedir os teus propósitos. Todos fomos criados por ti, e todos temos fraquezas e limitações e mesmo assim o propósito eterno continua seguindo sem problemas e no devido tudo estará no seu devido lugar, para tua glória e nossa alegria, diante do trono, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Palavra do Anjo

Meditação do dia 16/11/2018

 “E disse: Certamente tornarei a ti por este tempo da vida; e eis que Sara tua mulher terá um filho. E Sara escutava à porta da tenda, que estava atrás dele.”  (Gn 18.10)

 Palavra do Anjo – Anjos são espíritos que ministram, ou servem os que vão herdar a salvação, (Hb 1.14); Eles prestam serviços relevantes no reino de Deus e certamente são muito discretos, pois percebemos que em muitas situações eles agiram e produziram grandes livramentos, proteções e nem foram notados. É o chamado ministério anônimo, onde o serviço e a obediência é o que fato importam, pois o louvor, a honra e os elogios sempre são destinados ao verdadeiro merecedor, que Deus, o Senhor, que também estabelece as regras. No Velho Testamento, encontramos eles ministrando e interferindo desde o início e no Novo Testamento eles estão relatados em todo tempo e lugar e até mesmo na consumação dos tempos. Nos estudos sobre esses seres, entendemos que em muitas situações eles se manifestam diretamente como alguém que representa a pessoa de Deus, e em alguns casos, até são designados como “o Anjo do Senhor;” e que em termos de revelação divina, ou aparição, na antiga aliança, sempre que tal fato se registra, é a pessoa de Jesus, ainda no seu estado de pré-encarnação. Toda revelação de Deus é através de Jesus. Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou (Jo 1.18). Em seus ensinamentos, o Apóstolo São Paulo se mostrou profundo conhecedor do assunto e assim descreveu a revelação: O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação (Cl 1.15). Pois bem, Abraão foi visitado por um trio angelical e foram bem recepcionados e uma boa refeição fora lhes preparado e após saborearem a comida e até o bolo de sobremesa que Sara fizera, eles trouxeram uma palavra para Abraão e Sara, dizendo-lhes que em breve, eles teriam um filho, gerado por ele e Sara, isso estava dentro do espaço de tempo da concepção humana; no ano que vem, eles voltariam para uma nova visita e já haveria uma criança naquela família. Estou me identificando com o casal de patriarcas, porque nossas experiências mostram que reagimos emocionalmente de forma nada usual ou dentro de um padrão já estabelecido; isto é, mesmo sabendo (intelectualmente) de algo, quando se aproxima mais, nossa estrutura reage como se fosse uma surpresa nova. Quem se casa e planeja ter filhos está sempre numa boa expectativa de que a qualquer momento apareça uma notícia de gravidez e quando ela de fato é anunciada ela é impactante. Isaque estava vindo de fato; eles já sabiam o nome, estavam conscientes da razão da escolha desse nome e que seria alguém abençoado e já viria num projeto de bênçãos e alianças, mas agora, a contagem já era regressiva. Pura adrenalina na vida de Abrão e Sara!

 

Senhor, as tuas promessas são maravilhosas e causam impactos em nossas vidas e nos chamam para mais perto de ti. Obrigado por nos tornar partes dos teus sonhos e podermos partilhar de um projeto que vai muito além de nossa compreensão. Sou grato pela minha vocação e pelas experiências que isso produziu e ainda produz no meu relacionamento contigo. Obrigado, amado Espírito Santo por me influenciar diariamente e me capacitar para vivenciar o melhor de Deus para mim. Senhor Jesus, louvado seja o teu nome e a tua glória, que se reveste de significado cada vez mais especial à medida que vamos te conhecendo no caminhar diário na vida cristã. A Deus seja a glória e o louvor para todo sempre, amém.

 

Pr Jason

Isaque e a Aliança

Meditação do dia 15/11/2018

 “A minha aliança, porém, estabelecerei com Isaque, o qual Sara dará à luz neste tempo determinado, no ano seguinte.”  (Gn 17.21)

 Isaque e a Aliança – Muita coisa quando nascemos já está resolvida em nossa vida e isso não depende de nós. Não podemos escolher em que família nascemos, nem temos como interferir nos processos que já estão em andamento. Mas isso não interfere naquilo que é de fato o essencial: o propósito para qual nascemos e ligado a isso estão atrelados outros fatos importantes, como o porque nascemos nessa família, nessa época, nesse lugar e com tais condições. Como só conhecemos uma parte da história, pois ela acontece diante de nós, com uma participação nossa, que ainda que seja pequena, pode ser significante. Cada pessoa pode escolher ser protagonista ou mero assistente em sua própria vida. Fico imaginando alguém dentro de casa, olhando pela janela, ali imóvel, apenas contemplando o que acontece lá fora. Ele vê apenas o que acontece em frente à sua janela e é bem pequena, mas ela se acomoda e se satisfaz ainda que não completamente alegre com os resultados, mas está decidida que a vida é assim mesmo. Por outro lado, posso imaginar, essa pessoa, botando a cabeça para fora da janela e aumentando o seu campo de visão e as possibilidades de interação com o exterior. De repente ela sai para fora e se envolve ativamente nas cenas, deixando de ser uma mera expectadora e tornando-se uma protagonista, um agente daquela realidade, e capaz de alterar as cenas e os resultados. Para mim, uma dessas pessoas vive e a outra apenas sobrevive. Uma encontra um propósito e um destino e trabalha para que haja sentido, enquanto a outra apenas se dá ao melancólico e pesaroso contemplar sem se envolver. Abraão e Sara tinham relacionamento ativo com Deus e suas vidas eram dinâmicas e havia sentido e propósito, para eles e para o futuro deles que precisava ser construído. As cenas dos próximos capítulos incluíam a aparição de Isaque, um filho prometido, não apenas como um presente de amigo ou premio de consolação para aqueles pais; Isaque tinha já um papel principal e fazia parte do roteiro original de Deus. Abraão até aceitaria uma bênção por ser uma bênção vinda de Deus e sendo assim, Ismael satisfazia plenamente. Para quem não tinha filho nenhum, Ismael é melhor que nada. Deus, o Altíssimo não pensava assim, não via assim e não tinha planejado assim. Não podemos aceitar o bom no lugar do melhor! Vendo a vida apenas com a ótica carnal, menor e limitada, a pessoa pode aceitar pouco, e se portar como se aquilo fosse tudo e ser ingrato por aquilo ofenderia a Deus e a si mesmo. Mas não é disso que se trata, pois o cerne da questão é o que a Palavra e a Promessa do Senhor afirma? Fora disso, qualquer coisa é menor, é imperfeito e alternativo. Abraão estava num processo de discipulado, sendo mentoriado pelo próprio Deus e o propósito final daqueles primeiros passos, eram cruciais para o tempo e a eternidade, incluindo a minha vida, a sua, a nossa salvação e tudo mais que nem sabemos ao certo a grandiosidade, porque o plano ainda está em andamento. Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam (1 Co 2.9). Abraão pensava em sua vidinha entre um e cem anos que ele completaria em breve; e nesse intervalo, entraria um filho. Deus pensava em eternidade e o propósito eterno para toda a humanidade, e em um espaço desse, entraria um filho, o seu filho, o Cristo, o Cordeiro. A visão de Abraão era parcial e a divina era total. Como é que você e eu vemos a nossa vida, o nosso ministério? É parte de um todo maior, ou tudo começa conosco e deve terminar antes de nós ainda? O que Deus faz entrar em nossas vidas é premio de consolação ou instrumento de grandeza e eternidade?

 

Senhor, eu preciso de sabedoria e discernimento para ver um pouco além dos meus limites humanos. Desejo ver a minha vida toda como parte de um contexto maior e de muita importância para aquilo que estás realizando e não apenas nas minhas próprias realizações. Abra os olhos do meu entendimento, por favor, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

O Nome Veio Primeiro

Meditação do dia 14/11/2018

 “E disse Deus: Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque, e com ele estabelecerei a minha aliança, por aliança perpétua para a sua descendência depois dele.  (Gn 17.19)

 O Nome veio primeiro – Estamos aprendendo com a vida e a historia de Isaque, que a esta altura do campeonato, nem nasceu ainda, mas os preparativos para a sua chegada estavam tomando a atenção dos pais já por muitos anos. Goto de pensar na maneira como Deus tratou com Abraão e Sara em relação à quase incredulidade deles, diante da proximidade do cumprimento da promessa. Foi justamente aí que surgiu o nome Isaque, que significa “Riso.” Ambos riram diante de Deus, ao imaginarem a cena de serem pais numa idade já bem avançada. Ao dar tal nome ao filho, eles teriam que lembrar disso todas as vezes que mencionassem o nome do filho ou o chamassem. O Senhor levando o homem a pensar por todos os seus dias de vida sobre sua atitude diante dele; isso era como um memorial, para jamais ser esquecido. Normalmente, os pessoas tem seus nomes de preferencia para colocar em seus futuros filhos, nem sempre isso acaba se concretizando porque existem outros fatores e mais pessoas envolvidas quando eles de fato nascem, deveria ser assim também com Abraão e Sara, mas de repente num momento na presença de Deus, numa revelação maravilhosa sobre o cumprimento da promessa e Abraão ainda existe em achar que as coisas estão boas como e estão e vamos deixar como está para ver como é que fica; Ismael é um bom menino e tá crescendo bem e ele faria um bom discipulado com ele e as promessas estariam se cumprindo do mesmo jeito. Só que essa atitude não condizia com o caráter de Deus! Abraão poderia contemporizar e aceitar um plano alternativo, que na verdade fora ele mesmo que o produzira, e assim se adaptar a um padrão inferior ao de excelência que é o modelo de Deus. El Shaddai, o mais que suficiente, que estava se propondo a manifestar sua graça e bondade, produzindo uma capacidade extraordinariamente milagrosa na vida de um homem chegando aos cem anos de idade e especialmente na vida de Sara, uma senhora que fora estéril por toda a sua vida, e agora aos noventa anos, quando de fato, cessara toda e qualquer possibilidade humana de vir a gerar um filho, ela receberia uma dádiva tal, que palavras não explicam e nem definem o qual maravilhoso era o manifestar do poder de Deus em sua vida. Os dois, o casal vinte, caem na risada, pelo espanto em aquela promessa de sua juventude se realizando agora. Importante notar, que Deus não atribuiu pecado ou desrespeito a eles; mas eles precisavam de uma lição, uma boa lição. Amados, eu sou humano, tal qual vocês e não muito diferente de Abraão e Sara; e sou bastante racional (para não dizer incrédulo, pois não fica bem para um pastor); estamos acostumados a lidar com humanos, falhos,  pecadores, não confiáveis e por isso estamos sempre com “um pé atrás;” e acabamos por transferir muitos desses conceitos para nosso relacionamento com Deus, mesmo sabendo que Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria? (Nm 23.19). Abraão estava aprendendo a andar com Deus; estou nessa caminhada e vocês também; assim as falhas e fracassos em algumas situações vão acontecer, mas o mais importante e ouvir a Deus e aprender com os erros e não repeti-los nunca mais (se bem nunca mais é muito tempo para nós…). O pior erro na vida é aquele do qual nada aprendemos. O nome do filho veio primeiro que o próprio filho, porque eles teriam que aprender a conviver não com seus erros e incredulidades, mas com um Deus que é o Altíssimo, o possuidor dos céus e da terra, e lhe fica bem o título de “O mais que suficiente,” o El Shaddai. O Riso, ou Isaque, iria lhes fazer muito bem.

Pai santo, graças te rendemos por tua fidelidade em todos os sentidos. Não há nenhuma razão para discrermos  das tuas palavras e promessas; se o fazemos é por nossa limitação e focarmos em nós mesmos e nos relacionamentos precários que cultivamos com outros semelhantes. O Senhor é Deus em cima nos céus e em baixo na terra e nada é comparável a ti, em qualquer instancia. Pedimos sabedoria e graça para crescermos em fé, dia a dia para honrar e glorificar o teu santo nome; em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

É Pra Rir Mesmo

Meditação do dia 13/11/2018

 “Então caiu Abraão sobre o seu rosto, e riu-se, e disse no seu coração: A um homem de cem anos há de nascer um filho? E dará à luz Sara da idade de noventa anos?”  (Gn 17.17)

 É Pra Rir Mesmo – Já ouviu falar na “síndrome do cachorro vira-lata?” Não se trata de uma doença ou mania de algum maluco; mas é fruto da comparação do comportamento de alguns cachorros que costumam perseguir carros, motos e bicicletas que passam em suas ruas. Excetuando os motociclistas e ciclistas que correm o risco de levar umas mordidas, tudo não passa de um teatro encenado pelos caninos. Eles correm, correm até alcançar o carro e quando alcançam não sabem o que fazer e nem tem o que fazer. Não pretendem pegar uma carona, nem morder um invasor e nem espantar um concorrente. Nem eles mesmos sabem porque fazem isso, mas fazem com muito esforço. Isso se aplica a pessoas que se esforçam para alcançar um objetivo e quando alcançam não sabem mais o que fazer ou nem acreditam que alcançaram. É comum ver cristãos orando por uma causa que consideram difícil e só um milagre de intervenção divina pode leva-los ao sucesso; quando aquilo se realizam eles ficam completamente incrédulos e querem explicações de como aquilo veio a acontecer. Brincadeiras à parte, estou olhando para o pai da fé, que vinha travando uma batalha com Deus querendo um filho e mesmo recebendo a promessa e várias confirmações, ao longo de vinte e cinco anos, tudo era mistério, até que finalmente chegou o momento. Ele caiu na risada, ainda que só por dentro de si mesmo; Era como se ele dissesse ao Senhor: “estive aqui, pronto, saudável, fértil, em plenas condições por todos esses anos e nada! Sara, já tá nos noventa anos, agora já era!” Abraão teve ter se visto nas mesmas condições que aparecem quando um casal gera um filho quando já estão na idade de serem avós ou bisavós. Se sai na rua com o bebê, todos vão elogiar o vovô cuidando do netinho, e quando ficam sabendo que é filho, ficam espantados, admirados e não é raro, caírem na risada: Cê tá brincando né? Fala a verdade?!  Isaque viria trazendo as marcas de algo diferente, fora do padrão normal e do conhecido de todos. Deus estava criando algo novo, ao escolher um homem para fazer dele uma família e dela uma nação, de onde escolheria uma família e dali separaria um homem, o Cristo de Deus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Guardando as devidas proporções, em nossos dias e nas nossas vidas cotidianas, há espaço para grandes realizações de Deus, pois o seu plano ainda está em andamento. Provavelmente, nenhum de nós, dará origem novamente a uma nação ou um povo; mas podemos ser instrumentos para grandes transformações ao nosso redor, em lugares que poderemos ser o peso na balança em favor da justiça e da verdade. Sua igreja, sua família e até você mesmo pode ser o catalizador de algo grande que está por acontecer. Assim como no mundo empresarial e comercial a cada dia surgem novas “starups” propondo soluções e inovações e muitas delas viram realidades altamente respeitáveis. Para nós, a Seara ainda é muito grande, os ceifeiros ainda são poucos, mas podemos gerar novas soluções para o reino de Deus. Uma pergunta: Todas as promessas e sonhos que você alimentou no coração, por anos, já se cumpriram? Se a resposta for não, nem todas; você ainda é um forte candidato a gerar algo novo, na condição que está vivendo hoje! Você pode ter desistido, mas Deus não se esquece de suas promessas e não existe a expressão “tarde demais” para ele. Pode rir, mas espero que seja de contentamento e não de dúvida e incredulidade. Levante-se, ainda está em tempo de começar algo bom!

 

Pai, obrigado por conhecer o tempo e a condição de cada um de nós e assim não deixar escapar as oportunidades de fazer surgir coisas boas. Assim Abraão e Sara sub avaliaram suas condições, não te levando em conta, até verem de fato, agora é a minha vez, o meu tempo e de meus irmãos. Permita a renovação da capacidade de sonhar e empreender grandes idéias que podem fazer a diferença ainda em nossos dias e inspirar a geração que está chegando e precisam de modelos e entusiasmo das gerações que aprenderam a andar com o Senhor. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Uma Mãe Abençoada

Meditação do dia 12/11/2018

 “Porque eu a hei de abençoar, e te darei dela um filho; e a abençoarei, e será mãe das nações; reis de povos sairão dela.”  (Gn 17.16)

 Uma Mãe Abençoada – Abraão já estava com noventa e nove anos de idade quando recebeu uma visitação especial do Senhor e falou especificamente sobre a promessa de ter um filho. Sara sua esposa dez anos mais jovem que o marido e que viveu todos esses anos na condição de uma mulher estéril, agora estava prestes a vivenciar a experiência da maternidade. Abraão e Sara receberam uma última tarefa que mexeria com a condição de fé deles, pois foram ordenados a mudarem seus nomes, para que alinhassem com a verdadeira vocação de suas vidas. Ele que até então era o “pai exaltado,” agora viria a ser “o pai de multidões;” e ela que até então era “a princesa” agora viria a ser a “mãe de nações.” Para nós que vivemos dias em que o politicamente correto é esperado e contrariar o status quo é bem complicado, mas ver isso tudo pelas lentes da história suaviza, mas estar no lugar deles não seria fácil. Adaptando aos nossos dias, alguém de idade avançada, conhecido e respeitado pela comunidade local, sem filhos, esposa estéril e também com idade além dos limites de fertilidade e os dois adentrarem a um cartório de registro civil para alterarem seus nomes para terem um significado como pais de muitos filhos, soaria bem estranho. O quanto a opinião alheia pesa em nossas decisões? O quanto valorizamos nossa reputação? Quem está disposto a “pagar um mico” em nome de sua fé? As vezes penso que muitos conceitos bíblicos ainda não são bem compreendidos por nós cristãos, mesmo depois de tantos séculos e de todos os exemplos e testemunhos da história bíblica e as vivencias sob os cuidados de Deus. Os pais de Isaque, receberam nesse encontro não apenas uma revelação de palavras e promessas, mas uma renovação poderosa, grande o suficiente para uma rejuvenece-los e coloca-los em condições de paternidade. Quem estava prometendo, se revelara como El Shaddai, aquele que é mais do que suficiente. A benção de Sara, curaria sua esterilidade e a habilitaria a ser mãe nas mesmas condições de igualdade que qualquer outra mulher em idade fértil. O propósito para o qual Deus os estavam preparando era algo tão grandioso que tudo teria que ser miraculoso e sobrenatural. Uma nação que perpetuaria para sempre os ensinamentos e a vivencia de uma fé verdadeira, precisa ser forte e fundamentada em um poder milagroso. A bênção de Deus sobre Abraão e Sara, não pode ser compreendida por meios comuns e caminhos naturais. Sara foi preparada para ser a mãe de um tipo de filho que geraria um espécie de povo totalmente diferente. Quando uma situação só pode ser alterada ou acontecer se houver uma intervenção sobrenatural de Deus, então certamente será bem feito. Quando os limites humanos já se esgotaram e os recursos não alteram mais, então é tempo de descansar no poder de Deus. O Senhor sabe o momento certo e que é preciso ser feito, e nós só precisamos cooperar.

 

Obrigado, Pai amado, Deus do impossível! Ninguém de fato pode frustrar os teus planos. Queremos aprender as lições iniciais e as básicas para que a nossa vida possa refletir o teu amor e bondade em favor dos homens e da salvação deles. Isaque sempre representará para nós a realização do impossível aos homens, mas plenamente realizável por tuas mãos de poder. Eis nos aqui, para sermos instrumentos de tua graça, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Isaque Filho de Abraão

Meditação do dia 11/11/2018

 “E eis que veio a palavra do Senhor a ele dizendo: Este não será o teu herdeiro; mas aquele que de tuas entranhas sair, este será o teu herdeiro.”  (Gn 15.4)

 Isaque filho de Abraão – Passamos por este texto e meditamos nele, quando estávamos estudando a vida e a história de Abraão. Agora que estamos vendo a vida e a história de Isaque, voltamos aqui, porque estamos na raiz e na origem da promessa de uma bênção geracional. Isaque existia no coração de Deus antes mesmo de Abraão saber disso e também existia na vida de Abraão antes dele mesmo existir e ter autoconsciência. As Escrituras recomendam muitas vezes que os pais contem as coisas aos seus filhos e filhos dos filhos e assim de geração em geração as histórias vão sendo passadas e vivenciadas; isso é muito mais do que apenas lembradas. Já sabemos pelo pelas ciências sociais que um povo que não preserva sua história, que não tem memória, também não tem futuro. Não se vocês prestam atenção nas leituras bíblicas que fazem, ao verem registros de histórias que aparecem em muitos lugares sendo repetidas e quase sempre com um novo aspecto ou aplicação. Nos salmos encontramos descrições da criação, dos patriarcas, do êxodo e suas aventuras no deserto, da conquista de Canaã, dos tempos dos juízes, dos reis e profetas, etc. No Novo Testamento, vemos os discípulos, especialmente em Atos repetirem trechos das histórias, vemos Paulo recontando em mais de uma vez. Quando leio aos Hebreus, ainda hoje as vezes me pego lendo e relendo as aplicações que o autor faz de fatos e histórias do Velho Testamento e em primeira vista parece que não faz o menor sentido a aplicação ali apresentada; mas faz e eles sabiam disso. Esse autor, quem quer que seja ele, conhecia profunda e piedosamente a historia do seu povo. Nossa igreja local, a Monte das Oliveiras, completou agora em 02/11/18 51 anos de fundação; destes, vinte e sete anos eu tenho sido o pastor titular dela. Todos os anos numa das celebrações, convida à virem à frente os membros fundadores que ainda estão conosco para receberem uma oração de gratidão a Deus por suas vidas, perseverança e fidelidade e sempre incentivo a todos a honrá-los e trata-los com carinho, porque tudo o que somos hoje, começou com eles, e pela fé, obediência, comprometimento e dedicação eles viram aquele grupo de dezessete adultos e algumas crianças crescerem e hoje ser o que somos e ter o que temos e em condições de fazer o que fazemos. Eles merecem. Só para constar, aqui ainda temos quatro deles, em Bauru na co-irmã Betel, ainda tem três e em Santo André na grande São Paulo temos um. Cinquenta e anos depois, ainda temos oito membros originais; são nosso orgulho, nossas joias. Antes de Isaque nascer, seu pai teve conversas de gente grande com Deus, sobre a promessa de um filho e Abraão sempre era fortalecido por Deus para perseverar crendo na fidelidade daquele que lhe prometera, por ao longo da caminhada ele se via na condição de aceitar um plano alternativo e ter uma opção humana e racional, que poderia sublimar uma possível decepção, caso não desse certo. Contudo Deus se mantinha irredutível: O filho será teu; sairá das entranhas e mesmo quando ele via a infertilidade da esposa como porta de saída para um plano B, o Senhor dizia não, será seu e de Sara. Essa historia, esse relato foi passado para Isaque posteriormente, não apenas para ele saber suas raízes, mas para instruí-lo e fazer com que sua fé fosse forte e sua aliança com o Deus de seu pai, fosse firme e com sua própria experiência. Quando me pergunta sobre o tempo certo de começar a se preparar a instrução dos filhos, eu gosto de brincar com o meu interlocutor, dizendo que o momento certo para isso é dois dias antes… de dizer sim para a namorada/o. não dá para tentar descobrir como se pousa um avião, quando já está em pleno voo – isso deveria ser aprendido antes de entrar em um pela primeira vez e levantar voo. Pensar em educar filhos da maneira de Deus, depois que eles já estão grandes, endurecidos e dando dor de cabeça aos pais, significa que houve anos e anos de pura negligencia deliberada. Antes de qualquer jornada é preciso ter planos, mapas, rotas e referencias, senão pode ser tarde demais para improvisar.

 

Senhor, obrigado por ter um plano eterno, grande, abrangente e personalizado para a minha vida. Quando não posso ver longe, posso crer nas orientações da tua Palavra e no guia maravilhosa que é o teu Espírito Santo para me ajudar a chegar em segurança e entre a partida e a chegada final, ser bem sucedido nas tarefas que determinaste para mim. Obrigado também pelos irmãos e amigos que estão na mesma jornada, seguindo suas jornadas e suas ocupações; podemos ajudar e apoiar uns anos outros e atravessar juntos os pontos mais difíceis. Obrigado por toda ajuda, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Isaque já Nasceria Senhor de Terras

Meditação do dia 10/11/2018

 “Porque toda esta terra que vês, te hei de dar a ti, e à tua descendência, para sempre.  (Gn 13.15)

 Isaque já nasceria senhor de terras – Nossa vida moderna e predominantemente urbana, mudou muito o valor de se possuir uma terra. Vivemos na era da otimização, da customização e da reciclagem, o que poderia ser apenas uma boa medida de economia e de melhor uso ou reaproveitamento de bens e sobras, se torna ideologia de vida e sistema de sustentação de sociedades. Observe bem como era grande os lotes (datas) de anos atrás nas cidades e hoje não passa de uma pedaço de 10m x 15m e ainda se divide  ao meio para fazer duas construções, ou utiliza construções verticais para melhor aproveitamento de espaços. Esses conceitos são transferidos para a vida e as práticas de modo que a propriedade em si apenas supre uma necessidade imediata. Nos tempos dos patriarcas, quando se pensava em possuir terras, como no caso de Abraão, Deus estava lhe falando de território que nos moldes de hoje, são ocupados por várias nações. Para Abraão, eram suas terras da promessa, ainda que ocupadas por moradores nativos, cidades e povoados, mas tudo aquilo viria a ser tudo território de uma grande nação, que por acaso seria de seus descendentes. Sendo assim, quando Isaque seu filho nascesse, já viria com o direito de herança de tamanho território, para que de geração em geração fosse sendo ocupado e conquistado. Quero estar pensando com vocês aqui, sobre a importância de se apropriar de promessas de Deus para nossas vidas e ministérios, que estão fora do alcance de nossa visão literal e física hoje. Abraão, era proprietário e pai sendo isso efetivamente só veio a se materializar na pessoa de Isaque, uns vinte e cinco anos mais tarde. O que são vinte e cinco anos? Para quem? Para mim ou para Deus? As duas alternativas. Por que Deus me daria promessas que dificilmente eu desfrutaria delas? Ou por que deixaríamos de apropriar só porque não está dentro do meu campo de visão e desfrute? Entender e ver a vida do ponto de vista de Deus é muito transformador, pois esses medidas de tempo e utilidade, deixam de ser barreiras. Minha vida existe desde as linhagens de meus ancestrais e continua na minha posteridade. Sou apenas um elo na corrente e importante é a corrente e não um elo e si, ainda que seja eu. Quando alguém olha para o seu trabalho e vê ali apenas uma atividade enfadonha e cansativa, mas obrigatória, porque tem bocas para alimentar; certamente essa visão é limitada e o foco está totalmente errado. Isso vale para trabalho e ministério. Nossa visão precisa ser a mesma do Senhor da vida e do Reino; cada um de nós está cumprindo uma etapa e fazer isso bem feito dignifica quem faz, honra quem é o Senhor e ter nobre a tarefa. E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens, sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor, servis (Cl 3.23.24). Um texto geracional que muito me faz pensar nesses aspectos, diz sobre o rei Davi, descrito em Atos dos Apóstolos num discurso de Paulo em Antioquia da Pisídia: Porque Davi, na verdade, havendo servido a sua própria geração pela vontade de Deus, dormiu e foi depositado junto a seus pais e experimentou corrupção. (At 13.36). Davi serviu na própria geração – agora é a minha geração, a minha vez e a minha oportunidade. Já existiu etapas antes de mim e haverá depois, ainda que estejamos aguardando a volta do Senhor para instantes; mas enquanto ele não vem, a ordem e seguir em frente. Isaque não tinha nascido, mas as bases para isso e para o que ele deveria fazer já estavam acontecendo. Nosso ministério ao Senhor, não começou com a minha ordenação e não termina com a minha parada; o Reino é maior e mais importante do que individualmente nos apresentamos como parte dele. Somos e fazemos parte de algo maior e foi para isso que somos chamados e capacitados.

 

Deus de promessas e de alianças, obrigado por nos dar sabedoria para vermos além de nossos pequenos horizontes. Tu és fiel e justo em todos os teus caminhos. Graças por despertar-nos para realidades  maiores e de valores elevados. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason