Processo de Identificação

Meditação do dia: 21/07/2020

E conheceu-a, e disse: É a túnica de meu filho; uma fera o comeu; certamente José foi despedaçado. (Gn 37.33)

Processo de Identificação – A evidencia de ausência não é ausência de evidencia. Jacó estava diante de uma série de evidencias que apontavam em uma direção; mas eram falsas todas as premissas, com exceção de que a túnica era verdadeira. Tudo indicava que José poderia ter sido atacado e despedaçado por uma fera nos campos por onde andou. Então José estaria morto. Israel começou a construir uma narrativa verdadeira para si, sobre uma base totalmente falsa, sustentada pela mentira e maldade dos filhos. Uma das coisas muito interessantes dessa história inteira, que sempre me chamou a atenção é o  silencio de Deus para com Jacó. Certamente reverencio a soberania do Senhor e o seu santo direito de agir para atingir os seus propósitos eternos. Até mesmo na história humana, temos o chamado “período inter bíblico” aqueles quatrocentos anos entre o Velho e o Novo Testamentos, também chamado de “Silencio Profético.” Nesse caso, embora Jacó fosse uma pessoa de muito bom relacionamento com Deus, um homem de oração e de estreita comunhão; ele não recebeu nenhuma dica, que seu filho estava bem, ou que alguma coisa naquela história não batia bem. Entendemos que o preparo que Deus pretendia aplicar em José, não poderia acontecer se seu pai pudesse interferir. Se Jacó tivesse qualquer sombra de informação do paradeiro de José, certamente ele empreenderia uma viagem de procura e resgate. O processo de amadurecimento pelo qual José estaria sujeito, era bem rigoroso e não poderia ter superproteção paterna. Enquanto José estava sendo trabalhando lá no Egito, aqui em Canaã, as coisas também iam sendo modeladas, para que no devido tempo ambas as partes pudessem se encontrar e estarem prontas para cooperarem entre si e formar uma unidade. Uma lição preciosa em nossa vida cristã, é quando oramos com fé e mesmo assim, a resposta demora ou há etapas que precisamos satisfazer para que tudo aconteça. Paciência é uma virtude que se forma no calor da batalha e perseverança. Tem que ter paciência para conseguir paciência!

Pai, graças te damos por tua bondade e misericórdia para conosco todos os dias. Em Cristo somos mais que vencedores e todos os dias contamos com a bondade e fidelidade do Pai. Buscamos sabedoria e discernimento para vivermos as tuas promessas e entendermos o tempo e o modo do teu agir. Agradecemos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Enviaram a Túnica ao Pai

Meditação do dia: 20/07/2020

E enviaram a túnica de várias cores, mandando levá-la a seu pai, e disseram: Temos achado esta túnica; conhece agora se esta será ou não a túnica de teu filho. (Gn 37.31)

Enviaram a Túnica ao Pai – Uma definição bem simples sobre iniquidade, é “aquela maldade íntima no coração.” É uma espécie de maquinação do mal dentro da pessoa, que fica arquitetando meios de fazer o mal para se livrar de alguma coisa, ou para implicar outras pessoas e até mesmo para lucrar ou ver o dano no seu semelhante. Para algumas pessoas a felicidade, alegria ou prosperidade dos outros fazem mais mal a ele do que suas próprias derrotas e sofrimentos. Pessoas inteligentes também fazem bobagens na vida, e o uso do conhecimento e da sabedoria podem ser pervertidos ou ajustados para praticar o mal. O que na verdade é antídoto contra a iniquidade e o mal numa pessoa é o temor de Deus. O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo a prudência (Pv 9.10). Os filhos de Israel, ficaram obcecados pelo desejo de fazer o mal ao irmão, que foram dando passos cada vez mais em direção a um abismo moral e espiritual que terminaria os tornando em mestres de maus intentos. Não bastasse tudo o que fizeram, ainda acrescentaram enviar a capa suja de sangue ao pai, com um recado sádico e um argumento de dissimulação muito cruel. Tudo indica que eles não foram pessoalmente ao pai e entregaram a cada suja, mas o fizeram por meio de um mensageiro, pedindo para que o pai verificasse a capa e se de fato seria a do seu filho! O abuso de pessoas ressentidas e amarguradas, transferem as responsabilidades e até no trato verbal revelam desrespeito e se colocam como ausentes da realidade. O que nos seria aceitável, seria dizer que encontraram essa capa suja de sangue e ela se parece muito com a capa de José, nosso irmão. Mas eles disseram, “do teu filho.” Isso me lembra o irmão do filho pródigo ao se dirigir a seu pai para choromingar suas tristezas: Vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou os teus bens com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado (Lc 15.30). O exercício de viver pela graça de Deus produz no coração do filho e servo de Deus o compromisso de se ver pelo ponto de vista  do Pai Celestial; Deus nos vê como somos, a  questão é como a perfeição de Deus lhe permite nos ver e como a nosso imperfeição nos impede de nos ver a nós mesmos como somos vistos  por Deus.  Salvos pela graça através da fé em Cristo, somos  visto EM CRISTO, assim o Pai nos vê perdoados, libertos, andando na luz de sua presença. Sem o exercício da fé, nos veremos sempre como caídos, pecadores sem consertos e assim, o que já nos é garantido pela redenção, fica de lado e focamos no físico e natural. Essa passagem dos filhos de Israel, ilustra a condição do homem que insiste em viver longe de Deus e não assumindo a sua postura errada. Transfere as responsabilidades para mensageiros, para não terem que olhar nos olhos do pai, e ver o sofrimento que seus erros produzem. Por mais severa que pudesse ser a disciplina que Israel aplicasse neles, ainda estaria razoável, porque ele não abriria mão de ver cumprido em sua casa as promessas da aliança com Deus. Cada filho seria uma tribo e  não poderia faltar nenhum. A imaturidade e o egoísmo deles os mantinham escravos de si mesmos. O salário do pecado sempre será a morte! Mas vida eterna sempre será um dom gratuito de Deus. Isso é verdade para todos os seres humanos, evangélicos ou não! Sem compreender bem o evangelho, não se pode pregar eficientemente esse mesmo Evangelho.

Pai, obrigado pela tua graça infinita e bondosa que nos afeta a todos, através da morte e ressurreição de Cristo, podemos todos ter acesso ao Pai. Precisamos da revelação do teu Espírito Santo, para compreendermos o efeito dos nossos pecados, mas  também o potencial da tua salvação, porque onde abundou o pecado, superabundou a graça. Em Cristo, somos agora aceitos, amados e acolhidos na tua família. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Tingiram a Túnica

Meditação do dia: 19/07/2020

 “Então tomaram a túnica de José, e mataram um cabrito, e tingiram a túnica no sangue.” (Gn 37.31)

Tingiram a Túnica – Para se encobrir um erro as vezes se tem mais trabalho do que se fizesse o certo da primeira vez. Para encobrir uma mentira é preciso várias outras mentiras, dissimulações e atitudes de engano para cobrir um espaço que só com uma pequena verdade tudo ficaria perfeitamente bem. Desde muito cedo na minha jornada de leitor das Sagradas Escrituras, havia um texto que me chamava a atenção, e provavelmente ele se encaixa nesse tema que agora estamos estudando. Se trata de uma profecia messiânica de Isaías: “Quem é este, que vem de Edom, de Bozra, com vestes tintas; este que é glorioso em sua vestidura, que marcha com a sua grande força? Eu, que falo em justiça, poderoso para salvar. Por que está vermelha a tua vestidura, e as tuas roupas como as daquele que pisa no lagar? Eu sozinho pisei no lagar, e dos povos ninguém houve comigo; e os pisei na minha ira, e os esmaguei no meu furor; e o seu sangue salpicou as minhas vestes, e manchei toda a minha vestidura” (Is 1-3). Não tinha dificuldade de entender a conexão com a obra da Redenção e o papel do Redentor, que é Jesus; me deixava curioso alguém com as vestes tingidas  de vermelho,  parecido com os pisadores de uvas nos lagares, que por mais cuidadosos que fossem não tinham como evitar se sujar com o suco produzido no seu trabalho e suas vestes ficavam manchadas. Na minha imaginação a túnica colorida de José, era vermelha e branca, mas parece que os rapazes preferiram alterar o tom para totalmente vermelho. Uma morte anunciada que nunca aconteceu, porque José na verdade fora vendido como escravo para a caravana de mercadores; um sangue derramado que de fato não era o de José, por um cabrito foi morto e seu sangue foi ardilosamente jogado na peça de roupa para que simular uma morte por ataque de feras. Um ataque que por sinal nunca aconteceu porque  as verdadeiras feras eram bem mais irracionais do que as que eles estavam culpando. Um desaparecimento oportunista que eles provocaram mas teriam que fingir que não sabiam, de nada e ficavam especulando como poderia ter acontecido, levando o pai a ficar cada vez mais distante das possibilidades reais. Um luto que nunca teve corpo presente e muito em sepultamento por que resto mortal algum fora encontrado, e nem tinha como ser, pois a morte não passara por aquelas bandas. Um choro e uma tristeza entre os irmãos que inconformados com a sorte do irmão mais novo que ficara em casa com o pai e o pequeno Benjamim, mas que na tentativa ser útil e ajudar o pai se perdera e perdera a vida e  todos “lamentavam muito.” O que temos aqui, são oportunidades de ver o quão enganoso é o coração humano e capaz de utilizar todos os dons e criatividades com que foram dotados para o bem e o progresso humano, sendo feitos de armas da maldade e destruição. Não estamos lidando com pagãos ignorantes, ou tribos distantes de contados com o mundo civilizado; mas de pessoas de bem, linhagens de homens santos de Deus e bem instruídos no culto e devoção a Criador de todas as coisas. Eles tinham conhecimento das alianças e da importância de suas vidas para  com  um propósito eterno e que faria deles abençoadores de todas as famílias da terra. Ainda assim, eram humanos, tinham paixões e emoções tão possíveis de desequilíbrio como as nossas nos dias atuais. A melhor salvaguarda contra o erro e o pecado é a atitude de conhecer a verdade e não se apartar dela. Qualquer distancia permitida da verdade, nos coloca em risco de errar grande no final. A túnica de José agora estava manchada, não por ele, mas pelos que desejam o seu mal e fazer todos acreditarem que ele fora apanhado e sofrido por andar pelo campo com uma veste tão chamativa, que facilitara o ataque de predadores. Eles, que já tinham suas vestes sujam pelo ódio, inveja, intolerância e dissimulação, queriam agora nivelar José com eles. A vida e os sonhos de José os incomodavam, mas agora a ausência e o modo da ausência produziria marcas, que o tempo não apagariam. Não é porque o pai não sabia a verdade, que a verdade não existia. Não é porque outros não sabem o que porventura fizemos ou arquitetamos, que a verdade não seja uma realidade oculta, mas que o tempo e os propósitos divinos se encarregarão de tratar no devido tempo.

Pai, obrigado, por ser a verdade que liberta, transforma e abençoa nossas vidas. Jesus fez uma obra bem feita e viveu entre homens maus e mesmo assim fez o certo e experimentou a bênção da tua aprovação. Agora somos nós que estamos militando nessa vida e com o compromisso de sermos sal e luz num mundo insosso e de trevas que odeiam a luz e os bons exemplos, mas é nesse campo que seremos úteis e poderemos ser agentes de transformação. Essa é nossa hora, a nossa vez e o nosso tempo de ser testemunhas da verdade. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Mataram Um Cabrito

Meditação do dia: 18/07/2020

 “Então tomaram a túnica de José, e mataram um cabrito, e tingiram a túnica no sangue.” (Gn 37.31)

Mataram Um Cabrito – “O que é irremediável, remediado está!” A doutrina da Redenção é o tema de toda a Bíblia. Seu personagem principal é Jesus, o Redentor. De forma simples, a substituição do pecador condenado por seus atos e pecados pelo Cordeiro de Deus, santo e inocente. Jesus morreu no lugar de cada um de todos nós. É assim que acontece o propósito eterno de Deus. Nas páginas sagradas, essa história é    representada muitas vezes por atos figurativos, através de muitos personagens. Não é o caso aqui, não se aplica nesse evento, mas os irmãos de José precisavam criar uma prova ou álibi, que lhes pudessem apresentar ao pai uma prova, ainda que forjada, mas que pudesse passar, e assim estariam cometendo o crime perfeito (na cabeça deles, é claro). Um cabrito morreu para que o seu sangue pudesse ser utilizado como substituição do sangue de José na túnica, que seria apresentada ao pai, como meio de identificar a peça encontrada e tinha todas as possibilidades de ser a Túnica de José, que eles encontraram ao acaso no campo. Certamente fizeram marcas de unhas e dentes de feras, como possíveis predadores que atacaram o garoto, assim o pai se convenceria de fato. Quantas vezes nos últimos anos eu já pensei ao ler essa cena: “Quanto falta fazia um exame de DNA naquela época para desmascarar esses pilantras?” José estava vivo, à caminho do Egito, mas para seu pai, ele de fato havia sido morto, numa missão que lhe fora dado. Uma vez que Israel era tão humano como você e eu, e amava seus filhos com uma predileção maior por José, o filho de Raquel; podemos imaginar como ficou a cabeça do bom velhinho, imaginando e refazendo os planos centenas de vezes, remoendo dentro de si, o quanto poderia ter sido feito e evitado esse tragédia. Poderia ter enviado alguém com ele; poderia não ter enviado; poderia ter esperado até a volta natural dos filhos daquela jornada com o gado… poderia, poderia, poderia!!!! Como seria se fosse comigo? Se fosse contigo? Viajo na imaginação, vendo a chegada de Jacó lá no céu e ao ser recebido por Deus, juntamente com Abraão e Isaque, ele pergunta para o Pai: Precisava tirar o meu filho amado de mim, daquela forma? Ao que Deus lhe responde: Agora você sabe o que um pai sente, como eu me sinto, pois fiz isso primeiro que você! Seu pai Abraão fez isso com seu pai Isaque; seu pai fez isso vendo você indo embora para Harã e agora foi a sua vez. Israel, nós fazemos a história!! Como toda história tem dois lados, se não foi fácil para José viver dali em diante até alcançar maturidade e compreensão dos propósitos eternos no qual ele estava servindo e preparando um plano melhor para sua nação futura; não deve também sido fácil para aqueles dez homens, viverem com eles mesmos vendo o que se passava no coração de seu pai e de Benjamim, que perdera o irmão que lhe servia de companhia. Eles se auto impuseram um regime de escravidão, sofrimento e dor, que os atormentava dia e noite e com o passar dos dias, quando o ódio e o ciúme não tinha mais peso em seus corações, mas era irreversível o que fizeram e nem eles mesmos poderiam apresentar uma verdade, sem justa causa para o pai. Essa é a saga do pecador; preferem viver com a culpa, a admitir que pecaram e confessarem a Deus que já sabe de tudo, mas espera uma atitude da parte que busca perdão e cura para suas feridas interiores; ficar calado, nem tocar no assunto, manter escondido e isolado até de si mesmo lá no fundo do coração, naquele quartinho escuro; e não deixar nada e ninguém se aproximar daquela porta é um fardo muito pesado para se carregar. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” (I Jo 19).

Pai amado, obrigado por Jesus ter se apresentado em meu lugar e morrido a minha morte, levado as minhas dores e enfermidades e sacrificar-se para purificar-me dos meus pecados e me permitir acesso livre ao teu amor e perdão para toda a eternidade. Agradeço, porque agora nenhuma condenação há para aqueles que estão em Cristo Jesus! A redenção em Cristo é uma realidade agora possível a mim e a todos os que crerem nos teus propósitos eternos. Sou grato! Obrigado Jesus! Obrigado Pai, Obrigado, Espírito Santo. A Deus todo louvor, honra e glória em todos os tempos, amém.

Pr Jason

Tomaram a Túnica de José

Meditação do dia: 17/07/2020

 “Então tomaram a túnica de José, e mataram um cabrito, e tingiram a túnica no sangue.” (Gn 37.31)

Tomaram a Túnica de José – Algumas coisas são exclusivas e por isso mesmo muito marcantes; em moda e vestuário então nem se fala. Há peças que é muito bonita, com excelente corte e acabamento impecável e caimento perfeito no corpo; Mas é tão exclusiva e notável, que quem não gosta de ser visto duas vezes com a mesma roupa, não deve usar, porque quem viu não esquece mais. Outras questões exige personalidade forte o suficiente para que a pessoa fique à vontade independente das críticas ou comentários dos palpiteiros de plantão. Como dizem por aí; “Quem não sabe brincar, não desça para o play!” Modas e futilidades à parte, estou pensando naqueles dez homens e rapazes com vinte pratas nas mãos, uma túnica colorida, agora sem dono, o irmãos mais velho decepcionado e inconformado com o que os demais fizeram e um crime para ser encoberto. Um segredo que deveria levarem para o resto de suas vidas. Penso eu, e acho que até o mais inocente entre eles também já havia raciocinado, sobre o que poderia acontecer com qualquer deles que quebrasse o silencio e deixasse escapar sobre o que fizeram com José. Se sumiram com José, sumirão também com quem abrir a boca; esse segredo valeria a vida e o direito de continuar vivendo para qualquer um que se atrevesse a violar essa confiança. Irmãos unidos pelo crime, a o mal de um era agora o mal de todos e correr risco não valeria a pena, pois todos sabiam do que todos eram capazes de fazer. Emocionalmente temos aqui uma tese para pensar e debater sobre a qualidade da vida emocional e espiritual desses candidatos a patriarcas e abençoadores de todas as famílias da terra. Sem julgamentos morais aqui entre nós; eles estavam longe de chegarem à perfeição, como pessoas ou como vocacionados, mas isso ao invés de nos levar a focar na maldade e imperfeição humana, deve nos conduzir a pensar e ver o tamanho, a largura, a altura e a profundidade do amor de Deus como descreve o Apóstolo Paulo, “Para que Cristo habite pela fé nos vossos corações; a fim de, estando arraigados e fundados em amor, Poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, E conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus” (Ef 3.17-19). Eu, Jason, não sou nem um pouquinho melhor e mais piedoso do que qualquer um daqueles dez filhos de Jacó. Meu passado não deixa mentir; mas a mesma graça infinita que operou neles, operou também em mim. Excetuando Jesus na minha vida, só a misericórdia! Não precisamos ser religiosos da boca pra fora dizendo: “Ah! Mas eu nunca matei, nunca roubei, nunca fiz mal a ninguém, nunca, nunca e nunca…! quero destacar uns pontos no ensino de Paulo, que está me abençoando e creio que te abençoará também. Primeiro: Cristo habite pela fé nos nossos corações – fé, pela fé, a importância da fé na salvação, na caminhada e nunca é pelo esforço, pela religiosidade, pela justiça própria. Segundo: Arraigados e fundados em amor – simplificando, enraizados em amor – na construção de uma vida vencedora precisa de amor do piso ao teto; qualquer outro fundamento ou sistema sustentação não aguentará o tranco da vida. Terceiro: Poder compreender perfeitamente, com todos os demais irmãos na fé, as medidas do amor de Cristo. A cruz é um fator nivelador para todos os peregrinos da caminho da fé. Quarto: Conhecer o amor de Cristo – conhecer as leis, os mandamentos, os castigos e as pragas e maldições espiritual não tão complicado, porque são literais e para quem tem medo e aposta no medo e no terror para subjugar os outros é simples. Mas conhecer o amor de Cristo, isso só por revelação do Espírito Santo e por experiencia de se deixar ser amado, é preciso ser humilde para aceitar o amor incondicional e gracioso, sem letrinhas miúdas e cláusulas ocultas. Quinto: só e tudo isso é para ser cheio de Deus, toda a plenitude de Deus. Aqueles rapazes estavam com a túnica de José, ela era de José, fora dado a ele pelo seu pai de presente e ela era colorida demais, chamativa demais para ser usada por qualquer outros dos filhos de Jacó. Ainda que algum deles cobiçasse e a desejasse, tendo vontade de ficar com ela, isso não era possível, agora e nem nunca, ela só servia e só poderia ser vestida por José e ninguém mais; era uma peça muito exclusiva. Tem coisas, chamadas, ministérios, dons e presentes que não serve para nós, não serve para ninguém senão aqueles a quem o Pai escolheu dar e deu. Não cobice, não deseje, não tente tomar e muito menos usar, todos vão ver e saber que não cai bem, já isso em outra pessoa e lá ficava bem, feito sob medida. Pense nisso! O seu, se Pai vai te dar ou já deu.

Pai, obrigado pela minha vida, minhas oportunidades e as bênçãos que reservaste para mim e graças por todas as maravilhas dadas aos meus irmãos. Os presentes deles me enche de alegria e satisfação por vê-los desfrutando e servindo com os talentos, as habilidades e privilégios. Todos somos agraciados com dádivas preciosas e podemos nos alegrar com as nossas e a dos demais. Obrigado pelos ministérios frutíferos de igrejas e pessoas, que são teus filhos e assim, meus irmãos. Te louvo pela vida de cada um deles e por tua bondade para comigo. Em nome de Jesus. Amém.

Pr Jason

José Não Estava na Cova

Meditação do dia: 16/07/2020

 “Voltando, pois, Ruben à cova, eis que José não estava na cova; então rasgou as suas vestes.” (Gn 37.29)

José  Não Estava na Cova – Segredo que mais de uma pessoa saiba, definitivamente não é segredo! Quando instruções são feitas na base da confiança de que uma palavra faz entender toda a intenção, pode não se confirmar. Aqui estamos nós diante de uma pessoa, provavelmente com os olhos arregalados, o coração disparado e todo trêmulo, apavorado pela possibilidade de algo muito ruim ter acontecido com alguém sob seus cuidados. Estou falando de Ruben, ao voltar para conferir como José estava e encontrando a cova vazia, sem vestígios do garoto. A cova vazia para ele não era um bom sinal. Alguém com melhores intenções do que ele havia agido para maior proteção de José, ou na pior das possibilidades, o menino fora executado. Queremos olhar não apenas para o desespero desse irmão, mas com as lições que tudo isso produz para a vida cristã, no nosso dia a dia. Tanto para José como para Ruben e até mesmo para os demais irmãos eram momentos cruciais de uma crise que se desencadeava à partir de algo corriqueiro e até natural em família, que ciúmes entre irmãos pela preferencia percebida da atenção do pai em favor de um em detrimento dos demais. Todos podemos pensar e pensamos em um sem número de outras maneiras como eles poderiam ter lidado com a presença de José ali no campo, longe das vistas do pai e totalmente à mercê deles. Por outro lado, nós, servos de Deus, que caminhamos na luz da sua Palavra e batalhamos para crescer espiritualmente, aperfeiçoando nosso caráter, indo de passo em passo, corrigindo as imperfeições que aparecem, (e parecem que não acabam nunca); nos assustamos com uma mentalidade criminosa em nossos círculos! Nunca esperamos encontrar a cova vazia! No íntimo, acreditamos que todos são transparentes e mesmo quando agitados emocionalmente e com os ânimos mais exaltados, tudo não passa de palavras da boca para fora e que não se trata de ameaças literais. Medindo por mim, penso em muitas coisas que não me seria lícito fazer depois de cometer um atrocidade ou um mal, de forma intencional. É verdade, minha mente vai a mil: Como eu celebraria a próxima Ceia do Senhor, tendo feito isso? Como eu olharia nos olhos de tal pessoa? Como me sentiria alguém me elogiando por meu testemunho e no fundo eu que não sou mais isso? Amados, para mim, a cada movimento, a cova parece mais fundo e quem está nela sou eu. Se eu não quero ser flagrado cometendo o mal, a melhor maneira de evitar isso, é não praticar esse mal. Idealizar melhores meios de camuflar, de esconder as provas, criar álibis perfeitos, sabendo que alguém vê tudo, sabe tudo e pode tudo, não me deixa à vontade para caminhar em direção às práticas erradas. José não estava na cova, porque lá não era o lugar dele! Ele fora criado para a grandeza e a excelência. A cova apenas fora um estágio, um ponto de partida, que mostrava de onde ele partira e onde chegaria. Cova,, para servo de Deus é lugar transitório, que até serve de proteção, tempo de reflexão e ponto de partida para algo definitivamente ao sol. Levaria um tempo para José perceber o quanto Ruben foi importante naquele tempo de sua vida. Levaria um bom tempo para abençoar os irmãos por terem feito um bom negócio ao vende-lo; demonstrar gratidão por aquela caravana de mercadores, que bancaram sua viagem para o destino que Deus tinha para ele e não o destino que eles tencionavam lhe dar. Olho para minhas experiencias e vejo quantas vezes as portas se fecharam e me decepcionei para logo em seguida perceber que fora a melhor maneira de ver uma oportunidade melhor que Deus estava preparando para mim e que de outra maneira seria difícil encontrar. Nunca permita que o bom seja inimigo do melhor! Acredite, as maiores crises e tragédias já registras, também produziram as maiores transformações e oportunidades de aprendizado e produtividade no ser humano. Se não for para provisão, cova boa mesmo, é vazia!

Pai, obrigado pelas lições dos momentos difíceis da caminhada. Obrigado pelas pessoas que são instrumentos de tua graça, mesmo que as intenções deles sejam outras. O Senhor sempre tem o controle e o governo de todas as coisas. Buscamos discernimento e entendimento para aprendermos em todo tempo e com todas as oportunidades que colocas diante de nós. Oramos agradecidos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Levaram José ao Egito

Meditação do dia: 15/07/2020

 “Passando, pois, os mercadores midianitas, tiraram e alçaram a José da cova, e venderam José por vinte moedas de prata, aos ismaelitas, os quais levaram José ao Egito.” (Gn 37.28)

Levaram José  ao Egito – Essa história tem os seus componentes de ironia e aquelas chamadas “peças” que o destino costuma pregar pela vida à fora. Hoje mesmo lembrei-me de um depoimento que li sobre situações onde é como se Deus dissesse: Conte comigo! Um operador de máquinas numa cidade americana, estava no início de seu dia de trabalho, num local ao lado de uma grande avenida de muito movimento e o transito estava já engarrafado, quando uma ambulância com sinal de alerta de emergência ficou presa e vendo a angústia dos socorristas, usou sua carregadeira e cobriu com terra a vala do canteiro central e assim a ambulância mudou de pista e seguiu viagem. Ele trabalhou o resto do dia com aquela sensação de dever cumprido e ter feito algo relevante para ajudar alguém que de fato precisava. Ao chegar em casa à noite, em casa e abraçar o filho e a esposa, contou-lhes o que acontecera na sua manhã no trabalho; ela então lhe disse que ele fizera muito bem em ajudar, pois o paciente naquela ambulância era uma criança que se engasgara e por aquele gesto chegou à tempo de ser salva no hospital e mais, a criança, era o filho dele. Quando o nosso pior pesadelo pode se transformar em algo tão grande e importante que afirmamos que mesmo com todas as circunstancias, valeu a pena. Quando deu o título a essa meditação de “Levaram José ao Egito,” a idéia é essa mesmo, literal e figurada ao mesmo tempo; pois José não tinha a intenção de ir ao Egito; José não planejara ir ao Egito, não queria ir, muito pelo contrário. Sua viagem planejada era vir até onde estavam seus irmãos, saber como eles estava e os rebanhos e voltar para casa, levando notícias ao seu pai. José foi levado contra sua vontade, sequestrado e vendido como escravo e provavelmente com recomendação de não se desfazerem dele na região próxima, onde ele poderia voltar para casa e estragar tudo que eles planejaram para o devido sumiço dele. José foi levado ao Egito com a intenção (dos irmãos) de sofrer, até ser morto e jogado em qualquer vala, sem qualquer respeito e dignidade e sem que ninguém perguntasse nada, nunca mais. Mas ao contrário disso, e quem diria, ele estava indo para ser grande lá, ser a maior autoridade, apenas no trono ele seria menor que Faraó. Ainda bem que quem governava o Egito era Faraó e não Herodes, o Grande, porque o mandatário da terra das pirâmides soubesse de alguma profecia que um garoto hebreu, chegando em seu reino se tornaria quem se tornaria, ele caçaria a cabeça de José lá mesmo na mercado de escravos. De maneira informal e afetiva, praticamente todas as gerações que tiveram acesso a esta narrativa, o chamaram e chamam até hoje de “José do Egito.” Os próprios irmãos que fizeram toda essa barbaridade com ele para evitar que um dia viessem a se curvar diante dele, depois viajaram de Canaã até o Egito para ajoelharem diante dele e trata-lo com o maior respeito e mesmo depois que tudo se esclareceu, ele não voltou a ser “o Zezinho da túnica colorida;” olhando lá na frente, no primeiro encontro entre eles, sem que soubessem de fato com quem tratavam, temos: “Se prostraram rosto em terra, perante ele” (Gn 42.6). “Não, senhor meu; mas vieram os teus servos para comprar…” (42.10). “Nós, teus servos” (42.13). Para o pai, eles disseram: “O homem, o senhor da terra…” (42.30, 33). Isso tudo é só o começo do fim da história. Podemos concluir que eles levara José, mas o tempo todo quem conduzia tudo era Deus. É Deus. Será Deus! Acredite, o Altíssimo, como dizia Abraão, tem poder e é capaz de reverter situações muito difíceis. Pode ser que “a vida,” as “circunstancias,” a “crise,” o “ministério,” o “trabalho,” a “enfermidade,” “isso ou aquilo” te levou, te levaram para a condição ou situação atual ou algo que até já passou; mas você consegue ver a mão de Deus naquilo tudo? Você pode ver a graça do Pai de acompanhando o tempo todo? Se José não fora levado para o Egito, o que será que os irmãos não acabariam aprontando para ele? Se você e eu, não tivéssemos passados ou entrado naqueles processos dolorosos e humilhantes, o que poderia ter acontecido conosco? Escolho crer que Deus sempre conduziu minha vida e mesmo quando fiz bobagem nas escolhas e ações, ainda assim a poderosa mão do Pai, foi maravilhosa e cheia de graça. Vou continuar escolhendo acreditar assim! Fui levado, mas Deus me conduziu!

Obrigado Senhor, estar com nossa história inteira na palma da mão e atento à cada detalhe, de forma que nada acontece sem que saibas e permitas. Graças te dou pelos pedaços difíceis e trajetos complicados nos meus caminhos, mas como cantava Davi, ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estarás comigo; muito obrigado Pai, Senhor Jesus e Espírito santo, por toda a bondade e misericórdia dispensada a mim, aos meus e aos meus amados irmãos e amigos de caminhada de fé. Em nome de Jesus, amém!

Pr Jason

Qual o Valor e Quanto é o Preço

Meditação do dia: 14/07/2020

“Passando, pois, os mercadores midianitas, tiraram e alçaram a José da cova, e venderam José por vinte moedas de prata, aos ismaelitas, os quais levaram José ao Egito.” (Gn 37.28)

Qual o Valor e Quanto é o Preço “Não eduque seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz.  Assim, ele saberá o valor das coisas e não o seu preço.” Valor e preço sempre fizeram confusão na cabeça da maioria das pessoas; com isso muito coisa valiosa foi vendida ou comprada quase sem preço e muita coisa de preço elevado, de fato não vale muito! A Bíblia é um manual de sabedoria, tanto terrena, humana, quanto de sabedoria espiritual e essa pode ser acessada e adquirida pela fé, como dádiva de Deus. Olha que ela é extremamente valiosa, mas poucos querem pagar o preço para tê-la. Olha essa coleção de pensamentos sobre a sabedoria: Bem-aventurado o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento; Porque é melhor a sua mercadoria do que artigos de prata, e maior o seu lucro que o ouro mais fino. Mais preciosa é do que os rubis, e tudo o que mais possas desejar não se pode comparar a ela. Vida longa de dias está na sua mão direita; e na esquerda, riquezas e honra. Os seus caminhos são caminhos de delícias, e todas as suas veredas de paz. É árvore de vida para os que dela tomam, e são bem-aventurados todos os que a retêm (Pv 3.13-18). Os amados irmãos de José, perceberam que sujariam suas mãos matando o irmão, o que indica, que as medidas de Ruben não surtira o efeito total esperado, eles ainda queriam dar um fim nele e ao ver uma caravana de mercadores, Judá teve uma “brilhante” idéia; porque sujar as mãos à troco de nada? Podemos lucrar com o sumiço dele e ainda ficaremos isentos da culpa de sangue. Não reconhecendo o valor do irmão, apenas colocaram no seu pescoço uma etiqueta de preço: vinte moedas. Os mercadores viram o preço e consideraram o valor e claro, para eles era um bom negócio. Jesus contou uma história, na verdade uma parábola, citando o mesmo ensinamento com duas versões: Também o reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo, que um homem achou e escondeu; e, pelo gozo dele, vai, vende tudo quanto tem, e compra aquele campo. Outrossim o reino dos céus é semelhante ao homem, negociante, que busca boas pérolas; E, encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo quanto tinha, e comprou-a(Mt 13.44-46). Desejo destacar nas duas versões aqui, a capacidade de discernir e saber do que se tratava o bem desejado. As pessoas encontraram um tesouro e uma pérola cujo valor era muito superior ao que eles tinham como capital nos seus negócios e por isso, foram e venderam tudo o que tinham para adquirir aquele achado. Se desfazer de tudo o que se tem e foi adquirido ao longo da vida com muito trabalho e esforço, e em muitos casos, com o trabalho e a participação dos familiares e juntar tudo para investir em uma única peça. Jesus falava do Reino dos Céus. Quantos realmente sabem o valor do Reino dos Céus para suas vidas? Não é rara encontrar pessoas que confundem o Reino dos Céus com frequentar igrejas; ser religioso; cumprir rituais enfadonhos. Alguns acham verdadeira maluquice alguém deixar o trabalho profissional promissor e servir de tempo integral no ministério cristão; outros estão no ministério de tempo integral, mas com uma santa inveja dos trabalhadores seculares; não é raro também ministros do Evangelho que se sentem envergonhados ou constrangidos de serem assim identificados. Você acha que ao pagar um alto preço por nós, Deus achou caro? Jesus ao dar sua vida na cruz, achou um pouco inflacionado a exigência da redenção? Nossa consagração a Deus e à seu serviço, é pedir demais, da parte de Deus?

Pai, obrigado por nos amar tanto e saber avaliar o valor de cada pessoa e dar seu filho para ser o preço de resgate. Só mesmo nos vendo pelo teu ponto e vista, pela obra da redenção em Cristo Jesus é que podemos aceitar pela fé o que o Senhor fez. Sou grato por tudo isso, mesmo não entendendo tudo, posso aceitar pela fé e receber pela graça a minha porção dessa herança. Bendito seja o teu amor e à tua misericórdia! Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Não Havia Água na Cova

Meditação do dia: 13/07/2020

 “E tomaram-no, e lançaram-no na cova; porém a cova estava vazia, não havia água nela.” (Gn 37.24)

Não Havia Água na Cova – Estamos falando de recursos vitais que não podem faltar e caso isso ameace acontecer, precisa-se providenciar alternativas, mas sem água não se vive. Essa aplicação é simples e vale para a vida física e espiritual igualmente. Os humanos só podem habitar e se fixar onde haja um mínimo necessário de água. Consigo ligar-me a uma situação proposta por Deus sobre as escolhas que o seu povo fez; Israel como nação é uma ilustração completa do que representa ser o povo de Deus no sentido mais amplo do entendimento. O profeta Jeremias foi o autor da profecia: “Espantai-vos disto, ó céus, e horrorizai-vos! Ficai verdadeiramente desolados, diz o Senhor. Porque o meu povo fez duas maldades: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm águas” (Jr 2.12,’3). Quando dá destaque a uma causa ou expressão, isso deve chamar nossa atenção e de fato nos concentrar no que Ele está destacando. Aqui vemos uma exortação a ficarmos horrorizados, espantados, e não só nós, mas os céus, as criaturas e hostes celestiais, a ver o que está sendo feito. Deus é uma fonte transbordante de suficiência infinita e de qualidade inquestionável. Mas mesmo assim foi colocado de lado em função de buscarem recursos próprios, falíveis, esgotáveis e de qualidade muito inferior. Nos dias atuais, muitos povos e nações já estão sentindo na pele a importância e o valor de recursos hídricos. Singapura é uma cidade estado atual muito moderna, rica, desenvolvida e todos os atributos de bom lugar para se viver e especialmente no mundo dos negócios – mas não tem água – toda a água para consumo é comprada de fora. Nós brasileiros nem cogitamos o que significa isso, pois na maioria do nosso imenso território, qualquer um que cavar até no quintal de casa, vai chegar em lençol freático com produção suficiente para se abastecer. O Povo de Deus, preferiram cavar cisternas para si mesmos e suas cisternas era porosas, incapazes de reter água. Isso é a maneira humana de autossalvação; garantir a si mesmo e depender de si mesmo em questões espirituais. Isso nunca funciona, pois não temos capacidade gerar vida espiritual, suprimento e provisão. A sede e a fome de vingança e destruição dos filhos de Jacó, atentando contra a vida de José, não iria satisfazê-los porque a real necessidade deles não era o desaparecimento do irmão, mas o medo de serem obrigados a se submeter à sua possível ascensão ao poder sobre a tribo. A insatisfação deles não seria resolvida com o que eles planejavam. O pecado é atraente e desafia o pecador a cometer atrocidade ou fazer o mal, como mecanismo de se livrar de sentimentos ruins; depois ele descobre que agora está com dois problemas: O que ele já tinha e o novo, criado para resolver o primeiro. Normalmente o segundo é mais grave e devastador por ter sido concebido intencionalmente, dolosamente e egoisticamente. Jogar o irmão numa cova, não resolve nosso problema. Não supre nossas ansiedades e não abençoa ninguém ainda nem evita o futuro que tanto tememos. Na minha leitura diária de hoje, me deparei com o seguinte texto do profeta Zacarias: “Ainda quanto a ti, por causa do sangue da tua aliança, libertei os teus presos da cova em que não havia água” (Zc 9.11). Estar em aliança com Deus, selada a preço de sangue, nos protege até de nós mesmos e do que vier a querer nos aprisionar em cisternas ou covas em que não há água. Deus cuida de nós! Não troque um manancial abundante e transbordante por suas e minhas iniciativas furadas! Se o Senhor não nos salvar DA cova, certamente nos salvará na cova!

Senhor, obrigado! Tu és a minha fonte de tudo o que necessito e muito mais do que necessito, posso pedir ou pensar. Que a tua graça me acompanhe e aos meus irmãos e companheiros de jornada nessa vida. Oramos por suprimentos e sabedoria para nos mantermos firmes nas provas e a nossa confiança cada dia mais ousada em ti que jamais nos abandona e nem permites que sejamos apreendidos em condições que não possas nos alcançar e suprir. Receba nossa oração e adoração por tudo o que és e pelo que fazes a cada um de nós, todos os dias; em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Cova Estava Vazia

Meditação do dia: 121/07/2020

 “E tomaram-no, e lançaram-no na cova; porém a cova estava vazia, não havia água nela.” (Gn 37.24)

A Cova Estava Vazia – Era comum os povos que habitavam ou trabalhavam no deserto, cavarem poços e covas, para armazenarem água nos período de chuvas para servirem de reserva em períodos de escassez. Foi assim que José foi parar numa dessas covas. A preocupação dos seus algozes não era outra senão mantê-lo detido a decidirem o que de fato iram fazer com ele. Já estamos entendidos que deserto é lugar de provação e tem sido uma espécie de escola de Deus para treinar os seus filhos e servos para as grandes lições da vida. O propósito do deserto na vida da pessoa não é acabar com ela, extermina-la; mas forçar sua resistência e criar uma dependência divina tão forte e confiável de maneira que quando saírem do outro lado, a pessoa nunca mais será a mesma. Como cristãos, nosso deserto também é árido e de poucas referencias para se orientar, devemos então confiar na sabedoria e direção de Deus. Em tempos de escassez e dificuldades, o certo é não oferecer muita resistência e adequar-se às condições que o próprio deserto impõe. Os filhos de Israel no tempo do Êxodo, poderiam ter entrado e saído de seu deserto muito rapidamente, mas a inexperiência e os pecados forçaram as condições e assim permaneceram por quarenta anos. Mesmo onde há o juízo divino, há também a manifestação da sua graça; pois no deserto deles houve provisão de alimento de boa qualidade, que milagrosamente caia do céu todas as noites antes do amanhecer e todos podia colher sua porção de Maná. Havia água que jorrava da rocha que os seguia e assim tinham suprimento do líquido da vida o tempo todo. A nuvem nunca os abandonou de dia e nem a coluna de fogo à noite; seus pés não sofreram com o desgaste da viagem em terreno insólito; suas vestes e calçados foram preservados e todas as demais áreas da necessidade humana eles tiveram o cuidado e a proteção do Senhor dos Exércitos de Israel. Deserto então não é lugar de condenação ou maldição. A pretensa cova que poderia servir de tumba para José, estava vazia e assim servia mais de abrigo para ele, se livrando da hostilidade dos irmãos do que lugar de punição e morte. Nos tempos do Rei Josafá, eles foram instruídos a fazerem muitas covas em determinado vale, por instrução do profeta Eliseu, para receberem milagrosamente socorro do Senhor e vitória numa guerra que praticamente estava perdida antes de começar. “E disse: Assim diz o Senhor: Fazei neste vale muitas covas. Porque assim diz o Senhor: Não vereis vento, e não vereis chuva; todavia este vale se encherá de tanta água, que bebereis vós, o vosso gado e os vossos animais” (2 Rs 3.16,17). Daniel, bem sabemos, foi jogado numa cova e essa com leões famintos, para ser destroçado, mas Deus tinha planos diferentes e o fim foi glorioso. Se você está no deserto de suas provações, ainda aparecem as covas e os inimigos internos e externos estão lhe apertando, estando na cova a melhor visão que se pode ter é ´para cima, ainda que veja o sol o tempo todo, ou sua claridade seja menor, mas todas soluções e respostas, virão do alto. É para lá que devemos olhar e para lá que devemos direcionar nossas intenções e orações. Enquanto o socorro não aparece, procure aprender alguma coisa e acalme-se por dentro e se prepare para ouvir o seu coração e depois poderá ouvir o socorro providenciado. Deserto e covas são lugares onde o silencio é peculiaridade.

Obrigado Senhor, pelo aprendizado de cada dia e em cada situação que estivermos, sua graça estará conosco e isso é tudo o que nos importa. Obrigado, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason