A Autoridade da Casa

Meditação do dia: 10/11/2020

Tu estarás sobre a minha casa, e por tua boca se governará todo o meu povo, somente no trono eu serei maior que tu.(Gn 41.40)

A Autoridade da Casa – A meditação na Palavra de Deus nos abre um leque muito grande de possibilidades de crescimento. É uma jornada com novos ares a cada dia, pois o objeto da nossa contemplação, no caso a Palavra de Deus é nova todos os dias e seus princípios não se envelhecem, por isso são novos campos todos os dias. Sobre esse mesmo versículo, ontem, eu fiquei muito impactado com a ascendente carreira de José e o seu progresso espiritual a despeito de não ter nenhum dos elementos que elencamos como fatores decisivos para o crescimento espiritual. Por treze anos consecutivos ele não participou de um culto coletivo de adoração ao Altíssimo; ele nem havia recebido o treinamento necessário para oficiar alguns elementos de sua fé. Não tinha um texto sagrado em mãos e nem assistência de um ministro credenciado. Mesmo assim sua fé era cada dia mais vigorosa, seu testemunho mais contagiante e sua convicção e firmeza impressionava a todos, até o próprio Faraó. O discernimento e aptidões carismáticas eram evidentes e assertivos. José me deixou pensativo de ontem para cá, mais do que já vinha fazendo. Hoje, ao olhar no mesmo texto, vou direcionar minha atenção e minha intenção na capacidade de abraçar desafios e adaptar-se ao novo com extrema facilidade. Reconheço que as narrativas não pormenorizam todos os acontecimentos do dia a dia, mas podemos ler nas entrelinhas. Veja bem, ainda ali, de pé diante do Faraó, ele foi nomeado autoridade sobre toda a sua casa. Seria uma espécie de Ministro da Casa Civil como temos no governo brasileiro? Acho que não. Vai muito além, provavelmente aqui seria o que chamamos de “SUPER MINISTRO” com uma pasta que englobaria vários outros ministérios e José tinha plenos poderes de fato e de direito no país inteiro. Naquele tempo ninguém era bobo o suficiente para desafiar uma ordem dessas dada pelo próprio Faraó. O que me impressiona aqui é o fato de José ter pouquíssimo tempo para assimilar tudo que lhe foi posto nas mãos. Aprendi que toda energia sem controle é nociva e até destrutiva. Parece que José não teve problemas com deslumbramento, e agora que estava por cima seria a hora de caçar algumas cabeças e ensinar algumas lições para certas pessoas que lhe fizeram sofrer. O Sonho de Faraó, que o deixará perturbado até encontrar explicações, impactou José de tal forma que aquilo se transformou em missão de vida. Ele nem mais pensou em voltar para Canaã, ou pedir que fosse enviada uma embaixada até lá para saber notícias do pai e família, bem como lhe trazer respostas. Ele mergulhou de cabeça na tarefa. Salvar o Egito agora, seria salvar muito mais do que a sua reputação e agora ele sabia porque tudo pelo qual ele passara tinha propósitos muito mais elevados e suas questões pessoais não importavam tanto. Ele já agia como um estadista experiente, amadurecido e forjado sob fortes pressões. O carvão com a temperatura e a pressão certa, se torna diamante. José sobre a casa de Faraó, me leva a um texto onde duas outras pessoas são descritas por seus trabalhos no exercício semelhante ao de José. Na Epístola aos Hebreus, o autor descrente o seguinte: 1. Considerar a Jesus, devido nossa participação na vocação celestial; (3.1). 2. Moisés também foi responsável sobre a casa de Deus e ambos (Jesus e Moisés) foram muito fiéis, (3.2). 3. Jesus merece mais glória do que Moisés, como um construtor é mais importante que a casa que constrói, (3.3). 4. Toda Casa (tanto faz um prédio, como uma família, uma dinastia, soberania, reinado etc.) é feito por alguém, mas quem fez tudo e todas é Deus; (3.4).  5. Moisés foi fiel como servo e testemunho de algo e alguém maior que viria; (3.5). 6. Jesus foi fiel como Senhor sobre sua própria casa, que somos nós, firmes na fé e glória da esperança. (3.6). Por certo, Moisés foi fiel como servo na casa de Deus, e seu trabalho ilustrou verdades que seriam mais tarde reveladas. Mas Cristo, como Filho, é responsável por toda a casa de Deus; e nós somos a casa de Deus, se nos mantivermos corajosos e firmes em nossa esperança gloriosa (Hb 3.5,6). Nos planos e propósitos de Deus, sempre, de eternidade a eternidade, todas as coisas convergem sempre para PESSOAS. Deus ama pessoas, criou um mundo e um universo para pessoas, fez um jardim para pessoas, fez uma obra de redenção para pessoas e todas as coisas que vemos acontecer na história, desemboca em um único ponto: A Cruz! Porque ali tudo se consumou e foi essa a expressão utilizada por Jesus. Todos os caminhos não levam à Roma, levam ao Calvário!

Pai, a minha expressão de admiração por tua obra e graça é dizer: muito obrigado, por tão grande salvação. É profundo demais para ser compreendido mas é tão acessível porque se passa por uma porta e “A palavra está junto de ti, na tua boca e no teu coração; esta é a palavra da fé, que pregamos, A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. (Rm 10.8,9). Eu confesso a Jesus, como meu Rei, Senhor e Salvador, único e suficiente. Graças, Pai, por sermos a Casa de Deus e o administrador é o próprio Altíssimo, o Criador de todas as coisas. Receba o nosso louvor e a nossa adoração, hoje e sempre. Para glória, honra e louvor de Jesus Cristo. Amém.

Pr Jason

Autoridade Delegada

Meditação do dia: 09/11/2020

Tu estarás sobre a minha casa, e por tua boca se governará todo o meu povo, somente no trono eu serei maior que tu.(Gn 41.40)

Autoridade Delegada – Lá no sertão do meu querido Centro-oeste brasileiro onde fui criado, onde a cultura simples oferece comparações do dia a dia da vida simples para falar sobre os grandes temas. Tudo se ensina, se aprende com metáforas através de dizes populares. Um caipira lendo essa história na Bíblia iria dizer: “José achou o cavalo selado na porteira.” Os demais ouvintes diriam, “É verrrdade sim!!!” Traduzindo para o português: José encontrou uma grande e bela oportunidade de modo tão fácil que nem teve que se esforçar para tal. Ele  fora apressado pela escolta para se apressar para se apresentar diante do Faraó, que estava perturbado com um sonho que tivera e ninguém conseguira decifrar, mas um antigo colega de prisão dera um testemunho em favor da habilidade de José interpretar sonhos. Por isso Faraó o queria lá o mais rápido possível. O futuro não nos pertence, ele é imprevisível, imponderável e intocável. Mas o mais desafiador de tudo é que ele insiste em ficar no futuro. Quando o alcançamos, não é mais futuro, já e presente e imediatamente já se torna passado. José dormiu e acordou prisioneiro, servo do capitão da guarda, sem direitos pessoais e nem recebia favores, embora ninguém ali pudesse acusa-lo de qualquer delito. José era um ilustre desconhecido, não reconhecido. Abriu-se a porta para ele sair momentaneamente e voltar depois, afinal, a vida continua. O que ninguém sabia, nem José, nem Faraó, nem o copeiro, nem o capitão, que o dia aguardava surpresas das grandes para todos. Do momento que José começou a subir da prisão, ele não parou mais de subir, mesmo quando chegou ao topo, ele continuou a subir – em generosidade, em graça, em aptidão, em gestão e competência. Quero destacar aqui, uma verdade afirmada e eternizada por Jesus aos seus discípulos, mas que José já praticava. Se forem fiéis nas pequenas coisas, também o serão nas grandes. Mas, se forem desonestos nas pequenas coisas, também o serão nas maiores. E, se vocês não são confiáveis ao lidar com a riqueza injusta deste mundo, quem lhes confiará a verdadeira riqueza? E, se não são fiéis com os bens dos outros, por que alguém lhes confiaria o que é de vocês? (Lc 16.10-12 NVT). Fidelidade nas pequenas coisas. José entrou no Egito amarrado, pelo mercado de escravos, foi servir a Potifar e logo se destacou pela qualidade do serviço, honestidade e fidelidade até se tornar o mordomo principal e administrar toda a casa. Foi para a prisão e lá começou de novo e até cuidar de tudo e o capitão da guarda real não ter nenhuma preocupação com nada naquela instituição. Agora ele sobe da prisão para o palácio do Faraó, para prestar um serviço trivial, que no máximo lhe renderia pela generosidade real, uma refeição descente e quem ficar com aquela roupa limpa e que o tornava apresentável diante do soberano. Mas que virada de mesa!! Faraó gostou tanto dele e da sua postura que nem ligou para trâmites burocráticos das leis e das cortes de justiça e muito menos para os processos legais que deveriam acontecer. Não houve audiência, julgamento, habeas corpus, alforria e reintegração social. De escravo preso à Primeiro Ministro com autoridade absoluta, só o próprio Faraó estaria a cima dele, mas o consultaria antes de tomar decisão. Nenhuma pessoa ascenderia tanto em poder e autoridade política e administrativa em apenas 13 anos de carreira. Como alguém recebe tanto poder, prestígio e autoridade tão rápido e sem que isso suba na cabeça e ela não se corrompa? Sabendo sua identidade, seu propósito e seu valor.

Pai amado, a vida de José nos serve de espelho de como uma pessoa sozinha, sem sua família e sem líderes por perto e sem sacerdotes e rituais, consegue viver sua fé e crescer tanto em graça e sabedoria diante do Senhor e dos homens? Olho ao meu redor e me vejo cercado de boas pessoas, bons líderes e muitas reuniões, seminários e treinamentos; cultos e cerimonias e com a tua Palavra sendo exposta o tempo todo e ainda assim, José é um  show de lições que nos leva a tirar o chapéu e nos inclinar e reverenciar suas posturas. Mas obrigado pela fidelidade dele em tudo e assim somos confortados e desafiados a fazer o nosso trabalho para o qual fomos chamados e preparados por ti. Obrigado, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Um Grande Elogio

Meditação do dia: 08/11/2020

Depois disse Faraó a José: Pois que Deus te fez saber tudo isto, ninguém há tão entendido e sábio como tu.(Gn 41.39)

Um Grande Elogio – Saber lidar com elogios é uma verdadeira sabedoria. Ser elogiado por alguém considerado grande e admirada, como era Faraó e diante de todos os nobres e autoridades ele teceu elogios e atribuiu a José uma capacidade que ele considerava difícil de encontrar em outras pessoas. Nos nossos dias, se costuma dizer que isso é massagear o ego; fazê-lo receber uma dose de estímulo como recompensa por alguma conquista. No livro de Provérbios, há uma citação interessante: Como o crisol é para a prata, e o forno para o ouro, assim o homem é provado pelos louvores (Pv 27.21). Os dois metais mais preciosos são provados e purificados ao mais alto grau por um processo lento e gradativo de altas temperaturas. É muita pressão! O sábio disse que esse processo acontece com o homem por meio dos elogios e exposição ao sucesso. Tenho para mim, que o reconhecimento é bom, muito bom; mas o excesso de reconhecimento acaba por mexer com a essência da pessoa. Espiritualmente há meios providos por Deus e pelas disciplinas espirituais que tornam o processo bem eficiente para que a pessoa atinja uma postura de não mais ser afetada pelo bichinho do poder. José foi submetido a essa dieta desde muito cedo. Quando ele teve seus primeiros sonhos, ele passou a ser pressionado pelos irmãos e vigiado de perto pelo pai. Ele era persistente e os familiares eram dispostos a resistir e trabalhar para que isso não viesse a acontecer. José foi parar submundo das prisões do Egito e passou o final de sua adolescência, toda sua juventude e um bom pedaço da vida adulta se especializando em não ser ninguém. Não ser reconhecido, não ser visto e não ter crédito por nada que fizesse. José servia, só servia e por melhor que servisse, só se credenciava para servir mais. Enquanto o ego de José era triturado e moído naquelas masmorras, sua fé e sua intimidade com Deus cresciam e o fortalecia, de maneira que a alegria e a satisfação de SER ALGUÉM era tão forte que suprimia a necessidade de visibilidade e reconhecimento. José cresceu de dentro para fora, ou se preferir, de baixo para cima. Ele estava edificando os alicerces de sua futura vida pública. Quando ele emergisse daquelas sombras, estaria pronto para brilhar sem se orgulhar e sem buscar bajulações. Não é verdade que alicerces, são fundamentos inferiores, submersos, escondidos e que não aparecem, mas são eles que dão sustentação para toda a edificação que aparece? O tempo se encarrega de revelar as edificações com estruturas falhas e negligentes. Todos nós no serviço e nos exercícios ministeriais sonhamos em realizar um grande e maravilhoso trabalho. Mas quantos se ocupam dos fundamentos? Quantos se permitem passar tempos obscuros para se preparar? Quais são as suas bases? Quanto de pressão suportará e continuará produtivo? Também não exagere na profundidade. Profundeza demais pode estourar seus tímpanos. Esse é um lema dos mergulhadores.

Pai, graças podemos te render pela tua escola de treinamento para servir no teu reino. Aprendemos com Jesus, com o Espírito Santo e podemos observar os irmãos que já passaram por situações com as quais nos identificamos. Cada um no seu devido tempo e lugar, sempre teremos as pressões próprias da função e do alcance da nossa influencia. Mas a razão principal do nosso servir é produzir honra e glória ao teu santo nome. Oramos por sabedoria e capacidade de aprender e continuar aprendendo em todo tempo. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Foi Deus Que Fez

Meditação do dia: 07/11/2020

Depois disse Faraó a José: Pois que Deus te fez saber tudo isto, ninguém há tão entendido e sábio como tu.(Gn 41.39)

Foi Deus Que Fez – Nos rudimentos mais simples da comunicação aprendemos que há três elementos principais: Quem fala, com quem fala e de quem se fala. É o conhecido “Eu, Tu, Ele ou na versão plural, Nós, Vós e Eles. Faraó falava com José a respeito de Deus e na simplicidade dos termos ele reconhecia a graça de Deus em compartilhar com os humanos e mais diretamente a ele, o governador de todo o Egito. Pela sua incapacidade de entender a mensagem, o próprio Deus, que não era um dos deuses conhecidos do Egito, mas antes, o Deus a quem José servia, deu junto com a mensagem, alguém capaz de interpretá-la de forma que pudesse se tornar compreensível e praticável. Comunicação não é necessariamente o que se diz, mas o que se entende, sempre foi assim e continuará por todo o sempre. Quando escreveu aos Coríntios, para ensinar sobre a prática correta dos dons carismáticos, o Apóstolo Paulo citou a importância da comunicação. Porque, se a trombeta der sonido incerto, quem se preparará para a batalha? (I Co 14.8). Isso é uma premissa importante do relacionamento pessoal com Deus, pois se creio que Deus existe, que ele fala, então preciso acreditar que ele consegue se comunicar e não apenas emitir sons. Por que Deus enviaria uma mensagem importante e que ninguém pudesse discernir e interpretar? Jesus, nos seus dias ensina seletivamente quando pretendia que apenas parte da audiência entendesse de fato os seus ensinamentos. Ele, respondendo, disse-lhes: Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado; Porque àquele que tem, se dará, e terá em abundância; mas àquele que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado. Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem (Mt 13.11-13). Quero destacar aqui no ensino do Mestre: Primeiro, a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus… Há mistérios espirituais no reino dos céus e nós somos responsáveis por conhece-los. Em segundo lugar, àquele que tem, se dará, e terá em abundância… Exercício da responsabilidade, quem tem se credencia para receber mais e que não tem, corre o risco perder o pouco ou a oportunidade de ter. E por último, “…porque eles, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem.” Deus age, opera ou trabalha, como queiram, pelo princípio do exercício da responsabilidade pessoal. Ninguém é obrigado à nada, ele propõe os caminhos da vida e da bênçãos e as pessoas exercem o seu direito de escolher e a cada escolha corresponde uma consequência. Assim quando a pessoa escolhe confrontar e desafiar a sabedoria divina, para seguir seus próprios caminhos, ele perde a capacidade crítica de discernimento verdadeiro e fica apenas no plano sensorial. Eles conhecem e aprovam apenas aquilo que suas faculdades físicas e emocionais lhes permitem. Se não podem ver, ouvir, tocar e sentir ou comprovar racionalmente, não existem ou não aceitam. O uso da fé fica nulo. E sabemos que sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11.6). Qualquer pessoa pode ter iluminação espiritual e fazer uso desse conhecimento. Estamos vendo isso acontecer com Faraó, na sua interação com José, que de fato era servo de Deus e conhecia seu caráter e era adorador praticante. Deus falou com o rei e ele agiu para entender e quando entendeu tomou providencias para que a revelação de Deus fosse praticada como medida de estado, porque assim é que ela seria válida e salvaria vidas. Esse conhecimento não é salvador, mas daí abre-se as oportunidades para que o Evangelho seja comunicado com o propósito redentor. Nós encontramos isso por toda a Bíblia. De Faraó contemporâneo de Abraão, até César, Constantino e na história das nações. Fecho com o texto de Romanos: Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu (Rm 1.21). O texto mostra que existe ação e escolha nas decisões tomadas.

Pai, graças te rendemos por sabermos das tuas intenções para conosco. Estávamos chamando a nossa atenção por algum tempo, quando viemos a perceber e dar atenção a voz do Espírito Santo. Sou agradecido por me escolher para pertencer a ti e servir na tua causa. Obrigado por compartilhar conosco os mistérios do reino dos céus e assim podermos abençoar as pessoas a quem desejas comunicar a tua vontade. Como igreja, estamos disponíveis para te honrar e glorificar. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Acharíamos Um Homem Com Este?

Meditação do dia: 06/11/2020

E disse Faraó a seus servos: Acharíamos um homem como este em quem haja o espírito de Deus?(Gn 41.38)

Acharíamos Um Homem Como Este? – Estaríamos falando aqui sobre perfil? Sobre capacidades? Sobre Habilidades ou um conjunto de tudo isso? O mercado de trabalho nos nossos dias lida com demanda e oferta e onde tem um, tem o outro. Selecionar candidatos adequados, com o perfil exigido se tornou uma habilidade e até uma profissão com especialização. Há pessoas contratadas somente para contratar pessoas; há empresas e escritórios especializados nesse nicho de mercado. Também existem as necessidades de alto escalão, sendo para isso levado em conta com muito peso a escola de formação; aqui no Brasil, quem por exemplo fez Unicamp, U.F. São Carlos ou ITA, nas suas respectivas áreas estão bem recomendados. Para escalões ainda mais altos, se for finanças e economia, os Chicago’s Boys se saem bem; para gestão e administração, Harvard deixa qualquer um bem na fita e se for tecnologia, MIT de massassusetts é sempre uma boa pedida. Claro que há muitas outras boas ofertas em muitos lugares. No universo da Teologia e ministérios pastorais também há destaques e grifes. Muito bem! Faraó se ligou rapidamente que Deus lhe havia dado uma oportunidade de fazer a diferença e para obedecer a previsão divina, ele precisaria de alguém altamente qualificado e que pudesse gerenciar toda a complexidade daquela operação e com bem pouco tempo para se preparar. De onde viria tal pessoa? É evidente que na corte e no Egito antigo ´já havia escolas e eles eram avançados até para os nossos padrões atuais de conhecimento e tecnologia. Eram bons e famosos em medicina, engenharia, matemática, navegação, agricultura, engenharia bélica e outras tantas. Ali mesmo, na frente de Faraó, já deveria estar presentes diversos ministros e nobres com notáveis habilidades, que certamente se candidatariam a preencher uma vaga dessas assim que o rei especificasse os critérios que pretendia. Aqui entra o imponderável e o misterioso agir de Deus. Como comentou uma leitora dessas meditações, que Jesus sempre utilizava uma situação para resolver outra e para resolver o problema de José, Deus criou uma situação para Faraó. No final foram resolvidos ambos os problemas e todos ficaram felizes, porque um era a solução do outro. (Obrigado Luiza). Faraó deu a resposta fazendo uma pergunta retórica, aquela que fazemos só por fazer porque a resposta está obviamente implícita: Acharíamos um homem como este em quem haja o espírito de Deus?” Me imagino na sala de audiência ali perto, só observando a cena. Com a pergunta, Faraó também desarticulou qualquer falsa pretensão de alguém tentar se infiltrar na nova posição a ser criada, porque seria de altíssimo status, poder e prestígio. A percepção de Faraó foi muito aguçada, porque ninguém melhor para lidar com uma situação crítica, do que alguém que consegue prevê-la e apresentar soluções simples, práticas e mensuráveis. Além do mais, se Deus estava envolvido e os avisara e entre todos os sábios do império ninguém foi capaz de captar nada, somente José, por que não, ele ser a resposta divina? Algum cabeça raspada com turbante bordado de fios de outro em linho fino, poderia perguntar: Majestade, qual o currículo desse homem? Outro já levantaria o dedo e diria: Ele foi trazido aqui direto da prisão. Que buchicho!!!! Alguém aí já percebeu que em TODAS as situações críticas registradas nas Escrituras, em todas elas Deus sempre tinha um homem pronto, preparado e que não decepcionou? Sabe por que? Existe alguém que entenda mais de administração, gestão macro do que Deus? “Então respondeu Jó ao SENHOR, dizendo: Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido” (Jó 42.1,2). Quero citar duas referencias que confirmam o Modus Operandi do Senhor visto em toda a Bíblia. “Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; Para que nenhuma carne se glorie perante ele” (1 Co 1.27-29). “E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte” (2 Co 12.9,10). Deus sabe do quando estamos suscetíveis à vaidade e à vanglória! Atingir esse nível de compreensão que o apóstolo Paulo alcançou é maravilhoso. É também um desafio e um alvo para ser buscado por todos nós.

Pai amado, obrigado por nos dar o seu Espírito Santo para habitar em nós e nos guiar em todo o processo de crescimento e maturidade na lida com o sagrado e com o compromisso de abençoar onde estamos inseridos e fazer a diferença. Se Faraó podia ter discernimento espiritual suficiente para perceber a pessoa abençoada que estava à sua frente, certamente podemos ser bênçãos hoje e discernir a tua vontade para os nossos dias e ser sua voz de amor e compaixão. Como teus filhos. Pedimos aquela sabedoria lá do alto, pura, pacífica, tratável, cheia de misericórdia e bons frutos, para que façamos a diferença para a tua glória e honra. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Que Disse Faraó

Meditação do dia: 05/11/2020

E disse Faraó a seus servos: Acharíamos um homem como este em quem haja o espírito de Deus?(Gn 41.38)

O Que Disse Faraó – A primeira impressão é a que fica! Parece marketing de serviços gráficos ou de venda de impressoras; mas na verdade é uma sabedoria popular bem antiga, que procura definir a imagem de uma pessoa pelos seus primeiros atos, logo na apresentação. Não é uma ciência precisa, pois se trata de uma idéia comportamental que procura enquadrar as pessoas para produzirem um bom comportamento inicial. Todos já vimos exceções a isso, quando o primeiro contato é muito ruim e depois e revertido e também quando o cartão de visita é maravilhoso mais depois não se confirma. No caso do nosso texto de meditação de hoje, a impressão inicial que José deixou no Faraó e nas demais autoridades presentes, foi plenamente confirmada a posteriori. O rei ficou muito impressionado com a presença de espírito daquele jovem e aqui entramos nós com a observação e a comparação como padrão de atitude a ser tomada por cada um de nós, no exercício da nossa vida em relação às demais pessoas que nos cercam. O que era esperado de José pelo Faraó? Qual a expectativa dos sábios e nobres que não haviam conseguido ajudar o rei? Quem fez a indicação, no caso, o copeiro-mor, o que ele esperava? E o próprio José? Mas vamos aos fatos: O que foi na verdade que Faraó percebeu muito claramente, e que também foi evidente para todos os presentes ali? Que José era uma pessoa em que a presença do Espírito de Deus era claramente notada por qualquer um. Isso me remete a um dos meus textos  favoritos: O que ama a pureza de coração, e é amável de lábios, será amigo do rei (Pv 22.11). Temos muitas situações e pessoas na história bíblica que comprovam essa tese, de Salomão e já evidenciada por José diante de Faraó. O jovem Davi, antes de ser quem veio a ser, compareceu diante do rei de Israel e a descrição é muito parecida com essa no antigo Egito. Então respondeu um dos moços, e disse: Eis que tenho visto a um filho de Jessé, o belemita, que sabe tocar e é valente e vigoroso, e homem de guerra, e prudente em palavras, e de gentil presença; o Senhor é com ele. Assim Davi veio a Saul, e esteve perante ele, e o amou muito, e foi seu pajem de armas. Então Saul mandou dizer a Jessé: Deixa estar a Davi perante mim, pois achou graça em meus olhos(1 Sm 16.18,21,22). Os registros sobre a rainha Ester também descrevem uma pessoa cativante e que deixava uma ótima primeira impressão e o nível de espiritualidade e relacionamento com Deus veio se confirmar quando se fez necessário. “E a moça pareceu formosa aos seus olhos, e alcançou graça perante ele; por isso se apressou a dar-lhe os seus enfeites, e os seus quinhões, como também em lhe dar sete moças de respeito da casa do rei; e a fez passar com as suas moças ao melhor lugar da casa das mulheres. “Chegando, pois, a vez de Ester, filha de Abiail, tio de Mardoqueu (que a tomara por sua filha), para ir ao rei, coisa nenhuma pediu, senão o que disse Hegai, camareiro do rei, guarda das mulheres; e alcançava Ester graça aos olhos de todos quantos a viam. E o rei amou a Ester mais do que a todas as mulheres, e alcançou perante ele graça e benevolência mais do que todas as virgens; e pôs a coroa real na sua cabeça, e a fez rainha em lugar de Vasti” (Et 2.9,15,17). O que Ester era em casa, foi na apresentação no Palácio e um ano depois ao se apresentar ao rei. Ela não se deslumbrou com nada daquilo e a coroa lhe ficou muito bem. Poderíamos dizer isso de Daniel e seus amigos, e outros mais, que não se impressionaram com a majestade, o palácio, a oportunidade e nem os elogios. Todos eram pessoas focadas em Deus e no compromisso com sua missão de vida. Para não prolongar mais, a pergunta do dia: Qual é a primeira impressão que as pessoas tem de mim e de você quando somos solicitados a contribuir para uma solução?

Senhor, a nossa oração é por graça e o teu favor sobre nossas vidas. Certamente esses teus servos foram disciplinados, diligentes e humildes o suficiente para saberem o papel que precisavam desempenhar e ser bênção para encontrar soluções onde os demais não haviam conseguido. Se tens nos colocado em condições de sermos a resposta, então precisamos ser uma boa resposta e produzir consolo e conforto nos corações ansiosos e preocupados que nos procuram. Somos agradecidos por tudo que pode acontecer de bom, quando somos fiéis e disciplinados no trabalho de servir. Jesus sempre será o nosso melhor modelo e exemplo e o louvamos por isso. Amém.

Pr Jason

Uma Boa Palavra

Meditação do dia: 04/11/2020

E esta palavra foi boa aos olhos de Faraó, e aos olhos de todos os seus servos.(Gn 41.37)

A Boa Palavra – Nada como estar no lugar certo, na hora certa e com as pessoas certas. Para José deve ter sido um dia muito especial! Levantar pela manhã para encarar a rotina de todos os dias, fazer as mesmas atividades, ficar olhando para a porta de entrada esperando alguém vir com alguma novidade, que nunca chegava. Mas chegou e foi para fazer diferença permanente. Gosto de pensar nessa situação porque José estava pronto o tempo todo e quando a oportunidade surgisse ele estaria em condições de segurá-la. Mas também tem as variáveis que nunca dominamos, mas sabemos que elas existem. Se um colega de prisão lhe perguntasse: “E agora José? Vai pedir ao fará para rever seu caso e pedir clemencia para sair daqui?” Ele provavelmente diria que sim, e que estaria orando o tempo todo para alcançar o favor do homem forte do Egito e quem sabe voltar para casa, em Canaã. De uma hora para outra tudo virou! Quem diria? Era Faraó que agora alimentava esperança de ser ajudado e encontrara em José as respostas para todos as suas aflições. Ele não sabia o significado dos sonhos, muito menos que teria que agir rápido para evitar uma aniquilação. Provérbios diz: A ansiedade no coração deixa o homem abatido, mas uma boa palavra o alegra (Pv 121.125). Naquela manhã de apreensão para José e de angústia para Faraó, as duas coisas foram resolvidas com uma única ação de Deus através de uma boa palavra. Para o monarca, só saber o que significava o seu sonho já seria uma grande ajuda. Saber como aplicar as medidas que reverteriam a catástrofe anunciada, poderia até ser solucionado através dos seus ministros e sábios, que se poriam a fazer cálculos e traçar caminhos, mas sem convicções de que realmente estariam construindo soluções. José fez mais do que interpretar os sonhos, como também apresentou em questão de minutos todos os cálculos e soluções que viabilizaria o projeto todo. José foi unanimidade naquela manhã! Que bênção, ser mensageiro de boas notícias e fazer um bom trabalho. Nem Faraó e muito menos José tinham ainda consciência da grandeza e da extensão daquilo que estavam realizando naquela audiência. José só queria justiça e sair da prisão e Faraó só queria que alguém, qualquer um lhe deve a interpretação do seu sonho. Deus tinha expectativas maiores e mais abrangentes para os dois e através dos dois. O poder temporal do rei e a capacidade administrativa de José unidos poderiam desencadear muitas coisas boas e grandes. A obra de Deus é singular sempre. Nesse caso em particular, Faraó não perdeu poder ou prestígio e José recebeu mais do que ele esperava e sem  ocupar o espaço de ninguém, muito pelo contrário, ele pode elevar vários outros para tornar possível um grande projeto. Para um servo, a realização é servir num grande projeto e à alguém que reconheça  seu valor. Ambos se viram privilegiados de servir a Deus e realizar algo maior que eles próprios. Que sejamos instrumentos nas mãos de Deus e à serviço do Reino que é muito maior que todos nós juntos. Deus reconhece o seu valor e a tarefa que lhe conferiu é  importante, mesmo que aos olhos humanos não se apresente tão ilustre. Sirva, apenas sirva com fé e boa vontade.

Pai, obrigado pela oportunidade de servir e fazer alguma coisa que pode fazer a diferença na vida de alguém. Cada um de nós tem um papel a ser realizado e cada tarefa tem o seu valor e quando tudo estiver terminado, todos nos alegraremos juntos pelo que fizemos por obra e graça do Espírito Santo agindo através de cada um. Submetemos nossa capacidade ao teu comando, porque o Senhor conhece o projeto inteiro e sabe qual etapa está no momento certo de receber atenção. Agradecemos o privilégio de servir e nesse serviço encontramos valor e dignidade, realização e senso de pertencer a algo maior do que nós mesmos. Oramos com gratidão, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Perece Ou Não Perece?

Meditação do dia: 03/11/2020

Assim será o mantimento para provimento da terra, para os sete anos de fome, que haverá na terra do Egito; para que a terra não pereça de fome.(Gn 41.36)

Perece ou Não Perece? – Um ancião muito sábio tinha sempre bons conselhos e boas palavras para todos que lhe procuravam. Alguns garotos agindo no ímpeto da juventude resolveram comprovar a possibilidade do ancião não ser assim tão sábio e um desafio à altura provaria isso. Pegaram um pequeno pássaro e foram até o homem e lhe apresentaram uma questão: Escondendo o passarinho às costas, perguntaram se o pássaro estava vivo ou morto. A tese deles seria contradizê-lo em qualquer das respostas; se ele dissesse que estaria vivo, era só apertar o pescoço e o bichinho estaria morto; se ele dissesse que estaria morto, eles o apresentariam abrindo a mão e o permitiram deixariam voar e assim, qualquer alternativa de resposta estaria fadada ao fracasso. O homem sábio, apenas respondeu calmamente: “O passarinho estará como vocês quiserem!” Fim da questão, eles não contavam com uma terceira alternativa. Todos os dias nos deparamos com escolhas a serem feitas e decisões a serem tomadas e muitas delas não tem quase relevância nenhuma, enquanto outras produzirá efeitos de longo prazo ou de impactos grandes na vida de muitas pessoas. Foi assim que José agindo como embaixador da vontade de Deus, disse a Faraó sobre o que estava para vir a todas as pessoas e à toda a nação e povos vizinhos. A fome virá em breve e será capaz de devastar toda a terra em tal medida que muitos senão todos perecerão. Aqui vem a pergunta: Perecerá de fato ou não? Veja bem, enquanto muitos estariam questionando o amor e a justiça de Deus no cuidado com as pessoas, José estava alertando de que a crise era contornável e os meios para isso estavam expostos diante de todos, dependendo mais exclusivamente sobre a vontade de Faraó agir ou não. Lembremo-nos do que a sabedoria divina nos ensina: Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar (1 Co 10.13). No caso do Egito antigo, está ali o exercício da autoridade, que tem em suas mãos o peso da responsabilidade de governar com sabedoria para o seu povo e prosperidade de todos. A fome viria, as pessoas poderiam ser alertadas e cada um poderia escolher provisionar suprimentos para si e seus familiares; mas é evidente que isso seria possível apenas para uma minoria da população. O estado deveria agir e tomar as medidas, fazer e regular os estoques e tudo isso recairia sobre a atitude da maior autoridade, que era Faraó e foi com ele que Deus tratou. O ministério de José era interpretar a mensagem de Deus para o rei. A responsabilidade de agir em benefício de todos era dele e ele decidiria como seria o futuro. Uma decisão apenas e muitas pessoas seriam afetadas para o bem ou para o extermínio. Líderes tem que assumir suas responsabilidades e conviver com elas. Embaixadores representam e falam em nome do seu governo. A igreja e os ministros representam o governo de Deus; não controlam as coisas e não ditam como elas devem acontecer. Cada pessoa precisa agir conforme suas instruções e no nível em que atua, a espiritualidade está em ser obediente e não em ser religioso, místico ou exercer domínio sobre os outros. Ser espiritual e salvar vidas para José e Faraó seria estimular a produção de alimentos em abundancia e recolher em grandes quantidades e preservar suas condições. Através do profeta Jeremias, o Senhor instruiu a separar uma coisa da outra: Que esses falsos profetas relatem seus sonhos, mas que meus verdadeiros mensageiros proclamem fielmente todas as minhas palavras; há diferença entre palha e trigo! Acaso minha palavra não arde como fogo?”, diz o Senhor. “Não é como martelo que despedaça a rocha? (Jr 23.28,29 NVT). Ser espiritual para Neemias era reconstruir muros e reparar construções destruídas. Para Ester era jejuar primeiro e depois fazer dois banquetes seguidos. Para a viúva dos tempos do profeta Eliseu, ser espiritual seria pedir vasos emprestados pra envasar azeite. Em Caná da Galiléia para alguns ali, ser espiritual era encher vasos com água. Para Faraó, seria investir no Agro Negócio. Diante de Deus, o que é ser espiritual para você hoje ou na sua vida?

Pai, graças te rendemos, pelo modo cuidadoso que administra todas as coisas, incluindo minha vida e nossas vidas todas. Nem só de pão vive o homem, mas também de pão e obediência à tua vontade. Havia uma vontade clara do Senhor para Faraó praticar e para isso José deveria estar pronto a fazer a sua contribuição. Hoje somos o teu povo e a tua voz e tuas mãos para também abençoar muitas pessoas e salvar muitas vidas. Individualmente há uma parcela de responsabilidade para cada um de teus filhos. Obrigado por nos chamar à fazer parte de tudo isso. Precisamos da sabedoria do alto e da capacidade de fazer escolhas acertadas. A bênção virá da tua parte. Oramos em nome de Jesus, por ações que façam a diferença hoje e no tempo determinado. Amém!

Pr Jason

A Arte de Ajuntar

Meditação do dia: 02/11/2020

E ajuntem toda a comida destes bons anos, que vêm, e amontoem o trigo debaixo da mão de Faraó, para mantimento nas cidades, e o guardem.(Gn 41.35)

A Arte de Ajuntar – O que é o que é? Quanto mais você tira, mais ele aumenta? Quando éramos crianças e algumas até bem grandinhos já, gostávamos muito de brincar de pegadinhas, o mais conhecido como “o que é o que é?” Aquilo claro, estimulava o conhecimento e o raciocínio, despertando a curiosidade para solucionar questões. Era um modo lúdico de filosofar popularmente. Gosto muito de aprender e todos que compartilham desse gosto, sabe que para aprender não tem hora, nem lugar e muito menos oportunidades. O mundo é um grande laboratório e uma enorme sala de aula com mestres distribuindo experiencias para todos os lados, é só entrar e se deliciar. Como cristão, a Bíblia oferece um universo inteiro de conhecimentos de alta produtividade, porque ela versa sobre os mais complicados temas da existência humana e porque não, divina, espiritual e sobrenatural. O que para muitos é apenas um livro antigo sobre religião e preceitos morais ultrapassados, para outros é Palavra de Deus, viva e eficaz, eternamente nova e atual e não só atual, como é futurista e desvenda segredos que ainda estão por vir e aí, quem viver, verá. Já que o nosso tema hoje é a arte de ajuntar, então vamos agregar mais sabor à nossa receita. Jesus falou sobre essa arte e ele tem autoridade sobre isso. Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha (Lc 11.23). A dualidade eterna, se há os que ajuntam, há também os que espalham. E se pode ficar do lado de Deus ou opor-se ao seu projeto. Andando com fé e disposição de servir aos propósitos de Deus, entraremos uma vontade soberana de Deus, que ao construir seu projeto, oferece momentos de recolher, ajuntar e momentos de espalhar, distribuir e semear. Para a civilização pós-diluviana Deus ordenou espalhar-se e colonizar toda a terra, mas eles escolheram fazer o contrário e não se permitir dispersar; claro que deu errado. E abençoou Deus a Noé e a seus filhos, e disse-lhes: Frutificai e multiplicai-vos e enchei a terra, E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus, e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra. (Gn 9.1; 11.4). Após a ressurreição, o Senhor ordenou a Seus discípulos a espalharem as boas novas do Evangelho por todo o mundo fazendo discípulos de todas as nações. Com o advento do Espírito Santo e o consequente avivamento em Jerusalém no dia de Pentecostes, surgiu uma igreja poderosa, cheia de sinais, prodígios e maravilhas, com conversões e milagres aos milhares, que maravilha! Quem quer se afastar de um ambiente desses? Ninguém, é claro! Então, qual o instrumento mais eficiente para produzir mudanças, transformações e criar novas possibilidades? CRISES! O progresso é alimentado por crises. Deus só precisou dar um estímulo a um jovem chamado Saulo de Tarso e em pouco  tempo a igreja estava espalhada, fervorosa e dinâmica por toda parte, aí veio a vez de Saulo experimentar de seu próprio “veneno.” E crescia a palavra de Deus, e em Jerusalém se multiplicava muito o número dos discípulos, e grande parte dos sacerdotes obedecia à fé.
E Estêvão, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo
(At 6.7,8). Cristãos demais juntos é como luzes demais iluminando o mesmo espaço, ou sal demais num único ponto da comida. O passa aqui, certamente está faltando ali. Foi assim que estava acontecendo; mas isso não difícil para Deus solucionar. E também Saulo consentiu na morte dele. E fez-se naquele dia uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judéia e de Samaria, exceto os apóstolos. Mas os que andavam dispersos iam por toda a parte, anunciando a palavra. E, descendo Filipe à cidade de Samaria lhes pregava a Cristo (At 8.1,4,5). José estava ajuntando cereais lá no antigo Egito, para saciar a fome física e natural do povo e assim realizar os propósitos divinos de desenvolver o seu povo e prepara-lo para receber a revelação especial de Deus, o que hoje conhecemos como a Palavra de Deus escrita e posteriormente ela viesse a se revelar como Palavra Encarnada, na pessoa de Jesus Cristo. Assim, precisamos entender que ajudar cereais e tudo o que envolve isso, como tecnologias, logísticas e outras tantas, era tão espiritual quando fazer missões ou plantar igrejas como conhecemos na Nova Aliança. Para servir a Deus não há distinção entre secular e sagrado. Tudo é sagrado, porque tudo termina em alcançar pessoa e conduzir à redenção. Assim, não existe trabalho ou função que não seja importante e dignificante. O zelador do templo precisa ser tão cheio do Espírito Santo e obediente quando o ministro de louvor, o pregador e o pastor. A dona de casa, a mãe que educa os filhos nos caminhos da Palavra de Deus e o funcionário público e o empresário, todos precisam viver pela fé e acreditar que seu trabalho é um ministério à Deus em primeira instancia e depois às pessoas, que são objetos do amor de Deus e do sacrifício de Cristo. Vamos ajuntar e juntar esforços pela boa causa que nos foi confiada?

Senhor, graças te rendemos pelo privilégio de servir em tua causa. Há oportunidade  para todos e em todas as etapas da obra. Consagramos nossas vidas e queremos utilizar bem os recursos e talentos disponíveis a cada um de nós. Dá-nos compreensão plena da tua vontade e de como podemos servir melhor e com maior produtividade no teu reino. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Anos de Fartura

Meditação do dia: 1º/11/2020

Faça isso Faraó e ponha governadores sobre a terra, e tome a quinta parte da terra do Egito nos sete anos de fartura,(Gn 41.34)

Anos de Fartura – “Não há bem que sempre dure e nem mal que não se acabe!” Não posso identificar a autoria desse pensamento, mas, a mim ele chegou através da minha mãe, a dona Alice. Parece que os criadores, gostavam mais do uso para justificar ou dar esperanças nos tempos difíceis. Há nele uma sabedoria aproveitável. Nos tempos de abundancia e fartura, deve-se desfrutar mas lembrando que existe o amanhã. O tempo bom, e de paz deve ser também o momento apropriado para renovar s forças, criar soluções e se preparar para os tempos difíceis. Quem observa a natureza, percebe esse princípio nitidamente; as árvores se revelam em cada estação o que estão esperando para a próxima, assim elas perdem as folhas, adormecem e poupam energia para serem utilizadas na estação seguinte. Os animais se abastecem e ganham peso, trocam os pelos ou penas e fazem migrações, adaptam as dietas e assumem até novos hábitos. O ser humano, mais capacitado, inteligente e o único que acumula recursos e conhecimentos que podem ser transferidos para as próximas gerações sem iniciar tudo do zero, também se mostra como o menos previdente. Quem não se lembra da fábula da Cigarra e da Formiga? O que José sugeriu e fez na prática posteriormente, foi utilizar as habilidades e conhecimentos disponíveis para administrar situações previstas. Sabendo que haveria sete anos de muita fartura e posteriormente a mesma quantidade de anos de extrema escassez e fome na terra, fazer um plano de contingenciamento, onde equacionaria pesados impostos para armazenamento de víveres suficientes para posteriormente com  racionalidade distribuir em condições de ultrapassar um longo período sem produtividade e  com os agravantes que o acompanhariam, como desemprego, queda de receitas financeiras, migrações, aglomerações populacionais próximas às fontes de suprimentos e aumento de riscos e violências. Ao invés de José sugerir reforçar a segurança e o abastecimento da corte e da elite, ele trabalhou para armazenar alimentos em todo o pais e em quantidade que eliminaria os riscos mais previsíveis da crise. Construir celeiros e centros de distribuição é mais eficiente econômico do que fortalezas e prisões. A Bíblia registar várias situações e pessoas que foram previdentes e se valeram da sabedoria espiritual de Deus para contornarem seus momentos difíceis. Podemos começar lembrando as multiplicações de pães realizadas por Jesus. Elas surgiram à partir de uma crise de abastecimento. Muitas pessoas foram para um lugar ermo, distante e sem provisões e claro, ficaram impossibilitados de retornarem em segurança para suas casas e olha que muitos justificariam seus atos dizendo que foram atrás de Jesus, de conhecimento e crescimento espiritual. É verdade, mas eram pessoas de carne e osso e comer é necessidade vital. Jesus fez o milagre, e ordenou que não se desperdiçasse nada do que sobrou após a refeição. Não é porque foi milagre, de graça, com fartura, que a inteligência e a responsabilidade se tornariam obsoletas. E Jesus tomou os pães e, havendo dado graças, repartiu-os pelos discípulos, e os discípulos pelos que estavam assentados; e igualmente também dos peixes, quanto eles queriam. E, quando estavam saciados, disse aos seus discípulos: Recolhei os pedaços que sobejaram, para que nada se perca. Recolheram-nos, pois, e encheram doze alcofas de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobejaram aos que haviam comido (Jo 6.11-13). Elias, após sua grande atuação no Monte Carmelo contra os profetas idólatras, empreendeu uma longa viagem, para chegar o Monte de Deus, e desanimou no caminho e foi socorrido por Deus de forma sobrenatural. “E deitou-se, e dormiu debaixo do zimbro; e eis que então um anjo o tocou, e lhe disse: Levanta-te, come. E olhou, e eis que à sua cabeceira estava um pão cozido sobre as brasas, e uma botija de água; e comeu, e bebeu, e tornou a deitar-se. E o anjo do Senhor tornou segunda vez, e o tocou, e disse: Levanta-te e come, porque te será muito longo o caminho. Levantou-se, pois, e comeu e bebeu; e com a força daquela comida caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus (1 Rs 19.5-8). Já imaginou nos super ingredientes desse pão, que deu forças para Elias caminhar quarenta dias e noites? Enquanto ele dormia, Deus providenciava suprimentos suficientes para a jornada inteira. Sempre antes da crise, Deus revela e prepara recursos. A questão toda fica para quem não presta atenção nos avisos ou administra mal as bênçãos recebidas e depois vai para a fila dos desesperados. Antes         de criar o homem, Deus criou a terra e colocou disponível todos os recursos para todas as gerações. A fome, a escassez e a miséria é tudo responsabilidade da má gestão humana em todo e qualquer sentido e isso será um trunfo ou uma carta na manga que o anticristo utilizará para se tornar atrativo e confiável. Poderíamos dizer: Quem viver, verá! Mas é possível que possamos dizer: “Quem está vivo, poder ver!”

Pai obrigado pela bênção da sabedoria e da boa gestão de recursos que deste ao homem, mas o pecado e o egoísmo corrompem até os meios criados para administrar a generosidade e beneficência. Pedimos sabedoria para sermos instrumentos da redenção e da boa vontade do Senhor para todos os povos. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason