Águas do Rio

Meditação do dia: 04/03/2022

“E se acontecer que ainda não creiam a estes dois sinais, nem ouvirem a tua voz, tomarás das águas do rio, e as derramarás na terra seca; e as águas, que tomarás do rio, tornar-se-ão em sangue sobre a terra seca.” (Êx 4.9)

Águas do Rio – Fazer a obra de Deus está muito voltado para seguir as instruções dadas por ele. O homem tem uma visão bastante limitada, mas ainda assim é chamado por Deus, o Criador de todas as coisas, para servir a ele por meio de servir ao próximo. O alvo do amor de Deus é gente, pessoas; Deus ama pessoas, de forma que praticamente todas as coisas terminam em pessoas; quando não é diretamente, isso tem uma finalidade de facilitar a vida das pessoas. Seguindo as orientações do Senhor iremos amar as pessoas e nos servir das coisas. Quando os valores estão invertidos ou errados, amamos as coisas e usamos as pessoas. Moisés estava sendo preparado para confrontar a Faraó para forçar a libertação do povo de Deus. Como ele iria resistir, Moisés recebeu instruções de como proceder para ser mais resiliente. Já escrevi anteriormente, e talvez até mais de uma vez, sobre o modo de Deus realizar sua vontade através de nossas vidas; ele sempre lança mão de meios naturais disponíveis para dali realizar milagres e sinais que testemunham da sua pessoa e do seu poder. Os egípcios consideravam o Rio Nilo mais do que sagrado, era uma divindade; assim Deus instruiu Moisés a tomar das águas do rio e operar milagres diante de Faraó. Além do milagre realizado à partir das águas, o rei do Egito seria desafiado e confrontado dentro do seu próprio terreno – como um deus dele, produziria algo repugnante e abominável? Na verdade, tudo aquilo era uma batalha espiritual travada entre o Deus Criador e os falsos deuses dos egípcios. Como um adorador do Deus verdadeiro, a quem atribuímos o poder e a glória, reconhecendo como aquele que criou todas as coisas pela palavra do seu poder, assim entendemos que todas as coisas pertencem a Deus. As águas do Nilo eram de Deus, o sol, a lua, as estrelas e astros, nada disso foi criado por qualquer outra entidade. A idolatria atribui falsamente o direito de ídolos sobre determinadas coisas, mas tudo pertence a Deus. Num contexto de alimentação, o apóstolo Paulo ensinou que nada deve ser rejeitado, por pertence a Deus e foi criado por ele. “Porque toda a criatura de Deus é boa, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graças. Porque pela palavra de Deus e pela oração é santificada (1 Tm 4.4,5). Pode ser que no exercício de sua vocação, Deus te oriente a lançar mão de coisas ou situações que aparentemente não faça sentido ou pareça comprometido com idéias que não seja prática comum entre os cristãos; busque o discernimento necessário, já que serve ao Criador e sustentador de todas as coisas.

Senhor, graças te damos por tudo que podemos perceber em nosso aprendizado e na tua maneira de ensinar para então servirmos com qualidade. Nossa vocação é para servir ao Senhor, servindo as pessoas que são a razão do ministério de Cristo, que deixou a sua glória e veio servir a humanidade e dar a sua vida por todos nós. Oramos com gratidão, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Possibilidades Extras

Meditação do dia: 03/03/2022

“E se acontecer que ainda não creiam a estes dois sinais, nem ouvirem a tua voz, tomarás das águas do rio, e as derramarás na terra seca; e as águas, que tomarás do rio, tornar-se-ão em sangue sobre a terra seca.” (Êx 4.9)

Possibilidades Extras – Nesse mundo em transformações, a única coisa permanente são as mudanças. O mesmo se pode dizer das pessoas, ao mesmo tempo que tudo parece ser uma mesmice, uma acomodação letárgica, ainda assim as pessoas mudam de posição, ainda que seja para não mudarem de posição. Eu explico: As pessoas querem mudanças em suas vidas, mas não querem arcar com o incômodo que toda mudança produz. Os hebreus estavam cansados da escravidão, sofrimento e exploração e pediram por libertação, reivindicando as antigas promessas, ou as promessas feitas aos antigos antepassados; quando chegou a hora de mudar, eles queriam, mas não queriam mais. OP técnico Wanderley Luxemburgo costuma dizer que “as vezes o medo de perder tira a vontade de ganhar.” Deus sabia dessa disposição do coração deles e quis preparar a Moisés para lidar com esse fator de frustração, antecipando-lhe os fatos e lhe dando um arsenal maior de possibilidades. Me recordo da experiencia desse mesmo povo, muitos anos depois, nos tempos do profeta Jeremias, entrando novamente em cativeiro depois de muitos anos de liberdade e vivendo como nação bem sucedida; os poucos remanescentes que foram deixados na própria terra, estavam assustados e queriam uma orientação precisa da parte de Deus e por isso pediram ao profeta que consultasse a Deus por eles, com a promessa de que obedeceriam as instruções que lhes viesse em resposta. Mas não foi isso que aconteceu quando a palavra de Deus lhes foi envidada. “E sucedeu que, acabando Jeremias de falar a todo o povo todas as palavras do SENHOR seu Deus, com as quais o SENHOR seu Deus lho havia enviado, para que lhes dissesse todas estas palavras, então falaram Azarias, filho de Hosaías, e Joanã, filho de Careá, e todos os homens soberbos, dizendo a Jeremias: Tu dizes mentiras; o Senhor nosso Deus não te enviou a dizer: Não entreis no Egito, para ali habitar (Jr 43.1,2). Conhecemos bem o final dessa história, que é também o que acontece ainda hoje, com quem age pelos mesmos caminhos. Uma observação jaseneana: Eles não tinham capacidade para ouvir a voz de Deus, por isso pediram ajuda de Jeremias, um profeta conhecido e respeitado. Quando ele trouxe a palavra de Deus, eles imediatamente tinham “discernimento” e capacidade espiritual de interpretar que o profeta estava conspirando. Foram destruídos por suas próprias incoerências. Andar pela fé é um exercício espiritual que necessita de prática constante. Ninguém nasce sabendo, assim também ninguém amadurece em um único dia e com uma única experiencia. Não é em vão que temos uma vaticinação profética contundente: “Porque eu, o Senhor, não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos” (Ml 3.6). Graças a Deus por sua imutabilidade!

Pai amado, somos gratos por fazermos parte da tua família especial, que é a Igreja, o Corpo de Cristo aqui na terra. Somos chamados ao crescimento e à maturidade espiritual através de andar em estreita relação de amizade e comunhão contigo. Somos gratos pela obra do Espírito Santo que nos guia a toda a verdade. Pedimos ajuda para lidarmos com a nossa inconstância e demora em aprender confiar em ti, embora tenhamos tantos testemunhos da grandeza e do poder do nosso Senhor nosso Deus. Misericórdia, oh Senhor, para que cresçamos a cada dia. Em nome de Jesus, receba a nossa oração, amém.

Pr Jason

Possibilidades

Meditação do dia: 02/03/2022

“E acontecerá que, se eles não te crerem, nem ouvirem a voz do primeiro sinal, crerão à voz do derradeiro sinal;” (Êx 4.8)

Possibilidades – Moisés estava sendo municiado pelo Senhor, para enfrentar um confronto de seus irmãos que certamente iriam duvidar das credenciais de Moisés como libertador. Deus na verdade estava antecipando para o seu servo, aquilo que era fato que aconteceria, mas no coração e na mente de Moisés aquilo não passava, não aconteceria; acredito que todos nós, em algum momento da vida tem uma “santa ingenuidade” de acreditar apenas no lado bom das coisas. Mesmo sabendo que a vida é incerta, imprevisível, insistimos em trabalhar na idéia de que ela é lógica e precisa. Quando chega a decepção, caímos na realidade e temos que voltar replanejar tudo. Alguém sábio, disse que a vida é muito curta para aprender tudo por tentativa e erros; precisamos aprender muito com os erros dos outros e também com o acerto deles, para ganharmos tempo útil e realizarmos muito mais no exercício da nossa jornada aqui. Essa nossa lógica inconsequente de que tudo será como idealizamos, é contrariado pela realidade do dia a dia. Moisés imaginava que pessoas em regime de escravidão, sofrendo e sendo oprimidas, simplesmente seguiriam um libertador. Acreditariam sem muitos problemas na sua palavra e pregação. Deus sabe que não é bem assim, e preparou por antecipação o coração e a mente dele para os momentos difíceis de resistência e incredulidade que enfrentaria, tanto da parte de Faraó e dos egípcios, quanto dos seu próprio povo. Já fiquei intrigado ate alcançar entendimento da situação em que Jesus operou uma cura, antecipada por uma pergunta que até então para mim, não fazia sentido. Veja: “Então Jesus, parando, mandou que lho trouxessem; e, chegando ele, perguntou-lhe, Dizendo: Que queres que te faça? E ele disse: Senhor, que eu veja. E Jesus lhe disse: Vê; a tua fé te salvou” (Lc 18.40-42). Na minha ingênua maturidade, entendia que “todo cego” gostaria de ver e isso era lógico! Mas a vida e a vivencia me mostrou não é bem assim. Se fosse hoje, alguns cegos, não gostariam de serem curados, por iriam perder a pensão e os benefícios que recebem do governo. Se forem curados, teriam que voltar a trabalhar e não compensaria. Preferem outro tipo de bênção, mas não a cura e a libertação. Escravos também não aceitam serem libertos, porque terão que assumirem suas vidas e as responsabilidades advindas da liberdade. Nas nossas vivencias de igrejas locais, encontramos irmãos que não querem crescer espiritualmente para não assumirem responsabilidades ministeriais que já sabem que Deus lhes entregou. As possibilidades são colocadas diante de nós e nos compete administrar todas elas. As pessoas irão acreditar ou não; irão nos ouvir ou não; mas a nossa responsabilidade é sermos fiéis a Deus e as verdades da nossa fé.

Senhor, obrigado por nos dar oportunidades de servir e abençoar as vidas das pessoas ao nosso redor. Buscamos sabedoria e discernimento para utilizarmos as oportunidades que se abrem diante de nós. agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Voltando ao Normal

Meditação do dia: 1º/03/2022

“E disse: Torna a por a tua mão no teu seio. E tornou a colocar sua mão no seu seio; depois tirou-a do seu seio, e eis que se tornara como a sua carne.” (Êx 4.7)

Voltando ao Normal – Estamos meditando e pensando nas experiencias de uma pessoa de grande estatura espiritual e que teve um relacionamento muito íntimo e pessoal com Deus. Moisés na sua trajetória pode ser uma excelente metáfora para a experiencia de vida cristã, para muitos de nós. Ele nasceu dentro de uma família piedosa, num período de muitas dificuldades, onde a sobrevivência de um filho era contrário a lei e o infanticídio era aparato de estado. À despeito de todas as circunstancias contrárias, ele nasceu, sobreviveu aos primeiros meses e quando ficou impossível para os pais humanos, o Pai Eterno assumiu o controle e cuidou muito melhor que qualquer possibilidade em sua família original. Vejamos que os pais de Moisés ficaram sem opções e só lhes restaram entregar o filho aos cuidados de Deus e foi justamente aí que o sobrenatural se manifestou, pois ele saiu da casa de escravos e foi para o palácio do Faraó – o mesmo que exterminava bebês passou a cuidar dele. Isso nos ensina que quando as coisas se tornam muito difíceis ou até mesmo impossíveis para nós, podemos entregar a causa ao Senhor e fazer isso com fé e alegria, pois Ele sabe cuidar de tudo para nós. “Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças” (Fp 4.6). Moisés cresceu, foi bem educado, recebeu formação e se tornou um homem graduado e respeitado como príncipe do Egito. Faltava-lhe porém a pós-graduação e essa veio no deserto de Midiã e agora está fazendo a conclusão de curso, numa audiência presencial com Deus lá no deserto próximo ao Monte Horebe. Temos aprendido com ele sobre essa entrevista e as experiencias práticas oferecidas pelo Senhor. Num trabalho intensivo, ele é encorajado a despir-se de suas próprias capacidades e adotar a graça e o poder de Deus, justamente porque iria fazer a obra de Deus. Depois de ver seu cajado virar cobra e virar vara novamente, agora ele viu sua mão ficar leprosa e com a mesma simplicidade de gesto sua mão estava “normal” novamente, tudo como antes. Que alívio! Um pouco de normalidade faz muito bem a qualquer ser humano! Se esse “normal” fora obra e graça de Deus é de fato maravilhoso, produz descanso e alento. O “normal” de Deus é bom, já o “normal” dos homens é um tanto quanto perigoso ou instável.

Pai amado, obrigado pela tua maneira providencial de interferir na rotina e normalidade da vida dos homens. Aquilo que nos faz confiantes e seguros, pode ser uma acomodação perigosa ou improdutiva. Estamos aqui para servi-lo e crescer no conhecimento da tua perfeita vontade. Assim, nos submetemos a tua sabedoria para o nosso próprio bem e para tua glória. Oramos agradecidos, nem nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Repetindo a Experiencia

Meditação do dia: 28/02/2022

“E disse: Torna a por a tua mão no teu seio. E tornou a colocar sua mão no seu seio; depois tirou-a do seu seio, e eis que se tornara como a sua carne.” (Êx 4.7)

Repetindo a Experiencia – A primeira experiencia de Moisés em colocar a mão no seu próprio seio e retirá-la leprosa foi assustador e é possível que ao longo dos próximos dias e anos ele foi aprendendo mais e mais com aquilo. No momento ele estava por demais ocupado e digerir o que lhe acontecia em tempo real. Fazendo uso de seus conhecimentos pessoais, ele sabia que lepra não tem cura, é excludente e antissocial; era um fator de terminar com qualquer carreira. Antes de prosseguir, desejo fazer uma aplicação contemplativa, didática e quem sabe reflexiva para a experiencia de cada um de todos nós; a questão é: Para que serve o conhecimento humano numa hora dessas? Me pondo no lugar de Moisés eu certamente ficaria com a cabeça inchada e dolorida de tanto pensar e tentar resolver algo que não seria para se resolver. Deus estava mais interessando em ensinar a seu servo sobre confiança e dependência dele, do que necessariamente sobre coisas sobrenaturais, doenças contagiosas ou outra qualquer coisa. Moisés não estava doente, nem infectado. Há coisas nesta nossa vida que não há como ensinar, só se pode aprender. Aqui estava uma situação dessas – ele precisa de um curso intensivo, rápido e eficiente sobre conhecer a Deus e essa era uma experiencia inesquecível e de grande validade em se falando de aprendizagem. Moisés não teve problema em obedecer ao receber a primeira ordem para colocar a mão no seio; ele sabia que não havia nada de mais e nem esperava ver acontecer nada, mas aconteceu, e foi assustador ver sua própria mão leprosa do nada, instantaneamente. Agora ele recebia uma segunda ordem, semelhante a primeira, agora? Nós já sabemos a resposta para o que irá acontecer, mas ele não sabia. E quando a experiencia é conosco? Deus nos dá uma ordem e acatamos de imediato, felizes por estar andando em fé e ouvindo a direção divina, então somos surpreendidos com resultados desastrosos. Pastores são enviados para determinado lugar ou igreja e vai na boa fé e logo de cara sofre baixas, pessoas deixam a igreja, aparecem doenças e dificuldades de todo tamanho e para todos os gostos… ou estamos orando por uma situação e as coisas vão de mal a pior… expectativas são frustradas e as pessoas fazem aquelas perguntas para as quais eles mesmos já tem as respostas e parecem que só querem nos encurralar! A próxima ordem de Deus será acatada por nós com a mesma naturalidade e obediência imediata? Moisés fez o que lhe foi instruído e o resultado foi melhor do que a encomenda – cura poderosa, instantânea e aliviadora. Estamos abertos a repetir experiencias? Esperamos coisas novas de Deus e continuamos confiantes? Pense! Reflita! Decida!

Pai, obrigado pelo dia de hoje e a nova oportunidade de aprender com as minhas próprias experiencias. Agradeço pela tua capacidade de ensinar muita coisa em pouco espaço de tempo. Obrigado pela tua sabedoria e pela bênção de poder aprender contigo em atividades que irão enriquecer a nossa comunhão. Agradecemos por tudo isso, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Branco é Bom?

Meditação do dia: 27/02/2022

“E disse-lhe mais o Senhor: Põe agora a tua mão no teu seio. E, tirando-a, eis que a sua mão estava leprosa, branca como a neve.” (Êx 4.6)

Branco é Bom? – Convenções – Já ouviu essa palavra? O Dicionário Oxford traz os seguintes termos: acordo sobre determinada atividade, assunto etc., que obedece a entendimentos prévios e normas baseadas na experiência recíproca. “convenções de sinais.” Prática, técnica ou recurso adotado ou estabelecido em determinadas atividades, especialmente. as artísticas. Ou seja, algo convencionado é tido por verdade e deve ser o padrão mais aceito. Por exemplo: Branco é paz – Azul é bom (no Brasil) – Verde é esperança – e em praticamente cada área tem verdades convencionadas que são meros acertos grupais ou regionais. Quando eu era criança, éramos ensinados que ao entregar uma faca a outra pessoa, o certo era pegar na lâmina e a pessoa pegaria no cabo. (sinal de confiança e não agressividade). Não estou pensando em colocar em dúvida ou apresentar uma nova versão sobre algo “branco como a neve;” nos registros de praticamente qualquer lugar, a neve é o parâmetro máximo para a brancura; nada é mais branco do que a neve. Em praticamente toda a Bíblia essa expressão significa isso, e está convencionado assim. O profeta Isaías fez uso da expressão para descrevera incrível capacidade de Deus perdoar os pecados e purificar uma pessoa, que alvo mais que a neve se oporia a vermelho ou carmesim. Vinde então, e argüi-me, diz o Senhor: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã (Is 1.18). Uma outra descrição similar mas com significado diferente está em Apocalipse, no primeiro capítulo, quando João recebe a revelação que descreve as qualificações de Cristo para ser o Redentor suficiente e capaz. E a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve, e os seus olhos como chama de fogo (Ap 1.14). Os cabelos e a cabeça de Cristo são descritos como extremamente brancos, como a lã ou como a neve. Aqui a descrição é de maturidade e experiencia suficiente para realizar a tarefa a que se propõe. Lá no deserto na experiencia de Moisés, ao retirar a mão do seu próprio seio ela se encontrava completamente tomada por lepra, em estágio avançado, de modo que a comparação com a brancura da neve, apenas significava que sua mão estava completamente contaminada, de modo que não haveria dúvidas em qualquer exame que se submetesse; até um leigo saberia daquela condição. Aqui, o “branco” não está associado ao mau ou mal, mas a uma condição de diagnóstico ou conclusão.

Pai amado, graças te rendemos pela tua fidelidade de caráter e a bondade do teu coração, que nos ama incondicionalmente e continuas generoso e doador. As nossas experiencias são importantes para nos ensinar, mas são as tuas palavras que validam e as tornam úteis e verdadeiras. Ao revelar a tua vontade de forma escrita aos homens, é evidente que utilizas as formas e os termos humanos que descrevem bem as suas experiencias e facilitam a compreensão. Palavras de Deus em forma de linguagem humana, mas pura e verdadeira, eterna tal qual o nosso Senhor. Somos gratos por ela e por tudo o que ela produz e realiza em nossas vidas. Em nome de Jesus, apresentamos a nossa gratidão e reconhecimento. Amém.

Pr Jason

A Lepra de Cada Um

Meditação do dia: 26/02/2022

“E disse-lhe mais o Senhor: Põe agora a tua mão no teu seio. E, tirando-a, eis que a sua mão estava leprosa, branca como a neve.” (Êx 4.6)

A Lepra de Cada Um – Esta experiencia de Moisés é foi um marco na sua vida e deve ser para cada um de nós, servos do Senhor, que também estamos em busca de intimidade com ele e de consagração ao seu serviço. Mas como já sabemos, ou espera-se que saibamos, antes de Deus trabalhar através de nós, ele trabalha em nós. Um Deus santo em todas as suas ações, trabalha para produzir em seus representantes essa mesma qualidade.  “Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo (1 Pe 1.15,16). Estamos falando de cada um termos a nossa própria experiencia de autoconhecimento na presença de Deus. Moisés “sabia tudo” sobre si mesmo, era o que ele possivelmente pensava, mas quando Deus lhe ordenou colocar e tirar a mão no seu seio, ele conheceu uma realidade até então inexistente e impossível de existir. Será? Será que tudo que sei sobre mim é realmente tudo que existe? Tudo que é possível saber? Agora sei que não sei nada mesmo. Lepra nas Escrituras é apresentada como sendo uma metáfora para o pecado que infectando o ser humano, o alija de tudo o que até então lhe era precioso e desejável. A pessoal ficava definitivamente excluída da sociedade, banida do convívio e teria que se exilar da convivência com os demais e se abrigar em alguma colônia de outros já infectados. A condição de vida se tornaria miserável, porque a pessoa não poderia praticar contatos sociais, trabalhar, e viver com a dignidade de antes. Agora deveria valer-se da solidariedade e bondade de seus familiares ou mesmo de estranhos para o suprimento de suas carências. Tudo o que ele fora ou tivera antes é deixado para trás definitivamente. Isso não era nada agradável e muito menos desejável. Saber disso, era como uma sentença de agonia permanente. Quando o homem pecador se torna verdadeiramente consciente de sua condição diante de Deus, ele realmente se sente desamparado e desiludido de tudo o que até então lhe dava prazer e segurança. O pavor da condenação eterna, da justa justiça divina e especialmente sobre a verdadeira condição espiritual, a pessoa quer a salvação o quanto antes possível. Tal figura também pode ser visto na condição de santidade para a comunhão com Deus. Vendo a beleza da comunhão, a veracidade da pureza de Deus e da autenticidade do seu caráter e ao mesmo tempo enfiar a mão no próprio seio e vê-la sair contaminada de lepra, é desesperador. O que torna a experiencia válida, é a aproximação de Deus, sem isso, a pessoa não vê e não percebe a real situação em que encontra. Lembramos da experiencia do jovem profeta Isaías: “No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi também ao Senhor assentado sobre um alto e sublime trono; e a cauda do seu manto enchia o templo. Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas; com duas cobriam os seus rostos, e com duas cobriam os seus pés, e com duas voavam. E clamavam uns aos outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória. E os umbrais das portas se moveram à voz do que clamava, e a casa se encheu de fumaça. Então disse eu: Ai de mim! Pois estou perdido; porque sou um homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de impuros lábios; os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos” (Is 6.1-5). É vendo o Senhor, que nos vemos de verdade!

Senhor, obrigado por permitir aos teus servos terem uma visão de ti e através dela, ver-nos a nós mesmos em nossa verdadeira condição. Também obrigado pela misericórdia demonstrada a nós em Cristo Jesus, o que não permite que sejamos consumidos em nossa condição. Obrigado pela graça, pela misericórdia e pela justiça divina, vinda até nós de fé em fé pelo sacrifício de Jesus lá na cruz. Em nome dele, agradecemos, amém.

Pr Jason

Intimidade Pessoal

Meditação do dia: 25/02/2022

“E disse-lhe mais o Senhor: Põe agora a tua mão no teu seio. E, tirando-a, eis que a sua mão estava leprosa, branca como a neve.” (Êx 4.6)

Intimidade Pessoal – Estamos meditando nas experiencias de Moisés no seu chamado e preparo para trabalhar a libertação do povo hebreu. Estamos sim, tratando de vocação, chamado específico para um trabalho específico. Não deixa de ser um quadro espiritual de profundidade elevada. Não estava acontecendo um evento social ou religioso, como se alguém estivesse se preparando para fundar uma religião ou coisa parecida. Gosto de pensar que há pouca coisa entre Deus e religião. Na Bíblia nos deparamos com a pessoa divina desde o início, onde lemos: “No princípio criou Deus o céu e a terra” (Gn 1.1). Ele continuou a obra de criação até surgir o homem, com quem manteve um estreito relacionamento, com encontros diários e mesmo assim, não se fala em religião, atividades de culto e solenidades. Posteriormente, após o pecado e o crescimento populacional, as pessoas começaram a invocar a Deus. “E a Sete também nasceu um filho; e chamou o seu nome Enos; então se começou a invocar o nome do Senhor” (Gn 4.26). Pensando nas experiencias dos patriarcas, Abraão, Isaque e Israel, todos eles permaneceram ativos na adoração ao Deus único e aquilo estava relacionado ao íntimo e particular de cada um, sendo ensinado e passado de pai para filho, como o Senhor havia recomendado a Abraão, para que no futuro viessem a ser uma grande nação e abençoasse todas as famílias da terra. Depois de muitos anos de cativeiro e sofrimento, os hebreus se voltaram para Deus e começaram a clamar por libertação, baseados nos relatos das promessas de Deus aos pais e patriarcas. Foi assim que em resposta ao clamor do povo e estando dentro do limite de tempo determinado para aquele povo retornarem às suas origens, na terra de Canaã. Deus chama Moisés, e é aqui que nos encontramos, pois Moisés e Deus estão dialogando no Monte Horebe, acertando os detalhes do chamado. Já meditamos em diversos aspectos daquele diálogo e estamos na fase onde o elemento humano apresenta suas fraquezas e limitações e tenta convencer a Deus, de que ele não é a melhor opção. Deus está   agindo para elevar a moral de Moisés e fazê-lo assumir a condição para a qual fora trabalhado desde antes do seu próprio nascimento. A vida dele fora uma sucessão de milagres, livramentos e provisões milagrosas, exatamente para deixa-lo apto para a tarefa. Quero destacar em poucas palavras aqui, que além das manifestações poderosas de Deus, o homem ou obreiro chamado, precisa ter a sua própria experiencia de conhecer a Deus, poder confiar nele e aprender a operar em seu nome, representando o seu caráter e a sua pessoa. Acrescente-se a isso que também é fundamental a experiencia de conhecimento pessoal, sua intimidade com Deus, mas também consigo mesmo. Colocar a mão no próprio seio é uma metáfora muito apropriada, sobre intimidade. Qual o resultado ou percepção quando focamos em nossa intimidade pessoal? Que é que sai desse contato? Talvez seja aquilo que nós, brasileiros chamados de “colocar a mão na consciência.”

Senhor, agradecemos muito a graça de sermos participantes da tua família e servir na tua causa. Estamos aprendendo que andar contigo, também é conhecer a nós mesmos e nos depararmos com aquilo que somos intimamente. Queremos pedir graça e sabedoria para sermos tudo aquilo que tens preparado para o teu povo através de nós. em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Motivo Dos Sinais

Meditação do dia: 24/02/2022

“Para que creiam que te apareceu o Senhor Deus de seus pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó.” (Êx 4.5)

O Motivo dos Sinais – Deus ésuficiente para si mesmo! Deus se basta, ele não precisa de nada, de ninguém e não sente falta, solidão, carência ou coisa do tipo. A trindade é uma comunidade perfeita, harmônica e suficiente, eles se completam como também são bastante em si mesmos individualmente. Você não compreende isso? Então está certo, nem eu e nem ninguém dentre os humanos conhece isso na prática. Nossa fé e comunhão com Deus nos leva a aceitar pela fé verdades que ainda estão distantes da realidade experimental, enquanto estamos limitados nessa existência física terrena. Entre nós, precisamos de garantias em quase tudo e em todas as nossas relações. Desde reconhecimento de assinaturas, carimbos, senhas, provas de vida e residência, comprovação de rendimentos, de paternidade, de autenticidade e por aí vai… tudo precisa ser comprovado e autenticado. O homem acabou trazendo isso para as relações da espiritualidade e do relacionamento com Deus. Falhamos do nosso lado, mas queremos que do lado divino, ele ofereça certas garantias de que fará o que promete ou nos dará aquilo que reivindicamos. Conhecendo a nossa estrutura, o Senhor não se sentiu ofendido, mas lidou bem com a situação. “Pois ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó” (Sl 103.14).  Ao lidar com Moisés, demonstrou seu poder e deu-lhe um arsenal de sinais poderosos que seriam humanamente difícil reproduzir, para que ele pudesse lidar com outros menos afortunado do que ele no que tange a um encontro pessoal tão próximo. Não seria apenas Moisés, os líderes ou o povo em geral que precisariam de evidencias maiores de que Deus realmente estava envolvido naquilo que Moisés viera lhes dizer e propor. O próprio Faraó e seus servos deveriam ser confrontados e desmascarados, para que a glória de Deus ficasse evidente. Quando João escreveu seu Evangelho, ele o fez com a finalidade de deixar claro para os cristãos daquele tempo e por extensão toda a posteridade da igreja, que Jesus Cristo, era de fato e de direito, divino, nada mais do que Deus encarnado. “Jesus, pois, operou também em presença de seus discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome (Jo 20.30,31). Deus não precisa ostentar poder e maravilhas para se auto-afirmar, ele o faz para que nossa fé cresça e se firme cada vez mais nele. Seus sinais são para nós.

Senhor, obrigado pela tua paciência, misericórdia e bondade para comigo e conosco os teus filhos. Somos falhos e fracos em nossa condição humana, mas fomos nascidos de novo, gerados de uma semente incorruptível que é a tua Palavra; agora como novas criaturas, podemos crer e nos realizar em tua fidelidade. Podemos crescer na fé e na prática das verdades que só podemos tomar posse pela fé e dependência de ti. Agradecemos a ajuda do Espírito Santo para nos conduzir nesse processo. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Tornando-se Vara Novamente

Meditação do dia: 23/02/2022

“Então disse o Senhor a Moisés: Estende a tua mão e pega-lhe pela cauda. E estendeu sua mão, e pegou-lhe pela cauda, e tornou-se em vara na sua mão;” (Êx 4.3)

Tornando-se Vara Novamente – “Depois da tempestade vem a bonança!” Isso é o que preconiza a filosofia popular; mas na prática as vezes depois da tempestade vem a enchente, o deslizamento, a inundação e a correria para não perder mais do que já está comprometido. Moisés depois do susto de ver sua vara se transformar em cobra, agora que encarou o desafio, novamente viu a cobra se tornar vara. Que alívio!! O aprendizado é parte do serviço assim como o serviço é a continuidade do aprendizado. Um discipulado completo ou bem feito inclui os dois aprenderem juntos um com o outro. O aprendiz pode ter muito potencial, como o tinha Moisés, e uma boa parte de treinamento que trouxera de sua etapa da vida como príncipe do Egito. Agora iria iniciar uma nova etapa onde todo o conhecimento, experiencia e vontade de vencer lhe seria muito útil, mas teria que ter disposição de aprender coisas muito simples, mas essencial para viver e servir pela fé. Os homens são cheios de expectativas de ver grandes coisas, mas são muito impacientes para ver os pequenos começos e o progresso até que as coisas aconteçam. Fui seminarista e depois fui professor e vi o mesmo filme se repetir diversas vezes. Perguntar a um pretendente ao ministerial sobre suas expectativas, é quase unânimes que a resposta será o desejo de pastorear uma grande igreja, realizar um grande ministério, fazer grandes cruzadas, pregar para multidões e fazer o que ninguém até hoje fez… Os anos se encarregam de provar e aquilatar a qualidade do material e a capacidade de perseverança, para tirar os planos da teoria e torna-los realidade. “Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um” (1 Co 3.11-13). Quanto mais cedo aprendermos as lições que Deus disponibiliza, melhor será, pois aquilo que nos parece muito natural, como o era o cajado para Moisés, de repente se torna uma cobra e nos mete medo, queremos fugir e desistir de tudo. Mas precisamos manter a concentração naquilo que verdadeiramente importa, que a disposição de seguir as instruções divinas, elas são tão eternas e permanentes, quanto ele mesmo. Aquilo que nos assusta, pode se tornar bênção e estimular a nossa confiança. O desafio pode ser revertido e poderemos ver a transformação da causa do nosso pavor, em motivo de confiança para continuar. Com Deus, a cobra se torna vara novamente. O medo se torna coragem e o desespero se torna esperança e fé. Ninguém foi chamado por Deus para fracassar! Nem você e nem eu!

Pai, graças devemos sempre tributar a ti, todos os dias, por todas as oportunidades que vem até nós. A tua Palavra afirma que somos mais do que vencedores por Cristo Jesus, o nosso Senhor. Podemos aprender com o choro, com a dor, com as experiencias difíceis e os desafios constantes, mas a nossa fé precisa permanecer inabalável, porque o nosso Deus é Todo-Poderoso, é maravilhoso, santo, justo e bom. Nossa fé é provada, mas crescemos e progredimos com tudo que está em nosso caminho. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason