O Quinto

Meditação do dia: 15/07/2021

“Há de ser, porém, que das colheitas dareis o quinto a Faraó, e as quatro partes serão vossas, para semente do campo, e para o vosso mantimento, e dos que estão nas vossas casas, e para que comam vossos filhos.” (Gn 47.24)

O Quinto – Aqui no Brasil, há uma expressão utilizada como xingamento ou rogação de praga, onde se diz: “O quinto dos infernos.” A expressão até ganhou a conotação de ser um lugar para onde se vai ou se manda alguém ou alguma coisa indesejado; quando na verdade a expressão, segundo alguns historiadores surgiu na época do Brasil colonial, quando estava sob o domínio do império português, e nos tempos de Tiradentes, houve aquela insurreição contra o aumento dos impostos, mais precisamente a taxação sob a extração do ouro, e a taxa subiria para vinte por cento, ou seja, um quinto, daí a expressão, “ quinto dos infernos!” Isso aludia a pobreza e peso sob o qual a população já vivia e subindo mais ainda a taxa, a condição ficaria ainda mais difícil. Eles eram felizes e não sabiam!!!! Hoje temos impostos que atingem mais de 50% do preço do produto, o quinto seria o belo desconto. Mas a bem da verdade, não somos daqueles que rogam pragas, não xingamos e nem amaldiçoamos ninguém. Valorizamos a nossa vocação como filhos de Deus, que sabem utilizar o poder das palavras que são poderosas sementes, que produzem aquilo que profetizamos. Temos orado pelo nosso país e continuaremos na intercessão, crendo que o poder da verdade e da justiça prevalecerá sobre o erro, o engano e a corrupção. Somos semeadores de amor e fé, e sendo filhos do Reino, estamos conscientes que um dia, muito em breve, aquele que há de vir, virá e governará na plenitude do seu poder com justiça e santidade, para todo o sempre. O que hoje é igreja verdadeira, estará participando da administração sob a autoridade de Cristo e para isso estamos exercitando a nossa mordomia, fazendo o certo e suportando as intempéries dessa vida, em nome de algo maior e melhor. José, um administrador por excelência, lidando com o que tinha em mãos, impôs um sistema tributário à população egípcia que perdurou por muito tempo, baseado na cobrança de um quinto da produção, sendo que tanto as pessoas, como os produtos e insumos todos pertenciam e eram fornecidos pelo estado (Faraó). Essa alíquota permitiria que todo o pais se reestruturasse e voltasse a produzir alimentos em suas terras férteis no delta do Nilo principalmente. A Palavra de Deus nos recomenda fazermos a nossa parte na construção de uma sociedade melhor e mais próxima de conseguir suprir as necessidades. “Por esta razão também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo sempre a isto mesmo. Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra (Rm 13.6,7). Apenas para efeito de confirmação de princípio, gostaria de incentivar os irmãos à fidelidade à sua fé e a uma boa consciência diante de Deus e dos homens, não se valendo de pressupostos de que o estado gasta mal e não devolve em benefícios sociais pelos tributos recebidos e com isso fugir da responsabilidade de ser correto. O fato de alguém não ser um bom exemplo de administração e honestidade, não nos libera para entrar nas mesmas práticas. Nossa razão de servir e fazer as coisas certas está em um nível mais elevado. Também vivemos pela fé e é Deus quem cuida nós e é responsável por nos prosperar, não o estado, ou os políticos. “E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens, Sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor, servis. Mas quem fizer agravo receberá o agravo que fizer; pois não há acepção de pessoas” (Cl 3.23-25).


 Senhor, nos consagramos a ti e confiamos que és Senhor de tudo e de todos e podes todas as coisas. Nossa vida está em tuas mãos, sob o teu governo e nisso descansamos e confiamos que estaremos bem, devido a tua fidelidade. Pedimos graça e força para persistirmos em fazer o certo e aquilo que esperas de nós, hoje e todos os dias, até que chegue o momento de reinarmos com Cristo no seu Reino e glória. Em nome de Jesus, oramos em fé, amém.

Pr Jason

A Importancia da Semente

Meditação do dia: 14/07/2021

“Então disse José ao povo: Eis que hoje tenho comprado a vós e a vossa terra para Faraó; eis aí tendes semente para vós, para que semeeis a terra.” (Gn 47.23)

A Importancia da Semente – A vida espiritual se assemelha em muitos aspectos com a vida natural que está espalhada por todos os lados que olhamos. Os céus repletos de estrelas e corpos celestes que cumprem propósitos que a maioria de nós não temos a mínima idéia; os campos, matas e florestas com seus universos particulares de vidas minúsculas e gigantescas convivendo e suportando umas às outros. Os Mares, os rios e seus encantos e mistérios cumprem todos um grande papel de dar a esse globo as mais perfeitas condições para a existência humana, que não pode existir sozinho, mas coexistir com tudo que o cerco e lhe serve de apoio. A perfeição da criação de Deus ultrapassa nossa capacidade de compreensão transcende à própria existência, que ainda extamos arranhando nas periferias de tudo que ainda está por se conhecer, descobrir, adaptar e desenvolver. O cristão bíblico, não tem como cultivar uma enorme gratidão a Deus e cultuá-lo por sua generosidade e graciosidade na distribuição da vida como um dom maravilhoso. Acreditamos na criação à partir de um Deus Todo-Poderoso, que ama e fez tudo de modo tão perfeito e belo, quanto útil e nele colocou o homem, para cultivar e desenvolver todo o seu potencial de forma a expressar a grandeza da glória de Deus, o seu Senhor e Criador. Das tantas maravilhas acessíveis a nós, das quais podemos falar e escrever de forma inesgotável, eu destaco hoje a minha grande admiração pela semente. As sementes são universais, são poderosos, quem sabe, de tudo que temos em termos biológicos nessa criação nada tem mais poder e potencial do que as sementes, não importa que tipo de sementes, elas são todas incríveis! São tão simples que podem ser cultivadas sem que se domine seus mistérios e capacidades. “dizia: O reino de Deus é assim como se um homem lançasse semente à terra. E dormisse, e se levantasse de noite ou de dia, e a semente brotasse e crescesse, não sabendo ele como. Porque a terra por si mesma frutifica, primeiro a erva, depois a espiga, por último o grão cheio na espiga” (Mc 4.26-28). Foram palavras do Senhor Jesus! Ele entende mais do que ninguém sobre criação, sementes e potenciais. Ao meditar num tema  tal qual esse, somos levados a imaginar o grande poder de Deus embutido em cada uma das milhares existentes por aí. Lá no Egito, nos dias de José, ele comprou tudo que havia para que pertencesse ao o Faraó, incluindo as pessoas e deu a elas alimento e SEMENTES. Esse é o melhor e mais assertivo meio de propagar e difundir a criação de algo novo e dar continuidade. Aquelas pessoas receberam o potencial de recomeçarem suas vidas, eles teriam que semear e desenvolver todo o ciclo de vida e repetir isso por quantas vezes tato quanto possível. Esse princípio também aparece na vida espiritual, individua e coletivo para os filhos de Deus. Muitas das nossas necessidades são supridas por Deus através de sementes que nos são dadas. Voce já imaginou que muitas sementes servem também como alimento e fazem parte da dieta humana? A pessoa precisa ter maturidade para saber diferenciar a semente da porção alimentar, senão ele come as sementes que foram dadas para multiplicar e o futuro é lastimável e de penúria, porque não utilizou corretamente o que lhe foi confiado. “E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará. Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, também vos dê pão para comer, e multiplique a vossa sementeira, e aumente os frutos da vossa justiça” (2 Co 9.6,10). Lidar com sementes exige ciência e aprendizado, que quanto mais esmero, mais produtividade. O texto de Isaías 28 nos versos finais tem lições muito interessantes sobre esse ensinamento; destaco aqui apenas uns poucos versos: “Porventura lavra todo o dia o lavrador, para semear? Ou abre e desterroa todo o dia a sua terra? Não é antes assim: quando já tem nivelado a sua superfície, então espalha nela ervilhaca, e semeia cominho; ou lança nela do melhor trigo, ou cevada escolhida, ou centeio, cada qual no seu lugar? O seu Deus o ensina, e o instrui acerca do que há de fazer” (Is 28.24-26). O que recebemos como sementes de Deus para servir?

Senhor, obrigado pelas lições e pelas preciosas sementes que me foram confiadas. Espero exercitar a sabedoria necessária para dar continuidade daquilo que está sob meus cuidados. Agradeço a oportunidade de semear também nos coração dos meus amigos e irmãos uma preciosa semente, poderosa e cheia da graça de produzir vida e edificação. Obrigado, por tudo, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Egito é do Faraó

Meditação do dia: 13/07/2021

“Assim José comprou toda a terra do Egito para Faraó, porque os egípcios venderam cada um o seu campo, porquanto a fome prevaleceu sobre eles; e a terra ficou sendo de Faraó.” (Gn 47.19)

O Egito é do Faraó – O sábio Salomão escreveu que tudo tem o seu tempo determinado e cumpre propósitos. Não temos nenhuma dúvida sobre isso. Examinando as Escrituras Sagradas, percebemos isso de forma muito nítida e a o testemunho da história está aí para confirmar aquilo que acreditamos e percebemos. Havia um grande propósito na vida de Jacó e sua grande família com doze filhos, que se rivalizavam entre si e cultivavam animosidade entre eles querendo o poder de influência no clã ou pelo menos tentando evitar que um deles chegasse nesse ponto. Essa rivalidade levou José para o Egito como escravo e a sua vida de fé o conduziu do calabouço até o palácio, emergindo da condição de servo para ser o homem mais poderoso do Egito, excetuando o próprio Faraó, no trono. Isso tudo cumpria uma finalidade e encaminhava o grande projeto de Deus para consolidar a promessa de dar a seu amigo Abraão uma nação abençoadora de nações. O custo dessa operação foi de fato muito elevado e demandou operações muito precisas da parte de Deus, através da instrumentalidade humana de muitas pessoas e seus cargos e funções para tudo estar lugar certo, na hora certa e atender as pessoas certas. Precisamos ver a grandiosidade dos feitos de José e de sua administração, para podermos compreender outras facetas da obra de Deus ao nosso redor ainda nos dias de hoje e tudo aquilo que alimentamos como promessas firmes para um futuro de bênçãos e sob um governo justo de Deus sobre essa mesma terra e reconstruindo tudo de bom e de belo que ele planejou, mas o pecado interferiu e provocou estragos. Vou deslocar um texto para facilitar a compreensão de algumas coisas. “Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar? Ou qual é o rei que, indo à guerra a pelejar contra outro rei, não se assenta primeiro a tomar conselho sobre se com dez mil pode sair ao encontro do que vem contra ele com vinte mil?” (Lc 14.28,31). O contexto imediato versa sobre discipulado e Jesus fala dos custos e dos cálculos antes de efetivamente tomar uma decisão. Para isso ele cita um construtor prudente e um rei sensato para ilustrar o princípio da administração de recursos necessários para uma operação. A conclusão é que quando Deus planejou essa operação de levar Israel para o Egito para transformá-lo em uma nação, ele planejou tudo e todos os gastos e custos. Não temos como saber todos os fatos e dados dos bastidores, mas vemos ele agindo para conduzir José ao lugar certo na hora certa e fazer planos de contingencia de calamidade extrema, provendo alimentos e provisões suficientes para passar pelos sete anos difíceis. A bênção da produtividade veio suficiente e a operosidade de José e seus comandados foram diligentes, previdentes e organizados de forma que estocaram suficiente para toda a população e ainda para abastecimentos de regiões vizinhas. Imaginemos que um pais inteiro com população grande, passar por sete anos de total improdutividade agrícola, que era sua principal vocação, exige um volume de estoque regulador muito grande. José fez isso e ficou em condições de trocar provisões por todo o patrimônio de todos os egípcios, excetuando os sacerdotes, que tinham cotas do rei. Faraó até então era rei e senhor de todos no seu império, mas não era proprietário de tudo, até que José comprou para ele todas as terras e todas as pessoas para o Faraó. Não podemos avaliar o peso disso, à luz do conhecimento e dos sistemas de vida que conhecemos hoje e como agimos para minimizar as catástrofes e dificuldades entre as nações. Mas percebemos a importância de homens de Deus, com um coração voltado para o bem e comprometidos com um ministério que abençoa pessoas, como foi José. Eu e você mui provavelmente não estamos com responsabilidades de uma nação inteira sobre os ombros, mas alguma esfera de influencia pesa sobre nossos ombros. Uma congregação local, uma obra social ou mesmo um departamento ou ministério de ajuda humanitária e beneficência, e ainda assim, precisamos ser fiéis e comprometidos. Jesus ao ascender aos céus nos deu uma grande comissão e espera que façamos nossa parte na missão para que ele possa voltar e dar os próximos passos no seu plano eterno. Não somos responsáveis pelo mundo todo, ou nossa nação toda, quem sabe, nem mesmo nossa cidade inteira, mas uma parcela nos cabe e essa é a nossa missão.

Senhor, obrigado por nos amar de tal maneira que deste o teu único filho para morrer por nós lá na cruz. Agora estamos comprometidos com o teu reino e essa é a tua vontade para as nossas vidas e aqui está a nossa missão, que é também a nossa razão de ser e servir a ti em resposta ao teu grande amor e investimento em nossas vidas. Te amamos e queremos ser fiéis e obedientes naquilo que nos diz respeito. Pedimos sabedoria e forças para fazermos aquilo que esperas de cada um de nós. oramos em nome de Jesus. Amém.

Pr Jason

Vidas Humanas à Venda

Meditação do dia: 12/07/2021

“Por que morreremos diante dos teus olhos, tanto nós como a nossa terra? Compra-nos a nós e a nossa terra por pão, e nós e a nossa terra seremos servos de Faraó; e dá-nos semente, para que vivamos, e não morramos, e a terra não se desole.” (Gn 47.19)

Vidas Humanas à Venda – Ao compartilhar meditações que escrevo como um exercício de aprimoramento pessoal e espiritual, sou desafiado diariamente a produzir um texto sobre um tema que tenha utilidade e possa promover a edificação espiritual e intelectual dos irmãos e amigos que me prestigiam, lendo diariamente e ou com certa assiduidade que muito me honra. Em muitos desses textos, deixo transparecer minhas impressões e marcas pessoais das experiencias com Deus e sua Palavra. Ao longo dos dias, vamos aprendendo a aprender e à medida que crescemos, levamos junto conosco a bênção dessa comunhão e amizade no  gosto pela literatura, ainda que não sei se esses textos seriam dignos de entrar para essa categoria. Vi nesse versículo, que também utilizamos ontem, uma citação que me remeteu a uma das grandes experiencias da minha vida em termos de ter os olhos abertos para perceber num texto uma verdade tão grande, que mesmo estando ali à milhares de anos e eu a ter lido diversas vezes, nunca tinha me atentado para o profundo significado daquelas palavras. Aqui, em Gênesis, nessa experiencia de José recebendo pessoas e mais pessoas, famintas, necessitadas e carentes, sendo que muitas delas, em tempo bem recente, digamos, menos de cinco anos, eram pessoas livres, prósperas, com patrimônio pessoal e familiar, talvez herança de família que vinha passando à gerações e agora estavam implorando para serem compradas, porque não lhes restavam mais nada e elas se ofereciam para que caso José, representando Faraó e o governo tivessem interesse em não deixar a vida e a espécie humana se extinguir do reino, que estava fadado ao desalento e aniquilamento pela fome e a morte. Todos, uma dia foram súditos do reino e do rei, agora pediam para serem servos, propriedade do rei e do estado em troca de sobreviverem. Isso me remeteu a um quadro mental do futuro, que agora não está mais distante, quem sabe, como o fora para aqueles antigos egípcios. Lendo o Livro de Apocalipse certa vez, não muitos anos atrás, me deparei com a expressão que parecia saltar das páginas e confesso que fiquei assustado, a ponto da respiração ficar ofegante e o coração acelerar as batidas, sob o efeito daquele texto, que transcrevo a seguir: “E canela, e perfume, e mirra, e incenso, e vinho, e azeite, e flor de farinha, e trigo, e gado, e ovelhas; e cavalos, e carros, e CORPOS E ALMAS DE HOMENS (Ap 18.13). Na cidade do pecado e comércio mundial (à meu ver, ainda será construída no Oriente), entre mercadorias, bens e serviços disponibilizados comercialmente, estão também CORPOS E ALMAS de pessoas. Até certo ponto, acostumamos ouvir falar de prostituição, onde a pessoa “vende o seu corpo, uns por prazer e outros por sobrevivência e alguns por exploração e escravidão dissimulada, que governos e sistemas de justiça tem lutado para acabar ou minimizar, mas prevalece a lei da demanda e oferta. Mas “ALMAS” demandam mais esforço de nossa parte para digerir, pois o intelecto, volição e emoção, se tornam um tipo de bem e capital altamente cobiçado, por aqueles que são miseravelmente pobres que a única coisa que lhes restaram é o dinheiro. Não há compaixão, simpatia ou empatia com nada e ninguém, apenas o desenfreado apetite por satisfação à qualquer custo, pois para eles preço não é problema, tudo é negociável e tudo e todos são compráveis. Que sorte tiveram aqueles antigos egípcios, pois aquele governo de Faraó, naquela pessoa e aquele governador José, tinha caráter, ética e princípios, onde eles puderam alimentar um sonho. Nos nossos dias e no futuro próximo, só o sangue do Cordeiro, para nos proteger e nos guardar. Ainda bem que já fomos comprados por um alto preço!

Senhor, obrigado, porque a visão de futuro que nos ofereces é infinitamente melhor e mais convidativa do que aquela previsão de futuro que o mundo tenta descrever para todos. Nós cremos, aceitamos o teu justo governo e a tua  soberania para com as nossas vidas, mas também acreditamos que as profecias sobre o reino do Messias, cobrirá toda a terra e será de justiça e paz sendo implantado num tempo de muitas dificuldades e provações quais nunca foram vistas na terra. Nos abrigamos sob tuas asas, oh poderoso Deus, através de Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.

Pr Jason

Será Esse o Nosso Fim?

Meditação do dia: 11/07/2021

“Por que morreremos diante dos teus olhos, tanto nós como a nossa terra? Compra-nos a nós e a nossa terra por pão, e nós e a nossa terra seremos servos de Faraó; e dá-nos semente, para que vivamos, e não morramos, e a terra não se desole.” (Gn 47.19)

Será Esse o Nosso Fim? – Pergunta difícil de se responder e tão difícil quanto deveria ser a condição que levou aquele povo a esse limite. Olhar esse texto bíblico, e pensar nele, olhando para frente, como se diante de nós estivesse uma multidão de famintos, esfarrapados e desiludidos, numa cena de cortar o coração de tanta dó, é o que imagino, pois a cena era real diante de José, um homem de bom coração, boas intenções e fiel a Deus, que se esforçara ao máximo para salvar o maior número de vidas que pudesse. Como um coração temente, piedoso reage ao apelo de vidas fragilizadas e em condições miséria se oferecendo por um pouco de comida, tão desesperados que abriram mão de suas próprias vidas e autonomias, para tão somente sobreviverem. Jose não era pessoa de tirar proveito da miséria de ninguém, muito menos tirar vantagens ou explorar a condição frágil delas. O seu “ministério” o conduziu a administrar uma situação que humanamente saiu do controle dos caminhos normais da vida. Servir a Deus, é  servir às pessoas e pessoas produzem situações e circunstancias. Ninguém tem controle absoluto de tudo que ocorre ao seu redor e isso torna a vida um grande e belo desafio. Jesus disse a Nicodemos que os ventos estão circulando, mas não podem serem vistos e certamente não se pode controla-los, mas podemos nos beneficiar deles, aprendendo a lidar conforme suas próprias leis e forças. O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito (Jo 3.8). A turma da vela diz que “ventos contrários também levam o barco para frente, é só saber manejar as velas!” Acreditamos que estamos aqui nessa vida e nessa época e lugar para cumprir um propósito todo especial, isso é verdade e a busca por fazer o melhor nessa tarefa, deve nos levar a aprender com aqueles que passaram por aqui antes de nós e foram bem sucedidos na sua missão e souberam administrar as suas próprias oportunidades. Quero pensar, com vocês e juntos nos encaixar nessa tarefa. Só houve um José lá no Egito e no seu tempo; mas ao seu lado havia muitas outras pessoas que estavam também empenhados como coadjuvantes naquela tarefa e sem elas, muitas coisas não teriam chegado ao desfecho que conhecemos. Estou consciente da minha insignificância mas não posso me omitir porque não serei o personagem principal do enredo. Talvez você também não será o astro da companhia, mas somos chamados e capacitados para fazer algo, fazer uma parte da tarefa e essa talvez seja a nossa porção inteira e caso ela não se complete, será notado que faltou uma pequena coisa ali ou acolá e aquilo teria feito o todo ser perfeito. A pergunta então é: Qual é o meu papel e o meu lugar nessa trama toda? Poderíamos até mesmo estar do lado dos necessitados, mas não estamos; fomos colocados do lado que oferece soluções e respostas! É privilégio e responsabilidade.

Deus, obrigado, por nos permitir fazer parte de algo grande, maior que nós mesmos e somos parte da solução e das respostas ao clamor das multidões que se encontram como ovelhas sem pastor, à deriva e em busca de algo que talvez nem eles mesmos saibam o que é porque se desorientaram e se perderam no caminho. Te agradecemos porque sabemos o caminho, Jesus é o caminho! O nosso caminho, verdade e vida. Pedimos orientação para continuarmos focados na missão e em agradar aquele que sabe todas as coisas e tem um plano perfeito. Oramos em fé, no nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Limite Extremo

Meditação do dia: 10/07/2021

“E acabado aquele ano, vieram a ele no segundo ano e disseram-lhe: Não ocultaremos ao meu senhor que o dinheiro acabou; e meu senhor possui os animais, e nenhuma outra coisa nos ficou diante de meu senhor, senão o nosso corpo e a nossa terra;” (Gn 47.18)

Limite Extremo – Pessoas são importantes e todas as coisas servem para o benefício de pessoas, senão deixa de ser utilidade e passa a ser exploração. Deus ama pessoas e fez e criou coisas e recursos para que o ser humano tivesse sua condição de honra e respeito preservadas. Crises, são situações que aparecem e tem lá suas razões e utilidades.  Quando se observa a natureza, percebe-se que ela tem o seu curso natural e cria seus próprios mecanismos de preservação e autopurificação. A intervenção humana causa mais danos irreparáveis do que as catástrofes e eventos de desastres naturais. Já se sabe que os incêndios florestais são cíclicos e cumprem funções importes no equilíbrio da fauna e flora. Sabe-se que tufões e furacões e tempestades também são mecanismos da natureza de corrigir distorções. As cadeias alimentares entre os animais, cumprem funções de preservação e equilíbrio, já que eles só o fazem para alimentação ou defesa. Não defendo a tese de que o homem é um mal ou desajustado dentro de ecossistema. Sou cristão, sou criacionista e tenho a Bíblia como minha regra de fé prática. Quando leio minha Bíblia, encontro respostas e soluções que estão escritas ali desde antes do homem andar para frente. Os preceitos divinos dados aos povos antigos, que chamamos de “veredas antigas” reafirmam o sistema de governo e administração dados por Deus para o máximo de produtividade com o mínimo de desgaste e danos possíveis, com os devidos meios de reciclagem e renovação. “Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas; mas eles dizem: Não andaremos nele. (Jr 6.16). As leis de uso de solo e extratividades dadas aos israelitas no êxodo, contemplavam tudo que as atuais “modernas e científicas boas práticas” pregam. É o pecado e suas consequências que produzem muitas desigualdades e sistemas opressores sociais e espirituais, como pano de fundo para as verdadeiras atividades e intenções daquele que veio para roubar, matar e destruir. Foi isso e desse modo que ele apresentou argumentos a Deus contra Jó. “Então respondeu Satanás ao Senhor, e disse: Porventura teme Jó a Deus debalde? Porventura tu não cercaste de sebe, a ele, e a sua casa, e a tudo quanto tem? A obra de suas mãos abençoaste e o seu gado se tem aumentado na terra. Mas estende a tua mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e verás se não blasfema contra ti na tua face” (Jó 1.9-11). A ligação, é que “as circunstancias” levaram a população egípcia a entregarem tudo o que possuía, para preservarem suas vidas. Aquela crise criou mudanças e sistemas novas surgiram e tiveram que se adaptarem. Nossa fé é uma condição excelente para nos guiar para soluções boas e seguras, sob os cuidados de Deus. Se não somos salvos DA crise, certamente o seremos NA crise. Antes de sermos servos das circunstancias, já o somos de Deus e no seu infinito amor e cuidado é poderoso para nos conduzir em todo tempo.

Senhor, agradecemos pelos cuidados e proteção em cada dia e em cada nova situação que se nos apresentam. Cremos na tua fidelidade e no poder que tens para reverter, mudar ou transformar o que for necessário para que a tua perfeita vontade se estabeleça. Nada nos faltará, como nosso pastor e sendo fiéis na observância dos teus preceitos e administrando com fidelidade os recursos que nos entrega. Agradecemos por tudo em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Rei do Gado

Meditação do dia: 08/07/2021

“E José disse: Dai o vosso gado, e eu vo-lo darei por vosso gado, se falta o dinheiro.” (Gn 47.16)

O Rei do Gado – O Brasil é uma potencia em produção agrícola e também na pecuária. Nosso vasto território em excelentes condições de clima, relevo e recursos apropriados, faz dele um paraíso para praticamente todo tipo de cultivo e produção. Por muitos anos isso foi feito de forma até amadora, artesanal e familiar; mas a vocação para o crescimento atraiu as modernas boas práticas e estamos batendo recordes de produção nas mesmas áreas antes utilizadas e até em menor quantia, graças as técnicas e melhoramentos que o melhor da ciência pode proporcionar. Mas ainda é nutrido aquele sentimento saudoso entre as gerações mais velhas dos “bons tempos” do transporte de gado em comboios que conduziam grandes quantidades de gado cortando o pais, cruzando fronteiras e deixando marcas, que ainda são lembradas e cantadas em versos e prosas na música sertaneja de raiz. Quem não se lembra de O Menino da Porteira?” (é um cururu, por Teddy Vieira e Luís Raimundo, que foi gravado pela primeira vez pela dupla sertaneja Luizinho e Limeira em 1955 e uma das composições mais populares da música sertaneja). Muitas cidades ainda conservam nomes de ruas que eram conhecidas como “estrada boiadeira;” Andradina, aqui perto de nós, ainda é a terra do “Rei do Gato”; Araçatuba ainda tem a Praça do Boi Gordo, onde por muitos anos se ditava o preço da arroba bovina do Brasil inteiro. Uberaba nas Minas Gerais ainda se conserva como a terra do Zebu e a Ilha de Marajó ainda se orgulha de sua criação de búfalos; os gaúchos não perdoariam se não citar os pampas e o nordestino os vaqueiros da caatinga, ambos orgulhosos de seus trajes típicos e apropriados para a lida do gado. Os mineiros e mais metade do Brasil ama o queijo da Serra da Canastra e o nosso querido Goiás que além das riquezas minerais teve o seu desenvolvimento devido em muito a pecuária. Claro, falta espaço para elogiar cada recanto desse mundão velho sem porteiras! Mas voltando ao que de fato nos interessa, a prática da meditação bíblica com finalidade de edificação e nos abençoar com alimento de qualidade a cada manhã e a cada dia. A saga de José e sua boa prática de administração também aparece no cuidado com o mais importante de uma nação, o seu povo. Aquele governador agiu em benefício de salvar vidas e administrar situações de crise que foram além do esperado e tempos difíceis exigem medidas que de fato produzam resultados em benefício das pessoas. Quando vemos essas pessoas vindo à José e oferecendo seus gados e animais em troca de comida, nos obriga a pensarmos fora da caixa, pois certamente nem todos os cidadãos daquela terra, eram proprietários de gado e rebanhos; nem todos eram produtores agrícolas e assim nem todos teriam esse tipo de oferta a fazer. Coloquemo-nos na mesma situação hoje e logo perceberemos que nem todos temos gado, ou animais de qualquer espécie de valor mercantil que poderia nos sustentar por um longo período. Também é certo que ao longo do prolongamento da fome, muitos proprietários já haviam se desfeito de seus patrimônios, para susto e também para evitar a morte dos animais e assim o prejuízo seria muito maior. Há bênçãos e milagres operados pelo poder e amor de Deus pelas pessoas, que incluem certamente o cuidado do Senhor  com os animais, que além de valor patrimonial, bênção de prosperidade, também são fontes de trabalho, geração de serviço e renda, que desemboca em fartura de alimentos e significa a bênção de Deus dentro da aliança de fé. No Êxodo israelita, eles levaram todos e muitos animais, e a provisão de comida e água nos quarenta anos de peregrinação, providenciou para todos e tudo. Amo o texto de Provérbios que simbolicamente faz parte do meu chamado ao ministério pastoral e também se encaixa muito bem aqui, hoje. Procura conhecer o estado das tuas ovelhas; põe o teu coração sobre os teus rebanhos, …Então os cordeiros serão para te vestires, e os bodes para o preço do campo; e a abastança do leite das cabras para o teu sustento, para sustento da tua casa e para sustento das tuas servas” (Pv 27.23,26,27). Crises e tempos difíceis já aconteceram, está acontecendo no presente momento com a pandemia global do Corona Vírus, e outras poderão acontecerem, mas a nossa fé e a nossa atenção estão sempre nos cuidados de Deus, que é poderoso e tem um perfeito controle sobre causas e efeitos e nos ama muito. Somos adoradores e isso independe das circunstancias ao nosso redor. Finalizo com um clássico bíblico: “Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação. O Senhor Deus é a minha força, e fará os meus pés como os das cervas, e me fará andar sobre as minhas alturas” (Hb 3.17-19).

Senhor, Deus Todo-Poderoso! Te adoramos por aquilo que és e pela soberania sobre todas as coisas. No teu cuidado, tens providenciado tudo o que é necessário e suficiente para o bem estar dos povos e nações, indistintamente, ainda que nem te reconheçam e honrem com deveriam. Nós somos teus por uma aliança eterna, confirmada por Jesus e seu sacrifício na Cruz; somos gratos pelo alimento, pelas vestes, proteção e a prosperidade que permite fartura e beneficência para com o nosso próximo. Louvado seja o teu santo nome, em Cristo Jesus, o nosso Senhor, amém.

Pr Jason

O Pão Nosso de Cada Dia

Meditação do dia: 08/07/2021

“Acabando-se, pois, o dinheiro da terra do Egito, e da terra de Canaã, vieram todos os egípcios a José, dizendo: Dá-nos pão; por que morreremos em tua presença? porquanto o dinheiro nos falta.” (Gn 47.15)

O Pão Nosso de Cada Dia – Universalmente o pão está presente na vida de cada pessoa e todos dependemos dele todos os dias. Por tamanha importância, não ficaria de fora da Bíblia e nesse caso é um subsídio de muita importância para a nossa vida devocional e na prática da meditação bíblica, o pão é uma riqueza, quer no sentido físico e natural como no sentido figurado a um tal ponto que o próprio Autor da Vida, se identificou como sendo o “Pão da Vida” para todo aquele que dele se alimentar. “Eu sou o pão da vida” (Jo 6.48). Os Egípcios contemporâneos de José, viram-se na necessidade de pedirem provisões de alimento para que pudessem sobreviver àquela calamidade que perdurava. No começo de tudo isso, Faraó havia dada o José um nome, que veio a se tornar profético e porque não messiânico em sua missão. “E Faraó chamou a José de Zafenate-Panéia,” (41.45). Quero aqui explorar um pouco a possibilidade de conectar essa situação com a universalidade da fome espiritual e sua consequente busca incansável por saciedade. Como toda a população do Egito veio a José pedindo pão para sobreviver, eles representam a totalidade das vidas humanas que em dado momento se conscientiza de que suas fontes de recursos esgotam-se e por mais precavidos e previdentes que sejam, a realidade se impõe e ainda que por força da necessidade, se curvam diante daquele que é Senhor das provisões. O ser humano, na sua condição natural trabalha mais interessado na sobrevivência física do que na vida e condição espiritual que é eterna, isso é palavra de Jesus: “Jesus respondeu-lhes e disse: Na verdade, na verdade vos digo que me buscais, não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes. Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará (Jo 6.26,27). Quando falamos de provisão de pão, retornamos ao campo da fé e da comunhão com Deus, porque essas mesmas coisas estão interligadas e fazem parte das promessas de Deus ao ser humano, desde Adão no paraíso, até nas alianças celebradas com o povo escolhido. O modo como Deus administra o que lhe pertence, facilita a compreensão, pois ao criar o nosso mundo, ele o fez de tal forma que só depois de todas as coisas estarem devidamente em ordem e funcionando à contento, é que ele criou o homem e o encarregou de cuidar e lavrar o jardim. Tesouros que existem desde que o mundo é mundo vão sendo descobertos à medida que o conhecimento se aprofunda e novas demandas surgem. Isso está contemplado na oração do Pai Nosso, quando ele cita “o pão nosso de cada dia nos dai hoje…” Tudo o que o homem vier a necessitar em termos de vida e progresso, os elementos necessários estão disponíveis, é só procurar e transformar. Da mesma forma, antes que a demanda por redenção existisse, Deus já havia contemplado nos seus propósitos eternos. “…antes participa das aflições do evangelho segundo o poder de Deus, Que nos salvou, e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos dos séculos; E que é manifesta agora pela aparição de nosso Salvador Jesus Cristo, o qual aboliu a morte, e trouxe à luz a vida e a incorrupção pelo evangelho” (2 Tm 1.8-10).

Pai obrigado pelo Pão da Vida, que é Jesus, é por todas as provisões de que necessitamos e nos é suprido por sua riqueza em glória através de Jesus, nosso Senhor. Oramos  agradecidos pela abundancia e fartura que temos e lembramos aqueles que batalham diariamente pela sua fatia e ainda assim, permanecem firmes na confiança de não lhes faltará nada, porque a tua promessa é fiel. Oramos agradecidos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Confisco do Dinheiro

 Meditação do dia: 07/07/2021

“Então José recolheu todo o dinheiro que se achou na terra do Egito, e na terra de Canaã, pelo trigo que compravam; e José trouxe o dinheiro à casa de Faraó.” (Gn 47.14)

Confisco do Dinheiro – Foi no dia 16 de março de 1990, um dia depois da posse do presidente Fernando Collor de Mello… Naquele dia, o terceiro de um feriado bancário, a ministra da Fazenda, Zélia Cardoso de Mello, na tentativa de conter uma inflação de 84% ao mês, anunciou as medidas de um novo plano econômico, o quarto em apenas cinco anos. Os três anteriores – Cruzado, em 1986; Bresser, em 1987, e Verão, em 1989, todos no governo do presidente José Sarney – fracassaram na missão de estabilizar a economia…. Cerca de 80% do dinheiro aplicado, não só em cadernetas de poupança e em contas correntes, mas, também, em aplicações financeiras, como o famoso “overnight”, ficou retido no Banco Central por 18 meses. Estima-se que o governo tenha confiscado o equivalente a cerca de US$ 100 bilhões, o equivalente a 30% do Produto Interno Bruto (PIB)…. Até hoje ainda é difícil pensar no que aconteceu naqueles dias aqui no Brasil – um país inteiro amanheceu sem dinheiro. A Sabedoria ensina que a diferença entre o remédio e o veneno, é a dose! Exageraram na dose naquela ocasião e ler a historia e os relatórios financeiros da época não produzem o mesmo efeito do que a realidade de quem estava ao vivo e sem cores naquele período. Ao meditar hoje na Palavra de Deus sobre a vida e o ministério de José, lá no velho Egito, nos deparamos com situações que em muito se assemelham com fatos que são presentes em nossas vidas nos dias de hoje. É claro que não vamos entrar no mérito das questões sobre ética, e decisões governamentais do passado, ainda mais se tratando da história do mundo antigo. O valor de se estudar e conhecer a historia, é para que os mesmos erros não se repitam; mas estamos constantemente vendo os ciclos se renovarem. Tempos difíceis produzem homens fortes, que por sua vez produzem tempos bons, que criam homens fracos e consequentemente criam tempos difíceis. Uma verdade das aulas de Bibliologia sobre inspiração das Sagradas Escrituras é que a inspiração divina do Espírito Santo sobre os autores humanos, não tirou deles as características e estilos individuais no registro da verdade eterna. A forma era deles, mas o ouro era de Deus. Assim também podemos olhar o contexto em que se chegou no Egito nos tempos de José. Diante de uma revelação autêntica da parte de Deus, Faraó nomeou José que formou um gabinete de crise e agiram com a energia e o vigor que lhes permitiram amealhar todo o estoque possível de alimentos. Inferimos que a iniciativa privada e familiar também trabalharam cada um dentro de suas possibilidades de produzirem e fazerem estoques. Quando vieram os anos das vacas magras, a profecia se confirmou, porque a fome e a escassez se mostrou tão severa que os anos de abundancia foram esquecidos completamente. A medida que os recursos pessoais e familiares se esgotaram, os estoques “públicos” que na verdade eram parte do tesouro do estado e o estado era Faraó – então as vendas supriam a população, mas engordavam os tesouros do monarca, até tudo passar a lhe pertencer. Imaginar, mesmo com minha mente ocidental do século vinte e um, como seria estar numa sociedade e civilização onde todos os bens incluindo a vida humana, foram reduzidos a tal situação econômica e social. Me resta a pergunta, que nunca se cala no meu coração e mente: Como administrar com eficiência os bens, talentos e recursos que estão sob minha responsabilidade? José fez isso, por ele, por sua família, por Faraó e o Egito e seus domínios. Eu tiro o chapéu e me curvo a uma pessoa dessa! Mas a glória, essa vai para o Senhor que proporcionou essas possibilidades.

Deus eterno, Todo-Poderoso, Senhor e possuidor dos céus e da terra e tudo o que neles se contém. Nos curvamos diante de ti em reverente respeito, adoração e louvor por tudo que tens preparado para nossas vidas. Obrigado por suprir em Cristo Jesus cada uma das nossas necessidades. Somos teus e temos prazer em servir como exercício de desenvolvimento dos bens e talentos a nós confiados. Muito obrigado, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Não Havia Pão

Meditação do dia: 06/07/2021

“E não havia pão em toda a terra, porque a fome era muito grave; de modo que a terra do Egito e a terra de Canaã desfaleciam por causa da fome.” (Gn 47.12)

Não Havia Pão – “Em casa onde falta pão, todos brigam e ninguém tem razão!” Esse provérbio popular tem sido aplicado nos mais variados setores da vida, incluindo a administração pública, aludindo-se aos desmandos e desvios de condutas e recursos e depois tentar nomear um culpado. Me deparei com esse texto bíblico, incrustrado entre as narrativas da vida de José, que é nosso principal tema e fonte das meditações nesse momento. Ele significa tempo, circunstancia ou contexto. Era esse o contexto principal naqueles dias, quando José trouxe para o Egito a família de seu pai, alojando-os na melhor região disponível e fornecendo-lhes todas as provisões necessárias para a sobrevivência deles. É um quadro muito desolador, legitimamente um cenário de terra arrasada! Durante minha vida, em seis décadas, me é possível lembrar vários períodos de escassez de produtos no abastecimento, mas não uma situação como essa descrita na Bíblia. Um pais ou mais de um, talvez toda aquela região em extrema situação de escassez de alimentos, “não havia pão em toda a terra…” Sabemos pelo contexto, que aquilo tudo fora predito e previsto; Deus mostrou ao Faraó o que iria acontecer e deu a eles a oportunidade de tomarem medidas para conterem o máximo os danos que seriam causados por sete anos de improdutividade da terra, mui provavelmente por ausência de chuvas, tanto ali, quando nas regiões que abasteciam a formação do Rio Nilo. Podemos entender que ao menos partes da África estavam afetadas também e Canaã já sabemos que sim, porque Jacó morava lá e vieram comprar comida no Egito. O profeta Amós, anos mais tarde, mas também diante de um quadro muito triste e difícil profetizou aos israelitas, uma mensagem de Deus nos seguintes termos: “Certamente o Senhor DEUS não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas” (Am 3.7). Se quiserem pensar nos termos, como se Deus provocasse o fenômeno e também providenciasse o alívio e ou solução, não me sinto ofendido, como também não ofende a minha crença na bondade e fidelidade do Senhor. Ele tem propósitos grandes e elevados, que precisam serem levados a efeito e isso, dependendo do que se trata, pode envolver reis, reinos e nações, tempos e estações, para que o objetivo seja alcançado e para aquele que pode todas as coisas e tem os meios à sua disposição, não é nenhum problema executá-lo. Também, a crença, ou a crítica de quem quer que seja, não muda e não anula a fidelidade e senhorio de Deus. Ele sabe tudo, incluindo a nossa estupidez de não saber nada e ousarmos tecer comentários e críticas sobre temas muito acima de nossas possibilidades. Deus estava criando uma nação, um povo seu, especial, zeloso e com uma missão muito especial e muito específica entre todos os povos, tribos e nações. Deus estava preparando o caminho para a vinda do Redentor, o Messias, o Cristo, ou o nosso Senhor Jesus Cristo. Isso tem à ver com muito mais coisas do que imaginamos; há configurações universais que estão fora do nosso radar em termos de conhecimento e ou capacidade de compreender, por enquanto. O outro lado da escassez de pão na terra que muito me instiga é que diante da possibilidade, Deus deu a José uma visão administrativa capaz de gerar e gerir recursos suficientes para terem recursos para passarem pelo período difícil. Faço uma pergunta a mim, mas quero que participe dela também: O mesmo que Deus mostrou a José, foi mostrado também a outros povos e servos de Deus onde a crise aconteceria? Todos agiriam com a mesma presteza com que José e Faraó agiram? O que todas as pessoas fizeram com essa informação privilegiada? O que move o mundo são as perguntas ou as respostas? Como cristãos, o que estamos fazendo com as informações privilegiadas que temos? A vida eterna, a volta de Jesus, o juízo final, o milênio, os fins dos tempos? “Eis que vêm dias, diz o Senhor DEUS, em que enviarei fome sobre a terra; não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do SENHOR. E irão errantes de um mar até outro mar, e do norte até ao oriente; correrão por toda a parte, buscando a palavra do Senhor, mas não a acharão (Am 8.11,12).

Senhor, Obrigado por ser quem és e poder tudo que podes! Reconhecemos que ninguém se compara a ti, pois só tu és Deus, o único Deus verdadeiro, Pai, Filho e Espírito Santo, a quem amamos e adoramos de todo o nosso coração. Somos gratos pelas revelações que temos na tua Palavra e em especial na pessoa de teu filho Jesus, nosso Senhor. Obrigado pelas provisões para toda as nossas necessidades, dia após dia, com abundancia, graça e misericórdia. Oramos com gratidão, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason