Os Sinais Que Acompanham a Prosperidade

Meditação do dia: 05/06/2020

 “Ele amarrará o seu jumentinho à vide, e o filho da sua jumenta à cepa mais excelente; ele lavará a sua roupa no vinho, e a sua capa em sangue de uvas.” (Gn 49.11)

Os Sinais Que Acompanham a Prosperidade – “Venha a nós o vosso reino!” Essa parte da oração todos sabem e todos querem e querem muito; mas “seja feita a vossa vontade!” Isso não! Pula essa parte! É como se todos quisessem participar do banquete dominical, mas ninguém tá nada a fim de encarar o avental do serviço semanal. A maturidade cristã expressa nas Escrituras afetam todos os aspectos da vida do cristão e a razão do relacionamento com Deus deixa de ser o famoso “troca-troca,” alguma fidelidade em troca de muita bênção. Os valores na vida adulta se tornam de diferentes de quando éramos crianças, adolescentes, jovens e em determinadas etapas muitos ainda são “adultecentes,” uma mistura de adulto com adolescente; uma combinação não muito produtiva. Abraão é o modelo de fé, de onde partimos na jornada da vida com Deus. Ele e Deus começaram um relacionamento baseado na confiança da parte de Abrão e soberania da parte de Deus. Houve uma promessa e ela foi acolhida, abraçada e experimentada sem ganancia, sem desespero e sem correrias; Abraão não ficou correndo atrás de bênçãos, ele as tinha dentro de si, no coração. Estando a bênção dentro da pessoa, no coração e na fé, quanto mais ela corre atrás e se mata para pegar e segurar, é bem provável que ela distancia-se cada vez mais daquilo que estava perto. É como uma criança que sai da segurança do jardim e se perde na mata correndo atrás de uma borboleta colorida. Ela perde completamente a noção e pode ser perder e se entreter com outras belezas e atratividades que nem percebe que já está em perigo. Olha a conversa de Deus com o patriarca: Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra. Assim partiu Abrão como o Senhor lhe tinha dito (Gn 12.1-4). Muitos, para dizer todos os aspectos contidos nessa promessa, não aconteceria ali, nem no próximo ano e quase a totalidade, só no longo prazo, acima de vinte e cinco anos; a parte boa das bênçãos não aconteceria nos seus dias terrenos e outra boa parte só com quase quinhentos anos e o ápice da coisa, lá pela casa dos dois mil anos e ainda tem coisa para se cumprir. Você e eu, temos fibra para esperar, lutar e vivenciar coisas assim? Por outro lado, alguém pode dizer: mas Deus também não contou para ele que ia demorar. Verdade! Mas isso muda alguma coisa? Mudou para Abraão e os demais patriarcas e o povo escolhido? Se você tem tanta pressa para colher – então plante alface! Com trinta a quarenta dias já estará colhendo; mas também com cinquenta ou sessenta dias, não haverá mais nada. Tem mais; de posse de todo esse arsenal de bênçãos, veja o que ele encontrou QUANDO CHEGOU na terra que Deus lhe mostrou: E havia fome naquela terra; e desceu Abrão ao Egito, para peregrinar ali, porquanto a fome era grande na terra (Gn 12.10). Que tipo de promessa, de bênção que essa? Gente boa do meu Brasil Varonil, e alguns leitores internacionais que me acompanham de terras longínquas; não sou nem um pouco adepto da “Teologia da Prosperidade” (na verdade nem sei se isso existe), mas admito que sou totalmente averso à “Teologia da Miséria,” (se é que isso também existe, mas acho que criação herética jasoniana). Acredito em verdades bíblicas, Palavras de Deus, ditas e experimentadas no contexto certo, com a exegese e hermenêutica certa. Para os adeptos dos termos difíceis (que não é a minha praia), é ortodoxia e ortopraxia, isto é, crença correta e prática correta. O que estou dizendo e querendo dizer é que a graça e a bondade de Deus não é desculpa e nem muleta para a pessoa folgar e querem que tudo caia do céu no seu colo, sem esforço, sem trabalho, sem diligencia, sem boa administração e boa mordomia. Vale a máxima do pessoa das academias de ginástica e regimes alimentares: “Sem dor e sofrimentos, não existe ganhos!” Se tem uma coisa entre tantas outras que Deus detesta é preguiça, indolência e inércia. Ficar de boca aberta, de mãos estendidas com o pires ou chapéu na mão é atitude de medicante, pedinte de esmolas, não de filhos de Deus, herdeiros de promessas, gente sábia e poderosa em Deus e testemunhas da graça e generosidade do Pai Celestial. Vencedores não seguem e sofrem com a história, eles faz acontecer! Ele muda o curso das coisas, ainda que seja um pouquinho de cada vez. Vejamos os elementos que continha na promessa da bênção de Judá: Primeiro, Amarrar o seu jumentinho à vide – Ele teria que ter um jumentinho, teria que ter uma corda ou laço; teria o trabalho de fazer isso e teria que ter uma videira para tal. Segundo, além do jumentinho, ele teria também que ter mãe dele (do jumento) e uma vinha com cepas (mudas, plantas excelentes que produziriam com qualidade fora do comum. Isso dá muito trabalho, exige especialização e muita dedicação. Terceiro, Lavar roupa seja onde for e em que produto for também é trabalho, exige cuidado e quem não é do ramo, estraga tudo, para produzir tanta uva e tanto vinho para esbaldar, haja operosidade e se não for diligente, perde toda a colheita e fica no prejuízo. Quarto lugar, a capa aqui significa revestimento, proteção, autoridade,  status de nobreza, associando à alegria proporcionada pelo vinho ou domínio e poder do Espírito Santo na Nova Aliança. NADA disso, sem trabalho, dedicação e empenho. Benção que não custa nada, também não vale nada! Porém o rei disse a Araúna: Não, mas por preço justo to comprarei, porque não oferecerei ao Senhor meu Deus holocaustos que não me custem nada (2 Sm 24.24).

Obrigado, Pai amado, por nos dar o que mais valioso, precioso e exclusivo tinhas no céu e na eternidade contigo. Pelo alto preço do investimento, o sacrifício de Jesus é tão preciso e transformou nossas vidas em preciosidades inestimáveis, sem preço, só resgatáveis pela vida de teu filho Jesus. O Senhor trabalhou e trabalha desde a eternidade e Jesus também, para nos dar tudo de qualidade, valor e durabilidade eterna. Queremos aprender contigo e seguir as tuas pisadas e os modelos de investimento que tens feito. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Cetro Permanece em Judá

Meditação do dia: 04/06/2020

 “O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Siló; e a ele se congregarão os povos.” (Gn 49.10)

O Cetro Permanece Com Judá – As lembranças boas que guardamos em nossos corações quando afloram, nos abençoam e produzem as chamadas memórias afetivas, que as vezes nos levam a voltar mental e emocionalmente àqueles tempos, lugares e experiencias; por elas podemos sentir o cheirinho gostoso do café sendo coado lá na cozinha rústica da mamãe ou vovó; aqueles biscoitinhos quentinhos saindo do forno, que aquela pessoa sabia fazer como ninguém! São tantas possibilidades armazenadas dentro de nós e em tantas experiencias, como as espirituais dos “bons tempos,” naquelas vigílias de oração, nas ministrações de determinadas pessoas que nunca fugiram do nosso coração; ilustrações que fixaram uma verdade ou um princípio bíblico que nunca mais desgrudou de nós. Esse texto bíblico de Gênesis, faz isso comigo! Era adolescente, nunca tinha lida a Bíblia e não tinha conhecimento nenhum espiritual e ganhei uma Bíblia de presente de meu irmão Dinair, que havia se convertido recentemente e foi até Mato Grosso nos visitar e semear a Palavra de Deus; vocês não podem aquilatar quantas conversões e vidas transformadas existem hoje, frutos daquilo; tanto dentro da família e familiares em outros graus de parentesco; não vamos aqui mensurar os frutos dos ministérios de todos ao longo desses anos. É muito verdade Quão formosos são, sobre os montes, os pés do que anuncia as boas novas, que faz ouvir a paz, do que anuncia o bem, que faz ouvir a salvação, do que diz a Sião: O teu Deus reina! (Is 52.7). Os poetas da vida afirmam que a “digital do conquistador de almas é nos pés!” Quando li essa história pela primeira vez, e cheguei a esse texto sobre as bênçãos daquele pai sobre seus filhos, e especialmente para esse filho, Judá, ele fez umas citações diferentes, o constituindo profeticamente como líder e um líder majestoso, com ares de realeza e além do mais afirmou que o cetro não se arredaria daquela tribo. Também me foi muito significativo a referencia a alguém muito importante que viria no futuro, ali descrito como capaz de congregar junto a si os povos. Mesmo sem muito entendimento naquela época eu liguei os pontos em Jesus Cristo. Só poderia ser ele! A verdade é que Judá estava sendo abençoado por seu pai, e recebeu uma transmissão poderosa o suficiente para determinar o curso da sua história pessoal e sua descendência posterior até os dias de hoje; mas vai ainda mais além, pois Jesus é seu descendente e herdeiro do trono de Davi, o maior rei da história de Israel como nação e aquele que se assentará perpetuamente para reinar para todo sempre. Isso é literal, espiritualmente verdadeiro e confirmado pelas Escrituras Sagradas. Daniel, no tempo do cativeiro hebreu na Babilônia, interpretou o sonho do rei Nabucodonosor, sobre os reinos humanos até os fins dos tempos, e ali não deu outra, tudo termina em Jesus e para sempre. Estavas vendo isto, quando uma pedra foi cortada, sem auxílio de mão, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro, e os esmiuçou. Então foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, os quais se fizeram como pragana das eiras do estio, e o vento os levou, e não se achou lugar algum para eles; mas a pedra, que feriu a estátua, se tornou grande monte, e encheu toda a terra. Este é o sonho; também a sua interpretação diremos na presença do rei (Dn 2.34-36). Logo em seguida o profeta apresentou a interpretação do sonho e o significado para o rei. Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre, Da maneira que viste que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro; o grande Deus fez saber ao rei o que há de ser depois disto. Certo é o sonho, e fiel a sua interpretação (Dn 2.44,45). Quero finalizar carimbando oficialmente, ou melhor, vamos selar isso com o selo real, quando ele mesmo deixa a sua marca, confirmando a bênção proferida por Jacó/Israel: E disse-me um dos anciãos: Não chores; eis aqui o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, que venceu, para abrir o livro e desatar os seus sete selos. E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue nos compraste para Deus de toda a tribo, e língua, e povo, e nação; E para o nosso Deus nos fizeste reis e sacerdotes; e reinaremos sobre a terra (Ap 5.5,9,10). Depois de dito tudo isso, é só adorar e glorificar de pé! Pessoalmente não tenho nada contra quem tem alguma coisa contra Jesus ser quem ele é e diz ser – mas vão perder! Porque ele é o Cara!

Jesus, a ti seja a honra e a glória, força e poder em todos os tempos. Creio para expressar melhor diante de ti, só mesmo ficando  calado, prostrado, reverentemente e agradecidos pelo privilégio de participar de tamanha glória e grandeza. Te confesso como meu Senhor, meu Salvador, meu Rei e grande irmão, obrigado por me privilegiar com a adoção de filho junto ao Pai Celestial. Eu me inclino e me rendo diante de ti. Agora e sempre, para sempre e sempre, amém.

Pr Jason

O Leão de Judá

Meditação do dia: 03/06/2020

 “Judá é um leãozinho, da presa subiste, filho meu; encurva-se, e deita-se como um leão, e como um leão velho; quem o despertará?” (Gn 49.8)

O Leão de Judá – Símbolos empregados para demonstrar significados de qualidades desejadas, são muito naturais em toda a história humana. Modernamente até se tornou ciência, cátedra, profissão da área a comunicação – o marketing e a publicidade. Trabalham com símbolos, produzem imagens que vendem desde alfinetes até aviões, Iates, cultura, imagem pessoal, e torna o consumismo uma espécie de religião, com seus templos suntuosos e luxuosos por toda parte, os “Shoppings Centers.” Toda instituição cria sua marca e um logotipo, que nada mais é do que um símbolo que a representa. Veja os símbolos das marcas de automóveis! Grifes de roupas e jóias! Quando se menciona a marca ou mostra o símbolo, surge o respeito e admiração, ou o desprezo e zombaria. Nas páginas das Sagradas Escrituras, encontra-se também muitos símbolos e marcas que impunham respeito. A história da redenção tem um desenho de publicidade fora de série. Lá no Éden, quando só havia duas pessoas no mundo todo, o Senhor falou sobre uma “Semente da Mulher,” e todo o restante, a totalidade da revelação bíblica desenvolve esse conceito e vai tornando-o cada vez mais forte, conhecido, esperado e desejado e tudo passa a girar em torno dele. Quer ver um exemplo, que é generalizado e não importa o credo ou descrédito para com Deus ou fé ou questão espiritual, mas ele está presente: Qual a data de hoje? Resposta: 03/06/2020 – terceiro dia do sexto mês de uma contagem que agora alcança 2020 – O que marca o começo dessa contagem? Ele, a Semente da Mulher. Aqui está Israel abençoando seus filhos e eles são os pilares ou fundamentos de uma grande nação prometida por Deus a Abraão, Isaque e Israel e é o seguimento das promessas anteriores de redenção da humanidade. Esse fio vermelho da narrativa da redenção, partindo de Adão e Eva vai sendo passado por cada geração através de um descendente e chegou em Israel que passará adiante legitimamente por qualquer dos seus doze filhos, mas Judá é a peça da revelação. O pai ao abençoar, caracteriza como Leãozinho, Leão e Leão velho (nessa versão  Corrigida da Fiel). Na maioria das demais versões em português, é descrito como Leãozinho, Leão e como uma Leoa. O brasão da tribo estava estabelecido; quem via aquele estandarte com um leão estampando, já distinguia Judá. Todos eram filhos de Jacó/Israel; todos eram e foram abençoados pelo pai e recebeu sua promessa e seu legado; Porém cada um foi distinguido com ou por uma característica individual e pessoal. O pai te ama, me ama e a todos os seus filhos indistintamente. O propósito porém é personalizado e preparado exclusivamente sob medida para cada indivíduo. Seus planos e projetos são distintos, para valorizar e honrar a individualidade e a perfeição da sua criação. Deus não tem dois iguais de nós; não tem figurinha repetida no álbum de Deus. Só peças raras! Únicas em toda a sua coleção. Você e eu somos especiais do começo ao fim. Ninguém é insignificante diante dele. É o pecado e a corrupção que desvaloriza as pessoas e não a condição de sua origem. Ninguém foi criado para ser uma vergonha, um derrotado, um fracasso total! Acreditar nisso é astúcia daquele outro! Levante-se e brilhe! Você não será Judá, porque ele é ele, você será você e deve se concentrar nas suas qualidades, oportunidades, talentos e aptidões que te foram confiados. Em alguma coisa, você é bom e deve valorizar isso e glorificar a Deus e servir ao próximo através disso. Amém?

Senhor, obrigado por nos criar de uma forma tão maravilhosa e especial, de forma que não precisamos replicar o que os outros são, porque a uma chamada e uma possibilidade de sucesso, brilho e utilidade para cada um de nós. Graças te damos, porque ninguém, nenhum de nós é insignificante ou sem valor. Estamos aqui por uma determinação e graça daquele que pode e sabe todas as coisas e acredita em nós e no potencial que há dentro de cada um. Sou extremamente valioso por causa daquele que me criou, daquele me ama e daquele que morreu por mim. Não posso e não sou sem valor! Sou de Deus, sou abençoado e criado para um propósito todo especial que só eu posso cumprir esse meu papel. Louvado seja, Senhor o nome da tua glória, o nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Bênção Paternal de Judá

Meditação do dia: 02/06/2020

 “Judá, a ti te louvarão os teus irmãos; a tua mão será sobre o pescoço de teus inimigos; os filhos de teu pai a ti se inclinarão.” (Gn 49.8)

A Bênção Paternal de Judá – “Engenheiros de obras prontas.” Você já ouviu essa expressão? Ela é utilizada para qualificar as pessoas que se gabam de algo, depois daquilo estar resolvido, então eles aparecem em cena: “não falei?” Uu ficam dizendo como algo deveria ter sido feito, quando não há mais como modificar nada. De certa forma, agimos ou nos percebemos um pouco assim, quando retrocedemos nosso olhar para como as coisas de ajustaram na vida, fazendo com que cada situação fizesse sentido e a gente até tivesse planejado e calculado “nos mínimos detalhes,” como diria o Chapolin Colorado. Estou me referindo ao quadro agora pronto da vida de Judá. Olha significado do seu nome: Judá: Significa “exaltado”, “glorificado” ou “louvado.” Este nome seria uma derivação da expressão hebraica Yah hu Dah, que era considerada uma exaltação de agradecimento à Deus. Pois bem, voltemos no tempo e vejamos o momento do seu nascimento: E concebeu outra vez e deu à luz um filho, dizendo: Esta vez louvarei ao Senhor. Por isso chamou-o Judá; e cessou de dar à luz (Gn 29.35). No contexto do seu nascimento, sua mãe Lia e a sua tia Raquel, competiam pela atenção e preferencia do pai, Jacó; para a mãe era uma luta desigual e quase injusta contra sua irmã, que era a amada de Jacó e a esposa preferida; enquanto ela era a esposa “legítima” ou a primeira e a única que estava gerando filhos, o grande sonho de Jacó. O nome do menino, foi uma saída daquela guerra emocional por afeição e aceitação e Lia, resolveu louvar a Deus, dando ao seu quarto filho um nome que expressava sua gratidão a Deus e cujo significado também fosse uma expressão de louvor e exaltação a Deus. O significado do nome tem uma força muito grande nas culturas que tomam isso à sério e o utilizam de forma profética, para marcar a vida dos filhos e profetizar sobre eles. Cada vez que alguém chamava pelo nome “Judá” estava agradecendo, louvando, exaltando a Deus e reafirmando na vida dele um propósito de bênção e louvor. Judá andou por caminhos difíceis e tomou decisões muito ruins para sua vida e para o significado da aliança que ele trazia sobre si, por pacto de transmissão geracional de pai para filho. Agora, que uma hora crucial na vida, quando ele vai receber a sua bênção paternal cerimonial, que valia muito mais do que o nosso “testamento” onde o pai lega para os filhos preciosos bens e ou expressa sua vontade para o futuro deles. Isso era muito valorizado naquela cultura. Jacó começa as bênçãos pela ordem de nascimento e agora ele chega em Judá, e inicia com poderosa afirmação de propósito para aquele filho. É impressionante como dois dos componentes da bênção o colocam de pronto em posição de vantagem sobre os demais irmãos: Primeiro – “…a ti te louvarão os teus irmãos...” ou seja, a turma toda vão bater palmas para você. Segundo – “…os filhos de teu pai a ti se inclinarão. Novamente sobrou para os irmãos, mas não era algo imposto, empurrado goela abaixo; era uma submissão humilde, reconhecida e respeitada por todos. Vemos também que aquilo que ele tanto odiou e detestou nos sonhos de José, seu irmão, estava reservado para ele também. A sua rebeldia e luta contra a determinação e graça de Deus para sua vida o levou a tentar destruir algo que também estava reservado para ele em forma de bênção. Agora, até eu sabia, que essa cara tinha futuro; ele já trazia isso no nome!? Dava para perceber que lá no fundo, ele era diferenciado! Engenheiros de obras prontas! Amados, Deus está construindo em nossas vidas; na verdade nossa vida inteira é um grande canteiro de obras. Ele não começou ontem, ou quando nos convertemos ou quando aceitamos o chamado. Deus é Deus e seus planos são sempre eternos, antes de existirmos, antes do mundo ser mundo, Deus já era Deus e já tinha projetado nossas vidas. Caminhos que tomamos, atitudes assumidas, as vezes complicam, retardam ou dificultam, mas ninguém é tão competente para anular os planos de Deus. Mas cooperar e vivenciá-los pela graça é uma maravilhosa experiencia na jornada da vida. Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem (Sl 139.14).

Senhor, te louvarei hoje pela minha existência não ser um acaso, um acidente, mas um projeto pessoal personalizado, feito sob medida pelo Senhor para mim. Minha sabe muito bem da profundidade das tuas obras. Estamos aqui para cumprir um plano, maravilhoso e perfeito. Mesmo sem saber, nossos pais estavam cumprindo certas determinações dos teus propósitos eternos ao nos nomear e prever traços da tua eternidade em cada um de nós. Obrigado por nos alcançar e nos permitir te conhecer melhor e assim nos devotarmos a ti e ao teu trabalho. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Primeira Missão de Judá

Meditação do dia: 01/06/2020

 “E Jacó enviou Judá adiante de si a José, para o encaminhar a Gósen; e chegaram à terra de Gósen.” (Gn 46.28)

A Primeira Missão de Judá – naturalmente os pais conhecem o potencial de cada um dos seus filhos e em se tratando de Israel, um pai que vivia as promessas de Deus e estava muito atento aos pactos e alianças, que lhe foram passados como legados de fé, vindos de Abraão e Isaque, isso era muito evidente. Ele tivera a sua própria promessa e celebrou a sua própria aliança com o Deus Eterno. Recebeu a promessa de se tornar pai de muitos filhos e ser muito abençoado e ver uma grande nação se formando. Ele acreditava no potencial de liderança de Judá, homem de iniciativas e que recentemente passara por provas que o credenciara a assumir tal posição de forma incontestável diante dos irmãos e de todo o clã. Agora lá vão eles, um enorme e impressionante cortejo. Particularmente eu como que assisto mentalmente, mas na verdade, no meu espírito aquela balburdia toda de dia de mudança em família. Se podemos imaginar como é o corre-corre em dia de mudança numa família pequena como as nossas, imagina uma família de setenta pessoas masculinas e ainda mulheres, filhas, empregados, servos e servas, todas as propriedades, gado e animais domésticos? Mas ainda vou mais longe na minha imaginação criativa, porque não era apenas uma mudança grande e agitada, pois havia um componente inusitado e que certamente despertava uma curiosidade sem tamanho nos vizinhos, amigos e por onde eles passavam. Os veículos, as carruagens e carroças de transporte. Ainda que naquela época esses meios de transportes fossem um tanto rudimentar, pelas tecnologias disponíveis, mas também as condições das trilhas, porque ainda não haviam estradas tais quais as conhecemos, mesmos as não pavimentadas. Mas de alguma forma, provavelmente inédita por aquelas bandas, os filhos de Israel ao voltarem de Egito onde foram comprar mantimentos, vieram acompanhadas por uma frota de carroças para cargas, bigas e carruagens para pessoas, só existentes no Egito, o maior império daqueles tempos. Acrescente-se para espanto de qualquer um cananeu que se preze, aqueles veículos eram todos “chapa branca,” oficiais do governo e ainda mais da corte do Faraó. Um luxo! Conduzidos por egípcios tipicamente vestidos e com escoltas de segurança imperial. Será que foi daí que algum engraçadinho dos meninos exclamou e criou a marca “Hi Lux?” aquilo dificilmente já fora visto naquelas paragens. Amados, o que estamos vendo? O que estamos testemunhando? Quando Deus fala e promete fazer coisas grandes, é GRANDE MESMO! Descer para o Egito era privilégios para poucos; descer à convite do governador do Egito era ainda mais inédito; mas convite acompanhado de meios de transportes e escoltas e com veículos oficiais da Corte de Faraó? Isso só Deus pode fazer, e faz. Judá foi destacado como o emissário especial para encaminhar a todos para a melhor porção de terra que havia no Egito para o tipo de vida e trabalho daqueles hebreus, oferecidos pelo governador e com as bênçãos do Faraó. Quando Deus resolve honrar os seus servos que nele confiam, é prá valer! Como ribeiros de águas assim é o coração do rei na mão do SENHOR, que o inclina a todo o seu querer (Pv 21.1). Quando Deus estava disciplinando o sacerdote Eli, aquele que criara o menino Samuel, o Senhor disse uma frase significativa para ele: porque aos que me honram honrarei (1 Sm 2.30). Exercitar a fé e dar um bom testemunho da grandeza de Deus é honrá-lo. Quando chegar a hora de retribuir, o Senhor não tem problema em exagerar na generosidade.

Senhor Deus e Pai, te reconhecemos como o grande Deus, o criador e o sustentador de todas as coisas. Não há nada difícil ou impossível para ti; o Senhor salva com poucos ou com muitos; exerce bondade e misericórdia para com os humildes e honram aqueles que verdadeiramente confiam nos teus cuidados. Essa é a nossa vez na história e a nossa oportunidade de fazer a história, contamos com a unção e a inspiração do Espírito Santo, para conduzir os nossos corações para edificarmos obras permanentes que tragam louvor e glória para o teu santo nome. Teu é o reino e o poder para sempre, amém.

Pr Jason

Filhos, Filhos & Netos de Judá

Meditação do dia: 31/05/2020

 “E os filhos de Judá: Er, Onã, Selá, Perez e Zerá; Er e Onã, porém, morreram na terra de Canaã; e os filhos de Perez foram Hezrom e Hamul.” (Gn 46.12)

Filhos, Filhos & Netos de Judá – Quando da migração dos hebreus de Canaã para o Egito à convite de José, o Poderoso Chefão do Egito, temos uma relação nominal dos filhos de Israel que desceram de mudança. Judá aparece com Selá, o sobrevivente do seu casamento com a Cananeia que veio a falecer antes dele retornar para casa. É citado que os dois mais velhos morreram na terra de Canaã. Nesse momento da vida ele já era avô de dois meninos, Hezrom e Hamul, como nessas genealogias não se contam as mulheres (por favor nada de agitação de bandeiras: Abaixo o maxismo e etc). A Bíblia foi escrita por Orientais, contanto a saga de pessoas orientais, com descrição da cultura e costumes orientais, à mais de quatro milênios; então não me venham com chorumelas dos anos cinquenta e sessenta dos século XX no OCIDENTE tão tão tão tão distante! Também somos cristãos e amadurecidos, já passamos da fase de discutir essas coisas. Voltando ao fio da meada, por exemplo, não encontramos mais nenhum registro sobre Diná, a filha de Jacó. Estou dizendo que poderia ser que a Judá e a seus irmãos tenham nascidos filhas, pois no verso sete descreve: Os seus filhos e os filhos de seus filhos com ele, as filhas, e as filhas de seus filhos, e toda a sua descendência levou consigo ao Egito. O vovô Judá com Selá e seus dois filhos e os dois outros garotos que ainda eram meninos, Perez e Zerá, filhos de Tamar, que fora sua nora no casamento dos filhos Er e Onã que faleceram em decorrência de suas vidas pregressas. Não vamos meditar aqui em genealogia, mas isso deve ser levado em consideração, porque faz parte da narrativa completa e inspirada das Escrituras Sagradas. A essa altura, Judá já estava aliviado, bem aliviado de toda aquela pressão que a última viagem lhe causara. Hoje, até ele tinha motivas de louvar a Deus e celebrar com júbilo, por tudo que passara nos últimos tempos. Ele voltara para casa do pai para somar junto com os irmãos e superarem as crises de suprimentos, porque a fome era grave em toda a terra, exceto no Egito, pelo estoque de alimentos, que preventivamente o país fizera. Fizera porque um certo garoto hebreu/canaanita, saíra da condição de escravo e presidiário, para literalmente “salvar a pátria.” Quem mandou ele para lá? Quem foi, quem foi? Podemos dizer: Judá teve esse brilhante idéia maldosa! Mas minha principal reflexão e na qual gostaria de leva-los, pelo menos os quatro leitores mais assíduos dessas meditações a me acompanharem, é sobre uma visão mais global da situação. Primeiro, José despachado para o Egito; isso faz parte da cena principal. Segundo, treze anos depois, Deus avisa a Faraó de algo importante à frente, com duração de quatorze anos. Ele não entende e ninguém consegue ajudar. De onde vem a solução? Quem estava apto a ser o instrumento de interpretar a vontade de Deus? Isso mesmo, José; agora já ambientado com a cultura, costumes e a vida no Egito. Terceiro, quero que vejam que Deus antecipara os acontecimentos e os preparativos para isso à treze anos atrás; já vinha falando isso com José. Quarto, a fome veio para toda a terra, indiscriminadamente, sem acepção de raça, credo, cultura e etc. fora essas cinco proposições principais do quadro, tem as pequenas e intermediárias, como o que José passou para ser treinado. Como Deus segurou sem deixar Israel saber. Como a tecnologia e a capacidade administrativa eficiente do Egito foi utilizada para bênção de todos. Como Deus trabalhou através de Faraó. Ufa! São tantas emoções! Deus cuida de nós, agindo mesmo quando nem sonhamos com aquilo. Ele antecipa os fatos para que nada aconteça de improviso. Pode imaginar o Senhor nos dando ciência de algo que vamos passar daqui a quinze anos? Isso acabaria com a gente! Então, não tem nada de errado e nem de estranho no que está acontecendo agora com a Pandemia, e nem na sua e na vinha vida pessoal e ministerial. Tem alguém sentado no trono governando e Ele sabe o que faz, pode acreditar!

Senhor, nas tuas mãos nos colocamos e confiamos. Não sabemos de nada e nem desconfiamos de como começar a saber. O Senhor, sim, está no controle e tem todo direito de estar. Nós declaramos submissão aos teus propósitos e no devido tempo o que precisarmos saber, o nosso nos mostrará e fará bom uso dos teus filhos e servos já preparados à muito tempo e os tem colocado em lugares estratégicos dentro da tua visão maior e perfeita. Obrigado por cuidar de nós, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Não Quero Nem Ver

Meditação do dia: 30/05/2020

 “Porque, como subirei eu a meu pai, se o moço não for comigo? para que não veja eu o mal que sobrevirá a meu pai.” (Gn 44.34)

Não Quero Nem Ver – Instantes antes do sol emitir seus primeiros raios, é um dos momentos mais escuros da noite; também antes dele começar a aquecer, é o momento mais frio da manhã. Pode até não serem dados científicos comprovados, mas que vivencia essas experiencias afirmam serem fatos. Nada mais é então do que a confirmação da tese de que antes de melhorar, piora! Na saga que estamos acompanhando, as circunstancias vão caminhando para um desfecho feliz; feliz para nós, especialmente que estamos apenas acompanhando a história e já sabemos o final. Para Judá e seus irmãos, vivendo ao vivo e à cores, correndo os riscos com suas próprias peles em jogo e a pressão exercida de forma tão organizada, que até para parecer uma conspiração, estava organizada demais. Precisamos lembrar o contexto remoto, para entender o imediato: Eles já vinham sofrendo interiormente à muitos anos, vinte e dois mais precisamente. Desde que deram um sumiço em José, eles sofriam culpa interior pelo ato em si, por terem mentido e dissimulado para o pai, pelo que fizeram Benjamim passar; mas eles mesmos conviverem com aquilo sem poder mudar nem a versão, tornava as coisas mais difíceis. Eles não esperavam José era uma parte deles também e sumir com o irmão, consumiram com uma pedaço deles próprios. Por outro lado, segredos que mais de uma pessoa sabe, não é segredo! Isso os levara à viverem com os nervos à flor da pele, porque um dos dez poderia fraquejar a qualquer momento ou se descuidar. O sofrimento que atinge igualmente dez pessoas, produz reações diferentes em cada uma delas. Assim como o mesmo sol que amolece a cera, também endurece o barro, assim cada pessoa tem uma consistência diferente para reagir à dor e ao sofrimento. Uns sofrem calado e resignados; outros externam de alguma forma, ficando defensivos ou agressivos; uns se introvertem e se deprimem, enquanto alguns disfarçam e seguem em frente, dizendo para si mesmos: “Foi feito, está feito, o que não tem remédio irremediado está!” Acreditem, todos esses fatores são clinicamente diagnosticáveis pelas ciências comportamentais e até tratáveis; mas a cura e a libertação autêntica, precisa de algo mais profundo: A VERDADE! O conjunto completo da obra precisa ser encarado pela pessoa. Admitir os fatos e as responsabilidades; confessar integralmente, pedir e receber o perdão e a purificação de Deus pela redenção que há em Cristo Jesus; se dispor a fazer as restituições necessárias e reparar os danos que for possíveis. Todos esses passos precisam ser feitos com , para apropriação dos recursos disponíveis em Deus; caso contrário a pessoa mesmo dando os passos certos, continuará sob culpa e condenação (falsos), presos pelas armadilhas emocionais e as fortalezas mentais do inimigo para manter a pessoa em cativeiro e sofrimento. A vida se torna uma tortura contínua e é um fardo pesado demais para levar, mesmo sendo cristão e estando firme na fé. É preciso mais do que frequentar igreja e receber orações; busque ajuda de cristãos e conselheiros mais maduros e experientes. Judá estava tendo o seu calvário e seu mundo estava todo desabando sobre sua cabeça e todos os seus boletos chegaram de uma única vez. Veja, seus irmãos estavam ao seu lado fisicamente, mas não havia nada que eles pudessem fazer. Ele estava solitário, sozinho no meio da multidão, anestesiado e combalido à cada novo golpe que lhe era desferido; não tinha nem tempo de reação e recuperação. Entre todas as possibilidades de males, escolheu não ver o novo sofrimento do pai, se Benjamim não pudesse voltar. Ele não queria ver de novo o efeito nos outros de suas escolhas, que até agora o pai e Benjamim ainda não sabiam a verdadeira origem das tempestades de suas vidas. Desafio de hoje: Lidar com as culpas, mas do modo certo e com a ajuda correta. Chega de escravidão e remorsos.

Pai, somos homens dotados de forte carga emocional e quando elas assumem condições exageradas e são potencializadas por erros e pecados, então se tornam fardos muito pesados para se carregar por muito tempo. Olhamos para o Calvário, lá existe uma cruz, vazia, ali por perto há também um túmulo, vazia com certeza, porque o ocupante desses lugares foi embora, após vencer o sofrimento, a dor e a morte; ele ressuscitou e está vivo para todo o sempre. Ganhou para todos nós, a liberdade que vem pela verdade e pela fé no seu amor e seu sacrifício. Conceda discernimento para cada um que está cansado e sobrecarregado, vir e depositar ali ao pé da cruz o seu fardo e encontrar descanso para sua alma, refrigério, perdão e paz. Jesus de Nazaré, salva-nos de nós mesmos e dos nossos pecados e liberta-nos para tua glória. Te invocamos, no poder do teu nome, amém.

Pr Jason

Substituição

Meditação do dia: 29/05/2020

 Agora, pois, fique teu servo em lugar deste moço por escravo de meu senhor, e que suba o moço com os seus irmãos. (Gn 44.33)

Substituição – Para o cristão raiz, aquele com base bíblica, é difícil pensar na palavra “substituição” sem associá-la ao sacrifício de Cristo. Esse termo vem do latim “vicarius” que significa, substituto. Daí o evangeliquês “morte vicária, sacrifício vicário de Cristo na cruz.” Ao prestarmos atenção nos fatos que se desenrolam na história de Judá e seus irmãos, ali no Egito, vemos alguém inocente,  no caso o próprio Judá (que não roubara a taça do governador), se oferecendo para substituir Benjamim, até então culpado (pela taça), mas que é alguém muito especial e precioso aos olhos do pai, que está em Canaã, aguardando a volta do filho (Judá) enviado para trazer de volta os seus filhos. Lá no Egito (mundo) estão presos dois tipos de pecadores, o do tipo Benjamim, a quem lhe é atribuído graves acusações com provas de delito específico; mas também tem o pecador tipo Simeão, que está preso por representar a todos os demais, onde o conjunto da obra é suficiente para manter preso. Judá, se apresenta como alguém com autoridade para mediar porque entende a necessidade do pai e seu amor pelos filhos, mas também entende a justiça que o governador exige e não há nenhuma medida que outra que justifica e livra a qualquer deles. Judá então tem que sacrificar-se, abrindo mão de sua vida, de sua família, seu pai, seus filhos, sonhos e promessas, para salvar os outros. Quando Judá tomou essa decisão, ele morreu; sua vida acabou ali. Sua vida agora pertence ao governador, caso ele aceite, porque não depende só da entrega, mas tem a aceitação do outro lado a ser confirmada. Quando leio e estudo os sacrifícios substitutivos da antiga aliança, os detalhes são impressionantes, espirituais e cheios de significados que na Nova Aliança ficam muito claros. Vejamos o holocausto pelos pecados: “Se a sua oferta for holocausto de gado, oferecerá macho sem defeito; à porta da tenda da congregação a oferecerá, de sua própria vontade, perante o Senhor. E porá a sua mão sobre a cabeça do holocausto, para que seja aceito a favor dele, para a sua expiação (Lv 1.3,4). As partes sublinhadas é indicação pessoal dos aspectos que destaco, que quando bem compreendido, a obra da redenção toma novo sentido. Holocausto significa “totalmente consumido,” queimado, sem sobrar nada. Macho sem defeito, aponta para a perfeição de Cristo. De sua própria vontade, significa que a pessoa tem que estar rendida, consciente, é uma decisão pessoal. Perante o Senhor, ao vivo, presencial. Porá a sua mão sobre a cabeça do animal, isso é identificação com a vítima, para sentir sua dor, sua agonia da morte, aquela angústia com a vida se esvaindo até o fim. Para que seja aceito a favor dele., se não for feito conforme Deus exige, não é aceito e perde-se a validade e o significado. Nas profecias de Isaías: Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados (Is 53.5). é muito importante a necessidade da compreensão do princípio espiritual do papel de morrer para se produzir uma nova vida. O Senhor é Deus de coisas novas, geradas de novo. O oposto ao projeto de Deus é poupar a vida miserável, destruída pelo pecado, corrompida pelo mal e ser apenas remendada, reformada e disfarçada de novo; mas é maquiagem, é engano não dá certo. Todos que tentaram sobreviver e fugir do processo morte, acaba por morrer definitivamente se perdendo e sem salvação. Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto. Quem ama a sua vida perdê-la-á, e quem neste mundo odeia a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna (Jo 12.24,25). Foi nesse ponto que Judá chegou! Chegou e ficou, morto, bem morto, por isso que o Judá que conhecemos é diferente desse que vínhamos acompanhando. Te desejo uma boa morte, para uma nova vida ainda melhor e mais produtiva.

Pai, ensina-nos a arte de morrer! Os frutos de uma vida completamente rendida ao Senhor são inquestionáveis. Estamos buscando ajuda do Espírito Santo para compreender completamente a tua perfeita vontade, quando nos chama para te seguir, renunciando à vida todos os dias, tomando cada um a sua cruz e indo após o Senhor. Guia-nos por essas sendas do Calvário. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Fiador do Moço

Meditação do dia: 28/05/2020

 “Porque teu servo se deu por fiador por este moço para com meu pai, dizendo: Se eu o não tornar para ti, serei culpado para com meu pai por todos os dias.” (Gn 44.32)

O Fiador do Moço – A sabedoria ensina a nunca assumir responsabilidade que não seja sua. Entrar em situações que levem a assumir responsabilidades desnecessárias, é prenúncio de tragédia, ou no mínimo, problemas para sua cabeça. No mundo dos negócios, não existe almoço grátis, e as garantias são exigidas para todos os lados. Na Palavra de Deus, a recomendação é fugir, correr de servir de fiador o mais longe que lhe for possível. Veja a gravidade com que Provérbios lida com isso: Meu filho, se você aceitou ser fiador de seu amigo ou se concordou em garantir a dívida de um estranho, se caiu numa armadilha por causa do acordo feito e se está preso por suas palavras, siga meu conselho e livre-se dessa obrigação, pois você se colocou nas mãos de seu amigo. Procure-o, humilhe-se e insista com ele. Não deixe para amanhã; não descanse enquanto não resolver essa situação (Pv 6.1-4). Por mais que as pessoas leiam isso na Bíblia, eles não levam isso tão à sério, ou por não entender ou pelo envolvimento emocional com a pessoa. Isso nos nossos dias aparece como pedir cheque; fazer compra no seu cartão de crédito; comprar no seu crediário ou fiador de aluguel e etc.  Não é um bom negócio. Dificilmente acaba bem; você perde o amigo e arca com o prejuízo. Então seja sábio e prática a Palavra de Deus. Quando ensino Mordomia Cristã, nessa parte, em respostas aquelas perguntas inevitáveis, a situação mais aceitável é a seguinte: Você tem recursos suficientes desde já para garantir o cumprimento do tal compromisso em nome dessa pessoa, sem que isso te cause dano financeiro? Se tem e está disposto, então seja fiador; caso ela não venha a honrar parte ou o todo, você já preparado e consciente desse risco. Judá está numa situação muito crítica, em luta interior com suas conveniências, suas palavras empenhadas junto ao pai e ao irmão mais novo; sem falar no acordo (se podemos assim chamar) com o governador, para a vinda do irmão mais novo, como garantia de probidade e retidão em nome de toda a família. Entre os muitos conflitos, ele e os irmãos nem tinham tempo ou reação diante da veracidade ou não de crime ou delito praticado por Benjamim, de furtar objetos da casa do governador. Suas preocupações eram maiores que isso. Judá tinha, tal como Rúben, sensação de responsabilidade pelo desaparecimento de José e provocado aquele abismo emocional na vida do pai, mas que agora esse brecha crescia a cada dia e a cada movimento, ameaçando tragar a todos. O que fora algo pequeno e apenas travessura que deu errado entre irmãos, agora ameaçava ruir e ninguém estava mais seguro. Como ele fora irresponsável na guarda e proteção de um irmão e escondera do pai, agora ele se pôs como fiador pelo irmão e não haveria condição que ele não estaria disposto a cumprir e ser penalizado, para proteger desta vez, o seu irmão. Era aquele grito desesperado: “Já fiz uma bobagem uma vez e não tenho como reparar, mas não vou permitir acontecer de novo e ainda mais com Benjamim!” Judá estava sendo depurado, cada gota de suor ruim estava sendo extraído sem piedade! Os planos e propósitos de Deus para ele eram grandes e duradouros demais para entregar a um homem cheio de dúvidas com relação a si mesmo; com fantasmas do passado lhe seguindo de perto. Em termos psicológicos, é quase impossível precisar o nível de estresse a que ele estava submetido naquele momento. Líderes são forjados em níveis de pressão muito grandes! Não é sem motivo que muitos sucumbem e se esgotam ainda na fase de preparação. Olha o conselho de Tiago: Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria sempre que passarem por qualquer tipo de provação, pois sabem que, quando sua fé é provada, a perseverança tem a oportunidade de crescer. E é necessário que ela cresça, pois quando estiver plenamente desenvolvida vocês serão maduros e completos, sem que nada lhes falte (Tg 1.2-4). Deixa eu te dar uma força: a teoria do que Tiago fala é linda e maravilhosa! Mas isso, ao vivo e à cores, meu irmão, só Jesus na causa! Mas quem viver e sobreviver, sairá diferente e pronto!

Senhor, Jesus se colocou entre Deus e os homens – de um lado um Deus santo e justo, e de outro, homens pecadores e corrompidos pelo mal. No Getsêmani foi tétrico e muito estressante; “se possível, passa de mim este cálice! Mas faça-se a tua vontade!” onde Adão fracassara, renunciando a vontade de Deus e abraçando a sua própria; aqui, Jesus renuncia a sua vontade e abraça a vontade de Deus. Foi ali, que ele quebrou as cadeias da escravidão sobre a vontade humana. Tudo o que perdemos em Adão, recuperamos em Cristo; Tudo que perdemos no Jardim do Éden, Jesus recuperou para nós no Jardim do Getsêmani. Tão grande amor assim, só Deus mesmo; só Jesus mesmo. A ele seja a honra e a glória para todo sempre, amém.

Pr Jason

Alma Ligada Com Alma

Meditação do dia: 27/05/2020

 “Agora, pois, indo eu a teu servo, meu pai, e o moço não indo conosco, como a sua alma está ligada com a alma dele, acontecerá que, vendo ele que o moço ali não está, morrerá; e teus servos farão descer as cãs de teu servo, nosso pai, com tristeza à sepultura.” (Gn 44.30-31)

Alma Ligada Com Alma – Naturalmente há ligações muito fortes entre pais e filhos. Laços de sangue, pela genética, uma ligação biológica natural. Há também laços afetivos, os chamados “laços de alma” que podem ser tanto bons, quanto ruins; saudáveis ou pecaminosos. Amizades fortes também produzem ligações de alma e alguns casos até superam laços biológicos. Desde Abraão, vinha sendo construído uma linhagem de ligações muito fortes, diria extremamente fortes, devido a quase todos terem sido gerados por promessas devido a dificuldades de geração de filhos, como foi o caso de Sara, depois Rebeca e depois Raquel e Lia. Todos esses casais baralharam muito em oração e se firmaram em promessas de Deus para virem a conceber e terem seus filhos. Diretamente ligado a isso, vinha o forte laço de amor dos pais por esses filhos e acrescente-se as promessas de Deus e as alianças celebradas entre esses pais e o Senhor Deus Altíssimo. Eram pactos com validade eterna, com compromissos de serem passados de geração em geração sob condições de bênçãos ou maldições. Todos os fatores levavam a grandes e fortes ligações entre esses pais e esses filhos. Apimentando esses relacionamentos, acrescentamos uma pitada de laços familiares afetivos, quando por exemplo Jacó fora apaixonado por Raquel e obrigado a cumprir uma tradição e se casar com Lia e ele teve que contornar a situação para seguir o seu coração e casar-se também com a amada de sua alma. Ela, lhe deu dois filhos e digamos, com extrema dificuldade e lutas; sendo assim não é nenhuma novidade ver Jacó/Israel ter uma queda preferencial por José e Benjamim. José por ser o primogênito de Raquel e Benjamim por circunstancias excepcionais, pois com o seu nascimento veio a morte de sua mãe. Então o pai ganhou um e perdeu outro no mesmo instante. Como não nos identificarmos com um pai numa situação dessas. Com o passar dos tempos a dor, a saudade e as lembranças marcantes ficaram apenas para Israel e José, um por ter perdido a mãe quando ainda era muito criança e o outro por ter perdido a esposa que era o encanto de sua vida, amor à primeira vista. O pequena Benjamim não conhecer a mãe e as lembranças certamente não pesavam tanto sobre ele porque a vida que conheceu, era essa que viveu, sob os cuidados do pai e o carinho do irmão. Pensando em laços familiares fortes, não podemos deixar de incluir aqui o que deve ter sido para José e Benjamim, quando do desaparecimento dele; podemos ligar as peças vendo o que seria quase uma obsessão do governador do Egito pelo irmão mais novo daqueles dez irmãos diante dele. Também vemos fragmentos emocionais fortes, pistas deixadas no banquete oferecido por José a eles: E ele levantou os seus olhos, e viu a Benjamim, seu irmão, filho de sua mãe, e disse: Este é vosso irmão mais novo de quem falastes? Depois ele disse: Deus te dê a sua graça, meu filho. E José apressou-se, porque as suas entranhas comoveram-se por causa do seu irmão, e procurou onde chorar; e entrou na câmara, e chorou ali. E apresentou-lhes as porções que estavam diante dele; porém a porção de Benjamim era cinco vezes maior do que as porções deles todos. E eles beberam, e se regalaram com ele(Gn 43.29,30,34). Há quarenta e cinco anos eu leio essa história e sempre mais de uma vez por ano e sempre foi difícil conter a vontade de chorar; as lágrimas as vezes eu consigo conter, mas as emoções não! Eu me envolvo emocionalmente e parece que é sempre a primeira vez que estou lendo. Judá confessou essa ligação entre seu pai e Benjamim e ele a admitia como legítima e que deveria ser respeitada; ele até se prontificava a sacrificar-se por esse irmão, até como uma medida de compensação pelo sofrimento e a quebra dos laços entre o Pai, José e Benjamim e ele vira que o pai nunca se recuperara. Com as devidas proporções, o que levou Judá a tamanha identificação e consciência da dor e sofrimento do pai, foi porque ele perdera dois filhos e isso arrasa qualquer pai. Judá sabia que a dor da perda do pai não se comparava com a dele, e a do pai fora provocada especialmente por ele e era algo que poderia no mínimo ser afagada com a verdade, que eles nunca estiveram dispostos a admitir. O tempo levou aqueles irmãos a perceberem que o mal que eles produziram atingira também a eles igualmente como ao pai e a Benjamim. A nossa lição de hoje é sobre o valor e a importância da verdade! A verdade liberta e previne novos males.

Senhor Deus e Pai, queremos aprender com o Senhor sobre o valor da verdade. Ela sempre prevalecerá sobre o engano e a mentira. Deus é a verdade! Jesus é a verdade que liberta! O Espírito Santo é o Espírito da verdade. Queremos permanecer expostos a tua verdade, para andarmos em liberdade e verdadeira justiça. Pedimos ajuda e cremos que a receberemos para que o Senhor seja honrado e glorificado em tudo o que fizermos. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason