Uma Túnica Colorida

Meditação do dia: 14/06/2020

 “E Israel amava a José mais do que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica de várias cores.” (Gn 37.3)

Uma Túnica Colorida – Dá para imaginar a celeuma toda provocada por uma túnica colorida? Claro que o problema, ou a solução não tinha nada a ver com a indumentária do rapaz; forças maiores e valores diferentes acirraram os ânimos, valendo-se da túnica como pretexto. Jesus proferiu um ensinamento sobre isso, que podemos recorrer aqui: “Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário? Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?” (Mt 6.25,26). Aquela linda peça do vestuário de José o distinguia dos demais irmãos, mas acredito que não era pelas cores da túnica, mas pela reação produzida nas relações entre os irmãos, que viram no ato do pai presenteá-lo, como uma provocação. Quando existe amargura nos corações das pessoas, qualquer coisa, por mais pequena que ela seja ou significa, serve como catalisador para uma grande reação. Ao não saber lidar com os sentimentos ambíguos interiores, se permite que eles cresçam e podem se tornarem incontroláveis, tal qual um incêndio. Os irmãos de José começaram a valorizar mais a capa do que a pessoa dentro dela. Assim, dar um sumiço somente na capa, não resolveria suas crises, pois eles ainda continuariam olhando para ele e agora vendo alguém sem uma capa, mas ainda uma ameaça. Temos tantas narrativas bíblicas sobre túnicas, mantos e capas, que tiveram as mais diversas utilidades, além, claro de servir para vestuário. Posso me lembrar rapidamente de Acã sendo condenado a morte, por uma atitude que incluía uma bela capa babilônica que encontrou na invasão à Jericó. “Quando vi entre os despojos uma boa capa babilônica, e duzentos siclos de prata, e uma cunha de ouro, do peso de cinqüenta siclos, cobicei-os e tomei-os; e eis que estão escondidos na terra, no meio da minha tenda, e a prata por baixo dela” (Js 6.21). O recém promovido profeta Eliseu, recebeu a capa de Elias, e essa sim, confirmou sua chamada e vocação e manifestava o poder de Deus que operava no seu possuidor. “E tomou a capa de Elias, que dele caíra, e feriu as águas, e disse: Onde está o Senhor Deus de Elias? Quando feriu as águas elas se dividiram de um ao outro lado; e Eliseu passou” (2 Rs 2.14). Uma história de capa e vestes que muito me impressiona, por revelar nas entrelinhas toda a beleza da obra da redenção em Cristo Jesus e o valor do amor de Deus por nós, é a da aliança celebrada entre o Príncipe Jônatas, filho do Rei Saul e Davi, até então um jovem aprendiz. “E Jônatas se despojou da capa que trazia sobre si, e a deu a Davi, como também as suas vestes, até a sua espada, e o seu arco, e o seu cinto” (I Sm 18.4). Alianças são celebradas entre duas ou mais partes, e sempre há troca de presentes, que selam o acordo e a posse do objeto trocado é um memorial de que a aliança está em vigor. Jônatas e Davi celebraram uma aliança de amizade e cuidado entre si e suas futuras gerações, mas só Jônatas deu presentes; a razão era que a iniciativa era dele, e ambos reconheciam a condição de cada lado. Um era um Príncipe, distinto, respeitado, rico e com muito poder e prestígio. O outro não tinha nada; deixara as poucas ovelhas e gado da família sob os cuidados de alguém para servir na corte, por uma situação de emergência de saúde do rei. A capa, as vestes, a espada, o arco e o cinto, que Davi recebeu, não eram quaisquer objetos – eram posses pessoais de um Príncipe; eram peças artesanais, feitos sob medida, personalizadas e ninguém mais além de Jônatas tocavam ou as utilizavam; eram conhecidas e reconhecidas em qualquer lugar que se apresentasse; qualquer um que as ostentasse, seria distinguido por todos e o prestígio seria inestimável. Não tudo o que Jesus fez por nós? Tal como Davi, o que temos a oferecer? Nada! Só nos resta receber com humildade, para não ofender a generosidade do doador. NÃO é qualquer um que tem essa honra. Poderíamos aqui falar da capa do Rei Saul, que um dia Davi cortou a aba, para dar-lhe um aviso de que não estava disposto a cometer um crime contra sua majestade. Poderíamos falar da capa que Boaz usou para cobrir Rute e depois a encheu de grãos para que levasse para casa. Poderíamos falar da túnica de Jesus que os soldados lançaram sortes sobre ela. Poderíamos falar da capa que Paulo encomendou a Timóteo que não esquecesse de levar para ele junto com os pergaminhos. Até mesmos das vestes de linho branco e puro que estão reservados no closet celestial para nós muito em breve. “Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou. E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos. E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus” (Ap 19.7-9).

Pai, obrigado pela maravilhosa experiencia de sermos convidados para fazer parte de um reino que valoriza a pessoa mais do que as coisas que ela tem ou possa ter. graças te damos por providenciar vestes de justiça, que somente Cristo com seu amor imenso pode providenciar, e todas elas branqueadas no seu sacrifício na cruz; ainda que os nossos pecados sejam como o carmesim, eles se tornarão mais alvos do que a neve. Obrigado por tão grande e maravilhosa salvação. Somos gratos, eternamente gratos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Amar Demais

Meditação do dia: 14/06/2020

 “E Israel amava a José mais do que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica de várias cores.” (Gn 37.3)

Amar Demais – Até os pais mais perfeitos ainda são humanos e imperfeitos, e como tais, sujeitos a errarem, e pode acreditar, erram! Ao observamos os vários ciclos da existência humana como sociedades, percebemos que os padrões tendem a se repetir de tempos em tempos, com certa regularidade. Alguém disse, sobre desenvolvimento das economias e finanças globais algo assim: “Tempos difíceis produzem homens fortes; homens fortes produzem tempos bons; tempos bons produzem homens fracos, que por sua vez, produzem tempos difíceis!” são ciclos que se repetem. Todos esses grandes ciclos, são formados e neles acontecem pequenos ciclos, populacionais, familiares e pessoais; e todos eles estão eivados de elementos como finanças, trabalho, educação, princípios, ética, moral, religiosidade, em todas as suas variações para mais ou para menos. Todas as civilizações que cresceram, desenvolveram, atingiram o auge e decaíram e alguns até se extinguiram, tiveram todos, sem exceção, elementos em comum, cientificamente comprovados, como padrão. Os ministérios cristãos que trabalham com famílias, ensinam unanimemente que uma das coisas mais desiguais que os pais fazem, é tratar igualmente os seus filhos. Filhos não são produtos feitos em linha de produção, padronizados, conformizados e adaptáveis a um mesmo padrão. Cada pessoa é única e especial, com traços e características tão individualizados, que são verdadeiras joias raras. Deus preparou uma imagem, uma identidade e um destino igualmente únicos para cada um dos seres humanos – isso dá dignidade e valor a cada um. O pecado afetou o homem na sua totalidade e corrompeu todo o seu ser, alterando suas emoções, vontade, razão e desejos. Criamos padrões de ética e moral, que chamamos de certo e errado, aceitável e reprovável; depois vem o meio em que se vive oferecendo um padrão grupal para a convivência e tenta enquadrar a todos e assim uns se adaptam, outros se submetem e tantos outros são subjugados ou desintegrados como personalidade, vivendo sob a mercê e o capricho da imposição, de um sistema, que sem dúvida não representa o ideal de Deus para o bem-estar das pessoas. Jacó/Israel é um homem formidável e de grande ligação espiritual com Deus e suas promessas. Um iluminado, com experiencias sobrenaturais acima da média dos demais; alcançou promessas e fez alianças com Deus e mantinha estreito relacionamento com o Todo Poderoso. Mas isso, também não o torna menos humano do que eu e você; não o isenta de gostos e preferencias, que no exercício de suas liberdades, coloca em choque valores que precisam ser administrados. Pense comigo. Imaginemos que de posse da promessa e da aliança de se tornar uma grande nação, Jacó, não tivesse doze filhos, mais apenas um, Ruben! Ele o amaria e lhe dedicaria todo afeto e o prepararia para os passos seguintes. Mas digamos, que tivesse mais; quatro filhos: Ruben, Simeão, Levi e Judá. Não seria maravilhoso? Mas, na verdade teve doze, com quatro mulheres diferentes (mas tudo dentro da legalidade). José é o filho da esposa que ele amara e fora apaixonado, que lhe dera dois filhos. O que fez ele escolher esse para predileto? Não sei! Você também não sabe; mas temos nossas teorias e todas elas muito bem embasadas. Vamos trazer para cá, para hoje, você e eu demonstramos predileção por um ou outro dos nossos filhos? Sim, não, mais ou menos ou vai fugir da raia? O que cria certas afinidades maiores entre esse e aquele? Mas qual a percepção que temos do projeto de Deus para cada um e o que estamos fazendo e trabalhando para equilibrar a balança e ajuda-los a realizarem o tal projeto? Insisto que o cristão viva pela fé, isso é padrão bíblico: “Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá pela fé” (Rm 1.17). A fé deve permear todos os aspectos da nossa vida, incluindo criar e educar os filhos, preparando-os para experimentar a vontade de Deus e cumprirem seus propósitos. Permitir-se cair na vala das emoções e preferencias carnais; ofusca a verdade e mascara as intenções mais puras e legítimas. Lembremos que Jacó, fora mais amado pela mãe por ser caseiro enquanto seu irmão Esaú era o predileto do pai por ser caçador e gostar da vida no campo. Agora Jacó se apega a José e o distingue de outros onze filhos. Não alterou o resultado final da equação da vida, mas trouxe sérios problemas. Orar, vigiar e pedir discernimento espiritual; família é um ministério e muito sério, que merece dedicação de tempo e vida integral.

Pai, obrigado, por que em Ti sabemos que não há imperfeição e nem acepção de pessoas. Nenhum de nós, por mais talentoso, obediente ou produtivo, ganha vantagens ou predições diante do Senhor. Obrigado por nos amar tanto, de forma que podemos nos aperfeiçoar em todas as áreas da nossa vida e das nossas relações sociais e familiares. Guia o nosso coração ao verdadeiro discernimento espiritual sobre a tua vontade expressa para cada um dos nossos filhos, quer os biológicos ou os espirituais no discipulado e vida cristã. Agradecemos a motivação e a benção do Espírito Santo nos guiando para mais perto de Jesus, a cada dia; no nome dele é que oramos, amém.

Pr Jason

José Aos Dezessete Anos

Meditação do dia: 13/06/2020

 “Estas são as gerações de Jacó. Sendo José de dezessete anos, apascentava as ovelhas com seus irmãos; sendo ainda jovem, andava com os filhos de Bila, e com os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e José trazia más notícias deles a seu pai.” (Gn 37.2)

José aos Dezessete Anos – Parece que adolescentes são iguais em todos os lugares e em todas as épocas. Os povos de fala inglesa aproveitam a fase de idade entre os catorze e dezenove anos, para denominar a galera “Teen,” devido a escrita – fourteen – nineteen.” Ao estudarmos a vida de José, vamos encontrar o mesmo que encontramos na maioria das famílias que tem filhos nessa idade; muita energia acumulada, muita agitação e imaturidade. Mas tudo isso faz parte natural do processo de crescimento, pois em bem pouco tempo eles se transformam em jovens e adultos com responsabilidades e muita qualidade. José já trabalhava na lida do pastoreio dos rebanhos da família; ao andar com os irmãos mais velhos ele aprendia mas também observava e na auge da imaturidade, trazia as más notícias da conduta dos irmãos ao conhecimento do pai. Todos sabemos que ninguém gosta muito de “dedo duro,” assim aos poucos ele criava um clima tenso nas relações com os irmãos. A intenção poderia ser até boa, pois os quatro irmãos, filhos de Zilpa e Bila (Dã, Naftali, Gade e Aser) deviam aprontar algumas travessuras que desagradavam a José e ao relatar ao pai, devia sobrar alguma bronca paterna para os garotos. Quem quiser ser um pouco mais radical poderá dizer que o Zezinho era um fofoqueiro, que entregava os irmãos de bandeja para o pai, se passando de bonzinho e ganhando pontos com o velho. O Salmista lembra de pedir misericórdia a Deus, pelos pecados da mocidade e muitos de nós também temos que embarcar nessa viagem. “Não te lembres dos pecados da minha mocidade, nem das minhas transgressões; mas segundo a tua misericórdia, lembra-te de mim, por tua bondade, Senhor” (Sl 25.7). Deus costuma trabalhar com potenciais, ou o que chamamos de joias brutas, ainda não lapidadas e que ele começa uma boa obra e vai até o final do processo. Ele sabe exatamente como ficará o resultado final e os passos para se chegar lá. Um diamante bruto, pode ser só uma pedra, até confundível com outra qualquer; mas nas mãos de um lapidário experiente ela se transforma. Só de vê-la, ele já consegue imaginar o resultado final do trabalho de transformá-la numa joia de muito valor e altamente desejável. Um artista polivalente, que é capaz de produzir peças raras e únicas com qualquer tipo de material, sabe também qual ferramenta é adequada para cada tipo de material e que tanto de força, pressão, ambiente, temperatura e pancadas são necessárias para se chegar a um resultado satisfatório. Isso responde porque as lutas e as provas, são diferentes para cada um de nós. Alguns são madeiras duras, e aí vem ferramentas mais afiadas e mais resistentes; os mais maleáveis, dá para ir só no jeitinho e carinho! Mas alguns, o jogo tem que ser bruto! “Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo” (Fp 1.6). Esse verso de Paulo nos trás uma boa e uma má notícia, mas ao final as duas são excelentes: A boa é que Deus é fiel para realizar uma obra em nossas vidas; a ruim que é boa é que ele não desiste. Até o dia de Cristo ele dá jeito em nós. Com Deus é ou vai ou vai! Se precisar ele faz o que mostrou para Jeremias lá na casa do oleiro: “Então veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? diz o Senhor. Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel” (Jr 185,6). Quem vê José aqui, e o vê treze anos depois, sendo empossado como Primeiro Ministro do maior império do mundo de sua época, e olha que não era qualquer imperiozinho não, era o Egito dos Faraós, com suas ciências e tecnologias que até hoje impressionam o mundo, pode ver do que Deus é capaz. Eu e você, não somos melhores e nem piores que José, somos o que somos, criados por Deus para cumprir um propósito e para isso ele está trabalhando em nós. Só, e tudo isso!

Pai, obrigado por não desistir de nós! Obrigado por teres um plano excelente e grandioso para cada um de teus filhos e pretendes leva-los até o final e ver o resultado planejado. Consagramos nossas vidas e submetemo-nos à tua divina sabedoria e capacidade de transformar algo que parece insignificante, mas que em tuas mãos poderosas pode se tornar uma peça única e preciosa. Graças ao Espírito Santo que habita em nós e intercede diante de Ti por nossas vidas até em momentos quando não conseguimos orar como convém. Louvado seja o teu santo nome. Agradecidos somos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Obs: Correção: A meditação de 11/06/20 – Lidando com as Perdas – referencia bíblica é Gn 35.18)

Os Filhos de Raquel

Meditação do dia: 12/06/2020

 “Os filhos de Raquel: José e Benjamim” (Gn 35.24)

Os Filhos de Raquel – Raquel teve dois filhos, José e Benjamim, que ela não criar, porque faleceu de complicações no parto dele. Essa é uma cena que nenhuma mãe sequer gostaria de imaginar. Essas não são escolhas disponíveis para as pessoas; elas acontecem na vida e não escolhem por algum critério; se houver algum critério está reservado sob os cuidados de Deus. Não minimiza os impactos, mas Jacó ao menos era um homem rico e com muitos servos a seu serviço, contava ainda com Lia, sua esposa e no caso, tia do pequeno Benjamim e José e ela pode ter assumido algum papel de ajuda naquelas circunstancias; ainda tinham as duas concubinas, mães de quatro dos doze filhos de Jacó e poderiam também oferecer seus préstimos; ainda me vem à mente, que havia Diná, a única irmã, uma adolescente na época, mas também poderia ser útil numa situação emergencial como aquela que toda a família passava. Mas desejo voltar minha mente e meu coração, para um tempo profético, distante daquela cena triste, mas que está ligado à redenção e as nossas vidas também. O local exata da morte e sepultamento de Raquel, foi entre Betel e Belém, aqui chamada de Efrata. Betel significa “Casa de Deus,” fora ali que Jacó pernoitara na viagem de ida para Harã e tivera o sonho da escada que ligava céus e terra e anjos desciam e subiam por ela. Ali o Senhor se revelou a ele e lhe confirmou o pacto feito com Abraão e Isaque e lhe fez promessas, incluindo trazê-lo de volta com uma família numerosa; ali Jacó ungiu a pedra que lhe serviu de travesseiro e fez votos e deu esse nome ao local, como Casa de Deus e onde seria um local de adoração. Tudo isso se confirmou! Logo em seguida, partindo dali, ele é acometido por esse fato, o falecimento de Raquel, justo no nascimento de Benjamim e quando José, ainda era menino pequeno. Estavam à caminho de Efrata, que também é Belém e significa “Casa de Pão.” Raquel entrou em Canaã, na Terra Prometida, seu sonho e o desejo de viver a Aliança de Bênçãos que lhe pertencia por ter se unido ao projeto de Deus com seu marido. Ela não pode viver fisicamente o seu sonho, mas deixou um legado que viveria e alimentaria não só seu sonho, mas o tornaria viável para muitas gerações. Podemos lembrar que anos mais á frente, como nação, o primeiro rei de Israel foi filho de Raquel, o benjamita Saul. O profeta Jeremias, vivendo muitos anos depois e já com Israel disperso e em cativeiro por seus pecados como nação, trás uma profecia de restauração, mas invocando uma figura do passado, Raquel chorando por seus filhos; que na verdade indicava um futuro esperado por eles: “Assim diz o Senhor: Uma voz se ouviu em Ramá, lamentação, choro amargo; Raquel chora seus filhos; não quer ser consolada quanto a seus filhos, porque já não existem. Assim diz o Senhor: Reprime a tua voz de choro, e as lágrimas de teus olhos; porque há galardão para o teu trabalho, diz o Senhor, pois eles voltarão da terra do inimigo” (Jr 31.15,16). No Evangelho de Mateus, na descrição das circunstancias do Nascimento de Jesus e a perseguição do Rei Herodes, essa profecia de Jeremias é citada como sendo ali o seu cumprimento. “Então Herodes, vendo que tinha sido iludido pelos magos, irritou-se muito, e mandou matar todos os meninos que havia em Belém, e em todos os seus contornos, de dois anos para baixo, segundo o tempo que diligentemente inquirira dos magos. Então se cumpriu o que foi dito pelo profeta Jeremias, que diz: Em Ramá se ouviu uma voz, Lamentação, choro e grande pranto: Raquel chorando os seus filhos, E não quer ser consolada, porque já não existem” (Mt 2.16-18). A contribuição de Raquel para a formação da nação escolhida foi dada e confirmada, não só pela história, mas também pelo legado espiritual de seus filhos, que vivendo eles, viveu ela. O Sonho dela de viver as promessas de Deus se tornou a vida e os sonhos de José, que foi o elo importante para preservar as promessas de Deus. A lição que fica hoje para nós, é que a nosso legado e contribuição para a causa que acreditamos, precisa ir muito além de nossa existência terrena; precisa ser algo mais firme e consistente e pessoas de fé e compromisso são as melhores expressões disso. Gerar filhos que vivam as promessas de Deus. Podem ser filhos biológicos; mas também podem ser filhos espirituais, discípulos que acompanhamos e impregnamos em suas vidas a mentalidade de reino e compromissos espirituais fortes, como os da Palavra de Deus. As nossas igrejas estão cheias de órfãos espirituais, esperando para serem adotados por pais espirituais que anseiam por deixar um legado e uma marca nessa vida, que poderá ser vista em outras vidas, pelo tempo e a eternidade. Envolva-se!

Senhor, obrigado pela visão de que a seara é grande e ainda hoje os trabalhadores são poucos. No reino, e na seara espiritual não há como mecanizar e substituir o elemento humano por máquinas eficientes e mais produtivas. O Evangelho só pode ser comunicado de coração para coração e o Espírito Santo convence os pecadores do amor, da graça, da justiça e do juízo divino, a homens que foram expostos à Palavra que é viva e eficaz e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, penetrante e poderosa para discernir pensamentos e intenções do coração. Filhos do Reino, são os obreiros do Reino, para levar pessoas para a comunhão com o Pai. Desperta-nos, Senhor, para um legado verdadeiramente espiritual e permanente. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Lidando Com as Perdas

Meditação do dia: 11/06/2020

 “E aconteceu que, saindo-se-lhe a alma (porque morreu), chamou-lhe Benoni; mas seu pai chamou-lhe Benjamim.” (Gn 33.7)

Lidando Com as Perdas – As marcas que a vida proporciona fazem diferença na vida de todos nós. Temos que aprender a lidar com a dor, o sofrimento, as perdas e a morte. Ainda que os pais tentam blindar os filhos de serem atingidos, necessariamente nem sempre se consegue êxito. Nesses momentos, a alma precisa ter uma âncora para se segurar; lições importantes devem ser aprendidas e vivenciadas com as tragédias e dificuldades. Como em tantas outras áreas da vida, nossa fé nos ensina que Deus está sempre no controle de todas as situações e que nada escapa ao seu olhar cuidadoso e de bondade. O difícil é separar a teoria da fé, com a prática de fato. Mas entre um e outro, acredito e posso dizer-lhes que Deus continua no controle e tem um plano muito bem traçado e havendo cooperação da nossa parte, sairemos sempre mais fortes de cada percalço que acontecer em nossas vidas. Ainda que o nosso texto não fale e não faça qualquer citação de José, eu resolvi escrever essa meditação, incluindo-o nesse cenário, porque de fato ele estava ali e foi um dos mais atingidos pela morte da mãe. José, era um garotinho ainda. Muito ligado à mãe, que era a paixão do pai; o que fazia dele, como caçula, uma preciosidade e a quem era reservado o de melhor que poderiam oferecer. Jacó e Raquel estavam em estado de êxtase, pela chegada de mais um filho; o irmãozinho de José; eles estava muito perto de chegar em casa, na casa do vovô Isaque; mas os planos foram alterados e a vida de muita gente mudou completamente. Raquel teve dificuldades no trabalho de parto e ainda que a criança nasceu, ela não resistiu e sabia disso, ao registrar a criança com o nome de “Filho de minha dor!” Para o pai, era o filho das suas delícias, do seu prazer. Benjamim chegou, mas Raquel partiu. José ficou! Ficou só e sozinho num mundo tão grande, num lugar que ele não conhecia, à caminho do sonho de conhecer a Terra da Promessa de Deus ao papai. Mui provavelmente ele ainda não compreendia tudo que estava acontecendo ali bem diante de seus olhos. O que tinha a chegada de seu irmãozinho com a morte da mamãe? Mas tudo terminou num montão de pedra; uma coluna que Jacó levantou sobre a sepultura de Raquel. De agora em diante era um pai, dois filhos pequenos, mas sem a mãe para cuidar, ensinar e embalar aqueles pequenos. Conseguimos imaginar as primeiras noites, primeiras semanas? O pai de José, estava com o coração dilacerado; mas ele era um patriarca e tinha promessas e compromissos com a sua fé e com o seu Deus e não podia parar e se desmanchar ali. Pode ser, ali também começou o treinamento de Deus com José, com Jacó e até com o pequeno Benjamim; porque muitas separações, muitas dores e muitas perguntas sem respostas, situações sem explicações, estavam apenas começando. Amados irmãos e irmãs que estão lendo essa meditação: O que estamos aprendendo aqui? Não tenho questionamento algum; mas tenho perguntas de inquirição para aferir o aprendizado meu, seu e nosso. Deixe-me firmar algumas estacas onde verdades precisam ficarem presas e firmes o tempo todo: Jacó e família estavam dentro da vontade e do tempo de Deus; eles estavam indo em direção certa, apontada e dirigida pelas promessas do Senhor; estavam na Terra Prometida já; haviam firmado um novo pacto, ratificado as alianças e a operação de Deus estava sobre eles. Nada disso tem a ver com pecado, desobediência ou obra do Diabo! Deus estava criando as estruturas para o tipo de projeto que se sustentaria para o tempo e a eternidade. O Sofrimento, a perda, a morte, não é necessariamente um mal, uma tragédia ou desgraça. Nem sempre pode ser entendida como ausência ou abandono de para com seus servos. Quando se trata de um coração de pai sofrer pelos filhos, Deus entende tudo disso, Ele é especialista; Ele deu o próprio filho, para ganhar outros filhos; a dor da morte também sensibiliza Deus, ele viu seu filho morrer de forma muito cruel e dolorosa e aguentou firme até obra toda estar consumada. Não culpe a Deus; não se amargure, enclausurando-se no seu mundinho de sofrimento egoísta. O Pai está construindo coisas grandes e firmes que ainda não sabemos e não vemos de imediato. Confie! “Deleita-te também no Senhor, e te concederá os desejos do teu coração. Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele o fará. E ele fará sobressair a tua justiça como a luz, e o teu juízo como o meio-dia. Descansa no Senhor, e espera nele” (Sl 37.4-7).

Pai amado, obrigado por nos ensinar o caminho da vida através de aprendermos com as nossas dores e perdas. Ninguém perdeu tanto quanto o Senhor e ninguém amou tanto quanto o Senhor; por isso também não há ninguém tão satisfeito e realizado quanto o Senhor. Perdoa-nos quando colocamos nossas causas e dores acima de nossa fé e desacreditamos no ter perfeito amor e cuidado. O Senhor é fiel e justo em todo o tempo e nada desabona o teu caráter santo. Submetemos nossos corações ao teu Espírito Santo para nos ajudar no processo de cura e restauração pelas perdas e dores sofridas, mas ao sabermos que tudo está sob teu controle, podemos descansar e acalmar nossa alma. Pai, refrigera-nos a alma; alivia-nos a tensão e o estresse que a vida nos impõe; mas sabemos que maior é aquele que está conosco e para sempre estará, pois foi isso que Jesus prometeu, e acreditamos nele. Amém.

Pr Jason

José & Raquel

Meditação do dia: 10/06/2020

 “E chegou também Lia com seus filhos, e inclinaram-se; e depois chegou José e Raquel e inclinaram-se” (Gn 33.7)

José & Raquel Os pais e mães foram projetados por Deus para serem agentes dele na transmissão da sua visão da vida, também sobre os seus propósitos concernentes à identidade e destino. Deus confiou os filhos aos pais, por colocado neles uma capacitação especial para cumprirem esse papel. Acreditamos sem dúvida alguma de que Deus jamais dá ordens impossíveis de serem executadas; certamente junto com cada missão e trabalho delegado, ele envia junto todo um arsenal de ferramentas e equipamentos poderosos nele, para que os pais consigam cumprir a missão de gerar filhos para serem disseminadores do conhecimento de Deus e assim abençoar todas as famílias da terra. Jacó era muito consciente disso e passou esses conceitos de aliança com o Eterno para suas esposas e assim, juntos poderiam incutir nos filhos a missão privilegiada que sua linhagem exerceria sobre os povos e as nações. Quando a Palavra de Deus recomenda algo, isso precisa ser considerado, porque ela é a Palavra de Deus e a vontade de Deus deve ser amada, buscada, encontrada e obedecida diligentemente. Ao lermos: Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele (Pv 22.6). Qual é o tamanho da sua visão para os seus filhos e próximas gerações? Quanto maior for a visão, maior deve ser a dedicação e o investimento na formação de solidificar nos seus corações aquilo que está em mente que é a perfeita vontade de Deus. Quanto maior for o edifício, maior e mais profundo precisam ser os fundamentos. “Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, na caridade, no espírito, na fé, na pureza” (1 Tm 4.12). O apóstolo Paulo é indiscutivelmente um dos maiores exemplos de obreiro fiel e comprometido com o Evangelho de Jesus Cristo. Ele aceitava o desafio de ser imitado pelos demais cristãos de seus dias; Sede meus imitadores, como também eu de Cristo (I Co 11.1); Ele se identificava com os filhos na fé à ponto de sofrer por eles: Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós (Gl 4.19). Ele se esforçava por produzir naquelas vidas e nas nossas também através dos seus escritos, como aquilo uma missão de vida e para a vida: A quem anunciamos, admoestando a todo o homem, e ensinando a todo o homem em toda a sabedoria; para que apresentemos todo o homem perfeito em Jesus Cristo;
E para isto também trabalho, combatendo segundo a sua eficácia, que opera em mim poderosamente
(Cl 1.28,29). Simplificando tudo o que estou pretendendo dizer e aprender com vocês nessa meditação, é que o exemplo dos pais é o mais poderoso elemento para construção de valores eternos na vida dos filhos e das gerações seguintes. José aprendeu a respeitar e reverenciar um tio fora da casinha, porque viu isso no pai, respeitando um sogro trapaceiro e disposto a atitudes ruins em favor de lucro; ele viu a mãe lidar com a tia e mãe de seus meio irmãos; ela ia para oração e se derramava diante de Deus, fez isso por ele e fez pelo irmãozinho que estava à caminho. Pais, também sou e sei que não adianta tentar enfiar piedade e fé garganta à baixo nos filhos; eles precisam nos ver em ação, diligentemente e constantemente para que saibam que aquilo tem importância e valor; aquilo ocupa tempo e prioridade do papai e da mamãe; que as atividades que dizem respeito à fé, é levado à sério por eles e querem passar isso para os filhos, como uma herança alvissareira e não um fardo difícil e desgastante. Seus filhos vêem vocês orarem constantemente? Eles presenciam vocês lerem a Bíblia devocionalmente, constantemente? Eles percebem alegria em vocês nas práticas espirituais? A hora de aprontar para ir ao templo (antes da Pandemia) eram momentos de alegria e expectativas? Como eles observam o trato de vocês com os líderes espirituais e irmãos na fé? Vocês são generosos financeiramente com a obra de Deus à vista deles? Missões e outras atividades contam com a participação ativa de vocês e eles são incluídos nisso? Pregar o Evangelho e testemunhar de Cristo está sendo mostrado como algo importante na vida de vocês? Se não dermos um bom exemplo, por omissão estaremos dando maus exemplos. Faça, mostre, explique, permita-o entender o racional das ações, deixem eles ajudarem a fazer e estimule-os a serem criativos nas coisas de Deus. Um dos exemplos mais eficientes de discipulado que vejo os pais se esforçarem para incutir nos filhos é torcer para o time de futebol do coração. Imagine a mesma dedicação, investimento e acompanhamento na vida espiritual? Esse exemplo mostra que é possível sim, fazer um grande trabalho, mesmo sem ser especialista e com formação específica na área. Será que Raquel sabia mais quanto tempo ela teria em companhia de José? Qual seriam as marcas que com  ou sem ela, ele levaria para a vida toda?

Senhor, obrigado pela missão de ser pai e produzir discípulos para ti, começando dentro da nossa própria casa. Envidamos tantos esforços para levar nossos filhos a serem bem preparados para a vida secular e até absorverem nossos gostos e preferencias de lazer e esportes, mas perdemos oportunidade de incutir neles as tuas palavras que produzem a vida eterna. Ao olharmos para ti, encontramos o mais perfeito exemplo e modelo em tudo que precisarmos e podemos aprender contigo. Hoje, minha oração a ti é em favor dos pais que reconhecem que estão aquém do ideal mínimo na transmissão da tua mensagem aos seus filhos. Desperta-os e levanta-os no poder do Espírito Santo para uma vida de fé e vitória, ganhando as primeiras almas de suas vidas, que são os seus próprios filhos. Que a bendita herança do Senhor seja nossa prioridade e nossa maior missão nesta vida. Oramos pelas famílias que se despertarão para começar um novo ciclo, contando com a tua graça e bondade. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

José e Raquel Inclinaram-se

Meditação do dia: 09/06/2020

 

“E chegou também Lia com seus filhos, e inclinaram-se; e depois chegou José e Raquel e inclinaram-se” (Gn 33.7)

José e Raquel e inclinaram-se“As crianças são perfeitas imitadoras; eles insistem em imitar os pais, por mais que esses se esforcem para lhes ensinar boas maneiras.” Gostei muito dessa frase, que encontrei e a inseri num trabalho para casais, a um tempo atrás. Todos sabemos que as crianças copiam os modelos próximos delas e à medida em que vão crescendo, isso segue com quem elas convivem ou admiram. Assim, quem tem seus segredos e mal feitos, não deixem que elas tenham acesso, porque se tornará público primeira oportunidade. Pais cristãos que terceirizam a vida de fé e piedade dos filhos para a igreja, através da ebd ou ministério infantil e dizem que não levam jeito para lidar com crianças e já que a igreja desenvolve líderes e tem bons programas e são saudáveis, nada melhor do que passar isso para ela. Já li algo à respeito de que John Wesley era radicalmente contra Escola Dominical para crianças; segundo ele, isso tiraria dos pais a iniciativa e a responsabilidade pelo ensino bíblico dos filhos. Não é que ele tinha razão! A profissão de fé dos Israelitas desde os tempos antigos, foi acrescida de ordens, mandamentos explícitos quanto à prática doméstica e familiar de se responsabilizar pela educação espiritual dos filhos, PELOS PAIS: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças. E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te (Dt 6.4-7). Amar a Deus inclui guardar no coração as Palavras dele e guarda-las implica em ensinar aos filhos de tempo integral, aqui, sugere ao menos quatro oportunidades diárias para transmissão dos ensinos bíblicos. Uma transmissão poderosa de bênçãos para os filhos está intimamente ligada à cultura do ensino piedoso, para que os filhos reproduzam no futuro, tudo aquilo que foi semeado em seus corações desde pequenos. Deus sempre teve esse cuidado, deixando isso claro ao criar rituais e cerimonias que tinham como finalidade TAMBÉM, perpetuar a memória daquilo que tais festejos e celebrações significavam; nada tão eficiente como os filhos verem desde pequeno os pais fazerem e depois ajudarem a fazer e depois assumirem eles mesmos a responsabilidade por fazer e depois transmitir aos seus descendentes, de geração em geração, de século em século, de novo e de novo outra vez! Um exemplo implantado quando da saída do Egito: Portanto guardai isto por estatuto para vós, e para vossos filhos para sempre. E acontecerá que, quando entrardes na terra que o Senhor vos dará, como tem dito, guardareis este culto. E acontecerá que, quando vossos filhos vos disserem: Que culto é este? Então direis: Este é o sacrifício da páscoa ao Senhor, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios, e livrou as nossas casas. Então o povo inclinou-se, e adorou. E foram os filhos de Israel, e fizeram isso como o Senhor ordenara a Moisés e a Arão, assim fizeram (Ex 12.24-28). Eles fazem isso até hoje, religiosamente, rigorosamente, fielmente. Vemos então a família de Jacó, em risco iminente de sofrer algum mal por parte de Esaú; o pai faz o que lhe é possível e tenda assegurar que a promessa divina de que tudo iria dar certo e contava com algum favor para aplacar a ira represada do seu irmão. Mas todos da família estavam ensinados e preparados para serem educados e corteses, ainda que em situação de risco. O pacificador, age ativamente em seu mundo par promover a paz e a reconciliação, mesmo sabendo que se expõe ao perigo de não ser aceito ou bem visto por aqueles que querem fazer o mal. Vemos Raquel e José se aproximando e se inclinando para saudar o cunhado/tio. Parece que uma das grande lições da vida de José foi aprender a se curvar diante dos grandes, para se tornar grande até que se tornou o maior dos doze irmãos. Já escrevi em meditação anterior, que as pessoas cristãs não tem problemas em serem chamadas de servos e servos; o problema realmente está na atitude de servir. É só dar um rodo, uma vassoura e um pano de chão que você descobrirá o serve que há dentro delas! É servindo que aprendemos! O caminho da grandeza passa pelas estações mais baixas. Os galhos que mais produzem são aqueles que mais se inclinam. As águas das chuvas procuram e abençoam primeiro os lugares mais baixos. Ministérios e dons espirituais só são descobertos e bem utilizados servindo, quando mais serve, melhores ficam. José tem muito que nos ensinar.

Senhor, nós apresentamos a nossa gratidão pela vida e a oportunidade de aprendermos a seguir as instruções de tua Palavra que nos coloca em condições de vantagem sobre o pecado e o mal. Intercedemos pelos pais que lidam com os filhos e precisam confiar em ti para proteger e prosperar seus passos. Reconhecemos que a instrução dada com amor e validada por uma vida coerente de testemunho de fé, abençoa e influencia a vida deles. Agrademos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Os Últimos São os Derradeiros

Meditação do dia: 08/06/2020

 E pôs as servas e seus filhos na frente, e a Lia e seus filhos atrás; porém a Raquel e José os derradeiros. (Gn 33.2)

Os Últimos São os Derradeiros – À poucos dias falei uma daquelas histórias cujos fatos são verdadeiros, mas que provavelmente ela em si, nunca acontecera. Temos outra hoje! Conta-se que Rui Barbosa, um dos nossos “bons baianos,” confessou a alguém que tinha sérias dúvidas sobre o lugar exato em sua vasta biblioteca, que seria adequado para colocar a Bíblia. Segundo o relato ele dizia que se colocasse ela na mais alta das prateleiras, significava que ela era a obra de mais elevada posição, valor e prestígio sobre todas as demais obras; Se a colocasse, na prateleira mais baixa, significaria que ela era a base, o alicerce sobre o qual toda a sabedoria e conhecimento ali presentes estava alicerçados; caso a colocasse no meio, então estaria dizendo que ela era o centro de tudo ali e que dela irradiaria a iluminação para todos os demais conteúdos. Oh! Dúvida cruel! Quando lidamos com família, a nossa, principalmente, sempre tem aquelas asseverações sobre o papel e a lugar de cada um e é claro, os que sofreram mais e os privilegiados ou mais poupados pelos pais. Os mais primeiros, os mais velhos carregam toda a inexperiência dos pais e quando eles já estão bem “amaciados,” vem os mais novos que pegam toda a moleza. Mas como as famílias estão ficando cada vez menores, então o primeiro é o mais velho e o mais novo, ou apenas há um e outro, uma dupla dinâmica. No caso do Zezinho, até então era o último, o caçula do papai e o primeiro da mamãe; ele fora o último a nascer quando a família ainda residia na região de Harã, mas já estavam de malas prontas para a grande viagem de volta para Canaã, a tão falada Terra Prometida que o papai tanto falava, que incutira na mente e no coração de todos, que ali seria o lugar deles e onde prosperariam de verdade. As duas esposas de Jacó, Lia e Raquel, sabiam através de seus pais, que uma tia, chamada Rebeca, irmã dele, tinha vivida o maior “Love History” das antiguidades. Ela foi buscar água no poço fora da cidade e encontrou um homem, que viera da terra de Canaã, à procura de sua família para encontrar uma moça para levar e se casar com um primo rico, filho de Abraão. Se Raquel era romântica e sonhadora e vivia com a cabeça nas nuvens sonhando acordada com o “vale a pena ver de novo,” da titia, não é que o raio caiu duas vezes no mesmo lugar! Só que desta vez, quando ela chegou no poço, o príncipe quase encantado, já estava aguardando por ela; não deu outra, amor à primeira vista! A trama toda só não quebrou a mágica trajetória de felizes para sempre, porque para Raquel e Jacó, no caminho do altar, tinha uma pedra, tinha uma pedra chamada Lia, a irmã solteirona, a futura cunhada que virou esposa como que no despertar de um pesadelo. Raquel ficou para se casar por derradeiro! Na geração de filhos, novamente ele ficou por derradeiro, José, foi o primeiro que se tornou derradeiro também. Agora que tudo ia bem na viagem dos sonhos, Raquel estava grávida novamente e o José perderia o status de derradeiro; mas quando o perigo se pôs de espreita, a o risco de um ataque de um tio revoltado e amargurado, levou Jacó a distribuir mães e filhos e colocados em grupos separados por certa distancia entre uns e outros; sobrou para Raquel e José serem os derradeiros novamente. Quantas vezes mais isso iria se repetir na vida desse menino? Quem se identifica com ele? Quem, na infância, adolescência ou até mesmo na vida adulta, está sempre ficando no fim da fila? Não leve isso para o lado negativo, quando se trata de lições espirituais e sobre o propósito e o agir de Deus em sua vida. Todos nós, seus filhos somos de primeira categoria, somos todos amados e prestigiados e estar no fim da fila diante de Deus, não é desprestígio e nem segregação. Pode ser estratégico e proposital; com Deus, não é verdade que os que chegam por último, bebem água suja. Sempre há provisão de abundancia e fartura, suficiência para todos os convidados. Deus não esquece de ninguém.

Pai, obrigado por reservar um lugar elevado e honroso para todos os teus filhos. Na tua mesa a banquete continuo e abundancia suficiente para todos, todos os dias. Cada de todos os filhos, tem um papel e uma importância nos teus planos e assim ninguém está para trás por desprestígio ou esquecimento. Somos importantes para ti e honrados por fazer parte dos teus planos. Somos agradecidos, somos agraciados em pertencer a tua família. Abba Pai! Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

E Agora, José?

Meditação do dia: 07/06/2020

 “E lembrou-se Deus de Raquel; e Deus a ouviu, e abriu a sua madre. E ela concebeu, e deu à luz um filho, e disse: Tirou-me Deus a minha vergonha. E chamou-lhe José, dizendo: O Senhor me acrescente outro filho.” (Gn 30.22-24)

E Agora, José? – Dificilmente tem alguém com maior deseja de ver chegar a hora de meditar e escrever sobre José, do que eu mesmo. Quando decidi escrever as meditações do dia me baseado nas vidas e pessoas, José foi nome certo na lista. Confesso que na minha cabeça, ao começar em Gênesis, escreveria umas poucas meditações sobre os principais personagens e seguiria em frente. Como os planos mudaram! Graças a Deus que foi para melhor. Tem sido uma experiencia muito agradável e edificante, seguir a vida de pessoas que marcaram a história e nos deixaram um legado de valor espiritual inestimável. Assim, vamos nos aprofundando e nos aperfeiçoando no caminhar com Deus em fé. São Lições preciosas que o Espírito Santo tem compartilhado com todos nós. Ao iniciar a saga de José, talvez de forma muito singela, mas valorizando o agir de Deus em tudo que circundava aquela família. José foi o primeiro filho de Jacó com Raquel. A amada esposa do patriarca, lutar por muito tempo com a incapacidade ou impossibilidade de gerar filhos. Além dos limites da luta pessoa e interior, ela ainda tinha outro fronte, que era a competição da irmã, que fora beneficiada pela tradição de ter que se casar primeiro que a mais nova. Raquel, amava o marido e queria fazer parte da promessa de Deus para a vida dele; afinal ele viera de tão longe, para constituir uma família e ainda no caminho recebeu uma promessa de Deus de que teria uma família com muitos filhos antes de retornar para Canaã. Os muitos filhos estavam chegando, pois Lia, a outra esposa já tivera seis filhos e uma filha; ele dera sua serva por concubina ao marido e obtido dois filhos e a outra concubina, serva de Lia também lhe dera outros dois. Jacó já tinha dez filhos. Para quem viera de uma linhagem de poucos filhos a cada geração, ter dez filhos era muito abençoado. Para Raquel, até então ela estava fora do melhor da promessa para Jacó e a aliança com Deus, para as próximas gerações até se tornarem uma grande nação. Deus lembrou de Raquel e de suas orações; ela não desistira e muito menos Deus desistira dela. O quadro de vergonha e desprezo que ela sentia por não contemplar e recompensar todo o amor de Jacó e os sonhos que tiveram juntos. Foi exatamente aí que apareceu José. Quando soube da novidade, Raquel desabafou em tom de triunfo: Deus tirou a minha vergonha! José significa “Deus acrescenta,” no sentido de aumentar; uma profecia para a vinda algum tempo depois para a chegada de Benjamim. O nascimento de José, também marcou o tempo em que Jacó reconheceu ser o momento adequado para voltar à casa de seus pais em Canaã. Seu nascimento foi então um marco de mudanças na vida de todos. Quem tem promessas de Deus, não deve desistir devido as circunstancias de esterilidade que envolve o presente. Lute em oração e determine perseverar e permita Deus providenciar as mudanças e tornar em realidade suas promessas para sua vida.

Senhor, obrigado pela oportunidade de estudarmos a tua Palavra através da vida e da história de José, um homem que nos serve muito bem de exemplo e modelo a ser seguido e copiado. Queremos fazer desses dias difíceis e da realidade estéril que nos cerca nesses dias de crise mundial de saúde e insegurança social, para crescermos na fé e na qualidade de vida devocional diante do Senhor. Guia-nos pelos caminhos da verdadeira intimidade e consagração de vida, como foi a vida de José. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Vermelho & Branco

Meditação do dia: 06/06/2020

 “Os olhos serão vermelhos de vinho, e os dentes brancos de leite.” (Gn 49.12)

Vermelho & Branco – Existem histórias que relatam um fato verídico, mas que na verdade pode não ter acontecido. Isto quer dizer que a narrativa e o princípio moral ou espiritual que se pretende ensinar, é verídico, mas a história pode ser uma mera ficção, ou adaptação ou ainda suas origens são imprecisas ou desconhecidas. Muito bem, dito isso, vou citar uma dessas pérolas. Circula, ou circulou nos arraias evangélicos que o Evangelista Billy Graham em certa ocasião participou de uma reunião ministerial, ou assembleia de determinada igreja e na pauta constava a discussão sobre disciplina de um dos diáconos da referida igreja, acusado de embriaguez. No calor das discussões, a maioria absoluta querendo aplicar a disciplina, pois muitos textos bíblicos atestam pela abstinência de vinho, citando inclusive e principalmente Paulo, E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito (Ef 5.18). Foi então que o nobre colega evangelista de renome internacional, pediu a palavra e ao lhe ser concedida, ele perguntou quantos mais diáconos a igreja tinha; ao ser informada do número, ele voltou a indagar: Quantos desses demais são cheios do Espírito Santo? Pairou aquela calmaria e aquele silencio de suspense, como se fosse algo inédito ou como saber responder um pedido desses? Diante da paralisia, então ele retomou: “O mesmo versículo que vocês estão utilizando para justificar a disciplina de um cristão por beber vinho ou bebida alcoólica, também afirma que ao invés isso os cristãos devem, precisam, imperativamente serem cheios do Espírito! Se os demais diáconos da igreja não bebem, mas também não são cheios do Espírito Santo, devem igualmente serem disciplinados, conforme a verdade do mesmo versículo.” Não sei o final da história da tal assembleia; mas aprendi uma lição importante para minha vida. Na bênção profética paternal de Israel para seu filho Judá, ele inseriu as verdades, que tem também cunho cultural de hábitos culinários e gastronômicos, juntando-se aos muitos outros espalhados pelas Escrituras Sagradas. Vemos relados de efeitos negativos da bebida e temos também relatos de efeitos positivos, saudáveis, medicamentoso, festivo e outras tantas mais possibilidades. Não vou entrar no mérito aqui, de A ou B, ou muito pelo contrário, porque o propósito aqui é aprendermos com a vida e a experiencia de Judá, perscrutando todos os fragmentos dos relatos que encontramos. Aprendemos com os acertos e virtudes, como com os erros, pecados e dúvidas de sua pessoa. Aqui, o barco segue em frente, pois sabemos manejar as velas e tirar proveito até de vento contrário. Israel está abençoando-o de forma profética citando aspectos futuros, figurados, mas que se confirmarão no tempo e modo oportuno de fato e direito. Aqui, o pai fala sobre a fartura, a provisão abundante, a riqueza e a alegria que haveria de fazer parte da herança daquele filho, extensivamente aos seus descendentes imediatos e as gerações posteriores quando se tornariam uma tribo e fariam parte de uma grande nação. Judá seria uma referencia da prosperidade e da bênção de Deus. Na Terra Prometida e naquela época a viticultura era gerador a de riqueza e prosperidade e as boas pastagens produzira bons frutos para o agronegócio e a pecuária, e os produtos lácteos judaicos fariam a alegria da garotada que mostraria bigodes brancos de leite nas crianças e até nos adultos. Abundancia de provisão! Geração de trabalho e riquezas, sendo tudo isso promoção de alegria e contentamento.

Pai, obrigado por seu generoso e abençoador para com nossas famílias e nossa nação, ao nos dar condições de produzir e gerar suprimentos e riquezas através do trabalho e habilidades criativas. O trabalho é uma bênção e faz parte do processo de sermos produtivos, laboriosos e desempenharmos o uso dos dons e habilidades com as quais fomos presenteados desde o nascimento. O pão nosso de cada dia que nos dás, vem de mãos operosas e trabalhadoras. As habilidades em toda a cadeia produtiva são bênçãos da tua generosidade e agradecemos por elas, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason